Saúde da mulher. Salud de la mujer

Online abortion service is safe and effective

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A study, published in the BMJ, reports high rates of successful termination with low rates of adverse effects.

An online abortion service can offer an alternative to unsafe methods of pregnancy termination for women in countries where access to safe abortion is restricted. This is the conclusion of a new study published in the BMJ . The study found that women who acquired medical abortion pills through the international non-profit Women on Web (WoW) site reported high rates of successful terminations with low rates of adverse effects.

The findings are based on self-reported outcomes from 1,000 women in Ireland and Northern Ireland. Abortion laws in Ireland are among the most restrictive in the world, with abortion classified as a crime in most circumstances.

The data showed that 95 per cent of abortions were successful. Less than 1 per cent of the women required a blood transfusion, and 3 per cent received antibiotics. Women were able to identify symptoms of potentially serious complications, and almost all sought medical attention when advised.

“Irish and Northern Irish people who access or help others to access this pathway are choosing an option that has similar effectiveness rates to medication abortion performed in a clinic and has lower rates of complications than continuing a pregnancy to delivery,” said lead author Abigail Aiken.

La temperatura del aire exterior, ligada a riesgo de diabetes gestacional (CMAJ)

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El riesgo aumenta con el incremento de la temperatura.

El riesgo aumenta con el incremento de la temperatura.

La temperatura del aire exterior tiene un vínculo directo con el riesgo de diabetes gestacional, con un aumento relativo de entre el 6 y el 9% en el riesgo de diabetes por cada 10 °C de aumento de la temperatura, según un estudio publicado en “Canadian Medical Association Journal”.

“Observamos una relación directa entre la temperatura exterior y el riesgo de diabetes gestacional entre casi 400.000 mujeres que residen en una sola zona urbana en Canadá”, escribe la autora principal, la Dra. Gillian Booth, investigadora en St. Michael’s Hospital y el Institute for Clinical Evaluative Sciences (ICES), en Canadá, con coautores.

“Dentro de esta región geográfica confinada, donde hay grandes fluctuaciones de temperatura entre estaciones, la diferencia absoluta en la tasa de diabetes gestacional fue más del 3% entre las temperaturas más altas y más frías del aire exterior”, añade esta experta.

El estudio examinó 555.911 nacimientos entre 396.828 mujeres que viven en el área metropolitana de Toronto durante un periodo de 12 años (de 2002 a 2014). La edad media de las madres al dar a luz fue de 31 años y casi la mitad de todos los nacimientos fueron para mujeres nacidas fuera de Canadá.

La prevalencia de diabetes gestacional fue del 4,6% entre las mujeres expuestas a temperaturas extremadamente frías (-10 °C o más frío) en el periodo de 30 días antes de hacerse la prueba de diabetes gestacional y aumentó a 7,7% entre las expuestas a temperaturas calientes (24 °C o superior). La Dra. Booth considera que el hallazgo puede parecer contraintuitivo, pero puede explicarse por la ciencia emergente acerca de cómo los seres humanos generan diferentes tipos de grasa.

“Muchos pensarán que, en temperaturas más cálidas, las mujeres están fuera y son más activas, lo que ayudaría a limitar el aumento de peso en el embarazo que predispone a una mujer a la diabetes gestacional –señala Booth–. Sin embargo, se ajusta a un patrón que esperábamos de nuevos estudios que demuestran que la exposición al frío puede mejorar su sensibilidad a la insulina, activando un tipo de grasa protectora llamada tejido adiposo marrón”.

Se observó un efecto similar para cada aumento de 10 °C en la diferencia de temperatura entre dos embarazos consecutivos comparados en la misma mujer. “Al limitar aún más nuestro análisis a gestaciones de la misma mujer, hemos controlado numerosos factores -subraya el codirector del estudio, Joel Ray, investigador en St. Michael’s y el ICES–. Hacer esto nos permitió eliminar factores como la etnicidad, los ingresos, la actividad y los hábitos alimenticios que diferirían entre dos mujeres diferentes”.

“Aunque estudiamos una sola región geográfica, es probable que nuestros hallazgos sean generalizables para otras regiones en Norteamérica y en todo el mundo”, señalan los autores, sugiriendo que, si la asociación entre la temperatura y el riesgo de diabetes gestacional es correcta, podría significar un incremento en el número futuro de casos de diabetes gestacional en todo el mundo a medida que las temperaturas globales continúan subiendo.

“Aunque los cambios en la temperatura de este tamaño pueden conducir a un pequeño aumento relativo en el riesgo de diabetes mellitus gestacional, el número absoluto de mujeres afectadas en Canadá y en otros lugares puede ser sustancial”, concluyen los investigadores. Señalan entre las limitaciones del estudio la falta de datos sobre el índice de masa corporal para la mayoría de las mujeres analizadas y la falta de información sobre el aumento de peso durante el estudio, la actividad física o la dieta.

Novas diretrizes do CDC para a realização da sorologia IgM contra o vírus Zika na gestação

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Janis C. Kelly

No início de maio os Centers for Disease Control and Prevention (CDC) norte-americanos atualizaram as recomendações emitidas em 2016 referentes ao Zika para os médicos que tratam de gestantes assintomáticas com possível exposição ao vírus. A orientação atualizada incorpora novos dados mostrando que a resposta da imunoglobulina M (IgM) contra o vírus pode perdurar por mais de 12 semanas, não sendo, portanto, um sinal confiável de infecção recente. Por outro lado, o resultado positivo do teste de ácido nucleico do vírus Zika (NAT, do inglês Nucleic Acid Test) desaparece com o passar do tempo à medida que os níveis de RNA do vírus diminuem, de modo que o resultado negativo do teste de ácido nucleico não descarta infecção recente.

“Esta mudança está sendo feita porque a orientação dos CDC de testagem do Zika para as gestantes depende, em parte, de um exame imunoenzimático ELISA (dosagem da imunoglobulina M contra o vírus causador da zika) de detecção de anticorpos ou proteínas que o corpo produz para combater a infecção por este vírus”, de acordo com um comunicado à imprensa divulgado pelos CDC. “Novos dados sugerem que a infecção pelo Zika, de modo semelhante a algumas outras infecções por outros flavivírus, pode, em alguns casos, resultar na permanência de anticorpos contra o vírus no corpo durante alguns meses após a infecção. Consequentemente, os resultados destes testes não podem determinar se as mulheres se infectaram antes ou depois de engravidar.

A determinação do momento da infecção é importante porque o risco mais alto para o feto está relacionado com a infecção durante o primeiro trimestre da gestação.

As diretrizes atualizadas alteram as recomendações de testagem das gestantes assintomáticas que possam ter sido expostas ao Zika antes da concepção. As recomendações para testar as gestantes com sintomas sugestivos de infecção por Zika permanecem inalteradas.

“No entanto”, advertem os CDC, “se uma gestante sintomática tiver resultado de IgM positivo e de NAT negativo, e tiver residido em, ou viajado para uma área considerada de risco pelos CDC (Zika Travel Notice ), os profissionais de saúde devem estar cientes de que o resultado positivo da IgM não indica necessariamente infecção recente”.

Cinco etapas para testar gestantes assintomáticas

Os CDC recomendam cinco etapas para a testagem das gestantes assintomáticas com possível exposição ao vírus Zika antes da concepção, incluindo as que viveram na, ou viajam com frequência para (todos os dias ou uma vez por semana) as regiões incluídas nos avisos de viagem dos CDC.

  1. Fazer o rastreamento de todas as gestantes em termos de risco, sintomas e exposição, realizando imediatamente o teste de ácido nucleico para aquelas com sintomas da doença durante a gestação, ou cujo parceiro sexual tenha um resultado positivo para infecção por Zika.
  2. Fazer pelo menos um teste de ácido nucleico para o vírus causador da zika a cada trimestre, a menos que um teste anterior tenha sido positivo.
  3. Se a amniocentese for feita por alguma razão diferente da infecção pelo vírus Zika, considerar também solicitar o teste de ácido nucleico para este vírus nas amostras da amniocentese.
  4. A cada trimestre, orientar as gestantes sobre as limitações dos exames de IgM e do teste de ácido nucleico para a identificação da infecção pelo vírus Zika.
  5. Considerar a realização da sorologia IgM antes da concepção a fim de determinar os níveis iniciais da IgM contra o vírus como parte do aconselhamento anterior à concepção.

A vigência de infecção pelo Zika em uma gestante está associada a aumento do risco para o feto, mas os especialistas dos CDC advertem que as respostas prolongadas da IgM contra o vírus, bem como nas infecções por outros flavivírus, complicam as tentativas de diferenciar as infecções recentes das pregressas nas regiões com transmissão endêmica. O momento da infecção pode ser ainda mais obscuro devido à reação cruzada com outros flavivírus, particularmente o vírus da dengue.

Dados de estudos sobre a infecção pelo vírus causador da zika confirmada por teste de ácido nucleico em pacientes sintomáticos em Porto Rico, onde não existe dengue, encontraram a mediana do tempo até a primeira IgM negativa de 122 dias após o início dos sintomas (intervalo = oito a 210 dias). Os testes teste de ácido nucleico nesses pacientes mostraram a existência de RNA viral em 36% dos pacientes de oito a 15 dias após o início dos sintomas, mas três das cinco gestantes deste estudo tiveram RNA detectável no 46º dia, e uma no 80º dia após o início dos sintomas.

“Nossa orientação faz parte do esforço contínuo de compartilhar dados para ações de saúde pública o mais rápido possível”, disse o Dr. Henry Walke, médico e coordenador ad hoc da iniciativa de resposta ao vírus Zika dos CDC, em um comunicado à imprensa. “À medida que aprendemos mais sobre as limitações dos testes sorológicos, continuaremos atualizando nossas diretrizes para assegurar que os profissionais de saúde tenham as informações mais recentes para aconselhar as pacientes infectadas pelo Zika durante a gestação.

CDC Health Alert Network (HAN) Health Advisory, no. 402. Publicado on-line em 5 de maio de 2017. Diretrizes

Avoid these words when speaking to patients

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Using language with negative emotional content may lead to an increase in the patient’s experience of pain or anxiety.
  • Words such as try, pain, vomit and panic should be avoided with patients unless the patient mentions them first.

That is according to Dr Allan Cyna, an Obstetric and Paediatric Anaesthetist at Adelaide’s Women’s and Children’s Hospital in Australia who, this week, presented new research at the annual scientific meeting of the Australian and New Zealand College of Anaesthetists (ANZCA) on the power of suggestive language.

Dr Cyna explained that patients often go on to experience more pain if it is suggested and emphasised immediately prior to a potentially painful procedure. “Suggestibility increases when patients are highly anxious or distressed. It is also increased in pregnancy and in children,’’ Dr Cyna said.

Dr Cyna said anaesthetists and other medical specialists should talk to patients about why a procedure is being done rather than trying to predict the patient experience.
She added: “Telling patients that there are ways they can improve their comfort after surgery, not only by the use of medications, but also by appreciating that the operation is completed and that everything is settling down as healing and recovery take place, can make the experience after surgery more comfortable.’’

La última evolución de la píldora permite a la mujer tener cuatro reglas al año sin efectos nocivos

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Su composición y dosis hormonal es mucho menos nociva y con muy pocos efectos secundarios.

Su composición y dosis hormonal es mucho menos nociva y con muy pocos efectos secundarios.

Actualmente, más de 100 millones de mujeres en todo el mundo utilizan la píldora anticonceptiva y la evolución de esta ha sido “notable” con los años, tanto que la última se refiere a la posibilidad de que la mujer disminuya a cuatro las reglas por año sin ningún tipo de efecto nocivo, según el ginecólogo y responsable del Servicio de Ginecología y Obstetricia del Hospital de Día Quirónsalud Donostia, Koldo Carbonero.

Otra de las evoluciones está relacionada con su farmacología, es decir, “su composición y dosis hormonal, actualmente, es mucho menos nocivo y con muy pocos efectos secundarios, pues se utilizan fármacos más eficaces y con dosis menores”, ha explicado Carbonero.

“Las dosis hormonales de los anticonceptivos anovulatorios se han reducido sustancialmente, lo que permite prolongar su uso en el tiempo, siempre y cuando la usuaria esté bajo control ginecológico y este sea favorable. No se necesita en principio periodos de descanso. Además, se ha ampliado el límite de edad de las usuarias; hoy en día es frecuente que se utilicen en mujeres mayores de 35 años sin complicaciones”, ha añadido.

Además, la vía de administración de los anticonceptivos también ha evolucionado con el tiempo, pues en principio solo se podía administrar por vía oral y, ahora, puede ser a través de vía vaginal, intramuscular y subcutánea.

Las mujeres suelen empezar a tomar la píldora a partir de los 16/18 años y pueden hacerlo sin problema, siempre que el especialista lo haya pautado y haya un seguimiento por parte de este, y la indicación principal de esta es como método anticonceptivo reversible, así como la regularización del ciclo menstrual y evitar la dismenorrea grave, es decir, el dolor asociado a la menstruación sin causa orgánica.

“La aparición de la anticoncepción hormonal reversible ha supuesto una revolución a todos los niveles, para mí comparable con la aparición de Internet. La posibilidad de que la mujer pueda decidir y gestionar sus embarazos ha producido cambios sociales profundos y ha permitido a las mujeres acercarse a los varones respecto a su proyecto vital”, ha concluido el Dr. Carbonero.

Crianças em casa afetam o sono das mulheres, mas não o dos homens

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Pauline Anderson

Para mulheres, mas não para homens, ter crianças em casa afeta a quantidade de sono obtido. E, quanto mais crianças, mais o sono é afetado.

Coletar informações sobre o que contribui para o sono insuficiente poderia ajudar a focar em abordagens para alcançar o sono ideal, o que por sua vez pode melhorar a saúde em geral, disse a pesquisadora Kelly Sullivan, do Departamento de Epidemiologia e Ciências de Saúde Ambiental, Jiann-Ping Hsu College of Public Health, Georgia Southern University, Statesboro.
“Nosso ‘vai, vai, vai’ nos impele a fazer mais, e mais, e mais, e a influência dos eletrônicos está cronicamente nos privando do sono”, disse Kelly.

Kelly Sullivan, PhD

“Eu queria me concentrar em quais fatores estão associados ao sono insuficiente para descobrir como abordar este assunto da melhor forma e oferecer soluções”.

Os resultados foram divulgados em 26 de fevereiro e apresentados na reunião anual da American Academy of Neurology (AAN) de 2017.

Os pesquisadores usaram dados de 2012 do Behavioral Risk Factor Surveillance System, uma pesquisa telefônica nacional anual realizada pelos Centers for Disease Control and Prevention (CDC).

A pesquisa, que Kelly descreve como “o maior sistema de pesquisa de saúde continuamente conduzido no mundo”, questiona os entrevistados sobre seus comportamentos relacionados à saúde: por exemplo, se realizam triagem do câncer de mama ou de próstata, ou se mantêm uma estratégia para o controle do diabetes.

Estão incluídas na pesquisa perguntas sobre o sono, inclusive quantas horas de sono os entrevistados têm por dia. Os pesquisadores classificaram as respostas como quantidade ideal de sono, definida pela National Sleep Foundation comodormir de sete a nove horas por dia, ou sono insuficiente, quando se dorme menos de seis horas por dia.

Além disso, os entrevistados forneceram informações sobre o número de dias no mês anterior nos quais não se sentiram descansados.

A pesquisa forneceu dados sobre o índice de massa corporal (IMC) dos participantes, idade, raça, escolaridade, estado civil, atividade física, número de filhos em casa, status de emprego, renda e ronco. Os pesquisadores ajustaram os dados para esses preditores e os estratificaram por sexo.

O estudo incluiu informações de 2897 homens e 2908 mulheres.

Em todo o estudo, 23% dos homens relataram menos de sete horas de sono por dia e 77% relataram sete ou mais horas de sono. Entre as mulheres, 21% relataram menos de sete horas e 79%, sete ou mais horas.

Nos homens, o sono mais prolongado estava associado ao ensino superior (P = 0,0002) e ao ronco (P = 0,02). Entre as mulheres, ter filhos estava inversamente associado à duração do sono (P = 0,002), enquanto estar desempregada (P = 0,009) e ter maior renda familiar (P = 0,03) estava associado à maior duração de sono.

Participantes mais jovens

A pesquisa também analisou a quantidade de sono diário entre os participantes mais jovens. Em homens com menos 45 anos, 30% relataram menos de sete horas dormidas e 70% relataram sete ou mais horas, enquanto em mulheres nessa faixa etária, 25% relataram dormir menos de sete horas e 75% relataram sete ou mais horas.

Em mulheres mais jovens, 48% das que tinham crianças relataram ter um sono ótimo, em comparação com 62% das que não tinham filhos.

Analisando os fatores associados ao sono entre os participantes mais jovens, os pesquisadores descobriram que os homens que não completaram o ensino médio foram mais propensos a relatar sono insuficiente em comparação com os participantes com ensino superior completo (odds ratio, OR, 10,00, intervalo de confiança, IC, de 95%, 1,87 – 53,42). O ronco também foi inversamente associado ao sono insuficiente (OR de 0,31, IC de 95%, 0,11-0,87).

“O achado sobre o ronco contradiz o que foi amplamente estabelecido como sendo um fator de risco para o sono ruim”, disse Kelly. Porém, devido às limitações dos dados sobre o ronco – foi autorrelatado e com um n relativamente baixo – provavelmente não é tão relevante, disse ela.

Em mulheres mais jovens, a única variável associada ao sono insuficiente foi ter filhos. Cada criança aumentou as probabilidades em quase 50% (OR de 1,46; IC de 95%, 1,14-1,87).

Kelly disse que não esperava que as crianças fossem o único fator associado ao sono insuficiente em mulheres mais jovens, ou que não haveria “nenhuma associação para os homens”.

“Eu realmente fiquei surpresa pois acreditava que algumas das outras coisas típicas, como emprego, renda ou exercícios, seriam um fator principal” nestas mulheres mais jovens.

Não está claro o que exatamente está causando a disparidade, disse Kelly. “Por mais incrível que sejam o conjunto de dados e a pesquisa, não temos qualquer percepção da dinâmica familiar, o que é uma grande limitação na tentativa de descobrir o significado ou as razões por trás desses achados”.

Pesquisas mostram que o cérebro da mulher é diferente do cérebro do homem, e da mesma forma os ciclos de sono, disse Kelly. Além disso, há diferenças biológicas nas mulheres a serem consideradas, como mudanças hormonais na gravidez, menopausa e ao longo do ciclo menstrual, e as exigências da amamentação, disse ela.

Kelly observou que outros estudos têm mostrado que as mulheres precisam de mais sono do que os homens para se sentirem devidamente descansadas.

Neste estudo, ter filhos em casa foi associado ao sentimento de cansaço entre mulheres mais jovens (P = 0,001). Aquelas com crianças relataram se sentirem cansadas 14 dias em um mês, em comparação com 11 dias para aquelas sem crianças. Novamente, isso não era a realidade para homens mais jovens (P = 0,10).

Kelly ressaltou que as relações dos entrevistados com as crianças no ambiente familiar não ficaram claras. Eles poderiam não ser biologicamente relacionados, ou serem irmãos mais velhos de crianças na casa.

Sono, uma prioridade

Os resultados do estudo destacam a importância de “priorizar o sono”, disse Kelly. Técnicas tradicionais de higiene do sono (como por exemplo, não usar eletrônicos no quarto ou ingerir cafeína antes de dormir) podem ajudar da mesma forma que o controle do estresse.

Os achados do estudo também não foram surpreendentes para o especialista em medicina do sono Dr. Donn Dexter, vice-presidente médico, Northwest Wisconsin Region, Mayo Clinic Health System, Eau Claire; professor assistente, neurologia, Mayo Clinic College of Medicine; e fellow da AAN.

Solicitado a comentar a pesquisa, Dr. Dexter observou que, como as informações vieram de uma pesquisa telefônica, podem não haver dados suficientes para “apoiar qualquer teoria forte” sobre por que as mulheres mais jovens com filhos em casa estão ficando para trás em relação ao sono.

Ele refletiu sobre a própria experiência de ter três filhos pequenos em casa. “Embora eu tentasse ser um pai responsável, acho que a maioria das tarefas em relação a criação das crianças, e certamente as tarefas de levantar à noite para cuidar delas quando estavam doentes, chorando ou com os dentes nascendo, ficaram para minha esposa.” Ele estimou que, quando se tratava de tarefas relacionadas às crianças, a divisão entre ele e a esposa provavelmente estava “perto de 70-30 (%)”.

Ele enfatizou que não fez nenhuma “pesquisa exaustiva” sobre o tema, mas tem a impressão de que, apesar de os gêneros terem um nível maior de igualdade em muitos aspectos, “as tarefas rotineiras e domésticas ainda recaem desproporcionalmente sobre as mulheres”.

Ele questionou o progresso realizado nesta área. “Seria interessante olhar para trás, digamos, para as décadas de 1930 ou 1960 e comparar com o momento atual. Eu me pergunto se haveria alguma diferença.”

Ao comentar os achados sobre o ronco entre os homens, o Dr. Dexter concordou que “você não pode relacionar a qualidade do sono com a quantidade de sono”.

“As pessoas que roncam podem dormir mais horas, mas podem não ter um bom sono, então é preciso ter muito cuidado ao usar o tempo como um marcador de qualidade”.

Reunião anual da American Academy of Neurology (AAN) de 2017. Resumo P3.060. Apresentado em 25 de abril de 2017.

Antibióticos comunes, relacionados con mayor riesgo de aborto espontáneo (CMAJ) Elsevier

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Como los macrólidos, las quinolonas, las tetraciclinas, las sulfonamidas y el metronidazol.

Muchas clases de antibióticos comunes, como los macrólidos, las quinolonas, las tetraciclinas, las sulfonamidas y el metronidazol se asociaron con un mayor riesgo de aborto involuntario durante el embarazo temprano en un nuevo estudio publicado en “Canadian Medical Association Journal”. La eritromicina no se relacionó con un mayor riesgo ni tampoco la nitrofurantoína, a menudo utilizada para tratar infecciones del tracto urinario en mujeres embarazadas.

“Las infecciones son frecuentes durante el embarazo –señala la Dra. Anick Bérard, de la Facultad de Farmacia de la Université de Montréal, en Quebec, Canadá–. Aunque el uso de antibióticos para tratar infecciones se ha relacionado con un menor riesgo de prematuridad y bajo peso al nacer en otros estudios, nuestra investigación muestra que ciertos tipos de antibióticos están aumentando el riesgo de aborto espontáneo, con entre el 60% a dos veces más de riesgo”.

Bérard y su equipo examinaron los datos de ‘Quebec Pregnancy Cohort’ entre 1998 y 2009. Para este estudio, se compararon 8.702 casos, definidos como abortos espontáneos clínicamente detectados, con 87.020 controles; con una edad gestacional promedio en el momento del aborto de 14 semanas de embarazo. Un total de 1.428 (16,4%) casos fueron expuestos a los antibióticos durante el embarazo temprano comparado con 11-018 (12,6%) en los controles.

Los participantes tenían entre 15 y 45 años de edad y estaban cubiertos por el plan de seguro de medicamentos de Quebec. Las mujeres que abortaron tenían más probabilidades de ser mayores, vivir solas y padecer múltiples problemas de salud e infecciones, que se tuvieron en cuenta en los análisis.

Los puntos fuertes del estudio incluyen una gran muestra, información válida sobre recetas e información rutinaria sobre el diagnóstico de aborto espontáneo o procedimientos relacionados. Los autores señalan que la gravedad de la infección podría ser un factor de confusión, es decir, contribuir a la pérdida del embarazo y explicar algunos de los mayores riesgos, aunque ajustaron esta variable en el análisis.

“Dado que el riesgo basal de aborto espontáneo puede ser de hasta un 30%, esto es significativo, pero, no se observó un mayor riesgo para todos los antibióticos, lo cual es tranquilizador para los usuarios, prescriptores y tomadores de decisiones”, afirma el Dr. Bérard. Los autores esperan que estos hallazgos puedan ser útiles para que los responsables de formular políticas que actualicen las pautas para el tratamiento de las infecciones durante el embarazo.