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#Oximetria de pulso contínua está sendo usada excessivamente em #crianças com #bronquiolite

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oxímetria de pulso contínua em pé de bebê em uti co bronquiolite

Em uma amostra de conveniência de crianças hospitalizadas com bronquiolite que não estava recebendo oxigênio suplementar, o monitoramento com oximetria de pulso contínua foi frequente e variou amplamente entre os hospitais, sendo que essa prática pode representar uso excessivo. Essas são as conclusões do recente estudo Prevalence of Continuous Pulse Oximetry Monitoring in Hospitalized Children With Bronchiolitis Not Requiring Supplemental Oxygen, publicado na JAMA.

Os pesquisadores Bonafide e colaboradores, com o objetivo de medir o uso contínuo de oximetria de pulso em crianças com bronquiolite, conduziram um estudo transversal multicêntrico em enfermarias pediátricas em 56 hospitais norte-americanos e canadenses através da Pediatric Research in Inpatient Settings Network, no período de 1° de dezembro de 2018 a 31 de março de 2019.

 

Oximetria de pulso contínua em crianças com bronquiolite

Os participantes da pesquisa englobavam uma amostra de conveniência de pacientes com idades entre 8 semanas e 23 meses com diagnóstico de bronquiolite e que não estavam recebendo administração de oxigênio suplementar ativa. Pacientes com prematuridade extrema, cardiopatia congênita cianótica, hipertensão pulmonar, suporte respiratório domiciliar, doença neuromuscular, imunodeficiência ou câncer foram excluídos.

Para o desfecho primário, a oximetria de pulso contínua foi medida através de observação direta. As porcentagens de uso contínuo de oximetria de pulso foram padronizadas para o risco usando as seguintes variáveis: período noturno (23h às 07h), idade combinada com parto prematuro, tempo após o desmame do oxigênio ou fluxo suplementar, apneia ou cianose durante a doença atual, comprometimento neurológico e presença de sonda enteral.

 

A amostra incluiu 3612 observações de pacientes em 33 hospitais infantis independentes, 14 hospitais infantis dentro de hospitais e 9 hospitais comunitários. Os resultados encontrados foram:

  • 59% das crianças eram do sexo masculino;
  • 56% das crianças eram brancas, 21% eram hispânicas ou latinas e 15% eram negras;
  • 48% das crianças tinham entre 8 semanas e 5 meses, 28% entre 6 e 11 meses, 16% entre 12 e 17 meses e 9% entre 18 e 23 meses;
  • Aproximadamente dois terços das crianças haviam recebido oxigênio ou fluxo suplementar mais precocemente na hospitalização;
  • Entre os pacientes que não estavam recebendo oxigênio suplementar ou cânula nasal de fluxo, a porcentagem geral de uso de oximetria de pulso contínua foi de 46% [Intervalo de confiança de 95% (IC 95%), 40-53], após contabilizar agrupamentos em nível hospitalar;
  • Entre os 49 hospitais que coletaram 20 observações ou mais, o uso contínuo não-ajustado de oximetria de pulso em nível hospitalar variou de 2 a 92%. O de cânula nasal de fluxo foi de 46% (IC 95%, 40-53%);
  • O uso de oximetria de pulso contínua não ajustada em nível hospitalar variou de 2 a 92%. Após a padronização do risco, o uso variou de 6 a 82%;
  • O coeficiente de correlação intraclasse sugeriu que 27% (IC 95%, 19-36%) da variação observada era atribuível a fatores não medidos em nível hospitalar;
  • Em uma análise ajustada, os pesquisadores notaram que o monitoramento contínuo da oximetria de pulso era mais provável em crianças de 8 semanas a 5 meses que nasceram prematuras em comparação com aquelas de 18 a 23 meses que não nasceram prematuras [odds ratio (OR) = 2,58; IC95%, 1,65-4,02] e aqueles que não receberam oxigênio suplementar nas últimas 2 a 4 horas em comparação com aqueles que nunca receberam oxigênio ou fluxo suplementar (OR = 5,55; IC 95%, 3,91-7,89);
  • Histórico de apneia ou cianose durante a doença atual (OR = 1,4; IC95%, 1,01-1,93), presença de sonda enteral (OR = 1,98; IC95%, 1,46-2,67) e período noturno (OR = 2,07 ; IC95%, 1,76-2,43) também pareceram ser fatores associados ao uso do monitoramento contínuo da oximetria de pulso.

Os pesquisadores descrevem que o estudo apresenta diversas limitações.

  1. A abordagem por amostragem de conveniência resultou em uma amostra não representativa de toda a população de pacientes estáveis com bronquiolite. Essa abordagem pragmática foi necessária para incluir um conjunto diversificado de hospitais, muitos dos quais com recursos limitados para a coleta de dados;
  2. Os hospitais infantis independentes estavam super-representados na amostra.
  3. As relações de outros fatores de nível hospitalar, como vias clínicas, características do ambiente de trabalho da enfermagem associado à segurança do paciente e outros fatores de gravidade (por exemplo, trabalho respiratório, frequência respiratória, outras comorbidades) não foram analisados neste estudo, mas podem contribuir para o uso contínuo do monitoramento da saturação periférica de oxigênio;
  4. Como os observadores visitavam cada leito apenas uma vez durante as rodadas de coleta de dados, é possível que alguns pacientes tenham sido classificados como monitorados continuamente nos momentos em que estavam realmente fazendo medições intermitentes dos sinais vitais;
  5. Não havia dados disponíveis para determinar se ações foram tomadas para alterar as práticas de monitoramento durante o período do estudo em resposta à ocorrência das rodadas observacionais de coleta de dados;
  6. A análise estatística representou agrupamentos no nível hospitalar, mas não poderia considerar o agrupamento de pacientes, enfermeiros ou médicos devido às limitações dos dados coletados.

 

Conclusões

Bonafide e equipe concluíram que, em uma amostra de conveniência de crianças internadas com bronquiolite que não receberam administração ativa de oxigênio suplementar, o monitoramento contínuo da saturação de oxigênio com oximetria de pulso foi frequente e variou amplamente entre os hospitais.

Devido à aparente ausência de uma diretriz ou evidência de indicação para monitoramento contínuo nessa população, o uso contínuo de oximetria de pulso em pacientes com bronquiolite que não recebem oxigênio suplementar ou fluxo de cânula nasal pode estar sendo excessivo.

As diretrizes nacionais americanas, no entanto, desencorajam o uso do monitoramento contínuo da oximetria de pulso em crianças hospitalizadas com bronquiolite que não necessitam de oxigênio suplementar.

Autora:

Roberta Esteves Vieira de Castro

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Valença. Residência médica em Pediatria pelo Hospital Federal Cardoso Fontes. Residência médica em Medicina Intensiva Pediátrica pelo Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. Mestra em Saúde Materno-Infantil pela Universidade Federal Fluminense (Linha de Pesquisa: Saúde da Criança e do Adolescente). Doutora em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Pós-graduanda em neurointensivismo pelo Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR). Médica da Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) da UERJ. Membro da Rede Brasileira de Pesquisa em Pediatria do IDOR no Rio de Janeiro. Acompanhou as UTI Pediátrica e Cardíaca do Hospital for Sick Children (Sick Kids) em Toronto, Canadá, supervisionada pelo Dr. Peter Cox. Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Membro do comitê de sedação, analgesia e delirium da AMIB. Membro do comitê de filiação da American Delirium Society (ADS). Coordenadora e cofundadora do Latin American Delirium Special Interest Group (LADIG). Membro de apoio da Society for Pediatric Sedation (SPS).

Referências bibliográficas:

  • Bonafide CP, Xiao R, Brady PW, et al. Prevalence of Continuous Pulse Oximetry Monitoring in Hospitalized Children With Bronchiolitis Not Requiring Supplemental Oxygen. JAMA. 2020;323(15):1467–1477. doi:10.1001/jama.2020.2998

#Covid-19: #Gestantes podem apresentar #lesões na placenta, indica estudo

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Mulher em gestação durante a pandemia de Covid-19

Foram encontradas lesões na placenta de 16 gestantes diagnosticadas com o novo coronavírus (causador da Covid-19), segundo um estudo norte-americano. É importante ressaltar que os pesquisadores não apontaram riscos para o feto, mas alertaram para alterações no funcionamento do órgão.

O estudo foi publicado em 22 de maio na revista American Journal of Clinical Pathology. Este é o maior estudo para examinar a saúde das placentas em mulheres que testaram positivo para a Covid-19.

 

Gestação e Covid-19

“A maioria dos bebês nasceu sem nenhuma complicação, após gestações normais. A lesão não pareceu induzir resultados negativos nos nascimentos, com base em nossos dados que são limitados”, disse em nota Jeffrey Goldstein, professor da Northwestern University e um dos autores do estudo.

Essas gestantes apresentaram mais chances de desenvolver alterações na circulação de sangue na placenta, como lesões ou entupimentos nos vasos sanguíneos, o que prejudica o fornecimento de oxigênio ao bebê e está ligado a problemas como parto prematuro, sofrimento fetal e interrupções precoces de gravidez.

Os pesquisadores defendem que a descoberta serve de alerta para que as gestantes sejam monitoradas clinicamente durante a pandemia.

Acompanhamento constante durante a pandemia de Covid-19

Pesquisas anteriores descobriram que crianças que estavam no útero durante a pandemia de gripe espanhola entre os anos de 1918 e 1919, que é frequentemente comparada à atual pandemia de Covid-19, contraíram mais doenças cardiovasculares ao longo da vida.

Os pesquisadores explicaram que a gripe não atravessa a placenta. Portanto, a causa ainda desconhecida que esteja causando problemas ao longo da vida nessas pessoas provavelmente está ligada à atividade imunológica e lesões na placenta.

Para Emily Miller, professora de obstetrícia e coautora do estudo, as gestantes diagnosticadas com Covid-19 devem ser monitoradas de perto para garantir que os fetos se desenvolvam de maneira saudável.

“Não quero desenhar um cenário assustador, mas essas descobertas preocupam. Saber que esse vírus pode causar alterações na placenta traz algumas implicações bastante significativas para a saúde de uma gravidez”, afirmou Emily Miller em um comunicado.

 

Orientações para tratamento de gestantes

O exame histopatológico do tecido placentário pode contribuir com informações significativas sobre a saúde da mãe e do feto.

Os autores do estudo indicam o aumento no monitoramento em gestantes diagnosticadas com Covid-19 na forma de testes não-estressantes, que examinam o quão bem a placenta está fornecendo oxigênio, ou ainda ultrassons de crescimento, que medem se o bebê está crescendo a uma taxa saudável.

Como sabemos, gestantes e puérperas até duas semanas fazem parte do grupo de risco para complicações, incluindo respiratórias decorrentes de certas infecções virais, aumentando a morbimortalidade materna.

Contudo, no caso da infecção pelo novo coronavírus, ainda não se sabe se as alterações imunológicas específicas da gestação alteram o risco de adquirir a doença, nem a sua evolução.

Revisão

Em uma revisão sistemática com 108 gestantes de 18 estudos publicada na Acta Obstetricia et Gynecologica Scandinavica foi concluído que a Covid-19 durante a gravidez pode estar associada com maior morbidade materna.

Os autores encontraram taxa de admissão em UTI de 3%, associada com obesidade e complicações maternas, levando ao questionamento sobre o aumento de chances de surgimento de morbidades em gestações de alto risco.

 

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências bibliográficas:

#Air Conditioning May Be Spreading #COVID

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As COVID-19 cases rise rapidly throughout the South, some scientists believe there could be an important, but overlooked factor in the spread of the virus in the region―air conditioning.

Just as chilly winter temps create the perfect conditions for passing colds and flu—driving people indoors and into closer proximity for more hours of the day where it’s easy to swap germs, researchers believe broiling heat in the southern U.S. could be having the same effect, sending people indoors where whirring air conditioners are running full blast.

“You go indoors for the cool, just as in the northeast and other cool places you go in for the warmth in winter, so you’re less socially distanced,” says Edward Nardell, MD, professor of environmental health and immunology and infectious diseases at Harvard’s T.H. Chan School of Public Health. “You’re more likely to be touching the same surfaces that have been contaminated by people speaking and coughing etc.,” he says.

And that’s not the only problem.

Air conditioning is also risky because of the way air handlers work. When outdoor temperatures are extreme, HVAC systems adjust the mix of fresh air they pull in to save energy. That means the hotter it is outside, the more indoor air recirculates, which means, “You’re breathing a higher percentage of the same air that other people are exhaling,” Nardell says. If someone in the building is shedding the new coronavirus, it can build up in the recirculated air.

And this may seem obvious, but air conditioners have fans that blow the air around. That gives the smallest viral particles—aerosols―extra lift to say suspended in the air for longer. “The air currents that are produced by air conditioners and also fans and other air moving devices can carry particles further than they might otherwise go,” he says.

Air conditioners also remove moisture from the air, “and we know viruses prefer dry air,” he says.

In certain situations, that combination of factors may create the perfect conditions for contagion.

Emerging Evidence Points to Airborne Transmission

Studies of air conditioning come as more evidence emerges about airborne spread of COVID-19. In a commentary published this week in the journal Clinical Infectious Diseases, an international group of 239 scientists have appealed to “national and international bodies” including the World Health Organization, to recognize this potential for airborne spread.

“We’re pushing because we need very clear, consistent messaging to the world,” said Shelly Miller, PhD, a professor of mechanical engineering who studies indoor air quality at the University of Colorado at Boulder. Miller was one of the chief proponents of the commentary. “This virus is opportunistically airborne, you can get it by inhaling it,” she says.

Miller and others believe that WHO and other public health agencies have a blind spot when it comes to airborne transmission.

This virus is opportunistically airborne, you can get it by inhaling it. Shelly Miller, PhD, University of Colorado at Boulder

“Based on our assessments of outbreaks, air sampling, and animal studies and we have just as much evidence to show that airborne transmission is happening as is surface transmission, so we need clear guidance for how to address this,” Miller says.

In its latest press briefing, WHO experts responded to the communication, and said the agency would be publishing a scientific brief summarizing their view of the science shortly.

“We acknowledge that there is emerging evidence in this field,” said Benedetta Allegranzi, MD, WHO’s technical lead for infection prevention and control, “We believe we have to be open to this evidence and understand its implications regarding the modes of transmission and the precautions that need to be taken,” she said.

The Role of Air Conditioning

So far, there are just a few studies pointing to the role of air conditioning in the spread of COVID-19. They indicate more research in the area is needed. In July, Chinese scientists published a short study detailing the results of their investigation of a cluster of COVID-19 cases linked to the same restaurant. The 10 diners who fell ill were all sitting at tables on the same side of the room. The tables were spaced more than 3 feet apart, though, indicating that the virus probably wasn’t being passed through larger droplets, which fall out of the air pretty quickly. Instead, they think “strong airflow” from a wall mounted air conditioner probably spread aerosols, or “micro-droplets”, from a single infected, but asymptomatic person over the tables, infecting three different families.

In another study, which hasn’t yet been peer reviewed, researchers swabbed three different HVAC units at the Oregon Health and Science University Hospital in Portland. Then they checked their samples for the presence of genetic material from the SARS-CoV-2 virus. The swabs were positive in 1 out of every 4 samples taken.

“We found it in multiple locations within the air handler,” says study author Kevin Van Den Wymelenberg, PhD, a professor of architecture and director of the Institute for Health in the Built Environment at the University of Oregon in Eugene.

A similar study, from the University of Nebraska Medical Center, detected genetic material from the virus in air samples collected from rooms of COVID-19 patients, even air samples collected from more than six feet away.

Van Den Wymelenberg says their study can’t prove that the remnants of the virus they picked up could have actually infected anyone. To know that, they would have had to try to grow their samples alongside cells in a petri dish and watch to see if those cells were infected. Those are expensive studies to perform and they require a specialized lab certified to handle highly contagious germs—called a biosafety level 3 lab. Those are less common, and they’re all currently slammed with projects.

But he says his study does show that genetic material from the virus is making it into the machinery of massive air handlers in hospitals, even ones that are using good filters, and he thinks that should make public health experts closely consider air conditioning as a vehicle for virus spread.

Steps for Safer Indoor Air

Miller says that the easiest thing to keep the virus from building up inside is to bring in more outdoor air. In homes, that means opening windows and doors regularly to let fresh air in.

 

That’s harder to do in commercial buildings.

“What we’ve been recommending to minimize risk indoors is to provide 100% outside air, which you can’t do if you’re trying to heat or cool because it just costs way too much money,” she said.

Another strategy to reduce the risk of being indoors is to kill airborne viruses with special wall or ceiling mounted boxes that emit short-range UV radiation. This kind of UV light doesn’t damage skin the way sunlight does, but still zaps harmful germs. These so-called upper-room germicidal systems have successfully controlled outbreaks of other airborne viruses, like tuberculosis, Nardell says.

Finally, you can invest in an air cleaner. Miller cautions that if you go this route, you need to do a fair amount of homework first, learning about things like a machine’s clean air delivery rate, or CADR.

“I purchased an air cleaner strictly to operate when and if somebody in my household gets sick so we can reduce the viral load in my house air,” she says.

Ionizing cleaners don’t work, she says.

Miller recommends checking the website of the Association of Home Appliance Manufacturers, or AHAM to find a good air cleaner.

“They have a whole website set up to do your research and buy a good air cleaner that will work in your home or office,” she says.

Sources

Edward Nardell, MD, professor of environmental health and immunology, and infectious diseases at T.H. Chan School of Public Health, Harvard University, Cambridge, Mass.

Shelly Miller, PhD, a professor of mechanical engineering, The University of Colorado at Boulder, Boulder, CO

Kevin Van Den Wymelenberg, PhD, a professor in the energy studies building laboratory at Oregon State University in Eugene

Benedetta Allegranzi, MD, technical lead for infection prevention and control, The World Health Organization, Geneva, Switzerland

Emerging Infections Diseases, July 2020

#Immunothérapie et effets secondaires: la #vitamine D réduit de 65% le risque de #colite

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Boston, Etats-Unis — Une étude publiée ce 22 juin dans la revue Cancer incluant 213 patients traités par immunothérapie pour un mélanome, révèle que la prise de vitamine D réduit de 65% le risque de colite, un effet secondaire lié au traitement[1]. C’est la première étude qui démontre le bénéfice d’une intervention simple, peu coûteuse et sans corticoïdes pour réduire un effet secondaire associé aux anti-PD1 et anti-CTLA4, dont on sait que de façon générale, ils peuvent occasionner des problèmes rhumatologiques, hépatiques, gastro-intestinaux, endocriniens, etc. Les anticiper ou les réduire est tout bénéfice pour le patient…

L’immunothérapie à base d’inhibiteurs de points de contrôle immunitaires (ICI) a révolutionné le traitement de plusieurs cancers dont le cancer bronchique non à petites cellules, le mélanome et le cancer rénal en termes d’allongement de la survie sans progression et de la survie globale. Ce bénéfice s’observe parfois au détriment de certains effets secondaires liés au traitement(ir-AEs), à localisations variables, rhumatologique, hépatique, gastro-intestinale, endocrinienne etc., le plus souvent gérables par des corticoïdes. Dans certains cas, la survenue d’un effet secondaire est même annonciatrice d’une réponse favorable à l’immunothérapie. Il n’en reste pas moins qu’anticiper ces ir-AEs ou les réduire est tout bénéfice pour le patient.

Deux cohortes confirment la réduction du risque

Dans cette optique, cette équipe[1] du Dana-Farber Cancer Institute a constitué une cohorte exploratoire de 213 patients avec un mélanome, traités par ICI, un anti-PD1 ou un anti-CTLA-4 ou une association des 2. Les caractéristiques cliniques et biologiques de ces patients ont été recensées. En substance, 37 (17%) ont développé une colite liée au traitement. Avant la prise d’ICI, 31% des patients recevaient une supplémentation en vitamine D. En analyse multivariée, l’usage de la vitamine D est associé à une réduction significative de 65%  de développer une colite (OR = 0,35). Sur cette base, le lien entre la prise de vitamine D et une réduction de la colite a été recherché dans une cohorte de confirmation incluant 269 patients dont 49 avaient développé une colite (29%). Sous vitamine D, le risque est réduit de 54% (OR = 0,46). Un RNL ≥ 5 (rapport neutrophiles/lymphocytes) prédit la réduction du risque de colite (OR = 0,34) mais seulement dans la cohorte exploratoire.

Une idée facile à mettre en place 

C’est la première étude qui rapporte le bénéfice de la vitamine D pour diminuer l’effet secondaire colite relié au traitement par ICI. Le résultat va dans le sens de travaux antérieurs sur cet usage prophylactique de la vitamine D notamment dans la colite ulcéro-hémorragique et la maladie du greffon contre l’hôte. Ces résultats sont importants car ils suggèrent qu’une intervention aussi simple et peu coûteuse qu’est la prise de vitamine D prévient un ir-AE classique de l’immunothérapie.

C’est une façon de renforcer l’adhérence au traitement en se rappelant que la dose quotidienne recommandée de vitamine D est de 600 à 800U/j et qu’un surdosage expose à une hypercalcémie et des conséquences cardiologiques et rénales.

Cet article a été initialement publié sur https://www.mediquality.net/, du groupe Medscape.

 

#Complejo de #disfunciones cognitivas en #jóvenes con diabetes de tipo 2

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Adolescentes y adultos jóvenes con diabetes tienen disfunciones cognitivas que varían según el tipo de diabetes, y que podrían repercutir negativamente en su instrucción médica y autocuidado, informaron investigadores en el Congreso Anual de la American Diabetes Association (ADA) 2020, que este año tuvo lugar de forma virtual.[1]

Individuos con diabetes de tipo 1 o 2 de inicio en la infancia tuvieron un desempeño por debajo del promedio en las pruebas que miden pensamiento flexible y solución de problemas, de acuerdo con el investigador, quien informó de un análisis que incluyó 1.380 individuos reclutados en el estudio SEARCH for Diabetes in Youth.

Este hallazgo indica que la diabetes diagnosticada antes de los 20 años de edad contribuye a una función cognitiva de fluidez deficiente, la que consiste en habilidades que facilitan las conductas dirigidas a objetivos, de acuerdo con la investigadora Allison Shapiro, maestra en salud pública, Ph. D., de la University of Colorado en Denver, Estados Unidos.

Sin embargo, individuos con diabetes de tipo 2 tuvieron incluso peor desempeño que aquellos con diabetes de tipo 1 en las pruebas de función cognitiva fluida, aun después del ajuste con respecto a factores demográficos y otros factores de confusión, señaló la Dra. Shapiro en su presentación.

El análisis posterior reveló que individuos con diabetes de tipo 2 tuvieron peor desempeño de manera estadísticamente significativa en los parámetros de inteligencia cristalizada, un dominio que incluye habilidades como vocabulario y lenguaje. Esto parece indicar que la deficiencia de destrezas de inteligencia fluida en jóvenes con diabetes puede de hecho ser resultado de mal desarrollo de la inteligencia cristalizada, de acuerdo con la investigadora.

“En adolescentes y adultos jóvenes con diabetes de tipo 2 de inicio en la juventud específicamente, la intervención ha de centrarse en desarrollar habilidades de inteligencia fluida y destrezas de inteligencia cristalizada”, destacó la Dra. Shapiro.

Las disfunciones de la inteligencia fluida (como razonamiento o velocidad de procesamiento) pueden afectar de manera negativa los autocuidados en la diabetes y, por tanto, incrementar potencialmente el riesgo de complicaciones relacionadas con la diabetes, mientras que las deficiencias de la función cognitiva cristalizada (como vocabulario y comprensión del lenguaje) podrían repercutir en la instrucción médica y complicar más los problemas de autocuidado.

Se considera que el estudio es uno de los primeros en comparar las disfunciones cognitivas en jóvenes con diabetes de tipo 1 o 2. Aunque los estudios en adultos claramente demuestran una relación decreciente entre diabetes y función cognitiva, de acuerdo con la Dra. Shapiro, la mayor parte de la investigación en jóvenes se ha centrado en la diabetes de tipo 1.

“Aunque se han realizado pocas investigaciones en la diabetes de tipo 2 de inicio en la infancia, las disfunciones cognitivas se observan constantemente, en comparación con jóvenes sin diabetes”, puntualizó.

Los resultados de este estudio resaltan la importancia de cambios en la alimentación y otras intervenciones en el estilo de vida de pacientes jóvenes con diabetes, de acuerdo con el Dr. David Della-Morte, Ph. D., profesor asociado de neurología en la University of Miami.

“Incluso los pacientes más jóvenes pueden presentar disfunción cognitiva. Esto significa que el modo de vida es muy importante, sobre todo en personas con obesidad propensas a desarrollar diabetes de tipo 2”, señaló el Dr. Della-Morte.

En el análisis realizado por la Dra. Shapiro y sus coinvestigadores se incluyó a 1.095 jóvenes y adultos jóvenes con diabetes de tipo1 y 285 con diabetes de tipo 2 que habían sido objeto de una evaluación de la cognición como parte de una consulta durante el estudio. Tenían un promedio de edad de 22 años y una duración promedio de la diabetes de 11 años.

Los investigadores encontraron que la puntuación en la inteligencia fluida global fue más baja de manera estadísticamente significativa en los individuos con diabetes de tipo 2 que en aquellos con diabetes de tipo 1. En comparación con la puntuación promedio nacional de 100, el grupo con diabetes de tipo 2 tuvo una puntuación de 84,7, o una desviación estándar completa por debajo del promedio, señaló la Dra. Shapiro, mientras que aquellos con diabetes de tipo 1 tuvieron una puntuación de 95,5 (p < 0,001).

Participantes con diabetes de tipo 2 también tuvieron una puntuación más baja de manera estadísticamente significativa en parámetros individuales de inteligencia fluida, tales como velocidad de procesamiento, control inhibitorio y atención, memoria de trabajo y memoria episódica, informó. A primera vista esto pareció indicar que la diabetes de tipo 2 de inicio en la juventud tiene un efecto específico en la inteligencia fluida; sin embargo, sus datos siguen incompletos si no se analizan marcadores de la cognición cristalizada, como vocabulario y lenguaje.

Con este fin, una prueba de vocabulario en imágenes realizada como parte de la evaluación cognitiva mostró diferencia significativa entre aquellos con diabetes de tipo 2, con puntuación promedio de 91,5, y los que tenían diabetes de tipo 1, quienes tuvieron puntuación de 103,6 (p < 0,001). Al tomar en cuenta tales puntuaciones de vocabulario en imágenes se atenuaron las diferencias entre los grupos en las puntuaciones de inteligencia fluida, lo que indica que las diferencias en la función de inteligencia cristalizada subyacen a las diferencias observadas en la función de inteligencia fluida entre los grupos, añadió la Dra. Shapiro.

Según la especialista, habilidades como vocabulario y lenguaje son estables y no están influidas por los cambios neurológicos desencadenados por procesos patológicos como diabetes de inicio en la juventud, sino más bien por factores como crianza y educación.

“Por consiguiente, la inteligencia cristalizada representa una ventana hacia el funcionamiento cognitivo de un individuo, independientemente de su enfermedad o premorbilidad al inicio de la enfermedad”, finalizó.

La Dra. Shapiro ha declarado no tener ningún conflicto de interés económico pertinente.

Este artículo fue publicado originalmente en MDedge.com.

#Las #células madre de la grasa reducen en un 75% la #inflamación pulmonar por #Covid-19

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La terapia celular ofrece una respuesta antiinflamatoria pulmonar inmediata en pacientes críticos por la Covid-19.

Bolsa de plasma preparada para su uso clínico.
La terapia celular se ensaya mundialmente contra la Covid-19.

Equipos de los hospitales Fundación Jiménez Díaz y Gregorio Marañón, en Madrid, el Clínico Universitario de Salamanca y la Clínica Universidad de Navarra (CUN), en Pamplona, acaban de publicar los resultados de un programa de uso compasivo de terapia celular con células madre procedentes del tejido adiposo para el tratamiento de pacientes críticos, ingresados en UCI por neumonía, por la  Covid-19 en la que se ha observado que en el 75% de los pacientes tratados con esta estrategia la gran inflamación originada por el SARS-CoV-2 disminuyó y aumentó la actividad de su sistema inmunitario.

“En los tratados, la terapia celular originó una respuesta antiinflamatoria inmediata tras la inyección intravenosa en arteria pulmonar; se evidenció una “acción-reacción”, indica a DM Damián García Olmo, jefe de Departamento de Cirugía General y del Aparato Digestivo de la Fundación Jiménez Díaz, quien –como ya adelantó este periódico-, lleva a cabo, junto con el profesor Bernat Soria otro ensayo sobre terapia celular en Covid.

La estrategia se ha realizado mediante un programa de uso compasivo, autorizado por la Agencia Española de Medicamentos y Productos Sanitarios (AEMPS) y los resultados se  acaban de publicar en EClinicalMedicine, del grupo de The Lancet. Actualmente, hay en marcha 50 ensayos clínicos en el mundo con terapia celular para Covid-19, 6 de ellos en España, siguiendo la estela del que se acaba de publicar, y en los que se plantean la utilización de diversas fuentes de células madre como la medula ósea, la grasa o la placenta.

La investigación ha evaluado la tolerabilidad y seguridad de la administración a los pacientes de células madre mesenquimales derivadas del tejido adiposo. “Otro de los puntos comúnes en todos los pacientes es que no se han observado efectos indeseables en el pulmón tras la administración intravenosa en arteria pulmonar, hecho que no se había realizado anteriormente con este tipo de terapia celular. La seguridad se ha confirmado, ya que no empeora la situación de los enfermos”, explica García Olmo.

Antiinflamatorias e inmunomoduladoras

Las células madre mesenquimales, conocidas como células multipotentes, pueden diferenciarse en diversos tipos celulares manteniendo una alta capacidad de renovación. Las procedentes de las células del tejido adiposo, los adipocitos, tienen efectos antiinflamatorios e inmunomoduladores, son de fácil acceso y presentan una gran capacidad de expandirse – también en el laboratorio- durante periodos de tiempo largos sin perder sus características.

“La terapia avanzada con células madre mesenquimales ya está aprobada para algunas enfermedades inflamatorias. A su vez, existe evidencia preclínica de que la administración intravenosa de esta terapia celular en modelos de infección respiratoria causada por virus reduce el daño pulmonar. Por este motivo, junto con el hecho del papel de la inflamación en la patogenia del daño pulmonar asociado al SARS-CoV-2, pensamos que podría ser una opción beneficiosa para los pacientes graves de Covid-19”, considera Felipe Prósper, investigador senior del Centro de Investigación Médica Aplicada (CIMA,) director del Área de Terapia Celular y co-director del Servicio de Hematología y Hemoterapia de la Clínica Universidad de Navarra.

La administración intravenosa de esta terapia celular en modelos de infección respiratoria vírica reduce el daño pulmonar, según evidencia preclínica

Este programa de uso compasivo presenta los datos de un abordaje en el que, por primera vez, se ha tratado con células madre mesenquimales a 13 pacientes críticos por Covid-19 sometidos a ventilación mecánica. Según Francisco Fernández-Avilés, jefe de Servicio de Cardiología del Hospital Gregorio Marañón, “todos los afectados se encontraban en estado crítico y habían recibido tratamiento previo con antivirales y antiinflamatorios, protocolo terapéutico empleado  hasta el momento para combatir la enfermedad”.

El ensayo ha consistido en la administración a los pacientes de entre una y tres dosis de estas células procedentes de donantes sanos, tratadas y almacenadas en las  unidades de Producción Celular  de los centros hospitalariso. “Dos semanas después de la primera dosis, 9 pacientes mejoraron su condición clínica y 7 estaban ya extubados y fuera de la UCI. En ningún caso observamos efectos adversos relacionados con el tratamiento”, subraya Fermín Sánchez Guijo, hematólogo responsable del Área de Terapia Celular del Hospital Universitario de Salamanca y del Instituto de Investigación Biomédica de Salamanca (IBSAL), y primer firmante del trabajo.

En esta serie preliminar de casos, los investigadores observaron una mejoría generalizada de los parámetros de ventilación, radiológicos y biológicos de los pacientes asociados a esta terapia celular. Sin embargo, y aunque los resultados obtenidos en este primer estudio abren la vía para seguir avanzando,  los especialistas consideran que los datos sobre eficacia en pacientes con neumonía por Covid-19, deben sustentarse en ensayos clínicos, que son los que verdaderamente demuestran resultados sólidos.

“Hay que tener en cuenta que las respuestas obtenidas, aunque muy relevantes, son de compleja valoración y cuantificación porque los pacientes con neumonía grave por Covid muestran una gran variabilidad. Por ello, los ensayos clínicos son totalmente necesarios”, considera García Olmo.

En estos momentos, la estrategia ya cuenta con la aprobación de AEMPS para la realización del ensayo clínico fase 2 cuyo objetivo será demostrar la eficacia del tratamiento frente a la terapia estándar.

Los pacientes han sido tratados únicamente en los cuatro centros mencionados, pero se trata de un trabajo muticéntrico en el que han colaborado investigadores del Hospital Virgen de la Arrixaca de Murcia, la Universidad Complutense de Madrid, el Hospital General Universitario de Alicante y los centros de investigación CIMA Universidad de Navarra y el Instituto de Bioingeniería Universidad Miguel Hernández, pertenecientes a Red Nacional de Terapia Celular (TerCel), al Ciber de Enfermedades Respiratorias (CiberRES) y Cardiovasculares (CiberCV).

#’Doc, Can I Get a# Mask Exemption?’

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As more jurisdictions mandate facial coverings in public, questions have arisen about whether it’s safe for everyone — including those with lung disease — to wear masks. Stories about people who claim to be unable to wear masks because of breathing problems are appearing in the news with increasing frequency, and patients are starting to call their doctors to request medical exemptions to public mask requirements.

To address these issues, Medscape spoke with the chief medical officer of the American Lung Association, Dr Albert Rizzo.

Dr Albert Rizzo

The CDC recommendations on mask wearing say, “Cloth face coverings should not be placed on young children under age 2, anyone who has trouble breathing, or is unconscious, incapacitated, or otherwise unable to remove the mask without assistance.”

Does this language suggest that there indeed is a subset of the adult population with lung disease who shouldn’t wear masks?

It makes sense to say that if it makes you uncomfortable to wear a mask because it affects your breathing, you should think twice about getting in a situation where you would have to wear a mask.

I’ve told many of my high-risk patients, “The best way to avoid getting COVID-19 is to stay home and stay away from sick people, especially if you feel that you are not going to be able to wear a mask or facial covering of some sort.”

The reason that some people have trouble with a mask is that they haven’t tried the right style of mask — by that I mean how tightly it fits and the material it’s made out of. Sometimes it really is just that people with lung disease don’t like to have anything covering their faces. Many of these patients feel better where there is air blowing across their faces — they will have a fan blowing even in the middle of winter because they feel more comfortable.

I won’t say it’s all in their heads, but sometimes it’s a matter of desensitizing themselves to wearing a mask. I liken it to people who have sleep apnea. We often have to desensitize them to wearing a mask for sleeping. We tell them to put it on while they are watching TV — don’t hook it up to anything yet, just get used to having something on your face.

I’ve told my patients the same thing about masks for COVID-19. Put on the mask, see how it feels. If you become uncomfortable breathing with it on, take it off, but maybe you can handle it for a half hour or 45 minutes. Find out how much time you have for a trip to the grocery store based on how comfortable you are wearing it at home.

It’s a matter of training the patient, giving them options of how to get comfortable with it, and then making them realize that they have to weigh the benefits and risks of wearing the mask and feeling out of breath versus going out in public and being potentially exposed to coronavirus. And the bottom line is, anybody who is wearing a mask and starts to feel uncomfortable, they can take the mask off.

You mentioned different types of masks. Is there a type of mask that is typically more breathable that clinicians can recommend to patients with lung disease?

First, I remind patients who think they will have trouble breathing with a mask on that they are choosing a mask not so much to protect themselves — that would take an N95 mask to filter out the virus. The mask is worn so that when they cough or drink or speak, they aren’t sending respiratory droplets out into the environment. Even when we speak, respiratory droplets can easily go out as far as 6 feet, or further with coughing or sneezing. With facial coverings, we try to keep those respiratory droplets from getting out and infecting others.

So when choosing a mask, you don’t have to worry as much about a tight-fitting mask. I recommend a loose-fitting mask that covers the nose and mouth and isn’t going to fall off but isn’t so tight around the ears and neck to make them feel uncomfortable. Even though it doesn’t really protect the wearer, it is cutting down on the ability to breathe in droplets ― maybe not microscopic particles, but it’s better than nothing.

Is a face shield a reasonable alternative for someone who feels they can’t breathe with a mask on?

Yes. I’m surprised that face shields don’t get more attention. I’ve tried them out, and they are actually more comfortable than masks. They do impede the spilling out of droplets into the public, but they are not as close fitting to the face as a mask. If you want to protect others, the face shield should be adequate. It is not as good at preventing you from breathing in viral particles.

Some people have claimed that wearing a mask makes them hyperventilate and feel like they are going to pass out, or the mask causes them to become hypoxic. Are these valid concerns?

We get two questions about masks from patients who feel that they are short of breath or are worried about wearing a mask. One is whether their oxygen level is dropping. It’s usually not that. It’s usually because they feel that the mask is an impediment to getting air in. Their oxygen levels are stable.

The other question is whether the mask causes CO2 retention. For the mask to trap enough exhaled CO2 and for us to breathe enough of that CO2 back in to raise our CO2 level, it has to be a pretty tight-fitting mask. With the type of masks we are suggesting that people wear, that’s very unlikely to occur.

What can clinicians do to reassure patients with some type of lung disease that they can safely wear masks?

There are a few things they can do right in the office. Have them put the mask on for a few minutes and make sure they feel comfortable with it. With an oximeter, patients can see that their oxygen levels don’t change when they are breathing through the mask for a period of time.

You can’t really measure CO2 retention that easily, but most patients with chronic obstructive pulmonary disease or pulmonary fibrosis don’t have an elevated CO2 at baseline. A little more education is helpful in those situations. In most cases, they aren’t going to retain enough CO2 to have problems wearing a mask.

Only a small percentage of patients with lung disease are CO2 retainers, and many of those patients are being seen by pulmonary specialists. Those are the patients you might want to be more cautious with, to make sure they aren’t wearing anything that is tight fitting or that makes them work harder to breathe. It’s not that the mask is causing CO2 retention, but the increased work of breathing may make it harder to exhale the CO2.

Does a mask interfere with supplemental oxygen in any way?

Supplemental oxygen is typically supplied through a nasal cannula, so 100% oxygen is still getting to the nasal passages and entrained down into the airway, so it shouldn’t be a problem.

Some of the resistance to wearing masks has come from people with asthma. Is it safe for patients with asthma to wear masks, or should these patients be exempt from wearing masks?

In general, the breathing of people with mild asthma, both young and old, should not be impeded by the wearing of facial coverings. The concerns about oxygen and carbon dioxide among patients with more severe lung disease should not play a role in asthma.

Since younger adults with COVID-19 seem to have fewer or no symptoms and may actually be carrying the virus unknowingly, this should be the main population who should wear masks to prevent transmission to others.

Exemptions for mask wearing for mild asthma should be discouraged and dealt with on a case-by-case basis if there is a particular concern for that individual.

How do you respond if a patient asks you for a formal medical exemption to wearing a mask?

We’ve been asked to do a lot of letter writing for patients around going back to work as well as the issue of wearing masks. The discussion usually revolves around trying to avoid going somewhere where you would have to wear a mask if it makes you feel uncomfortable.

I do not recommend automatically exempting individuals from wearing masks, even many of my pulmonary patients. There needs to be an understanding by the patient regarding the purpose of the mask and the overall advice to stay out of situations where social distancing is not being practiced. If you can take the time to discuss options as mentioned above — mask styles, desensitization, etc — the patient usually understands and will try wearing a mask.

On a case-by-case basis, some individuals may need to be exempted, but I feel this is a small number. I prefer my high-risk (older, chronic disease, etc) patients do everything they can to avoid infection — handwashing, mask wearing, and socially distancing.

They should also realize that even with a note, it is not going to help if they are in the middle of the grocery store and someone confronts them about not wearing a mask. It may help as they enter a store that says “masks required” and they can show it to someone monitoring the door. But I’m not really sure in what situations having that note is going to be helpful if confrontations occur.

Patients are also asking how safe is it for them to go back to work and be out in public. I tell them, nothing is going to be 100% safe. Until we have an effective vaccine, we are all going to have to weigh the potential risks of going to an area where social distancing isn’t maintained, people aren’t wearing face masks, and you can’t wash your hands as much as you’d like to. That’s going to be a struggle for all of us to get back out into situations where people interact socially.

Albert A. Rizzo, MD, is chief medical officer for the American Lung Association, chief of the Section of Pulmonary and Critical Care Medicine at the Christiana Care Health System in Newark, Delaware, and a member of Christiana Care Pulmonary Associates. He is board certified in internal medicine, pulmonary medicine, critical care medicine, and sleep medicine and is a clinical assistant professor of medicine at Thomas Jefferson University Medical School.

#Actualités de la #cardiologie interventionnelle

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Olivier VARENNE, Hôpital Cochin, Paris

Un dossier réalisé avec la collaboration d’Olivier VARENNE, Hôpital Cochin, Paris

Efficacité des procédures de TAVI chez les patients bicuspides

Dans ce registre américain STS/ACC les patients avec sténose aortique serrée sur bicuspidie ont été exclus des études pivots concernant le TAVI.

Les données du registre de la Society of Thoracic Surgeons (STS)/American College of Cardiology (ACC) Transcatheter Valve Therapy Registry (novembre 2011 à novembre 2018) ont été analysées en fonction du caractère tricuspide ou bicuspide de la valve aortique et stratifiées par âge et type de valve (Sapien 3, Edwards et CoreValve Evolut R, Medtronic).

Un total de 170 959 procédures sur 593 sites a été recensé : 5 412 procédures (3,2 %) concernaient des patients avec bicuspidie dont 3 705 implantés avec des valves contemporaines. Par rapport aux patients tricuspides, les patients bicuspides sont plus jeunes et ont un score STS PROM plus bas.

Le taux de succès des procédures augmente avec l’utilisation des prothèses récentes (93,5 vs 96,3 % ; p = 0,001) et l’incidence des régurgitations aortiques 2+ diminue (14,0 vs 2,7 % ; p < 0,001). Par rapport aux patients tricuspides, le taux de succès d’implantation est un peu plus bas (96,3 % vs 97,4 % ; p = 0,07), avec plus d’insuffisance aortique modérée ou importante (2,7 % vs 2,1 % ; p < 0,001).

À 1 an, la mortalité ajustée est inférieure (HR : 0,88 ; IC95 % : 0,78-0,99) et le risque d’AVC similaire (HR : 1,14 ; IC95 % : 0,94- 1,39) pour les patients bicuspides versus tricuspides.

Halim SA et al. Circulation 2020 ; doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA. 119.040333

#Tempos de pandemia de #Covid-19: tempos de #luto

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mulher sendo consolada por seu luto na covid-19

Escrevo esse texto no dia em que o Brasil declara 50.000 mil óbitos no país pela Covid-19. Uma dizimação humanitária nunca antes vista, nunca antes gerida, nunca antes imaginada.

Em pleno século 21, com tecnologias biomédicas, onde robôs entraram nos centros cirúrgicos, com intervenções de saúde inovadoras que prolongam vidas e aumentam a sobrevida de milhares de pessoas que há dez anos não teriam qualquer chance, hoje, seguimos determinações da Organização Mundial da Saúde para nos manter em casa, distanciados fisicamente do mundo social, das relações afetivas de forma contínua e imprevisível, pois fugimos de um vírus que já matou no mundo, 463 mil pessoas até o momento (junho/2020).

O luto

Como psicóloga especializada em luto e perdas há mais de dez anos, com uma clínica que assiste exclusivamente pacientes enlutados, por morte, entendo o quanto a trajetória do cuidado é fundamental para a construção da narrativa da morte e suas repercussões no luto pós óbito. Na grande maioria das vezes, um bom cuidado das equipes de saúde, que consideram não apenas técnicas intervencionistas, mas também escuta empática e ativa, compaixão e sensibilidade na comunicação, auxílio na expressão emocional e boa relação equipe-paciente-família, mesmo diante de prognósticos graves em doenças sem perspectivas curativas, podem transformar o processo de enfrentamento da morte e facilitar as  resposta do luto agudo no momento do pós-óbito imediato.

 

A Covid-19 retirou esses cenários amortecedores do luto: não há trajetória de cuidado compartilhada, não há informação adequada, pois as equipes estão sobrecarregadas. Não há tempo ou disponibilidade para muitas equipes trabalharem a relação com o paciente e família, seja pelo risco de contaminação, pelos cuidados intensivos exigidos em um curto espaço de tempo, seja pela ausência de vínculo. Desta forma, todas as perspectivas apontam para caminhos emocionalmente tortuosos e desafiantes relacionados à saúde mental dos que cuidam e dos que sobrevivem à perda. Aspectos traumáticos das perdas pela Covid-19 deixarão marcas profundas, na sociedade de uma forma geral.

Processos de lutos graves e complicados que acometem a minoria dos enlutados, variam normalmente entre 8 a 12% da população geral, e, segundo algumas discussões recentes em grupos de teóricos e pesquisadores internacionais que se dedicam à temática do Luto Complicado, podemos ter um acréscimo de até 30% de casos graves de pessoas enlutadas. Espera-se que o impacto psíquico nas respostas de luto, com as sobreposições de sofrimento emocional  por comorbidades psiquiátricas, como ansiedade e depressão, seja de, pelo menos, uma década.

Vivemos tempos de luto e tempos de risco emocional severo.

No Brasil, são 50 mil mortos no momento, e se para cada uma morte temos em torno de quatro a onze pessoas apresentando reações agudas de luto, podemos prever que em torno de 200 mil pessoas estarão em intenso sofrimento emocional. Esses números não são apenas assustadores e dramáticos, são também alarmantes. Portanto, as ações precoces voltadas para o luto, nesse momento, são urgentes.

 

A resposta de luto é uma reação normal, esperada e prevista quando perdemos um ente querido, quando um vínculo significativo é rompido. Naturalmente nos enlutamos e, algum tempo neste processo, pranteamos e lamentamos quem perdemos.

Diante da pandemia da Covid-19 com múltiplas mortes que podem acontecer em uma mesma família pela virulência do SARS-CoV-2, o processo de luto pode encontrar variáveis refratárias as intervenções psicológicas. Como sobreviventes de uma pandemia, transtornos ligados ao estresse agudo e traumático podem repercutir na qualidade de vida emocional de muitas pessoas, empobrecendo a funcionalidade vital, chegando a situações de franco adoecimento psíquico levando até ao suicídio.

O processo propriamente de luto, pode perder, portanto, suas características de normalidade.  As circunstâncias, o contexto e as consequências da morte no cenário da Covid-19 transformam as respostas de luto de sobremaneira que ainda teremos que aguardar alguns anos para compreender a dinâmica desse luto, diferente também, de tudo que conhecemos deste processo.

Urge, portanto, a capacitação das equipe de saúde, sobretudo psicólogos e psiquiatras para que tenham conhecimento, instrumentalização e maior arsenal de intervenções apropriadas que pretendam mitigar os possíveis complicadores de um cenário de risco psíquico sem proporções. O adoecimento por luto, talvez, possa se tornar uma questão de saúde púbica.

 

Autora:

Erika Pallottino

Psicóloga ⦁ Especialista em Lutos e Perda ⦁ Sócia Fundadora e Coordenadora do Instituto Entrelaços

Referências bibliográficas:

  • The pandemic’s 4th wave; 2020. Em: https://hcldr.wordpress.com/2020/04/07/the-pandemics-4th-wave
  • STROEBE, M.; SHUT, H; VAN DEN BOUT, J. Complicated Grief – scientific foundations for heathcare professionals. Nova York: Routledge. 2013
  • EISMA, M.; BOELEN,P.; LENFERINK,L.I.M. Prolonged grief disorder following the Coronavirus (COVID-19) pandemic. Psychiatry Research; 288; 2020 https://www.elsevier.com/locate/psychres
  • ADEC –Grief, Bereavement and Death at a Distance: perspectives on the impact to the community. Conferência oral; abril; 2020. https://www.adec.org/
  • SHEAR, K. Grief in the coronavirus pandemic; Center for Complicated Grief, Columbia University; Conferência oral; abril; 2020.

#Arritmias na #Covid-19

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Monitor cardíaco em paciente com Covid-19 e risco de arritmia

A pandemia pelo SARS-COV-2 assolou o mundo e trouxe diversos novos conhecimentos e desconhecimentos para a comunidade científica. Na parte cardiológica, a Covid-19 mostrou injúria miocárdica coincidindo com maior gravidade, além da possibilidade de descompensações de doenças crônicas previamente estabilizadas, aumento de morte súbita em domicílio e menor procura na emergência por quadro como infarto agudo do miocárdio. As arritmias cardíacas também estiveram presentes no quadro infecciosos em graus variáveis, entretanto os dados são pobres, não identificando os tipos de arritmia, por exemplo.

 

Estudo sobre arritmias em pacientes com Covid-19

Um estudo realizado no Hospital of the University of Pennsylvania avaliou 700 pacientes com Covid-19 confirmados por swab e reação em cadeia da polimerase (PCR) durante um período de 9 semanas. A população estudada tinha em média 50 anos de idade, 45% eram homens e 71% eram negros. Destes 79 (11%) pacientes foram admitidos em unidades de terapia intensiva com uma mortalidade de 23%. Os demais 621 pacientes que permaneceram em enfermarias mostraram uma mortalidade de 2%.

Diversas patologias como doenças cardiovasculares, DPOC, diabetes, apneia obstrutiva do sono, entre outras foram avaliadas, e exames laboratoriais coletados. Os desfechos foram morte, além da avaliação das arritmias apresentadas. Para isso diversos registros foram analisados. Pacientes com história de FA prévia foram excluídos da análise de fibrilação atrial.

Características médicas dos pacientes

Os pacientes admitidos na unidade de terapia intensiva eram mais velhos, com maior tendência a doenças cardiovasculares, diabetes, DPOC e doença renal. Além disso apresentaram mais alterações laboratoriais (troponina, BNP, D-dímero) e receberam mais hidroxicloroquina e remdesivir. Apenas 6% dos pacientes apresentaram história prévia de fibrilação atrial e 3% possuíam dispositivos cardíacos implantáveis.

 

No total foram 53 pacientes com arritmia, sendo que 9 tiveram parada cardíaca, 6 deles em atividade elétrica sem pulso, 2 em assistolia e apenas 1 em torsades de pointes. Houve 25 casos de FA, 9 casos de bradiarritmia sintomática e 10 de taquicardia ventricular não sustentada. Um fator de risco para o desenvolvimento de arritmias era a admissão em unidade de terapia intensiva com risco elevado em 10 vezes.

Limitações

O estudo apresentou diversas limitações, como por exemplo o fato de ter sido realizado em um único centro, não podendo ser refletido mundialmente, além disso a falta de monitorização de pacientes internados em unidades fora da terapia intensiva pode ter subestimado a ocorrência de arritmia nessa população.

 

Conclusão sobre relação entre arritmias e Covid-19

Por fim os pesquisadores concluíram que a incidência de arritmias estava mais ligada a gravidade do quadro e não somente a infecção pelo vírus.

Autor(a):

Gabriel Quintino Lopes

Sou médico clínico geral e cardiologista, atualmente atuando na área de terapia intensiva, ambulatorial, assistência em enfermaria e coordenação médica. Trabalho no Hospitais Santa Casa em Barra Mansa e na Unidade Cardiointensiva do Hospital São Lucas em Copacabana.

Referências bibliográficas:

  • Bhatla A, Mayer MM, Adusumalli S, Hyman MC, Oh E, Tierney A, Moss J, Chahal AA, Anesi G, Denduluri S, Domenico CM, Arkles J, Abella BS, Bullinga JR, Callans DJ, Dixit S, Epstein AE, Frankel DS, Garcia FC, Kumareswaram R, Nazarian S, Riley MP, Santangeli P, Schaller RD, Supple GE, Lin D, Marchlinski F, Deo R, COVID-19 and Cardiac Arrhythmias, Heart Rhythm (2020), doi: https://doi.org/10.1016/j.hrthm.2020.06.016.