Urología

#Un sistema basado en #vapor de agua trata con seguridad la #hiperplasia benigna de próstata

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El tratamiento termal con vapor de agua ha demostrado en diversos estudios clínicos eficacia en la hiperplasia benigna de próstata (de 30-80 cc) y gran seguridad. El Hospital Universitario de Henares acaba de incorporar esta opción en su Servicio de Urología.

El Servicio de Urología del Hospital del Henares incorpora una técnica basada en vapor de agua para la HBP.

El abordaje quirúrgico de la hiperplasia benigna de próstata (HBP) cuenta cada vez con más opciones. Una de las recientes, y que acaba de incorporar el Hospital Universitario del Henares, en Coslada, es el tratamiento termal basado en el vapor de agua. Este procedimiento utiliza un dispositivo portátil que aplica energía de radiofrecuencia a unas pocas gotas de agua para generar vapor. El vapor de agua se inyecta en el tejido prostático, que es el causante de la obstrucción del flujo de orina desde la vejiga, convirtiéndose de nuevo en agua, lo que finalmente libera la energía que almacena el vapor en las membranas celulares, causando la muerte celular. Con el tiempo, el organismo absorbe el tejido tratado como parte del proceso natural de curación. Se trata de una intervención que se emplea ya en varios centros españoles, y en diversos países europeos, como Suecia, Alemania y Reino Unido.

La intervención se lleva a cabo a través de la uretra y no requiere ingreso, por lo que puede realizarse de forma ambulatoria y en un tiempo mínimo, apenas diez minutos dependiendo del tamaño de la próstata, y preserva la función sexual del varón. Tampoco produce sangrado ni durante el tratamiento ni después, indican los especialistas del citado hospital. Como describen, tras aplicar anestesia local y medicación sedante al paciente, se introduce, a través de la uretra, el instrumental que permite aplicar, bajo visión directa, distintas inyecciones en la próstata (habitualmente, cada una implica unos 9 segundos), mediante las cuales se introduce el vapor de agua.

Manuel Fernández Arjona, del Servicio de Urología del Hospital del Henares, de Coslada.

Manuel Fernández Arjona, del Servicio de Urología del Hospital del Henares, de Coslada.

Está especialmente indicado en aquellos pacientes que presentan un elevado riesgo anestésico y quirúrgico, los que siguen un tratamiento antiagregante o anticoagulante y no puede suspenderlo, los que no toleran o rehúsan tomar tratamiento oral de forma crónica, y, en general, aquellos que no respondan a tratamiento médico y prefieran una alternativa menos traumática y con menos complicaciones que las opciones quirúrgicas convencionales. Manuel Fernández Arjona, jefe del Servicio de Urología del Hospital del Henares, expone a DM que este tratamiento se podría aplicar en más de un 80% de los pacientes con HBP con indicación quirúrgica. “De confirmase su eficacia, tal y como indican los estudios hasta ahora realizados, esta técnica puede ocupar un espacio importante en el tratamiento quirúrgico de la HBP”, concluye.

Los estudios realizados han demostrado su utilidad en pacientes con próstatas de 30-80 cc, independientemente de presentar crecimiento del lóbulo medio prostático, y una gran seguridad, con una muy baja tasa de efectos secundarios y/o complicaciones, manteniéndose en más del 90% la eyaculación, función frecuentemente alterada por los tratamientos médicos y/o quirúrgicos convencionales. Uno de los últimos estudios sobre la terapia termal con vapor de agua, llevado a cabo por investigadores estadounidenses, y que se ha publicado en Urology, mostró una tasa de retratamiento del 4,4% de los casos durante los cuatro años de seguimiento.

La HBP afecta a un 50% de la población masculina entre los 51 y 60 años de edad, y hasta el 90% de los hombres mayores de 80 años. Las técnicas quirúrgicas predominantes en los hospitales españoles, recuerda Arjona, son la resercción transuretral (monopolar y bipolar), la vaporización prostática (con láser verde o laser tulio) y, en el caso de próstatas de gran tamaño, la enucleación prostática (con láser holmium).

#Cancro da próstata resistente à castração: descoberta forma de travar avanço

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Fonte de imagem: Medical News Today

Uma equipa de investigadores descobriu que o bloqueio de uma proteína específica poderá evitar a progressão do cancro da próstata resistente à castração (CPRC).

O CPRC é uma forma de cancro da próstata altamente agressiva que muitas vezes conduz ao desenvolvimento de metástases fatais. Normalmente, este tipo de carcinoma recebe um tratamento para interferir com a sinalização do recetor de androgénio (RA).

Embora seja um tratamento eficaz durante dois ou três anos, o carcinoma acaba por desenvolver resistência, acabando inevitavelmente por falhar.

Os investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston, EUA, andavam a analisar, desde longa data, um grupo de três proteínas estreitamente relacionadas. Conhecidas como proteínas bromodomínio BET, regulam a expressão genética e incluem a BRD2, BRD3 e a BRD4.

A equipa descobriu que se inibissem a proteína BRD4, mas não a BRD2 ou a BRD3, tornava-se possível regular, de forma consistente, a migração e invasão celular no cancro da próstata.

“Os nossos achados são significativos porque as opções terapêuticas atuais para a CPRC são limitadas e concentram-se primeiramente na supressão das células dos tumores da próstata que dependem da sinalização do RA”, explicou Jordan Shafran, primeiro autor do estudo.

O CPRC constitui uma doença heterogénea e complexa, com estados e padrões de expressão do RA variáveis, em células tumorais diferentes. Com a progressão da doença, as células tumorais da próstata tornam-se menos dependentes da sinalização do RA e adotam mecanismos de sinalização alternativos para sustentarem o seu crescimento e disseminação.

“Sendo assim, é imperativo identificar alvos “medicamentáveis”que regulem a migração e invasão das células do cancro da próstata em células que sejam dependentes ou independentes da sinalização do recetor de androgénio”, acrescentou o investigador.

#Conheça a Síndrome de Fournier associada aos inibidores de SGLT

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Síndrome de Fournier

Conheça a Síndrome de Fournier associada aos inibidores de SGLT

 

Novos fármacos usados para o tratamento do diabetes mellitus 2 têm tido resultados surpreendentes, tanto positiva quanto negativamente. São sem dúvida eficazes, não cursam com ganho de peso e alguns possuem efeitos de proteção cardiovascular importantes. Porém além do alto custo dos mesmos, uma série de eventos colaterais urogenitais estão sendo descritos.

Esse artigo irá descrever mais um efeito colateral importante associado ao uso de tais medicações: a síndrome de Fournier, caracterizada por infecção necrotizante da genitália externa, períneo e região peri-anal. O Fournier é mais comum em homens e é uma emergência urológica bem rara, mas potencialmente fatal. Iremos casos de Fournier informados ao FDA durante 2013 – 2019 em qualquer paciente com DM2 usando medicações orais para o tratamento da sua doença.

No total foram informados 55 casos em pacientes usando iSGLT2: Destes, 39 eram homens e 16 eram mulheres, a idade variava entre 33 e 87 anos. Todos pacientes ficaram gravemente doentes e precisaram de tratamento cirúrgico, sendo que alguns tiveram complicações graves associadas, tais como: cetoacidose diabética (8), choque séptico (9) e insuficiência renal aguda (4). Além disso três pacientes morreram e dois precisaram amputar uma perna devido à fasciíte necrosante. Como medida de comparação a gangrena de Fournier foi descrita apenas 19 vezes em 35 anos de acompanhamento em pacientes com DM2 usando drogas orais.

A conclusão que chegamos é que o Fournier é um evento adverso recentemente identificado nos pacientes usando os inibidores de SGLT2, logo nós médicos prescritores devemos estar atentos sobre essa possível afecção e identificá-la nos estágios iniciais diminuindo a morbi/mortalidade relacionada ao Fournier.

PebMed

Referências:

  • Bersoff-Matcha SJ, Chamberlain C, Cao C, Kortepeter C, Chong WH. Fournier Gangrene Associated With Sodium–Glucose Cotransporter-2 InhibitorsA Review of Spontaneous Postmarketing Cases. Ann Intern Med. [Epub ahead of print 7 May 2019] doi: 10.7326/M19-0085

#Fármacos para a próstata associados a risco de diabetes de tipo 2

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Fonte de imagem: Medical News Today

Uma equipa de investigadores descobriu que uns fármacos usados no tratamento da hiperplasia benigna da próstata (HBP), que consiste no aumento do volume daquela glândula, podem amplificar o risco de diabetes de tipo 2. 

Os fármacos, conhecidos como inibidores da enzima 5-alfarredutase, incluem a finasterida e a dutasterida. Estes fármacos, que são bastante prescritos para a HBP, fazem reduzir a produção dos androgénios, ajudando a tratar sintomas como a redução no fluxo urinário.

Estudos anteriores tinham já indicado que os inibidores da enzima 5-alfarredutase poderiam afetar o metabolismo e reduzir a resposta do organismo à insulina, que constitui um sintoma precoce da diabetes de tipo 2.

Para o estudo, os investigadores liderados pela Universidade de Edimburgo e pela Universidade College of London, analisaram os processos clínicos de mais de 55.000 homens do Reino Unido, aos quais tinham sido prescritos inibidores da enzima 5-alfarredutase durante um período de 11 anos.

A equipa descobriu que os fármacos estavam associados a um aumento de cerca de um terço no risco de desenvolvimento de diabetes de tipo 2. Por outras palavras, em 500 homens a tomarem inibidores da enzima 5-alfarredutase, possivelmente surgiriam 16 casos adicionais de diabetes.

Foi observado um efeito semelhante após a análise de processos clínicos de homens em Taiwan.

Os achados sugerem que os homens que tomam aquele tipo de medicação poderão necessitar de acompanhamento médico adicional, de forma a monitorizar sinais de alarme de diabetes e terem as suas prescrições alteradas, se necessário.

#Detectar riesgo de #metástasis mejoraría #supervivencia en #cáncer de próstata

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Detectar subgrupos de pacientes con cáncer prostático y alto riesgo de desarrollo de metástasis permitiría implantar medidas más activas y elevar la supervivencia.

Javier Puente, director del Instituto de Oncología del Hospital Clínico de Madrid, Cristina González Junco, Medical Manager del departamento de oncología de Astellas, Dr. Antonio Alcaraz, jefe del Servicio de Urología del Hospital Clínic de Barcelona, Dr. Antonio Gómez Caamaño, jefe del Servicio de Oncología Radioterápica del Complejo Hospitalario Universitario de Santiago de Compostela y Emilio de Benito, presidente de la Asociación Nacional de Informadores de la salud (ANIS).

En España se diagnostican más de 34.000 casos de cáncer de próstata cada año. De ellos, el 30% progresa a fases más avanzadas porque debuta con metástasis o metastásico o porque se produce una recaída. En estos casos, el paciente debe ser tratado con terapia de deprivación androgénica a la que puede dejar de responder en un periodo variable de tiempo, progresando así al siguiente estadio: cáncer de próstata resistente a castración (CPRC), una fase muy comprometida de la enfermedad en la que el diagnóstico a tiempo es absolutamente vital.

Según Javier Puente, director del Instituto de Oncología del Hospital Clínico de Madrid, la alerta clara para la detección precoz de la resistencia a castración es la elevación progresiva de los niveles del antígeno prostático específico(PSA). Es en este momento en el que es crucial actuar rápidamente para “poder estratificar el riesgo de ese paciente y tener capacidad de actuar antes de que el tumor se expanda y aparezcan metástasis, que al final es lo que condiciona la supervivencia”.

Determinar el riesgo de metástasis, esencial

No obstante, el oncólogo, que ha participado en un encuentro organizado por la farmacéutica Astellas Pharma y la Asociación Nacional de Informadores de la Salud (ANIS) sobre cáncer de próstata, considera que uno de los retos más relevante en esta fase de la enfermedad sería la de poder “conocer con certeza qué pacientes con niveles mantenidos en el tiempo y elevados de PSA van a desarrollar metástasis. En un porcentaje no desdeñable de pacientes sabemos que desarrollarán lesiones metastásicas, pero no podemos objetivarlo porque no se observan mediante las técnicas de imagen convencional”.

Sería importante concretar qué subgrupos de pacientes presentan un elevado riesgo de metástasis para ser más activo terapéuticamente y más precozmente

Tradicionalmente, en este subgrupo de pacientes la estrategia era esperar a la evolución porque las metástasis no se veían. Sin embargo, Puente considera que sería importante saber qué pacientes tiene un alto riesgo de metástasis para ser terapéuticamente más activos. “Necesitamos exámenes de imagen más precisos que sean capaces de diagnosticar metástasis que no se observan”, así como otros marcadores biológicos de evolución y pronóstico, para ofrecer terapias adecuadas a cada caso . “La aparición de metástasis ya es un factor negativo, sin olvidar que en cáncer de próstata éstas asientan en hueso generando dolor y mermando la calidad de vida del enfermo y, por supuesto, su supervivencia”.

Radioterapia: intención curativa o de control

Para el paciente con cáncer prostático ha desarrollado  metástasis existen tratamientos farmacológicos y estrategias radioterápicas capaces de aumentar la supervivencia la calidad de vida. En este sentido, Antonio Gómez Caamaño, jefe del Servicio de Oncología Radioterápica del Complejo Hospitalario de Santiago de Compostela (CHUS), indica que “la radioterapia tiene intención curativa cuando se aplica en los estadios iniciales. En enfermedad avanzada, este tratamiento también es relevante tanto para la próstata como para metástasis localizadas en ganglios o hueso”.

Reducir la mortalidad es un reto inmediato

Antonio Alcaraz, jefe del Servicio de Urología del Hospital Clínico de Barcelona, considera esencial el cribado en este tipo de tumor, más aún cuando existen antecedentes familiares de primera línea, ya que este hecho “multiplica por 2,5 el riesgo de desarrollar un cáncer de próstata. Dos familiares de primera línea multiplican este riesgo por 4, un 40%”.

El urólogo también ha destacado los avances que se han producido en esta enfermedad y que han conseguido que en estadios iniciales, la detección precoz, por ejemplo, “ha reducido la mortalidad en un 20-25%”. Sin embargo,  apunta a que esta enfermedad, al contrario de lo que popularmente se dice, “no es indolente. La mortalidad por cáncer de próstata se sitúa en torno a un 18%, mayor que la del cáncer de mama. Reducir esta cifra es un reto inmediato”.

#As bactérias na urina nem sempre indicam infeção

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Fonte de imagem: Microscopic Analysis of Urine

Os médicos deverão ter alguma cautela antes de prescreverem análises a pacientes para detetar uma possível infeção do trato urinário, pois poderá produzir diagnósticos exagerados e tratamentos desnecessários com antibióticos, defendem especialistas.

Segundo uma atualização das diretrizes para a bacteriúria assintomática, emitida pela Sociedade das Doenças Infeciosas da América (Infectious Diseases Society of America), os médicos devem estudar várias hipóteses antes de optarem por análises à urina por suspeita de infeção do trato urinário.

A bacteriúria assintomática consiste na presença de bactérias na urina sem sintomas de infeção e é bastante comum. Porém, contribui para o uso indevido de antibióticos, o que promove a resistência.

As diretrizes atualizadas seguem as recomendações das anteriores, de evitar análises em determinados grupos de pacientes assintomáticos (rastreios), incluindo idosos, mulheres saudáveis que não estejam grávidas, diabéticos e pacientes com lesões da medula-espinhal.

Foram incluídos na atualização novos grupos como: bebés e crianças, pacientes submetidos a cirurgia de substituição de articulações e outras intervenções cirúrgicas não-urológicas e pacientes que tenham recebido transplante de órgãos.

Lindsay Nicolle, presidente do comité que atualizou as diretrizes, indicou que “é demasiado comum fazer rastreios àqueles pacientes, levando à prescrição inapropriada de antibióticos, algo que alguns estudos sugerem que pode aumentar o risco de ITU [infeção do trato-urinário], assim como contribuir para outras infeções graves como Clostridioides difficile”.

“De forma geral, os médicos não devem obter culturas de urina exceto se os pacientes tiverem sintomas consistentes com uma infeção, como ardor ao urinar, urinar frequentemente ou dor abdominal ou sensibilidade dorsal ou na parte inferior das costelas”, recomendou.

A especialista lembrou ainda que há sintomas que são interpretados como correspondendo a uma ITU, como alteração no odor da urina e confusão nos idosos, sintomas estes normalmente causados por outros problemas. Nestes casos deve-se primeiro verificar a presença desses problemas antes de se passar a análises à urina.

 

BancodaSaúde

#Doses baixas de #aspirina não prolongam a sobrevida no #câncer de próstata

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Será que uma aspirina por dia manteria o câncer de próstata à distância?

Não necessariamente, segundo uma nova pesquisa.

Cientistas dinamarqueses dizem que doses baixas de aspirina aparentemente não reduzem o risco de um homem morrer de câncer de próstata; mas, em alguns casos, pode retardar a doença.

No caso de pacientes com câncer não agressivo de crescimento lento, a aspirina pareceu interromper a progressão do câncer. Os pesquisadores observaram que um benefício discreto também foi observado em homens que tomaram aspirina por mais de cinco anos.

“Aspirina é amplamente usada devido à sua proteção já estabelecida contra doenças cardiovasculares”, disse a pesquisadora principal Charlotte Skriver, do Danish Cancer Society Research Center (Centro Dinamarquês de Pesquisa da Sociedade do Câncer) em Copenhague. “Contudo, nossos resultados não sugerem que doses baixas de aspirina usadas durante o ano após o diagnóstico de câncer de próstata tenham um efeito protetor global sobre a mortalidade por câncer de próstata.”

Contudo, evidências crescentes sugerem que a aspirina possa reduzir o risco de desenvolver e morrer devido a câncer de cólon e outros cânceres, disse Skriver. Acreditou-se que o câncer de próstata poderia ser adicionado a essa lista.

Os pesquisadores observaram uma pequena redução nas mortes por câncer de próstata em pacientes que tomaram doses baixas de aspirina durante um período de tempo prolongado, disse ela. São necessários mais estudos para confirmar esse achado.

Skriver disse que qualquer benefício em potencial com o uso de doses baixas de aspirina precisa ser pesado contra o risco de sangramento gastrointestinal associado ao seu uso.

Para o estudo, sua equipe coletou dados de mais de 29.000 homens, com 70 anos de idade em média, que receberam o diagnóstico de câncer de próstata entre 2000 e 2011.

O estudo observou que, durante cerca de cinco anos de acompanhamento, mais de 7.600 homens morreram por câncer de próstata e mais de 5.500 morreram por outras causas.

Os achados foram publicados em 04 de março no periódico Annals of Internal Medicine.

Dr. Teemu Murtola, professor de cirurgia da Universidade de Tampere na Finlândia, escreveu um editorial que acompanhou o estudo.

“A aspirina pode ter outros benefícios, mas provavelmente, não é útil contra o câncer”, disse ele.

Murtola comentou que, neste grande estudo, a aspirina não foi associada a um menor risco de morte por câncer de próstata, apesar dos estudos laboratoriais prévios promissores.

Ainda assim, o risco foi reduzido nos usuários de aspirina em um subgrupo de homens com câncer de próstata de menor risco, disse ele.

“Estudos futuros deveriam tentar avaliar os efeitos do uso muito prolongado de aspirina, pelo menos dez anos, sobre o risco de morte por câncer de próstata”, disse Murtola.

Dr. Anthony D’Amico, professor de radioncologia na Escola de Medicina de Harvard em Boston, disse que o estudo não leva em conta o tratamento recebido pelos pacientes, um ponto importante, porque o tratamento afeta a sobrevida diretamente.

Variáveis como cirurgia, radiação e tratamento hormonal são essenciais para identificar o real efeito da aspirina na sobrevida, disse ele.

Não são apenas os tratamentos em si, mas as combinações usadas e sua duração que podem fazer diferença, disse D’Amico.

“Isto não é definitivo, pois muito está faltando em termos de aspectos específicos do tratamento”, disse ele. “É interessante, mas não significa que você deva tomar aspirina.”