farmácia

#Mulheres com #baixa libido: diagnóstico e potenciais benefícios da #testosterona tópica

Postado em

 

A disfunção sexual feminina é um problema recorrente, que pode ter impacto negativo na saúde e qualidade de vida da mulher. Uma categoria diagnóstica que faz parte do espectro desta condição é o Transtorno do desejo sexual hipoativo feminino (TDSH). Ele é caracterizado por deficiência ou ausência de fantasias sexuais e desejo por atividade sexual que causa sofrimento acentuado ou dificuldade interpessoal.

A testosterona é um dos principais hormônios sexuais envolvidos na regulação do desejo sexual. Embora estudos de alta qualidade em mulheres na pré-menopausa sejam escassos, evidências de estudos prévios apoiam a eficácia da testosterona transdérmica. Ela aumenta os níveis de andrógenos, para melhorar o desejo e satisfação sexual em mulheres com TDSH. Embora o tema ainda esteja permeado por muita polêmica e controvérsias, não sendo seu uso autorizado em muitos países, sob o argumento de que os dados de segurança de longo prazo são inadequados para apoiar a aprovação.

Diagnóstico do TDSH

O diagnóstico do TDSH pode ser realizado durante consulta médica, quando houver história clínica compatível ou demanda das pacientes, por meio de um instrumento de triagem. Para auxiliar no diagnóstico, usa-se um screening de Desejo Sexual Diminuído, que é um questionário validado de 5 itens projetado para a prática clínica (Quadro 1) e que está disponível online.

Se a triagem sugere a presença do transtorno, os próximos passos devem incluir a solicitação de informações mais detalhadas das pacientes sobre sua experiência de baixo desejo, incluindo início, duração, adaptação e nível de sofrimento. Avaliação cuidadosa do histórico médico do paciente (incluindo história reprodutiva), comorbidades (incluindo distúrbios endócrinos, neurológicos, cardiovasculares e psiquiátricos), uso de medicamentos e um exame físico direcionado.

Transtornos psiquiátricos, em particular depressão e ansiedade, também devem ser considerados no diagnóstico diferencial como potenciais fatores contribuintes para o baixo desejo. Os testes laboratoriais são, geralmente, de utilidade limitada no estabelecimento de um diagnóstico de TDSH. Embora testes específicos possam ser justificados com base no histórico do paciente e exame físico, como achados físicos sugestivos de doença tireoidiana ou hiperprolactinemia.

 

Potenciais benefícios da Testosterona no TDSH

Dependendo da fase particular da vida reprodutiva que uma mulher está experimentando, diferentes recomendações são feitas. Várias opções no tratamento de TDSH em mulheres incluem mudanças no estilo de vida, tratamento de distúrbios médicos ou psiquiátricos coexistentes, troca ou descontinuação de medicamentos que possam afetar o desejo sexual, a terapia hormonal e a terapia conjugal.

A testosterona transdérmica parece exercer um efeito positivo sobre desejo sexual em mulheres com TDSH. No entanto, requer cautela e critérios em sua gestão. Os principais efeitos colaterais da terapia com testosterona em mulheres estão relacionados a sintomas masculinizantes e sangramento endometrial anormal. Mas o câncer de mama e o risco cardiovascular também são motivo de preocupação. Os efeitos são dose-dependentes e doses suprafisiológicas devem sempre ser evitadas.

Uma revisão sistemática recente sobre o tema, evidenciou que todos os estudos selecionados tiveram resultados semelhantes, sugerindo alta efetividade para o uso de 300 µg/dia testosterona transdérmica, associado ou não a estrogênio, para mulheres com TDSH com efeitos colaterais mínimos. Um estudo mostrou uma tendência para maior risco de câncer de mama em uso a longo prazo (0,37%).

As recomendações do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia (DEFA) da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, por meio de consenso lançado em 2019 sobre o tema, comenta que a testosterona parece exercer um efeito positivo sobre o desejo sexual em mulheres com TDSH. Mas a DEFA reforça a falta de dados de segurança de longo prazo e evidências insuficientes para ampla recomendação de terapia com testosterona. As formulações de testosterona aprovadas para homens não são recomendadas para uso por mulheres. Portanto, ao considerar a terapia com testosterona, todos riscos e benefícios devem ser cuidadosamente discutidos o paciente antes da prescrição.

Autor: 

Fernando Costa Araújo

Médico com residência em Endocrinologia e Clínica Médica pelo Hospital Universitário João de Barros Barreto da UFPA ⦁ Professor de Habilidades Médicas no Centro Universitário do Pará (CESUPA) ⦁ Mestrado em Saúde na Amazônia pelo Núcleo de Medicina Tropical, Belém/PA ⦁ Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Pará

Referências:

  • Clayton AH, Kingsberg SA, Goldstein I. Evaluation and Management of Hypoactive Sexual Desire Disorder. Sex Med. 2018 Jun; 6(2): 59–74.
  • Ganesan,K, Habboush Y, Sultan S. Transdermal Testosterone in Female Hypoactive Sexual Desire Disorder: A Rapid Qualitative Systematic Review Using Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation. Cureus. 2018 Mar; 10(3): e2401.
  • Weiss RV et al. Testosterone therapy for women with low sexual desire: a position statement from the Brazilian Society of Endocrinology and Metabolism. Arch Endocrinol Metab. 2019;63/3

#Detectado el mecanismo por el que algunos #fármacos disminuyen el peso

Postado em

Un estudio, publicado en Nature Metabolism, relaciona la activación de un receptor de la dopamina en ciertas neuronas con la grasa parda.

Equipo investigador

Investigadores del CIBER de Obesidad y Nutrición (CIBEROBN), pertenecientes al Instituto de Investigación Sanitaria de Santiago y a la Universidad de Santiago de Compostela (USC), han coordinado un estudio que ha descubierto un mecanismo mediante el cual algunos fármacos utilizados para el tratamiento de otras enfermedades disminuyen también el peso corporal.

Estos fármacos son la bromocriptina (aprobada para el tratamiento de la diabetes tipo 2 en EEUU) y la cabergolina(fármaco utilizado para el tratamiento de prolactinomas) que activan la vía de señalización de la dopamina. El estudio demuestra con experimentos farmacológicos y con ensayos genéticos que la activación de un receptor de la dopamina en ciertas neuronas del cerebro es capaz de activar un mecanismo que finalmente activa la grasa parda.

Los resultados del trabajo, realizado principalmente en ratones, han sido también corroborados en pacientes tratados con cabergolina

El trabajo acaba de ser publicado hoy por la revista Nature Metabolism y ha sido coordinado por Rubén Nogueiras y Luisa Seoane, directores de tesis, en su momento, de Cintia Folgueira, primera firmante del artículo. Además han colaborado otros grupos de la USC (José Luis Labandeira, Miguel López y Carlos Diéguez), de la Clínica Universitaria de Navarra (concretamente el grupo de Gema Frühbeck y Javier Salvador) y diversos grupos internacionales de Lille y Montpellier (Francia), Ginebra (Suiza), Utrecht (Holanda) y Cambridge (UK).

Corroborado en pacientes

Esta grasa parda, al contrario que la grasa blanca, es la encargada de gastar calorías para generar calor, y por tanto, al aumentar el gasto energético se ayuda a disminuir el peso corporal. Además, todo esto ocurre sin que los fármacos cambien la ingesta de alimentos.

Los resultados del trabajo, realizado principalmente en ratones, han sido también corroborados en pacientes tratados con cabergolina. Esto ha sido posible por la colaboración del grupo de Gema Frühbeck y Javier Salvador, pertenecientes a la Clínica Universitaria de Navarra y también adscritos al CIBEROBN, quienes observaron que pacientes tratados durante un año con este fármaco mostraban un incremento del gasto energético y una pérdida de peso.

#Pediatria: novo exame que detecta presença de #bórax na urina

Postado em

slime

 

O slime é a febre do momento entre a criançada. No entanto, essa simples brincadeira pode trazer riscos graves para os pequenos. A explicação é que determinadas marcas de slime são produzidas a partir do elemento químico Boro. O princípio ativo é uma concentração de 3% do ácido bórico e o produto antisséptico tem a venda proibida em alguns países por conta de suas características tóxicas.

De acordo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o bórax é classificado como uma substância extremamente tóxica. O órgão determina que a substância apresente concentrações de, no máximo, 0,5%. E também que nenhuma quantidade de bórax pode ser manipulada por crianças, nem constar em produtos destinados ao uso pediátrico.

Exame para detectar bórax na urina das crianças

Por esse motivo, recentes casos de intoxicação pela substância chamaram a atenção do toxicologista Anthony Wong, diretor médico do Centro de Assistência Toxicológica (CEATOX) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Ele, que é responsável pelo Departamento de Toxicologia e Saúde Ambiental da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), desenvolveu um exame que detecta a presença de bórax na urina dos pequenos.

“Não existia esse exame porque não era algo corriqueiro. O slime é algo relativamente novo e os próprios médicos não tinham conhecimento sobre essa possibilidade de intoxicação”, conta Anthony Wong.

 

O nível alto de boro na urina indica uma situação de risco ou perigo. E, quando associado à presença dos sintomas clínicos como diarreia, dor de cabeça, náuseas, vômitos, fraqueza, mal-estar, são indicativos de possível intoxicação.

“Esse bórax pode provocar irritação, queimadura na pele, inclusive, aprofundando assaduras. Agora, se a criança ingerir a substância pode provocar graves lesões ao rim, inclusive, com o rim parando de funcionar. Ele também é produto tóxico, podendo causar graves danos ao fígado”, explica Anthony Wong, em matéria para o portal da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Não há antídoto para o bórax, por isso o tratamento é paliativo e centralizado no alívio nos sintomas da contaminação.

Segundo o especialista, o exame é simples e realizado com uma pequena amostra de urina. O preço é acessível, cerca de R$ 70. O resultado fica pronto em até três dias.

Alerta mundial

Alguns órgãos de saúde pelo mundo já alertaram para os riscos que a exposição contínua ao bórax pode trazer para as crianças.

Em 2016, a agência de saúde do Canadá emitiu um parecer recomendando que os pais evitem o bórax na confecção de slimes caseiros. Um estudo conduzido pelo órgão canadense mostrou que a exposição excessiva a grandes concentrações de ácido bórico teria potencial para causar problemas na saúde reprodutiva e no desenvolvimento de crianças e fetos.

 

Os canadenses já estão expostos ao bórax naturalmente por meio de suas dietas e água. Por isso, a Health Canada recomenda que a exposição por meio de outras fontes seja reduzida o máximo possível. Esse alerta é feito especialmente para crianças e gestantes. A preocupação não é com qualquer produto, mas com múltiplas exposições de uma variedade de fontes.

Atualmente, a Health Canada está aconselhando os canadenses a evitar o uso do bórax em projetos de artes e brinquedos, como slimes ou modelagem de argila. E desaconselha a fabricação de pesticidas caseiros com bórax.

 

Referências:

#High-dose #vitamin D #supplementation in pregnancy reduces risk of enamel defects in offspring

Postado em

High-dose vitamin D supplementation during pregnancy reduces the risk for enamel defects by around 50 per cent in offspring at age six years, according to a new study published in the journal JAMA Pediatrics.

In this post hoc analysis of the Copenhagen Prospective Studies on Asthma in Childhood 2010 cohort (COPSAC2010), 623 pregnant women were randomised (1:1) to receive high-dose vitamin D (2400 IU/day; n= 315) and placebo tablets (n=308) from pregnancy week 24 to one week post-partum. They also received 400 IU/day of vitamin D as part of standard care.

Dental examination was completed at age six years in 496 children with data analysed in 2018.

The risk for enamel defects in the permanent dentition was lower in children whose mothers received high-dose vitamin D supplementation during pregnancy compared with standard dose (15.1% versus 27.5%; odds ratio [OR] 0.47; 95% CI 0.27-0.81). Similar association was observed for enamel defects in the deciduous dentition (8.6% versus 15.9%; OR 0.50; 95% CI 0.28-0.87). No association was observed for caries in both permanent and deciduous dentition.

The authors said the finding suggests “prenatal high-dose vitamin D supplementation as a preventive intervention to reduce the prevalence of enamel defects with a significant potential effect on dental health.”

#Quais são os custos do não #aleitamento materno no Brasil?

Postado em

aleitamento materno

 

O aleitamento materno é uma pedra angular na sobrevivência e no desenvolvimento inicial infantil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o aleitamento materno exclusivo (AME) é definido como o consumo de leite materno sem suplementação de qualquer outro alimento ou bebida, nem mesmo água, exceto sais de reidratação oral (SRO), vitaminas, minerais e medicamentos.

O aleitamento materno não exclusivo é o mais importante fator de risco para morbidade e mortalidade de bebês e crianças pequenas. É responsável também por complicações em longo prazo, como baixo rendimento escolar, produtividade reduzida e desenvolvimento intelectual prejudicado.

Os lactentes devem ser amamentados exclusivamente ao seio nos primeiros seis meses de vida para alcançar crescimento, desenvolvimento e saúde ideais. Depois disso, para atender às suas necessidades nutricionais em evolução, os bebês devem receber alimentos complementares nutricionalmente adequados e seguros, e continuar a amamentação por até dois anos de idade ou mais.

Globalmente, a Assembleia Mundial de Saúde (World Health Assembly – WHA) fixou uma meta para aumentar a taxa de AME para 50% até 2025. O Brasil assumiu compromissos e deu passos importantes em direção a esse marco, mas a taxa de AME tem permanecido estagnada. Hoje, 39% das crianças menores de seis meses são exclusivamente amamentadas ao seio. Muito precisa ser feito ainda para alcançar a meta da WHA.

 

Consequências da amamentação inadequada no Brasil

Anualmente, a amamentação inadequada no Brasil resulta em:

  • Mais de 3.000 óbitos que poderiam ser evitados: quando uma criança não é amamentada, tem menos probabilidade de sobreviver. É mais provável que ela contraia doenças potencialmente fatais e seja menos capaz de combatê-las;
  • Cinco milhões de casos de diarreia e pneumonia: as crianças que não são amamentadas têm maior probabilidade de beber água suja (em fórmula) e têm sistemas imunológicos menos desenvolvidos. Isso significa que elas são mais propensas a contrair patógenos causadores de diarreia e pneumonia. Os efeitos podem durar por toda a vida;
  • Mais de um bilhão de dólares em gastos domésticos: quando uma criança não é amamentada, as famílias precisam comprar alimentos substitutos do leite materno, como as fórmulas infantis que são caras, especialmente para famílias de países de baixa e média renda;
  • Mais de 42 milhões de dólares em gastos hospitalares: quando as crianças não são amamentadas, é mais provável que tanto as crianças quanto as mães fiquem doentes. Isso resulta em custos significativos de tratamento para os sistemas de saúde.

O que precisa ser feito?

Para que o país prospere nos níveis familiar, comunitário e nacional, as taxas e práticas de amamentação devem melhorar. Construir e sustentar o impulso em torno do AME requerem uma efetiva política de defesas e de mudança de comportamento social que combine comunicação interpessoal, mídia de massa e programações nas comunidades.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) promove a campanha “Agosto Dourado”, incentivando e valorizando ações de apoio ao alimento de ouro: o leite materno exclusivo.

Autora: 

Roberta Esteves Vieira de Castro
Roberta Esteves Vieira de Castro

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Valença. Residência médica em Pediatria pelo Hospital Federal Cardoso Fontes. Residência médica em Medicina Intensiva Pediátrica pelo Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. Mestra em Saúde Materno-Infantil pela Universidade Federal Fluminense (Linha de Pesquisa: Saúde da Criança e do Adolescente). Doutora em Medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Médica da Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do Hospital Vitória (Americas Medical City) no Rio de Janeiro. Membro da Rede Brasileira de Pesquisa em Pediatria do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) no Rio de Janeiro. Acompanhou as Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica e Cardiaca do Hospital for Sick Children (Sick Kids) em Toronto, Canadá, supervisionada pelo Dr. Peter Cox. Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Membro da American Delirium Society (ADS).

Referências:

#Anti-histamínicos podem ajudar pacientes com #diarreia crônica

Postado em

medica sorrindo para paciente

 

De acordo com uma recente série de casos publicada no Annals of Allergy, Asthma & Immunology, alguns pacientes com diarreia pós-prandial idiopática (DPP) podem responder ao tratamento com anti-histamínicos.

“O PPD anti-histamínico é visto em pacientes com urticária idiopática crônica e/ou dermatografia, e pode ser distinguido da síndrome de ativação de mastócitos (MCAS). Essa síndrome também deve ser considerada no diagnóstico diferencial de pacientes que apresentam intolerância alimentar após a exclusão de alergia alimentar e outros distúrbios gastrointestinais”, explica a médica Yasmin Hassoun, da Universidade de Cincinnati, em Ohio, nos Estados Unidos.

A diarreia crônica é um problema comum que afeta até 5% dos adultos, e o PPD compreende um subconjunto dessa condição.

Os autores do estudo relatam a ocorrência de DPP idiopática em cinco pacientes com idade entre 26 e 63 anos, com duração da diarreia de oito semanas a 13 anos. Todos os cinco pacientes tiveram dermatografias concomitantes. Três pacientes (duas mulheres e um homem) também tinham uma história atual ou anterior de urticária crônica, e três mulheres possuíam uma história atual ou anterior de angioedema.

Nenhum dos pacientes havia experimentado um evento desencadeante inicial, como doença viral. Em todos os cinco casos, a diarreia ocorreu apenas após as refeições ou lanches, e dentro de três horas após a ingestão da comida.

No entanto, nenhum dos pacientes mostrou qualquer evidência de alergia alimentar ou intolerância alimentar. O soro de quatro dos cinco pacientes foi rastreado para IgE específica para alimentos e testado como negativo. Três dos pacientes também realizaram uma dieta isenta de lactose e outras dietas de eliminação sem qualquer melhoria nos sintomas.

Testes adicionais foram realizados em alguns casos, incluindo anti-transglutaminase IgA tecidual (em quatro pacientes) para descartar doença celíaca , triptase sérica (em quatro pacientes), prostaglandina F urinária de 24 horas (em três pacientes) e 24 horas N-metil-histamina urinária (em dois pacientes) para investigar a possibilidade de MCAS. Todos esses testes foram normais.

Quatro dos pacientes também foram submetidos à endoscopia digestiva alta e colonoscopia. Lesões foram encontradas em apenas dois desses pacientes. Uma mulher de 55 anos apresentou colite linfocítica e outra mulher de 63 anos apresentou inflamação gástrica e úlcera. No entanto, esses achados não poderiam explicar um distúrbio gastrointestinal subjacente para explicar a diarreia.

Após eliminar a alergia ou intolerância alimentar subjacente, a doença gastrointestinal ou o MCAS como causa da DPP, todos os cinco pacientes receberam pré-tratamento diário com anti-histamínicos H 1 e H 2.

Este tratamento resolveu o PPD para dois pacientes e aliviou-o para os três restantes. “As respostas benéficas nesses pacientes aos bloqueadores de receptores H1 e H2 sugerem que a histamina liberada pelos mastócitos GI é um mediador chave da diarreia pós-prandial”, escreveu Yasmin Hassoun.

Embora o mecanismo exato pelo qual o alimento estimula os mastócitos GI seja desconhecido, os pesquisadores supõem que o peristaltismo possa ter um papel na ativação dos mastócitos.

 

O médico David I. Bernstein, também da Universidade de Cincinnati, disse ao Medscape Medical News que esperaria que a maioria dos pacientes com DPP idiopática e urticária idiopática crônica concomitante e/ou dermatografia respondesse a esse tipo de terapia anti-histamínica. “Mas há graus variáveis ​​de resposta, de 60% a 100% de controle dos sintomas gastrointestinais”, enfatizou.

Embora não se saiba com que frequência este subgrupo de pacientes visita clínicas de alergia ou gastroenterologia, a equipe de David Bernstein está planejando mais estudos para determinar isso.

Estas são “observações de caso único interessantes com benefício do tratamento combinado com bloqueadores H1 e H2 “, disse Michael Camilleri, professor de medicina, farmacologia e fisiologia na Mayo Clinic em Rochester, Minnesota, em uma entrevista Medscape Medical News.

A afirmação dos autores de que “o papel fisiológico dos mastócitos no trato gastrointestinal não foi claramente definido” é apropriada, pois segundo Michael Camilleri. esta associação pode ser mais relevante, como sugerido, em pacientes com urticária crônica ou angioedema.

De acordo com Camilleri, os receptores de histamina H1 também mostraram estar envolvidos na modulação da sensação de dor em pacientes com síndrome do intestino irritável (SII). Em um estudo recente, a ebastina, um antagonista anti-H1 seletivo, reduziu hipersensibilidade visceral, sintomas, e dor abdominal em pacientes com IBS.

Estudos adicionais podem incluir a avaliação da prevalência e história natural deste PPD e dos esquemas terapêuticos ideais.

#Un fármaco puede tratar la #alergia al cacahuete

Postado em Atualizado em

Un ensayo internacional multicéntrico, en el que participan tres hospitales madrileños (Marañón, Niño Jesús y Clínico) un fármaco para tratar la alergia al cacahuete.

La única opción ante una alergia alimentaria ha sido desde hace años evitar el alérgeno. Sin embargo, habida cuenta de que nunca puede eliminarse por completo el riesgo de entrar en contacto con el alimento dañino o con sus trazas, en la última década, está ganando peso la inmunoterapia oral. Esta estrategia consiste en la introducción sistemática de pequeñas cantidades del alérgeno, que aumentan paulatinamente hasta alcanzar una dosis tolerable para el paciente, que le aleje así de eventuales reacciones sistémicas.

La inmunoterapia oral se emplea con éxito en la alergia a la leche y el huevo, las alergias alimentarias más frecuentes en nuestro medio.

La alergia al cacahuete es menos habitual, pero muy grave, pues además de persistir a lo largo de toda la vida, puede dar lugar a reacciones anafilácticas que incluso llegan a comprometer la vida del paciente. Un grupo internacional de investigadores está poniendo a punto el primer fármaco para esta alergia, aún sin tratamiento. “El objetivo es que estos pacientes puedan tener una vida más segura, sin la preocupación por tener una reacción en caso de que consuman de forma inadvertida cacahuete”, comenta a DM José Manuel Zubeldia, jefe del Servicio de Alergología del Hospital Universitario Gregorio Marañón, uno de los centros que participan en el desarrollo de ese fármaco.

 

Ensayo en alergia al cacahuete

En concreto, la Sección de Alergia Infantil del Hospital Marañón ha colaborado en el estudio clínico más importante hasta la fecha sobre inmunoterapia oral en alergia al cacahuete. En la investigación, que ha sido seleccionada por The New England Journal of Medicine, entre los mejores artículos publicados en 2018, se incluyeron a 551 pacientes de centros de Estados Unidos y de Europa. Junto con el Marañón, los hospitales Niño Jesús y Clínico San Carlos, también en Madrid, integran la parte española de este grupo mundial de investigación.

Un total de 496 de los individuos estudiados tenían entre 4 y 17 años, con antecedentes de alergia al cacahuete. Zubeldia apunta que “el 76,6% de los pacientes tratados con el fármaco que completaron el estudio ha podido tolerar una dosis de 300 mg de proteína de cacahuete, cantidad equivalente a una semilla de la leguminosa; el 67,2% consiguen tolerar dos semillas, y un 50% hasta tres semillas. Con estas cantidades se aleja el riesgo de reacciones por consumo de trazas, e incluso en muchos de ellos, por las semillas”. Coordinados por Zubeldia, también han participado Cristina Morales, Sonsoles  Infante, Alberto Álvarez-Perea, Victoria Fuentes, Lydia Zapatero y Paula Cabrera, todos del Servicio de Alergología del Gregorio Marañón.

Equipo del Servicio de Alergología del Hospital Gregorio Marañón.

El fármaco se ha diseñado en cápsulas y sobres que contienen las dosis de proteína de cacahuete adecuadas a cada fase del estudio. El estudio está orientado para alcanzar una aprobación de este preparado de proteínas como fármaco, con dosis homogéneas, lo que favorece la protocolización de la inmunoterapia oral.

“En el momento actual no sabemos cuándo se puede detener el tratamiento, y en tal caso, si habrá que retomarlo como un recuerdo para el sistema inmunitario, como se está haciendo en la alergia a la leche y el huevo”, comenta Zubeldia. Su grupo continúa con esta investigación para determinar esas incógnitas, así como para alcanzar pautas más cómodas (más espaciadas) de administración, y afianzar los resultados sobre la seguridad del fármaco.

Alergia alimentaria

En España, la alergia a los alimentos es la tercera causa de consulta al alergólogo infantil,  por detrás de la rinoconjuntivitis y asma alérgicas . El tipo de alérgeno alimentario varía según la franja de edad: mientras que en los menores de dos años predomina la alergia a la leche, entre los tres y seis, al huevo, y en el grupo de tres a diez años, un 35% son alérgicos a los frutos secos, a los que se adscribe el cacahuete, aunque en realidad es una leguminosa. En países anglosajones, donde este alimento es más habitual, la alergia es más frecuente. La forma de consumirlo también influye, pues se sabe que el cacahuete tostado es más alergénico que  el cocido, en el que se modifican las proteínas alergénicas.

El consenso médico actual es iniciar la inmunoterapia oral, si está indicada,  en cuanto se tiene constancia de la alergia. De hecho, se aconseja introducir de forma precoz en la dieta de los niños los alimentos potencialmente alergénicos. “El reciente estudio LEAP demostró que entrar en contacto de forma precoz con el fruto podía ayudar a disminuir la prevalencia de la alergia al cacahuete”.