Saúde da mulher. Salud de la mujer

#Congresso discute preservação da #fertilidade e avanços em #radioterapia no #câncer de colo do útero

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Rio de Janeiro — O aumento da incidência do câncer de colo do útero em mulheres jovens tem provocado o debate sobre as vias terapêuticas nos casos iniciais da doença. Com o desenvolvimento de novos equipamentos, a histerectomia minimamente invasiva é a proposta cada vez mais utilizada nos principais centros de referencia do país. A técnica, entretanto, apresenta resultados semelhantes ao procedimento com incisão abdominal. A constatação foi feita pelo professor de ginecologia e obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG, Dr. Agnaldo Lopes da Silva Filho, durante o 20º Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, realizado no final de outubro, no Rio de Janeiro.

“A discussão de hoje é ‘qual seria a vantagem da cirurgia?’[1,2]. Obviamente, a via minimamente invasiva está associada a menor morbidade pós-operatória, menor perda sanguínea e menor tempo de internação. Mas, do ponto de vista de sobrevida dessas pacientes, temos uma segurança considerável em qualquer serviço, com todas as outras vias, mesmo em tumores maiores”, afirmou o médico.

Mas, mesmo sendo feita por via minimamente invasiva, a histerectomia radical ainda envolve a remoção do útero e paramétrio, da parte superior da vagina e linfonodectomia pélvica. A boa notícia é que já há outro procedimento que possibilita a preservação da capacidade reprodutiva das pacientes. “Nós sabemos que a possibilidade da traquelectomia radical (que mantém o corpo do útero), desenvolvida pelo médico francês Dr. Daniel Dargent (falecido em 2005) é uma realidade. Há vários bebês nascidos devido a essa técnica. Toda mulher jovem que tem alguns critérios favoráveis em relação a isso, especialmente tamanho tumoral, é candidata a uma cirurgia com preservação reprodutiva”, disse o especialista, destacando que, com relação ao controle oncológico, traquelectomia radical com linfonodectomia é similar à histerectomia radical.

Por outro lado, o médico também fez duas importantes ressalvas: a primeira é que a fertilidade preservada é ainda uma “realidade distante” no país, uma vez que a maioria dos casos é diagnosticada em estágios avançados da doença. Ele afirmou que a preservação do útero não significa que a mulher irá, de fato, engravidar.

“A taxa de infertilidade ainda é muito alta nessas pacientes. Além disso, acredito que devemos caminhar para outro lado. Apesar de a traquelectomia radical ser uma cirurgia que preserva a fertilidade, ela ainda envolve a remoção do paramétrio, e grande parte da morbidade está associada à remoção desta estrutura. Em algum momento, vai-se definir a possibilidade de uma intervenção menos radical para essas mulheres”, disse.

Para o ginecologista, o ponto de destaque em se tratando da terapêutica em câncer de colo do útero inicial está em torno da biópsia de linfonodo sentinela, já bem definida em melanoma e câncer de mama, mas que cada vez mais tem sido testada em endométrio e colo.

“A grande questão que a gente tem caminhado sobre o linfonodo sentinela é além de permitir uma avaliação acerca do status linfonodal, ele também atua como um marcador de doença parametrial. Linfonodo sentinela negativo significa paramétrio negativo, o que poderá nos ajudar na possibilidade de evitar a parametrectomia em uma série de pacientes”, disse.

Diminuição da toxicidade em radioterapia

Mesmo nos estágios iniciais do câncer de colo do útero a radioterapia está inserida como tratamento adjuvante à cirurgia. Ela pode ser emitida por teleterapia ou por meio de inserção de material radioativo – braquiterapia. Com o avanço tecnológico, passa-se cada vez mais a discutir quais são os pontos críticos na busca de maior excelência no tratamento radioterápico. De acordo com o radio-oncologista Dr. Robson Ferrigno, presente à sessão, três pontos podem influenciar o resultado: a técnica de radioterapia externa, o planejamento da braquiterapia e o tempo total do tratamento.

“A técnica ideal é a radioterapia de intensidade modulada (IMRT) para diminuir a toxicidade. Quando houver condição anatômica, a braquiterapia deve ser realizada com imagem 3D, para maximizar a qualidade da entrega da dose. E o tempo total de tratamento em radioterapia deve estar dentro do limite de sete semanas”, disse.

O Dr. Ferrigno citou as próprias publicações[3,4] e, em especial, o estudo comparativo entre as técnicas TRC pélvica e IMRT[3], no qual foi constatada diminuição da toxicidade gastrointestinal, o que reduziu a necessidade de administração de cloridrato de loperamida de 70% para 40%, por exemplo, entre os pacientes tratados com a radioterapia de intensidade modulada (IMRT).

A terapia convencional ainda é a mais frequente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que a IMRT é complexa e envolve um número multidisciplinar de profissionais capacitados.

“Há muito tempo não utilizo a terapia convencional. Evoluímos agora para fazer os planejamentos baseados em imagem. Então, sabe-se agora o local onde vamos ‘entregar’ a dose, faz-se o delineamento do tumor, protege-se os tecidos adjacentes e obtém-se uma segurança muito maior”, disse o médico.

Para dar uma ideia aproximada do que considera excelência em radioterapia, o especialista fez algumas recomendações: “Para cada inserção fazer uma tomografia. O padrão-ouro para manter as semanas de tratamento é: cinco semanas de radio com a químio da cisplatina e a braquiterapia. É importante fazê-la após a radioterapia externa, porque se atinge a menor quantidade de tumor possível e aí, depois, faz-se uma avaliação”.

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#Anti-Müllerian hormone beneficial in diagnosing #polycystic ovary syndrome

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Anti-Müllerian hormone (AMH), supplementary to biochemical parameters, makes a positive diagnosis of polycystic ovary syndrome (PCOS) in 22 per cent of patients when neither serum testosterone nor (or free androgen index) FAI is elevated, findings from a new study suggest.

The study, published in Clinical Endocrinology, included 65 women without PCOS and 110 women with PCOS, with clinical and/or biochemical evidence of hyperandrogenaemia (Ferriman-Gallwey score >8; free androgen index >4, respectively), oligomenorrhoea or amenorrhoea, and polycystic ovaries on transvaginal ultrasound.

The authors found that raised AMH was strongly associated with a diagnosis of PCOS, with a four-fold odds ratio. An AMH cut-off of 35pmol/l had 41 per cent sensitivity and 86 per cent specificity for PCOS, while a cut-off of 46pmol/l showed 55 per cent sensitivity and 79 per cent specificity.

The authors said the findings suggest there is an additional discriminatory benefit for making the diagnosis of PCOS by measuring AMH in addition to the traditional androgen markers.

Sathyapalan T, Al-Qaissi A, Kilpatrick ES, Dargham SR & Atkin SL. Anti-Müllerian hormone measurement for the diagnosis of polycystic ovary syndrome. Clin Endocrinol (Oxf). 2017;00:1-5. doi: 10.1111/cen.13517.

#Los #adolescentes no se protegen contra las #enfermedades de transmisión sexual durante el #sexo oral

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Los adolescentes y adultos jóvenes regularmente practican sexo oral, pero rara vez usan preservativos para prevenir la propagación de enfermedades de transmisión sexual, según una investigación reciente.[1]

Esto no sorprendió al investigador que dirigió el estudio. “Muchos estudios muestran que los adolescentes y los adultos jóvenes desconocen los riesgos de salud asociados con el sexo oral”, dijo Giuseppina Valle Holway, profesora de sociología de la University of Tampa, en Florida, Estados Unidos, en un correo electrónico.

Como se informó en versión electrónica el 20 de noviembre en el Journal of Adolescent Health, Holway y su coautora Stephanie Hernández examinaron informes de sexo oral heterosexual y el uso del preservativo en una muestra representativa de más de 7.000 jóvenes estadounidenses, de entre 15 y 24 años de edad. Más de la mitad informó que practicó felación durante el último año, pero solo el 8% de las mujeres y el 9% de los hombres dijeron que usaron un preservativo.

“Muchos adultos jóvenes no perciben el riesgo de contraer una infección de transmisión sexual”, dijo Erin Moore, profesora de sexualidad humana en la Stetson University en Florida, Estados Unidos, quien no participó en el estudio.

La probabilidad de que el sexo oral propague infecciones de transmisión sexual es menor que la de las relaciones sexuales vaginales o anales, dijo, pero el riesgo persiste.

“Si las personas no van a usar preservativos de manera regular, entonces lo más importante que pueden hacer es realizarse pruebas para detectar las infecciones de transmisión sexual y asegurarse que sus parejas estén sanas antes de tener relaciones sexuales orales, vaginales o anales”, dijo Moore en un correo electrónico.

Holway y Hernández sugieren que los médicos discutan los factores de riesgo de las infecciones de transmisión sexual con sus pacientes jóvenes. Los talleres interactivos sobre prácticas de sexo seguro en las universidades también son herramientas educativas valiosas, escriben.

Muchas escuelas estadounidenses no ofrecen educación sexual o solo proveen una educación sexual basada en la abstinencia, la cual desalienta todo contacto sexual hasta el matrimonio, sin educar sobre la prevención de las enfermedades de transmisión sexual, dijo Moore.

“Hay que tener en cuenta que, hace menos de 20 años, algunos estados todavía tenían ‘leyes de sodomía’ que hacían ilegal el sexo oral”, dijo Moore. La Suprema Corte de los Estados Unidos dictaminó que las leyes de sodomía eran inconstitucionales en el 2003 después de un caso en Texas.

Aunque los principales resultados del estudio eran de esperarse, los resultados sobre la raza y la educación materna despertaron el interés para realizar investigaciones adicionales.

Los jóvenes de raza negra tenían menos probabilidades de participar en el sexo oral, halló el estudio, pero eran significativamente más propensos a usar un preservativo. Estudios previos han demostrado que los jóvenes de raza negra son más propensos a usar preservativos durante el coito, según el informe.

Las mujeres cuyas madres tenían niveles más altos de educación tuvieron una mayor probabilidad de haber realizado o recibido sexo oral, y tenían más probabilidades de haber tenido dos o más parejas de sexo oral en el último año. El hallazgo llevó a los investigadores a especular que “el tener metas más altas pueden llevar a las mujeres jóvenes a practicar sexo oral en lugar de sexo vaginal, especialmente si ven las relaciones sexuales como una actividad más riesgosa con consecuencias más graves (por ejemplo, el embarazo) que pueden descarrilar sus planes futuros”.

Moore estaba intrigada por la hipótesis de los investigadores, sugiriendo que la educación materna podría relacionarse con las mujeres jóvenes que tienen una mentalidad orientada hacia metas, la cual puede conducir al sexo oral en lugar del sexo vaginal.

“La investigación anterior destaca que los estudiantes universitarios tienden a estar más preocupados por un embarazo que por contraer una infección de transmisión sexual”, dijo. “Un hijo es visto como un evento transformador de vida mucho más grande”.

El estudio se centró exclusivamente en los preservativos y la felación, y no examinó el uso recomendado de las barreras de látex bucales durante el cunnilingus. Pero investigaciones previas muestran que las personas raramente, o nunca, usan las barreras de látex bucales.

Aumentar el uso de métodos de barrera durante el cunnilingus podría ayudar a disminuir la tasa de infección por el virus del papiloma humano (VPH) y posiblemente la incidencia de cánceres relacionados con el VPH. Aproximadamente uno de cada nueve hombres estadounidenses tiene infecciones orales por tipos de VPH causante de cáncer.

El virus del papiloma humano se encuentra entre las enfermedades de transmisión sexual más comunes. La mayoría de las infecciones son asintomáticas y desaparecen por sí solas. Pero el virus puede causar cánceres de garganta, ano, pene, cuello uterino, vagina y vulva, así como verrugas genitales y lesiones en el tracto respiratorio superior.

Otras enfermedades de transmisión sexual que pueden transmitirse por el sexo oral incluyen gonorrea, sífilis, herpes y virus de la inmunodeficiencia humana (VIH), el virus que causa el SIDA.

#Nova Zelândia proíbe intervenção “#vaginal mesh”

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Existe grande controvérsia em todo o mundo em torno da operação. Contudo, o tipo de material usado irá continuar a ser utilizado para tratar hérnias

A Nova Zelândia baniu os implantes vaginal mesh (malha vaginal, numa tradução literal), na sequência das preocupações levantadas sobre a cirurgia. Depois do anúncio de países como a Austrália e o Reino Unido haviam proibido a intervenção apenas em caso de prolapso (deslocação de um órgão para fora da sua posição normal),a Nova Zelândia torna-se um dos primeiros países a banir efetivamente a intervenção.

Segundo o Guardian, o ministro da Saúde neozelandês anunciou que já escreveu aos produtores do material para pararem de fazer o marketing do mesmo, ou provarem que o produto é seguro.

O mesmo jornal explica que, na Nova Zelândia, o vaginal mesh é utilizado maioritariamente para casos de incontinência, o que será também banido, anunciou o governo neozelandês. Como acontece na Austrália, o uso de malha cirúrgica continuará a ser utilizado no tratamento de hérnias.

“Isto faz da Nova Zelândia o único país do mundo a banir todos os procedimentos que deixam as mulheres sem opções cirúrgicas efetivas para condições debilitantes”, disse Giovanni Losco, urologista e porta-voz da Sociedade de Urologia da Austrália e Nova Zelândia.

Este tipo de intervenção tem sido alvo de discussão em todo o mundo, devido a possíveis problemas de saúde que pode causar. São vários os testemunhos de dores e lesões internas depois da referida intervenção.

Já este mês, a canadiana Chrissy Brajcic morreu aos 42 anos depois de uma luta de quatro anos contra várias complicações derivadas de uma operação como a que foi agora proibida na Nova Zelândia. Era uma ativista contra a intervenção que fez depois de ter um filho.

#O papel da #metformina na #infertilidade relacionada à #síndrome dos ovários policísticos

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Síndrome dos ovários policísticos: o papel da metformina

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) afeta de 3% a 8% das mulheres em idade reprodutiva. Caracteriza-se por hiperandrogenismo clínico e laboratorial; ovários policísticos, de volume aumentado; e ciclos menstruais irregulares. Vários critérios diagnósticos estão em uso, mas os mais amplamente aplicados são os critérios de Roterdã, que exigem que duas das três características estejam presentes.[1,2] A SOP pode apresentar vários problemas clínicos, como hiperandrogenismo, oligo ou amenorreia, obesidade, síndrome metabólica, ou infertilidade.

Os problemas metabólicos mediados pela resistência à insulina são uma característica comum da SOP. Mulheres com SOP produzem mais insulina para manter os níveis de glicose normais. O grau de resistência à insulina varia em diferentes tecidos; está presente no fígado e nos músculos esqueléticos, mas os ovários apresentam menos resistência à insulina.

Os benefícios dos sensibilizadores à insulina são estudados há muito tempo em mulheres com SOP. A metformina é um agente de sensibilização à insulina, que reduz a absorção de glicose e a síntese de glicose hepática, e aumenta a absorção de glicose nos músculos esqueléticos. Além disso, por meio de efeitos colaterais gastrointestinais, muitas vezes resulta em perda de peso. Há tempos ela estudada isoladamente ou em combinação com outros agentes para restaurar a ovulação.

Uma nova diretriz do comitê clínico da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva[3] revisa a evidência para o uso da metformina para indução da ovulação.

Resumo da diretriz

Os estudos que avaliam o uso da metformina para SOP são heterogêneos; foram utilizados diferentes critérios diagnósticos, alguns avaliaram mulheres magras e outros mulheres obesas, alguns fizeram rastreio de resistência à insulina, enquanto outros não, a sensibilidade à insulina foi medida por diferentes testes, e os parâmetros de desfecho variaram. Essa heterogeneidade limita a força das associações encontradas.

Os seguintes achados principais são relatados:

  • Metformina em relação ao placebo: a taxa de ovulação foi maior com metformina; a taxa de gravidez clínica mostrou melhora moderada com a metformina.
  • Metformina em relação a citrato de clomifeno: a metformina é menos efetiva do que o citrato de clomifeno para indução de ovulação; para taxa de gravidez clínica e nascimentos vivos, uma meta-análise de 14 ensaios encontrou uma menor taxa de nascidos vivos com metformina em relação ao citrato de clomifeno (odds ratio, OR = 0,48; intervalo de confiança, IC, de 95%, 0,31-0,73).[4]
  • Metformina associada a citrato de clomifeno em relação a metformina: com a combinação, a ovulação, as taxas de gravidez clínica e as taxas de nascidos vivos foram maiores.
  • Metformina associada a citrato de clomifeno em relação a citrato de clomifeno em mulheres resistentes ao citrato de clomifeno: as taxas de ovulação e gravidez melhoraram com a terapia combinada.
  • Metformina associada a citrato de clomifeno em relação a perfuração (drilling) ovariana laparoscópica em mulheres resistentes ao citrato de clomifeno: não houve diferença significativa nas taxas de gravidez com as duas intervenções.
  • Citrato de clomifeno associado a metformina em relação a gonadotrofinas em mulheres resistentes ao citrato de clomifeno: os relatos sobre a ovulação e as taxas de gravidez com as duas abordagens são conflitantes.
  • Metformina é uma droga categoria B; nenhum risco fetal foi demonstrado quando usado durante a gravidez. Dados sobre um efeito nas taxas de perda gestacional são insuficientes para se tirar conclusões.

A diretriz conclui que, atualmente, faltam evidências para sugerir que a metformina resulta em melhores taxas de nascidos vivos em mulheres com SOP, embora existam algumas evidências de que ela melhore as taxas de ovulação e de gravidez.

Opinião

A ovulação irregular é típica da SOP, e mulheres com SOP muitas vezes são inférteis. Para mulheres com trompas patentes cujos parceiros tenham parâmetros normais no sêmen, a restauração da ovulação pode restaurar a fertilidade. Além disso, mais de 50% das mulheres com SOP têm sobrepeso ou obesidade. Nesses casos, mudanças no estilo de vida que resultem em perda de peso podem ser suficientes para restaurar a função ovariana mais regular.[5] Mulheres que permanecem com baixa ovulação exigirão tratamento adicional.

O objetivo nesses casos é restaurar o desenvolvimento monofolicular, mas a chamada janela terapêutica é estreita. Medicar pouco não induzirá a ovulação, e doses mais elevadas podem induzir o desenvolvimento multifolicular (resultando em gravidez múltipla) ou hiperestimulação ovariana. A dose do agente estimulador deve ser titulada lentamente até se atingir o efeito terapêutico.

De acordo com a nova diretriz[3], a metformina isoladamente oferece pouca vantagem e, portanto, não é recomendada como agente de primeira-linha. A metformina poderia se provar útil em terapia combinada para mulheres com anovulação resistente ao citrato de clomifeno, antes do uso de gonadotrofina ou intervenção cirúrgica. Também foi demostrado que a metformina reduz o risco de hiperestimulação durante a fertilização in vitro. [6]

Transvaginal Mesh

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Transvaginal mesh is a net-like implant used to treat pelvic organ prolapse and stress urinary incontinence in women. The product design and implantation technique contributed to serious complications, such as erosion and organ perforation. The FDA classifies transvaginal mesh as a high-risk device, but some surgeons continue to use it.

*Please seek the advice of a medical professional before discontinuing the use of this medical device.

Transvaginal Mesh Implant and pelvic bone

Transvaginal mesh is usually made of plastic called polypropylene. Some types of transvaginal mesh use a combination of materials, including animal tissue. The term “transvaginal” refers to the type of surgical technique used to implant the mesh.

This type of surgical mesh was created to permanently fix pelvic organ prolapse and stress urinary incontinence. These conditions may affect women after a hysterectomy, menopause or childbirth.

In these procedures, doctors surgically place the mesh through the vagina or the abdomen. Inserting the mesh through the vagina is quicker, easier and less invasive.

Transvaginal mesh was created to help women suffering from SUI and POP, but many of the devices caused serious complications. The design and manufacturer-recommended implantation technique of some of these transvaginal mesh products contributed to problems such as infection, erosion of the vaginal tissues and organ perforation.

Reports of complications came too late for hundreds of thousands of women who already had mesh implanted, but most companies never recalled the devices. More than 100,000 women sought compensation for their mesh injuries by filing lawsuits against the manufactures. Those cases resulted in multimillion dollar verdicts and more than $1 billion in settlements.

The U.S. Food and Drug Administration recognized that complications involving transvaginal mesh are not rare. The agency reclassified the devices as “high risk.” Some surgeons have stopped using transvaginal mesh because of high rates of complications, but others continue to use mesh to treat SUI and POP.

Urogynecologist Christopher Walker explains what transvaginal mesh is

History of Transvaginal Mesh

Transvaginal mesh products evolved from surgical mesh that was originally used during hernia repair in the 1950s. Surgeons began using the mesh abdominally to repair POP and SUI in the 1970s. The doctors took a piece of surgical mesh and cut the desired shape and size for use in each patient, then surgically implanted it.

Medical device manufacturers noticed the clinical practice and responded by creating mesh products specifically designed to treat POP and SUI. As the usage of these products expanded, manufacturers began selling their mesh products in kits. The kits were prepackaged with mesh, special tools and instructions to help doctors implant it.

Some doctors, including urogynecologist Dr. Christopher Walker, believe that the introduction of these kits contributed to some of the problems with transvaginal mesh.


“The mesh kits had such a high volume, I think, because there were so many put in, That’s now causing us to see a high incidence of mesh complications.”- Dr. Christopher Walker, Urogynocologist


Numerous reports of adverse effects surrounding transvaginal mesh prompted the FDA to conclude that complications from the devices were not rare, and the devices were not more effective than alternative treatments. Survey results showed that surgeons who specialize in urogynecology were less likely to use transvaginal mesh after the safety notices.

The FDA did not require transvaginal mesh manufacturers to conduct studies on the products in humans before clearing them through a fast-track approval program. Many of the products on the market today were approved based on the ProteGen Sling, which was recalled in 1999. The FDA concluded that the ProteGen had a “higher than expected rate of vaginal erosion” and did “not appear to function as intended.”

A Brief History of Transvaginal Mesh and the FDA

  • 1996

    First transvaginal mesh device approved for SUI

  • 1999

    ProteGen Sling recalled because of safety concerns

  • 2002

    First transvaginal mesh product for POP approved

  • 2008

    First public health safety notification about mesh

  • 2011

    Public health safety notification updated and strengthened

  • 2011

    FDA panel on mesh held

  • 2012

    Mesh makers ordered to conduct post-market studies

  • 2014

    Proposal to reclassify mesh devices issued

  • 2016

    Transvaginal mesh for POP reclassified as high-risk

By December 2017, transvaginal mesh was coming under increasing global regulatory scrutiny.

In November 2017, The BBC reported that the UK’s National Institute for Health and Care Excellence (NICE) would likely recommend in December that the country’s National Health Service (NHS) ban the use of transvaginal mesh. The NHS is not compelled to follow NICE’s recommendations. But a flurry of reports in UK media of injuries relating to the devices raised attention to complications women were suffering.

Also in November 2017, Australia’s Therapeutic Goods Administration (TGA) banned surgical mesh for treatment of POP and SUI. New Zealand’s regulatory agency, Medsafe, followed suit with a similar ban taking effect on January 4, 2018.

Types of Transvaginal Mesh

Different types of transvaginal mesh are used to treat POP and SUI. Transvaginal mesh that treats POP is sometimes referred to as synthetic mesh, a graft, a patch, biomesh or a vaginal support system. Mesh that’s used during SUI surgery is commonly referred to as a bladder sling. There are four categories of transvaginal mesh. They’re categorized by types of material and how they react inside of the body.

Categories of Transvaginal Mesh

There are four categories of transvaginal mesh. They’re categorized by types of material and how they react inside of the body.

The four categories include:

  • Non-Absorbable synthetic – A permanent implant that remains in the body indefinitely. More than half of all mesh products approved by the FDA fall into this category. They are made from synthetic materials, such as plastic or polyester. About 90 percent of non-absorbable synthetic mesh is made of polypropylene.
  • Absorbable synthetic – Mesh that loses strength and degrades over time. It isn’t designed to be a long-term treatment. As the mesh is absorbed by the body, tissue grows at the implant site, which helps strengthen the ligaments in the pelvis.
  • Biologic – Natural products derived from animal tissue that has been disinfected. These products degrade over time and are usually made from cow (bovine) or pig (porcine) tissue.
  • Composite – Mesh made from a combination of non-absorbable synthetic, absorbable synthetic or biologic mesh.

Surgeons who use transvaginal mesh usually prefer non-absorbable synthetic mesh because it reacts better with connective tissue, increasing repair strength. Non-absorbable implants also have a lower rate of infection than absorbable implants. However, all implants have a risk of erosion and other complications.

Transvaginal Mesh Brands & Products

Mesh manufacturers made more than 100 transvaginal mesh products. Most manufacturers tried to develop ways to differentiate their products from competitors, but the brands and kits share common characteristics. Their incision mechanisms, components that attach to the body and other materials may slightly differ.

  • Gynecare Prolift Kit
  • Gynecare TVT Secur
  • Gynecare Prosima Pelvic Floor Repair System
  • Gynecare Prolift + M Kit
  • Avaulta Solo
  • Avaulta Plus
  • Align Urethral Support System
  • Pelvilace Support Systems
  • Uretex Urethral Support Systems
  • Perigee
  • InteXen
  • IntePro
  • MiniArc Slings
  • Bio Arc Slings
  • Monarc Slings
  • Pinnacle Pelvic Floor Repair Kit
  • Uphold Vaginal Support System
  • Advantage
  • Obtryx Slongs
  • Minitape
  • Aris Transobturator Sling
  • Omnisure
  • Novasilk Sling
  • ObTape

Madris Tomes, of Device Events, shares which brands of mesh are more problematic than others

In June 2012, amid mounting legal pressure and growing concern from the FDA, Ethicon announced that it would no longer manufacture and distribute vaginal mesh products. C.R. Bard has also withdrawn mesh products from the market. However some companies, including Boston Scientific, continue to make and sell transvaginal mesh products.

What Transvaginal Mesh Treats

Doctors use transvaginal mesh because there are few alternative treatments for symptomatic pelvic organ prolapse or stress urinary incontinence. Symptomatic refers to patients experiencing pain, discomfort or other unpleasant symptoms of the conditions. Some patients are asymptomatic. They require no treatment, or conservative treatments cause relief. When conservative treatments don’t work, doctors have few reliable options to choose from.

pelvic prolapse icon

Pelvic Organ Prolapse (POP)

Pelvic organ prolapse occurs when organs sag or fall into the vaginal canal because of weak pelvic muscles. Transvaginal mesh serves as a hammock beneath the organs to hold them up. Usually, the bladder, uterus, rectum or bowel is involved in the prolapse. The bladder is the most common organ affected. Depending on the organs involved, surgeons may place the piece of mesh on the front, back or top wall of the vagina. The type of mesh used also varies in shape and size. This type of surgery is usually performed transvaginally.

stress urinary incontinence icon

Stress Urinary Incontinence (SUI)

Stress urinary incontinence (SUI) occurs when the bladder leaks urine during moments of increased physical activity that increases pressure on the bladder. The mesh is used to support the urethra when pelvic muscles weaken. Surgical treatment of SUI with mesh, also called a bladder sling or vaginal tape, is the most common type of surgery used to correct the condition. An estimated 80 percent of SUI mesh surgeries in 2010 were done through the vagina. Doctors use transvaginal placement of bladder slings because it is considered less invasive and the incisions are smaller.

hysterectomy icon

Hysterectomy

After a hysterectomy, some women suffer from vaginal vault prolapse. The condition occurs when the vagina collapses in upon itself because of the removal of the uterus. Mesh is surgically implanted on the top of the vagina and sewn into connective tissues to hold the vagina in place

Side Effects, Complications and Revision Surgery

Transvaginal mesh operations usually result in minor pain or discomfort for a few days after the operation. Bleeding may occur for a few hours after surgery, but most women leave the hospital on the same day as the procedure. Patients usually resume everyday activities, including sexual intercourse, within one to three months of the operation. Although transvaginal mesh surgery is simpler and less invasive than more traditional treatments for POP and SUI, it also carries a higher complication rate. In 2011, the FDA reported that it had received 4,000 reports of complications related to transvaginal mesh during the previous six years.

Serious Complications Caused by Transvaginal Mesh

Although transvaginal mesh surgery is simpler and less invasive than more traditional treatments for POP and SUI, it also carries a higher complication rate. In 2011, the FDA reported that it had received 4,000 reports of complications related to transvaginal mesh during the previous six years.

Complications from transvaginal mesh include:

  • Bleeding
  • Pain
  • Nerve damage
  • Vaginal scarring
  • Infection
  • Vaginal shrinkage (via scar tissue)
  • Painful sexual intercourse
  • Neuro-muscular problems
  • Mesh erosion
  • Organ perforation

Researchers have tried to determine how often transvaginal mesh implants cause serious complications, but studies have produced differing results. Complication rates range from 7 percent to 21 percent.

Revision Surgery for Mesh Complications

Severe complications, such as mesh erosion and organ perforation, may require surgery to fix. This surgery is referred to as revision surgery. Synthetic surgical mesh was designed to stay in the body indefinitely, so removal of the mesh is difficult. Blood vessels and tissues grow around the mesh, requiring doctors to remove it in pieces, one surgery at a time.

Roughly one in 30 women who have a vaginal mesh sling inserted to treat incontinence will need surgery again in less than 10 years to remove or replace the implant, according to a study published in JAMA Surgery‘s September 2015 issue.

The study led by Dr. Blayne Welk of Department of Surgery, Western University, St Joseph’s Health Care, London, Ontario, Canada examined the cases of 59, 887 women implanted with mesh for stress urinary incontinence (SUI). The average age of the women studied was 52. The study’s authors found that one in 30 women incurred a risk of undergoing a second surgery within 10 years to either remove or revise the implant.

Urogynecologists receive special training in pelvic floor disorders, such as prolapse and incontinence. They’re the most qualified surgeons to perform transvaginal mesh revision surgeries.

Other Treatments for Mesh Complications

In some cases, doctors try alternative methods to mesh removal. Doctors may prescribe vaginal estrogen cream to help the walls of the vagina heal on their own and manage symptoms, particularly if a woman is not sexually active. Then, she can follow up every few months to observe the erosion and make sure it doesn’t worsen.

If only a small amount of mesh is exposed, doctors may simply trim off the piece with a local anesthetic. Typically this is an option when the amount exposed is 5mm or less. This is a less complex form of surgery than complete mesh removal.

Alternatives to Transvaginal Mesh Implants

If women do not wish to receive transvaginal mesh, or if they don’t qualify for surgery, they may pursue alternatives. Some doctors may try nonsurgical, conservative methods to treat POP or SUI before pursuing surgery. If surgery is necessary, there are also techniques that do not use mesh.

Treatments that do not use mesh include:

  • Pessaries: A pessary is a small, plastic device inserted into the vagina to provide support to the organs and bladder. Doctors teach women how to insert a pessary, and it is recommended for women who still want children, do not want surgery or are not optimal candidates for surgery. These devices are typically made of inert plastic or silicone.
  • Pelvic floor therapy: In addition to Kegel exercises, pelvic floor physical therapy can strengthen the pelvic muscles and improve prolapse or stress urinary incontinence symptoms in mild cases.
  • Surgery without mesh: The patient’s own tissue can be used to treat POP or SUI. Slings composed of a tissue have a higher rate of complications during surgery than synthetic mesh, and they have a higher rate of symptom recurrence. However, they have fewer serious long-term risks than synthetic mesh.

It’s impossible for a doctor to determine a patient’s risk for mesh erosion, infection or other complications from transvaginal mesh. Mesh has several advantages to more conservative treatments. It can treat serious symptoms that conservative options can’t treat. It also has a lower rate of short-term surgical risks, such as infection, than some other surgical treatments.

However, transvaginal mesh has the highest risk of serious long-term complications. Patients considering surgery for SUI or POP, or those considering a hysterectomy, should ask their doctors about the implant that they’re receiving. They should also discuss the benefits and risks of complications with the devices.

Author

Chris Elkins is a writer and researcher for Drugwatch.com. He’s worked for various newspapers and has writing experience in sports, health communication and public relations fields. He graduated from the University of West Florida with a master’s degree in Strategic Communication and Leadership, a graduate-level certificate in Health Communication Leadership and a bachelor’s degree in Journalism.


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  1. Altman, D. et al. (2011, May). Anterior Colporrhaphy Versus Transvaginal mesh for Pelvic-Organ Prolapse. Retrieved form https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21561348
  2. Chen, Z. et al. (2010, January-March). Comparison of Three Kinds of Mid-urethral Slings for Surgical Treatment of Female Stress Urinary Incontinence. Retrieved from https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20890856
  3. Dällenbach, P. (2015). To mesh or Not to Mesh: A Review of Pelvic Organ Reconstructive Surgery. Retrieved from https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4386830/
  4. Danford, J.M. et al. (2015, January). Potoperate Pain Outcomes After Transvaginal Mesh Revision. Retrieved from https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25011703
  5. Funk, M.J. et al. (2013, January). Sling Revision/Removal for Mesh Erosion and Urinary Retention: Long-term Risk and Predictors. Retrieved from https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3529743/
  6. MayoClinic. (2015, July 28). Pelvic Organ Prolapse. Retrieved from http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/pelvic-organ-prolapse/basics/definition/con-20036092
  7. U.S. Food and Drug Administration. (2011, July 13). Update on Serious Complications Associated With Transvaginal Placement of Surgical Mesh for Pelvic Organ Prolapse: FDA Safety Communication. Retrieved from http://www.fda.gov/MedicalDevices/Safety/AlertsandNotices/ucm262435.htm
  8. U.S. Food and Drug Administration. (2011, September 8-9). Surgical Mesh for Treatment of Women with Pelvic Organ Prolapse and Stress Urinary Incontinence. Retrieved from http://www.fda.gov/downloads/AdvisoryCommittees/CommitteesMeetingMaterials/MedicalDevices/MedicalDevicesAdvisoryCommittee/ObstetricsandGynecologyDevices/UCM270402.pdf
  9. U.S. Food and Drug Administration. (2013, March 27). Considerations about Surgical Mesh for SUI. Retrieved from https://www.fda.gov/MedicalDevices/ProductsandMedicalProcedures/ImplantsandProsthetics/UroGynSurgicalMesh/ucm345219.htm
  10. U.S. Food and Drug Administration. (2016, January 4). Concerns about Surgical mesh for POP. Retrieved from https://www.fda.gov/MedicalDevices/ProductsandMedicalProcedures/ImplantsandProsthetics/UroGynSurgicalMesh/ucm345201.htm
  11. U.S. Food and Drug Administration. (2016, January 4). FDA Strengthens Requirements for Surgical Mesh for the Transvaginal Repair of Pelvic Organ Prolapse to Address Safety Risks. Retrieved from https://www.fda.gov/NewsEvents/Newsroom/PressAnnouncements/ucm479732.htm
  12. U.S. Food and Drug Administration. (2016, January 5). Obstetrical and Gynecological Devices; Reclassification of Surgical Mesh for Transvaginal Pelvic Organ Prolapse Repair. Retrieved from https://www.federalregister.gov/documents/2016/01/05/2015-33165/obstetrical-and-gynecological-devices-reclassification-of-surgical-mesh-for-transvaginal-pelvic
  13. U.S. Food and Drug Administration. (2017, January 5). Urogynecologic Surgical Mesh Implants. Retrieved from http://www.fda.gov/medicaldevices/productsandmedicalprocedures/implantsandprosthetics/urogynsurgicalmesh/
  14. U.S. Judicial Panel on Multidistrict Litigation. (2017, March 15). MDL Statistics Report – Distribution of Pending MDL Dockets by District. Retrieved from http://www.jpml.uscourts.gov/sites/jpml/files/Pending_MDL_Dockets_By_District-March-15-2017.pdf
  15. U.S. National Library of Medicine. (2015, January 21). Urinary Incontinence – Vaginal Sling Procedures. Retrieved from https://medlineplus.gov/ency/article/007376.htm
  16. University of Colorado. (n.d.). Transvaginal Mesh Removal. Retrieved from https://urogyn.coloradowomenshealth.com/patients/library/transvaginal-mesh-removal/
  17. Zimmerman, R. (2011, November 4). Surgery under scrutiny: What went wrong with vaginal mesh. WBUR. Retrieved from http://commonhealth.wbur.org/2011/11/surgery-under-scrutiny-what-went-wrong-with-vaginal-mesh
  18. Welk, et al. (2015). Removal or Revision of Vaginal Mesh Used for the Treatment of Stress Urinary Incontinence. Retrieved from http://archsurg.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=2432613
  19. Wasserman, E. (2015, September 10). JAMA: Women face increased risk for second vaginal mesh surgery 10 years after implant. Retrieved from http://www.fiercemedicaldevices.com/story/jama-women-face-increased-risk-second-vaginal-mesh-surgery-10-years-after-i/2015-09-10
  20. Radio New Zealand. (2017, December 11). MedSafe Bars Surgical Mesh in some Operations. Retrieved from https://www.radionz.co.nz/news/national/345958/medsafe-bars-surgical-mesh-in-some-operations
  21. Collinson, A. (2017, November 27). Vaginal Mesh Operations Should Be Banned, Says NICE. Retrieved from http://www.bbc.com/news/health-42110076
  22. Therapeutic Goods Administration. (2017, November 28). TGA undertakes regulatory actions after review into urogynaecological surgical mesh implants. Retrieved from https://www.tga.gov.au/alert/tga-actions-after-review-urogynaecological-surgical-mesh-implants
  23. Wise, J. (2017, November 28). NICE to ban mesh for vaginal wall prolapse. Retrieved from http://www.bmj.com/content/359/bmj.j5523.full

#Um novo efeito inesperado da #melatonina

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Dr. Fabiano Serfaty

Nesta seção o Dr. Fabiano Serfaty resume alguns dos principais estudos que se destacaram recentemente na literatura médica na área de Diabetes e Endocrinologia.

1. Um novo efeito inesperado da melatonina

A melatonina é um hormônio produzido na glândula pineal, por meio do aminoácido triptofano. Ela é secretada no sangue e no líquido cefalorraquidiano, participando ativamente da regulação do ciclo circadiano e do sono[1].

A melatonina, um hormônio liberado à noite, é frequentemente utilizada como suplemento para auxiliar o paciente que apresenta insônia. Alguns dados também sugerem que a melatonina afeta a cognição e as interações sociais.

Recentemente, um estudo chinês avaliou os efeitos da melatonina na dose de 5 mg, em um estudo experimental, controlado por placebo, que avaliou as respostas agressivas à um estímulo de provocação[2].

Os 64 participantes masculinos saudáveis, com idade média de 21 anos, apresentaram horários regulares de sono-vigília e nenhum distúrbio psiquiátrico ou uso de outras substâncias.

Os participantes completaram questionários sobre sono, estados emocionais, traços de agressão e impulsividade, e preferências relacionadas ao próprio ciclo circadiano.

Após a ingestão da melatonina e placebo, os pacientes foram submetidos a testes auditivos com os ruídos maiores suportáveis e também os mínimos, e depois foram avaliados.

Este teste consistia em competições em que o vencedor poderia selecionar uma punição alta ou baixa contra o perdedor (ruído mais alto suportável mais perda monetária). Houve quatro sessões, cada uma com 10 rodadas contra um adversário que provocava mais e um que provocava menos. Os resultados foram predeterminados, com uma probabilidade de perda de 50%.

No geral, os participantes eram mais propensos a selecionar punições altas para oponentes do grupo que provocava mais. Os participantes que utilizaram a melatonina escolheram punições elevadas em 57% da vezes contra 42% do grupo placebo.

O estudo concluiu, que em uma coorte de homens novos e saudáveis, a melatonina aumentou a agressão reativa, que ocorre quando são provocadas fortes emoções[2,3].

Ainda não se sabe se este efeito ocorre na prática com os pacientes, mas é importante colocar em questão este possível efeito indesejável da melatonina, que não era conhecido previamente[2,3].

Para lembrar:
A melatonina é um suplemento muito utilizado por paciente que apresentam insônia. Este estudo traz um efeito colateral inesperado, que precisa ser considerado na prática clínica.

A partir de agora, pode-se pensar na possibilidade de realizar um período experimental de suspensão da melatonina em pacientes agressivos que estejam fazendo uso prévio desta para reavaliação do quadro clínico. Assim, a clínica, aquela mesmo, das aulas de semiologia da faculdade medicina, muitas vezes indevidamente esquecida, continua sendo soberana.

Referência:

  1. Wurtman, R. J., Axelrod, J., & Fischer, J. E. (1964). Melatonin synthesis in the pineal gland: effect of light mediated by the sympathetic nervous system. Science, 143(3612), 1328-1329.
  2. Liu, J., Zhong, R., Xiong, W., Liu, H., Eisenegger, C., & Zhou, X. (2017). Melatonin increases reactive aggression in humans. Psychopharmacology, 234(19), 2971-2978.
  3. A surprising effect of melatonin . Jonathan Silver . Nejm Journal watch 2017.

2. Novo tratamento não hormonal para fogachos da menopausa

O antagonista do receptor de nerokinina 3 (NK3R) pode ser um tratamento não hormonal promissor para mulheres na menopausa que apresentam fogachos.

Um estudo randomizado publicado recentemente no The Lancet comparou o uso oral do antagonista de NK3R com o uso placebo em mulheres menopausadas com fogachos ao longo de quatro semanas.

A média semanal de fogachos reduziu de 85 para 20 e 50 no grupo que utilizou a nova droga, e para 50 no grupo que fez uso do placebo. Além disso, os fogachos residuais no grupo que utilizou a droga incomodaram menos as pacientes e também foram menos intensos.

Três pacientes no grupo que realizou o tratamento com a medicação apresentaram aumento das transaminases — um aumento que foi transitório, e retornou para linha de base após o término do estudo.

Embora estes resultados sejam animadores, cabe ressaltar que são necessários maiores e mais longos estudos para determinar a eficácia e a segurança desta nova droga na prática clínica diária[1].

Para lembrar:
Cerca de um terço das mulheres na menopausa que sofrem com fogachos, apresentam mais de 10 ondas de calor por dia, o que reduz substancialmente a qualidade de vida destas pacientes. A terapia hormonal é de fato o tratamento mais eficaz para as pacientes sem contra indicações. Devemos utilizar no tratamento a menor dose efetiva de hormônios que seja eficaz para melhorar os sintomas destas mulheres.

Referência:

  1. Prague JK, Roberts RE, Comninos AN, et al. Neurokinin 3 receptor antagonism as a novel treatment for menopausal hot flushes: a phase 2, randomised, double-blind, placebo-controlled trial. Lancet 2017; 389:1809.

3. Sotagliflozina como terapia adjuvante para diabetes tipo 1

Um estudo randomizado publicado no NEMJ avaliou a sotagliflozina, um inibidor dual do co-transportador sódio-glicose (SGLT) 1 e 2, como tratamento adjuvante à insulina em 1402 pacientes com diabetes tipo 1 que utilizaram aleatoriamente sotagliflozina ou placebo[1].

Após 24 semanas, a proporção de pacientes que alcançaram uma hemoglobina glicada menor que 7% foi maior no grupo que utilizou a nova droga (28,6 %) comparado ao grupo que utilizou placebo (15,2%).

Entretanto, os casos de cetoacidose diabética foram estatisticamente superiores no grupo da sotagliflozina em relação ao placebo (3% contra 0,6%), assim como o aumento da frequência de desidratação e de infecções genitais neste grupo.

A sotagliflozina ainda não está aprovada oficialmente para qualquer indicação terapêutica. Atualmente, vem sendo investigada nos estudos clínicos como terapia adjuvante no diabetes tipo 1.

Para lembrar:
Ainda não está claro se o aumento do risco de complicações do tratamento do paciente com diabetes tipo 1 em uso de sotagliflozina supera o benefício da modesta redução da hemoglobina glicada que esta nova droga proporciona. Novos estudos ainda são necessários para avaliar com mais segurança essa nova possibilidade terapêutica para o paciente com diabetes tipo 1.

Referência:

  1. Garg SK, Henry RR, Banks P, et al. Effects of Sotagliflozin Added to Insulin in Patients with Type 1 Diabetes. N Engl J Med 2017.

4. Alterações em exames de tireoide com uso de biotina

A biotina é um suplemento vitamínico muito utilizado de forma off label nas doses de 5 mg a 10 mg para impedir a queda de cabelos.

Recentemente, um número crescente de publicações tem relatado que o uso de 5 mg a 10 mg de biotina, pode causar valores falsamente reduzidos de TSH e falsamente altos de T3 e T4 em ensaios que utilizam sistemas de afinidade biotina-estreptavidina[1,2].

Para minimizar estas interferências nos ensaios dos pacientes na prática clínica, os testes para avaliação tireoidiana devem ser realizados pelo menos dois dias após a descontinuação do uso da biotina e/ ou dos suplementos que a contenham.

Para lembrar:
Frequentemente os pacientes utilizam vitaminas e suplementos que são muitas vezes omitidos quando da realização da anamnese. A biotina é um dos suplementos vitamínicos mais utilizados neste contexto, e entender melhor sobre suplementos e vitaminas é fundamental para prática clínica diária.

Referência:

  1. Sharma A, Baumann NA, Shah P. Biotin-Induced Biochemical Graves Disease: A Teachable Moment. JAMA Intern Med 2017; 177:571.
  2. Li D, Radulescu A, Shrestha RT, et al. Association of Biotin Ingestion With Performance of Hormone and Nonhormone Assays in Healthy Adults. JAMA 2017; 318:1150.