hematologia

#Desreguladores endócrinos: há motivo para medo?

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Dr. Boris Hansel e Dr. Patrick Fénichel

Nota dos Editores americanos: o texto a seguir é uma discussão editada entre os endocrinologistas Dr. Boris Hansel e Dr. Patrick Fénichel, traduzida do francês.

Dr. Boris Hansel: Existe um assunto que vem levantando muitas questões e acendendo debate e animosidade: os desreguladores endócrinos (também chamados de disruptores endócrinos). É uma questão de saúde pública, mas também um problema ecológico que preocupa a todos.

Reconhecidamente, muitos de nós não sabemos muito sobre desreguladores endócrinos, e é difícil de separar fatos de ficção. Para os médicos, isso traz um problema na prática diária: o que dizemos aos nossos pacientes quando estamos aconselhando, e ao mesmo tempo evitando fobias, quanto aos desreguladores endócrinos? Isso é uma nova mania?

Dr. Patrick Fénichel: Não, eu não acredito que seja uma mania. É um conceito que precisa ser colocado em um contexto histórico adequado.

Tudo começou com os biólogos americanos, que observaram uma redução de fertilidade em certas espécies, micropênis em crocodilos da Flórida, criptorquidismo (testículos não descidos) em panteras na Flórida, e assim por diante. Em cada caso, eles observaram que a anormalidade era causada por um desastre ecológico local provocado por um vazamento químico, o uso de pesticidas na agricultura ou químicos industriais.

Dr. Hansel: Essas observações foram feitas em animais nas décadas de 1950, 1960 e 1970. E quanto aos humanos?

Dr. Fénichel: Clínicos gerais, pediatras e especialistas em reprodução realizaram diversas observações em humanos que foram reunidas e levaram ao conceito de desreguladores endócrinos.

Uma dessas observações foi a infeliz história do dietilestilbestrol (DES) envolvendo meninas que haviam sido expostas in utero a esse estrogênio sintético, prescrito entre as décadas de 1950 e 1970 para milhões de mulheres nos Estados Unidos e Europa para reduzir o risco de aborto. Isso causou cânceres (incluindo câncer vaginal, que é muito raro e grave), anormalidades de ciclo menstrual, e anormalidades uterinas, como útero em forma de T, todas relacionados à exposição a esse estrogênio sintético.

As pessoas têm a impressão de que os desreguladores endócrinos são apenas químicos industriais, mas alguns são na verdade encontrados na natureza.

Dr. Hansel: Ao ler a literatura especializada ou científica, ou mesmo jornais, é difícil chegar a uma definição exata de desregulador endócrino. A definição simples é “uma substância química que interfere no sistema hormonal, aumentando ou bloqueando a produção de hormônios ou bloqueando os efeitos deles”. Nós poderíamos ser mais precisos?

Dr. Fénichel: A definição é exatamente essa. É qualquer substância – natural ou sintética – de uma planta (como grãos de soja ou certas toxinas fúngicas) ou um químico usado na indústria ou na agricultura (como um pesticida), que interfere de alguma forma com sistemas de regulação hormonal, perturbando a homeostase. Uma parte importante da definição é a potencial consequência para a prole.

Dr. Hansel: As pessoas têm a impressão de que desreguladores endócrinos são apenas químicos industriais, mas na verdade alguns são encontrados na natureza.

Dr. Fénichel: Certamente. Alguns são encontrados na natureza. Em certas circunstâncias, alguns desses têm efeitos negativos, mas outros podem ter efeitos benéficos.

Um exemplo de desregulador endócrino com efeitos negativos é a genisteína, encontrada na soja. O resveratrol, componente no tanino dos bons vinhos Bordeaux, que dizem ser um agente antioxidante e anticancerígeno, pode ter efeitos benéficos em certas circunstâncias. No entanto, ele interfere no sistema estrogênico e em outros receptores hormonais – sendo um desregulador endócrino.

Dr. Hansel: Então, substâncias de origem vegetal, substâncias sintéticas, químicos, medicamentos e assim por diante podem ser desreguladores endócrinos. Algum outro medicamento, como o DES, tem efeitos prejudiciais potenciais?

Dr. Fénichel: Certos medicamentos usados em endocrinologia, com todos os seus efeitos colaterais negativos, poderiam ser considerados desreguladores endócrinos. Tome, por exemplo, a espironolactona, um diurético bem conhecido. Ele causa ginecomastia. Esse é um excelente exemplo de uma medicação que é um desregulador endócrino.

Dr. Hansel: Você acaba tendo a impressão de que existem desreguladores endócrinos em toda parte – medicamentos, alimentos, pesticidas, etc. É possível fazer alguma classificação? Em outras palavras, em relação a quais níveis de desreguladores endócrinos precisamos estar especialmente vigilantes por nossa saúde?

Dr. Fénichel: A grande questão é encontrar as doses ambientais “limítrofes”.

O conceito de desreguladores endócrinos revolucionou a toxicologia. Ele mostrou que a exposição crônica a quantidades muito pequenas de uma dada substância (que é geralmente lipofílica e se acumula no tecido adiposo) pode ser prejudicial, mesmo em pequenas quantidades, durante certos períodos da vida; em particular, durante janelas de susceptibilidade de alto risco, como o desenvolvimento fetal ou o início da infância.

Dr. Hansel: Você está dizendo que não deveríamos simplesmente declarar que vamos proibir um certo nível de exposição ou banir uma substância em particular. Mais que isso, em determinados momentos deveríamos ser especialmente vigilantes quanto ao longo prazo e talvez mais vigilantes em certas populações, como indivíduos com sobrepeso.

Efeitos sexuais e reprodutivos

Dr. Hansel: Vamos analisar alguns exemplos concretos. Nós ouvimos muito sobre o efeito dos desreguladores endócrinos no sistema reprodutor. Isso é um problema real? Chega a ser um problema de saúde pública em termos de fertilidade?

Dr. Fénichel: O efeito não é somente na fertilidade. É preciso avaliar o sistema reprodutor em um sentido amplo. Podemos estender o efeito para a identidade sexual. Pesquisadores chegaram a levantar a possibilidade de uma ligação com o aumento no número de indivíduos transexuais e homossexuais.

Substâncias muito semelhantes a estrogênios são encontradas mesmo em plantas, como soja e genisteína. Em outras palavras, muitos compostos naturais e sintéticos são semelhantes a estrogênios, e podem ter atividade estrogenomimética. Como resultado, vão existir repercussões para o sistema reprodutor.

Uma maior atenção foi dada inicialmente aos meninos. A questão da exposição aos desreguladores endócrinos foi levantada para quatro condições:

  • Criptorquidia, que afeta 2% dos recém-nascidos masculinos;
  • Hipospadia, na qual o meato uretral está na face inferior do pênis ao nascimento;
  • Câncer testicular; e
  • Redução da fertilidade masculina.

Essas quatro condições vêm aumentando em incidência desde a década de 1930. Essas condições foram reproduzidas em animais por meio da exposição das mães a certos desreguladores endócrinos estrogênicos. Meninos nascidos de mães tratadas com DES tiveram uma maior prevalência de criptorquidia, hispopádia e câncer testicular.

Na medicina, um experimento ou estudo nunca prova nada em 100%. É mais como uma reunião de argumentos.

Na história do DES, temos argumentos experimentais e epidemiológicos. Existe uma ligação entre a exposição a alguns desses desreguladores endócrinos estrogenomiméticos e anormalidades no sistema reprodutor masculino e na função reprodutora masculina.

Impacto na obesidade e no diabetes

Dr. Hansel: A segunda área principal é a epidemia de obesidade. Alguns associam os desreguladores endócrinos com a obesidade; especificamente, as consequências metabólicas dele – síndrome metabólica e diabetes. Podemos estabelecer, e com que grau de certeza, uma ligação entre desreguladores endócrinos e doenças metabólicas associadas com o sobrepeso?

Dr. Fénichel: Quanto aos transtornos metabólicos – obesidade (especialmente a obesidade metabolicamente ativa), síndrome metabólica e diabetes tipo 2 – existem três tipos de argumentos.

Exposição acidental. Após a explosão de uma fábrica em Seveso (Itália), em 1975, a população local foi exposta a níveis muito altos de dioxina. Nos anos que se seguiram, a taxa de diabetes foi muito maior do que a da população em geral.

Outro exemplo de exposição ambiental envolve os veteranos que retornaram do Vietnã e que estiveram nos aviões que lançaram bombas com Agente Laranja. Essa substância também contém dioxina. Infelizmente, nós não temos todos os dados do Vietnã, mas é conhecido o fato de que muitos veteranos americanos desenvolveram diabetes, especialmente se estiveram nos aviões que espalharam a substância. Esses eventos podem ser descritos como “agudos”.

Estudos epidemiológicos na população em geral. O Nurses’ Health Study foi um estudo muito bom no qual enfermeiras americanas foram acompanhadas por 15 anos. As enfermeiras forneceram amostras de sangue e urina, que foram testadas para ftalatos (encontrados em plásticos) e bisfenol A (encontrado em plásticos, resinas, polivinilclorido, e em quase toda parte).

Os níveis nessas enfermeiras eram mais elevados naquelas que desenvolveram diabetes durante o seguimento de 15 anos.[1] Foi um bom estudo prospectivo de correlação, mas não ofereceu nenhuma prova.

Estudos fundamentais. Alguns estudos incríveis[2,3] foram conduzidos na Europa, em particular, por uma equipe espanhola em Alicante, com meu amigo Angel Nadal. Eles mostraram que a exposição in utero a bisfenol A em camundongos promoveu o desenvolvimento de resistência insulínica, transtornos da regulação da glicose e obesidade – não apenas nas mães mas também na prole masculina, possivelmente por conta de hormônios sexuais ou pela ação estrogênica do bisfenol A.

Quando adulta, a prole masculina desenvolveu resistência insulínica, transtornos da regulação da glicose e anormalidades das ilhotas pancreáticas beta. No final, eles tiveram prejuízo da secreção de insulina, resultando em resistência insulínica e transtornos de secreção pancreática, o que levou a um diabetes tipo 2 “experimental”.

Nós realmente precisamos ter medo no nosso dia-a-dia quando bebemos em um copo de plástico?

Dr. Hansel: Então estamos falando tanto sobre resistência insulínica quanto sobre alteração na secreção pancreática. Se tomarmos esses exemplos epidemiológicos e estudos experimentais que apontam para uma ligação causal provável, e extrapolarmos para o nosso dia-a-dia, não existe (e esse contrargumento é frequente) uma diferença considerável no nível de exposição a esses desreguladores endócrinos?

Você mencionou alguns acidentes epidemiológicos e alguns estudos experimentais nos quais, acredito eu, doses muito altas de desreguladores endócrinos foram administradas. Nós realmente precisamos ter medo no nosso dia-a-dia quando bebemos em um copo de plástico ou comemos alimentos de uma embalagem que foi aquecida e pode ter liberado desreguladores endócrinos? Essa exposição é semelhante à observada nesses estudos experimentais epidemiológicos?

Dr. Fénichel: Existem duas classes dos desreguladores endócrinos. Um tipo são as substâncias altamente lipofílicas, e que persistem em lençóis freáticos e tecidos adiposos, onde se acumulam. Outro são muito menos persistentes.

Por exemplo, pesticidas são muito persistentes. Se você é exposto a uma quantidade muito pequena de pesticidas, eles vão se acumular em seu tecido adiposo e serão liberados gradualmente.

Um composto como o bisfenol A, que é encontrado em plásticos, não é de todo persistente, mas você está exposto a ele todos os dias. Ele é oxidado no fígado entre duas e três horas, conjugado, e eliminado na urina. Assim, se você foi exposto pela manhã, não estará mais exposto à tarde.

No entanto, na realidade, somos expostos a ele de forma contínua, então existe sempre uma quantidade em circulação em nosso sangue. É como se você fosse exposto a grandes quantidades de bisfenol A o tempo todo, mesmo que a quantidade tenha sido pequena no início.

Impacto neurológico

Dr. Hansel: Um terceiro tópico geralmente é discutido é quanto as condições que podem estar associadas com desreguladores endócrinos. A preocupação envolve tudo na esfera comportamental e neurológica. Estou falando sobre doença de Parkinson, autismo, síndrome de hiperatividade, e assim por diante.

O que sabemos sobre relação causal?

Dr. Fénichel: A tireoide é especialmente importante para o desenvolvimento do cérebro fetal. Mulheres com hipotireoidismo grave, especialmente no início da gestação, têm filhos com transtornos mentais. O hipotireoidismo é, portanto, muito grave.

Muitos desses desreguladores endócrinos causam alterações na tireoide. Em outras palavras, eles bloqueiam a ação de hormônios tireoidianos em suas células-alvo, incluindo células cerebrais.

PCBs provavelmente têm um papel na alta incidência de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), certas formas de autismo e doenças neurodegenerativas.

Vamos analisar os bifenilos policlorados (PCBs), dos quais ouvimos muito a respeito. Os PCBs são encontrados, por exemplo, em níveis extremamente elevados nos peixes da Grã Bretanha à França porque, sendo altamente lipofílicos, acumulam em tecidos gordurosos.

Os PCBs, que foram utilizados como isolantes elétricos por muitos anos e agora estão banidos, ainda estão presentes em lençóis freáticos e no tecido adiposo de animais e humanos. Eles são antagonistas de hormônios tireoidianos. Eles bloqueiam a ação dos hormônios da tireoide em suas células-alvo, e podem bloquear o desenvolvimento do cérebro fetal.

PCBs provavelmente têm um papel na alta incidência de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, certas formas de autismo e doenças neurodegenerativas.

Em um estudo[4] conduzido em Nice, nós medimos os níveis de PCB no sangue de cordão e acompanhamos 50 crianças a cada seis meses por três anos (usando o mesmo psicólogo) para estudar a aquisição de linguagem delas. Descobrimos que, quanto maiores os níveis de PCB no sangue de cordão, mais frequentes foram os transtornos de aquisição de linguagem.

Recomendações práticas

Dr. Hansel: E agora chegamos a algumas recomendações práticas para nossos colegas, para que eles possam dar o aconselhamento correto na prática diária. Sem fazer disso uma obsessão ou fobia, o que poderia acabar causando um estresse no dia-a-dia, quais recomendações deveríamos dar aos pacientes para evitar uma exposição prejudicial a desreguladores endócrinos?

Dr. Fénichel: De forma muito simples, deveríamos dizer o seguinte:

  • O tabagismo é muito danoso para gestantes. O que é menos conhecido é que ele é prejudicial por conta dos desreguladores endócrinos do alcatrão do tabaco. Benzopireno, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos e cádmio (um metal encontrado no alcatrão do tabaco) são desreguladores endócrinos. Assim, gestantes devem parar de fumar, e seus parceiros devem parar de fumar também, por conta da exposição passiva.
  • Evitar aquecer alimentos em recipientes plásticos no micro-ondas porque eles contêm bisfenol, que o calor libera para os alimentos, e evitar cobrir a comida com envoltórios plásticos para que ela aqueça mais depressa.
  • Durante a gestação, é melhor ingerir frutas e vegetais orgânicos. Mesmo que você não saiba exatamente de onde são provenientes, você será exposta a menos pesticidas ao comer produtos orgânicos durante esse breve período de tempo.
  • Não pintar o quarto do futuro bebê durante a gestação porque a tinta contém solventes que são desreguladores endócrinos.
  • Obviamente, não utilizar pesticidas ou inseticidas no jardim.
  • Evitar alimentos e bebidas enlatadas. Muitas latas têm um revestimento de plástico para evitar que a comida ou bebida entre em contato com o metal. Esse revestimento plástico contém bisfenol A.
  • Mulheres que planejam engravidar são instruídas a utilizar ácido fólico ou vitamina B9. Apesar dessa recomendação, apenas 5% das mulheres francesas que estão planejando engravidar estão tomando ácido fólico. Por que o ácido fólico é tão importante? Ele bloqueia a metilação de genes, um mecanismo de desregulação endócrina. É um mecanismo epigenético. Então mulheres em idade fértil devem tomar ácido fólico.
  • As mulheres também devem ingerir iodo. Quanto maior a deficiência de iodo de uma pessoa e o hipotireoidismo subclínico, maior a susceptibilidade dela a desreguladores endócrinos.

Dr. Hansel: Fora da gestação, essas recomendações devem ser seguidas o máximo possível diariamente? E se você tivesse de escolher duas delas, quais seriam?

Dr. Fénichel: Além da gestação, o foco deveria ser nas crianças jovens durante o desenvolvimento, e em pacientes com câncer em quimioterapia. Certos desreguladores endócrinos, como o bisfenol, podem interferir com esses medicamentos. Isso não é amplamente conhecido, mas é importante.

Dr. Hansel: Nós podemos assumir que é necessário grande cautela durante o tratamento do câncer e naqueles com alto risco de desenvolver certos cânceres dependentes de hormônio.

Muito obrigado por seus comentários e recomendações práticas.

# Químico descobre fórmula para que todos os tipos sanguíneos sejam doadores universais

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04/07/2017

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Em torno de 3,7 milhões (o equivalente a 1,8%) de pessoas no Brasil doam sangue todos os anos.

Parece muito, mas não é.

 

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Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a média ideal seria que 2% da população fosse de doadores regulares (um pouco mais de 4 milhões).

 

O Método

Além da falta de sangue, a dificuldade é ainda maior por causa da grande variedade dos tipos sanguíneos.

E pelo fato de nem todos serem doadores e receptores universais.

 

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Por isso, cientistas passaram anos tentando descobrir uma forma econômica de resolver esse problema.

Foi então que químicos da University of British Columbia, no Canadá, entraram em ação.

 

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E conseguiram desenvolver um método para transformar todos os tipos de sangue em tipo O, ou seja, universal.

 

Sangue universal

Pesquisadores criaram uma enzima capaz de cortar as moléculas de açúcares do sangue e também os antígenos, que são substâncias encontradas nos sangues do tipo A e do tipo B.

 

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Se introduzidos com essas moléculas em organismos de tipos sanguíneos diferentes, o sistema imune produz anticorpos contra eles e rejeita a transfusão.

 

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A técnica deixa-os mais parecidos com o tipo O, conhecido como o doador universal.

 

E permite que um sangue de tipo A, por exemplo, seja colocado em uma pessoa que tenha um tipo B.

 

A criação da enzima

Para criar essa enzima foi usada uma tecnologia chamada de “evolução direta”.

 

Que insere mutações no gene responsável por organizar seu código genético, conforme diz o estudo publicado no Journal of the American Chemical Society.

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“O conceito não é novo mas era preciso tanta enzima para fazer funcionar que era impraticável”, explica Steve Whiters, professor do departamento de química da Universidade.

 

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“Agora eu estou confiante que nós podemos levar isso muito mais longe”, aponta ele.

 

Mais testes e mais pesquisas

Mas antes que o sangue alterado possa começar a ser utilizado, a enzima precisa conseguir remover todos os antígenos.

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Porque o sistema imunológico é extremamente sensível.

E apenas resíduos são suficientes para gerar uma resposta de defesa contra ele e levar a uma fatalidade.

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Mais testes e mais pesquisas ainda devem ser realizados nos próximos anos.

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Mas os cientistas acreditam que dentre 5 ou 10 anos, a técnica deve ser utilizada para tentar suprir a falta de sangue nos hemocentros.

 

Fonte: https://projetomedicina.com.br/artigos/quimico-descobre-formula-para-que-todos-os-tipos-sanguineos-sejam-doadores-universais/

El veneno de serpiente podría proporcionar un fármaco antiplaquetario más seguro (Arterioscler Thromb Vasc Biol)

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El sangrado excesivo después de una lesión es un efecto grave de los fármacos antiplaquetarios actuales.

El sangrado excesivo después de una lesión es un efecto grave de los fármacos antiplaquetarios actuales.

Investigadores han diseñado un fármaco antiplaquetario más seguro basado en un veneno de serpiente, según revela un artículo sobre su trabajo publicado en “Arteriosclerosis, Thrombosis and Vascular Biology”.

Los fármacos antiplaquetarios evitan que las células sanguíneas llamadas plaquetas se agrupen y formen coágulos de sangre y se usan ampliamente para tratar enfermedades del corazón. El sangrado excesivo después de la lesión es un efecto grave de los fármacos antiplaquetarios actuales.

Investigadores de la Universidad Nacional de Taiwán diseñaron un fármaco para interactuar con la proteína glicoproteína VI (GPVI) que se encuentra en la superficie de las plaquetas. Un estudio anterior realizado por el equipo encontró que ‘trowaglerix’, una proteína en el veneno de la serpiente de ‘Tropidolaemus waglerix’, estimulaba las plaquetas para formar coágulos sanguíneos fijándose en GPVI.

Trabajos anteriores han demostrado que las plaquetas que carecen de GPVI no forman coágulos sanguíneos en los pacientes y no conducen a sangrado severo, lo que llevó a los investigadores a pensar que el bloqueo de GPVI podría prevenir la coagulación de la sangre, evitando los efectos secundarios del sangrado prolongado.

El nuevo trabajo puede ser el primero en diseñar una molécula basada en la estructura de ‘trowaglerix’ para bloquear la actividad de GPVI. Este fármaco evitó que las plaquetas se coagularan cuando se mezclaron con sangre y a los ratones a los que se administró este nuevo medicamento tuvieron una formación de coágulos de sangre más lenta en comparación con los roedores no tratados. Además, los animales tratados no sangraron más que los no tratados.

Algunos de los fármacos antiplaquetarios actualmente disponibles se dirigen a otra proteína, las glicoproteínas IIb/IIIa. Estos fármacos se basaron en otra proteína encontrada en el veneno de serpiente, pero no se entiende completamente por qué esa diana lleva al efecto secundario de la hemorragia, explica el coautor principal Tur-Fu Huang, del Instituto de Posgrado de Farmacología de la Universidad Nacional de Taiwán.

El sangrado excesivo después de la lesión es un efecto serio de los actuales fármacos antiplaquetarios, por lo que los resultados apoyan que este diseño de la molécula puede ser una plantilla para una nueva clase más segura de fármacos antiplaquetarios con un limitado efecto secundario de sangrado, según los investigadores. Sin embargo, se necesitan más pruebas en animales y luego en los seres humanos antes de que pueda utilizarse este medicamento en pacientes.

“En general, este tipo de moléculas de diseño no duran mucho tiempo en el cuerpo, por lo que es posible que se necesiten técnicas como la formulación o el sistema de suministro para extender el tiempo de exposición en el cuerpo humano”, reconoce Jane Tseng, directora y profesora del Instituto de Posgrado de Electrónica Biomédica y Bioinformática y Centro de Investigación de Drogas de la Universidad Nacional de Taiwán. “También debe optimizarse el diseño para asegurar que la molécula sólo interactúa con GPVI y no otras proteínas que pueden causar reacciones no deseadas”, añade.

World Blood Donor Day 2017

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Blood donation during emergencies is the focus of this year’s event.

Countries across the world are today celebrating  World Blood Donor Day (WBDD).

This year’s event is focusing on the importance of donated blood to emergency health care. adequate supply of blood during emergencies requires a well-organised blood service, but in many countries, blood services face a number of challenges making sufficient blood available, while also ensuring its quality and safety.

Latest figures from the World Health Organization (WHO) show that of the 112.5 million blood donations collected globally, approximately half of these are collected in high-income countries, with a marked difference in the level of access to blood between low- and high-income countries. While the WHO recommends that all blood donations should be screened for infections prior to use, and in particular that screening for HIV, hepatitis B, hepatitis C, and syphilis should be mandatory, of reporting countries, 13 are not able to screen all donated blood for one or more of these infections.

Among the main objectives of this year’s campaign are engaging with authorities in the establishment of effective national blood donor programmes with the capacity to respond promptly to the increase in blood demand during emergencies, and ensuring worldwide dissemination of and consensus on the principles of voluntary non-remunerated donation.

Sepse associada a risco de convulsões em longo prazo

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Deborah Brauser

BOSTON — Pacientes que sobrevivem à sepse estão sob risco significativamente aumentado de convulsões em longo prazo, sugere uma nova pesquisa.

O estudo de coorte retrospectivo mostrou uma taxa cumulativa de convulsões de 6,67% entre mais de 842.000 pacientes que foram hospitalizados por sepse oito anos antes, em relação a 1,27% para uma amostra da população geral correspondente.

A análise confirmatória usando os dados do Medicare (seguro de saúde pago pelo governo americano a pacientes idosos) mostrou uma razão de taxa de incidência (RTI) de 2,18 para convulsões entre pacientes com sepse após a exclusão daqueles com acidente vascular encefálico (AVE), lesão cerebral traumática ou infecção/neoplasia do sistema nervoso central.

Além disso, a sepse foi significativamente associada a status epilepticus, resultando em hospitalização.

“Nossos resultados fornecem evidência para a hipótese de que a sepse poderia estar associada a vias que levam a lesões cerebrais duradouras, independentemente de outras lesões estruturais”, disse o Dr. Michael Reznik, do Departamento de Neurologia, Weill Cornell Medicine/Columbia University Medical Center, em Nova York, aos participantes do Encontro Anual de 2017 da American Academy of Neurology (AAN).

Posteriormente, o comoderador da sessão, Dr. Walter Morgan, do Florida Hospital, Celebration, disse ao Medscape que o estudo foi intrigante, mas que ele está “agora interessado em saber se há alguma maneira de começar a prever quem são esses pacientes”.

“Se pudermos descobrir como analisar esses casos mais detalhadamente, e talvez prever quais deles terão maior probabilidade de desenvolver convulsões, seria ótimo”, disse o Dr. Morgan.

Quem está sob maior risco?

O Dr. Reznik observou que as complicações neurológicas comuns da sepse incluem acidente vascular cerebral, doença neuromuscular e encefalopatia associada à sepse, “o que levou ao reconhecimento de disfunção cognitiva em longo prazo após a sepse”.

A resposta inflamatória e potencialmente fatal à infecção também foi anteriormente associada a risco de convulsões em curto prazo .

Para o estudo atual, “queríamos avaliar esses pacientes e descobrir se há um risco em longo prazo de desenvolver convulsões após a alta hospitalar e, em caso afirmativo, quais grupos estão sob maior risco?” disse o Dr. Reznik.

Os pesquisadores avaliaram os dados de alta hospitalar entre 2005 e 2013 de 842.735 pacientes adultos com sepse (51% homens, 65% brancos, média de idade, 69,2 anos) de pronto-socorros e hospitais de tratamento de doenças agudas em Nova York, Flórida e Califórnia.

Como parte do Healthcare Cost and Utilization Project, é atribuído ao paciente um número pessoal de associação, que permite que as hospitalizações subsequentes sejam registadas anonimamente. Nenhum dos pacientes apresentou convulsões antes ou durante a internação inicial para sepse.

Os pesquisadores também avaliaram uma coorte de pacientes internados por diagnósticos diferentes de sepse, que foram pareados ao grupo com sepse por idade, sexo, raça, seguro, tempo de internação e ano de internação, local de alta e presença de disfunção orgânica.

No grupo de sepse, 30.503 tiveram crises convulsivas no acompanhamento; 22,8% desses pacientes em relação a 16,2% daqueles sem convulsões apresentaram “sepse com disfunção neurológica” no momento da internação inicial.

Vias significativas

Para os pacientes com sepse, a taxa bruta de convulsões após alta hospitalar inicial foi de 3,62% (intervalo de confiança, IC, de 95%, 3,58% – 3,66%).

A incidência anual de convulsões foi de 1,29% (IC de 95%, 1,27% – 1,30%) para o grupo de sepse em relação a 0,16% (IC de 95%, 0,16% – 0,16%) na população geral dos três estados. Além disso, a taxa de incidência para cada um desses grupos foi de 1287,9 em relação a 158,9, respectivamente, por 100.000 pessoas-anos.

Enquanto a razão de taxa de incidência global (RTI) foi de 4,98 (IC de 95%, 4,92 – 5,04) para os sobreviventes de sepse em relação à população em geral, a razão caiu para 4,53 para pacientes com sepse e sem disfunção neurológica concomitante, mas subiu para 7,52 para aqueles no grupo de sepse que tinham esse tipo de disfunção.

As RTIs de oito anos para convulsões foram de 7,52 e 4,53, respectivamente, para pacientes do grupo de sepse com em relação aos pacientes sem disfunção neurológica.

A sepse também foi associada ao status epilepticus, de acordo com a análise de sensibilidade pré-especificada (RTI, 5,42).

Em seguida, os pesquisadores realizaram uma análise de coorte confirmatória, avaliando pacientes internados e ambulatoriais de uma amostra de 5% de beneficiários do Medicare. Ela mostrou que “internação por sepse foi novamente associada a convulsões subsequentes” (RTI não ajustada, 2,72), relatou o Dr. Reznik.

Em uma última análise post hoc de subgrupos, que foi estratificada por idade, as RTIs foram de 2,83 para os pacientes no grupo de sepse com pelo menos 65 anos de idade ou mais (IC de 95%, 2,78 – 2,88) e de 10,33 para paciente com menos de 65 anos (IC de 95 %, 10,17 – 10,49).

No entanto, o Dr. Reznik observou que “isto não quer dizer que estes pacientes mais jovens têm maior probabilidade de ter convulsões do que qualquer outra pessoa. A incidência real é maior em pacientes mais idosos”.

Os pesquisadores escrevem que os resultados gerais sugerem que “a sepse está associada a vias que levam a sequelas neurológicas permanentes”. O Dr. Reznik observou que as perguntas que persistem incluem a determinação de fatores de risco e se “haverá estratégias de proteção do cérebro no horizonte”.

“Ficar atentos”

Após a apresentação, quando o Dr. Reznik foi perguntado se alguma informação familiar estava disponível sobre os pacientes, ele respondeu: “Não, infelizmente. Isso seria algo ótimo de se ter em um estudo prospectivo”.

O Dr. Morgan comentou posteriormente que estaria interessado em saber se houve alguma exposição particular a medicamentos, especialmente antibióticos, nesses pacientes.

“Seria intrigante saber se poderíamos começar a avaliar os fatores preditivos, porque parece que obviamente há um risco aumentado com esses pacientes desenvolvendo convulsões no futuro”, disse ele. “Isso é algo que deveríamos estar pesquisando e algo que estamos perdendo no cenário clínico”.

Ele acrescentou que a questão é importante para neurologistas e clínicos de outras áreas, como a atenção primária. “Precisamos ficar atentos para isso e começar a fazer perguntas”.

O estudo foi financiado por uma doação do National Institute of Neurological Disorders and Stroke e pelo Michael Goldberg Research Fund. Dr. Reznik e Dr. Morgan declararam não possuir relações financeiras relevantes.

Encontro Anual de 2017 da American Academy of Neurology (AAN). Resumo de ciência emergente S5.003. Apresentado em 23 de abril de 2017.

Higher risk of myocardial infarction in non-O blood types

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Experts suggest blood group should be considered in risk assessment for cardiovascular prevention.

New findings presented at Heart Failure 2017 and the 4th World Congress on Acute Heart Failure at the weekend suggest non-O blood group is associated with higher risk of cardiovascular events.

A meta-analysis of prospective studies of  1,362,569 individuals found having a non-O blood group is associated with a 9 per cent increased risk of both coronary events and combined cardiovascular events. Analysis of fatal coronary events did not show a significant difference between people with O and non-O blood groups.

Lead author Tessa Kole said more research is needed to identify the cause of the apparent increased cardiovascular risk in people with a non-O blood group. She added: “In future, blood group should be considered in risk assessment for cardiovascular prevention, together with cholesterol, age, sex and systolic blood pressure. It could be that people with an A blood group should have a lower treatment threshold for dyslipidaemia or hypertension, for example. We need further studies to validate if the excess cardiovascular risk in non-O blood group carriers may be amenable to treatment.”

European Commission publishes guidance on the use of blood products

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The documents provide practical guidance on implementing a patient blood management system as a new standard of care

Last month, results from a comprehensive five-year Patient Blood Management (PBM) programme in Western Australia were published in Transfusion detailing how the implementation of the programme led to reductions in hospital mortality, average hospital length of stay, hospital-acquired infections and incidences of heart attack or stroke. The use of blood products also decreased by 41 per cent during the study period.

The European Commission has now published two new guides on patient blood management, one aimed at hospitals and another at health authorities , and says it hopes the development of these guides will “enhance the efforts of health authorities and professionals across the EU to achieve similar results”.

It says while blood transfusion is still considered first-line treatment for anaemia and/or blood loss, a large body of clinical evidence shows that in many clinical scenarios, both anaemia and blood loss can be effectively treated with a series of evidence-based measures to better manage and preserve a patient’s own blood. It adds, the high prevalence of untreated pre-operative anaemia, the unmet need for improved bleeding management, and a liberal transfusion practice, all point towards huge potential to improve outcome through rationalisation of transfusion.