psiquiatria

#Tempos de pandemia de #Covid-19: tempos de #luto

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mulher sendo consolada por seu luto na covid-19

Escrevo esse texto no dia em que o Brasil declara 50.000 mil óbitos no país pela Covid-19. Uma dizimação humanitária nunca antes vista, nunca antes gerida, nunca antes imaginada.

Em pleno século 21, com tecnologias biomédicas, onde robôs entraram nos centros cirúrgicos, com intervenções de saúde inovadoras que prolongam vidas e aumentam a sobrevida de milhares de pessoas que há dez anos não teriam qualquer chance, hoje, seguimos determinações da Organização Mundial da Saúde para nos manter em casa, distanciados fisicamente do mundo social, das relações afetivas de forma contínua e imprevisível, pois fugimos de um vírus que já matou no mundo, 463 mil pessoas até o momento (junho/2020).

O luto

Como psicóloga especializada em luto e perdas há mais de dez anos, com uma clínica que assiste exclusivamente pacientes enlutados, por morte, entendo o quanto a trajetória do cuidado é fundamental para a construção da narrativa da morte e suas repercussões no luto pós óbito. Na grande maioria das vezes, um bom cuidado das equipes de saúde, que consideram não apenas técnicas intervencionistas, mas também escuta empática e ativa, compaixão e sensibilidade na comunicação, auxílio na expressão emocional e boa relação equipe-paciente-família, mesmo diante de prognósticos graves em doenças sem perspectivas curativas, podem transformar o processo de enfrentamento da morte e facilitar as  resposta do luto agudo no momento do pós-óbito imediato.

 

A Covid-19 retirou esses cenários amortecedores do luto: não há trajetória de cuidado compartilhada, não há informação adequada, pois as equipes estão sobrecarregadas. Não há tempo ou disponibilidade para muitas equipes trabalharem a relação com o paciente e família, seja pelo risco de contaminação, pelos cuidados intensivos exigidos em um curto espaço de tempo, seja pela ausência de vínculo. Desta forma, todas as perspectivas apontam para caminhos emocionalmente tortuosos e desafiantes relacionados à saúde mental dos que cuidam e dos que sobrevivem à perda. Aspectos traumáticos das perdas pela Covid-19 deixarão marcas profundas, na sociedade de uma forma geral.

Processos de lutos graves e complicados que acometem a minoria dos enlutados, variam normalmente entre 8 a 12% da população geral, e, segundo algumas discussões recentes em grupos de teóricos e pesquisadores internacionais que se dedicam à temática do Luto Complicado, podemos ter um acréscimo de até 30% de casos graves de pessoas enlutadas. Espera-se que o impacto psíquico nas respostas de luto, com as sobreposições de sofrimento emocional  por comorbidades psiquiátricas, como ansiedade e depressão, seja de, pelo menos, uma década.

Vivemos tempos de luto e tempos de risco emocional severo.

No Brasil, são 50 mil mortos no momento, e se para cada uma morte temos em torno de quatro a onze pessoas apresentando reações agudas de luto, podemos prever que em torno de 200 mil pessoas estarão em intenso sofrimento emocional. Esses números não são apenas assustadores e dramáticos, são também alarmantes. Portanto, as ações precoces voltadas para o luto, nesse momento, são urgentes.

 

A resposta de luto é uma reação normal, esperada e prevista quando perdemos um ente querido, quando um vínculo significativo é rompido. Naturalmente nos enlutamos e, algum tempo neste processo, pranteamos e lamentamos quem perdemos.

Diante da pandemia da Covid-19 com múltiplas mortes que podem acontecer em uma mesma família pela virulência do SARS-CoV-2, o processo de luto pode encontrar variáveis refratárias as intervenções psicológicas. Como sobreviventes de uma pandemia, transtornos ligados ao estresse agudo e traumático podem repercutir na qualidade de vida emocional de muitas pessoas, empobrecendo a funcionalidade vital, chegando a situações de franco adoecimento psíquico levando até ao suicídio.

O processo propriamente de luto, pode perder, portanto, suas características de normalidade.  As circunstâncias, o contexto e as consequências da morte no cenário da Covid-19 transformam as respostas de luto de sobremaneira que ainda teremos que aguardar alguns anos para compreender a dinâmica desse luto, diferente também, de tudo que conhecemos deste processo.

Urge, portanto, a capacitação das equipe de saúde, sobretudo psicólogos e psiquiatras para que tenham conhecimento, instrumentalização e maior arsenal de intervenções apropriadas que pretendam mitigar os possíveis complicadores de um cenário de risco psíquico sem proporções. O adoecimento por luto, talvez, possa se tornar uma questão de saúde púbica.

 

Autora:

Erika Pallottino

Psicóloga ⦁ Especialista em Lutos e Perda ⦁ Sócia Fundadora e Coordenadora do Instituto Entrelaços

Referências bibliográficas:

  • The pandemic’s 4th wave; 2020. Em: https://hcldr.wordpress.com/2020/04/07/the-pandemics-4th-wave
  • STROEBE, M.; SHUT, H; VAN DEN BOUT, J. Complicated Grief – scientific foundations for heathcare professionals. Nova York: Routledge. 2013
  • EISMA, M.; BOELEN,P.; LENFERINK,L.I.M. Prolonged grief disorder following the Coronavirus (COVID-19) pandemic. Psychiatry Research; 288; 2020 https://www.elsevier.com/locate/psychres
  • ADEC –Grief, Bereavement and Death at a Distance: perspectives on the impact to the community. Conferência oral; abril; 2020. https://www.adec.org/
  • SHEAR, K. Grief in the coronavirus pandemic; Center for Complicated Grief, Columbia University; Conferência oral; abril; 2020.

#Como ajudar crianças com #TEA e #TDAH no período de confinamento?

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criança com TDAH brincando com terapeuta após confinamento

pandemia trouxe mudanças bruscas de rotina, diferentes padrões de trabalho, carga horária estendida de home office, filhos em casa em tempo integral e muitas novas tarefas e hábitos que tem afetado diferentes faixas etárias, principalmente no aspecto emocional.

Com as crianças não é diferente, suas atividades da escola foram interrompidas, atividades de lazer tornaram-se bem restritas e até tiveram que se adaptar ao novo método de aulas online. O acometimento é ainda mais intenso naquelas crianças com problemas de desenvolvimento, como transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) e transtorno do espectro autista (TEA).

Confinamento e crianças com TDAH e TEA

Com o intuito de orientar e ajudar, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou um documento que reuni respostas a alguns questionamentos comuns dos pais durante esse período. É muito importante que os médicos e profissionais de saúde saibam responder essas perguntas.

1. Como distrair meu filho(a) em casa e ajudá-lo(a) a passar o tempo?

Com esse maior contato familiar, devem ser incentivadas atividades que possam conciliar o tempo e necessidades das crianças e que possam estimular a curiosidade e a criatividade (esconde-esconde, quebra-cabeças, desenhos, atividades manuais…). Também são indicadas atividades como assistir TV em família e a leitura conjunta de livros adequados a faixa etária.

É de suma importância que se tente manter uma rotina alimentar saudável e que tenha objetivos diários definidos, para reduzir a ansiedade e o estresse que o período traz.

2. Devo criar novas regras e/ou limites dentro de casa?

Regras são fundamentais para a educação, porém em tempos de pandemia devemos adaptar as regras com as mudanças da rotina das crianças. Uma dica seria utilizar imagens com objetivos a serem alcançados naquele dia, como por exemplo: um desenho mostrando uma escova de dente, uma criança tomando banho ou uma família na hora da refeição. Sem esquecer de parabenizar a criança após um objetivo alcançado, caracterizando um reforço positivo.

 

Atenção especial ao abuso do tempo de telas. O ideal é planejar o tempo de tela na programação diária e o uso de um temporizador visual facilita o controle do tempo pela própria criança. Um exemplo é Time Timer, que é um aplicativo que mostra uma seção vermelha decrescente à medida que o tempo acaba. Outra dica legal que a SBP recomenda é o planejamento do tempo de tela antes de atividades preferidas, porque desligar antes do lanche é mais fácil do que antes de uma atividade acadêmica.

3. O que fazer quando meu filho(a) não quiser mais ficar em casa?

Esse momento acontecerá e a sugestão é aguardar horários com menor movimento, para sair ao ar livre, caminhar, mas sempre seguindo as normas de segurança.

4. O que fazer para não prejudicar os ganhos que meu filho(a) teve nas terapias até o momento?

Importante manter o contato com os terapeutas, para que eles possam auxiliar com dicas de tarefas em casa ou até mesmo promover sessões online. Lembrando que não devemos esperar respostas imediatas, já que é um momento bem difícil para todos.

5. Como devo proceder em casos de urgência ou dúvidas em relação às medicações?

Em caso de urgência/emergência tente contato com o médico assistente, do contrário, procure uma Unidade Básica de Saúde, Unidade de Pronto Atendimento ou Hospital mais próximo. Não altere ou suspenda doses por conta própria.

6. Mudanças comportamentais poderão acontecer nesse período? Como proceder?

Crianças com TEA geralmente tem dificuldades em expressar verbalmente sentimentos como ansiedade, medo, desconforto com a nova rotina e ainda mais em compreender o motivo dessa mudança de rotina. Os pais devem estar atentos a mudanças no padrão de sono, alteração do apetite, irritabilidade e/ou aumento de agitação, aumento de comportamentos repetitivos e preocupação excessiva ou ruminação.

 

Entrar em contato com o médico assistente e equipe multidisciplinar caso essas mudanças forem notadas para melhores orientações.

7. Como cuidar dos cuidadores nesse tempo de incertezas?

Neste momento, os pais se viram isolados, impotentes e com medo de adoecer ou perder a vida. Fora a questão da saúde, ainda há um cenário econômico e profissional duvidoso e os pais tiveram que lidar prontamente com as tarefas domésticas, com o cuidado de parentes idosos e o trabalho em casa.

Para tentar conseguir se manter emocionalmente bem para cuidar das crianças, a sugestão é não sentir-se culpado, acolher seu sentimento e conscientizar-se que está dando o seu melhor.

Uma sugestão é deixar de lado as preocupações que não podem ser respondidas ou resolvidas agora, como: O que vai acontecer com o ano letivo? Quanto tempo a quarentena vai durar? Quais serão os efeitos da quarentena no meu futuro?

Compartilhar as dúvidas e inseguranças com a rede de apoio também é fundamental!

Autora:

Clara Madureira

Graduada em Medicina pela Universidade do Grande Rio ⦁ Residência Médica em Pediatria pelo Hospital Municipal Salgado Filho ⦁ Instagram: @draclaramadureira

Referências bibliográficas:

#Doença cardiovascular e mortalidade em pacientes com #sintomas depressivos

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Pessoa com sintomas depressivos se preocupa com os riscos de desenvolver doença cardiovascular

Este artigo foi publicado no JAMA Psychiatry neste último mês de junho e avalia a mortalidade e a presença de doenças cardiovasculares em pacientes com sintomas depressivos em 21 países. Já se sabe que em países mais ricos (ou “desenvolvidos”) os pacientes com quadro depressivo apresentam um risco mais elevado de mortalidade e de apresentarem algumas doenças.

 

Sintomas depressivos e doença cardiovascular

O objetivo deste trabalho foi avaliar se este conhecimento também pode ser aplicado aos países considerados como “em desenvolvimento” (ou países com nível de riqueza média, podendo ser média-alta ou média-baixa) e “subdesenvolvidos”.

Metodologia e Resultados

Trata-se de um estudo de coorte prospectivo, baseado no Prospective Urban Rural Epidemiological (PURE), realizado em 51 centros distribuídos em 21 países classificados como “ricos”, com “médio nível de riqueza” e com “baixo nível de riqueza”, segundo o Banco Mundial. Incluiu países como o Brasil, a Argentina, os Canadá, a China, dentre outros.

Os participantes foram selecionados de modo a refletir uma amostra capaz de representar a população. Enquanto os pesquisadores foram treinados para aplicar questionários padronizados (CIDI-SF) e traduzidos para cada língua, assim como coletarem dados antropométricos e amostras de sangue. Também foi feita a documentação do uso de antidepressivos. Os comitês de ética locais aprovaram o estudo e os sujeitos da pesquisa assinaram um termo de consentimento livre esclarecido.

Os critérios de inclusão para as primeiras 2 fases do estudo incluíam pacientes entre 35 e 70 anos com a intenção de manter o mesmo endereço onde moravam pelos próximos 4 anos. Foram excluídos aqueles pacientes que relataram um desfecho com menos de 2 anos de acompanhamento; aqueles com queixas de tosse persistente, icterícia ou dor torácica nos 6 meses anteriores ao início do trabalho e pacientes em luto no ano anterior.

Seguimento

O seguimento foi feito na forma de 3 visitas anuais entre janeiro de 2008 e junho de 2019, utilizando protocolos padronizados, colhendo informações de prontuários/familiares/acompanhantes, dentre outras fontes.

Os desfechos primários envolveram todas as causas de mortalidade, as doenças cardiovasculares e a combinação de ambos. Já a análise secundária separou os desfechos entre AVC, infarto agudo do miocárdio (IAM), insuficiência cardíaca e morte por causas cardiovasculares e não cardiovasculares e incluiu a incidência de qualquer forma de câncer.

Os desfechos foram comparados entre 2 grupos: os pacientes que tinham menos de 4 sintomas depressivos e aqueles com 4 ou mais sintomas depressivos. A seguir foram feitos 2 modelos. O modelo 1 sofreu ajustes para fatores como sexo, idade, nível educacional, deficiências declaradas pelos próprios pacientes, uso de estatinas, moradia em áreas urbanas ou rurais. Enquanto o modelo 2 foi ajustado para história atual ou anterior de etilismo, tabagismo, isolamento social, diabetes e hipertensão. Outras análises também avaliaram o seguinte: obesidade, dieta pouco saudável, sedentarismo, uso de antidepressivos, presença de eventos adversos ao longo da vida e nível socioeconômico.

Para mais informações sobre a metodologia, acesse o artigo original. As informações estão na bibliografia.

 

Limitações

  1. Ausência de uma escala globalmente validada para depressão.
  2. Apresentação variável dos sintomas entre os países, sendo que a escala escolhida não incluía sintomas somáticos. Tais sintomas são comuns em países asiáticos, podendo explicar uma menor prevalência nessa região.
  3. Embora a escala usada tenha permitido chegar a prevalências semelhantes àquelas relatadas pela OMS em alguns países (como Bangladesh, China, Filipinas), é possível que em outros a sensibilidade tenha sido menor (como na Índia, Canadá, Suécia e Arábia Saudita). Isso faz com que o risco de doenças cardiovasculares em pacientes com sintomas depressivos possa ser maior em países tidos como “ricos”.
  4. Não é possível excluir fatores confundidores residuais (particularmente quando o tamanho do efeito é modesto). Apesar dos ajustes para potenciais mediadores, algumas associações entre depressão e desfecho podem ter sido subestimadas.
  5. Apesar de examinarem a associação entre câncer e depressão (já avaliada em outros trabalhos), não houve eventos suficientes para analisar cada tipo de câncer separadamente.
  6. Os sintomas depressivos foram avaliados em relação a um ponto de corte e só foram revistos na avaliação seguinte e não ao longo do tempo.

Resultados

No total, 145.862 participantes foram avaliados. A prevalência dos sintomas depressivos foram: 11% no geral, 15% nos países “mais ricos” ou “em desenvolvimento de nível mais elevado” e 8% nos países “subdesenvolvidos” ou “em desenvolvimento de nível mais baixo”. Alguns fatores também foram relacionados à maior prevalência dos sintomas depressivos, como sexo feminino, diabetes, morar em áreas urbanas ou possuir 2 ou mais formas de deficiência. Pacientes com sintomas depressivos também possuíam maiores chances de consumirem álcool, terem uma alimentação pouco saudável, serem fumantes, ter um temperamento mais desconfiado e serem mais propensos ao isolamento social.

Em relação ao uso de medicação antidepressiva, dos que relataram sintomas no início da pesquisa 0,6% usavam antidepressivos na época, ao passo que 9% dos sujeitos fizeram uso da medicação ao longo do acompanhamento.

O seguimento ocorreu ao longo de 9,3 anos, nos quais se observou 9.721 mortes e 7.258 casos de desfechos cardiovasculares, compreendendo 11.860 de ambos desfechos. A principal causa de óbito foram as doenças cardiovasculares (29%), seguidas por câncer (20%), doenças respiratórias (7%), infecções (6%) e suicídio ou injúrias (7%). Após ajustes verificou-se que as taxas de todas as condições foram maiores na população com sintomas depressivos em comparação à população que não possuía os mesmos sintomas (com exceção dos AVCs, cujas taxas foram semelhantes em ambos grupos).

Após o ajuste de algumas variáveis verificou-se que os desfechos primários foram maiores no grupo que relatou 4 ou mais sintomas depressivos. Os riscos relativos de todos os desfechos primários aumentaram progressivamente com o número de sintomas depressivos.

Discussão sobre associação de doença cardiovascular e sintomas depressivos

Os pacientes que relataram a presença de 4 ou mais sintomas depressivos apresentaram um risco 14% maior de desenvolverem doença cardiovascular e 17% maior de mortalidade. Isto é condizente com estudos anteriores realizados em países mais ricos. Mas neste trabalho foi possível verificar que tais achados também são encontrados em outros países com diferentes níveis socioeconômicos.

No entanto, é importante ressaltar que há uma associação variável dentro de cada país: há diferenças em relação ao local de moradia e ao gênero. Os riscos para doença cardiovascular e morte foram mais que o dobro nas áreas urbanas em relação às áreas rurais. Em relação ao gênero, o sexo masculino apresentou uma menor frequência dos sintomas depressivos, mas possui mais que o dobro do risco das mulheres.

  • Vida urbana: autores discutem que o maior risco atribuído poderia ser parcialmente explicado por uma maior prevalência dos fatores de risco tradicionais. No entanto, os resultados mostraram que esses fatores foram responsáveis por apenas 20-30% do aumento do risco. Também é possível que as consequências da urbanização (como a diminuição das áreas verdes, residências com muitos moradores, dentre outras) possam afetar a associação entre doença mental e outras morbidades. Entretanto, seria necessário que um outro estudo fosse realizado para tal avaliação.
  • Sexo masculino: já foram relatadas antes fortes associações entre os sintomas depressivos e a incidência de doença cardiovascular e mortalidade em homens. Possíveis fatores envolvidos seriam: mulheres com menos de 70 anos possuem uma expectativa de vida maior do que a dos homens (e nisso deve-se considerar a idade da população do estudo) e o fato de os homens relatarem menos sintomas depressivos e procurarem menos por tratamento do que as mulheres (o que pode contribuir para um aumento do risco).

Desfechos

Em relação aos desfechos secundários, as análises confirmam os resultados anteriores; o risco relativo de incidência de doença cardiovascular é maior para IAM (23%), quando em comparação com insuficiência cardíaca (9%) e AVC (5%). O risco relativo de todas as causas de mortalidade foi maior para as doenças não cardiovasculares (21%) em comparação com as causas cardiovasculares (7%).

As comparações realizadas mostraram que a associação entre sintomas depressivos, morte e doença cardiovascular são semelhantes entre aqueles que possuem uma alimentação não saudável, são obesos ou tabagistas.

Não é possível determinar se a associação entre sintomas depressivos e mortalidade seja uma relação de causa e efeito. Contudo, alguns fatores (inclusive outros trabalhos) suportam essa interpretação. Os autores ainda discutem que os variados desfechos (cardiovasculares e não cardiovasculares) relacionados à depressão podem ter características comuns, como mecanismos biológicos (notadamente a desregulação autonômica e a inflamação).

 

Conclusão

Este trabalho confirma que há uma associação entre sintomas depressivos e a incidência de doença cardiovascular e de mortalidade em diferentes países nos seus diversos graus de desenvolvimento/riqueza. Contudo, a força dessa associação variou dentro dos países, sendo maior nas áreas urbanas. Estes achados podem ter implicações relevantes e influenciar medidas de saúde pública. Afinal, nas próximas décadas possivelmente a maior parte da população mundial deverá viver em áreas urbanas, onde o transtorno depressivo é mais comum. Com isso as autoridades devem considerar aumentar os cuidados com a saúde física de pacientes deprimidos.

Além disso, seria interessante a promoção de políticas públicas para melhorar o bem-estar físico e mental, assim como medidas comportamentais saudáveis como estratégia para controlar as doenças cardiovasculares, além de integração e prioridade na atenção à saúde mental. Também é importante avaliar estratégias que deem maior credibilidade às políticas de integração e prevenção de transtornos mentais na atenção primária (como proposto pela OMS).

 

Autor(a):

Paula Benevenuto Hartmann

Psiquiatra pela UFF ⦁ Graduação em Medicina pela UFF

Referências bibliográficas:

  • Rajan S, et al; for the Prospective Urban Rural Epidemiology (PURE) Study Investigators. Association of Symptoms of Depression With Cardiovascular Disease and Mortality in Low-, Middle-, and High-Income Countries. Jama Psychiatry. 2020, June 10th. doi:10.1001/jamapsychiatry.2020.1351

#COVID-19: ¿la #ansiedad, la #depresión, el #enojo y las #adicciones pueden “boicotear” el #distanciamiento social?

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BUENOS AIRES, ARG. Niveles más altos de estrés, ansiedad, depresión, ira o adicciones no solo son consecuencia esperable de la pandemia de COVID-19, de los confinamientos prolongados y de la preocupación económica, sino que también podrían ser un factor que conspira contra el sostenimiento del distanciamiento social y otras medidas de salud pública necesarias para evitar un desborde de los casos, temen algunos expertos.

Si esto se comprobara, las intervenciones oportunas de profesionales de salud mental y las estrategias para preservar el estado psíquico y anímico deberían considerarse un pilar central para apuntalar y sostener las estrategias de contención de la pandemia, en un contexto en el cual no se descartan segundas olas o brotes recurrentes durante los próximos años.

Dr. Benjamin Oosterhoff

“Basado en lo que sabemos sobre el desarrollo humano y la salud mental, podría ocurrir que la salud mental deficiente tenga efectos (negativos) en el distanciamiento social”, comentó a Medscape en español Benjamin Oosterhoff, Ph. D., profesor asociado del Departamento de Psicología de la Montana State University en Bozeman, Estados Unidos.

“Reconocemos que en tiempos de cuarentena, donde hay que pasar un tiempo dentro de casa, donde quizá los niños no puedan salir a jugar, estas situaciones sean el vehículo para desatar ansiedad, depresiones y enojos”, manifestó a Medscape en español el Dr. Marcos Espinal, director del Departamento de Enfermedades Transmisibles y Determinantes Ambientales de la Salud de la Organización Panamericana de la Salud.

Analía Pesl

La psicóloga Analía Pesl, integrante de la Asociación Argentina de Psicología y Psicoterapia de Grupo, no tiene dudas: “Respetar las medidas de salud pública que nos impusieron, que no están naturalizadas, exige una conciencia plena y disponible. Quienes atraviesan un estado de angustia, estrés o preocupación excesiva por otros motivos, podrían poner en segundo plano estas medidas de cuidado que ahora nos resultan novedosas”, señaló Pesl a Medscape en español.

El abuso de alcohol y de sustancias ilícitas también puede alterar el estado de conciencia y la percepción de riesgo.

Los consumidores “pueden tener una mala apreciación de los riesgos y actuar imprudentemente. Por ejemplo, si necesitan evitar el síndrome de abstinencia y tienen la urgencia de conseguir la sustancia psicoactiva, pueden incumplir la cuarentena o adoptar otras medidas imprudentes para sí mismos y para terceros”, explicó a Medscape en español Ernesto González, Ph. D., director de la Diplomatura en Prevención Laboral de Adicciones de la Facultad de Medicina de la Fundación Barceló en Buenos Aires, Argentina.

Las distintas caras del miedo

Diversos estudios y especialistas ya documentaron o advirtieron sobre el aumento de padecimientos psíquicos derivados del estrés de la pandemia: el miedo al contagio, la incertidumbre, y los temores por la caída de la actividad económica. En abril psiquiatras definieron a COVID-19 como un evento traumático, y anticiparon una pandemia inevitable de enfermedades mentales y trastornos del comportamiento.

En Argentina, por ejemplo, un estudio reciente del Observatorio de Psicología Social Aplicada de la Facultad de Psicología de la Universidad de Buenos Aires constató que durante dos meses y medio de cuarentena crecieron sobre todo el miedo y la depresión, con 30% de participantes que ve con desesperanza su futuro.[1]

Sin embargo, hay menos evidencia en cuanto a la manera en que esos malestares psicológicos y emociones impactan sobre la motivación de la población a respetar el distanciamiento social y otras medidas de salud pública, como el uso de mascarillas o el lavado de manos.

En estudios de laboratorio, Oosterhoff está evaluando distintas variables de la relación entre parámetros psicológicos y distanciamiento social. “Estamos encontrando más evidencia de que las medidas de distanciamiento social preceden a los trastornos de la salud mental, pero eso no significa que la relación no pueda operar también en sentido inverso. La mayoría de las veces la conexiones entre experiencias sociales y la salud mental son dinámicas y se retroalimentan. Yo esperaría que este fuera el caso”, dijo.

Para el Dr. Marcelo Cetkovich, director del Departamento de Psiquiatría de INECO, en Buenos Aires, y vicepresidente de la Asociación Argentina de Psiquiatras, se podría pensar que después de tantos meses de cuarentena la gente está llegando a una fase de “extenuación” y eso podría favorecer una falla del control inhibitorio y la tendencia a cuidarse menos.

Sin embargo, por otro lado, señaló que el repunte de casos y conocer personas del propio círculo social que empiezan a contagiarse opera también como un llamado de atención y vuelve a activar las barreras de la precaución. “Funciona como una alerta. El miedo es una respuesta fisiológica de defensa que puede servir para guardarnos más. No hay que hacer un anatema del miedo”, señaló el Dr. Cetkovich a Medscape en español.

De hecho, autores han considerado funcional al miedo para persuadir a las personas a quedarse en casa o restringir sus movimientos.[2] Sin embargo, también podría jugar en contra.

“Una de las cosas más difíciles es predecir es cómo actúan las personas en un contexto de fuerte emoción. Las emociones fuertes pueden llevar a cuidarnos, o por el contrario, disparar conductas disfuncionales (desaprensión, negación) que aumentan el riesgo de contagio y transmisión”, señaló Fernando Torrente, Ph. D., director del Departamento de Psicoterapia Cognitiva de INECO, durante una exposición en el Forbes Healthcare Week.[3]

“Hay que tener plena conciencia de lo que está sucediendo y de lo que hay que hacer”

Ante este escenario, los especialistas consideran urgente prestar atención tanto a la dimensión psíquica y emocional de la población como a la circulación del virus.

“La salud psíquica es una herramienta fundamental para que las propuestas de confinamiento y distanciamiento social funcionen. Hay que tener plena conciencia de lo que está sucediendo y de lo que hay que hacer, así como la voluntad y la empatía para pensar en uno y en cómo pueden afectar las propias acciones a otras personas”, destacó la psicóloga Pesl.

El Dr. Espinal, de la Organización Panamericana de la Salud, enfatizó la necesidad de reforzar y facilitar el acceso a servicios de conserjería, psicología, psiquiatría y trabajo social, para aconsejar a las personas y abordar de manera precoz cualquier cuadro que amerite intervenciones.

También recomendó a la población que adopte conductas para preservar la salud mental durante los confinamientos: “Por ejemplo, reducir la exposición a noticias, leer un libro, hablar con familiares (vía internet), distraerse, o hacer pausas en el trabajo”, detalló.

En tanto, otros expertos proponen abordajes multidisciplinarios que no se enfoquen solo en la enfermedad y en el trastorno, y que fortalezcan la respuesta social ante futuros rebrotes o nuevas pandemias.

“En mi opinión, COVID-19 ha resaltado la necesidad de construir comunidades más resilientes. Los jóvenes que valoran la responsabilidad social, que confían en otros o priorizan al prójimo por sobre uno mismo van a ser más propensos a guardar el distanciamiento social, desinfectarse mejor o evitar el acaparamiento de productos”, concluyó Oosterhoff.

Pesl, Oosterhoff, González y Cetkovich han declarado no tener ningún conflicto de interés económico pertinente.

#Duelos no resueltos, #síndrome de la cabaña y #alteraciones del sueño, principales #retos posCOVID-19 en salud mental

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MADRID, ESP. Con la llegada de la nueva normalidad, lo que durante las semanas de confinamiento era una percepción, se está convirtiendo día a día en una realidad tanto en las consultas de atención primaria como en las de los especialistas en salud mental: la COVID-19 ha dejado otra secuela en forma de agudización de síntomas como la depresión o la ansiedad, y de alteraciones en cierta medida novedosas, como la gestión atípica de los duelos a la que ha tenido que hacer frente buena parte de la población española.

A falta de datos procedentes de investigaciones científicas que arrojen evidencias cuantificables en este sentido, las impresiones, opiniones y experiencias compartidas con Medscape en español por profesionales de distintos ámbitos asistenciales especializados en este tema, permiten dibujar los principales retos de salud mental a los que tendrán que hacer frente a corto y mediano plazos.

Dr. Fernando Gonçalves

“En la actualidad estamos asistiendo a un repunte de los casos de ansiedad, tanto puntuales como de cuadros que pueden ser diagnosticados como ansiedad generalizada, muchos de ellos acompañados de sintomatología depresiva. Y esto es aún más frecuente en personas con patología similar previa”, comentó el Dr. Fernando Gonçalves, responsable del Grupo de Trabajo de Salud Mental de la Sociedad Española de Médicos Generales y de Familia .

En este contexto, el Dr. Gonçalves enfatizó que estos casos de depresión se están detectando de forma especialmente significativa en los familiares cercanos a los fallecidos a causa de la pandemia, “no tanto por el deceso en sí, que tiene su lógica afectación, sino por las dramáticas circunstancias vividas en el curso de la enfermedad de ese ser querido y todo lo sucedido con su posterior fallecimiento”.

“Los sentimientos de frustración, incomprensión, soledad y abandono han sido una constante terrible. Hay que tener en cuenta el impacto producido por las circunstancias agravantes de la situación, como el no poder compartir los últimos momentos ni acompañar al familiar en su periodo de hospitalización, sin hablar de la imposibilidad de proceder a su entierro o cremación, sin tan siquiera haber podido ver físicamente a su ser querido fallecido”, destacó.

Luto, depresión y estrés postraumático

De hecho, la gestión de estos duelos no resueltos está siendo ya una constante y a la vez un reto en las consultas de atención primaria, y todo apunta que lo seguirán siendo durante los próximos meses: “Es obvio que las circunstancias tan especiales en torno a los fallecimientos dejarán una huella indeleble y duradera en los familiares. Además, a ello se están uniendo sentimientos de soledad, indefensión, incomprensión y profunda tristeza. Y sin duda aparecerán cuadros de estrés postraumático que se manifestarán en su plenitud pasados unos tres meses del deceso, aproximadamente”, señaló el Dr. Gonçalves.

En relación con esto, el experto insistió en la importancia capital de la detección precoz de estos trastornos por parte de los equipos de atención primaria y de su pronta derivación al especialista que mejor proceda en cada caso concreto. “También será necesario tener presente que no siempre los casos de mayor gravedad serán los primeros en solicitar ayuda, por lo que se debe efectuar una búsqueda sistemática proactiva, para detectarlos incluso en aquellos pacientes que no formulen quejas en este sentido”.

Ansiolíticos y trastornos del sueño: pesadillas pospandemia

Por otro lado, según explicó el Dr. Gonçalves, muchas personas han reportado alteraciones en los patrones del sueño durante el confinamiento, fundamentalmente en forma de pesadillas e insomnio, “y todo apunta a que a mediano y largo plazos previsiblemente perdurarán en el tiempo, sobre todo en forma de sueño entrecortado y superficial, u otros trastornos relacionados con este hábito. En este sentido tendremos que estar muy atentos a la autoprescripción por parte de los pacientes, así como a la costumbre de optar por solucionar estos problemas con fármacos alternativos no idóneos”.

En aquellos casos, también frecuentes en la situación actual, en donde las alteraciones del sueño son síntomas acompañantes, en los cuadros de ansiedad y depresión, es de suponer que cederán con el tratamiento de la patología de base, destacó el Dr. Gonçalves.

Asimismo, el especialista comentó que se ha producido un aumento de la demanda de fármacos ansiolíticos por parte de los pacientes, e incluso muchos médicos han incrementado su prescripción con carácter preventivo. Sin embargo, para el Dr. Gonçalves, pensar en el tratamiento sistemático con psicofármacos en toda esta patología emocional pospandemia sería un profundo error que debe evitarse: “En este sentido, me gustaría destacar que ahora más que nunca la falta de suficientes profesionales psicólogos clínicos va a ser aún más evidente. En toda esta mal llamada “nueva normalidad” deberían ser accesibles los servicios de psicoterapia prestados por la seguridad social, hasta ahora prácticamente inexistentes, y que serán imprescindibles”.

El Dr. Gonçalves hizo énfasis en que todo lo referente a estas situaciones que se están produciendo a nivel de la salud mental de la población es perfectamente aplicable también a los profesionales sanitarios implicados en la atención directa a los pacientes, “una cuestión a la que no se le está dando, a nuestro entender, la importancia debida, con los riesgos que ello implica”.

Miedos, ansiedades y “síndrome de la cabaña”

Otra situación que se está observando es lo que se ha denominado síndrome de la cabaña, esto es, la reticencia a volver a salir a la calle y a socializar con el entorno, derivada de las semanas de cuarentena.

El Dr. José Luis Carrasco

El Dr. José Luis Carrasco, jefe de la Unidad de Trastornos de la Personalidad del Hospital Clínico San Carlos, de Madrid, señaló que “el número de personas afectadas por este trastorno es mucho mayor del que nos esperábamos. Lo que ocurre es que no son visibles por el mismo hecho de que permanecen ocultas, pero nos vamos enterando de que están sufriendo estos síntomas a través de familiares o porque empiezan a faltar a reuniones a las que habitualmente acudían”.

“Además, de momento no es posible cuantificar muchos de estos casos ya que aún hay gran cantidad de población trabajando desde casa, pero sin duda la magnitud del problema irá mostrándose cuando se llegue a la total normalidad”.

Respecto a cuál de las dos situaciones “atípicas” de las vividas durante las últimas semanas —el miedo y la incertidumbre producidos por la pandemia y el confinamiento y la restricción de la movilidad— ha influido más a nivel de la salud mental y en relación con este síndrome, el Dr. Carrasco explicó que ambas tienen el mismo peso, “y de hecho, es la combinación de estas circunstancias la que resulta patógena. El miedo al peligro empuja al escondite, y estar escondido aumenta la magnitud del peligro y convierte el miedo en pánico. El confinamiento por miedo convierte al mundo exterior es un universo amenazante y, por tanto, en un terreno propicio para la agorafobia”.

En opinión del Dr. Francesc Colom, psicólogo clínico del Servicio de Psiquiatría del Hospital del Mar, en Barcelona, habría que ver cuántos de estos casos son patológicos y cuántos son meramente funcionales, derivados de la adaptación a unas exigencias sociales cambiantes. “Aún así, generalmente no es habitual que las personas que tienden a la sociabilidad cambien de repente de hábitos por el confinamiento o por el bombardeo de información sobre la pandemia”.

Adicciones a sustancias y trastornos preexistentes: impacto irregular

Los expertos coincidieron en alertar sobre el impacto que la pandemia y la pospandemia han podido tener en las conductas adictivas. En concreto, el Dr. Gonçalves advirtió: “Habrá que estar atentos a la aparición de adicciones a sustancias de abuso, una cuestión nada desdeñable en estas situaciones, y que empeoraría cualquiera de los cuadros emocionales relacionados con esta situación, transformándolos en patología dual, de peor pronóstico”.

El Dr. Gonçalves recomendó prestar especial atención al alcohol, utilizado como ansiolítico de rápido efecto y corta duración durante el confinamiento, y cuyo consumo mantenido puede devenir en patología alcohólica a la larga.

El Dr. Colom señaló que es muy pronto para determinar si ha habido aumento de nuevos casos o recaídas en adicciones: “En los próximos meses iremos viendo hasta qué punto personas con un diagnóstico de dependencia de sustancias han recaído debido al hecho de recibir menos apoyos, a la exposición constante a mensajes negativos y a pasar mucho tiempo en soledad, y también determinaremos cuántos nuevos casos se pueden contabilizar ya que, como se sabe, el retraso diagnóstico es uno de los problemas más comunes en las adicciones. Probablemente a finales de año podamos extraer algunas conclusiones sobre los cambios en la prevalencia de estas enfermedades”.

En cuanto a la afectación de estas circunstancias en personas con patología psiquiátrica preexistente, el Dr. Colom opinó que no es esperable un repunte en el trastorno mental grave: “Quizá sí podría haber un aumento de los casos de trastorno obsesivo, con pensamientos relacionados con la contaminación y compulsiones de limpieza, y trastornos ansiosos de tipo fóbico centrados en la hipocondría, así como el refuerzo de pensamientos de tipo agorafóbico”.

“En el caso de las personas con patología psiquiátrica que están a medio camino entre la institucionalización a largo plazo y el reintegro en la sociedad, esta afectación sí ha podido ser mayor ya que necesitan un apoyo constante de profesionales que hagan un seguimiento desde lo psicológico y lo social y requieren de una regularidad en los hábitos de ayuda que, en muchas ocasiones, ha quedado muy condicionada por el confinamiento”, continuó.

En el caso concreto del trastorno límite de la personalidad, el Dr. Carrasco destacó que estos pacientes han llevado bien la primera parte del confinamiento, presentando en su mayoría una situación de estabilización, “pero al final del mismo, estamos constatando que, al igual que las personas depresivas, se sienten más inseguros, indefensos y temerosos. De hecho, ya estamos asistiendo a un importante incremento de los síntomas de ansiedad y de depresión”.

Objetivo: testar los efectos, prever las consecuencias

En el ámbito de la psicología se han puesto en marcha varios estudios centrados en testar, valorar y cuantificar el impacto de la situación vivida en la salud mental de la población. Sin embargo, llama la atención que apenas se tenga noticia de iniciativas similares en el campo de la psiquiatría (al menos no han trascendido de forma similar).

Cuestionado al respecto, el Dr. Colom confirmó que se están realizando muchos estudios de tamaño medio-pequeño, “pero en mi opinión, es una noticia que calificaría de nefasta, ya que como científicos, y más en una circunstancia como la actual, deberíamos tender a colaborar en la elaboración de tamaños muestrales importantes que nos permitan llegar a conclusiones sólidas desde un punto de vista metodológico. Es desesperante ver cómo cada centro quiere tener su estudio, sin entender que la ciencia es colaboración y generosidad”.

Entre los estudios que se han hecho públicos destaca el realizado por expertos de la Facultad de Psicología de la Universidad Complutense de Madrid, en colaboración con la University of East Anglia en Inglaterra.[1] Se trata de la primera investigación desarrollada en el contexto de la pandemia con el objetivo de evaluar el estado de salud mental de la población española durante el confinamiento por COVID-19.

Los resultados preliminares de este trabajo (realizado sobre una muestra de más de 2.000 personas de las 17 comunidades autónomas españolas durante la primera semana de confinamiento, ente el 15 y el 2 de marzo de 2020) mostraron que un elevado número de personas experimentaban síntomas intrusivos (alerta y angustia fisiológica) y reacciones de ansiedad, sintomatología que, según los autores, puede corresponder con un cuadro de estrés agudo y que probablemente desaparecería al concluir esta situación.

Sin embargo, alertaron de que un alto porcentaje se encontraba en situación de riesgo de desarrollar “secuelas” en forma de depresión, estrés o ansiedad durante, meses o incluso años después.

Otro estudio destacable es el que actualmente realiza un equipo multidisciplinario de la Universidad de Huelva, la Universidad de Sevilla y la Universidad Loyola Andalucía, en Sevilla, con el apoyo de distintas instituciones sanitarias, entre ellas la Asociación Española de Especialistas en Medicina del Trabajo.[2]

La finalidad es conocer el impacto psicológico de la COVID-19 tanto en la población general como en los profesionales sanitarios, para identificar los factores fundamentales para procurar el mejor bienestar emocional y el ajuste psicológico en una situación de crisis como la vivida, y que ha afectado en gran medida al colectivo de profesionales sanitarios, esencialmente los que trabajan en primera línea. Este estudio se ha extendido actualmente a distintos países de Latinoamérica.

¿Qué pasa con las repercusiones a nivel cerebral y en patologías como el Alzheimer?

Eider Arenaza-Urquijo, Ph. D.

Con el objetivo de analizar los efectos del confinamiento en la salud mental y cerebral, e identificar los factores que mitigan o agravan este impacto, el Barcelona Beta Brain Research Center, el centro de investigación de la Fundación Pasqual Maragall, acaba de poner en marcha una investigación que, como explica Eider Arenaza-Urquijo, Ph. D., experta en neurociencias e investigadora principal del estudio, se realizará sobre personas (en su mayoría familiares de pacientes de Alzheimer, todas ellas cognitivamente sanas) que participan en otro estudio del Barcelona Beta Brain Research Center sobre enfermedad de Alzheimer familiar, impulsado por la Fundación La Caixa.

“El estudio se basa en una serie de hipótesis formuladas según las experiencias extraídas de otras cuarentenas en situaciones similares (por ejemplo, durante la epidemia del síndrome respiratorio agudo severo en 2002), que demuestran un potencial efecto negativo en la salud mental. Las previsiones apuntan a que haya un impacto del confinamiento en los niveles de ansiedad y depresión, y también en los de estrés”, agregó.

“A medio-largo plazo, también vamos a recoger medidas de síntomas relacionados con el estrés postraumático, ya que esperamos que algunas personas, una vez que haya pasado el periodo natural de recuperación, sigan experimentando malestar asociado con el confinamiento y que éste repercuta en su vida diaria, comentó la investigadora.

El estudio está diseñado de forma que se cotejen las respuestas obtenidas en dos periodos diferentes: durante el confinamiento, y 18 – 24 meses después, y se va a centrar en qué factores aumentan o disminuyen el impacto de la cuarentena en la salud mental.

“Para ello, evaluamos las habilidades de los participantes para tolerar el estrés, sus hábitos de vida durante el confinamiento, la frecuencia de las interacciones sociales, las estrategias de búsqueda de información sobre la pandemia, el espacio en el que se ha realizado el confinamiento, si ha habido enfermedad por la COVID-19 (tanto él como en algún familiar) y los cambios en la carga de tareas (de cuidados, del hogar o labores) durante este periodo”, puntualizó Arenaza-Urquijo.

Asimismo, y con la intención de determinar si en línea con investigaciones previas la ansiedad, la depresión o el estrés crónico derivados de esta situación favorecen cambios cerebrales relacionados con la enfermedad de Alzheimer, se ha sometido a participantes a pruebas que miden la proteína beta-amiloide y la proteína, así como a un análisis de estructura cerebral.

Finalmente, la investigadora destacó que una de las líneas del estudio en la que se tiene especial interés es en investigar estas hipótesis en los cuidadores, “ya que durante el confinamiento han vivido experiencias especialmente difíciles, y es de prever que haya un mayor impacto en la salud mental en este colectivo. La mayoría de los cuidadores son mujeres y la prevalencia de los trastornos del estado de ánimo es más prevalente ellas, al igual que ocurre con la enfermedad de Alzheimer; por lo tanto, hay que prestar una atención especial a este colectivo”.

Los doctores Gonçalves, Carrasco, Colom y Arenaza-Urquijo han declarado no tener ningún conflicto de interés económico pertinente.

#Covid-19: Qual a relação entre a #solidão e os #sintomas psiquiátricos na #população idosa?

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Parte da população idosa busca um pouco de companhia para evitar a solidão em época de isolamento social devido a pandemia de Covid-19

Com a atual pandemia por Covid-19 observamos a recomendação de medidas de isolamento social. Estas impactam toda a população, mas podem ser ainda mais relevantes em alguns grupos, como já viemos discutindo em vários artigos aqui no portal da PEBmed. Este mês vamos avaliar o impacto do isolamento gerado pela Covid-19 sobre a população idosa, mas sob uma ótica diferente: a influência da idade subjetiva desses pacientes (a idade que se atribuem e que pode ser diferente da idade cronológica) sob os sintomas psiquiátricos no contexto de isolamento social. Este artigo foi publicado no final de maio no American Journal of Geriatric Psychiatry.

 

Isolamento, solidão e impactos na população idosa

O isolamento social pela atual pandemia pode levar a um sentimento de solidão, por sua vez relacionado a quadros de ansiedade e depressão. Também pode impactar sobre a morbimortalidade da população. A ideia aqui é avaliar fatores relacionados à resiliência ou maior suscetibilidade entre aqueles expostos à solidão. Os pesquisadores optaram por avaliar qual o papel que a percepção subjetiva que os pacientes têm de sua idade pode influenciar nesse quadro. Segundo eles, idosos que se percebem como mais velhos podem internalizar certas visões de si mesmos (geralmente de caráter negativo, como a fraqueza). Nesse grupo os recursos para enfrentar situações de isolamento podem estar diminuídos. Esse grupo também pode ter piores condições de saúde, piorando sua solidão e isolamento.

Então formularam a seguinte hipótese: a solidão decorrente da atual pandemia está relacionada a um maior número de sintomas psiquiátricos, especialmente naqueles que têm uma percepção de que são mais velhos. Essa associação seria menor naqueles que subjetivamente percebem-se mais jovens.

Metodologia

Para testar tal hipótese realizaram um questionário na população de Israel, que foi distribuído em mídias sociais e em listas de contatos fornecidas por algumas organizações ligadas à população de idosos. A pesquisa ocorreu entre 16 de março e 14 de abril deste ano e foi aprovada pelo comitê de ética da universidade ligada ao estudo. Todos os participantes assinaram o termo de consentimento para participação da pesquisa.

A amostra foi composta por 277 sujeitos, sendo a maioria composta por mulheres, pessoas casadas (ou que moravam junto com outra pessoa) e com nível superior. Dessas, apenas 42,9% relataram sofrerem com doenças crônicas que poderiam ser consideradas como fator de risco para um desfecho negativo pela infecção por coronavírus e 64,5% definiram sua saúde como boa ou muito boa.

Foram perguntados: o sexo; a idade; o estado civil; o grau de escolaridade; a presença de doenças crônicas que poderiam representar um fator de risco para um desfecho negativo da infecção por Covid-19; os eventos em que potencialmente poderiam se expor à infecção e as mudanças comportamentais diante das circunstâncias.

Para mais detalhes, confira o artigo original. A fonte está na bibliografia.

Escalas

  • Idade subjetiva: utilizada uma escala que avaliava os seguintes itens: aparência, comportamento, questões física e mental relacionadas à percepção da idade.
  • Sintomas ansiosos: GAD-7.
  • Sentimento de solidão: escala de 3 itens (UCLA Loneliness scale).
  • Sintomas depressivos: PHQ-9.
  • Sintomas relacionados ao trauma: PDI.

Limitações

Além das limitações inerentes a um estudo transversal, os autores ressaltam possíveis vieses relacionados à aplicação da pesquisa pela internet, o que exige não só acesso à rede, mas familiaridade com recursos online. A população com acesso a tais recursos já pode estar socialmente conectada através dos mesmos, influenciando a sensação de solidão estudada. Os autores também informam não haver dados relacionados à solidão e sofrimento avaliados antes da pandemia.

 

Resultados

Na média os sujeitos da pesquisa se sentiam mais novos do que a sua idade cronológica. No geral, o sentimento de solidão e a presença de sintomas psiquiátricos foram baixos, apesar de ter sido observada uma grande variação nas respostas.

O sentimento de solidão foi positivamente relacionado às escalas PHQ-9, GAD-7 e PDI, assim como se sentir mais velho.

Apenas 16,6% dos sujeitos da pesquisa relataram estar em isolamento ou testarem positivo para Covid-19, mas 59,9% disseram conhecer alguém em uma dessas situações. Contudo, todos disseram ter tido pelo menos 1 mudança comportamental diante da situação da pandemia.

Foram feitas 3 análises de regressão, que seguiram uma hierarquia. Após o ajuste de variáveis envolvendo aspectos demográficos e ligados ao Covid-19, observou-se que aqueles que tinham uma idade subjetiva maior e relataram maior sentimento de solidão também apresentavam mais sintomas psiquiátricos. Ou seja, na população com maior idade subjetiva houve uma forte associação entre os sintomas psiquiátricos e a sensação de solidão. Contudo essa associação foi insignificante entre aqueles que subjetivamente se consideravam mais jovens.

Conclusão

A hipótese investigada foi validada, segundo este estudo: a associação entre sintomas psiquiátricos e solidão foi maior entre os pacientes que tinham uma percepção subjetiva de serem mais velhos. Já os sujeitos que se percebiam como mais novos não apresentaram a mesma correlação.

Desta forma é interessante considerar que o efeito da percepção subjetiva da própria idade possa ter relação com outros fatores. Os autores enfatizam que são necessários mais estudos nesta área, mas que este achado pode sugerir estratégias de avaliação e intervenção sobre grupos de idosos durante e após a pandemia por COVID-19, permitindo a identificação de um grupo sob maior risco. Para saber mais sobre alguns dos transtornos mentais citados aqui acesse o aplicativo do Whitebook ou o Whitebook Web.

 

Autor(a):

Paula Benevenuto Hartmann

Psiquiatra pela UFF ⦁ Graduação em Medicina pela UFF

Referências bibliográficas:

  • Shrira A, Hoffman Y, Bodner E, Palgi Y. COVID-19-Related Loneliness and Psychiatric Symptoms Among Older Adults: The Buffering Role of Subjective Age. The American Journal of Geriatric Psychiatry. 2020 May 27th. doi: https://doi.org/10.1016/j.jagp.2020.05.018.

#Covid-19: #Isolamento social pode provocar o surgimento de #doenças psicodermatológicas

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Doenças dermatológicas podem surgir devido a questões psicológicos durante a pandemia de Covid-19 devido ao isolamento social imposto

A necessidade de isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus pode provocar estresse, sentimento de angústia, ansiedade e medo em muitas pessoas, principalmente as que vivem sozinhas. Além de distúrbios psicológicos, devido às ações de combate à Covid-19, outros problemas podem aparecer nos consultórios médicos, como o aparecimento de doenças psicodermatológicas. Aliás, essa é uma área da dermatologia que interage simultaneamente entre as doenças de pele e a saúde mental dos pacientes.

Entre as principais queixas psicodermatológicas estão a acentuação da queda de cabelos, a piora da dermatite atópica, o agravamento da psoríase e até o reaparecimento de manchas brancas de vitiligo, que já estavam pigmentadas.

 

Pesquisa: doenças psicodermatológicas na pandemia

Uma pesquisa realizada no início de maio pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) com cerca de 400 médicos associados de 23 estados e do Distrito Federal, correspondentes a 8% do total de psiquiatras do país, mostra que 89,2% dos especialistas entrevistados destacaram o agravamento de quadros psiquiátricos em seus pacientes devido à pandemia de Covid-19.

De acordo com o levantamento, 47,9% dos consultados indicaram aumento nos atendimentos após o início da pandemia. Essa expansão atingiu até 25%, em comparação ao período anterior, para 59,4% dos psiquiatras entrevistados.

Cerca de 45% dos entrevistados afirmaram ter percebido queda no número de atendimentos, por razões diversas, entre as quais interrupção do tratamento pelo paciente com medo de contaminação pelo vírus, restrições de circulação impostas pelas autoridades e redução no atendimento aos grupos de risco.

A pesquisa da ABP mostra também que 67,8% dos médicos receberam pacientes novos, que nunca haviam apresentado sintomas psiquiátricos antes do início do isolamento social. Outros 69,3% relataram ter atendido pacientes que já haviam recebido alta médica, mas que tiveram recidiva de seus sintomas.

Recomendações

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça que algumas pessoas são mais sensíveis a determinadas situações. De acordo com a entidade, pessoas portadoras de transtornos ansiosos e depressivos pioram muito com o isolamento social, uma vez que ficam forçadas a se afastar fisicamente de seus familiares e amigos, além da sensação de aprisionamento.

Esses indivíduos podem desenvolver quadros de pânico, insônia pelas incertezas quanto à doença e ao futuro e, inclusive, pensamentos suicidas.

 

“Os médicos, em especial os dermatologistas, devem estar atentos para registrar e catalogar, com o suporte de fotos e exames histopatológicos, manifestações cutâneas em pacientes com diagnóstico positivo para a Covid-19. Dessa forma, os profissionais podem oferecer importantes contribuições ao esclarecimento de hipóteses que apontam para possíveis relações entre a Covid-19 e as doenças de pele ou em mucosas detectadas nestes pacientes”, diz a nota publicada no portal da SBD.

Para evitar o agravamento das cormobidades, os médicos devem incluir em suas recomendações bons hábitos; uma alimentação equilibrada com ingestão de líquidos, a manutenção de um bom período de sono e a prática regular de atividades físicas. Banhos de sol diários e terapia online também devem ser priorizados.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências bibliográficas:

#Irritabilidade é associada a #suicídio na #depressão maior

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A ocorrência de irritabilidade em adultos com transtorno depressivo maior ou com transtorno por uso de estimulantes está fortemente associada a suicídio, e deve ser avaliada por médicos.

Três ensaios clínicos com pacientes adultos com transtorno depressivo maior e um estudo com adultos com transtorno por uso de estimulantes mostraram que a associação entre irritabilidade e suicídio é mais forte do que a associação entre gravidade da depressão e comportamento suicida.

“A irritabilidade é uma característica importante que não é estudada com frequência em adultos com transtorno depressivo maior”, disse ao Medscape o Dr. Manish K. Jha, médico da Icahn School of Medicine em Mount Sinai, Nova York.

“Se você observar a convenção diagnóstica atual, a irritabilidade não é considerada um sintoma de episódios depressivos graves em adultos, mas, abaixo dos 18 anos, é considerado um dos dois principais sintomas”, disse o Dr. Manish.

Os achados foram apresentados na edição on-line da reunião anual de 2020 da American Society of Clinical Psychopharmacology (ASCP).

Clinicamente útil

“A irritabilidade é avaliada por meio de normas de comportamento para a idade”, explicou o Dr. Manish.

“A melhor forma de conceituar a irritabilidade é a propensão a ficar bravo com facilidade ou com mais frequência quando comparado a colegas em resposta à frustração. Eu tenho um filho de dois anos e meio, e se ele fizer uma birra, será perfeitamente apropriado para a sua idade, mas se eu fizesse a mesma coisa, seria um ato de irritabilidade extrema. A literatura pediátrica utiliza o termo ‘rabugice’, mas é um pouco difícil de definir, em parte porque não foi estudado extensivamente”, disse o médico.

Para entender melhor a potencial associação entre irritabilidade e suicídio, os pesquisadores revisaram os resultados de três estudos com adultos com transtorno depressivo maior. Os estudos foram: Combining Medications to Enhance Depression Outcomes (CO-MED)”, que incluiu 665 pacientes; Establishing Moderators and Biosignatures of Antidepressant Response in Clinical Care (EMBARC)”, que incluiu 296 pacientes; e o Suicide Assessment Methodology Study (SAMS)”, que incluiu 266 pacientes.

Os pesquisadores também avaliaram o estudo Stimulant Reduction Intervention Using Dosed Exercise (STRIDE)”, que incluiu 302 adultos com transtorno por uso de estimulantes.

Todos os estudos avaliaram a irritabilidade utilizando a escala Concise Associated Symptom Tracking, uma escala de Likert de cinco pontos. Esses estudos também avaliaram o risco de suicídio com a escala Concise Health Risk Tracking Suicidal Thoughts.

Os pesquisadores descobriram que a irritabilidade e o risco de suicídio estavam correlacionados de forma positiva. A associação entre irritabilidade e suicídio foi de duas a onze vezes mais forte do que a relação com depressão em geral.

A identificação de irritabilidade mais acentuada ao início do estudo foi um preditor de maiores níveis de suicídio na nona semana dos estudos CO-MED (P = 0,011), EMBARC (P < 0,0001) e STRIDE (P = 0,007), mas não do estudo SAMS (P = 0,21).

Uma redução mais acentuada da irritabilidade desde o início do estudo até a quarta semana foi um preditor de menores níveis de risco de suicídio na oitava semana dos estudos CO-MED (P = 0,007), EMBARC (P < 0,0001) e STRIDE (P < 0,0001), mas não no estudo SAMS (P = 0,65).

De forma semelhante, irritabilidade mais discreta ao início do estudo e maiores reduções na irritabilidade foram associadas a menores níveis de suicídio na 28ª semana do estudo CO-MED, na 16ª semana do estudo EMBARC e na 36ª semana do estudo STRIDE.

O Dr. Manish especulou que, ao tratar a irritabilidade seria possível diminuir as taxas de ideação suicida subsequente, e ele acredita que medir a irritabilidade no transtorno depressivo maior “tem utilidade clínica”.

Sintoma comum e incapacitante

Comentando o estudo para o Medscape, o Dr. Sanjay J. Mathew, médico e professor de psiquiatria e ciências comportamentais do Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, disse que os achados oferecem mais embasamento de que a irritabilidade é um sintoma associado à depressão maior relativamente comum e incapacitante.

“A presença de irritabilidade importante foi associada a maiores níveis de ideação suicida e, portanto, é algo muito relevante a ser avaliado pelos médicos”, disse o Dr. Sanjay, que não participou do estudo.

“A melhora precoce na irritabilidade está associada a melhores desfechos em longo prazo com tratamentos antidepressivos, e isso destaca a necessidade de avaliação clínica minuciosa e precoce no curso do tratamento antidepressivo, idealmente nas primeiras duas semanas”, ele disse.

O Dr. Manish informou relações financeiras com a ACADIA Pharmaceuticals e Janssen Research & Development. O Dr. Sanjay informou relações financeiras com a Allergan, Vistagen, Janssen, Clexio e Biohaven.

Encontro anual de 2020 da American Society of Clinical Psychopharmacology (ASCP): Abstract 3002163. Apresentado em 30 de maio de 2020

#Relacionan las #hormonas de estrés con la progresión del #cáncer de mama

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Investigadores del CiberCV en el Centro de Biología Molecular Severo Ochoa descubren que el estrés ambiental dispara el crecimiento de células malignas.

Mecanismo biológico del estrés en cáncer de mama
El estrés facilita la adaptación de las células tumorales a la hipoxia y su proliferación incluso en condiciones adversas.

Un equipo del Ciber de Enfermedades Cardiovasculares (CiberCV) ha identificado cómo el estrés adrenérgico -una influencia ambiental que favorece la progresión de tumores- facilita la respuesta de adaptación de las células que causan el cáncer de mama a la hipoxia (falta de oxígeno) y su proliferación incluso en condiciones adversas. El trabajo, que se publica en Cancers, ha sido dirigido por Petronila Penela y Federico Mayor, en el Centro de Biología Molecular Severo Ochoa, de Madrid, en colaboración con investigadores del Ciber de Enfermedades Hepáticas y Digestivas y el CIC bioGUNE y del CiberNED e Idival.

El estudio muestra la manera en que las células tumorales amplifican la adaptación a la hipoxia que es un factor clave en la evolución del cáncer. Los investigadores, mediante métodos in vitro, de estudio celular y técnicas de bioinformática, han determinado que las células tumorales utilizan a la proteína GRK2 y a un regulador llamado HuR para acumular un factor, el HIF-1, que afecta a la expresión de genes y a una amplia gama de funciones celulares, entre ellas, las que inducen a la supervivencia y la formación de nuevos vasos sanguíneos.

Según explica Clara Reglero, primera autora del trabajo, “aquellas células con capacidad para poner en marcha mecanismos que potencien la respuesta a la hipoxia, y en particular la acumulación de HIF-1, tendrán más ventajas para seguir expandiéndose y, por lo tanto, representan una oportunidad terapéutica para poder frenar los tumores”.

Sin oxígeno

El estrés adrenérgico es una influencia ambiental que favorece la progresión de muchos tumores, incluyendo el cáncer de mama. Las situaciones crónicas de estrés emocional aumentan los niveles de hormonas (catecolaminas) que actúan sobre las células cancerosas. Estas hormonas de estrés aumentan las proteínas GRK2 y HuR activando la producción de HIF-1 y de factores formadores de vasos, aunque haya oxígeno suficiente.

“Por este mecanismo el estrés adrenérgico puede facilitar la supervivencia de las células malignas, incluso antes de que la masa tumoral en expansión se vuelva hipóxica, y así mejorar también la adaptación de las células tumorales a otros posibles entornos adversos de manera anticipada. El aumento coincidente de estas proteínas en tumores de mama puede ayudar a definir casos en riesgo de progresar desfavorablemente en condiciones de estrés emocional, incluso en tumores que a priori tienen mejor pronóstico y tratamiento como los tumores dependientes de estrógenos”, concluye Petronila Penela.

#L’épidémie de #COVID-19 a impacté la #santé mentale des #professionnels de santé

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Rome, Italie – Une enquête menée en Italie chez 1 379 professionnels de santé fin mars, soit quelques jours avant le pic de l’épidémie, révèle un taux élevé de soignants souffrant de dépression, d’anxiété, de stress, d’insomnie et de syndrome de stress post-traumatique (SSPT). Les femmes et les soignants en première ligne, c’est-à-dire avoir travaillé auprès de patients atteints de COVID-19, ont été les plus affectés.

Questionnaire par voie électronique

Dans la foulée d’une précédente étude chinoise qui avait montré un lourd fardeau psychologique chez les professionnels de santé en prise directe avec la pandémie de Covid-19, une équipe italienne a réalisé une enquête par voie électronique. Au total, 1 379 professionnels de santé, qu’ils soient infirmier.e.s, médecins généralistes, spécialistes, et autres (techniciens de laboratoire), qu’ils travaillent à l’hôpital ou non, en première ligne ou pas, ont rempli le questionnaire. Celui-ci comportait des questions socio-démographiques, professionnelles ainsi que des questionnaires validés permettant d’évaluer les signes de SSPT (GPS), anxiété (PHQ-9), dépression (GAD-7), insomnie (ISI) et stress perçu (PPS).

Les participants avaient un âge moyen de 39 ans et étaient des femmes pour 77,2% d’entre eux. Ils se répartissaient de la façon suivante : infirmièr.e.s (34,2%), médecins généralistes (6,2%), médecins d’autres spécialités (31,4%). Parmi eux, 52,6% ont dit avoir été en première ligne.

Des signes de stress post-traumatique chez la moitié d’entre eux

Les réponses aux questionnaires montrent que près d’un sur deux avait des signes de SSPT (49,38%), un quart des signes de dépression (27,73%), et environ 1 sur 5 avait des signes d’anxiété (19,8%) ou de stress perçu élevé (21,9%). Enfin, 8,27% avaient des signes d’insomnie.

Dans le détail, le risque de SSPT était associé au fait d’être en première ligne (OR : 1,37; IC95% : 1,05-1,80; P = 0,03), d’être médecin généraliste (OR : 1,75; IC95% : 1,03-2,08; P = 0,04), d’avoir un collègue décédé (OR : 2,60; IC95% CI : 1,30-5,19; P = 0,007) ou hospitalisé (OR : 1,54; IC95% : 1,10-2,16; P = 0,01) ou bien en quarantaine (OR : 1,59; IC95% : 1,21-2,09; P = 0,001).

Le personnel infirmier était, lui, plus susceptible à l’insomnie (OR : 2,03; IC95% : 1,14-3,59; P = 0,02). Quant au fait d’être exposé à la contagion, il a été associé à des symptômes de dépression (OR : 1,54; IC95% : 1,11-2.14; P = 0,01)

Limiter les conséquences à long terme

C’est, à la connaissance des auteurs, la première étude sur la santé mentale des soignants menée en Italie pendant la pandémie de Covid-19. L’une de ses principales limites est la non-représentativité de l’échantillon, étant donné que les participants étaient volontaires. Néanmoins, ces données italiennes, qui confirment tout-à-fait les données chinoises obtenues précédemment, alertent sur la santé mentale des soignants impliqués dans la prise en charge des patients Covid-19 et montrent la nécessité d’agir de façon adéquate pour limiter les conséquences à long terme.