geriatria

#Os 15 cuidados com vítimas de um AVC

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médico e paciente dando as mãos

Os 15 cuidados com vítimas de um AVC

American Stroke Society elaborou uma lista dos cuidados que um cuidador deve ter com a vítima de um AVC. A lista pode ser usada pelo médico durante a consulta, para se certificar se o cuidador ainda precisa de alguma informação. São eles:

1) É melhor saber demais do que de menos: os cuidadores devem estar esclarecidos sobre quais comprometimentos o paciente tem e como fazer para driblá-los (adaptação da casa, da dieta).

2) Reduzir riscos de um novo AVC: alimentação saudável, estímulo a atividade física sempre que possível e uso regular da medicação com visitas periódicas ao médico assistente.

3) Evitar comparar a recuperação de diferentes pacientes, pois cada paciente é único.

4) A recuperação não tem data certa para acontecer, pode ser em semanas ou anos.

5) Pacientes com tonturas, instabilidades, dificuldades para andar mais que 6 minutos ou realizar as atividades que gosta podem se beneficiar de acompanhamento com fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional.

6) Não ignorar as quedas, elas são muito comuns e podem ser graves. Em caso de queda, levar o paciente a emergência.

7) Medir os progressos da recuperação a cada semana.

8) A necessidade de uso de alguns serviços pode variar de acordo com a evolução do paciente.

9) Estar atento às mudanças de humor.

10) Estar atento ao desenvolvimento de depressão.

11) Procurar suporte; este é importante para aliviar a tensão dos cuidadores e pode ser encontrado em alguns grupos de cuidadores ou trabalhos sociais.

12) Leia informações sobre o que pode ser coberto pelo plano privado ou pelas medidas governamentais.

13) Tire suas dúvidas com o médico assistente sobre como você pode conseguir que o plano privado ou o sistema público de saúde te ajude no cuidado.

14) Saiba seus direitos: você deve ter acesso aos relatórios médicos e exames.

15) Cuide de você mesmo.

 

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#Reduzindo a polifarmácia inapropriada: o processo da desprescrição

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mão segurando vários medicamentos

Reduzindo a polifarmácia inapropriada: o processo da desprescrição

Essa semana, em conversa com a minha avó, descobri que ela tomava 15 comprimidos por dia, todos sob prescrição de diferentes médicos. Quando a questionei sobre como tomava os comprimidos, fui surpreendida com: “Esse me dá diarreia, então eu parei de tomar”, “tomava muito remédio para pressão, então escolhi pular esse aqui”, “este dava muito trabalho porque não podia deitar na hora que tomava, aí decidi tirar porque eram muitos remédios”.

“Vó, você já falou sobre isso com seu médico??”, perguntei. A resposta, vocês já devem imaginar. O médico dela não faz ideia de que ela toma tudo da forma como acha melhor. Logo me questionei se meus pacientes também não estariam cultivando segredos.

polifarmácia inadequada, especialmente em pessoas idosas, impõe uma carga substancial de eventos adversos de drogas, saúde, deficiência, hospitalização e, até mesmo, a morte. O mais simples e importante preditor de prescrição inapropriada e risco de eventos adversos de drogas em idosos é o número de medicamentos prescritos.

A desprescrição é o processo de redução ou interrupção de drogas, visando minimizar a polifarmácia e melhorando os resultados do paciente. A evidência de eficácia para desprescrição é emergente de ensaios randomizados e estudos observacionais.

New England publicou um artigo em que propôs um protocolo de desprescrição que compreende cinco etapas:

(1) Verificar todas as drogas que o paciente está atualmente tomando e os motivos para cada uma  Peça aos pacientes que tragam todos os medicamentos para consulta.Peça que informem sobre quaisquer medicamentos regularmente prescritos que não estão sendo tomados e, em caso afirmativo, por que não (por exemplo, preço, efeitos adversos).

 

(2) Considerar o risco geral de dano induzido por drogas nos indivíduos Determinar e avaliar o risco de acordo com:• Fatores das drogas: número de medicamentos (preditor mais importante), uso de drogas de “alto risco”, toxicidade atual ou passada.

• Fatores do paciente: idade> 80 anos, comprometimento cognitivo, comorbidades múltiplas, abuso de substâncias, prescritores múltiplos, a não-adesão passada ou atual.

 

(3) Avalie cada medicamento por sua elegibilidade para ser descontinuado:• Dano real ou potencial de um medicamento supera claramente qualquer benefício potencial

• Medicamento de controle de doenças e / ou sintomas é ineficaz ou os sintomas estão completamente resolvidos

• É improvável que a droga preventiva confira qualquer benefício importante para o paciente sobre a vida útil restante do paciente

 

 

Identificar medicamentos prescritos para um diagnósticos  não confirmados; Identificar medicamentos prescritos para contrariar os efeitos adversos de outras drogas.Identificar “fármacos para evitar” em pacientes mais idosos (tratamento agressivo de HAS e DM).

Identificar medicamentos contra-indicados em pacientes específicos (por exemplo, bloqueadores de β em um paciente com asmáticos).

Identificar medicamentos que causam efeitos adversos bem conhecidos (por exemplo, constipação com antagonistas de cálcio)Pergunte ao paciente: “Desde que você começou este medicamento, fez uma diferença tão grande em como você sente que preferiria ficar com isso? “e considerar interromper a droga se a resposta for não ou provavelmente não.

Pergunte: “Você ainda está com sintomas? (tosse, dor de cabeça, dispepsia, etc.)? Você sente que ainda é necessário um medicamento? “Considere suspender o uso do medicamento se a condição alvo for autolimitada, leve, intermitente ou passível de intervenções não invasivas (por exemplo, mudança na dieta, uso de álcool).

Determine as expectativas e preferências do paciente –  a qualidade de vida atual é mais importante do que o prolongamento da vida ou prevenção de futuros eventos mórbidos?Identificar medicamentos improváveis ​​de conferir benefício durante a vida útil restante do paciente.

Pergunte ao paciente: “Além dos efeitos colaterais, existem outras preocupações que você tem com seus medicamentos?” Identificar medicamentos particularmente difíceis ​​(por exemplo, dificuldade em deglutição de comprimidos grandes, alto custo, requisitos de monitoramento [como varfarina sódica]).

 

(4) Priorizar drogas para descontinuação Decidir a ordem de descontinuação de drogas pode depender da integração de 3 critérios pragmáticos: (1) aqueles com maior prejuízo e menor benefício; (2) as mais fáceis de descontinuar, ou seja, a menor probabilidade de reações de abstinência ou recuperação da doença; (3) aqueles que o paciente está mais disposto a descontinuar primeiro.
(5) Monitorar drogas e regime de descontinuação Cessar 1 droga por vez, de modo que os danos e benefícios possam ser atribuídos a medicamentos específicos e corrigidos (se necessário).Comunicar planos e contingências a todos os profissionais de saúde e outras partes relevantes (cuidadores, familiares) envolvidos em cuidado do paciente.

Documentar completamente os motivos e os resultados de desprescrever.

Este protocolo de desprescrição é extremamente importante e, apresenta como essência, ouvir o paciente falar sobre sua experiência diária com as medicações. A escuta atenta, certamente, é a principal arma para uma desprescrição eficaz e segura.

 

#Nutrition as a part of healthy aging and reducing cardiovascular risk

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Nutrition as a part of healthy aging and reducing cardiovascular risk: improving functionality in later life using quality protein, with optimized timing and distribution.

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Abstract

Aging is associated with many physiological changes, which may in time lead to numerous pathophysiological outcomes, including adverse vascular events. For example, senescence of the immune system and cellular senescence both contribute to rising inflammation with age, potentially induced by the overall burden of comorbid illness, adipose tissue mass, diet, socioeconomic status, and physical activity. In turn, this chronic inflammation decreases physical and cognitive performance, and promotes sarcopenia and the syndrome of frailty. These events and others decrease the functionality of life as we age and include an increased risk of thrombosis and adverse cardiovascular outcomes. In this review, we aim to overview the aging process primarily as related to functional impairment, and provide evidence for the role of protein, and specifically differential quality protein, in particular whey protein, and timing and distribution of intake, to help reduce some of the morbid effects of aging, including reducing obesity, improving glycemic control, and improving vascular function.

[Indexed for MEDLINE]

#Suplementos não previnem #fraturas em adultos e #idosos saudáveis

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Uma meta-análise de múltiplos ensaios randomizados não embasa o uso de suplementos de cálcio ou vitamina D ou a combinação deles para reduzir o risco de fratura de qualquer tipo em idosos saudáveis, reafirmam pesquisadores chineses.

“O aumento dos impactos sociais e econômicos para as fraturas relacionadas à osteoporose em todo o mundo faz da prevenção de tais lesões um importante objetivo de saúde pública”, escrevem o Dr. Jia-Guo Zhao, Tianjin Hospital (China) e colaboradores.

“Mas os resultados desta meta-análise mostraram que o cálcio, o cálcio mais a vitamina D, e suplementação com vitamina D isoladamente, não foram significativamente associados a uma menor incidência de fraturas do quadril, não vertebral, vertebral ou total em idosos que vivem na comunidade” observam eles.

“E estes resultados foram geralmente consistentes, independentemente de dose de cálcio ou vitamina D, sexo, história de fratura, ingesta dietética de cálcio, e concentrações séricas basais de 25-hidroxivitamina D”, concluem os autores.

O estudo foi publicado na edição de 26 de dezembro do Journal of the American Medical Association.

A meta-análise incluiu 33 ensaios clínicos randomizados envolvendo 51.145 participantes com idade superior a 50 anos. “Quatorze estudos compararam suplementos de cálcio com placebo ou nenhum tratamento”, escrevem os pesquisadores. Eles observaram uma redução de 53% no risco relativo (RR) de fratura do quadril com suplementação de cálcio (RR, 1,53; IC de 95%, 0,97 – 2,42), mas isso não foi significativo, com uma diferença absoluta de risco (DAR) de 0,01 em comparação com o placebo ou nenhum tratamento.

Da mesma forma, a redução absoluta do risco relativo com suplementação de cálcio e fraturas não-vertebrais foi de 0,95 (IC de 95%, 0,82 – 1,11), com uma DAR de -0,01. Isto não foi novamente significativo em comparação com placebo ou ausência de tratamento. Também não foi observada associação significativa entre o risco de fratura vertebral, com uma redução do risco relativo de 0,83 (IC de 95%, 0,66 – 1,05) e uma DAR de -0,01, ou em fraturas totais, com uma redução relativa do risco de 0,88 (IC de 95%, 0,75 – 1,03) e uma DAR de -0,02, em comparação com o placebo ou nenhum tratamento, acrescentam os pesquisadores.

“Dezessete estudos compararam a suplementação de vitamina D com um placebo ou nenhum tratamento”, continuam os pesquisadores. Houve novamente uma ligeira redução de 21% no risco relativo de fratura de quadril com suplementação de vitamina D em comparação com placebo ou nenhum tratamento (RR, 1,21; IC de 95%, 0,99-1,47), com DAR de 0,00.

No entanto, a diferença entre o grupo suplementado e aqueles que não usaram suplementos novamente não foi significativa, como destacaram os pesquisadores. Também não foi observada redução significativa em fraturas não-vertebrais e suplementação de vitamina D (RR de 1,10; IC de 95%, 1,00 – 1,21), com DAR de 0,01. O mesmo foi verdadeiro para as fraturas vertebrais e totais em comparação com o placebo ou nenhum tratamento, com risco relativo de fraturas vertebrais de 0,97 (IC de 95%, 0,54 – 1,77) e 1,01 para fraturas totais (IC de 95%, 0,87 – 1,17), com uma DAR de 0,00 para ambos desfechos de fratura.

Avaliando a combinação de suplementos de cálcio e vitamina D, os pesquisadores identificaram 13 ensaios nos quais a combinação foi comparada com placebo ou ausência de tratamento. O principal estudo incluído nessa subanálise foi o Women’s Health Initiative, no qual mais de 36.000 mulheres receberam cálcio e vitamina D, com ou sem terapia hormonal, ou placebo.

Novamente, os pesquisadores não encontraram associação clinicamente relevante entre o uso de vitamina D mais suplementação de cálcio e qualquer um dos desfechos de fratura. Para a fratura do quadril, o risco relativo foi de 1,09 entre os grupos com suplemento e sem suplemento (IC de 95%, 0,85 – 1,39), com DAR de 0,00. Para a fratura vertebral, a redução do risco relativo foi de 0,63 (IC de 95%, 0,29 – 1,40), com uma DAR de -0,00, enquanto que para as fraturas totais, a redução do risco relativo foi de 0,90 (IC de 95%, 0,78 – 1,04), com uma DAR de -0,01, em comparação com ausência de suplementação.

“Análises de sensibilidade que excluíram ensaios de baixa qualidade e estudos que inscreveram exclusivamente pacientes com condições médicas particulares não alteraram esses resultados”, observam os pesquisadores.

Os autores advertem que é possível que os pacientes institucionalizados ainda possam se beneficiar de suplementação de cálcio ou vitamina D, uma vez que estão sob maior risco de osteoporose devido a múltiplos fatores de estilo de vida. Assim, “os benefícios da suplementação de cálcio e vitamina D podem diferir entre pessoas que vivem na comunidade e pessoas que vivem em instituições de longa permanência”.

No entanto, entre homens e mulheres saudáveis o suficiente para viver na comunidade, os “resultados não embasam o uso rotineiro desses suplementos”, afirmam os autores.

Os autores não relataram conflitos de interesses relevantes.

JAMA. 2017;318:2466-2482. Resumo

#Las #verduras verdes frondosas se vinculan a un menor #deterioro cognitivo

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Consumir una ración de verduras de hojas verdes cada día ayuda a ralentizar el deterioro cognitivo que acompaña al envejecimiento, señala un nuevo estudio publicado en Neurology.[1]

En el estudio prospectivo de una población de una comunidad estadounidense de edad avanzada, el consumo de verduras verdes frondosas se relacionó linealmente con un deterioro cognitivo más lento.

La tasa de deterioro en los que consumían una o dos raciones por día fue equivalente a 11 años de edad menos, en comparación con los que raras veces o nunca consumían verduras verdes frondosas, afirman los investigadores.

La investigación de los nutrientes para los cuales las verduras verdes frondosas son una fuente rica o primaria, indicó que las mayores ingestas de ácido fólico, filoquinona y luteína se relacionaban individualmente en forma lineal con un deterioro cognitivo más lento, y al parecer explicaron la correlación protectora de las verduras verdes frondosas con el cambio cognitivo.

“Esto se suma a la evidencia previa que indica que las verduras verdes frondosas pueden lentificar el deterioro cognitivo, pero la hemos llevado un paso más adelante al investigar cuáles nutrientes de estas verduras pueden intervenir en la relación protectora”, comentó a Medscape Noticias Médicas la autora principal, Martha Clare Morris, doctora en ciencias, de la Rush University, en Chicago, Estados Unidos. “Y hemos identificado varios que parecen ser importantes: algunos de los cuales no se sabía que se relacionaban con la salud cerebral”.

“Nuestro principal mensaje es que las verduras verdes frondosas contienen muchos nutrientes buenos, varios de los cuales están relacionados con una mejor función cognitiva”, añadió, “así que este es un alimento que definitivamente debería ser una parte fundamental de la dieta de todas las personas, sobre todo las de edad avanzada”.

Otros expertos en el campo se mostraron entusiastas en torno a los hallazgos.

“Este estudio se suma a la evidencia rápidamente evolutiva y convincente de que cuando se trata de salud cerebral, se es lo que se come”, dijo Richard Isaacson, de Weill Cornell Medicine, en la ciudad de Nueva York, Estados Unidos. “Desde una perspectiva clínica práctica, la ingesta regular de verduras verdes frondosas debería ser una parte estándar de un paradigma de reducción del riesgo para retrasar el deterioro cognitivo durante toda la vida”.

El Dr. Yiang Gu, de la Columbia University y el Taub Institute for Research on Alzheimer Disease and the Aging Brain, en la ciudad de Nueva York, Estados Unidos, añadió: “Este es un estudio muy interesante que se suma a la literatura existente sobre el rol beneficioso que desempeñan las verduras en la lentificación del deterioro cognitivo. En general, creo que los resultados de estudios longitudinales como este pueden ser muy alentadores en cuanto a mejorar nuestra estrategia alimentaria para evitar el deterioro cognitivo o incluso la demencia en adultos mayores”.

“Podría ser todavía prematuro, no obstante, recomendar que se incremente la ingesta de verduras verdes frondosas, sin confirmación adicional en los estudios de intervención”, advirtió el Dr. Gu. “Además, también puede ser necesario tomar en cuenta la ingesta de otros alimentos. Aumentar la ingesta de verduras al mismo tiempo que se incrementa la ingesta de “malos alimentos” podría no ser tan útil”.

El Dr. Joseph Quinn, de la Oregon Health and Science University, en Portland, Estados Unidos, calificó al estudio como un “buen trabajo de un grupo excelente de investigadores”.

“Tu mamá estaba en lo correcto”, dijo el Dr. Quinn. “Come tus vegetales, sobre todo los de hojas verdes”.

En el presente estudio participaron 960 individuos que formaron parte del Rush Memory and Aging Project, que incluye voluntarios de más de 40 comunidades de jubilados, unidades de albergue público para ancianos, e iglesias y centros para ancianos en el área de Chicago. Los participantes no tenían demencia al ser reclutados y se sometieron a evaluaciones clínicas anuales y cuestionarios sobre la frecuencia de alimentos.

La edad promedio de los participantes era 81 años, 74% eran mujeres y tenían una escolaridad media de 14,9 años. La media de seguimiento fue 4,7 años.

La ingesta de verduras verdes frondosas fluctuó desde una media de 0,09 raciones por día para los del quintil más bajo de ingesta, a una media de 1,3 raciones por día para el quintil más alto.

En promedio, la muestra tuvo una disminución de las puntuaciones cognitivas generales en el curso del tiempo a una tasa de 0,08 unidades estandarizadas por año.

En un modelo lineal mixto ajustado para edad, género, escolaridad, participación en actividades cognitivas, actividades físicas, tabaquismo y consumo de mariscos y de alcohol, el consumo de verduras verdes frondosas se relacionó con un deterioro cognitivo más lento. La tasa de deterioro para los del quintil de ingesta más alto fue más lenta en una β = 0,05 unidades estandarizadas (p = 0,0001), en comparación con los del quintil más bajo: el equivalente a tener 11 años de edad menos.

No hubo ninguna evidencia de que la relación fuese mediada por trastornos cardiovasculares, y en los análisis adicionales ajustados para síntomas depresivos, bajo peso corporal (índice de masa corporal [IMC] ≤ 20) y obesidad (IMC ≥ 30), condiciones que pueden ser causas y efectos de los procesos de demencia, la estimación del efecto se mantuvo sin cambios y estadísticamente significativa (β para el Q5 frente el Q1 = 0,04, p < 0,001).

Los investigadores también encontraron que las fuentes alimentarias de ácido fólico, filoquinona, luteína, nitrato, α-tocoferol y kaempferol se relacionaron individualmente de manera positiva y significativa con tasas más lentas de deterioro cognitivo. Se observó una relación más débil con la ingesta alimentaria de β-caroteno.

Otro análisis demostró que el efecto protector de las verduras verdes frondosas sobre el deterioro cognitivo se reducía y ya no era estadísticamente significativo después del ajuste con respecto a la ingesta de filoquinona, luteína, o ácido fólico, lo que sugiere que estos nutrientes fueron el origen del efecto sobre el deterioro cognitivo.

Para investigar la posibilidad de que los resultados se debiesen al reporte inexacto de la ingesta alimentaria por quienes tenían una alteración cognitiva al inicio, los investigadores excluyeron a 220 individuos que tenían trastorno cognitivo leve al inicio. Sin embargo, las estimaciones del efecto se modificaron en grado mínimo y se mantuvieron estadísticamente significativas.

Los resultados también persistieron igual después de excluir a 144 participantes cuyo consumo de verduras verdes frondosas aumentó o disminuyó durante el estudio.

Los autores señalan que sus hallazgos son respaldados por dos extensos estudios prospectivos a gran escala que analizaron las relaciones de diferentes tipos de verduras sobre el deterioro cognitivo. En ambos estudios, el consumo de verduras  verdes frondosas, como espinaca, col rizada, berza y lechuga, tuvieron la máxima relación con la lentificación del deterioro cognitivo.

Dicen que los nutrientes que se sugieren como protectores en este estudio pueden tener mecanismos de acción independientes que protegen de manera sinérgica al cerebro. Puntualizan que los niveles séricos de carotenoides se han relacionado con lesiones menos graves en la sustancia blanca periventricular, sobre todo en fumadores de edad avanzada. Se ha demostrado que la luteína disminuye la peroxidación de fosfolípidos en los eritrocitos humanos y atenúa el estrés oxidativa y la disfunción mitocondrial, así como la neuroinflamación. Además, el ácido fólico inhibe la fosforilación de tau y otras alteraciones patológicas que ocurren en la enfermedad de Alzheimer.

El estudio fue respaldado por las becas R01 AG031553 y R01 AG17917 y el acuerdo cooperativo 58-1950-7-707 con el US Department of Agriculture Agricultural Research Service. Los investigadores han declarado no tener ningún conflicto de interés económico pertinente.

#Dor Complexa Regional: tudo que você precisa saber

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medica examinando paciente idoso

Dor Complexa Regional: tudo que você precisa saber

Dor complexa regional trata-se de uma condição debilitante que afeta os membros. Caracterizada por intensa dor, com comprometimento sensorial, motor, autonômico e trófico. Apresenta curso variado, que pode ser autolimitando ou estender-se por meses.

Divide-se em tipo 1 e tipo 2. No primeiro caso, existe um estímulo doloroso inicial, que pode ser uma lesão tecidual, fratura, cirurgia ou até mesmo imobilização prolongada. A dor não é limitada a distribuição de um único nervo periférico. No tipo 2, existe uma lesão nervosa definida previamente e os sintomas dolorosos ocorrem na distribuição específica de um nervo ou raiz nervosa.

Ambos são caracterizados por alodinia ou hiperestesia, que são desproporcionais em relação ao vento índice e acompanhados por edema e alterações vasomotoras da pele.

Epidemiologia:

Afeta igualmente todos os tipos de raças, sendo mais comum em mulheres (três vezes mais). Incidência de 26.2 a cada 100.000 pessoas, com pico entre 60-70 anos. O membro superior é mais afetado que o inferior e os principais eventos desencadeantes são cirurgia e fratura de membros.

Os fatores de risco mais relacionados com o surgimento da patologia incluem: osteoporose, migrânea, menopausa, uso de inibidores da enzima conversora da angiotensina e asma. Foi observado pior prognóstico em fumantes do que em não fumantes.

Manifestações clínicas:

Não existem testes diagnósticos que identifiquem a presença da dor complexa regional, apenas critérios baseados na história e exame físico do paciente.

Os sintomas surgem imediatamente, dias ou semanas após a injúria inicial, que em geral, concentram-se nas extremidades dos membros. Na maior parte das vezes, somente um membro é acometido, principalmente o superior. Quase 80% dos pacientes ficam livres dos sintomas em até 18 meses, seja espontaneamente ou com tratamento.

As queixas mais frequentemente relatadas são dor espontânea e desproporcional ao evento índice, que pode ou não respeitar um território nervoso a depender do subtipo. A dor piora com a movimentação do membro afetado, o que contribui para a imobilização e inutilização do mesmo pelo paciente. Pode culminar inclusive na negligência espacial e sensitiva do membro acometido em casos mais graves. Alterações de temperatura da pele, tanto mais quente ou fria, também é uma queixa comum.

Ao exame, cerca de 80-90% apresentam comprometimento motor, seja paralisia ou pseudoparalisia por desuso. Tremor e distonia também são frequentes, assim como espasmos musculares no membro afetado.

Hipoestesia é descrita em mais de 70% dos pacientes; hipotermoestesia e alteração da propriocepção podem ocorrer. Alodinia (dor ao toque) e hiperpatia (resposta exagerada a um estimulo doloroso) ocorrem em até 80% dos casos. Até 50% apresentam hiper-hidrose e edema por disfunção autonômica; descoloração, atrofia e mudança de temperatura da pele podem ocorrer tardiamente e relacionam-se com alterações vasomotoras. Tipo ou hipertricose e diminuição do crescimento das unhas podem ocorrer por disfunção simpática, porém são sinais menos importantes.

Critérios diagnósticos:

Os critérios diagnósticos foram criados em 1994 pela Association for the Study of Pain ( IASP) e posteriormente modificados em 2007. O diagnostico clínico é feito, então, quando os seguintes critérios são preenchidos:

– Dor contínua desproporcional ao evento inicial
– Ao menos um dos seguintes sintomas reportados em três ou mais das seguintes categorias:

  • Sensitiva: hiperestesia opulências alodinia
  • Vasomotora: assimetria de temperatura, alterações da coloração da pele ou assimetria de cor da pele
  • Sudomotora / edema: edema, alterações de sudorese ou assimetria de sudorese
  • Motora / trófica: diminuição da mobilidade, disfunção motora (paresia, distonia ou tremor) ou alterações tróficas (pele, pelos, unhas).

– Ao menos um sinal no momento da avaliação em dois ou mais das seguintes categorias:

  • Sensitiva: evidência de hiperalgesia, alodinia
  • Vasomotora: evidência de assimetria de temperatura maior que 1ºC, mudança ou assimetria na coloração da pele
  • Sudomotora / edema: evidência de edema, alterações ou assimetria de sudorese
  • Motora / trófica: evidência de diminuição da função motora, disfunção (distonia, tremor ou fraqueza) ou alterações tróficas (pele, unhas, pelos).

– Nenhum outro diagnóstico que possa explicar os sinais e sintomas acima descritos.

Diagnósticos diferenciais:

Os principais diagnósticos diferenciais são os listados abaixo:

– Neuropatia: pode apresentar-se com dor espontânea, alterações de coloração e temperatura da pele, bem como com disfunção motora. Se polineuropatia, a distribuição é simétrica, diferente da dor complexa regional. No entanto, uma mononeurite pode gerar confusões diagnósticas. Uma boa história e exame físico, em geral, são suficientes para a diferenciação.

– Oclusões vasculares arteriais ou venosas unilaterais: podem causar dor e alterações de coloração e temperatura da pele, assim como edema.
– Neuralgia pós-traumática: a maioria dos pacientes apresenta dor, porém não preenche os critérios diagnósticos para dor complexa regional.
– Radiculopatias ou plexopatias
– Distúrbio psiquiátrico

Tratamento:

Terapia ocupacional e fisioterapia:

Considerado o tratamento de primeira linha. Como a maioria destes pacientes desenvolvem cinesiofobia, a fisioterapia e a terapia ocupacional são de suma importância por encorajar e prover meios para a utilização do membro afetado em atividades diárias.

Terapia psicológica:

Dor crônica está frequentemente relacionada à ansiedade e depressão, que, se presentes, precisam ser tratadas para facilitar a reabilitação.

Terapia medicamentosa:

Alguns trials mostraram benefício no uso de corticoide quando administrado na fase aguda da dor complexa regional tipo 1. Alguns estudos mostraram que não há benefício em utilizar em pacientes com mais de 6 meses de sintomas.

Opioides são utilizados para o alivio da dor, com boa resposta. Gabapentina e amitriptilina, moduladores de dor neuropática também são utilizados, ainda que não haja estudos comprovando a eficácia dessas medicações.

Nifedipina, clonidina e beta bloqueadores são opções que mostraram-se efetivas em alguns pacientes, ainda que também não existam estudos com a utilização desses medicamentos.

Terapia analgésica e cirúrgica:

Indicadas quando não há resposta suficiente ao tratamento medicamentoso e fisioterápico. O bloqueio simpático alivia a dor e pode ser combinado com a utilização de toxina botulínica para prolongar a duração da analgesia. Simpatectomia pode ser realizada nos pacientes que respondem bem, porém transitoriamente ao bloqueio simpático.

Terapias emergentes:

Drogas imunomoduladoras, plasmaférese, uso de toxina botulínica e terapia hiperbárica com oxigênio são possíveis opções terapêuticas que ainda necessitam de estudos clínicos randomizados.

 

Referências:

  • Complex regional pain syndrome: a recent update- En Lin Goh; Swathikan Chidambaram; Daqing Ma. Burns and trauma; 2017
  • Complex Regional Syndromes Follow-up- Stephen A Berman; Anthony H Wheeler- 2018

#Pratique exercícios sozinho de maneira consciente com sete cuidados básicos

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Caminhada e corrida pedem boa postura, intensidade gradual e atenção aos sinais do corpo

Inserir a atividade física na rotina é um dos pilares para uma vida mais saudável. Isso você já deve ter visto ou ouvido em algum lugar. Segundo a Federação Mundial de Cardiologia, pessoas que não praticam atividades físicas têm um risco duas vezes maior de sofrer doenças do coração, ter pressão alta e desenvolver diabetes quando comparadas a quem pratica exercícios físicos regularmente, independente do fato de estar ou não acima do peso.

Apesar dos benefícios comprovados, muita gente ainda resiste a se exercitar. A pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, mostrou que menos da metade (47%) das pessoas com idade entre 18 e 24 anos fazem atividade física. Este número diminui com o passar dos anos: a partir dos 65 anos, é de apenas 23%.

A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de realizar pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana. Entre as praticas recomendadas estão a caminhada – o mais básico dos exercícios -, o ciclismo e até serviços domésticos. A melhor opção é sempre realizar atividades físicas com supervisão, no entanto, a OMS reforça em suas recomendações que os riscos de não se exercitar são muito maiores do que os de fazer atividades físicas sozinho. Para proteger sua saúde sem expor seu corpo a lesões, nós explicamos a seguir sete cuidados que você deve ter antes de começar a se exercitar. Confira:

Consulte seu médico

Consultar um médico antes de iniciar uma atividade física é um cuidado obrigatório para qualquer pessoa. Principalmente se houver fatores de risco associados, como a hipertensão ou o diabetes. O endocrinologista Sérgio Vêncio, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), conta que o aval médico é ainda mais importante para quem tem risco para doença cardiovascular, metabólica ou mais de 40 anos. A atividade física deve ser preferencialmente supervisionada por educador físico, o profissional apto a definir intensidade, duração e o tipo de exercício físico, tornando-o mais eficiente e seguro. Mas o especialista recomenda: “Nos casos em que não for viável o acompanhamento desse profissional, a atividade física não deve ser evitada, mas realizada de acordo com a recomendação médica”.

Não se esqueça de fazer o aquecimento

“Independentemente da idade e do sexo, a realização de exercícios preparatórios antes das atividades físicas é fundamental para qualquer um”, explica o fisiologista da Unifesp Raul Santo de Oliveira. Eles são os importantes para a comunicação do sistema muscular com o sistema nervoso e, por isso, o rendimento fisiológico da pessoa melhora muito. “O aquecimento eleva a temperatura corporal e aumenta a frequência cardíaca, dessa forma, mais sangue é bombeado, levando nutrientes e oxigênio para os músculos. Além disso, é durante o aquecimento que ocorre um aumento da frequência respiratória, importante para o bom rendimento”, explica o especialista Raul Santo.

Escolha o melhor lugar

O educador físico Marcelo Avelar, da academia R.White explica que, ao optar por caminhadas ao ar livre, o ideal é procurar por terrenos livres de obstáculos, buracos e, a princípio, planos. Esse cuidado tornará a caminhada mais leve, ideal para quem está começando a praticar um exercício físico. “Com a progressão na caminhada é possível mudar o estímulo, alternando entre terrenos planos e pequenas subidas”, explica Marcelo Avelar. Essa atitude torna o exercício um pouco mais difícil. Segundo a educadora física Fernanda Andrade, personal trainer de São Paulo, o ideal é que essa inclusão de pequenas rampas seja feita a partir da terceira semana de caminhada. Outra dica do educador físico Marcelo é optar por locais com baixo índice de poluição, como os parques, e menos movimento de carros, facilitando a travessia e evitando o risco de acidentes.

Intensidade gradual

Para definir a intensidade do treino deve ser analisado o condicionamento físico individualmente, por isso, o ideal é procurar um médico e um educador físico antes de começar a se exercitar. De uma maneira geral, comece com um ritmo confortável e evolua de acordo com o ganho de condicionamento físico. Quando você já se sentir confortável para começar a correr, uma boa ideia é fazer um treino de corrida e caminhada intercaladas. Marcelo Avelar conta que o treinamento é denominado fartlek (do grego, forte X fraco), em que se alterna entre corrida leve e caminhada. “Ao progredir, aumenta-se o tempo da corrida e diminui-se o da caminhada”, explica. “Por exemplo, é recomendado andar dois minutos e correr um minuto durante 30 minutos, numa outra oportunidade andar dois minutos e correr dois minutos também por 30 minutos”. Segundo Marcelo, dessa forma, condiciona-se melhor para uma futura corrida.

Tempo e frequência

As primeiras semanas de exercício físico são um período de adaptação do corpo à atividade física, por isso, a recomendação da educadora física Fernanda Andrade, de São Paulo, é iniciar com 20 minutos três vezes por semana. Na segunda semana, você pode se exercitar por 20 minutos quatro vezes por semana e na terceira aumentar o treino de cada sessão em 10 minutos. Na quarta semana cumpra trinta minutos cinco dias na semana. Nesse momento você estará cumprindo os 150 minutos de atividade moderada recomendados pela Organização Mundial de Saúde! A partir daí, progrida o exercício de acordo com seu condicionamento físico, até conseguir caminhar de 40 a 60 minutos cinco vezes por semana, então aumente a velocidade das passadas progressivamente, respeitando sempre os sinais do seu corpo. Por volta da décima segunda você já pode começar a trotar, ou seja, correr em uma velocidade moderada.

Atenção: mesmo exercícios aeróbicos precisam de um tempo de descanso entre eles. Espere pelo menos 24 horas e caso sinta dores, espere até que elas passem ou faço uma caminhada leve nesse dia. Caso a dor persista, procure um médico.

Mantenha a postura

Correr e caminhar são gestos individuais, cada um possui uma maneira de correr e caminhar. “Se o indivíduo sente-se bem correndo com o seu tronco mais inclinado ou até mesmo com uma amplitude de passada mais curta e isso não lhe traz desconforto ou gera lesão não existe motivo para tentar modificar tudo isso, a menos que haja riscos para a sua saúde”, explica o educador físico Marcelo.

No entanto, caso haja desconforto existem exercícios educativos que visam correções na postura, melhorando o desempenho. “Dessa forma, reeduca-se o corredor para que ele previna lesões, economize energia gasta de forma desnecessária com contrações musculares ou movimentos que podem ser evitados como, por exemplo, o balançar excessivo dos braços”, explica Marcelo Avelar.

“Um dos pontos importantes a observar e que deve ser corrigido é a maneira da entrada e saída do pé no solo”, explica. “Ela deve ser feita do calcanhar (aterrissagem) para a parte próxima aos dedos, preparando para a fase em que o pé fica fora do chão.” Outro ponto importante é que as costas permaneçam eretas, com o tronco levemente curvado para frente no caso da corrida. O olhar também deve se fixar à frente, mantendo o pescoço relaxado. O movimento dos braços ajuda no equilíbrio e na coordenação das passadas de forma cadenciada.

Ouça os sinais do corpo

Durante o exercício, fique atento à sua frequência cardíaca. “Quando realizamos o exercício aeróbico moderado sentimos que nosso coração está batendo mais acelerado que em repouso, isso é normal, mas o aceleramento não deve ser excessivo”, explica a personal trainer Fernanda Andrade. Caso sinta seus batimentos cardíacos excessivamente acelerados pare a atividade imediatamente.

A respiração é outro parâmetro para saber se estamos no caminho certo. A falta de ar ao correr ou caminhar indica que as moléculas de oxigênio não estão sendo adequadamente absorvidas pelo sangue. A resposta normal do corpo frente a esse esforço é cessar a atividade. Para evitar a parada brusca, o ideal é, assim que faltar o fôlego, diminuir o ritmo até a respiração voltar ao normal. “Na rotina de treinamento algumas dores musculares vão acontecer normalmente”, explica Marcelo Avelar. Elas acontecem devido ao acúmulo de ácido lático nos músculos, efeito comum após o exercício “Porém, se elas persistirem podem indicar lesões musculares, que devem ser tratadas para só depois voltar à rotina de treinamento”. Essa dor deve desaparecer em até três dias, se isso não acontecer, busque um médico.