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Urología

#A bone to pick with prostate cancer

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A bone to pick with prostate cancer

© KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty

© KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty

 

Some types of bone tumours originating from prostate cancer send information to the surrounding cells inducing the formation of rigid bony lesions. Researchers at the Tokyo Medical and Dental University and colleagues have pinpointed one of the messengers.

The team found that the tumours send a small molecule of RNA, called hsa-miR-940, by means of tiny vesicles to surrounding cells. This tiny molecule targets two genes, suppressing the levels of proteins they encode and ultimately turning stem cells in the bone into bone-forming cells.

Bone metastases are a common progression of some types of cancer and can be osteoblastic, forming rigid bony lesions, or osteolytic, causing bone tissue to break down and become thin. Prostate cancer metastases are often osteoblastic, but it has not been entirely clear, until now, how metastatic cells induce the formation of thick bone. Understanding the mechanisms of bone metastasis can lead to the development of drugs that improve patient survival rates.

 

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  1. PNAS 115, 2204–2209 (2018). doi: 10.1073/pnas.1717363115

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#ENCURVAMENTO PENIANO

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A curvatura mais ou menos acentuada do pénis ocorre em muitos homens, podendo ser congénita ou adquirida. Enquanto que o encurvamento congénito é raro e a maioria não necessita de tratamento, o encurvamento adquirido (doença de La Peyronie) é mais frequente, afetando sobretudo indivíduos entre os 45 e 60 anos. É caracterizado pela formação de uma placa de tecido fibroso numa zona do pénis, com perda de elasticidade e com o consequente encurvamento peniano durante a ereção. Mediante a curvatura, o ato sexual poderá ficar comprometido, desencadeado dores ou até mesmo impossibilitando-o.

A doença de La Peyronie causa desconforto pelas alterações fisiológicas e funcionais associadas, tendo um grande impacto na vida do homem. A causa da doença é desconhecida, porém acredita-se que tenha origem em traumatismos repetidos que ocorrem durante o ato sexual, com lesão microvascular. Desenvolve-se uma resposta inflamatória que culmina com o aparecimento de uma placa de tecido fibroso, originando o encurvamento peniano.

A doença de La Peyronie está associada a algumas comorbilidades e fatores de risco, nomeadamente diabetes, hipertensão arterial, dislipidemias, doença de Dupuytren, tabaco e consumo excessivo de álcool.

O diagnóstico é sobretudo clínico, baseando-se na avaliação dos sinais e sintomas do doente (dor na ereção, curvatura, existência de nódulos palpáveis, rigidez…), a sua duração e a existência ou não de disfunção erétil. Inicialmente é referido pelos doentes a existência de uma ereção dolorosa que com o aparecimento das placas de fibrose usualmente desaparece, surgindo a curvatura peniana.

Para o tratamento desta patologia existe um leque alargado de opções terapêuticas, desde fármacos orais até à cirurgia. O tratamento conservador pode ser realizado com fármacos orais, injeções intralesionais ou tratamentos tópicos. É aplicado quando a doença ainda está numa fase inicial. A Vitamina E, o tamoxifeno e o para-aminobenzoato são os fármacos orais mais usados, porém apresentam eficácia limitada. A injeção de fármacos (esteroides, colagenase do Clostridium, verapamil e interferão) diretamente nas placas penianas permite uma redução da fibrose. Apesar dos tratamentos conservadores melhorarem as ereções dolorosas na maioria dos homens, apenas uma minoria apresentará melhoria da curvatura peniana. A cirurgia é o tratamento indicado em doentes com curvatura acentuada que dificulta ou impossibilita o ato sexual. Estes doentes devem apresentar estabilidade no processo fibrótico sem agravamento da curvatura há pelo menos 3-6 meses para poderem ser submetidos a cirurgia.

Existe um tratamento inovador, no alívio da dor e diminuição da curvatura peniana, que se baseia na aplicação tópica de verapamil associada a ondas de choque de baixa intensidade. As melhorias apresentadas pelos nossos doentes têm sido significativas e de acordo com as suas expectativas, sendo um tratamento a considerar na abordagem desta doença.

Se sofre desta patologia não deixe que esse problema continue a afetar a sua qualidade de vida e visite um Urologista.

 

Por Dr. António Pedro Carvalho , Urologia 

NOVO TRATAMENTO PARA A #DISFUNÇÃO ERÉTIL

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As ondas de choque de baixa intensidade utilizam energia a partir das ondas acústicas para desencadear o crescimento de novos vasos sanguíneos, um processo que se chama de neovascularização. Quando a neovascularização ocorre, melhora o fluxo sanguíneo da zona tratada com as ondas de choque.

 

Este tipo de terapêutica tem sido usada para ajudar pacientes cardíacos, pessoas com pedras nos rins, e aqueles com fraturas e inflamação das articulações. Recentemente, os cientistas investigaram a terapêutica por ondas de choque de baixa intensidade para ajudar os homens com disfunção erétil.

 

O fluxo sanguíneo é fundamental para as ereções de um homem. Quando um homem é sexualmente estimulado, as artérias dilatam de modo a que o pénis se encha de sangue. O sangue é o que dá ao pénis a firmeza necessária para a penetração vaginal. Um homem que tem problemas com o fluxo de sangue para o pénis pode ter ereções mais fracas ou não ser capaz de as ter.

 

Mais de 150 milhões de homens em todo o mundo sofrem de perturbações da sua performance sexual. Apesar do risco de disfunção erétil aumentar com a idade, não é uma inevitabilidade do envelhecimento. Frequentemente a disfunção erétil é provocada pelas mesmas causas de doenças vasculares, por exemplo: diabetes, hipertensão, tabaco e colesterol elevado.

 

Existem vários tipos de tratamentos disponíveis para homens com disfunção erétil, incluindo medicação oral (iPDE5), dispositivos de ereção de vácuo e injeções penianas. No entanto, estas terapêuticas são tipicamente realizadas conforme a necessidade e podem funcionar apenas para um encontro sexual de cada vez. Com as ondas de choque de baixa intensidade é diferente, uma vez que visa restabelecer o mecanismo erétil, de maneira que os homens são mais propensos a ter ereções sem ajuda de medicação.

 

Recentemente, o uso de ondas de choque de baixa intensidade foi proposto como um novo tratamento para a disfunção erétil. Nos estudos recentes, demonstrou-se que as ondas de choque de baixa intensidade têm um efeito clínico e fisiológico positivo sobre a função erétil de homens que respondem aos iPDE5. Além disso, existem dados que mostram melhoria na hemodinâmica do pénis e função endotelial, em pacientes com disfunções erécteis graves que respondem mal à terapêutica oral. Atendendo a estas evidências, este tipo de tratamento é considerada nas Guidelines da Associação Europeia de Urologia como uma terapêutica de primeira linha no tratamento da disfunção erétil.

 

Para administrar a terapêutica por ondas de choque, um médico aplica uma sonda no pénis, que é revestida com um gel especial. Diferentes áreas do pénis são geralmente alvo. Normalmente cinco locais diferentes por sessão. As sessões de tratamento podem durar de quinze a vinte minutos. Os homens geralmente não precisam de anestesia e o tratamento é indolor, embora os doentes possam ter uma sensação de formigueiro na área tratada. O tratamento completo consiste em 5 sessões, uma por semana.

 

Dr. António Pedro Carvalho,  Urologia 

#Câncer associado ao HIV: HPV e prevenção (parte 3)

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HPV

Câncer associado ao HIV: HPV e prevenção (parte 3)

 Câncer cervical e anal são os mais comuns relacionados ao HPV em pessoas com HIV. Estima-se que 30% dos carcinomas de cabeça e pescoço e de orofaringe são associados ao HPV. Isso se deve ao fato de o vírus ser extremamente prevalente na população e pacientes com HIV são um grupo que tem maior risco de infecção crônica com evolução maligna. Dessa forma, torna-se importante o rastreio, diagnóstico e manejo de lesões pré-malignas.

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Atenção Integral à Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (PCDT-IST) do Ministério da Saúde (MS), todas as mulheres com idade entre 25 e 64 anos, que já tiveram atividade sexual, devem realizar colpocitologia oncótica. Os dois primeiros exames devem ser feitos anualmente e, caso os resultados sejam normais, o exame passará a ser realizado a cada três anos, exceto nas mulheres com HIV/AIDS, as quais devem manter o rastreio anualmente. Câncer anal é mais prevalente em homens que fazem sexo com homens e seu rastreio é feito com citopatologia oncótica e colposcopia anal.

PREVENÇÃO DE CÂNCERES ASSOCIADOS AO HIV

A maioria dos tumores associados ao HIV são causados por agentes oncogênicos ou outros agentes exógenos passíveis de prevenção. O diagnóstico e início de TARV precocemente são de extrema importância. Em relação aos cânceres associado ao HPV, o uso de preservativo é uma forma de prevenção que deve ser sempre adotada, porém não previne contra infecção em regiões vulvares, pubiana, perineal, perianal e em escroto. A vacinação então se torna uma ferramenta crucial na prevenção contra esse patógeno.

Desde 2014, o MS disponibiliza a vacina quadrivalente, imunizando contra os sorotipos 6 e 11, associados a verrugas genitais, e os tipos 16 e 18 associados às lesões pré-cancerosas do colo uterino, vulva e vagina em mulheres, e anal em ambos os sexos. O esquema, desde 2015, é feito em duas doses em adolescentes, não portadores do HIV, com intervalo de 6 meses, com idade entres 9 e 13 anos. Nas pessoas que vivem com HIV/AIDS, o esquema é feito em três doses (0, 2 e 6 meses) e compreendem mulheres com idade entre 9 e 26 anos. A vacinação contra o vírus da hepatite B e programas sociais para redução de compartilhamento de seringas são estratégias importantes na redução de carcinoma hepatocelular.

O incentivo à cessação do tabagismo é de particular importância, visto que esse é um hábito substancialmente mais prevalente na população com HIV e o câncer de pulmão é uma das neoplasias mais comuns e com alta mortalidade. Parar de fumar também auxilia na redução de risco para outras neoplasias. Finalmente, pessoas que vivem com HIV devem receber as devidas orientações de rastreio para outras neoplasias incidentais, como de cólon ou de mama.

O que aprendemos com esse especial?

  • São considerados neoplasias definidoras da AIDS o sarcoma de Kaposi, o linfoma agressivo de células B e o carcinoma invasivo de colo uterino.
  • As pessoas quem vivem com HIV apresentam risco substancialmente maior para o desenvolvimento de qualquer neoplasia, devido a características imunológicas e comportamentais.
  • É de extrema importância a conscientização médica e para os pacientes sobre métodos de prevenção, como uso de preservativos, mudança de hábitos comportamentais nocivos e vacinação.
  • O diagnóstico do HIV e o início precoce da TARV são ferramentas cruciais na prevenção e manejo de neoplasias.
  • Existem tratamentos e algumas neoplasias apresentam taxa de cura ou remissão excelente, semelhante à população em geral.

 

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Referências:

#Very obese women should lose weight during #pregnancy

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  • Noticias Médicas Univadis

Contrary to current recommendations, a new study suggests that very obese women should lose weight during pregnancy.

Researchers examined data on consecutive singleton term live births delivered at the maternity unit of the University South Reunion Island over a 16.5-year period from 2001 to 2017. They recorded pre-pregnancy body mass index (BMI), weight gain, and weight of the baby, for 52,092 women who gave birth at full term.

They found that only women with a normal BMI had a balanced risk of having a small or large for gestational age infant (both 10% risk); a crossing point they called the maternal foetal corpulence symbiosis (MFCS). They then examined how this MFCS shifted with BMI and weight gained during pregnancy and pinpointed the optimal weight gain/loss for each BMI category.

The researchers said that while widely used 2009 recommendations from the Institute of Medicine are adequate for normal and over-weighted women, a woman with a BMI of 17 should gain about 22kg instead of the recommended 12.5-18kg. An obese woman with a BMI of 32 should gain 3.6kg instead of the recommended 5-9kg, while women with a BMI of 40 should lose 6kg.

Quais exames devem ser solicitados para homens com irritação do trato urinário?

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consulta paciente

Quais exames devem ser solicitados para homens com irritação do trato urinário?

Embora muito ainda se acredite que esse campo de atuação é reservado apenas aos urologistas, a abordagem dos sintomas urinários no homem pode e deve ser feita (pelo menos inicialmente) pelo generalista. Embora a causa mais comum seja a hiperplasia prostática benigna, é importante estar atento a sinais que apontem diagnósticos diferenciais.

A partir daí, quais exames devem ser solicitados e quando? O NICE possui um guideline que aborda integralmente esse assunto, orientando o médico nas tomadas de decisão.

EAS / urina tipo I – exame mandatório quando a principal suspeita não é a cistite (quadro agudo e com diagnóstico clínico). Hematúria pode sugerir tumor ou cálculo, nitrito pode sugerir infecção, proteinúria pode indicar infecção ou doença glomerular e glicosúria é associada a diabetes. Em pacientes com exame que sugira infecção e quadro arrastado, pensar em infecção crônica da próstata.

Urocultura – podendo ser colhida com o EAS, a urocultura ajuda se a principal hipótese diagnostica for infecciosa.

PSA – está indicado em homens com piora progressiva da irritação urinaria (aumento de quatro pontos na escala AUASS), com toque retal anormal ou se essa for uma preocupação do paciente (mais uma vez mostrando a importância da decisão compartilhada).

Creatinina sérica – a avaliação da função renal deve ser feita quando se suspeita que o paciente tem prejuízo da mesma. Essas situações ocorrem principalmente quando há cálculo urinário de repetição, infecções urinárias frequentes ou obstrução da saída urinaria com bexiga palpável associada.

Ultrassonografia do trato urinário – está indicada para pacientes com hematúria, dor, infecções recorrentes, piúria maciça e/ou retenção urinária.

Quando o clínico não consegue identificar a causa e manejá-la, o paciente deve ser encaminhado ao especialista, que pedirá outros exames conforme a investigação diagnóstica.

 

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Referências:

  • The management of lower urinary tract symptoms in men – National Clinical Guideline Centre 2010

#Dépistage et #diagnostic du #cancer de la prostate

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Toucher rectal (TR)

Principe

Toucher rectalPendant longtemps, le cancer de la prostate a été diagnostiqué essentiellement par le toucher rectal.
Il pouvait également être tardivement découvert lors d’apparition de signes cliniques marquant l’extension de la maladie à d’autres organes (douleurs osseuses, insuffisance rénale essentiellement).

Le toucher rectal est un examen fait par le médecin. Il permet de palper la prostate et surtout de déceler des modifications du volume, de la forme et de la consistance. Ces modifications sont caractéristiques d’une anomalie de la prostate.
Concrètement, le médecin introduit un doigt (recouvert d’un doigtier avec vaseline) dans l’anus afin de palper la prostate.
Le toucher rectal est un acte totalement indolore, sans aucun risque pour le patient et dont la durée est d’à peine deux minutes.

DéfinitionInsuffisance rénale : Mauvais fonctionnement des reins responsables d’une mauvaise élimination.

Est-il indispensable ?

Non. Si cet acte vous pose spécialement problème, vous pouvez vous en passer et faire uniquement, tout du moins dans un premier temps, un dosage sanguin de PSA.
Cet acte ne doit donc pas être un frein à votre volonté de faire un dépistage.


PSA

PSA dans l’organisme

Qu’est-ce que le PSA ?
Taux du PSA dans le sangDepuis les années 80, le dosage du PSA est le second outil de dépistage du cancer de la prostate.
PSA signifie “Antigène Spécifique de la Prostate”.
Cette substance est fabriquée par la glande prostatique et est retrouvée à l’état normal dans des proportions faibles dans le sang.
Un des rôles reconnu du PSA est de maintenir le sperme à l’état liquide.

Variations du taux dans le sang
La désorganisation de l’architecture du tissu prostatique, retrouvée dans le cancer, est à l’origine d’ un passage plus important de PSA dans la circulation générale. Son taux sanguin est alors plus élevé.
Mais l’inflammation, l’adénome de prostate (tumeur parfaitement bénigne), l’éjaculation, une intervention sur la prostate sont également des causes d’élévation de PSA, temporaires pour la plupart.
Si l’on peut affirmer de manière générale que plus le chiffre de PSA est élevé, plus le risque de présence de cellules cancéreuses dans la prostate augmente, il faut ajouter qu’un chiffre de PSA élevé n’est pas spécifique du cancer de la prostate. Il marque simplement la présence d’une anomalie de la prostate, celle-ci peut parfaitement être sans gravité.

DéfinitionInflammation : Réponse de l’organisme à une irritation ou une lésion de tissus (douleur, gonflement, rougeur, chaleur, …).

Adénome (ou hypertrophie bénigne) de la prostate : Augmentation de volume de la glande prostatique liée à une augmentation de la masse glandulaire, musculaire et fibreuse, d’où l’autre nom, “adéno-myo-fibrome prostatique”.

Tumeur : Masse anormale pouvant être d’origine bénigne ou maligne (cancer).

Importance du dosage

Le dosage du PSA, associé à un toucher rectal, contribue à faire le diagnostic de cancer de la prostate. C’est le dosage de PSA qui est actuellement le meilleur test pour la détection précoce du cancer prostatique, stade où il n’y a pas encore de signes cliniques évocateurs.
Le dosage du PSA sert également à surveiller l’efficacité d’un traitement lors d’un cancer prostatique.

Le dosage en pratique

Prise de sangComment faire le dosage ?
Votre médecin traitant vous fera une ordonnance prescrivant le dosage sanguin du PSA.
Ce dosage est fait dans la majorité des laboratoires d’analyse.
Il se fait à partir d’une prise de sang banale, ne nécessitant pas d’être à jeun (si toutefois vous ne dosez que le PSA).
Si vous ne pouvez pas vous déplacer, une infirmière pourra venir à votre domicile faire cette prise de sang.

Fiabilité du dosage
Le PSA peut fluctuer au cours du temps : il est donc important de faire un second dosage afin de valider (ou non) une élévation de PSA.
Dans le cas de PSA élevés (confirmés par 2 dosages), des dosages supplémentaires peuvent être proposés pour améliorer la performance diagnostique du PSA. Le plus répandu est la mesure du PSA libre.
Le PSA libre est une fraction du PSA (PSA = PSA libre + PSA lié). Plus le taux de PSA libre est faible, plus le risque de cancer est élevé.

Interprétation du dosage
Le taux de PSA dans le sang est exprimé en nanogrammes par millilitres (ng/ml) et le résultat est habituellement considéré comme normal si le taux est inférieur à 4 ng/ml. Cette limite n’est cependant qu’une indication statistique : un chiffre inférieur à 4 n’exclut pas toujours un cancer et un chiffre supérieur à 4 n’est pas une indication certaine de cancer.
Seul votre médecin pourra correctement interpréter ces résultats.


Dépistage précoce systématique

Pour ou contre ?

Les avis sont partagés puisqu’il n’existe pas de preuve de son réel impact sur l’épidémiologie du cancer de la prostate.
L’Association Française d’Urologie recommande, elle, un dépistage annuel systématique du cancer de la prostate entre 50 et 75 ans.
Le cancer de la prostate ayant un développement généralement assez lent (par rapport à d’autres cancers), un rythme annuel doit optimiser les chances de dépister la maladie à un stade précoce.
Selon cette association, ce dépistage devrait se faire par un dosage du PSA associé à un toucher rectal.

L’âge est abaissé à 45 ans en cas de facteurs de risque :

  1. antécédents familiaux de cancer de la prostate,
  2. origine africaine (inclus les Antillais).

DéfinitionÉpidémiologie : Science destinée à étudier différentes caractéristiques d’une maladie dans un groupe d’individus.
Ces caractéristiques sont très variables comme par exemple la fréquence d’une maladie, les facteurs liés à son apparition ou l’évolution.

Intérêts

Le dépistage précoce systématique (comme son nom l’indique) doit permettre de déceler les cancers de la prostate à un stade précoce, souvent en l’absence de tous signes cliniques.
Comme tout cancer, plus il est décelé et pris en charge tôt, plus son pronostic est bon.

DéfinitionPronostic : Prévision concernant l’évolution d’une maladie (y compris son issue). Le pronostic se réfère à l’évolution habituellement observée chez de nombreuses autres personnes présentant une maladie identique.


Biopsie prostatique

Intérêts

Le dosage de PSA seul ne permet pas d’affirmer le diagnostic de cancer de la prostate, en particulier dans les chiffres inférieurs à 10 ng/ml. D’autres causes bénignes peuvent être responsables de cette élévation modérée.

La certitude du diagnostic ne peut être acquise que par l’observation au microscope de cellules cancéreuses prélevées sur la prostate. Le prélèvement de ” carottes ” de tissu prostatique (6 à 12 carottes en général) est appelé biopsie prostatique.

La biopsie permet donc d’établir le diagnostic exact et d’utiliser ainsi un traitement adapté. L’absence de diagnostic exposerait au risque de laisser évoluer une lésion dangereuse, éventuellement cancéreuse ou susceptible de le devenir.

Quand pratique-t-on une biopsie ?
Une biopsie est pratiquée lorsqu’une anomalie de la prostate a été détectée par le toucher rectal et / ou le taux de PSA sanguin.

DéfinitionBiopsie : Prélèvement d’une petite quantité de tissu (généralement à l’aide d’une aiguille).

En pratique

Comment ?
Les biopsies sont faites par voie rectale : le médecin introduit une sonde d’échographie qui permet de voir la prostate. La biopsie se fait à l’aide d’une petite aiguille sous contrôle échographique. L’aiguille pénètre très rapidement dans la prostate, grâce au mécanisme de déclenchement. Ce mécanisme produit un claquement sec qui peut surprendre la première fois, mais la piqûre elle-même est peu douloureuse.

Le médecin prélève 8 à 10 ” carottes ” (morceaux de cellules prostatiques) dans le but de les faire analyser par un Laboratoire.
Durée d’une biopsie : 10 à 20 minutes
Elle se pratique :

  1. le plus souvent sans anesthésie ou en anesthésie locale, très rarement sous anesthésie générale,
  2. en hospitalisation de jour, ou en consultation. Rarement en hospitalisation conventionnelle.

Lorsque la biopsie est terminée, il vous est recommandé de rester allongé quelques minutes.
Le résultat vous sera communiqué par le biais de votre urologue plusieurs jours après.

Par qui ?
Les biopsies prostatiques sont pratiquées soit par des urologues, soit beaucoup plus rarement par des radiologues.

Risques de complications
Les 2 problèmes potentiels liés à la biopsie sont l’infection urinaire et le saignement.
Afin de limiter ces risques, beaucoup d’équipes hospitalières demandent, en amont de la biopsie, un test urinaire (bandelettes) et un bilan de coagulation (prise de sang).
Des saignements mineurs sont fréquents durant quelques jours dans les selles et dans l’urine, parfois pendant plus longtemps dans le sperme.
Il est également conseillé l’arrêt (ou remplacement) des anticoagulants.
La prise d’antibiotiques (en prophylaxie d’une infection) est quand à elle obligatoire. Pour cela, une ordonnance vous sera remise par votre médecin afin d’acheter en pharmacie des antibiotiques à prendre deux heures avant la biopsie.
Néanmoins, en cas d’apparition d’une fièvre (> 38,5°C) ou d’un malaise, frissons, brûlures urinaires, vous devez immédiatement consulter votre médecin traitant ou votre urologue car il existe alors un risque de septicémie.

La biopsie est-elle douloureuse ?
Non, le geste n’est pas douloureux. D’ailleurs, la plupart du temps cet examen ne nécessite pas d’anesthésie.

Fonte:https://www.sante-sur-le-net.com/abonnement-a-la-newsletter/?origin=www.prostate.fr
 

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