Pneumologia

Redução de risco após o câncer: estilo de vida saudável (e algum tipo de noz)

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Roxanne Nelson

Pacientes com câncer com frequência perguntam o que podem fazer para se ajudarem. Novos dados de um estudo de longa duração em pacientes com câncer colorretal em estágio inicial confirmam que seguir um estilo de vida saudável reduz o risco de morte por câncer. Uma análise complementar acrescenta um novo dado: comer nozes também.

Os novos dados são de questionários preenchidos por pacientes com câncer colorretal no estágio III durante e após quimioterapia adjuvante.

“Descobrimos que os pacientes que tinham um peso corporal saudável, praticavam atividade física regular, comiam uma dieta rica em vegetais, frutas e grãos integrais e pobre em carnes processadas e carnes vermelhas, e bebiam quantidades pequenas ou moderadas de álcool tinham maior sobrevida livre de doença e global do que os pacientes que não o faziam”, disse a autora principal do estudo, Erin Van Blarigan, professora-assistente de epidemiologia e bioestatística da University of California,em San Francisco.

Seguir um estilo de vida saudável reduziu o risco de morte em 42%, e acrescentar consumo moderado de álcool à análise reduziu ainda mais o risco de morte, em 15%.

Erin falou em uma entrevista coletiva à reunião anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO). Os novos resultados são de uma análise dos dados coletados durante o ensaio CALGB 89803. Este estudo comparou vários regimes de quimioterapia adjuvante; os resultados foram publicados há 10 anos (J Clin Oncol. 2007;25:3456-3461).

O estilo de vida foi avaliado em dois momentos diferentes durante o período de estudo, com uso de pesquisas validadas. Um sistema de pontuação foi utilizado para quantificar a adesão às diretrizes publicadas pela American Cancer Society (ACS) (intervalo de 0 a 6; quanto maior a pontuação, mais saudáveis os comportamentos).

O consumo de álcool está incluído nas diretrizes da ACS para prevenção do câncer, mas não para sobreviventes de câncer, então Erin explicou que eles avaliaram a pontuação com e sem consumo de álcool.

Em um acompanhamento médio de sete anos, houve 335 recorrências e 299 óbitos (43 sem recorrência).

Os pesquisadores compararam então os desfechos para os pacientes com as maiores pontuações de aderência às diretrizes de estilo de vida saudável (5 a 6 pontos; n = 91, 9%) com os desfechos para os pacientes que obtiveram o menor grau de adesão às diretrizes (0 a 1 ponto; n = 262, 26%). Eles encontraram um risco 42% menor de morte (hazard ratio, HR, 0,58; P para tendência = 0,01) e uma tendência para a melhora da sobrevida livre de doença (SLD) para os pacientes com maior aderência às recomendações de estilo de vida saudável (HR, 0,69; P para tendência = 0,03).

Quando a análise incluiu álcool na pontuação, as HRs ajustadas para pacientes com pontuação de 6 a 8 pontos (n = 162, 16%) em comparação com aqueles cujo escore foi de 0 a 2 pontos (n = 187, 91% ) foram 0,49 para a sobrevida global (P para tendência = 0,002), 0,58 para SLD (P para tendência = 0,01), e 0,64 para sobrevida livre de recorrência (P para tendência = 0,05).

“Nossa equipe de pesquisa está realizando ensaios clínicos para avaliar a viabilidade e a aceitabilidade de intervenções digitais no estilo de vida, como o Fitbit, para pacientes com câncer colorretal”, disse Erin. “Se nossas intervenções forem aceitáveis e úteis aos pacientes, testaremos o impacto delas no risco de recorrência e mortalidade por câncer em estudos futuros”.

O estudo tem algumas limitações porque os resultados dependem da memória dos pacientes sobre o próprio comportamento, “mas a conclusão é que as diretrizes da ACS e outros recomendam comportamentos saudáveis porque eles são de fato saudáveis para você”, comentou o Dr. Richard L. Schilsky, chefe médico da ASCO.

Nozes reduzem mortalidade e recorrência

Em um estudo relacionado que usou a mesma coorte de pacientes do estudo CALGB 89803, os pesquisadores observaram que o consumo regular de nozes também foi associado a um menor risco de recorrência do câncer de cólon e a uma melhor sobrevida global.

Entre os 826 pacientes incluídos nesta análise, os resultados mostraram que aqueles que consumiram 2 ou mais onças (aproximadamente 56 gramas) de frutas e sementes oleaginosas de cascas rijas por semana tiveram um risco 42% menor de recorrência da doença, e um risco de mortalidade de 57% menor em comparação com aqueles que não comeram esse tipo de alimento.

Mas uma análise secundária, explicou o autor principal, Dr. Temidayo Fadelu, um fellow clínico em medicina no Dana Farber Cancer Institute, em Boston, Massachusetts, mostrou que o benefício do consumo estava limitado às oleaginosas que crescem em árvores – a associação não foi significativa para amendoim (e manteiga de amendoim).

O mecanismo biológico não é conhecido, mas provavelmente está relacionado ao efeito das nozes na resistência a insulina, ele destacou. “Esses resultados contribuem para evidências sobre o benefício de fatores dietéticos e do estilo de vida no câncer de cólon”.

Outros estudos observacionais sugeriram que aumentar o consumo de nozes está associado com menor risco de diabetes tipo 2, síndrome metabólica e resistência a insulina.

Melhor sobrevida livre de doença

Dr. Fadelu e colaboradores avaliaram associações do consumo de nozes com recorrência e mortalidade do câncer. Eles descobriram que, em comparação com os pacientes que se abstiveram de comer estes frutos secos, aqueles que consumiram pelo menos duas porções por semana tiveram uma HR ajustada de 0,58 (P para tendência = 0,03) para SLD e 0,43 (P para tendência = 0,01) para sobrevida global.

Os autores também observaram que, na análise de subgrupos, a associação significativa se aplicava apenas ao consumo de frutos oleaginosos que não o amendoim: HR de 0,54 (P para tendência = 0,04) para SLD e 0,47 (P para tendência = 0,04) para a sobrevivência global.

Além disso, eles observaram que a associação de consumo de frutos oleaginosos secos com melhores desfechos foi mantida entre alterações genômicas comuns (instabilidade de microssatélites, mutação KRAS, mutação BRAF e mutação PIK3CA).

O Dr. Schilsky observou que o estudo descobriu que comer duas porções de nozes por semana estava associado a resultados mais favoráveis, “mas se isso é devido a comer as nozes ou se isso é devido a algum outro comportamento associado a comer nozes, ainda não está claro”.

“No entanto, há um crescente número de evidências mostrando que comer esses frutos e sementes geralmente é bom para saúde, e este é outro estudo apontando na mesma direção”, disse ele ao Medscape.

Não substitui o tratamento

Comentando sobre os dois estudos, o presidente da ASCO, Dr. Daniel F. Hayes, observou que os dados mostram que “existe uma ótima chance de sobrevivência se você tem câncer de cólon, e que as pessoas saudáveis vivem melhor”.

No entanto, ele advertiu que esses resultados não significam que o estilo de vida pode substituir o tratamento, e disse que os pacientes não devem renunciar à conduta padrão no tratamento da própria doença.

“Ninguém quer se submeter a quimioterapia”, disse o Dr. Hayes. “Nós entendemos isso, mas a quimioterapia claramente salva vidas”.

“As pessoas não devem interpretar esses dois resumos como sugestão de que, se você tem um estilo de vida saudável e come nozes, não precisa usar a quimioterapia que seu oncologista recomenda”, acrescentou. “Essa é uma interpretação muito perigosa”.

O estudo de Erin (resumo 10006) foi financiado pelo National Cancer Institute dos National Institutes of Health; o estudo do Dr. Fadelu (resumo 3517) foi financiado pelo National Cancer Institute e por Pfizer. Erin e o Dr. Fadelu não declararam relações financeiras relevantes, embora múltiplos coautores de ambos estudos tenham declarado relações com a indústria. O Dr. Hayes relata possuir ações e receber lucros de propriedade de OncoImmune e InBiomotion; honorários de Lilly; financiamento de pesquisa (institutional) de Janssen, AstraZeneca, Puma Biotechnology, Pfizer, Lilly e Merrimack/Parexel; patentes, royalties e outras propriedades intelectuais com royalties de tecnologia licenciada a Janssen Diagnostics a respeito de células tumorais circulantes; e despesas de viagem, acomodação e gastos recebidos de Janssen Diagnostics.

Encontro Anual da American Society of Clinical Oncology. Resumos 10006 e 3517, apresentados, respectivamente, em 2 de junho e 3 de junho de 2017.

New disposable patch accurately diagnoses obstructive sleep apnoea

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Results from a new trial suggest the diagnostic patch is effective across all severity levels.

Scientists have developed a new wearable monitor to detect obstructive sleep apnoea, which may improve sleep apnoea testing at home.

The adhesive patch weighs less than one ounce and records nasal pressure, blood oxygen saturation, pulse rate, respiratory effort, sleep time and body position.

In a trial, simultaneous polysomnography and patch recordings from 174 subjects were analysed. The total rate of clinical agreement between the patch and standard in-lab polysomnography was 87.4 per cent, with a 95 per cent confidence interval of 81.4 per cent to 91.9 per cent.

“Our study provided clinical validation of a new wearable device for diagnosing sleep apnoea,” said principal investigator Maria Merchant, CEO of Somnarus Inc. “It was most surprising to us how well this inexpensive miniature device performed in comparison with in-lab sleep studies.”

The study results will now be used to apply for approval from the U.S. Food and Drug Administration for the SomnaPatch.

The findings will be presented at the 31st Annual Meeting of the Associated Professional Sleep Societies LLC (APSS) in Boston today (Wednesday, June 07). It is expected that the  Sleep 2017  conference will be attended by more than 5,000 delegates.

A Fitbit-like tracker to predict asthma attacks could be on the way

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A portable, wearable system could be commercially available within five years.

Scientists have created a graphene-based sensor that paves the way for the development of devices – possibly resembling fitness trackers like the Fitbit – which people could wear to alert them to impending exacerbation, and know when and at what dosage to take their medication.

“Our vision is to develop a device that someone with asthma or another respiratory disease can wear around their neck or on their wrist and blow into it periodically to predict the onset of an asthma attack or other problems,” explained senior author, Mehdi Javanmard. “It advances the field of personalised and precision medicine.”

The portable non-invasive approach measures levels of inflammation and oxidative stress in the respiratory tract by quantifying nitrite content in exhaled breath condensate (EBC) using reduced graphene oxide.

Javanmard said being able to monitor biomarkers continuously could result in a paradigm shift. “The ability to perform label-free quantification of nitrite content in EBC in a single step without any sample pre-treatment resolves a key bottleneck to enabling portable asthma management.”

The next step is to develop a portable, wearable system, which could be commercially available within five years, he said. The researchers also envision expanding the number of inflammation biomarkers a device could detect and measure.

La dieta mediterránea protege la salud de los pulmones de los fumadores (BMC Pulm Med)

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Aunque el factor más efectivo para preservar la salud de los pulmones es dejar de fumar.

La dieta mediterránea es un factor protector de la salud de los pulmones de los fumadores, según un estudio del Grupo de Estudio de Patología del Aparato Respiratorio en Atención Primaria (Gepar-AP) del IDIAP Jordi Gol de Barcelona, publicado en “BMC Pulmonary Medicine”.

Los investigadores han realizado un estudio para identificar los patrones dietéticos más habituales de los fumadores sin síntomas respiratorios y examinar la asociación entre los que comen y el deterioro de la función pulmonar.

El estudio concluye que la dieta mediterránea es un factor protector de la función pulmonar, además del hecho de dejar de fumar, mientras que el consumo excesivo de alcohol y la dieta occidental –alta en grasas y azúcar y baja en legumbres y verdura– se asocia con el deterioro de los pulmones.

“El tabaquismo es la principal causa del empeoramiento de la salud de los pulmones, pero también hay otros factores implicados, entre los que están los hábitos a la hora de comer”, ha explicado la investigadora principal Mar Sorli y el coordinador del grupo, Francisco Martín Luján.

Sorli ha asegurado que el objetivo del estudio ha sido identificar los patrones alimentarios de los fumadores sin enfermedad pulmonar, ver el impacto de la dieta completa en la salud respiratoria y evaluar si el hecho de modificar el patrón tiene “una posible aplicación clínica para preservar la función pulmonar”.

El estudio se realizó en una muestra poblacional de 207 fumadores sin enfermedad respiratoria, seleccionados aleatoriamente en 20 centros de atención primaria del área de Tarragona-Reus del Instituto Catalán de la Salud (ICS).

La media de edad de los participantes fue de 51 años y el 44% eran hombres, y en más del 22% de los participantes la espirometría mostró cambios en la función pulmonar, la mayoría de intensidad leve (72,3%), y el daño en la función pulmonar fue más frecuente en hombres que en mujeres.

Según los resultados del estudio, el deterioro de la función pulmonar está asociado al seguimiento de un patrón de consumo de alcohol y uno de tipo occidental, especialmente en las mujeres, mientras que la dieta mediterránea podría tener un efecto protector.

Los investigadores concluyen que, pese a que el factor más efectivo para preservar la salud de los pulmones es dejar de fumar, el cambio de hábitos alimentarios puede ser eficaz.

Smart T-shirt monitors respiratory rate in real time

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The innovation paves the way for clothing that could be used to diagnose respiratory illnesses or monitor people suffering from asthma, sleep apnoea, or COPD.

Researchers in Canada have created a smart T-shirt that monitors the wearer’s respiratory rate in real time. The innovation paves the way for clothing that could be used to diagnose respiratory illnesses or monitor people suffering from asthma, sleep apnoea, or COPD.

The key to the smart T-shirt is an antenna sewn in at chest level. “The antenna does double duty, sensing and transmitting the signals created by respiratory movements,” explained Prof Younes Messaddeq, who led the project. “The data can be sent to the user’s smartphone or a nearby computer.”

As the wearer breathes in, the smart fibre senses the increase in thorax circumference and the lung volume. “These changes modify some of the resonant frequency of the antenna. That’s why the T-shirt doesn’t need to be tight or in direct contact with the wearer’s skin. The oscillations that occur with each breath are enough for the fibre to sense the user’s respiratory rate.”

“Our tests show that the data captured by the shirt is reliable, whether the user is lying down, sitting, standing, or moving around,” Prof Messaddeq said.

Uno de cada 4 accidentes de tráfico se debe a la somnolencia y los trastornos del sueño

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El sueño es el ritmo biológico más importante.

El sueño es el ritmo biológico más importante.

La somnolencia y los trastornos del sueño provocan uno de cada cuatro accidentes de tráfico, según ha avisado el presidente de la Sociedad Española de Sueño y jefe de la Unidad de Sueño del Hospital Universitario de Burgos, Joaquín Terán-Santos, durante el evento ‘Cuídate Plus’.

“El sueño es el ritmo biológico más importante y está estrechamente ligado no solo al mantenimiento de la función cerebral sino que también cuenta con un fuerte impacto en el metabolismo, la temperatura, el sistema inmune o el funcionamiento cardiovascular y la pérdida de la estructura de sueño produce un desorden que se desemboca en enfermedad”, ha comentado el experto.

En concreto, la apnea del sueño, junto al insomnio, es el trastorno del sueño más prevalente que se sufre en España y que afecta a un alto porcentaje de la población que en un 70% no está diagnosticada ni tratada. A pesar de ello, el 90% de la población desconoce en qué consiste este trastorno que interrumpe la respiración varias veces a lo largo del sueño, provoca ronquidos, respiración convulsiva o incluso despertar.

El sueño es un proceso activo y complejo, fundamental para mantener un correcto estado de salud física y mental, ya que se ha demostrado que la pérdida de sueño se asocia a factor de riesgo para diabetes y obesidad, siendo ésta un factor predisponente para la apnea de sueño.

En este punto, el experto ha avisado de solo el 20% de los niños y adolescentes tiene unos horarios de sueño regulares, a pesar de que ya hay estudios que muestran el impacto de la apnea de sueño en los niños y su relación con la obesidad o las alteraciones cognitivas en términos de atención, memoria y, por tanto, de repercusión en el desarrollo intelectual y en el rendimiento-fracaso escolar.

“Diversas investigaciones han identificado biomarcadores de alzhéimer en niños con apnea del sueño y obesidad, en los que, tras una intervención en higiene del sueño se produce una mejora de la situación de la corteza cerebral y de la respuesta neurocognitiva”, ha destacado el experto.

En el caso de los adultos, prosigue, multitud de estudios establecen el “importante” deterioro cognitivo y de rendimiento profesional y pérdida económica relacionado con el insomnio, con un impacto que oscila entre el uno y el 2% del PIB de las sociedades occidentales.

Acupuncture improves quality of life in patients with allergic asthma

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Acupuncture was associated with increased disease-specific and health-related quality of life compared to routine care alone.

While available evidence is considered insufficient, acupuncture is often used in patients with chronic asthma.

Now a new trial which set out to investigate the effectiveness of acupuncture in addition to routine care in patients with allergic asthma has concluded that such treatments are associated with increased disease-specific and health-related quality of life compared to routine care alone.
A total of 1,445 participants were randomised to receive up to 15 acupuncture sessions over three months or to a control group receiving routine care alone. Patients who did not consent to randomisation received acupuncture treatment for the first three months and were followed as a cohort.
In the randomised group, acupuncture was associated with an improvement in the asthma-related quality of life questionnaire [AQLQ]  score compared to the control group, as well as in the physical and mental component scale of the short form-36 [SF-36].

Writing in the Journal of Alternative and Complementary Medicine (JACM), authors said, considering the results, “acupuncture might be considered as a viable option in the treatment of patients with allergic bronchial asthma”.

They said further studies are urgently needed to investigate the specific effects of acupuncture in allergic asthma.