Pneumologia

Uno de cada 4 accidentes de tráfico se debe a la somnolencia y los trastornos del sueño

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El sueño es el ritmo biológico más importante.

El sueño es el ritmo biológico más importante.

La somnolencia y los trastornos del sueño provocan uno de cada cuatro accidentes de tráfico, según ha avisado el presidente de la Sociedad Española de Sueño y jefe de la Unidad de Sueño del Hospital Universitario de Burgos, Joaquín Terán-Santos, durante el evento ‘Cuídate Plus’.

“El sueño es el ritmo biológico más importante y está estrechamente ligado no solo al mantenimiento de la función cerebral sino que también cuenta con un fuerte impacto en el metabolismo, la temperatura, el sistema inmune o el funcionamiento cardiovascular y la pérdida de la estructura de sueño produce un desorden que se desemboca en enfermedad”, ha comentado el experto.

En concreto, la apnea del sueño, junto al insomnio, es el trastorno del sueño más prevalente que se sufre en España y que afecta a un alto porcentaje de la población que en un 70% no está diagnosticada ni tratada. A pesar de ello, el 90% de la población desconoce en qué consiste este trastorno que interrumpe la respiración varias veces a lo largo del sueño, provoca ronquidos, respiración convulsiva o incluso despertar.

El sueño es un proceso activo y complejo, fundamental para mantener un correcto estado de salud física y mental, ya que se ha demostrado que la pérdida de sueño se asocia a factor de riesgo para diabetes y obesidad, siendo ésta un factor predisponente para la apnea de sueño.

En este punto, el experto ha avisado de solo el 20% de los niños y adolescentes tiene unos horarios de sueño regulares, a pesar de que ya hay estudios que muestran el impacto de la apnea de sueño en los niños y su relación con la obesidad o las alteraciones cognitivas en términos de atención, memoria y, por tanto, de repercusión en el desarrollo intelectual y en el rendimiento-fracaso escolar.

“Diversas investigaciones han identificado biomarcadores de alzhéimer en niños con apnea del sueño y obesidad, en los que, tras una intervención en higiene del sueño se produce una mejora de la situación de la corteza cerebral y de la respuesta neurocognitiva”, ha destacado el experto.

En el caso de los adultos, prosigue, multitud de estudios establecen el “importante” deterioro cognitivo y de rendimiento profesional y pérdida económica relacionado con el insomnio, con un impacto que oscila entre el uno y el 2% del PIB de las sociedades occidentales.

Acupuncture improves quality of life in patients with allergic asthma

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Acupuncture was associated with increased disease-specific and health-related quality of life compared to routine care alone.

While available evidence is considered insufficient, acupuncture is often used in patients with chronic asthma.

Now a new trial which set out to investigate the effectiveness of acupuncture in addition to routine care in patients with allergic asthma has concluded that such treatments are associated with increased disease-specific and health-related quality of life compared to routine care alone.
A total of 1,445 participants were randomised to receive up to 15 acupuncture sessions over three months or to a control group receiving routine care alone. Patients who did not consent to randomisation received acupuncture treatment for the first three months and were followed as a cohort.
In the randomised group, acupuncture was associated with an improvement in the asthma-related quality of life questionnaire [AQLQ]  score compared to the control group, as well as in the physical and mental component scale of the short form-36 [SF-36].

Writing in the Journal of Alternative and Complementary Medicine (JACM), authors said, considering the results, “acupuncture might be considered as a viable option in the treatment of patients with allergic bronchial asthma”.

They said further studies are urgently needed to investigate the specific effects of acupuncture in allergic asthma.

Estamos tratando pneumonia corretamente?

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Estamos tratando pneumonia corretamente?

Um estudo publicado no New England Journal of Medicine (NEJM) avaliou o uso de monoterapia versus terapia combinada para o tratamento de pneumonia adquirida na comunidade (PAC) em pacientes que não precisavam de terapia intensiva.

Especificamente foram comparadas uso de beta-lactamico em monoterapia versus associação com macrolideo ou fuloroquinolona em monoterapia. O resultado apontou para uma redução de da mortalidade por qualquer causa nos primeiros 90 dias.

A estratégia empírica de monoterapia com beta-lactâmico foi considerada tão boa quanto terapia de associação ou o uso de quinolonas respiratórias.

O tratamento de PAC continua sendo uns dos principais assuntos em todo mundo, visto que se trata de uma patologia que causa hospitalização e morte  em um grande grupo populacional. Apenas no Brasil, 2 milhões de casos ocorrem todos os anos ocasionando 33 mil mortes, acometendo principalmente grupos populacionais extremos como idosos e crianças.

O guideline Americano de tratamento de PAC recomenda que seja utilizado terapia conjunta com beta-lactamico e Macrolideo ou fluorquinolona sozinha para todos os pacientes.

Segundo a diretriz de tratamento de PAC da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), o uso de terapias combinadas ou quinolonas respiratórias devem ser reservados para casos graves e com choque. Sendo as principais recomendações:

  • A terapia combinada não é superior à monoterapia em pacientes de baixo risco (Evidência B).
  • A terapia combinada deve ser recomendada para pacientes com PAC grave, sobretudo na presença de bacteremia, insuficiência respiratória ou choque (Evidência B).
  • A terapia com dois antibióticos eficazes reduz a mortalidade na pneumonia pneumocócica bacterêmica em comparação à monoterapia (Evidência B).

Outras regiões do mundo, como o Reino Unido e Canadá, adotam condutas similares as indicadas pela SBPT. Esses países recomendam o uso deste tipo de terapia apenas para os casos moderados a grave.

Os Estados Unidos comumente possuem uma predileção para prescrição de esquemas antibióticos mais agressivos. Isso decorre fundamentalmente da cultura médica aplicada, assim como a seleção de bactérias resistentes que ocorre há anos. Um ciclo que só aumenta.

A pesquisa no NEJM foi produzida por um grupo de pesquisadores holandeses e permitia aos pesquisadores trocarem o esquema terapêutico caso necessário. O tempo médio de uso das estratégias foram de tratamentos de 6 dias, com os 3 primeiros dias de terapia venosa.

Os resultados da monoterapia foram muito similares aos outros aplicados. Dessa maneira os pesquisadores recomendaram que a inclusão de macrolídeos deve ser reavaliada antes de indicada para os casos de PAC sem necessidade de UTI.

 

Referencias:

Postma DF et al. Antibiotic treatment strategies for community-acquired pneumonia in adults. N Engl J Med 2015 Apr 2; 372:1312.

Single Antibiotic as Good as Combination for Pneumonia. Medscape. Apr 02, 2015.

Diretrizes brasileiras para pneumonia adquirida na comunidade em adultos imunocompetentes – Ricardo de Amorim Corrêa, Fernando Luiz Cavalcanti Lundgren, Jorge Luiz Pereira-Silva, Rodney Luiz Frare e Silva (editores)

Social smoking carries the same cardiovascular risk as daily smoking

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The authors of a new study say more effort is needed to encourage social smokers to quit.

Doctors should strive to identify social smokers and offer them advice and tools to quit smoking. That’s according to the authors of a new  American Journal of Health Promotion study of almost 40,000 people which found risks for hypertension and elevated cholesterol were similar between social smokers and daily smokers.
The study’s authors say the findings have implications for clinical practice and population health, and should prompt a re-think on how patients are asked about their smoking habits.

“This has been a fairly neglected part of the population. We know that regular smoking is an addiction, but providers don’t usually ask about social smoking,” said senior author Bernadette Melnyk. “The typical question is ‘Do you smoke or use tobacco?’ And social smokers will usually say ‘No’.”
Instead, the authors say questions such as “Do you ever smoke cigarettes or use tobacco in social situations such as at bars, parties, work events or family gatherings?” or “When was the last time you had a cigarette or used tobacco with friends?” may help to identify social smokers so that they can be counselled on the risk of social smoking and the benefits of smoking cessation.

Asma: uso excessivo de corticoides orais sugere subutilização de corticoides inalatórios

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Bridget M. Kuehn

A prescrição excessiva de corticoides orais para crianças com asma parece algo comum, especialmente as crianças mais novas, revela um novo estudo. A subutilização dos corticoides inalatórios pode explicar em parte a prescrição excessiva destes medicamentos por via oral, sugere o editorial que acompanha o estudo.

“Dado o uso de corticoide oral em larga escala na nossa população podemos presumir que uma parte significativa das prescrições destina-se às crianças que apresentam sibilos e/ou tosse de leve intensidade”, escrevem o Dr. Harold Farber, médico do Departamento de Pediatria do Texas Children’s Hospital em Houston, e seus colaboradores. É improvável que estes medicamentos beneficiem estas crianças, observam os autores.

Os pesquisadores apresentaram suas descobertas on-line em 10 de abril no periódico Pediatrics.

Um breve curso de corticoide oral é recomendado atualmente para o tratamento das exacerbações de moderadas a graves da asma. Porém, estes medicamentos podem deflagrar quadros de ansiedade, mania, irritabilidade, ou comportamento agressivo, e podem causar osteopenia. Isto levou a questões sobre o uso excessivo desses medicamentos entre as crianças com asma.

Para avaliar a utilização dos corticoides orais nas crianças com asma os pesquisadores analisaram os pedidos de pagamento ao Medicaid e ao Children’s Health Insurance de mais de 69.000 crianças com asma no Texas entre 2011 e 2016. Eles descobriram que de 42,1% a 44,2% dessas crianças receberam prescrição de um corticoide oral mais de uma vez por ano.

As crianças menores de cinco anos foram ainda mais propensas a receber várias prescrições de corticoides orais em comparação às crianças mais velhas da coorte (49,0% vs. 38,8%). As taxas de dispensação foram menores para as crianças afro-americanas (35% a 36%) do que para as crianças brancas (40% a 44%) ou para as crianças hispânicas (43% a 49%). Mais de 80% dos que receberam prescrição de corticoides orais não tinham outras indicações de asma descompensada, como retirada frequente de beta-agonistas na farmácia, procura de serviços de emergência ou internação hospitalar pela asma.

Além disso, houve grande variação dos padrões de prescrição entre os médicos. Os números de prescrições foram 41% a 42% menores entre os pediatras com título de especialista da sociedade de pediatria. Os índices de prescrição foram maiores entre os especialistas em medicina interna, os médicos de família ou os generalistas (46% a 47%).

Os autores sugerem ser necessário mais treinamento clínico para promover o uso apropriado desses medicamentos.

“As diretrizes da asma precisam oferecer uma orientação clara para os médicos de quando o uso de corticoides orais para asma não é corroborado por evidências, e de quando o uso não é indicado na prática clínica”, escrevem os pesquisadores.

Eles também alertam que o estudo foi realizado entre as crianças da assistência pública, e pode não ser aplicável às crianças mais abastadas, escrevem os pesquisadores.

No editorial que acompanha o estudo, o Dr. Michael Cabana, médico do Departamento de Pediatria da University of California, em San Francisco, diz que as taxas de prescrição são “assombrosas”, mas adverte que as conclusões foram baseadas em dados de pedidos de pagamento. O estudo não avaliou os prontuários dos pacientes.

“Pode ser perigoso fazer julgamentos clínicos com base em dados de pedidos administrativos”, escreveu o Dr. Cabana. “No entanto, esta frequência de uso de corticoide oral é notável e merece uma análise mais aprofundada”.

As variações regionais das substâncias irritantes no ar, dos alergênios, do clima ou da cultura de prescrição local poderiam ter contribuído para as altas taxas de prescrição observadas no estudo, explica o Dr. Cabana.

No entanto, “apenas 28% das crianças que receberam várias prescrições de corticoides orais receberam algum corticoide inalatório, sugerindo a subutilização destes dispositivos para evitar as exacerbações da asma e reduzir a necessidade dos corticoides orais”, escreve o Dr. Cabana.

“O uso excessivo de corticoides orais pode ser um mero sintoma de outro problema de prescrição importante, que é a subutilização dos corticoides inalatórios para as crianças com asma persistente”, observa.

Os pesquisadores sugerem que o pêndulo da utilização dos corticoides orais pode ter balançado para longe demais.

“Nos últimos 30 anos, a prescrição de corticoides orais para as crianças com asma passou da subutilização ao que parece agora ser uma prescrição significativamente excessiva”, escrevem os autores. “Como na fábula Cachinhos Dourados e os Três Ursos, o nosso desafio agora é chegar à medida certa”.

Dr. Harold Farber é diretor médico associado do Texas Children’s Health Plan. Os coautores informaram não possuir conflitos de interesses relacionados com o tema. O Dr. Cabana informa trabalhar no escritório de palestrantes da Merck e receber honorários de consultoria para as empresas Genentech e Boehringer Ingelheim.

Pediatrics. 2017;139:e20164146, e20170598. Artigo, Trecho do editorial

Vírus Sincicial Respiratório

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Vírus Sincicial Respiratório: aumenta o número de casos graves
imagem de um virus

Vírus Sincicial Respiratório: aumenta o número de casos graves

Nas últimas semanas, os hospitais privados de São Paulo registraram um aumento no número de crianças infectadas com o vírus sincicial respiratório, responsável pela maior parte dos casos de bronquiolite em lactentes.

Na última terça-feira (11), o Hospital infantil Sabará, na Zona Oeste da cidade, precisou restringir o atendimento para emergências devido à alta demanda de crianças com complicações respiratórias graves. Em comunicado, o centro médico informou que o número de pacientes que precisaram ser internados foi 50% maior do que o registrado em 2015.

O Hospital Samaritano de São Paulo também informou um aumento na incidência das doenças respiratórias virais nas últimas três semanas, mas ressaltou que os casos estão dentro do previsto para a época do ano. Os vírus mais comumente identificados foram o H3N2, o H1N1 e o vírus sincicial respiratório.

Vírus sincicial respiratório: sinais e sintomas

Segundo dados do estudo BREVI (Brazilian Respiratory Virus Study), o vírus sincicial respiratório é responsável por 66,7% dos episódios de hospitalização de bebês prematuros.

Em adultos e crianças maiores de 2 anos com boas condições de saúde, os sintomas mais comuns são: secreção nasal, espirros, tosse seca, febre baixa, dor de garganta e dor de cabeça. Em crianças menores de 2 anos, a infecção pode evoluir para sintomas mais comumente encontrados em bronquiolite. Na maioria das pessoas infectadas, os sintomas desaparecem espontaneamente em até cinco dias.

Os seguintes sinais clínicos merecem atenção: febre alta, muita tosse, dificuldade para respirar, adejo nasal, cianose labial e nas extremidades, pieira, tiragem intercostal, falta de apetite e letargia. Esses sintomas podem indicar a progressão da doença.

Diagnóstico e tratamento

Em caso de suspeita, o diagnóstico é feito através de exames laboratoriais (coleta de sangue, secreção do nariz e da garganta) e radiografia do tórax.

O tratamento é sintomático; são indicados medicamentos para baixar a febre e aliviar a mialgia e o mal-estar. Assim como a maioria das viroses, recomenda-se também repouso e ingestão de líquidos. Pacientes com insuficiência respiratória grave devem ser hospitalizados para receber suporte ventilatório mecânico e medicamentos específicos, como broncodilatadores e antibióticos.

Referências: