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#Manejo da fascite plantar e como a acupuntura pode ajudar

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fascite plantar

Manejo da fascite plantar e como a acupuntura pode ajudar

A fáscia plantar é uma faixa de tecido conjuntivo que se estende da base do osso calcâneo (calcanhar) por toda planta do pé. É uma banda fibrosa e firme que sustenta e mantém o arco plantar de pé. A fascite plantar é um distúrbio doloroso muito comum que afeta o calcanhar e a planta do pé. Aproximadamente 10% das pessoas desenvolvem fascite plantar em algum momento da vida. Geralmente está associada à obesidade, ao trabalho por ficar em pé longos períodos, pés planos ou cavos, falta de atividade física, distúrbio de pisada durante a prática esportiva, diferença significativa de comprimento dos membros inferiores, esporão de calcâneo, encurtamento do tendão de Aquiles e ainda o uso de calçados impróprios.

Trata-se de uma desordem no local de inserção dos ligamentos no osso e se caracteriza pela cicatrização, inflamação ou destruição estrutural degenerativa da fáscia plantar do pé. É frequentemente causada pela lesão por esforço repetitivo da fáscia plantar, que se intensifica quando não há amortecimento de impacto, e piora com o exercício físico, o peso ou a idade. Costuma ter início insidioso, sem relação com trauma. Em geral, a dor é pior pela manhã, logo aos primeiros passos, e o paciente refere incapacidade para apoiar o pé no chão, já que a sustentação de peso aumenta a pressão sobre a fáscia e comprime a região afetada. A dor é sentida como em “facada”, na borda frontal inferior do osso do calcanhar, e tende a diminuir ao caminhar, tornando-se maçante durante todo o dia. O arco do pé é muito tenso e sensível à digitopressão, assim como a borda interna da almofada do calcanhar. Eventualmente, nota-se a presença de edema leve e eritema na região afetada.

O diagnóstico é essencialmente clínico e tem como base história e exame físico. Os exames de imagem ajudam a fazer o diagnóstico diferencial. O tratamento preconizado é conservador e, além da analgesia, é principalmente voltado para a eliminação da causa e dos fatores agravantes.

  • Repousar e evitar atividades que agravam a dor;
  • Controle do peso corporal;
  • Usar calçado confortável e evitar andar descalço em superfícies rígidas. Evitar calçados planos e dar preferência a um tênis com bom sistema de amortecimento no calcanhar, considerando o uso de palmilhas para cada tipo de pé;
  • Exercícios de alongamento e técnicas complementares de fisioterapia;
  • Órteses;
  • Tratamento farmacológico: anti-inflamatórios, sempre com prescrição médica, que irá ajudar no alívio da dor;
  • Acupuntura
  • Terapia por Ondas de Choque
  • Infiltração com anestésico (como a lidocaína) ou agulhamento seco;
  • Infiltração com corticoesteroides
  • Em último caso, tratamento cirúrgico, que nem sempre tem bons resultados (Fasciotomia plantar).

Há um número limitado de estudos científicos que analisam o uso da acupuntura no tratamento de distúrbios do pé. Existem evidências de que o tratamento com acupuntura traz benefícios consideráveis no alívio da dor, combinado ou não com o tratamento convencional¹. A maioria dos estudos indica que a eletroacupuntura é mais eficaz que a padrão: os resultados podem ser mais rápidos e duradouros.

Uma revisão publicada em 2017 indica que o tratamento é seguro e eficaz, reduzindo a dor a curto prazo (quatro a oito semanas), mas não existem evidências de que o tratamento seja eficaz a longo prazo².

Para a Medicina Tradicional Chinesa, o quadro tem origem no acúmulo de frio e umidade na região dolorida, associado à má circulação de sangue e energia nos locais afetados. Na prática clínica utilizamos pontos locais para analgesia, pontos à distância que têm ação específica para a patologia e pontos que tratam a condição básica causadora da doença. O tratamento é feita uma ou duas vezes por semana, e o paciente costuma sentir alívio da dor por um período curto logo ao final da sessão, alívio este que vai com o passar do tempo durar períodos cada vez mais longos. É preciso reforçar a necessidade de seguir o tratamento convencional voltado para o cuidado com o peso, os calçados e o alongamento, além das recomendações próprias da Medicina Tradicional Chinesa. Infelizmente todo o suporte terapêutico oferecido não é capaz de evitar a recorrência do quadro doloroso caso não sejam feitas as modificações necessárias.

 

Autora:

Referências:

  1. Clark RJ, Tighe M. The effectiveness of acupuncture for plantar heel pain: a systematic review. Acupuncture in Medicine 2012;30:298-306.
  2. Thiagarajah, AG. How effective is acupuncture for reducing pain due to How effective is acupuncture for reducing pain due to plantar fasciitis? Singapore Med J 2017; 58(2): 92-97 .
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#Acupuntura para tratamento de cefaleia.

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homem sentado com mão na cabeça

Acupuntura para tratamento de cefaleia.

A maioria das pessoas sofre ocasionalmente de dores de cabeça e considera isso uma situação normal. A dada altura, a cefaleia tende a tornar-se um problema, quando intensa e/ou frequente. Basicamente, as cefaleias podem ser divididas em aguda, sub agudas e crônicas. No caso das crônicas, todas tem uma base neurobiológica, são incapacitantes e diminuem a qualidade de vida.

Existem vários tipos de cefaleia e, quase 90% das cefalalgias encontradas nos ambulatórios diariamente, se encaixam no grupo das cefaleias crônicas. As formas clínicas mais frequentes são a enxaqueca com ou sem aura, a cefaleia do tipo tensional e a cefaleia em salvas. Apesar disso, a maioria dos pacientes chamem de enxaqueca toda e qualquer cefaleia recorrente. Existe ainda um tipo importante que é a cefaleia por uso excessivo de medicamentos. Trata-se de uma cefaleia secundária, mas que ocorre apenas como complicação de uma cefaleia pré-existente, em geral, do gênero enxaqueca ou cefaleia tipo tensão.

Enxaqueca

A enxaqueca realmente constitui um dos tipos mais frequentes de cefaleia, e por ser uma patologia crônica, ocasiona uma série de alterações comportamentais que desencadeiam consequências físicas, sociais e psicológicas nos indivíduos afetados.

A prevalência da enxaqueca varia de 12% a 16% na população geral, sendo mais comum em mulheres do que nos homens (proporção de 3:1).  As enxaquecas geralmente ocorrem dentro dos grupos familiares. Em geral, 60% das pessoas que tem enxaqueca possuem um membro próximo da família que também têm. Contudo, não quer dizer com isto que é um distúrbio genético ou hereditário, e sim, uma predisposição genética ou padrão aprendido de comportamento.

A OMS coloca a enxaqueca como uma das vinte enfermidades que mais provocam ausências laborais. Pessoas que sentem enxaqueca perdem, ao ano, trinta dias de trabalho, com uma média de três crises por mês. Cada uma dessas crises pode durar de quatro a setenta e duas horas. Isto representa prejuízos importantes em termos econômicos.

Dessa forma, a cefaleia recorrente é incapacitante e não só constitui um problema para quem a sofre, como também para quem tem convívio constante com essas pessoas como a família, os colegas de trabalho e os empregadores. Podem comprometer o estilo de vida do doente, não só durante as crises, mas também ao tentar evitá-las. Assim sendo, as cefaleias episódicas podem provocar um impacto contínuo da qualidade de vida dos indivíduos afetados.

O tratamento medicamentoso geralmente apresenta alto custo, resultados relativos e baixa tolerabilidade. Embora os medicamentos preventivos existam, eles não são necessariamente eficazes para todos os pacientes e podem causar efeitos colaterais graves. Apesar dos benefícios da medicação, muitos pacientes continuam experimentando a angústia e o rompimento social. Por isso, muitos profissionais de saúde tem recomendado enfoques não farmacológicos para os cuidados para com as cefaleias.

Tratamento com acupuntura

O tratamento com acupuntura é indicado para todos os tipos de cefaleia que não estejam relacionadas com uma doença de base e que não tenham causa anatômica. Ou seja, é indicado para aquelas de origem energética (alteração nos meridianos de acupuntura) e inflamatória. É preciso lembrar a importância da anamnese, do exame neurológico e clínico na investigação.

Tratando cefaleia sem remédios: o que funciona?

Na grande maioria das vezes, o diagnóstico é clínico. Se respeitada esta tríade (anamnese, avaliação neurológica e clínica), os exames complementares, quando necessários, serão mais objetivos. Isso também vai fazer com eles sejam menos onerosos, propiciando um início de terapêutica mais precoce, beneficiando o paciente.

Em geral, trata-se com acupuntura as cefaleias do tipo enxaqueca e tensional, relacionadas ao estresse. As cefaleias devido ao uso abusivo de medicamentos também são tratáveis visto que o paciente durante o tratamento vai ficando cada vez mais confiante e diminui o uso dos medicamentos. A eficácia do método está em seu efeito analgésico e anti-inflamatório, tornando-se uma alternativa ao uso excessivo de medicamentos com bons resultados.

A revisão da Biblioteca Cochrane, publicada em 2016, mostra que a acupuntura pode ser considerada uma opção de tratamento para pacientes dispostos a se submeter a este método. Em termos de profilaxia, os ensaios disponíveis também sugerem que a acupuntura pode ser pelo menos tão eficaz quanto o tratamento com medicamentos profiláticos.

Quando o tema é cefaleia tensional, os resultados disponíveis na mesma revisão sugerem que a acupuntura é eficaz no tratamento de episódios frequentes de cefaleia ou de cefaleia crônica tensional, mas são necessários mais ensaios – particularmente comparando acupuntura com outras opções de tratamento.

Uma revisão publicada em 2013 (Archives of Health Investigation V.2 – 2013), analisando material publicado no período entre 1996 e 2012, evidencia que a acupuntura é eficaz no tratamento da cefaleia, reduzindo a necessidade de medicação, proporcionando analgesia, relaxamento, promovendo a liberação de opióides, produzindo efeitos homeostáticos e harmonizando psicologicamente o indivíduo. A acupuntura é destacada como uma terapia não medicamentosa efetiva para tratar a enxaqueca pois, além de controlar a dor, é uma especialidade segura, econômica e sem efeitos colaterais.

O tratamento inicialmente pode ser feito com sessões uma a duas vezes na semana, com duração de trinta a cinquenta minutos, e a escolha dos pontos será sempre individualizada e baseada no diagnóstico sindrômico da Medicina Tradicional Chinesa. Os resultados podem ser observados logo durante o primeiro mês de tratamento, dependendo da frequência e da intensidade das crises que o paciente apresentava antes de iniciar a acupuntura.

O objetivo é tornar as crises menos frequentes e menos intensas, de forma que a dor não seja incapacitante e permita ao paciente seguir seu ritmo de vida normal. Os pacientes tratados com acupuntura referem, além do alívio para as dores, melhora do sono, do humor, maior facilidade no relacionamento com a família e os amigos, melhor desempenho no trabalho e mais confiança para enfrentar os dissabores do dia a dia.

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#Back pain relief position

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Foto de Medical-Online.
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#Programa de redução de estresse baseado em #mindfulness trazem algum benefício para #pacientes oncológicos

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Rio de Janeiro — Em 2010, o programa de redução de estresse baseado em mindfulness foi adaptado para o tratamento de pacientes oncológicos, sendo chamado de Mindfulness-Based Cancer Recovery (MBCR)[1]. Uma das principais pesquisadoras nesse campo, Linda Carlson, da University of Calgary (Canadá), defende que a evidência acerca da eficácia deste tipo de intervenção nessa população é inequívoca[2]. Mas, em mesa-redonda realizada no 20º Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, o psicólogo Tiago Tatton, co-fundador da Iniciativa Mindfulness e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), destacou a importância de mais pesquisas sobre o tema com maior rigor metodológico, pois, embora haja muitos estudos clínicos randomizados e revisões, os trabalhos apresentam, em geral, baixa qualidade metodológica.

Segundo Tatton, mindfulness é “a capacidade de prestar atenção de forma intencional nos próprios processos cognitivos e comportamentos, momento a momento, com uma atitude aberta, curiosa e sem julgamento, e o treinamento pode ajudar a desenvolver essa capacidade”.

Em geral, as intervenções baseadas em mindfulness têm duração de oito semanas. São realizados encontros semanais de aproximadamente duas horas, nos quais são ensinados exercícios e práticas. Um dos objetivos do programa é quebrar o ciclo de ruminação e preocupação patológica. A estratégia ajudaria, por exemplo, a aprender como aceitar que o ser humano é incapaz de controlar ou mudar o curso da progressão da doença.

Sobre as evidências, o psicólogo explicou que “ensaios clínicos randomizados de qualidade relativamente alta trazem evidências positivas de mindfulness para pacientes oncológicos com sintomas de ansiedade e depressão”. Mas ressaltou que, quando se trata de benefícios psicológicos em geral, poucos estudos mostram evidências claras e bem construídas.

São vários os problemas observados nas pesquisas na área, segundo o especialista. Entre eles, tamanhos inadequados das amostras, falta de controles adequados (ativos), manipulação incorreta de dados, superestimação, falta de pesquisas mostrando efeitos adversos, bem como medidas e intervenções muito heterogêneas.

Uma revisão sistemática publicada esse ano sugere que intervenções baseadas em mindfulness possam estar envolvidas na mudança de um perfil depressivo/carcinogênico de citocinas para um padrão mais normalizado. No entanto, os autores destacam a necessidade de mais estudos controlados randomizados sobre o tema[3].

Mesmo diante das limitações das pesquisas atuais, Tatton afirmou que as conclusões são promissoras. Uma revisão da Dra. Carlson apontou que há evidência nível 1 para a eficácia dessas intervenções em oncologia[4].

Mindfulness no manejo da dor

Quanto aos efeitos sobre a qualidade de vida, o fisioterapeuta acupunturista, Guaraci Ken Tanaka, instrutor certificado de mindfulness, e pesquisador do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB/UFRJ), integrante da mesa-redonda, afirmou que os estudos apontam tendência de melhora no bem-estar. Uma revisão incluindo 11 estudos quantitativos e dois qualitativos, que tratavam do uso de intervenções de mindfulness no cuidado oncológico revelou melhora na qualidade de vida e aumento do enfrentamento. Melhora na dor foi observada quando há muitas sessões[5].

“Embora o programa esteja hoje visto como uma intervenção de oito semanas, essa prática é para a vida toda”, disse.

Uma revisão sistemática e meta-análise publicada mais recentemente identificou tendência de melhora da dor, estresse, espiritualidade e sono, porém os resultados não foram significativos[6].

“A dor não melhora, mas os pacientes passam a ter uma relação melhor com ela”, disse Tanaka.

Princípios psiconeurobiológicos

O fisioterapeuta Marcelo de França do IPUB/UFRJ, que também participou da mesa-redonda, explicou que o mindfulness promove o estímulo da dominância do sistema nervoso autônomo (SNA) parassimpático. Tal estímulo leva à melhor regulação da dinâmica do cortisol, ou seja, este hormônio voltaria a um padrão mais fisiológico (até então, ele estaria modificado pelo processo de adoecimento).

Para França, o treinamento de mindfulness tem demonstrado melhorar a ruminação, a autorregulação emocional, a memória de trabalho e a flexibilidade cognitiva[7]. No entanto, a desinformação e a baixa qualidade metodológica associada a estudos anteriores podem levar o público a ser prejudicado, enganado e a se decepcionar[8].

Prática sem indicação e orientação adequada pode ser prejudicial

O interesse do público em mindfulness tem impulsionado a exploração econômica desse mercado, algo que suscita cuidado, pois a prática sem a devida indicação e sem orientação por instrutor capacitado pode causar problemas, visto que a intervenção não é isenta de efeitos adversos[9].

“Na intervenção de mindfulness os praticantes são convidados a um ‘mergulho interno’ e, algumas vezes, isso pode abrir um ‘esgoto’”, alertou o psicólogo Tatton, afirmando que o indivíduo pode não estar preparado para lidar com a carga emocional revelada pela prática, necessitando de um encaminhamento para atendimento psicológico.

Quanto aos efeitos adversos, França disse que os mais reportados são ansiedade e pânico após a prática.

“Talvez essa intervenção não seja a mais indicada como primeiro tratamento”, reforçou.

Para Tanaka, é importante destacar que essas estratégias foram desenvolvidas para pessoas que têm algum problema. “Hoje em dia, no entanto, elas têm sido arbitrariamente usadas por indivíduos saudáveis, pessoas sem indicação alguma”, disse.

#Suplementos suspeitos: #medicamentos vendidos sem receita podem causar #lesão hepática

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#Tobacco Companies Forced to Admit That #Smoking Is Deadly

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Major US tobacco companies are finally having to admit that they have been deceiving the public about the dangers of tobacco.

Tobacco companies have been ordered by the courts to begin publishing “corrective statement” advertisements in major news outlets based in the United States.

The advertisements, which began running on November 26, will have to explain the adverse health effects of smoking and second-hand smoke, along with other topics.

However, the statements not only will focus on the health problems associated with tobacco use but will also require companies to admit that they “intentionally designed cigarettes with enough nicotine to create and sustain addiction.”

These “corrective” statements must be disseminated via television and newspaper advertisements, and a schedule for the topic and dates of presentation has been set up.

“The most important thing about these ads is that they remind the public and policymakers that the tobacco industry is a rogue industry, build on a mountain of lies,” said Vince Willmore, vice president of communications at Campaign for Tobacco-Free Kids. “They are a reminder that the horrific toll that cigarettes have taken did not happen by accident and are the result of the illegal and deceitful practices of the tobacco industry.”

In an interview, Willmore told Medscape Medical News the hope is that the corrective statements will spur elective officials to take strong corrective action.

“The main goal is to inform the public about health harms related to cigarette smoking and to inform them of the behavior of the tobacco industry and then start a conversation,” he said. “There has been a lot of coverage about these statements, and that in and of itself is very beneficial in informing the public.”

Long Court Process

The proposed ads are the culmination of a long-running lawsuit that the US Department of Justice filed against the tobacco companies nearly 20 years ago, in 1999. A landmark 2006 judgment and opinion by US District Judge Gladys Kessler ruled that tobacco companies had violated civil racketeering laws (RICO) and engaged in a decades-long conspiracy to deceive the public about the health effects of smoking and their marketing to children.

In her 2006 verdict, Judge Kessler ruled that the tobacco companies “have marketed and sold their lethal products with zeal, with deception, with a singleminded focus on their financial success, and without regard for the human tragedy or social costs that success exacted…. Over the course of more than 50 years, defendants lied, misrepresented and deceived the American public, including smokers and the young people they avidly sought as ‘replacement’ smokers about the devastating health effects of smoking and environmental tobacco smoke.”

Despite their internal knowledge, the tobacco companies (from 1964 onward) continued to deny and distort the serious health effects of smoking, said Judge Kessler. Even as recently as 2005 (the year before the judgment), they still refused to admit that smoking was linked to serious health problems.

The tobacco industry was also well aware that smoking and nicotine are addictive, but they publicly denied it and “continue to do so,” she ruled. They have “concealed and suppressed research data and other evidence that nicotine is addictive.”

In 2006, Judge Kessler ordered the tobacco companies to publish corrective statements on the five topics about which they deliberately mislead the public:

  • The adverse health effects of smoking;
  • The addictiveness of smoking and nicotine;
  • The lack of significant health benefits from smoking “low tar,” “light,” “ultra light,” “mild,” and “natural” cigarettes (which have been deceptively marketed as less harmful than regular cigarettes);
  • The manipulation of cigarette design and composition to ensure optimum nicotine delivery; and
  • The adverse health effects of exposure to secondhand smoke.

However, during the 11 years since the ruling, the tobacco companies have repeatedly filed appeals and have tried to modify and delay publication of the corrective statements. The US Supreme Court declined to hear their appeal in 2010, and the appeal process finally ended this year, with the result that the tobacco companies were ordered to begin running the corrective statement ads.

The new court-ordered advertisements for television must contain one of the five corrective statements and run five times per week for 1 year, for a total of 260 spots. The ads must run during prime time (7 to 10 pm) and on one of the three major networks.

For newspapers, tobacco companies must purchase five full-page ads in the first section of the Sunday edition of the 50+ newspapers specified by the court. These include papers published in the Hispanic media and African American/community papers. Each of the ads will contain one of the five corrective statements.

Reacting to the news, the University of Texas MD Anderson Cancer Center in Houston issued a statement applauding the action, noting that it will be a significant step toward informing Americans about the addictive power of cigarettes and the harms of tobacco use.

“Although we have made tremendous progress in terms of reducing tobacco use, the CDC [Centers for Disease Control and Prevention] recently reported that 20% of adults in the U.S. still use tobacco products,” Ernest Hawk, MD, vice president and chair, Division of Cancer Prevention and Population Sciences at MD Anderson, said in a statement.

“It’s clear that we must continue to educate the public about the dangers of tobacco use, and these statements will be an important part of that process,” added Dr Hawk.

Big Tobacco Changing Its Stripes?

The ads are coming at time when tobacco companies are resorting to a variety of measures to thwart progress in smoking cessation and reduction.

Philip Morris International, for example, is trying to rebrand itself as part of the solution by funding the Foundation for a Smoke-Free World, as reported previously by Medscape Medical News. Philip Morris will provide $80 million annually over the next 12 years, and the foundation will focus on funding critical research and finding ways to speed up science-based solutions to the current public health crisis involving 1 billion smokers worldwide.

While some have applauded the measure, many experts are skeptical at what appears to be an apparent conflict of interest. In a Lancet editorial commenting on Philip Morris putting up the funds for this Foundation, Martin McKee, CBE, MD, DSc, from the Department of Health Services Research and Policy, London School of Hygiene & Tropical Medicine, United Kingdom, and colleagues wrote: “Anybody who believes that they really do want to see a smoke-free world is, we argue, living in a fantasy world.” In its reaction to the announcement, the American Cancer Society commented that the involvement of Philip Morris in this endeavor was just “a continuation of a decades-long effort to paint over tobacco’s role in spreading death and misery around the globe.” The company has the power to make a difference, they noted: It should “stop selling cigarettes.”

At the same time, while government health policies to control tobacco use are gaining strength globally, the tobacco industry is not about to back off that quickly.

Instead, it has produced new products to replace conventional cigarettes ― electronic cigarettes (e-cigarettes), electronic nicotine delivery systems (ENDS), and novel “heat not burn” (HNB) devices. Although these products claim to be less toxic than cigarettes, no epidemiologic data are yet available on lung cancer or other diseases.

The tobacco companies “lie and pretend to be reformed…and say that they want to see people stop smoking cigarettes,” commented Willmore. “But at the same time, they are trying to interfere with efforts to control the use of tobacco, and continue to aggressively market and promote their products.”

More Steps Needed

In July, the US Food and Drug Administration unveiled a new comprehensive plan for regulating tobacco and nicotine that will “serve as a multi-year roadmap to better protect kids and significantly reduce tobacco-related disease and death.”

Included in their plan is to begin a public dialogue about lowering nicotine levels in combustible cigarettes to nonaddictive levels. Given that 90% of smokers begin before they are 18 years old, lowering nicotine levels could decrease the likelihood of addiction as well as helping current smokers to quit.

“That would help prevent kids from getting addicted,” said Willmore, “And there are a lot more steps we would like them to take, such as banning menthol cigarettes and putting graphic warnings on cigarette packs.”

Smoking rates are still high in parts of the United States, he added, and in some specific populations. “We need to reduce smoking and the death and disease it causes, in all states and for all Americans.”

Medscape Medical News © 2017

Cite this article: Tobacco Companies Forced to Admit That Smoking Is Deadly – Medscape – Nov 28, 2017.

#Acupuntura para #dor crônica: avanços sem precedentes

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Pauline Anderson

SAN DIEGO — As últimas duas décadas viram “avanços sem precedentes” no uso da acupuntura para tratar a dor, com um “aumento rápido” no número e na qualidade de estudos relacionados publicados, de acordo com um médico que é praticante experiente de acupuntura.

“No momento, temos uma base bem sólida para a eficácia da acupuntura” para cefaleia, osteoartrite (OA) e condições musculoesqueléticas, disse Farshad M. Ahadian, professor de anestesiologia da University of California, em San Diego.

“Eu acho justo dizer que a acupuntura está aqui para ficar. Será uma adição permanente às nossas opções de recursos”.

O Dr. Ahadian apresentou os dados no 28º Encontro Anual da Academy of Integrative Pain Management (AIPM).

Crise dos opioides

Para alcançar seu “potencial total”, os clínicos precisam “integrar completamente” a medicina convencional com terapias alternativas, o que inclui a acupuntura, disse o Dr. Ahadian aos presentes no encontro.

Ela pode ser cada vez mais importante devido a dois “desafios críticos realmente importantes”: a crise dos opioides e o envelhecimento da população.

“A epidemia de opioides está em curso há duas décadas e não se vislumbra um fim. E não acredito que acordamos para as implicações que o envelhecimento da população tem para a prevalência de dor crônica”.

Durante a apresentação o Dr. Ahadian revisou parte da extensa literatura sobre acupuntura para dor crônica. Entre 1997 e 2010, mais de 600 estudos clínicos relacionados foram publicados.

Uma revisão recente, que o Dr. Ahadian descreveu como “uma das análises mais academicamente rigorosas”, foi financiada independentemente pelo National Institute for Health Research, no Reino Unido.

Após triar quase 1000 publicações, os pesquisadores selecionaram 29 dos ensaios clínicos randomizados controlados de maior qualidade. Os estudos compararam acupuntura verdadeira com acupuntura simulada (agulha que não penetrou na pele ou agulha nos pontos errados) ou ausência de acupuntura (tratamento médico padrão) em quase 18 mil pacientes.

Os autores realizaram uma meta-análise individual de dados de pacientes, que o Dr. Ahadian disse ser “única” para esse tipo de pesquisa.

“Em vez de 29 pontos de dados, eles realmente tinham quase 18.000 pontos de dados, então foi um meio muito mais poderoso de coleta dados”.

A análise mostrou que a acupuntura foi estatisticamente superior tanto à acupuntura simulada quanto à não realização de acupuntura em várias condições que cursam com dor, incluindo dor cervical e lombar, osteoartrite (OA) do joelho, cefaleia e migrânea (todos os P para o efeito geral = 0,001).

O tamanho do efeito para a acupuntura simulada foi “um pouco menor” do que para a não realização de acupuntura, disse o Dr. Ahadian.

“Isso ressalta o poderoso efeito do placebo associado a qualquer tipo de modalidade física, incluindo a acupuntura”, afirmou. Ele acrescentou que isso apresenta “desafios para a pesquisa de acupuntura”.

A análise também confirmou que a acupuntura teve “efeitos clinicamente significativos, o que é importante”, disse o Dr. Ahadian.

Resultados clinicamente significativos

Outras pesquisas já mostraram que a acupuntura aumenta a conectividade funcional.

“A dor crônica pode levar a padrões anormais ou a desregulação da conectividade funcional em vários centros cerebrais”, explicou o Dr. Ahadian. Ele acrescentou que a acupuntura “pode ajudar a modular e a normalizar” a conectividade funcional.

Ele destacou outro estudo que incluiu pacientes com OA do joelho, de moderada a grave, que nunca haviam realizado acupuntura e não haviam realizado nenhuma intervenção nos últimos seis meses. Os pacientes foram aleatoriamente designados para receber acupuntura verdadeira ou acupuntura simulada.

Cada participante recebeu seis tratamentos em um período de um mês. Eles também foram submetidos a ressonância magnética funcional.

Usando uma escala validada, a pontuação de desfechos em lesão e OA do joelho (sigla em inglês, KOOS), os pesquisadores descobriram que a interação entre grupos (real em relação a simulada) e tempo (início do estudo em relação ao desfecho) foi significativa para as pontuações da subescala KOOSpara dor (P = 0,025), função em esporte (P = 0,049) e qualidade de vida (P = 0,039).

A análise demonstrou melhorias estatisticamente significativas na conectividade funcional na rede frontal parietal direita e na rede de controle executivo, “que são os centros cerebrais que se acredita desempenharem um papel significativo no processamento da dor”, disse o Dr. Ahadian.

Ao mesmo tempo, houve uma redução na conectividade da rede motor sensorial, disse ele. “Estes são padrões esperados com o melhor controle da dor”.

Os resultados foram clinicamente significativos, observou o Dr. Ahadian. O estudo descobriu que após o tratamento, o aumento da conectividade funcional foi correlacionado positivamente com as alterações nos escores de dor de KOOS.

Na medicina tradicional chinesa, acredita-se que dor e doença são causadas por uma obstrução ao fluxo normal de qi (energia vital). Pode ser que a conectividade funcional esteja relacionada com o qi, disse o Dr. Ahadian.

“Será que, quando falamos sobre a remoção essas obstruções, o que estamos falando é na verdade melhorar a conectividade funcional?”

O Dr. Ahadian enfatizou que encontrar terapias alternativas eficazes para tratar a dor crônica é cada vez mais importante em uma era caracterizada por aumento significativo de mortes relacionadas a opioides. Em 2015, houve 33.091 casos no Estados Unidos, disse ele.

Outro fator que deve estimular a pesquisa de terapias efetivas para dor é o aumento da população idosa. A porcentagem daqueles com idade igual ou superior a 65 anos foi de 13% em 2012, mas espera-se que aumente para 20% em 2050. A incidência de dor crônica aumenta com a idade.

Treinamento

Ao abordar uma pergunta de um membro da audiência sobre treinamento, o Dr. Ahadian fez referência à American Academy of Medical Acupuncture (AAMA), a sociedade profissional de médicos que incorporaram a acupuntura na prática clínica.

De acordo com o site da AAMA, os requisitos de adesão foram estabelecidos de acordo com as diretrizes de treinamento criadas pela Federação Mundial de Sociedades de Acupuntura-Moxabustão reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Outros membros ficaram curiosos sobre o número ótimo de tratamentos de acupuntura e tempos de resposta.

Enquanto alguns especialistas aconselham aos pacientes que eles precisam realizar até 20 sessões para saber se o tratamento está funcionando, “na minha experiência, se não for observada alguma resposta positiva dentro de cerca de quatro ou cinco sessões, talvez seja necessário pensar duas vezes” disse o dr. Ahadian.

Ele observou que “nem todo mundo responde bem à acupuntura”.

Alguns fatores podem reduzir a “capacidade de resposta à acupuntura. A acupuntura depende de um sistema nervoso intacto para promover seu efeito, portanto, se os pacientes tiverem neuropatia periférica significativa ou outras neuropatias, podem não ser tão responsivos”, disse ele.

Uma vez que os pacientes respondem, o Dr. Ahadian disse que tenta aumentar o intervalo entre tratamentos enquanto mantém os resultados.

“Nosso objetivo na medicina não é ‘casar’ o paciente com nosso consultório e fazê-los consultar o tempo todo”, disse ele.

“Se eu não conseguir uma eficácia persistente, ou uma eficácia razoável, que dure um mês, então eu posso desaconselhar ou talvez precise descobrir como mudar minha terapia”.

Em um discurso em outro local do encontro da AIPM, o coronel aposentado do Exército dos EUA, Gregory D. Gadson, que perdeu as duas pernas devido à explosão de uma bomba, enquanto ele servia em Bagdá, em 2007, e agora sofre de dor crônica, disse que ainda recebe ocasionalmente “acupuntura de campo de batalha”.

Quando perguntado pelo Medscape sobre “acupuntura de campo de batalha”, o Dr. Ahadian explicou que a modalidade envolve uma breve sessão usando agulhas pequenas na pele da orelha, para bloquear a dor. O tratamento pode ser administrado em apenas cinco minutos, e está sendo usado para tratar membros feridos do exército dos EUA.

Dr. Ahadian relatou que recebe apoio de pesquisa como pesquisador principal de Boston Scientific e Mainstay Medical.

28º Encontro Anual da Academy of Integrative Pain Management (AIPM). Apresentado em 22 de outubro de 2017.