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#Dependência química

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A pessoa deixa de ser usuária, mas a dependência química persiste

Psicologias do Brasil

Por Drauzio Varella- Jornal Folha de S. Paulo

As drogas causadoras de dependência ativam o sistema de recompensa existente no cérebro.

Lícitas ou não, todas provocam aumento rápido na liberação de dopamina, neurotransmissor envolvido nas sensações de prazer. O prazer intenso dá origem ao aprendizado associativo (droga-prazer-droga), que constitui a base do condicionamento.

Com a repetição da experiência, os neurônios que liberam dopamina já começam a entrar em atividade ao reconhecer os estímulos ambientais e psicológicos vividos nos momentos que antecedem o uso da substância, fenômeno conhecido popularmente como fissura.

É por esse mecanismo que voltar aos locais em que a droga foi consumida, a presença de pessoas sob o efeito dela e o estado mental que predispõe ao uso pressionam o usuário a repetir a dose.

O condicionamento que leva à busca da droga fica tão enraizado nos circuitos cerebrais que pode causar surtos de fissura depois de longos períodos de abstinência. A pessoa deixa de ser usuária, mas a dependência persiste.

As recompensas naturais –como aquelas obtidas com alimentos saborosos e o sexo– também estão ligadas à dopamina, mas nesses casos a liberação é interrompida pela saciedade. As drogas psicoativas, ao contrário, armam curtos-circuitos que bloqueiam a saciedade natural e mantêm picos elevados de dopamina até esgotar sua produção.

Por essa razão, comportamentos compulsivos por recompensas como comida e sexo são mais raros do que aqueles associados ao álcool, nicotina ou cocaína.
O condicionamento empobrece os pequenos prazeres cotidianos: encontrar um amigo, uma criança, a beleza da paisagem. No usuário crônico, os sistemas de recompensa e motivação são reorientados para os picos de dopamina, provocados pela droga e seus gatilhos antecipatórios.

Com o tempo, a repetição do uso torna os neurônios do sistema de recompensa cada vez mais insensíveis à ação farmacológica da droga, fenômeno conhecido como tolerância.

A tolerância reduz o grau de euforia experimentado no passado, aprofunda a apatia motivacional na vida diária e leva ao aumento progressivo das doses e às mortes por overdose.

É por causa da tolerância que todo maconheiro velho se queixa da qualidade da maconha atual.

Como parte desse mecanismo, os neurônios que formam o sistema antirrecompensa ficam hiper-reativos.

A sensação de prazer, agora mais fugaz e menos intensa, vem seguida de uma fase disfórica que se instala no espírito do dependente assim que o efeito da droga se dissipa. A pessoa deixa de buscá-la simplesmente pelo prazer do efeito, mas para fugir da apatia e depressão que a atormentam quando ele se esvai.

A produção deficitária de serotonina resultante do uso crônico também se instala no lobo pré-frontal, área do cérebro que modula a flexibilidade, a seleção e a iniciação das ações, a tomada de decisões e a avaliação dos erros e acertos.

O desarranjo das sinapses dos neurônios pré-frontais enfraquece a resistência aos apelos da droga, mesmo quando a intenção de abandoná-la é verdadeira.

As alterações dos circuitos pré-frontais ao lado das que acontecem na circuitaria responsável pelas sensações de prazer, recompensa e respostas emocionais tecem o substrato para a instalação gradual do comportamento compulsivo, descontrolado, que compromete a motivação para enfrentar a abstinência, mesmo diante de consequências pessoais catastróficas.

Da mesma forma que nem todos correm igual risco de desenvolver diabetes ou doença cardiovascular, apenas uma minoria dos que usam drogas psicoativas se torna dependente. A suscetibilidade é atribuída à genética e a diferenças na vulnerabilidade.

Fatores que aumentam o risco incluem história familiar (hereditariedade e criação), exposição em idade precoce (adolescência é o período mais vulnerável), características do meio (ambientes estressantes, violência doméstica, desorganização familiar, convívio com usuários) e transtornos psiquiátricos (depressão, psicoses, ansiedade).

Os estudos mostram que cerca de 10% das pessoas expostas às drogas psicoativas se tornarão dependentes. No caso da nicotina esse número é cinco a seis vezes maior.

Drauzio Varella 
– Médico cancerologista, dirigiu o serviço de Imunologia do Hospital do Câncer. Um dos pioneiros no tratamento da Aids no Brasil e do trabalho em prisões.

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#Síndrome Do Pânico

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Síndrome Do Pânico, Medos Que Te Abraçam Sem Piedade…

   

A síndrome do pânico não tem idade, identidade, apenas atiça o inferno nos cotidianos, querendo se autoafirmar na fragilidade das pessoas. O pânico é tão covarde, que precisa do nosso corpo para se fazer em sintomas de pavores, nos fazendo vulneráveis a muitos medos. O medo de morrer, de enlouquecer, talvez, sejam os piores deles.

De repente, um medo e uma coleção de pavores se instalam. Depois de instalado, a síndrome do pânico dá um jeito de ficar entre as rotinas dos nossos dias e nos fragilizando. Ficamos em estado de alerta após as primeiras crises. O cérebro se condiciona ao pânico e nos dita a hora de sentirmos em doses ordinárias, o medo. Nos sentimos frágeis, tristes, em constantes expectativas ruins, de que, todos os sintomas aparecerão mais uma vez…

Se desencadeia a síndrome do pânico devido aquela vida turbulenta, cheia de agendas. Pode estar ligado a depressão e ao estresse. Pode acontecer após a perda de alguém ou algum trauma. Pode ser decorrente de outras doenças e pode aparecer do nada.

Esse tal medo vem acompanhado de tremores, medo eminente da morte, medo de enlouquecer ou perder o controle, taquicardia, sudorese, sensação de flutuação (como se o espírito estivesse saindo do corpo), formigamento e dormência pelo corpo ou partes dele… Uma dor no peito que parece infarto, perdemos o ar e a respiração fica ofegante…

O pânico é tão covarde, que precisa do nosso corpo para se fazer em sintomas de pavores, nos colocando vulneráveis a muitos medos, que pessoas à nossa volta não entendem. O medo de morrer, de enlouquecer, talvez, sejam os piores deles.

Depois das crises, podem aparecer choros. E o medo do medo, olha para nós, confrontando nossa rotina com aquele sadismo de “até a próxima vez”. O medo nos faz reféns dele e pode nos trancar dentro de casa por algum tempo, por anos. Ele devasta os nossos risos em troca de tensões.

Pode parecer loucura. Pode não ser entendido por muitos. Pode ser falta de serviço. Pode ser patético. Pode ser desculpas para encarar a realidade. Pode ser… Rótulos que carregamos porque não temos como explicar o que é uma crise de pânico, apenas quando o sentimos instalado em nós. As más informações acerca da doença, que não é “piti”, causa indiferença, consternação ou preocupação entre nós e o outro.

O medo do medo, não presta, não vale nada. O medo nos castiga, nos joga na lama e nos faz sentirmos impotentes. A crise aparece em qualquer lugar, e quem nos socorre, pensa que somos loucos, problemáticos… Somos levados para o pronto socorro muitas vezes, fazemos todos os exames e nunca se têm diagnósticos.

Leia Mais: O que caracteriza um ataque de pânico e como prevenir uma nova crise

Tudo no nosso corpo está bem, mas estamos doentes com tantos sintomas estranhos ao mesmo tempo, até que algum médico nos aconselha a procurarmos um psiquiatra ou um neurologista. E alguns médicos, mesmo conhecendo a doença, nos olham com dúvidas, nos observam com aquele olhar que nos diz: frescura, chatice, essa pessoa aqui de novo, isso não existe… Se o doutor não acredita no medo do medo, imagina nossas famílias, nossos amigos, nossos colegas que vivem nos socorrendo. O que as pessoas não entendem, é que a síndrome do pânico são medos que nos abraçam sem piedade, sem explicações para o mundo.

Temos que ser fortes, respirar fundo em cada crise, experimentar vários remédios, até que algum deles faça o efeito necessário. Medicação, terapia e terapias alternativas, eis a grande ajuda para muitos. Ficamos limitados, dependentes de remédios e nos fechamos no nosso mundo paralelo.

ansiedade, o estresse, a depressão e outras doenças que nos dão de presente a síndrome do pânico, são impiedosas e não se preocupam em nos atirar no precipício dos medos. E por desespero, algumas pessoas ainda procuram ajudas espirituais com gurus, médiuns, curandeiros… Ou viverão até que uma cura instantânea possa resgatá-los daquela armadilha.

síndrome do pânico não tem idade, identidade, apenas atiça o inferno nos cotidianos, querendo se autoafirmar na fragilidade das pessoas. Não tem como explicar tais sintomas, apenas quando se vive. Pode parecer sem explicação. E daí? Se há coisas íntimas gostosas de se sentir e não temos como explicar, por que deveríamos ter explicações para o pânico que é covarde e mau caráter?

O mundo contemporâneo, tão apressado, cheio de contradições, com agendas lotadas, muitos afazeres, nos fazem máquinas, e quando nos explodimos em medos, percebemos que o nosso humano precisa daquele conserto de paz e alívio.

Esses medos… Os outros medos… Todos os medos, nos colocam contra o muro da realidade em se viver melhor, é verdade! A fuga? Vai ser individual, porque cada pessoa vai, aos poucos, descobrindo qual o melhor remédio, a melhor alternativa para que o tratamento seja mais eficaz. Quando se desencadeia a primeira vez, carregamos o medo em segredo nos pensamentos, quem sabe, uma vida toda. Para quem conseguiu sobreviver e vencer os malditos sintomas, por favor, viva melhor a cada dia.

#Estresse emocional pode ser trigger de doença autoimune?

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estresse emocional

Estresse emocional pode ser trigger de doença autoimune?

Em novo estudo, pesquisadores da Suécia investigaram se o estresse emocional (induzido ou não pelo trauma) pode contribuir para o desenvolvimento de doença autoimune. Os resultados foram publicados em junho no Journal Of The American Medical Association (JAMA).

Esse foi um estudo de coorte retrospectivo, realizado na Suécia de 1981 a 2013, e incluiu 106.464 pacientes (40% do sexo masculino) expostos a distúrbios relacionados ao estresse, 1.064.640 pessoas não expostas pareadas e 126.652 irmãos desses pacientes. O desfecho primário foi o desenvolvimento de doença autoimune um ano após o diagnóstico de transtorno relacionado ao estresse (mediana de idade: 41 anos).

Estresse e doença autoimune

Durante um follow-up médio de 10 anos, a taxa de incidência de doenças autoimunes foi de 9,1 por 1000 pessoas-ano para os indivíduos com diagnóstico de estresse, 6,0 por 1000 pessoas-ano para os controles e 6,5 por 1.000 pessoas-ano para os irmãos.

Em comparação com a população não exposta, os pacientes com distúrbios relacionados ao estresse apresentaram risco aumentado de doença autoimune (hazard ratio [HR] 1,36; IC de 95%: 1,33 a 1,40). Os HRs para pacientes com transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) foram de 1,46 (1,32 a 1,61) para qualquer e 2,29 (1,72 a 3,04) para múltiplas doenças autoimunes (≥3).

As elevações no risco relativo foram mais maiores entre os pacientes mais jovens (P <0,001):

  • Idade ≤33 anos: HR 1,48 (1,42 a 1,55)
  • Idade 34 a 41 anos: HR 1,41 (1,33 a 1,48)
  • Idade 42 a 50 anos: HR 1,31 (1,24 a 1,37)
  • Idade ≥51 anos: HR 1,23 (1,17 a 1,30)

O uso persistente de inibidores seletivos de recaptação de serotonina durante o primeiro ano de diagnóstico de transtorno de estresse pós-traumático foi associado com risco relativo reduzido de doença autoimune (P = 0,03):

  • Duração ≤179 dias: HR 3,64 (2,00 a 6,62)
  • Duração 180-319 dias: HR 2,65 (1,57 a 4,45)
  • Duração ≥320 dias: HR 1,82 (1,09 a 3,02)

Para os autores, os achados indicam que o estresse emocional foi significativamente associado ao aumento do risco de doença autoimune subsequente, em comparação com indivíduos não expostos e com irmãos.

 

Referências:

  • Song H, Fang F, Tomasson G, et al. Association of Stress-Related Disorders With Subsequent Autoimmune Disease. JAMA. 2018;319(23):2388–2400. doi:10.1001/jama.2018.7028

#Usar adesivo de nicotina antes de parar o cigarro aumenta eficácia na abstinência?

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cessação do tabagismo

Usar adesivo de nicotina antes de parar o cigarro aumenta eficácia na abstinência?

Colocar o adesivo de nicotina antes de parar o cigarro aumenta eficácia na abstinência? Em artigo recente, publicado em junho no British Medical Journal (BMJ), pesquisadores realizaram um grande estudo randomizado para responder essa questão.

Os autores utilizaram dados de clínicas de cessação do tabagismo o Reino Unido, entre 2012 e 2015. No total, 1.792 adultos que eram fumantes diários com dependência de tabaco foram incluídos. Os participantes foram randomizados para:

  1. Farmacoterapia padrão para cessação do tabagismo + terapia comportamental
  2. Farmacoterapia padrão + terapia comportamental + adesivo de nicotina de 21 mg

O desfecho primário foi abstinência prolongada aos seis meses; os secundários incluíram abstinência prolongada em quatro semanas e 12 meses.

LEIA MAIS: Cessação do tabagismo – qual terapia é mais eficaz?

Adesivo de nicotina na cessação do tabagismo

Abstinência em 4 semanas

Na 4ª semana, a diferença na abstinência entre os dois grupos foi de 4,3% (IC de 95%: 0,0% a 8,7%; P = 0,05). Após o ajuste para o uso de vareniclina, essaa diferença foi para 1,32 (IC de 95%: 1,08 a 1,62).

Abstinência em 6 meses

A abstinência aos seis meses foi obtida por 157/899 (17,5%) dos participantes no grupo do adesivo e 129/893 (14,4%) no grupo controle, representando uma diferença de 3,0% (IC de 95%: 0,4% a 6,4%; P = 0,08). Após o ajuste para o uso de vareniclina, a diferença aumentou para 3,8% (IC de 95%: 0,4% a 7,2%).

Abstinência em 12 meses

Aos 12 meses, a diferença de abstinência entre os grupos foi de 2,7% (IC de 95%: -0,4% a 5,8%; P = 0,09). Após o ajuste para o uso de vareniclina, essa diferença foi para 1,36 (IC de 95%:1,02-1,80).

Entre os participantes, 5,9% interromperam o uso do adesivo de nicotina devido à intolerância. Sintomas gastrintestinais (principalmente náusea) ocorreram em mais pessoas no grupo do adesivo do que no controle (4% a mais [2,2% a 5,9%]). O número de eventos adversos foi o mesmo em ambos os grupos, oito (odds ratio 0,99 [0,36 a 2,75]).

Para os autores, os achados foram insuficientes para mostrar com confiança que o uso de adesivos de nicotina aumenta a eficácia do tratamento para cessação do tabagismo.

 

Referências:

  • Effects on abstinence of nicotine patch treatment before quitting smoking: parallel, two arm, pragmatic randomised trial BMJ 2018; 361:k2164

#Euthanasia and assisted suicide

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What are euthanasia and assisted suicide?

Last updated
Euthanasia and physician-assisted suicide refer to deliberate action taken with the intention of ending a life, in order to relieve persistent suffering.

In most countries, euthanasia is against the law and it may carry a jail sentence. In the United States, the law varies between states.

Euthanasia has long been a controversial and emotive topic.

Euthanasia and assisted suicide

patient and doctor hold handsAssisted suicide: Is it an act of compassion?

The definitions of euthanasia and assisted suicide vary.

One useful distinction is:

Euthanasia: A doctor is allowed by law to end a person’s life by a painless means, as long as the patient and their family agree.

Assisted suicide: A doctor assists a patient to commit suicide if they request it.

Voluntary and involuntary euthanasia

Euthanasia can also be classed as voluntary or involuntary.

Voluntary euthanasia is conducted with consent. Voluntary euthanasia is currently legal in Belgium, Luxembourg, The Netherlands, Switzerland, and the states of Oregon and Washington in the U.S.

Involuntary euthanasia is euthanasia is conducted without consent. The decision is made by another person, because the patient is unable to make the decision.

Passive and active euthanasia

There are two procedural classifications of euthanasia:

Passive euthanasia is when life-sustaining treatments are withheld. The definitions are not precise. If a doctor prescribes increasing doses of strong painkilling medications, such as opioids, this may eventually be toxic for the patient. Some may argue that this is passive euthanasia.

Others, however, would say this is not euthanasia, because there is no intention to take life.

Active euthanasia is when someone uses lethal substances or forces to end a patient’s life, whether by the patient or somebody else.

Active euthanasia is more controversial, and it is more likely to involve religious, moral, ethical, and compassionate arguments.

What is assisted suicide?

Assisted suicide has several different interpretations and definitions.

One is:

“Intentionally helping a person commit suicide by providing drugs for self-administration, at that person’s voluntary and competent request.”

Some definitions include the words, “in order to relieve intractable (persistent, unstoppable) suffering.”

The role of palliative care

Since pain is the most visible sign of distress of persistent suffering, people with cancer and other life-threatening, chronic conditions will often receive palliative care. Opioids are commonly used to manage pain and other symptoms.

The adverse effects of opioids include drowsiness, nausea, vomiting, and constipation. They can also be addictive. An overdose can be life-threatening.

Refusing treatment

In many countries, including the U.S., a patient can refuse treatment that is recommended by a health professional, as long as they have been properly informed and are “of sound mind.”

History

One argument against euthanasia or physician-assisted suicide is the Hippocratic Oath, dating back some 2,500 years. All doctors take this oath.

The Hippocratic Oath

The original oath included, among other things, the following words:

“I will neither give a deadly drug to anybody who asked for it, nor will I make a suggestion to this effect.”

There are variations of the modern oath.

One states:

If it is given me to save a life, all thanks. But it may also be within my power to take a life; this awesome responsibility must be faced with great humbleness and awareness of my own frailty.”

As the world has changed since the time of Hippocrates, some feel that the original oath is outdated. In some countries, an updated version is used, while in others, for example, Pakistan, doctors still adhere to the original.

As more treatments become available, for example, the possibility of extending life, whatever its quality, is an increasingly complex issue.

Euthanasia in the United States

In the U.S. and other countries, euthanasia has been a topic of debate since the early 1800s.

In 1828, the first anti-euthanasia law in the U.S. was passed in New York state. In time, other states followed suit.

In the 20th Century, Ezekiel Emmanual, a bioethicist of the American National Institutes of Health (NIH) said that the modern era of euthanasia was ushered in by the availability of anesthesia.

In 1938, a euthanasia society was established in the U.S., to lobby for assisted suicide.

Physician-assisted suicide became legal in Switzerland in 1937, as long as the doctor ending the patient’s life had nothing to gain.

During the 1960s, advocacy for a right-to-die approach to euthanasia grew.

The Netherlands decriminalized doctor-assisted suicide and loosened some restrictions in 2002. In 2002 doctor-assisted suicide was approved in Belgium.

In the U.S., formal ethics committees now exist in hospitals, nursing homes and hospitals, and advance health directives, or living wills, are common around the world. These became legal in California in 1977, with other states soon following suit. In the living will, the person states their wishes for medical care, should they become unable to make their own decision.

In 1990 the Supreme Court approved the use of non-active euthanasia.

In 1994, voters in Oregon approved the Death with Dignity Act, allowing physicians to assist terminal patients who were not expected to survive more than 6 months.

The US Supreme Court adopted such laws in 1997, and Texas made non-active euthanasia legal in 1999.

The Terri Schiavo case galvanized public opinion in Florida and the U.S. Schiavo had a cardiac arrest in 1990, and spent 15 years in a vegetative state before her husband’s request to allow her to pass was granted.

The case involved various decisions, appeals, motions, petitions, and court hearings over a number of years before the decision was made to disconnect Schiavo’s life support in 2005.

The Florida Legislature, U.S. Congress, and President Bush all played a role.

In 2008, 57.91 percent of voters in Washington State chose in favor of the Death with Dignity Act, and the act became law in 2009.

Controversy

Various arguments are commonly cited for and against euthanasia and physician-assisted suicide.

Arguments for

Freedom of choice: Advocates argue that the patient should be able to make their own choice.

Quality of life: Only the patient really knows how they feel, and how the physical and emotional pain of illness and prolonged death impacts their quality of life.

Dignity: Every individual should be able to die with dignity.

Witnesses: Many who witness the slow death of others believe that assisted death should be allowed.

Resources: It makes more sense to channel the resources of highly-skilled staff, equipment, hospital beds, and medications towards life-saving treatments for those who wish to live, rather than those who do not.

Humane: It is more humane to allow a person with intractable suffering to be allowed to choose to end that suffering.

Loved ones: It can help to shorten the grief and suffering of loved ones.

We already do it: If a beloved pet has intractable suffering, it is seen as an act of kindness to put it to sleep. Why should this kindness be denied to humans?

Arguments against

The doctor’s role: Health care professionals may be unwilling to compromise their professional roles, especially in the light of the Hippocratic Oath.

Moral and religious arguments: Several faiths see euthanasia as a form of murder and morally unacceptable. Suicide, too, is “illegal” in some religions. Morally, there is an argument that euthanasia will weaken society’s respect for the sanctity of life.

Patient competence: Euthanasia is only voluntary if the patient is mentally competent, with a lucid understanding of available options and consequences and the ability to express that understanding and their wish to terminate their own life. Determining or defining competence is not straightforward.

Guilt: Patients may feel they are a burden on resources and are psychologically pressured into consenting. They may feel that the financial, emotional, and mental burden on their family is too great. Even if the costs of treatment are provided by the state, there is a risk that hospital personnel may have an economic incentive to encourage euthanasia consent.

Mental illness: A person with depression is more likely to ask for assisted suicide, and this can complicate the decision.

Slippery slope: There is a risk that physician-assisted suicide will start with those who are terminally ill and wish to die because of intractable suffering, but then begin to include other individuals.

Possible recovery: Very occasionally, a patient recovers, against all the odds. The diagnosis might be wrong.

Palliative care: Good palliative care makes euthanasia unnecessary.

Regulation: Euthanasia cannot be properly regulated.

Statistics

Opinions appear to be growing in favor of euthanasia and assisted suicide.

In 2013, researchers published findings of a survey in which they asked people from 74 countries their opinions on physician- assisted suicide.

Overall, 65 percent of respondents voted against physician-assisted suicide. In 11 of the 74 countries, the vote was mostly for.

In the U.S., where 1,712 respondents represented 49 states, 67 percent voted against. In 18 states, the majority were for physician-assisted suicide. These 18 did not include Washington or Oregon.

In 2017, a Gallup poll indicated that 73 percent of respondents were in favor of euthanasia in the U.S., and 67 percent were in favor of doctor-assisted suicide.

Among weekly churchgoers, Gallup found that 55 percent were in favor of a doctor ending the life of a patient who is terminally ill, compared with 87 percent of those who do not regularly attend church.

It is also a political issue. Gallup’s 2017 poll found that almost 9 out of 10 liberals are in favor, compared with 79 percent of moderates and 60 percent of conservatives.

How many people die each year?

In countries where euthanasia or assisted suicide are legal, they are responsible for a total of between 0.3 and 4.6 percent of deaths, over 70 percent of which relate to cancer. In Oregon and Washington states, fewer than 1 percent of physicians write prescriptions that will assist suicide each year.

 

MedicalNewsToday

 

#Síndrome do #cólon irritável

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Algumas pessoas experimentam sensações frequentes de desconforto abdominal, cólicas, diarreia, obstipação (prisão de ventre) e aumento dos movimentos intestinais. Muitas delas são portadoras de um distúrbio de motilidade intestinal que recebe o nome de síndrome do cólon irritável.

Para que esse diagnóstico possa ficar claro, o desarranjo precisa estar associado à sensação de desconforto abdominal e dor que não podem ser explicadas por alterações estruturais ou bioquímicas e que tenham pelo menos duas de três caraterísticas:

1) as dores diminuem com a evacuação;

2) a instalação das crises está associada à modificação da frequência das evacuações; ou

3) associada à mudança no formato das fezes. Além disso, no decorrer do último ano, o desconforto ou dor abdominal deve estar presente pelo menos durante 12 semanas, consecutivas ou não.

 

A prevalência é provavelmente bem alta: nos Estados Unidos atinge 15% dos adultos e, entre nós, é o diagnóstico mais comum dos que procuram os gastroenterologistas. A prevalência é três vezes maior nas mulheres. Não se sabe, no entanto, se é porque elas procuram atendimento médico com maior frequência.

Parecem exercer influência no aparecimento da síndrome os fatores abaixo:

1) Motilidade anormal do intestino delgado durante o jejum, contrações exageradas depois da ingestão de alimentos gordurosos ou em resposta ao estresse;

2) Hipersensibilidade dos receptores nervosos da parede intestinal à falta de oxigênio, distensão, conteúdo fecal, infecção e às alterações psicológicas;

3) Pacientes portadores da doença apresentam níveis elevados de neurotransmissores como a serotonina no sangue e no intestino grosso, que podem modificar a contratilidade e a sensibilidade das vísceras;

4) Infecções e processos inflamatórios podem contribuir para a instalação das crises;

5) Portadores da síndrome apresentam quadros de depressão e ansiedade mais frequentes. Crianças que sofreram abusos sexuais, físicos ou psíquicos têm mais risco de desenvolver os sintomas no futuro.

O diagnóstico é baseado nos sintomas, na ausência de sinais relevantes no exame físico e, principalmente, na visualização direta do intestino através da colonoscopia.

É preciso muito cuidado porque outras doenças podem ser confundidas com a síndrome do cólon irritável: câncer de cólon, diverticulite, obstrução mecânica, infecção, isquemia, síndromes de má absorção, doenças metabólicas e inflamatórias, endometriose e outras mais raras. O diagnóstico de cólon irritável é de exclusão, só pode ser estabelecido quando as outras causas puderem ser afastadas.

A anotação diária dos alimentos associados ao aparecimento das crises é muito útil. Piora dos sintomas pode acontecer depois da ingestão de cafeína, álcool, comidas gordurosas, vegetais que aumentam a produção de gases digestivos ou produtos que contém sorbitol, como o chiclete e as balas sem açúcar.

O tratamento das dores é feito com antiespasmódicos. Análises recentes sugerem que alguns pacientes se beneficiam com um grupo de drogas chamado de antidepressivos tricíclicos, outros com anti-inflamatórios e, nos casos mais rebeldes, até com morfina e derivados.

Para a diarreia existem diversas opções de medicamentos que aumentam a consistência do bolo alimentar e reduzem a frequência dos movimentos intestinais. Nos casos refratários, tratamento com antibióticos por tempo curto pode modificar a flora intestinal e reduzir o número de evacuações.

Quando ocorre prisão de ventre, a inclusão de fibras na dieta pode aliviar os sintomas. Os chamados laxativos osmóticos como o leite de magnésia e a lactulose podem ajudar. Além deles, há várias drogas capazes de acelerar o trânsito intestinal e diminuir a consistência das fezes.

A interação entre fatores psicossociais e a síndrome permanece especulativa. Apesar disso, terapêuticas como relaxamento, psicoterapia e exercícios físicos podem ajudar no controle dos sintomas. A síndrome do cólon irritável é uma doença comum, que precisa ser reconhecida e tratada adequadamente, uma vez que seus sintomas exercem profundos efeitos na qualidade de vida de uma parcela significativa da população.

Sobre o autor: Drauzio Varella

Drauzio Varella é médico cancerologista e escritor. Foi um dos pioneiros no tratamento da aids no Brasil. Entre seus livros de maior sucesso estão Estação Carandiru, Por um Fio e O Médico Doente.

#Visão geral de #maus tratos a idosos

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Por Daniel B. Kaplan, PhD, LICSW, Assistant Professor, Adelphi University School of Social Work
Barbara J. Berkman, DSW, PhD, Helen Rehr/Ruth Fitzdale Professor Emerita, Columbia University School of Social Work

Os maus tratos a idosos se referem a uma pessoa machucar ou ameaçar machucar uma pessoa idosa.

As pessoas idosas podem ser maltratadas através de coisas feitas ou ditas ou por serem privadas das coisas que lhes são necessárias. Os maus tratos normalmente se tornam frequentes e severos com o tempo.

A cada ano nos Estados Unidos, milhares de pessoas idosas são maltratadas ou negligenciadas. O autor dos maus tratos é normalmente um membro da família, mais frequentemente um filho adulto que é o cuidador da pessoa. Às vezes, cuidadores profissionais, como funcionários da área de saúde ou de casas de repouso e outras instituições, maltratam as pessoas idosas.

Os cuidadores ficam frequentemente sobrecarregados pelas demandas de cuidados, têm preparação ou recursos inadequados, ou não sabem o que se espera deles. Eles também podem se tornar ainda mais socialmente isolados, algumas vezes aumentando seu ressentimento e tornando os maus tratos mais prováveis. Muitos cuidadores não pretendem maltratar a pessoa, e alguns podem nem mesmo saber que a estão maltratando.

Tipos comuns de maus tratos a idosos incluem abuso físico, abuso sexual, abuso psicológico, negligência e abuso financeiro.

Abuso físico é o uso da força para machucar ou ameaçar de machucar. Exemplos são golpear, empurrar, sacudir, bater, restringir e forçar a alimentação. Possíveis indicações de abuso físico incluem lesões inexplicáveis ou lesões que não são tratadas de forma adequada, queimaduras de corda e outras marcas de corda, óculos quebrados, e arranhões, cortes e hematomas. A recusa de um cuidador de permitir que o idoso tenha tempo sozinho com um visitante ou profissional da área de saúde pode levantar preocupações sobre o abuso físico.

Abuso sexual é o contato sexual sem consentimento ou à força ou sob a ameaça de força. Exemplos são toques íntimos e estupro. Hematomas em volta dos seios e da área genital ou sangramentos inexplicáveis da vagina ou ânus podem indicar abuso sexual. No entanto, o abuso sexual nem sempre resulta em lesões físicas.

Abuso psicológico é o uso de palavras ou ações para causar estresse emocional ou angústia. Este pode envolver

  • Proferir ameaças, insultos e comandos grosseiros
  • Ignorar a pessoa (por exemplo, não falando com ela por um longo período ou após esta ter falado)

 

  • Tratar o idoso como criança (infantilização), algumas vezes com o objetivo de encorajar a pessoa a se tornar dependente do agressor

As pessoas que são psicologicamente abusadas podem se tornar passivas e isoladas, ansiosas ou deprimidas.

Negligenciar é faltar no fornecimento de comida, medicamentos, higiene pessoal ou outras necessidades. Alguns idosos se negligenciam (chamado autonegligência). Outros são negligenciados por seus cuidadores. As necessidades podem ser negadas intencionalmente ou simplesmente esquecidas ou descuidadas por irresponsabilidade ou cuidadores não atentos. Sinais de negligência incluem

  • Perda de peso devido a malnutrição

  • Pele e boca secas devido a desidratação

  • Odor desagradável por ser limpo de modo inadequado

  • Feridas de pressão nas nádegas ou calcanhares por ser deixado sentado ou deitado na mesma posição por muito tempo

  • Podem faltar auxílios necessários, como óculos de grau, aparelhos auditivos ou dentaduras

  • Podem perder as consultas médicas programadas ou não serem levados quando os distúrbios estão obviamente piores

Alguns cuidadores não estão conscientes de que seu tratamento de um idoso deixou de ser menos do que ideal e passou a ser negligência. Esses cuidadores podem não perceber o que constitui um cuidado apropriado e adequado, ou podem ter noções muito diferentes do que faz e do que não é aceitável. Algumas vezes, a negligência resulta de circunstâncias desesperadas, como dificuldades financeiras, apesar das melhores intenções do cuidador. Às vezes, cuidadores são incapazes de fornecer o cuidado adequado por causa de suas próprias limitações físicas ou comprometimento mental. Por exemplo, os cuidadores podem ser incapazes de banhar o idoso ou lembrá-lo do horário de um medicamento.

Abuso financeiro é a exploração dos recursos e posses de uma pessoa. Este inclui

  • Barganhas

  • Pressionar um idoso para distribuir bens

  • Gerenciar o dinheiro de um idoso de maneira irresponsável

Os cuidadores podem gastar a maior parte da renda de um idoso consigo mesmos e dar ao idoso apenas uma quantia mínima.

Limitar a liberdade de um idoso para tomar decisões importantes em sua vida, como com quem socializar-se e como gastar seu dinheiro, é considerado outra forma, mais sútil, de abuso.

Fatores de risco

Qualquer pessoa idosa, apesar da saúde, pode ser maltratada. No entanto, os maus tratos são mais prováveis quando os idosos

  • São fisicamente frágeis, frequentemente devido a distúrbios crônicos debilitantes

  • São socialmente debilitados

  • Têm demência ou confusão

Os maus tratos também são mais prováveis quando os agressores

  • São financeiramente dependentes ou vivem com o idoso

  • Abusam de álcool ou medicamentos

  • Têm um distúrbio psicológico, como esquizofrenia

  • Foram violentos antes

  • Passam por estresse, por problemas financeiros ou morte familiar

  • Não têm habilidades ou recursos, tornando o cuidado frustrante

  • Têm um distúrbio (como demência) que os fazem agitados ou violentos (mesmo se eram anteriormente educados)

Sinais de maus tratos

Médicos, enfermeiros, assistentes sociais, amigos e parentes muitas vezes não reconhecem os sinais de maus tratos. Os sinais de maus tratos podem ser difíceis de distinguir de outros problemas. Por exemplo, se um idoso tem uma fratura de quadril, profissionais da área de saúde podem ser incapazes de diferenciar se a causa é abuso físico ou osteoporose, quedas ou ambos (que são as causas mais frequentes). Também, se os idosos estão confusos, eles podem não ter suas queixas de abuso levadas a sério, assim o abuso passa despercebido.

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