Urología

European doctors back cycling strategy

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Organisations across Europe, including the Standing Committee of European Doctors, have called on the European Commission to develop an EU cycling strategy.

The Standing Committee of European Doctors (CPME) together with the European Public Health Alliance  and a number of other public authorities and business leaders have lent their support to calls for the European Commission to create an EU-wide cycling strategy.

The European Cyclists Federation last week published a series of EU Cycling Strategy Recommendations  to serve as “a source of inspiration” to the Commission to create an “ambitious” strategy.

They say there are a number of economic, environmental, energy and health benefits to encouraging cycling, and claim current levels of cycling in the EU prevent 27,860 premature deaths annually due to the physical activity, with an economic savings of €96.5 billion.

In an open letter to the President of the European Commission, Jean-Claude Juncker, which was co-signed by the CPME, the signatories call for a level-playing field between cycling and other modes of transport. They say introducing an EU Cycling Strategy has the potential to increase cycle use by 50 per cent by 2030, and would represent “a massive investment into the liveability of Europe’s towns and cities, the public health care systems, the climate, and environment as well as for Europe’s businesses”.

La actividad física durante y después del embarazo reduce el riesgo de depresión posparto (Birth)

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Incluso el ejercicio de baja intensidad, como caminar con un carrito de bebé.

Incluso el ejercicio de baja intensidad, como caminar con un carrito de bebé.

Investigadores de la Universidad Castilla-La Mancha (UCLM) en Cuenca han constatado que la actividad física durante y después del embarazo mejora el bienestar psicológico y puede reducir el riesgo de depresión posparto, según los resultados de una revisión de estudios publicada en la revista “Birth”.

De hecho, han visto que incluso el ejercicio de baja intensidad, como caminar con un carrito de bebé, se asocia a menos probabilidades de presentar síntomas depresivos en las madres primerizas.

“Las consecuencias negativas de la depresión posparto no sólo afectan a la madre, sino también al niño, ya que puede sufrir un desarrollo emocional y cognitivo deficiente”, según ha explicado a Reuters Celia Álvarez-Bueno, coautora del estudio.

La depresión posparto es la complicación más común tras la maternidad, ya que afecta de alguna forma u otra a una de cada nueve mujeres, según datos de los Centers for Disease Control and Prevention (CDC) de Estados Unidos, y los síntomas más comunes son ansiedad, inseguridad, irritabilidad, cansancio, sentimiento de culpa, miedo a hacer daño al bebé o rechazo al darle el pecho.

Los síntomas son más frecuentes durante las primeras cuatro semanas después del parto y se considera grave si dura durante más de 15 días, de ahí la importancia de “probar las estrategias más eficaces para prevenir o mitigar este trastorno”, según Álvarez-Bueno.

En su estudio analizaron datos de 12 ensayos controlados realizados entre 1990 y 2016 en los que se evaluó la eficacia del ejercicio durante o después del embarazo, que en total incluyeron a 932 mujeres. En todas ellas se obtuvo información sobre el tipo de ejercicio realizado, su intensidad, duración y frecuencia.

La actividad realizada incluía estiramientos y ejercicios respiración, caminar, actividad aeróbica, pilates o yoga. Y en comparación con las mujeres que no hicieron ejercicio, las que eran más activa obtuvieron puntuaciones más bajas en las pruebas que medían síntomas de depresión posparto. Además, el aparente beneficio se observó incluso en quienes no presentaban depresión posparto.

“Esperábamos que la actividad física pudiera reducir los síntomas de la depresión posparto”, dijo Álvarez-Bueno, sorprendida de que “el ejercicio después del embarazo también redujo la depresión en mujeres sin síntomas diagnosticables.

La mayoría de los programas de intervención duró más de tres meses e incluían entre tres y cinco sesiones de ejercicio por semana, aunque los autores no han sacado conclusiones sobre el ejercicio y la frecuencia más beneficiosos.

Por ello, consideran que futuros estudios deberían aportar más información sobre los programas de actividad física que más pueden reducir el riesgo de depresión en mujeres para poder recomendarlos a estas mujeres.

Passive smoking in childhood linked with risk of rheumatoid arthritis

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Previous chronic diarrhoea is also associated with more than double the risk of rheumatoid arthritis.

Findings from a new study have identified a link between passive smoking in childhood and the risk of rheumatoid arthritis (RA), and an association between a history of chronic diarrhoea and the risk of developing RA, both for the first time.
After analysing data from 70,598 female volunteers born between 1925 and 1950, scientists found passive smoking exposure during childhood increased the association between RA risk and adult active smoking. In smokers who had childhood passive exposure to smoke, the hazard ratio was 1.73 compared with non-smokers not exposed during childhood. In contrast, the hazard ratio was 1.37 in active smokers not exposed to passive smoke during childhood.

In a separate analysis, previous chronic diarrhoea was associated with more than double the risk of RA (hazard ratio of 2.32), while chronic constipation or alternating between diarrhoea and constipation did not impact risk (hazard ratios of 1.16 and 1.07 respectively).

The authors said their findings “perfectly fit with the preclinical scheme of RA, where an external event occurs at an early stage to promote emergence of auto-immunity, followed years after by clinical RA”.

The findings were presented at the Annual European Congress of Rheumatology (EULAR) 2017 this month.

Abiraterona: agora na linha de frente do tratamento para câncer de próstata avançado?

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Kate Johnson

CHICAGO – Novos resultados com uso da abiraterona em primeira linha estão prontos para transformar o tratamento inicial do câncer de próstata avançado “praticamente da noite para o dia”, baseados nos achados dos estudos STAMPEDE e LATITUDE apresentados no congresso anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO) de 2017, de acordo com o Dr. Richard Schinlsky, chief medical officer da ASCO.

“Estes dados impulsionarão a abiraterona para o uso em primeira linha”, previu o Dr. Schilsky. Atualmente, o medicamento é aprovado para uso após a falha da terapia de privação de androgênica (ADT), mas os novos dados mostram benefícios substanciais quando ele é usado precocemente, em combinação com a ADT.

Os achados “devem mudar o paradigma do tratamento” na doença recém-diagnosticada, com a abiraterona substituindo amplamente a quimioterapia no paradigma atual, estimou o Dr. Sumanta Kumar Pal, do City of Hope Comprehensive Cancer Center, em Duarte, Califórnia, outro especialista da ASCO, durante a coletiva de imprensa.

Adicionar abiraterona à ADT atinge a produção de testosterona, que alimenta o câncer de próstata, com um “golpe duplo”. A ADT funciona prevenindo a produção de testosterona nos testículos, mas as glândulas adrenais e as células do câncer de próstata continuam fazendo pequenas quantidades de andrógenos. A abiraterona, um inibidor esteroidal de CYP17A1, interrompe a produção de testosterona em todo o corpo, reduzindo ainda mais os níveis hormonais.

Os dados apresentados no dia 3 de junho do estudo britânico STAMPEDE (resumo LBA5003) em quase 2.000 pacientes mostram que, quando a abiraterona (com prednisolona) foi adicionada à ADT, a taxa de sobrevida em três anos aumentou para 83%, em comparação aos 76% da terapia apenas com ADT.

“Nós acreditamos que este é um dos maiores benefícios de sobrevida já relatados em um estudo de um tumor sólido em adultos”, disse o pesquisador principal Dr. Nicholas James, do Queen Elizabeth Hospital, em Birmingham (Reino Unido).

Os resultados do estudo LATITUDE (resumo LBA3)  em quase 1.200 homens mostram que a abiraterona (mais prednisona) adicionada à ADT mais que dobra a mediana da sobrevida livre de progressão para 33 meses, quando comparada à ADT sozinha, com 14,8 meses. Os resultados completos foram apresentados em 4 de junho durante a sessão plenária, mas foram divulgados no dia anterior à imprensa juntamente com os achados do STAMPEDE, uma vez que os resultados do LATITUDE são confirmatórios.

“O benefício do uso precoce da abiraterona que vimos neste estudo é pelo menos comparável ao benefício da quimioterapia com docetaxel, que foi observado em estudos clínicos anteriores, mas a abiraterona é muito mais fácil de tolerar, com muitos pacientes relatando nenhum efeito colateral”, comentou o principal autor do estudo, Dr. Karim Fizazi, chefe do departamento de medicina contra o câncer no Gustave Roussy, Universidade Paris-Sud, Villejuif (França).

“Estes achados indicam que adicionar a abiraterona (com prednisona) à ADT pode ser potencialmente considerado um novo padrão de cuidado para pacientes recém-diagnosticados com câncer de próstata metastático de alto risco”, acrescentou o Dr. Fizazi.

Os resultados dos dois estudos de fase três foram publicados on-line simultaneamente no New England Journal of Medicine ( STAMPEDE  e LATITUDE. )

Benefício geral na sobrevida

O estudo STAMPEDE foi conduzido em 1.917 homens com câncer de próstata avançado virgens de tratamento hormonal, randomizados para tratamento com abiraterona mais prednisolona juntamente com a ADT, ou a ADT sozinha.

Os resultados mostram uma taxa de sobrevida global (TSG) em três anos “altamente positiva” de 83% vs 76%, correspondendo a uma melhora relativa na sobrevida de 37% (hazard ratio, HR, de 0,63; P = 0,0000012) com a adição da abiraterona, relatou o Dr. James.

Cerca de metade (52%) dos participantes apresentava doença metastática. O benefício na sobrevida foi semelhante na doença metastática e na não metastática, acrescentou.

Além disso, houve uma taxa “muito impressionante” de sobrevida livre de falha em três anos de 75% no grupo de tratamento vs 45% no braço com a terapia padrão, correspondendo a uma melhora relativa de 71% no tempo para falha do tratamento (HR, 0,29).

Os eventos adversos foram “semelhantes aos observados na configuração de recidiva”, observou ele, chamando a atenção para os eventos relacionados aos ossos, para os quais houve redução de 55% no grupo experimental. “Nós acreditamos que isso é extremamente importante para os pacientes, e são ótimas notícias”, disse o Dr. James.

Resultados igualmente impressionantes também foram relatados pelo estudo LATITUDE, que foi apresentado posteriormente no congresso.

Nesse estudo, entre 1.199 pacientes similares – todos com câncer de próstata metastático de alto risco recém-diagnosticado – a adição de abiraterona à ADT resultou em uma taxa de mortalidade 38% menor em comparação à ADT sozinha, após um acompanhamento mediano de 30,4 meses, observou Dr. Fizazi.

No entanto, vários efeitos adversos graves foram observados no grupo com abiraterona, incluindo hipertensão (20% vs 10%), hipocalemia (10,4% vs 1,3%) e anormalidades das enzimas hepáticas (5,5% vs 1,3%).

“É extraordinário ver a semelhança do benefício na sobrevida entre os dois estudos nesta população”, comentou o Dr. Pal.

“A terapia hormonal que usa agentes que suprimem a testosterona e/ou a atividade dela, tem sido o pilar do tratamento do câncer de próstata metastático há décadas”, ele comentou durante a coletiva de imprensa.

“Alguns anos atrás, o paradigma do tratamento para o câncer de próstata foi abalado pelo estudo CHAARTED, que mostrou um benefício na sobrevida associado à adição de quimioterapia à terapia hormonal neste cenário”, ele continuou. Estes novos dados fornecem uma alternativa importante à quimioterapia, mais especificamente o uso da abiraterona.

“Embora seja difícil colocar os dados existentes de quimioterapia e abiraterona lado a lado, à primeira vista, parece que o benefício na sobrevida espelha ou excede o benefício que temos visto com a quimioterapia”, comentou Dr. Pal. “Mas a quimioterapia traz consigo toxicidades significativas, como danos neurais, fadiga e diminuição das contagens sanguíneas com as quais frequentemente é muito difícil lidar. A abiraterona traz níveis iguais ou maiores de eficácia contra o câncer de próstata, com muito menos efeitos colaterais”.

“Esses dados devem remodelar imediatamente nossos algoritmos de tratamento para o câncer de próstata, e a abiraterona com terapia hormonal convencional deve se tornar um novo padrão de tratamento para homens com doença metastática de alto risco”, disse ele.

Outros especialistas também receberam bem os novos dados.

“Os resultados do LATITUDE e do STAMPEDE fornecem informações importantes e que provavelmente mudarão a prática”, comentou o Dr. Thomas Flaig, da University of Colorado School of Medicine, quando contatado pelo Medscape.

“Esses dados são certamente impressionantes e inequívocos e, sem dúvida, contribuirão para a evolução do padrão de tratamento para pacientes com doença metastática”, concordou o Dr. Charles Ryan, de Helen Diller Family Comprehensive Cancer Center, da University of California, emSan Francisco.

“Ao ampliar a duração e a proporção daqueles que se beneficiam da terapia hormonal, o estudo também destaca a necessidade da comunidade científica continuar a abordar os mecanismos de resistência hormonal, que ainda surgiu na maioria dos pacientes”.

Dr. Matthew R. Zibelman, professor-assistente no Departamento de Hematologia e Oncologia do Fox Chase Cancer Center, Filadélfia, Pensilvânia, comentou: “O padrão de cuidado para este grupo de pacientes é atualmente a quimioterapia. O benefício real aqui é que, além da quimioterapia, nos pacientes de maior risco, agora temos uma opção de tratamento oral que pode ter menos toxicidade com benefício similar no longo prazo, em pacientes recém-diagnosticados com câncer de próstata metastático sensível à castração”.

No entanto, Dr. Otis Brawley, chief medical and scientific officer da American Cancer Society, advertiu sobre pular muito rapidamente para as conclusões.

“A terapia hormonal para o câncer de próstata causa doença cardíaca, e há alguns de nós que por muito tempo têm se preocupado que um pouco do declínio na mortalidade do câncer de próstata é, na verdade, uma transferência da causa de morte para a doença cardíaca. Na verdade, isto é mostrado em toda terapia hormonal que vemos em câncer de próstata “, disse ele.

“Para mim, o desafio é perceber que se trata de uma faca de dois gumes. Usarei esses medicamentos para tratar meus pacientes com câncer de próstata, mas serei seletivo. Para pacientes com história de diabetes ou doença arterial coronariana, talvez não. Haverá uma demanda dos pacientes devido às informações maravilhosas que estão sendo ditas – e tenha em mente que estou reconhecendo que algumas dessas informações maravilhosas são realmente maravilhosas, mas nós, como médicos, precisamos ter muito cuidado”.

Congresso anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO) de 2017. Resumo LBA5003 (STAMPEDE) foi apresentado em 3 de junho de 2017. Resumo LBA3 (LATITUDE), apresentado em 4 de junho de 2017.

O estudo STAMPEDE foi financiado por Cancer Research UK, Medical Research Council, e Janssen, com contribuições adicionais de Astellas, Clovis Oncology, Janssen, Novartis, Pfizer e Sanofi-Aventis. Dr. James declarou trabalhar ou ter trabalhado como colaborador ou conselheiro de Sanofi, Bayer, Merck, Astellas, Janssen; trabalha ou trabalhou como porta-voz ou membro de um grupo de porta-vozes para Pierre Fabre, Ferring, Sanofi, Astellas; recebeu honorários de Sanofi, Bayer, OncoGeneX, Janssen, Astellas, Pierre Fabre; e recebeu verba para pesquisa de Janssen, Astellas, Pfizer, Sanofi e Novartis. Dr. Flaig não estave diretamente envolvido em ambos estudos, mas declarou ter trabalhado como pesquisador principal local e recebido verba para pesquisa de Cougar/Janssen para despesas de outros ensaios clínicos com abiraterona.  Dr. Ryan declarou trabalhar ou ter trabalhado como colaborador ou conselheiro e receber ou ter recebido honorários de Janssen.

Uso de pornografia associado a disfunção erétil

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Neil Osterweil

BOSTON — Homens que são obcecados com pornografia e que preferem a masturbação ao intercurso sexual parecem ter risco aumentado de disfunção erétil, sugere um novo estudo feito com militares.

Embora esses resultados precisem de validação, urologistas e outros médicos que tratam homens com disfunção erétil e outras formas de disfunção sexual deveriam perguntar aos pacientes sobre o uso de pornografia, e potencialmente recomendar abstenção, disse o Dr. Matthew Christman, um urologista do Naval Medical Center, em San Diego, Califórnia.

“A última versão do Diagnostic Statistical Manual of Mental Disorders acrescentou o transtorno do jogo pela internet. Estudos demonstraram que a pornografia na internet é mais viciante do que os jogos na internet”, então não parece ser exagero adicionar algo relacionado ao uso de pornografia na internet, disse o Dr. Christman no Encontro Anual de 2017 da American Urological Association (AUA).

Uma pesquisa de vigilância em saúde de 2014, feita com as forças armadas dos EUA, descobriu que as taxas de disfunção erétil mais que dobraram durante a década precedente, de cerca de 6 por 1000 pessoas-ano para cerca de 13 por 1000 pessoas-ano, relatou o Dr. Christman. Esse aumento ocorreu primariamente pelo crescimento da incidência da disfunção erétil psicogênica, mais do que orgânica, e coincidiu com o crescimento da pornografia na internet.

Sites dedicados a vídeos pornográficos foram inicialmente identificados em 2006 “e, logo após, pesquisadores do Kinsey Institute foram o primeiro grupo a realmente identificar o que descreveram como ‘disfunção erétil induzida pela pornografia'”, disse o Dr. Christman.

Vários grupos de pesquisa postularam que o comportamento sexual age no mesmo circuito cerebral que as substâncias viciantes, e que a pornografia na internet é um estímulo particularmente forte para esse circuito. Foi postulado que a pornografia na internet aumenta a sensibilidade para estímulos pornográficos e reduz a sensibilidade para estímulos normais, ele explicou.

 Isso provavelmente não é um choque, mas homens viram mais pornografia que mulheres. Dr. Matthew Christman

Para avaliar se existe correlação entre vício em pornografia e disfunção sexual, o Dr. Christman e o coautor Dr. Jonathan Berger, também do Naval Medical Center, utilizaram uma pesquisa anônima que incluía questões sobre função sexual, preferências e uso de pornografia, assim como questões usuais sobre demografia e história médica. A pesquisa foi oferecida a pacientes entre 20 e 40 anos que consultaram na clínica de urologia.

Um total de 439 homens receberam os questionários, e 314 (71,5%) responderam. No total, 71 mulheres receberam a pesquisa, e 48 (68%) responderam. A maioria de homens e mulheres respondedores eram militares ativos (96,8% e 58%, respectivamente).

Os homens foram avaliados para função sexual com o questionário de 15 itens International Index of Erectile Function, e as mulheres com o Female Sexual Function Index validado. O vício em pornografia foi avaliado por dois instrumentos disponíveis: o Pornography Craving Questionnaire e a Obsessive Passion Scale.

“Isso provavelmente não é um choque, mas homens viram mais pornografia que mulheres”, disse o Dr. Christman.

Dentre homens, 81% relataram ver pornografia no mínimo por algum tempo comparado com 38% das mulheres (P ≤ .001).

Não houve diferenças significativas na duração dos episódios de pornografia, com a maioria de homens e mulheres relatando que utilizaram por 15 minutos ou menos por vez.

As fontes preferidas de pornografia também foram semelhantes para homens em mulheres, com a pornografia na internet em computadores sendo a mais comum, seguida pela pornografia na internet em telefones. As mulheres relataram utilizar livros mais frequentemente que os homens.

No total, 27% dos respondedores masculinos tinham disfunção sexual, definida como uma pontuação no International Index of Erectile Function de 25 ou menos, e 52% das mulheres tinham disfunção sexual, definida como uma pontuação de 26,55 ou menos no Female Sexual Function Index.

Quando avaliaram as correlações entre disfunção erétil e preferências por pornografia em homens, os pesquisadores descobriram que a taxa de disfunção foi a menor entre os 85% dos respondedores que relataram preferir intercurso sexual sem pornografia (22%). A incidência de disfunção aumentou em homens que preferiram intercursos com pornografia (31%), e foi a mais elevada entre homens que preferiam masturbação com pornografia (79%).

O achado foi consistente em todos os cinco domínios de disfunção sexual no questionário: ereção, orgasmo, libido, satisfação com o intercurso e satisfação geral.

Entretanto, não houve correlação significativa entre uso de pornografia e disfunção sexual em mulheres.

Perguntado pelo Medscape se o uso de pornografia por um paciente importava clinicamente, o Dr. Christman respondeu que profissionais de saúde mental em seu centro que trataram pacientes para vício em pornografia observaram resolução da disfunção sexual uma vez que esses pacientes conseguiram cortar o uso da pornografia.

 Acredito que esses pesquisadores estão caracterizando algo que é uma condição clínica real. Dr. Joseph Alukal

“Acredito que esses pesquisadores estão caracterizando algo que é uma condição clínica real”, disse o Dr. Joseph Alukal, diretor de saúde reprodutiva masculina na New York University, em Nova York, e moderador da conferência na qual foram apresentados os dados.

“Essa pesquisa representa o começo da questão de como identificamos essas pessoas e as tratamos”, acrescentou.

“O impacto clínico da disfunção erétil é um problema comum e de grande repercussão, então se isso representa algum subconjunto de pacientes que apresentam esse problema comum e impactante, e podemos tratá-los com uma intervenção simples como ‘você deveria ter o comportamento X’, isso é importante”, disse ele em entrevista ao Medscape.

O Dr. Alukal rotineiramente pergunta a pacientes jovens sobre hábitos de pornografia e masturbação, e pode confirmar que para pacientes com um hábito de pornografia grave, a interrupção pode melhorar a função sexual, disse ele.

O estudo recebeu apoio interno. Os Drs. Christman, Berger, e Alukal declararam não possuir conflitos de interesses relevantes. O Dr. Christman declarou que as visões expressas na apresentação são as dos autores, e não refletem uma política ou posição oficial da Marinha dos EUA, do Departamento de Defesa, ou do governo dos EUA.

Encontro Anual de 2017 da American Urological Association (AUA): Resumos PD44-11 e PD69-12, Apresentado em 12 de maio de 2017.

4 Sinais de que Você pode ter Câncer de Próstata

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4 Sinais de que Você pode ter Câncer de Próstata. Como Evitar essa Doença!
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Você realmente sabe qual é o papel da próstata? Tem 100% de certeza de tudo o que ela faz? Bom, se você se sente inseguro sobre isso, fique tranquilo porque você não está sozinho: de acordo com uma nova pesquisa realizada no Reino Unido, 92% dos homens não sabe para que essa glândula serve e 54% não sabe sequer onde ela está. Aliás, 17% dos homens analisados no estudo sequer sabia que tinha uma.

Pois é: assustador! Então, o que é a próstata e para que ela serve?

Ela é uma pequena glândula (mais ou menos do tamanho de uma noz) que fica em cima da sua bexiga e é vital na produção do sêmen. Infelizmente, muitos homens não realizam exames regulares para verificar se anda tudo certo com ela e, por isso, muitos homens acabam mortos por causa de um câncer de próstata.

Mulheres têm o hábito de visitar a ginecologista pelo menos uma vez por ano. Os homens não visitam o urologista com a mesma frequência e deveriam, já que o Brasil tem 68,8 mil novos casos de câncer próstata por ano, segundo uma pesquisa divulgada no final de 2015.

O professor Roger Kirby, urologista do hospital King Edward WII, reforça: “Se os homens reservassem apenas alguns minutos de seu tempo para ir ao médico e informar qualquer sintoma diferente, os casos de morte por causa do câncer de próstata certamente seriam reduzidos”.
Os homens que se encontram na zona de risco são os acima de 50 anos, obesos ou que tenham algum histórico da doença na família. Pesquisas também apontaram que negros tem maior risco de desenvolverem esse tipo de câncer, por isso devem recorrer aos exames mais cedo, com 45 anos. Homens com propensão genética devem recorrer ao médico já aos 40 anos.

O diagnóstico antecipado é a melhor maneira evitar futuras complicações. Ele deve ser feito periodicamente a partir dos 50 anos de idade através de um exame físico (o toque retal) e exame de sangue PSA.

O medo que muitos homens sentem quanto ao exame físico do câncer de próstata tem sido o principal motivo de campanhas governamentais sobre o assunto. Um exame que dura no máximo 15 segundos é indolor e pode salvar sua vida!

Então, fique ligado nos 4 sinais de que você pode ter câncer de próstata e não tenha medo de marcar um médico!

1. Ir muitas vezes ao banheiro, mas não conseguir urinar direito
Ir ao banheiro muitas vezes no mesmo dia mas não conseguir urinar direito é um sinal de alerta. Se você sente vontade de fazer xixi mas sente dor – mesmo que moderada – ou dificuldade para urinar, é melhor visitar um médico. O câncer pressiona a uretra e, por isso, você fica com a impressão de que precisa fazer mais xixi.

O que fazer para evitar? Para reduzir as chances de desenvolver câncer de próstata, você pode comer 10 porções de casca do tomate por semana. Segundo o professor e especialista Roger Kirby, a substância licopeno presente na casca reduz os riscos de ter a doença em até 20%.

2. Dor nas costas e no quadril
Nem sempre a dor nas costas é um sinal de problema muscular ou envelhecimento: “Se as células da próstata chegarem até os ossos das suas costas e quadril, você vai sentir muita dor”, garante Kirby. Então, se você não bateu a coluna ou agiu de qualquer maneira que pudesse te causar dor muscular, é melhor consultar um urologista.

O que fazer para evitar? Quando os homens ficam mais velhos, é comum consumir pílulas de cálcio para repor o mineral no organismo. Porém, exagerar na dose pode fazer mais mal do que bem. Kirby alerta: “O recomendado é ingerir 1500mg, ir além pode aumentar o risco de câncer em até 300%”.

3. Pernas Inchadas
Se você não engordou nos últimos dias e também não anda fazendo tantos afundos na academia, o problema pode ser sério. Se o câncer se espalha para os seus nódulos linfáticos, pode gerar um bloqueio nesse sistema – uma condição conhecida como Linfedema.

O que fazer para evitar? Coma alimentos com Omega-3. Essa gordura, presente nos peixes, já provou ser eficaz para prevenir o surgimento de células cancerígenas. Comer três porções por semana proporciona uma ação anti-inflamatória no seu corpo e é excelente para evitar este e outros problemas.

4. Formigamento, pontadas e queimação
Não ignore qualquer sensação estranha. Kirby alerta: “Muitos homens acreditam que sintomas como pontadas na próstata são passageiros mas, muitas vezes, essas pontadas podem ser dor neuropática. Ela acontece quando o câncer ataca os nervos dos ossos e os mata”.

O que fazer para evitar? O estresse é muito mais sério do que você pensa. Segundo Kirby, ficar estressado pode mexer com seu sistema imunológico e abrir passagem para o desenvolvimento de células cancerígenas. Então, tente encarar as situações mais chatas da vida de uma maneira mais tranquila, afinal, é melhor levá-la de forma mais leve do que precisar encarar um tratamento contra o câncer.
Além desses 4 sinais, apresentar sangue na urina e ejaculação precoce também são motivos de preocupação.

Compartilhe essas informações! Você poderá salvar vidas!

 

 

Câncer de Bexiga: Quando suspeitar da doença?

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Câncer de Bexiga: Quando suspeitar da doença? (Conduta médica em Urologia)

Quadro inicial: O sintoma mais comum é hematuria, que normalmente é intermitente, indolor e presente em toda micção. Hematuria indolor (macro ou microscópica), embora os sintomas irritativos miccionais (frequência, urgência, disuria) possam ser a manifestação inicial. Em alguns pacientes, as metástases darão os sintomas iniciais.

Hematuria macroscópica: O padrão de hematuria pode sugerir seu sítio de origem:
• Hematuria ocorrendo principalmente no início de micção sugere causa uretral;
• Hematuria terminal com sangue que aparece ao final do esvaziamento, em geral, tem origem a partir do colo da bexiga ou uretra prostática;
• Hematuria ocorrendo em toda a micção pode ter origem em qualquer parte do trato urinário, incluindo bexiga, ureteres e rins.

Dor: A dor associada com câncer de bexiga é geralmente o resultado de tumores localmente avançados ou metastáticos:
• Dor lombar pode resultar de uma obstrução do ureter pelo tumor em qualquer nível (bexiga, ureter retroperitoneal ou pelve renal).
• Apesar da obstrução ser geralmente associada com doença musculoinvasiva, grandes tumores não invasivos no orifício ureteral podem também causar sintomas.
• A dor é semelhante aquela experimentada com a passagem de cálculos urinários e pode ou não ser associada com hematuria.
• Dor suprapúbica é geralmente um sinal de tumor localmente avançado, que invade a região perivesical, tecidos e nervos, ou obstrui a saída da bexiga, causando retenção urinária.
• Dor hipogástrica, retal e perineal podem ser sinais de doença invadindo a fossa do obturador, gordura perirretal, nervos pré-sacrais ou o diafragma urogenital.
• Dor abdominal no quadrante superior direito pode sinalizar acometimento de nódulos linfáticos abdominais ou metástases hepáticas.
• Dor óssea pode indicar a presença de metástases ósseas.
• Dor de cabeça significativa e persistente ou função cognitiva desordenada pode sugerir a presença de metástases intracranianas ou meníngeas.

Sintomas miccionais: Sintomas de esvaziamento são mais comuns em pacientes com carcinoma in situ (CIS) da bexiga e pode resultar de uma diminuição na capacidade funcional da bexiga, hiperatividade do detrusor, invasão do trígono vesical ou obstrução do colo da bexiga ou uretra:
• Sintomas miccionais irritativos (poliuria, urgência, disuria ou incontinência) ocorrem em aproximadamente 1/3 dos pacientes.
• Disuria, frequência e urgência em particular é altamente sugestivo de carcinoma in situ de bexiga.

Sintomas constitucionais: Fadiga, perda de peso, anorexia são geralmente sinais de doença avançada ou metastática e denotam um mau prognóstico.
• Em casos raros, os pacientes podem ter sintomas constitucionais devido à insuficiência renal causada pela obstrução ureteral bilateral.

Exame físico: Deve ser realizado em pacientes com câncer de bexiga, incluindo um exame de toque retal em homens e um exame bimanual da vagina e do reto em mulheres.
• Massa pélvica pode ser palpada em casos avançados.
• Endurecimento da próstata às vezes pode ser sentido no exame de toque retal, se o câncer de bexiga envolve o colo da bexiga e a próstata.
• Adenopatia inguinal pode estar presente, embora a região inguinal não seja um local comum de metástases.
• Nodularidade na região periumbilical pode ser vista nas lesões avançadas envolvendo a cúpula da bexiga, frequentemente no câncer de úraco, que normalmente são adenocarcinomas e não tumores uroteliais.

#Este conteúdo foi desenvolvido por médicos, com objetivo de orientar médicos, estudantes de medicina e profissionais de saúde em seu dia-a-dia profissional. Ele não deve ser utilizado por pessoas que não estejam nestes grupos citados, bem como suas condutas servem como orientações para tomadas de decisão por escolha médica.