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#Apneia do sono poderá estar associada a doença de Alzheimer

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Fonte de imagem: Medical News Today

A apneia do sono poderá estar associada a um risco mais elevado de demência, nomeadamente doença de Alzheimer, indicou um novo estudo. 

O estudo, que foi conduzido por Diego Carvalho e equipa da Clínica Mayo em Rochester, EUA, procurou analisar a potencial relação entre a apneia do sono e a presença de proteína tau no cérebro, um dos biomarcadores da Alzheimer.

Diego Carvalho avançou que muitas pessoas que sofrem de apneia do sono desconhecem ter a doença.

Para determinar a presença de apneia do sono, a equipa recrutou 288 pessoas com 65 anos ou mais de idade, sem sinais de incapacidade cognitiva, e pediu aos seus companheiros de sono que estivessem atentos a episódios de falha de respiração durante a noite.

Adicionalmente, os investigadores analisaram a presença da proteína tau no cérebro dos participantes através de tomografia por emissão de positrões (PET), especialmente na região do córtex entorrinal. Esta região é responsável pela memória, perceção temporal e espacial e apresenta maior tendência para acumulação de tau.

O processo de monitorização do sono noturno revelou que 43 participantes tinham experienciado episódios de apneia. Estes participantes possuíam níveis de tau no córtex entorrinal 4,5% mais elevados do que os participantes sem apneia do sono. Este aumento manteve-se após considerados fatores como idade, sexo, outros problema de sono e saúde cardiovascular.

Como resultado, os investigadores concluíram haver indícios de uma ligação entre a apneia do sono e uma maior acumulação de tau no cérebro.

Contudo, disse Diego Carvalho, poderá verificar-se o contrário: “é também possível que os níveis mais elevados de tau noutras regiões possam predispor uma pessoa para a apneia do sono”.

 

BS

# Álcool reduz cérebro do jovens

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Reduz a memória e causa problemas cognitivos. Beber na adolescência tem graves consequências e a investigadora norte-americana, Susan Tapert, revela que estão neste momento a fazer um estudo com quase 12 mil jovens para perceber os impactos a longo prazo

 

Uma simples saída à noite, em que um adolescente beba cinco ou mais bebidas, pode ter consequências a longo prazo, revela a investigadora Susan Tapert. A norte-americana começou a estudar o tema no final dos anos 90 e depois várias investigações sobre os efeitos no funcionamento do cérebro, concluiu que o álcool contruibui para a redução da matéria cinzenta – região no cérebro responsável por funções tão importantes como a memória ou a comunicação

Num dos seus estudos, publicado na revista científica American Journal of Psychiatry, Susan Tapert, da Universidade da Califórnia, avaliaram jovens que nunca tinha consumido, entre os 12 e os 14 anos, que nunca tinham consumido bebidas alcoólicas e acompanharam-nos durante oito anos. Os investigadores analisaram as várias partes do cérebro e concluiram que o córtex frontal e temporal encolheu nos jovens que começaram a beber.

Susan Tapert continua a estudar o tema e revela que estes efeitos são reversíveis. A psicóloga explica ainda que está neste momento a fazer um trabalho com quase 12 mil jovens para perceber os efeitos a longo prazo.

Porque decidiu estudar o impacto do álcool no cérebro dos adolescentes?
Porque é um comportamento muito comum nos jovens em muitos países e queria perceber como isto influenciaria os processos de desenvolvimento que ocorrem no cérebro num estádio tão crítico da vida das pessoas – a adolescência.

Como é que o álcool tem impacto nas estruturas do cérebro? 
Já fizemos vários estudos que sugerem que começar a beber cerca de cinco ou mais bebidas (numa ocasião) repetidamente na adolescência está relacionado com um aumento do ritmo de redução da matéria cinzenta e uma falta de crescimento da matéria branca no cérebro, na fase mais tardia da adolescência. Também verificámos que os jovens que bebem desta forma tendem a ter uma pior performance nos testes de raciocínio e de memória, e têm mais probabilidade de apresentar sintomas de depressão e ansiedade.

Como mediram este impacto?
Nos nossos estudos, medimos a influência do álcool no cérebro usando ressonância magnética para examinar a massa cinzenta, a massa branca e o funcionamento do cérebro. Usamos a ressonância porque é muito segura e oferece uma boa resolução, ou seja, imagens nítidas. Também usamos avaliações neuropsicológicas e medidas estandardizadas do funcionamento da saúde mental para ajudar a compreender a relação entre o cérebro e o dia-a-dia.

Qual foi a conclusão mais surpreendente do vosso estudo?
Percebemos que mesmo com poucos episódios de binge (ou seja, beber numa ocasião cinco ou mais bebidas) estão relacionados com alterações no cérebro, na atividade cognitiva, no humor e em particular naqueles que bebiam tanto que tinham ressacas.

A exposição às neurotoxinas do álcool, durante a adolescência, causam problemas cognitivos na idade adulta?
Quando cruzámos as nossas descobertas com outros estudos que foram feitos, percebemos que beber várias bebidas na adolescência está relacionado com as alterações no desenvolvimento do cérebro, que podem resultar em problemas quanto à maior flexibilidade cognitiva, na aprendizagem e na retenção de novas informações, no processo visual-espacial, que nalguns casos pode persistir até à idade adulta.

Estes efeitos pode ser reversíveis? 
Percebemos que estes efeitos foram revertidos nos casos em que eles deixaram de beber ou reduziram o uso, mas nalguns casos, continuámos a observar défices cognitivos que resultaram situações em que beberam em grandes quantidades. Estamos a organizar estudos para percebermos melhor como podemos ajudar neste processo de recuperação e ao identificarmos quem corre maior risco.

O tamanho e o tipo de estruturas cerebrais, em adolescentes que bebem, são anormais? 
Estamos a conduzir um grande estudo, com 11.875 jovens, que nos vão ajudar a compreender melhor os efeitos e qual é o impacto nas diferentes crianças e adolescentes. Esperamos encontrar respostas que nos ajudem nestas importantes questões.

Sabado.pt

#Antibiotiques, la fin du miracle ?

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« Antibiotiques, la fin du miracle ? » : l’antibiorésistance, menace sanitaire mondiale

Un documentaire alerte sur la « fin du miracle » des antibiotiques, due notamment à leur utilisation excessive.

 

Des cultures de micro-organismes créées dans une boîte de Petri.
Des cultures de micro-organismes créées dans une boîte de Petri. BROADVIEW

Si les antibiotiques ont révolutionné la médecine et sauvé des millions de vies en luttant contre les maladies infectieuses, leur utilisation excessive les a rendus au fil du temps moins efficaces. Au point que la résistance à ces médicaments représente aujourd’hui un grave danger sanitaire.

En mai 2016, l’économiste Lord Jim O’Neill, alors secrétaire d’Etat britannique au commerce, tirait la sonnette d’alarme dans un rapport très remarqué. Si aucune ­mesure d’envergure n’était prise, disait-il, le nombre des décès liés à la résistance aux antibiotiques pourrait atteindre 10 millions par an dans le monde d’ici à 2050. S’y ajouterait un coût de 100 000 milliards de dollars (88 400 milliards d’euros) en termes de perte de production mondiale, soit plus que le produit intérieur brut mondial.

C’est par ces prédictions glaçantes que le réalisateur Michael Wech ouvre son film. Didactique, son documentaire rappelle que les antibiotiques sont apparus avec la pénicilline, découverte en 1928 par l’Ecossais Alexander Fleming, qui dès 1943, pointa du doigt le développement de résistances découlant de l’utilisation excessive de ce médicament. La mise en garde ne fut pas entendue.

Pendant plusieurs décennies, les médecins du monde entier s’en sont remis à ces molécules pour traiter des affections jusqu’à présent incurables, à l’instar du docteur David Cromwell qui, pendant la guerre du Vietnam, a traité ainsi les soldats souffrant de blennorragie. Sans se douter que cette maladie sexuellement transmissible, que les soldats américains contractaient majoritairement au contact de prostituées, deviendrait un jour « plus difficile, voire parfois impossible » à traiter du fait de la résistance aux antibiotiques.

Mauvaises pratiques

Le film montre que ce phénomène a été amplifié par de mauvaises pratiques, notamment dans le secteur de l’élevage intensif. Très utilisés par les agriculteurs industriels pour accélérer la croissance des animaux, les antibiotiques finissent par se retrouver dans l’assiette du consommateur, puis dans leur organisme, ce qui contribue à renforcer la résistance des bactéries.

La découverte du phénomène n’est pas nouvelle : dès 1976, le gouvernement de Jimmy Carter proposait de réguler l’usage des antibiotiques dans l’agriculture. Sans succès, les membres du Congrès, financés par les lobbies de l’agroalimentaire, s’opposant fermement à toute mesure de ce genre. Aujourd’hui, aux Etats-Unis, 80 % de la production d’antibiotiques – les mêmes que ceux administrés aux humains – est destinée à l’élevage.

La situation n’est guère plus encourageante ailleurs : en Allemagne, trois des huit antibiotiques « de dernier recours », théoriquement réservés à la médecine humaine, sont déjà utilisés dans l’élevage ; au Bangladesh et en Inde, de nouveaux types de résistance les rendent totalement inopérants.

Les interventions convaincantes de microbiologistes de renom, mais également de patients, donnent à voir l’étendue de cette crise mondiale des antibiotiques. Si les Nations unies ainsi que certains Etats, dont la Chine, ont pris la mesure de l’urgence de la situation, celle-ci est aggravée par la réduction des efforts de recherche consacrés à de nouveaux antibiotiques par l’industrie pharmaceutique, qui a préféré se tourner vers d’autres secteurs plus prometteurs : le dernier antibiotique a été lancé sur le marché en 1984.

 

 

Antoine Flandrin, LeMonde

#Un #desayuno equilibrado debe aportar el 20% de los #nutrientes diarios recomendados

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La propuesta de un desayuno adecuado debe aportar entre 300-500 kcal para sujetos sanos (15-25% de la energía total diaria en una dieta de 2.000 kcal.), según un documento internacional presentado por la FEN en el Día Nacional del Desayuno.

Propuesta de desayuno en el informe ‘Conclusiones de la Iniciativa Internacional de Investigación sobre el Desayuno. Recomendaciones nutricionales para un desayuno adecuado’, en el que ha participado la FEN.

 

Un desayuno adecuado debe aportar entre 300-500 kcal para sujetos sanos (entre el 15 y el 25% de la energía total diaria basada en una dieta de 2.000 kcal.). Este es una de los consejos del segundo informe realizado por la Fundación Española de la Nutrición (FEN), con el título Conclusiones de la Iniciativa Internacional de Investigación sobre el Desayuno. Recomendaciones nutricionales para un desayuno adecuado, que se ha presentado a propósito del Día Nacional del Desayuno (DND), una iniciativa de la FEN con la participación de la Real Academia de Gastronomía (RAG).

El documento cuenta con los principales mensajes de la Iniciativa Internacional de Investigación sobre el Desayuno –International Breakfast Research Initiative (IBRI)-, en la que la  FEN  ha aportado los datos  de España, un apartado sobre la variedad  de alimentos  y raciones para esta ingesta, además de ideas de menús completos para un mes.

 

Según ha explicado Gregorio Varela Moreiras, presidente de la FEN y catedrático de Nutrición y Bromatología de la Universidad CEU San Pablo, el desayuno “debe ser variado, cubriendo con ello, de media, el 20% de la recomendación diaria para los nutrientes, aplicando mayores o menores porcentajes, en función de los valores medios nacionales obtenidos y su adecuación a las recomendaciones”.

Además, el desarrollo de recomendaciones específicas para cada nutriente puede ayudar a desarrollar estrategias de salud públicaen nutrición y lograr mejorar la composición de alimentos en la primera comida de la mañana a la vez que puede ayudar a los consumidores a tomar decisiones más saludables.

Consejos sobre alimentos y raciones en el desayuno

El informe también consta de un apartado sobre variedad de alimentos y raciones, en la que se recomienda que para llegar a las recomendaciones de la iniciativa, un desayuno debe ser variado y preferiblemente debe incluir 4  grupos de  alimentos,  donde  los  lácteos, la fruta y los cereales deben ser los tres grupos prioritarios.

Pero  también se ofrecen opciones a elegir para aquellas personas que por causa de una patología y/o hábitos culturales no consuman ciertos grupos de alimentos, puedan realizar una alimentación adecuada que permita alcanzarlas recomendaciones de nutrientes.

Análisis en 6 países

La Iniciativa presentada tiene como objetivo proporcionar un análisis sobre la ingesta del desayuno en seis países (EE. UU., Canadá, Reino Unido, Dinamarca, Francia y España), además de ofrecer unos principios para desarrollar las recomendaciones de nutrientes tanto para población infantil y adolescente, como para adultos y mayores. Las conclusiones han sido publicadas en un número especial de la Revista Nutrients. En dicho suplemento, cada país participante ha desarrollado una publicación científica basada en sus propios resultados de datos de sus encuestas nacionales.

#La schizophrénie ?

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schizophrenie
Sommaire

 

La schizophrénie est une maladie psychiatrique qui touche près d’1 personne sur 100. Les personnes atteintes ne sont plus dans la réalité et souffrent d’épisodes aigus psychotiques. Les symptômes de cette maladie chronique sont sévères et variables. Ils se déclarent généralement entre 15 et 25 ans. Les symptômes les plus fréquents sont des délires et des hallucinations. La schizophrénie nécessite un traitement à vie.

Souvent, la personne atteinte de schizophrénie rencontre des difficultés sociales. Notamment parce que cette maladie reste méconnue et inquiète. Le grand public pense que ces malades sont dangereux. Pourtant les personnes schizophrènes ont une agressivité qu’elles retournent la plupart du temps contre elles-mêmes et non pas contre les autres.

La schizophrénie ne correspond pas un dédoublement de la personnalité.  Schizo signifie en grec « scinder » et phrénie, « esprit ». Mais cette dissociation de l’esprit correspond à celui des émotions et de la pensée, pas à celui de la personnalité.

La schizophrénie n’est pas une maladie rare puisqu’elle concernerait environ 1 % de la population mondiale. On compterait ainsi 400 000 malades en France, avec 10 000 nouveaux cas par an.

Causes

Les causes de la schizophrénie sont méconnues. Les chercheurs mettent souvent en avant plusieurs causes, génétiques et environnementales, pour expliquer le développement de la maladie. Ainsi, certains neurotransmetteurs comme la dopamine et le glutamate sont pointés du doigt, tout comme une structure particulière du cerveau. La consommation de cannabis serait elle aussi responsable de l’élévation du risque de développer une schizophrénie.

Complications

La maladie présente un visage très différent d’une personne à une autre. Il en est de même pour les complications, qui peuvent elles aussi être très variables. Non traitée, la schizophrénie peut entraîner une dépression, des angoisses, des phobies, des conflits familiaux, une consommation de drogue ou d’alcool, un isolement social ou encore des tentatives de suicide.

Les malades connaissent des phases aigües, c’est-à-dire une période pendant laquelle leur qualité de vie est très dégradée, et des périodes plus “calmes”. Les personnes schizophrènes ont un risque élevé de suicide. Les bouffées délirantes peuvent êtres un des premiers symptômes. Une hospitalisation est souvent nécessaire lors de leur apparition.

Ainsi, les symptômes de cette maladie sont très variables d’une personne à l’autre. Certains sont dits positifs (et sont les plus impressionnants, il s’agit des hallucinations par exemple) et d’autres négatifs (retrait social, isolement…). Parmi les symptômes les plus fréquents, on peut citer :

  • Délires
  • Hallucinations, visuelles et auditives principalement
  • Angoisses
  • Troubles du sommeil
  • Manque de motivation
  • Sentiment de persécution, paranoïa (les personnes qui en souffrent ont l’impression que certaines personnes leur veulent du mal)
  • Sentiment d’insécurité
  • Impressions étranges, idées envahissantes
  • Troubles de la pensée
  • Obsessions, phobies
  • Discours incohérents
  • Manque de réaction, d’émotion
  • Comportements imprévisibles
  • Difficultés à communiquer
  • Oubli des tâches du quotidien (habillement, ménage, toilette corporelle….)
  • Isolement
  • Dépression
  • Difficulté à distinguer ce qui est réel de ce qui ne l’est pas

Les facteurs de risque sont très divers. Avoir un parent atteint de la maladie augmenterait les risques. Une exposition à un virus, comme par exemple le virus grippal, au cours de la vie intra-utérine serait un autre facteur de risque. De son côté, une équipe de l’Inserm 1 a par exemple observé, après avoir analysé 13 études sur le sujet, l’effet de l’âge du père sur l’apparition de la maladie. Les scientifiques ont montré que le risque augmentait avec l’âge, à partir de 35 ans, avec un risque multiplié par deux à cet âge, puis par quatre à 50 ans. D’autres chercheurs étaient déjà arrivés aux mêmes résultats, certains montrant également un lien entre l’âge et les troubles bipolaires et entre l’âge et l’autisme. Enfin, la consommation de cannabis pourrait elle aussi doubler le risque de schizophrénie.

Personnes à risque

La schizophrénie touche tous les milieux, et autant les hommes que les femmes. Toutefois, la maladie se développerait plus tôt chez les hommes (entre 15 et 25 ans contre 20 et 30 ans chez les femmes) et serait plus invalidante.

schizophrénie est une maladie chronique qui nécessite la prise d’un traitement à vie. Il associe la prise de médicaments à un suivi psychothérapique et psychosociale. Lorsque les symptômes sont importants, en période aiguë de la maladie notamment, une hospitalisation peut être nécessaire. Aujourd’hui, certains patients obtiennent une rémission durable grâce aux traitements.

Les médicaments les plus fréquemment prescrits sont les antipsychotiques. Ces médicaments n’engendrent pas une guérison mais ils permettent de réduire les symptômes de la maladie et donc d’améliorer la qualité de vie des malades. Leurs effets sont en général visibles après quelques semaines de traitement. Ensuite, les équipes médicales chercheront les doses efficaces les plus faibles.

Les antipsychotiques peuvent être associés à des anxiolytiques, des thymorégulateurs (régulateurs de l’humeur) et des antidépresseurs. Mais les traitements médicamenteux proposés peuvent parfois avoir des effets secondaires importants, ce qui ne favorise pas leur prise régulière (qui est pourtant nécessaire pour un bon contrôle de la maladie). Il est fréquent que les personnes malades arrêtent leur traitement au bout de quelques mois, dès que les symptômes diminuent, et rechutent ensuite. En cas de mauvaise observance du traitement, les médecins peuvent proposer, pour remplacer les pilules prises par voie orale, des produits injectables à longue durée d’action.

Il existe d’autres traitements, proposés en cas d’intolérance, de contre-indications ou de résistance aux antipsychotiques. Il s’agit par exemple  de sismothérapie (traitement par électrochocs ou électroconvulsivothérapie). Cette dernière peut aussi être proposée, dans certains cas, en plus de la prise d’antipsychotiques.

Prévention

Il n’existe pas de moyens pour prévenir cette maladie. Il est cependant important que la schizophrénie soit prise en charge dans les meilleurs délais, dès l’apparition des premiers symptômes. La mise en place d’un traitement rapide le rend plus efficace. Les symptômes peuvent êtres contrôlés plus rapidement, ce qui peut limiter les complications sur le plus long terme.

La schizophrénie est une maladie chronique qui évolue généralement par phases aiguës dans les premières années et qui se stabilise, à l’aide de médicaments, avec des symptômes résiduels d’intensité variable selon les individus. Bénéficier d’une prise en charge médicamenteuse rapide dès la manifestation des premiers symptômes psychotiques favorise un bon pronostic.

Si vous souffrez ou si quelqu’un de votre entourage est atteint de schizophrénie, il est important de savoir que sur le plan social ou professionnel, il existe des interventions psychosociales. Elles sont basées sur des programmes de réhabilitation, visant à apprendre au malade à mieux se gérer au quotidien, comme par exemple à mieux utiliser les moyens de transport ou à exécuter des petits travaux utiles pour la collectivité.

Aussi, faire un travail psychothérapeutique vous permettra d’obtenir des effets psychiques bénéfiques, ce qui vous aidera à mieux faire face aux difficultés de la vie quotidienne.

Il est difficile aussi pour les proches de vivre avec une personne atteinte de schizophrénie, ainsi, afin de mieux comprendre la nature de la maladie et d’apprendre à réduire leurs angoisses, des séances de psychoéducation familiale peuvent être mises en place par un professionnel de santé. Dans ce cadre, le médecin peut demander aux proches de tenir un petit journal sur le comportement et le discours du patient pendant l’intervalle des entretiens, permettant à l’entourage de mieux gérer le malade et au médecin d’identifier l’évolution de la maladie (les signes et les rechutes).

Il faut néanmoins souligner que ces types d’interventions ne doivent non pas être considérés comme une alternative au traitement pharmacologique, mais comme des prises en charge complémentaires utiles à la fois au patient et à ses proches.

Laure Deflandre

Rédacteur scientifique : Marine Corniou
Médecin réviseur : Laure Deflandre
Date de mise en ligne : janvier 2015

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#Portugueses descobrem molécula que faz as células andar para trás no tempo

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Uma equipa do Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, descobriu uma molécula que ajuda a reverter células adultas – e velhas – em células com a enorme plasticidade das embrionárias. Por que é isto importante? Porque é muito difícil fazê-lo em células envelhecidas. A regeneração de tecidos doentes ficou agora um pouco mais facilitada.

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Cortes de teratomas criados pela equipa em ratinhos, com osso, tecido nervoso, músculo ou pêlos TÂNIA CARVALHO

Uma equipa de investigadores portugueses, do Instituto de Medicina Molecular (IMM) João Lobo Antunes, em Lisboa, descobriu que a manipulação de uma determinada molécula de ARN (ácido ribonucleico) é essencial para levar as células a andar para trás no tempo – passando de adultas, já especializadas e diferenciadas como as da pele, do coração ou do cérebro, para células semelhantes às dos embriões, com a extraordinária capacidade de se tornarem qualquer tecido do corpo.

Entremos pois numa máquina do tempo biológica. Do que se está aqui a falar é mesmo disso, da possibilidade de regressar a um passado distante das células, quando estavam numa fase inicial de desenvolvimento embrionário. Os resultados desta reprogramação de células adultas – mais: e já envelhecidas – em células com características das células estaminais dos embriões foram agora publicados pela equipa portuguesa na revista científica Nature Communications.

Todas as células do organismo sofrem um processo gradual de envelhecimento que pode contribuir para o aparecimento de várias doenças, refere um comunicado de imprensa do IMM sobre o trabalho. Uma forma de combater as doenças associadas ao envelhecimento, diz-se ainda, poderá ser através da regeneração celular.

Só que as células adultas envelhecidas tendem a ser muito resistentes a manipulações que visam a sua reprogramação celular. Ora no IMM, a equipa liderada por Bruno de Jesus e Maria do Carmo Fonseca descobriu que células retiradas da pele de ratinhos envelhecidos produziam muito maior quantidade de uma molécula de ARN do que células de ratinhos jovens. E, ao reduzir-se a quantidade deste ARN, degradando-o, viram que se tornava muito mais fácil fazer a reprogramação das células velhas.

Na senda de um Nobel

Vamos por partes. Contidas na molécula de ADN estão todas as instruções com que se constroem os seres vivos, e que depois são “traduzidas” através de outra molécula, o ARN. Muitos genes, tal como o seu ARN, resultam na formação de proteínas. Noutros casos, esses genes e o seu ARN não são o código de fabrico de proteínas; o que fazem é regular o funcionamento de outros genes.

PÚBLICO -

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Da esquerda para a direita, grande parte da equipa: Tânia Carvalho, Sérgio Marinho, Maria do Carmo Fonseca, Bruno de Jesus e Catarina Vale IMM

Dada esta explicação, a equipa de cientistas, toda portuguesa e do IMM,  começou por fazer um rastreio de moléculas de ARN não codificantes de proteínas. Queriam identificar diferenças entre células muitíssimo jovens (ainda embrionárias), células adultas e células envelhecidas. Graças a essas comparações, chegaram ao ARN ligado ao gene Zeb2-NAT. Este gene tem como função regular um outro gene que, esse sim, codifica uma proteína, o Zeb2. Quanto mais ARN do Zeb2-NAT há nas células, mais proteínas existem também do (segundo gene) Zeb2.

“Vimos que o que distinguia uma célula adulta de uma célula envelhecida era o nível dessa molécula de ARN. Se tirarmos esse ARN das células velhas, elas parecem-se mais com células novas? Vimos que sim”, explica-nos Bruno de Jesus. Mais: “O ARN que estudámos (do Zeb2-NAT) aumentava com a idade [das células], e a remoção desse ARN em células velhas levou a que adquirissem algumas características de células jovens, como a capacidade de serem ‘reprogramadas’”, conta o bioquímico de 37 anos.

É preciso também dizer que os cientistas portugueses seguiram na senda da descoberta do japonês Shinya Yamanaka (da Universidade de Quioto), que em 2006 identificou quatro genes que mantinham as células imaturas. Recorrendo a vírus, Yamanaka introduziu esses genes (Sox2, Klf4, cMyc, Oct4) em células adultas e isso forçou-as a reverterem-se para células estaminais pluripotentes. Conhecidas como “células estaminais pluripotentes induzidas”, esta descoberta valeu a Yamanaka, em 2012, o Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina.

E agora a equipa de Bruno de Jesus (utilizando já ratinhos alterados geneticamente por uma outra equipa para activarem aqueles quatro genes) procurou aperfeiçoar a técnica de reprogramação celular dos japoneses. Porque, precisamente, essa técnica não funciona bem quando as células adultas estão envelhecidas. “Esses genes são necessários para a reprogramação celular, no entanto em células muito velhas o processo ou é muito ineficiente ou não ocorre de todo”, explica o investigador português. “Mas vimos que, ao diminuírem os níveis do ARN do gene Zeb2-NAT nas células velhas, elas tinham mais facilidade em serem convertidas em células pluripotentes.”

Para verificar se as células da pele velhas tinham realmente andado para trás no tempo celular, até se tornarem células estaminais pluripotentes induzidas, rejuvenescendo-se, a equipa portuguesa fez mais experiências. Injectou-as debaixo da pele de ratinhos. Se viessem a formar um teratoma, um tumor constituído por vários tipos de células e tecidos diferenciados, queria dizer que essas células tinham de facto capacidades pluripotentes. E foi o que aconteceu.

PÚBLICO -

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Cortes de teratomas criados pela equipa em ratinhos, com osso, tecido nervoso, músculo ou pêlosTÂNIA CARVALHO

Nos teratomas formados nos ratinhos, os cientistas puderam observar osso, tecido nervoso, músculo ou pêlos. Um teratoma, diz Tânia Carvalho, a patologista da equipa, tem características extraordinárias. “Por comparação com outros tumores, por exemplo da mama, do cólon ou do pulmão, que apresentam características particulares destes mesmos tecidos, o teratoma tem origem em células germinativas com capacidade para se transformar em muitos tecidos diferentes, como pêlos, osso, cartilagem, músculo e tecido nervoso. Será quase como se de uma minipessoa se tratasse, ainda que muito desordenada”, explica a investigadora.

“Fizemos com que fosse possível reverter células adultas envelhecidas em células pluripotentes”, resume por sua vez Bruno de Jesus. “Estes resultados são um avanço importante no sentido de virmos a ser capazes de regenerar tecidos doentes em pessoas idosas”, adianta, agora citado no comunicado.

O que se segue agora no trabalho? “Os próximos passos serão ver se há um paralelismo com as células humanas, ver se há outras moléculas (outros ARN não codificantes) com funções semelhantes e testar o papel desses ARN quer na reprogramação celular quer na capacidade dessas células para formarem tecidos (capacidade de diferenciação)”, responde o investigador.

No Japão, já se transplantaram para os olhos de doentes com degenerescência macular da idade células da retina, geradas a partir de estaminais pluripotentes induzidas, que por sua vez tinham sido criadas a partir da pele. Num caso, em 2017, as células da pele vinham de um dador, noutro, em 2014, eram do próprio doente – o que remete para a questão de quando, afinal, poderemos ver um uso médico alargado destas células. “A translação para a clínica é sempre um passo moroso”, salienta Bruno de Jesus, considerando, no entanto, os dois casos no Japão como passos importantes.

Mas ainda há problemas a ultrapassar, como os relativos à qualidade das células estaminais pluripotentes. “A qualidade e a quantidade estão relacionadas com o envelhecimento da célula original, ou seja, quanto mais ‘danificado’ estiver o tecido, menos células estaminais pluripotentes conseguimos obter. O nosso trabalho foca-se nessa parte inicial, numa optimização do protocolo de reprogramação celular. Descreve uma dessas barreiras que aparecem com o envelhecimento.”

Ainda que haja um longo caminho a percorrer até ao uso habitual destas células em tratamentos médicos – outro problema é o risco de se tornarem cancerosas –, o avanço da equipa portuguesa tornou agora essa possibilidade mais real.

 

Publico.pt

#New Guidelines Back off Aspirin for Primary Cardiovascular Prevention

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By Kelly Young

Edited by Susan Sadoughi, MD, and André Sofair, MD, MPH

New guidelines say that daily, low-dose aspirin should be used infrequently to prevent primary cardiovascular disease. The American College of Cardiology and the American Heart Association conclude that aspirin should be reserved for people with the highest cardiovascular risk and the lowest risk for bleeding.

The guideline categorically recommends against aspirin use in those over age 70 and in those at high risk for bleeding, such as patients with chronic renal disease or thrombocytopenia. The guidelines were published in JACC and Circulation and presented at ACC’s annual meeting.

Among the groups’ other recommendations:

  • For patients with type 2 diabetes and other cardiovascular risk factors, metformin is the first-line treatment. GLP-1R agonists and SGLT-2 inhibitors may now be considered to help reduce CVD risk.
  • Adults should aim to get at least 150 minutes of moderate or 75 minutes of vigorous physical activity a week, which is consistent with prior guidance.
  • Statins are recommended with lifestyle changes for patients with elevated LDL levels (at or above 190 mg/dL), type 2 diabetes, or other cardiovascular risk factors.

Guideline in JACC (Free)

NEJM