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#Existem 8 #hormônios que causam a #sensação de fome. Veja o que fazer para controlá-los

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Atualizado em: 02/08/2017

Uma nova abordagem para uma alimentação saudável deve ser fundamentada nos últimos estudos científicos, de fácil acesso e execução. Este artigo aborda os 8 tipos de hormônios que contribuem para a sensação da fome e como fazer para “desligar” estes hormônios através da alimentação e  de hábito de vida !

 

1. Insulina, o hormônio do “Armazenamento”:

A insulina é secretada pelo pâncreas para permitir que suas células absorvam a glicose (açúcar no sangue) para produção de energia ou armazenamento em forme de açúcar no fígado ( glicogênio hepático) e açúcar na célula muscular ( glicogênio muscular). Em geral, células saudáveis têm uma alta sensibilidade à insulina. Mas quando as células são expostas constantemente a altos níveis de insulina, como resultado de uma ingestão constante de glicose (grande parte em razão de um consumo exagerado de alimentos processados, recheados de açúcares e farinhas refinadas que elevam os níveis de insulina acima do limite saudável), nossas células se adaptam reduzindo, na própria superfície, o número de receptores que reagem à insulina. Em outras palavras, nossas células se dessensibilizam à insulina, gerando uma condição chamada “resistência à insulina”, que lhes permite ignorá-la e não absorver a glicose do sangue, o que pode culminar  em maior estoque de gordura corpórea e consequentemente diabetes tipo 2

A insulina também evita que as células de gordura sejam quebradas. O desequilíbrio contribui para a resistência à insulina,  esteatose hepática não alcoólica, síndrome metabólica e aumento da fome e desejo de comer.

A esteatose hepática não alcoólica é um dos componentes da síndrome metabólica, foco de diversas agências de saúde mundiais nas duas últimas décadas. No Brasil o índice de pessoas obesas ou com sobrepeso vem aumentando a cada ano.

O que fazer sobre isso.

Em um estudo realizado por pesquisadores das Universidades de Tokushima e Shizuoka no Japão, publicado no periódico American Journal of Physiology – Endocrinology and Metabolism em 2009, a esteatose hepática foi induzida em ratos, com uma dieta rica em sacarose (açúcar refinado). Os ratos com esteatose hepática foram então colocados em duas dietas: uma dieta controle, rica em carboidratos, e outra pobre em carboidratos e rica em proteínas. A dieta low carb com mais proteínas reverteu a esteatose nos roedores, ao contrário da dieta com mais carboidratos.

Deve-se reduzir a ingestão de carboidratos para reduzir a secreção crônica ou excessiva de insulina, reduzindo principalmente a ingestão de frutose, que é conhecida por causar resistência à insulina e hiperinsulinemia. O consumo da frutose cresceu muito nos últimos 40 anos, devido ao seu uso generalizado em muitos alimentos e bebidas (doces, pudins, geleias, frutas enlatadas, bolos, refrescos em pó e principalmente refrigerantes). Pesquisas recentes sobre o excesso de peso sugerem que o consumo de grandes quantidades de frutose pode estar relacionado ao desenvolvimento da síndrome metabólica. Os estudos apontam o aumento do consumo de frutose associado ao sedentarismo com o aparecimento da esteatose hepática.  Além disto, a prática de exercícios físicos para queimar os depósitos de glicogênio e SENSIBILIZAR a  insulina nos músculos esqueléticos são imprescindíveis.

“Deve-se reduzir a ingestão de carboidratos para reduzir a secreção crônica ou excessiva de insulina, reduzindo principalmente a ingestão de frutose, que é conhecida por causar resistência à insulina e hiperinsulinemia”

De acordo com trabalho publicado no periódico científico Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, por pesquisadores brasileiros da Universidade Federal da Bahia, “o exercício físico melhora a sensibilidade à insulina, diminui a hiperinsulinemia, aumenta a captação muscular de glicose, melhora o perfil lipídico e a hipertensão arterial, além da sensação de bem-estar físico e psíquico decorrente; também pode contribuir para a perda de peso. Deve ser feita cuidadosa avaliação quanto à presença de complicações macro e microvasculares no diabetes mellitus do tipo 2, para definir os tipos de exercícios mais apropriados, se neuropatia, nefropatia e/ou retinopatia estiverem presentes”. Um outro estudo prospectivo em 110.660 indivíduos seguidos por 6 anos mostrou que a prática diária de exercícios físicos diminuiu a incidência de diabetes mellitus em 46%.

 

2. Leptina, o hormônio da “Saciedade”:

À primeira vista, a leptina é um componente integral de um intrincado sistema fisiológico que regula o armazenamento, o equilíbrio e o uso de energia pelo organismo. Além deste papel, a leptina sinaliza e modula o estado nutricional do organismo para outros sistemas fisiológicos. A leptina é um hormônio produzido predominantemente pelo tecido adiposo branco em relação proporcional direta à massa corporal deste tecido, isto é, a massa total de tecido adiposo do organismo é o fator que mais está associado às concentrações de leptina no sangue. Este hormônio sinaliza ao centro da saciedade, no hipotálamo de que há bastante gordura armazenada e evita que se coma em excesso. Porém, diversos mecanismos fisiológicos influenciam a síntese da leptina levando a oscilações nas quantidades de leptina intrinsecamente associadas com a massa de gordura. O jejum, o exercício físico moderado e o frio causam uma queda nas concentrações plasmáticas da leptina e a alimentação após o jejum, glicocorticoides e insulina são fatores que estimulam a produção de leptina.

A maior parte das pessoas com obesidade têm níveis séricos de leptina proporcionais à sua massa de tecido adiposo, ou seja, a maioria das pessoas com obesidade não sofre de uma deficiência de leptina. À semelhança do que se postula para o DM2, passou-se a considerar que a obesidade mais frequentemente encontrada na população é um estado onde há uma resistência aos efeitos de leptina. Assim, postula-se que um acúmulo excessivo de leptina a curto prazo poderia levar a uma “down-regulation” dos receptores centrais e a um reajuste do seu efeito inibidor sobre o apetite. Desta maneira, uma concentração acima do normal de leptina seria necessária para o mesmo efeito inibitório sobre o apetite. O que acontece quando a sinalização prejudicada não desencadeia no cérebro os estímulos para acalmar os hormônios da fome? O mau funcionamento está relacionado à obesidade, insulina cronicamente elevada e inflamação.

“A obesidade mais frequentemente encontrada na população é um estado onde há uma resistência aos efeitos de leptina, isto é o indivíduo tem mais  dificuldade de ficar saciado”

O que fazer sobre isso.

Evite alimentos inflamatórios, como óleos de sementes hidrogenadas como óleo de canola,  milho , seja e girassol  e foque nos ácidos graxos ômega-3. Certifique-se de que está dormindo bem, uma vez que a privação do sono está ligada a quedas nos níveis de leptina. O exercício físico, à semelhança da insulina também aumenta a sensibilidade à leptina  aumentando o domínio sobre o apetite

Outra forma de sensibilizar a insulina é praticar jejum intermitente e evitar comer de 3/3 horas desde que você não coma em demasia na  refeição seguinte quando ficar mais de 3 horas sem se alimentar.

 

 

 

 

3. Grelina, o hormônio da “Fome”:

A grelina é liberada quando o estômago está vazio e cessa a liberação quando o estômago está distendido (cheio). Ela estimula os neurônios orexígenos (NPY e AgRP) do centro da fome, no hipotálamo. A concentração plasmática de grelina é mais alta antes de comer e mais baixa uma hora depois de comer. Estudos demonstram que em certos pacientes obesos a grelina circulante não diminui, e por isso o cérebro não recebe o sinal para parar de comer.

Um grupo de pesquisadores norte-americanos e chineses publicaram em junho de 2017 no International Journal of Molecular Science, um trabalho que sugere que xarope de milho de alta frutose (HFCS) e a sacarose têm efeitos diferenciais sobre o metabolismo lipídico: enquanto a sacarose promove a obesogênese, o HFCS aumenta principalmente a inflamação e a resistência à insulina, sendo que a grelina confere efeitos protetores para essas disfunções metabólicas.

O que fazer sobre isso.

Evite os carboidratos brancos, o açúcar e especialmente as bebidas açucaradas (refrigerantes) que não matam a fome e nem distendem o estômago. Coma proteínas em todas as refeição, especialmente no café da manhã, para promover a saciedade. Coma muita fibra, pois tem massa para distender fisicamente o estômago sem ganho calórico. Pratique exercícios físicos e não faça refeiçoes líquidas

 

Influência da atividade física no apetite

Um estudo realizado por pesquisadores espanhóis e publicado em junho de 2017 na Clinica e Investigacion en Arteriosclerosis, determinou a influência do exercício físico sobre o apetite, mudanças nas concentrações hormonais e mudanças em certas regiões neurais. Para conseguirem isso, uma pesquisa bibliográfica foi realizada usando diferentes bases de dados. Os resultados mostraram que o exercício físico leva a alterações no apetite, na fome e na ingestão de energia. Além disso, o exercício diminuiu os níveis de grelina, aumentou as concentrações de leptina e alterou a resposta de certas regiões neurais.

“O exercício físico diminui os níveis de grelina, aumenta as concentrações de leptina e altera a resposta de certas regiões neurais”

4. Peptídeo semelhante ao Glucagon 1 (GLP-1), o  hormônio da “plenitude”:

O GLP-1 é produzido e liberado quando o alimento entra nos intestinos (íleo) para sinalizar ao nosso cérebro que estamos cheios. Já foi comprovado por cientistas que estudam o GLP-1 que ele afeta regiões no hipotálamo que controlam a saciedade em nosso organismo. Sua principal ação, contudo, se dá nas células beta do pâncreas, que secretam a insulina. Por aumentar a quantidade de insulina no sangue, doses sintéticas desse hormônio são usadas para o tratamento de pessoas com diabetes tipo 2. A inflamação crônica reduz a produção de GLP-1, o que afeta negativamente a sinalização de saciedade (ficando sempre com fome).

“Evite alimentos pró-inflamatórios e faça uma dieta anti-inflamatória”

 

O que fazer sobre isso.

Evite alimentos pro-inflamatórios (ricos em ácidos graxos ômega-6 como óleos vegetais de soja, algodão, milho e girassol, cereais refinados como pão francês, massas, bolachas de água e sal ou maisena, fubá e bolo simples, embutidos como salsicha,  peito de peru e linguiça, tome probióticos, coma refeições ricas em proteínas, o que aumenta a produção de GLP-1. As refeições com vegetais de folhas verdes também aumentam os níveis de GLP-1. Faça uma dieta anti-inflamatória. Os alimentos que controlam a inflamação são ricos em substâncias como alicina, ácidos graxos ômega-3 presentes em peixes como atum, sardinha e salmão, em frutas oleaginosas e em sementes como linhaça, chia e gergelim. São anti-inflamatórios também alimentos ricos em vitamina C como ervas aromáticas (alho, açafrão, curry e cebola) e frutas cítricas.

 

5. Colecistocinina (CCK), outro hormônio da “saciedade”:

A colecistocinina é produzida por células no trato gastrointestinal e sistema nervoso. A CCK é liberada pelo duodeno sempre que comemos proteína ou gordura aumentando os sinais de saciedade enviados ao sistema nervoso, ao mesmo tempo que trabalha com o nosso estômago para tornar o processo de digestão mais lento, inibindo a motilidade e o esvaziamento gástrico. O resultado disto é que nos sentimos mais cheios durante mais tempo! A síndrome do intestino irritável (IBS) pode causar uma diminuição na produção de colecistocinina, fazendo você se sentir privado de energia.

O que fazer sobre isso.

Estudos iniciais sugerem que a interação direta de colecistocinina e proteína dietética contribui para a resposta à saciedade. Gordura desencadeia a liberação de colecistocinina e a fibra alimentar pode dobrar a produção de colecistocinina. Para otimizar a libertação deste hormônio, coma proteínas e gorduras em cada refeição.

6. Peptídeo YY (PYY), o hormônio do “Controle”:

O PYY é um hormônio controlador do trato gastrintestinal que reduz o apetite. O hormônio peptídeo YY, conhecido como PYY, é formado por 34 aminoácidos. Sua síntese ocorre nas glândulas endócrinas do intestino delgado e cólon. Sua principal função é diminuir o apetite, aumentando a sensação de saciedade e diminuindo a motilidade intestinal. A quantidade de hormônio secretada por essas células depende do tanto de calorias ingeridas, sendo estimuladas quando o alimento chega no intestino. Os carboidratos simples  refinados  e os doces, são absorvidos antes que os intestinos liberem o hormônio PYY inibidor da fome. O excesso de carboidratos / glicose então se transforma em gordura para ser armazenada mediante a excessiva produção de insulina

A resistência à insulina e o excesso crônico de açúcar no sangue, prejudicam a produção de PYY. O PYY se comunica com os neurônios orexigênicos (estimuladores de apetite) e inibe o apetite através da inibição dos neurônios NPY estimuladores do apetite presentes no núcleo arqueado (ARC) do hipotálamo.

“Os carboidratos simples  refinados, os doces e a frutose não oriunda de frutas sólidas são absorvidos antes que os intestinos liberem o hormônio PYY inibidor da fome”

A inibição do apetite induzida pelo estresse ocorre por esta mesma via. Assim, animais com a fome inibida pelo estresse, não respondem ao PYY exógeno, pois a via de inibição já está saturada. Recentemente foi demonstrado em humanos, o efeito de redução da ingestão de alimentos em voluntários obesos e com peso normal. Em trabalho realizado por pesquisadores da UNICAMP, foram observados níveis reduzidos de PYY em obesos quando comparados aos controles magros. Isto sugere que a redução da produção de PYY pelo TGI possa estar relacionada à presença de obesidade em seres humanos.

O que fazer sobre isso?

O açúcar ( glicose ) no sangue ( glicemia) em níveis saudáveis  aumenta a resposta e a produção de PYY. As refeições à base de proteínas aumentam as concentrações de PYY, enquanto as fibras também aumentam a produção de PYY. Dietas gordurosas parecem estimular maior produção de PYY do que as ricas em carboidratos.

7. Neuropeptídeo Y (NPY), o hormônio “Estimulante”:

O NPY é um hormônio produzido no cérebro e sistema nervoso que “estimula” o apetite por carboidratos e é mais elevado durante os períodos de LONGOS jejuns ou privação alimentar. O estresse também induz a produção de NYP que leva à estimulação do apetite e ingesta excessiva de comida, conduzindo a um excesso de gordura em geral com maior ganho de gordura abdominal.

O que fazer sobre isso.

O jejum e a privação de alimentos podem estimular a liberação de NPY. Coma refeições completas regularmente com proteína muita e fibra prebiótica solúvel, faça jejum intermitente, com cautela, por pouco tempo. Estudos em animais demonstraram que jejuns muito longos, como os de mais de 24 horas, podem aumentar dramaticamente os níveis de NPY. A falta de proteína também aumenta a liberação do NPY. Comer pouca proteína tem demonstrado aumentar a liberação de NPY, o que leva à fome, aumento da ingestão de alimentos (principalmente carboidratos) e ganho de peso.

8. Cortisol, o hormônio do “estresse”:

O cortisol é o hormônio do estresse produzido pelas glândulas adrenais quando o corpo está estressado estresse. Níveis cronicamente elevados de cortisol podem levar a excessos e ao aumento de peso. Níveis elevados de cortisol estão ligados à gordura abdominal nas mulheres. No entanto, uma dieta rigorosa também pode aumentar o cortisol. Em um estudo, as mulheres que consumiram uma dieta baixa em calorias tiveram níveis mais elevados de cortisol e relataram sentir-se mais estressadas do que as mulheres que comiam uma dieta normal

“Níveis elevados de cortisol podem aumentar a ingestão de alimentos e promover o ganho de peso. Comer uma dieta equilibrada, controlar o estresse e dormir mais, pode ajudar a normalizar a produção de cortisol”

O que fazer sobre isso.

Controle os níveis de estresse através da meditação, movimentação e boa qualidade de sono, pois um estudo descobriu que quando os pilotos perderam 15 horas de sono ao longo de uma semana, seus níveis de cortisol aumentaram em 50-80%. Praticar meditação pode reduzir significativamente a produção de cortisol. Pesquisadores relatam que quando a música calmante é tocada durante procedimentos médicos, o cortisol não aumenta muito. Fale com os entes queridos e peça ajuda quando necessário. Não corte calorias a níveis extremamente baixos.

Coma três refeições equilibradas diariamente com proteínas, gorduras, fibras, verduras e carboidratos sólidos , naturais e fibrosos como batata doce, mandioca, arroz negro e abóbora

 

Referências

Consumo de frutose e exercício físico, impacto na síndrome metabólica

https://repositorio.unesp.br/handle/11449/20739

CONSUMO DE FRUTOSE E IMPACTO NA SAÚDE HUMANA

https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8634681

Prevention and reversal of hepatic steatosis with a high-protein diet in mice.

http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0925443913000409

A HIPERINSULINEMIA a Longo Prazo

http://www.menosrotulos.com.br/2015/12/a-hiperinsulinemia-longo-prazo.html

Tratamento do Diabetes Mellitus do Tipo 2: Novas Opções

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=s0004-27302000000600011&script=sci_arttext

O Controle Hipotalâmico da Fome e da Termogênese – Implicações no Desenvolvimento da Obesidade

http://unicamp.sibi.usp.br/bitstream/handle/SBURI/9189/S0004-27302006000200003.pdf?sequence=1

Mecanismos hormonais do controle de peso corporal e suas possíveis implicações para o tratamento da obesidade

https://www.researchgate.net/publication/242528900_Mecanismos_hormonais_do_controle_de_peso_corporal_e_suas_possiveis_implicacoes_para_o_tratamento_da_obesidade_Hormonal_mechanisms_in_body_weight_regulation_and_therapeutic_implications

Suppression of Ghrelin Exacerbates HFCS-Induced Adiposity and Insulin Resistance.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28629187

Review and analysis of physical exercise at hormonal and brain level, and its influence on appetite.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28625709

#Una #dieta alta en grasa y azúcar podría reducir los beneficios de los #polifenoles (Eur J Nutr)

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El seguimiento de una dieta de este tipo impide que se formen esos compuestos beneficiosos y que circulen por nuestro organismo.

Investigadores del Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), con la colaboración de expertos del Instituto de Química Avanzada de Cataluña, el Instituto de Investigaciones Marinas y la Universidad Rovira i Virgili, han demostrado que una dieta alta en grasa saturada y sacarosa reduce los niveles de metabolitos de los polifenoles circulantes.

Los polifenoles son compuestos presentes en los alimentos vegetales, con distintos beneficios en la prevención de enfermedades cardiovasculares y diabetes tipo 2 por sus propiedades antioxidantes. Gran parte de sus efectos se deben a los metabolitos que se generan cuando las bacterias intestinales actúan sobre ellos.

“El seguimiento de una dieta de este tipo impide que se formen esos compuestos beneficiosos y que circulen por nuestro organismo, un efecto adverso de este tipo de dietas que no había sido descrito previamente”, ha explicado la investigadora del CSIC Jara Pérez Jiménez, que trabaja en el Instituto de Ciencia y Tecnología de los Alimentos y Nutrición.

Para realizar el trabajo, publicado en “European Journal of Nutrition”, los científicos dividieron a ratas sanas en cuatro grupos: uno alimentado con una dieta estándar, otro con una dieta alta en grasa y azúcar, otro con una dieta estándar enriquecida en polifenoles de uva, y el último con una alta en grasa y azúcar enriquecida con polifenoles de uva.

“Cuando la dieta estándar se enriquecía en polifenoles de uva, aumentaban, como era esperable, los metabolitos derivados de la acción de la microbiota. No obstante, este aumento no ocurría cuando la dieta alta en grasa y azúcar se enriquecía con los mismos compuestos”, ha detallado Pérez Jiménez.

Por todo ello, los investigadores han planteado la hipótesis de que los cambios en la microbiota que genera una dieta desequilibrada provocarían un descenso del número de especies de microorganismos capaces de transformar los polifenoles en sus metabolitos activos.

#Tras una #reducción de estómago puede ser recomendable someterse a #cirugía estética

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Una vez transcurridos doce meses desde la intervención o después de haber logrado el peso deseado y ser capaz de mantenerlo.

La cirugía bariátrica abarca reducciones de estómago, balón gástrico o balón ajustable y, ante la cantidad de personas que son obesas en el mundo, esta parece “imponerse” para erradicar esta enfermedad, una intervención en la que puede ser recomendable someterse a una cirugía estética posterior en función del consejo del especialista, según el cirujano estético, Jordi Mir.

Estas alternativas para adelgazar se entienden como intervenciones quirúrgicas que no pueden contemplarse como un tratamiento individual, sino como parte fundamental de un proceso global, que contempla un seguimiento completo del paciente. “Por eso, se abarca no solo el pre y post operatorio, sino, por supuesto, la posterior re-educación alimenticia, el diseño de un plan de ejercicio personalizado y, por último, pero no menos importante, una propuesta estética si el paciente así lo desea”, ha concretado el experto.

En este sentido, el retoque estético se recomienda una vez transcurridos los doce meses desde la intervención o después de haber logrado el peso deseado y ser capaz de mantenerlo, teniendo en cuenta que “lo mejor” es tomarse el tiempo necesario para adelgazar, si se exceptúan los casos en los que los indicadores de salud son “tan malos” que se necesita una pérdida de peso “urgentísima”.

Así, tras una reducción de estómago u operación similar, las zonas más intervenidas en cirugía estética son el abdomen y la zona baja de la espalda, la cara interna de los muslos y la de los brazos. Además, “este tipo de intervenciones pueden generar un pérdida de los tejidos blandos faciales, con descolgamiento de los tercios medio e inferior”, ha explicado el Dr. Mir.

“Por lo tanto, se solicitan abdominoplastias, ‘lifting’ de brazos y muslos y ‘body lift’, un tratamiento completo de cirugía de contorno corporal destinada a la reducción de los excesos sobrantes de piel y a recuperar el tono y elasticidad de la misma”, ha añadido.

El especialista ha subrayado que el grado de satisfacción después de estas intervenciones, según su experiencia, es “altísimo”, tanto en cirugía como en medicina estética. Sin embargo, ha lamentado que sean pocos los centros públicos que reconocen la importancia de su contribución asociados a la cirugía bariátrica.

#Obese cardiac surgery patients require significantly more #ICU resources

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Patients with higher levels of obesity are four times more likely to require extra time in the ICU.

Pre-emptive strategies should be put into practice when treating cardiac surgery patients who are obese, including closer postoperative monitoring and preoperative discussions about the unique surgical risks that such patients may face.

That is according to Brandon R. Rosvall, the lead author of a new study, which has highlighted how obese cardiac surgery patients require significantly more intensive care unit (ICU) resources than those with normal body mass index.

After examining data relating to 5,365 patients who underwent cardiac surgery at a Canadian hospital, researchers found patients with higher levels of obesity were four times more likely to require extra time in the ICU, three times more likely to need additional time on mechanical ventilation, and three times more likely to be readmitted to the ICU. These patients also experienced longer overall hospital lengths of stay and discharges with home care.

“More in-depth conversations regarding surgical risks and alternatives to surgery should take place with obese patients so that they are aware of the true impact of increased obesity,” said Rosvall.

The findings are published in The Annals of Thoracic Surgery .

#Nem todas as #dietas vegetarianas têm o mesmo efeito para risco de #doença coronariana

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Patrice Wendling

BOSTON, MA — Um novo estudo sugere que para reduzir o risco de doença cardíaca coronariana não basta simplesmente manter uma dieta baseada em vegetais, mas os alimentos dessa dieta precisam ser de alta qualidade.[1]

Depois de duas décadas de acompanhamento de mais de 200.000 adultos, pesquisadores descobriram que a adesão a uma dieta baseada em vegetais, rica em grãos integrais, frutas, vegetais, nozes e legumes foi associada a um risco relativo substancialmente menor de doença cardíaca coronariana (DCC), enquanto seguir uma dieta baseada em vegetais, mas com alimentos menos saudáveis como grãos refinados e bebidas açucaradas teve um efeito adverso.

Os achados foram publicados em 17 de julho de 2017 no Journal of the American College of Cardiology.

“Acredito que uma importante contribuição desse artigo é a mensagem de saúde pública”, disse a autora principal Ambika Satija (Harvard School of Public Health, Boston, MA) Medscape.

“Só porque você é vegetariano ou come mais alimentos de origem vegetal não significa necessariamente que tenha uma dieta saudável. É importante pensar sobre a qualidade dos alimentos que se está consumindo; mais grãos integrais do que refinados, mais alimentos inteiros do que sucos – esta é a direção certa a tomar”.

Ela observou que essa abordagem já se refletiu nas últimas Diretrizes dietéticas para americanos 2015–2020, que recomendam focar em alimentos ricos em nutrientes em todos os grupos alimentares.

A Dra. Alice Lichtenstein (Friedman School of Nutrition Science and Policy, Tufts University, Boston, MA) foi vice-presidente do comitê de diretrizes dietéticas dos EUA. “O que as diretrizes dizem é que há um número diferente de abordagens dietéticas – Mediterrânea, DASH (Abordagens Dietéticas para Impedir Hipertensão), ou vegetariana, que levarão ao mesmo resultado, e que não são inconsistentes com o que está sendo dito”, disse a Dra. Alice, comentando os achados atuais.

“Porque não importa qual dieta básica você consome, e sim se você consome mais alimentos de origem vegetal, para que você tenha um melhor resultado”, acrescentou ela. “O novo fato aqui é que nem todas as dietas baseadas em vegetais são criadas da mesma forma, e é preciso realizar um julgamento para escolher os alimentos de origem vegetal que você incluirá na dieta, assim como você julga os alimentos de origem animal que consome.”

Estudos prévios associaram dietas baseadas em vegetais com um menor risco de doença cardíaca coronariana, mas definiram essas dietas de forma dicotômica como vegetarianas ou não, e trataram todos os vegetais igualmente, observam os pesquisadores no artigo.

Para superar essas limitações e entender como as reduções graduais dos alimentos de origem animal afetam a saúde cardiovascular, Ambika e colaboradores examinaram dados de questionários semi-quantitativos de frequência alimentar incluindo cerca de 133 alimentos, coletados a cada dois a quatro anos, de 73.710 mulheres no Nurses’ Health Study (NHS), 92.329 mulheres no NHS2, e 43.259 homens no estudo Health Professionals Follow-Up.

Os dados foram reunidos em 18 grupos alimentares dentro de três grandes categorias (alimentos vegetais saudáveis, alimentos vegetais menos saudáveis, e alimentos de origem animal), e então ranqueados em quintis.

Pontuações positivas foram atribuídas a alimentos vegetais saudáveis (grãos integrais, frutas/vegetais, nozes/legumes, óleos vegetais, chá/café) e pontuações reversas por alimentos vegetais menos saudáveis (sucos de fruta, grãos refinados, batatas, bebidas adoçadas, doces/sobremesas) e alimentos de origem animal (gordura animal, sorvete, carne, miscelânea de alimentos de origem animal). As pontuações dos grupos foram somadas para criar índices de dieta baseada em vegetais.

Os índices variaram de uma mediana de 42-44 no menor decil, a uma mediana de 66-68 no maior decil. O consumo de alimentos animais variou de três a quatro porções por dia no menor decil, a cinco a seis porções por dia no maior decil.

Os participantes com as maiores pontuações no índice de dieta de origem vegetal (IDV) e no IDV saudável (IDVs) eram mais velhos, mais ativos, mais magros e com menor probabilidade de fumar do que aqueles com menores pontuações. De forma preocupante, os maiores consumidores da IDV não saudáveis (IDVns) eram mais jovens, menos ativos e com maior probabilidade de fumar.

Ao longo de 4.833.042 pessoas-ano de seguimento, 8631 participantes desenvolveram doença cardíaca coronariana, definida como infarto do miocárdio (IM) não fatal e doença cardíaca coronariana fatal.

Depois de ajuste completo para covariáveis relevantes, a adesão à IDV foi inversamente associada com DCC (hazard ratio, HR = 0,92 comparando extremos; IC de 95%, 0,83-1,01). A associação foi modesta, mas a Ambika disse que isso faz sentido pois a IDV é um agregado, e portanto os participantes que tinham o maior consumo de alimentos vegetais saudáveis e não saudáveis podem ter uma maior pontuação na IDV.

“Chegamos à ideia de que, se você é vegetariano, mas não sabemos a qualidade dos alimentos vegetais que você está consumindo, não sabemos qual será seu perfil de risco para DCC”, acrescentou ela.

Quando a IDVs e a IDVns foram analisadas separadamente, no entanto, a associação inversa foi consideravelmente mais forte para a IDVs, reduzindo o risco relativo de DCC em 25% (RR 0,75 comparando os decis extremos; IC de 95%, 0,68 – 0,83, P < 0,001 para tendência). Ao mesmo tempo, a IDVns foi positivamente associada a um risco relativo 32% maior de doença cardíaca coronariana (RR 1,32 comparando os decis extremos; IC de 95%, 1,20 – 1,46, P < 0,001 para tendência).

As associações da IDVs e IDVns com o risco de doença cardíaca coronariana foram consistentes através das idades, IMCs, história familiar de doença cardíaca coronariana e gênero.

As associações dos dois índices foram significativamente mais fortes entre os participantes mais ativos em relação aos menos ativos (P para a interação = 0,002 para ambos), um achado que deve ser interpretado com cautela, segundo Ambika. “Não sabemos exatamente o que acontece, e seria bom avaliar em um estudo em que sejam realizadas tanto intervenção na atividade física quanto modificações dietéticas”.

Para quantificar o benefício da IDVs devido ao menor consumo de carne vermelha, o modelo final foi individualmente ajustado para essa variável, e os resultados não mudaram amplamente (RR 0,93 para os decis extremos de IDV; IC de 95%, 0,84-1,03).

“Para aquelas pessoas que querem melhorar as próprias dietas, desejam ter uma dieta vegetariana ou vegana mas acham que essa mudança é muito extrema ou que não elas serão capazes de realizar essa grande mudança no estilo de vida, essas são boas notícias”, disse aAmbika. “Porque mesmo se você reduzir a quantidade de alimentos de origem animal em algumas porções por dia, ainda haverá benefício em termos de risco para doença cardíaca coronariana”.

Em um editorial de acompanhamento[2] os Drs. Kim Allan Williams e Hena Patel (Rush University Medical Center, Chicago, IL) acrescentam que essa não é uma proposição de tudo ou nada: “Assim como a atividade física é um continuum, talvez uma ênfase em começar com pequenas modificações dietéticas ao invés de grandes mudanças seja mais encorajadora e sustentável.

Embora o estudo não possa avaliar os benefícios de uma dieta puramente vegana, eles observam que ele “acrescenta evidências de gradações de adesão a uma IDV com a incidência a doença cardíaca coronariana, de forma que seria possível propor uma abordagem calcada em risco para a prescrição de dieta baseada em vegetais: prevenção secundária após eventos cardiovasculares e pacientes de alto risco tendo uma recomendação mais forte para uma dieta vegetal estritamente saudável”.

Finalmente, enquanto uma dieta baseada em vegetais é mais sustentável em termos de ambiente, Williams e Patel apontam para as implicações potenciais de uma dieta mais saudável em termos de redução de custos de saúde. “Se, por exemplo, uma adoção disseminada de nutrição de base vegetal reduzir a incidência de hipertensão para 25% da taxa atual, isso poderia resultar em economia de quase 30% no orçamento do Medicare“.

O estudo foi apoiado por fundos de pesquisa dos National Institutes of Health. Ambika não relatou conflitos de interesse. As declarações de coautores estão listadas no artigo. Os Drs. Alice, Williams, e Patel não relataram conflitos de interesse relevantes.

#Las personas que comen muchas #grasas saturadas tienen más riesgo de desarrollar #cáncer de pulmón (J Clin Oncol)

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Una dieta saludable también puede ayudar a reducir el riesgo de neoplasias malignas de los pulmones.

Una dieta saludable también puede ayudar a reducir el riesgo de neoplasias malignas de los pulmones.

Las personas que comen muchas grasas saturadas tienen más riesgo de desarrollar cáncer de pulmón que aquellas que siguen una dieta baja en grasas, según ha puesto de manifiesto un estudio llevado a cabo por investigadores de la University Medical Center en Nashville (Estados Unidos).

Para alcanzar esta conclusión, publicada en “Journal of Clinical Oncology”, los investigadores examinaron datos de 10 estudios publicados previamente en los Estados Unidos, Europa y Asia, que analizaron cómo la ingesta de grasas en la dieta influye en las probabilidades de neoplasias malignas de los pulmones.

En conjunto, los estudios más pequeños tuvieron más de 1,4 millones de participantes, incluyendo 18.822 con casos de cáncer de pulmón identificados durante un seguimiento promedio de más de nueve años.

Con ello, los científicos les clasificaron en cinco categorías, desde el más bajo hasta el más alto consumo de grasas totales y saturadas. También les analizaron según las cantidades más bajas hasta las más altas de grasas insaturadas dietéticas ingeridas.

En general, las personas que comieron la mayoría de las grasas no saturadas tuvieron un 8% menos probabilidades de desarrollar cáncer de pulmón que las personas que comieron menos cantidades.

Además, los investigadores observaron que cuando se sustituían en un 5% las calorías de las grasas saturadas por las insaturadas, se producía un 16% menos de riesgo de cáncer de pulmón de células pequeñas y un 17% menos de carcinoma de células escamosas.

“Mientras que la mejor manera de reducir el riesgo de cáncer de pulmón es no fumar, una dieta saludable también puede ayudar a reducir el riesgo de cáncer de pulmón. Específicamente, nuestros hallazgos sugieren que la reducción de la ingesta de grasas saturadas, especialmente entre los fumadores y fumadores recientes, puede ayudar a prevenir no sólo las enfermedades cardiovasculares, sino también el cáncer de pulmón”, han zanjado los expertos.

#La #dieta mediterránea se impone frente a las #dietas pro-inflamatorias para las #enfermedades reumáticas

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Sin unos correctos hábitos dietéticos, inevitablemente se producen desajustes en el peso corporal, tanto por exceso como por defecto.

Sin unos correctos hábitos dietéticos, inevitablemente se producen desajustes en el peso corporal, tanto por exceso como por defecto.

Las dietas que incluyen carbohidratos refinados, azúcares, grasas saturadas o trans han demostrado ser perjudiciales para las enfermedades reumáticas, tanto que se las conoce como ‘pro-inflamatorias’, y frente a esto, la dieta mediterránea se ha posicionado como “la mejor opción” para este tipo de enfermedades, según el catedrático de medicina preventiva y Salud pública en la Universidad de Las Palmas de Gran Canaria, Lluís Serra.

“La dieta mediterránea emerge como la mejor opción en nuestro entorno geográfico sin ninguna duda, incorporando siempre frutas y hortalizas, cereales integrales, legumbres, pescado azul, frutos secos, vino con moderación y aceite de oliva virgen extra, entre otros”, ha concretado el Dr. Serra durante la celebración del XLIII Congreso Nacional de la Sociedad Española de Reumatología (SER), celebrado en Bilbao.

En este sentido, si el paciente no sigue unos correctos hábitos dietéticos, “inevitablemente” se producirán desajustes en su peso corporal, tanto por exceso como por defecto, una situación que repercutirá de forma directa en sus articulaciones (sobrecarga o falta de estructuras de soporte), “llegando incluso a presentar, en ocasiones, déficit de nutrientes (como la vitamina D) que juegan un papel muy importante, tanto desde el punto de vista inmunológico como en la formación del hueso”, según el enfermero en consulta de reumatología en el Hospital Universitario Ramón y Cajal, Eduardo Fernández Ulloa.

Además, la prevención juega también un papel importante, ya que esta (secundaria o terciaria) continúa después del diagnóstico y de los beneficios de la dieta mediterránea, por lo que, como ha señalado el Dr. Serra, “nunca es tarde para disfrutar de los beneficios que nos puede aportar esta dieta, aunque sus efectos serán más precoces y mayores cuanto antes la adoptemos”.

“Es necesario saber que una mala alimentación incrementa en general el riesgo de este tipo de enfermedades o puede empeorar su pronóstico en el caso de personas ya diagnosticadas”, ha concluido.