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Na época tecnológica em que vivemos, a partilha de informação da mais popular até a

científica é um dado adquirido.

Pensamos que a nossa área profissional a da Saúde, seja um dos temas mais debatidos

no planeta, devido às implicações que tem com o nosso dia -a -dia.

Não existia até agora um local onde verdadeiramente pudéssemos trocar opiniões,

expor atualizações e falar da Saúde em geral para todo o mundo, desde técnicos a

leigos, vamos debater e partilhar informação na área da Saúde de uma forma honesta,

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Carlos Dinis MD

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#Neuropatia pós-QT para #câncer de mama pode durar anos

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Liam Davenport

Pacientes com câncer de mama em estágio inicial que fazem quimioterapia (QT) adjuvante podem apresentar neuropatia periférica, mesmo anos após a conclusão do tratamento, resultando no comprometimento da qualidade de vida, dizem pesquisadores norte-americanos, instando os médicos a considerarem a repercussão prolongada de suas escolhas terapêuticas.

Após uma revisão sistemática das evidências atuais sobre neuropatia periférica no câncer de mama em estágio inicial ter apresentado poucas informações valiosas, a equipe estudou dados de mais de 1.500 mulheres que receberam várias combinações de quimioterapia adjuvante como parte de um ensaio clínico randomizado.

Os pesquisadores descobriram que as mulheres que receberam doxorrubicina e docetaxel adjuvante, ou doxorrubicina, ciclofosfamida e docetaxel concomitantes, em vez de um esquema de doses cumulativas mais elevadas de docetaxel, apresentaram aproximadamente metade da probabilidade de ter neuropatia periférica grave e prolongada, desfecho este associado a diminuição importante da pontuação nas escalas de qualidade de vida.

A revisão sistemática e o estudo foram publicados on-line em 24 de agosto no periódico Journal of the National Cancer Institute.

A Dra. Patricia Ganz, médica e diretora do Center for Cancer Prevention and Control Research no Jonsson Comprehensive Cancer Center da University of California, Los Angeles, e autora dos dois artigos, disse: “Há muito pouco tratamento para a neuropatia, e não há nada que comprovadamente funcione de fato”.

   Como não temos nenhum tratamento eficaz, idealmente, o melhor seria evitar que isso acontecesse.Dra. Patricia Ganz

“Como não temos nenhum tratamento eficaz, idealmente, o melhor seria evitar que isso acontecesse, não prescrevendo determinado esquema quimioterápico se for provável que este tenha pouquíssimo benefício adicional”, continuou a pesquisadora.

“Alternativamente, esta classe de quimioterápicos pode ser evitada nas pacientes com maior risco de neuropatia persistente. No mínimo, as pacientes precisam ser informadas sobre a probabilidade de os sintomas persistirem”, disse a Dra. Patricia em um comunicado à imprensa.

Os achados também destacam a necessidade de novas pesquisas sobre a neuropatia periférica e o impacto de outros esquemas quimioterápicos, de modo a identificar quais terapias podem erradicar o câncer sem resultar em comprometimento da qualidade de vida em longo prazo.

A coautora Dra. Joy Melnikow, médica e diretora do Center for Healthcare Policy and Research da University of California, em Davis, disse que estas descobertas são uma “chamada à ação”.

“Não podemos definir inequivocamente a frequência da neuropatia periférica, ou compreender as diferenças entre os esquemas quimioterápicos com os dados dos quais dispomos”, comentou a Dra. Joy.

“Esta questão dos efeitos adversos entre as pacientes que sobrevivem ao câncer vai além da neuropatia periférica. Existem outros efeitos que precisam ser considerados no momento em que as mulheres tomam decisões sobre o próprio tratamento”, acrescentou a pesquisadora.

Revisão mostrou escassez de dados disponíveis

Para examinar as atuais evidências sobre a incidência e a prevalência de neuropatia periférica entre as mulheres que fazem quimioterapia adjuvante para o câncer de mama em estágio inicial, e o impacto dela nos desfechos e na qualidade de vida informados pelas pacientes, os autores pesquisaram os bancos de dados MEDLINEPubMedEmbasee a Cochrane Library em busca de estudos relevantes publicados entre 1990 e 2016.

Os pesquisadores se concentraram nos esquemas adjuvantes atuais com antraciclinas, taxanos, e compostos de ciclofosfamida e platina. Inicialmente, foram identificados 364 artigos; foram considerados 60 artigos com texto completo, dos quais apenas cinco continham dados sobre desfechos durante pelo menos o primeiro ano subsequente ao diagnóstico.

Usando a Newcastle-Ottawa Scale para estudos não randomizados, e os critérios de Cochrane para os ensaios clínicos randomizados, a equipe classificou três publicações, detalhando dois estudos, como sendo de boa qualidade e duas como de qualidade razoável.

   A descoberta mais marcante da revisão foi a pequena quantidade de dados disponíveis.Dra. Joy Melnikow

A Dra. Joy observou: “A descoberta mais marcante da revisão foi a pequena quantidade de dados disponíveis. E esses estudos informam uma ampla gama de frequência de neuropatia periférica, de apenas 11% a mais de 80% das pacientes, durante um a três anos após o tratamento”.

Os pesquisadores constataram haver um alto grau de variabilidade nos estudos. Identificaram ainda seis medidas diferentes usadas para avaliar a neuropatia periférica, bem como grandes variações de desenho de estudo, esquemas quimioterápicos utilizados, posologias, variáveis capturadas, tempo de acompanhamento e medidas de desfecho.

Foco em um grande ensaio clínico

Para obter uma imagem mais clara da repercussão da neuropatia periférica prolongada entre as pacientes com câncer de mama, os pesquisadores se concentraram em um grande ensaio clínico, examinando os dados do National Surgical Adjuvant Breast and Bowel Project Protocol B-30, no qual mulheres com câncer de mama em estágio inicial com linfonodo positivo foram designadas aleatoriamente em uma proporção de 1: 1: 1 a um dos seguintes esquemas:

  • quatro ciclos de doxorrubicina 60 mg/m2 com ciclofosfamida 600 mg/m2 a cada três semanas, seguidos de quatro ciclos de docetaxel 100 mg/m2  a cada três semanas (AC → T);
  • quatro ciclos de doxorrubicina 60 mg/m2 com ciclofosfamida 600 mg/m2, com docetaxel 60 mg/m2 a cada três semanas (ACT); ou
  • quatro ciclos de doxorrubicina 60 mg/m2 com docetaxel 60 mg/m2 a cada três semanas (AT).

A qualidade de vida foi avaliada utilizando o Functional Assessment of Cancer Therapy-Breast Trial Outcome Index ao início do estudo, durante a quimioterapia, e nas consultas de acompanhamento aos seis, 12, 18 e 14 meses.

Os sintomas foram estimados usando a lista de verificação de sintomas Breast Cancer Prevention Trial, com determinação da gravidade da neuropatia periférica a partir da resposta a uma pergunta sobre o quanto as pacientes se sentiam incomodadas pela sensação de dormência ou formigamento nas mãos ou nos pés.

Das 5.351 pacientes, 2.156 foram incluídas no subestudo da qualidade de vida, e 2.051 pacientes foram elegíveis para a análise. Não houve diferenças significativas entre os grupos terapêuticos em termos de características demográficas e tumorais.

Ao início do estudo 18,5% das pacientes referiram neuropatia periférica, 15,8% no grupo AC → T, 20,7% entre as pacientes tratadas com ACT e 19,1% das pacientes tratadas com AT.

Aos dois anos havia dados completos disponíveis sobre 1.512 pacientes. Destas, 41,9% informaram neuropatia periférica, com 10,3% referindo sintomas graves. As pacientes tratadas com AC → T tiveram maior índice de neuropatia periférica do que as pacientes nos outros grupos terapêuticos, 49,8% contra aproximadamente 35%.

Pela análise univariada, os fatores associados à gravidade da neuropatia periférica aos 24 meses foram idade da paciente, índice de massa corporal (IMC), menopausa, esquema quimioterápico utilizado, existência de sintomas de neuropatia ao início do estudo, tipo de cirurgia, realização de radioterapia, e classificação dos linfonodos.

A análise multivariada revelou que, em comparação ao AC → T, os esquemas ACT e AT foram associados a menor risco de neuropatia periférica grave e prolongada, com odds ratios (ORs) de 0,59 e 0,45, respectivamente (P < 0,001).

A neuropatia periférica ao início do estudo esteve associada a um risco significativamente maior de sintomas prolongados, com OR de 2,67 (< 0,001). Idade de pelo menos 50 anos (= 0,005), comprometimento de ≥ 4 linfonodos (= 0,01), realização de mastectomia em vez de tumorectomia (= 0,002) e IMC ≥ 25 kg/m2 (< 0,001) também foram associados a maior risco de neuropatia prolongada.

Os pesquisadores observaram que a neuropatia prolongada de maior gravidade foi associada significativamente a pior qualidade de vida (P < 0,001, para a tendência), com pontuações variando de 57,9 entre as pacientes que se sentiam “muito” incomodadas pela neuropatia periférica, a 76,79 entre aquelas sem sintomas.

Os autores concluem que “os menores índices de neuropatia periférica nas pacientes que receberam os esquemas de doxorrubicina adjuvante e docetaxel ou doxorrubicina, ciclofosfamida e docetaxel concomitantes, ambos contendo doses cumulativas mais baixas de docetaxel, podem ser um fator importante para embasar a escolha desses esquemas para pacientes com sintomas neuropáticos preexistentes ou outros fatores de risco de neuropatia, porque as diferenças nos desfechos de sobrevida e ausência de doença nos ensaios com estes esquemas foram de magnitude modesta em comparação com o esquema de taxano com doses mais elevadas.

“A escolha do esquema quimioterápico” deve incluir a consideração dos efeitos adversos prolongados e a tomada de decisões esclarecidas, que incluam as pacientes no processo decisório”, acrescentam.

Esta revisão foi subsidiada por um contrato do National Cancer Institute, pelos National Institutes of Health e pela Breast Cancer Research Foundation. O estudo foi financiado pelos National Institutes of HealthNational Cancer Institute (NCI), Department of Health and Human ServicesPublic Health Service,Breast Cancer Research Foundation e por meio de um contrato do NCI.

A Dra. Patricia Ganz é membro do Conselho Consultivo Científico da Breast Cancer Research Foundation. Um dos coautores tem vários vínculos com a indústria farmacêutica, conforme listado no artigo publicado.

J Natl Cancer Inst. Publicado on-line em 24 de agosto de 2017. Resumo da revisão; Resumo do estudo

#”Pneus” na cintura aumentam mais o #risco de câncer do que aumento do #IMC e do #percentual de gordura corporal

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Alexander M. Castellino, PhD

Madri, Espanha – Mais do que o excesso de peso por si só, a obesidade central – definida como o aumento da proporção entre a gordura no tronco e a gordura periférica – faz com que as mulheres depois da menopausa tenham maior risco de receber um diagnóstico de câncer, apontou um estudo apresentado no congresso de 2017 da European Society for Medical Oncology (ESMO).

“Essas descobertas impulsionam as prioridades de controle de peso para as mulheres nesta faixa etária, cuja tendência é ganhar peso abdominal”, disse a pesquisadora do estudo Line Maersk Staunstrup, MSc, doutoranda na Nordic Bioscience and ProScion, em Herlev (Dinamarca).

“Ao estimar o risco de câncer, o índice de massa corporal (IMC) e o percentual de gordura podem não ser medidas adequadas porque não avaliam a distribuição da gordura corporal”, explicou a pesquisadora. “A gordura não é apenas gordura, mas o local no corpo onde é armazenada é importante”, acrescentou a autora.

“Nosso estudo mostra que evitar a obesidade central pode conferir maior proteção”, disse Line.

O estudo e os resultados dinamarqueses

Prospective Epidemiologic Risk Factor foi um estudo de coorte observacional e prospectivo destinado a aprofundar o conhecimento acerca das doenças relacionadas com a idade nas mulheres depois da menopausa na Dinamarca.

De 1999 a 2001, foram recrutadas 5.855 mulheres (média de idade de 71 anos). Os pesquisadores obtiveram informações clínicas e demográficas. A densitometria óssea foi realizada no momento do recrutamento. A densitometria óssea é a maneira mais precisa de verificar a massa óssea, a massa magra e a massa de gordura, observam os autores.

Os dados foram subgrupados em três categorias diferentes: câncer de mama e/ou ovário, câncer pulmonar e/ou gastrointestinal, e outros tipos de câncer. Os modelos de regressão de risco proporcional de Cox foram utilizados para examinar a associação entre a distribuição da gordura corporal e o risco de incidência de câncer, ajustados por fatores de risco convencional, como o índice de massa corporal.

Os diagnósticos de câncer e as informações sobre as causas de morte foram obtidos de diferentes registros dinamarqueses até 2012. O acompanhamento durou em média 12 anos.

Usando informações obtidas dos registros nacionais de câncer, os pesquisadores do estudo descreveram 811 tumores nas mulheres, e mostraram que a obesidade central foi um indicador independente significativo para o diagnóstico de câncer até 12 anos após o início do estudo (hazard ratioHR = 1,30; intervalo de confiança, IC, de 95%, de 1,11 a 1,52; < 0,001). Surpreendentemente, observou Line, nem o IMC nem o percentual de gordura representaram um risco significativo para o diagnóstico de câncer.

Especificamente, houve 293 casos de câncer de mama e ovário, 345 casos de câncer de pulmão e de sistema digestivo, e outros 173 tipos de câncer. Entre esses grupos de câncer, a obesidade central só foi fator de risco de diagnóstico de câncer para o câncer de pulmão e o câncer de sistema digestivo (HR = 1,42; < 0,01).

Line também ficou surpresa com o fato de que a obesidade central não foi um fator de risco independente para o diagnóstico de câncer de mama e de ovário.

Os pesquisadores determinaram que apenas os tumores de pulmão e do sistema digestivo estavam associados à obesidade central (para câncer de pulmão: HR = 1,68; IC de 95%, de 1,12 a 2,53; P < 0,05; para câncer do sistema digestivo: HR = 1,34; IC de 95%, de 1,0 a 1,8; P < 0,05).

Outros fatores de risco de câncer adicionais foram idade avançada, uso de terapia de reposição hormonal e tabagismo. Entretanto, após o ajuste para esses fatores de risco, a proporção da gordura permaneceu sendo um fator de risco independente, informaram os autores do estudo.

“As mulheres mais velhas podem muito bem usar essa informação, já que se sabe que a transição da menopausa inicia uma modificação que leva à deposição da gordura corporal na região central do tronco. Portanto, as mulheres devem prestar atenção especial ao próprio estilo de vida quando se aproximam da menopausa”, disse Line.

“Além disso, os médicos podem usar essas informações para ter uma conversa sobre prevenção com as mulheres que têm maior risco de câncer. Embora os médicos tenham acesso a aparelhos de densitometria de corpo inteiro na maioria dos hospitais, foram disponibilizados no mercado aparelhos portáteis, o que pode permitir o exame ósseo e da gordura regional. No entanto, este pode não ser o método mais confiável para medir a obesidade central”, concluiu a pesquisadora.

Comentando o estudo, o Dr. Andrea De Censi, médico do Ospedali Galliera, em Genova (Itália), disse que o estudo fornece uma confirmação importante do papel da obesidade, e particularmente da resistência à insulina, na etiologia de vários tipos de câncer.

“Embora a obesidade tenha sido previamente relacionada com o risco de câncer, a ligação dela com o câncer de pulmão é nova e intrigante”, disse o médico em um comunicado à imprensa.

“O aumento dos níveis de insulina, resultantes do consumo excessivo de carboidratos simples como batatas, trigo, arroz e milho, resultam no acúmulo de gordura, especificamente visceral e abdominal”, explicou o Dr. De Censi. A insulina também exerce efeitos prejudiciais na produção hormonal, e as células adiposas aumentam a inflamação crônica em todo o corpo, outro fator de risco para vários tipos de câncer.

“Estes dados abrem a porta para que os médicos iniciem uma série de intervenções para os pacientes obesos. Além da perda de gordura com dieta e exercícios, pode haver algum papel para os medicamento contra o diabetes, como a metformina, que pode diminuir os efeitos da insulina e contribuir para a prevenção do câncer”, disse o Dr. De Censi.

Os autores informaram não ter nenhum conflito de interesse relativo ao tema.

Congresso de 2017 da European Society for Medical Oncology (ESMO). Apresentado em 10 de setembro de 2017. Resumo 1408P.

#El #corazón de las personas con #obesidad sufre una #sobrecarga de trabajo

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Se vuelve prematuramente ‘viejo’.

El corazón de las personas con obesidad sufre una sobrecarga de trabajo, hipertensión y se vuelve ‘viejo’, tal y como ha explicado el experto en Cirugía de Obesidad y Diabetes de los hospitales del Grupo HLA, HLA La Vega en Murcia y HLA Universitario Moncloa en Madrid, Miguel Ángel Escartí.
Y es que, prosigue, aunque en estos pacientes el corazón como bomba sigue siendo el mismo, necesita mover más sangre a más volumen de tejido, una sobrecarga que reacciona (como cualquier músculo) aumentando su tamaño, sobre todo en el ventrículo izquierdo, lo que puede derivar en una insuficiencia cardiaca.
Por mecanismos no relacionados en su totalidad con el corazón, la obesidad suele generar hipertensión, lo que supone un aumento significativo del trabajo cardíaco. Lo que implica mayor sobrecarga. Además, el corazón se vuelve ‘viejo’, es decir, tiene una edad superior a la real, porque las arterias que lo alimentan se van obstruyendo por la arterioesclerosis y porque el músculo se va deteriorando”, ha señalado el experto.
De hecho, estudios han demostrado que la obesidad es un importante factor de predicción de la enfermedad cardiovascular, independientemente de otros factores como la edad, niveles de colesterol o diabetes. Además, la obesidad se asoció a otros factores de riesgo que también influyen en la mortalidad cardiovascular como la hipertensión, hipercolesterolemia y la diabetes.
“La pérdida de un 10% del peso corporal, dejar de fumar, caminar regularmente y cuidar la tensión arterial y el nivel de colesterol y triglicéridos mejoran sensiblemente la función cardíaca. Los endocrinólogos, internistas, nutricionistas y psicólogos de los hospitales HLA podemos ayudar al paciente en este proceso. En el peor de los casos, si el paciente padece una obesidad muy importante y una cardiopatía grave, la cirugía de la obesidad mórbida puede realizarse en el 90% de los casos”, ha zanjado el Dr. Escartí.

#Los #juegos de #realidad virtual pueden ayudar a aliviar el #dolor (Pain Med)

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No sólo por la distracción que conlleva.

No sólo por la distracción que conlleva.

Investigadores de la Princeton University (Estados Unidos) aseguran que los juegos de realidad virtual pueden ser una herramienta eficaz para aliviar el dolor, y no sólo por la distracción que puede conllevar sino por provocar también pequeños cambios cerebrales.
En concreto, según han descrito en un artículo en la revista “Pain Medicine”, han visto que puede provocar cambios en el sistema nervioso cuando se utiliza para ayudar a reprogramar el modo en que una persona responde al dolor.
“Se necesita más investigación para saber si la realidad virtual es verdaderamente efectiva, pero tener más opciones para tratar el dolor es algo prometedor”, según ha destacado Anita Gupta, investigadora de la Woodrow Wilson School of Public and International Affairs y una de las autoras de este trabajo.
La tecnología de la realidad virtual ha existido durante décadas, aunque ahora sea más accesible, y se utiliza en una gran variedad de fines médicos como la fisioterapia, el tratamiento de quemaduras o el alivio del dolor dental
En su trabajo analizaron diferentes artículos publicados entre 2000 y 2016 que exploraban el uso de la realidad virtual como alivio del dolor, identificando en total cuatro pequeños experimentos y dos estudios piloto sobre el tema.
Además del dolor agudo, algunos de estos estudios examinaban su eficacia en pacientes con cuadros de dolor crónico, como migraña o fibromialgia, y en ellos la realidad virtual se combinó con otros tratamientos como los mecanismos de biorretroalimentación y la terapia cognitivo-conductual.
En general, los resultados de los estudios analizados demostraron que la realidad virtual podía ayudar en lo que se conoce como terapia de acondicionamiento y exposición, un tipo de terapia conductual que busca ayudar a los pacientes a cambiar su forma de sentir el dolor.
Pero sus hallazgos también apuntaron a su uso para reducir la dependencia de analgésicos, e incluso podría ayudar a frenar su uso indebido de estos medicamentos con elevado potencial adictivo.
Los pacientes deben entender que la realidad virtual es sólo una herramienta para diseñar tratamientos, y no un tratamiento por sí mismo”, ha reconocido Max Ortiz Catalán, investigadora de la Chalmers tekniska högskola (Suecia), que no participó en este estudio.

Growing demand for #palliative neurology

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Experts have highlighted the issue at the XXIII World Congress for Neurology.
Experts have highlighted the need to incorporate palliative approaches in neurological care at the XXIII World Congress for Neurology in Kyoto in Japan this week. Delegates attended a special session on the role of palliative neurology where they discussed the growing demand for such care, not least due to ever higher life expectancy rates worldwide.
Neurology is among the fields where there are a vast number of progressive diseases that cannot be cured, but can be slowed down and accompanied by optimum therapies.
“The need to incorporate palliative approaches in neurological care is obvious,” said Secretary General of the World Federation of Neurology, Prof Wolfgang Grisold. “The overriding premise must always be to address the very different individual needs of patients as much as possible and to retain their subjective quality of life as effectively as possible.
While palliation is still sometimes seen as the end of treatment or as a “failure” of medicine, Prof Grisold described this as faulty reasoning. “Disease processes ultimately transition into a terminal phase in different ways,” he said. “Of course, the choice of palliative approach must be well-founded and balanced, as with any other medical decision.”

#Cancer patients receive #suboptimal treatment for #myocardial infarction

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Cancer patients were less likely to receive recommended drugs and interventions for myocardial infarction.

Findings from a new study have prompted calls for more research into the treatment of myocardial infarction (MI) in patients with cancer.
The study of 35,000 MI patients, published in the European Heart Journal: Acute Cardiovascular Care , found patients with a history of cancer were less likely to receive guideline-recommended treatment and had worse inhospital outcomes than non-cancer patients.
Patients with a history of cancer were 24 per cent less likely to undergo percutaneous coronary intervention, 18 per cent less likely to receive P2Y12 antagonists, and 13 per cent less likely to receive statins.
In addition, patients with a history of cancer experienced more complications and were 45 per cent more likely to die while in hospital.
Senior author Dr Dragana Radovanovic, said more research is needed to find out why cancer patients receive “suboptimal treatment for myocardial infarction” and have poorer outcomes. “Possible reasons could be the type and stage of cancer, or severe comorbidities. Some cancer patients may have a very limited life expectancy and refuse treatment for myocardial infarction,” she added.

Pesquisa sugere que #inibidores de bomba de prótons não são superiores a #intervenção dietética para o #tratamento do #refluxo

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Tara Haelle

Uma dieta ao estilo mediterrâneo baseada primariamente em vegetais, com água alcalina, apresentou uma melhora significativamente maior dos sintomas de refluxo laringofaríngeo (RLF) do que o tratamento com inibidores da bomba de prótons (IBPs), mostrou um estudo retrospectivo publicado no dia 7 de setembro no JAMA Otolaryngology–Head & Neck Surgery.

“Este estudo indica que, ao suplementar com água alcalina e uma dieta estilo mediterrâneo, o controle efetivo dos sintomas como definido pelo ISR (índice de sintoma de refluxo) pode ser obtido sem uso de IBP”, escrevem o Dr. Craig H. Zalvan, do New York Medical College,em Valhalla, e colaboradores.

“Outros benefícios desta abordagem baseada na dieta incluem melhor controle e redução do risco de doenças cardiovasculares, diabetes, acidente vascular cerebral e câncer, evitando os riscos de interação ou complicação de medicamentos”.

Os pesquisadores analisaram retrospectivamente os prontuários médicos de duas coortes de diferentes períodos de tempo que receberam diversos tratamentos para refluxo laringofaríngeo. Uma coorte de 85 pacientes, de 2010 a 2012, com uma média de idade de 60 anos, usou esomeprazol duas vezes ao dia ou o dexlansoprazol diariamente. Eles também seguiram as precauções dietéticas padrão de refluxo, inclusive evitando café, chá, chocolate, refrigerante, álcool, e alimentos gordurosos, fritos e picantes.

A outra coorte, 99 pacientes, de 2013 a 2015, com uma idade média de 57 anos, recebeu água alcalina e uma dieta 90% ao estilo mediterrâneo a base de vegetais, além de precauções padrão contra refluxo. (A água tinha um pH acima de 8,0). Pacientes com comorbidades potencialmente confusoras, como tosse, história de dor neuropática ou disfonia, foram excluídos.

Os pesquisadores compararam a mudança nos escores ISR entre os dois grupos após seis semanas de tratamento. Entre aqueles que tomaram IBPs, 54,1% apresentaram redução no mínimo de 6 pontos no ISR, a menor melhora considerada clinicamente significativa. A redução média no ISR em todo o grupo foi de 27,2%.

Enquanto isso, 62,6% daqueles que receberam água alcalina e dieta apresentaram melhora significativa no ISR (diferença entre os grupos = 8,05; intervalo de confiança, IC, de 95%, de 5,74 a 22,76). Este grupo teve uma redução média de 39,8% no ISR (diferença entre os grupos = 12,1, IC de 95%, de 1,53 a 22,68).

No entanto, quando o ISR foi tratado como uma variável contínua, não houve diferença significativa na variação média no ISR entre os dois grupos (-5,92 em relação a -7,05, diferença nas médias = 1,12; IC de 95%, de -1,00 a 3,24)

Pacientes em ambos grupos apresentaram sintomas diferentes, como tosse, disfagia e disfonia, mas existiu pouca força para analisar diferenças estatisticamente significativas em subgrupos. Este é um futuro objetivo de pesquisa dos autores.

Os autores reconhecem que a falta de um padrão-ouro na avaliação diagnóstica do refluxo laringofaríngeo torna difícil comparar os achados do estudo. Além disso, o desenho do estudo (de revisar retrospectivamente prontuários) traz múltiplos vieses potenciais, e alguns pacientes com mais de um diagnóstico podem ter passado através dos critérios de participação e adicionado fatores de confusão. Os autores também não conseguiram associar a melhora nos sintomas especificamente à água alcalina ou à dieta de forma independente.

“O tratamento do refluxo laringofaríngeo é controverso”, escreve o Dr. Robert T. Kavitt, da University of Chicago, Illinois, em um editorialrelacionado. A American Gastroenterological Association aconselha que os pacientes com a condição, mas sem os sintomas típicos, evitem IBPs, ao passo que as diretrizes da American Academy of Otolaryngology-Head and Neck Surgery sugerem que a maioria dos pacientes com a doença use IBPs duas vezes ao dia durante pelo menos seis meses.

“Dada a abordagem conflitante das diretrizes das duas sociedades, bem como dados limitados sobre o papel da terapia clínica no tratamento do refluxo laringofaríngeo, é importante avaliar opções adicionais para oferecer aos pacientes”, escreve o Dr. Kavitt.

Embora os IBPs sejam o tratamento farmacológico atual mais efetivo para refluxo laringofaríngeo, os efeitos adversos podem ser um obstáculo ao tratamento contínuo. Os autores citam pesquisas passadas mostrando que entre 40% e 80% das pessoas não devem receber prescrição de IBP.

“Os inibidores da bomba de prótons podem causar efeitos adversos, como dor abdominal, náuseas, diarreia e constipação”, escrevem Dr. Zalvan e colaboradores. “Além disso, eles foram associados a uma variedade de outros eventos adversos, incluindo pólipos de glândulas fúndicas secundários a hipergastrinemia, hipomagnesemia, hipocalcemia, fraturas ósseas, diminuição da absorção de vitamina B12, diarreia e pneumonia, embora a evidência do significado clínico destas relações seja limitada”.

Os autores também observam uma associação identificada entre o uso de IBP e risco aumentado de infarto do miocárdio, demência, acidente vascular cerebral e mortalidade cardiovascular. Além disso, os IBPs são conhecidos por interagir com outros medicamentos, e “reações e interações medicamentosas representam uma porcentagem considerável” de mortes resultantes de erros médicos, escrevem os autores.

“Atualmente os pacientes têm com frequência preocupações com o uso crônico de IBPs devido ao potencial perfil de efeitos adversos. Dessa forma, seria de grande benefício poder oferecer opções adicionais além de medicamentos para supressão de ácido aos pacientes com refluxo laringofaríngeo”, escreve o Dr. Kavitt. Ele também identificou outras limitações para o estudo que pesquisas futuras poderiam abordar, como a falta de dados sobre o peso dos participantes, especialmente porque a perda de peso da dieta pode ter influenciado os resultados.

“Ainda assim, os resultados deste estudo são intrigantes, e sugerem uma possível mudança em futuros paradigmas de tratamento do refluxo laringofaríngeo, se os resultados forem confirmados”, conclui o Dr. Kavitt.

O Dr. Zalvan atua no conselho consultivo científico da Restech Corporation, mas não recebe nenhuma compensação financeira. Os outros autores e o Dr. Kavitt declararam não possuir conflitos de interesses relevantes.

JAMA Otolaryngol Head Neck Surg. Publicado on-line em 7 de setembro de 2017. Resumo, Editorial