Saúde da mulher. Salud de la mujer

Sinais e sintomas da menopausa podem ser piores para mulheres obesas

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Lisa Rapaport

(Reuters Health) – Mulheres obesas podem ter sinais e sintomas de menopausa mais graves, como ondas de calor e suores noturnos, do que as mulheres mais magras, sugere um estudo brasileiro.

Os pesquisadores compararam os sinais e sintomas da menopausa em mulheres com peso saudável aos em mulheres com excesso de peso ou obesidade, e descobriram que três sinais e sintomas pioraram progressivamente à medida que o peso destas mulheres aumentou: ondas de calor e sudorese noturna, dores mioarticulares e problemas vesicais.

“A intensidade das ondas de calor aumentou proporcionalmente ao aumento do índice de massa corporal (IMC), e a obesidade teve grande impacto nas atividades diárias, como a interrupção involuntária das tarefas de trabalho e a diminuição do desempenho geral”, afirmou a autora do estudo Dra. Lucia Costa-Paiva, da Universidade de Campinas, em São Paulo.

“Houve também menor nível de atividades de lazer entre estas mulheres”, disse a Dra. Lucia por e-mail. “Assim, isto acrescenta fortes evidências para incentivar as mulheres a perderem peso”.

As mulheres entram na menopausa quando param de menstruar, o que geralmente ocorre entre os 45 e 55 anos de idade. À medida que os ovários reduzem a produção dos hormônios estrogênio e progesterona, nos anos que antecedem e sucedem a menopausa, as mulheres podem apresentar sinais e sintomas que variam de ressecamento vaginal a alterações do humor, dor articular e insônia.

Pesquisas recentes descobriram que 57% das mulheres entre 40 e 64 de idade em todo o mundo sentem ondas de calor, 60% se queixam de disfunção sexual, 62% têm dor mioarticular e 50% têm problemas de sono, observam os autores do estudo no periódico Menopause.

Os médicos acreditavam há muito tempo que a obesidade poderia proteger contra as ondas de calor porque o tecido adiposo aumenta a reserva de estrogênio do corpo, hormônio que pode ajudar a contornar a gravidade desses sintomas, disse a Dra. Lucia. Porém, o estudo atual baseia-se em pesquisas mais recentes que apontam na direção oposta, sugerindo que a obesidade pode piorar as ondas de calor porque a gordura funciona como um isolante térmico que retém o calor no corpo, disse a pesquisadora.

Com o objetivo de avaliar a relação entre a obesidade e a gravidade dos sinais e sintomas da menopausa, Dra. Lucia e colaboradores examinaram os dados de questionários de 749 mulheres brasileiras entre 45 e 60 anos de idade. As mulheres graduaram os sinais e sintomas de zero (significando nenhum problema) a quatro pontos (significando problemas muito graves). As participantes tinham cerca de 53 anos de idade, em média, e em geral entraram na menopausa por volta dos 47 anos. Enquanto a maioria das mulheres, 68%, estava no período após a menopausa, cerca de 16% ainda não tinham entrado na menopausa, e outras 16% encontravam-se no meio do processo.

O estudo incluiu 288 mulheres com IMC abaixo de 25, que os pesquisadores classificaram como peso normal ou saudável, 255 mulheres acima do peso (com IMC de pelo menos 25 e menor que 30), e 206 mulheres obesas com IMC igual ou maior que 30. Não foi um estudo controlado projetado para provar se ou como a obesidade altera a frequência ou a gravidade dos sinais e sintomas da menopausa. Outra limitação da pesquisa foi o fato dela ter se baseado na exatidão das lembranças das mulheres e no relato delas sobre experiências pretéritas e sinais e sintomas associados, observam os autores.

“Até o momento, não há evidências de que a perda de peso possa reduzir os sinais e sintomas da menopausa, pois ainda não foi feito nenhum ensaio clínico”, disse a Dra. Susan Davis, pesquisadora de saúde da mulher na Monash University, em Melbourne (Austrália), que não participou do estudo .

“Mas nós incentivamos a perda de peso na meia-idade para as mulheres com sobrepeso no intuito de diminuir os riscos de doenças cardiovasculares, diabetes e câncer de mama”, disse a Dra. Susan por e-mail.

As pesquisas que relacionam a obesidade com a piora dos sinais e sintomas da menopausa começaram a surgir há mais de uma década, observou a Dra. Mary Jane Minkin, pesquisadora em saúde reprodutiva da Yale Medical School em New Haven, Connecticut, que também não participou do estudo.

“A teoria é que o calor é gerado por mecanismos centrais, e as mulheres acima do peso têm maior isolamento térmico, de modo que o calor não pode ser dissipado, e elas ficam mais quentes”, disse a Dra. Mary Jane por e-mail.

Perder peso pode ajudar a diminuir as ondas de calor e as dores mioarticulares associadas à menopausa, que podem ser exacerbadas pelos quilos extras, acrescentou a Dra. Mary Jane.

FONTE: http://bit.ly/2rV8pua

Menopause 2017.

Imobilidade involuntária durante o estupro é comum e está associada a desfechos negativos

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Tara Haelle

A paralisia temporária, ou “congelamento”, durante uma agressão sexual é muito comum, e aumenta os riscos de síndrome de estresse pós-traumático e depressão grave, relatou um estudo publicado on-line em 7 de junho na Acta Obstetricia et Gynecologica Scandinavica.

Os resultados potencialmente complicam uma norma judicial em processos: “O sistema legal busca sinais visíveis de resistência porque, quando isso está ausente, é mais difícil provar uma agressão sexual”, escrevem a Dra. Anna Möller, do Karolinksa Institutet e do Stockholm South General Hospital,na Suécia, e colaboradores.

Embora as respostas às ameaças sejam frequentemente divididas em categorias de “luta ou fuga”, a experiência da imobilidade tônica (IT), já bem estabelecida como possível resposta à ameaça extrema entre animais não humanos, ocorreu entre a maioria das vítimas de estupro na nova pesquisa.

“Nos seres humanos, a imobilidade tônica foi descrita como um estado de inibição motora involuntária e temporária em resposta a situações que envolvem medo intenso”, descrevem os autores.

“Ela foi descrita ainda como um estado semelhante ao estado catatônico com hiper ou hipotonicidade muscular, tremor, falta de vocalização, analgesia e falta de resposta relativa aos estímulos externos”.

O estudo envolveu 298 mulheres que foram a uma clínica de emergência para mulheres estupradas em Estocolmo entre fevereiro de 2009 e dezembro de 2011, no prazo de um mês após a agressão sexual. Os pesquisadores usaram a Escala de Imobilidade Tônica de 12 itens para avaliar a presença do fenômeno no momento da agressão a cada mulher. A média de dias entre o ataque e a avaliação foi de 19,1.

Um total de 69,8% das mulheres relatou ter apresentado imobilidade tônica significativa durante o ataque, e quase metade (47,7%) relatou imobilidade tônica extrema. Oito (81,1%) em 10 mulheres relataram ter sentido medo significativo durante a agressão.

“Legalmente, os tribunais podem estar inclinados a descartar a noção de estupro, já que a vítima parece não ter resistido”, escrevem os autores. “Na verdade, o que pode ser interpretado como um consentimento passivo provavelmente representa reações biológicas normais e esperadas a uma ameaça extrema”.

Os pesquisadores também avaliaram a prevalência de síndrome de estresse pós-traumático e depressão em 189 das mulheres após seis meses. As mulheres tinham probabilidades 2,75 maiores de desenvolver transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) e chances 3,42 maiores de desenvolver depressão grave se tiveram imobilidade tônica (odds ratio), OR, de 2,75, P = 0,001 e OR, 3,42, P = 0,003, respectivamente). Um pouco mais da metade (51%) das mulheres que tiveram imobilidade tônica desenvolveu TEPT em comparação com 28% das mulheres que não tiveram, mesmo depois de ajustar para um diagnóstico prévio de TEPT e para fatores de risco relacionados.

No entanto, “A imobilidade tônica foi associada a trauma anterior e TEPT pré-existente, o que nos ajuda a entender melhor como o trauma cumulativo pode funcionar”, escrevem os autores. As chances de uma mulher ter imobilidade tônica durante a agressão mais que dobravam se elas tivessem uma história de trauma (OR de 2,36; P < 0,001). As mulheres também tiveram o dobro de chances de apresentar imobilidade tônica se tivessem um histórico de tratamento psiquiátrico (OR, 2,00; P = 0,003).

“Isso faz com que seja importante na psicoterapia das vítimas de estupro questionar sobre e explicar tais reações, porque de outra forma elas podem causar culpa ou vergonha, o que pode agravar o trauma”, observam os autores. “O aumento do risco de TEPT e depressão grave mostra que essas mulheres precisam de acompanhamento psiquiátrico”.

Os autores reconhecem várias limitações relacionadas ao potencial de viés, incluindo fatores que podem ter contribuído para a perda substancial de acompanhamento após seis meses. Pesquisas anteriores relataram uma menor incidência de imobilidade tônica, mas esses estudos tiveram amostras de pequenos tamanhos e maior risco de viés de memória.

A pesquisa foi financiada pelo Conselho de Pesquisa Sueco e pelo Conselho do Condado de Estocolmo. Os autores declararam não possuir conflitos de interesses relevantes.

Acta Obstet Gynecol Scand. Publicado on-line em 7 de junho de 2017. Resumo

Tratamientos menos agresivos en cáncer de mama pueden ser igual de eficaces que una mastectomía

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De los ganglios axilares depende el tratamiento.

De los ganglios axilares depende el tratamiento.

En España se diagnostican 26.000 nuevos casos de cáncer de mama cada año y los avances han permitido desarrollar técnicas menos agresivas con la misma eficacia, tanto que el 70% son candidatas a someterse a este tipo de cirugías, por los que la mujer no tiene por que someterse de manera obligada a una mastectomía, según la jefe clínico Fundación Instituto Valenciano de Oncología, Julia Giménez.

Este ha sido uno de los temas abordados durante la jornada de Revisión Anual GEICAM de Avances en Cáncer de Mama (RAGMA), organizada por el Grupo GEICAM de Investigación en Cáncer de Mama, con el objetivo de abordar las principales líneas de investigación en el manejo de la enfermedad, con la participación de más de 300 expertos en el diagnóstico y tratamiento del cáncer de mama.

Así, y si se consigue un diagnóstico precoz, la paciente puede someterse al tratamiento conservador (para cuando no hay contraindicaciones), que consiste en realizar una cirugía conservadora para quitar el tumor con un margen de seguridad, permitiendo mantener la estética de la mama y la axila, para después aplicar radioterapia, según ha explicado la Dra. Giménez.

Sin embargo, la especialista ha subrayado que, en ocasiones, no se puede conservar la mama y, en este momento, sí se tendría que aplicar una mastectomía (extirpación de esta), ofreciendo a la afectada la reconstrucción posterior de manera inmediata o diferida (después del tratamiento.

“Es importante hablar con la paciente y contarle que vamos a quitar la mama, pero que se puede reconstruir, aunque advirtiéndole también de que posiblemente no quede igual, pues no se trata de una cirugía estética”, ha añadido Giménez.

Por otro lado, para aquellas mujeres que presentan un alto riesgo genético e histológico tras una biopsia previa, existe lo que se conoce como cirugía profiláctica o de reducción de riesgo, pensada para aquellas mujeres sanas con alto riesgo de padecer este tipo de cáncer. Cabe destacar que esta técnica no elimina del todo el riesgo, pues lo hace en un 90-95%, pero sí sirve como técnica de prevención para este grupo de mujeres.

“Es importante que el cirujano especialista en mama y el cirujano plástico trabajen de forma multidisciplinar para evitar el riesgo, así como conseguir un resultado estético lo más adecuado posible”, ha señalado la experta.

De cara al tratamiento correcto, es importante determinar si el tumor ha llegado o no a los ganglios axilares, pues de esto va a depender la elección de este y la posibilidad de evitar una cirugía innecesaria y, para ello, se utiliza el estudio del ganglio centinela, un importante avance en la cirugía conservadora.

Este consiste, según ha destacado la investigadora y experta en cirugía de la mama del Memorial Sloan Kettering Cancer Center en Estados Unidos, Mónica Morrow, en el “estudio del primer ganglio axilar al que se extendería el tumor de mama en su progresión al resto del organismo, lo que ayuda al comité de tumores a elegir de forma más acertada la aproximación terapéutica de cada paciente concreto, pues esta no depende de un solo especialista”.

Incluso, aunque el ganglio centinela esté afectado, no siempre es necesario quitar todos los ganglios de la axila, pues “ya hay estudios recientes que han demostrado que la presencia de células cancerígenas en uno o dos ganglios centinelas no hace necesario extirpar todos los ganglios, debido a que no se traduce en una mejora de la supervivencia y el riesgo de recaída es muy bajo”, ha añadido la Dra. Morrow.

Para poder desarrollar todas estas técnicas es necesario que haya una investigación detrás, ya que gracias a esta no solo desarrollan nuevos tipos de intervención sino que aumenta la supervivencia de las pacientes, según el miembro del Comité Organizador y del Complejo Hospitalario de Jaén, Pedro Sánchez Rovira, y, en esta línea, la participación de las mujeres afectadas en ensayos clínicos es fundamental, una acción que fomentan desde la Federación Española de Cáncer de Mama (FECMA), pues de esta manera se puede programar un futuro y ayudar, no solo al propio tratamiento, sino al del resto de mujeres, tal y como ha recalcado la presidenta de FECMA, Montserrat Domènech.

La actividad física durante y después del embarazo reduce el riesgo de depresión posparto (Birth)

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Incluso el ejercicio de baja intensidad, como caminar con un carrito de bebé.

Incluso el ejercicio de baja intensidad, como caminar con un carrito de bebé.

Investigadores de la Universidad Castilla-La Mancha (UCLM) en Cuenca han constatado que la actividad física durante y después del embarazo mejora el bienestar psicológico y puede reducir el riesgo de depresión posparto, según los resultados de una revisión de estudios publicada en la revista “Birth”.

De hecho, han visto que incluso el ejercicio de baja intensidad, como caminar con un carrito de bebé, se asocia a menos probabilidades de presentar síntomas depresivos en las madres primerizas.

“Las consecuencias negativas de la depresión posparto no sólo afectan a la madre, sino también al niño, ya que puede sufrir un desarrollo emocional y cognitivo deficiente”, según ha explicado a Reuters Celia Álvarez-Bueno, coautora del estudio.

La depresión posparto es la complicación más común tras la maternidad, ya que afecta de alguna forma u otra a una de cada nueve mujeres, según datos de los Centers for Disease Control and Prevention (CDC) de Estados Unidos, y los síntomas más comunes son ansiedad, inseguridad, irritabilidad, cansancio, sentimiento de culpa, miedo a hacer daño al bebé o rechazo al darle el pecho.

Los síntomas son más frecuentes durante las primeras cuatro semanas después del parto y se considera grave si dura durante más de 15 días, de ahí la importancia de “probar las estrategias más eficaces para prevenir o mitigar este trastorno”, según Álvarez-Bueno.

En su estudio analizaron datos de 12 ensayos controlados realizados entre 1990 y 2016 en los que se evaluó la eficacia del ejercicio durante o después del embarazo, que en total incluyeron a 932 mujeres. En todas ellas se obtuvo información sobre el tipo de ejercicio realizado, su intensidad, duración y frecuencia.

La actividad realizada incluía estiramientos y ejercicios respiración, caminar, actividad aeróbica, pilates o yoga. Y en comparación con las mujeres que no hicieron ejercicio, las que eran más activa obtuvieron puntuaciones más bajas en las pruebas que medían síntomas de depresión posparto. Además, el aparente beneficio se observó incluso en quienes no presentaban depresión posparto.

“Esperábamos que la actividad física pudiera reducir los síntomas de la depresión posparto”, dijo Álvarez-Bueno, sorprendida de que “el ejercicio después del embarazo también redujo la depresión en mujeres sin síntomas diagnosticables.

La mayoría de los programas de intervención duró más de tres meses e incluían entre tres y cinco sesiones de ejercicio por semana, aunque los autores no han sacado conclusiones sobre el ejercicio y la frecuencia más beneficiosos.

Por ello, consideran que futuros estudios deberían aportar más información sobre los programas de actividad física que más pueden reducir el riesgo de depresión en mujeres para poder recomendarlos a estas mujeres.

Autism risk linked to fever during pregnancy

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Prenatal exposure to maternal fever during the second trimester raised odds of autism spectrum disorder by 40 per cent.

Fever during pregnancy may raise the risk for autism spectrum disorder (ASD), according to a new study published in Molecular Psychiatry. ASD risk was increased by 34 per cent when mothers reported fever at any time during pregnancy, and by 40 per cent in the second trimester. Risk of ASD was increased by over 300 per cent among children of women who reported three or more fevers after the 12th week of pregnancy.

Risks were minimally mitigated when women used acetaminophen for fever in the second trimester. Although there were no cases of ASD when mothers used ibuprofen, the sample was too small to draw conclusions.

Analysis did not indicate an association between risk and maternally-reported symptoms of infection in individual organ systems. An ongoing study is testing blood samples collected at mid-pregnancy and at birth to explore the possible role of specific infectious agents.

“Our results suggest a role for gestational maternal infection and innate immune responses to infection in the onset of at least some cases of autism spectrum disorder,” said first author Mady Hornig, associate professor of epidemiology and director of translational research at Columbia University.

Las mamografías podrían llevar a sobrediagnosticar pequeños tumores de pecho (NEJM)

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El estudio cuestiona el valor de la detección precoz del cáncer de mama.

El estudio cuestiona el valor de la detección precoz del cáncer de mama.

Un análisis de datos de cáncer de mama revela que muchos cánceres de mama pequeños tienen un excelente pronóstico debido a que son de crecimiento lento, según expertos del Yale Comprehensive Cancer Center, en Estados Unidos. A menudo, estos cánceres no crecerán lo suficientemente grandes como para ser significativos dentro de la vida de una paciente y, posteriormente, la detección temprana podría conducir a un sobrediagnóstico, según los investigadores.

Por el contrario, los tumores grandes que causan la mayoría de las muertes por cáncer de mama a menudo crecen tan rápidamente que se convierten en intrusivos antes de que puedan ser detectados por la mamografía de cribado, añaden los autores de este trabajo que cuestiona el valor de la detección precoz del cáncer de mama y cuyos resultados se publican en “New England Journal of Medicine”.

“Nuestro análisis explica cómo la mamografía causa sobrediagnóstico y también por qué no es más eficaz en la mejora de los resultados de nuestros pacientes y, lo que es más importante, cuestiona algunas de nuestras creencias fundamentales sobre el valor de la detección temprana”, afirma el autor principal en el artículo, Donald R. Lannin, profesor de cirugía en la Yale University School of Medicine, Estados Unidos.

El equipo analizó los cánceres de mama invasivos diagnosticados entre 2001 y 2013 en la Surveillance, Epidemiology, and End Results Program (SEER) y los dividió en tres grupos pronósticos basados en factores biológicos: grado, receptor de estrógenos y receptores de progesterona (PR). Las tres categorías biológicas se definieron como favorables, intermedias y desfavorables.

El equipo, que también incluyó a Shiyi Wang, profesora asistente de Epidemiología en la Yale University School of Public Health, utilizó la tasa esperada de sobrediagnóstico del 22% para modelar los tipos de cánceres de mama y rangos de edad de la paciente que probablemente representan la mayoría de los casos de sobrediagnóstico. Los resultados mostraron que la mayoría del sobrediagnóstico se produjo en pacientes mayores con tumores biológicamente favorables de crecimiento lento.

“Hasta ahora, pensamos que el tiempo de espera, o el tiempo hasta que un cáncer se vuelve problemático para una paciente, para la mayoría de los cánceres de mama fue de alrededor de tres o cuatro años. Este documento muestra que los plazos varían ampliamente dependiendo del tipo de tumor. Una gran parte de los cánceres agresivos tienen un plazo de dos años o menos, mientras que otra gran parte de los cánceres de mama crecen tan lentamente que el plazo de ejecución es de entre 15 a 20 años”, explica Lannin.

“Es importante educar a los médicos, los pacientes y al público sobre la naturaleza indolente y de lento crecimiento de algunos cánceres de mama, lo que nos permitirá individualizar las opciones de tratamiento, proporcionar ‘medicina personalizada’ y evitar los principales daños del sobrediagnóstico, que puede resultar en un exceso de tratamiento y la ansiedad y el miedo que causa un diagnóstico de cáncer”, concluye Lannin.

La exposición al plomo o zinc durante el embarazo o a los pocos meses de vida puede aumentar el riesgo de autismo (Nat Commun)

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Los dientes son como discos duros biológicos ya que están constantemente capturando información a medida que crecen, incluso desde el desarrollo prenatal.

La exposición al plomo o zinc durante el embarazo o a los pocos meses de vida puede aumentar el riesgo de desarrollar trastorno del espectro autista (TEA) en los niños, según ha mostrado una investigación liderada por la especialista de la Icahn School of Medicine at Mount Sinai de Nueva York (Estados Unidos), Manish Arora, y publicada en la revista “Nature Communications”.

En el trabajo, los investigadores analizaron los dientes de leche de 16 gemelos y mellizos de Suecia que tenían, al menos, un hermano con TEA. A todos ellos, les compararon con otros 22 gemelos que no contaban con hermanos diagnosticados de esta enfermedad.

“Los dientes son como discos duros biológicos ya que están constantemente capturando información a medida que crecen los dientes, incluso desde el desarrollo prenatal. Por tanto, estudiándolos podemos descubrir lo que experimenta un individuo en el útero y en la infancia”, ha recalcado la investigadora.

En este sentido, los científicos observaron diferencias en la absorción de metales entre gemelos con TEA y sus hermanos sanos en ciertos momentos de desarrollo. Por ejemplo, al final del embarazo y durante los primeros meses de vida, los dientes de los niños con autismo tenían más plomo y menos magnesio o zinc.

Además, la cantidad de metales tóxicos en los dientes a los tres meses era también un indicador del riesgo y de la gravedad del TEA a los 8 o 19 años. No obstante, los investigadores han avisado de que sus resultados no son concluyentes y se necesitan más estudios para comprender los motivos por los que los nutrientes, toxinas ambientales y genes interaccionan y conducen al desarrollo del autismo.