Nefrologia

#Excesso de exercícios físicos pode afetar o coração e o fígado

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exercícios

Excesso de exercícios físicos pode afetar coração e fígado

 

Já é fato que treinar demais e descansar pouco causa problemas como insônia, enfraquecimento da imunidade e dores musculares. Mas os malefícios podem ir além. Cientistas brasileiros estão em busca dos efeitos do exercício físico excessivo no coração e no fígado.

Pesquisadores da Universidade Estadual de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) reuniram as suas principais descobertas sobre o tema em um artigo publicado recentemente no periódico Cytokine. As pesquisas receberam apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Em testes realizados com camundongos, coração, fígado, músculos e sistema nervoso mostraram alterações (algumas prejudiciais) após treinos muito intensos. Os exames incluíram corridas no plano, na subida e na descida por oito semanas.

Nos músculos, as células demonstraram mais dificuldade em captar a glicose no sangue. Na descida, por exemplo, os animais apresentaram ainda sinais de atrofia e má formação de proteínas no interior das células.

Novos testes mostraram que, como as células musculares mostraram maior dificuldade de captar glicose, o fígado ajudou o organismo a aumentar o estoque.

Por outro lado, os cientistas constataram também maior acúmulo de gordura no fígado e sinais de inflamação (esteato-hepatite). Isto pode estar relacionado à atuação compensatória do fígado na administração do estoque de glicose, mas isso ainda não foi confirmado.

“O aumento da gordura no fígado é muito ruim, pois tem relação com uma série de doenças, como obesidade e diabetes. Mas é importante destacar que, nos experimentos, não constatamos essas doenças, apenas o acúmulo de gordura”, destaca Adelino Sanchez Ramos da Silva, coordenador da pesquisa e professor da USP.

Até mesmo o coração incrementou a sua participação na captação da glicose, com um maior acúmulo da substância em seus tecidos. Mas, como efeito negativo no coração, após as oito semanas de treino excessivo, foi observado também sinais de fibrose no ventrículo esquerdo.

Tanto neste órgão, quanto no fígado, sangue e músculos, foram detectados ainda marcadores inflamatórios.

Um período de descanso de duas semanas fez com que os camundongos recuperassem o seu peso e apetite, duas alterações clássicas no estudo dos exercícios de intensidade.

O importante papel das citocinas

Uma outra inovação proposta pelos pesquisadores diz respeito ao papel das citocinas. Uma explicação aceita na literatura científica até agora é a de que as citocinas seriam liberadas com o exercício excessivo, levando a várias mudanças no organismo e à queda na performance.

A hipótese da citocina considera que um desequilíbrio envolvendo exercício excessivo e recuperação inadequada induz trauma musculoesquelético, aumentando a produção e liberação de citocinas pró-inflamatórias, principalmente interleucina 6 (IL-6), fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa), e interleucina 1 beta (IL-1beta), que interagem com diferentes sistemas orgânicos, iniciando a maioria dos sinais e sintomas ligados ao decréscimo de performance.

Este estudo utilizou dados recentes para discutir as bases científicas da teoria das citocinas de Smith e destacou que os efeitos adversos do exercício excessivo vão além do declínio do desempenho, propondo uma abordagem de múltiplos órgãos para essa questão.

Essas descobertas recentes permitirão que treinadores e fisiologistas do exercício desenvolvam estratégias para evitar resultados adversos crônicos induzidos pelo exercício exagerado.

Entretanto, os estudos liderados pelo pesquisador Adelino Silva vem demonstrando que, mesmo quando as citocinas já estão em níveis normais após uma série de exercícios, a performance pode continuar prejudicada.

Assim, os cientistas brasileiros defendem que as citocinas não são a única explicação para a queda na performance. Portanto, a busca por outras justificativas continua.

 

PebMed

Autora: 

Jornalista carioca.

Referências:

#Confirmation de l’intérêt des #statines chez les #personnes âgées

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Jean-Louis SCHLIENGER, Strasbourg

Quand ils ne s’attaquent pas au concept même de la dyslipidémie athérogène, les complotistes anti-statines dénoncent avec force les excès de prescription des statines en prévention primaire et chez les personnes âgées au prétexte, entre autres, d’un rapport bénéfice/risque calamiteux. Pourtant ce sont bien les personnes âgées qui sont les plus à risque de pathologie cardiovasculaire athéromateuse !

Voici une énième métaanalyse (il y en a eu deux en 2015 et 2016) qui devrait enfin tordre le cou aux infox dans un domaine sensible s’il en est ! Cette nouvelle métaanalyse et synthèse méthodique a évalué l’effet des traitements hypolipémiants (largement dominés par les statines) chez des sujets âgés de plus de 65 ans en prévention primaire et en prévention secondaire, notamment chez les sujets diabétiques. Les critères de jugement retenus étaient nombreux : risque de mortalité toutes causes, de mortalité cardiovasculaire, d’atteinte coronarienne, d’infarctus du myocarde, de revascularisation coronarienne, d’AVC et d’insuffisance cardiaque ainsi que la qualité de vie. Au total 23 études pour un total de 60 194 participants ont été retenues après application de l’outil de la Cochrane Collaboration pour rechercher les sources de biais. L’effet des statines a été comparé à un placebo dans 17 études (n = 50 322), dont 9 en prévention primaire et 8 en prévention secondaire. Dans 3 études de prévention secondaire (n = 8 461) les effets d’un traitement intensif par statines ont été comparés au traitement conventionnel. Seules 4 études (n = 8 071) ne concernaient que des personnes âgées. Enfin 2 études ont évalué l’effet des fibrates et une autre l’effet de la niacine.

Les résultats, résumés dans le tableau, sont plus probants en prévention secondaire qu’en prévention primaire. L’absence d’effets sur la diminution du risque d’AVC mentionnée dans les autres métaanalyses surprend ; ce n’est qu’en poolant l’ensemble des 17 études comparant les statines au placebo qu’apparaît un effet protecteur pour les AVC. L’analyse de sensibilité ne modifie guère que les résultats d’AVC lorsqu’elle se limite aux études n’ayant enrôlé que des sujets âgés (RR = 0,51 ; 0,33-0,78). Les analyses par sous-groupes ne montrent pas de différence d’efficacité chez les sujets diabétiques ou chez les sujets de plus de 75 ans. Le traitement intensif par statine se distingue par une diminution du risque d’insuffisance cardiaque et par une diminution plus marquée du risque d’atteintes coronariennes. Les études concernant les autres hypolipémiants n’ont pas mis en évidence d’effets bénéfiques.

Tableau. Risque relatif et intervalle de confiance à 95 % chez des sujets âgés > 65 ans traités par statine en prévention primaire ou secondaire.

Cette nouvelle métaanalyse confirme l’intérêt majeur des statines aux doses conventionnelles ou intensives chez les sujets âgés de plus de 65 ans en prévention secondaire ; il est moindre mais non négligeable en prévention primaire. En revanche, elle ne montre pas d’effets plus marqués chez les sujets diabétiques mais il est vrai que les données disponibles sont limitées. On regrette de ne pas avoir de données chez les sujets très âgés. À l’exception de l’AVC, les résultats sont en accord avec ceux des autres métaanalyses. Après 65 ans les statines ont une place incontestable dans l’arsenal thérapeutique en prévention secondaire mais ne sont pas dénuées d’intérêt en prévention primaire.


“Publié par Diabétologie Pratique

#DIABETES TIPO 2 NA #ADOLESCÊNCIA

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Em Portugal, a obesidade infantil tem subido de forma alarmante, apresentando taxas superiores à média europeia. É fácil de prever que neste contexto, a diabetes mellitus de tipo 2 esteja a aumentar. De forma preocupante.

A diabetes mellitus de tipo 2 era considerada até há 25 anos, uma doença de adultos que se manifestava após anos de obesidade e de vida sedentária. Nos últimos anos, porém, o aumento da obesidade nas crianças e nos adolescentes conduziu ao aparecimento desta doença em grupos etários cada vez mais jovens. É sintomático o facto de, nos Estados Unidos da América (EUA), cerca de 30% dos novos casos diagnosticados de diabetes mellitus de tipo 2 ocorrerem em crianças e adolescentes obesos.

Também em Portugal, a obesidade infantil tem subido de forma alarmante, apresentando taxas superiores à média europeia. É fácil de prever que neste panorama a doença esteja a aumentar, também, de forma preocupante, entre a nossa população jovem.

A diabetes mellitus de tipo 2 ocorre quando o aumento da resistência à insulina torna a sua secreção relativamente inadequada.

Em consequência, a doença associa-se, com frequência, a outras características da síndrome da resistência à insulina, tais como:

  • hiperlipidemia;
  • hipertensão arterial;
  • nefropatia;
  • síndrome do ovário policístico;
  • esteatose hepática não alcoólica.

Nas crianças e nos adolescentes, a diabetes mellitus de tipo 2 ocorre nas seguintes circunstâncias:

  • Na juventude, frequentemente na segunda década de vida, em coincidência com o pico fisiológico da resistência à insulina da puberdade;
  • Em todas as etnias, mas com muito maior prevalência nos negros africanos, índios norte-americanos, hispano-americanos, asiáticos e indianos;
  • Nos jovens europeus e norte-americanos com um Índice de Massa Corporal superior ao percentil 85 para a sua idade e sexo;
  • Em outros casos menos frequentes, como diabetes tipo Mody (maturity-onset diabetes of the young), um subtipo da diabetes mellitus, caracterizado por manifestação precoce.

O diagnóstico de diabetes mellitus estabelece-se quando a glicemia em jejum for superior ou igual a 126mg/dl ou quando se verificar uma glicemia casual superior ou igual a 200 mg/dL, acompanhada por sintomas como poliúria (aumento do volume urinário), polidipsia (sensação de sede em demasia), perda de peso ou visão turva. Na dúvida, uma glicemia superior ou igual a 200 mg/dL, duas horas após ingestão oral de 75 gramas de glicose, estabelece o diagnóstico.

Os objetivos do tratamento da diabetes mellitus de tipo 2 centram-se, fundamentalmente, no seguinte:

  • Perda de peso;
  • Aumento do exercício físico;
  • Normalização da glicemia;
  • Controlo da hipertensão arterial, dislipidemia, nefropatia e esteatose hepática não alcoólica.

Educar jovens e famílias

A base da terapêutica consiste na educação do jovem e da família, com ênfase nas alterações comportamentais, sendo fundamental a modificação do estilo de vida que leve à criação de padrões saudáveis de alimentação e de atividade física.

Em todas as crianças desde o primeiro ano de vida, a par do peso e altura, o IMC deve ser avaliado e registado em curvas de percentil, de forma a identificar e corrigir precocemente qualquer tendência para um excesso ponderal.

As crianças com pais obesos, diabéticos ou com doenças cardiovasculares, devem ser sujeitas a vigilância particular.

Devem ser combatidos os fatores sociais que levam ao consumo de alimentos altamente calóricos e de fraco valor nutritivo, assim como as causas que conduzem à desagregação dos hábitos alimentares, nomeadamente a ausência de refeições tomadas em família e o aumento do recurso a refeições de preparação rápida, ricas em gorduras e açúcares.

A atividade física deve ser estimulada, não só na escola como em casa, passando por mais tempos livres para brincar e praticar desporto e por menos transporte de automóvel, ver televisão e jogos de vídeo. A modificação do estilo de vida deverá ser coadjuvada com a terapêutica farmacológica.

De notar que na maioria dos países apenas a metformina e a insulina se encontram aprovadas para utilização em crianças e adolescentes com diabetes mellitus de tipo 2.

Todos os outros fármacos disponíveis no mercado só estão aprovados para utilização a partir dos 18 anos de idade.

A cirurgia bariátrica deverá ser considerada em casos selecionados.

Em conclusão, a prevenção da diabetes mellitus de tipo 2 requer a prevenção da obesidade. O combate à epidemia da obesidade na criança deve envolver os governos e toda a sociedade, sob o risco de se vir a assistir nas próximas décadas ao recuo da idade média de vida das populações afetadas.

Texto:

José Pires Soares

Endocrinologia, Hospital da Luz

#Nouvelles perspectives en #hypertension artérielle maligne

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Romain BOULESTREAU, service du Dr Delarche, Centre Hospitalier de Pau ; Pour le comité scientifique du registre HAMA

L’hypertension artérielle (HTA) maligne est devenue un diagnostic exceptionnel, un de ceux que l’on ne rencontre qu’une fois dans sa carrière. Sa prise en charge, tant diagnostique que thérapeutique, est heureusement bien codifiée. C’est du moins ce que nous avons longtemps pensé, mais la réalité est un peu différente.

Halte aux idées reçues !

L’hypertension artérielle maligne n’est plus une maladie exceptionnelle. Elle touche entre 1 et 8 patients par an pour 100 000 habitants, soit 10 à 60 cas théoriques par an pour une ville de la taille de Bordeaux. Son incidence est même en augmentation(1), à la faveur des flux migratoires et de la perte de l’ALD pour les HTA sévères.
En effet, les patients présentant une HTA maligne sont plus souvent des hommes (70 % des cas), entre 35 et 55 ans, en situation de précarité, hypertendus méconnus ou inobservants.
Le diagnostic d’HTA maligne n’est pas défini par des valeurs extrêmement élevées de pression artérielle. S’il est rare de rencontrer ce diagnostic pour des niveaux de pression artérielle inférieurs à 180 mmHg de systolique ou 110 de diastolique, c’est l’atteinte diffuse des organes cibles qui définit cette pathologie (figure). Les valeurs seuils de pression artérielle proposées dans la définition « classique » n’ont aucun fondement.


Figure. Une présentation typique d’hypertension artérielle maligne (adapté de(2)). ECG : électrocardiogramme, ETT : échocardiographie transthoracique, PRES : posterior-reversible encephalopathy syndrome, AVC : accident vasculaire cérébral. Tendance à l’hypokaliémie = kaliémie < 4 mmol/l.

Une HTA sévère doit faire réaliser un bilan à la recherche d’une atteinte des organes cibles : examen neurologique précis, troponine, BNP, fonction rénale, ionogramme sanguin, protéinurie, marqueurs d’hémolyse, ECG et fond d’œil.
En cas de bilan de retentissement normal, ce n’est pas une HTA maligne, même si l’HTA est symptomatique, et même si elle est extrêmement sévère.
Une hypertension artérielle (même sévère) associée à un AVC, une décompensation cardiaque ou une dissection aortique isolément n’est pas non plus une HTA maligne, s’il n’y a pas d’atteinte des autres organes cibles.

Un œdème papillaire bilatéral est indispensable pour porter un diagnostic d’hypertension artérielle maligne.

Une rétinopathie hypertensive sévère est fréquemment retrouvée dans un contexte d’HTA maligne, mais :
– la présence d’hémorragies en flammèche, de nodules cotonneux ou d’exsudats secs suffit à porter le diagnostic ;
– l’atteinte du fond d’œil est parfois unilatérale.
Il suffit de faire baisser la pression artérielle pour guérir le patient. Ces jeunes patients vont présenter 18 % d’événements cardiovasculaires, rénaux, ou de mortalité à 4 ans(1).
Une prise en charge spécialisée est nécessaire pour réduire cette morbidité.

Place aux nouveaux concepts !

Il existe probablement des facteurs de prédisposition nécessaires pour présenter une HTA maligne.
Des anomalies de la voie alterne du complément semblent être impliquées.
Le diagnostic pourrait être retenu en cas de fond d’oeil normal, devant un tableau typique d’HTA maligne par ailleurs.
Le diagnostic est alors porté devant l’association d’une élévation brutale de la pression artérielle, symptomatique (perte de poids, asthénie, céphalées, vertiges, douleurs abdominales), d’une tendance à l’hypokaliémie et de 3 des éléments suivants : atteinte cardiaque, neurologique, rénale ou tableau de micro-angiopathie thrombotique (figure).
Les propositions de prise en charge thérapeutique devraient évoluer. En dehors de situations spécifiques, il est actuellement recommandé d’utiliser un traitement antihypertenseur IVSE pour abaisser progressivement la pression artérielle des patients.
Si cela est efficace en pratique, cette recommandation est empirique et d’autres propositions existent, adaptées à la physiopathologie de la maladie.
Ainsi, la réhydratation intraveineuse est fréquemment utilisée pour contrer la natriurèse de pression induite par l’HTA maligne. L’introduction d’un IEC per os en titration rapide est également décrite(1), de même que l’utilisation de spironolactone ou de « bloqueurs du complément ».
Pour apporter des réponses à toutes ces questions laissées en suspens, la France est le premier pays à lancer une cohorte nationale, prospective et multicentrique sur cette pathologie : le registre HAMA (Hypertension Artérielle MAligne).

 

En pratique

  • L’hypertension artérielle maligne est à nouveau un diagnostic à évoquer.
  • Devant une élévation tensionnelle importante, sachez y penser et demander le bilan complet des organes cibles, en particulier si vous découvrez une hypertrophie ventriculaire gauche importante sur l’ECG ou l’ETT.

Références

1. Rubin S et al. Malignant hypertension: diagnosis, treatment and prognosis with experience from the Bordeaux cohort. J Hypertens 2019 ; 37 : 316-24. Rechercher l’abstract
2. Cremer A et al. From malignant hypertension to hypertension-MOD: a modern definition for an old but still dangerous emergency. J Hum Hypertens 2016 ; 30 : 463-6. Rechercher l’abstract

#La #pérdida de masa muscular por #enfermedad renal crónica eleva el #riesgo de mortalidad

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El síndrome de desgaste proteico energético aparece en un 30-50% de los pacientes en diálisis. Su tratamiento contempla tanto la nutrición clínica como el ejercicio físico.

Sala de Hemodiálisis.

El músculo es uno de los mayores afectados por la enfermedad renal crónica (ERC), por diversos factores asociados a la degradación del riñón. A ello se añaden factores que también contribuyen a esa pérdida de tejido muscular, tales como la edad del paciente, sus comorbilidades o un estilo de vida sedentario. Es un proceso inexorable de difícil prevención que se puede paliar o contrarrestar a través de nutrición clínica y ejercicio físico.

“Existen múltiples estudios observacionales que relacionan la pérdida de la masa y fuerza muscular en la ERC con un aumento del riesgo de hospitalización, de padecer un infarto o, incluso, de fallecer. Este paciente es tan complejo que en la clínica tendemos a priorizar únicamente los riesgos metabólicos a corto plazo. Es importante centrarnos también en aspectos nutricionales y en programas de ejercicio físico que puedan beneficiar al paciente”, expone Juan Jesús Carrero, del Departamento de Epidemiología Médica y Bioestadística del Instituto Karolinska, de Estocolmo. Carrero ha sido ponente en la jornada “Nutrición y ejercicio físico en el paciente con ERC”, organizada por Nutricia Advanced Medical Nutrition en Madrid.

Este especialista explica a DM que “los pacientes con ERC están sometidos a un proceso de pérdida progresiva del músculo por muchos factores relacionados con la degradación del riñón. Estos incluyen un aumento de los mecanismos de degradación del musculo por estrés oxidativo, acidosis metabólica e inflamación persistente; un empobrecimiento de los mecanismos de reparación y síntesis del músculo, como resistencia a la acción de la insulina, hormona de crecimiento o testosterona, y el proceso catabólico que supone la sesión de diálisis de por sí, unido a una pérdida pequeña pero continuada de los aminoácidos de la dieta en el filtrado de la sangre durante la diálisis”.

Se estima que entre el 30 y 50% de los pacientes en diálisis presentan el “síndrome de desgaste proteico energético”, y que alude a la confluencia en el paciente con ERC de un proceso de desnutrición (debido a una pérdida de apetito y en ocasiones a las restricciones dietéticas que deben mantener) y un proceso de hipercatabolismo (propiciado por los mecanismos descritos). Este síndrome se asocia a un empobrecimiento de la calidad de vida, a un mayor riesgo de ingreso hospitalario, eventos cardiovasculares y mortalidad.

“La manera de evitarlo es primero, implementando programas de identificación y tamizado en la clínica”, apunta Carrero y enumera algunos ejemplos como el “screening en los pacientes buscando síntomas de desnutrición/pérdida de músculo (cada 6 meses en pacientes no dializados en estadios 4-5; cada tres meses, en pacientes en diálisis); en pacientes con síntomas, exploración de causas de desnutrición/pérdida de músculo, y, en tercer lugar, implementar una terapia nutricional específica, que puede incluir diversas estrategias complementarios incluidas el uso de suplementos nutricionales, programas de ejercicio (preferentemente de resistencia), uso de agentes anabólicos ytratamiento de las causas desencadenantes (como la inflamación y la acidosis metabólica, entre otras)”.

Cada vez es mayor el colectivo de pacientes añosos en diálisis, un subgrupo de enfermos que requieren medidas específicas en cuanto a nutrición y ejercicio. Carrero indica que “la elevada edad de los pacientes usualmente limita la cantidad y la intensidad del ejercicio que se le puede prescribir. Sin embargo, cualquier mejora de la actividad física, por poca que sea, hace gran bien en esta población. El primer paso sería animarles a pasear, unos 30 minutos al día 3-4 días en semana. Este ejercicio leve se ha asociado con una disminución de la actividad inflamatoria, mejora de la capacidad de ejercicio y funcionalidad del musculo, y se asocia con una reducción en la tasa de ingresos hospitalarios. En el paciente anciano en diálisis (y en todos los pacientes en diálisis, por supuesto), es importante asegurarnos que consume en la dieta la suficiente cantidad de calorías y proteínas para compensar estas pérdidas/catabolismos. Las guías clínicas aconsejan una ingesta proteica de 1,0 ó 1,2 gramos por kilo de peso por día, y una ingesta calórica de 30-35 kcal/Kg/día. En una persona anciana de apetito y movilidad reducida es probable que estos requerimientos no se consigan de manera espontánea y el dietista, endocrinólogo o nefrólogo puede evaluar la necesidad de prescribir algún tipo de suplemento oral”.

La desnutrición afecta a la mitad de los pacientes con ERC

En pacientes de ERC hospitalizados, un estado nutricional deficiente retrasa la recuperación, prolonga la estancia hospitalaria, incrementa la tasa de infecciones y de reingresos y, aumenta la dependencia al alta. Por ello, las recomendaciones de las guías de prevención y manejo de la desnutrición hospitalaria pueden ser muy útiles en los pacientes con ERC hospitalizados, puesto que incluyen el uso de suplementos nutricionales para mejorar su estado nutricional.

“La desnutrición en el paciente de ERC afecta de manera directa a la calidad de vida del paciente, es un factor de riesgo para la inflamación y puede llegar a consolidar la pérdida de masa magra, favoreciendo la sarcopenia. Por ello, es fundamental introducir la monitorización del estado nutricional dentro del cuidado integral del paciente renal”, comenta Guillermina Barril, jefa de Sección de Nefrología del Hospital Universitario de la Princesa, en Madrid.

#Transplante renal: critérios, indicações e o panorama brasileiro

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transplante renal

Transplante renal: critérios, indicações e o panorama brasileiro

 

Em abril de 2019 foi comemorado os 55 anos do primeiro transplante renal no país. Ele ocorreu no Hospital do Servidores do Estado – Rio de Janeiro. O receptor foi um jovem de 18 anos e o doador uma criança de 9 meses que foi submetida a nefrectomia. O rim funcionou adequadamente no pós-transplante imediato, porém evoluiu com rejeição aguda e o paciente faleceu por complicações infecciosas. O transplante evoluiu muito nestes anos e hoje é considerada o melhor tratamento para pacientes com insuficiência renal em estágio avançado.

Transplante renal no Brasil

O Brasil é o segundo país em termos absolutos de transplante renal no mundo (cerca de 6.000 Tx renais ao ano), atrás dos Estados Unidos com cerca de 20.000 ao ano. Infelizmente esse número é baixo e estamos em 25º colocado dentre os países com mais doadores (vivos + falecidos), não sendo capaz de suprir a nossa demanda. Mesmo com quase 6.000 transplantes renais ao ano (e uma mortalidade de 1.300 pacientes aguardando em fila) a entrada de novos pacientes é cerca de 10.000 ao ano. Estima-se que existam cerca de 130.000 pacientes em diálise no Brasil e que cerca de 30.000 deles estão inscritos em programa de transplante renal em algum serviço habilitado (22.000 ativos em lista – habilitados ao Tx renal).

Os dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) de dezembro de 2018 mostram um cenário de pouca comemoração. Apesar de um grande aumento no número de transplantes renais entre 2008 e 2012 (42%), este taxa de crescimento não se manteve, tendo sido de apenas 9% nos últimos 6 anos. Esta estagnação está relacionada a fatores associados a pouco aumento no número de doadores falecidos e uma redução considerável nos doadores vivos (2008: 1780 → 2018: 1018). No ano de 2018, inclusive, houve redução na quantidade total de transplantes renais realizados (nove transplantes a menos que no ano anterior).

Doença renal crônica

A doença renal crônica é uma doença grave, progressiva e terminal para o órgão e associada a grande morbi-mortalidade. Sua classificação atual a separa em cinco estágios de acordo com a taxa de filtração glomerular. O exame de escolha para calcular a função renal é a creatinina e o cálculo feito através de fórmulas. As fórmulas de Cockroft-Gault, MDRD e CKD-EPI podem ser utilizadas, contudo a última mostra-se mais precisa.

Todo paciente em estágio 5 (ClCr < 15 ml/min/1,73m2) está indicado para iniciar terapia renal de substituição (caso uremia) e/ou ser submetido a transplante renal. Quando o paciente é indicado para o transplante renal antes do início da diálise (hemodiálise ou diálise peritoneal) este é chamado de Transplante Renal Preemptivo. No Brasil, o transplante preemptivo só pode ser realizado com doador vivo. O transplante renal naqueles que já iniciaram diálise pode ser por doador vivo ou falecido. A lista de doador falecido é estadual e regulada pela Central Nacional de Transplantes e, ao contrário do que muitos pacientes acreditam, o momento de inscrição é apenas um dos critérios de posição, sendo a tipagem sanguínea e o perfil de compatibilidade os principais fatores determinantes na escolha do receptor. Quanto mais compatível maior a sobrevida do enxerto renal.

Programa de transplante renal: critérios

Para se inscrever em um programa de transplante renal o paciente deve ser encaminhado por um nefrologista a um centro de transplante credenciado. Neste Centro são apresentados os tipos de transplante e os riscos de cada um deles. Para o Transplante inter-vivos o doador também deve ser informado sobre os riscos e a técnica cirúrgica. No Brasil, visando maior controle sobre o tráfico e venda de órgãos, o doador vivo não relacionado (não consanguíneo) deve ter autorização judicial.

As contraindicações principais ao transplante renal são:

  • Doença renal reversível;
  • Neoplasia em atividade;
  • Infecção não resolvida (exceto HIV, HCV, HBV, porém devem estar controladas);
  • Impossibilidade técnica ao transplante;
  • Risco cirúrgico proibitivo;
  • Recusa do paciente e;
  • Expectativa de vida muito reduzida.

Algumas contraindicações importantes são a falta de entendimento sobre o procedimento/tratamento por parte do paciente, doença psiquiátrica não controlada, uso de substâncias ilícitas, não aderência ao tratamento atual e idade muito avançada (neste caso devendo ser avaliada a expectativa de vida e o risco x benefício de forma individualizada).

Portanto, o transplante renal é a melhor opção de tratamento para os pacientes com insuficiência renal crônica estágio 5. Eles devem ser acompanhados pelo nefrologista, que explica os métodos terapêuticos (hemodiálise x diálise peritoneal x transplante renal) e encaminha para centro especializado. Infelizmente o número de transplantes renais é baixo em relação a demanda, tanto pelo número de doadores falecidos quanto pela redução nos transplantes intervivos.

Indicação para transplante renal

  • DRC sem HD: intervivos apenas

  • DRC com HD: intervivos ou cadavérico

Contraindicação para transplante renal

  • Falta entendimento

  • Doença psiquiátrica ou uso drogas ilícitas

  • Má adesão ao tratamento

  • Idade muito avançada e/ou baixa expectativa de vida

  • Neoplasia avançada

  • Causa reversível da doença renal

  • Infecção não-controlada

  • Impossibilidade técnica

  • Alto risco cirúrgico

 

PebMed

 

Autor:

Nefrologista no Hospital Universitário Antonio Pedro / UFF ⦁ Rotina de equipe de clínica médica do Hospital Icaraí ⦁ Coordenador médico do Grupo GAMEN – Dialisa ⦁ Membro da Câmara técnica de nefrologia Cremerj

Referências:

#Trial shows #canagliflozin protects against #kidney failure

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  •  Univadis Medical News

Canagliflozin could reduce the risk of kidney failure and cardiovascular events in patients with type 2 diabetes (T2D) and albuminuric chronic kidney disease, according to new findings from the Canagliflozin and Renal Events in Diabetes with Established Nephropathy Clinical Evaluation (CREDENCE) trial.

The double-blind randomised trial recruited 4,401 patients from 34 countries. Patients were randomised to receive the oral SGLT2 inhibitor canagliflozin at a dose of 100 mg daily or placebo, in addition to either angiotensin-converting enzyme (ACE) inhibitor or angiotensin receptor blocker (ARB). The primary outcome was a composite of end-stage kidney disease, doubling of serum creatinine levels from baseline for at least 30 days, or renal or cardiovascular death. Median follow-up was at 2.62 years.

The trial identified a 30 per cent lower relative risk of the primary composite outcome in the canagliflozin group than in the placebo group. Patients in the canagliflozin group also had a lower risk of hospitalisation for heart failure and a composite of cardiovascular death, myocardial infarction or stroke.

Lead author Professor Vlado Perkovic, of The George Institute for Global Health, described the trial result as “a major medical breakthrough”.

The trial results are published in the New England Journal of Medicine.