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# Álcool reduz cérebro do jovens

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Reduz a memória e causa problemas cognitivos. Beber na adolescência tem graves consequências e a investigadora norte-americana, Susan Tapert, revela que estão neste momento a fazer um estudo com quase 12 mil jovens para perceber os impactos a longo prazo

 

Uma simples saída à noite, em que um adolescente beba cinco ou mais bebidas, pode ter consequências a longo prazo, revela a investigadora Susan Tapert. A norte-americana começou a estudar o tema no final dos anos 90 e depois várias investigações sobre os efeitos no funcionamento do cérebro, concluiu que o álcool contruibui para a redução da matéria cinzenta – região no cérebro responsável por funções tão importantes como a memória ou a comunicação

Num dos seus estudos, publicado na revista científica American Journal of Psychiatry, Susan Tapert, da Universidade da Califórnia, avaliaram jovens que nunca tinha consumido, entre os 12 e os 14 anos, que nunca tinham consumido bebidas alcoólicas e acompanharam-nos durante oito anos. Os investigadores analisaram as várias partes do cérebro e concluiram que o córtex frontal e temporal encolheu nos jovens que começaram a beber.

Susan Tapert continua a estudar o tema e revela que estes efeitos são reversíveis. A psicóloga explica ainda que está neste momento a fazer um trabalho com quase 12 mil jovens para perceber os efeitos a longo prazo.

Porque decidiu estudar o impacto do álcool no cérebro dos adolescentes?
Porque é um comportamento muito comum nos jovens em muitos países e queria perceber como isto influenciaria os processos de desenvolvimento que ocorrem no cérebro num estádio tão crítico da vida das pessoas – a adolescência.

Como é que o álcool tem impacto nas estruturas do cérebro? 
Já fizemos vários estudos que sugerem que começar a beber cerca de cinco ou mais bebidas (numa ocasião) repetidamente na adolescência está relacionado com um aumento do ritmo de redução da matéria cinzenta e uma falta de crescimento da matéria branca no cérebro, na fase mais tardia da adolescência. Também verificámos que os jovens que bebem desta forma tendem a ter uma pior performance nos testes de raciocínio e de memória, e têm mais probabilidade de apresentar sintomas de depressão e ansiedade.

Como mediram este impacto?
Nos nossos estudos, medimos a influência do álcool no cérebro usando ressonância magnética para examinar a massa cinzenta, a massa branca e o funcionamento do cérebro. Usamos a ressonância porque é muito segura e oferece uma boa resolução, ou seja, imagens nítidas. Também usamos avaliações neuropsicológicas e medidas estandardizadas do funcionamento da saúde mental para ajudar a compreender a relação entre o cérebro e o dia-a-dia.

Qual foi a conclusão mais surpreendente do vosso estudo?
Percebemos que mesmo com poucos episódios de binge (ou seja, beber numa ocasião cinco ou mais bebidas) estão relacionados com alterações no cérebro, na atividade cognitiva, no humor e em particular naqueles que bebiam tanto que tinham ressacas.

A exposição às neurotoxinas do álcool, durante a adolescência, causam problemas cognitivos na idade adulta?
Quando cruzámos as nossas descobertas com outros estudos que foram feitos, percebemos que beber várias bebidas na adolescência está relacionado com as alterações no desenvolvimento do cérebro, que podem resultar em problemas quanto à maior flexibilidade cognitiva, na aprendizagem e na retenção de novas informações, no processo visual-espacial, que nalguns casos pode persistir até à idade adulta.

Estes efeitos pode ser reversíveis? 
Percebemos que estes efeitos foram revertidos nos casos em que eles deixaram de beber ou reduziram o uso, mas nalguns casos, continuámos a observar défices cognitivos que resultaram situações em que beberam em grandes quantidades. Estamos a organizar estudos para percebermos melhor como podemos ajudar neste processo de recuperação e ao identificarmos quem corre maior risco.

O tamanho e o tipo de estruturas cerebrais, em adolescentes que bebem, são anormais? 
Estamos a conduzir um grande estudo, com 11.875 jovens, que nos vão ajudar a compreender melhor os efeitos e qual é o impacto nas diferentes crianças e adolescentes. Esperamos encontrar respostas que nos ajudem nestas importantes questões.

Sabado.pt

#O que sucede às crianças que recuperam do autismo?

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Fonte de imagem: autism

Um novo estudo indicou que a grande maioria das crianças que conseguem recuperar do transtorno do espetro autista (TEA) apresenta problemas que requerem apoio psicológico e educacional.

O autismo costumava ser considerado uma doença vitalícia. Porém, ao longo dos últimos anos, vários estudos demonstraram que é possível uma criança conseguir recuperar de um diagnóstico de TEA.

Para a sua investigação, uma equipa de investigadores do Colégio de Medicina Albert Einstein e do Sistema de Saúde Montefiore, EUA, analisou os processos clínicos de 569 crianças que tinham sido diagnosticadas com TEA, entre 2003 e 2013.

A mediana de idades das crianças na altura do diagnóstico inicial era de dois anos e meio, tendo sido acompanhadas até uma mediana de idades de seis anos e meio.

A grande maioria das crianças tinha recebido uma combinação de terapia da fala e de terapia ocupacional, educação especial e o método conhecido como Análise Comportamental Aplicada.

No decorrer do acompanhamento, 38 crianças (7% das 569 crianças) deixaram de apresentar os critérios para um diagnóstico de TEA.

Destas 38 crianças, 68% foram diagnosticados com problemas de linguagem e de aprendizagem; 49% foram diagnosticadas com distúrbios de externalização (défice de atenção, hiperatividade, distúrbio de conduta ou perturbação desafiante de oposição); 24% apresentaram distúrbios de internalização (ansiedade, distúrbios de humor, transtorno obsessivo-compulsivo ou mutismo seletivo); 5% foram diagnosticadas com um problema mental significativo.

Apenas três (8%) das 38 crianças recuperaram do TEA sem outros problemas. Testes cognitivos de acompanhamento efetuados a 33 das crianças não demonstraram incapacidade intelectual.

“É certamente encorajador confirmar que um subgrupo de crianças com diagnóstico precoce de TEA, acompanhado por atrasos no desenvolvimento, pode essencialmente recuperar da doença e adquirir as funções sociais e cognitivas típicas”, comentou Lisa Shulman, investigadora principal do estudo.

“A mensagem do nosso estudo é que algumas das nossas crianças têm resultados extraordinários, mas a maioria apresenta dificuldades persistentes que requerem monitorização e apoio terapêutico constante”, concluiu a autora.

BancodaSaúde

#Estimulação cerebral dá novo alento a doentes com perturbação obsessiva

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Através de método de experimental de elétrodos colocados no cérebro, doentes graves com Perturbação Obsessiva Compulsiva tiveram melhorias significativas.

As pessoas que sofrem de Perturbação Obsessiva Compulsiva (POC) podem vir a beneficiar de uma nova técnica que reduz os efeitos da doença psicológica. Os doentes submetidos a procedimento experimental, que passa pela colocação de elétrodos no cérebro, mostraram melhorias significativas.

O primeiro estudo britânico de estimulação cerebral profunda para a POC envolveu seis pessoas muito afetadas pela doença. Cada paciente teve quatro elétrodos inseridos cirurgicamente no cérebro. Estes elétrodos são usados para estimular eletricamente circuitos cerebrais com o objetivo de controlar a doença.

Um dos pacientes, uma mulher que tem agora com 40 anos, descreveu como a sua vida foi totalmente dominada pela doença durante uma década, antes de participar no estudo. As suas perturbações obsessivas e compulsivas levaram-na a demorar até 14 horas para ir à casa de banho, várias horas para sair da cama: problemas que a forçaram a viver numa unidade psiquiátrica. Vivia apavorada com venenos e contaminação, chorava de frustração durante horas todos os dias. “Foi paralisante”, disse a mulher, que quer permanecer anónima.

Esta doente disse que a sua vida foi transformada com este novo procedimento. Seis anos depois de ter os elétrodos permanentemente colocados no seu cérebro, vive de forma independente num apartamento, iniciou um relacionamento e faz um trabalho voluntário regular. “Para mim, foi apenas um milagre”, disse, citada pelo The Guardian. “Todos os dias, quando acordo, não posso acreditar na minha sorte.”

Pessoas com POC geralmente debatem-se com pensamentos intrusivos e rituais repetitivos. A condição, que se pensa afetar cerca de 1,2% da população, pode normalmente ser controlada com medicação e terapias comportamentais. No entanto, nos casos mais graves, o POC pode ser avassalador, deixando as pessoas confinadas, angustiadas e incapazes de realizar as tarefas do dia-a-dia.

Os participantes do estudo, iniciado há vários anos, sofriam todos de POC há pelo menos 20 anos e não responderam a tratamentos convencionais, como medicamentos e terapia cognitivo-comportamental. “Pode parecer um tratamento extremo, mas é para um grupo extremamente doente”, disse Eileen Joyce, professora de neuropsiquiatria da University College London, que liderou o estudo.

 

#The Food and Drug Administration has approved a new nasal spray for the treatment of severe depression.

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FDA approved nasal spray, known as esketamine, to treat major depression is biggest advance in years

U.S. health officials have approved a medication related to the mind-altering drug ketamine as a new option for patients with severe depression.

On Tuesday, the government agency announced Spravato nasal spray, also known as esketamine, can now be used “for the treatment of depression in adults who have tried other antidepressant medicines but have not benefited from them.”

“There has been a long-standing need for additional effective treatments for treatment-resistant depression, a serious and life-threatening condition,” said Dr. Tiffany Farchione, acting director of the Division of Psychiatry Products in the FDA’s Center for Drug Evaluation and Research, in a statement.

The FDA said patients with major depressive disorder who have tried at least two antidepressants are considered to have treatment-resistant depression.

It is estimated that approximately one-third of U.S. adults with a major depressive disorder have treatment-resistant depression, according to Janssen Pharmaceutical Companies of Johnson & Johnson, which developed Spravato.

Spravato should be used in conjunction with an oral antidepressant, according to both the FDA and Janssen.

The FDA said this is the first time esketamine was approved for any use. The agency approved ketamine, a related drug and an anesthetic, in 1970.

Ketamine, also known as “Special K,” a party and date-rape drug, became a controlled substance in 1999.

According to the FDA, Spravato’s label will contain a boxed warning cautioning “patients are at risk for sedation and difficulty with attention, judgment and thinking (dissociation), abuse and misuse, and suicidal thoughts and behaviors after administration of the drug.”

The most common side effects from the clinical trials were disassociation, dizziness, nausea, sedation, vertigo, decreased feeling or sensitivity (hypoesthesia), anxiety, lethargy, increased blood pressure, vomiting and feeling drunk.

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The spray cannot be taken home and only can be administered in a certified doctor’s office or clinic, according to the FDA. Patients have to be monitored for “at least two hours” after receiving a dose and can’t drive for the rest of the day.

“Spravato has the potential to change the treatment paradigm and offer new hope to the estimated one-third of people with major depressive disorder who have not responded to existing therapies,” said Dr. Mathai Mammen, global head, Janssen Research & Development, LLC, in a statement.

In the company statement, Janssen said it would work quickly to educate and certify treatment centers, so health care providers could start offering Spravato.

Later this month, a locator tool will be posted at www.spravato.com, the drug’s future website, where patients will be able to sign up to receive alerts when new treatment centers are available. The website was not live as of Tuesday night.

#Longos horários de trabalho associados a depressão em mulheres

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Fonte de imagem: PsyCom

As mulheres que trabalham semanalmente mais de 55 horas apresentam um risco mais elevado de sofrerem depressão, anunciou um estudo.

Liderado por uma equipa de investigadores da University College of London, Reino Unido, o estudo não estabeleceu uma relação semelhante nos homens.

Para o estudo, os investigadores recorreram a informação recolhida junto de 11.215 homens e de 12.188 mulheres no Reino Unido, todos ativos em termos laborais, entre 2010 e 2012.

Os sintomas depressivos, como a sensação de incapacidade e falta de autoestima, foram medidos através de um questionário sobre a saúde geral, preenchido pelos próprios participantes.

Após considerados os fatores idade, características do trabalho exercido, vencimento e saúde dos participantes, foi apurado que as mulheres que trabalhavam horas extra apresentavam 7,3% mais sintomas depressivos do que as que trabalhavam as convencionais 35 a 40 horas semanais.

Trabalhar ao fim-de-semana foi associado a um maior risco de depressão em ambos os sexos.

Com efeito, as mulheres que trabalhavam todos ou a maior parte dos fins-de-semana apresentavam 4,6% mais sintomas depressivos do que as que só trabalhavam durante a semana, uma percentagem que desceu para 3,4% no caso dos homens.

“Este estudo é observacional, pelo que apesar de não podermos estabelecer as causas exatas, sabemos que muitas mulheres têm o fardo adicional de realizarem mais tarefas domésticas do que os homens, conduzindo a muitas horas totais de trabalho, pressões de tempo acrescidas e consideráveis responsabilidades”, explicou Gill Weston, investigadora que liderou o estudo.

#Diabetes and Alzheimer’s: What’s the link?

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New research has shown that impaired insulin signaling in the brain, often a feature of diabetes, may negatively impact cognition, mood, and metabolism — all of which are common aspects of Alzheimer’s disease.
Wistful older adult

A new study examines the links between Alzheimer’s and diabetes.

Although the conditions are seemingly independent of each other, earlier studies have found that people with type 2 diabetes are more likely to develop Alzheimer’s disease.

However, the mechanisms behind this relationship have remained hidden.

A recent study investigated the impact of blocking insulin receptors and insulin-like growth factor (IGF1) receptors in mouse models.

The work was carried out at the Joslin Diabetes Center, affiliated with Harvard Medical School in Boston, MA. The results reveal that interrupting these similar pathways impaired both learning and memory.

The researchers published their findings in the Proceedings of the National Academy of Sciences.

Insulin receptors and learning

The researchers worked with both the hippocampus and the central amygdala, areas of the brain that help with cognition function, as well as metabolic control.

They looked into how mice with disabled insulin and IGF1 receptors tackled mazes, and the results were revealing.

First, the researchers allowed the mice to explore the maze to familiarize themselves with its layout, and then they blocked a pathway before reintroducing the mice to the labyrinth.

These particular mice failed to analyze the new barricade and instead tried to go through the maze as if it was the way it had always been.

Senior author C. Ronald Kahn, chief academic officer at Joslin and the Mary K. Iacocca Professor of Medicine at Harvard Medical School, notes that this is the first study that shows a relationship between these disrupted pathways and cognition problems.

He says, “Since these two receptors can partially compensate for one another, what we did that was critical was this combined insulin and IGF receptor knockout.”

Prof. Kahn goes on to explain, “However, it was also important to do it in specific regions, since if it was everywhere it might have impaired brain development. By knocking out both [receptors], we removed not only the primary way they work but the backup system that’s already built in.”

Alzheimer’s is not a normal part of aging

Alzheimer’s disease is the most common cause of dementia, which is when a person is experiencing memory loss and other cognition issues that are severe enough to interfere with daily life.

Alzheimer’s, though, is not a normal part of aging, and while most of those who have it are 65 years of age and older, it can affect people who are younger.

Alzheimer’s does not get better over time, and, in most cases, it tends to worsen until the person loses the ability to carry on a conversation or respond to what is happening around them.

There is no cure for the condition, but there are treatments available that can slow down progression and may improve the individual’s overall quality of life.

There are risk factors that scientists have associated with developing Alzheimer’s disease. There are some factors that people cannot control, for example, age, family history, and genetics. People might be able to influence other potential causes, however, including head injuries and heart disease.

Other conditions that can lead to vascular damage, such as high blood pressure and stroke, may also be factors in Alzheimer’s risk.

Diabetes is also a risk factor

Additionally, diabetes is a known risk factor for Alzheimer’s disease. Other studies have shown a connection between insulin pathways and premature cognitive decline, dementia, depression, and anxiety.

Also, studies have helped demonstrate that abnormal receptors are present more often in those who have both Alzheimer’s and type 2 diabetes.

The current study is the first to target specific regions to help determine cause and effect.

Next, the researchers want to look at what happens when they cross the mice they used in this study with mice that are genetically prone to developing Alzheimer’s.

Investigating these connections, they say, may lead to recommendations of lifestyle changes well before a disease process even begins.

With diabetes and obesity, there is resistance in these pathways and, therefore, we think that this could be an important factor as to why people with Alzheimer’s disease and diabetes have a faster-accelerated course or have more Alzheimer’s disease.”

Senior author C. Ronald Kahn

#Alimentação saudável pode melhorar sintomas de depressão

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Fonte de imagem: tension News

Um estudo recente apurou que levar uma alimentação saudável e perder peso podem beneficiar a saúde mental, nomeadamente reduzir os sintomas de depressão.

Conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Joseph Firth, da Universidade de Manchester, Reino Unido, o estudo contou com a meta-análise de dados de 16 ensaios clínicos randomizados e controlados que envolviam um total de 45.826 participantes.

A maioria dos participantes nos estudos tinham depressão não-clínica. Os estudos investigavam o efeito de intervenções alimentares sobre os sintomas de depressão e ansiedade.

Como resultado, a equipa descobriu que todos os tipos de melhoramentos alimentares aparentavam exercer efeitos semelhantes sobre a saúde mental. A perda de peso, a redução do consumo de gordura e o melhoramento de nutrientes na alimentação exerceram benefícios semelhantes sobre os sintomas depressivos.

Joseph Firth mostrou-se bastante satisfeito com os resultados: “os efeitos semelhantes de qualquer tipo de melhoramento alimentar sugerem que as dietas altamente específicas ou especializadas são desnecessárias num indivíduo comum”.

O investigador acrescentou que fazer alterações simples é igualmente benéfico para a saúde mental, particularmente confecionar refeições com nutrientes densos que sejam ricos em fibra e vegetais, e diminuir o consumo de gordura e açúcar refinado.

Brendon Stubbs, coautor do estudo, confirmou que as intervenções no estilo de vida demonstram cada vez mais serem uma abordagem importante para combater a depressão e a tristeza.

“Especificamente, os nossos resultados neste estudo apuraram que quando as intervenções alimentares são combinadas com exercício, foi experienciado um melhoramento maior nos sintomas depressivos pelas pessoas”, disse o investigador.

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