PEDIATRIA

#Sarampo (Rubéola; Sarampo de 9 dias)

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Por Mary T. Caserta, MD, Professor of Pediatrics, Division of Infectious Diseases, University of Rochester School of Medicine and Dentistry; Attending Physician, Golisano Children’s Hospital at Strong, University of Rochester Medical Center

O sarampo (rubéola, sarampo de 9 dias) é uma infecção viral muito contagiosa que causa vários sintomas e uma erupção cutânea característica.

  • O sarampo é causado por um vírus.

  • Os sintomas do sarampo incluem febre, corrimento nasal, tosse seca, olhos vermelhos e uma erupção cutânea vermelha pruriginosa.

  • O diagnóstico se baseia nos sintomas típicos e na erupção cutânea característica.

  • O sarampo é raramente grave em crianças saudáveis, ainda que ocasionalmente possa ser fatal ou levar a danos cerebrais.

  • Vacinação rotineira pode prevenir a infecção.

  • O tratamento do sarampo tem por objetivo aliviar os sintomas.

Antes de a vacina contra o sarampo estar amplamente disponível, ocorriam epidemias de sarampo a cada dois ou três anos, especialmente em crianças em idade pré-escolar e escolar. Pequenos surtos localizados ocorriam nos outros anos. O sarampo ainda é comum em outros países. O sarampo infecta aproximadamente 20 milhões de pessoas ao redor do mundo todos os anos e causa aproximadamente 200.000 mortes, principalmente em crianças. Entretanto, devido à vacinação rotineira da infância, o sarampo se tornou raro nos Estados Unidos. Entre os anos de 2000 a 2007, apenas 63 casos por ano foram informados, em média, aos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention, CDC). Contudo, o número de casos de sarampo vem aumentando nos Estados Unidos. Em 2014, mais de 600 casos haviam sido informados apenas nos nove primeiros meses do ano. Este aumento é provavelmente causado pelo fato de que um número menor de crianças está recebendo a vacina contra o sarampo.

Mulheres que tiveram sarampo ou que foram vacinadas transmitem a imunidade (sob a forma de anticorpos) aos seus filhos. Essa imunidade dura a maior parte do primeiro ano de vida. Depois do primeiro ano, no entanto, a suscetibilidade ao sarampo é alta, a menos que se administre a vacina. Uma pessoa que teve sarampo desenvolve imunidade e normalmente não pode contraí-lo de novo.

As crianças adquirem a infecção pelo sarampo ao inalar gotículas transportadas pelo ar expelidas na tosse de uma pessoa infectada. Aproximadamente 90% das pessoas que não têm imunidade contra o sarampo desenvolvem a doença depois de serem expostas a uma pessoa com sarampo. O sarampo é contagioso de vários dias antes a vários dias depois do surgimento da erupção cutânea.

Sintomas do sarampo

Os sintomas do sarampo começam aproximadamente sete a catorze dias depois da infecção. A criança infectada começa sentindo febre, congestão nasal, tosse seca e apresenta vermelhidão dos olhos. Por vezes, os olhos ficam sensíveis à luz intensa. Antes de a erupção cutânea ter início, manchas minúsculas de cor vermelho-vivo com centros brancos ou azulados (manchas de Koplik) podem aparecer dentro da boca. Essas manchas podem se parecer com grãos de areia. Depois disso, a criança desenvolve dor de garganta.

Manchas de Koplik

Manchas de Koplik

Manchas de Koplik

Imagens por cortesia da Biblioteca de Imagens de Saúde Pública dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

Uma leve erupção pruriginosa surge três a cinco dias depois de os sintomas começarem. A erupção começa na frente e por baixo das orelhas e dos lados do pescoço, tem superfície irregular, plana e vermelha, e rapidamente começa a ficar saliente. A erupção se espalha no espaço de um ou dois dias para o tronco, os braços, as palmas, as pernas e as solas dos pés e começa a desaparecer da face.

Erupção cutânea de sarampo

Erupção cutânea de sarampo

Erupção cutânea de sarampo

Imagem por cortesia da Biblioteca de Imagens de Saúde Pública dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

No ápice da doença, a criança se sente muito doente e desenvolve inflamação ocular (conjuntivite), a erupção cutânea é extensa e a temperatura pode ultrapassar 40 ºC. Em três a cinco dias, a temperatura cai, a criança começa a se sentir melhor e a erupção cutânea remanescente rapidamente desaparece.

Complicações do sarampo

Infecção cerebral (ver encefalite) ocorre em aproximadamente uma a cada 1.000 a 2.000 crianças com sarampo. Quando ocorre encefalite, ela costuma começar com febre alta, dor de cabeça, convulsões e coma, geralmente dois dias a duas semanas depois do aparecimento da erupção cutânea. A doença pode ser breve, com recuperação ao fim de cerca de uma semana, ou pode ser prolongada e causar lesões cerebrais ou mesmo a morte.

Pneumonia causada por infecção pelo sarampo nos pulmões ocorre em aproximadamente 5% das pessoas. Ela é uma causa frequente de morte em bebês. Algumas vezes, a pneumonia é causada por bactérias em vez de pelo vírus do sarampo.

Sangramento excessivo pode ocorrer depois de a infecção pelo sarampo já ter se resolvido, porque os níveis de plaquetas no sangue da pessoa se tornam baixos (trombocitopenia). Normalmente, as pessoas apresentam manchas roxas na pele e sangramento leve, mas ocasionalmente esse sangramento é grave.

A panencefalite esclerosante subaguda é uma complicação rara do sarampo que causa lesões cerebrais e morte.

Diagnóstico do sarampo

  • Avaliação de um médico

O diagnóstico do sarampo se baseia nos sintomas típicos, nas manchas de Koplik e na erupção cutânea característica. Exames de sangue para identificar o vírus são realizados principalmente para documentar casos para fins de saúde pública, para que, assim, os agentes governamentais de saúde possam tentar conter os surtos e limitar uma disseminação ainda mais abrangente da doença.

Prognóstico

Nas crianças saudáveis e bem nutridas, o sarampo raramente é grave. Contudo, mesmo nos Estados Unidos, aproximadamente duas em cada 1.000 crianças infectadas com sarampo acaba por falecer. O risco de morte é muito maior nos países em desenvolvimento, onde ocorrem aproximadamente 200.000 mortes, principalmente em crianças. A desnutrição e a deficiência de vitamina A podem aumentar o risco de morte em pessoas infectadas com sarampo.

Prevenção do sarampo

  • Vacina contra o sarampo

A vacina contra o sarampo, uma das imunizações rotineiras da infância, é dada entre os 12 e os 15 meses de idade, mas pode ser dada até mesmo a crianças com seis meses de idade durante uma epidemia de sarampo ou antes de uma viagem internacional. Uma segunda dose é dada entre os quatro anos e os seis anos de idade. As crianças que tinham menos de um ano de idade quando foram imunizadas ainda precisam de duas doses depois do primeiro aniversário. A vacina que é usada é uma vacina combinada. A combinação contém a vacina contra o sarampo, caxumba e rubéola e algumas vezes também a vacina contra varicela (catapora). Não existe uma vacina em separado apenas para o sarampo. Em algumas crianças, a vacinação causa febre leve e erupção cutânea, mas as pessoas não são contagiosas. A vacina não causa autismo (ver vacina tríplice viral e autismo).

Crianças (e adultos) expostas ao sarampo e que não têm imunidade podem ser protegidas por vacinação no prazo de três dias desde a exposição. As pessoas que não devem receber a vacina, como mulheres grávidas, pessoas com certos tipos de câncer ou tuberculose não tratada e pessoas com doenças sérias ou sistemas imunológicos enfraquecidos, recebem ao invés imunoglobulina para proteção.

Tratamento do sarampo

  • Vitamina A

  • Medicamentos para baixar a febre

Não existe tratamento específico para o sarampo. Os médicos administram vitamina A a crianças com sarampo porque a vitamina A tem reduzido o número de mortes e de doença séria resultante do sarampo em países em que a deficiência de vitamina A é comum.

Crianças com sarampo devem ser mantidas sempre aquecidas e confortáveis.

Para reduzir a febre, pode ser administrado paracetamol ou ibuprofeno.

Um antibiótico é administrado caso ocorra o desenvolvimento de infecção bacteriana.

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#Measles outbreaks continuing to occur in a number of European countries

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  •  Noticias Médicas Univadis

Measles outbreaks are continuing to occur in a number of European countries, and there is a risk of spread and sustained transmission in areas with susceptible populations, according to the European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC).

The latest ECDC Communicable Diseases Threats Report states that Romania (4,317), France (2,588), Greece (2,238) and Italy (1,716) have reported the most cases so far in 2018. Over 1,100 cases have been reported in Russia, which just hosted the 2018 FIFA Football World Cup.

To date in 2018, 31 measles-related deaths have been reported across the EU/EEA region.

According to the ECDC’s latest monthly surveillance report, measles is continuing to spread because of suboptimal vaccination coverage in many countries. Of 11,592 measles cases (90% of cases reported between 1 June 2017 and 31 May 2018) with known age and vaccination status, 83 per cent were unvaccinated, 10 per cent had received one dose of measles vaccine, 5 per cent had received two or more doses, and 2 per cent had received an unknown number of doses.

Only four EU/EEA countries have reached the 95 per cent vaccination target for both doses, showing that further sustained action is needed, said the ECDC.

#Cognitive Outcomes of Children Born Extremely or Very Preterm Since the 1990s ..

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Cognitive Outcomes of Children Born Extremely or Very Preterm Since the 1990s and Associated Risk FactorsA Meta-analysis and Meta-regression

JAMA Pediatr. 2018;172(4):361-367. doi:10.1001/jamapediatrics.2017.5323

Key Points

Question  What are the cognitive outcomes of children born extremely or very preterm since 1990, and what perinatal and demographic factors predict outcome?

Findings  This meta-analysis of 71 studies (7752 extremely or very preterm and 5155 full-term children) showed a large (0.86 standard deviation) difference in intelligence between extremely or very preterm children and controls, which was stable in children born between 1990 and 2008. Bronchopulmonary dysplasia explained 65% of the variance in intelligence across studies.

Meaning  Despite advancing perinatal care, cognitive outcomes of children born extremely or very preterm did not improve between 1990 and 2008; preventive strategies to reduce the incidence of bronchopulmonary dysplasia may be crucial to improve outcomes after extremely or very preterm birth.

Abstract

Importance  Despite apparent progress in perinatal care, children born extremely or very preterm (EP/VP) remain at high risk for cognitive deficits. Insight into factors contributing to cognitive outcome is key to improve outcomes after EP/VP birth.

Objective  To examine the cognitive abilities of children of EP/VP birth (EP/VP children) and the role of perinatal and demographic risk factors.

Data Sources  PubMed, Web of Science, and PsycINFO were searched without language restriction (last search March 2, 2017). Key search terms included pretermlow birth weight, and intelligence.

Study Selection  Peer-reviewed studies reporting intelligence scores of EP/VP children (<32 weeks of gestation) and full-term controls at age 5 years or older, born in the antenatal corticosteroids and surfactant era, were included. A total of 268 studies met selection criteria, of which 71 covered unique cohorts.

Data Extraction and Synthesis  MOOSE guidelines were followed. Data were independently extracted by 2 researchers. Standardized mean differences in intelligence per study were pooled using random-effects meta-analysis. Heterogeneity in effect size across studies was studied using multivariate, random-effects meta-regression analysis.

Main Outcomes and Measures  Primary outcome was intelligence. Covariates included gestational age, birth weight, birth year, age at assessment, sex, race/ethnicity, socioeconomic status, small for gestational age, intraventricular hemorrhage, periventricular leukomalacia, bronchopulmonary dysplasia (BPD), necrotizing enterocolitis, sepsis, and postnatal corticosteroid use.

Results  The 71 included studies comprised 7752 EP/VP children and 5155 controls. Median gestational age was 28.5 weeks (interquartile range [IQR], 2.4 weeks) and the mean age at assessment ranged from 5.0 to 20.1 years. The median proportion of males was 50.0% (IQR, 8.7%). Preterm children had a 0.86-SD lower IQ compared with controls (95% CI, −0.94 to −0.78, P < .001). Results were heterogeneous across studies (I2 = 74.13; P < .001). This heterogeneity could not be explained by birth year of the cohort. Multivariate meta-regression analysis with backward elimination revealed that BPD explained 65% of the variance in intelligence across studies, with each percent increase in BPD rate across studies associated with a 0.01-SD decrease in IQ (0.15 IQ points) (P < .001).

Conclusions and Relevance  Extremely or very preterm children born in the antenatal corticosteroids and surfactant era show large deficits in intelligence. No improvement in cognitive outcome was observed between 1990 and 2008. These findings emphasize that improving outcomes after EP/VP birth remains a major challenge. Bronchopulmonary dysplasia was found to be a crucial factor for cognitive outcome. Lowering the high incidence of BPD may be key to improving long-term outcomes after EP/VP birth.

#ingestão de #pilhas botão

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As pilhas e baterias de botão/moeda são especialmente concebidos para uma grande variedade de pequenos aparelhos, como aparelhos auditivos, relógios e brinquedos. Estas pilhas/baterias têm a forma de um botão/moeda, daí o seu nome, e vêm em tamanhos diferentes.

  • A ingestão de pilhas/baterias de botão é muitas vezes difícil de diagnosticar, por uma variedade de razões incluindo:
    • A ingestão de pilhas/baterias de botão, particularmente por crianças, nem sempre é testemunhada.
    • A Ingestão de pilhas/baterias não origina sintomas distintos de outras situações clinicas. No caso das pilhas de botão de Lítio, estes sintomas podem ser confundidos com os sintomas de estado gripal.
    • As pilhas/baterias de botão ingeridas podem ser confundidas com moedas.
  • Ingerir pilhas/baterias de botão pode ser muito perigoso principalmente quando ficam alojadas no esófago, o que requer intervenção médica urgente. O risco é particularmente elevado para as pilhas de botão que contêm lítio, devido a terem uma maior voltagem. As pilhas de botão de maior diâmetro têm maiores possibilidades de ficarem alojadas no esófago.
  • Caso o profissional de saúde desconheça o tipo de pilha que foi ingerida, o tratamento deve ser baseado no pressuposto de que se trata de uma pilha/bateria do sistema químico Lítio. 
  • Se houver suspeita de ingestão de uma pilha/bateria, devem ser seguidas as seguintes orientações:
    • Os doentes devem ficar privados de ingerir qualquer alimento ou líquido até efetuarem um exame de raio-X que confirme que não há uma pilha/bateria e/ou bateria alojada no esófago.
    • Se o paciente estiver assintomático, procure identificar, nos primeiros 5 minutos, o tipo de pilha/bateria ou consultar a embalagem (se esta informação estiver disponível).
    • Faça imediatamente um raio-X a todas as crianças até aos 12 anos de idade que tenham ingerido uma pilha de botão, independentemente do tamanho da pilha/bateria. Para crianças com mais de 12 anos, o exame de raio-X é recomendado se a pilha de botão ingerida tiver um diâmetro maior do que 12 mm, ou se os sintomas apresentados indiciarem uma ingestão múltipla de pilhas/baterias, se um íman for ingerido em conjunto com uma pilha/bateria ou se estiverem perante um caso de pré-existência de uma doença esofágica.
    • Não espere pelo desenvolvimento dos sintomas. As pilhas de botão do sistema químico Lítio podem causar queimaduras graves no esófago em apenas 2 horas.
    • Os pacientes podem não ter sintomas inicialmente, ou podem ter vómitos, tosse, diminuição do apetite, salivação excessiva, disfagia, febre ou hematemese.
    • As pilhas/baterias devem ser removidas do esófago imediatamente. A remoção endoscópica é aconselhável porque permite a visualização direta do esófago e ajuda a determinar o tratamento adequado.
    • Podem ocorrer perfurações esofágicas e fístulas na traqueia ou danos nos vasos sanguíneos até 28 dias após a remoção da pilha. Esta possibilidade deve ser considerada pelo profissional de saúde, pelo que deve acompanhar o paciente e verificar se existem as referidas complicações. Antecipar a possibilidade de ocorrerem problemas respiratórios e de paralisação das cordas vocais, no caso das pilhas ficarem alojadas no esófago superior. É importante compreender que alguns problemas podem não se manifestar senão semanas ou meses depois da ingestão.
    • Se as pilhas/baterias de botão passarem pelo esófago e não ocorrer uma lesão gastrointestinal evidente, pode permitir que a pilha/bateria passe através do corpo naturalmente.
    • A intervenção médica será sempre necessária se for ingerida uma pilha/bateria de botão de grandes dimensões (mais de 20 mm de diâmetro), que não passe através do piloro dentro de 4 dias. Para todos os outros tipos de ingestão de pilhas/baterias, os pacientes serão capazes de monitorizar a sua condição em casa, com uma dieta normal e atividade intestinal regular, até que a pilha/bateria passe através do seu organismo.
    • Confirme que o organismo expeliu a pilha/bateria através da inspeção das fezes ou recorra a exames de raio-X, caso a passagem da pilha/bateria pelo organismo não se verifique entre 10 a 14 dias após ingestão da mesma.

#CONSEILS EN CAS DE #DIARRHÉE, DE ‘GASTRO’, DE #VOMISSEMENTS

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La “gastro”, la diarrhée, les vomissements … le problème est le même : éviter que l’enfant se déshydrate.

Gastroentérite signifie une infection de l’estomac (gastro: qui se traduit par les vomissements) et de l’intestin (entérite: responsable de diarrhée). Il n’y a souvent que des vomissements, ou que de la diarrhée.
La fièvre n’est pas obligatoire, mais à contrario, elle peut être élevée.

 


GÉNÉRALITÉS

CONSEILS EN CAS DE DIARRHÉE, DE 'GASTRO', DE VOMISSEMENTS
La diarrhée est un des symptômes les plus fréquemment rencontrés chez l’enfant; elle peut être causée par une infection intestinale (le plus souvent un virus), mais aussi accompagner une otite, une angine, une infection urinaire ou d’autres infections n’ayant aucun rapport avec les intestins.
Lorsqu’elle s’accompagne de vomissements, on parle de gastro-entérite (gastro= estomac= vomissements; entérite= infection intestinale= diarrhée).

Outre les petits inconforts qu’elle peut occasionner (embarras digestif, irritation du siège, lessives répétées….), son risque est dominé par la déshydratation parfois grave qu’elle peut engendrer.
Ce risque est d’autant plus important que la diarrhée s’accompagne de vomissements, de fièvre et que l’enfant est jeune.
Vous pouvez par un moyen simple apprécier la déshydratation éventuelle de votre enfant en le PESANT (sur un pèse-bébé et non un pèse-personne peu fiable); la perte de poids correspond alors à la perte d’eau (que ce soit au cours d’une diarrhée, de vomissements ou de fortes fièvres chez un tout petit).

Pour qu’une diarrhée guérisse rapidement il faut que l’enfant reçoive rapidement une alimentation équilibrée et énergétique (un enfant qui, au cours d’une diarrhée, ne mangera que des carottes, aura des selles de consistance correcte mais va perdre du poids et la diarrhée va “traîner”; les carottes ne font qu’absorber, comme une éponge, l‘eau perdue par les intestins).

Après ce préambule un peu long, mais nécessaire pour bien comprendre le traitement, voici donc quelques règles de base que vous devrez bien sûr adapter à l’âge de l’enfant, à son alimentation et à l’importance de la diarrhée.


RÉHYDRATER, c’est à dire lui donner à boire:

Il existe pour cela des solutions de réhydratation; elles se préparent toutes de la même façon: 1 sachet dans 200 ml d’eau (GES45, ADIARIL, ALHYDRATE, HYDRIGOZ ..). Elles sont désormais rembousées .
Elles apportent non seulement de l‘eau, mais aussi du sodium, du potassium, du sucre et d’autres éléments qui sont perdus dans les selles ou les vomissements.
Ces sachets, faciles à transporter lors des voyages, doivent faire partie de votre pharmacie au même titre que les médicaments contre la fièvre et la douleur.

Dans toutes les situations où votre bébé risque de se déshydrater (y compris les embouteillages sur l’autoroute du Sud lors des canicules d’été), vous lui proposerez, à volonté et régulièrement, ce type de boisson.

Lorsque la diarrhée est importante vous arrêterez toute autre boisson ou alimentation pendant environ 4 heures et ne lui donnerez que cette “boisson”; son goût n’est pas toujours bien accepté mais il est rare qu’un bébé qui se déshydrate ne boive pas (surtout ne rajouter ni sirop ni jus de fruit pour faire passer ce mauvais goût).


L’ALIMENTER

une fois la phase de réhydratation passée, ou de façon concomitante si la diarrhée est peu importante, vous devez reprendre une alimentation quasi-normale

* évitez toutefois les aliments les plus laxatifs (pouvant favoriser la diarrhée): épinards, poireaux, courgettes, salade, fruits secs, oranges et autres agrumes; éviter les aliments les plus “allergisants” comme l’oeuf et le poisson (chez le petit nourrisson qui a commencé à en manger).

* les yaourts sont un très bon aliment pour les diarrhées, le riz est peut-être le meilleur “médicament” (crème de riz..)

En ce qui concerne le lait, il a été démontré qu’il n’y avait aucun intérêt à arrêter le lait habituel. Ce n’est que dans de rares circonstances (nourrisson de moins de 3 mois, diarrhée récidivante) que l’on pourra proposer un lait spécial pendant quelques jours.

L’essentiel est que l’enfant mange bien : il vaut mieux manger de tout (même si c’est hors “régime”), que de ne donner que riz-carotte.

Il faut savoir que la diarrhée peut durer normalement 1 semaine et que votre enfant peut avoir de temps en temps des selles encore molles passé ce délai.


LES MÉDICAMENTS DE LA DIARRHÉE

Il ne faut pas s’attendre à un effet bénéfique spectaculaire; certains semblent avoir un petit effet sur la durée de la diarrhée et l’aspect des selles; ce sont essentiellement le TIORFAN, voire le LACTÉOL Fort.

Tous les autres n’ont pas fait la preuve de leur efficacité; l’IMODIUM est contre-indiqué avant 2 ans; il peut avoir un effet “confortable” (en cas de voyage par exemple, pour éviter “le pire”) chez les plus grands.

Les antibiotiques n’ont que de très rares indications; même en cas de fièvre ils sont le plus souvent inutiles voire nuisibles.


EN CAS DE VOMISSEMENTS

Les vomissements peuvent être isolés (sans diarrhée) dans certaines “gastro”.

Réhydrater très progressivement, en proposant des petites quantités (1 cuillère à soupe, voire moins) de solution de réhydratation (Adiaril, Hydrigoz, Alhydrate etc ..) toutes les 5 à 10 mn par exemple.
Si l’enfant refuse la solution de réhydratation orale, le coca-cola (le “normal” : avec bulles, sucres etc….) peut être utile pour faire stopper les vomissements, mais ce n’est surtout pas une boisson pour réhydrater l’enfant!

Les médicaments “anti-vomitifs” (Motilium, Primpéran etc ..) ne semblent pas avoir fait preuve d’une grande efficacité dans ces cas.


EN CAS DE FIÈVRE

Donnez les médicaments habituels (voir le chapitre fièvre), en évitant l’ibuprofène (Advil, Nureflex) si l’enfant perd beaucoup de poids.
Les suppos sont à éviter, surtout en cas de diarrhée, mais peuvent trouver une indication en cas de vomissements.

EN CAS DE DOULEURS, DE MAL DE VENTRE

Paracétamol (Doliprane, Efferalgan) et en association (= en même temps) Spasfon lyoc, le même que pour vous: 1/2 lyoc par prise avant 4 ans, 1 lyoc après 4 ans. 3 à 4 fois par jour.

#Agressividade infantil: a criança, a escola e a família

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“Porque você não fica quieto, você já matou o seu pai, quer matar a sua mãe de desgosto também?” Assustadora esta frase não é mesmo? Ela foi proferida pela dona de um “hotelzinho”, local que presta atendimento às crianças, geralmente confundido com “creche e pré-escola”.

Essa frase foi dita para tentar conter a agressividade de uma criança de 5 anos de idade. Relatos apontam que ela batia nos amiguinhos e não respeitava as cuidadoras (chamo de cuidadora por não terem formação para atuar na educação de crianças, portanto não podem ser chamadas de professoras). Esse menino havia perdido o pai há pouco tempo em decorrência de um ataque cardíaco. A mãe estava vivenciando o luto e os problemas provenientes de uma situação como essa, que dói. Mas também dói na criança. Todavia, quem a escuta? Com quem ela extravasa esse aperto no peito? Com quem ela chora? Quem explica o motivo pelo qual o pai não aparece mais? Quem diz que a culpa não foi dela?

Ele estava vivenciando o luto e a forma que encontrava para colocar para o mundo sua tristeza era através de atitudes consideradas agressivas. Lembro-me de um paciente de 6 aninhos que havia perdido o avô. Perguntei onde doía, ele disse: “aqui”, apontando para o coração e “aqui”, apontando para o estômago.

Uma criança com comportamento agressivo, que tem dificuldades em lidar com os colegas e desobedece a professora, pode estar sinalizando que algo está errado na vida dela. Pode estar colocando através dessas atitudes, a tristeza, o medo, a insatisfação que, pela imaturidade emocional, não consegue extravasar de outra forma.

O primeiro passo frente a uma criança considerada agressiva é não olhá-la como má e, por isso, excluí-la ou rotulá-la com palavras como: “sempre você né!”; “Nunca fica quieto!”; “assim você fica sem amigo”, entre outras pérolas que, desesperadamente, pais, professores ou cuidadores utilizam, com a intenção de discipliná-la.

A criança dita agressiva pode estar vivenciando uma série de questões na vidinha dela. Pode estar sofrendo violência em casa (física ou psicológica) ou vivenciando um processo de separação dos pais ou sendo exposta a diversas situações onde a violência é a forma básica de relacionamento humano, enfim, muitas podem ser as causas para que a criança esteja manifestando um comportamento agressivo.

Lembro-me certa vez de um menino de 3 anos de idade que batia em todos os colegas da classe, inclusive jogou uma pedra na cabeça de um coleguinha, necessitando de alguns pontinhos para fechar o ferimento. Ele era rotulado como “psicopata mirim” pelas professoras que diziam: “ele é assim mesmo, tem que castigar, é falta de um bom corretivo”.

Não! Não é “assim mesmo” e “corretivo” certamente não ajudaria! Percorrendo a história de vida dele, percebemos que seus pais estavam brigando muito, inclusive pela guarda dele, com proibições e pressões para que ele escolhesse de quem ele mais gostava. Isso fazia com que a tensão dele fosse liberada na escola, com atitudes que possibilitassem chamar a atenção. Deu certo, ele realmente chamou a atenção das professoras, mas não da forma eficaz, justamente por elas já terem uma visão pré-concebida de que uma criança com comportamento agressivo é desobediente e má. Ora, o que ele pedia era amor, abraço, uma atenção positiva! Mas a escola pode fazer algo? A culpa é dos pais! Claro que pode fazer, e muito!

Fizemos uma reunião com as docentes e organizamos algumas ações: o “pedágio do beijo”: toda vez que ele passava pela porta da sala nós o beijávamos e elogiávamos (primeiro desafio para as professoras: transformar o olhar e buscar qualidades). Nos primeiros dias ele resistiu, mas insistimos e no final da primeira semana ele nos olhava, como que pedindo o beijo. Além disso, toda vez que ele estava fazendo uma atividade saudável, nós o elogiávamos, de modo que percebesse que a atenção também poderia vir de atitudes positivas.

Outra ação foi o projeto: “amizade”, onde as crianças faziam uma série de atividades promovendo o vínculo entre a turma, com histórias, pintura, argila, desenhos livres e tudo o que possibilitasse a expressão de sentimentos. Apenas 1 mês depois ele havia mudado seu comportamento, estava mais calmo, conseguindo brincar com os colegas e mais: nos abraçando espontaneamente e dizendo: “professora, e o pedágio do beijo”?. Os pais foram chamados na escola para uma reunião sobre o desenvolvimento dele, o que os ajudou a compreender o desenvolvimento infantil e olhar o menino com olhos mais positivos.

Veja que o comportamento agressivo na infância pode se manifestar através de diversos fatores, mas, fundamentalmente, ele é uma forma da criança expressar que as coisas não vão bem na vidinha dela. Ora, se nós, adultos, que estamos neste mundo há 20, 30,40 anos ou mais, temos dificuldades em lidar com as nossas emoções, como uma criança com tão pouco tempo de vida conseguirá?

Assim, pais e professores, tenham empatia para com as crianças. Elas também sentem o luto de um ente querido, também sofrem com a separação dos pais, também se sentem abandonadas, sozinhas, sem um olhar que as qualifiquem. Quando mostrarem-se agressivas, investiguem seus motivos. Às vezes é falta de alguém que as ouça, as abrace, as beije, que brinque com ela. (Você costuma brincar com seus filhos?). Outras vezes é o vazio pedagógico, ou seja, falta do que fazer que, com tanta energia acumulada, acaba extravasando de uma forma agressiva. Pode ser, inclusive, típico da idade, como as tão comentadas mordidas que os menores dão em seus amigos! Ora, elas são expressão do desenvolvimento infantil, normal da idade e que passará logo!

De qualquer modo, ouçam as crianças, entendam seu mundo para que haja mais amor e menos gritos, mais paciência e menos tapas. Certamente o retorno será mais agradável e saudável para todos!

Fonte: Milena Aragão. Psicologias do Brasil

#Síndrome de Tourette

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Síndrome de Tourette

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síndrome de Tourette, também conhecida como síndrome de la Tourette (SGT ou ST), é um distúrbio neuropsiquiátrico que caracteriza-se por múltiplos tiques, motores ou vocais, que perdura por mais de um ano e normalmente instala-se na infância.

Foi primeiramente descrita em 1825, pelo médico francês Jean Marc Gaspard Itard, responsável por diagnosticar a afecção na Marquesa de Diampierre. Contudo, foi apenas em 1884 que esta doença foi denominada síndrome de Gilles de la Tourette, quando o estudando de medicina Gilles de la Tourette publicou um relato da patologia.

O número de casos dessa doença tem sido crescente, sendo provavelmente em conseqüência da maior disponibilidade de informações e conhecimentos sobre a enfermidade, por parte das equipes de saúde responsáveis por diagnosticá-la.

Normalmente, a síndrome inicia-se durante a infância ou juventude de um indivíduo, ocasionalmente tornando-se crônica. No entanto, habitualmente durante a vida adulta, os sintomas tendem a amenizar.

Na grande maioria dos casos (80%), a manifestação clínica inicial da doença são os tiques motores. Estes englobam piscar, franzir a testa, contrair a musculatura da face, balançar a cabeça, contrair em trancos os músculos do abdômen ou outros grupos musculares, bem como outros movimentos mais elaborados, como tocar ou bater em objetos que se encontram próximos.

Também  existem os tiques vocais, que abrangem ruídos não articulados, como tossir, fungar ou limpar a garganta e emissão parcial ou total de palavras. Em menos da metade dos casos, observam-se a coprolalia e copropraxia, que é a utilização involuntária de palavras e gestos obscenos, respectivamente; a expressão de insultos, a repetição de um som, palavra ou frase referida por outra pessoa, que recebe o nome de ecolalia.

O diagnóstico é apenas clínico, sendo baseado nos seguintes critérios:

  • Presença de tiques motores múltiplos e um ou mais vocais durante a síndrome, não necessariamente simultaneamente;
  • Ocorrência de tiques diversas vezes ao dia, quase que diariamente, ou intermitentemente, por mais de um ano;
  • Com o passar do tempo, varia a localização anatômica, o número, a frequência, complexidade, tipo e gravidade do tiques;
  • Início na infância ou adolescência (antes dos 18 anos de idade);
  • Inexistência de outras condições médicas que esclareçam os movimentos involuntários e/ou as vocalizações;
  • Testemunho ou registro de tiques motores e/ou vocais.

Não existe cura para essa desordem, mas há controle. Pesquisas têm evidenciado a importância da utilização de uma forma de terapia comportamental cognitiva, chamada de tratamento de reversão de hábitos. Esta baseia-se no treinamento dos portadores da síndrome para que monitorem as sensações premonitórias e os tiques, com o objetivo de revidar com uma reação voluntária fisicamente incompatível com o tique.

Alguns fármacos antipsicóticos têm mostrado resultados positivos na diminuição da intensidade dos tiques, quando sua periodicidade se traduz em prejuízo para a autoestima e aceitação social. Em determinados casos, no qual os tiques são bem localizados, pode ser feito o uso da toxina botulínica.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Síndrome_de_Tourette
http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol32/n4/218.html
http://www.scielo.br/pdf/rbp/v21n1/v21n1a10.pdf
http://www.drauziovarella.com.br/Sintomas/6422/sindrome-de-tourette