Urología

#Genes que causam #câncer de mama podem originar o #câncer de próstata

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médico atendendo mulher com câncer de mama

 

A medicina ainda não sabe a causa do câncer de próstata, mas analisar alguns fatores de risco podem nos ensinar como esses fatores podem fazer com que as células da próstata se transformem em células cancerígenas.

Como sabemos, o câncer de próstata é causado por alterações no DNA de uma célula prostática normal. E essas alterações no DNA podem ser herdadas dos pais ou adquiridas durante a vida de uma pessoa.

“Mulheres portadoras dos genes BRCA 1 e 2 podem transmiti-los às suas filhas e também aos filhos. A presença deste gene é fator de risco para o câncer de mama e para o de próstata”, ressalta o urologista Sandro Faria, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e especialista em Cirurgia Robótica.

Outra estatística importante é que mulheres que apresentam mutação nos genes BRCA1 e BRCA2 apresentam 85% de chances de desenvolver câncer de mama. Já homens que têm a mesma mutação, têm 10% a mais de probabilidade de ter câncer de próstata.

Descobertas recentes da medicina sobre o câncer

Nos últimos anos, os cientistas descobriram várias mutações que podem contribuir para o risco de uma pessoa desenvolver certos tipos de câncer, incluindo câncer de mama, ovário, colo retal e próstata, além de outros tipos menos comuns de câncer.

O médico conta que as pesquisas realizadas no Memorial Sloan Kettering, instituição de pesquisa e tratamento de câncer de Nova York, nos Estados Unidos, mostram que até 15% dos pacientes com câncer de próstata diagnosticado possuem fator genético envolvido.

 

Sandro Faria observa que, no caso do câncer de próstata, existem mais de 40 genes conhecidos envolvidos com a doença. “Por isso, não há ainda um padrão definido para indicar cirurgia preventiva da próstata, como fez a atriz Angelina Jolie em relação ao gene que provoca o câncer de mama. Os genes BRCA são apenas dois destes 40, apesar de serem os mais frequentes encontrados”.

Testes genéticos já estão disponíveis para alguns tipos de câncer hereditário em países mais desenvolvidos. E com essa realidade, o conhecimento atual sobre o perfil genético das doenças oncológicas permitem não apenas ter novas informações, mas prometem ser a plataforma futura de novos tratamentos.

“Não está tão longe assim o cenário em que as cirurgias serão substituídas por tratamentos geneticamente direcionados e o desenvolvimento de medicamentos para o controle de doenças crônicas por terapias genéticas”, prevê Sandro Faria.

Mais sobre câncer de próstata

Além do histórico familiar, os outros fatores que causam o câncer de próstata são obesidade, sedentarismo, alimentos embutidos, enlatados e excesso de gordura saturada na dieta.

No estágio inicial, o câncer de próstata costuma avançar de forma lenta e quase sempre assintomática. Os sinais clínicos, em geral, surgem em uma fase mais avançada da doença, onde o crescimento do tumor pode provocar complicações locais e também fora da próstata.

 

O Brasil vai somar cerca de 60 mil novos casos de câncer de mama até o final de 2019, número que corresponde a 28% de todos os diagnósticos da condição registrada no país, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

O câncer de próstata é a segunda principal causa de morte por câncer em homens, seguido apenas pelo câncer de pulmão. A cada 41 homens, pelo menos 1 morrerá de câncer de próstata.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

 

Referências bibliográficas:

#Câncer de testículo é o tumor mais comum entre adolescentes e jovens

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homem em consulta diagnosticado com câncer de testículo

 

câncer de testículo é a neoplasia mais comum em homens entre 20 e 40 anos, correspondendo a 5% do total de casos de câncer nos homens brasileiros, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Apesar de raro, esse índice preocupa as autoridades de saúde porque a maior incidência é em homens em idade produtiva – entre 15 e 50 anos. Nessa fase, há chance de ser confundido, ou até mesmo mascarado, por orquiepididimites, que são geralmente transmitidas sexualmente.

De acordo com estimativas da American Cancer Society para o câncer de testículos na população americana para 2019, 9.560 novos casos de câncer testicular serão diagnosticados até o final deste ano, com cerca de 410 óbitos.

A taxa de incidência de câncer testicular vem aumentando nos Estados Unidos há várias décadas. O aumento ocorre principalmente em seminomas. Os especialistas não conseguiram encontrar razões para isso. Ultimamente, a taxa de aumento foi reduzida.

 

Câncer de testículo: diagnóstico, fatores de risco e tratamento

“A idade média no momento do diagnóstico do câncer de testículo é de 33 anos. Essa é uma doença em homens jovens e de meia idade, mas cerca de 6% dos casos ocorrem em crianças e adolescentes e cerca de 8% ocorrem em homens acima de 55 anos”, afirma o urologista Marco Aurélio Lipay, membro Correspondente da Associação Americana e Latino Americano de Urologia e autor do livro “Genética Oncológica Aplicada à Urologia”.

O urologista explica ainda que, como o câncer testicular geralmente pode ser tratado com sucesso, o risco de morte ao longo da vida é muito baixo: cerca de um em 5 mil pessoas.

Uma das principais características desse tipo de câncer é o seu crescimento rápido, com alto poder de metástase. Entretanto, quando diagnosticado precocemente as chances de cura são elevadas.

“Os fatores de risco que aumentam a probabilidade de neoplasia testicular são criptorquidia, antecedentes pessoais, histórico familiar de câncer testicular, síndrome de Klinefelter e o carcinoma in situ testicular”, aponta Marco Aurélio Lipay.

 

Na maioria das vezes, o primeiro sintoma que deve chamar a atenção do paciente é a simples identificação de um nódulo indolor, endurecido e de crescimento rápido.

Os médicos devem ficar atentos, pois esse tumor pode simular outras doenças que causam dor e o aumento de volume dos testículos, como orquite, epididimite, hidrocele, varicocele, cistos, hematomas e até hérnias.

“Um sinal raro do câncer de testículo é a ginecomastia, pois certos tipos de tumores de linhagem germinativa secretam altos níveis do hormônio gonadotrofina coriônica humana (HCG), que estimula o desenvolvimento das mamas”, alerta o urologista.

Em casos de doença detectada já em estado avançado, o paciente pode apresentar emagrecimento, dores em vários locais do corpo ou desconforto respiratório devido ao comprometimento tumoral de outros órgãos.

Segundo o especialista, o tratamento multidisciplinar pode ser necessário, mas a cirurgia constitui o primeiro passo no tratamento que, em muitas vezes, pode curar o paciente.

 

“A cirurgia ocorre por uma orquiectomia inguinal radical. Os tratamentos complementares podem ser indicados, depois da análise do tipo de célula cancerígena encontrada, da extensão tumoral e da presença ou não de metástase, que será avaliado por tomografia computadorizada. Mas, diante da possibilidade de tratamento complementar é fundamental orientar o paciente com o objetivo de preservar os seus espermatozoides”, conclui Marco Aurélio Lipay.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências bibliográficas:

#Bactéria multirresistente é detectada fora de hospitais brasileiros

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A bactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase foi encontrada na urina de 48 pessoas diagnosticadas com infecção urinária

 

A bactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) foi encontrada na urina de 48 pessoas diagnosticadas com infecção urinária em 2013. Os testes foram feitos em uma rede de laboratórios na região de Ribeirão Preto, em São Paulo.

Este é o primeiro estudo a identificar a bactéria em pacientes brasileiros não hospitalizados. Os resultados foram publicados no periódico Journal of Global Antimicrobial Resistance, em setembro deste ano.

Entre as 48 amostras, 60,4% (29) tinham bactérias não suscetíveis a três ou mais classes de antimicrobianos. No grupo, foram encontrados também diferentes “genes de virulência”.

Os altos índices de resistência a antibióticos e genes de resistência e virulência surpreenderam os autores da publicação. Em entrevista a BBC News Brasil, André Pitondo da Silva, coautor do estudo e professor de Microbiologia e Pesquisador da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), afirmou ser necessário a realização de mais estudos para avaliar se esse quadro não está restrito apenas na região de Ribeirão Preto.

“É fundamental ter certeza de que não há uma epidemia ou algo que possa se alastrar por contágio direto. O alerta maior é que é preciso controle na saída de pacientes infectados dos hospitais e que não haja uso indiscriminado antibióticos”, disse André Pitondo da Silva.

 

Klebsiella pneumoniae: bactéria oportunista

Klebsiella pneumoniae está classificada em listas nacionais e internacionais como um dos microrganismos mais perigosos pelo alto nível da sua resistência a antibióticos e capacidade de causar infecções hospitalares.

Esse microrganismo foi o que mais causou infecções sanguíneas em pacientes adultos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) no Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 2017.

Klebsiella pneumoniae pode viver “esquecida” na flora intestinal de um indivíduo por anos e nunca causar problemas. Porém, pode começar a agir diante de uma queda na imunidade, uma doença, ou mesmo com o envelhecimento natural, causando infecções pulmonares, infecções urinárias que podem se agravar para uma pielonefrite, pneumonia e até uma sepse, com risco de óbito.

Nos hospitais, a sua propagação acontece principalmente no contato com fluidos do paciente infectado, através do uso de sondas e cateteres. As pias localizadas próximas aos banheiros dos pacientes nos quartos dos hospitais também podem ser reservatórios para a bactéria multirresistente, aumentando o risco de transmissão de germes, de acordo com uma nova pesquisa publicada no American Journal of Infection Control (AJIC).

Perguntas sem resposta

Há algumas perguntas sem resposta no estudo do caso de Ribeirão Preto, reconhecidas pelos seus próprios autores.

O histórico de saúde dos 48 pacientes é uma delas, já que não havia prontuários médicos disponíveis. Assim, não há como saber o quão frequente ou recente foi a presença dessas pessoas em hospitais. A hipótese dos autores é que os pacientes tenham sido hospitalizados anteriormente, quando podem ter sido colonizados pelas bactérias.

Sobre a data das amostras, o pesquisador afirmou acreditar que, se fosse realizado um estudo semelhante hoje, o quadro não seria muito diferente. O intervalo de alguns anos entre a amostra e a publicação recente se explica pelo fato da demanda de tempo para realização de experimentos, pelo preço e a ainda a acessibilidade de alguns equipamentos e análises laboratoriais.

O estudo realizado em Ribeirão Preto faz parte de um projeto maior, coordenado por André Pitondo da Silva e com parcerias internacionais, que pretende estudar bactérias de origem hospitalar de cinco regiões do Brasil (Londrina, Brasília, Teresina, Manaus e Ribeirão Preto) e de países de cinco continentes (Nova Zelândia, Canadá, Holanda, África do Sul e Índia).

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências bibliográficas:

#Bacteriúria assintomática: tratamento antibiótico é eficaz?

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bacteriúria assintomática

 

Bacteriúria assintomática, definida como a presença de bactérias na urina em contagem significativa, mas sem sintomas urinários, é uma condição frequente na prática clínica, tanto em pacientes internados em CTI, quanto em pacientes de enfermaria.

Apesar de raramente haver indicação, o tratamento de bacteriúria assintomática é comum. Entretanto, em pacientes ambulatoriais, o uso de antibióticos nesse contexto não está associado a melhores desfechos, exceto em gestantes ou pacientes que irão ser submetidos a procedimentos urológicos. Além disso, a administração inadequada de antimicrobianos pode resultar em eventos adversos, aumento na pressão de resistência bacteriana e infecção por Clostridium difficile.

Um estudo realizado em 46 hospitais de Michigan, nos EUA, incluindo hospitais de pequeno e grande porte, procurou avaliar fatores associados ao tratamento inadequado de bacteriúria assintomática e avaliar os desfechos clínicos associados. Foram analisados dados retrospectivos de pacientes que apresentaram urinocultura positiva durante o período de hospitalização. Foram excluídos pacientes com menos de 18 anos, gestantes, que apresentavam alterações anatômicas do trato urinário, dispositivos urinários ou que se submeteram a procedimento urológico durante a internação, que foram admitidos em UTI três dias antes ou depois da urinocultura positiva, os com perda de seguimento, imunossuprimidos ou que possuíam infecção concomitante.

Pacientes com urinocultura positiva e sem registro de sinais ou sintomas definidores de infecção do trato urinário (disúria, urgência urinária, dor suprapúbica, febre, dor costovertebral, hematúria ou disreflexia autonômica ou aumento de espasticidade em pacientes com lesão de medula vertebral) foram classificados como tendo bacteriúria assintomática. No caso de pacientes com alteração do nível de consciência, em que seria difícil avaliar a presença dos sintomas mencionados, considerou-se como bacteriúria assintomática os casos de urinocultura positiva sem registro de sinais sistêmicos sugestivos de infecção.

Dos 7252 pacientes com urinocultura positiva identificados, 2772 (38,2%) foram classificados como tendo bacteriúria assintomática. Destes, 2733 possuíam registros completos de tratamento, dos quais 82,7% receberam antibióticos por uma média de sete dias. A maioria foi tratada por pelo menos três dias. Ceftriaxone foi o antibiótico mais usado como tratamento empírico e fluoroquinolonas, os mais prescritos na alta. Em 1565 casos (57,3%) havia registro da indicação de urinocultura, sendo a presença de anormalidades em exames de urina (EAS) a mais comum. Como fatores associados à indicação de tratamento, os autores identificaram idade avançada, alteração aguda do estado de consciência, demência, incontinência urinária, bacteriúria por Escherichia coli, contagens mais altas de bactérias na urina e leucocitose.

Tratar ou não tratar a bacteriúria assintomática?

Não houve diferença de mortalidade, número de readmissões, procura por serviços de emergência ou desenvolvimento de infecção por C. difficile entre os pacientes com bacteriúria assintomática que receberam antibióticos e os que não receberam. Entretanto, a média de dias de hospitalização foi 37% maior nos pacientes que receberam tratamento.

Os autores ressaltam que alterações em exames de urina ou uma urinocultura positiva não definem a presença de infecção do trato urinário e nem representam a necessidade de antibioticoterapia. Enquanto um exame de urina normal, especialmente sem piúria, fale contra a presença de infecção urinária, um exame alterado não é capaz de estabelecer esse diagnóstico, uma vez que apresenta baixo valor preditivo positivo.

Os resultados encontrados apoiam as recomendações dos últimos guidelines internacionais, que contraindicam o tratamento de bacteriúria assintomática na maior parte das situações. Além disso, sugerem possível malefício, uma vez que o tratamento esteve associado a mais dias de hospitalização.

 

Autor:

Isabel Cristina Melo Mendes
Isabel Cristina Melo Mendes

Residente de Infectologia no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho – UFRJ ⦁ Graduação em Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro

Recomendação de leitura:

  • Schulz L, Hoffman RJ, Pothof J, Fox B. Top Ten Myths Regarding the Diagnosis and Treatment of Urinary Tract Infections. J Emerg Med. 2016;51(1):25-30.

Referência bibliográfica:

  • Petty LA, et al. Risk Factors and Outcomes Associated With Treatment of Asymptomatic Bacteriuria in Hospitalized Patients. JAMA Internal Medicine. 2019

#NFL Concussions Linked to #Low Testosterone, #Erectile Dysfunction

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Self-reported concussion symptoms in former US professional football players are linked to a greater likelihood of low testosterone levels and erectile dysfunction (ED), new research suggests.

A large, retrospective study showed that approximately 1 in 5 former National Football League (NFL) players who experienced concussive symptoms reported low testosterone levels, or 18% of 3409 individuals assessed. Another 23% of the participants reported ED.

For the first time, findings also showed a dose-response relationship linking a history of more concussive symptoms with a greater risk for these long-term outcomes.

“Clinicians treating patients with head trauma, including but not only football players, should inquire proactively about symptoms of ED and low testosterone,” senior author Andrea L. Roberts, PhD, research scientist in the Department of Environmental Health, Harvard T. H. Chan School of Public Health, Boston, Massachusetts, told Medscape Medical News.

“Our findings also suggest that it may be important for clinicians to assess patients with concussion history for the presence of neurohormonal changes,” Roberts added. “Prompt evaluation of ED is critical because it can signal the presence of other conditions, including heart disease and diabetes.”

The study was published online August 26 in JAMA.

Dearth of Large Studies

“Very few prior studies have linked concussion with ED or low T,” Roberts said. In addition, existing studies are relatively small, evaluate boxers or soldiers, and focus on patients admitted to clinics, she added.

One notable exception is a study that compared ED rates after traumatic brain injury (TBI) in 73,000 clinical patients and 21,800 control persons. Greater TBI severity was associated with higher risk for ED over 10 years.

“However, this study focused only on medically evaluated single head injuries, rendering results less applicable to often underdiagnosed sports-related head traumas,” the current investigators write.

To learn more, they contacted participants in the Football Players’ Health Study, which recruited men who played for the NFL after 1960. The researchers analyzed responses to questionnaires from 3506 of these former players received as of March 2017.

The mean age of the participants was 53 years, and the mean number of football seasons played was almost seven.

The investigators quantified self-reported concussion symptoms, including headaches, nausea, dizziness, and loss of consciousness, into none, 2 to 5 times, 6 to 10 times, or 11 or more times for each symptom. Participants were classified as having a history of low testosterone and/or ED if they answered yes to the question, “Has a medical provider ever recommended or prescribed medicine for: (1) low testosterone or (2) ED?”

Significant Link

A total of 611 former players (18%) reported indicators of low testosterone. Another 755 respondents (23%) reported indicators of ED. An additional 335 (10%) experienced both low testosterone and ED.

The investigators also assessed current medication use and found that 40% of the former players in the low testosterone group were currently taking medication, as were 50% of those in the ED group.

Interestingly, a dose-response relationship emerged in which the greater number of reported concussion symptoms aligned with greater indicators of low testosterone and ED.

After adjusting for age and race, the researchers linked a greater number of symptoms to a statistically significant increased likelihood for low testosterone (odds ratio [OR], 3.49; 95% confidence level [CI], 2.68 – 4.56). They found a similar association with ED (OR, 2.41; 95% CI, 1.87 – 3.11).

“Even men at the lower end of concussion exposure had increased risk of these outcomes, but risk grew with each increase in concussions,” Roberts said.

With regard to comorbidities, models that adjusted for race and age indicators showed that low testosterone levels and ED were significantly associated with hypertension, high cholesterol levels, diabetes, heart conditions, prescription pain medication, reproductive cancer, sleep apnea, obesity, and mood disorders.

The Bigger Picture

“To our knowledge, this is the first large study to examine low testosterone levels and ED, albeit indirectly, in a nonclinical population with a high prevalence of repeated injuries,” the investigators write.

The research adds to what is known about the long-term effects of NFL-related concussions, they note.

“Most studies have short follow-ups of only 1 year or less after the concussion. So, we don’t know whether these conditions persist or whether they resolve,” Roberts said.

In the current research, concussion remained linked with ED and low testosterone in men who had last played more than 20 years ago. “These findings suggest this is a very long-term issue,” she added.

In addition, “risk of ED increases with age, raising the question of whether concussions are only associated with ED as men age. But we found the same risk in men younger than 50 as in older men, suggesting that young men may experience ED and low T subsequent to concussions,” Roberts said.

“Replication of our findings among nonprofessional football players and in the general population is a critical next step,” the researchers write.

“It’s very important to better understand the relation between concussion and ED and low T among high school and college football players, since many more people play the sport at those levels, and in the general population as well,” Roberts said.

“In addition, we need to study potential hormonal and sexual effects of concussion on girls and women,” she noted.

Reminder for Clinicians

Asked to comment by Medscape Medical News, Randolph W. Evans, MD, clinical professor of neurology at Baylor College of Medicine, Houston, Texas, who is a member of the advisory board for Medscape Neurology, said the findings are consistent with prior studies “showing pituitary dysfunction due to sports related concussion.”

He cited as an example a June 2019 study that linked pituitary dysfunction to sports-related TBI.

“I concur with the authors that it is important to query susceptible patients and do pituitary testing in symptomatic individuals,” said Evans, who was not involved with the current research.

The study is “very interesting,” Razib Khaund, MD, director of sports medicine at Care New England Health Systems and clinical assistant professor of medicine at the Alpert Medical School at Brown University, Providence, Rhode Island, told Medscape Medical News when also asked to comment.

“The article highlights the importance of concussion and in particular repetitive concussions on general health,” he said.

“The premise of the article is very interesting and not unreasonable. It serves as a reminder for clinicians who care for patients with history of concussion to be wary of possible far-reaching implications on general health,” Khaund added.

The study was funded by the Sidney R. Baer Jr Foundation, the National Science Foundation, DARPA, the Football Players Health Study at Harvard University, Harvard Catalyst/the Harvard Clinical and Translational Science Center, the NFL Players Association (NFLPA), and grants from the National Institutes of Health. Roberts reported receiving grants from the NFLPA during the conduct of the study. Evans was an examiner as part of the NFL concussion settlement from May 2017 to June 2018 and evaluated 395 retired NFL players. Khaund has reported no relevant financial relationships.

JAMA Neurol. Published online August 26, 2019. Full article

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#Diagnóstico diferencial das #úlceras genitais

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urologia

Define-se como úlcera a perda completa da cobertura epidérmica com invasão para a derme subjacente. As úlceras genitais estão frequentemente associadas à infeções sexualmente transmissíveis (IST’s) na população sexualmente ativa. Mas podem também estar associadas a infecções inespecíficas por fungo, vírus ou bactérias.

Com o aumento da incidência de IST’s na última década, torna-se necessário o conhecimento das principais doenças que cursam com úlcera genital. Com o objetivo de que o diagnóstico diferencial seja realizado durante o atendimento a essas pacientes.

Quais são essas infecções?

As infecções mais comuns a serem abordadas neste artigo são: herpes genital, cancro mole, sífilis (ou cancro duro), linfogranuloma venéreo e donovanose. Para realizar o diagnóstico diferencial correto precisamos responder às seguintes perguntas:

  1. As úlceras são únicas ou múltiplas?
  2. São dolorosas ou indolores?
  3. Existe adenopatia com fistulização?

Antes de responder a essas perguntas, vamos revisar as principais características de cada infecção:

Herpes Genital

O herpes genital é a doença ulcerosa genital de maior prevalência, além de ser uma infecção crônica. É causado pelo herpes simplex vírus (HSV). O tipo 1 é mais frequente em lesões orais e o tipo 2 mais frequente em lesões genitais, embora ambos os tipos possam causar lesões em ambos os locais. O vírus infecta células epidermais, formando eritema e pápulas na mucosa. Com a morte celular e a lise da parece celular, formam-se bolhas, que se rompem e levam, em regra, à úlcera dolorosa.

Essas lesões, então, cicatrizam e formam crostas. Assim, as três fases das lesões são vesículas, úlceras e crostas. Após a infecção genital, o HSV ascende pelos nervos periféricos sensoriais, penetra nos núcleos das células dos gânglios sensitivos e entra em um estado de latência. A ocorrência de infecção do gânglio sensitivo não é reduzida por qualquer medida terapêutica, o que resulta em recorrência das lesões. O diagnóstico clínico, então, é realizado pela presença de múltiplas vesículas e/ou úlceras, dolorosas, com fundo limpo, podendo estar associadas a adenopatia inguinal dolorosa que não fistuliza. O tratamento é realizado com Aciclovir 400 mg três vezes ao dia por 7 a 10 dias na priminfecção e por 5 dias nas recorrências.

Cancro Mole

O cancro mole é uma infecção causada pela bactéria Haemophilus ducreyi. As lesões são dolorosas, únicas ou múltiplas, com fundo sujo, podendo estar associadas a adenopatia inguinal que fistuliza por um único orifício. O tratamento é realizado com Azitromicina 1 grama em dose única. Deve-se convocar e tratar o parceiro, além de avaliar necessidade de drenagem da adenopatia fistulizante.

Sífilis

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela espiroqueta Treponema pallidum. É divida em:

  1. Sífilis primária, ou cancro duro: ocorre após contato sexual com indivíduo infectado, em um período de incubação de 10 a 90 dias;
  2. Sífilis secundária: associada a bacteremia que se desenvolve entre 6 semanas e 6 meses após o surgimento do cancro;
  3. Sífilis latente: se caracteriza por sororreatividade sem evidências de doença primaria, secundaria ou terciaria;
  4. Sífilis terciária: pode surgir até 20 anos após a latência e se caracteriza por envolvimento cardiovascular, do sistema nervoso central e do sistema musculoesquelético.

 

A sífilis que causa lesão genital é a primária, que se caracteriza por uma úlcera única, indolor, de bordas elevadas e que se cicatriza espontaneamente mesmo sem tratamento. Pelo seu caráter indolor, muitas vezes, as pacientes não percebem tal lesão, resultando na evolução da doença para fase secundária e/ou latente. O diagnóstico é feito por testes treponêmicos (FTA-ABS) e não treponêmicos (VDRL). O tratamento da sífilis primária é realizado com Peniciliza benzatina 2,4 milhões de UI em dose única.

Linfogranuloma Venéreo

O linfogranuloma venéreo é uma infecção causada pela Chlamydia trachomatis sorotipos L1, L2 e L3. A manifestação mais comum é a adenopatia dolorosa que fistuliza em múltiplos orifícios (“bico de regador”). As lesões genitais, geralmente, passam despercebidas, por serem pápulas ou úlceras indolores que desaparecem sem sequelas antes da disseminação linfática. O tratamento é realizado com Doxiciclina 100 mg duas vezes ao dia por 21 dias.

Donovanose

Por último, a Donovanose, ou Granuloma Inguinal, é uma infecção crônica e progressiva causada pela bactéria Klebsiella granulomatis. É pouco frequente e inicia-se com ulceração de borda plana e delimitada, mas evoluem lenta e progressivamente, tornando-se vegetantes ou ulcerovegetantes.

As lesões costumam ser múltiplas, sendo frequente a configuração “em espelho”. Não ocorre adenopatia, mas raramente podem-se formar pseudobubões na região inguinal. Sem tratamento, as lesões podem deformar o local acometido. O tratamento é realizado com Doxiciclina 100 mg duas vezes ao dia por 21 dias ou até sumir a lesão.

Diagnóstico das lesões

Diante de tantas infecções diferentes e tão díspares entre si, o diagnóstico diferencial torna-se um desafio. A fim de se tentar realiza-lo corretamente, precisamos responder às 3 perguntas citadas no início do artigo. São elas:

  • As lesões são únicas ou múltiplas? Se únicas, pensamos em sífilis ou linfogranuloma. Se múltiplas, pensamos em herpes, cancro mole ou donovanose;
  • As lesões são dolorosas ou indolores? Se dolorosas, pensamos em herpes ou cancro mole. Se indolores, pensamos em sífilis, linfogranuloma ou donovanose;
  • Existe adenopatia com fistulização? Se sim, pensamos em cancro mole, com fistulização por único orifício, ou em linfogranuloma, com fistulização por múltiplos orifícios. Se não, pensamos nas demais infecções.

Infelizmente, na prática, os aspectos clínicos das úlceras genitais são bastante variados e têm baixo poder preditivo do agente etiológico, mesmo nos casos considerados clássicos. Portanto, se o diagnóstico é duvidoso, é prudente pensar em um tratamento sindrômico, usando todas as medicações citadas neste artigo. Além disso, nunca devemos esquecer de oferecer à paciente testes diagnósticos de outras IST’s, além de aconselhamento e suporte adequados.

Autor: 

Fernando Barros
Fernando Barros

Graduado em Medicina pela Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ. Médico Residente em Ginecologia e Obstetrícia na Maternidade Odete Valadares, Belo Horizonte, MG.

Referências:

  • Ministério da Saúde (Brasil). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Brasília: Ministério da Saúde, 2019.
  • Cunningham F G. Ginecologia de Williams. Porto Alegre: Mc Graw Hill, Artmed, 2011.

#Erectile dysfunction tied to poor productivity and quality of life

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A new study published in the International Journal of Clinical Practice highlights the substantial burden of erectile dysfunction (ED) on work productivity and health-related quality of life (HR-QoL).

In this cross-sectional observational study, researchers analysed data on men aged 40 to 70 years (n=52,697) from Brazil, China, France, Germany, Italy, Spain, the United Kingdom and the United States. Work productivity, activity impairment and HR-QoL were assessed.

The overall ED prevalence was 49.7 per cent. Men with ED versus those without ED reported higher absenteeism (7.1% vs 3.2%), presenteeism (22.5% vs 10.1%), overall impairment in work productivity (24.8% vs 11.2%) and activity impairment (28.6% vs 14.5%). Additionally, men with ED versus their non-ED counterparts scored substantially lower on the Mental Component Summary (46.7 vs 51.2), Physical Component Summary (48.3 vs 53.0) and health state utilities (SF-6D: 0.693 vs 0.778). The severity of ED was associated with worse patient‐reported outcomes.

The authors said the results of the study “further suggest the need for better management and appropriate treatment, especially among those with ED in the workforce, as the burden may prove to be a significant, under-recognised concern for patients and employers alike”.