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#Questões psiquiátricas do #abuso sexual na infância

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O abuso sexual contra crianças é um tipo de violência muito mais comum do que se imagina, afetando milhares delas todos os dias. Mas o assunto ainda é um tabu na sociedade, e muitas vezes o problema é negligenciado devido a uma série de fatores como vergonha, medo de repressão, culpa, e outros mitos que envolvem o tema. Quando se fala em abuso sexual de crianças, a maioria das pessoas pensa que ele apenas ocorre quando o abusador é um adulto, mas o conceito é um pouco mais amplo. O abuso sexual pode ocorrer entre duas crianças quando uma delas exerce poder sobre outra, ou até mesmo sem contato sexual, quando a criança é exposta a pornografia, voyeurismo ou ainda quando trava conversas em tons sexuais pela internet.[1]

Infelizmente as estatísticas confirmam que o abuso sexual em crianças é muito mais prevalente do que se imagina: 10% das crianças (meninos ou meninas) serão abusadas antes dos 18 anos. Este número aumenta quando se fala apenas de meninas, chegando a uma em sete.[1] Dados mostram que 44% dos estupros com penetração ocorrem em crianças antes dos 18 anos. Em torno de 90% das crianças abusadas conhecem seus abusadores, e 30% são abusadas por familiares.[1]Existem alguns fatores de risco para o abuso de crianças: meninas tem um risco cinco vezes maior de serem abusadas, e o baixo nível socioeconômico da criança triplica a chance de abuso sexual.[1]

As consequências do abuso sexual na infância podem ser devastadoras em vários sentidos, tanto para a família quanto para a vítima. Com relação às questões psiquiátricas, o abuso sexual é fator de risco para diversas doenças mentais. A severidade do abuso está diretamente relacionada com a gravidade dos sintomas ou doenças ao longa da vida do paciente.[2] Algumas delas estão diretamente conectadas, como o transtorno de estresse pós-traumático e o transtorno de personalidade bordeline. Abuso de substância e tentativas de suicídio têm o risco aumentado pelo abuso sexual. Algumas pesquisas relacionam também os transtornos do humor.[3]

Uma meta-análise com 17 estudos caso-controles e 20 estudos de coorte concluiu que existe um risco aumentado de mais de duas vezes entre pacientes com história de abuso sexual na infância e o desenvolvimento de estresse pós-traumático (OR = 2,34; IC de 95%, 1,59-3,43) e um risco aumentado em mais de quatro vezes em relação a tentativas de suicídio (OR = 4,14; IC de 95%, 2,98-5,76).[3]

Entre os diagnósticos mencionados, o mais controverso é o que talvez mais relação tenha com a questão do abuso sexual: o transtorno de personalidade borderline (TPB). Este diagnóstico é uma das heranças psicanalíticas que a psiquiatria ainda mantém sem a existência de uma validade científica. O nome bordeline (fronteiriço) diz respeito a estar na fronteira da neurose e da psicose. O transtorno de personalidade borderline é muitas vezes confundido com o transtorno afetivo bipolar (TAB) simplesmente porque o DSM-5 em nenhum momento leva em consideração, nos critérios diagnósticos, a importância do abuso sexual no diagnóstico de TPB.[4] Os dois quadros têm muitas semelhanças como a labilidade do humor, irritabilidade, impulsividade. As diferenças é que são essenciais no diagnóstico: o comportamento de automutilação é muito comum nos pacientes borderline (50%-80%), mas incomum nos pacientes bipolares; o TAB é altamente hereditário, já o TPB é muito pouco hereditário; o TPB está  altamente associado a abuso sexual (40%-70%), quase o dobro quando comparado à prevalência no TAB (20%-40%).

Com relação ao tratamento, é bastante claro depois de quase um século de pesquisas, que TAB deve ser tratado com “estabilizadores de humor” e, em alguns casos, o uso coadjuvante de psicoterapia. Já com relação ao TPB, o uso da medicação é coadjuvante à terapia, principalmente a dialética .[5]

Entretanto, as questões psiquiátricas envolvendo os abusadores são muito mais controversas. Muito se discute sobre a questão de se os abusadores são ou não doentes mentais, por praticarem este tipo de crime. Nem todo abusador é um pedófilo. Os pedófilos têm como características o início da história de abusos quando jovem, e podem tem um número grande de vítimas, que raramente são familiares.[1,6]

Os abusadores que não preenchem critérios para pedofilia podem ser observados pela ótica do conceito de temperamento, que pode ser definido como versões leves de estados de humor, incluindo alterações no nível de energia e comportamento (incluindo o sexual), além da impulsividade,[7] sendo os dois temperamentos mais envolvidos o hipertímico e ciclotímico. O primeiro envolve sintomas leves de mania como aumento da energia, diminuição da necessidade do sono e aumento da libido. O segundo envolve constantes alternâncias entre sintomas leves depressão e mania. Normalmente são extrovertidos e de boa socialização, são pessoas que as vezes têm comportamento de riscos que podem ser vistos como impulsivos. Outra questão importante relacionada a estes pacientes é a questão do insight ou julgamento. Este conceito não está apenas relacionado a como o paciente entende a própria doença, mas também a como ele interage com o mundo.[8] Normalmente o insight está prejudicado na mania e preservado na depressão, por isso podemos entender que na ciclotimia e na hipertimia existe uma tendência maior a ter o insight prejudicado.[9]

Existe um mito que homossexuais abusariam mais de crianças, e isto não é real. Um estudo mostrou que 82% dos abusadores eram heterossexuais e/ou parentes próximos da vítima.[10] Outra informação importante é que a maioria dos adolescentes abusadores não se torna pedófilo, e não mantém comportamento sexual predatório.[11]

É de extrema importância para o diagnóstico e para o tratamento do paciente, que os profissionais questionem sobre a possível existência do abuso sexual na infância. A informação é necessária tanto para o diagnóstico quanto para a proteção do paciente. Infelizmente, ainda existe uma grande barreira no meio médico em tornar essa avaliação mais comum, tanto na criança quanto no adulto. Muitas vezes cabe aos médicos abordar o assunto e oferecer um tratamento digno às vítimas desta violência, que gera consequências às vezes irreparáveis a uma criança, assim como fazer um bom diagnóstico dos pacientes que apresentam risco de abusar.

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#La relación entre la #violencia y el #estrés provoca #enfermedades crónicas

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Una investigación realizada por científicas del Instituto Politécnico Nacional (IPN), México, determinó que la relación que hay entre la violencia con la generación de estrés provoca y recrudece enfermedades crónico-degenerativas.

En un comunicado, se explica que, de acuerdo con el estudio, cuando se experimenta violencia con frecuencia se genera estrés de manera sostenida y el organismo produce una respuesta bioquímica liberando catecolaminas (norepinefrina y epinefrina) y cortisol.

Este proyecto multidisciplinario ha sido dirigido por la investigadora de la Escuela Superior de Medicina (ESM) del IPN, Cindy Rodríguez Bandala, quien explica que el estrés neuroquímico puede generar osteoporosis, hipertensión, cáncer, diabetes y obesidad.

Esta especialista señala que ese tema es un asunto prioritario de salud pública, por ello es importante profundizar los estudios para desentrañar cómo las catecolaminas regulan las emociones, las reacciones al ambiente cuando hay estrés (que está diseñado para ser una respuesta inmediata, pero no duradera) y las afecciones crónico-degenerativas.

Rodríguez Bandala considera que “nuestro deber como científicos es conocer la epidemiología de la violencia, establecer el vínculo con el estrés y el deterioro de la salud. A partir de ello podremos proponer acciones para reducir ese fenómeno y sobre todo crear conciencia de que la violencia enferma”.

También la investigadora Laura Martínez Rodríguez, especialista en el estudio de violencia de género y colaboradora del proyecto, indica que existen 13 tipos de violencia: física, psicológica, abandono, económica, abuso, violencia sexual, ataque sexual, violencia institucional, estructural, espiritual, trata de personas, femicidio y feminicidio.

“Esta violencia provoca que el organismo esté en nivel de alerta la mayor parte del tiempo y se produzca desgaste en los mecanismos que regulan el comportamiento celular”, comenta.

Señaló que en pacientes con cáncer de mama los investigadores comprobaron que las mujeres con esta enfermedad y estrés crónico, depresión y ansiedad, desarrollan tumores más agresivos, de mayor tamaño y en algunos casos quimiorresistencia, por lo que la patología se complica.

El estudio incluyó a mujeres con cáncer de mama e hipertensión que toman fármacos betabloqueadores, los cuales actúan como inhibidores de los receptores del estrés. Comprobaron que quienes toman el fármaco tienen mejor densidad mineral ósea y menor riesgo de sufrir osteoporosis que quienes sufren la neoplasia, estrés y no los toman, y también evitan la metástasis.

Ante ese resultado y para apoyar a pacientes oncológicas, la científica de la ESM anunció el propósito de diseñar un betabloqueador más específico que ayude a reducir el estrés, el riesgo de padecer osteoporosis y que no afecte la tensión arterial.

Explica que existen células óseas (osteoblastos) que ayudan a eliminar el hueso de mala calidad, que ha perdido resistencia y elasticidad, mientras que los osteoblastos se encargan del desarrollo y crecimiento de los huesos en la juventud y del mantenimiento óseo en la fase adulta.

En la investigación encontraron que el efecto del estrés en personas con osteoporosis produce exceso de norepinefrina y se rompe el equilibrio entre osteoclastos y osteoblastos, por ello se deteriora más rápido la matriz ósea y no se regeneran los huesos de manera adecuada.

#Kids Aren’t Protecting Themselves Against STDs During #Oral Sex

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(Reuters Health) – Adolescents and young adults regularly engage in oral sex but seldom use condoms to prevent the spread of sexually transmitted diseases, new research shows.

That didn’t surprise the researcher who headed the study. “Many studies show that adolescents and young adults are unaware of the health risks associated with oral sex,” said Giuseppina Valle Holway, a sociology professor at The University of Tampa in Florida, in an email.

As reported online November 20 in the Journal of Adolescent Health, Holway and her coauthor Stephanie Hernandez examined reports of heterosexual oral sex and condom use in a nationally representative sample of more than 7,000 U.S. youth between ages 15 and 24. More than half reported engaging in fellatio within the past year, but only 8% of females and 9% of males said they used a condom.

“Many young adults do not perceive they are at risk of contracting a sexually transmitted infection,” said Erin Moore, a professor of human sexuality at Stetson University in DeLand, Florida, who was not involved with the study.

Oral sex is less likely to spread sexually transmitted infections than vaginal or anal intercourse, she said, but the risk remains.

“If people are not going to use condoms consistently, then the most important thing they should do is get tested for sexually transmitted infections and make sure their partners get tested before engaging in oral, vaginal or anal sex,” Moore said in an email.

Holway and Hernandez suggest that doctors discuss the potential for sexually transmitted infections with young patients. Interactive workshops about safe-sex practices on college campuses are also valuable education tools, the authors write.

Many American schools provide no sex education or just abstinence-only sex education, discouraging all sexual contact until marriage without teaching prevention of sexually transmitted diseases, Moore said.

“Keep in mind that, less than 20 years ago, some states still had ‘sodomy laws’ that made engaging in oral sex illegal,” Moore said. The U.S. Supreme Court ruled sodomy laws unconstitutional in a Texas case in 2003.

Though the main findings of the study were expected, results about race and maternal education sparked interest in additional research.

Black youth were less likely to engage in oral sex, the study found, but they were significantly more likely to use a condom. Previous studies have shown that black youth also are more likely to use condoms during intercourse, according to the report.

Females whose mothers had higher levels of education were more likely to have performed or received oral sex – and were more likely to have had two or more oral sex partners in the past year. The finding led researchers to speculate that “higher goals may lead young women to engage in oral sex in place of vaginal sex, particularly if they view intercourse as a riskier sexual activity with more severe consequences (e.g., pregnancy) that could derail future plans.”

Moore was intrigued by the researchers’ hypothesis that maternal education could be related to young women having a goal-oriented mindset that may lead to oral sex instead of vaginal sex.

“Previous research highlights that college students tend to be more concerned about experiencing pregnancy than contracting a sexually transmitted infection,” she said. “A child is viewed as a much more life-changing event.”

The study focused exclusively on condoms and fellatio and did not examine the recommended use of dental dams during cunnilingus. But prior research shows that people rarely, if ever, use dental dams.

Increasing the use of barrier methods during cunnilingus could help to decrease the rate of oral human papillomavirus (HPV) infection and possibly the incidence of HPV-related cancers. Roughly one in nine U.S. men have oral infections of cancer-causing HPV.

HPV is among the most common sexually transmitted diseases. Most infections don’t cause symptoms and go away on their own. But the virus can cause cancers of the throat, anus, penis, cervix, vagina and vulva, as well as genital warts and lesions in the upper respiratory tract.

Other STDs that can be passed on from oral sex include gonorrhea, syphilis, herpes, and HIV, the virus that causes AIDS.

SOURCE: http://bit.ly/2zI9Ot8

J Adolesc Health 2017.

#Childhood Maltreatment Drives #Self-injury

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Individuals who were physically, sexually, or emotionally maltreated as children are more likely to engage in nonsuicidal self-injury (NSSI), new research shows.

Researchers analyzed 71 studies of the possible association between NSSI and childhood maltreatment, including physical, sexual, and emotional abuse, as well as physical and emotional neglect.

Overall, childhood maltreatment was found to be associated with NSSI, as were the other subtypes of childhood abuse. The association was not found in the case of childhood emotional neglect, in which studies were more likely to be subject to publication bias.

The connection was more strongly evident in community than clinical samples.

“One of the important take-home messages of the study is not to neglect emotional abuse, which is often given less weight than physical abuse,” said corresponding author Richard L. Liu, PhD, assistant professor of psychiatry and human behavior, Alpert Medical School of Brown University, Providence, Rhode Island.

“If you have a patient engaging in self-injury, it is important to inquire into childhood maltreatment, current or past, and if you have a patient who was maltreated as a child, you should find out whether the patient might be self-injuring,” he told Medscape Medical News.

The study was published online November 28 in Lancet Psychiatry.

Strong Predictor of Suicide Attempts

There is a “paucity” of empirically supported treatments for NSSI, the authors note.

The implications of this lack of studies are serious, given that NSSI is a “stronger predictor of suicide attempts than is a past history of suicidal behaviour.” There is therefore a “pressing need” to clarify potential underlying factors to “inform the development of future prevention and intervention strategies,” they write.

The current review was designed to systematically analyze childhood maltreatment and its subtypes in association with NSSI, to evaluate and quantify the strength of these associations after accounting for covariates, and to examine the potential mediators and moderators of this association.

“We especially wanted to look at emotional abuse, which has been understudied because it has traditionally been seen as less damaging than physical abuse,” Dr Liu said.

To investigate the association, the researchers selected 71 of a total of 938 studies of childhood abuse and NSSI.

To be included, studies were required to systematically assess any form of childhood maltreatment (defined as maltreatment occurring before age 18 years) distinct from other adverse childhood experiences and to assess NSSI separately from other outcomes, such as suicidality and other risky behaviors.

An assessment of univariate associations (n = 19,537 participants, consisting of adolescents and adults; mean age, 15.17 and 28 years, respectively) found that overall, childhood maltreatment was positively associated with NSSI (odds ratio [OR], 3.42; 95% confidence interval [CI], 2.74 – 4.26; P < .0001).

When multivariate associations were assessed, overall maltreatment was found to be associated with NSSI in analyses that included all available covariates (OR, 2.79; 95% CI, 2.15 – 3.63; P < .0001).

In analyses that adjusted for covariates, all maltreatment subtypes were found to be associated with NSSI with respect to childhood sexual abuse (OR, 1.62; 95% CI, 1.38 – 1.90), physical abuse (OR, 1.73; 95% CI, 1.38 – 2.17), and emotional abuse (OR, 1.86; 95% CI, 1.42 – 2.44) (for all, P < .0001).

For childhood physical and emotional neglect, the associations, although still significant, were somewhat weaker (OR, 1.24; 95% CI, 1.00 – 1.52; P = 0.046, and OR, 1.17; 95% CI, 1.02 – 1.35; P = .027,).

In a further analysis that accounted for the high rates with which different forms of maltreatment co-occur, the researchers repeated and restricted the analyses to those that analyzed covariates for at least one maltreatment subtype.

They found that the results remained largely unchanged, with the exception of emotional neglect, which became nonsignificant.

Different Pathways

Severity of overall maltreatment and three subtypes (sexual and physical abuse, and physical neglect) were associated with the severity of NSSI. This association did not hold for emotional neglect. There was an insufficient number of studies that investigated the association with emotional abuse.

The researchers identified several mediators between childhood maltreatment subtypes and NSSI, including general psychiatric morbidity for overall maltreatment, posttraumatic stress disorder, and dissociation for sexual abuse, personality dysfunction for emotional maltreatment and physical abuse, and dissociation for physical abuse.

Other mediators included academic self-efficacy, self-criticism, pessimism (for emotional abuse), and self-blame for physical abuse.

Associations were stronger in community than in clinical samples in moderator analyses. Although heterogeneity was higher for community than for clinical samples in the case of physical abuse, it was lower in community than clinical samples in the case of emotional abuse and neglect.

Emotional neglect was the only subtype of childhood maltreatment in which there was a potential publication bias in the studies.

“Collectively, these findings provide support for childhood maltreatment, and its specific subtypes, being associated with non-suicidal self-injury, although the available evidence is modest in the case of emotional neglect,” the authors write.

They warn that, although the maltreatment subtypes share commonalities in their relationship with NSSI, “subtypes of childhood maltreatment should not be considered as a unitary construct.”

“The mechanisms of correlation between NSSI and childhood maltreatment are complicated and related through different pathways that depend on the form of abuse,” said Dr Liu.

“I suspect that sexual and physical abuse may largely be driven through the relationship with physical pain associated with self-injury,” he noted.

“We all have a natural barrier to hurting ourselves, but the barrier is reduced when we are physically hurt by someone else. If a person has been physically hurt multiple times, that impediment to inflicting physical pain is reduced, and self-injury is more normalized and less foreign,” he said.

Emotional abuse, on the other hand, might be related to NSSI through emotional dysregulation, he said.

He noted that the studies investigated whether there was a difference between the strength of relationship between childhood maltreatment and NSSI by age.

“The absence of such a relationship suggests that adults with childhood maltreatment were just as likely to engage in self-injury as teens, which speaks to the long-lasting effects of maltreatment in these individuals.”

Tailored Interventions

In an accompanying editorial, Lianne Schmaal, PhD, and Sarah Bendall, PhD, of Orygen, the National Centre of Excellence in Youth Mental Health, and the Center for Youth Mental Health, University of Melbourne, Australia, called the study “novel.”

It “adds to the growing understanding of the extent of the impact of childhood maltreatment on a range of mental and physical health and other behavioral outcomes and the importance of tailoring services to take account of the unique needs of individuals who were maltreated in childhood.”

They emphasize that it is “essential” to understand the individual’s “context” for NSSI, such as association with trauma, because NSSI “might function to distract from severe trauma-related emotional distress or to reduce posttraumatic numbing and dissociation.”

Dr Liu added that screening in school and clinical settings, including screening for emotional abuse, is important.

“If these forms of abuse do indeed have different pathways of association with NSSI, a different treatment focus would be warranted, especially given the gravity of NSSI, which is increasingly being found in research to be the strongest predictor of suicidal risk,” he said.

The study was funded by the National Institute of Mental Health. The authors have disclosed no relevant financial relationships.

Lancet Psychiatry. Published online November 28, 2017. Abstract, Editorial

#A Era do exibicionismo: A necessidade de aparecer.

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A Era do exibicionismo: A necessidade de aparecer.
AutoresComportamento e Psicologia

Por Jackson César Buonocore

http://www.resilienciamag.com/content/uploads/2017/12/
A necessidade de aparecer todos nós temos, uns mais, outros menos, seja por motivos ou princípios diversos. É normal que queiramos contar as boas notícias, mostrar as nossas vitórias, partilhar com quem gostamos tudo que conquistamos, seja no ponto de vista material, emocional e espiritual.

Porém, esse processo de exposição precisa ser feito sem deslumbramento, com maturidade para não nos sujeitarmos forçosamente, uma vez que esse comportamento deixa de ser uma forma de comunicação e passar ser exibicionismo. Uma necessidade de supervalorização, seja por parte dos outros ou de nós mesmos.

 

Sigmund Freud num estudo sobre o exibicionismo constatou que cada um de nós começou a vida como um bebê exibicionista. Ele ainda verificou que a maioria das pessoas, na fase adulta, têm êxito em conter esse impulso, mas o exibicionista patológico não consegue superar tal aspecto.
Para a psicanálise o exibicionismo é um modo de excitação erótica, que pode transformar-se em um ato de dimensão patológica, onde se busca uma satisfação exclusivamente egocêntrica. Assim, alguns indivíduos sentem o desejo de evidenciar sua potência sexual: os homens precisam mostrar a sua virilidade e as mulheres o seu erotismo.

O exibicionismo possui uma genealogia hostil, uma vontade inconsciente de revelar as genitálias, entretanto, isso é impossível diante do princípio da realidade. A negação do exibicionismo pode dar vazão as agressões físicas, verbais e insinuosas, que estão latentes ou escancaradas.

Essas coisas estão ligadas ao sentimento de inferioridade, uma necessidade de chamar a atenção alheia – para mostrar que se tem sucesso, fama, dinheiro, carros, títulos ou até mesmo capinhas de celular. Vivemos na era do exibicionismo, em que a grande mídia vende a ilusão que se pode ter tudo que ser, contudo, ela não diz que isso tem – um custo elevadíssimo, que é o endividamento financeiro e o aumento da ansiedade e da angústia.
A redes sociais transformaram-se num grande termômetro do exibicionismo, uma realidade artificial – que se alimenta das carências afetivas ou emocionais, que busca através de likes ou comentários aumentar autoestima, para se convencer daquilo, que não se tem certeza em si mesmo.
Está provado se não for possível conseguir a satisfação em um nível mais profundo, inevitavelmente se buscará fora. Mas se autoestima estiver consolidada, não será preciso ficar se expondo, porque se conquistou a inteireza e a confiança em si mesmo e sem a obrigação de clamar atenção dos outros.

Uma coisa é fato de que nós seres humanos não somos autossuficientes e não conseguimos manter a nossa existência isolada, carecemos de outros seres humanos. Entretanto, a melhor forma de sermos lembrados é sermos nós mesmos, do que alguém que somente gosta de aparecer. Quem gosta de nós de verdade, vai gostar do jeito que somos e não do jeito que a mídia, a propaganda e redes sociais querem que sejamos.

Fibromialgia e as relações pouco conhecidas com hormônios, mitocôndrias, inflamação e estresse oxidativo.

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A fibromialgia impediu que Lady Gaga se apresentasse no Rock in Rio deste ano.

Os fãs ficaram arrasados com o cancelamento do show de Lady Gaga, na abertura do Rock in Rio deste ano. Mas a cantora decidiu dar um tempo nas apresentações por conta da fibromialgia, uma doença caracterizada por dor musculoesquelética generalizada, acompanhada de problemas de fadiga, sono, memória e humor. Os pesquisadores acreditam que a fibromialgia amplifica as sensações dolorosas, afetando a maneira como seu cérebro processa sinais de dor. Os sintomas às vezes começam após um trauma físico, cirurgia, infecção ou estresse psicológico significativo.

Em alguns casos, os sintomas aumentam gradualmente ao longo do tempo sem um único evento desencadeante. A fibromialgia é uma condição de dor crônica que afeta aproximadamente cinco milhões de pessoas em todo o mundo. Aproximadamente 30% dos pacientes com fibromialgia apresentam depressão grave. A incidência de depressão e ansiedade, ao longo da vida, em pacientes com fibromialgia chega a 74% e 60%, respectivamente. No Brasil a depressão ocorre como comorbidade em 67,2% dos pacientes.

As mulheres são mais propensas a desenvolver fibromialgia do que os homens. Muitas pessoas que têm fibromialgia também têm dores de cabeça por tensão, distúrbios da articulação temporomandibular (ATM), síndrome do intestino irritável, ansiedade e depressão. Embora não haja cura para a fibromialgia, uma variedade de medicamentos pode ajudar a controlar os sintomas. Medidas de exercício, relaxamento e redução do estresse e cuidados com a dieta também podem ajudar. Os sintomas da fibromialgia incluem:

 

  • Dor generalizada. A dor associada à fibromialgia é frequentemente descrita como uma dor constante e maçante que durou pelo menos três meses. Para ser considerado generalizado, a dor deve ocorrer em ambos os lados do seu corpo e acima e abaixo da sua cintura.
  • Fadiga. As pessoas com fibromialgia muitas vezes acordam cansadas, embora relatem dormindo por longos períodos de tempo. O sono geralmente é interrompido pela dor, e muitos pacientes com fibromialgia apresentam outros distúrbios do sono, como a síndrome das pernas inquietas e a apneia do sono. Muitos pacientes com síndrome da fibromialgia têm um distúrbio do sono associado que é denominado de anomalia alfa-EEG. Pesquisadores descobriram que os pacientes da Síndrome da fibromialgia podem adormecer sem muitos problemas, mas seu nível de sono profundo é constantemente interrompido por “explosões” de atividade cerebral como se estivessem acordados. Os pacientes parecem passar a noite semiacordados.
  • Dificuldades cognitivas. Um sintoma comumente referido como “nevoeiro no cérebro, ou brain fog em inglês” prejudica a capacidade de se concentrar, prestar atenção e se focar em tarefas mentais. A dificuldade de raciocínio é uma queixa proeminente de muitos pacientes com fibromialgia. Comumente, eles descrevem dificuldades com a memória de curto prazo, a concentração, a análise lógica e a motivação.

Embora não haja cura para a fibromialgia, uma variedade de medicamentos pode ajudar a controlar os sintomas.

Os médicos não sabem o que causa a fibromialgia, mas provavelmente envolve uma variedade de fatores que atuam em conjunto. Estes podem incluir:

  1. Genética. Como a fibromialgia tende a correr em famílias, pode haver certas mutações genéticas que podem torná-lo mais suscetível ao desenvolvimento da doença.
  2. Infecções. Algumas doenças parecem desencadear ou agravar a fibromialgia.
  3. Trauma físico ou emocional. A fibromialgia às vezes pode ser desencadeada por um trauma físico, como um acidente de carro. O estresse psicológico também pode desencadear a condição.

 

Outra possíveis causas:

Disfunção do  eixo hipotalamio, hipófise e adrenal

Na fibromialgia são encontradas várias alterações hormonais, devido a uma complexa relação das diversas estruturas cerebrais. Essa disfunção endócrina parece desempenhar um papel importante na fibromialgia. Acredita-se que o centro da disfunção está no eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA), embora outros hormônios também pareçam estar envolvidos. Pesquisas mostram que os pacientes com fibromialgia têm baixos níveis dos hormônios: tiroidiano, estrogênio, testosterona, progesterona, relaxina e cortisol.

Resultado de imagem para fibromialgia eixo hpa

Citocinas pró-inflamatórias e DHEA-S em Mulheres com fibromialgia: impacto de psicologia situação de angústia e menopausa

Embora a fibromialgia não seja tradicionalmente considerada uma desordem inflamatória, a evidência de processos inflamatórios elevados foi observada neste transtorno em múltiplos estudos. O suporte para marcadores inflamatórios na fibromialgia tem sido bastante equívoco até à data, potencialmente devido à falta de atenção para características salientes do paciente que podem afetar a inflamação, como distúrbios psiquiátricos e marcos de envelhecimento como a menopausa. Um estudo realizado por pesquisadores norte-americanos  examinou as relações entre citocinas pró-inflamatórias e níveis hormonais, intensidade da dor e sofrimento psicológico em uma amostra de 34 mulheres pré-menopáusicas e pós-menopáusicas com fibromialgia.

Nossos resultados sugeriram que a IL-8 estava correlacionada com sintomas depressivos, catástrofe da dor e ansiedade relacionada à dor para mulheres na pós-menopausa, mas não para mulheres pré-menopáusicas.

A desregulação de sulfato de dehidroepiandrosterona (DHEA-S), um hormônio esteróide endógeno, pode desempenhar um papel etiológico na manutenção da sintomatologia de FM, pois modula as respostas inflamatórias através da inibição direta da atividade de IL-6 e TNF-α ( pró inflamatórias)  e indiretamente através da promoção de  IL-10 ( anti inflamatórias) . O declínio normativo dos níveis de DHEA-S com a idade tem sido teoricamente ligado ao início da sintomatologia de FM em toda a vida.

Estudo da USP mostrou uma associação significativa entre disfunção sexual e depressão em pacientes com fibromialgia

Disfunção sexual , testosterona e  Fibromialgia

Os achados do estudo “Depressão, sexualidade e síndrome da fibromialgia: achados clínicos e correlação com parâmetros hematológicos”, publicado na revista Arquivos de Neuropsiquiatria, também levantam a possibilidade de “envolvimento de mediadores imunoinflamatórios” na doença. Os pesquisadores da Universidade de São Paulo procuraram investigar questões de sexualidade e depressão em 33 mulheres com fibromialgia, comparando com 19 mulheres saudáveis e correlacionar os achados clínicos aos parâmetros sanguíneos.

Disfunção sexual e depressão foram significativamente mais prevalentes em mulheres com fibromialgia em comparação com o grupo controle. As pacientes com fibromialgia comparadas às mulheres saudáveis também apresentaram menores concentrações séricas de testosterona, T4 livre (relacionada à função da glândula tireoide), fator antinuclear (para avaliar a doença autoimune), menor concentração de hemoglobina e hematócrito.

“Este estudo mostrou uma associação significativa entre disfunção sexual e depressão em pacientes com fibromialgia. A disfunção sexual pode interferir na qualidade de vida e agravar os sintomas de fibromialgia e depressão, uma comorbidade frequente de fibromialgia”, concluíram os pesquisadores.

Tratamento da dor em pacientes com fibromialgia com gel de testosterona: farmacocinética e resposta clínica.

Para testar a hipótese de que a deficiência de testosterona desempenha um papel importante na dor crônica, um estudo piloto de Fase I/II foi realizado com 12 pacientes com fibromialgia para verificar se uma dose diária com gel de testosterona transdérmica por de 28 dias poderia 1) aumentar de forma significativa e segura a concentração sérica média de testosterona, de níveis basais baixos para níveis médio/alto-normal e 2) tratar eficazmente os sintomas de dor e fadiga da fibromialgia.

Os dados farmacocinéticos confirmaram que as concentrações plasmáticas da testosterona livre aumentaram significativamente acima dos níveis basais, por meio da avaliação da concentração máxima de hormônio (Cmax).

A avaliação dos sintomas típicos da fibromialgia pelo questionário do paciente e no exame do ponto sensível demonstraram mudanças significativas na diminuição da dor muscular , rigidez e fadiga e no aumento da libido durante o tratamento do estudo. Estes resultados são consistentes com a capacidade hipotética da testosterona para aliviar os sintomas de fibromialgia. Os sintomas que não estavam intimamente relacionados com a fibromialgia não foram melhorados.

Tratamento com hormônio do crescimento para redução contínua da dor e melhora na qualidade de vida na fibromialgia severa.

O hormônio do crescimento pode ser um tratamento complementar efetivo para o manejo da dor e da fadiga em pacientes com fibromialgia, particularmente em um subconjunto com valores baixos de fator de crescimento insulina-like 1. Foram sugeridos defeitos funcionais na secreção de hormônio do crescimento (GH ou Growth Hormone, em inglês) e sua eficácia como tratamento complementar para a fibromialgia. Um estudo realizado por pesquisadores espanhóis investigou a eficácia e a segurança do GH em baixas doses como terapia complementar em pacientes com fibromialgia grave e níveis baixos de insulina tipo 1. Um total de 120 pacientes foram matriculados em um estudo multicêntrico controlado por placebo durante 18 meses.

O hormônio do crescimento pode ser um tratamento complementar efetivo para o manejo da dor e da fadiga em pacientes com fibromialgia

Eles foram aleatoriamente designados para receber 0,006 mg/kg/dia de GH S.C. (grupo A, n = 60) ou placebo (grupo B, n = 60) durante 6 meses (fase cega). O grupo tratado com placebo foi trocado para o tratamento com GH do mês 6 até o mês 12 (fase aberta) e um período de seguimento após a descontinuação de GH foi realizado até o mês 18. Tratamento padrão para fibromialgia (inibidores seletivos de reabsorção de serotonina, opioides e amitriptilina) foi mantido ao longo do estudo. No final do estudo, os pacientes do Grupo A apresentaram pontuações de Questionário de Impacto da Fibromialgia (FIQ) significativamente melhoradas (P = 0,01) em comparação com o grupo B.

Embora a descontinuação de GH tenha agravado todas as pontuações em ambos os grupos durante o seguimento, o comprometimento da percepção da dor foi menos pronunciado no grupo tratado com GH (P = 0,05). Baseados nos resultados obtidos, os pesquisadores concluíram, neste maior e mais longo estudo controlado por placebo realizado em fibromialgia, que a adição de GH ao tratamento padrão foi eficaz na redução da dor.

A disfunção mitocondrial e o estresse oxidativo podem ser um marcador diferencial entre síndrome de fadiga crônica e fibromialgia?

A síndrome de fadiga crônica (SFC) e a fibromialgia (FM) são doenças complexas e graves que afetam aproximadamente 2,5% e 5% da população em geral em todo o mundo, respectivamente. A etiologia é desconhecida; no entanto, estudos recentes sugerem que a disfunção mitocondrial esteve envolvida na fisiopatologia de ambas as condições. Pesquisadores da Universidade Autônoma de Barcelona investigaram a possível associação entre biogênese mitocondrial e estresse oxidativo em pacientes com SFC e FM. Eles avaliaram 23 pacientes com SFC, 20 pacientes com FM e 15 controles saudáveis.

  • As células mononucleares do sangue periférico dos pscientes mostraram níveis reduzidos da Coenzima Q10 naqueles com SFC  e nos indivíduos com FM e níveis de ATP também reduzidos em pacientes com SFC e FM.
  • Os pacientes com SFC/FM tiveram significativamente aumentados os níveis de peroxidação lipídica, que é indicativos de dano induzido pelo estresse oxidativo.
  • A atividade da enzima citrato sintase mitocondrial foi significativamente menor em pacientes com FM, mas na SFC, resultou em níveis similares aos controles.
  • O conteúdo de DNA mitocondrial foi normal na SFC e reduzido em pacientes com FM relação aos controles saudáveis.

Tratamento da síndrome de fadiga crônica e fibromialgia com D-Ribose – Um estudo aberto, multicêntrico

A Síndrome de Fadiga Crônica e de Fibromialgia (CFS/FMS) são síndromes debilitantes que afetam cerca de 2 a 4% da população. Embora sejam condições heterogêneas associadas a muitos gatilhos, elas parecem ter em comum a patologia de estarem associadas ao metabolismo de energia prejudicado. Como a D-ribose demonstrou aumentar a síntese de energia celular e também melhorar significativamente os resultados clínicos na CFS/FMS em um estudo anterior, pesquisadores americanos do Hawaii e do Texas, testaram a hipótese que a administração de D-ribose melhoraria as funções nos pacientes de CFS/FMS.

Para isto, realizaram um estudo aberto, em que 53 clínicas dos EUA matricularam 257 pacientes que tiveram um diagnóstico de CFS/FMS, emitido por um profissional de saúde. Todos os indivíduos receberam D-ribose (Corvalen™), uma pentose de ocorrência natural, na dose de 5 g, três vezes ao dia, durante 3 semanas. Todos os pacientes foram avaliados na linha de base (1 semana antes do tratamento) e após 1, 2 e 3 semanas, usando um Escala Analógica Visual (1-7 pontos) de classificação de energia, sono, função cognitiva, dor e bem-estar geral.

Dos 257 pacientes matriculados inicialmente, 203 completaram o teste de tratamento de 3 semanas. O tratamento com D-ribose levou a melhorias, tanto estatisticamente (p <.0001) quanto clinicamente importantes em todas as categorias avaliadas:

  • Aumento de 61,3% em energia
  • Aumento de 37% no bem-estar geral
  • Melhoria de 29,3% no sono
  • Melhoria de 30% na clareza mental
  • Diminuição de 15,6% na dor

A melhorias começaram na primeira semana de tratamento e continuaram a aumentar no final das 3 semanas de tratamento. Além do mais, a D-ribose foi bem tolerada pelos pacientes. Os pesquisadores concluíram que, neste estudo multicêntrico, a utilização da D-ribose resultou em níveis de energia, sono, clareza mental, bem-estar e alívio da dor nitidamente melhorados em pacientes com fibromialgia e síndrome da fadiga crônica.

O tratamento com D-ribose levou a melhorias, tanto estatisticamente quanto clinicamente importantes em todas as categorias avaliadas

5 dicas de dieta para ajudar a controlar suas “explosões” de fibromialgia

Como dito anteriormente, ainda não há cura para a doença, mas acredita-se que a dieta possa desempenhar um papel importante na gestão dos sintomas. Aqui estão cinco dicas de dieta para ajudá-la a controlar as “explosões” de fibromialgia com base em informações de do site prevention.com:

1. Obtenha bastante vitamina D

A vitamina D costuma ser chamada de vitamina do sol, pois é derivada dos raios do sol. Muitos de nós são deficientes nesta vitamina vital, particularmente durante o inverno, o que pode levar à dor articular e muscular. A vitamina D é necessária para construir ossos saudáveis, melhorar o sistema imunológico, regular a pressão arterial e ajudar a prevenir o câncer. Os alimentos que são boas fontes de vitamina D incluem ovos, peixes, lácteos, cereais fortificados e sucos de frutas.

Fale com seu médico sobre suplementos de vitamina D. Pacientes com síndrome da fibromialgia (FMS) geralmente têm baixos níveis de vitamina D, levando a dor e fadiga, e os suplementos não são apenas uma alternativa ao tratamento dos sintomas, mas também são econômicos. A dor crônica e a fadiga, os sintomas típicos da síndrome da fibromialgia, podem ser tratados com suplementos de vitamina D como alternativa ou complemento a outros tratamentos, como descobriram os pesquisadores que trabalham no Orthopedic Hospital Speising  em Viena, na Áustria, cujos resultados do estudo foram recentemente publicado no  revista Pain.

A dor crônica e a fadiga, os sintomas típicos da síndrome da fibromialgia, podem ser tratados com suplementos de vitamina D como alternativa ou complemento a outros tratamentos

2. Evite alimentos processados

Os alimentos processados ​​geralmente contêm muitos aditivos e conservantes, muitos dos quais não são bons para nossos corpos. Aditivos como MSG (glutamato monossódico) e aspartame podem ativar neurônios que aumentam a sensibilidade do corpo à dor. Evitar refrigerantes dietéticos, variedades sem açúcar de doces e chocolate e ler os pacotes de refeições processadas irá ajudá-lo a se afastar de MSGs e aspartame. Escolha alimentos inteiros frescos ou alimentos com poucos ingredientes no rótulo – de preferência que você possa reconhecer.

3. Aumente sua ingestão de Ômega-3

Peixes oleosos como salmão, cavala e sardinha; nozes; sementes de linho e chia; e os vegetais de folhas verde escuras são apenas alguns dos alimentos que podem fornecer aos nossos corpos as boas gorduras Ômega-3, conhecidas por combaterem a inflamação e dor nas articulações, bem como protegerem o coração.

4. Evite a cafeína

Desculpe, mas essa xícara de café tem que sair! Embora seja tentador recorrer ao café para reduzir a fadiga que vem com a fibromialgia, a cafeína também contribuirá para a sua falta de sono no final do dia. Mude para chás e cafés descafeinados para ajudar a restaurar padrões de sono regulares e evite bebidas como refrigerantes com cafeína.

5. Coma muitas frutas e vegetais

Frutas e vegetais contêm muitos nutrientes vitais, e quanto mais frutas e verduras você comer, mais desses nutrientes você estará consumindo. Aponte para um arco-íris de cores ao escolher frutas e legumes e opte por frutas e vegetais orgânicos e da época, se possível. Os vegetais congelados e enlatados podem ser tão bons quanto frescos (às vezes, mais devido a serem enlatados ou congelados diretamente após a colheita), mas certifique-se de manter um olho no teor de sódio. Se você não quiser seguir uma dieta vegetariana ou vegana, considere reduzir a quantidade de carne que você come e tentar escolher variedades orgânicas alimentadas com pastagem.

A coenzima Q10 pode melhorar parâmetros clínicos e moleculares na fibromialgia?

A Fibromialgia (FM) é uma doença complexa que afeta até 5% da população mundial em geral. Os seus mecanismos fisiopatológicos são difíceis de identificar e as terapias farmacológicas atuais demonstram eficácia limitada. Tanto a disfunção mitocondrial quanto a deficiência de coenzima Q10 (CoQ10) foram implicados na fisiopatologia da FM. Pesquisadores da Universidade de Sevilha, na Espanha, investigaram o efeito da suplementação com CoQ10. Eles realizaram um estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo para avaliar os efeitos clínicos e da expressão gênica com a suplementação por 40 dias com CoQ10 (300 mg/dia) em 20 pacientes com FM. Observou-se uma importante melhora clínica após o tratamento com CoQ10 versus placebo com redução do FIQ (questionário de impacto da fibromialgia, ver link) e redução proeminente na dor, fadiga e cansaço matinal,  nas subescalas do FIQ. Além disso, os cientistas observaram uma redução importante na escala visual da dor e uma redução nos pontos sensíveis, incluindo a recuperação da inflamação, as enzimas antioxidantes, a biogênese mitocondrial e os níveis de expressão gênica da AMPK, associados à fosforilação da atividade AMPK. Esses resultados levam à hipótese de que a CoQ10 tem um potencial efeito terapêutico na FM e indica novos possíveis alvos moleculares para a terapia desta doença.

O estresse oxidativo correlaciona-se com sintomas de dor de cabeça na fibromialgia: efeito coenzima Q10 sobre melhora clínica.

Estudos recentes apontaram algumas evidências que demonstram que o estresse oxidativo está associado a sintomas clínicos na fibromialgia. Pesquisadores espanhóis examinaram o estresse oxidativo e o estado bioenergético em células mononucleares no sangue (BMCs) e sua associação aos sintomas de dor de cabeça em pacientes com fibromialgia. Os efeitos da suplementação oral de coenzima Q10 (CoQ10) em marcadores bioquímicos e melhora clínica também foram avaliados.

Eles estudaram 20 pacientes com FM e 15 controles saudáveis. Os parâmetros clínicos foram avaliados utilizando o Fibromyalgia Impact Questionnaire (FIQ), as escalas de análises visuais (VAS) e o Teste de Impacto de Headache (HIT-6). O estresse oxidativo foi determinado medindo os níveis de CoQ10, catalase e peroxidação lipídica (LPO) em BMCs e O estado bioenergético foi avaliado pela medição dos níveis de ATP em BMCs

Os pesquisadores encontraram níveis reduzidos de CoQ10, catalase e ATP em BMCs de pacientes com FM, em comparação com o controle normal. Também encontraram aumento do nível de LPO em BMCs de pacientes com FM em relação ao controle normal. Foram observadas correlações negativas significativas entre os níveis de CoQ10 ou catalase em BMCs e parâmetros de cefaleia. Além disso, os níveis de LPO mostraram uma correlação positiva significativa com HIT-6. A suplementação oral de CoQ10 restaurou os parâmetros bioquímicos e induziu melhora significativa nos sintomas clínicos e de dor de cabeça.

Os resultados deste estudo sugerem um papel da disfunção mitocondrial e do estresse oxidativo nos sintomas de dor de cabeça associados à FM. A suplementação de CoQ10 deve ser examinada em um estudo controlado com placebo maior como um possível tratamento em FM.

Uso de uma forma hidrossolúvel da CoQ10 em mulheres afetadas pela fibromialgia. 

A diminuição da capacidade antioxidante e o aumento do estresse oxidativo foram observados em pacientes com fibromialgia. Alguns ensaios também mostraram que os níveis de CoQ10 são reduzidos nesses pacientes, mas que a sua suplementação pode restaurar os níveis e reduzir os sintomas da fibromialgia, incluindo dor e fadiga. Avaliamos o efeito da administração de uma forma da CoQ10 (DDM Chinone®) na dose de 200 mg x 2/dia em 22 pacientes do sexo feminino com diagnóstico de fibromialgia em estudo randomizado, aberto e cruzado. Os resultados obtidos pelos pesquisadores mostram que, em comparação com um grupo de controle, a administração de CoQ10 melhorou significativamente a maioria dos resultados relacionados à dor em 24-37%, incluindo fadiga (em ~ 22%) e distúrbios do sono (em ~ 33%). Os resultados obtidos confirmam o papel considerável desempenhado pela CoQ10 na redução da dor, fadiga e distúrbios do sono em indivíduos afetados pela fibromialgia.

Os resultados obtidos confirmam o papel considerável desempenhado pela CoQ10 na redução da dor, fadiga e distúrbios do sono em indivíduos afetados pela fibromialgia.

 

Referências

Fibromyalgia

https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/fibromyalgia/symptoms-causes/syc-20354780

Proinflammatory cytokines and DHEA-S in women with fibromyalgia: impact of psychological distress and menopausal status

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4259557/

Treatment of pain in fibromyalgia patients with testosterone gel: Pharmacokinetics and clinical response.

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1567576915002453

Growth hormone treatment for sustained pain reduction and improvement in quality of life in severe fibromyalgia

https://insights.ovid.com/pubmed?pmid=22465047

Treatment of Chronic Fatigue Syndrome and Fibromyalgia with D-Ribose– An Open-label, Multicenter Study

https://benthamopen.com/contents/pdf/TOPAINJ/TOPAINJ-5-32.pdf

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https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4259557/

Vitamin D May Help FMS Patients’ Pain and Fatigue

https://fibromyalgianewstoday.com/2015/01/19/vitamin-d-may-help-fms-patients-pain-and-fatigue/

5 Diet Tips to Help Control Your Fibro Flares

https://fibromyalgianewstoday.com/2017/10/03/diet-tips-control-fibro-flares/

Disfunção cognitiva e Distúrbio psicológico associados a fibromialgia

http://fibromialgia-info.blogspot.com.br/2015/12/disfuncao-cognitiva-e-disturbio.html

POSSÍVEIS CAUSAS DA FIBROMIALGIA

http://www.fibromialgiabrasil.com.br/teo-endoc.htm

Depression, sexuality and fibromyalgia syndrome: clinical findings and correlation to hematological parameters

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X2016001100863&lng=en&nrm=iso&tlng=en

Role for a water-soluble form of CoQ10 in female subjects affected by fibromyalgia. A preliminary study.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27974102

Effect of coenzyme Q10 evaluated by 1990 and 2010 ACR Diagnostic Criteria for Fibromyalgia and SCL-90-R: four case reports and literature review.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24103521

Could mitochondrial dysfunction be a differentiating marker between chronic fatigue syndrome and fibromyalgia?

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23600892

Can coenzyme q10 improve clinical and molecular parameters in fibromyalgia?

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23458405

Oxidative stress correlates with headache symptoms in fibromyalgia: coenzyme Q₁₀ effect on clinical improvement.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22532869

Ann Rheum Dis. 2004 Nov;63(11):1504-6.
Hypothalamic-pituitary-gonadal axis and cortisol in young women with primary fibromyalgia: the potential roles of depression, fatigue, and sleep disturbance in the occurrence of hypocortisolism.
Gur A1, Cevik R, Sarac AJ, Colpan L, Em S.

Arthritis Res Ther. 2004;6(3):R232-8. Epub 2004 Mar 15.
Cortisol and hypothalamic-pituitary-gonadal axis hormones in follicular-phase women with fibromyalgia and chronic fatigue syndrome and effect of depressive symptoms on these hormones.
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Z Rheumatol. 1998;57 Suppl 2:67-71.
The hypothalamic-pituitary-adrenal stress axis in fibromyalgia and chronic fatigue syndrome.
Crofford LJ1.Division of Rheumatology, University of Michigan, Ann Arbor 48109-0680, USA. crofford@umich.edu

 

FONTE: Dr. Roberto Franco do Amaral

 

#El #tratamiento del TDAH se asocia a un menor #riesgo de lesiones accidentales (Neurosci Biobehav R)

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Un estudio coordinado por la Universidad de Navarra ha revelado que la medicación protege a los niños con trastorno por déficit de atención con hiperactividad (TDAH) de sufrir lesiones accidentales, según publican en Neuroscience & Biobehavioral Reviews.

Los autores han combinado los resultados de estudios previos de 4 millones de niños o adolescentes sin TDAH y 350.000 con el trastorno, y han demostrado que este trastorno se asocia a un mayor riesgo de caídas o golpes involuntarios que terminan en visitas a urgencias.

El riesgo aumenta por los síntomas principales del TDAH, como falta de atención, hiperactividad e impulsividad, así como otras características relacionadas como la agresividad.

En cambio, cuando compararon los períodos en los que los niños y adolescentes estaban tomando la medicación frente a cuando no lo hacían, comprobaron que el tratamiento farmacológico tiene un efecto protector frente a estas lesiones accidentales.

Entre las conclusiones del estudio, los investigadores afirman que la decisión de interrumpir el tratamiento farmacológico durante los fines de semana o el verano debe ser tomada con precaución por cuidadores y facultativos y enmarcada en un contexto más amplio en el que se valoren todos los riesgos y beneficios.

Asimismo, el estudio puede ayudar a implantar estrategias educativas de prevención de accidentes en niños con TDAH, al haberse visto que son una población de alto riesgo. En estos casos, añaden, medidas sencillas como llevar siempre casco cuando se monta en bicicleta o poner cierres de seguridad en las ventanas pueden prevenir algunas de las graves consecuencias de sufrir un accidente.

Neurosci Biobehav Rev. 2017 Nov 21;84:63-71