enfermagem

#Passo a passo da punção venosa periférica

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Enfermagem: passo a passo da punção venosa periférica

punção venosa periférica

 

Consiste na introdução de um cateter venoso na luz de uma veia superficial, de preferência de grande calibre.

Envolve a seleção de um dispositivo para venopunção e um local de inserção dependendo do tipo de solução a ser utilizada; da frequência e duração da infusão, da localização de veias acessíveis; da idade e do estado do cliente; e, sempre que possível, serão levadas em consideração as preferências do cliente.

Objetivo: Instalar cateter em trajeto venoso periférico para manutenção de uma via de acesso para infusão de soluções ou administração de medicamentos (contínua ou intermitente).

Aplicação: Aos pacientes internados com prescrição médica de soluções ou medicamentos intravenosos.

Responsabilidades: Enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.

Contraindicação: Absoluta: fístula arteriovenosa, esvaziamento ganglionar (mastectomia), veia esclerosada relativa: braço ou mão edemaciados ou que apresentem algum tipo de comprometimento, presença de queimadura, plegias no membro a ser puncionado e área de fossa cubital.

  1. Bandeja;
  2. Garrote;
  3. Clorexidina alcoólica 0,5% ou álcool à 70%, quando não houver clorexidina alcoólica;
  4. Bolas de algodão/gazes;
  5. Cateter intravenoso periférico sobre agulha apropriado ao calibre da veia e rede venosa do paciente (ex: Jelco® nº 24 – 22 em neonatologia/pediatria; Jelco® nº 20 à 14 em adultos);
  6. Filme transparente estéril para fixação;
  7. Luvas de procedimento;
  8. Dispositivo a ser conectado ao cateter venoso de acordo com o objetivo da punção (torneirinha, tubo extensor, tubo em “Y”);
  9. Material para permeabilização do cateter.
  1. Lavar as mãos;
  2. Verificar na prescrição médica: nome do cliente, número do leito, solução a ser infundida, volume, data e horário;
  3. Datar o equipo com o prazo de validade, conforme recomendação da CCIH do hospital;
  4. Identificar o cliente pelo nome completo;
  5. Explicar o procedimento ao cliente e acompanhante;
  6. Calçar as luvas de procedimento;
  7. Posicionar o cliente de maneira confortável e adequada à realização do procedimento;
  8. Expor a região a ser puncionada;
  9. Palpar a rede venosa para escolher o local a ser puncionado, de preferência vasos periféricos superficiais de grosso calibre e distante das articulações. Indicadas: cefálica, basílica, mediana, as do antebraço e as do plexo venoso do dorso da mão; sentido distal para proximal;
  10. Escolher o cateter adequado ao calibre do vaso periférico;
  11. Prender o garrote acima do local escolhido (não colocá-lo sobre as articulações);
  12. Pedir ao cliente para abrir e fechar a mão e, em seguida, mantê-la fechada;
  13. Fazer a antissepsia da área usando algodão/gaze embebido em clorexidina alcoólica 0,5%, com movimentos no sentido do retorno venoso ou circular do centro para fora;
  14. Tracionar a pele do cliente (no sentido da porção distal do membro) com a mão não dominante, posicionando o dedo polegar cerca de 2,5 cm abaixo do local selecionado para a punção;
  15. Informar ao cliente o momento da punção, solicitando que faça uma inspiração profunda;
  16. Inserir a agulha com o bisel voltado para cima, até observar o refluxo do sangue;
  17. Retirar o mandril quando puncionar com cateter sobre agulha, fazendo pressão acima da ponta do cateter com o indicador da mão não dominante;
  18. Soltar o garrote e solicitar ao cliente para abrir a mão;
  19. Adaptar a conexão de duas vias ao cateter;
  20. Testar a permeabilidade do sistema. Observar se não há formação de soroma local;
  21. Fixar o cateter à pele do cliente, utilizando película transparente estéril de maneira que fique firme, visualmente estético e que não atrapalhe os movimentos;
  22. Identificar no próprio curativo do cateter o dia e hora da punção, o responsável pela mesma e o calibre do cateter utilizado;
  23. Colocar o cliente em posição confortável;
  24. Recolher o material utilizado, desprezar o lixo em local adequado;
  25. Retirar as luvas de procedimento;
  26. Higienizar as mãos;
  27. Realizar as anotações de enfermagem no prontuário do paciente.

 

Referências:

  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Brasil). Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde. Brasília: Anvisa, 2017.
  • Harada JCS, Pedreira MLG. Terapia intravenosa e infusões. São Paulo: Yendis Editora, 2011.
  • Ministério da Saúde (BR). Hospital Federal de Bonsucesso. Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Manual de Controle de Infecção Hospitalar. 2010.
  • Pedreira MLG, Harada MJCS. Terapia Intravenosa e Infusões. São Paulo, Editora Yendis; 2011

#Tratamento para as úlceras de pressão em desenvolvimento

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Fonte de imagem: Nurse

Quatro docentes da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC) integram um consórcio luso-brasileiro que está a desenvolver um tratamento para feridas da pele provocadas pela diminuição de circulação sanguínea, anunciou a agência Lusa.

A equipa de trabalho está reunida em Coimbra para realizar as primeiras análises laboratoriais. O objetivo é desenvolver um tratamento inovador para as feridas da pele provocadas pela diminuição de circulação sanguínea, denominadas úlceras de pressão.

As úlceras de pressão são habitualmente tratadas com hidrocolóides – pensos que fazem a regeneração da pele e que são produzidos com “material de alto custo”, explica Ana Angélica Macêdo, coordenadora do projeto e docente do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), no Brasil.

O objetivo do consórcio passa por encontrar uma solução mais económica através da extração de polissacarídeo da semente Adenanthera pavonina L., acrescenta a investigadora.

“O objetivo principal é o de que, no final, tenhamos um produto inovador e eficaz para úlceras de pressão para patentear e comercializar”, assume.

Só no final da investigação será possível quantificar a poupança que este método representa, mas a utilização de “material vegetal biodegradável, abundante e de baixo custo” permite antecipar que os custos de produção serão reduzidos comparativamente aos métodos existentes, garante a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, em nota enviada à agência Lusa.

O projeto reúne uma equipa de especialistas multidisciplinar composta por três docentes brasileiros (do IFMA e da Universidade Federal do Maranhão), cinco estudantes bolseiros provenientes das instituições brasileiras e quatro docentes da ESTeSC: Ana Paula Fonseca e Jorge Balteiro (Departamento de Farmácia), Fernando Mendes (Ciências Biomédicas Laboratoriais) e Filipe Amaral (Ciências Complementares).

“Este consórcio caracteriza bem a investigação científica nos dias de hoje: multidisciplinar e transnacional, com diferentes conhecimentos, competências e aptidões, a trabalharem em conjunto para encontrar soluções para problemas na área da saúde e com forte impacto no indivíduo e na sociedade”, resume o investigador português Fernando Mendes.

BancodaSaúde

#Curativo com antibióticos é benéfico no tratamento de feridas cutâneas?

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feridas cutâneas

Curativo com antibióticos é benéfico no tratamento de feridas cutâneas?

 

Úlceras e feridas cutâneas são um problema comum e desafiador na prática clínica. Muitas vezes dolorosas e de cicatrização difícil, são uma porta de entrada para processos infecciosos e fatores importantes na redução da qualidade de vida dos pacientes.

Diversas abordagens vêm sendo utilizadas ao longo dos anos para promover a cicatrização de feridas, muitas baseadas no uso rotineiro de curativos com substâncias com propriedades antimicrobianas, com o objetivo de erradicar bactérias e fungos presentes na superfície da ferida. Entretanto, alguns estudos sugerem que essa estratégia pode, na verdade, ser prejudicial. É sobre esse tema que versa uma revisão publicada na revista Wounds, a qual aborda também novas tecnologias para tratar esse problema.

Cada vez mais se observa que, em uma pele normal saudável, ocorre um equilíbrio entre a presença de várias espécies de bactérias – o chamado microbioma – e o controle exercido pelo sistema imune. Uma ferida cria uma área rica em umidade, calor e nutrientes em que o equilíbrio do microbioma é alterado de forma súbita, muitas vezes permitindo colonização por outros microrganismos mais virulentos ou expansão de uma única espécie já existente e que passa a ser dominante. Ao mesmo tempo, a produção de toxinas e de enzimas e a produção de biofilme inibem a ação eficaz do sistema imune no local.

Estudos em úlceras crônicas em pacientes diabéticos demonstraram que a presença de um microbioma flutuante estava associada a uma maior probabilidade de cura quando comparado com microbiomas menos variados e menos flutuantes. As feridas em que o microbioma tornou-se estagnado não cicatrizaram. Postula-se que um microbioma flutuante poderia reduzir a probabilidade de um microrganismo específico tornar-se dominante e facilitaria o controle local pelo sistema imune. O mesmo grupo observou que o uso de antimicrobianos desestabilizou o microbioma, mas aparentemente não alterou sua diversidade geral e não levou à cicatrização.

Apesar de muito utilizados, o uso de curativos com substâncias antissépticas e antimicrobianas não demonstra evidências de benefício na cicatrização de feridas nas meta-análises realizadas, o que foi corroborado pela US Food and Drug Administration (FDA) em 2016. Além disso, outra preocupação é a ação citotóxica dos antissépticos,

Destaca-se que o efeito citotóxico desses agentes foi observado em células humanas in vitro, mesmo em concentrações e tempo de exposição menores do que os encontrados na prática clínica. Até coberturas com mel teriam o potencial de causar citotoxicidade, uma vez que o mel leva à produção enzimática de peróxido de hidrogênio e seu uso em curativos exporia às células à oxidação por um período prolongado.

Uma nova estratégia que vem ganhando força é o uso da tecnologia micropore particle technology (MPPT), que não depende do uso de antimicrobianos para exercer sua ação. Coberturas de MPPT consistem em partículas altamente porosas que, por capilaridade, drenam o exsudato da ferida em direção à superfície da cobertura, facilitando a evaporação. Sua ação é puramente física, pois não apresenta efeitos bactericidas ou antifúngicos e nem altera a formação de biofilme local. Da mesma forma, os ensaios em laboratório não demonstraram efeitos citotóxicos.

Ensaios clínicos mostraram que o MPPT, em comparação ao uso de antibióticos e antissépticos, reduziu o tempo para alcançar uma ferida livre de necrose, pus e infecção em 60% e foi associado a um início 50% mais rápido do processo de granulação e epitelização, independente do tipo de ferida. Além disso, o grupo do MPPT teve uma redução nos dias de hospitalização em 41% para lesões agudas, 31% para úlceras em pé diabético, e 19% para úlceras venosas em comparação com o uso de antibióticos e em 44%, 51% e 36% respectivamente, em comparação aos antissépticos. A experiência clínica tem demonstrado um processo de cicatrização mais rápido e diminuição na dor associada à presença das lesões, o que gera, por consequência, melhora da qualidade de vida, mesmo nos casos refratários às abordagens padrão.

Apesar de não ter propriedades antimicrobianas, outros estudos têm demonstrado que o MPPT removeria a colonização e infecção locais, facilitando o processo de cura. Uma possível explicação para essa característica é que a retirada do exsudato das feridas também removeria as toxinas e enzimas produzidas por microrganismos e secretadas localmente. Ao mesmo tempo, a remoção do exsudato também interromperia a integridade do biofillme, facilitando a ação das células imunes. Ambos os efeitos comprometeriam os dois principais sistemas de defesa de fungos e bactérias e o MPPT agiria, assim, como uma forma de imunoterapia passiva, no auxílio do sistema imune para manter o controle do microbioma local.

Dois pontos importantes devem ser destacados em relação à revisão. O primeiro é que os estudos e casos citados dizem respeito ao uso de coberturas com antibióticos e antissépticos com o objetivo de promover o processo de cicatrização de feridas e não ao tratamento de infecções locais. Lesões cutâneas com sinais de infecção devem ser adequadamente tratadas com antibióticos. O segundo ponto é o conflito de interesses: ambos os autores da revisão trabalham para uma das fabricantes de curativos de MPPT.

Destacadas essas questões, o uso rotineiro de agentes antimicrobianos e antissépticos parece não trazer benefício no tratamento de feridas cutâneas, podendo até mesmo ser prejudicial para o processo de cicatrização. Nesse sentido, o MPPT parece ser uma estratégia promissora, podendo contribuir para redução na hospitalização e melhora da qualidade de vida dos pacientes afetados.

 

PEBMED

Referências:

  • Sams-Dodd, J; Sams-Dodd, F. Time to Abandon Antimicrobial Approaches in Wound Healing: A Paradigm Shift. Wounds2018; 30(11):354-352.

#Las #enfermeras que hacen #turnos rotatorios de noche son más propensas a desarrollar #diabetes (BMJ)

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Las enfermeras que hacen turnos nocturnos rotativos y también tienen hábitos de vida poco saludables pueden ser mucho más propensas a desarrollar diabetes, según ha concluido un gran estudio en Estados Unidos, realizado por investigadores de la Escuela de Salud Pública de Harvard, que ha analizado datos de más de 140.000 profesionales de enfermería.

De acuerdo con sus conclusiones, publicadas en el British Medical Journal, cada cinco años de trabajo, una combinación de turnos nocturnos y diurnos se asoció con un aumento del 31% en el riesgo de desarrollar diabetes.

Cada uno de cuatro hábitos poco saludables (beber, fumar, no hacer ejercicio y comer mal) se asoció con un riesgo de diabetes más del doble. Además, las mujeres con ambos turnos nocturnos rotativos y cualquiera de estos cuatro hábitos poco saludables tenían casi tres veces más riesgo de diabetes que las que solo trabajaban días y seguían un estilo de vida saludable.

“La mayoría de los casos de diabetes tipo 2 se pueden prevenir mediante la adherencia a un estilo de vida saludable, y los beneficios podrían ser mayores en los trabajadores que trabajan en turnos nocturnos”, apunta Zhilei Shan, responsable de la investigación.

Los factores relacionados con el estilo de vida, como la obesidad, el tabaquismo, el consumo de alcohol, la inactividad y una mala alimentación durante mucho tiempo se han relacionado con un mayor riesgo de diabetes. La falta de sueño y los horarios irregulares de sueño también se han relacionado con la diabetes en estudios anteriores.

En el estudio, durante 22 a 24 años de seguimiento, casi 11.000 mujeres fueron diagnosticadas con diabetes tipo 2, la forma más común, que se asocia con el envejecimiento y la obesidad. Debido a que el riesgo de diabetes fue mayor para una combinación de turnos nocturnos y hábitos poco saludables que para los factores de riesgo individuales, los resultados sugieren que existe una interacción entre los horarios de trabajo y los hábitos que se combinan para hacer que la diabetes sea aún más propensa a desarrollarse.

Los autores calcularon que el trabajo de turno nocturno rotativo representaba aproximadamente el 17% del riesgo combinado mayor de diabetes, el estilo de vida poco saludable en torno al 71% y el 11% restante era un riesgo adicional relacionado con la interacción de los dos. “Los trabajadores por turnos, por lo tanto, tienen más que ganar al dejar de fumar, comer mejor, hacer ejercicio y perder peso”, concluye Shan.

#Les soins prodigués par une #infirmière sont efficaces et économiques pour la #goutte

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Pour les patients atteints de goutte, les soins prodigués par une infirmière sont efficaces et économiques en comparaison aux soins habituels prodigués par un médecin généraliste, selon une étude publiée le 20 octobre dans la revue The Lancet.

Dr Michael Doherty, de l’Université de Nottingham, au Royaume-Uni, et ses collègues ont assigné de manière aléatoire 517 adultes ayant présenté une crise de goutte au cours des 12 mois précédents à recevoir des soins prodigués par une infirmière (255 patients), qui comprenaient le fait de donner des informations personnalisées aux patients et à les faire participer à une prise de décision en commun, ou à continuer de recevoir les soins habituels prodigués par leur médecin généraliste (262 patients). Les patients ont été évalués à la référence et après un et deux ans.

Les chercheurs ont observé un fort taux d’adoption d’un traitement hypo-uricémiant et d’observance de ce traitement en lien avec les soins prodigués par une infirmière. Par rapport aux patients recevant les soins habituels, un plus grand nombre de patients recevant des soins prodigués par une infirmière présentaient une concentration sérique d’urate inférieure à 360 µmol/l à deux ans (95 contre 30 % ; rapport de risque de 3,18). Tous les résultats secondaires étaient en faveur du groupe recevant des soins prodigués par une infirmière à deux ans. À deux ans, le coût de l’intervention prodiguée par une infirmière était de 5 066 £ par année de vie ajustée pour la qualité de vie.

« Bien que des infirmières aient prodigué ces soins, les principes d’éducation du patient, de stratégie de traitement hypo-uricémiant jusqu’à atteinte d’un taux cible et de suivi et de surveillance réguliers sont applicables à tous les professionnels de santé traitant des patients atteints de goutte. Cette stratégie prend plus de temps au départ pour le patient, mais sur le long terme, elle devient très économique », indique Dr Doherty dans un communiqué.

Plusieurs auteurs ont divulgué des liens financiers avec l’industrie pharmaceutique.

#Trichomoniasis: is 7-day #metronidazole treatment better than single-dose metronidazole?

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  • The Lancet Infectious Diseases

Background

Among women, trichomoniasis is the most common non-viral sexually transmitted infection worldwide, and is associated with serious reproductive morbidity, poor birth outcomes, and amplified HIV transmission. Single-dose metronidazole is the first-line treatment for trichomoniasis. However, bacterial vaginosis can alter treatment efficacy in HIV-infected women, and single-dose metronidazole treatment might not always clear infection. We compared single-dose metronidazole with a 7-day dose for the treatment of trichomoniasis among HIV-uninfected, non-pregnant women and tested whether efficacy was modified by bacterial vaginosis.

Methods

In this multicentre, open-label, randomised controlled trial, participants were recruited at three sexual health clinics in the USA. We included women positive for Trichomonas vaginalis infection according to clinical screening. Participants were randomly assigned (1:1) to receive either a single dose of 2 g of metronidazole (single-dose group) or 500 mg of metronidazole twice daily for 7 days (7-day-dose group). The randomisation was done by blocks of four or six for each site. Patients and investigators were aware of treatment assignment. The primary outcome was T vaginalis infection by intention to treat, at test-of-cure 4 weeks after completion of treatment. The analysis of the primary outcome per nucleic acid amplification test or culture was also stratified by bacterial vaginosis status. This trial is registered with ClinicalTrials.gov, number NCT01018095, and with the US Food and Drug Administration, number IND118276, and is closed to accrual.

Findings

Participants were recruited from Oct 6, 2014, to April 26, 2017. Of the 1028 patients assessed for eligibility, 623 women were randomly assigned to treatment groups (311 women in the single-dose group and 312 women in the 7-day-dose group; intention-to-treat population). Although planned enrolment had been 1664 women, the study was stopped early because of funding limitations. Patients in the 7-day-dose group were less likely to be T vaginalis positive at test-of-cure than those in the single-dose group (34 [11%] of 312 vs 58 [19%] of 311, relative risk 0.55, 95% CI 0.34–0.70; p<0.0001). Bacterial vaginosis status had no significant effect on relative risk (p=0.17). Self-reported adherence was 96% in the 7-day-dose group and 99% in the single-dose group. Side-effects were similar by group; the most common side-effect was nausea (124 [23%]), followed by headache (38 [7%]) and vomiting (19 [4%]).

Interpretation

The 7-day-dose metronidazole should be the preferred treatment for trichomoniasis among women.

Funding

National Institutes of Health.

#Nódulos na mama

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Por Mary Ann Kosir, MD, Professor of Surgery and Oncology, Wayne State University School of Medicine; , Karmanos Cancer Center

 

Um nódulo na mama (massa) é um espessamento ou protuberância com textura diferente do tecido mamário ao redor. Um nódulo pode ser descoberto em uma mama por acaso, durante um autoexame do seio ou durante um exame físico de rotina por um médico.

Os nódulos nas mamas são relativamente comuns e geralmente não são cancerosos.

Você sabia que…

  • A maioria dos nódulos na mama não é câncer, mas é necessário realizar exames, porque é muito difícil diferenciar nódulos não cancerosos dos cancerosos.

Os nódulos podem ser indolores ou doloridos. Às vezes, eles são acompanhados por secreção no mamilo ou alterações na pele, como irregularidades, vermelhidão ou textura com covinhas (chamado de peau d’orange ou pele de laranja) ou estiramento da pele.

Os nódulos de mama podem ser bolsas cheias de líquido (cistos) ou massas sólidas, que geralmente são fibroadenomas. Os fibroadenomas não são cancerosos e os cistos também não costumam ser.

Causas

Causas comuns de nódulos na mama

As causas mais comuns são:

  • Fibroadenomas

  • Alterações fibrocísticas

Fibroadenomas são nódulos que costumam ser lisos, arredondados, móveis e indolores. Eles se desenvolvem normalmente em mulheres em idade fértil. Os fibroadenomas podem ser erroneamente considerados câncer de mama, mas eles não são. Alguns tipos de fibroadenoma não parecem aumentar o risco de câncer de mama. Outros podem aumentar levemente esse risco.

Alterações fibrocísticas incluem dor, cistos e nódulos gerais na mama. As mulheres podem ter um ou mais desses sintomas. As mamas parecem irregulares e densas e geralmente se sentem macias quando tocadas.

Na maioria das mulheres, alterações fibrocísticas estão relacionadas às variações mensais nos níveis dos hormônios femininos estrogênio e progesterona. Esses hormônios estimulam o tecido mamário.

As alterações fibrocísticas não aumentam o risco de ter câncer de mama.

Outras causas de nódulos na mama

Às vezes, os nódulos resultam de

  • Infecções de mama, incluindo coleções de pus (abscessos), que são muito raras, salvo durante algumas semanas depois do parto

  • Um duto de leite bloqueado (galactocele), que geralmente ocorre de seis a dez meses após o fim da amamentação

  • Lesões, que podem resultar na formação de tecido cicatricial

  • Câncer de mama

Infecções, galactoceles e formação de tecido com cicatriz não aumentam o risco de câncer de mama.

Avaliação

Sinais de alerta

Certos sintomas e características devem receber uma atenção especial:

  • Um nódulo preso na pele ou na parede torácica

  • Um nódulo com textura dura e irregular

  • Covinhas na pele perto do nódulo

  • Linfonodos da axila que estão emaranhados ou presos à pele ou parede torácica

  • Uma secreção sanguinolenta do mamilo

  • Pele espessada e vermelha sobre a mama

Quando consultar um médico

Como os nódulos na mama podem ser cancerosos (embora raramente sejam), eles devem ser avaliados por um médico dentro de aproximadamente três a sete dias.

Atraso de uma semana mais ou menos não é prejudicial, a menos que haja sinais de infecção, como vermelhidão, inchaço e/ou uma secreção de pus. As mulheres com esses sintomas devem consultar um médico dentro de um ou dois dias.

O que o médico faz

Os médicos fazem perguntas à mulher sobre o nódulo como, por exemplo, há quanto tempo ele existe, se ele desaparece e depois volta e se é doloroso. Os médicos fazem perguntas sobre outros sintomas, incluindo se têm secreção do mamilo e sintomas gerais, como perda de peso, fadiga e dores ósseas (que pode indicar câncer avançado). Os médicos perguntam à mulher sobre seu histórico médico e familiar, incluindo fatores de risco para câncer de mama.

Então, os médicos fazem um exame físico, com foco nas mamas e áreas ao redor delas. Os médicos inspecionam a mama em busca de anomalias, alterações na pele e secreção no mamilo. Eles também sentem (palpam) o nódulo para determinar

  • Seu tamanho

  • Se ele é duro ou mole

  • Se ele é liso ou irregular

  • Se ele é doloroso

  • Se ele se move livremente ou se está preso à pele ou à parede do tórax

Nódulos flexíveis dolorosos em mulheres mais jovens geralmente são alterações fibrocísticas, especialmente se a mulher tiver tido nódulos semelhantes antes.

Os médicos determinam se as mamas estão com formato e tamanho semelhantes e verificam cada mama para detectar anomalias, especialmente sinais de alerta. O câncer é mais provável se houver sinais de alerta.

Os médicos também sentem os linfonodos nas axilas e acima da escápula para verificar se existem linfonodos aumentados ou dolorosos.

Exames

Normalmente, são necessários testes para determinar se os nódulos mamários são cancerosos ou não, porque é difícil fazer isso durante um exame físico e porque a não identificação do câncer tem consequências graves.

Ultrassonografia geralmente é feita primeiro para tentar diferenciar nódulos sólidos de cistos, que raramente são cancerosos.

Se o nódulo parece ser um cisto e estiver causando os sintomas (como dor ou secreção no mamilo), uma agulha com uma seringa costuma ser inserida no cisto e o líquido é coletado (processo chamado de aspiração) e examinado. O líquido é examinado para detectar a presença de células cancerosas apenas no caso de ocorrer o seguinte:

  • Ele está sanguinolento ou turvo.

  • Apenas uma pequena quantidade de líquido foi obtida.

  • O nódulo permanece mesmo após a aspiração

Caso contrário, a mulher será examinada novamente em quatro a oito semanas. Se o cisto não puder ser sentido, ele não é considerado canceroso. Se ele voltar, a aspiração será feita novamente, e o líquido será enviado para análise, independentemente da aparência. Se o cisto voltar uma terceira vez ou se o nódulo ainda estiver presente depois de ter sido aspirado, uma amostra de tecido do nódulo ou o nódulo inteiro é removido e examinado ao microscópio (biópsia).

Se o nódulo parecer sólido, normalmente é feita mamografia seguida por uma biópsia. Os médicos podem fazer diversos tipos de biópsia:

  • Biópsia aspirativa por agulha fina: Algumas células são removidas do nódulo com o uso de uma agulha fina presa a uma seringa.

  • Biópsia por agulha grossa: Uma agulha mais grossa com uma ponta especial é usada para remover uma amostra maior de tecido mamário.

  • Biópsia aberta (cirúrgica): Os médicos fazem uma pequena incisão na pele e no tecido mamário e removem todo o nódulo ou parte dele. Este tipo de biópsia é feito quando não for possível fazer uma biópsia por agulha (por exemplo, porque não é possível sentir o nódulo). Ela pode também ser feita depois de uma biópsia por agulha que não detectou câncer para ter certeza de que o câncer não passou despercebido pela biópsia por agulha.

Ultrassonografia ou mamografia são frequentemente usadas para guiar a colocação da agulha para a biópsia. A maioria das mulheres não precisa ser hospitalizada para esses procedimentos. Geralmente, apenas é necessário um anestésico local.

Tratamento

O tratamento depende da causa e se há sintomas presentes.

Para alterações fibrocísticas, usar um sutiã macio e sustentador como um sutiã esportivo e tomar analgésicos, como paracetamol ou um medicamento anti-inflamatório não esteroide (AINE), pode ajudar a aliviar os sintomas.

Às vezes, os cistos são drenados.

Fibroadenomas são normalmente removidos se eles estiverem aumentando de tamanho ou causando dor ou se a mulher quiser que eles sejam removidos. Geralmente, apenas um anestésico local é necessário. Contudo, depois que um fibroadenoma é removido, outros fibroadenomas podem aparecer em outras partes da mama. Se vários nódulos forem removidos e considerados não cancerosos, a mulher e o médico podem decidir não remover novos nódulos que se desenvolvam. Independentemente de os fibroadenomas serem ou não removidos, a mulher deve fazer exames regulares para que o médico possa verificar se existem alterações.

Caso seja diagnosticado, o tratamento do câncer de mama normalmente compreende cirurgia para remover o tumor mais radioterapia, quimioterapia e/ou medicamentos hormonais.

Pontos-chave

  • A maioria dos nódulos na mama não é câncer.

  • Como é difícil distinguir nódulos não cancerosos de cancerosos durante um exame físico, geralmente são feitos outros exames.