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Mês: fevereiro 2017

How Dopamine Affects Learning

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How Dopamine Affects Learning: Researchers Measure Near-Continuous Dopamine Activity In Parkinson’s Patients

Brain
Dopamine plays an important role in several brain functions, including learning and memory. Pixabay, public domain

Dopamine is a chemical in the brain that’s produced when we experience a pleasing reward; it’s also closely tied to feelings of falling in love, as well as substance abuse. The neurotransmitter plays quite an important role in learning as the higher levels of it allow the brain to pick up and retain more information. The absence of it, meanwhile, leads to an inability to concentrate on information or remember it later.

Researchers from Virginia Tech’s Carilion Institute have known about dopamine’s link to learning for some time, but they wanted to dig a little deeper in a new study. Using high-end technology, the researchers examined dopamine levels in Parkinson’s patients who were undergoing brain surgery at a rate a thousand times faster than previously recorded in humans. Their results led them to believe that their past understanding of dopamine was quite limited — it in fact played a larger role in learning and mental disorders like depression than previously believed.

“More than 20 years of research in nonhuman model organisms has painted a very specific picture of the suspected role of dopamine in guiding human behavior,” Read Montague, director of the Human Neuroimaging Laboratory at the Virginia Tech Carilion Research Institute and an author of the study, said in the press release. “And now, with these first-of-their-kind measurements, made directly in humans, we’ve discovered that this picture was woefully incomplete.”

The researchers worked with Wake Forest University Health Science neurosurgeons, examining dopamine levels in participants who had Parkinson’s disease. During the study, the researchers focused on Parkinson’s patients who were undergoing surgery to implant deep-brain stimulation electrodes. They chose Parkinson’s as it’s a disease that involves “a system… falling apart in their brains,” Ken Kishida, an author of the study, said in the press release. “Parkinson’s disease is characterized by the death of dopamine-releasing neurons, and we’re trying to understand the underlying mechanisms of the disease process.”

The 17 Parkinson’s patients who volunteered to have their dopamine signals measured during surgery offered the researchers a unique chance to study something that has never been analyzed at this level before. And the technology they used — a carbon fiber electrode placed in the striatum, near the center of the brain — was a quick and cutting-edge way to measure far more details than ever before. With the electrode and fast-scan cyclic voltammetry, which measures near-continuous chemical activity in the brain, the researchers monitored dopamine fluctuations in the patients as they consciously played an investment game during surgery.

Interestingly, the dopamine in these patients showed no ups or downs. “We analyzed the dataset of about a thousand pulses of dopamine, and it was flat,” Montague said. “The signals did not distinguish between a positive reaction and a negative one.”

The details they examined later revealed new information about how dopamine works in Parkinson’s patients. Past research showed that dopamine signals could tell when a person expects a reward, and whether the person receives the reward. But their newest study proved there was far more to the picture than that. The dopamine pulses seemed to combine information about what could have happened to the info and what actually happened, creating “an entirely new way of viewing the role of dopamine signaling in the human brain.”

“We found that dopamine tracks two factors,” Montague said, “what happened and what could have happened. Our dopamine neurons appear to track whether something could have been better or worse, and this information is encoded by the rapid changes in dopamine release. These findings may start to reveal, in computational terms, what’s missing in the dopamine system of Parkinson’s patients.”

Further research would continue exploring how dopamine impacts reward-guided decision-making in learning, with possible implications for depression, addiction, and other neurological and psychiatric disorders. “The ability to make this kind of measurement is a breakthrough,” Montague said. “These precise, real-time measurements of dopamine-encoded events in the living human brain will help us understand the mechanisms of decision-making in health and disease.”

Source: Montague R, Kishida K, et al. Proceedings of the National Academy of Sciences. 2015.

Câncer de Bexiga: Quando suspeitar da doença? (Conduta médica em Urologia)

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Câncer de Bexiga: Quando suspeitar da doença? (Conduta médica em Urologia)

Este conteúdo deve ser utilizado com cautela, e serve como base de consulta. Este conteúdo é destinado a profissionais de saúde. Pessoas que não estejam neste grupo não devem utilizar este conteúdo.

Quadro inicial: O sintoma mais comum é hematuria, que normalmente é intermitente, indolor e presente em toda micção. Hematuria indolor (macro ou microscópica), embora os sintomas irritativos miccionais (frequência, urgência, disuria) possam ser a manifestação inicial. Em alguns pacientes, as metástases darão os sintomas iniciais.

Hematuria macroscópica: O padrão de hematuria pode sugerir seu sítio de origem:
• Hematuria ocorrendo principalmente no início de micção sugere causa uretral;
• Hematuria terminal com sangue que aparece ao final do esvaziamento, em geral, tem origem a partir do colo da bexiga ou uretra prostática;
• Hematuria ocorrendo em toda a micção pode ter origem em qualquer parte do trato urinário, incluindo bexiga, ureteres e rins.

Dor: A dor associada com câncer de bexiga é geralmente o resultado de tumores localmente avançados ou metastáticos:
• Dor lombar pode resultar de uma obstrução do ureter pelo tumor em qualquer nível (bexiga, ureter retroperitoneal ou pelve renal).
• Apesar da obstrução ser geralmente associada com doença musculoinvasiva, grandes tumores não invasivos no orifício ureteral podem também causar sintomas.
• A dor é semelhante aquela experimentada com a passagem de cálculos urinários e pode ou não ser associada com hematuria.
• Dor suprapúbica é geralmente um sinal de tumor localmente avançado, que invade a região perivesical, tecidos e nervos, ou obstrui a saída da bexiga, causando retenção urinária.
• Dor hipogástrica, retal e perineal podem ser sinais de doença invadindo a fossa do obturador, gordura perirretal, nervos pré-sacrais ou o diafragma urogenital.
• Dor abdominal no quadrante superior direito pode sinalizar acometimento de nódulos linfáticos abdominais ou metástases hepáticas.
• Dor óssea pode indicar a presença de metástases ósseas.
• Dor de cabeça significativa e persistente ou função cognitiva desordenada pode sugerir a presença de metástases intracranianas ou meníngeas.

Sintomas miccionais: Sintomas de esvaziamento são mais comuns em pacientes com carcinoma in situ (CIS) da bexiga e pode resultar de uma diminuição na capacidade funcional da bexiga, hiperatividade do detrusor, invasão do trígono vesical ou obstrução do colo da bexiga ou uretra:
• Sintomas miccionais irritativos (poliuria, urgência, disuria ou incontinência) ocorrem em aproximadamente 1/3 dos pacientes.
• Disuria, frequência e urgência em particular é altamente sugestivo de carcinoma in situ de bexiga.

Sintomas constitucionais: Fadiga, perda de peso, anorexia são geralmente sinais de doença avançada ou metastática e denotam um mau prognóstico.
• Em casos raros, os pacientes podem ter sintomas constitucionais devido à insuficiência renal causada pela obstrução ureteral bilateral.

Exame físico: Deve ser realizado em pacientes com câncer de bexiga, incluindo um exame de toque retal em homens e um exame bimanual da vagina e do reto em mulheres.
• Massa pélvica pode ser palpada em casos avançados.
• Endurecimento da próstata às vezes pode ser sentido no exame de toque retal, se o câncer de bexiga envolve o colo da bexiga e a próstata.
• Adenopatia inguinal pode estar presente, embora a região inguinal não seja um local comum de metástases.
• Nodularidade na região periumbilical pode ser vista nas lesões avançadas envolvendo a cúpula da bexiga, frequentemente no câncer de úraco, que normalmente são adenocarcinomas e não tumores uroteliais.

Este conteúdo foi desenvolvido por médicos, com objetivo de orientar médicos, estudantes de medicina e profissionais de saúde em seu dia-a-dia profissional. Ele não deve ser utilizado por pessoas que não estejam nestes grupos citados, bem como suas condutas servem como orientações para tomadas de decisão por escolha médica.

Já conhece a nova classificação das crises convulsivas?

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Já conhece a nova classificação das crises convulsivas?

Já conhece a nova classificação das crises convulsivas?

O ano começa com a nova classificação de crises convulsivas desenvolvida por uma força-tarefa da International League Against Epilepsy (ILAE) e divulgada no final de 2016.

Foram várias as motivações para a mudança: alguns tipos de crise (por exemplo, crises tônicas ou espasmos epilépticos) podem ter um início tanto focal quanto generalizado; a falta de conhecimento sobre o início de uma crise tornava impossível sua classificação no sistema de 1981; a necessidade da consciência (ou responsividade) não ser o único descritor de uma crise focal, apesar de ainda permanecer como um importante classificador para a mesma; alguns termos de uso corrente não são bem aceitos ou entendidos pelo público (por exemplo: “psíquico”, “parcial”, “parcial simples”, “parcial complexa” e “discognitiva”); e, por fim, alguns tipos importantes de crise não eram contemplados na classificação anterior.

O que muda com a nova classificação:

  1. “Parcial” torna-se “focal”.
  2. Certas crises podem ser tanto focais, generalizadas ou de início desconhecido.
  3. Crises de início desconhecido podem ser classificadas.
  4. A consciência é usada como um classificador para crises focais.
  5. Os termos “discognitivo”, “parcial simples”, “psíquica” e “secundariamente generalizada” foram eliminados.
  6. Crises focais tônica, clônica, atônica, mioclônica e espasmos epilépticos são reconhecidos, bem como a versão bilateral desses tipos de crise.
  7. Foram adicionados novos tipos de crise generalizada: ausência com mioclonia de pálpebras, ausência mioclônica, mioclônica-atônica, clônicatônica-clônica, espasmos epilépticos.

A figura abaixo mostra as versões originais, básica e expandida, da nova classificação operacional dos tipos de crise convulsiva da ILAE.

Segue abaixo uma tradução livre de alguns exemplos listados pela força-tarefa de como utilizar a nova classificação para renomear os diferentes tipos de crise convulsiva:

Com o intuito de estimular uma linguagem comum, o documento original também apresenta uma lista de descritores dos comportamentos frequentemente observados durante as crises, um glossário de todos os termos ali utilizados e uma orientação para a classificação de cada um dos tipos de crise com exemplos.

O trabalho da força-tarefa contou com sugestões de comunidades envolvidas com o tema. Fato que se reflete no principal objetivo da nova classificação, como repetido em vários trechos do documento: permitir maior transparência e universalização da linguagem em se tratando se crises convulsivas, não apenas entre profissionais de saúde, mas entre todos aqueles de algum modo relacionados com o assunto e com os pacientes.

 

Referência:

Albumina sérica como biomarcador para o prognóstico da síndrome de Guillain-Barré

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inflamacao em varias partes do corpo

Albumina sérica como biomarcador para o prognóstico da síndrome de Guillain-Barré

A síndrome de Guillain-Barré é uma doença de caráter autoimune que acomete primordialmente a mielina da porção proximal dos nervos periféricos de forma aguda ou subaguda. É a maior causa de paralisia flácida generalizada no mundo, com incidência anual de 1–4 casos por 100.000 habitantes.

A imunoglobulina intravenosa (IgIV) tem sido o tratamento de escolha na maioria dos países, apesar de seu mecanismo de ação pouco compreendido.

Existe uma necessidade de biomarcadores para monitorar a eficácia do tratamento e antecipar o resultado em pacientes com síndrome de Guillain-Barré. Neste contexto, Fokkink e colaboradores realizaram um estudo para avaliar se os níveis séricos de albumina podem servir como marcador prognóstico em pacientes com síndrome de Guillain-Barré tratados com IgIV.

As concentrações séricas de albumina foram determinadas antes e após o tratamento com IgIV (2 g/kg) e relacionadas com desfechos clínicos: fraqueza muscular, insuficiência respiratória e capacidade de deambulação.

Os níveis séricos de albumina foram determinados em 174 pacientes com a síndrome (idade média [DP]: 49,6 [20,1] anos, 99 homens [56,9%]). Antes do tratamento, a mediana do nível de albumina sérica foi de 4,2 g/dL (intervalo interquartil, 3,8-4,5 g/dL), com hipoalbuminemia (albumina, <3,5 g/dL) em 20 (12,8%) pacientes.

Duas semanas após o início do tratamento com IgIV, a mediana do nível de albumina sérica diminuiu para 3,7 g/dL (intervalo interquartil, 3,2-4,1 g/dL) (p<0,001) e o número de pacientes com hipoalbuminemia aumentou para 60 (34,5%) (p<0,001).

Hipoalbuminemia foi associada com uma maior chance de insuficiência respiratória antes (p=0,001) ou após (p<0,001) o tratamento com IgIV, incapacidade de deambulação (p<0,001) e fraqueza muscular grave na semana 4 (p<0,001) e em 6 meses (p<0,001).

Os autores concluíram que os pacientes com síndrome de Guillain-Barré podem desenvolver hipoalbuminemia após o tratamento com IgIV, que está relacionado com um curso clínico mais grave e piores desfechos. Estudos prospectivos devem verificar estes resultados para confirmar o benefício da albumina sérica como biomarcador para o prognóstico da síndrome de Guillain-Barré na prática clínica.

 

Referências:

  • Fonseca TCP. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas: SíndromeSíndrome de guillain-barré. 2002;2–5.
  • Fokkink W-JR, Walgaard C, Kuitwaard K, Tio-Gillen AP, van Doorn PA, Jacobs BC. Association of Albumin Levels With Outcome in Intravenous Immunoglobulin–Treated Guillain-Barré Syndrome. JAMA Neurol [Internet]. 2016;1–8. Available from: http://archneur.jamanetwork.com/article.aspx?doi=10.1001/jamaneurol.2016.4480

Como a música pode ajudar no desempenho mental de seus pacientes

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Como a música pode ajudar no desempenho mental de seus pacientes
homem tocando violão

Como a música pode ajudar no desempenho mental de seus pacientes

A correria do dia-a-dia e a grande quantidade de coisas deixam todas as pessoas e profissionais cada vez mais ocupados. Tudo isso faz com que o cansaço atrapalhe a concentração e a produtividade, comprometendo a rotina e, muitas vezes, a profissão. Não só os médicos, como também muitos pacientes devem se queixar disso, não é? Mas a solução pode ser simples, segundo um grande número de estudos: música.

Segundo pesquisadores, aprender a tocar um instrumento, como violão, piano, bateria ou flauta estimula o cérebro, promovendo um desempenho mental cada vez melhor. A música faz com que a pessoa se envolva emocionalmente, além de exigir ao cérebro diversas informações ao mesmo tempo, estimulando desde visão e audição a coordenação motora das mãos ou mãos e pés (como no caso de uma bateria).

Um estudo publicado no periódico Neuropsychologia, em 1995, já trazia uma conclusão de pesquisadores alemães sobre o corpo caloso (estrutura do cérebro) dos músicos, que se apresenta maior que nas pessoas que não são ligadas à música. Dois anos depois, a Nature publicou uma pesquisa que mostrou que pessoas que tocavam instrumentos com teclado tinham as regiões cerebrais responsáveis por audição, visão e raciocínio espacial mais desenvolvidas que a média da população. Em 1998, a mesma revista apresentou um estudo chinês que mostrava que tocar instrumentos também era responsável por uma melhor memória verbal e habilidades linguísticas mais apuradas.

Todos os estudos apontam que os benefícios são maiores em pessoas que começam a ter uma relação com a música mais cedo; e naquelas pessoas que mantém regularidade e/ou intensidade na prática musical. Ainda assim, pesquisadores encontraram evidências de benefícios mesmo em pessoas que tiveram períodos curtos de experiência com os instrumentos. Segundo a pesquisa publicada no The Journal of Neuroscience, mais recentemente, essas pessoas possuem uma maior capacidade de diferenciar os sons e, muitas vezes, têm a perda de audição na velhice adiada.

Alguns pesquisadores acreditam que mesmo ouvir música enquanto faz outra atividade pode ajudar na concentração, desde que seja algo que não exija um raciocínio verbal. Por isso, seja de que forma for, se relacionar com a música traz muitos benefícios que podem ajudar a superar outras questões. E mesmo que essa prática não tenha se iniciado cedo na vida, ela sempre pode proporcionar algo de bom em nossa saúde mental. Que tal começar agora? Antes tarde do que nunca, não é?


Referência:

 

Dúvidas sobre o uso de betabloqueadores em pacientes com insuficiência cardíaca e fibrilação atrial

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Cardiologia > Dúvidas sobre o uso de betabloqueadores em pacientes com insuficiência cardíaca e fibrilação atrial
medicamentos sobre a mesa

Dúvidas sobre o uso de betabloqueadores em pacientes com insuficiência cardíaca e fibrilação atrial

Um novo estudo – subgrupo do Fibrilação Atrial – Insuficiência Cardíaca Congestiva (AF-CHF) -, publicado no JACC em 20171, sugere que betabloqueadores (BB) reduzem o risco de todas as causas de morte, mas não as hospitalizações em pacientes com insuficiência cardíaca (IC) e fibrilação atrial (FA). Estes achados contradizem uma meta-análise, publicada no Lancet em 20142, que não mostrou nenhum benefício de sobrevida com o uso de BB em pacientes com IC e FA, inclusive recomendando que os BB não devam ser utilizados preferencialmente em relação a outros medicamentos que controlam frequência nesses pacientes.

Os autores da análise do subgrupo do AF-CHF avaliam que é muito precoce a utilização de dados de uma única meta-análise para descartar completamente os benefícios potenciais dos BB em pacientes com IC e FA. Por outro lado um dos autores da meta-análise observou que seu estudo foi baseado em dados individuais de pacientes de ensaios controlados randomizados, enquanto que o outro estudo é uma análise post hoc baseada em “dados essencialmente observacionais” do estudo AF-CHF, em que os pacientes foram randomizados para a frequência versus controle do ritmo, mas não para os próprios betabloqueadores.

No estudo AF-FHC para análise post hoc, foram avaliados dados de 1376 pacientes (idade média de 70 anos, 81% do sexo masculino) randomizados no estudo AF-CHF. No total, 291 pacientes não estavam recebendo betabloqueadores no início do estudo. Durante um segmento médio de 37 meses os betabloqueadores foram associados com 28% de redução na mortalidade por todas as causas, mas não reduziram a mortalidade cardiovascular ou hospitalizações.

Existem fatores confundidores em relação aos dois estudos. O Dr. Dhiraj Gupta, pesquisador não envolvido em nenhum dos dois estudos, afirma que tanto a avaliação do subgrupo quanto do AF-CHF são falhos. O estudo AF-FHC é falho pela simples razão que os pacientes que não estavam em uso de BB no início do estudo foram os que tiveram um prognóstico muito pior em vários aspectos. Por exemplo, eles tinham taxas mais baixas de anticoagulação oral e complexo QRS mais alargados, os quais são fortemente preditores de mortalidade. Além disso, o motivo porque 20% dos pacientes não estavam em uso de BB foi devido à intolerância, presumivelmente por causa de hipotensão, e a causa mais importante para a hipotensão nestes pacientes é muitas vezes a natureza da sua capacidade de ejeção ventricular.

Até que ponto os resultados discordantes desses dois estudos afetam a prática médica em relação aos pacientes com FA e HF? O Dr. Gupta observou que, apesar da metanálise ter sido publicada em uma revista de alto impacto, a prática médica permaneceu mais ou menos a mesma pela razão de que as diretrizes de insuficiência cardíaca ainda não foram alteradas. Os BB continuam a constituir a pedra angular do cuidado da HF e as diretrizes não distinguem entre doentes com e sem FA.


Referências:

  • Cadrin-Tourigny J, Shohoudi A, Roy D, et al. Decreased mortality with beta-blockers in patients with heart failure and coexisting atrial fibrillation. JACC: Heart Fail 2017; DOI:10.1016/j.jchf.2016.10.015
  • Kotecha D, Holmes J, Krum H, et al. Efficacy of ß blockers in patients with heart failure plus atrial fibrillation: An individual-patient data meta-analysis. Lancet 2014; DOI:10.1016/S0140-6736(14)61373-8.

 

Reversing Nerve Damage

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Reversing Nerve Damage: Central Nervous System Inhibits Cell Regeneration, But Stem Cell Treatment May Help
February 27, 2016 12:12 PM By Lizette Borreli

Resultado de imagem para nerve damage

 

Our nervous system is involved in everything our body does, from maintaining our breath to controlling our muscles. Our nerves are vital to all we do; therefore, nerve pain and damage can heavily influence our quality of life. In Discovery News’ latest video, “Why Can’t We Reverse Nerve Damage?” host Lissette Padilla explains the central nervous system (CNS) has certain proteins that inhibit cell regeneration, because each cell in the nervous system has a unique function on the pathway, like a circuit, and can’t be replaced.

The nervous system can be divided into two sections, with the brain and spinal cord making up the CNS. Nerves are made up of sensory fibers and motor neurons, which comprise the peripheral nervous system. Nerve cells are made up of many parts, but they send signals through threads covered in a protective sheet of myelin. These threads are called axons.

Axons are the long part of the cell that reaches out to neighboring cells to send information down the line. Schwann cells, found only in the peripheral nervous system, are glial cells that produce protective myelin. Schwann cells could potentially clean up damaged nerves, which could make way for healing process to take place and new nerves to be formed.

The problem is these Schwann cells are missing from the CNS. The CNS is comprised of myelin-producing cells called oligodendrocytes. And these cells don’t clean up damaged nerve cells at all, hence the damage problem.

However, research is currently underway to examine the potential success of system cell treatment, where stem cells are injected directly at the injury site. It will still take a few years to see the results of such trials, but since the peripheral nervous system doesn’t have the same blocking proteins that the CNS has, the idea is Schwann cells could help heal the damage.

So it is possible to regrow nerves, albeit slowly. For instance, if you cut a nerve into your shoulder, it could take a year to regrow. By that time, the muscles in your arms could become atrophied. Researchers are working on helping the body heal faster.

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