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#Safety, tolerability, and immunogenicity profile of #Zika virus vaccine candidates

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Background

The Zika virus epidemic and associated congenital infections have prompted rapid vaccine development. We assessed two new DNA vaccines expressing premembrane and envelope Zika virus structural proteins.

Methods

We did two phase 1, randomised, open-label trials involving healthy adult volunteers. The VRC 319 trial, done in three centres, assessed plasmid VRC5288 (Zika virus and Japanese encephalitis virus chimera), and the VRC 320, done in one centre, assessed plasmid VRC5283 (wild-type Zika virus). Eligible participants were aged 18–35 years in VRC19 and 18–50 years in VRC 320. Participants were randomly assigned 1:1 by a computer-generated randomisation schedule prepared by the study statistician. All participants received intramuscular injection of 4 mg vaccine. In VRC 319 participants were assigned to receive vaccinations via needle and syringe at 0 and 8 weeks, 0 and 12 weeks, 0, 4, and 8 weeks, or 0, 4, and 20 weeks. In VRC 320 participants were assigned to receive vaccinations at 0, 4, and 8 weeks via single-dose needle and syringe injection in one deltoid or split-dose needle and syringe or needle-free injection with the Stratis device (Pharmajet, Golden, CO, USA) in each deltoid. Both trials followed up volunteers for 24 months for the primary endpoint of safety, assessed as local and systemic reactogenicity in the 7 days after each vaccination and all adverse events in the 28 days after each vaccination. The secondary endpoint in both trials was immunogenicity 4 weeks after last vaccination. These trials are registered with ClinicalTrials.gov, numbers NCT02840487 and NCT02996461.

Findings

VRC 319 enrolled 80 participants (20 in each group), and VRC 320 enrolled 45 participants (15 in each group). One participant in VRC 319 and two in VRC 320 withdrew after one dose of vaccine, but were included in the safety analyses. Both vaccines were safe and well tolerated. All local and systemic symptoms were mild to moderate. In both studies, pain and tenderness at the injection site was the most frequent local symptoms (37 [46%] of 80 participants in VRC 319 and 36 [80%] of 45 in VRC 320) and malaise and headache were the most frequent systemic symptoms (22 [27%] and 18 [22%], respectively, in VRC 319 and 17 [38%] and 15 [33%], respectively, in VRC 320). For VRC5283, 14 of 14 (100%) participants who received split-dose vaccinations by needle-free injection had detectable positive antibody responses, and the geometric mean titre of 304 was the highest across all groups in both trials.

Interpretation

VRC5283 was well tolerated and has advanced to phase 2 efficacy testing.

Funding

Intramural Research Program of the Vaccine Research Center, National Institute of Allergy and Infectious Diseases, National Institutes of Health.

Gaudinski MR, Houser KV, Morabito KM, et al. Safety, tolerability, and immunogenicity of two Zika virus DNA vaccine candidates in healthy adults: randomised, open-label, phase 1 clinical trials. The Lancet; doi.org/10.1016/S0140-6736(17)33105-7

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#O papel da #metformina na #infertilidade relacionada à #síndrome dos ovários policísticos

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Síndrome dos ovários policísticos: o papel da metformina

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) afeta de 3% a 8% das mulheres em idade reprodutiva. Caracteriza-se por hiperandrogenismo clínico e laboratorial; ovários policísticos, de volume aumentado; e ciclos menstruais irregulares. Vários critérios diagnósticos estão em uso, mas os mais amplamente aplicados são os critérios de Roterdã, que exigem que duas das três características estejam presentes.[1,2] A SOP pode apresentar vários problemas clínicos, como hiperandrogenismo, oligo ou amenorreia, obesidade, síndrome metabólica, ou infertilidade.

Os problemas metabólicos mediados pela resistência à insulina são uma característica comum da SOP. Mulheres com SOP produzem mais insulina para manter os níveis de glicose normais. O grau de resistência à insulina varia em diferentes tecidos; está presente no fígado e nos músculos esqueléticos, mas os ovários apresentam menos resistência à insulina.

Os benefícios dos sensibilizadores à insulina são estudados há muito tempo em mulheres com SOP. A metformina é um agente de sensibilização à insulina, que reduz a absorção de glicose e a síntese de glicose hepática, e aumenta a absorção de glicose nos músculos esqueléticos. Além disso, por meio de efeitos colaterais gastrointestinais, muitas vezes resulta em perda de peso. Há tempos ela estudada isoladamente ou em combinação com outros agentes para restaurar a ovulação.

Uma nova diretriz do comitê clínico da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva[3] revisa a evidência para o uso da metformina para indução da ovulação.

Resumo da diretriz

Os estudos que avaliam o uso da metformina para SOP são heterogêneos; foram utilizados diferentes critérios diagnósticos, alguns avaliaram mulheres magras e outros mulheres obesas, alguns fizeram rastreio de resistência à insulina, enquanto outros não, a sensibilidade à insulina foi medida por diferentes testes, e os parâmetros de desfecho variaram. Essa heterogeneidade limita a força das associações encontradas.

Os seguintes achados principais são relatados:

  • Metformina em relação ao placebo: a taxa de ovulação foi maior com metformina; a taxa de gravidez clínica mostrou melhora moderada com a metformina.
  • Metformina em relação a citrato de clomifeno: a metformina é menos efetiva do que o citrato de clomifeno para indução de ovulação; para taxa de gravidez clínica e nascimentos vivos, uma meta-análise de 14 ensaios encontrou uma menor taxa de nascidos vivos com metformina em relação ao citrato de clomifeno (odds ratio, OR = 0,48; intervalo de confiança, IC, de 95%, 0,31-0,73).[4]
  • Metformina associada a citrato de clomifeno em relação a metformina: com a combinação, a ovulação, as taxas de gravidez clínica e as taxas de nascidos vivos foram maiores.
  • Metformina associada a citrato de clomifeno em relação a citrato de clomifeno em mulheres resistentes ao citrato de clomifeno: as taxas de ovulação e gravidez melhoraram com a terapia combinada.
  • Metformina associada a citrato de clomifeno em relação a perfuração (drilling) ovariana laparoscópica em mulheres resistentes ao citrato de clomifeno: não houve diferença significativa nas taxas de gravidez com as duas intervenções.
  • Citrato de clomifeno associado a metformina em relação a gonadotrofinas em mulheres resistentes ao citrato de clomifeno: os relatos sobre a ovulação e as taxas de gravidez com as duas abordagens são conflitantes.
  • Metformina é uma droga categoria B; nenhum risco fetal foi demonstrado quando usado durante a gravidez. Dados sobre um efeito nas taxas de perda gestacional são insuficientes para se tirar conclusões.

A diretriz conclui que, atualmente, faltam evidências para sugerir que a metformina resulta em melhores taxas de nascidos vivos em mulheres com SOP, embora existam algumas evidências de que ela melhore as taxas de ovulação e de gravidez.

Opinião

A ovulação irregular é típica da SOP, e mulheres com SOP muitas vezes são inférteis. Para mulheres com trompas patentes cujos parceiros tenham parâmetros normais no sêmen, a restauração da ovulação pode restaurar a fertilidade. Além disso, mais de 50% das mulheres com SOP têm sobrepeso ou obesidade. Nesses casos, mudanças no estilo de vida que resultem em perda de peso podem ser suficientes para restaurar a função ovariana mais regular.[5] Mulheres que permanecem com baixa ovulação exigirão tratamento adicional.

O objetivo nesses casos é restaurar o desenvolvimento monofolicular, mas a chamada janela terapêutica é estreita. Medicar pouco não induzirá a ovulação, e doses mais elevadas podem induzir o desenvolvimento multifolicular (resultando em gravidez múltipla) ou hiperestimulação ovariana. A dose do agente estimulador deve ser titulada lentamente até se atingir o efeito terapêutico.

De acordo com a nova diretriz[3], a metformina isoladamente oferece pouca vantagem e, portanto, não é recomendada como agente de primeira-linha. A metformina poderia se provar útil em terapia combinada para mulheres com anovulação resistente ao citrato de clomifeno, antes do uso de gonadotrofina ou intervenção cirúrgica. Também foi demostrado que a metformina reduz o risco de hiperestimulação durante a fertilização in vitro. [6]

#Omalizumab may improve the efficacy of #food desensitisation in children

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Findings from a new trial suggest omalizumab improves the efficacy of multifood oral immunotherapy and enables safe and rapid desensitisation.

As part of the trial, published in The Lancet Gastroenterology & Hepatology, 48 children aged 4-15 years, with multifood allergies were given omalizumab (n=36) or placebo (n=12) for 16 weeks. Eight weeks into treatment, they began food desensitisation for two to five trigger foods until week 36 of the trial.

On average, children on omalizumab tolerated higher levels of trigger food protein in the first week of desensitisation, compared to children given placebo (250mg vs 11mg per food), and were able to tolerate the highest dose of their trigger food protein (2g) sooner (12 vs 20 weeks). 

Writing in a linked comment, Professor Lars K Poulsen, Copenhagen University Hospital at Gentofte, Denmark, described how the current food allergy epidemic appears to be a “perfect storm involving an increased prevalence of sensitised children, an increased severity profile, and a broadening of reactivity from fewer to more allergenic foods”. Dr Poulsen said, by including participants with a high level of sensitisation, the study addresses the most severely affected and thus difficult-to-treat part of the food allergic population.

Andorf S, Purington N, Block WM et al. Anti-IgE treatment with oral immunotherapy in multifood allergic participants: a double-blind, randomised, controlled trial.  Lancet Gastroenterol Hepatol 2017. Published online December 11, 2017. Doi: 10.1016/ S2468-1253(17)30392-8.

Poulsen LK. Food allergy: setting the scene for tolerance induction. Lancet Gastroenterol Hepatol  2017. Published online December 11, 2017. http://dx.doi.org/10.1016/ S2468-1253(17)30391-6.

El consumo de #drogas marginales deteriora la calidad de vida de los #infectados por el VIH

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Un estudio multicéntrico realizado por SEISIDA y ViiV Healthcare, con datos de 33 centros de toda España sobre una población de 1.401 personas infectadas por el  VIH, indica que las personas heterosexuales con el VIH que consumen drogas, especialmente aquellas que usan drogas marginales son las que presentan peor calidad de vida.

En concreto, según los resultados presentados durante el IX Congreso Nacional del Grupo de Estudio del Sida que se celebra en Vigo, los hombres que practican sexo con hombres (HSH) policonsumidores de drogas, aunque son los que más infecciones de transmisión sexual padecen, no parecen presentar deterioro de la calidad de vida en el presente.

A la hora de realizar este estudio se encontraron dos grandes perfiles epidemiológicos de participantes: el compuesto principalmente por heterosexuales que adquirieron el VIH por vía intravenosa, y el formado principalmente por hombres que practican sexo con hombres (HSH), infectados por vía sexual.

Del total de la muestra, el 49,5% consumió drogas y el 80,8% las utilizó antes del diagnóstico de VIH. Alrededor del 70% eran HS y las drogas más utilizadas fueron el cannabis (73,8%), la cocaína (53,9%) y los poppers (45.4%).

Además, se identificaron interacciones moderadas que requerirían alguna intervención entre el tratamiento antirretroviral y las drogas en el 55, por ciento de los casos.

En el caso del colectivo HSH, se constató una media de interacciones moderada más alta que los heterosexuales, que en cambio cuando usaban drogas tenían más edad y un nivel socioeconómico y educativo más bajo.

Los autores plantean intervenciones para mejorar la calidad de vida y la adherencia en HSH y MSM, así como la adecuada información sobre interacciones y su manejo con el TAR, de cara a ofrecer un abordaje integral de quienes viven con VIH.

#HIV Drug #Raltegravir Approved for #Neonates

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The US Food and Drug Administration has expanded the indication of the HIV drug raltegravir (Isentress, Merck) beyond adults and children aged 2 to 18 years to newborns weighing at least 2 kg, the company has announced.

Raltegravir, for use in combination with other antiretroviral agents, is the only integrase inhibitor approved in the United States for treatment of HIV-1 in newborns from birth to 4 weeks of age weighing 2 kg or more.

The expanded indication follows an open-label, multicenter clinical study evaluating raltegravir for oral suspension in 42 full-term, HIV-1-exposed newborns at high risk of acquiring HIV-1 infection from their mothers.

The study had two cohorts. In cohort 1, 16 newborns (10 with and six without exposure to raltegravir in utero) received two single doses of raltegravir: the first within 48 hours of birth and the second at 7 to 10 days of age. In cohort 2, 26 newborns (all unexposed to raltegravir in utero) received daily dosing of raltegravir for 6 weeks at different weight-based doses.  All infants received a standard-of-care antiretroviral drug regimen for prevention of mother-to-child transmission and were followed up for safety for 24 weeks.

At the end of the study, all infants were HIV-1-negative and the safety profile of raltegravir was comparable to that observed in adults, the company said in a press release.

Use of raltegravir is not recommended in preterm newborns or infants weighing less than 2 kg, as no data are available in these populations. If the mother has taken raltegravir or raltegravir HD within 2 to 24 hours before delivery, the newborn’s first dose should be given between 24 to 48 hours after birth.

Full prescribing information is available online.

#Um novo efeito inesperado da #melatonina

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Dr. Fabiano Serfaty

Nesta seção o Dr. Fabiano Serfaty resume alguns dos principais estudos que se destacaram recentemente na literatura médica na área de Diabetes e Endocrinologia.

1. Um novo efeito inesperado da melatonina

A melatonina é um hormônio produzido na glândula pineal, por meio do aminoácido triptofano. Ela é secretada no sangue e no líquido cefalorraquidiano, participando ativamente da regulação do ciclo circadiano e do sono[1].

A melatonina, um hormônio liberado à noite, é frequentemente utilizada como suplemento para auxiliar o paciente que apresenta insônia. Alguns dados também sugerem que a melatonina afeta a cognição e as interações sociais.

Recentemente, um estudo chinês avaliou os efeitos da melatonina na dose de 5 mg, em um estudo experimental, controlado por placebo, que avaliou as respostas agressivas à um estímulo de provocação[2].

Os 64 participantes masculinos saudáveis, com idade média de 21 anos, apresentaram horários regulares de sono-vigília e nenhum distúrbio psiquiátrico ou uso de outras substâncias.

Os participantes completaram questionários sobre sono, estados emocionais, traços de agressão e impulsividade, e preferências relacionadas ao próprio ciclo circadiano.

Após a ingestão da melatonina e placebo, os pacientes foram submetidos a testes auditivos com os ruídos maiores suportáveis e também os mínimos, e depois foram avaliados.

Este teste consistia em competições em que o vencedor poderia selecionar uma punição alta ou baixa contra o perdedor (ruído mais alto suportável mais perda monetária). Houve quatro sessões, cada uma com 10 rodadas contra um adversário que provocava mais e um que provocava menos. Os resultados foram predeterminados, com uma probabilidade de perda de 50%.

No geral, os participantes eram mais propensos a selecionar punições altas para oponentes do grupo que provocava mais. Os participantes que utilizaram a melatonina escolheram punições elevadas em 57% da vezes contra 42% do grupo placebo.

O estudo concluiu, que em uma coorte de homens novos e saudáveis, a melatonina aumentou a agressão reativa, que ocorre quando são provocadas fortes emoções[2,3].

Ainda não se sabe se este efeito ocorre na prática com os pacientes, mas é importante colocar em questão este possível efeito indesejável da melatonina, que não era conhecido previamente[2,3].

Para lembrar:
A melatonina é um suplemento muito utilizado por paciente que apresentam insônia. Este estudo traz um efeito colateral inesperado, que precisa ser considerado na prática clínica.

A partir de agora, pode-se pensar na possibilidade de realizar um período experimental de suspensão da melatonina em pacientes agressivos que estejam fazendo uso prévio desta para reavaliação do quadro clínico. Assim, a clínica, aquela mesmo, das aulas de semiologia da faculdade medicina, muitas vezes indevidamente esquecida, continua sendo soberana.

Referência:

  1. Wurtman, R. J., Axelrod, J., & Fischer, J. E. (1964). Melatonin synthesis in the pineal gland: effect of light mediated by the sympathetic nervous system. Science, 143(3612), 1328-1329.
  2. Liu, J., Zhong, R., Xiong, W., Liu, H., Eisenegger, C., & Zhou, X. (2017). Melatonin increases reactive aggression in humans. Psychopharmacology, 234(19), 2971-2978.
  3. A surprising effect of melatonin . Jonathan Silver . Nejm Journal watch 2017.

2. Novo tratamento não hormonal para fogachos da menopausa

O antagonista do receptor de nerokinina 3 (NK3R) pode ser um tratamento não hormonal promissor para mulheres na menopausa que apresentam fogachos.

Um estudo randomizado publicado recentemente no The Lancet comparou o uso oral do antagonista de NK3R com o uso placebo em mulheres menopausadas com fogachos ao longo de quatro semanas.

A média semanal de fogachos reduziu de 85 para 20 e 50 no grupo que utilizou a nova droga, e para 50 no grupo que fez uso do placebo. Além disso, os fogachos residuais no grupo que utilizou a droga incomodaram menos as pacientes e também foram menos intensos.

Três pacientes no grupo que realizou o tratamento com a medicação apresentaram aumento das transaminases — um aumento que foi transitório, e retornou para linha de base após o término do estudo.

Embora estes resultados sejam animadores, cabe ressaltar que são necessários maiores e mais longos estudos para determinar a eficácia e a segurança desta nova droga na prática clínica diária[1].

Para lembrar:
Cerca de um terço das mulheres na menopausa que sofrem com fogachos, apresentam mais de 10 ondas de calor por dia, o que reduz substancialmente a qualidade de vida destas pacientes. A terapia hormonal é de fato o tratamento mais eficaz para as pacientes sem contra indicações. Devemos utilizar no tratamento a menor dose efetiva de hormônios que seja eficaz para melhorar os sintomas destas mulheres.

Referência:

  1. Prague JK, Roberts RE, Comninos AN, et al. Neurokinin 3 receptor antagonism as a novel treatment for menopausal hot flushes: a phase 2, randomised, double-blind, placebo-controlled trial. Lancet 2017; 389:1809.

3. Sotagliflozina como terapia adjuvante para diabetes tipo 1

Um estudo randomizado publicado no NEMJ avaliou a sotagliflozina, um inibidor dual do co-transportador sódio-glicose (SGLT) 1 e 2, como tratamento adjuvante à insulina em 1402 pacientes com diabetes tipo 1 que utilizaram aleatoriamente sotagliflozina ou placebo[1].

Após 24 semanas, a proporção de pacientes que alcançaram uma hemoglobina glicada menor que 7% foi maior no grupo que utilizou a nova droga (28,6 %) comparado ao grupo que utilizou placebo (15,2%).

Entretanto, os casos de cetoacidose diabética foram estatisticamente superiores no grupo da sotagliflozina em relação ao placebo (3% contra 0,6%), assim como o aumento da frequência de desidratação e de infecções genitais neste grupo.

A sotagliflozina ainda não está aprovada oficialmente para qualquer indicação terapêutica. Atualmente, vem sendo investigada nos estudos clínicos como terapia adjuvante no diabetes tipo 1.

Para lembrar:
Ainda não está claro se o aumento do risco de complicações do tratamento do paciente com diabetes tipo 1 em uso de sotagliflozina supera o benefício da modesta redução da hemoglobina glicada que esta nova droga proporciona. Novos estudos ainda são necessários para avaliar com mais segurança essa nova possibilidade terapêutica para o paciente com diabetes tipo 1.

Referência:

  1. Garg SK, Henry RR, Banks P, et al. Effects of Sotagliflozin Added to Insulin in Patients with Type 1 Diabetes. N Engl J Med 2017.

4. Alterações em exames de tireoide com uso de biotina

A biotina é um suplemento vitamínico muito utilizado de forma off label nas doses de 5 mg a 10 mg para impedir a queda de cabelos.

Recentemente, um número crescente de publicações tem relatado que o uso de 5 mg a 10 mg de biotina, pode causar valores falsamente reduzidos de TSH e falsamente altos de T3 e T4 em ensaios que utilizam sistemas de afinidade biotina-estreptavidina[1,2].

Para minimizar estas interferências nos ensaios dos pacientes na prática clínica, os testes para avaliação tireoidiana devem ser realizados pelo menos dois dias após a descontinuação do uso da biotina e/ ou dos suplementos que a contenham.

Para lembrar:
Frequentemente os pacientes utilizam vitaminas e suplementos que são muitas vezes omitidos quando da realização da anamnese. A biotina é um dos suplementos vitamínicos mais utilizados neste contexto, e entender melhor sobre suplementos e vitaminas é fundamental para prática clínica diária.

Referência:

  1. Sharma A, Baumann NA, Shah P. Biotin-Induced Biochemical Graves Disease: A Teachable Moment. JAMA Intern Med 2017; 177:571.
  2. Li D, Radulescu A, Shrestha RT, et al. Association of Biotin Ingestion With Performance of Hormone and Nonhormone Assays in Healthy Adults. JAMA 2017; 318:1150.

 

#Furosemide Indications, side effects

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Resultado de imagem para furosemide
What is furosemide?

Furosemide is a loop diuretic (water pill) that prevents your body from absorbing too much salt. This allows the salt to instead be passed in your urine.

Furosemide is used to treat fluid retention (edema) in people with congestive heart failure, liver disease, or a kidney disorder such as nephrotic syndrome.

Furosemide is also used to treat high blood pressure (hypertension).

Important information

You should not use furosemide if you are unable to urinate.

Do not take more than your recommended dose. High doses of furosemide may cause irreversible hearing loss.

Before using furosemide, tell your doctor if you have kidney disease, enlarged prostate, urination problems, cirrhosis or other liver disease, an electrolyte imbalance, high cholesterol, gout, lupus, diabetes, or an allergy to sulfa drugs

Tell your doctor if you have recently had an MRI (magnetic resonance imaging) or any type of scan using a radioactive dye that is injected into your veins. Do not take more of this medication than is recommended.

If you are being treated for high blood pressure, keep using this medication even if you feel fine. High blood pressure often has no symptoms.

Before taking this medicine

You should not use furosemide if you are allergic to it, or:

if you are unable to urinate.
To make sure furosemide is safe for you, tell your doctor if you have:

kidney disease;
enlarged prostate, bladder obstruction or other urination problems;
cirrhosiss or other liver disease;
an electrolyte imbalance (such as low levels of potassium or magnesium in your blood);
high cholesterol or triglycerides (a type of fat in the blood);
gout;
lupus;
diabetes; or
sulfa drug allergy.
Tell your doctor if you have an MRI (magnetic resonance imaging) or any type of scan using a radioactive dye that is injected into your veins. Both contrast dyes and furosemide can harm your kidneys.

It is not known whether this medicine will harm an unborn baby. Tell your doctor if you are pregnant or plan to become pregnant while using furosemide.

Furosemide can pass into breast milk and may harm a nursing baby. This medicine may also slow breast milk production. Tell your doctor if you are breast-feeding a baby.

How should I take furosemide?

Take furosemide exactly as prescribed by your doctor. Follow all directions on your prescription label. Your doctor may occasionally change your dose to make sure you get the best results. Do not use this medicine in larger or smaller amounts or for longer than recommended.

Do not take more than your recommended dose. High doses of furosemide may cause irreversible hearing loss.

Measure liquid medicine with the dosing syringe provided, or with a special dose-measuring spoon or medicine cup. If you do not have a dose-measuring device, ask your pharmacist for one.

Furosemide will make you urinate more often and you may get dehydrated easily. Follow your doctor’s instructions about using potassium supplements or getting enough salt and potassium in your diet.

While using this medicine, you may need frequent blood tests.

Keep using this medicine as directed, even if you feel well. High blood pressure often has no symptoms. You may need to use blood pressure medicine for the rest of your life.

If you need surgery, tell the surgeon ahead of time that you are using this medicine.

Store at room temperature away from moisture, heat, and light. Throw away any furosemide oral solution (liquid) 90 days after opening the bottle, even if it still contains unused medicine.

What happens if I overdose?

Seek emergency medical attention. Overdose symptoms may include feeling very thirsty or hot, heavy sweating, hot and dry skin, extreme weakness, or fainting.

What should I avoid while taking furosemide?

If you also take sucralfate, take it at least 2 hours before or after you take furosemide.

Avoid getting up too fast from a sitting or lying position, or you may feel dizzy. Get up slowly and steady yourself to prevent a fall.

Avoid becoming dehydrated. Follow your doctor’s instructions about the type and amount of liquids you should drink while you are taking furosemide.

Drinking alcohol with this medicine can cause side effects.

What are the possible side effects of furosemide

Get emergency medical help if you have signs of an allergic reaction to furosemide: hives; difficulty breathing; swelling of your face, lips, tongue, or throat.

Call your doctor at once if you have:

ringing in your ears, hearing loss;
confusion, drowsiness, problems with memory or speech;
jaundice (dark urine, yellowing of the skin or eyes);
severe pain in your upper stomach spreading to your back;
nausea, vomiting, loss of appetite, sweet or musty breath odor;
pale skin, easy bruising or bleeding;
sudden weakness or ill feeling, fever, chills, sore throat;
signs of an electrolyte imbalance – dry mouth, increased thirst, mood changes, muscle pain or weakness, lack of energy, fast heartbeats, little or no urination;
kidney problems – little or no urination, painful or difficult urination, swelling in your feet or ankles, feeling tired or short of breath; or
severe skin reaction – fever, sore throat, swelling in your face or tongue, burning in your eyes, skin pain followed by a red or purple skin rash that spreads (especially in the face or upper body) and causes blistering and peeling.
Common furosemide side effects may include:

numbness or tingling;
headache, dizziness; or
blurred vision.

This is not a complete list of side effects and others may occur. Call your doctor for medical advice about side effects.

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