PEDIATRIA

#Obesidade infantil: orientações para atividade física na infância e adolescência

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Obesidade infantil: orientações para atividade física na infância e adolescência

 

Nos últimos 20 anos, tem-se observado um aumento da prevalência de obesidade infantil, que está estritamente relacionado com mudanças no estilo de vida, inatividade física e nos hábitos alimentares. Jovens obesos têm maior probabilidade de desenvolver diabetes, hipertensão, entre outras doenças que afetam a qualidade de vida.

Estudos indicam que praticar atividade física durante a infância e a adolescência pode ajudar a prevenir e/ou tratar a obesidade. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaborou um manual com orientações para a promoção da atividade física na infância e adolescência. Veja abaixo os keypoints de como orientar seus pacientes.

Recomendação Geral

Praticar atividade física todos os dias é fundamental para a promoção da saúde integral de crianças e adolescentes. As atividades devem ser prazerosas e adequadas ao estado de crescimento e desenvolvimento do paciente.

– 0 a 2 anos de idade

  • Bebês devem ser incentivados a serem ativos, mesmo que por curtos períodos, várias vezes ao dia.
  • Recomenda-se que o tempo em frente à tela (TV, tablet, celular, jogos eletrônicos) seja zero.
  • Permanecer em comportamentos sedentários (muito pouco movimento físico, como passear de carro ou ficar no carrinho) por longos períodos não é benéfico para a saúde e para o desenvolvimento da criança e deve ser evitado.

VOCÊ SABIA? Cuidado paterno diminui em 33% a obesidade infantil

– 3 a 5 anos de idade

  • Fazer, pelo menos, 180 minutos de atividade física ao longo do dia de qualquer intensidade. Brincadeiras ativas como andar de bicicleta, atividades na água, jogos de perseguir e com bola são as maneiras recomendadas para essa faixa etária. Atividades físicas estruturadas (natação, danças, lutas, etc) também podem ser incluídas.
  • Recomenda-se que o tempo em frente à tela seja limitado em 2 horas por dia.
  • Comportamentos sedentários devem ser fortemente evitados.

– 6 a 19 anos de idade

  • Fazer, pelo menos, 60 minutos de atividades físicas todos os dias de intensidade moderada a vigorosa (pedalar, nadar, correr, saltar, etc).
  • Praticar atividade física por mais que 60 minutos fornece benefícios adicionais para a saúde.
  • Atividades de intensidade vigorosa devem ser realizadas em, pelo menos, três dias por semana. Atividades de flexibilidade devem ser realizadas, pelo menos, três vezes por semana.
  • Recomenda-se que o tempo em frente à tela seja limitado em 2 horas por dia. Este limite não deve levar em consideração o tempo destinado para realização de tarefas escolares.
  • Comportamentos sedentários devem ser fortemente evitados.

 

 

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Referências:

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#Lúpus eritematoso sistêmico: como é o tratamento pediátrico?

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lúpus erimatoso

Lúpus eritematoso sistêmico: como é o tratamento pediátrico?

O Lúpus Eritematoso Sistêmico Pediátrico (LESP) é uma doença autoimune que acomete indivíduos menores de 18 anos, com predominância no sexo feminino e caracterizado primordialmente pelo acometimento concomitante e evolutivo de vários órgãos e sistemas.

A causa do LESP ainda permanece desconhecida porém podemos destacar alguns fatores que se correlacionam com a doença como: infecções virais, drogas, herança genética, imunodeficiências primarias, fatores hormonais e ambientais

O diagnostico do LESP pode ser um desafio para muitos médicos, por esse motivo seu diagnóstico leva em consideração diversos fatores como manifestações clínicas, exames sorológicos e laboratoriais, biopsia de órgãos acometidos, entre outros.

Atualmente existem diversos critérios diagnósticos para o LESP, sendo o mais utilizado o critério de classificação da American College of Rheumatology, onde é necessário pelo menos a presença de quatro critérios dos 11 critérios propostos, sendo fundamental a presença simultaneamente e evolutivamente durante um intervalo de tempo.

Critérios de classificação para o diagnóstico de LESP:

  1. Eritema ou rash malar
  2. Eritema ou rash discoide
  3. Fotossensibilidade
  4. Úlceras mucosas
  5. Artrite não erosiva
  6. Pleurite ou pericardite
  7. Nefrite (proteinúria persistente ou superior a 0,5g dia ou cilindrúria)
  8. Doenças neuropsiquiátricas (Psicose ou convulsão)
  9. Doenças hematológicas (anemia hemolítica com reticulocitose em duas ou mais ocasiões ou leucopenia em duas ou mais ocasiões ou linfopenia em duas ou mais ocasiões ou plaquetopenia na ausência de drogas indutoras de trombocitopenia)
  10. Alterações imunológicas (presença de anticorpo anti-DNA de dupla hélice ou presença de anticorpo anti-Sm ou presença de anticorpo anti-fosfolipíde: anti-cardiolipina IgG ou IgM ou anticoagulante lúpico ou VDRL falso positivo)
  11. Fator anti-núcleo (FAN) positivo

A dificuldade no diagnóstico do LESP, também se deve ao fato de ser uma patologia com diversos diagnósticos diferenciais. Podemos destacar a artrite idiopática juvenil, dermatomiosite juvenil, esclerodermia, poliartrite nodosa, Síndrome de Behçet, febre familiar do mediterrâneo, mononucleose, aspergilose e tuberculose como seus principais diagnósticos diferenciais.

A variedade de manifestações clínicas também é um agravante na hora de fazer o diagnóstico correto de LESP. Os sinais e sintomas iniciais podem ser inespecíficos, como febre, anorexia, palidez, perda de peso, linfadenopatia, hepatomegalia e esplenomegalia.

Em cerca de 80% do paciente o acometimento cutâneo está presente, podendo variar de um simples eritema malar até lesões crônicas com sequelas como o lúpus discoide. A alopécia, úlceras orais, urticária e fotossensibilidade também são características do LESP.

As manifestações articulares se apresentam em cerca de 70% dos pacientes, sendo a oligoartrite ou poliartrite aguda as mais recorrentes. De uma forma geral, o acometimento articular é discreto, auto-limitado e não cursa com deformidade articular.

O derrame pleural e pericárdico também é um sinal recorrendo que chega a acometer 30% dos paciente, porém raramente resultam em tamponamento cardíaco ou insuficiência respiratória.

Na parte hematológica devemos destacar a anemia hemolítica auto-imune, com reticulocitose e teste de Coombs direto positivo, que pode se apresentar como um primeiro sinal do LESP.

Os demais sinais e sintomas do LESP se encontram destacados nos critérios de classificação diagnóstica demonstrados acima.

A presença de múltiplos auto-anticorpos dirigidos contra proteínas nucelares e citiplasmáticas pode ser considerado um importante aspecto para o diagnóstico de LESP. Em quase 100% do pacientes poderemos encontrar o FAN positivo, principalmente com títulos superiores a 1:80. Para o auxilio do diagnóstico, alguns auto-anticorpos são específicos para LESP como anti-DNA de dupla hélice, anti-Sm, anti-proteína P ribossonal e anti-nucleossomo.

O primeiro passo no tratamento do paciente com LESP é a proteção solar tendo em vista que a maioria das lesões cutâneas apresentam fotossensibilidade, seguido pela suplementação de cálcio de vitamina D para os pacientes em uso de glicocorticoides.

Vale ressaltar que é de suma importância manter a certeira de vacinação destes pacientes em dia, porém lembrando que as vacinas de agentes vivos estão contraindicadas. Anti-inflamatórios não hormonais devem sempre ser evitados pelo risco de lesão renal irreversível.

A medicação mais indicada para o tratamento do LESP são os glicocorticoides. A dose dos glicocorticoides deve ser ajustada de acordo com a gravidade das manifestações clínicas, apenas sendo indicado a pulsoterapia endovenosa com metilprednisolona em casos graves com nefrite, vasculite sistêmica, miocardite, pancreatite, acometimento neuropsiquiátrico, hemorragia pulmonar, hipertensão pulmonar entre outros sintomas de gravidade.

Os antimaláricos são indicados para todos os pacientes com diagnóstico de LESP, usando preferencialmente a hidroxicloroquina. Os imunossupressores e imunobiológicos também podem ser terapias utilizadas no controle dos sintomas nas formas mais graves.

Por fim, o prognóstico dos pacientes com LESP vem melhorando ao longo da última década, sendo as infecções a principal causa de óbito nesses paciente.

 

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#El uso intensivo de #móviles reduce las oportunidades de interacción en la #primera infancia

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El uso de los móviles por los niños debe realizarse bajo la supervisión de un adulto, previa selección de contenidos, siempre a partir de los 24 meses y nunca como moneda de cambio, según las recomendaciones del Centro de Atención Infantil Temprana San Juan de Dios de Sevilla.

Las nuevas tecnologías están introduciendo continuamente cambios en los modelos comportamentales y conductuales de la sociedad, mucho más aún cuando comienzan a conocerse los comportamientos de los llamados nativos digitales, es decir, de las generaciones cuyo desarrollo y aprendizaje están íntimamente ligados al uso de dispositivos digitales.

Por un lado, existe una corriente contraria al uso de teléfonos móviles o tablets en los primeros años de infancia; por otro, voces más aperturistas a la introducción de estos dispositivos en la vida de los más pequeños. “Como ocurre casi siempre con cualquier cosa y como indica el sentido común, no puede ser todo o nada”, ha explicado Lucía Ponce, psicóloga del Centro de Atención Infantil Temprana (CAIT) de Sevilla, que aconseja que “podemos hacer uso de dispositivos móviles bajo la premisa del aprendizaje; pero no bajo la del entretenimiento”, y siempre a partir de los 24 meses de edad.

En el Centro de Atención Infantil Temprana San Juan de Dios de Sevilla empiezan a detectarse cuadros de ansiedad, irritabilidad, problemas de sueño, dependencia o frustración en niños pequeños a causa de un uso no controlado de móviles.

El uso de móviles puede realizarse para fomentar el aprendizaje pero no el entretenimiento

En un modelo educacional en el que los padres hagan un uso intensivo de las nuevas tecnologías con los pequeños, se están perdiendo oportunidades para la interacción y para aprender relaciones sociales. “Si a un niño se le ponen constantemente vídeos que, por su reiteración han hecho que éste aprenda a contar en inglés antes de saber usar palabras en su idioma materno, el niño está asumiendo contenidos y aprendizajes descontextualizados”, ha añadido Ponce.

Móviles como moneda de cambio

 

El móvil como moneda de cambio con los niños se traduce también en un uso negativo. Ponce ha afirmado que si ofrecemos a un niño un móvil para que acceda a contenidos de entretenimiento mientras le damos de comer, desviamos la atención de la comida, lo que provoca que pierda atención sensorial y no aprenda a comer. “Eso hace que no le estemos enseñando una correcta relación con la comida y si el niño es buen comedor puede incluso no percibir correctamente su nivel de saciedad y haga ingestas muy superiores a las que debe, porque está pendiente de unos dibujos, no de qué y cómo se come”.

Sin embargo, desde el CAIT de San Juan de Dios abogan por un uso controlado y responsable de los dispositivos por parte de los padres o cuidadores de los niños, ya que pueden favorecer habilidades como la resolución de conflictos, la coordinación visomotora o la capacidad de asociación y contextualización.

Si el adulto controla los contenidos o aplicaciones se pueden aprovechar las ventajas que se desprenden de un entorno tan intuitivo como el de móviles y tablets, pues existen aplicaciones que son puzles cuyas piezas los niños ensamblan con el dedo; otras para buscar la diferencia entre objetos prácticamente idénticos o al revés, etc.

Se trata de que la familia en su ámbito doméstico eduque con un modelo de uso, que debe ser un espejo por parte de los adultos hacia los niños y que controlen los contenidos para aprovechar las potencialidades de los pequeños.

Recomendaciones para el uso de móviles

Lucía Ponce hace una llamada de atención sobre el tiempo que los adultos de la familia pasan mirando las pantallas de sus dispositivos móviles frente al que pasan y dedican a los pequeños de la casa, “pues estamos enseñándoles un patrón que ellos reproducirán”.

Por ello, además del control y selección de contenidos, es importante que se marquen espacios y momentos libres de móviles en casa, delimitando su uso en determinadas franjas horarias, por ejemplo.

Por ello, Ponce ha añadido que a la hora de pensar en un regalo para los niños, lo primero que ha de tenerse en cuenta es la edad, para adecuarlo a sus expectativas y necesidades. A partir de ahí, es siempre positivo buscar juguetes que fomenten la interacción entre iguales y con adultos. Así, los juegos simbólicos, son una buena opción.

Por otro lado, es un acierto buscar juguetes que fomenten la creatividad. No se debe dar todo hecho al niño, sino poner en sus manos un juego que le permita crear y recrear, esto es, “materiales no estructurados que le permitan experimentar, comunicarse o pedir ayuda. Esto sucede, por ejemplo, con los juegos a bases de piezas que les permiten montar edificios, aparatos, o inventos”.

#1 in 7 babies exposed to #Zika in utero develop #severe abnormalities

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  • Noticias Médicas Univadis

Fifteen per cent of babies exposed to Zika before birth develop severe abnormalities in the first 18 months of life, according to research published in the New England Journal of Medicine.

The prospective cohort study involved symptomatic pregnant women who had Zika infection confirmed by reverse transcriptase polymerase chain reaction assay. A total of 182 Brazilian children who were exposed to Zika in utero were followed longitudinally and underwent a number of specialist tests.

Abnormal findings were identified in 39 of 115 children (34%) who underwent neuroimaging and in 35 of 94 children (37%) who also underwent neuropsychological testing. Among 94 children who underwent both neuroimaging and Bayley-III testing, neuroradiologists found that 10 (11%) had structural abnormalities, 5 (5%) had nonstructural abnormalities, and 20 (21%) had abnormal results that were limited to a nonspecific T2-weighted hypersignal on MRI.

By the age of 12-18 months, significant problems were present in seven of 112 children who were evaluated for eye abnormalities (6.25%), six of 49 children evaluated for hearing problems (12.2%) and 11 of 94 children (11.7%) evaluated for severe delays in language, motor skills and/or cognitive function. In all, 19 of 131 children (14.5%) had at least one of the three abnormalities.

#Gastroenterite em crianças

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Por William J. Cochran, MD, Associate, Department of Pediatrics, GI, and Nutrition, Geisinger Clinic; Clinical Professor, Department of Pediatrics, Temple University School of Medicine

A gastroenterite é uma inflamação do trato digestivo que resulta em vômitos e/ou diarreia e, às vezes, é acompanhada por febre ou cólicas abdominais.

  • A gastroenterite é geralmente causada por uma infecção viral, bacteriana ou parasítica.

  • A infecção causa uma combinação de vômitos, diarreia, cólicas abdominais, febre e falta de apetite que pode levar à desidratação.

  • Os sintomas e o histórico de exposição da criança ajudam o médico a confirmar o diagnóstico.

  • A melhor forma de evitar a gastroenterite é incentivar as crianças e as pessoas que cuidam delas a lavarem as mãos e ensiná-las a evitar alimentos armazenados inadequadamente e água contaminada.

  • Líquidos e soluções de reidratação são administrados, mas às vezes as crianças precisam ser levadas a um médico ou até mesmo hospitalizadas.

A gastroenterite, às vezes incorretamente chamada “gripe estomacal”, é o distúrbio digestivo mais comum entre as crianças. A gastroenterite grave causa desidratação e um desequilíbrio de substâncias químicas (eletrólitos) do sangue devido à perda de líquidos corporais no vômito e nas fezes.

Cerca de cinco bilhões de episódios ocorrem em todo mundo a cada ano, a maioria deles nos países em desenvolvimento entre crianças com menos de cinco anos de idade. Nos países em desenvolvimento, onde as crianças são mais vulneráveis e os serviços médicos menos acessíveis, cerca de dois milhões de crianças morrem todos os anos de diarreia causada por gastroenterite. Nos países desenvolvidos, onde as crianças são bem alimentadas e têm acesso a excelentes serviços médicos (e, mais importante, à hidratação intravenosa [pela veia] quando necessário), as consequências não são tão graves. Contudo, a gastroenterite aguda ainda é um problema frequente nos Estados Unidos. Todos os anos, a gastroenterite causa entre três e cinco milhões de consultas médicas, 200.000 hospitalizações e centenas de mortes.

Causas

A maioria dos casos de gastroenterite é causada por

  • Vírus (a causa mais comum)

  • Bactérias

  • Parasitas

Causas mais raras de gastroenterite incluem

  • Toxinas químicas

  • Medicamentos

A gastroenterite raramente resulta de um quadro alérgico (gastroenterite eosinofílica) ou de alergia alimentar.

Vírus

Os vírus são a causa mais comum de gastroenterite nos Estados Unidos. Os vírus que causam com mais frequência a gastroenterite são

  • Norovírus (mais comum nos Estados Unidos)

  • Rotavírus (mais comum ao redor do mundo)

  • Astrovírus

  • Adenovírus

Geralmente, as crianças contraem a gastroenterite viral de outras crianças que tiveram a doença ou foram expostas a ela, em creches, escolas e outros locais com muitas pessoas. A gastroenterite viral é muito contagiosa e se dissemina facilmente, especialmente de uma criança para outra.

A transmissão fecal-oral é a maneira pela qual a gastroenterite viral costuma se disseminar. A transmissão fecal-oral significa que o vírus na diarreia (fezes) de uma pessoa infectada é levado à boca de outra pessoa. É claro que as pessoas não ingerem as fezes diretamente. Ao contrário, a criança com diarreia e/ou a pessoa que cuida dela pode ter um pouco de fezes infectadas nas mãos (sobretudo quando não lavam as mãos com cuidado). Depois disso, qualquer objeto que for tocado por elas (por exemplo, uma fralda, um brinquedo ou alimentos) também fica contaminado com as fezes infectadas. Outras crianças então tocam esse objeto e, depois, colocam as mãos e os dedos na boca ou perto da boca e, com isso, são infectadas pelo vírus. A gastroenterite viral também pode ser disseminada quando a pessoa espirra e cospe.

O norovírus se tornou a causa mais comum de gastroenterite em crianças pequenas nos Estados Unidos depois que a vacina contra o rotavírus começou a ser utilizada. As infecções ocorrem o ano todo, mas 80% delas concentram-se entre novembro a abril. A maioria das pessoas são infectadas após a ingestão de alimentos ou água contaminados. Como o norovírus é altamente contagioso, a infecção pode facilmente ser transmitida por contato direto.

O rotavírus é a causa mais comum de diarreia grave com desidratação em bebês e crianças pequenas em todo o mundo. A frequência diminuiu desde que a vacina contra o rotavírus começou a ser utilizada. Ele geralmente afeta bebês e crianças pequenas. O rotavírus é altamente contagioso. A maioria das infecções ocorre por transmissão fecal-oral. Os bebês infectados podem disseminar a infecção para adultos. Em climas temperados, as infecções por rotavírus ocorrem com mais frequência no outono e no inverno e são menos frequentes no verão. Em climas tropicais, elas podem ocorrer o ano todo.

O astrovírus pode infectar pessoas de todas as idades, mas geralmente afeta bebês e crianças pequenas. A infecção é mais comum no inverno e é disseminada por transmissão fecal-oral.

O adenovírus afeta mais comumente crianças com menos de dois anos de idade. As infecções ocorrem o ano todo e aumentam levemente no verão. A infecção ocorre por transmissão fecal-oral.

Bactérias

As bactérias que causam gastroenterite com mais frequência incluem

  • Escherichia coli [E. coli]

  • Salmonella

  • Campylobacter

  • Shigella

  • Yersinia

  • Clostridium difficile

A crianças pode contrair gastroenterite bacteriana ao

  • Tocar ou comer alimentos contaminados, sobretudo carnes ou ovos crus ou que não foram cozidos adequadamente

  • Comer frutos do mar contaminados

  • Beber leite ou suco não pasteurizado

  • Tocar animais portadores de determinadas bactérias

  • Engolir água contaminada, como água de poço, de riacho e da piscina

As bactérias podem crescer em muitos tipos de alimentos expostos e sem refrigeração (situações potencialmente problemáticas como bufês e piqueniques). As bactérias do tipo Staphylococcus em alimentos contaminados podem secretar uma toxina que causa vômito e diarreia súbitos. A gastroenterite contraída da comida contendo microrganismos ou toxinas bacterianas é, às vezes, chamada de intoxicação alimentar.

As crianças podem contrair Salmonella ao entrar em contato com répteis (tartarugas ou lagartos), pássaros ou anfíbios (sapos ou salamandras) e podem, em casos raros, contrair E. coli ao entrar em contato com animais em zoológicos. Ocasionalmente, algumas bactérias são transmitidas por cães ou gatos com diarreia.

A criança pode contrair gastroenterite quando engole ou nada em água contaminada, como água de poço, riachos, parques aquáticos e piscinas (um quadro clínico denominado doença transmitida por água de recreação).

Uma infecção pela bactéria Clostridium difficile pode ocorrer em crianças que tomaram antibióticos ou que concluíram um ciclo de antibióticos nas últimas seis a dez semanas ( Colite induzida por Clostridium difficile). Algumas crianças podem desenvolver infecção por Clostridium difficile após terem sido internadas no hospital.

Parasitas

A gastroenterite causada por parasitas (por exemplo, Giardia intestinalis e Cryptosporidium parvum) geralmente é adquirida ao beber água contaminada ou por meio de transmissão fecal-oral (que sabiamente ocorre em creches). O parasita Entamoeba histolytica é uma causa comum de diarreia sanguinolenta em países em desenvolvimento, mas é rara nos Estados Unidos.

Toxinas químicas

A gastroenterite pode ser causada pela ingestão de toxinas químicas. Essas toxinas podem ser encontradas em plantas, como cogumelos venenosos ou em alguns tipos de frutos do mar exóticos. As crianças que ingerem essas substâncias podem desenvolver gastroenterite. A criança também pode desenvolver gastroenterite após beber água ou consumir alimentos que estão contaminados por substâncias químicas, como arsênico, chumbo, mercúrio ou cádmio.

Medicamentos

Muitos medicamentos causam diarreia. A criança que toma (ou ingere acidentalmente) alguns tipos de medicamentos (por exemplo, antibióticos ou antiácidos) pode desenvolver gastroenterite.

Sintomas

Os sintomas de uma gastroenterite geralmente são uma combinação de

  • Vômitos

  • Diarreia

  • Cólicas abdominais

  • Febre

  • Falta de apetite

Os sintomas mais comuns da gastroenterite, independentemente da causa, são vômitos e diarreia. A gastroenterite causada por uma infecção pode também causar febre. Dor abdominal também é comum.

Gastroenterite causada por vírus

Os vírus causam diarreia líquida. As fezes raramente contêm muco ou sangue.

O rotavírus pode durar cinco a sete dias em bebês e crianças pequenas. A maioria das crianças tem vômitos e algumas têm febre.

O norovírus causa mais vômito que diarreia e dura apenas um a três dias.

O adenovírus causa vômitos leves por um a dois dias após o início da diarreia. A diarreia pode durar uma a duas semanas.

Os sintomas do astrovírus são parecidos com os de uma infecção por rotavírus leve.

Gastroenterite causada por bactérias

A presença de bactérias provavelmente causará febre e pode causar diarreia sanguinolenta.

Gastroenterite causada por parasitas

Os parasitas normalmente causam diarreia que pode durar bastante tempo ou pode causar diarreia que aparece e desaparece. Em geral, a diarreia não é sanguinolenta. A criança pode se sentir muito cansada e perder peso se ela tiver uma diarreia de longo prazo causada por uma infecção parasitária.

Complicações da gastroenterite

A complicação mais comum da gastroenterite grave é a desidratação (insuficiência de líquido no organismo), que ocorre quando há bastante perda de líquido no vômito e nas fezes. As crianças com desidratação leve sentem sede, mas as que se encontram gravemente desidratadas ficam apáticas, irritáveis ou lentas (letárgicas).

Os bebês são muito mais propensos a ficar desidratados e desenvolver efeitos colaterais graves do que crianças mais velhas. Os bebês que estão desidratados precisam receber cuidados médicos imediatamente.

Os sinais de perigo de desidratação em bebês, que exigem atenção médica imediata, incluem:

  • A moleira está afundada.

  • Os olhos estão afundados.

  • Não há lagrimas quando o bebê chora.

  • A boca fica seca.

  • Não produzirem muita urina.

  • Ficarem menos alertas e com menos energia (letargia).

No entanto, pode ser difícil determinar a quantidade de urina que está sendo eliminada na fralda pela criança com episódios frequentes de fezes líquidas. É mais fácil identificar a redução da eliminação de urina e a sede excessiva em crianças mais velhas.

Diagnóstico

  • Sintomas, o histórico da criança e um exame físico

  • Às vezes, exame de fezes

Um médico baseia seu diagnóstico de gastroenterite nos sintomas da criança e nas informações dos pais sobre ao que a criança esteve exposta.

O diagnóstico de gastroenterite geralmente é evidente com base nos sintomas em si, mas a causa, muitas vezes, não é. Às vezes, outros membros da família ficaram doentes recentemente, com sintomas semelhantes. A gastroenterite também pode ser causada pela ingestão de água contaminada ou de alimentos mal cozidos, estragados ou contaminados, como frutos do mar crus ou maionese armazenada sem refrigeração por muito tempo. Viagens recentes, especialmente a determinados países estrangeiros e o uso recente de antibióticos também são indicadores da possível causa.

Em geral, não são necessários exames de diagnóstico, já que a maioria das formas de gastroenterite dura pouco. Contudo, se os sintomas forem intensos ou durarem mais de 48 horas, amostras de fezes podem ser examinadas em um laboratório para pesquisar a presença de glóbulos brancos e de bactérias, vírus ou parasitas. Exames de sangue também podem ser realizados para procurar por sinas de complicações.

Prevenção

Duas vacinas para prevenir a infecção pelo rotavírus fazem parte do cronograma de vacinação infantil recomendado. As vacinas atuais contra o rotavírus não estão associadas à intussuscepção (um problema grave do intestino), como era o caso com a vacina original. A vacina contra o rotavírus diminuiu a incidência de infecções pelo rotavírus de 60% para 90%.

Crianças que já têm idade suficiente devem ser instruídas a lavar as mãos e a evitar a ingestão de alimentos não armazenados corretamente e de água contaminada. Uma boa orientação é manter refrigerados os alimentos frios, e aquecidos os alimentos quentes. Alimentos expostos para consumo devem ser consumidos em até uma hora.

A amamentação é outra maneira simples e eficaz de ajudar a evitar a gastroenterite em bebês. Os bebês amamentados apresentam uma incidência significativamente mais baixa de gastroenterite em comparação aos bebês que são alimentados com fórmula infantil. No caso de bebês amamentados com mamadeira, os cuidadores devem lavar muito bem suas mãos com sabão e água antes de preparar as mamadeiras. Os cuidadores também devem lavar as mãos com cuidado depois de trocar a fralda. As áreas de troca de fraldas devem ser desinfetadas com frequência usando uma solução fresca de água sanitária (¼ de xícara de água sanitária diluída em quatro litros de água). Crianças com diarreia não devem retornar à creche a menos que seus sintomas tenham desaparecido. Crianças infectadas com Shigella ou E. coli que causa diarreia sanguinolenta também devem apresentar resultados negativos em dois exames de fezes antes de serem autorizadas a voltar a frequentar a creche.

Os pais podem ajudar a prevenir a desidratação encorajando seu filho a beber líquidos mesmo se em quantidades pequenas, mas frequentes.

Bebês e crianças com um sistema imunológico comprometido não devem tocar répteis, pássaros ou anfíbios, porque esses animais normalmente são portadores da bactéria Salmonella e a infecção é mais grave nessas crianças.

Os pais podem prevenir doenças provocadas por diversões aquáticas não permitindo que seus filhos com diarreia nadem em águas públicas. É preciso verificar as fraldas com frequência e, se houver fezes, elas devem ser trocadas em áreas distantes da água. Os pais devem ensinar seus filhos a evitar engolir água quando nadarem.

Você sabia que…

  • Aproximadamente dois milhões de crianças morrem todos os anos de diarreia causada por gastroenterite.

Tratamento

  • Líquidos e soluções de reidratação

  • Em casos raros, antibióticos para determinadas infecções

  • Em casos raros, medicamentos que limitam os vômitos ou a diarreia

Normalmente, o único tratamento necessário para a gastroenterite é repouso absoluto e ingestão de uma quantidade adequada de líquidos.

Quando uma criança tem gastroenterite, os pais devem monitorar a hidratação da criança. Medicamentos para parar a diarreia ou antibióticos podem ser administrados, mas apenas em algumas situações específicas e sob a orientação de um médico.

Reidratação

As crianças devem ser encorajadas a beber líquidos, mesmo em quantidades pequenas, mas frequentes. Os bebês devem continuar a ser amamentados ou a beber fórmula infantil, além de uma solução eletrolítica oral (solução para reidratação oral, disponível em pó e líquido em farmácias e alguns supermercados). Sucos, refrigerantes, bebidas com gás, chás, bebidas esportivas e bebidas contendo cafeína não devem ser dadas a bebês e crianças pequenas. Essas bebidas contêm excesso de açúcar, o que pode piorar a diarreia, e contêm poucos sais (eletrólitos), que são necessários para substituir aqueles que o organismo perdeu. No caso de adolescentes, bebidas esportivas são preferíveis a sucos e refrigerantes devido ao seu baixo teor de açúcar, mas elas ainda contêm uma quantidade menor de eletrólitos que as soluções eletrolíticas orais. Água pura não é ideal para tratar a desidratação em crianças de qualquer idade porque não há eletrólitos na água pura.

Crianças que estão apresentando vômito devem receber frequentemente pequenas quantidades de líquido para prevenir a desidratação. Os pais devem oferecer à criança alguns goles de um líquido. Se o líquido não for vomitado, os goles são repetidos a cada dez ou 15 minutos e a quantidade é aumentada para 30 ou 60 mililitros após cerca de uma hora e aumentada conforme tolerado. Essas quantidades maiores podem ser dadas com menor frequência, mais ou menos a cada hora. Líquidos são absorvidos muito rapidamente. Assim, se a criança vomitar em mais de dez minutos após beber, a maior parte do líquido terá sido absorvida e a hidratação deverá ser continuada. A quantidade de líquido que deve ser administrada à criança em um período de 24 horas depende da idade e do peso, mas deve ser, em geral, aproximadamente 45 a 75 mililitros para cada quilo de peso corporal da criança. Caso a frequência do vômito ou da diarreia da criança diminua, os pais podem tentar alimentá-la com uma dieta mais normal no dia seguinte. O consumo de apenas soluções eletrolíticas não deve ser continuado por mais do que 24 horas devido a possíveis problemas associados à ingestão inadequada de nutrientes.

Crianças com diarreia, mas poucos vômitos devem ingerir mais líquido para compensar o líquido perdido na diarreia. Mas, ao contrário de crianças que estão apresentando vômitos, elas podem receber quantidades maiores de líquido de cada vez e elas recebem uma alimentação normal. Contudo, se a criança tiver diarreia significativa, o consumo de produtos lácteos (que contêm lactose) deverá provavelmente ser reduzido. A gastroenterite grave pode diminuir a capacidade da criança de absorver lactose, resultando em aumento da diarreia.

As crianças que não conseguirem processar nem mesmo goles de líquidos ou apresentarem sinais de desidratação grave (como letargia, boca seca, falta de lágrimas e nenhuma urina após seis horas ou mais) correm perigo e devem ser atendidas por um médico imediatamente. As crianças que não apresentarem esses sinais devem ser atendidas por um médico caso os sintomas durem mais do que um ou dois dias. Se a desidratação for grave, o médico possivelmente administrará hidratação intravenosa (pela veia) à criança.

Medicamentos

Medicamentos antidiarreicos, como a loperamida, não são geralmente recomendados para crianças a menos que eles sejam receitados pelo médico, porque há muito pouca evidência de que eles são de fato benéficos e podem causar complicações.

No caso de crianças com vômitos intensos, o médico pode administrar determinados medicamentos que aliviam os vômitos (por exemplo, ondansetrona) por via oral ou intravenosa.

Antibióticos não são eficazes quando a causa da gastroenterite é uma infecção viral. O médico apenas administra antibióticos quando a gastroenterite foi causada por bactérias específicas (por exemplo, Shigella) que sabidamente respondem aos antibióticos.

Determinados medicamentos (por exemplo, metronidazol e nitazoxanida) podem ser administrados no caso de infecções parasitárias.

Probióticos

Os probióticos são organismos, como as bactérias, que são naturalmente encontradas no organismo e promovem o crescimento de bactérias benignas. Os probióticos também são encontrados em alimentos e podem ser tomados na forma de suplementos. Probióticos, tais como lactobacilos (normalmente presentes no iogurte), podem reduzir um pouco a duração da diarreia (talvez em um dia) caso as pessoas comecem a tomá-los logo após a doença começar. Contudo, probióticos provavelmente não previnem consequências mais sérias da gastroenterite, tais como a necessidade de líquidos intravenosos ou hospitalização.

#Infecções em crianças podem estar associadas ao #risco de doença mental: estudo

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Será que uma infecção poderia tornar sua criança ou adolescente mais propenso a ter problemas de saúde mental?

Nova pesquisa na Dinamarca sugere ser possível.

“Os achados que ligam infecções a transtornos mentais em cérebros em desenvolvimento vêm adicionar mais conhecimento a este campo em crescimento, mostrando que existe uma conexão íntima entre o corpo e o cérebro”, disse o pesquisador principal Dr. Ole Kohler-Forsberg, da unidade de pesquisa sobre psicose no Hospital Universitário de Aarhus.

Contudo, Kohler-Forsberg alertou que o estudo não foi capaz de provar que infecções ou seus tratamentos causam doenças mentais, apenas que parecem estar conectados.

O risco pareceu ser maior em relação a infecções graves exigindo hospitalização. Contudo, os pesquisadores observaram que infecções menos graves tratadas com medicamentos também foram associadas a um aumento no risco de transtornos mentais.

Especificamente, eles observaram que crianças que haviam sido hospitalizadas devido a uma infecção tinham um risco 84% maior de serem diagnosticadas com um transtorno mental e um risco 42% maior de receberem prescrição de medicamentos para tratar o transtorno.

Aparentemente, as infecções e a reação inflamatória que se segue podem afetar um cérebro jovem e ser parte do processo de desenvolvimento de transtornos mentais, explicou Kohler-Forsberg.

“Isto pode, contudo, ser explicado por outras causas, como algumas pessoas terem um risco geneticamente superior de apresentar mais infecções e transtornos mentais”, disse ele.

Não está claro como as infecções aumentam o risco de doenças mentais, disse Kohler-Forsberg.

As infecções frequentes apresentadas por todos não costumam causar danos ao corpo ou cérebro, disse ele. Na verdade, as infecções são necessárias para desenvolver o sistema imunológico.

“Contudo, para alguns indivíduos, uma infecção pode afetar o cérebro e resultar em lesão duradoura, apesar de este ser um evento raro”, disse Kohler-Forsberg.

Para o estudo, pesquisadores coletaram dados de mais de um milhão de pessoas nascidas na Dinamarca entre 1995 e 2012. Dentre estes, cerca de 4% foram hospitalizados devido a um transtorno mental e mais de 5% estavam tomando medicamentos para tratar sua doença.

A equipe de Kohler-Forsberg observou que infecções tratadas com medicamentos, especialmente antibióticos, foram associadas a um risco aumentado de doença mental. A extensão do risco variou segundo o tipo de transtorno mental. Infecções bacterianas conferiram o maior risco.

Os pesquisadores relataram que os transtornos mentais mais comumente ligados a ter sido hospitalizado devido a uma doença infecciosa incluem esquizofrenia, transtorno obsessivo-compulsivo, transtornos de personalidade e comportamento, retardamento mental, autismo, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, transtorno desafiador de oposição, transtorno de conduta e tiques.

“Um melhor entendimento sobre o papel das infecções e a terapia antimicrobiana no desenvolvimento de transtornos mentais pode levar a novos métodos para prevenção e tratamento destes transtornos devastadores”, disse Kohler-Forsberg.

Ele voltou a alertar que estas são associações gerais e não dizem muito sobre nenhuma infecção individual.

“Portanto, em geral, os pais não devem se preocupar”, disse Kohler-Forsberg. “Também mostramos em um artigo diferente que a cognição não é afetada pelo número de infecções na infância.”

A pesquisa durante as últimas décadas revelou muitas interações complexas entre a mente e o sistema imunológico, disse Dr. Timothy Sullivan, presidente do departamento de psiquiatria e ciência comportamental no Hospital Universitário de Staten Island, em Nova York.

Estas incluem correlações entre inflamação e sintomas de depressão, bem como micro-organismos intestinais e saúde emocional. Ele disse que também existem fortes associações entre doenças mentais e algumas doenças físicas, como doença do coração, câncer e artrite.

“Até o momento, apesar de termos identificado alguns dos mecanismos celulares e fisiológicos através dos quais estas interações podem ocorrer, não elucidamos as ligações completamente e, como resultado, algumas pessoas na comunidade científica continuam incertas se estas observações seriam algo mais do que coincidência”, disse Sullivan.

Ele acrescentou que, à medida que perspectivas vindas do conhecimento em desenvolvimento sobre o genoma humano e as funções dos genes aumentam, “entender o impacto até mesmo de uma doença de rotina sobre o risco de doença mental será um componente crucial de indagação científica e permitirá que, um dia, esperamos que em breve, possamos prever e tratar estes riscos diretamente”.

O relatório foi publicado on-line em 05 de dezembro no periódico JAMA Psychiatry.

#Contracepção e #gravidez em adolescentes

Postado em

Por Sharon Levy, MD, MPH, Assistant Professor of Pediatrics, Harvard Medical School; Director, Adolescent Substance Abuse Program, Boston Children’s Hospital

Muitos adolescentes participam de atividades sexuais, mas podem não ter sido plenamente informados sobre contracepção, gravidez e doenças sexualmente transmissíveis, incluindo a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Impulsividade, falta de planejamento e uso concomitante de drogas e álcool diminuem a probabilidade de que os adolescentes usem métodos contraceptivos e métodos de proteção de barreira (como preservativos).

Contracepção

Qualquer um dos métodos contraceptivos adultos pode ser usado por adolescentes, mas o problema mais comum diz respeito ao cumprimento. Muitas meninas adolescentes, por exemplo, se esquecem de tomar o contraceptivo oral diariamente ou param completamente de tomá-lo, frequentemente sem substituí-lo por outra forma de método contraceptivo. Ainda que preservativos masculinos sejam a forma mais frequentemente usada de contracepção, ainda há percepções que podem inibir o uso consistente (ideias, por exemplo, de que o preservativo diminui o prazer o interfere no “amor romântico”). Algumas meninas também se sentem envergonhadas em pedir ao parceiro para usar preservativos durante o sexo. Recentemente, a utilização de métodos contraceptivos de longo prazo, como injeções mensais, se tornou mais comum entre meninas adolescentes.

Gravidez

A gravidez também pode ser uma fonte significativa de estresse para os adolescentes.

Adolescentes grávidas e seus parceiros tendem a abandonar a escola ou o estágio, piorando assim sua situação econômica, baixando sua autoestima e sobrecarregando os relacionamentos pessoais. Adolescentes grávidas (que somam 13% de todos os casos de gravidez nos Estados Unidos) têm menor propensão do que as adultas a obter cuidados pré-natais, o que resulta em gravidez com resultados desfavoráveis, como elevadas taxas de nascimento prematuro. Adolescentes grávidas, particularmente as que são bastante jovens e aquelas que não estão recebendo acompanhamento pré-natal, têm mais probabilidade de ter problemas médicos, como anemia (quando o organismo não tem uma quantidade suficiente de glóbulos vermelhos saudáveis) e pré-eclâmpsia (hipertensão arterial e proteína na urina que pode causar prejudicar o feto) que as mulheres na faixa dos vinte anos.

Bebês de mães jovens (especialmente mães com menos de 15 anos de idade) são mais propensos a nascer prematuramente e ter baixo peso no nascimento. Contudo, com cuidados pré-natais adequados, adolescentes com mais idade não correm risco mais elevado de problemas de gravidez do que adultas com antecedentes semelhantes.

A adolescente pode decidir dar fim à gravidez. Fazer um aborto não elimina os problemas psicológicos de uma gravidez indesejada – nem para a adolescente, nem para o seu parceiro. Crises emocionais podem ocorrer:

  • Quando a gravidez é diagnosticada

  • Quando a decisão de fazer o aborto é tomada

  • Imediatamente depois que o aborto é realizado

  • Na época em que o bebê deveria ter nascido

  • Nos aniversários daquela data

Uma adolescente grávida pode optar por desistir da criança voluntariamente (adoção) ou criar a criança por si própria ou com o pai da criança, geralmente com o apoio de membros da família.

Todas as opções causam estresse emocional. Aconselhamento familiar e informações sobre métodos contraceptivos, tanto para a menina quanto para o seu parceiro, podem ser muito úteis.

Os pais podem ter reações diferentes quando sua filha diz que está grávida ou seu filho diz que engravidou alguém. As emoções podem variar, indo desde apatia a decepção até raiva. É importante que os pais expressem seu apoio e disposição para ajudar a adolescente a ponderar suas escolhas. Os pais e adolescentes precisam se comunicar abertamente sobre aborto, adoção e paternidade — todas elas opções difíceis demais para o a adolescente encarar sozinho.