Oncologia

#Oncologistas dizem que proibição de #cigarros eletrônicos no Brasil pode ter sido precipitada

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Rio de Janeiro — O Brasil é um exemplo com relação às políticas antitabaco. Segundo pesquisa publicada no periódico Lancet, de 195 países avaliados, o Brasil foi o que apresentou maior redução na prevalência de fumantes entre os anos de 1990 e 2015[1]. No entanto, para o Dr. Riccardo Polosa, da University of Catania (Itália), é preciso avançar mais e passar a oferecer uma alternativa para as pessoas que não querem parar de fumar. Em simpósio satélite da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), realizado durante o 20º Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, o médico e colegas discutiram o uso de dispositivos de liberação de nicotina sem combustão.

Os cigarros eletrônicos são um tipo de dispositivo eletrônico para fumar (DEF) e popularmente são conhecidos como Electronic Nicotine Delivery Systems (ENDS), e-cigarettes, e-cigs, ou vapes. Eles entregam a nicotina na forma de aerossol, embora haja também alguns sem nicotina. São alimentados por uma bateria de lítio e têm no interior espaço para inserção de um cartucho ou refil, no qual a nicotina líquida fica armazenada. Um atomizador aquece e vaporiza a nicotina[2]. O cigarro eletrônico atualmente não tem sua comercialização autorizada  no Brasil.

Segundo o Dr. Polosa, a nicotina em si não causa câncer de pulmão: “a combustão é o principal problema”, disse ele, enfatizando que “a oferta de mecanismos que não produzem combustão aos fumantes pode salvar vidas”.

Segundo o Dr. Polosa, pesquisa desenvolvida por ele e equipe com indivíduos que trocaram o cigarro tradicional por cigarros eletrônicos mostra que essa mudança traz benefícios. Aqueles que trocaram completamente o cigarro tradicional pelo eletrônico apresentaram melhora progressiva nas medidas do exalado respiratório, com normalização da fração expirada de óxido nítrico (FeNO) e de monóxido de carbono exalado (eCO). A avaliação prospectiva foi realizada no período de um ano[3].

Em outra investigação, Dr. Polosa e colegas monitoraram possíveis modificações no hábito de fumar de 40 tabagistas regulares que experimentaram o e-cigarette. Houve queda global de 88% no número de cigarros/dia na 24ª semana de avaliação. Os autores notaram ainda diminuição na taxa de irritação na boca e na garganta, e de tosse seca[4]. Para o médico italiano, esses novos dispositivos representam uma revolução.

O Dr. José Gomes Temporão, ex-ministro da Saúde, que também já presidiu o Instituto Nacional do Câncer (Inca), afirmou durante o simpósio que ainda não há consenso sobre o assunto.

“Defendo que o tema precisa ser abordado com cuidado e prudência. Atualmente, vários países já adotaram esse dispositivo, entre eles, Nova Zelândia, Canadá, Estados Unidos e União Europeia, porém, no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece regras mais rígidas para o cigarro eletrônico do que para o cigarro tradicional”, afirmou.

Segundo o Dr. Temporão, embora o Brasil tenha alcançado uma redução importante na prevalência de tabagismo, a queda na mortalidade associada ao fumo e a doenças relacionadas ainda é lenta.

“Somos o segundo maior exportador do mundo de tabaco”, disse ele, afirmando que a substituição do fumo pelo cigarro eletrônico é uma das estratégias possíveis.

“No entanto, o e-cigarette não é inócuo, também contém cancerígenos, e ainda é necessário mais tempo para avaliar seu impacto sobre a mortalidade”, disse.

Além disso, esses dispositivos podem funcionar como uma “porta de entrada” para o tabagismo posterior entre os mais jovens. Outro ponto relevante para o Dr. Temporão é a atual falta de padronização desses produtos.

“Precisamos lembrar que a indústria não quer reduzir danos ao fumante, mas sim aumentar as vendas. Qualquer mudança precisa ser feita com cautela”, considerou. Ele acrescentou que medidas que atualmente são válidas para os cigarros tradicionais deveriam ser também adotadas para os cigarros eletrônicos, por exemplo, proibição de propaganda, de aditivos, de venda para menores de idade e taxação.

“Ou seja, esses produtos deveriam ser regulados como produtos de tabaco”, afirmou o Dr. Temporão.

Para o Dr. Carlos Gil Moreira Ferreira, do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, frequentemente os oncologistas negligenciavam se o paciente com câncer de pulmão permanecia fumando ou não.

“Durante algum tempo, não havia dados comparando os resultados de sujeitos que continuavam fumando e aqueles que cessavam esse hábito, porém estudos mostraram que pacientes que mantêm o tabagismo têm desfechos piores[5]”, disse durante o simpósio.

Mas mesmo sabendo do pior prognóstico e estando ciente dos prejuízos que o tabagismo causou, o paciente, segundo o Dr. Ferreira, ainda tem dificuldade para interromper essa prática.

Não existem atualmente, segundo o médico, dados inquestionáveis que atestem que a nicotina é carcinogênica: “À luz do que sabemos, ela não é carcinogênica”, afirmou. Desde o final da década de 1990 tem-se observado um aumento no número de casos de câncer de pulmão entre não tabagistas, fato que intriga os pesquisadores[6].

“Atualmente, nos Estados Unidos, os não tabagistas já representam 20% dos diagnosticados com câncer de pulmão. Em algumas áreas da Ásia, a taxa chega a 50%. Entre os não fumantes, essa neoplasia é mais frequente em mulheres e em indivíduos com 80 anos”, disse o médico.

O tabagismo passivo é um dos fatores que vem sendo estudado como uma das possíveis causas, porém o Dr. Ferreira destacou que ainda são necessários estudos mais consistentes.

“É possível que os cigarros eletrônicos possam ter também um efeito positivo sobre aqueles que não fumam, porém também precisamos de pesquisas nesse campo”, considerou.

Para o Dr. Ferreira, a proibição desses dispositivos pela Anvisa foi uma decisão precipitada.

“Precisamos discutir o tema. A questão já está presente, e o momento representa oportunidade para gerar mais informação. Minha sugestão é que a comunidade médica coordene uma discussão nesse sentido, pois, mesmo que se chegue à decisão de banir o produto, essa medida deve ser baseada em dados”, afirmou, encerrando a sessão que foi moderada pelo Dr. Denizar Vianna Araujo, professor da Uerj.

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#”Relógio biológico” pode ajudar a acabar com o #cancro

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O “relógio biológico” do corpo humano pode ajudar a diminuir as doenças cancerígenas

A investigação, divulgada pela médica Angela Relógio, da universidade Charité-Médica de Berlim, baseia-se em experiências com ratinhos e sugere que o “relógio biológico” pode contribuir para suprimir o cancro.

O estudo lembra que o corpo humano tem um relógio biológico interno, o chamado “ritmo circadiano”, que se move diariamente e se sincroniza com o tempo solar.

Relógio e os seus colegas colocam a hipótese de, dado que os processos moleculares são regulados pelo tempo, incluindo o metabolismo, a reparação de DNA e o ciclo celular, o relógio circadiano tem potencial para atuar como supressor tumoral.

O relógio biológico sincroniza-se com os ciclos de luz e escuridão e ajuda a elaborar padrões metabólicos e de comportamento tais como os ciclos diários de descanso e atividade.

Muitas doenças, nomeadamente o cancro, podem interromper o ritmo do relógio e fazer com que este se descontrole e algumas têm um ciclo celular disfuncional e hipertactivo que permite que as células tumorais se multipliquem de forma descontrolada.

Os investigadores descobriram que quando alteram a proteína RAS, que se ativa de forma inapropriada em cerca de um quarto dos tumores humanos, e as proteínas INK4A e ARF, que podem suprimir o cancro, produzia-se uma dissonância entre o relógio circadiano e o ciclo celular.

A proteína RAS, que se sabe controlar o ciclo celular, também controla os ritmos circadianos e exerce o seu efeito sobre o relógio biológico através da INK4A e a ARF.

O estudo realça o importante papel do relógico circadiano como modelador das decisões das celulas e reforça a função desse relógio como mecanismo de prevenção do cancro.

À luz das novas descobertas, a equipa de investigadores acredita que é necessário “repensar o tratamento do cancro” incluindo o fator do tempo intento para que se alcancem bons resultados terapêuticos.

#Cribado cervical para #cáncer cervicouterino cada 5 años en algunas mujeres

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La extensión de los intervalos del cribado de cáncer cervicouterino a cada 5 años o más, si los resultados de la detección son constantemente negativos, resulta seguro para las mujeres.[1]

Los nuevos hallazgos se publicaron en Annals of Internal Medicine e informan deuna disminución sustancial del riesgo de desarrollar cáncer cervicouterino después de una o más pruebas simultáneas negativas de virus del papiloma humano (VPH) y detección citológica.

Los resultados, que provienen de un seguimiento de aproximadamente un millón de mujeres, demuestran que el riesgo de cáncer cervicouterino invasivo y neoplasia intraepitelial cervicouterina de grado 3 o más (NIC ≥ 3), disminuyó con cada ronda de pruebas simultáneas. La disminución absoluta de los riesgos fue mayor entre la primera y la segunda, que entre la segunda y la tercera rondas de pruebas simultáneas, informan los autores.

Cambios para cribado en las guías

Las guías para el cribado de cáncer cervicouterino han estado en cambio constante, sobre todo con el advenimiento de la vacuna contra el virus del papiloma humano. Por ejemplo, en sus guías actualizadas en 2015, el American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) afirma que la prueba del virus del papiloma humano puede considerarse una alternativa al diagnóstico de cáncer basado en el estudio citológico actual en mujeres de edad igual y mayor a 25 años. Sin embargo, el American College of Obstetricians and Gynecologists todavía recomienda las pruebas citológicas cada 3 años, y señala que son preferibles las pruebas simultáneas (citológica y de virus del papiloma humano) cada 5 años.

La US Preventive Services Task Force también ha emitido un nuevo proyecto de guías en las cuales se recomiendan las pruebas para cepas de virus del papiloma humano de alto riesgo solas, como una alternativa al estudio citológico exclusivo a partir de los 30 años de edad. Ya no recomiendan las pruebas simultáneas.

Los autores del nuevo estudio, dirigido por Philip Castle, PhD, maestro en salud pública, del Albert Einstein College of Medicine, en la Ciudad de Nueva York, Estados Unidos, señalan que ha sido escasa la experiencia con las estrategias que incorporan pruebas del virus del papiloma humano. Además, gran parte de la evidencia publicada sobre la detección sistemática basada en el virus del papiloma humano se fundamenta en una sola ronda de cribado del cáncer cervicouterino.

Efecto máximo con la primera prueba

En el último estudio, Castle y sus colaboradores analizaron datos de 990.013 mujeres que se sometieron a pruebas simultáneas entre los años 2003 y 2014, en el sistema de atención médica integrada Kaiser Permanente Northern California, a fin de evaluar el riesgo de cáncer cervicouterino en la práctica clínica sistemática después de pruebas simultáneas sucesivas para cribado que resultan negativas.

Encontraron que, en general, un incremento en el número de pruebas simultáneas negativas se relacionaba con una disminución constante en el riesgo de desarrollar cáncer o una neoplasia intraepitelial cervicouterina de grado ≥ 3 en un futuro, y que la primera prueba simultánea negativa tenía el máximo efecto en la reducción del riesgo.

Es importante que, dentro de cada determinada ronda de pruebas simultáneas, “el resultado exclusivo del virus del papiloma humano brindó seguridad en contra del cáncer y el riesgo de cáncer en un grado similar, independientemente de los resultados del estudio citológico, y de un resultado de las pruebas simultáneas del virus del papiloma humano/citológica”, señalan los autores.

Por lo que respecta a la prueba del virus del papiloma humano exclusiva, el riesgo a 5 años para cáncer cervicouterino invasivo tras una prueba del virus del papiloma humano negativa disminuyó desde 0,0092% (9,2 por 100.000) para el primer resultado negativo (sin pruebas simultáneas negativas precedentes), hasta 0,0015% (1,5 por 100.000) para un resultado negativo para virus del papiloma humano en la tercera prueba simultánea después de 2 pruebas simultáneas negativas.

Asimismo, el riesgo a 3 años para el cáncer cervicouterino invasivo después de un resultado negativo en la prueba del virus del papiloma humano disminuyó de 0,0081% (8,1 por 100.000) para la primera prueba a 0,0015% (1,5 por 100.000) para un resultado negativo en la prueba del virus del papiloma humano en la tercera prueba simultánea después de 2 pruebas simultáneas negativas.

En comparación, el riesgo de cáncer a 3 años después de una prueba citológica negativa disminuyó de 0,0140% (14 por 100.000) para el primer resultado, a 0,0023% (2,3 por 100.000) para un resultado negativo en la tercera prueba simultánea después de 2 pruebas simultáneas negativas.

El riesgo de ≥ neoplasia intraepitelial cervicouterina de grado 3, a 3 y 5 años con base en la primera, segunda y tercera pruebas simultáneas, siguió patrones que fueron similares a los del cáncer cervicouterino invasivo. Los riesgos de ≥ neoplasia intraepitelial cervicouterina de grado 3 a 5 años disminuyeron después de cada ronda sucesiva de cribado negativo con la prueba simultánea (0,098%, 0,052%, y 0,035%, respectivamente), lo mismo que el riesgo a 3 años (0,070%, 0,036%, y 0,020%).

A 3 años, el riesgo de una neoplasia intraepitelial cervicouterina de grado ≥ 3 después de una prueba para virus del papiloma humano negativa disminuyó después de pruebas sucesivas, de 0,085% para la primera prueba simultánea, hasta 0,024% para la tercera. El riesgo después de una prueba citológica negativa disminuyó de 0,199% a 0,043%.

Prueba del virus del papiloma humano independiente frente a prueba simultánea

En un editorial complementario, el Dr. Guglielmo Ronco, PhD, del City of Health and Science, Turín, Italia, y la Dra. Silvia Franceschi, PhD, de la International Agency for Research on Cancer, Lyon, Francia, señalaron que en la primera prueba simultánea, el riesgo de cáncer entre las mujeres con una prueba del virus del papiloma humano negativa es solo un poco más alto que el riesgo para aquellas con resultados negativos en la prueba simultánea. El riesgo disminuye más después de la segunda prueba simultánea negativa para virus del papiloma humano, y desaparece después de la tercera.[2]

Señalan que “es importante reconocer que los casos de cáncer cervicouterino invasivo detectados en mujeres con resultados positivos en la prueba simultánea de virus del papiloma humano/citológica” en el estudio realizado por el Dr. Castle y sus colaboradores, no corresponden exactamente a los que habrían ocurrido después de pruebas de virus del papiloma humano independientes, pues hubo casos que no se evitaron, por conocer las anomalías citológicas.

“El motivo más plausible para no lograr prevenirlas consistió en que el cáncer cervicouterino invasivo ya estaba presente cuando se detectaron las anomalías citológicas en las células cervicouterinas exfoliadas”, escriben los editorialistas.

El estudio confirma que “el aumento en la sensibilidad con las pruebas simultáneas frente a la prueba del virus del papiloma humano independiente es mínimo para neoplasia intraepitelial cervicouterina de grado ≥ 3”, indican los editorialistas.

“Es importante señalar que las pruebas simultáneas dan lugar a un número considerable de colposcopias y biopsias innecesarias, y tal vez a sobretratamiento”, destacan.

El Dr. Castle fue financiado en parte por una asignación de Acta a Personal Intergubernamental del National Institutes of Health/National Cancer Institute. Recibió pruebas de cribado cervicouterino, y materiales diagnósticos de Roche, BD Biosciences, Cepheid, y Arbor Vita, a un costo reducido o sin costo, para investigación. Los coautores del Dr. Castle son empleados del National Cancer Institute. Los editorialistas, Dr. Ronco y Dra. Franceschi, han declarado no tener ningún conflicto de interés económico pertinente.

#Anticoncepción hormonal contemporánea y #riesgo de cáncer de mama

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RESUMEN

ANTECEDENTES

Se sabe poco sobre si la anticoncepción hormonal contemporánea está asociada a un mayor riesgo de cáncer de mama.

MÉTODOS

Evaluamos las asociaciones entre el uso de anticonceptivos hormonales y el riesgo de cáncer de mama invasivo en un estudio prospectivo de cohortes nacional, en el que participaron todas las mujeres de Dinamarca de 15 a 49 años de edad que no habían tenido cáncer ni tromboembolia venosa, y que no habían recibido tratamiento para la infertilidad. Los registros nacionales proporcionaron información actualizada individualmente sobre el uso de anticonceptivos hormonales, diagnósticos de cáncer de mama y posibles factores de confusión.

RESULTADOS

Entre las 1,8 millones de mujeres a las que se hizo un seguimiento durante un promedio de 10,9 años (un total de 19,6 millones de años-persona), se detectaron 11 517 casos de cáncer de mama. En comparación con las mujeres que nunca habían utilizado anticonceptivos hormonales, el riesgo relativo de cáncer de mama en todas las usuarias actuales y recientes fue de 1,20 (intervalo de confianza [IC] 95 %: de 1,14 a 1,26). Este riesgo aumentó de 1,09 (IC 95 %: de 0,96 a 1,23) con menos de 1 año de uso a 1,38 (IC 95 %: de 1,26 a 1,51) con más de 10 años de uso (P = 0,002). Después de la interrupción de la anticoncepción hormonal, el riesgo de cáncer de mama seguía siendo mayor en las mujeres que los habían utilizado durante 5 años o más que entre las mujeres que no los habían usado nunca. Las estimaciones del riesgo asociado al uso actual o reciente de diversos anticonceptivos orales combinados (estrógeno y progestina) estuvieron comprendidas entre 1,0 y 1,6. Las usuarias actuales o recientes del DIU de progestina también tuvieron un mayor riesgo de cáncer de mama que las mujeres que nunca habían usado anticonceptivos hormonales (riesgo relativo = 1,21; IC 95 %: de 1,11 a 1,33). El aumento total absoluto del número de cánceres de mama diagnosticados entre las usuarias actuales y recientes de cualquier anticonceptivo hormonal fue de 13 (IC 95 %: de 10 a 16) por cada 100 000 años-persona o, aproximadamente, 1 cáncer de mama extra por cada 7690 mujeres usuarias de anticonceptivos hormonales durante 1 año.

CONCLUSIONES

El riesgo de cáncer de mama fue mayor en las usuarias actuales o recientes de anticonceptivos hormonales contemporáneos que en las mujeres que nunca los habían usado; este riesgo aumentó con una mayor duración del uso; sin embargo, los aumentos absolutos del riesgo fueron reducidos. (Financiado por la Fundación Novo Nordisk).

#El #vino y los #licores elevan el #riesgo de cáncer de pulmón en las #personas que nunca han fumado

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Punto clave

  • Beber vino o licor aumenta de modo significativo el riesgo de cáncer de pulmón entre las personas que nunca han fumado.

Por qué es importante

  • No se comprenden bien las causas del cáncer de pulmón en las personas que nunca han fumado.

Diseño del estudio

  • Análisis agrupado de 5 estudios de casos y controles.
  • Se incluyó a 1301 personas que nunca habían fumado: 438 con cáncer de pulmón y 863 pacientes de control.
  • Financiación: Ministerio de Ciencia e Innovación de España, Consejería de Sanidad gallega y otros.

Resultados clave

  • Las mujeres ascendían al 80,4 % de los casos y al 49,8 % de los pacientes de control.
  • La OR del riesgo de cáncer de pulmón entre los bebedores, en comparación con los no bebedores, era de 0,75 (IC del 95 %: 0,59-0,95).
  • Los participantes que bebían algún tipo de vino presentaban más del doble de riesgo de cáncer de pulmón que los que no bebían vino (OR: 2,20; IC del 95 %: 1,12-4,35).
  • Los participantes que bebían licores tenían casi el doble de probabilidades de aparición de cáncer de pulmón (OR: 1,90; IC del 95 %: 1,13-3,23).
  • No se observó ninguna asociación entre la ingesta de cerveza y el riesgo de cáncer de pulmón.
  • Después del ajuste por la edad, el sexo, la ingesta total de alcohol, el nivel educativo y la convivencia con fumadores, las mujeres que bebían algún tipo de vino presentaban un mayor riesgo de cáncer de pulmón (OR: 1,61; IC del 95 %: 0,70-3,82), pero los hombres que bebían algún tipo de vino no lo presentaban (OR: 0,91; IC del 94 %: 0,32-2,51).

Limitaciones

  • Más casos de mujeres que de hombres.

García Lavandeira JA, Ruano-Ravina A, Kelsey KT, Torres-Durán M, Parente-Lamelas I, Leiro-Fernández V, Zapata M, Abal-Arca J, Vidal-García I, Montero-Martínez C, Amenedo M, Castro-Añón O, Golpe-Gómez A, Guzmán-Taveras R, Martínez C, Provencio M, Mejuto-Martí MJ, García-García S, Fernández-Villar A, Piñeiro M, Barros-Dios JM. Alcohol consumption and lung cancer risk in never smokers: a pooled analysis of case-control studies. Eur J Public Health. 2017 Nov 13 [Epub ahead of print]. doi: 10.1093/eurpub/ckx196. PMID: 29140412

#El tiempo de #retraso de la radioterapia afecta la sobrevida de las pacientes con #cáncer de mama

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QUERÉTARO, MEX. Salas de radioterapia llenas, pacientes inconformes y largas listas de espera. Estees el panorama cotidiano para la atención del cáncer de mama en México, y preocupa de tal forma que no solamente es un aspecto relevante en hospitales públicos sino también en instituciones privadas.

Dra. Christian Haydeé Flores Balcázar

Es por ello que durante el 35° Congreso Nacional de la Sociedad Mexicana de Oncología, la Dra. Christian Haydeé Flores Balcázar, del Instituto Nacional de Cancerología (INCan), en la Ciudad de México, México, compartió un panorama sobre los tiempos de espera para el tratamiento de cáncer de mama, así como datos propios respecto al tema, y proyectos de la institución donde labora.[1]

En los países de ingreso económico alto como Inglaterra o Australia, el intervalo promedio para tratar un paciente con cáncer de mama oscila entre los 30 y 48 días y hasta un 60% comienza su tratamiento en los primeros tres meses a partir del inicio de los síntomas.[2]

En el caso de países como Brasil o Malasia, se sabe que el intervalo de intervención es de 5,5 y 8 meses, respectivamente, pero en países como México, existe muy poca información al respecto.

Los primeros estudios que se enfocaron en los tiempos de espera para recibir radioterapia se realizaron en Noruega. Desde hace 30 años se sabía que era un factor de gran importancia porque las pacientes comenzaban tarde su tratamiento. A partir de ese momento, otros países comenzaron a generar sus datos, entre ellos, Reino Unido, Australia, Nueva Zelanda, Dinamarca y España. En el continente americano, Canadá es uno de los que se ha comprometido a tomar este tipo de medidas.

En el año 2000, investigadores canadienses publicaron sus estándares de atención, en donde especifican que para cada centro de radioterapia, el intervalo entre la fecha de referencia a radioterapia por el oncólogo y la fecha de la primera consulta, no debe ser de más de diez días [3] Para tratamientos en modalidad única (solo radioterapia) “se toma la última fecha en el que el paciente fue visto y la del inicio del tratamiento, y para tratamientos multimodales, se toma la fecha del primer tratamiento y la fecha de la primera sesión de radioterapia”. Como control de calidad, todos los centros de radioterapia de aquel país reportan el porcentaje o número de personas que han tardado más de diez días en iniciar tratamiento cada mes.

“En México, la investigación con respecto a este tipo de espera es escasa, por lo cual nos dimos a la tarea de crear un análisis y diagnóstico situacional de nuestro hospital, con la intención de lograr un plan estadístico que ayude a convencer a las autoridades de la necesidad de equipos de radioterapia y mejores estrategias de prevención”, explicó la Dra. Flores Balcázar, quien también es investigadora.

Uno de los primeros estudios mexicanos es de la Clínica de Especialidades de la Mujer del Hospital Central Militar, donde se analizó la oportunidad de diagnóstico de varias pacientes (n = 40) con cáncer de mama, y aunque el estudio tiene sus limitaciones, una de sus conclusiones destaca que son los factores organizativos del sistema de salud los que afectan en mayor parte para la oportunidad en el diagnóstico y tratamiento.[4]

En todo el mundo, el intervalo total de tratamiento (desde síntomas hasta tratamiento) no debe sobrepasar los tres meses, pero en un estudio recientemente publicado con datos de México, se observó que intervalo total de tratamiento de pacientes con cáncer es de cuatro a 14 meses a partir del diagnóstico, con una mediana de tiempo de siete meses para recibir tratamientos.[5]

Las causas posibles de este retraso, explicó la Dra. Flores Balcázar, podrían ser el envejecimiento de la población y el aumento en la incidencia, ya que “tenemos más pacientes jóvenes enfermas” y nuevas indicaciones de radioterapia en este padecimiento (mayor irradiación que en el pasado).

El metanálisis, que fue encabezado por la Dra. Karla Unger Saldaña, de la Unidad de Epidemiología del Instituto Nacional de Cancerología, es una de las revisiones más importantes de control de calidad para radioterapia, demostró que existe un detrimento en la sobrevida de los pacientes por cada mes que permanecen sin tratamientos, y este no solamente es en el caso del cáncer de mama, sino también en pacientes con cáncer de cérvix, y cáncer de cabeza y cuello.

Específicamente para cáncer de mama, se sabe que el aumento en el riesgo de progresión (en otro sitio o local) por cada mes sin tratamiento, es de 1,11. “Parecieran cifras no muy altas, ni alarmantes, pero definitivamente nos están dando una pauta para poder hacer más ejercicios de este tipo”, dijo la Dra. Flores Balcázar.

Agregó que las definiciones que pueden dar indicadores de calidad en la radioterapia son para 2 etapas: 1) la preoperatoria, el intervalo a partir del diagnóstico y el inicio de la radioterapia; y 2) la adyuvancia, el intervalo a partir de la cirugía y el inicio de la radioterapia posoperatoria.[6]

Experiencia institucional

“El intervalo de tiempo intrahospitalario es algo que sí podemos medir con los recursos con los que contamos”, dijo la Dra. Flores Balcázar, y agregó que para analizar cómo es que este retraso en el tratamiento afecta a la sobrevida de los pacientes, se optó por un análisis y diagnóstico situacional del servicio de radioterapia del Instituto Nacional de Cancerología.[7]

Sus últimos datos, actualmente en revisión para su publicación en Cancer Epidemiology, reportan que una gran proporción de las pacientes tratadas en el Instituto Nacional de Cancerología tienen un tiempo de espera promedio de 152 días (rango: 11 – 496) para recibir tratamiento por parte del servicio de radioterapia. Además de que, en el análisis multivariante, el tiempo entre la cirugía y el inicio de la radioterapia adyuvante fue un factor de riesgo para una sobrevida global y una sobrevida libre de progresión más corta (hazard ratio [HR]: 1,3; IC 95: 1,06 – 1,71; p = 0.015), junto con la edad temprana, los receptores negativos de estrógeno y progesterona, el cáncer de mama triple negativo o HER2/neu, la presencia de invasión linfovascular y un mayor tamaño tumoral.

Un retraso de más de 2 meses entre la cirugía y radioterapia adyuvante en etapas tempranas, y un retraso mayor a 7 meses en pacientes con quimioterapia adyuvante y radioterapia, también se asoció con una sobrevida global más corta.

La Dra. Flores Balcázar hizo hincapié en que, ciertamente, este es un estudio institucional con limitaciones y sesgos, por lo que no se puede generalizar a todas las poblaciones y aplica únicamente al Instituto Nacional de Cancerología. Sin embargo, las conclusiones que son relevantes para otras distintas instituciones son varias. La principal es que estos estudios no son difíciles de hacer, probablemente lo complicado será dedicarse a crear una base de datos de todos los pacientes y documentar fechas exactas.

Además, las estadísticas se tienen que hacer en cada departamento y en cada hospital para saber qué es lo que se tiene que modificar para normar sus conductas. “Hoy, de manera local, esta información sirvió para conseguir mayores recursos”, aseguró la Dra. Flores Balcázar.

Concluyó que, de manera general, existen razones radiobiológicas que justifican la sospecha de que un retraso en el inicio del tratamiento empeora el control local y dijo que en un futuro se tendrían que tomar en cuenta factores de la institución que hayan contribuido al retraso, como un desperfecto en algún equipo, además de factores propios de las pacientes (culturales y socioeconómicos), ya que, por ejemplo, la pena de acudir al medico podría ser un factor importante.

Finalmente, y gracias a estos resultados se ha añadido un párrafo al Consenso Mexicano sobre Diagnóstico y Tratamiento del Cáncer Mamario,[8] en el que se establece que el inicio de la radioterapia después de cirugía conservadora sin quimioterapia debe ser en las primeras ocho semanas. Después de la quimioterapia neoadyuvante y la cirugía, debe ser en treinta días, y luego de la cirugía y quimioterapia adyuvante en el primer mes, destacando que no se debe retrasar más de siete meses el tratamiento con radiación a partir de la cirugía.

#Cáncer de endometrio: los #factores de riesgo cardiovascular son prevalentes en el momento del diagnóstico

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Punto clave

  • Las mujeres con cáncer de endometrio presentan una prevalencia más elevada de obesidad, hiperglucemia e hipercolesterolemia que las mujeres sin la enfermedad.

Por qué es importante

  • La enfermedad cardiovascular presenta un riesgo de mortalidad importante en las mujeres con cáncer de endometrio.
  • La detección temprana y la atenuación de los factores de riesgo cardiovascular pueden mejorar los desenlaces en estas mujeres.

Diseño del estudio

  • En un estudio de casos y controles se evaluó a 150 mujeres consecutivas con cáncer de endometrio de diagnóstico reciente y a 746 mujeres de control emparejadas por edad y etnia.
  • Financiación: Instituto Nacional para la Investigación Sanitaria de Reino Unido.

Resultados clave

  • En comparación con las mujeres de control, las mujeres con cáncer de endometrio presentaban en mayores proporciones obesidad (60,7 % frente al 32,4 %; P < 0,0001), hiperglucemia (57,2 % frente al 11,5%, P = 0,0001) y elevación del índice entre el colesterol total y el de las lipoproteínas de alta densidad (26,7 % frente al 13,7 %; P = 0,0002).
  • Significativamente más mujeres con cáncer de endometrio presentaban factores de riesgo cardiovascular que se habían detectado mediante cribado o que se habían infratratado (88,7 % frente al 54,3 %, P < 0,0001).
  • El 12,6 % de las mujeres con cáncer de endometrio presentaba, frente al 8,8 % de las mujeres de control, una mediana superior de puntuación del riesgo de enfermedad cardiovascular a los 10 años (P = 0,0001).
  • La optimización de los factores de riesgo cardiovascular resultará en una reducción porcentual absoluta del 1,8 % en el riesgo cardiovascular en las mujeres con cáncer de endometrio frente al 0,7 % en las mujeres de control.

Limitaciones

  • Posibles errores de clasificación.

Kitson SJ, Lindsay J, Sivalingam VN, Lunt M, Ryan NAJ, Edmondson RJ, Rutter MK, Crosbie EJ. The unrecognized burden of cardiovascular risk factors in women newly diagnosed with endometrial cancer: A prospective case control study. Gynecol Oncol. 2017 Nov 24 [Epub ahead of print]. doi: 10.1016/j.ygyno.2017.11.019. PMID: 29174567