Otorrinonaringologia

Más que el cáncer de cérvix: el caso del tumor orofaríngeo

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SERVIO DE ORL DEL HOSPITAL INFANTA LEONOR.

 

 

Un estudio multicéntrico busca determinar la incidencia del virus del papiloma humano en el tejido amigdalar sano, para ampliar el conocimiento sobre este factor etiológico del cáncer orofaríngeo.

Las especialistas en ORL Inmaculada Gallego Aranda y Teresa Collazo Lorduy coordinan el estudio sobre VPH_en tejido amigdalar.
José Luis Pindado

El virus del papiloma humano (VPH) está también detrás de tumores no ginecológicos: es el caso del carcinoma orofaríngeo. En Estados Unidos, se estima que entre el 50 y el 70% de los tumores de orofaringe son VPH positivos, en la gran mayoría de casos vinculados al genotipo 16. No obstante, hay muchos aspectos en torno a esta asociación etiológica que aún se desconocen, en especial en nuestro ámbito, donde esta relación está muy poco estudiada.
Con el objetivo de ampliar ese conocimiento, el Hospital Universitario Infanta Leonor de Madrid coordina un estudio de investigación observacional multicéntrico para la detección del VPH en tejido amigdalar sano de pacientes jóvenes, de entre 18 y 35 años, sometidos a una amigdalectomía por razones distintas a un proceso oncológico (las más frecuentes son amigdalitis de repetición y el síndrome de la apnea del sueño).
Teresa Collazo Lorduy e Inmaculada Gallego Aranda, especialistas del Servicio de Otorrinolaringología, son las investigadoras principales del proyecto, en el que están implicados también el Servicio de Anatomía Patológica y el Laboratorio Central. Asimismo colaboran otros dos hospitales madrileños: Infanta Sofía, en San Sebastián de los Reyes, y Sureste, en Arganda del Rey. El estudio está financiado a través de una beca internacional otorgada en 2017 por MSD.
Las investigadoras confirman que casi han completado los 120 casos que quieren reclutar para este estudio, cuyas muestras están siendo ahora analizadas. Se trata de un análisis pionero en España y casi a nivel internacional, pues hasta el momento hay pocos estudios similares, la mayoría con series más cortas de casos y con resultados dispares.
Un aspecto destacable del estudio que llevan a cabo estas investigadoras es que incluye una encuesta epidemiológica a los individuos analizados, sobre factores de riesgo (edad, relaciones sexuales, vacunación, consumo de alcohol y tabaco, y episodios de amigdalitis en el último año).
Se sabe poco sobre el proceso por el que en algunas personas el VPH no se elimina espontáneamente, y, en cambio, se acantona en el tejido amigdalar, para al cabo de los años, inducir el tumor. “El biofilm amigdalar es uno de los factores que se postulan como posibles elementos de vulnerabilidad”, apunta Collazo.
El carcinoma de orofaringe suele dar la cara demasiado tarde, lo que explica su baja supervivencia (en estadios avanzados, el 45% a cinco años). “A diferencia de lo que ocurre con el cáncer de cérvix, que cuenta con programas de cribado, aquí no existen lesiones precursoras que buscar; se valoran algunas pruebas en saliva, pero, de momento, no contamos con pruebas que tengan sensibilidad suficiente. De ahí la importancia de ampliar el conocimiento sobre este carcinoma”, concluye Gallego, que anima a otros médicos en España, “que seguramente están trabajando en este campo, a publicar”.

#Zumbido: ‘Doutor, tem um barulho no meu ouvido, e agora?’

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zumbido

Zumbido: ‘Doutor, tem um barulho no meu ouvido, e agora?’

 

zumbido é uma sensação sonora sem origem de nenhuma fonte externa; o som pode ser percebido na cabeça ou ser predominante em um ou nos dois ouvidos. Os tipos de zumbidos são diversos, podendo ser descritos como apito, cachoeira, barulho de cigarra, chiado, bater de asas de borboleta, pulsátil… Dentre todos esses, podem ser divididos em objetivo, quando o som é gerado pelo fluxo sanguíneo, contração muscular ou emissões cocleares espontâneas; e subjetivo, quando não pode ser medido por um observador externo.

Zumbido

Pesquisas mostram que a prevalência na população maior que 18 anos varia de 10 a 25%. A principal causa do zumbido subjetivo é a perda auditiva, por isso, deve ser a nossa primeira suspeita. A prevalência é maior em pessoas mais velhas (acima de 70 anos) com a redução da acuidade auditiva pela presbiacusia. Entretanto, a incidência em jovens tem aumentado, devido a recorrente exposição sonora intensa, como por fones de ouvido. Um estudo transversal grande na população indiana, publicado em 2016, mostrou a relação da perda auditiva constatada por audiometria em 97% dos casos de pacientes com queixa de zumbido.

A perda auditiva súbita é associada ao início abrupto do zumbido, mas quando a perda é gradual, ele tende a se desenvolver ao longo de meses ou anos. O zumbido pode ser leve e intermitente ou atrapalhar intensamente as atividades de vida diária, sendo prejudicial ao sono e concentração, provocando sintomas depressivos e ansiedade.

Devemos nos atentar para os zumbidos unilaterais, pulsáteis (paraganglioma timpânico?), associados com alterações neurológicas ou com perda auditiva assimétrica na audiometria (neurinoma do acústico?); nesses casos, se faz necessária investigação com exames de imagem, sendo a ressonância magnética com ênfase no ângulo ponto-cerebelar o padrão-ouro.

Como tratar o zumbido

Algumas vezes, a resolução do zumbido pode ser rápida com a melhora da hipoacusia, como a remoção de rolha de cerume ou tratamento de uma otite serosa (efusão na orelha média). Por outro lado, os zumbidos subjetivos persistentes e severos devem incluir em seu tratamento a terapia cognitiva-comportamental, estimulação acústica e aconselhamento para o paciente reduzir a sua percepção. Nenhuma medicação apresenta comprovação científica na redução do zumbido, apenas agem para controlar as suas consequências, como antidepressivos e benzodiazepínicos.

Então, fica o recado de que a queixa de zumbido pelo paciente não deve ser menosprezada, principalmente quando ocorre início súbito do quadro, devendo ser orientado a procura mais rápida de um especialista para investigação de surdez súbita. O paciente com zumbido intenso, que atrapalha as atividades diárias, deve ser orientado corretamente, até porque alguns zumbidos podem não ter cura, mas existem tratamentos para melhorar a qualidade de vida.

 

PebMed

Referências:

  • Bauer C. Clinical Practice. N ENGL J MED. 2018;378(13):1224–31

# SINUSITIS

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Sinusitis is inflammation of the sinuses that surround the nose (paranasal sinuses), and is usually accompanied by rhinitis – inflammation of the lining of the nose. This is known as rhinosinusitis.

Sinusitis is defined as either:

  • acute (symptoms come on suddenly); or
  • chronic (symptoms last for longer than 12 weeks).

Symptoms

The main symptoms of sinusitis include:

  • pain or pressure felt in the face;
  • either blocked nose or runny nose and/or postnasal drip (mucus running down the back of the throat causing irritation); and
  • reduced sense of smell or taste.

Additional symptoms may include:

  • facial tenderness;
  • fever;
  • tiredness;
  • bad breath;
  • headache;
  • swelling around the eyes;
  • pain in the upper jaw and/or teeth;
  • cough; and
  • nausea.

Symptoms of chronic sinusitis are similar to those of acute sinusitis, but last longer. Fever is generally not a feature of chronic sinusitis.

 

A sensation of partial deafness or blockage in the ear may also occur. This is because the Eustachian tube, which connects the middle ear to the back of the nose, blocks up in just the same way as the nearby sinus openings.

The sinuses

The paranasal sinuses are spaces in the bones of the skull which are mainly full of air. The paranasal sinuses include:

  • the sphenoid sinus – in the centre of the head;
  • the maxillary sinuses – situated in the cheekbones;
  • the frontal sinuses – above the eyes; and
  • the ethmoidal sinuses – on either side of the nose.

The lining of the sinuses produces clear fluid – mucus – which cleans them. This fluid passes through narrow drainage passages into the back of the nose and throat, from where it is swallowed. This happens continually, although we are usually unaware of it.

Because the drainage holes from the sinuses are narrow, they block up easily. So any excess mucus production can cause a blockage, and pressure builds up in the sinuses.

The 2 main causes of excess mucus production are:

  • infection; and
  • allergy.

Causes

Causes of infective sinusitis include:

  • viral infections such as the common cold;
  • bacterial infections (usually a complication of viral sinusitis);
  • fungal infections (usually seen in people with an underlying problem with their sinuses or immune system).

Risk factors

Factors that can increase your risk of developing sinusitis include:

  • obstruction in the nose or sinuses (due to problems such as nasal polyps – small benign growths in the nose, or a deviated septum after a fractured nose);
  • allergy (hay fever, or allergic rhinitis); and
  • problems with your immune system.

Tests and diagnosis

Your doctor will usually be able to diagnose sinusitis based on your symptoms and physical examination. In some cases, tests may be necessary if the sinusitis is persistent.

 

Tests that can help diagnose sinusitis and determine the cause include:

  • Imaging tests, such as CT scan or MRI (magnetic resonance imaging) of the paranasal sinuses, are sometimes used when symptoms are severe or chronic sinusitis is not improving.
  • Nasal endoscopy, where a narrow lighted tube with a camera is used to look at the nasal cavity and sinuses. It can show excess mucus, inflammation and swelling of the inner lining of the nose and sinuses, and problems such as polyps.
  • Microbiology tests: a nasal swab is sent for testing to try to confirm if there is an infection and what type. This type of test is only performed when sinusitis is not responding to treatment.
  • Allergy tests, to determine whether allergies are contributing to your sinusitis.

Treatment

Treatments for sinusitis include:

  • Self-care measures such as rest, drinking plenty of fluids, steam inhalations, and applying a warm compress to your forehead.
  • Pain relievers such as paracetamol and non-steroidal anti-inflammatory drugs (NSAIDs).
  • Saline nasal sprays and nasal irrigation are useful in relieving nasal congestion.
  • Corticosteroid nasal sprays can also help improve symptoms. Oral corticosteroid tablets are also occasionally used to treat acute and chronic sinusitis.
  • Decongestants: decongestant nasal sprays can provide relief but should not be used for longer than 3 days or in young children. Decongestant tablets can also be used to ease symptoms, but should not be used for more than a few days.
  • Hay fever treatment, including antihistamine nasal spray or tablets, is recommended when allergic rhinitis is contributing to sinusitis. Immunotherapy for ongoing hay fever is another treatment option.

Antibiotics

Antibiotics are sometimes needed to treat sinusitis when a bacterial infection is suspected. Acute bacterial sinusitis is suspected when:

  • symptoms are getting worse after initial improvement;
  • you have a high fever, symptoms are severe and have lasted for more than 3 days; or
  • symptoms of rhinosinusitis have lasted for longer than 7 days.

Chronic sinusitis may also sometimes need antibiotic treatment.

Surgery

Sometimes surgery is necessary to drain a chronically blocked sinus, or to enlarge the drainage passage. This is most commonly done using an endoscope (a thin, flexible tube with an attached light), which is passed through the nose.

When to see your doctor

Acute sinusitis that is caused by a virus usually resolves in 7 to 10 days. If you have symptoms that are severe, have not resolved, have returned, or are getting worse, see your doctor.

If you have chronic sinusitis and treatments are not helping, your doctor may refer you to a specialist – such as an Ear, Nose and Throat (ENT) specialist or an Allergy specialist – for further evaluation and treatment.

Spread of infection into nearby structures, such as the eye or brain, is a serious but rare complication of untreated bacterial sinus infections.

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#Vertigem Postural Paroxística Benigna: o que é e como identificar?

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vertigem postural

Vertigem Postural Paroxística Benigna: o que é e como identificar?

A vertigem postural paroxística benigna (VPPB) é uma desordem comum da orelha interna que resulta na estimulação anormal dos canais semicirculares, na maioria das vezes do canal posterior. A posição da cabeça e a direção do nistagmo indicam o canal acometido. Para que ocorra o nistagmo característico da VPPB é necessário que haja a migração de otólitos do utrículo para o canal semicircular enquanto a cabeça se encontra na posição do canal.

Os canais mais acometidos são os posteriores (devido à gravidade), seguido pelos laterais. O acometimento dos canais anteriores é raro. Aproximadamente 17 % dos casos de vertigem correspondem a VPPB, sendo mais comum entre mulheres de 40 a 60 anos.

Dentre as causas pode-se destacar: osteoporose/osteopenia, migrânea (possivelmente por conta de vasoespasmo), trauma cefálico, infecções de orelha média/interna, neurite, , doença de Mèniére, pós-cirurgia, dentre outras.

Sinais e sintomas

Episódio curtos de vertigem (com duração menor que 1 minuto), associados a um tipo característico de nistagmo, que ocorre com a movimentação da cabeça, como por exemplo, abaixar para amarra o sapato, estender roupa no varal ou virar na cama. As crises de tontura podem estar associadas a náusea, vômitos e sensação de desequilíbrio.

Fisiopatologia

  • Canalitíase – otólitos nos canais semicirculares
  • Cupulolitíase – otólitos aderidos a cúpula

Diagnostico e tratamento

A história clínica é de grande importância para a suspeição do diagnostico, seguida do exame clínico otorrinolaringológico, dando especial ênfase a otoscopia, a fim de detectar alterações na orelha média.

As seguintes manobras irão confirmar ou não o diagnóstico.

  • Dix-Halpike: coloca-se o paciente sentado na maca e a cabeça deve ser girada no plano do canal, após, pede-se para o paciente deitar e observa- se o movimento ocular;
  • Manobra de Dix- Halpike testando o canal semicircular posterior esquerdo;
  • Epley : na presença de nistagmo, faz-se o mesmo movimento contra-lateral e após o paciente senta, olhando para frente;
  • Head –roll : com o paciente deitado na maca , com a cabeça no plano do canal lateral ( aproximadamente 30 º em relação ao plano horizontal)vira-s a cabeça para o lado acometido e depois par ao contra-lateral ;
  • Lempert/barbecue manuever: gira-se o paciente no eixo do corpo..

Interpretação

VPPB canal semicircular posterior

  • nistagmo rotatório ipsilateral ao lado pendente da cabeça;
  • nistagmo vertical para cima contra-lateral

VPPB canais laterais

  •  nistagmo geotrópico – canalitíase
  • nistagmo ageotrópico: cupulolitíase

 

PebMed

Referências:

  • Baloh, R. et al. Benign Positional Vertigo. Clinical Neurophisiology of the Vestibular System. 4th Edition. Oxford.
  • BITTAR, Roseli Saraiva Moreira et al . Estudo epidemiológico populacional da prevalência de tontura na cidade de São Paulo. Braz. j. otorhinolaryngol., São Paulo , v. 79, n. 6, p. 688-698, Dec. 2013 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-86942013000600688&lng=en&nrm=iso
  • American Academy Of Otolaryngology-Head & Neck Surgery’s Bppv Clinical Practice Guidelines.

#Vertigo (Symptoms, Causes, Treatments, and Home Remedies)

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A view from the top of an escaltor warps, giving a feeling of vertigo.

Source: Getty Images

What is vertigo?

Vertigo is a sense of rotation, rocking, or the world spinning, experienced even when someone is perfectly still.

Many children attempt to create a sense of vertigoby spinning around for a time; this type of induced vertigo lasts for a few moments and then disappears. In comparison, when vertigo occurs spontaneously or as a result of an injury it tends to last for many hours or even days before resolving.

Sound waves travel through the outer ear canal until they reach the ear drum. From there, sound is turned into vibrations, which are transmitted through the inner ear via three small bones — the incus, the malleus, and the stapes — to the cochlea and finally to the vestibular nerve, which carries the signal to our brain. Another important part of the inner ear is the collection of semicircular canals. These are positioned at right angles to each other, and are lined with sensitive cells to act like a gyroscope for the body. This distinctive arrangement, in combination with the sensitivity of the hair cells within the canals, provides instantaneous feedback regarding our position in space.

Picture of the outer and inner structures of the ear.

Picture of the outer and inner structures of the ear.

women with dizziness

Vertigo and Dizziness

Vertigo is a feeling that you are dizzily turning around or that your surroundings are dizzily turning about you. Vertigo is medically distinct from dizziness, lightheadedness, and unsteadiness in that vertigo involves the sensation of movement.

A woman holds her head, dizzy with vertigo.

Source: iStock

What are the signs and symptoms of vertigo?

The symptoms of vertigo include a sense of spinning or moving. These symptoms can be present even when someone is perfectly still. Movement of the head or body, like rolling over in bed, can escalate or worsen the symptoms. The symptoms are different from lightheadedness or a sense of fainting. Many people experience associated nausea or vomiting.

Physical examination often shows signs of abnormal eye movements, called nystagmus. Some patients experience imbalance in association with the vertigo. If imbalance lasts for more than a few days, or if the vertigo is accompanied by weakness or incoordination of one side of the body, the suspicion of stroke or other problem of the brain is much higher. In those cases, prompt evaluation is recommended.

A MRI of the brain and spinal cord.

Source: Getty Images

What causes vertigo?

There are a number of different causes of vertigo. Vertigo can be defined based upon whether the cause is peripheral or central. Central causes of vertigo arise in the brain or spinal cord while peripheral vertigo is due to a problem within the inner ear. The inner ear can become inflamed because of illness, or small crystals or stones found normally within the inner ear can become displaced and cause irritation to the small hair cells within the semicircular canals, leading to vertigo. This is known as benign paroxysmal positional vertigo (BPPV).

Meniere’s disease, vertigo associated with hearing loss and tinnitus (ringing in the ear), is caused by fluid buildup within the inner ear; the cause of this fluid accumulation is unknown. Head injuries may lead to damage to the inner ear and be a cause of vertigo. Infrequently, strokes affecting certain areas of the brain, multiple sclerosis, or tumors may lead to an onset of vertigo. Some patients with a type of migraine headache called basilar artery migraine may develop vertigo as a symptom.

Balance Disorders: Vertigo, Migraines, Motion Sickness and MoreBalance Disorders Slideshow

Take the Vertigo Quiz

Tinnitus: Why Are My Ears Ringing?Tinnitus Slideshow: Why Are My Ears Ringing?

A collage shows possibles causes of dizziness such as head injuries, medications and alcohol.

Source: Getty Images

What are the risk factors for vertigo?

Head injuries may increase the risk of developing vertigo, as can different medications, including some antiseizure medications, blood pressure medications, antidepressants, and even aspirin. Anything that may increase your risk of stroke(high blood pressureheart diseasediabetes, and smoking) may also increase your risk of developing vertigo. For some people, drinking alcohol can cause vertigo.

Studies of the incidence of vertigo find that between 2% to 3% of a population is at risk of developing BPPV; older women seem to have a slightly higher risk of developing this condition.

A doctor conducts a visual coordination exam on a young woman.

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How is vertigo diagnosed?

During an evaluation for vertigo, the health care professional may obtain a full history of the events and symptoms. This includes medications that have been taken (even over-the-counter medications), recent illnesses, and prior medical problems (if any). Even seemingly unrelated problems may provide a clue as to the underlying cause of the vertigo.

After the history is obtained, a physical examination is performed. This often involves a full neurologic exam to evaluate brain function and determine whether the vertigo is due to a central or peripheral cause. New symptoms of vertigo should be worked up to rule out stroke as the primary cause. History, physical exam, and imaging as needed are critical to insure any life-threatening conditions are ruled out. Signs of nystagmus (abnormal eye movements) or incoordination can help pinpoint the underlying problem. The Dix-Hallpike test is done to try to recreate symptoms of vertigo; this test involves abruptly repositioning the patient’s head and monitoring the symptoms which might then occur. However, not every patient is a good candidate for this type of assessment, and a physician might instead perform a “roll test,” during which a patient lies flat and the head is rapidly moved from side to side. Like the Dix-Hallpike test, this may recreate vertigo symptoms and may be quite helpful in determining the underlying cause of the vertigo.

If indicated, some cases of vertigo may require an MRI or CT scan of the brain or inner ears to exclude a structural problem like stroke. If hearing loss is suspected, audiometry may be ordered. Hearing loss is not seen with BPPV or other common causes of vertigo. Electronystagmography, or electrical evaluation of vertigo, can help distinguish between peripheral and central vertigo, but is not routinely performed.

A physical therapist helps a patient with head exercises to treat vertigo.

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What is the treatment for vertigo?

Some of the most effective treatments for peripheral vertigo include particle repositioning movements. The most well-known of these treatments is the Epley maneuver or canalith repositioning procedure. During this treatment, specific head movements lead to movement of the loose crystals (canaliths) within the inner ear. By repositioning these crystals, they cause less irritation to the inner ear and symptoms can resolve. Because these movements can initially lead to worsening of the vertigo, they should be done by an experienced health care professional or physical therapist.

Cawthorne head exercises, or vestibular rehabilitation habituation exercises, are a series of eye and head movements which lead to decreased sensitivity of the nerves within the inner ear and subsequent improvement of vertigo. These simple movements need to be practiced by the patient on a regular basis for best results.

Medications may provide some relief, but are not recommended for long-term use. Meclizine is often prescribed for persistent vertigo symptoms, and may be effective. Benzodiazepine medications like diazepam (Valium) are also effective but may cause significant drowsiness as a side effect. Other medications may be used to decrease nausea or vomiting. It is should be recognized that medications can provide symptomatic relief, but are not considered “cures” for vertigo.

A woman lays on the floor at home performing head exercises for vertigo treatment.

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Are home remedies effective for treating vertigo?

 

While several suggestions for treatment of vertigo can be found, most of these are ineffective. Many cases of vertigo resolve spontaneously within a few days, which may promote the belief that a certain home remedy has been beneficial in resolving the symptoms.

The vestibular rehabilitation exercises (Cawthorne head exercises) or modified Epley maneuvers are meant to be done on a regular basis by patients, and may lead to marked improvements in vertigo.

A woman pours salt out of a salt shaker.

Source: Getty Images

Can vertigo be prevented?

Controlling risk factors for stroke may decrease the risk of developing central vertigo. This includes making sure that blood pressure, cholesterol, weight, and blood glucose levels are in optimal ranges. To decrease symptoms of vertigo in cases of Meniere’s disease, controlling salt intake may be helpful. If peripheral vertigo has been diagnosed, then performing vestibular rehabilitation exercises routinely may help prevent recurrent episodes.

As most cases of vertigo occur spontaneously, it is difficult to predict who is at risk; as such, complete avoidance or prevention may not be possible. However, maintaining a healthy lifestyle will decrease the risks of experiencing this condition.

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#Doença de Ménière

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Doença de Ménière: O que é e quais são os sintomas

Fonte de imagem: saudedicas

Esta doença crónica pode surgir em qualquer idade, sendo mais comum nas pessoas entre os 40 e os 60 anos.

Ménière descreveu-a no século XIX e até hoje continua por descobrir a real causa da síndrome vertiginosa, conhecida como Doença de Ménière.

Trata-se de um distúrbio do ouvido interno que provoca a sensação de rotação e queda, a dita vertigem. A perda auditiva pode ser momentânea ou contínua, sendo também comum acontecer casos de zumbido ou sensação de pressão.

Embora a origem concreta desta doença crónica não esteja, ainda, decifrada, são vários os aspetos que podem interferir com o seu aparecimento, como o consumo de tabaco e álcool, as alergias, os problemas de circulação sanguínea, as infeções virais (como o herpes) ou possíveis traumatismos. A enxaqueca e uma resposta imunitária anormal (como a doença de lúpus) podem também ser apontados como causadores da doença.

De acordo com Instituto Nacional de Surdez e Outros Distúrbios de Comunicação dos Estados Unidos, esta doença é causa pela acumulação de fluido no compartimento do ouvido interno chamado labirinto, que possui duas secções: a óssea e a membranosa. É nesta última secção que que se verifica a acumulação de endolinfa, o líquido que acaba por ser responsável pelos sintomas desta doença.

Entre os principais sintomas da doença de Ménière está a constante sensação de vertigem (de pelo menos 20 minutos), zumbido no ouvido, perda auditiva temporária e a sensação de ouvido entupido.

Embora se trate de uma doença sem cura, é possível prevenir os sintomas com a toma de medicamentos adequados, com padrões alimentares saudáveis, administração de injeções e, em casos mais extremos, com o recurso a cirurgia.

Esta doença crónica pode surgir em qualquer idade, sendo mais comum nas pessoas entre os 40 e os 60 anos.

Banco da Saúde

#Perda de audição

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Por Lawrence R. Lustig, MD, Howard W. Smith Professor and Chair, Department of Otolaryngology–Head and Neck Surgery, Columbia University Medical Center and New York Presbyterian Hospital

Mais do que 10% das pessoas nos Estados Unidos apresenta algum grau de perda auditiva que afeta sua comunicação diária, tornando este o distúrbio sensorial mais comum. A incidência aumenta com a idade. Embora menos de 2% das crianças com menos de 18 anos tenham uma perda auditiva permanente ( Deficiência auditiva em crianças), a perda auditiva durante a primeira infância e no início da infância pode ser prejudicial à linguagem e ao desenvolvimento social. Mais de um terço das pessoas acima dos 65 anos e mais da metade das pessoas acima de 75 anos são afetadas.

A maioria das perdas auditivas se desenvolve lentamente, ao longo do tempo. Entretanto, a perda auditiva súbita ocorre em cerca de uma a cada 5.000 pessoas até uma a cada 10.000 pessoas a cada ano nos Estados Unidos.

Causas

Muitas são as causas subjacentes à perda de audição . Diferentes partes do trajeto da audição podem ser afetadas, e a perda é classificada como condutiva, neurossensorial, ou mista, dependendo da parte do trajeto que é afetada.

Perda auditiva condutiva ocorre quando algo impede o som de atingir as estruturas sensoriais no ouvido interno. O problema pode envolver o canal auditivo externo, o tímpano (membrana timpânica – MT), ou o ouvido médio.

Perda auditiva neurossensorial ocorre quando o som alcança o ouvido interno, mas ou o som não pode ser traduzido em impulsos nervosos (perda sensorial), ou os impulsos nervosos não são conduzidos ao cérebro (perda neural). A distinção entre perda sensorial e neural é importante porque a perda auditiva sensorial por vezes é reversível e raramente representa um risco de vida. Uma perda auditiva neural raramente se reverte e pode ser devida a um tumor cerebral que representa risco de vida – comumente um tumor do ângulo pontocerebelar.

Perda mista envolve ambas as perdas, condutiva e neurossensorial. Ela pode ser causada por lesões graves da cabeça, infecção crônica, ou um dos muitos distúrbios genéticos raros.

Causas comuns de perda auditiva

As causas mais comuns , no total, são:

  • Acúmulo de cera (cerume)

  • Ruído

  • Envelhecimento

  • Infecções do ouvido (particularmente em crianças e adultos jovens)

Acúmulo de ceraé a causa mais comum de perda auditiva tratável, especialmente dentre as pessoas mais velhas.

Ruído pode causar perda auditiva neurossensorial súbita ou gradual. Exposição a um único ruído extremo (como um tiro ou explosão muito próximos) pode causar uma perda auditiva súbita, à qual nos referimos como trauma acústico. Algumas pessoas com trauma acústico também desenvolvem zumbidos ou zunidos nos ouvidos (acúfeno). A perda auditiva por trauma acústico geralmente desaparece dentro de um dia (a não ser que a explosão também tenha atingido o tímpano ou o ouvido médio). No entanto, exposição a ruídos por longo prazo causa a maioria das perdas auditivas causadas por eles. Ruídos mais altos que uns 85 decibéis (dB) podem causar perda auditiva, se a exposição ocorrer por bastante tempo. Embora as pessoas variem um pouco quanto à susceptibilidade para perda auditiva causada por ruídos, quase todas perdem um pouco da audição se forem expostos a ruídos suficientemente intensos por um período bastante longo.

O envelhecimento, juntamente com a exposição a ruídos e fatores genéricos, é um fator de risco comum para perda auditiva. A perda auditiva relacionada à idade (presbiacusia) limita a capacidade de uma pessoa de ouvir frequências mais elevadas em comparação a frequências mais baixas.

Infecções do ouvido são uma causa comum de perda auditiva temporária leve a moderada (principalmente em crianças). A maioria das crianças recupera a audição normal após 3 ou 4 semanas depois de passada a infecção; porém, algumas sofrem perda permanente da audição. A perda de audição persistente é mais provável em crianças com infecções de ouvido recorrentes.

Causas menos comuns

Causas menos comuns incluem o seguinte:

  • Doenças autoimunes

  • Doenças congênitas

  • Substâncias que lesionam o ouvido (medicamentos ototóxicos)

  • Lesões

  • Tumores

Avaliação

As informações a seguir podem ajudar as pessoas a decidirem quando devem procurar um médico e a saberem o que esperar durante a avaliação.

Sinais de alerta

Nas pessoas com perda auditiva, certos sintomas e características são motivo de preocupação. Incluem

  • Perda auditiva em apenas um dos ouvidos

  • Quaisquer anormalidades neurológicas (como dificuldade para mastigar ou falar, dormência da face, tontura ou perda de equilíbrio).

Quando consultar um médico

Pessoas com sinais de alerta devem procurar um médico imediatamente. Pessoas com perda auditiva e sem sinais de alerta devem consultar o médico quando possível, mas um atraso de mais ou menos uma semana provavelmente não é prejudicial.

Como as pessoas podem não detectar uma perda gradual da audição, os médicos recomendam testes de rotina para crianças e pessoas idosas. Os testes em crianças devem começar ao nascer, de modo que deficiências auditivas possam ser diagnosticadas e tratadas antes que interfiram no desenvolvimento da linguagem. Faz parte da rotina dos médicos avaliar pessoas idosas com perguntas específicas sobre sua capacidade de ouvir em certas situações ( Triagem). Tais testes são importantes porque alguns idosos, que poderiam se beneficiar do tratamento, não percebem ou mesmo negam ter problemas de audição.

O que o médico faz

Primeiro, os médicos fazem perguntas sobre os sintomas e o histórico médico. Em seguida, os médicos fazem um exame físico. O que eles descobrirem durante o histórico e o exame físico poderá sugerir uma causa para a perda auditiva e os exames que precisarão ser feitos, incluindo audiograma e, se necessário, exame de imagem do ouvido (como TC ou RM).

Os médicos perguntam há quanto tempo as pessoas vêm notando a perda auditiva, se a perda ocorre em um ou nos dois ouvidos, e se a perda aconteceu após algum evento repentino (por exemplo, lesão da cabeça, mudança súbita na pressão, ou com o início do uso de um fármaco). Também é importante que anotem o seguinte:

  • Sintomas no ouvido, como dor ou entupimento do ouvido, zumbidos ou zunidos nos ouvidos (acufénos) ou secreção

  • Sintomas relacionados ao equilíbrio, como desorientação no escuro ou uma falsa sensação de estar rodando ou se movendo (vertigem).

  • Sintomas neurológicos, como dor de cabeça, fraqueza da face ou um paladar anormal

Nas crianças, sintomas importantes associados incluem demora para falar ou no desenvolvimento da linguagem e atraso no desenvolvimento motor.

Os médicos exploram o histórico médico das pessoas em busca de doenças que possam causar perda auditiva, inclusive infecções recorrentes do ouvido, exposição crônica a ruídos altos, lesão da cabeça e doenças autoimunes, como artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico. Os médicos registram se a pessoa tem um histórico familiar de perda auditiva. Os médicos também perguntam se a pessoa está tomando substâncias que podem prejudicar o ouvido (medicamentos ototóxicos). No caso de crianças pequenas, os médicos analisarão o histórico do nascimento para determinar se houve alguma complicação no parto ou infecção anterior ao parto.

O exame físico é focado nos ouvidos, na audição e no exame neurológico. Os médicos inspecionam o ouvido externo verificando obstruções, infecções, malformações que estão presentes no nascimento (congênitas) e outras anormalidades visíveis. O tímpano é examinado para verificar rupturas (perfurações), secreção e sinais de infecção aguda ou crônica. Os médicos, em geral, fazem vários testes, usando um diapasão para diferenciar a perda auditiva condutiva da neurossensorial.

Algumas causas e características da perda auditiva

Causa*

Características comuns

Exames

Ouvido externo (perda condutiva)

Obstrução (pode ser causada por cera, um corpo estranho [objeto], uma infecção do ouvido externo, ou, raramente, um tumor)

Visível durante um exame médico

Exame médico

audiograma

Ouvido médio (perda condutiva)

Infecção do ouvido médio (aguda ou crônica)

Algumas vezes tontura, dor ou entupimento do ouvido, ou secreção do ouvido

Geralmente um tímpano que parece anormal (visto durante o exame médico)

Geralmente, várias infecções prévias do ouvido

Exame médico

Audiograma

Exames de imagem para infecções graves ou recorrentes

Trauma do ouvido§

Geralmente perfuração visível do tímpano, sangue dentro do canal ou por trás do tímpano, ou ambos

Em uma pessoa com uma lesão obviamente recente

Exame médico

Audiograma

TC ou RM

Otosclerose

Frequentemente, membros da mesma família apresentam perdas auditivas semelhantes

Perda auditiva que piora lentamente

Perda auditiva que costuma começar aos 20 – 30 anos de idade

Exame médico

Audiograma

Tumores (cancerosos ou não)

Um tumor geralmente é visível ao exame médico

Perda auditiva em apenas um dos ouvidos

Audiograma

TC ou RM

Ouvido interno (perda sensorial)

Distúrbios genéticos

Frequentemente, membros da mesma família apresentam perdas auditivas semelhantes

Frequentemente acompanhado por uma doença em outro sistema orgânico

Exame médico

Audiograma

Testes genéticos

TC e/ou RM do ouvido interno

Exposição a ruídos

Normalmente aparente, de acordo com o histórico

Possível perda temporária da audição

Exame médico

Audiograma

Presbiacusia

Idade avançada (mais de 55, nos homens, e mais de 65, nas mulheres)

Perda progressiva da audição em ambos os ouvidos

Exame neurológico de rotina ( Exame neurológico)

Exame médico

Audiograma

Fármacos que podem prejudicar o ouvido (drogas ototóxicas), tais como

  • Aspirina

  • Aminoglicosídeos (como gentamicina ou tobramicina)

  • Vancomicina

  • Cisplatina

  • Furosemida

  • Ácido etacrínico

  • Quinino

Numa pessoa que usou recentemente um fármaco causador

Perda de audição em ambos os ouvidos

Algumas vezes, tonturas e perda de equilíbrio

Exame médico

Audiograma

Infecções, tais como

  • Meningite

  • Uma infecção do ouvido interno com produção de pus

Histórico óbvio de infecção

Perda auditiva durante ou logo após uma infecção

Exame médico

Audiograma

Doenças autoimunes, tais como:

  • Artrite reumatoide

  • Lúpus eritematoso sistêmico (lúpus)

Inflamação articular e erupção cutânea

Por vezes, uma mudança súbita na visão ou irritação dos olhos

Dor ou edema articular

Frequentemente, em uma pessoa que se sabe ter a doença

Exames de sangue

Audiograma

Doença de Ménière

Episódios de perda de audição (tipicamente em um ouvido apenas)

Entupimento do ouvido

Algumas vezes, zumbidos ou zunidos no ouvido (acúfeno) e/ou a falsa sensação de estar girando ou se movendo (vertigem)

Audiograma

IRM usando contraste (gadolínio)

Mudanças de pressão (como podem ocorrer durante o mergulho)§

Ocorre durante uma atividade que causa mudanças abruptas na pressão (p. ex., mergulho, descida rápida de avião) ou após uma pancada no ouvido

Por vezes, dor severa no ouvido ou vertigem

Audiograma

Timpanometria e teste de equilíbrio

Se a vertigem persiste, cirurgia para descobrir a causa

Traumatismo craniano (geralmente com fratura da base do crânio)§

Em uma pessoa com uma lesão grave recente óbvia

Possivelmente tontura ou flacidez dos músculos faciais

Algumas vezes, secreção (sanguinolenta, tingida de sangue ou límpida) saindo do ouvido afetado ou sangue por trás do tímpano

Audiograma

TC ou RM

Sistema nervoso (perda neural)

Tumores, tais como

  • Neuroma acústico (tumor do nervo auditivo)

  • Meningioma (um tumor do revestimento do cérebro e medula)

Perda auditiva em apenas um ouvido, geralmente com acúfeno

Frequentemente, tontura ou vertigem, problemas de equilíbrio

Algumas vezes, flacidez dos músculos faciais e/ou dormência da face e anormalidade da gustação

Audiograma

IRM usando contraste

Doenças desmielinizantes, como esclerose múltipla

Perda auditiva em apenas um dos ouvidos

Algumas vezes, fraqueza ou dormência que vêm e vão, e que ocorrem em diferentes partes do corpo

Audiograma

RM do cérebro ou da medula usando um agente de contraste

Algumas vezes uma punção lombar

*Cada grupo foi listado numa ordem aproximada de frequência.

Características incluem sintomas e os resultados do exame médico. As características mencionadas são típicas, mas nem sempre estão presentes.

Todos os pacientes devem fazer teste audiométrico.

§Pode estar presente perda mista, condutiva e neurossensorial.

TC = tomografia computadorizada; RM = ressonância magnética.

Exames

Os exames incluem

  • Testes audiométricos

  • Algumas vezes IRM ou TC

Os médicos realizam testes audiométricos em todas as pessoas que têm perda auditiva. Os testes audiométricos ajudam os médicos a entenderem o tipo de perda auditiva e a determinarem que outros testes podem ser necessários.

A audiometria constitui o primeiro passo nos exames de audição. Nesse exame, a pessoa coloca fones de ouvido que emitem tons de diferentes frequências e intensidades, num ouvido ou no outro. A pessoa sinaliza quando um tom é ouvido, geralmente levantando a mão correspondente. Em relação a cada frequência, o exame identifica o tom mais baixo que a pessoa consegue ouvir em cada ouvido. Os resultados são avaliados em comparação com o que se considera uma audição normal. Visto que os tons altos a que é exposto um ouvido também podem ser escutados pelo outro, coloca-se um som diferente do teste (geralmente, um ruído) no ouvido que não está sendo testado.

A audiometria do limiar da inteligibilidade verbal mede quão alto as palavras devem ser pronunciadas para serem compreendidas. Uma pessoa escuta uma série de palavras dissilábicas, igualmente acentuadas (espondeus), como “rara”, “dado” e “baba”, apresentadas com volumes diferentes. O volume no qual a pessoa consegue repetir corretamente metade das palavras (limiar de inteligibilidade) é registrado.

Discriminação, a habilidade de ouvir as diferenças entre as palavras que soam de forma semelhante, é testada apresentando-se ao paciente pares de palavras monossilábicas semelhantes. A porcentagem de palavras repetidas corretamente corresponde ao grau de discriminação. As pessoas com perda auditiva de condução costumam apresentar porcentagem normal de discriminação, embora num volume mais elevado. As pessoas que apresentam perda neurossensorial podem apresentar discriminação anômala, em qualquer volume. Os médicos, às vezes, testam a habilidade das pessoas de reconhecerem palavras dentro de sentenças completas. Este teste ajuda a definir quais as pessoas que não têm resultados aceitáveis com aparelhos auditivos e podem se beneficiar de um implante.

A timpanometria mede até que grau o som consegue passar através do tímpano e do ouvido médio (impedância). Esse exame não requer a participação ativa do examinado, sendo normalmente utilizado com crianças. Um dispositivo contendo um microfone e uma fonte sonora é colocado confortavelmente no canal auditivo e as ondas sonoras se refletem no tímpano, à medida que o dispositivo faz variar a pressão no canal auditivo. Os resultados anômalos da timpanometria sugerem perda auditiva condutiva.

Testes com um diapasão são às vezes feitos durante a primeira avaliação do pacientes por um médico, mas raramente por especialistas ou audiologistas, que têm melhores maneiras de avaliar a audição. Testes com diapasão podem ajudar a distinguir entre perda auditiva condutiva e neurossensorial. O teste de Rinne compara quão bem a pessoa ouve os sons conduzidos pelo ar, com os que são conduzidos pelos ossos do crânio. Para examinar a audição por condução aérea, coloca-se o diapasão perto do ouvido. No teste de audição por condução óssea, encosta-se a base de um diapasão vibrante na cabeça do paciente, para que o som ultrapasse o ouvido médio e seja diretamente transmitido às células nervosas do ouvido interno. Quando se verifica diminuição da audição por condução aérea e a audição por condução óssea é normal, a perda auditiva é de condução. Se ambas as conduções, aérea e óssea, estiverem diminuídas, a perda de audição é neurossensorial ou mista. As pessoas que apresentam perda de audição neurossensorial podem necessitar de avaliação adicional para detectar outras doenças, como a doença de Ménière ou tumores cerebrais. No teste de Weber, a base de um diapasão vibrando é colocada no topo da cabeça, bem no meio. A pessoa indica em qual dos ouvidos o tom é mais alto. Na perda auditiva condutiva unilateral, o tom é mais alto no ouvido com perda auditiva. Na perda auditiva neurossensorial unilateral, o tom é mais alto no ouvido normal, porque o diapasão estimula os ouvidos internos igualmente e a pessoa ouve o estímulo com o ouvido não afetado.

A resposta auditiva do tronco cerebral é um exame que mede os impulsos nervosos no tronco cerebral, resultantes dos sinais sonoros recebidos nos ouvidos. A informação ajuda a determinar que tipo de sinais o cérebro está recebendo dos ouvidos. Os resultados dos exames são anômalos em pessoas com alguns tipos de perda de audição neurossensorial e naquelas que apresentam diversos tipos de distúrbios cerebrais. O exame da resposta auditiva do tronco cerebral é utilizado para examinar bebês, e também pode ser utilizado para monitorar determinadas funções cerebrais de pessoas em estado de coma ou durante cirurgias cerebrais.

A eletrococleografia mede a atividade da cóclea e do nervo auditivo por meio de um eletrodo colocado sobre o tímpano ou através do mesmo. Tanto este exame como o da resposta auditiva do tronco cerebral podem ser utilizados para medir a audição nas pessoas que não podem ou não irão responder voluntariamente ao som. Por exemplo, estes exames são utilizados para descobrir se bebês ou crianças muito novas apresentam perda de audição profunda (surdez) ou se uma pessoa está fingindo ou exagerando a perda de audição (hipoacusia psicogênica).

Os exames com emissões otoacústicas usam os sons para estimular o ouvido interno (cóclea). O próprio ouvido, então, gera um som de intensidade muito baixa, que corresponde ao estímulo. Essas emissões cocleares são registradas, utilizando-se aparelhos eletrônicos sofisticados, que já são usados rotineiramente em muitos berçários para testar a perda auditiva congênita nos recém-nascidos e para monitorar a perda auditiva em pacientes tomando fármacos ototóxicos. Este teste também é usado para determinar a causa da perda de audição nos adultos.

Outros exames podem medir a capacidade de interpretação e compreensão de uma linguagem distorcida; a de compreensão de uma mensagem enviada para um ouvido, enquanto o outro se encontra exposto a uma mensagem diferente, com a fusão das mensagens incompletas percebidas em cada ouvido e sua transformação numa mensagem compreensível; e a de determinação da proveniência de um som, quando é apresentado aos ouvidos simultaneamente. Pessoas que têm exame neurológico anormal, ou que apresentam certos achados nos testes audiométricos, precisam de uma IRM da cabeça acentuada por gadolínio. Este tipo de IRM pode ajudar os médicos a detectarem certas doenças do ouvido interno, tumores cerebrais próximos ao ouvido, ou tumores nos nervos provenientes do ouvido.

Muitas causas genéticas para surdez também causam problemas em outros sistemas de órgãos. Portanto, crianças com perda auditiva sem explicação devem também fazer outros exames, como um exame ocular, um eletrocardiograma (ECG) para procurar pela síndrome do QT longo ou outros exames específicos de órgãos e exames genéticos.

Prevenção

A exposição limitada a ruídos altos pode prevenir perda auditiva. Tanto a duração quanto a intensidade do ruído devem ser limitadas. As pessoas regularmente expostas a ruídos altos devem usar protetores auriculares (como plugues de plástico nos canais auditivos ou orelheiras preenchidas com glicerina sobre os ouvidos). A Secretaria de Segurança e Saúde Ocupacional (Occupational Safety and Health Administration, OSHA) do Ministério do Trabalho dos Estados Unidos e agências similares em muitos outros países têm normas em relação ao período de tempo durante o qual as pessoas podem ficar expostas a ruídos. Quanto mais alto o ruído, menor o tempo permitido de exposição.

Tratamento

Qualquer causa de perda de audição é tratável. Por exemplo, os médicos removem tumores benignos ou cancerosos. Quando possível, eles suspendem a administração de fármacos ototóxicos (a não ser que a necessidade do fármaco supere o risco de perda auditiva adicional).

Muitos casos de perda auditiva não têm cura e o tratamento envolve a compensação da deficiência auditiva com aparelhos auditivos ( Manejo da perda auditiva) e várias estratégias e tecnologias auxiliares.

Estratégias e tecnologias auxiliares

Sistemas luminosos de alerta que avisam às pessoas com perda auditiva quando a campainha da porta estiver tocando, um detector de fumaça estiver alarmando, ou um bebê estiver chorando. Sistemas sonoros especiais, transmitindo sinais infravermelhos ou de rádio FM, ajudam as pessoas nos teatros, igrejas ou outros lugares onde existe muito barulho interferindo. Muitos programas de televisão são legendados. Aparelhos de comunicação telefônica também estão disponíveis.

As pessoas que apresentam perda de audição profunda costumam se comunicar utilizando a linguagem de sinais. A Linguagem de Sinais Americana (American Sign Language, ASL) é a versão mais comum nos Estados Unidos. Outras formas de linguagem de sinais incluem o Inglês Sinalizado (Signed English), o Inglês Sinalizado Exato (Signing Exact English) e a Palavra Complementada (Cued Speech). [E, naturalmente, a Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS)].

Surdez unilateral

Em geral, pessoas com perda auditiva em apenas um ouvido (surdez unilateral [single-sided deafness, SSD]) não apresentam limitações na comunicação em situações de conversa individual. Contudo, em ambientes ruidosos ou ambientes acústicos complexos (por exemplo, salas de aula, festas e reuniões), pessoas com SSD são incapazes de ouvir e de se comunicar eficientemente. Além do mais, pessoas que ouvem apenas de um ouvido são incapazes de localizar a origem dos sons (localização sonora). Para muitos pacientes, SSD pode causar mudanças nas suas vidas e resultar em uma incapacidade significativa no trabalho e em situações sociais.

O tratamento para SSD inclui Roteamento Contralateral de Sinais (Contralateral Routing of Signal, CROS) aparelhos auditivos ou prósteses auditivas ancoradas no osso que captam o som do lado surdo e o transferem para o lado ouvinte. Embora essas tecnologias melhorem a audição em ambientes barulhentos, elas não viabilizam a localização sonora. Implantes cocleares estão sendo cada vez mais usados com sucesso em pacientes com SSD, particularmente se a SSD for acompanhada por acúfeno grave (zumbido ou zunido nos ouvidos). Também foi mostrado que implantes permitem a localização sonora.

Tratamento em crianças

Além de terem qualquer causa tratada e aparelhos auditivos providenciados, as crianças com perda auditiva requerem reforço para desenvolvimento da linguagem com terapia adequada. Como as crianças devem ser capazes de escutar a linguagem para aprendê-la espontaneamente, muitas crianças surdas desenvolvem a linguagem somente com treinamento especial. Ideal seria que este treinamento começasse assim que a deficiência auditiva fosse identificada. Uma exceção seria uma criança surda crescendo com pais surdos que fossem usuários fluentes da linguagem de sinais. Bebês surdos também precisam de um meio para se comunicar antes que aprendam a falar. Por exemplo, uma linguagem de sinais talhada para bebês pode fornecer a base para o desenvolvimento posterior de uma linguagem falada se um implante coclear não estiver disponível. Entretanto, para as crianças, não há substituto para o acesso aos sons da fala (fonemas), para capacitá-la ao entendimento refinado e cheio de nuances da fala e da linguagem.

Um implante coclear pode ser útil para bebês de um mês de idade que tenham uma perda auditiva profunda em ambos os ouvidos e que não consigam escutar sons com um aparelho auditivo. Embora os implantes cocleares possam ajudar muitas crianças com surdez congênita ou adquirida a ouvir, eles são mais eficientes em crianças que já desenvolveram a linguagem. Algumas vezes, os ossículos do ouvido interno se enrijecem (calcificam-se) em crianças que se tornam surdas após terem meningite. Nesses casos, os implantes cocleares devem ser usados de imediato para ter eficiência máxima. Do mesmo modo, as crianças cujos nervos auditivos foram destruídos por tumores podem ser ajudadas com o implante de eletrodos na base do cérebro (tronco cerebral). Crianças com implantes cocleares podem ter um risco ligeiramente maior de contrair meningite do que as crianças sem o implante ou adultos com implantes cocleares.

As crianças surdas somente de um ouvido devem ser autorizadas a usar um sistema especial na sala de aula, como um transmissor FM. Com este sistema, o professor fala num microfone que envia sinais para um aparelho auditivo no ouvido normal da criança. Este processo aumenta muito a capacidade da criança com a audição comprometida de ouvir a fala acima do ruído de fundo.

Informações essenciais para idosos

As pessoas idosas geralmente têm um decréscimo progressivo da audição, chamado presbiacusia. A deficiência auditiva está presente em mais de um terço das pessoas acima de 65 anos e em mais da metade das que estão acima dos 75. Mesmo assim, os médicos devem avaliar os idosos com perda auditiva, porque a causa pode não ser o envelhecimento. Algumas pessoas podem ter um tumor, um distúrbio neurológico ou autoimune, ou uma perda de audição facilmente corrigível.

Mesmo uma perda auditiva mínima faz com que o entendimento da fala seja difícil e com que os idosos com deficiência auditiva exibam certos comportamentos comuns. Um idoso com perda auditiva leve pode evitar conversações. Entender a fala pode ser particularmente difícil se houver ruído de fundo ou mais de uma pessoa falando, como num restaurante ou numa reunião familiar. Ficar constantemente pedindo às pessoas que falem mais alto pode frustrar tanto o ouvinte quanto o falante. Pessoas com perda auditiva podem entender errado uma pergunta e dar uma resposta aparentemente bizarra, levando os outros a acreditarem que estão confusas. Elas podem calcular mal a altura de sua própria fala e então gritar, desencorajando os outros a conversarem com elas. Portanto, a perda auditiva pode levar ao isolamento social, inatividade, perda de convívio social e depressão. Numa pessoa com demência, a perda auditiva pode tornar a comunicação ainda mais difícil. Para as pessoas afetadas pela demência, a correção da perda auditiva pode tornar mais fácil lidar com a demência. Corrigir a perda auditiva tem claros benefícios à saúde física e emocional.

Presbiacusia

Presbiacusia é perda auditiva relacionada à idade. Ela provavelmente resulta de uma combinação de deterioração relacionada à idade, com os efeitos da exposição a ruídos durante uma vida inteira e com a genética.

A perda auditiva normalmente afeta as frequências sonoras mais altas primeiro, normalmente se iniciando por volta dos 55 aos 65 anos (algumas vezes, mais cedo). A perda auditiva das frequências altas faz a fala particularmente difícil de entender, mesmo quando a altura da fala como um todo parece normal. Isso acontece porque certas consoantes (como C, D, K, P, S, T) têm sons de alta frequência. Os sons dessas consoantes são os mais importantes para o reconhecimento da fala. Por exemplo, quando as palavras “soro”, “bolo”, “tolo” ou “novo” são pronunciadas, muitas pessoas com presbiacusia podem escutar o som “ô”, mas elas não conseguem reconhecer que palavra foi dita, porque não conseguem distinguir as consoantes. As pessoas afetadas normalmente pensam que o falante está murmurando. Um falante tentando falar mais alto, normalmente acentua os sons das vogais (que têm baixa frequência), fazendo quase nada para melhorar o reconhecimento da fala. Ruído de fundo excessivo faz com que a compreensão da fala seja particularmente difícil.

Triagem

Examinar idosos quanto à perda auditiva é importante, porque muitos não a percebem por si mesmos. Os membros da família ou os médicos podem fazer uma série de perguntas à pessoa:

  • Problemas de audição fazem com que você fique envergonhado(a) quando encontra as pessoas?

  • Problemas de audição fazem com que você se sinta frustrado(a), quando fala com um membro da família?

  • Você tem dificuldade de ouvir quando as pessoas cochicham?

  • Você se sente deficiente por causa de um problema auditivo?

  • Problemas auditivos lhe causam dificuldades quando visita amigos, parentes ou vizinhos?

  • Problemas auditivos fazem com que você vá menos à igreja do que gostaria?

  • Problemas auditivos fazem com que você discuta com membros da família?

  • Problemas auditivos lhe causam dificuldades para escutar a televisão ou o rádio?

  • Você acha que qualquer dificuldade com sua audição dificulta sua vida pessoal ou social?

  • Problemas auditivos lhe causam dificuldades quando vai a um restaurante com parentes ou amigos?

Para cada pergunta, um “não” = 0 pontos, “às vezes” = 2 pontos e “sim” = 4 pontos. Um total acima de 10 sugere uma perda auditiva significativa e recomenda-se um acompanhamento com um otorrinolaringologista.