Neurologia

#Neuropatia pós-QT para #câncer de mama pode durar anos

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Liam Davenport

Pacientes com câncer de mama em estágio inicial que fazem quimioterapia (QT) adjuvante podem apresentar neuropatia periférica, mesmo anos após a conclusão do tratamento, resultando no comprometimento da qualidade de vida, dizem pesquisadores norte-americanos, instando os médicos a considerarem a repercussão prolongada de suas escolhas terapêuticas.

Após uma revisão sistemática das evidências atuais sobre neuropatia periférica no câncer de mama em estágio inicial ter apresentado poucas informações valiosas, a equipe estudou dados de mais de 1.500 mulheres que receberam várias combinações de quimioterapia adjuvante como parte de um ensaio clínico randomizado.

Os pesquisadores descobriram que as mulheres que receberam doxorrubicina e docetaxel adjuvante, ou doxorrubicina, ciclofosfamida e docetaxel concomitantes, em vez de um esquema de doses cumulativas mais elevadas de docetaxel, apresentaram aproximadamente metade da probabilidade de ter neuropatia periférica grave e prolongada, desfecho este associado a diminuição importante da pontuação nas escalas de qualidade de vida.

A revisão sistemática e o estudo foram publicados on-line em 24 de agosto no periódico Journal of the National Cancer Institute.

A Dra. Patricia Ganz, médica e diretora do Center for Cancer Prevention and Control Research no Jonsson Comprehensive Cancer Center da University of California, Los Angeles, e autora dos dois artigos, disse: “Há muito pouco tratamento para a neuropatia, e não há nada que comprovadamente funcione de fato”.

   Como não temos nenhum tratamento eficaz, idealmente, o melhor seria evitar que isso acontecesse.Dra. Patricia Ganz

“Como não temos nenhum tratamento eficaz, idealmente, o melhor seria evitar que isso acontecesse, não prescrevendo determinado esquema quimioterápico se for provável que este tenha pouquíssimo benefício adicional”, continuou a pesquisadora.

“Alternativamente, esta classe de quimioterápicos pode ser evitada nas pacientes com maior risco de neuropatia persistente. No mínimo, as pacientes precisam ser informadas sobre a probabilidade de os sintomas persistirem”, disse a Dra. Patricia em um comunicado à imprensa.

Os achados também destacam a necessidade de novas pesquisas sobre a neuropatia periférica e o impacto de outros esquemas quimioterápicos, de modo a identificar quais terapias podem erradicar o câncer sem resultar em comprometimento da qualidade de vida em longo prazo.

A coautora Dra. Joy Melnikow, médica e diretora do Center for Healthcare Policy and Research da University of California, em Davis, disse que estas descobertas são uma “chamada à ação”.

“Não podemos definir inequivocamente a frequência da neuropatia periférica, ou compreender as diferenças entre os esquemas quimioterápicos com os dados dos quais dispomos”, comentou a Dra. Joy.

“Esta questão dos efeitos adversos entre as pacientes que sobrevivem ao câncer vai além da neuropatia periférica. Existem outros efeitos que precisam ser considerados no momento em que as mulheres tomam decisões sobre o próprio tratamento”, acrescentou a pesquisadora.

Revisão mostrou escassez de dados disponíveis

Para examinar as atuais evidências sobre a incidência e a prevalência de neuropatia periférica entre as mulheres que fazem quimioterapia adjuvante para o câncer de mama em estágio inicial, e o impacto dela nos desfechos e na qualidade de vida informados pelas pacientes, os autores pesquisaram os bancos de dados MEDLINEPubMedEmbasee a Cochrane Library em busca de estudos relevantes publicados entre 1990 e 2016.

Os pesquisadores se concentraram nos esquemas adjuvantes atuais com antraciclinas, taxanos, e compostos de ciclofosfamida e platina. Inicialmente, foram identificados 364 artigos; foram considerados 60 artigos com texto completo, dos quais apenas cinco continham dados sobre desfechos durante pelo menos o primeiro ano subsequente ao diagnóstico.

Usando a Newcastle-Ottawa Scale para estudos não randomizados, e os critérios de Cochrane para os ensaios clínicos randomizados, a equipe classificou três publicações, detalhando dois estudos, como sendo de boa qualidade e duas como de qualidade razoável.

   A descoberta mais marcante da revisão foi a pequena quantidade de dados disponíveis.Dra. Joy Melnikow

A Dra. Joy observou: “A descoberta mais marcante da revisão foi a pequena quantidade de dados disponíveis. E esses estudos informam uma ampla gama de frequência de neuropatia periférica, de apenas 11% a mais de 80% das pacientes, durante um a três anos após o tratamento”.

Os pesquisadores constataram haver um alto grau de variabilidade nos estudos. Identificaram ainda seis medidas diferentes usadas para avaliar a neuropatia periférica, bem como grandes variações de desenho de estudo, esquemas quimioterápicos utilizados, posologias, variáveis capturadas, tempo de acompanhamento e medidas de desfecho.

Foco em um grande ensaio clínico

Para obter uma imagem mais clara da repercussão da neuropatia periférica prolongada entre as pacientes com câncer de mama, os pesquisadores se concentraram em um grande ensaio clínico, examinando os dados do National Surgical Adjuvant Breast and Bowel Project Protocol B-30, no qual mulheres com câncer de mama em estágio inicial com linfonodo positivo foram designadas aleatoriamente em uma proporção de 1: 1: 1 a um dos seguintes esquemas:

  • quatro ciclos de doxorrubicina 60 mg/m2 com ciclofosfamida 600 mg/m2 a cada três semanas, seguidos de quatro ciclos de docetaxel 100 mg/m2  a cada três semanas (AC → T);
  • quatro ciclos de doxorrubicina 60 mg/m2 com ciclofosfamida 600 mg/m2, com docetaxel 60 mg/m2 a cada três semanas (ACT); ou
  • quatro ciclos de doxorrubicina 60 mg/m2 com docetaxel 60 mg/m2 a cada três semanas (AT).

A qualidade de vida foi avaliada utilizando o Functional Assessment of Cancer Therapy-Breast Trial Outcome Index ao início do estudo, durante a quimioterapia, e nas consultas de acompanhamento aos seis, 12, 18 e 14 meses.

Os sintomas foram estimados usando a lista de verificação de sintomas Breast Cancer Prevention Trial, com determinação da gravidade da neuropatia periférica a partir da resposta a uma pergunta sobre o quanto as pacientes se sentiam incomodadas pela sensação de dormência ou formigamento nas mãos ou nos pés.

Das 5.351 pacientes, 2.156 foram incluídas no subestudo da qualidade de vida, e 2.051 pacientes foram elegíveis para a análise. Não houve diferenças significativas entre os grupos terapêuticos em termos de características demográficas e tumorais.

Ao início do estudo 18,5% das pacientes referiram neuropatia periférica, 15,8% no grupo AC → T, 20,7% entre as pacientes tratadas com ACT e 19,1% das pacientes tratadas com AT.

Aos dois anos havia dados completos disponíveis sobre 1.512 pacientes. Destas, 41,9% informaram neuropatia periférica, com 10,3% referindo sintomas graves. As pacientes tratadas com AC → T tiveram maior índice de neuropatia periférica do que as pacientes nos outros grupos terapêuticos, 49,8% contra aproximadamente 35%.

Pela análise univariada, os fatores associados à gravidade da neuropatia periférica aos 24 meses foram idade da paciente, índice de massa corporal (IMC), menopausa, esquema quimioterápico utilizado, existência de sintomas de neuropatia ao início do estudo, tipo de cirurgia, realização de radioterapia, e classificação dos linfonodos.

A análise multivariada revelou que, em comparação ao AC → T, os esquemas ACT e AT foram associados a menor risco de neuropatia periférica grave e prolongada, com odds ratios (ORs) de 0,59 e 0,45, respectivamente (P < 0,001).

A neuropatia periférica ao início do estudo esteve associada a um risco significativamente maior de sintomas prolongados, com OR de 2,67 (< 0,001). Idade de pelo menos 50 anos (= 0,005), comprometimento de ≥ 4 linfonodos (= 0,01), realização de mastectomia em vez de tumorectomia (= 0,002) e IMC ≥ 25 kg/m2 (< 0,001) também foram associados a maior risco de neuropatia prolongada.

Os pesquisadores observaram que a neuropatia prolongada de maior gravidade foi associada significativamente a pior qualidade de vida (P < 0,001, para a tendência), com pontuações variando de 57,9 entre as pacientes que se sentiam “muito” incomodadas pela neuropatia periférica, a 76,79 entre aquelas sem sintomas.

Os autores concluem que “os menores índices de neuropatia periférica nas pacientes que receberam os esquemas de doxorrubicina adjuvante e docetaxel ou doxorrubicina, ciclofosfamida e docetaxel concomitantes, ambos contendo doses cumulativas mais baixas de docetaxel, podem ser um fator importante para embasar a escolha desses esquemas para pacientes com sintomas neuropáticos preexistentes ou outros fatores de risco de neuropatia, porque as diferenças nos desfechos de sobrevida e ausência de doença nos ensaios com estes esquemas foram de magnitude modesta em comparação com o esquema de taxano com doses mais elevadas.

“A escolha do esquema quimioterápico” deve incluir a consideração dos efeitos adversos prolongados e a tomada de decisões esclarecidas, que incluam as pacientes no processo decisório”, acrescentam.

Esta revisão foi subsidiada por um contrato do National Cancer Institute, pelos National Institutes of Health e pela Breast Cancer Research Foundation. O estudo foi financiado pelos National Institutes of HealthNational Cancer Institute (NCI), Department of Health and Human ServicesPublic Health Service,Breast Cancer Research Foundation e por meio de um contrato do NCI.

A Dra. Patricia Ganz é membro do Conselho Consultivo Científico da Breast Cancer Research Foundation. Um dos coautores tem vários vínculos com a indústria farmacêutica, conforme listado no artigo publicado.

J Natl Cancer Inst. Publicado on-line em 24 de agosto de 2017. Resumo da revisão; Resumo do estudo

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Growing demand for #palliative neurology

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Experts have highlighted the issue at the XXIII World Congress for Neurology.
Experts have highlighted the need to incorporate palliative approaches in neurological care at the XXIII World Congress for Neurology in Kyoto in Japan this week. Delegates attended a special session on the role of palliative neurology where they discussed the growing demand for such care, not least due to ever higher life expectancy rates worldwide.
Neurology is among the fields where there are a vast number of progressive diseases that cannot be cured, but can be slowed down and accompanied by optimum therapies.
“The need to incorporate palliative approaches in neurological care is obvious,” said Secretary General of the World Federation of Neurology, Prof Wolfgang Grisold. “The overriding premise must always be to address the very different individual needs of patients as much as possible and to retain their subjective quality of life as effectively as possible.
While palliation is still sometimes seen as the end of treatment or as a “failure” of medicine, Prof Grisold described this as faulty reasoning. “Disease processes ultimately transition into a terminal phase in different ways,” he said. “Of course, the choice of palliative approach must be well-founded and balanced, as with any other medical decision.”

#Acidente vascular cerebral isquêmico pode sugerir #câncer subjacente

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Liam Davenport

Madri, Espanha – Alguns pacientes com acidente vascular cerebral (AVC) podem ter câncer não diagnosticado, contribuindo para o risco de eventos cerebrovasculares pela indução de um estado de hipercoagulabilidade, sugerem resultados de um estudo observacional espanhol.

A incidência de câncer entre os pacientes que sobrevivem aos quadros de AVC foi quase o dobro da prevista na população geral, tendo sido foi associada a aumento dos níveis séricos de fibrinogênio.

“Quando o câncer foi diagnosticado, geralmente já estava em estágio avançado, e o diagnóstico foi feito nos seis meses após o acidente vascular cerebral”, disse em um comunicado à imprensa o pesquisador responsável Dr. Jacobo Rogado, médico especialista em oncologia clínica do Hospital de La Princesa, em Madri (Espanha).

“Isso indica que o câncer já estava presente quando o AVC aconteceu, mas não havia sintomas”, acrescentou o pesquisador.

“Os pacientes que sobrevivem a AVCs devem ter acompanhamento clínico para pesquisa de câncer nos 18 meses após o diagnóstico do acidente vascular cerebral. Isto aplica-se particularmente aos pacientes mais velhos com história de câncer, ou com níveis altos de fibrinogênio ou baixos níveis de hemoglobina”, disse o Dr. Rogado.

O estudo foi apresentado no congresso de 2017 da European Society for Medical Oncology (ESMO) em 10 de setembro.

Comentando pela ESMO, o Dr. Fausto Roila, diretor da oncologia clínica do Hospital Santa Maria della Misericordia, em Perugia (Itália), advertiu cautela na interpretação desses resultados.

Embora a potencial associação entre o AVC e o câncer seja “uma questão interessante”, disse o Dr. Roila, os resultados atuais são prejudicados pela ausência de um grupo de controle pareado. “Um estudo caso-controle teria sido mais adequado”, disse o médico em um comunicado.

O Dr. Roila também ressaltou que a diferença nos números absolutos entre os casos de câncer incidente, e o previsto na população em geral é de apenas 12, “e isso pode ser decorrente das diferenças de idade entre os dois grupos”.

Dr. Roila disse ainda que “a população geral inclui pessoas de todas as idades, enquanto a população de casos (pacientes com AVC) é constituída principalmente de pessoas mais velhas. Portanto, outros estudos adicionais são necessários antes que uma associação sólida possa ser estabelecida entre o acidente vascular cerebral e o câncer”.

Detalhes do estudo

Estudos post mortem feitos anteriormente sugeriram que o câncer pode estar associado ao acidente vascular cerebral, potencialmente como resultado da hipercoagulabilidade causada pelo tumor, mas “a magnitude desta associação não foi descrita”, disse o Dr. Rogado.

Para investigar melhor essa associação, e identificar os potenciais fatores preditivos, os pesquisadores examinaram os prontuários médicos de todos os 914 pacientes internados em um único serviço de emergência entre 2012 e 2014.

Os pesquisadores excluíram pacientes com, entre outros, diagnóstico de câncer ativo ou diagnóstico de câncer nos últimos cinco anos, ataque isquêmico transitório ou hemorragia cerebral. Foram avaliados 381 pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi), que foram acompanhados durante 18 meses após o diagnóstico, comparando dados demográficos e clínicos entre aqueles que tiveram e os que não tiveram diagnóstico de câncer.

Durante o acompanhamento, 29 (7,6%) pacientes com AVC foram diagnosticados com câncer, comparados a uma incidência estimada na população geral de 17 (4,5%). Os tipos de câncer mais comuns foram de câncer de cólon, pulmão e próstata, e 62% dos pacientes apresentavam doença metastática ou local avançada.

O intervalo médio entre o início do acidente vascular cerebral isquêmico e o diagnóstico de câncer foi de seis meses, com 44,8% dos casos de câncer diagnosticados nos primeiros seis meses.

A análise multivariada revelou que os indicadores independentes de diagnóstico de câncer após um acidente vascular cerebral isquêmico foram: idade acima de 76 anos (= 0,003), diagnóstico de câncer há mais de cinco anos (P = 0,042), níveis de fibrinogênio acima de 450 mg/dL (= 0,019) e níveis de hemoglobina abaixo de 13 g/dL (P = 0,004).

Não houve associação entre o diagnóstico de câncer após o acidente vascular cerebral e outros fatores de risco tromboembólicos, nem com a causa e a apresentação clínica do acidente vascular cerebral, observou a equipe.

Dr. Rogado disse: “foi sugerido que o câncer seja um estado de hipercoagulabilidade no qual as células tumorais ativam o sistema de coagulação”.

“Isso poderia explicar nossa observação do aumento dos níveis de fibrinogênio entre aqueles com diagnóstico de câncer. Pode ser que o efeito pró-trombótico do câncer tenha contribuído para os quadros de acidente vascular cerebral”.

Os autores informaram não ter nenhum conflito de interesse relativo ao tema.

European Society for Medical Oncology (ESMO2017 Congress. Apresentado em 10 de setembro de 2017. Resumo 1412P_PR.

#La #música ayuda a mejorar la #autoestima, la #memoria y el #lenguaje en pacientes con #alzhéimer

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Se trata de un recurso adaptable, incluso en casos de discapacidad auditiva.

Se trata de un recurso adaptable, incluso en casos de discapacidad auditiva.

La música, y especialmente la musicoterapia, ayuda a mejorar la autoestima, el estado anímico e, incluso, la memoria y el lenguaje en los pacientes con alzhéimer, según han asegurado expertos de Geriatros-SARquavitae.
Además, poner música a estos enfermos ayuda a que se calmen y tranquilicen al relajarles el tono muscular y ritmo cardiaco; al mismo tiempo que disminuye su estrés y alteraciones conductuales; potencia el ritmo musical que influye en el área psicomotriz; y les ayuda a expresar sus sentimientos y emociones cuando todavía conservan su capacidad de hablar.
Se trata de un recurso adaptable, incluso en casos de discapacidad auditiva, gracias a que las ondas del sonido provocan vibraciones que pueden ser percibidas en estos pacientes. De hecho, esta adaptabilidad de la musicoterapia hace posible tratar estados avanzados de Alzheimer, empleándola como elemento de relajación o como terapia que despierte emociones gracias a la composición de una historia de vida musical de la persona.
“La musicoterapia se adapta a la perfección a cualquier contexto pues, en los casos de mayor demencia, simplemente que sonrían supone tener un objetivo cumplido, ya que no existe otra terapia que les provoque esta estimulación que buscamos. Hay mayores que no recuerdan el nombre de su hijo, pero en cuanto escuchan una canción concreta ves cómo les cambia la cara y, enseguida, se ponen a cantar la letra o a tararear la melodía”, ha asegurado la terapeuta ocupacional de SARquavitae San Lázaro (Santiago de Compostela), Cristina Fernández.
Precisamente, Geriatros-SARquavitae, a través de su fundación, ha impulsado este año ‘Música para Recordar: Canciones que dan vida’, una iniciativa basada en el valor terapéutico de la música y que se ha desarrollado en dos fases. En la primera, se han realizado en todas las residencias y centros de día que la compañía tiene en toda España, terapias de reminiscencia en la que los mayores, junto a sus familias, escogieron aquellas canciones que les traían buenos recuerdos.
Los residentes y familiares tuvieron que escoger una decena de canciones preferidas y las 15 más repetidas y representativas se recogieron en un CD en el que se pueden escuchar clásicos de la música como, por ejemplo, ‘Angelitos negros’, ‘Bésame mucho’ o ‘La chica ye-ye’. Este CD se ha puesto a la venta en todos los centros de la compañía y la recaudación se destinará a la financiación a un proyecto de investigación que ayude a avanzar en la lucha contra la enfermedad.
“Mayores que el 90% del tiempo no se comunican ni mantienen la atención, levantan la cabeza y cantan al escuchar una melodía clave en algún momento de su vida. Los propios familiares se sorprenden, no se creen que sean capaces de cantar y seguir la música. Es un recurso muy directo que toca la fibra de los residentes. Lo percibes por sus gestos de felicidad e, incluso, aunque lloren, pasan momentos maravillosos al poder compartir la experiencia”, ha comentado la técnica de animación sociocultural de SARquavitae Condomina (Alicante), Charo García.

#Montelukast linked with #neuropsychiatric side effects

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Depression, aggression, suicidal ideation and nightmares, were frequently reported in both adults and children.
In a new study published by  Pharmacology Research & Perspectives , montelukast has been linked with neuropsychiatric reactions such as depression and aggression, with nightmares being especially frequent in children.
The retrospective study examined all adverse drug reactions (ADRs) related to montelukast in children and adults reported to the Netherlands Pharmacovigilance Center Lareb and the WHO Global database, VigiBase, until 2016.
In the Dutch database, there were 331 reports of ADRs after montelukast. Of all reports, 45 (13.6%) were reported as serious. In 26 cases, the ADR led to hospitalisation. Headaches were the most frequently reported adverse event, with a reporting odds ratio (ROR) of 2.26.
In the global database, 17,723 ADRs were reported related to Montelukast. In the total Vigibase population, depression was reported most frequently, with an ROR of 6.93. Aggression was the most commonly reported side effect in children (ROR 29.77). In the total Vigibase population, the highest RORs were found for aggression (24.99), suicidal ideation (20.4), abnormal behaviour (34.05), and nightmares (22.46).
Eight patients with allergic granulomatous angiitis were reported to the Dutch database and 563 patients in the VigiBase, but a causal relationship has not been established.

#Para mantener una #alimentación saludable es imprescindible saborear la comida “en sus 5 sentidos”

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Malos hábitos de alimentación derivan en ansiedad y estrés.

Malos hábitos de alimentación derivan en ansiedad y estrés.

En una alimentación saludable es “imprescindible” llegar a saborear los alimentos en sus “cinco sentidos, siendo partícipe del olor, la textura y el sabor de cada uno de los alimentos”, según ha declarado Mercedes Piñeiro, nutricionista que imparte el curso de ‘Mindfulness y Alimentación Consciente’.
Asimismo, la especialista ha asegurado que el 90% de los españoles tiene malos hábitos de alimentación que derivan en ansiedad y estrés.
Piñeiro ha incidido en que recurrir a la comida como remedio para todo es frustrante a la par que poco saludable. Por ello, es esencial aprender a dar los pasos correctos para re-establecer la buena relación con la comida y saber elegir el alimento que realmente se necesita en cada momento.
Asimismo, hecho hincapié en que a la hora de comer el individuo solo debe centrarse en realizar esa actividad. Pues, hay que alejarse de tecnología como la televisión o el móvil y disfrutar de la comida sin interrupciones; saborearla y dedicarse ese tiempo para coger más energía es imprescindible para una buena digestión.

#Risco de #demência não aumenta entre as #mulheres portadoras da APOE ε4 em comparação aos homens

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Megan Brooks

Mulheres portadoras do alelo ε4 da apolipoproteína E (APOE) não apresentam maior risco de demência do que seus homólogos masculinos, mas têm maior risco de declínio cognitivo precoce, revela uma nova pesquisa.

Pesquisadores da Keck School of Medicine da University of Southern California, em Los Angeles, descobriram que os homens e as mulheres com a APOE ε4 apresentam o mesmo risco de comprometimento cognitivo leve e doença de Alzheimer entre os 55 e os 85 anos de idade, mas têm maior risco de comprometimento cognitivo leve entre os 55 e os 70 anos, e maior risco de doença de Alzheimer entre 65 e 75 anos.

Há um entendimento de longa data de que as mulheres com o alelo APOE ε4, o principal fator de risco genético de doença de Alzheimer, correm maior risco de ter a doença do que os homens com as mesmas características.

A descoberta “surpreendente” nesta análise é que entre os 55 e os 85 anos de idade, homens e mulheres com a APOE ε4 compartilham o mesmo risco de comprometimento cognitivo leve e de doença de Alzheimer, disse o pesquisador responsável, Arthur Toga, PhD, em uma entrevista ao periódico JAMA Neurology.

A descoberta adicional de que as mulheres com a APOE ε4 apresentam maior risco em relação aos homens em idades mais jovens sugere que “o tratamento das mulheres pode precisar ser iniciado mais cedo”, observam os pesquisadores.

O estudo foi publicado on-line em 28 de agosto no periódico JAMA Neurology.

Idade e sexo fazem diferença

Para determinar como o sexo e o genótipo APOE modificam os riscos de comprometimento cognitivo leve e doença de Alzheimer os pesquisadores reuniram dados de 27 estudos com 31.340 participantes, em sua maioria brancos.

Entre os 55 e os 85 anos de idade, não foi demonstrada diferença no risco de Alzheimer entre os homens (odds ratio, OR = 3,09; intervalo de confiança, IC, de 95%, de 2,79 a 3,42) e as mulheres (OR = 3,31; IC de 95%, de 3,03 a 3,61) com a APOE ε3/ε4.

No entanto, as mulheres tiveram maior risco em comparação aos homens entre os 65 e os 75 anos de idade (mulheres: OR = 4,37; IC de 95%, de 3,82 a 5,00; homens: OR = 3,14; IC de 95%; de 2,68 a 3,67; P = 0,002).

O risco de comprometimento cognitivo leve não diferiu entre os homens e as mulheres com APOE ε3/ε4 (homens: OR = 1,55; IC de 95%, de 1,36 a 1,76; mulheres: OR = 1,60; IC de 95%, de 1,43 a 1,81) entre os 55 e os 85 anos de idade. No entanto, as mulheres com a APOE ε4 tiveram maior risco de comprometimento cognitivo leve entre as idades de 55 e 70 anos (mulheres: OR = 1,43; IC de 95%, de 1,19-1,73; homens: OR = 1,07; IC de 95%, de 0,87 a 1,30; P = 0,05).

Claramente, disse Toga, existe uma dinâmica que está relacionada com a idade, bem como com o gênero.

O estudo também mostrou que homens e mulheres com a APOE ε3/ε4 apresentaram maior risco de doença de Alzheimer em comparação aos homens e mulheres com a ε3/ε3, respectivamente. O genótipo APOE ε2/ε3 conferiu mais um efeito protetor às mulheres, diminuindo o risco de doença de Alzheimer mais do que o dos homens. Não foram encontradas diferenças significativas relacionadas com o gênero para a transição do comprometimento cognitivo leve à doença de Alzheimer.

Uma das limitações da meta-análise é não ser possível entender “o porquê”, disse Toga, “então, acho que o que os projetos como esse fazem é esclarecer algumas coisas, porém indicar oportunidades de estudos futuros em outras áreas”.

Os mecanismos subjacentes a essas diferenças de gênero podem estar relacionados com as alterações fisiológicas associadas à menopausa e à perda de estrogênio que começa, em média, aos 51 anos de idade, observam os pesquisadores no artigo.

Estudo “muito poderoso”

Esta “meta-análise poderosíssima” fornece novas informações sobre a doença de Alzheimer, o genótipo APOE e o gênero, e mostra que “as mulheres estão em maior risco, mas em uma faixa etária específica”, disse a Dra. Dena Dubal, PhD, médica da University of California,em San Francisco, e editora de seção JAMA Neurology, em um podcast. “A variável tempo é algo que aprendemos a entender como realmente importante na patogênese de doenças como o Alzheimer”.

Uma questão fundamental, disse a Dra. Dena, é o que APOE ε4 está fazendo para “modificar a vulnerabilidade à doença de Alzheimer antes dos 65 anos, quando vemos esse aumento do risco. O que a APOE ε4 está fazendo, talvez predominantemente nas mulheres, para aumentar o risco de Alzheimer”?

“Entender o que torna um dos gêneros mais vulnerável (ou mais resiliente) descortina emocionantes novas vias que podemos estabelecer como alvo de novos tratamentos para um ou ambos sexos”, escreveram a Dra. Dena e a coautora Camille Rogine, estudante de medicina, também da University of California em San Francisco, no editorial de acompanhamento.

O estudo foi financiado pela Global Alzheimer’s Association Interactive Network Initiative da Alzheimer’s Association e pelos National Institutes of Health. Os autores informaram não possuir nenhum conflito de interesses relativo ao tema.