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Bem Vindos

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Na época tecnológica em que vivemos, a partilha de informação da mais popular até a

científica é um dado adquirido.

Pensamos que a nossa área profissional a da Saúde, seja um dos temas mais debatidos

no planeta, devido às implicações que tem com o nosso dia -a -dia.

Não existia até agora um local onde verdadeiramente pudéssemos trocar opiniões,

expor atualizações e falar da Saúde em geral para todo o mundo, desde técnicos a

leigos, vamos debater e partilhar informação na área da Saúde de uma forma honesta,

séria e global…

Bem Vindos ao Blog : maismais medicina.wordpress.com

Enviar artigos ao e-mail: cjldo2013@gmail.com.

Esperamos a vossa colaboração

Carlos Dinis MD

Juan Ortiz Rubio MD

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#Ómega-3 e #carotenóides previnem #declínio cognitivo?

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Pergunta clínica: poderá uma dieta rica em ácidos gordos ómega-3 e/ou carotenóides reduzir o declínio cognitivo em adultos com degenerescência macular relacionada com a idade?

Enquadramento: o estudo “Age Related Eye Disease Study” consistiu num ensaio clínico de cinco anos e demonstrou resultados positivos para a suplementação dietética com luteína e zeaxantina (carotenóides) em termos de redução da progressão para Degenerescência Macular Relacionada com a Idade (DMRI) avançada nos pacientes do estudo. De facto, esta suplementação demonstrou uma redução de 10% na progressão para DMRI avançada. Por outro lado, e baseando-se no facto de que alguns estudos sugeriam uma associação entre dietas ricas em ácidos gordos ómega-3 e menor taxa de progressão para Doença de Alzheimer, os investigadores convidaram os pacientes do ensaio a testar os efeitos da suplementação oral de ómega-3 e carotenóides, na função cognitiva.

Desenho do estudo: Ensaio clínico randomizado e duplamente cego, em 82 centros oftalmológicos americanos, envolvendo pacientes de alto risco para desenvolver DMRI desde Outubro de 2006 até Dezembro de 2012. Um subgrupo deste ensaio, elegível para estudo de avaliação cognitiva, foi dividido em 4 braços terapêuticos após consentimento informado: (1) suplementação diária com 1g de ácidos gordos ómega-3, (2) suplementação com carotenóides (10 mg luteína e 2 mg zeaxantina), (3) suplementação com ómega-3 e carotenóides ou (4) placebo. Além da avaliação oftalmológica anual, vários testes cognitivos foram aplicados com base em entrevista telefónica por profissionais treinados, no início do ensaio e a cada 2 anos do estudo. Considerou-se como outcome primário a alteração nos scores obtidos nos testes de função cognitiva comparativamente com os primeiros, realizados no início do ensaio. Os dados foram ajustados a possíveis factores de confundimento: idade, sexo, nível educacional, história de HTA ou depressão e comparados entre os grupos suplementados vs o não suplementado. Um total de 374 participantes do ensaio aceitou participar no subgrupo de avaliação da função cognitiva (89%). A média de idades foi de 72,7 anos, sendo 57,5% do sexo feminino

Resultados:. Após ajuste aos factores de confundimento, não se encontrou diferença estatisticamente significativa nos scores cognitivos entre nenhum braço terapêutico nem entre os grupos suplementados vs o não suplementado. Adicionalmente também não se encontrou diferença estatisticamente significativa nos efeitos adversos entre os diferentes grupos.

Comentário: são inúmeros os estudos existentes na área da suplementação dietética e declínio da função cognitiva. De facto, é tentador tentar encontrar uma solução “natural” para este flagelo das sociedades desenvolvidas, os défices cognitivos e as demências. Contudo, são escassas as intervenções que demonstram benefícios claros nesta área. Neste ensaio, a suplementação com carotenóides e ácidos gordos ómega-3 não revelou benefício.

Artigo original:JAMA

Por Ana Rita Magalhães, USF Topázio  

#When should #neurosurgeons retire?

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While most neurosurgeons believe there should not be an absolute age cut off for when their peers retire, do they feel that older neurosurgeons should undergo additional testing.

The findings come from a new survey of almost 1,500 neurosurgeons that assessed perceptions of competency testing of an aging neurosurgeon, and come at a time when there is increased interest in the subject of aging and its effect on professional careers.

While 67 per cent of respondents believed that there should be no absolute cut-off age at which neurosurgical practice is forced to end, 29 per cent of respondents felt that surgeons should cease practice at 70 years, whereas 21 per cent felt 75 was an appropriate age.

A total of 14 per cent of respondents believed that cognitive testing of older neurosurgeons should occur; 26 per cent agreed with a review of cases; 24 per cent agreed with both cognitive testing and case review, whereas 40 per cent felt that neither type of testing should occur.

Writing in Mayo Clinic Proceedings, the authors said while this study focused on neurosurgeons, the implications of these findings are widely applicable across specialties, and additional research on testing for aging and competency is needed across specialties.

Babu MA, Liau LM, Spinner RK & Meyer FB. The Aging Neurosurgeon: When Is Enough, Enough? Attitudes Toward Ceasing Practice and Testing in Late Career. Mayo Clinic Proceedings. Published online 15 November 2017. DOI: 10.1016/j.mayocp.2017.09.004

Lindquist S B. Study asks neurosurgeons: How old is too old to perform brain surgery? 14 November 2017. Available from: https://newsnetwork.mayoclinic.org/discussion/study-asks-neurosurgeons-how-old-is-too-old-to-perform-brain-surgery/

#ECDC reports increasing rates of #resistance to last-line antibiotics

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In advance of European Antibiotic Awareness Day this Saturday (18 November), the European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC) has released the latest EU-wide data on antibiotic resistance. The figures show a worrying increase in multi-drug resistance, particularly among Escherichia coli (E.coli) and Acinetobacter species.

Between 2013 and 2016, there was a significant increase in the percentage of E.coli strains showing resistance to fluoroquinolones, third-generation cephalosporins and aminoglycosides. Furthermore, in 2016, high percentages of Acinetobacter isolates resistant to carbapenems, aminoglycosides and fluoroquinolones, were reported in southern and south-eastern Europe, as well as the Baltic countries. In addition, more than a third of Klebsiella pneumoniae isolates demonstrated resistance to at least one of the antibiotic groups under surveillance. Combined resistance to three or more antimicrobial groups was the most common resistance phenotype.

Commenting on the data, Vytenis Andriukaitis, European Commissioner for Health and Food Safety, said: “With increasing resistance even to last-line antibiotics we face a frightening future where routine surgery, childbirth, pneumonia and even skin infections could once again become life-threatening.” He added: “It is only by working together at the European and international level, collaborating and cooperating across all relevant sectors, that we can control and reverse AMR”.

Press release: Combined resistance to multiple antibiotics: a growing problem in the EU. European Centre for Disease Control and Prevention. 15 November 2017. https://ecdc.europa.eu/en/news-events/combined-resistance-multiple-antibiotics-growing-problem-eu

#Practicar ejercicio reduce el #riesgo de glaucoma

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Investigadores de la Universidad de California en Los Ángeles (UCLA), en Estados Unidos, han descubierto que las personas que realizan actividad física moderada a intensa pueden reducir hasta un 73% su riesgo de desarrollar glaucoma.

Así se desprende de los resultados presentados en la reunión anual de la Academia Americana de Oftalmología (AAO 2017), que se celebra en Nueva Orleans, que evidencia un beneficio hasta ahora desconocido de la práctica habitual de ejercicio.

El glaucoma es una de las principales causas de ceguera y es más común en personas mayores de 40 años. El tratamiento puede retrasar su progresión, pero actualmente no tiene cura, y durante mucho tiempo se ha pensado que los hábitos de vida no influían en su aparición.

Sin embargo, en los últimos años algunos trabajos ya han señalado que los hábitos de vida pueden influir en la presión ocular, importante factor de riesgo de la enfermedad.

Para examinar la correlación entre la intensidad del ejercicio y el glaucoma, los investigadores analizaron los datos de la Encuesta Nacional de Salud y Nutrición, un gran estudio que ha rastreado la salud y la alimentación de la población adulta en Estados Unidos desde la década de 1960.

En el trabajo definieron la actividad de moderada a fuerte o vigorosa en términos de velocidad de marcha, teniendo en cuenta el número de pasos por minuto contabilizados mediante un podómetro. Así, dar 7.000 pasos al día, todos los días de la semana, equivaldría a 30 minutos al día de actividad física moderada a fuerte al menos 5 días a la semana.

Los investigadores encontraron que, por cada aumento de 10 unidades en la velocidad de marcha y pasos por minuto, el riesgo de glaucoma disminuía en un 6%. Y por cada aumento de 10 minutos de actividad moderada a intensa por semana, el riesgo caía en un 25%.

“Nuestra investigación sugiere que no es solo el acto de hacer ejercicio lo que puede asociarse con un menor riesgo de glaucoma, sino que las personas que hacen ejercicio a mayor velocidad y dan más pasos al caminar o correr pueden incluso disminuir su riesgo más que quienes lo hacen más despacio o dan menos pasos”, ha apuntado Victoria L. Tseng, una de las autoras del estudio.

Algunos estudios han demostrado que el flujo sanguíneo y la presión dentro del ojo pueden cambiar con el ejercicio, lo que puede afectar el riesgo de glaucoma, sugiere esta investigadora.

Sin embargo, admite que todavía son necesarios más estudios que examinen directamente esta relación entre el ejercicio y el glaucoma antes de que los médicos puedan hacer recomendaciones específicas en este sentido.

#Cinco indicadores para predecir el #riesgo cardiovascular en personas sanas (J Am College Cardiol)

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La presión arterial, la actividad física, el índice de masa corporal (IMC), el consumo de fruta y verdura y el hábito tabáquico son los indicadores de salud necesarios para predecir el riesgo cardiovascular en individuos sanos, según un estudio realizado en el Centro Nacional de Investigaciones Cardiovasculares Carlos III (CNIC).

Una investigación publicada en el Journal of American College of Cardiology (JACC) ha demostrado la fiabilidad y utilidad del índice Fuster-BEWAT -una herramienta basada en estos cinco indicadores de salud cardiovascular-, ya que tiene la misma eficacia a la hora de predecir la presencia y extensión de aterosclerosis subclínica (sin síntomas) en individuos de mediana edad sin enfermedad cardiovascular conocida que el índice de salud cardiovascular ideal (ICHS).

Actualmente, el índice ICHS es la herramienta de uso más común en el ámbito de la prevención primaria y promoción de la salud, recomendada por la American Heart Association, que incluye además valores de colesterol y glucosa.

Ahora, el estudio Progression and Early Detection of Atherosclerosis (PESA), una investigación llevada a cabo en el CNIC en colaboración con el Banco Santander, valida el uso del índice Fuster-BEWAT, una herramienta desarrollada por un equipo liderado por Valentín Fuster, director General del CNIC, para la evaluación del riesgo de aterosclerosis subclínica en entornos donde no se disponga de recursos materiales para la determinación de los niveles de colesterol y glucosa ya que, al contrario del método estándar ICHS, no precisa análisis de sangre para su cálculo.

De hecho, los autores han encontrado que tanto el ICHS como el índice Fuster-BEWAT son capaces de predecir de manera similar la presencia de placas de ateroma, la cantidad de calcio en las arterias coronarias (un signo precoz de enfermedad coronaria) y el número de territorios afectados.

Estudios previos, como el estudio PURE, coordinado por Salim Yusuf y publicado recientemente en The Lancet, ya habían indicado que el análisis de sangre a veces puede no ser necesario a la hora de evaluar el riesgo cardiovascular, lo que supone una ventaja en las regiones con recursos sanitarios limitados.

Según Héctor Bueno, del Instituto de investigación i+12 del Hospital Universitario 12 de Octubre (Madrid) y otro de los autores de la investigación, dado que ambas herramientas muestran una capacidad predictiva equivalente, “el índice Fuster-BEWAT puede considerarse una opción más práctica y económica para la promoción de la salud cardiovascular, especialmente en aquellas regiones con escasos recursos económicos, donde la carga de enfermedad cardiovascular está creciendo de manera más alarmante”.

Esta sencillez, añade Antonio Fernández Ortiz, investigador del CNIC, “también permitiría utilizar el índice Fuster-BEWAT para la educación en entornos no sanitarios, como escuelas o universidades, y como una herramienta para calcular los beneficios que el cambio de estilo de vida con el autocuidado puede suponer para individuos en riesgo o pacientes”.

El PESA-CNIC-Santander es un estudio prospectivo dirigido por Fuster que incluye a más de 4.000 participantes de edad intermedia que evalúa la presencia y desarrollo de aterosclerosis subclínica gracias al empleo de técnicas de imagen innovadoras y su asociación con diversos factores moleculares y ambientales, incluyendo aquellos relacionados con el estilo de vida (hábitos dietéticos, actividad física, factores psicosociales y hábitos de sueño).

Los resultados del estudio muestran que los perfiles cardiovasculares más saludables se asocian con menor prevalencia y menor extensión de enfermedad subclínica en individuos sanos, evidenciando el impacto de los estilos de vida y de los factores de riesgo en las fases tempranas de la enfermedad. Dichos resultados han sido obtenidos evaluando la presencia de enfermedad subclínica en distintos territorios (placas de ateroma en arterias carótidas, iliofemorales, aorta abdominal y la cuantificación del nivel de calcio en arterias coronarias) mediante técnicas de ultrasonido (ecografía) vascular y tomografía axial computarizada.

#Crianças com infecção pelo #vírus Zika podem ser oligossintomáticas

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Dr. Will Boggs

Nova York (Reuters Health) — A maioria das crianças infectadas pelo vírus Zika apresenta apenas dois dos quatro principais sinais e sintomas que caracterizam a doença, apontou um estudo epidemiológico.

Os quatro principais sinais e sintomas da doença são exantema maculopapular, febre, conjuntivite e artralgia — mas até 80% das infecções pelo Zika são assintomáticas. Estes quatro sinais e sintomas podem ser encontrados em outras doenças comuns na infância, dificultando ainda mais o diagnóstico da infecção nas crianças.

A pesquisadora Isabel Griffin, Ph.D, do Florida Department of Health no município de Miami-Dade, e colaboradores, descreveram as características de 33 casos de infecção pelo Zika confirmada em crianças: 27 foram relacionadas com viagens e seis foram adquiridas no município de Miami-Dade.

Das seis infecções adquiridas no município, três foram identificadas durante as investigações do agrupamento familiar, e dois pacientes viviam em zonas de transmissão ativa do vírus quando adoeceram, de acordo com o relatório on-line de 1º de novembro no periódico Pediatrics.

De todos os 33 casos, dois eram assintomáticos, mas apenas três (9,6%) das 31 crianças sintomáticas apresentavam os quatro principais sinais e sintomas.

Oito crianças sintomáticas (25,8%) informaram três dos quatro sinais e sintomas, 16 (51,6%) referiram dois dos quatro sinais e sintomas, e quatro (12,9%) se queixaram de apenas um dos principais sinais e sintomas. Ao todo, 25 das 31 (80,6%) crianças tiveram febre com  exantema.

Todos os pacientes com apenas dois dos quatro sinais e sintomas tiveram infecções associadas a viagens, enquanto nenhuma das crianças com infecção associada a viagens era assintomática. Cinco crianças (18,5%) com infecção associada a viagens também se queixaram de diarreia.

Não houve hospitalizações relacionadas com a infecção pelo Zika, relato de casos de síndrome de Guillain-Barré, nem mortes decorrentes da infecção pelo Zika.

A Dra. Debbie-Ann Shirley, da University of Virginia School of Medicine, em Charlottesville, que recentemente revisou a infecção pelo vírus Zika, disse à Reuters Health por e-mail que “o significado clínico da infecção pelo Zika é, em sua maioria esmagadora, que a exposição in utero pode causar microcefalia e outras anomalias congênitas do sistema nervoso central. Os profissionais de saúde devem considerar o diagnóstico de infecção nas crianças com risco epidemiológico e sinais e sintomas sugestivos, e devem notificar os casos suspeitos às autoridades de saúde municipais e estaduais, para facilitar o diagnóstico e reduzir o risco de transmissão local, especialmente para as gestantes”.

“Proteger as crianças das picadas de mosquito é o melhor método disponível atualmente para prevenir a infecção pelo vírus Zika em crianças”, disse a médica.

“Os adolescentes com vida sexual ativa também podem precisar de orientações sobre o risco de infecção por meio da transmissão sexual”.

A Dra. Debbie-Ann aconselhou os profissionais de saúde a visitarem o site dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC) para obter orientações sobre a prevenção da infecção pelo Zika, a indicação dos exames apropriados em amostras de sangue e urina nos casos suspeitos, e o atendimento das crianças infectadas.

O Dr. Stefan Hagmann, do Steven and Alexandra Cohen Children’s Medical Center, Northwell Health, em New Hyde Park, Nova York, recentemente detalhou as consequências clínicas da infecção não-congênita pelo Zika em crianças. Ele disse à Reuters Health por e-mail: “Vale destacar que quase 20% dos casos da doença associados a viagens informaram diarreia. Além disso, a identificação dos agrupamentos familiares é digna de nota”.

“Como resultado dessas descobertas, acho que poderíamos dizer que as crianças que retornam de regiões com prevalência de zika apresentando diarreia podem também precisar ser avaliadas para infecção pelo Zika na investigação de doença febril”, disse o Dr. Hagmann.

“E, além disso, que nas regiões com transmissão ativa de zika, as crianças dos agrupamentos familiares com sinais e sintomas de infecção pelo Zika podem precisar ser consideradas para fazer os testes de infecção pelo vírus”.

Isabel Griffin não respondeu a nosso pedido de entrevista.

 

Pediatrics 2017.

#Explicación de las causas de las mayores tasas de #depresión en #médicas internas

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Batya Swift Yasgur, MA, LSW

Al parecer los conflictos entre trabajo y familia explican en gran parte las mayores tasas de depresión en médicas internas, en comparación con sus contrapartes del género masculino.[1]

Los resultados de un estudio prospectivo longitudinal de cohortes de internado en medicina en Estados Unidos, demostraron que hombres y mujeres terminaban la escuela de medicina más o menos con los mismos grados de depresión, y que uno y otro género experimentaban un notable aumento en los síntomas de depresión durante el año de internado. Sin embargo, este incremento fue significativamente mayor en las mujeres.

Cuando se consideraron los conflictos entre trabajo y familia, la discrepancia entre los síntomas depresivos de uno y otro género disminuyó más de un tercio, lo que indica que este problema desempeña una función importante en la depresión de las médicas internas.

“El presente estudio nos permite comprender mejor la discrepancia de género en los síntomas depresivos durante la formación médica y una función que desempeñan los conflictos entre familia y trabajo, en incrementar la depresión en hombres y mujeres”, expresó a Medscape Noticias Médicas la Dra. Constance Guille, investigadora del estudio, profesora asociada en la Medical University of South Carolina, en Charleston, Estados Unidos.

“Debido a que las mujeres suelen tener más responsabilidades domésticas y de cuidado de hijos, tienen mayores conflictos entre trabajo y familia durante el año del internado, lo cual a su vez da por resultado un mayor riesgo de depresión en las médicas internas, que en los hombres”, añadió.

El estudio fue publicado el 30 de octubre en la versión electrónica de JAMA Internal Medicine.

En búsqueda de factores de riesgo modificables

“La depresión es frecuente entre los médicos en formación, de manera que 25% a 30% de los estudiantes experimenta un aumento de la depresión”, escriben los autores en su artículo.

Investigaciones previas muestran que “la morbilidad de la depresión entre los médicos puede afectar en gran medida a las mujeres”, y un subgrupo de estudios parece indicar que las tasas son más altas entre las médicas internas. Sin embargo, la mayor parte de los estudios no ha explorado específicamente los factores que puedan explicar la diferencia.

Los investigadores plantearon la hipótesis de que los conflictos entre trabajo y familia podrían desencadenar la discrepancia de género en la depresión, durante el internado.

“Pese a la creciente presencia de las mujeres en la fuerza de trabajo, las médicas asumen significativamente más deberes domésticos, y de cuidado de hijos, en comparación con sus contrapartes”, escriben.

Esta “división desigual de labor doméstica” significa que las mujeres experimentan “presiones competitivas, a menudo incompatibles, que pueden dar lugar a la experiencia de conflictos entre trabajo y familia”.

“En el curso de los años hemos identificado diversos factores no modificables que afectan la relación entre la depresión durante el internado; por ejemplo, antecedente de depresión, género femenino, tener depresión al inicio del internado, infancia adversa, y neuroticismo como rasgo”, expresa la Dra. Guille.

“También observamos con frecuencia que antes del inicio del internado, y después de concluirlo, hombres y mujeres tenían síntomas depresivos por igual. Quisimos comprender por qué las mujeres son más propensas a la depresión durante ese año, e identificamos un factor posiblemente modificable para disminuir la discrepancia de género”.

Señaló que en ningún estudio previo se han analizado en médicos en formación las diferencias de género en los conflictos entre trabajo y familia.

“La mayor parte de los estudios que investigan las tasas de depresión en médicos en entrenamiento no ha analizado las diferencias de género, excepto dos que han informado que las mujeres tenían más probabilidades, en comparación con los hombres, de presentar más síntomas depresivos”.

Los investigadores se enfocaron en analizar si durante el año de internado la depresión afecta de manera desproporcionada a las médicas, en comparación con los médicos, y si los conflictos entre trabajo y familia influían en la discrepancia.

Encuestaron a 3.121 graduados de la escuela de medicina que completaron la graduación 2 meses antes de comenzar su año de internado, y 6 meses después. De estos, 2.018 participantes (68%) respondieron a la encuesta a los 6 meses.

En la primera evaluación se recabó información demográfica, como edad, género, grupo étnico, número de hijos, y estado civil. Los síntomas de depresión se midieron con el Cuestionario de la Salud del Paciente (PHQ-9), y los conflictos que desempeñan el rol del trabajo y el entorno familiar se evaluaron mediante la Escala de Conflicto entre Trabajo y Familia. En la segunda evaluación, que se llevó a cabo 6 meses después, se utilizaron el PHQ-9, y la Escala de Conflicto entre Trabajo y Familia.

La edad media de los participantes era de 27,5 años (desviación estándar (DE): 2,7 años); 49,7% (n = 1.591) eran mujeres.

Los hombres tuvieron más probabilidades que las mujeres de estar casados, o comprometidos, y de tener hijos, pero las mujeres tuvieron más probabilidades que los hombres, de informar un antecedente de depresión.

Tanto los hombres como las mujeres que respondieron la encuesta a los 6 meses, mostraron un incremento en las puntuaciones de conflicto entre trabajo y familia. La media (DE) de las puntuaciones aumentó 19% desde antes del internado, hasta el sexto mes del año del internado (18,78 [5,53] a 22,54 [5,59]; p <0,001).

Sin embargo, antes de iniciar el año de internado no hubo diferencias significativas en la media de las puntuaciones de conflicto entre trabajo y familia entre las mujeres y los hombres (19,0 [5,4] frente a 18,6 [5,7], respectivamente; p = 0,08).

En contraste, después de transcurridos 6 meses del año de internado, la media de las puntuaciones de conflicto entre trabajo y familia fueron mayores para las mujeres (22,8 [5,5]) que para los hombres (22,2 [5,7]; p = 0,01). Los incrementos promedio en el curso de tiempo en las puntuaciones de conflictos entre trabajo y familia fueron similares (p = 0,4) entre mujeres y hombres (incrementos de 3,9 ± 6,1, y 3,7 ± 6,3 puntos, respectivamente).

Antes del internado, las puntuaciones de depresión fueron similares para hombres y mujeres; las puntuaciones promedio de las mujeres fueron 4% más altas que las de sus contrapartes masculinas (2,79 frente a 2,68).

Además, cuando se tomó en cuenta el conflicto entre trabajo y familia, la diferencia resultó “básicamente insignificante, de manera que las puntuaciones medias ajustadas de las mujeres fueron solo 2% más altas (2,96 frente a 2,91) que las de los hombres”.

Mayor conflicto entre trabajo y familia para las mujeres

Tanto hombres como mujeres experimentaron un incremento en los síntomas de depresión durante los primeros 6 meses de internado (equivalente a 2,50 puntos [un incremento de 93%] en la puntuación en PHQ-9 en hombres, y 3,20 puntos [un incremento de 115%] entre las mujeres).

Para ambos géneros, los aumentos en las puntuaciones de conflicto entre trabajo y familia se correlacionaron estadísticamente con el aumento en las puntuaciones de depresión en PHQ-9 (p = 0,28; p < 0,001).

Sin embargo, después del ajuste con respecto al posible efecto de confusión de los cambios en el conflicto entre trabajo y familia, los investigadores encontraron que los incrementos en las puntuaciones en PHQ-9 se “atenuaron un poco”, con un incremento estimado de 58% (1,69 a 2,91) entre los hombres, y 72% (2,13 a 2,96) entre las mujeres.

Los aumentos en las puntuaciones medias de depresión fueron más altos para las mujeres que para los hombres. Los investigadores utilizaron una interacción estimada de género por tiempo, y encontraron que el incremento entre las mujeres era 0,70 puntos más alto (intervalo de confianza 95% [IC 95%]: 0,37- 1,04) que el aumento entre los hombres (3,20 frente a 2,5; < 0,001).

Con base en la interacción género por tiempo estimada, el aumento en las puntuaciones de depresión en las médicas internas (2,13 puntos) se mantuvo más alto de manera estadísticamente significativa (en 0,45 puntos; IC 95%: 0,11 – 0,78; p < 0,01), que entre los médicos internos (1,69 puntos), incluso después del ajuste con respecto a cambios en el conflicto entre trabajo y familia.

Una comparación de las diferencias en la interacción género por tiempo entre los modelos no ajustados y ajustados, demostró que la diferencia de género estimada fue 36% más baja (0,70 puntos frente a 0,45 puntos) después del ajuste para el conflicto entre trabajo y familia.

Los incrementos en la puntuación de conflicto entre trabajo y familia afectaron a hombres y mujeres de manera diferente. Las mujeres cuya puntuación en el conflicto entre trabajo y familia aumentó de 15 a 23 (es decir, el percentil 25 al inicio, hasta el percentil 75) tuvieron, en promedio, un aumento correspondiente de 3,8 unidades en su puntuación en PHQ-9.

En cambio, los hombres cuya puntuación de conflicto entre trabajo y familia aumentó en un grado similar tuvieron, en promedio, solo un incremento de 3,3 unidades en su puntuación en PHQ-9. Los investigadores consideraron esta interacción entre género, tiempo, y puntuaciones de conflicto entre trabajo y familia, como “moderadamente significativa”.

Gran importancia

“Me interesé en este tema durante mi residencia cuando observé el estrés entre los internos y, de hecho, un interno intentó suicidarse”, comentó la Dra. Guille.

La gran importancia de la depresión en los internos va más allá del efecto perjudicial en internos individuales.

“La depresión entre médicos en formación se correlaciona con una calidad deficiente en la atención a los pacientes, errores médicos, y deserción de la profesión. El conflicto entre trabajo y familia se relaciona con una baja satisfacción en el trabajo, y desgaste profesional, lo que a su vez repercute negativamente en la atención a los pacientes”.

La Dra. Guille añadió que el conflicto entre trabajo y familia aumenta durante el internado, lo cual plantea más exigencias, y es más prolongado que la escuela de medicina.

“En comparación con médicos internos, los estudiantes trabajan menos horas, y tienen menos responsabilidad en la atención a los pacientes, lo cual les facilita dejar el hospital y atender responsabilidades de familia, lo que da lugar a menos conflictos entre trabajo y familia”.

En cambio, los médicos internos trabajan más de 80 horas a la semana, y “son responsables de las vidas de pacientes, teniendo muy poco o nulo control sobre sus horarios”. Esto dificulta tanto a hombres como a mujeres equilibrar las responsabilidades de trabajo y familia.

Las mujeres son más susceptibles a un mayor grado de conflicto entre trabajo y familia pues, según se demostró en estudios previos, “las médicas asumen más tareas domésticas y de cuidado de hijos, que los médicos”, reveló el estudio.

“Por tanto, las médicas tienen probabilidades de experimentar aún más exigencias competitivas e incompatibles en las responsabilidades de trabajo y de familia, en comparación con los médicos, lo que da lugar a más conflictos de trabajo y familia”, indicó la autora.

Asimismo, la Dra. Guille destacó que esta “brecha de género no es exclusiva de la medicina”. Siempre que una persona tenga “un alto grado de exigencias laborales, y responsabilidades de familia en combinación con un bajo grado de autonomía en relación con sus horarios, habrá conflicto entre trabajo y familia”.

Es necesario adoptar medidas

Judy A. Shea, PhD, profesora de medicina en el Hospital of the University of Pennsylvania, y la Dra. Lisa Bellini, profesora de medicina, Perelman School of Medicine en la University of Pennsylvania, Estados Unidos, son coautoras de un editorial complementario.[2]

“Este es uno de los primeros estudios en analizar la depresión y el conflicto entre trabajo y familia en conjunto, y en forma longitudinal, y las trayectorias diferentes de ambos constructos entre hombres y mujeres son interesantes, y precisan más estudio”, comentaron las editorialistas a Medscape Noticias Médicas.

En su editorial recomiendan que se realice más investigación con un “plan más amplio de métodos para estudiar las complejidades y la interacción entre los eventos de trabajo, y múltiples estados de ánimo”.

Resaltaron la importancia de adoptar medidas.

“Necesitamos dejar de enumerar problemas como la depresión y el conflicto entre trabajo y familia en medicina, y enfocarnos en desarrollar intervenciones basadas en evidencia, que sean idealmente individualizadas, y que se adapten para que correspondan con los métodos evolutivos de formación”.

La Dra. Guille estuvo de acuerdo.

“A nivel sistémico, identificar un factor de riesgo modificable (conflicto con la familia) que favorezca la depresión, permite desarrollar programas e intervenciones para reducir el conflicto”.

Algunas de estas intervenciones pueden ser “prácticas”, como proporcionar asistencia en el cuidado de los hijos, o las comidas entregadas a domicilio, y ayudar a las internas a tener un mejor control de sus horarios.

“Por ejemplo, en vez de poner los casos complicados al final de la jornada, cuando es de esperar que el interno salga del trabajo para atender a su familia, estos casos podrían programarse para las primeras horas del día, y poner aquellos relativamente simples al final”.

Otra intervención apropiada sería fomentar que los médicos superen su renuencia a buscar ayuda por depresión.

“Hay estigma en la población general para obtener ayuda en torno a problemas de salud mental, y se añade otro factor para los médicos que se preocupan sobre lo que pensarán sus colegas, o si podría afectar su licencia.”

Las intervenciones preventivas también son importantes. “Puesto que sabemos que hay un repunte en la depresión durante el año del internado, debemos ocuparnos en intervenciones preventivas para brindar a los internos habilidades de adaptación por anticipado”.

El grupo de investigación previamente llevó a cabo un estudio de un programa de terapia cognitivo-conductual implementado a través de internet para utilizarse antes del inicio del internado.[3] “Las personas aleatorizadas a la intervención tuvieron 60% menos probabilidades de ideación suicida durante el año de internado, frente a  las no aleatorizadas.”

Es importante “que a los médicos internos se les facilite obtener ayuda si tienen problemas, hacerla accesible, asequible y realizable en el horario del interno”, finalizó.

El estudio fue financiado por el National Institute on Drug Abuse, el National Institute of Mental Health, y el National Center for Advancing Translational Sciences. Los autores y las editorialistas han declarado no tener ningún conflicto de interés económico pertinente.