ginecologia / obstetricia

#Desreguladores endócrinos: há motivo para medo?

Postado em

 

 

Dr. Boris Hansel e Dr. Patrick Fénichel

Nota dos Editores americanos: o texto a seguir é uma discussão editada entre os endocrinologistas Dr. Boris Hansel e Dr. Patrick Fénichel, traduzida do francês.

Dr. Boris Hansel: Existe um assunto que vem levantando muitas questões e acendendo debate e animosidade: os desreguladores endócrinos (também chamados de disruptores endócrinos). É uma questão de saúde pública, mas também um problema ecológico que preocupa a todos.

Reconhecidamente, muitos de nós não sabemos muito sobre desreguladores endócrinos, e é difícil de separar fatos de ficção. Para os médicos, isso traz um problema na prática diária: o que dizemos aos nossos pacientes quando estamos aconselhando, e ao mesmo tempo evitando fobias, quanto aos desreguladores endócrinos? Isso é uma nova mania?

Dr. Patrick Fénichel: Não, eu não acredito que seja uma mania. É um conceito que precisa ser colocado em um contexto histórico adequado.

Tudo começou com os biólogos americanos, que observaram uma redução de fertilidade em certas espécies, micropênis em crocodilos da Flórida, criptorquidismo (testículos não descidos) em panteras na Flórida, e assim por diante. Em cada caso, eles observaram que a anormalidade era causada por um desastre ecológico local provocado por um vazamento químico, o uso de pesticidas na agricultura ou químicos industriais.

Dr. Hansel: Essas observações foram feitas em animais nas décadas de 1950, 1960 e 1970. E quanto aos humanos?

Dr. Fénichel: Clínicos gerais, pediatras e especialistas em reprodução realizaram diversas observações em humanos que foram reunidas e levaram ao conceito de desreguladores endócrinos.

Uma dessas observações foi a infeliz história do dietilestilbestrol (DES) envolvendo meninas que haviam sido expostas in utero a esse estrogênio sintético, prescrito entre as décadas de 1950 e 1970 para milhões de mulheres nos Estados Unidos e Europa para reduzir o risco de aborto. Isso causou cânceres (incluindo câncer vaginal, que é muito raro e grave), anormalidades de ciclo menstrual, e anormalidades uterinas, como útero em forma de T, todas relacionados à exposição a esse estrogênio sintético.

As pessoas têm a impressão de que os desreguladores endócrinos são apenas químicos industriais, mas alguns são na verdade encontrados na natureza.

Dr. Hansel: Ao ler a literatura especializada ou científica, ou mesmo jornais, é difícil chegar a uma definição exata de desregulador endócrino. A definição simples é “uma substância química que interfere no sistema hormonal, aumentando ou bloqueando a produção de hormônios ou bloqueando os efeitos deles”. Nós poderíamos ser mais precisos?

Dr. Fénichel: A definição é exatamente essa. É qualquer substância – natural ou sintética – de uma planta (como grãos de soja ou certas toxinas fúngicas) ou um químico usado na indústria ou na agricultura (como um pesticida), que interfere de alguma forma com sistemas de regulação hormonal, perturbando a homeostase. Uma parte importante da definição é a potencial consequência para a prole.

Dr. Hansel: As pessoas têm a impressão de que desreguladores endócrinos são apenas químicos industriais, mas na verdade alguns são encontrados na natureza.

Dr. Fénichel: Certamente. Alguns são encontrados na natureza. Em certas circunstâncias, alguns desses têm efeitos negativos, mas outros podem ter efeitos benéficos.

Um exemplo de desregulador endócrino com efeitos negativos é a genisteína, encontrada na soja. O resveratrol, componente no tanino dos bons vinhos Bordeaux, que dizem ser um agente antioxidante e anticancerígeno, pode ter efeitos benéficos em certas circunstâncias. No entanto, ele interfere no sistema estrogênico e em outros receptores hormonais – sendo um desregulador endócrino.

Dr. Hansel: Então, substâncias de origem vegetal, substâncias sintéticas, químicos, medicamentos e assim por diante podem ser desreguladores endócrinos. Algum outro medicamento, como o DES, tem efeitos prejudiciais potenciais?

Dr. Fénichel: Certos medicamentos usados em endocrinologia, com todos os seus efeitos colaterais negativos, poderiam ser considerados desreguladores endócrinos. Tome, por exemplo, a espironolactona, um diurético bem conhecido. Ele causa ginecomastia. Esse é um excelente exemplo de uma medicação que é um desregulador endócrino.

Dr. Hansel: Você acaba tendo a impressão de que existem desreguladores endócrinos em toda parte – medicamentos, alimentos, pesticidas, etc. É possível fazer alguma classificação? Em outras palavras, em relação a quais níveis de desreguladores endócrinos precisamos estar especialmente vigilantes por nossa saúde?

Dr. Fénichel: A grande questão é encontrar as doses ambientais “limítrofes”.

O conceito de desreguladores endócrinos revolucionou a toxicologia. Ele mostrou que a exposição crônica a quantidades muito pequenas de uma dada substância (que é geralmente lipofílica e se acumula no tecido adiposo) pode ser prejudicial, mesmo em pequenas quantidades, durante certos períodos da vida; em particular, durante janelas de susceptibilidade de alto risco, como o desenvolvimento fetal ou o início da infância.

Dr. Hansel: Você está dizendo que não deveríamos simplesmente declarar que vamos proibir um certo nível de exposição ou banir uma substância em particular. Mais que isso, em determinados momentos deveríamos ser especialmente vigilantes quanto ao longo prazo e talvez mais vigilantes em certas populações, como indivíduos com sobrepeso.

Efeitos sexuais e reprodutivos

Dr. Hansel: Vamos analisar alguns exemplos concretos. Nós ouvimos muito sobre o efeito dos desreguladores endócrinos no sistema reprodutor. Isso é um problema real? Chega a ser um problema de saúde pública em termos de fertilidade?

Dr. Fénichel: O efeito não é somente na fertilidade. É preciso avaliar o sistema reprodutor em um sentido amplo. Podemos estender o efeito para a identidade sexual. Pesquisadores chegaram a levantar a possibilidade de uma ligação com o aumento no número de indivíduos transexuais e homossexuais.

Substâncias muito semelhantes a estrogênios são encontradas mesmo em plantas, como soja e genisteína. Em outras palavras, muitos compostos naturais e sintéticos são semelhantes a estrogênios, e podem ter atividade estrogenomimética. Como resultado, vão existir repercussões para o sistema reprodutor.

Uma maior atenção foi dada inicialmente aos meninos. A questão da exposição aos desreguladores endócrinos foi levantada para quatro condições:

  • Criptorquidia, que afeta 2% dos recém-nascidos masculinos;
  • Hipospadia, na qual o meato uretral está na face inferior do pênis ao nascimento;
  • Câncer testicular; e
  • Redução da fertilidade masculina.

Essas quatro condições vêm aumentando em incidência desde a década de 1930. Essas condições foram reproduzidas em animais por meio da exposição das mães a certos desreguladores endócrinos estrogênicos. Meninos nascidos de mães tratadas com DES tiveram uma maior prevalência de criptorquidia, hispopádia e câncer testicular.

Na medicina, um experimento ou estudo nunca prova nada em 100%. É mais como uma reunião de argumentos.

Na história do DES, temos argumentos experimentais e epidemiológicos. Existe uma ligação entre a exposição a alguns desses desreguladores endócrinos estrogenomiméticos e anormalidades no sistema reprodutor masculino e na função reprodutora masculina.

Impacto na obesidade e no diabetes

Dr. Hansel: A segunda área principal é a epidemia de obesidade. Alguns associam os desreguladores endócrinos com a obesidade; especificamente, as consequências metabólicas dele – síndrome metabólica e diabetes. Podemos estabelecer, e com que grau de certeza, uma ligação entre desreguladores endócrinos e doenças metabólicas associadas com o sobrepeso?

Dr. Fénichel: Quanto aos transtornos metabólicos – obesidade (especialmente a obesidade metabolicamente ativa), síndrome metabólica e diabetes tipo 2 – existem três tipos de argumentos.

Exposição acidental. Após a explosão de uma fábrica em Seveso (Itália), em 1975, a população local foi exposta a níveis muito altos de dioxina. Nos anos que se seguiram, a taxa de diabetes foi muito maior do que a da população em geral.

Outro exemplo de exposição ambiental envolve os veteranos que retornaram do Vietnã e que estiveram nos aviões que lançaram bombas com Agente Laranja. Essa substância também contém dioxina. Infelizmente, nós não temos todos os dados do Vietnã, mas é conhecido o fato de que muitos veteranos americanos desenvolveram diabetes, especialmente se estiveram nos aviões que espalharam a substância. Esses eventos podem ser descritos como “agudos”.

Estudos epidemiológicos na população em geral. O Nurses’ Health Study foi um estudo muito bom no qual enfermeiras americanas foram acompanhadas por 15 anos. As enfermeiras forneceram amostras de sangue e urina, que foram testadas para ftalatos (encontrados em plásticos) e bisfenol A (encontrado em plásticos, resinas, polivinilclorido, e em quase toda parte).

Os níveis nessas enfermeiras eram mais elevados naquelas que desenvolveram diabetes durante o seguimento de 15 anos.[1] Foi um bom estudo prospectivo de correlação, mas não ofereceu nenhuma prova.

Estudos fundamentais. Alguns estudos incríveis[2,3] foram conduzidos na Europa, em particular, por uma equipe espanhola em Alicante, com meu amigo Angel Nadal. Eles mostraram que a exposição in utero a bisfenol A em camundongos promoveu o desenvolvimento de resistência insulínica, transtornos da regulação da glicose e obesidade – não apenas nas mães mas também na prole masculina, possivelmente por conta de hormônios sexuais ou pela ação estrogênica do bisfenol A.

Quando adulta, a prole masculina desenvolveu resistência insulínica, transtornos da regulação da glicose e anormalidades das ilhotas pancreáticas beta. No final, eles tiveram prejuízo da secreção de insulina, resultando em resistência insulínica e transtornos de secreção pancreática, o que levou a um diabetes tipo 2 “experimental”.

Nós realmente precisamos ter medo no nosso dia-a-dia quando bebemos em um copo de plástico?

Dr. Hansel: Então estamos falando tanto sobre resistência insulínica quanto sobre alteração na secreção pancreática. Se tomarmos esses exemplos epidemiológicos e estudos experimentais que apontam para uma ligação causal provável, e extrapolarmos para o nosso dia-a-dia, não existe (e esse contrargumento é frequente) uma diferença considerável no nível de exposição a esses desreguladores endócrinos?

Você mencionou alguns acidentes epidemiológicos e alguns estudos experimentais nos quais, acredito eu, doses muito altas de desreguladores endócrinos foram administradas. Nós realmente precisamos ter medo no nosso dia-a-dia quando bebemos em um copo de plástico ou comemos alimentos de uma embalagem que foi aquecida e pode ter liberado desreguladores endócrinos? Essa exposição é semelhante à observada nesses estudos experimentais epidemiológicos?

Dr. Fénichel: Existem duas classes dos desreguladores endócrinos. Um tipo são as substâncias altamente lipofílicas, e que persistem em lençóis freáticos e tecidos adiposos, onde se acumulam. Outro são muito menos persistentes.

Por exemplo, pesticidas são muito persistentes. Se você é exposto a uma quantidade muito pequena de pesticidas, eles vão se acumular em seu tecido adiposo e serão liberados gradualmente.

Um composto como o bisfenol A, que é encontrado em plásticos, não é de todo persistente, mas você está exposto a ele todos os dias. Ele é oxidado no fígado entre duas e três horas, conjugado, e eliminado na urina. Assim, se você foi exposto pela manhã, não estará mais exposto à tarde.

No entanto, na realidade, somos expostos a ele de forma contínua, então existe sempre uma quantidade em circulação em nosso sangue. É como se você fosse exposto a grandes quantidades de bisfenol A o tempo todo, mesmo que a quantidade tenha sido pequena no início.

Impacto neurológico

Dr. Hansel: Um terceiro tópico geralmente é discutido é quanto as condições que podem estar associadas com desreguladores endócrinos. A preocupação envolve tudo na esfera comportamental e neurológica. Estou falando sobre doença de Parkinson, autismo, síndrome de hiperatividade, e assim por diante.

O que sabemos sobre relação causal?

Dr. Fénichel: A tireoide é especialmente importante para o desenvolvimento do cérebro fetal. Mulheres com hipotireoidismo grave, especialmente no início da gestação, têm filhos com transtornos mentais. O hipotireoidismo é, portanto, muito grave.

Muitos desses desreguladores endócrinos causam alterações na tireoide. Em outras palavras, eles bloqueiam a ação de hormônios tireoidianos em suas células-alvo, incluindo células cerebrais.

PCBs provavelmente têm um papel na alta incidência de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), certas formas de autismo e doenças neurodegenerativas.

Vamos analisar os bifenilos policlorados (PCBs), dos quais ouvimos muito a respeito. Os PCBs são encontrados, por exemplo, em níveis extremamente elevados nos peixes da Grã Bretanha à França porque, sendo altamente lipofílicos, acumulam em tecidos gordurosos.

Os PCBs, que foram utilizados como isolantes elétricos por muitos anos e agora estão banidos, ainda estão presentes em lençóis freáticos e no tecido adiposo de animais e humanos. Eles são antagonistas de hormônios tireoidianos. Eles bloqueiam a ação dos hormônios da tireoide em suas células-alvo, e podem bloquear o desenvolvimento do cérebro fetal.

PCBs provavelmente têm um papel na alta incidência de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, certas formas de autismo e doenças neurodegenerativas.

Em um estudo[4] conduzido em Nice, nós medimos os níveis de PCB no sangue de cordão e acompanhamos 50 crianças a cada seis meses por três anos (usando o mesmo psicólogo) para estudar a aquisição de linguagem delas. Descobrimos que, quanto maiores os níveis de PCB no sangue de cordão, mais frequentes foram os transtornos de aquisição de linguagem.

Recomendações práticas

Dr. Hansel: E agora chegamos a algumas recomendações práticas para nossos colegas, para que eles possam dar o aconselhamento correto na prática diária. Sem fazer disso uma obsessão ou fobia, o que poderia acabar causando um estresse no dia-a-dia, quais recomendações deveríamos dar aos pacientes para evitar uma exposição prejudicial a desreguladores endócrinos?

Dr. Fénichel: De forma muito simples, deveríamos dizer o seguinte:

  • O tabagismo é muito danoso para gestantes. O que é menos conhecido é que ele é prejudicial por conta dos desreguladores endócrinos do alcatrão do tabaco. Benzopireno, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos e cádmio (um metal encontrado no alcatrão do tabaco) são desreguladores endócrinos. Assim, gestantes devem parar de fumar, e seus parceiros devem parar de fumar também, por conta da exposição passiva.
  • Evitar aquecer alimentos em recipientes plásticos no micro-ondas porque eles contêm bisfenol, que o calor libera para os alimentos, e evitar cobrir a comida com envoltórios plásticos para que ela aqueça mais depressa.
  • Durante a gestação, é melhor ingerir frutas e vegetais orgânicos. Mesmo que você não saiba exatamente de onde são provenientes, você será exposta a menos pesticidas ao comer produtos orgânicos durante esse breve período de tempo.
  • Não pintar o quarto do futuro bebê durante a gestação porque a tinta contém solventes que são desreguladores endócrinos.
  • Obviamente, não utilizar pesticidas ou inseticidas no jardim.
  • Evitar alimentos e bebidas enlatadas. Muitas latas têm um revestimento de plástico para evitar que a comida ou bebida entre em contato com o metal. Esse revestimento plástico contém bisfenol A.
  • Mulheres que planejam engravidar são instruídas a utilizar ácido fólico ou vitamina B9. Apesar dessa recomendação, apenas 5% das mulheres francesas que estão planejando engravidar estão tomando ácido fólico. Por que o ácido fólico é tão importante? Ele bloqueia a metilação de genes, um mecanismo de desregulação endócrina. É um mecanismo epigenético. Então mulheres em idade fértil devem tomar ácido fólico.
  • As mulheres também devem ingerir iodo. Quanto maior a deficiência de iodo de uma pessoa e o hipotireoidismo subclínico, maior a susceptibilidade dela a desreguladores endócrinos.

Dr. Hansel: Fora da gestação, essas recomendações devem ser seguidas o máximo possível diariamente? E se você tivesse de escolher duas delas, quais seriam?

Dr. Fénichel: Além da gestação, o foco deveria ser nas crianças jovens durante o desenvolvimento, e em pacientes com câncer em quimioterapia. Certos desreguladores endócrinos, como o bisfenol, podem interferir com esses medicamentos. Isso não é amplamente conhecido, mas é importante.

Dr. Hansel: Nós podemos assumir que é necessário grande cautela durante o tratamento do câncer e naqueles com alto risco de desenvolver certos cânceres dependentes de hormônio.

Muito obrigado por seus comentários e recomendações práticas.

Probabilidade de # gestação é um terço menor entre as mulheres que sobreviveram ao # câncer

Postado em

Kristin Jenkins

O tratamento da maioria dos tipos de câncer entre meninas e mulheres com menos de 39 anos reduz significativamente a probabilidade de gestação subsequente, revela agora um grande estudo populacional.

As pacientes que sobreviveram ao câncer foram 38% menos propensas a engravidar em comparação às mulheres na população geral; um impacto do tratamento do câncer observado em quase todos os grupos de diagnóstico e em todas as idades, segundo um grupo de pesquisa liderado pelo Dr. Richard Anderson, PhD, do MRC Center for Reproductive Health, Queen’s Medical Research Institute da University of Edinburgh (Reino Unido).

O estudo mostrou que 20,6% das pacientes que sobreviveram a um câncer tiveram a primeira gestação após o diagnóstico (2.114 primeiras gestações entre 10.271 mulheres), em comparação a 38,7% entre as mulheres do grupo de controle.

   As mulheres com câncer tiveram cerca de metade da probabilidade de engravidar pela primeira vez após o diagnóstico em comparação às mulheres do grupo de controle. Dr. Richard Anderson

Por isso, as mulheres com câncer tiveram cerca de metade da probabilidade de engravidar pela primeira vez após o diagnóstico em comparação às mulheres do grupo de controle, disse o Dr. Anderson. O pesquisador apresentou o estudo em 3 de julho na reunião anual da European Society of Human Reproduction and Embryology, em Genebra (Suíça).

“Esta análise fornece evidências robustas, populacionais, sobre a extensão do efeito do câncer e do tratamento dele na gestação subsequente em toda a idade reprodutiva”, dizem os autores do estudo. “O maior impacto na gestação subsequente de alguns tipos de câncer comuns destaca a necessidade do aprimoramento de estratégias para preservar a fertilidade de meninas e mulheres jovens”.

Dr. Anderson e colaboradores observam que os achados do estudo são limitados pelo fato de não ter sido possível avaliar o impacto do tratamento na fertilidade porque os detalhes sobre o tratamento das participantes não estavam disponíveis. Além disso, o acompanhamento foi limitado para as mulheres diagnosticadas mais recentemente.

O impacto do tratamento do câncer na gestação subsequente continua a ser um problema importante, disse o Dr. Anderson ao Medscape. Com o aumento do número de jovens mulheres que sobrevivem ao câncer, e com o aprimoramento das técnicas de restabelecimento da fertilidade, como a criopreservação de óvulos e de tecido ovariano, “existe uma necessidade importante de melhorar o acesso à preservação da fertilidade e identificar as mulheres e meninas em risco”, disse o pesquisador.

Convidado a comentar o estudo, o Dr. Daniel M. Green, médico do Departamento de Epidemiologia e Controle do Câncer do St. Jude Children’s Research Hospital, em Memphis, Tennessee, disse ao Medscape que o estudo “é a confirmação de vários outros estudos populacionais, principalmente dos países nórdicos, e de um estudo publicado recentemente na Carolina do Norte”. No entanto, ele observou que “a ausência de informações sobre a exposição é um importante ponto fraco. Este resumo não acrescenta novas informações ao nosso conhecimento acerca da fertilidade após o tratamento entre as pacientes que sobrevivem ao câncer na infância, na adolescência ou no início da idade adulta”.

Dr. Green é coautor do Childhood Cancer Survivor Study , uma iniciativa de pesquisa multicêntrica que investigou os resultados clínicos em longo prazo de 14.000 pacientes que sobreviveram cinco anos ao câncer na infância e na adolescência, diagnosticados entre 1970 e 1986.

Detalhes do estudo

No seu estudo de coorte, Dr. Anderson e colaboradores identificaram 23.201 pacientes do sexo feminino do Scottish Cancer Registry que foram diagnosticadas pela primeira vez entre 1981 e 2012, e que engravidaram depois do diagnóstico. Todas tinham 39 anos de idade ou menos no momento do diagnóstico. As gestações foram incluídas até o final de 2014.

Os documentos do registro de câncer foram cruzados com os dos registros de alta hospitalar para calcular os índices de incidência padronizados (SIRs, do inglês Standardized Incidence Ratios ) de gestação. Os cálculos foram padronizados para a idade e para o ano do diagnóstico. Um subgrupo de mulheres que sobreviveram ao câncer e não tiveram gestações anteriores ao diagnóstico de câncer foi criado para comparação com o grupo de controle pareado de mulheres da população geral. Foram realizadas análises adicionais para as pacientes com diagnóstico de câncer de mama, linfoma de Hodgkin e leucemia.

As mulheres que sobreviveram ao câncer engravidaram menos – 6.627 gestações observadas em comparação às 10.736 gestações esperadas. Uma redução dos índices de incidência padronizados foi observada entre as mulheres para quase todos os tipos de câncer. O índice de incidência padronizado variou de 0,34 nos casos de câncer cervical a 0,87 entre as mulheres diagnosticadas com câncer de pele. Foi menor entre as mulheres no quintil mais desfavorecido.

A diminuição do índice de incidência padronizado entre as mulheres que sobreviveram ao câncer foi observada em todas as faixas etárias, e caiu progressivamente com a idade no momento do diagnóstico.

O período no qual o diagnóstico ocorreu também teve uma forte repercussão no índice de incidência padronizado. As mulheres que tiveram o diagnóstico de câncer no período entre 1981 e 1998 tiveram índice de incidência padronizado de 0,47 em comparação às mulheres diagnosticadas entre 2005 e 2012, que tinham índice de incidência padronizado de 0,64 e maiores taxas de gestação. Isso sugere que o impacto de alguns tratamentos contra o câncer na fertilidade não seja tão grave quanto anteriormente, dizem os autores do estudo.

As reduções mais significativas da incidência de gestação foram observadas entre as mulheres que sobreviveram ao câncer de mama (índice de incidência padronizado = 0,44), à leucemia (índice de incidência padronizado = 0,30) e ao linfoma de Hodgkin (índice de incidência padronizado = 0,65). A incidência de gestação foi favoravelmente modificada pelo tratamento mais recente das mulheres com linfoma de Hodgkin, mas não das mulheres com leucemia ou câncer de mama.

A proporção de primeiras gestações interrompidas foi menor entre as mulheres com história de câncer do que entre as mulheres do grupo controle (11,2% vs. 14,7% das gestações), mas não foram observadas diferenças no risco de abortamento espontâneo ou no número de natimortos.

“Este estudo fornece evidências adicionais de que o câncer e o tratamento do câncer estão associados à diminuição da incidência de gestação”, disse Jessica R. Gorman, PhD, socióloga da School of Social and Behavioral Health Sciences do Oregon State University College of Public Health and Human Sciences, em Corvallis. “É interessante notar que isto aconteceu em todas as faixas etárias e na maioria dos tipos de câncer”. No entanto, acrescentou Jessica por e-mail, “é necessário fazer mais pesquisas para explorar os motivos deste resultado”.

A socióloga é coautora de um estudo feito em 2016 com jovens mulheres que sobreviveram ao câncer e o uso delas de atendimento para fertilidade após o término do tratamento contra o câncer. Os resultados mostraram que muitas achavam que não haviam recebido informações suficientes sobre as possibilidades de tratamentos para preservar a fertilidade, apesar do fato de quererem ter filhos.

Para melhorar os desfechos de fertilidade entre as mulheres que sobreviveram ao câncer é importante oferecer uma consulta de fertilidade no momento do diagnóstico de câncer e após o término do tratamento, quando as sobreviventes podem estar mais preparadas para discutir as opções de construção da família”, disse Jessica ao Medscape. Além das informações sobre as opções de fertilidade e a maternidade, as mulheres tratadas com antineoplásicos precisam de orientação e apoio de profissionais de saúde para lidar com “as questões emocionais e práticas que surgem ao considerar suas opções de construção familiar”, disse Jessica.

Essas conversas podem ser difíceis, reconheceu a Dra. Nancy Baxter, PhD, médica e chefe do Departamento de Cirurgia Geral no St. Michael’s Hospital, e professora de cirurgia na University of Toronto (Canadá). Ela é a primeira autora de um estudo populacional canadense mostrando que as mulheres que sobreviveram ao câncer sem recorrência de neoplasias malignas não-ginecológicas entre os 20 e os 34 anos de idade foram menos propensas do que as mulheres do grupo controle a ter filhos após o diagnóstico. Embora o efeito geral tenha sido pequeno, foi influenciado pela história de parto anterior ao diagnóstico e pelo tipo de câncer.

Essas conversas podem ocorrer quando as pacientes já se sentem sobrecarregadas pelo próprio diagnóstico e tratamento iminente, disse a Dra. Nancy ao Medscape. “Embora a preservação da fertilidade não seja uma garantia, as opções podem aumentar as chances de fertilidade futura, e não precisam resultar em atrasos importantes do tratamento, por isso são possíveis para a maioria das mulheres em risco”.

Para facilitar as coisas, disse Dra. Nancy, um auxílio à decisão batizado de BEFORE está sendo desenvolvido para ajudar as mulheres a compreender os próprios riscos e opções. O instrumento irá indicar recursos e ajudar a orientar as conversas entre os médicos e as pacientes. Uma versão para mulheres com câncer de mama já está quase pronta para uso.

Os médicos também precisam descobrir se a paciente quer preservar a própria fertilidade, disse a Dra. Nancy, acrescentando: “nem todas as mulheres querem ter filhos”.

“Como médicos, precisamos olhar adiante e concentrar-nos não apenas na cura de nossos pacientes, mas também em como podemos ajudar para que as vidas deles depois do câncer sejam o mais normais possível”, disse a Dra. Nancy ao Medscape. “Demos grandes passos, mas definitivamente há mais trabalho a fazer”.

Nenhum financiamento foi informado. Os autores do estudo, o Dr. Daniel Green e Jessica Gorman informaram não possuir conflitos de interesses relevantes. A Dra. Nancy Baxter tem relações financeiras com a Servier Canada Inc.

Tomar refrescos durante el # embarazo aumenta las probabilidades de # obesidad en los niños (Pediatrics)

Postado em

 

Una mayor ingesta de bebidas azucaradas durante el segundo trimestre del embarazo se asocia con mayor adiposidad en la infancia.

Una mayor ingesta de bebidas azucaradas durante el segundo trimestre del embarazo se asocia con mayor adiposidad en la infancia.

Las mujeres embarazadas que beben refrescos, sin hacer dieta, durante el embarazo tienen más probabilidades de que sus hijos a la edad de los 7 años tengan grasa corporal extra, según ha mostrado un estudio liderado por el investigador de la Harvard Medical School (HMS) en Boston (EEUU), Sheryl Rifas-Shiman, publicado en la revista “Pediatrics”.

Para alcanzar esta conclusión, los investigadores reclutaron a 1.078 parejas madre-hijo, del Atrius Harvard Vanguard Medical Associates en Massachusetts. Al final del primer y segundo semestre de embarazo, así como durante los primeros meses de vida, los científicos entrevistaron a las madres, mientras que los niños fueron evaluados cuando cumplieron los tres y ocho años. Las madres también completaron cuestionarios por correo cada año para los primeros seis cumpleaños del niño.

En todas las entrevistas, los investigadores recopilaron información sobre los padres y los detalles del hogar. Además, durante el embarazo, las mujeres respondieron a cuestionarios sobre lo que comían y bebían típicamente, incluyendo cuánto refresco regular y sin azúcar, zumo de fruta, bebidas de fruta y agua que consumían cada día.

En los niños, el equipo de investigación midió la altura, el peso, la circunferencia de la cintura y el grosor del pliegue cutáneo de cada niño. Con estas mediciones, se calculó el porcentaje de grasa corporal y el índice de masa corporal (IMC), una medida del peso relativo a la altura.

Cuando los investigadores examinaron los datos recopilados durante el embarazo, encontraron que más de la mitad de las madres habían consumido más de un refresco al día y casi el 10% habían consumido más de dos. Éstas solían ser más jóvenes, tenían mayor IMC antes del embarazo, menor educación, menores ingresos, tiempos de lactancia más cortos y tenían más probabilidades de haber fumado durante el embarazo.

De todas ellas, alrededor de un cuarto de los niños tenían sobrepeso u obesidad a mediados de la niñez, y el IMC, la circunferencia de la cintura y el espesor de los pliegues cutáneos eran más elevados entre los niños cuyas madres bebían por como mínimo dos bebidas azucaradas al día.

Los tintes y los productos alisadores de pelo aumentan el riesgo de # cáncer de mama en las mujeres (Carcinogenesis)

Postado em

 

El efecto es diferente entre mujeres de raza blanca o negra.

El efecto es diferente entre mujeres de raza blanca o negra.

Los tintes oscuros para el cabello y los productos alisadores, como por ejemplo la queratina, duplican el riesgo de padecer cáncer de mama en las mujeres, si bien el efecto es diferente entre aquellas de raza blanca o negra, según ha puesto de manifiesto un estudio realizado por investigadores de la Rutgers University-New Brunswick (EEUU).

Para alcanzar esta conclusión, publicada en “Carcinogenesis”, los investigadores analizaron entre los años 2002 y 2008 a 4.285 mujeres adultas de Nueva York y Nueva Jersey (Estados Unidos) que habían sido diagnosticadas con cáncer de mama.

A todas ellas, se les preguntó si habían usado tinte permanente para el cabello dos veces durante al menos un año y si durante un año se habían sometido en alguna ocasión a un tratamiento para alisar el pelo.

El 88% de las mujeres negras se había alisado el pelo, frente al 5% de las blancas, y el 58% de éstas últimas reconocieron haberse teñido de oscuro el pelo, en comparación con el 30% del otro grupo de estudio.

Sorprendentemente, los resultados desvelaron que a pesar de que las mujeres blancas se alisaban menos el pelo que las de raza negra, tenían más riesgo de padecer cáncer de mama cuando se sometían a estos tratamientos. Esto se produjo también respecto al tinte, ya que eran las mujeres negras las que más riesgo tenían de desarrollar este tumor.

En concreto, las mujeres afroamericanas que se tenían el pelo con tinte oscuro tenían un 51% más riesgo de cáncer de mama que aquellas que no se lo teñían, porcentaje que aumentaba hasta el 74% en el caso de las mujeres blancas que se alisaban el pelo con productos químicos.

Además, el riesgo de padecer este tumor era aún mayor en las mujeres blancas que regularmente se tenían el pelo con colores oscuros y, a la vez, se lo alisaban. De hecho, en estos casos, la probabilidad de cáncer de mama era el doble respecto a aquellas de raza blanca que ni se teñían ni se alisaban el pelo.

Realizar # ejercicio físico regularmente durante 30 minutos reduce el riesgo de # cáncer de mama un 20%

Postado em

 

Es necesario un nivel mínimo de preocupación, pero no excesivo, porque frena a la mujer a tomar medidas de prevención.

Es necesario un nivel mínimo de preocupación, pero no excesivo, porque frena a la mujer a tomar medidas de prevención.

El cáncer de mama es el tumor más frecuente en la mujer, con una incidencia de más de 25.000 casos anuales en España, sin embargo, realizar ejercicio físico diario moderado o intenso durante 30 minutos al día reduce en un 20% el riesgo de padecerlo, según la presidenta electa de la International Psycho-Oncology Society y directora del gabinete psicológico ATRIUM, especializado en Psico-Oncología y Psicología Clínica, María Die Trill.

Esta ha sido una de las conclusiones que se han extraído del taller sobre impacto psicológico del cáncer de mama en las mujeres organizado en Madrid, durante el cual se han abordado diferentes aspectos sobre este tipo de tumor, como el diagnóstico precoz y la prevención, así como la importancia que tienen los medios de comunicación en este último aspecto.

En línea con los datos anteriores, se calcula que 1 de cada 8 mujeres tendrá un cáncer de mama en algún momento de su vida y, a pesar de ello, no es necesario crear un nivel de preocupación extremo, según la experta, pues esto hace que las mujeres, frente al temor, dejen de tomar las medidas preventivas adecuadas, como por ejemplo acudir al especialista. “Es necesario un nivel mínimo de preocupación, pero no excesivo, porque frena a la mujer a tomar medidas de prevención”, ha subrayado.

Familiarizarse con las mamas también es “muy importante”, pues es la forma “más sencilla” que tiene la mujer para detectar cualquier anomalía y, de esta manera, acudir al especialista. Entre estas rarezas se encuentran la aparición de bultos, inflamación, irritación, dolor, la retracción del pezón y secreción por el mismo, piel naranja y cambios en la textura de la piel. Sin embargo, la Dra. Die Trill ha afirmado que, aunque la mujer se encuentre con estos síntomas, no tiene por qué ser cáncer de mama, con lo que lo más adecuado es consultar con el profesional sanitario correspondiente.

Otras de las medidas de prevención son mantener un peso adecuado, con una dieta adecuada y ejercicio físico; mantenerse físicamente activa, como realizar ejercicio de forma regular durante 30 minutos; evitar el uso de anticonceptivos, especialmente después de los 35 años o si se es fumadora; evitar la exposición a agentes químicos del ambiente, ya que aumenta el riesgo debido al daño que provoca en los genes; o hablar de ello a las niñas, para que ya desde pequeñas sean conscientes de los riesgos y tomen las medidas adecuadas.

Todas estas medidas ayudarán al especialista a realizar un diagnóstico precoz, práctica en la que la mamografía juega un papel esencial “porque ayuda a detectar a tiempo el tumor y así curar la enfermedad”, pues, como ha querido recalcar la especialista, “el cáncer de mama tiene curación”.

Un estudio relaciona la # obesidad materna durante el # embarazo con problemas de conducta en los niños (Am J Prev Med)

Postado em

 

Los niños son más vulnerables a las exposiciones en el útero.

La obesidad materna y los problemas de neurodesarrollo infantil han aumentado en Estados unidos y los científicos han sugerido un posible vínculo. Un nuevo estudio publicado en “American Journal of Preventive Medicine” ha detectado que las madres con más peso al inicio del embarazo están en mayor riesgo de que su hijo sufra problemas de comportamiento, un efecto que no se vio en las niñas.

“Los resultados del estudio sugieren que la intervención temprana con mujeres para alcanzar pesos saludables antes de quedarse embarazadas es fundamental para su salud y la salud de sus futuros hijos”, destaca la investigadora Barbara Abrams, de la División de Epidemiología de la UC Berkeley School of Public Health, Estados Unidos.

Los Centers for Disease Control and Prevention estadounidenses estiman que 15 de cada 100 mujeres en edad fértil son severamente obesas y estudios recientes han relacionado el alto peso materno, antes y durante el embarazo, con el comportamiento del niño y particularmente con problemas como el trastorno por déficit de atención con hiperactividad (TDAH). Algunas pruebas apuntan también a un posible vínculo con problemas de internalización, como la depresión; problemas que pueden tener efectos negativos sobre el rendimiento escolar y las relaciones con otros.

Los investigadores utilizaron la Encuesta Nacional Longitudinal de la Juventud de Estados Unidos de 1979 (NLSY79) para investigar si el índice de masa corporal (IMC) materno antes del embarazo está vinculado con problemas de comportamiento entre niños en edad escolar. Evaluaron si el efecto se modifica por raza o género, así como por raza y género simultáneamente.

Este análisis incluyó a casi 5.000 mujeres participantes en el estudio NLSY79 y sus hijos biológicos, que fueron estudiados entre 1986 y 2012 como parte de la cohorte de NLSY de Niños y Adultos Jóvenes (NLSYCYA). Los problemas de comportamiento se evaluaron cada dos años para los niños de 4 a 14 años usando el informe materno del Índice de Problemas de Conducta (BPI, por sus siglas en inglés), un cuestionario de 28 preguntas ampliamente utilizado para determinar si presentaron comportamientos específicos en los últimos tres meses.

Debido a que la pubertad temprana es un momento en el que tienden a surgir los problemas de comportamiento, este estudio se centró en los niños de 9-11 años. Aproximadamente, el 65% de las madres eran de peso normal, 8% tenían bajo peso y 10% eran obesas, de las cuales el 3,5% tenían un IMC de 35 o mayor. Las mujeres con peso inferior al normal eran más jóvenes, tenían menos probabilidades de casarse y registraban calificaciones más bajas de educación, ingresos y calificaciones de las Fuerzas Armadas.

El estudio mostró que los niños cuyas madres comenzaron el embarazo obesas estaban en mayor riesgo de problemas de conducta a los 9-11 años. Los datos indicaron que cuanto más gordas estaban las madres al inicio de la gestación, mayor era el riesgo de que sus hijos desarrollaran problemas de comportamiento. Los niños cuyas madres tenían bajo peso antes del embarazo también mostraron mayor riesgo de problemas de conducta, pero el estudio no mostró los mismos efectos en las niñas, y no hubo diferencias por raza.

“Investigaciones anteriores que examinaron una variedad de exposiciones durante el embarazo (que van desde el estrés a los químicos) han demostrado que los chicos tienden a ser más vulnerables a estas exposiciones en el útero que las niñas”, subraya la investigadora Juliana Deardorff, de la División de Ciencias de la Salud Comunitaria de la UC Berkeley School of Public Health. “Nuestro estudio extiende este trabajo a la obesidad materna”, apunta.

Y concluye: “Es el primer estudio que documenta las diferencias de género, y uno de un puñado de análisis que demuestra que el bajo peso antes del embarazo, así como la obesidad, puede ser problemático. La investigación futura debe examinar si las diferencias de género detectadas aquí para las edades de 9-11 años persisten en la adolescencia o cambian a medida que los niños crecen”.

Mothers who breastfeed show reduced risk of MS

Postado em

 

No association was seen with number of pregnancies, use of hormonal contraceptives, or age at first birth.

Mothers who breastfeed for at least 15 months over one or more pregnancies may be less likely to develop multiple sclerosis (MS), according to new research.

In a study published in Neurology , 397 women with MS or its precursor, clinically isolated syndrome, were compared to 433 controls matched for race and age. The women were given in-person questionnaires about pregnancies, breastfeeding, hormonal contraceptive use and other factors.

Women who had breastfed for a cumulative amount of 15 months or more with one or more children, were 53 per cent less likely to develop MS or clinically isolated syndrome than women who had a total of 0-4 months of breastfeeding. Women who were age 15 or older at the time of their first menstrual cycle were 44 per cent less likely to develop MS than women who were 11 years old or younger at the time of their first menstruation.

The number of years a woman ovulated was not associated with MS risk. No association was seen with number of pregnancies, use of hormonal contraceptives or age at first birth.