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Bem Vindos

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Na época tecnológica em que vivemos, a partilha de informação da mais popular até a

científica é um dado adquirido.

Pensamos que a nossa área profissional a da Saúde, seja um dos temas mais debatidos

no planeta, devido às implicações que tem com o nosso dia -a -dia.

Não existia até agora um local onde verdadeiramente pudéssemos trocar opiniões,

expor atualizações e falar da Saúde em geral para todo o mundo, desde técnicos a

leigos, vamos debater e partilhar informação na área da Saúde de uma forma honesta,

séria e global…

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Carlos Dinis MD

Juan Ortiz Rubio MD

O efeito nocebo explica as queixas musculares relacionadas à estatina?

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Dra. Connie B. Newman

 

As estatinas são usadas por cerca de 25 milhões de adultos nos Estados Unidos.[1] A primeira, a lovastatina,[2] foi aprovada há cerca de 30 anos, e desde então esses medicamentos foram prescritos para reduzir eventos cardiovasculares (CV) e mortalidade em pacientes com ou sem doença CV.[3,4]

Aqui está o que você precisa saber.

1. Estatinas reduzem o risco cardiovascular.

Numerosos ensaios controlados randomizados descobriram que as estatinas reduzem o risco de infarto agudo do miocárdio (IAM), acidente vascular encefálico isquêmico (AVEi) e mortalidade vascular, começando com o Scandinavian Simvastatin Survival Study.[5]

Uma meta-análise de ensaios controlados randomizados, incluindo 170.000 participantes, concluiu que os pacientes em tratamento com estatina tiveram uma redução de 22% no risco, por cada 1 mmol / L (39 mg / dL) diminuído de colesterol LDL, para eventos vasculares maiores (doença arterial coronariana, AVEi e procedimentos de revascularização) em comparação com aqueles em tratamento com placebo ou terapia padrão. Houve também uma redução de risco de 10% na mortalidade total para cada redução de 1 mmol / L de LDL.[4]

Estes efeitos foram semelhantes em todos os grupos de idade, sexo, LDL basal e doença vascular prévia.

Uma meta-análise separada também constatou que os pacientes com baixo risco CV (abaixo de 10%) tiveram benefícios cardiovasculares em terapias com estatina.[6] Isto sugere que a redução dos níveis de LDL em 80-120 mg / dL (2-3 mmol / L) reduziria o risco CV em 40% a 50% dentro de alguns anos. Os efeitos nas doenças vasculares e na mortalidade foram semelhantes em homens e mulheres com risco cardiovascular equivalente.[7]

2. Benefícios das estatinas superam qualquer risco de segurança; efeitos adversos graves são raros.

A miopatia induzida pelo uso de estatina é definida[8] aqui e nas bulas da maioria das estatinas como dores ou fraquezas musculares inexplicáveis com elevação de creatinino quinase (CK) maior do que 10 vezes o limite superior normal (LSN). A miopatia relacionada às estatinas é rara e ocorre em menos de 0,1% dos pacientes.[9]

Sua forma mais grave, a rabdomiólise, é ainda menos frequente. A rabdomiólise é caracterizada por necrose das células musculares e pela elevação marcada da CK (maior que 40 vezes o LSN) e pode causar insuficiência renal, possivelmente devido a mioglobinúria.[10]

O mecanismo da miopatia induzida por estatina ainda é desconhecido. Os primeiros casos foram descritos em 1988 em pacientes tomando lovastatina, incluindo vários pacientes com transplante de rim usando ciclosporina concomitante. Sabe-se hoje que esses medicamentos interagem entre si.[11-13]

Quando um paciente apresenta miopatia, a estatina deve ser interrompida e deve ser feita uma avaliação de outras causas, como exercícios extenuantes ou outras doenças, bem como de medicamentos que interagem com estatinas.[14,15] O manejo da rabdomiólise consiste em rápida hidratação intravenosa, correção cuidadosa dos distúrbios eletrolíticos e monitoramento da CK, creatinina e outras medidas da função renal.[16] Os níveis de CK devem começar a diminuir dentro de alguns dias após a suspensão do medicamento e, posteriormente, voltar ao normal.

Outros efeitos adversos graves causados pelas estatinas são disfunção hepática grave, que é extremamente rara (0,001%),[17] diabetes,[18] e possivelmente acidente vascular encefálico hemorrágico (AVEh) em pacientes com doença cerebrovascular prévia[19], mas não naqueles sem histórico de AVE.[20]

O diabetes ocorre em 0,2% pacientes tratados com estatinas por ano e é dose-dependente.[18,21,22] Normalmente, apresenta-se em doentes com fatores de risco para a doença, tais como tolerância à glicose diminuída e características da síndrome metabólica.[23] O risco aumentado para diabetes é aparente em nível de grupo, mas não é possível determinar com certeza se essa doença em um paciente individual é causada pelo tratamento dele com estatina.

Por esta razão, e porque os dois casos extras de diabetes por 1.000 pacientes-ano em tratamento são mais do que equilibrados pela prevenção de 6,5 eventos cardiovasculares,[21,24] os pacientes que desenvolvem diabetes durante o tratamento com estatina devem continuá-lo.

3. Sintomas musculares sem nenhum ou com aumentos mínimos na CK geralmente não estão farmacologicamente relacionados à terapia com estatinas.[25]

Embora tais sintomas tenham sido atribuídos ao uso de estatinas, ensaios randomizados, duplo-cegos e controlados com placebos (que podem avaliar a causalidade)[9] não sustentam isso. Alguns estudos observacionais[26,27] sugerem que de 10% a 25% dos pacientes tratados com estatinas se queixam de sintomas musculares. No entanto, na grande maioria dos casos, os pacientes não conseguem distinguir entre a estatina e o placebo em condições de dupla ocultação, demonstrando que esses sintomas geralmente não estão relacionados farmacologicamente (ver o próximo ponto).[9,25,28,29]

No maior estudo observacional, envolvendo mais de 100.000 pacientes nos EUA,[30] e em uma pesquisa com mais de 800 médicos em todo o mundo,[31] cerca de 10% dos pacientes americanos tratados com estatinas relataram um evento adverso que os levou a descontinuar a terapia com estatinas, e cerca de metade desses sintomas eram relacionados ao sistema muscular. Os sintomas musculares associados ao uso de estatina são chamados de “sintomas musculares relacionados às estatinas” (SMRE), um termo que não implica que os sintomas sejam causados pelo medicamento.[32]

Os pacientes são descritos como “intolerantes a estatina” quando param de tomar a medicação por causa de sintomas que podem ou não ser causados por ela. A interrupção do tratamento com estatinas aumenta o risco de eventos CV, incluindo mortes por IAM e doença cardiovascular.[33]

A incidência de intolerância à estatina varia de acordo com o país, com maior incidência nos países de língua inglesa.[31] Embora a mídia e alguns clínicos tenham afirmado que sintomas musculares como mialgia – sem aumento da CK – são causados pelo medicamento, os estudos de desfechos CV das estatinas não encontraram diferenças entre os grupos tratados com estatina ou placebo.[9,25,29] Estes estudos randomizados e duplo-cegos são numerosos, incluem uma ampla gama de pacientes, são extensos e de longo prazo, o padrão-ouro para a avaliação da segurança dos medicamentos. Em dois desses ensaios, os pesquisadores perguntaram especificamente sobre os sintomas musculares[34,35]; nenhum mostrou alguma diferença entre estatina e placebo.

Duas meta-análises de estudos randomizados, duplo-cegos com duração média de três[36] e cinco anos[9] encontraram uma diferença muito pequena (0,3%) nos sintomas musculares no grupo tratado com estatinas em comparação com o grupo tratado com placebo, o que não foi estatisticamente significante. Uma dessas meta-análises avaliou a descontinuação de estatinas por causa de sintomas musculares e não encontrou diferença nos grupos com estatina e placebo (P = 0,37).[9]

Ensaios recentes realizados especificamente em pacientes com sintomas musculares intoleráveis relacionados às estatinas mostraram que, em condições de duplo cegamento, a maioria dos pacientes não conseguiu distinguir entre a estatina e o placebo.[37,38] A descontinuação devido a sintomas musculares no estudo ODYSSEY ALTERNATIVE foi semelhante entre os pacientes aleatoriamente designados para tratamento com atorvastatina 20 mg/dia, alirocumab ou ezetimiba.[38]

O ensaio GAUSS-3[39] também avaliou 491 pacientes com intolerância à estatina devido a sintomas musculares, utilizando um cruzamento duplo-cego comparando atorvastatina 20 mg com placebo (por um período de tratamento de 10 semanas). Esse estudo descobriu que:

  • 27,1% não tinham sintomas em nenhum dos tratamentos ou apresentavam queixas musculares intoleráveis tanto com atorvastatina quanto com placebo;
  • 42,6% tinham sintomas com atorvastatina, mas não com placebo; e
  • 26,5% tinham sintomas com placebo, mas não com atorvastatina.

Levando os resultados ao valor nominal, a diferença entre 42,6% e 26,5%  – que é 16,1% ou 1 em 6 – poderia representar os pacientes nesta população de “intolerantes a estatina” que tinham sintomas musculares causados pela estatina. Mesmo esta pequena fração pode ser superestimada, já que há razões para acreditar que pode ter havido quebra de cegamento por alguns dos pacientes do GAUSS-3.[28]

4. O efeito nocebo pode levar pacientes a atribuírem sintomas musculares prévios à estatina.

Os sintomas musculares são comuns na população de meia-idade que toma estatinas.

A diferença entre os dados sobre sintomas musculares em estudos observacionais e em ensaios randomizados se deve ao efeito nocebo.

O efeito nocebo (do latim “fazer o mal”) explica por que alguns pacientes atribuem de forma errônea sintomas à exposição a algum produto químico, medicação ou qualquer outro agente que se acredite causar danos.[40-42] No contexto dos sintomas musculares relacionados às estatinas (sem CK significativamente elevada ) ou outros efeitos adversos percebidos como causados pelas estatinas, o efeito nocebo é reforçado por relatos exagerados disponíveis on-line sobre os perigos de se tomar estatinas, por avisos corretamente divulgados por médicos e folhetos informativos para o paciente sobre miopatia e rabdomiólise.[28]

Em alguns casos o paciente torna-se mais consciente de dores prévias ao aprender sobre os efeitos adversos das estatinas. Em outros casos, surgem novos sintomas musculares. Uma vez que não é possível realizar uma reintrodução controlada com placebo na clínica, o retorno dos sintomas após a reintrodução da mesma estatina ou de uma diferente pode muito bem ser um efeito nocebo.[28]

Qualquer que seja a etiologia, esses sintomas musculares são reais para o paciente e devem ser cuidadosamente tratados pelo médico, a fim de manter o paciente em tratamento com estatina.

5. Embora a maioria dos sintomas musculares relacionados às estatinas não seja causado pelas estatinas, o tratamento destes pacientes é um desafio.

Técnicas para minimizar o efeito nocebo em pacientes iniciando tratamento com estatinas podem ajudar a prevenir a intolerância ao medicamento. Os clínicos devem evitar as comunicações que criam expectativas negativas sobre a medicação[28], e enfatizar os benefícios das estatinas na redução da doença cardiovascular[32], indicando que os efeitos colaterais musculares graves são muito improváveis e são facilmente detectados com um exame de sangue (CK).[28]

Os clínicos devem informar seus pacientes de que dores musculares são comuns na meia-idade e na velhice, e geralmente têm outras causas. A reintrodução da mesma estatina com menor ou igual dose – ou de uma estatina diferente – é muitas vezes bem-sucedida, como mostrado em um grande estudo de coorte de mais de 100.000 pacientes: houve reintrodução da medicação em 6.579 pacientes que tinham interrompido uma estatina por causa de um evento adverso. Mais de 90% estavam tomando a mesma ou outra estatina um ano após a notificação do evento adverso.[30]

Em alguns pacientes pode ser necessária uma dose em dias alternados, com o objetivo de posteriormente aumentar a frequência para diária.[44] Se ainda for necessária uma redução adicional de LDL, podem ser adicionados outros agentes à dose máxima tolerada de estatina, tais como ezetimibe ou sequestradores de ácidos biliares e, em pacientes selecionados, inibidores da PCSK9.

Os benefícios cardiovasculares das estatinas são apoiados por um vasto banco de dados e esses medicamentos têm um perfil favorável de risco/benefício. Quando uma estatina é recomendada por diretrizes, manter o paciente em tratamento com a medicação é extremamente importante.

Weekend surgery not associated with increased risk of death

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Findings from a new study question the so-called “weekend effect”.

Previous studies have pointed to the existence of a so-called ‘weekend effect’ whereby patients who undergo surgery on Saturdays or Sundays are at greater risk of death than those who undergo surgery midweek. Experts have suggested this may be due to restricted access to expertise and resources at the weekend.

However, these findings have been challenged by a new study, which found that undergoing surgery at the weekend had no effect on patients’ short- or long-term survival.

As part of the study, which is the first to report analysis of a complete national dataset, researchers examined data for more than 50,000 emergency surgery cases in Scotland over a three-year period between 2005 and 2007. Patient outcomes were tracked until 2012.

The authors found there was no difference in overall survival after surgery undertaken on any particular day compared with Wednesday; a borderline reduction in perioperative mortality was seen on Tuesday. They also found that patients who had surgery at the weekend were more likely to have been operated on sooner than those who had weekday surgery.
The study is published in the British Journal of Surgery .

Link between alcohol and CVD is not universal

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Moderate drinking is associated with a lower risk of several, but not all, cardiovascular diseases compared with abstinence or heavy drinking, finds a new study.

Experts say a more nuanced approach to the role of alcohol in cardiovascular health is needed, after a study of more than 1.93 million people found moderate consumption of alcohol is not universally associated with a lower risk of all cardiovascular diseases (CVDs).

According to the study, published in The BMJ , non-drinking was associated with an increased risk of unstable angina, myocardial infarction, unheralded coronary death, heart failure, ischaemic stroke, peripheral arterial disease and abdominal aortic aneurysm, compared with moderate drinking. Heavy drinking was related to an increased risk of unheralded coronary death, heart failure, cardiac arrest, transient ischaemic attack, ischaemic stroke, intracerebral haemorrhage and peripheral arterial disease, but a lower risk of myocardial infarction or stable angina.

In a linked editorial , researchers at Harvard Medical School and Johns Hopkins School of Public Health say the study “does not offer a materially new view of the associations between alcohol consumed within recommended limits and risk of cardiovascular disease.

“This work, however, sets the stage for ever larger and more sophisticated studies that will attempt to harness the flood of big data into a stream of useful, reliable, and unbiased findings that can inform public health, clinical care, and the direction of future research.”

La rinosinusitis crónica aumenta su prevalencia en los últimos años debido a la contaminación

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Tiene consecuencias sobre el sueño, favoreciendo el insomnio, el ronquido y el síndrome de apnea obstructiva.

Tiene consecuencias sobre el sueño, favoreciendo el insomnio, el ronquido y el síndrome de apnea obstructiva.

La rinosinusitis crónica es una enfermedad que afecta al 4% de la población, según datos de la Sociedad Española de Otorrinolaringología y Cirugía de Cabeza y Cuello (SEORL-CCC), y su prevalencia ha aumentado en los últimos años debido a la contaminación atmosférica, tal y como han destacado los organizadores de la XIX Reunión de Primavera de la Comisión de Rinología, Alergia y Base de Cráneo Anterior de la SEORL-CCC.

“La contaminación atmosférica está contribuyendo a un aumento de este tipo de enfermedades, como también ocurre en la rinitis alérgica, ya que produce una inflamación del epitelio respiratorio que aumenta la permeabilidad a los alérgenos y disminuye la capacidad de la eliminación mediante el tapiz mucociliar”, ha explicado el presidente de la Comisión de Rinología, Alergia y Base de Cráneo Anterior de la SEORL, Miguel Armengot.

Por ello, las medidas de restricción del tráfico que llevan a cabo ciudades como Madrid y Barcelona suponen, como defienden los expertos, “un fuerte impacto para la salud, pues ayudan a prevenir diferentes enfermedades del sistema respiratorio que pueden convertirse en crónicas”.

Además, cabe destacar que son diversos los estudios que han demostrado como en las zonas contaminadas, las industriales, hay más casos que en aquellos lugares más rurales, ya que “el aire contaminado entra por la nariz, esta lo retiene y lo filtra todo, por lo que se inflama y da lugar a la rinosinusitis”, ha añadido Armengot.

La rinosinusitis crónica es una enfermedad que afecta a personas de edad media (entre los 40 y los 50 años) y, sobre todo, a aquellas que padecen patologías respiratorias, además de afectar a más mujeres (60%) que a hombres.

La obstrucción o congestión nasal, rinorrea, dolor o sensación de presión facial, cefalea, alteraciones en el olfato, fatiga y tos son algunos de los síntomas que presenta la enfermedad, además de tener consecuencias sobre el sueño, favoreciendo el insomnio, el ronquido y el síndrome de apnea obstructiva.

Si se trata de rinosinusitis crónica infecciosa, esta “se trata con antibióticos de forma periódica para controlar la infección y con tratamientos tópicos nasales a base de cortico-esteroides”, ha subrayado Armengot. Sin embargo, añade que, en cuanto al tratamiento quirúrgico, “es preciso seleccionar bien al paciente y conocer bien su historial”.

 

Desarrollan un programa informático para diagnosticar y localizar el cáncer a partir de una muestra de sangre (Genome Biol)

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Con una tasa de error ínfima.

Con una tasa de error ínfima.

Investigadores en Estados Unidos han desarrollado un programa informático que puede detectar simultáneamente el cáncer e identificar en qué parte del cuerpo se encuentra el cáncer, a partir de la muestra de sangre de un paciente, como se describe en una investigación publicada esta semana en la revista de acceso abierto “Genome Biology”.

La Prof. Jasmine Zhou, coautor principal de la University of California at Los Angeles, Estados Unidos, explica: “El diagnóstico no invasivo del cáncer es importante, ya que permite el diagnóstico precoz del cáncer, y cuanto más temprano se detecte el cáncer, más posibilidades tiene un paciente de combatir la enfermedad. Hemos desarrollado una prueba computarizada que puede detectar el cáncer y también identificar el tipo de cáncer, a partir de una sola muestra de sangre. La tecnología está todavía en su inicio y requiere más validación, pero los potenciales beneficios para los pacientes son enormes”.

El programa funciona buscando patrones moleculares específicos en el ADN del cáncer que fluye libremente en la sangre de los pacientes y comparando los patrones con una base de datos de epigenética tumoral de diferentes tipos de cáncer, recopilada por los autores. El ADN de las células tumorales es conocido por terminar en el torrente sanguíneo en las primeras etapas del cáncer, por lo que ofrece un objetivo único para la detección temprana de la enfermedad.

La Prof. Zhou explica: “Hemos construido una base de datos de marcadores epigenéticos, específicamente los patrones de metilación, que son comunes en muchos tipos de cáncer y también específicos para los cánceres que se originan en tejido específico, como el pulmón o el hígado. También recopilamos la misma ‘huella molecular’ de las muestras no cancerosas, por lo que teníamos una huella base con la que comparar las muestras de cáncer. Estos marcadores se pueden utilizar para diferenciar el ADN que se encuentra libremente en la sangre en el ADN del tumor y ADN no tumoral”.

En este estudio, el nuevo programa de ordenador y otros dos métodos (llamados ‘Random Forest’ y ‘Support Vector Machine’) se probaron con muestras de sangre de 29 pacientes con cáncer de hígado, 12 pacientes con cáncer de pulmón y cinco pacientes con cáncer de mama. Las pruebas se realizaron diez veces en cada muestra para validar los resultados. Los métodos ‘Random Forest’ y ‘Support Vector Machine’ tuvieron una tasa de error global (la probabilidad de que la prueba produzca un falso positivo) de 0,646 y 0,604 respectivamente, mientras que el nuevo programa registró una tasa de error menor de 0,265.

Un total de 25 de los 29 pacientes con cáncer de hígado y cinco de los 12 pacientes con cáncer de pulmón evaluados en este estudio tenían cánceres en estadio temprano, que el programa pudo detectar en el 80% de los casos. Aunque el nivel de ADN tumoral presente en la sangre es mucho menor durante las primeras etapas de estos cánceres, el programa todavía fue capaz de hacer un diagnóstico, lo que demuestra el potencial de este método para la detección temprana del cáncer, según los científicos.

La Prof. Zhou matiza: “Debido al número limitado de muestras de sangre, los resultados de este estudio son de evaluaciones de sólo en tres tipos de cáncer (mama, hígado y pulmón). En general, cuanto mayor sea la fracción de ADN del tumor en la sangre, más preciso era el resultado diagnóstico que generaba el programa. Por ello, los tumores en órganos con buena circulación, como el hígado o los pulmones, son más fáciles de diagnosticar temprano usando este método, que en órganos con menos circulación, como el pecho”.

Transtorno Bipolar de Humor: Sintomas e Tratamento

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Transtorno Bipolar / By Priscilla Tietbohl

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Transtorno Bipolar de Humor: Sintomas e Tratamento
O Transtorno Bipolar de Humor é um conjunto de sintomas caracterizados geralmente por episódios maníacos e depressivos, que se alternam ao longo da vida do sujeito.

Os critérios para um episódio maníaco, de acordo com o DSM IV, são um conjunto de sintomas que pode incluir um período de humor anormal e persistentemente elevado, expansivo ou irritável. Cabe ressaltar que pode ser um estado intenso de euforia, ou de tensão que se apresenta na forma de irritação além do esperado diante de certos acontecimentos, ficando o paciente dividido e sensível demais diante de situações desafiadoras do cotidiano.
Nos episódios maníacos também pode ocorrer a sensação de auto-estima elevada, redução da necessidade de sono (alguns pacientes dormem apenas três horas por noite), necessidade de falar em demasia, e fuga de idéias ou sensação de pensamento acelerado, podendo ocorrer a sensação de não conseguir controlar os próprios pensamentos.

A distrabilidade também é comum, sendo que o paciente não consegue concentrar-se em atividades importantes, sendo facilmente atraído por estímulos externos de pouca relevância. Contudo, também pode haver aumento de atividades de trabalho, sociais ou sexuais, e envolvimento excessivo em atividades prazerosas com alto potencial para consequências negativas, como compras em excesso e indiscrições sexuais.

Tais sintomas são vividos pelo paciente como uma exigência, pois dificilmente consegue ter o controle sobre eles, causando sofrimento para si e para as pessoas de seu convívio diário. Geralmente os episódios maníacos ocorrem quando o paciente, que vive uma espécie de “gangorra emocional,” experimenta a viabilização de seus desejos e projetos, numa realidade sociológica muitas vezes difícil, excludente ou permeada de preconceitos.

Em situação inversa, quando elementos situacionais presentes no contexto sociológico de mediações com as pessoas que lhe são importantes, em geral seu grupo familiar, negam, inserem muitos obstáculos para a realização de tais desejos e projetos, o paciente em consequência sente-se incompreendido, triste, sozinho, e possivelmente irá apresentar sintomas característicos de episódios depressivos.
Em tais episódios, que são conjuntos de ocorrências sintomas articulados com sua situação de vida, o sujeito apresenta humor deprimido na maior parte do dia, sentindo-se triste ou com sensação de vazio. Ocorre desinteresse acentuado em quase todas as atividades sociais, de trabalho e sexuais, alterações no apetite, insônia ou hipersônia e retardo psicomotor. Alguns pacientes relatam não conseguir caminhar normalmente, pois é difícil o contato com o mundo exterior. Sentimentos de inutilidade e pensamentos de morte também podem ocorrer, com idéias e tentativas de suicídio.

Há casos em que esses pacientes estão envolvidos numa dinâmica de relacionamentos doentios que funcionam como ativadores situacionais de tais episódios. E é por esse motivo que além do tratamento medicamentoso necessário realizado geralmente por médicos psiquiatras, e de psicoterapia realizado por psicólogos, é muito importante que o sujeito consiga analisar criticamente a forma como constitui e mantém seus relacionamentos, que inclui perguntar-se se consegue efetivamente ter o controle sobre as decisões fundamentais de sua vida, ou se historicamente vem deixando em demasia que influências externas, exigências de outras pessoas acabem inviabilizando seus desejos e sonhos.

Compreender-se como alguém capaz de ser idealizador da própria história, “criador do seu mundo,” não somente material, mas de dinâmica de relacionamentos é um dos grandes desafios para o sucesso do tratamento. Em psicoterapia o paciente irá identificar quais ativadores situacionais o lançam em sofrimento emocional intenso, vai aprender a ter mais controle sobre tais sintomas gradativamente, e muitas vezes terá de elaborar decisões e realizar atitudes importantes para uma mudança significativa de vida. Dependendo da abordagem do psicólogo, poderá também compreender quais foram os acontecimentos de seu passado, desde a primeira infância, que constituíram sua dinâmica psicológica, localizando-se no tempo e oferecendo condições para que a pessoa realize seus desejos futuros numa dinâmica mais saudável para si e para as pessoas com as quais convive.

No cinema, por exemplo, vemos a temática ser trabalhada em filmes como “O Lado Bom da Vida” (Silver Linings Playbook; 2012), adaptado e dirigido por David O. Russell, onde vemos o personagem Pat Solitano sofrendo com o transtorno, vivido pelo ator Bradley Cooper, que interage com a atriz Jennifer Lawrence, vencedora do Oscar de melhor atriz com este papel. O filme também recebeu várias indicações em outras categorias, mas além da premiação e da análise cinematográfica importante, é interessante observar como o diretor conseguiu demonstrar a dificuldade do personagem em relacionar-se com as pessoas importantes da sua vida, superestimando pessoas que impedem seu crescimento e desvalorizando aquelas que lhe são realmente significativas. Interessante para quem se interessa por filmes com temáticas psicológicas, diálogos rápidos, humor e até uma crítica a certas convenções sociais ultrapassadas e arcaicas, sendo comparável por alguns críticos como semelhante a “Pequena Miss Sunshine” (2006).

Outro filme mais antigo com a mesma temática e igualmente interessante é (Mr Jones; 1993), onde temos a atuação do exuberante Richard Gere no papel principal, vivendo o Mr Jones com Transtorno Bipolar, entrando em processo de euforia nas fases maníacas, e posteriormente em estado depressivo diante de dificuldades comuns da vida.

Independentemente da beleza em que o tema se desenvolve nos filmes, cabe ressaltar que o Transtorno Bipolar de Humor provoca consequências dolorosas na vida do paciente, ainda que brilhantemente seja apresentando com humor no cinema, causando prejuízos nos diversos perfis da vida do sujeito. E finalmente, como grande parte dos Transtornos Psicológicos, quanto mais cedo for elaborado o diagnóstico e realizado o tratamento, melhor será o prognóstico para o paciente.

Growing Human Hearts on Spinach Leaves

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Growing Human Hearts on Spinach Leaves
WRITTEN BY: Kara Marker
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The image above shows a spinach leaf gradually stripped of its cells through decellularization. Source: Worcester Polytechnic Institute
For the latest advances in building scaffolds for human tissue regeneration, current 3D printing technologies aren’t cutting it. Regenerating tissues to build entire organs requires a scaffold capable of hosting a complex vascular system to deliver blood into the developing tissue as if the tissue were growing in a human embryo, and it looks like spinach leaves might be the best candidate for the job.
Source: Worcester Polytechnic Institute

“Adapting abundant plants that farmers have been cultivating for thousands of years for use in tissue engineering could solve a host of problems,” said corresponding author of the new Biomaterials study, Glenn Gaudette, PhD from the Worcester Polytechnic Institute.

The process begins with the removal of plant cells from the surface of spinach leaves, leaving behind cellulose, a natural and harmless substance that is considered to be biocompatible and, according to the study authors, has already been used in a wide variety of regenerative medicine applications. Then, researchers culture beating human hearts on the spinach leaf, hijacking its vasculature to begin growing layers of healthy heart muscle tissue.

The image above shows a spinach leaf gradually stripped of its cells through decellularization. Source: Worcester Polytechnic Institute

“Plants and animals exploit fundamentally different approaches to transporting fluids, chemicals, and macromolecules, yet there are surprising similarities in their vascular network structures,” the authors said. “The development of decellularized plants for scaffolding opens up the potential for a new branch of science that investigates the mimicry between plant and animal.”

Removing the plant cells from spinach leaves includes a process involving flowing a detergent solution through the leaves’ veins. “When I looked at the spinach leaf, its stem reminded me of an aorta,” explained graduate student and first author Joshua Gerslak. “So I thought, let’s perfuse right through the stem.”

A similar process was also found by Gerslak to be effective at removing plant cells from parsley, sweet wormwood, and peanut hair roots, but spinach leaves seem to be the best choice for highly vascularized tissue, while the other plants might be better choices for generating other cells.

For now, researchers from the Worcester Polytechnic Institute are working on optimizing the decellularization process and exploring how different human cell types grow on the surface of plant-based scaffolds. The promise of a new, low-cost method for regenerating human heart tissue for potential implantation is large.
Source: Worcester Polytechnic Institute