PEDIATRIA

#Oximetria de pulso contínua está sendo usada excessivamente em #crianças com #bronquiolite

Postado em

oxímetria de pulso contínua em pé de bebê em uti co bronquiolite

Em uma amostra de conveniência de crianças hospitalizadas com bronquiolite que não estava recebendo oxigênio suplementar, o monitoramento com oximetria de pulso contínua foi frequente e variou amplamente entre os hospitais, sendo que essa prática pode representar uso excessivo. Essas são as conclusões do recente estudo Prevalence of Continuous Pulse Oximetry Monitoring in Hospitalized Children With Bronchiolitis Not Requiring Supplemental Oxygen, publicado na JAMA.

Os pesquisadores Bonafide e colaboradores, com o objetivo de medir o uso contínuo de oximetria de pulso em crianças com bronquiolite, conduziram um estudo transversal multicêntrico em enfermarias pediátricas em 56 hospitais norte-americanos e canadenses através da Pediatric Research in Inpatient Settings Network, no período de 1° de dezembro de 2018 a 31 de março de 2019.

 

Oximetria de pulso contínua em crianças com bronquiolite

Os participantes da pesquisa englobavam uma amostra de conveniência de pacientes com idades entre 8 semanas e 23 meses com diagnóstico de bronquiolite e que não estavam recebendo administração de oxigênio suplementar ativa. Pacientes com prematuridade extrema, cardiopatia congênita cianótica, hipertensão pulmonar, suporte respiratório domiciliar, doença neuromuscular, imunodeficiência ou câncer foram excluídos.

Para o desfecho primário, a oximetria de pulso contínua foi medida através de observação direta. As porcentagens de uso contínuo de oximetria de pulso foram padronizadas para o risco usando as seguintes variáveis: período noturno (23h às 07h), idade combinada com parto prematuro, tempo após o desmame do oxigênio ou fluxo suplementar, apneia ou cianose durante a doença atual, comprometimento neurológico e presença de sonda enteral.

 

A amostra incluiu 3612 observações de pacientes em 33 hospitais infantis independentes, 14 hospitais infantis dentro de hospitais e 9 hospitais comunitários. Os resultados encontrados foram:

  • 59% das crianças eram do sexo masculino;
  • 56% das crianças eram brancas, 21% eram hispânicas ou latinas e 15% eram negras;
  • 48% das crianças tinham entre 8 semanas e 5 meses, 28% entre 6 e 11 meses, 16% entre 12 e 17 meses e 9% entre 18 e 23 meses;
  • Aproximadamente dois terços das crianças haviam recebido oxigênio ou fluxo suplementar mais precocemente na hospitalização;
  • Entre os pacientes que não estavam recebendo oxigênio suplementar ou cânula nasal de fluxo, a porcentagem geral de uso de oximetria de pulso contínua foi de 46% [Intervalo de confiança de 95% (IC 95%), 40-53], após contabilizar agrupamentos em nível hospitalar;
  • Entre os 49 hospitais que coletaram 20 observações ou mais, o uso contínuo não-ajustado de oximetria de pulso em nível hospitalar variou de 2 a 92%. O de cânula nasal de fluxo foi de 46% (IC 95%, 40-53%);
  • O uso de oximetria de pulso contínua não ajustada em nível hospitalar variou de 2 a 92%. Após a padronização do risco, o uso variou de 6 a 82%;
  • O coeficiente de correlação intraclasse sugeriu que 27% (IC 95%, 19-36%) da variação observada era atribuível a fatores não medidos em nível hospitalar;
  • Em uma análise ajustada, os pesquisadores notaram que o monitoramento contínuo da oximetria de pulso era mais provável em crianças de 8 semanas a 5 meses que nasceram prematuras em comparação com aquelas de 18 a 23 meses que não nasceram prematuras [odds ratio (OR) = 2,58; IC95%, 1,65-4,02] e aqueles que não receberam oxigênio suplementar nas últimas 2 a 4 horas em comparação com aqueles que nunca receberam oxigênio ou fluxo suplementar (OR = 5,55; IC 95%, 3,91-7,89);
  • Histórico de apneia ou cianose durante a doença atual (OR = 1,4; IC95%, 1,01-1,93), presença de sonda enteral (OR = 1,98; IC95%, 1,46-2,67) e período noturno (OR = 2,07 ; IC95%, 1,76-2,43) também pareceram ser fatores associados ao uso do monitoramento contínuo da oximetria de pulso.

Os pesquisadores descrevem que o estudo apresenta diversas limitações.

  1. A abordagem por amostragem de conveniência resultou em uma amostra não representativa de toda a população de pacientes estáveis com bronquiolite. Essa abordagem pragmática foi necessária para incluir um conjunto diversificado de hospitais, muitos dos quais com recursos limitados para a coleta de dados;
  2. Os hospitais infantis independentes estavam super-representados na amostra.
  3. As relações de outros fatores de nível hospitalar, como vias clínicas, características do ambiente de trabalho da enfermagem associado à segurança do paciente e outros fatores de gravidade (por exemplo, trabalho respiratório, frequência respiratória, outras comorbidades) não foram analisados neste estudo, mas podem contribuir para o uso contínuo do monitoramento da saturação periférica de oxigênio;
  4. Como os observadores visitavam cada leito apenas uma vez durante as rodadas de coleta de dados, é possível que alguns pacientes tenham sido classificados como monitorados continuamente nos momentos em que estavam realmente fazendo medições intermitentes dos sinais vitais;
  5. Não havia dados disponíveis para determinar se ações foram tomadas para alterar as práticas de monitoramento durante o período do estudo em resposta à ocorrência das rodadas observacionais de coleta de dados;
  6. A análise estatística representou agrupamentos no nível hospitalar, mas não poderia considerar o agrupamento de pacientes, enfermeiros ou médicos devido às limitações dos dados coletados.

 

Conclusões

Bonafide e equipe concluíram que, em uma amostra de conveniência de crianças internadas com bronquiolite que não receberam administração ativa de oxigênio suplementar, o monitoramento contínuo da saturação de oxigênio com oximetria de pulso foi frequente e variou amplamente entre os hospitais.

Devido à aparente ausência de uma diretriz ou evidência de indicação para monitoramento contínuo nessa população, o uso contínuo de oximetria de pulso em pacientes com bronquiolite que não recebem oxigênio suplementar ou fluxo de cânula nasal pode estar sendo excessivo.

As diretrizes nacionais americanas, no entanto, desencorajam o uso do monitoramento contínuo da oximetria de pulso em crianças hospitalizadas com bronquiolite que não necessitam de oxigênio suplementar.

Autora:

Roberta Esteves Vieira de Castro

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Valença. Residência médica em Pediatria pelo Hospital Federal Cardoso Fontes. Residência médica em Medicina Intensiva Pediátrica pelo Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. Mestra em Saúde Materno-Infantil pela Universidade Federal Fluminense (Linha de Pesquisa: Saúde da Criança e do Adolescente). Doutora em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Pós-graduanda em neurointensivismo pelo Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR). Médica da Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) da UERJ. Membro da Rede Brasileira de Pesquisa em Pediatria do IDOR no Rio de Janeiro. Acompanhou as UTI Pediátrica e Cardíaca do Hospital for Sick Children (Sick Kids) em Toronto, Canadá, supervisionada pelo Dr. Peter Cox. Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Membro do comitê de sedação, analgesia e delirium da AMIB. Membro do comitê de filiação da American Delirium Society (ADS). Coordenadora e cofundadora do Latin American Delirium Special Interest Group (LADIG). Membro de apoio da Society for Pediatric Sedation (SPS).

Referências bibliográficas:

  • Bonafide CP, Xiao R, Brady PW, et al. Prevalence of Continuous Pulse Oximetry Monitoring in Hospitalized Children With Bronchiolitis Not Requiring Supplemental Oxygen. JAMA. 2020;323(15):1467–1477. doi:10.1001/jama.2020.2998

#Complejo de #disfunciones cognitivas en #jóvenes con diabetes de tipo 2

Postado em Atualizado em

Adolescentes y adultos jóvenes con diabetes tienen disfunciones cognitivas que varían según el tipo de diabetes, y que podrían repercutir negativamente en su instrucción médica y autocuidado, informaron investigadores en el Congreso Anual de la American Diabetes Association (ADA) 2020, que este año tuvo lugar de forma virtual.[1]

Individuos con diabetes de tipo 1 o 2 de inicio en la infancia tuvieron un desempeño por debajo del promedio en las pruebas que miden pensamiento flexible y solución de problemas, de acuerdo con el investigador, quien informó de un análisis que incluyó 1.380 individuos reclutados en el estudio SEARCH for Diabetes in Youth.

Este hallazgo indica que la diabetes diagnosticada antes de los 20 años de edad contribuye a una función cognitiva de fluidez deficiente, la que consiste en habilidades que facilitan las conductas dirigidas a objetivos, de acuerdo con la investigadora Allison Shapiro, maestra en salud pública, Ph. D., de la University of Colorado en Denver, Estados Unidos.

Sin embargo, individuos con diabetes de tipo 2 tuvieron incluso peor desempeño que aquellos con diabetes de tipo 1 en las pruebas de función cognitiva fluida, aun después del ajuste con respecto a factores demográficos y otros factores de confusión, señaló la Dra. Shapiro en su presentación.

El análisis posterior reveló que individuos con diabetes de tipo 2 tuvieron peor desempeño de manera estadísticamente significativa en los parámetros de inteligencia cristalizada, un dominio que incluye habilidades como vocabulario y lenguaje. Esto parece indicar que la deficiencia de destrezas de inteligencia fluida en jóvenes con diabetes puede de hecho ser resultado de mal desarrollo de la inteligencia cristalizada, de acuerdo con la investigadora.

“En adolescentes y adultos jóvenes con diabetes de tipo 2 de inicio en la juventud específicamente, la intervención ha de centrarse en desarrollar habilidades de inteligencia fluida y destrezas de inteligencia cristalizada”, destacó la Dra. Shapiro.

Las disfunciones de la inteligencia fluida (como razonamiento o velocidad de procesamiento) pueden afectar de manera negativa los autocuidados en la diabetes y, por tanto, incrementar potencialmente el riesgo de complicaciones relacionadas con la diabetes, mientras que las deficiencias de la función cognitiva cristalizada (como vocabulario y comprensión del lenguaje) podrían repercutir en la instrucción médica y complicar más los problemas de autocuidado.

Se considera que el estudio es uno de los primeros en comparar las disfunciones cognitivas en jóvenes con diabetes de tipo 1 o 2. Aunque los estudios en adultos claramente demuestran una relación decreciente entre diabetes y función cognitiva, de acuerdo con la Dra. Shapiro, la mayor parte de la investigación en jóvenes se ha centrado en la diabetes de tipo 1.

“Aunque se han realizado pocas investigaciones en la diabetes de tipo 2 de inicio en la infancia, las disfunciones cognitivas se observan constantemente, en comparación con jóvenes sin diabetes”, puntualizó.

Los resultados de este estudio resaltan la importancia de cambios en la alimentación y otras intervenciones en el estilo de vida de pacientes jóvenes con diabetes, de acuerdo con el Dr. David Della-Morte, Ph. D., profesor asociado de neurología en la University of Miami.

“Incluso los pacientes más jóvenes pueden presentar disfunción cognitiva. Esto significa que el modo de vida es muy importante, sobre todo en personas con obesidad propensas a desarrollar diabetes de tipo 2”, señaló el Dr. Della-Morte.

En el análisis realizado por la Dra. Shapiro y sus coinvestigadores se incluyó a 1.095 jóvenes y adultos jóvenes con diabetes de tipo1 y 285 con diabetes de tipo 2 que habían sido objeto de una evaluación de la cognición como parte de una consulta durante el estudio. Tenían un promedio de edad de 22 años y una duración promedio de la diabetes de 11 años.

Los investigadores encontraron que la puntuación en la inteligencia fluida global fue más baja de manera estadísticamente significativa en los individuos con diabetes de tipo 2 que en aquellos con diabetes de tipo 1. En comparación con la puntuación promedio nacional de 100, el grupo con diabetes de tipo 2 tuvo una puntuación de 84,7, o una desviación estándar completa por debajo del promedio, señaló la Dra. Shapiro, mientras que aquellos con diabetes de tipo 1 tuvieron una puntuación de 95,5 (p < 0,001).

Participantes con diabetes de tipo 2 también tuvieron una puntuación más baja de manera estadísticamente significativa en parámetros individuales de inteligencia fluida, tales como velocidad de procesamiento, control inhibitorio y atención, memoria de trabajo y memoria episódica, informó. A primera vista esto pareció indicar que la diabetes de tipo 2 de inicio en la juventud tiene un efecto específico en la inteligencia fluida; sin embargo, sus datos siguen incompletos si no se analizan marcadores de la cognición cristalizada, como vocabulario y lenguaje.

Con este fin, una prueba de vocabulario en imágenes realizada como parte de la evaluación cognitiva mostró diferencia significativa entre aquellos con diabetes de tipo 2, con puntuación promedio de 91,5, y los que tenían diabetes de tipo 1, quienes tuvieron puntuación de 103,6 (p < 0,001). Al tomar en cuenta tales puntuaciones de vocabulario en imágenes se atenuaron las diferencias entre los grupos en las puntuaciones de inteligencia fluida, lo que indica que las diferencias en la función de inteligencia cristalizada subyacen a las diferencias observadas en la función de inteligencia fluida entre los grupos, añadió la Dra. Shapiro.

Según la especialista, habilidades como vocabulario y lenguaje son estables y no están influidas por los cambios neurológicos desencadenados por procesos patológicos como diabetes de inicio en la juventud, sino más bien por factores como crianza y educación.

“Por consiguiente, la inteligencia cristalizada representa una ventana hacia el funcionamiento cognitivo de un individuo, independientemente de su enfermedad o premorbilidad al inicio de la enfermedad”, finalizó.

La Dra. Shapiro ha declarado no tener ningún conflicto de interés económico pertinente.

Este artículo fue publicado originalmente en MDedge.com.

#Los criterios diagnósticos pueden pasar por alto algunos casos de #síndrome inflamatorio multisistémico en niños, afirman expertos

Postado em

Nuevos datos derivados de la vigilancia activa del trastorno inflamatorio grave relacionado con COVID-19 en niños previamente sanos esclarecen más la prevalencia y la evolución del raro síndrome, pero a los expertos les preocupa que los criterios diagnósticos actuales puedan no captar el verdadero alcance del problema.[1]

En estudios diferentes publicados el 29 de junio en la versión electrónica de The New England Journal of Medicine, investigadores del Departamento de Salud del Estado de Nueva York y de Centers for Disease Control and Prevention (CDC) describen la epidemiología y las características clínicas del síndrome inflamatorio multisistémico en niños (SIM-N) basándose en información obtenida de programas de vigilancia dirigidos en el Estado de Nueva York y en todos los estados de la Unión Americana.

Para el estudio realizado en Nueva York, la Dra. Elizabeth M. Dufort, del Departamento de Salud en Nueva York en Albany, Estados Unidos, y sus colaboradores, analizaron datos de vigilancia del síndrome inflamatorio multisistémico en niños de 106 hospitales de todo el estado. De 191 casos de síndrome inflamatorio multisistémico en niños sospechados que se notificaron al departamento de salud entre el 1 de marzo y el 10 de mayo, 99 cumplieron la definición provisional de caso establecida por el estado para este trastorno y se incluyeron en el análisis.

La tasa de incidencia de síndrome inflamatorio multisistémico en niños fue de 2 casos por 100.000 individuos menores de 21 años, mientras que la tasa de incidencia de casos de COVID-19 confirmados en este grupo de edad fue de 322 por 100.000. La mayoría de los casos ocurrió más o menos un mes después de la frecuencia máxima de COVID-19 en el estado.

“De nuestros pacientes, predominantemente de la región metropolitana de Nueva York, 40% era afroamericano y 36% hispanoamericano. Esto puede ser un reflejo de la incidencia elevada de infección por SARS CoV-2 bien documentada en las comunidades de negros e hispanoamericanos”, informaron los autores.

Todos los niños presentaban fiebre o escalofríos, y la mayoría tenía taquicardia (97%) y síntomas digestivos (80%). Se informó de exantemas (60%) y congestión conjuntival (56%), hipotensión (32%), y cambios en la mucosa (27%). Entre todos los niños los niveles de marcadores inflamatorios estaban elevados, incluidos los de proteína C reactiva (100%), dímero D (91%) y troponina (71%). A más de un tercio de los pacientes (36%) se le diagnosticó miocarditis y 16% más tenía miocarditis sintomática.

De toda la cohorte, 80% de los niños recibió cuidados intensivos; 62% recibió apoyo con vasopresores y dos fallecieron.

La elevada prevalencia de disfunción cardiaca, coagulopatía, síntomas digestivos, síntomas respiratorios leves e indicaciones para oxígeno suplementario en pacientes con síndrome inflamatorio multisistémico en niños contrasta con el cuadro clínico observado en casi todos los casos agudos de COVID-19 en pacientes pediátricos hospitalizados, afirmaron los autores.

“Aunque la mayoría de los niños tiene enfermedad leve o nula a causa de la infección por SARS-CoV-2, el síndrome inflamatorio multisistémico en niños puede seguir al COVID-19 o a la infección por SARS-CoV-2. El reconocimiento del síndrome y la identificación temprana de niños con síndrome inflamatorio multisistémico en niños, que incluye vigilancia temprana de la tensión arterial y evaluación electrocardiográfica y ecocardiográfica, podría fundamentar el tratamiento de apoyo adecuado y otras opciones terapéuticas potenciales”, agregaron.

No está clara la incidencia de síndrome inflamatorio multisistémico en niños de los menores infectados con SARS-CoV-2, porque los niños con COVID-19 a menudo tienen síntomas leves o nulos y porque no se les hacen pruebas con frecuencia. Por este motivo, es decisivo establecer vigilancia para los casos de síndrome inflamatorio multisistémico en niños, sobre todo en poblaciones con niveles más altos de transmisión de SARS-CoV-2.

Diferencias importantes con respecto a la enfermedad de Kawasaki

En un estudio diferente la Dra. Leora R. Feldstein, de Centers for Disease Control and Prevention, y sus colaboradores, informaron de 186 casos de síndrome inflamatorio multisistémico en niños, identificados a través de la vigilancia dirigida de centros de salud pediátricos en 26 estados de la Unión Americana entre el 15 de marzo y el 20 de mayo de 2020.[2] Del mismo modo que con la cohorte de Nueva York, un número desproporcionado de niños en esta cohorte era de afroamericanos (25%), hispanoamericanos o latinoamericanos (31%).

De manera similar a la cohorte de Nueva York, 80% de los niños de este grupo recibió cuidados intensivos; 48% apoyo vasoactivo; 20% necesitó ventilación mecánica invasiva y cuatro niños fallecieron.

Asimismo, se observaron exantemas cutáneos, síntomas digestivos, efectos cardiovasculares y hematológicos, cambios en las mucosas e incrementos de los biomarcadores inflamatorios.

Los investigadores señalaron que si bien muchos de los signos y síntomas del síndrome inflamatorio multisistémico en niños se superponen a los de la enfermedad de Kawasaki, existen algunas diferencias importantes, en particular en lo que respecta a la naturaleza de la afectación cardiovascular. “Aproximadamente 5% de los niños con enfermedad de Kawasaki en Estados Unidos presenta choque cardiovascular que da lugar a apoyo vasopresor o inotrópico, en comparación con 50% de los pacientes de nuestra serie”, informaron los autores.

Además, los aneurismas de arterias coronarias afectan a cerca de una cuarta parte de los pacientes con enfermedad de Kawasaki al cabo de 21 días de iniciada la enfermedad. “En nuestra serie se notificó una puntuación Z máxima de 2,5 o más alta en la arteria coronaria descendente anterior izquierda, o en la coronaria derecha en 8% de los pacientes en general y en 9% de los que contaban con ecocardiografía”, afirmaron.

Otras características distintivas adicionales son edad del paciente y grupo étnico. La enfermedad de Kawasaki es más frecuente en niños menores de 5 años. La mediana de edad en el estudio multiestatal fue de 8,3 años y casi la mitad de los niños de la cohorte de Nueva York pertenecía al grupo de 6 a 12 años de edad. Además, la enfermedad de Kawasaki tiene una prevalencia desproporcionada en niños de ascendencia asiática.

Pese a las diferencias, hasta que se conozca más sobre las secuelas cardiacas a largo plazo del síndrome inflamatorio multisistémico en niños, los médicos podrían considerar las recomendaciones de seguimiento para la enfermedad de Kawasaki, que sugieren repetir las imágenes ecocardiográficas en 1 a 2 semanas.

Como fue el caso en la serie de Nueva York, el tratamiento de la cohorte multiestatal muy frecuentemente incluyó inmunoglobulina intravenosa y glucocorticoides sistémicos. Sin embargo, el tratamiento óptimo requerirá mejor comprensión de la patogenia del síndrome inflamatorio multisistémico en niños, afirmaron la Dra. Feldstein y sus colaboradores.

Persisten interrogantes

A medida que se acumulan datos sobre este síndrome parece resultar cada vez más claro el cuadro del síndrome inflamatorio multisistémico en niños, pero todavía hay mucha incertidumbre, de acuerdo con Michael Levin, FMedSci, Ph. D., del Department of Infectious Disease, Imperial College London, en Reino Unido.

“El reconocimiento y la descripción de nuevas enfermedades suele parecerse a la parábola de los ciegos y el elefante, en la que cada uno afirma que la parte del animal que ha tocado lo define completamente”, comentó en un editorial adjunto.[3]

A medida que ha evolucionado la enfermedad coronavírica de 2019 (COVID-19) han aparecido estudios de casos que describen niños con enfermedades febriles inusuales que tienen características de enfermedad de Kawasaki, síndrome de choque tóxico, trastornos abdominales agudos y encefalopatía, al igual que otros estudios de niños con fiebre, elevación de marcadores inflamatorios y afectación multisistémica. Ahora resulta evidente que esos informes estaban describiendo diferentes presentaciones clínicas de un nuevo trastorno inflamatorio pediátrico.

Aunque está surgiendo un cuadro clínico congruente, “los estudios publicados han utilizado una variedad de definiciones de caso de desarrollo rápido con base en los casos más graves, posiblemente pasando por alto casos menos graves”, escribió Levin. En particular, las definiciones tanto de Centers for Disease Control and Prevention como de la Organización Mundial de la Salud exigen datos de infección por SARS-CoV-2 o exposición al mismo, lo cual podría contribuir al infrarreconocimiento y la infranotificación, pues las infecciones asintomáticas son comunes, y no en todas partes se dispone de pruebas de anticuerpos.

“Existe la inquietud de que los niños que cumplen los actuales criterios diagnósticos para síndrome inflamatorio multisistémico en niños son la ‘punta del iceberg’ y por debajo del agua está surgiendo un problema más grande”, afirmó Levin. En todo el mundo se han notificado aproximadamente 1.000 casos del síndrome, por lo que ahora tenemos una idea clara del nuevo trastorno, o como en la historia de los ciegos y el elefante, ¿se ha descrito solo una parte del animal?.

La Dra. Adrienne Randolph, del Boston Children’s Hospital, coautora del estudio multiestatal, concordó en que todavía falta mucho por aprender sobre el síndrome inflamatorio multisistémico en niños antes de que se pueda tener una idea más clara de todo el elefante. En una entrevista con Medscape Noticias Médicas enumeró las siguientes interrogantes clave que aún no se han resuelto:

  • ¿Por qué algunos niños presentan síndrome inflamatorio multisistémico en niños y otros no?
  • ¿Cuál es el pronóstico a largo plazo de los niños con síndrome inflamatorio multisistémico en niños?
  • ¿Cómo podemos diferenciar síndrome inflamatorio multisistémico en niños de la infección aguda por COVID-19. en niños con insuficiencia respiratoria?
  • ¿Ocurre síndrome inflamatorio multisistémico en niños en adultos jóvenes?

La Dra. Randolph indicó que su equipo está siguiendo el mejor camino para responder a estas preguntas; incluso realiza un segundo estudio para identificar factores de riesgo para síndrome inflamatorio multisistémico en niños y estudios de seguimiento a más largo plazo con el National Institutes of Health. “También estamos obteniendo consentimiento para recolectar muestras de sangre y analizar otras pruebas a fin de ayudar a diferenciar al síndrome inflamatorio multisistémico en niños de la COVID-19 aguda”, destacó. Alentó a que se tomara más conciencia entre los médicos que atienden a adultos jóvenes para considerar el síndrome inflamatorio multisistémico en niños en pacientes de 21 años y más que presentan signos y síntomas similares.

Sobre la base de las respuestas a estas preguntas adicionales, las definiciones de caso de síndrome inflamatorio multisistémico en niños pueden requerir refinamiento para captar la variedad más amplia de enfermedades, escribió Levin en su editorial. “Ahora los desafíos de este nuevo trastorno consistirán en comprender su mecanismo fisiopatológico, desarrollar pruebas diagnósticas y definir el mejor tratamiento”.

La Dra. Randolph ha recibido apoyos económicos de Genentech Inc y honorarios personales de La Jolla Pharma Inc ajenos al presente estudio y otros más de Centers for Disease Control and Prevention durante la realización del estudio. El Dr. Kleinman ha recibido becas de la Health Service Resources Administration ajenas al presente estudio. La Dra. Maddux ha recibido becas para investigación de NIH/NICHD y la Francis Family Foundation ajenas al presente estudio.

#COVID-19 : ne pas passer à côté de certains #symptômes inhabituels

Postado em

France — Entre les patients asymptomatiques et la longue liste de symptômes possibles en cas de Covid-19, le diagnostic clinique n’est pas toujours aisé… Si la fièvre ou les signes respiratoires sont les principaux symptômes, différents organes peuvent être touchés avec apparition de troubles digestifs, d’embolies pulmonaires ou artérielles périphériques ou d’autres tableaux inauguraux moins typiques. Dans un communiqué, l’Académie de médecine fait le point sur certaines présentations cliniques moins fréquentes du Covid-19 qui ne doivent pas être méconnues [1] :

  • D’un point de vue neurologique, outre l’agueusie et l’anosmie désormais bien connues, d’autres manifestations plus exceptionnelles peuvent être liées au Covid-19, comme une ophtalmoplégie ou un syndrome de Guillain-Barré. Un syndrome confusionnel, des troubles mnésiques ont également été rapportés en particulier chez les sujets âgés ainsi que des AVC ischémiques liés à l’activité thrombogène du SARS-CoV-2. Par ailleurs, l’apparition de douleurs constrictives, erratiques et durables peuvent être d’origine neurologique.
  • Au niveau cutané, des pseudo-engelures ont été décrites, notamment chez l’enfant et l’adulte jeune, et peuvent être douloureuses. Leur évolution est habituellement favorable en une semaine mais une récidive est possible. La dyshidrose, des vésicules, une urticaire, un exanthème, des pétéchies et un livedo sont plus rares.
  • Concernant les tableaux cliniques évocateurs de la maladie de Kawasaki, ils ont été décrits chez l’enfant avec des signes digestifs initiaux, dont de fortes douleurs abdominales, puis un choc cardiogénique avec une fraction d’éjection effondrée. Au niveau cutané on peut observer un érythème puis une desquamation. Les enfants touchés sont plus âgés (9 à 17 ans) que dans la forme habituelle de la maladie de Kawasaki : on parle alors de syndrome inflammatoire multisystémique pédiatrique (PIMS).
  • Au niveau endocrinien et métabolique, les atteintes sont probablement liées au fait que l’enzyme de conversion de l’angiotensine 2 (ACE2), qui est le récepteur d’entrée dans la cellule du SARS-CoV-2, est présente sur de nombreux organes : testicules, ovaires, hypothalamus, hypophyse, thyroïde et pancréas. On peut par exemple observer un déficit de la production de testostérone qui pourrait contribuer à l’état de profonde fatigue et est corrélé à la sévérité de la maladie. L’hypokaliémie fréquemment rapportée pourrait résulter de la fixation du virus sur l’ACE2 et de la synthèse accrue d’aldostérone. La lymphopénie observée dans certaines formes graves ne permet pas d’exclure des situations d’hypocortisolisme, qui avaient déjà été observées avec le SARS. Des cas de thyroïdite subaiguë ont été rapportés. Une hypocalcémie peut être observée, de même qu’une hyperglycémie favorisée par la majoration de l’insulinorésistance et une atteinte directe de la glande pancréatique avec une élévation des taux d’amylase et de lipase.

L’Académie de médecine rappelle qu’un test de dépistage du Covid-19 doit être prescrit au moindre doute.

 

Cet article a été publié initialement sur Univadis.fr, membre du groupe Medscape.

 

 

 

 

 

 

#O que eu devo saber sobre a #obstrução congênita do canal lacrimal?

Postado em

Bebê com Obstrução congênita do canal lacrimal

A lágrima é produzida pelas glândulas lacrimais acessórias e principais. Elas drenam medialmente para o ponto lacrimal na pálpebra superior e inferior, fluindo do canalículo para o saco lacrimal e através do ducto nasolacrimal para o nariz. Durante o desenvolvimento embrionário, o aparato nasolacrimal aparece da terceira a quinta semana e gradualmente forma um cordão epitelial que se estende da pálpebra até o nariz. A canalização desse cordão começa no ponto lacrimal durante o terceiro mês intrautero e se estende até o nariz, estando geralmente completa ao nascimento.

 

Obstrução congênita do canal lacrimal

A obstrução do ducto nasolacrimal é a principal causa de lacrimejamento e secreção ocular em neonatos, acontecendo em 6% desses. A maioria dos casos resolve espontaneamente. A resolução de forma espontânea ocorre até os 6 meses de idade em aproximadamente 90% das crianças com obstrução congênita. As obstruções que persistem após os 12 meses de idade não costumam resolver espontaneamente.

Crianças com obstrução do canal lacrimal geralmente se apresentam com uma história de lacrimejamento intermitente ou crônico e secreção nos cílios. A hiperemia conjuntival não é típica mas pode ocorrer em alguns casos. O prurido ocular pode causar hiperemia leve da pálpebra inferior. Ao exame podemos visualizar um aumento do tamanho do menisco lacrimal, a palpação do saco lacrimal pode causar refluxo de lágrima ou secreção mucosa através do ponto lacrimal.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito pela história e exame físico. O lacrimejamento pode ser intermitente. Os pais podem observar um fluxo maior de lágrimas quando a criança está num ambiente que estimula uma maior produção de lágrimas (frio ou vento por exemplo) ou quando a drenagem da lágrima diminui por edema da mucosa nasal durante uma infecção de vias áereas superiores. Se houver um lacrimejamento intermitente sem demais sintomas pode ser feito o teste do desaparecimento da fluoresceína. Esse teste é normal quando instilamos uma gota de fluoresceína e em 5 minutos  a fluoresceína atravessou canal e apareceu no nariz. Se uma grande parte da fluoresceína se mantem no fórnice conjuntival inferior, existe obstrução.

Em relação ao diagnóstico diferencial, o principal deles é o glaucoma infantil (que associa o lacrimejamento anormal com fotofobia, blefaroespasmo e diâmetros corneanos aumentados ou assimétricos). Essa é uma urgência oftalmológica que deve ser imediatamente referenciada para o especialista. Devemos estar atentos também à possibilidade de dacriocistite aguda, que geralmente aparece com eritema, edema e aumento da temperatura do saco lacrimal, além da descarga purulenta. Achados clínicos que sugerem dacriocistocele são um edema da pele sobrejacente ao saco lacrimal e a disposição superior do tendão cantal medial. Em pacientes com hiperemia ocular importante e desconforto, devemos fazer o diagnóstico diferencial com conjuntivite (infecciosa, alérgica ou química), uveítes ou corpo estranho/abrasão corneana. A fotofobia pode ocorrer não só no glaucoma, mas também nas uveítes e na abrasão de córnea.

 

Manejo da obstrução do canal lacrimal

Na maioria dos casos o manejo consiste em massagem do saco lacrimal e observação.  Acredita-se que a massagem alivia a obstrução aumentando a pressão hidrostática, o que forçaria a abertura da membrana distal obstruída. A compressão deve ser feita em cima do saco lacrimal direcionando para baixo por dois ou três segundos, 2 a 3x ao dia até a resolução dos sintomas. Em casos não resolvidos de 6 a 10 meses, pode ser feita a sondagem de vias lacrimais.

Em casos em que ocorra secreção purulenta na ausência de outros sinais de infecção, sugere-se que esteja ocorrendo uma proliferação bacteriana na lágrima estagnada no saco lacrimal. Nesse caso, consideramos que haja uma dacriocistite crônica, podendo ser tratada com antibióticos tópicos. Em casos de descarga purulenta com outros sinais de infecção como eritema e edema do saco lacrimal, o quadro de dacriocistite aguda sugere o uso de antibioticoterapia sistêmica.

Para pacientes que mantêm a obstrução do canal lacrimal após os 6 meses, o momento da sondagem é ainda controverso. Muitos oftalmologistas fazem precocemente se os sintomas não se resolvem entre 6 e 10 meses. As vantagens seriam que quanto mais cedo, maior a chance de não precisar de anestesia geral, a resolução dos sintomas é mais precoce, o risco de dano do ducto nasolacrimal é menor, bem como o risco de infecção (apesar de já ser muito baixo sem intervenção). A principal desvantagem da intervenção cirúrgica precoce é que a taxa de resolução espontânea é alta, grande parte não necessitaria de sondagem.

 

Opções

Uma conduta alternativa tem sido portanto esperar a resolução espontânea até os 12 meses. Nesses casos, como em grande parte já necessitaria de anestesia geral, pode já ser feita a entubação da via lacrimal ou dilatação com balão por causa da maior taxa de sucesso. Um estudo comparando a abordagem precoce e tardia foi realizado com 163 bebês não resolvidos até os 6-10 meses. No grupo de pacientes em que esperava-se 6 meses com abordagem clínica e somente depois era feita a cirurgia, 66% tiveram os sintomas solucionados antes da cirurgia. Aos 18 meses, 92% dos bebês que tiveram a abordagem imediata não tinham sinais residuais de obstrução, comparado com 82% no grupo que não foi abordado cirurgicamente de forma imediata. O custo de tratamento foi menor para pacientes tratados com sondagem imediatamente. A decisão geralmente é tomada conjuntamente com a família.

Autor(a):

Juliana Rosa

Pós graduação Lato Sensu em Córnea pela UNIFESP ⦁ Especialização em lentes de contato e refração pela UNIFESP ⦁ Residência médica em Oftalmologia pela UERJ ⦁ Graduação em Medicina pela UFRJ ⦁ Contato via Instagram: @julianarosaoftalmologia

Referências bibliográficas:

  • Paysse EA, Coats DK. Second-generation antipsychotic medications: pharmacology, administration, and side effects [Internet]. Olitsky SE, Armsby, C, ed. UpToDate. Waltham, MA: UpToDate Inc. (Accessed on February, 2020).

#Como ajudar crianças com #TEA e #TDAH no período de confinamento?

Postado em

criança com TDAH brincando com terapeuta após confinamento

pandemia trouxe mudanças bruscas de rotina, diferentes padrões de trabalho, carga horária estendida de home office, filhos em casa em tempo integral e muitas novas tarefas e hábitos que tem afetado diferentes faixas etárias, principalmente no aspecto emocional.

Com as crianças não é diferente, suas atividades da escola foram interrompidas, atividades de lazer tornaram-se bem restritas e até tiveram que se adaptar ao novo método de aulas online. O acometimento é ainda mais intenso naquelas crianças com problemas de desenvolvimento, como transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) e transtorno do espectro autista (TEA).

Confinamento e crianças com TDAH e TEA

Com o intuito de orientar e ajudar, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou um documento que reuni respostas a alguns questionamentos comuns dos pais durante esse período. É muito importante que os médicos e profissionais de saúde saibam responder essas perguntas.

1. Como distrair meu filho(a) em casa e ajudá-lo(a) a passar o tempo?

Com esse maior contato familiar, devem ser incentivadas atividades que possam conciliar o tempo e necessidades das crianças e que possam estimular a curiosidade e a criatividade (esconde-esconde, quebra-cabeças, desenhos, atividades manuais…). Também são indicadas atividades como assistir TV em família e a leitura conjunta de livros adequados a faixa etária.

É de suma importância que se tente manter uma rotina alimentar saudável e que tenha objetivos diários definidos, para reduzir a ansiedade e o estresse que o período traz.

2. Devo criar novas regras e/ou limites dentro de casa?

Regras são fundamentais para a educação, porém em tempos de pandemia devemos adaptar as regras com as mudanças da rotina das crianças. Uma dica seria utilizar imagens com objetivos a serem alcançados naquele dia, como por exemplo: um desenho mostrando uma escova de dente, uma criança tomando banho ou uma família na hora da refeição. Sem esquecer de parabenizar a criança após um objetivo alcançado, caracterizando um reforço positivo.

 

Atenção especial ao abuso do tempo de telas. O ideal é planejar o tempo de tela na programação diária e o uso de um temporizador visual facilita o controle do tempo pela própria criança. Um exemplo é Time Timer, que é um aplicativo que mostra uma seção vermelha decrescente à medida que o tempo acaba. Outra dica legal que a SBP recomenda é o planejamento do tempo de tela antes de atividades preferidas, porque desligar antes do lanche é mais fácil do que antes de uma atividade acadêmica.

3. O que fazer quando meu filho(a) não quiser mais ficar em casa?

Esse momento acontecerá e a sugestão é aguardar horários com menor movimento, para sair ao ar livre, caminhar, mas sempre seguindo as normas de segurança.

4. O que fazer para não prejudicar os ganhos que meu filho(a) teve nas terapias até o momento?

Importante manter o contato com os terapeutas, para que eles possam auxiliar com dicas de tarefas em casa ou até mesmo promover sessões online. Lembrando que não devemos esperar respostas imediatas, já que é um momento bem difícil para todos.

5. Como devo proceder em casos de urgência ou dúvidas em relação às medicações?

Em caso de urgência/emergência tente contato com o médico assistente, do contrário, procure uma Unidade Básica de Saúde, Unidade de Pronto Atendimento ou Hospital mais próximo. Não altere ou suspenda doses por conta própria.

6. Mudanças comportamentais poderão acontecer nesse período? Como proceder?

Crianças com TEA geralmente tem dificuldades em expressar verbalmente sentimentos como ansiedade, medo, desconforto com a nova rotina e ainda mais em compreender o motivo dessa mudança de rotina. Os pais devem estar atentos a mudanças no padrão de sono, alteração do apetite, irritabilidade e/ou aumento de agitação, aumento de comportamentos repetitivos e preocupação excessiva ou ruminação.

 

Entrar em contato com o médico assistente e equipe multidisciplinar caso essas mudanças forem notadas para melhores orientações.

7. Como cuidar dos cuidadores nesse tempo de incertezas?

Neste momento, os pais se viram isolados, impotentes e com medo de adoecer ou perder a vida. Fora a questão da saúde, ainda há um cenário econômico e profissional duvidoso e os pais tiveram que lidar prontamente com as tarefas domésticas, com o cuidado de parentes idosos e o trabalho em casa.

Para tentar conseguir se manter emocionalmente bem para cuidar das crianças, a sugestão é não sentir-se culpado, acolher seu sentimento e conscientizar-se que está dando o seu melhor.

Uma sugestão é deixar de lado as preocupações que não podem ser respondidas ou resolvidas agora, como: O que vai acontecer com o ano letivo? Quanto tempo a quarentena vai durar? Quais serão os efeitos da quarentena no meu futuro?

Compartilhar as dúvidas e inseguranças com a rede de apoio também é fundamental!

Autora:

Clara Madureira

Graduada em Medicina pela Universidade do Grande Rio ⦁ Residência Médica em Pediatria pelo Hospital Municipal Salgado Filho ⦁ Instagram: @draclaramadureira

Referências bibliográficas:

#Jóvenes y #présbitas tempranos, los que más han empeorado su visión tras el confinamiento

Postado em

Así lo ha puesto de manifiesto un estudio realizado por Visión y Vida, que ha contado con 475 encuestas a población general y 1.947 cuestionarios de ópticos.

El 22,1% de los niños ha usado las pantallas 8 horas o más al día.
El 22,1% de los niños ha usado las pantallas 8 horas o más al día.

Estos casi cien días de confinamiento han sido más que suficientes para que la visión de la población se haya visto afectada. Y es que, el 57, 4% de la población que ha sido revisada por profesionales tras salir del confinamiento ha empeorado su visión, especialmente los que se sitúan en la franja comprendida entre los 12 y 19 años y los llamados jóvenes présbitas, con edades entre 40 y 50 años.

Estos son los datos que se desprenden de un estudio realizado por Visión y Vida y que ha tenido dos patas: por un lado encuestas a la población general (han contado con 475 en total) y por otro, los cuestionarios respondidos por ópticos (en total 1.947), con la información obtenida de las revisiones realizadas una vez se ha levantado el confinamiento.

Según ha explicado Elisenda Ibáñez, coordinadora de Visión y Vida, de los cuestionarios recibidos por los profesionales, ocho de cada diez estudiantes de ESO y Bachiller han sufrido un empeoramiento de su visión durante la cuarentena. Además, “el 64,9% de los adolescentes han sufrido un cambio de graduación durante este periodo y uno de cada diez ha empezado a usar una compensación óptica por primera vez”. De estos últimos, el 7,7% ha empezado a utilizar gafas graduadas y el 2,4%, lentes de contacto.

Respecto a los jóvenes présbitas, el 63,3% le ha empeorado la visión. “A casi la mitad (un 47,2%) les ha cambiado la graduación tras este periodo de confinamiento y el 4,4% de este segmento utiliza gafas por primera vez y el 0,5% ha decidido utilizar lentillas multifocales tras este periodo”, ha añadido Ibáñez.

Revisiones

Lo cierto es que no se partía de una buena base, ya que, según el informe, solo un 17,3% se ha hecho una revisión este año; un 45,5% se había sometido a una revisión visual en 2019, y un 28,5% no ha acudido a una revisión en los últimos dos años, incluso han llegado a admitir que nunca se la habían hecho, algo que ha llamado poderosamente la atención a la experta.

La buena noticia es que un alto porcentaje de los usuarios participantes en la investigación (un 70,1%) ha afirmado que se someterán a un chequeo visual y la mitad lo hará antes de irse de vacaciones de verano.

Analizados los motivos por los que los usuarios acudían al óptico tras el confinamiento, según las respuestas de los profesionales, prácticamente la mitad lo hacía porque había detectado problemas en su visión tras estar tanto tiempo sin salir; el 33,5% porque percibió cansancio y fatiga ocular; el 14,2% por rotura o pérdida de sus gafas durante el confinamiento, y el 6,5% porque tenía problemas con las lentes de contacto.

Preguntados a los usuarios por los síntomas que sentían y que les hacía intuir que su visión era peor, el 44,5% manifestó haber sufrido dolor de cabeza; el 23,4%, visión borrosa; el 60,2%, sensación de forzar la vista, y el 30%, sequedad ocular.

Preocupación por los niños

Los promotores del informe han mostrado su preocupación por los más pequeños, puesto que preguntados a los padres sobre cuántas horas pasan los niños frente a las pantallas (ya sean móviles, tablet o televisión), “el 50,3% afirma que entre 4 y 8 horas/día y hasta un 22,1%, 8 horas o más“. Esto es llamativo cuando la Organización Mundial de la Salud (OMS) recomienda que una hora al día en los más pequeños”. “La consecuencia es que 8 de cada diez tienen peor visión”, según el estudio.

Lo mismo pasa con los adultos, que preguntados por las horas que han estado frente a estas pantallas, el 77,2% ha afirmado que ha pasado el doble de tiempo ante estos dispositivos que antes.

Recomendaciones

Además de insistir en las revisiones periódicas, Salvador Alsina, presidente de Visión y Vida, ha recalcado una serie de recomendaciones para evitar la progresión de los problemas visuales en la población:

  • Practicar la relajación visual mirando a distancias lejanas.
  • Tener una exposición controlada a luz solar.
  • Disfrutar de un tiempo de ocio analógico.
  • Y mantener descansos periódicos.

#Quais os possíveis efeitos do #isolamento pela #Covid-19 em jovens?

Postado em

Adolescente praticando isolamento social em época de pandemia da Covid-19

A pandemia da Covid-19 resultou em medidas de contenção de doenças, como fechamento de escolas, distanciamento social e quarentena em residências. Crianças e adolescentes estão vivenciando um estado prolongado de isolamento físico de seus colegas, professores, e redes familiares e comunitárias.

A quarentena em adultos geralmente tem efeitos psicológicos negativos, como confusão, raiva e sofrimento pós-traumático. A duração da quarentena, medos de infecção, tédio, frustração, falta de suprimentos necessários, falta de informação, perda financeira e estigma parecem aumentar o risco de resultados psicológicos negativos.

 

Isolamento pela Covid-19 e os mais jovens

O distanciamento social e o fechamento das escolas podem, portanto, aumentar os problemas de saúde mental em crianças e adolescentes, já com maior risco de desenvolver problemas de saúde mental em comparação aos adultos em um momento em que também experimentam ansiedade devido a uma ameaça à saúde e ameaças ao emprego/renda familiar.

É provável que o distanciamento social e o fechamento das escolas resultem em maior solidão em crianças e adolescentes cujos contatos sociais habituais são restringidos pelas medidas de contenção da doença. A solidão é a dolorosa experiência emocional de uma discrepância entre o contato social real e o desejado. Embora o isolamento social não seja necessariamente sinônimo de solidão, informações precoces no contexto da Covid-19 indicam que mais de um terço dos adolescentes relatam altos níveis de solidão e quase metade dos jovens com idades entre 18 e 24 anos está solitária durante o confinamento.

 

Estudos sobre os impactos do isolamento

Com o objetivo de estabelecer o que se sabe sobre como as medidas de solidão e contenção de doenças têm impacto na saúde mental de crianças e adolescentes, Loades e colaboradores realizaram o estudo Rapid Systematic Review: The Impact of Social Isolation and Loneliness on the Mental Health of Children and Adolescents in the Context of Covid-19, divulgada pelo Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry. Os pesquisadores efetuaram busca de artigos publicados entre 01/01/1946 e 29/03/2020, nas bases MEDLINE, PSYCHINFO e Web of Science. Foram utilizados termos como isolamento social, solidão, quarentena e saúde mental.

Métodos dos estudos sobre efeitos do isolamento avaliados

Os pesquisadores identificaram 4.531 estudos em inglês publicados desde 1946. Sessenta e três estudos envolvendo 51.576 participantes saudáveis e utilizando medidas válidas de avaliação foram analisados. Como as medidas de isolamento e solidão têm considerável sobreposição, os pesquisadores as trataram como um único construto. Desses 63 estudos, 61 foram observacionais, 18 eram longitudinais e 43 eram transversais, avaliando a solidão autorreferida em crianças e adolescentes saudáveis. Um desses estudos foi uma investigação retrospectiva após uma pandemia.

Dois estudos avaliaram intervenções. Os estudos tiveram um alto risco de viés, embora os estudos longitudinais tivessem melhor qualidade metodológica. O isolamento social e a solidão aumentaram o risco de depressão e, possivelmente, a ansiedade no período em que a solidão foi avaliada e entre 0,25 a 9 anos depois. A duração da solidão foi mais fortemente correlacionada com os sintomas de saúde mental do que a intensidade da solidão. Ansiedade generalizada e social também foram associadas ao isolamento. Foram encontradas associações entre isolamento/solidão e ideação suicida, automutilação e comportamentos alimentares desordenados. Em um estudo que avaliou problemas de saúde mental após isolamento forçado em pandemias anteriores, as crianças submetidas a quarentena tiveram cinco vezes mais chances do que os controles de necessitar de serviços de saúde mental.

 

Conclusões sobre consequências do isolamento sobre os jovens

Os pesquisadores concluíram, portanto, que os mais jovens têm, provavelmente, maior probabilidade de apresentar altas taxas de depressão e ansiedade durante e após o término do isolamento forçado pela pandemia da Covid-19. Isso pode aumentar à medida que o isolamento imposto continua. Dessa forma, os serviços clínicos devem oferecer apoio preventivo e intervenção precoce sempre que possível e devem estar preparados para o aumento dos problemas de saúde mental na faixa etária pediátrica. Os pediatras e os pais também devem estar atentos para manifestações de estresse, como desatenção e irritabilidade, principalmente em crianças mais novas. No entanto, embora os indivíduos estejam isolados, a atual pandemia de Covid-19 tem mostrado um expressivo compartilhamento de experiências, e isso pode diferenciar positivamente essa pandemia das experiências identificadas nesses estudos.

Autor(a):

Roberta Esteves Vieira de Castro

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Valença. Residência médica em Pediatria pelo Hospital Federal Cardoso Fontes. Residência médica em Medicina Intensiva Pediátrica pelo Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. Mestra em Saúde Materno-Infantil pela Universidade Federal Fluminense (Linha de Pesquisa: Saúde da Criança e do Adolescente). Doutora em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Pós-graduanda em neurointensivismo pelo Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR). Médica da Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) da UERJ. Membro da Rede Brasileira de Pesquisa em Pediatria do IDOR no Rio de Janeiro. Acompanhou as UTI Pediátrica e Cardíaca do Hospital for Sick Children (Sick Kids) em Toronto, Canadá, supervisionada pelo Dr. Peter Cox. Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Membro do comitê de sedação, analgesia e delirium da AMIB. Membro do comitê de filiação da American Delirium Society (ADS). Coordenadora e cofundadora do Latin American Delirium Special Interest Group (LADIG). Membro de apoio da Society for Pediatric Sedation (SPS).

Referências bibliográficas:

#La #fiebre es el principal síntoma de #Covid-19 en los #lactantes

Postado em

En bebés menores de 90 días que presentan fiebre, la infección por SARS-CoV-2 puede ser un factor relevante en el contexto pandémico.

Un bebé sonriente.
La fiebre es en muchos casos el único síntoma de la infección por SARS-CoV-2 en bebés.

Los bebés menores de 90 días que han dado positivo para SARS-CoV-2 tienden a estar bien, con poca o ninguna afectación respiratoria. El síntoma más frecuente es la fiebre, a menudo el único y el más relevante. Son las conclusiones de un estudio llevado a cabo en el Hospital de Niños Ann & Robert H. Lurie de Chicago que se ha publicado en The Journal of Pediatrics.

Los resultados de este estudio, llevado a cabo en un solo centro, coinciden con otras series epidemiológicas publicadas de China y Singapur que sugieren que los bebés en su mayoría tienen una enfermedad leve.

Leena B. Mithal, especialista en enfermedades infecciosas pediátricas de Lurie Children’s y profesora asistente de pediatría de la Universidad Northwestern, destaca que “la mayoría de los bebés en nuestro estudio tenían fiebre, lo que sugiere que para los bebés pequeños que se evalúan debido a la fiebre, Covid-19 puede ser una causa importante, particularmente en una región con actividad comunitaria generalizada. Sin embargo, la evaluación de infección bacteriana en bebés pequeños con fiebre sigue siendo importante”.

En este estudio se incluyeron a 171 lactantes menores de 90 días, de los que 18 dieron positivo en la prueba de RT-PCR para el coronavirus. Ninguno tenía antecedentes médicos significativos.

La mitad de estos bebés ingresaron en el servicio de hospitalización general del hospital, ninguno requirió oxígeno, asistencia respiratoria ni cuidados intensivos. Las indicaciones para la admisión fueron principalmente observación clínica, control de la tolerancia a la alimentación y descartar infección bacteriana con antibióticos intravenosos empíricos en lactantes menores de 60 días.

De los bebés ingresados ​​en el hospital, seis de nueve tenían síntomas gastrointestinales (mala alimentación, vómitos y diarrea). Los síntomas de tos y congestión del tracto respiratorio superior precedieron a la aparición de síntomas gastrointestinales. Los bebés pequeños también tenían cargas virales notablemente altas en sus muestras nasales, a pesar de la enfermedad clínica leve.

“No está claro si los bebés pequeños con fiebre y una prueba positiva para SARS-CoV-2 requieran ingreso hospitalario”, afirma Mithal. “La decisión de ingresar en el hospital se basa en la edad, la necesidad de tratamiento preventivo de la infección bacteriana, la evaluación clínica, la tolerancia a la alimentación y la adecuación del seguimiento”.

Mayor incidencia latinoamericana

Estos médicos también observaron una mayor incidencia de pacientes latinos en la muestra de los bebés con Covid-19 (el 78%). El dato podría explicarse por el hecho de que en Chicago, más del 40% de los casos de la enfermedad en plana pandemia se han detectado en personas de origen latinoamericano.

“Aunque esperábamos que hubiera muchos bebés latinoamericanos con Covid-19, puede haber factores adicionales que contribuyan a una mayoría desproporcionada de los casos“, dice Mithal, aludiendo a circunstancias como que se ha limitado el acceso en algunos consultorios pediátricos de atención primaria, con prácticas que remiten a niños sintomáticos a las urgencias.

También ha podido influir un acceso limitado a la atención de telemedicina puede ser un factor. Finalmente, puede haber una mayor probabilidad de exposición debido a familias más amplias que comparten el hogar o a miembros de la familia que trabajan fuera del hogar durante la pandemia.

#Quand #confinement rime avec beaucoup plus de temps passé devant les #écrans (surtout chez les jeunes adultes)

Postado em

France — Après les addictions, la prise de poids et la gestion de l’anxiété, le nouveau volet de l’enquête CoviPrev menée par Santé publique France sur les comportements et le vécu des Français de plus de 18 ans pendant le confinement s’est intéressée à l’activité physique [1]. Comme attendu, les réponses montrent une baisse de l’activité physique et une augmentation du temps passé devant les écrans, et donc, de la sédentarité. Avec un impact plus important du confinement sur temps passé assis et temps d’écran chez les jeunes adultes.

Moins de 30 min/jour d’activité physique chez 6 personnes sur 10

Sans grande surprise, il ressort de ce volet de l’enquête CoviPrev que les limitations de déplacement et l’isolement imposés par le confinement ont réduit fortement la pratique des activités physiques dans la population, sachant que l’intitulé « activités physiques » comprenait les activités faites au travail, au domicile, pour les déplacements ou lors des activités sportives ou de loisirs.

Concrètement :

  • Près de la moitié des personnes interrogées ont déclaré une diminution de leur activité physique ;
  • Et près de 6 personnes sur 10 ont fait moins de 30 min/jour d’activité physique pendant le confinement.

Cependant, à les croire, les Français ont pour une grande partie maintenu leur niveau d’activité sportive pendant le confinement, voire l’ont augmenté :

  • 45% d’entre eux n’ont pas changé leur habitude ;
  • 37% des personnes interrogées ont déclaré une diminution de leur activité sportive ;
  • 18% ont néanmoins augmenté leur pratique sportive.

Les nouvelles technologies ont joué un rôle dans cette pratique en milieu confiné puisqu’un tiers des personnes ayant fait de l’activité sportive au moins une fois dans la semaine précédant l’enquête (33%) ont déclaré avoir utilisé davantage des applications, des vidéos ou la télévision pour pratiquer cette activité sportive (yoga, renforcement musculaire, etc.). La progression de l’utilisation de ces outils a été plus forte chez les femmes, note Santé publique France.

6 personnes sur 10 ont augmenté leur temps d’écran

Les nouvelles technologies ont été mises à profit pour faire du sport, mais pas que…Smartphone, tablette et ordinateurs ont énormément servi à rester en contact avec son entourage, s’informer ou encore s’occuper (films, séries, réseaux sociaux…).

Ainsi, parmi les personnes interrogées 59% ont déclaré une augmentation du temps passé devant un écran pendant leur temps libre, avec un moyen passé de 5h par jour, pendant le confinement (hors activités professionnelles). Mais parmi l’ensemble des personnes interrogées, près d’un quart a déclaré y consacrer 7h ou plus par jour.

Près de 6h30 passées assis par jour en moyenne pendant le confinement

S’intéressant à la sédentarité pendant ce temps particulier du confinement, Santé publique France a également posé la question du temps passé en position assise, et les résultats sont assez parlants : 61% des personnes interrogées ont déclaré une augmentation du temps passé assis avec un temps moyen de 6h19 heures par jour. Un tiers des personnes interrogées a déclaré passer plus de 7 heures assis par jour.

Concernant les indicateurs de sédentarité, temps passé assis, rupture insuffisamment fréquente du temps passé assis et temps d’écran on constate que les jeunes adultes, les personnes ayant travaillé à domicile pendant le confinement et les personnes vivant en milieu urbain sont les catégories les plus concernées.

Attention au risque de sédentarité chez ceux qui continuent à télétravailler

Qu’il s’agisse de l’augmentation du temps d’écran ou du temps passé en position assise, ce sont surtout les jeunes, les personnes ayant travaillé à domicile pendant le confinement et les personnes vivant en zone urbaine qui ont été les plus concernées.

Conclusion de Santé publique France : « la fin du confinement est propice à la reprise des activités physiques quotidiennes. Une attention toute particulière doit toutefois être accordée à la sédentarité et la rupture de sédentarité pour les personnes qui poursuivent le télétravail ».