PEDIATRIA

#O que sucede às crianças que recuperam do autismo?

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Fonte de imagem: autism

Um novo estudo indicou que a grande maioria das crianças que conseguem recuperar do transtorno do espetro autista (TEA) apresenta problemas que requerem apoio psicológico e educacional.

O autismo costumava ser considerado uma doença vitalícia. Porém, ao longo dos últimos anos, vários estudos demonstraram que é possível uma criança conseguir recuperar de um diagnóstico de TEA.

Para a sua investigação, uma equipa de investigadores do Colégio de Medicina Albert Einstein e do Sistema de Saúde Montefiore, EUA, analisou os processos clínicos de 569 crianças que tinham sido diagnosticadas com TEA, entre 2003 e 2013.

A mediana de idades das crianças na altura do diagnóstico inicial era de dois anos e meio, tendo sido acompanhadas até uma mediana de idades de seis anos e meio.

A grande maioria das crianças tinha recebido uma combinação de terapia da fala e de terapia ocupacional, educação especial e o método conhecido como Análise Comportamental Aplicada.

No decorrer do acompanhamento, 38 crianças (7% das 569 crianças) deixaram de apresentar os critérios para um diagnóstico de TEA.

Destas 38 crianças, 68% foram diagnosticados com problemas de linguagem e de aprendizagem; 49% foram diagnosticadas com distúrbios de externalização (défice de atenção, hiperatividade, distúrbio de conduta ou perturbação desafiante de oposição); 24% apresentaram distúrbios de internalização (ansiedade, distúrbios de humor, transtorno obsessivo-compulsivo ou mutismo seletivo); 5% foram diagnosticadas com um problema mental significativo.

Apenas três (8%) das 38 crianças recuperaram do TEA sem outros problemas. Testes cognitivos de acompanhamento efetuados a 33 das crianças não demonstraram incapacidade intelectual.

“É certamente encorajador confirmar que um subgrupo de crianças com diagnóstico precoce de TEA, acompanhado por atrasos no desenvolvimento, pode essencialmente recuperar da doença e adquirir as funções sociais e cognitivas típicas”, comentou Lisa Shulman, investigadora principal do estudo.

“A mensagem do nosso estudo é que algumas das nossas crianças têm resultados extraordinários, mas a maioria apresenta dificuldades persistentes que requerem monitorização e apoio terapêutico constante”, concluiu a autora.

BancodaSaúde

#Brasil é o terceiro país com mais casos de #sarampo no mundo

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Fonte de imagem: Healthdirect

Redução da vacinação e imigração de venezuelanos estão entre as causas apontadas.

“Dez países, incluindo o Brasil, a Venezuela, as Filipinas e o Iémen são responsáveis por 74% do total do aumento de casos da doença. No mundo, 98 países relataram um crescimento na incidência de sarampo em 2018 em comparação com 2017. A situação afetou o progresso no combate à doença altamente evitável”, lê-se num comunicado divulgado pela Unicef.

A agência das Nações Unidas para a infância também relatou que o Brasil teve 10.262 casos de sarampo confirmados no ano passado, número que significa o dobro em relação a 2017.

O último registo de sarampo no Brasil tinha ocorrido em 2015, mas a imigração em massa de venezuelanos no país trouxe de volta a doença.

“Em 2015, no Brasil, nós tínhamos muito boas coberturas vacinais, inclusive para sarampo, que chegava a 96%. São dados oficiais do Governo brasileiro, do Programa Nacional de Imunização”, frisou Cristina Albuquerque, chefe de Saúde e HIV da Unicef no Brasil.

“Ao longo dos últimos anos, depois de 2015, essa cobertura foi baixando, até que em 2017, fechamos o ano com uma cobertura de apenas 85,2% no território brasileiro, isso dado nacional.”, acrescentou a especialista.

Há registo de surtos de sarampo nos estados do Amazonas e Roraima que foram causados pela reintrodução da doença no Brasil com a imigração em massa de refugiados e imigrantes venezuelanos.

Outros nove estados do país também confirmaram casos da doença. O estado do Pará confirmou 62 casos, no Rio Grande do Sul foram 46 casos, no Rio de Janeiro 19 casos, em Pernambuco e Sergipe quatro casos, três casos em São Paulo e Bahia, dois em Rondônia e um caso no Distrito Federal.

O Governo brasileiro também informou que já foram confirmadas 12 mortes por sarampo. Em Roraima, foram confirmados quatro mortes, todos em menores de cinco anos, sendo dois brasileiros e dois venezuelanos.

No Amazonas, foram confirmados seis óbitos por sarampo, sendo três residentes em Manaus, dois em Autazes, e um em Manacapuru. Já no Pará, foram confirmados dois óbitos ocorridos no município de Belém, em venezuelanos indígenas, menores de um ano de idade.

#Symptômes de la varicelle : des boutons caractéristiques

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La varicelle est une maladie infantile qui touche souvent les enfants entre 3 mois et 10 ans. Mais comment la reconnaître ? Outre les boutons, quels sont les autres symptômes caractéristiques ? Faut-il consulter un médecin ? Les réponses.

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La varicelle est une maladie infectieuse causée par le virus varicelle-zona (VZV). Très contagieuse, elle atteint les bébés et jeunes enfants dans 90 % des cas, et se manifeste par l’éruption de multiples vésicules sur la peau et les muqueuses.

Un cas de varicelle déclarée dans votre entourage et votre enfant a toutes les chances d’y avoir droit lui aussi… Pas d’affolement. Dans la plupart des cas, la varicelle est une maladie bénigne qui guérit en 10 à 12 jours.

Varicelle : quels symptômes avant les boutons ?

Sachez que les premiers symptômes de la varicelle ne sont pas toujours caractéristiques.

Les signes annonciateurs peuvent être :

  • Une fièvre peu élevée (elle précède généralement les premiers boutons).
  • Un écoulement nasal.
  • Une fatigue persistante.

Mais ce n’est pas la première fois que votre enfant a un rhume, et il n’est jamais facile de distinguer un “nez qui coule” d’un “nez qui coule”…

Ces manifestations, s’accompagnent parfois :

  • De maux de tête et/ou des maux de gorge
  • De douleurs articulaires et musculaires
  • D’une perte d’appétit.

Mais là encore, lorsque l’enfant est trop petit pour parler, il n’est pas facile de reconnaître ces symptômes.

Si votre charmant bambin est gardé en collectivité, il sera très certainement exposé aux nombreux virus, qui y circulent. Jusqu’ici, rien ne permet donc de différencier cette suspicion de varicelle des autres infections. Il est grognon mais il n’a pas encore de boutons

Les boutons caractéristiques de la varicelle

Les boutons sont de véritables symptômes caractéristiques de la varicelle. Lorsqu’ils apparaissent, ils sont associés à de fortes démangeaisons cutanées(prurit).

L’ASPECT DES BOUTONS DE VARICELLE

  • Ce sont de petites taches roses 2 à 3 mm de diamètre,
  • Rapidement, elles se transformeront en de minuscules cloques remplies d’un liquide transparent, parfois entourées d’un léger cercle rouge. Votre médecin vous parlera vraisemblablement de “vésicule“.
  • Puis, les vésicules sèchent en 48 heures et se forme alors au centre une petite croûte qui s’étend avant de tomber au bout d’une petite semaine. Elle sera remplacée par une petite cicatrice rouge puis blanche qui s’atténuera peu à peu.

varicelle boutons

LA PROLIFÉRATION DES BOUTONS DE VARICELLE

Ces boutons apparaissent généralement par poussées successives. Peu nombreux au départ, ils peuvent en quelques jours recouvrir tout le corps. Une telle invasion peut parfois se révéler très impressionnante.

Les premiers boutons apparaissent généralement sur le thorax , sur la nuque ou à la racine des cheveux, pour ensuite s’étendre sur le ventre, le dos, les jambes et les bras. Le visage est généralement moins touché. Les paumes des mains et des pieds sont épargnées.

Dans la mesure où l’éruption évolue par poussées, des boutons sont déjà secsalors que d’autres apparaissent encore. Mais rassurez-vous, cela ne devrait pas excéder une dizaine de jours.

Varicelle : quand consulter votre médecin ?

Dès l’apparition des boutons, il est indispensable de consulter votre médecin. Lui seul pourra confirmer le diagnostic et prescrire les médicaments adaptés. Il n’y pas de moyen de traiter la varicelle à proprement parler, néanmoins on peut traiter les symptômes.

Votre médecin évaluera également les risques de complications en fonction des antécédents de santé de votre enfant.

A noter : la varicelle n’est pas toujours une maladie anodine. Si la survenue de complications est rare, il ne faut en aucun cas la négliger.

Ecrit par:

Aude Maréchaud

Mis à jour le 19 décembre 2017

Sources :

  • Article “Varicelle de l’enfant : reconnaître la varicelle de l’enfant”, site de l’assurance maladie, consulté en décembre 2017.

#El uso intensivo de #móviles reduce las oportunidades de #interacción en la primera infancia

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El uso de los móviles por los niños debe realizarse bajo la supervisión de un adulto, previa selección de contenidos, siempre a partir de los 24 meses y nunca como moneda de cambio, según las recomendaciones del Centro de Atención Infantil Temprana San Juan de Dios de Sevilla.

Las nuevas tecnologías están introduciendo continuamente cambios en los modelos comportamentales y conductuales de la sociedad, mucho más aún cuando comienzan a conocerse los comportamientos de los llamados nativos digitales, es decir, de las generaciones cuyo desarrollo y aprendizaje están íntimamente ligados al uso de dispositivos digitales.

Por un lado, existe una corriente contraria al uso de teléfonos móviles o tablets en los primeros años de infancia; por otro, voces más aperturistas a la introducción de estos dispositivos en la vida de los más pequeños. “Como ocurre casi siempre con cualquier cosa y como indica el sentido común, no puede ser todo o nada”, ha explicado Lucía Ponce, psicóloga del Centro de Atención Infantil Temprana (CAIT) de Sevilla, que aconseja que “podemos hacer uso de dispositivos móviles bajo la premisa del aprendizaje; pero no bajo la del entretenimiento”, y siempre a partir de los 24 meses de edad.

En el Centro de Atención Infantil Temprana San Juan de Dios de Sevilla empiezan a detectarse cuadros de ansiedad, irritabilidad, problemas de sueño, dependencia o frustración en niños pequeños a causa de un uso no controlado de móviles.

El uso de móviles puede realizarse para fomentar el aprendizaje pero no el entretenimiento

En un modelo educacional en el que los padres hagan un uso intensivo de las nuevas tecnologías con los pequeños, se están perdiendo oportunidades para la interacción y para aprender relaciones sociales. “Si a un niño se le ponen constantemente vídeos que, por su reiteración han hecho que éste aprenda a contar en inglés antes de saber usar palabras en su idioma materno, el niño está asumiendo contenidos y aprendizajes descontextualizados”, ha añadido Ponce.

Móviles como moneda de cambio

El móvil como moneda de cambio con los niños se traduce también en un uso negativo. Ponce ha afirmado que si ofrecemos a un niño un móvil para que acceda a contenidos de entretenimiento mientras le damos de comer, desviamos la atención de la comida, lo que provoca que pierda atención sensorial y no aprenda a comer. “Eso hace que no le estemos enseñando una correcta relación con la comida y si el niño es buen comedor puede incluso no percibir correctamente su nivel de saciedad y haga ingestas muy superiores a las que debe, porque está pendiente de unos dibujos, no de qué y cómo se come”.

Sin embargo, desde el CAIT de San Juan de Dios abogan por un uso controlado y responsable de los dispositivos por parte de los padres o cuidadores de los niños, ya que pueden favorecer habilidades como la resolución de conflictos, la coordinación visomotora o la capacidad de asociación y contextualización.

Si el adulto controla los contenidos o aplicaciones se pueden aprovechar las ventajas que se desprenden de un entorno tan intuitivo como el de móviles y tablets, pues existen aplicaciones que son puzles cuyas piezas los niños ensamblan con el dedo; otras para buscar la diferencia entre objetos prácticamente idénticos o al revés, etc.

Se trata de que la familia en su ámbito doméstico eduque con un modelo de uso, que debe ser un espejo por parte de los adultos hacia los niños y que controlen los contenidos para aprovechar las potencialidades de los pequeños.

Recomendaciones para el uso de móviles

Lucía Ponce hace una llamada de atención sobre el tiempo que los adultos de la familia pasan mirando las pantallas de sus dispositivos móviles frente al que pasan y dedican a los pequeños de la casa, “pues estamos enseñándoles un patrón que ellos reproducirán”.

Por ello, además del control y selección de contenidos, es importante que se marquen espacios y momentos libres de móviles en casa, delimitando su uso en determinadas franjas horarias, por ejemplo.

Por ello, Ponce ha añadido que a la hora de pensar en un regalo para los niños, lo primero que ha de tenerse en cuenta es la edad, para adecuarlo a sus expectativas y necesidades. A partir de ahí, es siempre positivo buscar juguetes que fomenten la interacción entre iguales y con adultos. Así, los juegos simbólicos, son una buena opción.

Por otro lado, es un acierto buscar juguetes que fomenten la creatividad. No se debe dar todo hecho al niño, sino poner en sus manos un juego que le permita crear y recrear, esto es, “materiales no estructurados que le permitan experimentar, comunicarse o pedir ayuda. Esto sucede, por ejemplo, con los juegos a bases de piezas que les permiten montar edificios, aparatos, o inventos”.

#Por qué algunos niños sufren #faringitis estreptocócica recurrente

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Ciertos rasgos genéticos e inmunológicos de algunos individuos explicarían una mayor susceptibilidad a la amigdalitis por ‘S. pyogenes’.

Algunos niños sufren amigdalitis recurrentes.

Para algunos padres, la faringitis de sus retoños no es una enfermedad ocasional, sino una pesadilla recurrente. Un estudio desvela ahora por qué algunos niños son más propensos a la infección repetida, mientras que otros viven su infancia más o menos inmunes.

El trabajo, realizado por investigadores del Instituto de Inmunología de La Jolla (LJI), en California, proporciona las primeras pistas de por qué algunos niños son más susceptibles que otros a contraer amigdalitis por Streptococcus pyogenes (estreptococos del grupo A).

Los hallazgos, publicados esta semana en Science Translational Medicine, sugieren que la amigdalitis recurrente es una enfermedad multifactorial en la que factores inmunológicos combinados con la susceptibilidad genética subyacente permiten que Streptococcus pyogenes invada una y otra vez a la garganta de ciertos individuos. Los investigadores consideran que comprender mejor por qué algunos niños no desarrollan inmunidad protectora podría ser la base para investigar en una potencial vacuna contra la faringitis estreptocócica.

Linfocitos B (azul) se alían con los linfocitos T colaboradores (blanco) en el centro germinativo (rojo) de las amígdalas.

Linfocitos B (azul) se alían con los linfocitos T colaboradores (blanco) en el centro germinativo (rojo) de las amígdalas.

“Tenemos más de 100 años de experiencia con esta enfermedad, pero realmente no ha habido una buena explicación de por qué algunos niños sufren de estas infecciones recurrentes”, dice el autor principal del estudio, Shane Crotty, profesor de la División de Investigación en Vacunas del LJI. “Creemos que esta es la primera evidencia sólida de que existe un componente inmunológico clave además de uno genético que contribuyen juntos en la aparición de faringitis estreptocócica recurrente”.

“La faringitis estreptocócica repetida es la segunda indicación más frecuente para la extirpación de las amígdalas en los niños. Hay datos recientes que sugieren que la amigdalectomía puede aumentar el riesgo de enfermedades del tracto respiratorio superior a largo plazo”, dice el otorrino pediátrico y coautor principal del estudio, Matthew Brigger, jefe de la División de Otorrinolaringología del Hospital Infantil Rady de San Diego.

Para este estudio recogieron tejido de las amígdalas de un grupo de 146 niños de 5 a 18 años que se habían sometido a una amigdalectomía, bien por faringitis repetidas o por otras razones, como apnea del sueño. Los científicos estudiaron los centros germinativos, donde proliferan y maduran los linfocitos B que se unen a las células T colaboradoras foliculares, que orquestan la respuesta inmune a la infección.

Linfocitos T colaboradores en el centro germinal.

Linfocitos T colaboradores en el centro germinal.

Además de una disminución significativa en la frecuencia de los linfocitos T colaboradores y los B, las amígdalas de niños con infección recurrente presentaban áreas de centros germinativos más pequeñas de lo normal. “Estos niños tienen una mala respuesta del centro germinal”, afirma la primera firmante del estudio, Jennifer Dan del LIJ. “Curiosamente, se asocia con una respuesta de anticuerpos particularmente deficiente a la infección por Streptococcus pyogenes, que es un aspecto importante de la inmunidad protectora”.

Los niños del grupo control, en cambio, presentaban niveles altos de anticuerpos frente a Streptococcus pyogenes, lo que indicaba que habían estado expuestos a la bacteria pero habían enfermado.

Asimismo, entre los niños con amigdalitis estreptocócica recurrente, las pruebas genéticas revelaron dos variantes genéticas específicas en la región HLA que se asociaron con una mayor susceptibilidad a la infección recurrente, y uno que protegía contra la enfermedad.

#La #exposición pre y postnatal al #exposoma se asocia con peor #función respiratoria en la infancia

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Un estudio codirigido por el IsGlobal analiza por primera vez el impacto del exposoma en la salud respiratoria tras la exposición pre y postnatal.

A partir de la decimosexta semana el feto empieza a oír sonidos, en particular la voz de su madre. En las próximas semanas empieza a desarrollar otras funciones motoras.

La exposición al exposoma -en concreto el formado por diferentes contaminantes químicos, como parabenos, ftalatos y sustancias perfluoroalquiladas (PFAS)– durante el embarazo y en la infancia se asocia con una reducción de la función respiratoria infantil.

Esta es la principal conclusión de un estudio codirigido por el Instituto de Salud Global de Barcelona (ISGlobal), centro impulsado por La Caixa, y el Instituto Nacional de Salud e Investigación Médica de Francia (Inserm), en colaboración con otros equipos europeos.

Los resultados, obtenidos a partir de los datos de más de mil madres y de sus hijos e hijas, se han publicado en la revista The Lancet Planetary Healthy y representan una de las primeras aproximaciones al concepto de exposoma.

Exposoma como nuevo paradigma de investigación

Las personas están expuestas simultáneamente a un amplio rango de factores ambientales, como cambios en el clima, contaminación del aire en entornos urbanos y en la vivienda, o sustancias químicas. A la totalidad de estas exposiciones se le denomina exposoma.

Hasta la fecha, se habían realizado muchos estudios sobre el impacto de los riesgos ambientales en la salud respiratoria durante los primeros años de vida, pero todos ellos se habían centrado en una sola exposición o en un grupo de ellas.

“Este estudio es el primero en utilizar el enfoque del exposoma para identificar asociaciones entre la exposición prenatal e infantil a un rango de importantes factores medioambientales y el deterioro de la función pulmonar, lo que implica un nuevo paradigma en la investigación de la salud ambiental”, destaca Martine Vrijheid, investigadora de ISGlobal y co-coordinadora del estudio.

El nuevo estudio, realizado en el marco del proyecto europeo Helix, analizó los datos de 1.033 madres y sus hijos e hijas de seis países europeos: España, Francia, Grecia, Inglaterra, Lituania y Noruega.

En concreto, el equipo evaluó 85 exposiciones durante el embarazo y 125 en la infancia, relacionadas con el entorno exterior e interior, productos químicos o estilo de vida. A los 6 y a los 12 años, se realizó una espirometría a los niños y niñas para medir su función respiratoria.

Exposición en distintos momentos de la vida

Los resultados mostraron que la exposición prenatal a substancias perfluoroalquiladas (PFAS)– de dos tipos: PFOA y PNFA – se asociaba con una menor función respiratoria en la infancia. Los PFAS son utilizados como protectores o repelentes de manchas y líquidos, y tienen muchos usos, incluidos los electrodomésticos y los productos de consumo. A partir de la dieta, entre otros, se introducen en el organismo y la madre lo transmite al feto a través de la placenta.

En cuanto a la exposición durante la infancia, el estudio asoció nueve exposiciones con una peor función respiratoria en niños y niñas. Cinco metabolitos de ftalatos– DEHP y DINP, que se utilizan principalmente como plastificantes y pueden ser ingeridos, inhalados o absorbidos por la piel-  fueron los que presentaron mayor asociación.

Cinco metabolitos de ftlalatos presentaron mayor asociación entre la función respiratoria y la exposición infantil

También se encontró relación con un tipo de fenol, el etilparabeno, compuesto utilizado como conservante en cosméticos; y con el cobre, que en la población general se ingiere principalmente a través de agua potable y alimentos. Además, una mayor aglomeración de viviendas y de densidad de servicios alrededor de la escuela también se relacionó con una peor función respiratoria.

“Estos hallazgos tienen importantes implicaciones para la salud pública. Medidas preventivas destinadas a reducir la exposición a los contaminantes químicos identificados, a través de una regulación más estricta y de la información al público mediante el etiquetado en los productos de consumo, podrían ayudar a prevenir el deterioro de la función pulmonar en la infancia, lo que a su vez puede tener beneficios para la salud a largo plazo”, ha concluido Vrijheid. 

#Saiba como é o manejo do sopro cardíaco em crianças

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Sopro cardíaco

Saiba como é o manejo do sopro cardíaco em crianças

 

Um sopro cardíaco equivale a um som adicional, audível além dos sons normais, que aparece como resultado de uma turbulência no fluxo de sangue capaz de produzir vibrações com intensidade suficiente para que possam ser audíveis através da caixa torácica1. O sopro cardíaco pode ser uma fonte de ansiedade tanto para os médicos quanto para os pais, até que distúrbios cardíacos graves sejam excluídos.

O sopro cardíaco inocente é o achado mais comum em crianças saudáveis e geralmente pode ser diagnosticado através de anamnese e exame físico completos. No entanto, um sopro cardíaco pode ser o primeiro sinal de doença cardíaca estrutural e não deve ser ignorado. A constatação de sopros em crianças é a causa mais comum de encaminhamento para o cardiologista pediátrico.

Este encaminhamento é necessário quando a avaliação do sopro não é clara e a incerteza diagnóstica está presente. Na maior parte das vezes, estas alterações consistem em variações da normalidade e em sopros inocentes, portanto, uma avaliação adequada deve ser realizada, evitando-se encaminhamento e a realização de exames complementares desnecessários. Educar e tranquilizar os pais continua sendo um aspecto importante desta avaliação2,3.

Anamnese

O pediatra deve questionar sobre determinadas situações associadas a cardiopatias:

  • História familiar de cardiopatia congênita em parentes de primeiro grau, cardiomiopatia hipertrófica ou morte súbita em lactentes;
  • História pessoal de condições associadas a cardiopatias congênitas (doenças genéticas, doenças do tecido conectivo, erro inato do metabolismo e má-formação de outros órgãos);
  • História de doenças associadas a cardiopatias adquiridas (doença de Kawasaki e febre reumática);
  • Antecedentes pré-natais e perinatais (exposição fetal ao álcool, exposição fetal a substâncias potencialmente teratogênicas, infecções e diabetes gestacional);
  • Presença de sinais e sintomas que podem ser decorrentes de cardiopatias (intolerância aos esforços, como dificuldade para mamar, dificuldade de ganho ponderal, cianose, dor precordial, palpitação e síncope)4.

Exame físico

A avaliação física deve ser sistematizada e detalhada. Deve-se identificar, inicialmente, o estado geral da criança, sua atividade, a coloração de sua pele e seu fenótipo, além de dados antropométricos e sinais vitais (frequências cardíaca e respiratória, saturação de oxigênio e pressão arterial). Estes dados devem ser comparados com os valores esperados para a idade. A ausculta cardíaca deve ser sempre realizada com estetoscópio adequado, em um lugar silencioso, e com a criança tranquila.

Uma nova avaliação deve ser considerada caso não haja estas condições em um primeiro momento4. No entanto, é importante ter em mente que a avaliação do sistema cardiovascular vai além da ausculta cardíaca: a constatação de diferenças na palpação dos pulsos pode sugerir alguma cardiopatia3.

Classificação dos sopros

Quanto à posição durante o ciclo cardíaco, o sopro pode ser classificado em:

  • Sistólico: ocorre entre a primeira e a segunda bulhas;
  • Diastólico: ocorre entre a segunda e a primeira bulhas;
  • Contínuo: ocorre entre as bulhas, sem interrupção5.

Quanto às suas características, o sopro sistólico é classificado como:

  • Em ejeção: é mesossistólico, conhecido como “crescendo e decrescendo”. A primeira e a segunda bulhas não são encobertas pelo sopro. Quando patológico, pode ser encontrado em lesões obstrutivas ao fluxo de saída do ventrículo esquerdo (estenose aórtica) ou direito (estenose pulmonar);
  • Em regurgitação: é holossistólico. Começa concomitantemente à primeira bulha, chegando à segunda. Pode ocorrer em defeitos do septo ventricular (comunicação interventricular – CIV) ou na insuficiência de válvulas tricúspide ou mitral5.

Já o sopro diastólico pode ser classificado, segundo suas características, como:

  • Em regurgitação: tem início imediatamente após a segunda bulha, com redução de intensidade até o meio ou final da diástole. Ocorre em regurgitações de válvulas aórtica ou pulmonar;
  • Em ruflar: é de baixa intensidade e acontece ao fim da diástole, na estenose de válvulas tricúspide ou mitral;
  • Sopro de enchimento ventricular: é um sopro de curta duração, começando no início da diástole, em condições em que um grande volume de sangue passa pelas válvulas tricúspide ou mitral, com estenose relativa destas válvulas.

Por exemplo, pode ocorrer na comunicação interatrial (CIA), onde há uma estenose relativa da válvula tricúspide, ou na CIV, onde há estenose relativa da válvula mitral5.

Por fim, o sopro contínuo é um sopro de característica singular, ocorrendo de forma ininterrupta durante todo o ciclo cardíaco. Pode haver alternância entre períodos de maior e de menor intensidade. É um sopro peculiar de comunicações entre artérias, como a persistência do canal arterial (PCA)5.

De acordo com a sua localização, o sopro pode ser classificado em: aórtico; pulmonar; mitral; tricúspide; aórtico acessório; pancardíaco5.

O sopro também pode ser classificado segundo sua intensidade:

  • Graus I e II: intensidade fraca. Lembrando que o sopro só é identificado em auscultas realizadas com muita cautela;
  • Graus III e IV: intensidade moderada. No grau IV, ocorre frêmito;
  • Graus V e VI: intensidade grave, com frêmitos5.

A presença de frêmito é sempre sugestiva de cardiopatia, principalmente se estiver associado ao sopro3.

Sopro inocente

O sopro cardíaco inocente consiste em uma alteração da ausculta cardíaca que ocorre na ausência de anomalia anatômica ou funcional do sistema cardiovascular, sendo um achado bastante frequente. O sopro inocente é mais facilmente audível em situações de hipercinesia circulatória (anemia, febre).

Raramente é contínuo. Em geral é sistólico, mas nunca é diastólico, sendo de curta duração e de baixa intensidade. Ocorre na presença de bulhas normais e não está associado a ruídos acessórios ou frêmitos. Localiza-se em área pequena e bem definida, sem irradiação e está associado a radiografia (RX) de tórax e eletrocardiograma (ECG) normais5.

Tipos mais frequentes de sopro inocente5:

Tipo de sopro Características Idade Diagnóstico diferencial
Sopro de Still Sopro inocente mais frequenteAudível no início da sístole Intensidade 2 a 3+/6Musical ou vibratório

Melhor audível em bordo esternal esquerdo baixo. Reduz de intensidade quando o paciente muda da posição supina para sentada

Raramente encontrado em lactentes

Entre 3 e 12 anos Comunicação interventricularEstenose subaórtica

Miocardiopatia hipertrófica

Sopro de ejeção pulmonar Sopro sistólico em foco pulmonarIntensidade reduz com a alteração de decúbito

Segunda bulha sempre normal

Entre 2 e 14 anos Comunicação interatrialEstenose pulmonar
Sopros de ramos pulmonares Sopro sistólico, mais frequente em região clavicular esquerdaSuave, sem irradiação Neonatos Estenose de ramos pulmonares
Sopro sistólico supra clavicular MesossistólicoAudível bilateralmente, mais comum à direita, acima das clavículas

Baixa intensidade, sem frêmito

Entre 2 e 14 anos Estenose aórtica Estenose pulmonar
Zumbido venoso ou “venous hum” Sopro contínuo, aumenta na diástoleÚnico sopro inocente que não é sistólico

Audível na face anterior e inferior do pescoço, ao lado do esternocleidomastoideo, principalmente à direita

Entre 1 e 5 anos Persistência do canal arterial Fístulas arteriovenosas

Fonte: adaptado de Horta & Pereira, 2017, e Sociedade Brasileira de Pediatria, 20184,5

Em crianças e adolescentes, o diagnóstico de sopro inocente pode ser feito se quatro critérios forem atendidos: ausência de achados anormais no exame físico (exceto o sopro); a criança é assintomática; história negativa para características que aumentam o risco de doença cardíaca estrutural; características auscultatórias características de um sopro cardíaco inocente específico.

Estes critérios não são apropriados para recém-nascidos (RN) ou crianças menores de um ano, pois estes pacientes têm uma taxa mais elevada de cardiopatia estrutural assintomática. Quando um sopro não pode ser prontamente identificado como inocente, a criança deve ser encaminhada para um cardiologista pediátrico6.

Sopro patológico

É provocado por uma cardiopatia. Nas cardiopatias congênitas acianóticas, o sopro patológico cursa com características peculiares a cada doença, o que não ocorre em cardiopatias congênitas cianóticas5. Possuem as seguintes características:

  • Podem ser acompanhados por outras manifestações clínicas da cardiopatia em si;
  • Estão associados a alterações de bulhas, estalidos ou cliques;
  • Irradiam-se, de forma fixa e nítida, para outras áreas;
  • Estão associados a alterações em exames de imagem, como RX de tórax, ecocardiograma, ECG5. No entanto, deve-se ter muito cuidado ao solicitar exames complementares, pois os mesmos podem revelar alterações que devem ser interpretadas de acordo com as características de cada criança3.

Sopros patológicos:

Tipo de sopro patológico Cardiopatia
Sistólico de ejeção Estenose aórtica ou pulmonarObstrução em via de saída ventricular
Sistólico de regurgitação Defeitos septaisInsuficiência tricúspide ou mitral
Diastólico em ruflar(todos os sopros diastólicos são sempre patológicos) Estenose tricúspide ou mitral
Sistodiastólico Truncus arteriosusAgenesia de válvula pulmonar

Comunicação interventricular + insuficiência aórtica

Contínuo Fístula arteriovenosaPersistência do canal arterial

Aneurisma roto do seio da aorta

Colaterais sistemicopulmonares

Fonte: adaptado de Horta & Pereira, 2017 5.

É relevante destacar que a ausência de sopros não exclui a possibilidade de cardiopatia, pois muitas delas, sejam congênitas ou adquiridas, não apresentam sopro, como transposição de grandes artérias, coarctação da aorta, interrupção do arco aórtico, truncus arteriosus, ventrículo único sem estenose pulmonar e miocardiopatia, por exemplo4.

 

PebMed

Autor

Referências:

  • Oliveira, R.; Martins, L.; Andrade, H.; Pires, A.; Castela, E. (2013). Sopro Cardíaco Pediátrico: estudo de série de casos. Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar. 29:398-402.
  • Etoom, Y.; Rataplan, S. (2014). Evaluation of children with heart murmurs. Clinical Pediatrics (Phila). 53(2):111-117.
  • Kobinger, M.E.B.A. (2003). Avaliação do sopro cardíaco na infância. Jornal de Pediatria. 79(1):S87-95.
  • Departamento Científico de Cardiologia. Sociedade Brasileira de Pediatria. Avaliação da criança com sopro cardíaco. 2018.
  • Horta, M. G. C.; Pereira, RST. Sopro cardíaco na criança (2017). Em: Sociedade Brasileira de Pediatria, Tratado de Pediatria (4 ed., vol. 1, pp. 503-508). Barueri, SP: Manole.
  • Frank, J.E.; Jacobe, K.M. (2011). Evaluation and Management of Heart Murmurs in Children. American Family Physician. 84(7): 793-800.