PEDIATRIA

#Mutações genéticas pós concepcionais contribuem para o risco de #autismo

Postado em

Megan Brooks

Mutações que ocorrem após a concepção podem ter um papel importante no transtorno do espectro autista (TEA), de acordo com um estudo de quase 6000 famílias que combinou três técnicas de sequenciamento genético.

“Nosso estudo descobriu novas mutações no transtorno do espectro autista, assim como forneceu evidências adicionais para alguns genes que haviam sido previamente relatados no transtorno”, disse ao Medscape a primeira autora, Elaine Lim, do Boston Children’s Hospital,em Massachusetts.

O estudo foi publicado on-line em 17 de julho na Nature Neuroscience.

“Enriquecimento impressionante”

O transtorno do espectro autista tem sido associado a mutações de mais de 60 genes diferentes, incluindo mutações espontâneas não herdadas (de novo), mas o transtorno permanece bastante inexplicado. Elaine e colaboradores estudaram uma nova categoria emergente de mutação de novo: mutações em mosaico pós-zigóticas (MPZs).

“Existem evidências crescentes de que as MPZs podem contribuir para malformações cerebrais e epilepsia, e que uma fração das MPZs clinicamente relevantes pode ser detectada no sangue de indivíduos afetados”, escrevem.

As MPZs tardias ocorrem durante o desenvolvimento embrionário, e menos células as carregam, tornando-as difíceis de serem detectadas. “Se a mutação está em uma fração muito pequena das células, será perdida no sequenciamento completo do exoma”, disse Elaine em um comunicado à imprensa.

Para investigar mais a fundo, Elaine, o pesquisador sênior Dr. Christopher Walsh (do Boston Children’s e do Broad Institute do MIT e da Harvard), e colaboradores, obtiveram dados do sequenciamento completo do exoma previamente realizado em 5947 famílias afetadas pelo transtorno do espectro autista.

Eles re-sequenciaram parte do DNA dessas crianças utilizando três tecnologias de sequenciamento independentes.

Os pesquisadores identificaram 7,5% das mutações de novo dos pacientes com transtorno do espectro autista como MPZs, 83,3% das quais não haviam sido percebidas na análise original do sequenciamento genômico.

“Nossa análise também revelou um enriquecimento impressionante de MPZs em genes que são clinicamente relevantes para o transtorno do espectro autista, incluindo o genuíno gene de risco para o autismo, o SCN2A“, relatam os pesquisadores. Além disso, eles dizem que a identificação de MPZs não-sinônimas recorrentes em um pequeno conjunto de genes nos probandos de transtorno do espectro autista “também fornece fortes evidências da importância clínica das MPZs”.

Dois genes sabidamente ativos no desenvolvimento cerebral (KLF16 e MSANTD2), mas ainda não associados ao transtorno do espectro autista, estavam significativamente enriquecidos com MPZs.

Além disso, eles descobriram que MPZs com perda de função e perda de sentido em éxons críticos nos probandos com transtorno do espectro autista mostraram um aumento de expressão na amígdala, o que é “intrigante, visto que a amígdala tem um papel-chave nas respostas emocionais e sociais… Uma ‘teoria da amígdala’ para o autismo tem sido apoiada por trabalhos recentes, que encontraram respostas neuronais prejudicadas na amígdala de indivíduos com transtorno do espectro autista”, escrevem.

Os pesquisadores também testaram a associação do QI com a presença de MPZs em sete probandos com MPZs recorrentes para os quais a pontuação de QI estava disponível. Dois dos sete (28,6%) tinham QIs não verbais de pelo menos 100, comparado com dois dos 65 probandos (3,1%) portadores mutações de novo de perda de função recorrentes tendo QIs não verbais de pelo menos 100, sugerindo um excesso de 9,3 vezes de probandos com QIs não verbais elevados abrigando MPZs (P = 0,01).

“Essa observação preliminar precisaria de replicação em um maior número de indivíduos, para testar a hipótese de que indivíduos que abrigam MPZs podem ser afetados de forma menos grave do que indivíduos portando mutações de novo germinativas (gMDNs), em termos de habilidades cognitivas como QI, e para testar se as MPZs podem estar excessivamente representadas em um subconjunto de indivíduos com formas de transtorno do espectro autista de alto funcionamento”, observam os pesquisadores.

De forma geral, eles dizem que essa pesquisa acrescenta dados às evidências prévias de que transtornos cerebrais complexos, como epilepsia, deficiência intelectual, esquizofrenia e malformações cerebrais podem surgir de mutações não herdadas que ocorrem em algum momento durante o desenvolvimento pré-natal.

“Nós sabíamos que as MPZs são uma causa importante de epilepsia, mas esse trabalho fornece as melhores evidências até agora de que elas são relevantes para o autismo também. Então é excitante considerar que outras condições psiquiátricas podem ter um papel das MPZs”, disse o Dr. Walsh no comunicado       à imprensa.

Um trabalho importante adiante

Implicações clínicas potenciais, disse Elaine ao Medscape, incluem “a necessidade de abordagens mais sensíveis para identificar potenciais mutações em mosaico nas crianças afetadas, assim como a necessidade de identificar essas mutações nos pais não afetados, o que pode nos informar sobre as chances de transmitir mutações deletérias associadas à doença à prole”.

“Penso que alguns próximos passos lógicos e excitantes incluem testar a hipótese de que diferenças nas taxas de mosaicismo podem estar associadas com vários graus de manifestações fenotípicas como QI, assim como estudar as proporções de alelos mutantes em pais fenotipicamente não afetados, o que pode nos ensinar sobre o número necessário de células mutantes para resultar em um fenótipo”, disse ela.

Comentando os achados para o Medscape, Gerard Schellenberg, da University of Pennsylvania Perelman School of Medicine,e diretor do Penn Neurodegeneration Genomics Center, Philadelphia, disse que o fato de que “mutações germinativas de novo contribuem para o autismo está bem estabelecido, e não é surpreendente, e talvez de certa forma esperado, que as MPZs possam também contribuir para o autismo.”

“Isso é quase totalmente feito com o DNA sanguíneo, o que é bom, mas seria interessante avaliar o DNA cerebral. Se você tem eventos celulares somáticos que aumentam o número de mutações deletérias no cérebro, isso seria interessante”, disse Schellenberg.

“É importante identificar o máximo possível de genes que contribuem para o autismo porque nosso grande objetivo é obter o espectro genético completo do autismo, e então tentar juntar as vias para as quais esses genes apontam”, acrescentou ele.

O financiamento principal para o estudo foi proveniente da Simons Foundation, dos National Institutes of Health, e do Howard Hughes Medical Institute. Elaine e o Dr. Walsh declararam não possuir conflitos de interesses relevantes.

Nat Neurosci. Publicado on-line em 17 de julho de 2017. Resumo

#Accidental Cannabis Intoxication in French Toddlrs Surgese

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Norra MacReady

Accidental cannabis intoxication among toddlers is rising at an alarming rate in France, and represents “a real public health issue,” the authors of a new study report.

Between 2004 and 2014, admissions to pediatric emergency departments (PEDs) across France for inadvertent cannabis intoxication rose by 133%, and calls to poison control centers related to pediatric cannabis intoxication increased by 312%. Similar calls to poison control centers in the United States increased by 147% between 2000 and 2013.

The proportion of severe cases also rose significantly, from three cases (7%) during 2004 to 2009 to 37 cases (19%) during 2010 to 2014 (odds ratio [OR], 3.7; 95% confidence interval [CI], 1.1 – 11.8; P = .03).

Isabelle Claudet, MD, from the Service d’Accueil des Urgences Pédiatriques, Hôpital des Enfants, Centre Hospitalier Universitaire de Toulouse, France, and colleagues report their findings in an article published online August 14 in Pediatrics.

The researchers conducted a national, retrospective, multicenter, observational study of children younger than 6 years with confirmed cannabis intoxication admitted to PEDs in France between 2004 and 2014. The final cohort consisted of 235 children admitted to 24 PEDs, representing 80% of national PEDs across the country and 84% of the cannabis-related calls for symptomatic children.

The patients had a mean age of 1.5 years (standard deviation, 0.6). Seventy-one percent were aged 18 months or younger. Hashish was the cause of intoxication in 169 cases (72%), of which 33 cases (69%) occurred from 2004 to 2009, and 136 (73%) from 2010 to 2014 (P = .82).

Clinicians assessed intoxication severity using the Poisoning Severity Score (PSS), which ranges from 0 (no poisoning) to 4 (fatal poisoning). Most cases (n = 170; 72%) were mild (PSS 1), 25 (11%) were moderate (PSS 2), and 40 (17%) were severe (PSS 3). There were no fatal cases.

After excluding cases of intoxication with more than one substance, the authors also compared symptom severity between the two periods. During 2004 to 2009, 4.3% of cases had a PSS of 3 compared with 18.5% during 2010 to 2014 (OR, 5.0; 95% CI, 1.2 – 21.7; P = .02).

Similarly, the incidence of coma increased from two of 46 cases (4.35%) during 2004 to 2009 to 31 of 183 cases (16.9%) during 2010 to 2014 (OR, 4.9; 95% CI, 1.03 – 19.5; P = .03). In fact, as pediatric cannabis intoxication has become so prevalent, “this diagnosis should be considered when an afebrile comatose child is admitted to a French emergency unit,” the authors warn.

Highly Concentrated Hashish Resin Largely Responsible

The authors attribute the increase in severe cases to the rising concentration of tetrahydrocannabinol (THC), the compound that gives cannabis its euphoric properties, during the study period. Between 2004 and 2014, the THC concentration in the cannabis available in France went from 9.3% to 20.7%. Further, the most popular form of cannabis in France is hashish, the highly concentrated resin derived from the cannabis plant, as opposed to “herbal” cannabis or marijuana, which has a lower concentration of THC.

Cannabis decriminalization also seems to correlate with greater poisoning severity among children, the authors write. In the United States, severe cases “are significantly more represented in states where cannabis has been decriminalized.” There, as in France, where the drug is still illegal, pediatric cannabis poisoning usually results from ingestion, either of food products containing cannabis or of the resin itself, although infants may also be poisoned by second-hand cannabis smoke.

Study limitations include the lack of some important information, such as parental cannabis use, as a result of the retrospective design, and possible underestimation of cointoxication as a result of an inability to screen all of the patients.

“Children are collateral victims of changing trends in cannabis use and a prevailing THC concentration,” the authors conclude. “Unintentional intoxication should be tightly monitored, and it should be mandatory to report such cases.” They also recommend mandatory intervention by social services agencies.

The authors have disclosed no relevant financial relationships.

Pediatrics. Published online August 14, 2017. Abstract

#Práticas de #sono seguro em #bebês melhoram com #lembretes digitais para as mães

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Diana Phillips

O uso do e-mail e de mensagens de texto para lembrar as mães de recém-nascidos sobre a importância das práticas de sono seguro para crianças melhora a aderência a essas práticas, mostrou um estudo.

Mães que receberam uma intervenção educativa em saúde por dispositivos móveis (mHealth) sobre práticas seguras de sono após irem para casa com seus bebês relataram taxas significativamente maiores de adesão a essas práticas comparadas com mães que receberam uma intervenção de melhoria de qualidade em enfermagem (MQE) sobre sono seguro durante a hospitalização.

“Ainda é preciso estudar se a implementação disseminada é factível, ou se isso reduz as mortes súbitas e inesperadas de lactentes”, escrevem os pesquisadores.

A Dr. Rachel Y. Moon, da University of Virginia, Charlottesville, e colaboradores, relataram estes achados em um artigo publicado on-line em 25 de julho no JAMA.

O estudo Social Media and Risk-Reduction Training – SMART (Mídias Sociais e Treinamento em Redução de Risco) recrutou novas mães de recém-nascidos a termo saudáveis de 16 hospitais dos EUA para avaliar duas estratégias educacionais sobre sono seguro. A MQE fornece educação durante a estadia hospitalar pós-parto da mãe, e a intervenção mHealth fornece mensagens e vídeos direcionados às mães via e-mail ou mensagem de texto por até dois meses após o parto.

Os pesquisadores inscreveram aleatoriamente cada um dos hospitais participantes para oferecer uma de quatro combinações de intervenções: uma MQE sobre amamentação e uma intervenção mHealth sobre amamentação; uma MQE sobre sono seguro e uma intervenção mHealth sobre amamentação; uma MQE sobre amamentação e uma intervenção mHealth sobre sono seguro; ou uma MQE sobre sono seguro e uma intervenção mHealth sobre sono seguro.

A medida de desfecho primário foi a adesão a quatro recomendações de sono seguro, relatadas pelas mães em uma pesquisa sobre as práticas usuais delas nas últimas duas semanas.

As mães que receberam a intervenção mHealth sobre sono seguro tiveram uma probabilidade significativamente maior do que aquelas que receberam a intervenção mHealth sobre amamentação de colocarem seus bebês para dormir de barriga para cima (89,1% versus 80,2%; diferença de risco ajustada, 8,9%; intervalo de confiança, IC, de 95%, 5,3% – 11,7%). Elas também tiveram uma probabilidade significativamente maior de compartilhar o quarto sem compartilhar a cama com o bebê (82,8% versus 70,4%; diferença de risco ajustada, 12,4%; IC de 95%, 9,3% – 15,1%), de não usar camas macias (79,4% versus 67,6%; diferença de risco ajustada, 11,8%; IC de 95%, 8,1% – 15,2%) e de relatar qualquer uso de chupeta aos dois meses (68,5% versus 59,8%; diferença de risco ajustada, 8,7%; IC de 95%, 3,9% – 13,1%).

A intervenção mHealth sobre sono seguro foi particularmente efetiva em melhorar a prática de compartilhar o quarto sem compartilhar a cama, e em aumentar a eliminação do uso de camas macias, ambos cumprindo a diferença mínima clinicamente importante de 10% (com base no tamanho da amostra do estudo), relatam os autores.

Os pesquisadores não encontraram efeito significativo na intervenção sobre sono seguro por MQE isoladamente. “É possível que não seja suficiente que a equipe do hospital ensine e oriente (embora isso seja importante no estabelecimento de padrões de prática), ou que políticas educacionais hospitalares já existentes tenham limitado o efeito de incremento da intervenção por MQE“, escrevem.

Apenas para a posição supina no sono foi observada uma interação significativa entre as intervenções de sono seguro MQE e mHealth, sugerindo que as mães que receberam ambas tiveram uma melhor aderência às recomendações de sono em posição supina do que as mães que receberam apenas a intervenção mHealth de sono seguro, acrescentam os autores.

“As mães em todos os grupos receberam informações básicas sobre amamentação e sono seguro de acordo com protocolos hospitalares, incluindo recomendações sobre levar o bebê para a cama dos pais para amamentação, mas movê-lo de volta para um espaço separado de sono quando fosse o momento de dormir, e de adiar o uso de chupeta em bebês amamentados diretamente até que o aleitamento materno estivesse bem estabelecido”, explicam os autores.

As intervenções de sono seguro e amamentação por MQE foram desenvolvidas com base em pesquisas qualitativas e quantitativas prévias. Enfermeiras-chefes de cada hospital receberam treinamento em estratégias para abordar barreiras ao sono seguro e à amamentação, e treinaram enfermeiras de beira do leito para que realizassem essas intervenções por comunicação direta e modelamento comportamental com as mães de recém-nascidos que estavam no hospital.

Mensagens programadas para antecipar dúvidas e barreiras

O momento da disseminação de mensagens pela intervenção mHealth foi alinhado com o momento em que provavelmente surgem dúvidas e barreiras quanto ao sono seguro e à amamentação. “As intervenções mHealthforneceram mensagens programadas para antecipar prováveis desafios de aderência”, explicam os autores. “Por exemplo, como as preocupações sobre aspiração quando o bebê é colocado para dormir em posição supina são uma grande razão para o posicionamento em prona precoce, um vídeo abordando essa preocupação estava entre os primeiros que as mulheres receberam”.

“Fornecer essa informação aos pais em momentos críticos pode ter sido importante no alívio de preocupações sobre adesão às práticas recomendadas”, os pesquisadores colocam como hipótese. “Além disso, receber vídeos frequentes e e-mails ou mensagens de texto pode ter servido como um sistema de apoio virtual para as mães, reforçando práticas parentais seguras”.

Os pesquisadores desenvolveram mensagens e vídeos para o mHealth, e especialistas em segurança do sono, amamentação, educação em saúde e marketing social, assim como cuidadores de recém-nascidos, realizaram a revisão.

“As mães receberam mensagens e vídeos diários nos primeiros 11 e então a cada três ou quatro dias por 60 dias”, escrevem os autores, acrescentando que as mensagens foram enviadas pelo centro de dados do estudo.

American Academy of Pediatrics recomenda quatro práticas que estão associadas com a redução do risco de síndrome da morte súbita do lactente (SMSL): colocar os bebês para dormirem sobre as próprias costas, compartilhar o quarto sem compartilhar a cama com o bebê, não usar camas maciais com cobertores e travesseiros no ambiente de sono da criança, e uso de chupeta.

Os achados podem não ser generalizados prontamente, dada a baixa representação de populações de alto risco para SMSL, escreve Carrie K. Shapiro-Mendoza, da Divisão de Saúde Reprodutiva nos Centers for Disease Control and Prevention (CDC), em Atlanta, Georgia, em um editorial de acompanhamento. Por exemplo, “comparadas com as mães recrutadas que responderam no seguimento, as não respondedoras tinham maior probabilidade de serem mais jovens, negras, solteiras, e com menor nível educacional, que são fatores de risco para SMSL, e estão associados com maiores taxas de não adesão a recomendações de sono seguro”. Além disso, ela acrescenta, “como o estudo foi restrito a bebês saudáveis e a termo, não se sabe se a intervenção seria efetiva para mães cujos bebês nasceram prematuros, outro grupo de alto risco para SMSL”. Embora o estudo não tenha poder nem seja longo o bastante para determinar resultados em longo prazo quanto às taxas de redução de SMSL em nível populacional, qualquer intervenção precisa ser adaptada para implementação entre os grupos de maior risco, para ter o maior efeito na redução da mortalidade infantil, destaca ela. “Ao mesmo tempo, intervenções voltadas para cuidadores individuais e para as crenças culturais de um grupo demográfico ou racial/étnico em particular devem ser pesquisadas”. A idade materna média das mulheres que completaram a pesquisa foi de 28,1 anos, e a idade média dos bebês no momento da finalização da pesquisa foi de 11,2 semanas. Quase um terço das respondedoras da pesquisa eram brancas não hispânicas (32,8%) ou hispânicas (32,3%). Negras não hispânicas foram 27,2% da população do estudo, e 7,7% se identificaram como de outra raça/etnia. Em termos de viabilidade de implementação do mHealth em larga escala, a intervenção “provavelmente requer menos recursos e um menor esforço para atingir larga escala do que visitas domiciliares de seguimento, ou abordagens por telefone por profissionais de saúde, pois se baseia no envio de e-mails e mensagens de texto”, escreve Carrie. “Disseminar intervenções que melhoram práticas de sono seguro, especialmente entre aqueles de maior risco, seria um importante próximo passo”. Os autores e editorialistas declararam não possuir conflitos de interesses relevantes. JAMA. 2017;318(4):336-338,351-359. Resumo do artigo, Extrato do editorial

La #lactancia materna acelera el proceso de maduración de la flora intestinal del bebé

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Consiste en la adquisición de la flora adecuada en el tracto digestivo en los niños.

La neonatóloga del Hospital Nuestra Señora del Rosario de Madrid, Leticia Ruiz, ha asegurado que dar el pecho al bebé contribuye a acelerar el proceso de maduración de su flora intestinal.

“Esta maduración consiste en la adquisición de la flora adecuada en el tracto digestivo en los niños, hasta que se asemeja a la del adulto. Cuanto antes madure la flora (también llamada microbiota) más protegido estará el bebé al ser una de su funciones estimular el funcionamiento del sistema inmunológico”, ha explicado.

Antes de nacer, el bebé entra en contacto únicamente con algunas bacterias, pero es en el momento del nacimiento cuando comienza realmente la colonización del intestino por parte de la microbiota. En este sentido, la experta ha comentado que el parto vaginal favorece una colonización más adecuada, representada por bacterias vaginales y fecales y, posteriormente, el contacto con la madre y el tipo de alimentación serán los responsables de continuar con el establecimiento de una microbiota saludable y óptima.

“La lactancia materna es un factor determinante para una colonización idónea del intestino del recién nacido, predominada por bifidobacterias. Tanto la lactancia en sí, como la alimentación de la madre, tienen influencia sobre el correcto establecimiento de la microbiota en el bebé”, ha añadido Ruiz.

La leche materna está compuesta de anticuerpos del tipo Ig A, oligosacáridos prebióticos (que favorecen el crecimiento de ciertos microorganismos) y los millones de bacterias que forman parte de dicha flora (bifidobacterias, lactobacilos o estafilococos). Todos ellos son que hacen que la flora bacteriana madure, así como sus funciones inmunitarias y de absorción de nutrientes.

#When Chickenpox Turns Deadly

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WRITTEN BY: Kara Marker

In very rare cases – two in 10,000 people experts say – a chickenpox infection can trigger extremely dangerous brain inflammation. Until now, scientists didn’t know why this happened, and there was nothing they could do to predict or prevent it. Now, they’ve discovered a clue: a small mutation in the immune system’s DNA.
https://assets.labroots.com/_public/_files/system/ck/trending/

Chicken pox caused by the varicella zoster virus. Credit: BruceBlaus
The problem isn’t necessarily a failed attack on the chickenpox virus; rather, it’s that the immune system never realizes that the virus is there at all. Varicella zoster virus (VZV), which causes chickenpox, can sneak in undetected on rare occasions when there is a mutation in the “POL III” sensor. The immune system relies on this sensor to ring the alarm when VZV makes its way into the body. Researchers discovered the role of POL III after mapping genomes of people who experienced these rare infections.

VZV is unique in that it only infects humans. It comes from the same family of viruses that cause herpes, and it often remains in the body after an initial infection, resurfacing years later causing shingles. In addition to causing brain inflammation in rare instances, VZV can also lead to severe pneumonia (twenty out of 10,000 people), which is especially dangerous for pregnant women.

A vaccine to prevent chickenpox entered the world in 1995, and the Centers for Disease Control and Prevention (CDC) reports that “each year, more than 3.5 million cases of varicella, 9,000 hospitalizations, and 100 deaths are prevented by varicella vaccination in the United States.”

“We cannot yet put an exact figure on how much the risk of complications is increased when you have this new immunodeficiency, since we have looked at relatively few patients in our study. Neither do we know how large a proportion of all those who have inflammation of the brain and pneumonia have the defect,” clarified Trine Hyrup Mogensen. “But we do know that this applies to both children and adults.”

Further analysis of the individual cells invaded by VZV confirmed that no immune response was initiated because the virus was never detected. But when researchers manually repaired the mutation, the immune system was suddenly aware of VZV, like taking off a blindfold.

Chickenpox isn’t the only infection that can enter the body undetected if there’s a specific mutation in the immune system’s DNA. Now that scientists know they can identify the genes responsible and even fix mutations to activate the immune system, this knowledge could spread to treat other diseases.

“We are now slowly becoming able to understand the individual differences in susceptibility to infections at both the genetic and molecular level,” said Soren Riis Paludan. He and the other researchers on the project see their study as a unique contribution to the advancement of personalized medicine, where treatments and diagnostics are based on individual cases and needs.

The present study was published in The Journal of Clinical Investigation.

Sources: Aarhus University, American Journal of Transplantation, CDC

Meninos do #Reino Unido excluídos da #vacinação contra o HPV

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Peter Russell

Órgãos de saúde estão se referindo à decisão de não incluir os meninos no programa de vacinação contra o papilomavírus humano (HPV, do inglês Human Papilloma Virus) como “vergonhosa” e uma “oportunidade desperdiçada”.

Joint Committee on Vaccination and Immunisation (JCVI) concluiu que “não recomenda a vacinação de meninos neste momento, devido à baixa probabilidade de isto ser custo-efetivo”.

A vacina contra o HPV tem sido oferecida de rotina para as meninas entre os 12 e os 13 anos de idade desde setembro de 2008, como parte do National Health System’s Childhood Vaccination Programme.

Joint Committee on Vaccination and Immunisation estava avaliando se incluiria ou não os meninos no esquema vacinal desde 2014.

Proteção contra alguns tipos de câncer

“Papilomavírus humano” é a denominação de um grupo de vírus mais comumente transmitidos por meio do contato sexual entre parceiros hetero- e homossexuais.

É uma infecção muito comum. Quase todas as pessoas com vida sexual ativa irão contrair o HPV em algum momento de suas vidas.

A maioria das pessoas que contrai o HPV nunca apresenta sintomas ou problemas de saúde, mas em alguns casos o vírus pode evoluir para câncer de colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus e cabeça e pescoço; além de causar verrugas genitais.

De acordo com os profissionais de saúde, o vírus foi associado a 1 de cada 20 casos de câncer no Reino Unido.

Os militantes a favor da vacinação dos meninos argumentam que o HPV não discrimina entre os gêneros, e que oferecer a vacina aos meninos em idade escolar poderia salvar vidas.

“Poucos benefícios adicionais”

Joint Committee on Vaccination and Immunisation decidiu que o alto índice de utilização da vacina entre as meninas forneceria “proteção de rebanho” aos meninos, e que a vacinação dos meninos “geraria pouco benefício adicional para a prevenção do câncer do colo do útero, que é o principal objetivo do programa “.

Além disso, o comitê não encontrou evidências suficientes de que a vacinação protegeria contra os tipos de câncer que acometem os homens, como o câncer anal e o câncer de cabeça e pescoço. No entanto, o comitê concordou em manter as evidências em análise, especialmente para homens que fazem sexo com homens.

“Uma decisão surpreendente”

Vários órgãos de saúde emitiram declarações criticando a decisão do Joint Committee on Vaccination and Immunisation. A Faculty of Sexual and Reproductive Healthcare diz que é uma “oportunidade desperdiçada” e suplica ao comitê que reconsidere a posição em outubro, após o período de consulta pública. Peter Baker, diretor da campanha de ação contra o HPV, diz: “É surpreendente que o comitê consultor de vacinação do governo tenha ignorado o conselho de organizações de pacientes, de médicos que tratam de homens com câncer relacionado com o HPV, de especialistas em saúde pública e daqueles cujas vidas foram devastadas pelo HPV”.

“A decisão provisória de não vacinar os meninos é pautada na economia de dinheiro, não na saúde pública ou na equidade”.

Os dentistas também estão condenando a decisão. O Dr. Mick Armstrong, presidente da British Dental Association, diz: “O HPV revelou ser a principal causa de câncer orofaríngeo, de modo que a recusa do Joint Committee on Vaccination and Immunisation em expandir o programa de vacinação para os meninos é francamente indefensável. O Estado tem a responsabilidade de oferecer a todas as nossas crianças a melhor defesa possível”.

“Os dentistas estão na linha de frente na batalha contra o câncer bucal, doença com desfechos desoladores, e que modificam a vida do paciente. Os ministros podem optar por se omitir ou por mostrar que eles realmente acreditam na prevenção. ”

“Vergonhoso”

Emma Greenwood, diretora de política do Cancer Research UK, comenta: “Ficamos decepcionados ao saber que o Joint Committee on Vaccination and Immunisation fez a recomendação provisória de não oferecer a vacina contra o HPV aos meninos. Se os meninos fossem incluídos no programa de vacinação, isso ajudaria a reduzir o risco de câncer relacionado com o HPV para toda a população, em comparação à vacinação exclusiva das meninas”.

Terrence Higgins Trust descreve a decisão do comitê como “vergonhosa”. O diretor-executivo da entidade, Ian Green, diz: “Uma política de gênero neutra para a vacinação contra o HPV devia estar em vigor há muito tempo, e protegeria os meninos dos tipos de câncer causados ​​pelo HPV não tratado, como o câncer de pênis, ânus e alguns tumores de cabeça e pescoço”.

Jonathan Ball, professor de virologia molecular na University of Nottingham, diz: “À medida que um número cada vez maior de meninas recebe a vacina, o risco da transmissão heterossexual diminui e o benefício de vacinar os meninos diminui”.

“Mas, é claro, essa dependência da imunidade de rebanho não oferece a cobertura ideal para os meninos que terão relações sexuais com outros homens na idade adulta.  Existe um programa-piloto de vacinação para homens que fazem sexo com homens, mas provavelmente nem todos os homens em risco se vão se inscrever, e sabemos que a vacina é mais eficaz antes da pessoa iniciar a vida sexual”.

Recursos de saúde limitados

“Infelizmente, não é uma questão de ciência, é de custo, e no momento o Vaccination and Immunisation Committee não considera que os benefícios valham o investimento”.

O Dr. David Elliman, consultor em saúde infantil comunitária, acrescenta: “Embora sempre pareça difícil considerar o custo, é importante garantir que gastemos o dinheiro disponível ao National Health System de forma valorizá-lo ao máximo”.

FONTES:

JCVI Interim Statement on Extending HPV Vaccination to Adolescent Boys, Joint Committee on Vaccination and Immunisation

The Faculty of Sexual and Reproductive Healthcare (FSRH)

British Dental Association (BDA)

Terrence Higgins Trust

Science Media Centre

Risco de #pré-diabetes não é reconhecido por muitos #médicos da atenção primária

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Laird Harrison

Poucos profissionais da atenção primária sabem quando triar os próprios pacientes para pré-diabetes, aponta uma nova pesquisa.

“Acreditamos que os resultados são um alerta para todos os profissionais da atenção primária para que reconheçam melhor os fatores de risco do pré-diabetes, que é um problema grave de saúde pública”, disse a Dra. Eva Tseng, professora-assistente na Johns Hopkins University School of Medicine, em Baltimore, Maryland, em uma coletiva de imprensa.

Apenas 6% de todos os profissionais da atenção primária pesquisados em uma conferência médica identificaram todos os 11 fatores de risco que deveriam indicar a triagem imediata de acordo com as diretrizes da American Diabetes Association (ADA).

A Dra. Eva e colaboradores publicaram seus achados on-line em 20 de julho no Journal of General Internal Medicine.

Oitenta e seis milhões de adultos têm pré-diabetes, e 70% deles vão desenvolver diabetes. Mudanças no estilo de vida podem prevenir essa progressão, mas a maioria das pessoas com a condição não está ciente do próprio diagnóstico, e apenas um quarto relata ter recebido recomendações relevantes sobre o estilo de vida, escrevem os pesquisadores.

Para descobrir se o problema poderia se originar da falta de conhecimento entre médicos da atenção primária, os pesquisadores solicitaram aos participantes de um evento para atenção primária em 2015, associados a algum tipo de prática no Johns Hopkins, que participassem de uma pesquisa. Os respondedores receberam um vale-presente de 10 dólares como incentivo.

A maioria dos participantes era de médicos treinados em medicina interna, medicina de família ou medicina interna-pediatria. Havia nove enfermeiras e um médico-assistente da atenção primária. Quase três quartos eram mulheres, 55% eram brancos, 23% asiáticos e 14% afro-americanos. Mais da metade (59%) estava atuando há pelo menos 10 anos.

Os participantes foram solicitados a identificar 11 fatores de risco para pré-diabetes:

  • Idade > 45 anos
  • Índice de massa corporal > 25kg/m²
  • Hipertensão
  • Dislipidemia
  • Doença cardiovascular
  • História familiar de diabetes em um parente de primeiro grau
  • Estilo de vida sedentário
  • Ser afro-americano
  • Ser asiático-americano
  • Ser latino, e
  • História de diabetes gestacional

    Os pesquisadores retiraram a lista das diretrizes da ADA. Em média, os participantes identificaram oito desses fatores. A maior probabilidade foi de esquecer a raça asiática e a etnia hispânica.

    Dezessete por cento identificaram corretamente os valores laboratoriais de glicemia de jejum (100 – 125 mg/dL) e HbA1c (5,7% – 6,4%) para diagnóstico do pré-diabetes.

    Dentre os profissionais da área de pediatria, 43% selecionaram os valores corretos de HbA1c, comparados com 20% dos médicos de família, e 12% dos especialistas em medicina interna, uma diferença estatisticamente significativa (P = 0,02).

    Um quarto dos participantes identificou corretamente uma perda de peso de 5% a 7% como o alvo recomendado para pessoas diagnosticadas com pré-diabetes, e 45% identificaram corretamente a recomendação mínima semanal de 150 minutos de atividade física.

    A pesquisa também questionou os participantes sobre a abordagem deles quanto ao pré-diabetes. Nove de 10 usavam a glicemia de jejum e a HbA1c como ferramentas de rastreio.

    Quase todos (99%) identificaram o aconselhamento sobre dieta e atividade física como a estratégia inicial de tratamento, com 12% encaminhando os pacientes para programas comportamentais de perda de peso.

    Um quarto nunca havia prescrito metformina para pré-diabetes, e 36% prescreveram para não mais do que 5% de seus pacientes. Os respondedores tinham maior probabilidade de prescrever metformina para pacientes com índice de massa corporal elevado ou para pacientes que não responderam a recomendações de estilo de vida.

    Nas diretrizes de 2017 a ADA recomenda que a metformina seja considerada em pacientes com pré-diabetes que falharam em reduzir o próprio risco de diabetes com mudanças no estilo de vida.

    Embora 42% dos respondedores tenham achado as diretrizes da ADA úteis, elas não eram familiares para 30% deles.

    Uma limitação do estudo é que os participantes eram todos associados ao Johns Hopkins e poderiam não ser representativos dos profissionais de todo o país, ressaltou a Dra. Eva na coletiva de imprensa. No entanto, afirmou ela, os resultados são valiosos porque ela não tem conhecimento de nenhuma outra pesquisa sobre a abordagem do pré-diabetes por médicos da atenção primária.

    “Profissionais da atenção primária têm um papel vital na triagem e na identificação de pacientes em risco de desenvolver diabetes”, disse aos jornalistas a coautora Dra. Nisa Maruthur, professora-assistente de medicina na Johns Hopkins University School of Medicine.

    “Esse estudo destaca a importância de aumentar o conhecimento do profissional e a disponibilidade de recursos para ajudar os pacientes a reduzirem próprio risco de diabetes”.

    O estudo recebeu financiamento dos National Institutes of Health. Os autores declararam não possuir conflitos de interesses relevantes.

    J Gen Intern Med. Publicado on-line em 20 de julho de 2017. Resumo