endocrinologia

#Existem 8 #hormônios que causam a #sensação de fome. Veja o que fazer para controlá-los

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Atualizado em: 02/08/2017

Uma nova abordagem para uma alimentação saudável deve ser fundamentada nos últimos estudos científicos, de fácil acesso e execução. Este artigo aborda os 8 tipos de hormônios que contribuem para a sensação da fome e como fazer para “desligar” estes hormônios através da alimentação e  de hábito de vida !

 

1. Insulina, o hormônio do “Armazenamento”:

A insulina é secretada pelo pâncreas para permitir que suas células absorvam a glicose (açúcar no sangue) para produção de energia ou armazenamento em forme de açúcar no fígado ( glicogênio hepático) e açúcar na célula muscular ( glicogênio muscular). Em geral, células saudáveis têm uma alta sensibilidade à insulina. Mas quando as células são expostas constantemente a altos níveis de insulina, como resultado de uma ingestão constante de glicose (grande parte em razão de um consumo exagerado de alimentos processados, recheados de açúcares e farinhas refinadas que elevam os níveis de insulina acima do limite saudável), nossas células se adaptam reduzindo, na própria superfície, o número de receptores que reagem à insulina. Em outras palavras, nossas células se dessensibilizam à insulina, gerando uma condição chamada “resistência à insulina”, que lhes permite ignorá-la e não absorver a glicose do sangue, o que pode culminar  em maior estoque de gordura corpórea e consequentemente diabetes tipo 2

A insulina também evita que as células de gordura sejam quebradas. O desequilíbrio contribui para a resistência à insulina,  esteatose hepática não alcoólica, síndrome metabólica e aumento da fome e desejo de comer.

A esteatose hepática não alcoólica é um dos componentes da síndrome metabólica, foco de diversas agências de saúde mundiais nas duas últimas décadas. No Brasil o índice de pessoas obesas ou com sobrepeso vem aumentando a cada ano.

O que fazer sobre isso.

Em um estudo realizado por pesquisadores das Universidades de Tokushima e Shizuoka no Japão, publicado no periódico American Journal of Physiology – Endocrinology and Metabolism em 2009, a esteatose hepática foi induzida em ratos, com uma dieta rica em sacarose (açúcar refinado). Os ratos com esteatose hepática foram então colocados em duas dietas: uma dieta controle, rica em carboidratos, e outra pobre em carboidratos e rica em proteínas. A dieta low carb com mais proteínas reverteu a esteatose nos roedores, ao contrário da dieta com mais carboidratos.

Deve-se reduzir a ingestão de carboidratos para reduzir a secreção crônica ou excessiva de insulina, reduzindo principalmente a ingestão de frutose, que é conhecida por causar resistência à insulina e hiperinsulinemia. O consumo da frutose cresceu muito nos últimos 40 anos, devido ao seu uso generalizado em muitos alimentos e bebidas (doces, pudins, geleias, frutas enlatadas, bolos, refrescos em pó e principalmente refrigerantes). Pesquisas recentes sobre o excesso de peso sugerem que o consumo de grandes quantidades de frutose pode estar relacionado ao desenvolvimento da síndrome metabólica. Os estudos apontam o aumento do consumo de frutose associado ao sedentarismo com o aparecimento da esteatose hepática.  Além disto, a prática de exercícios físicos para queimar os depósitos de glicogênio e SENSIBILIZAR a  insulina nos músculos esqueléticos são imprescindíveis.

“Deve-se reduzir a ingestão de carboidratos para reduzir a secreção crônica ou excessiva de insulina, reduzindo principalmente a ingestão de frutose, que é conhecida por causar resistência à insulina e hiperinsulinemia”

De acordo com trabalho publicado no periódico científico Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, por pesquisadores brasileiros da Universidade Federal da Bahia, “o exercício físico melhora a sensibilidade à insulina, diminui a hiperinsulinemia, aumenta a captação muscular de glicose, melhora o perfil lipídico e a hipertensão arterial, além da sensação de bem-estar físico e psíquico decorrente; também pode contribuir para a perda de peso. Deve ser feita cuidadosa avaliação quanto à presença de complicações macro e microvasculares no diabetes mellitus do tipo 2, para definir os tipos de exercícios mais apropriados, se neuropatia, nefropatia e/ou retinopatia estiverem presentes”. Um outro estudo prospectivo em 110.660 indivíduos seguidos por 6 anos mostrou que a prática diária de exercícios físicos diminuiu a incidência de diabetes mellitus em 46%.

 

2. Leptina, o hormônio da “Saciedade”:

À primeira vista, a leptina é um componente integral de um intrincado sistema fisiológico que regula o armazenamento, o equilíbrio e o uso de energia pelo organismo. Além deste papel, a leptina sinaliza e modula o estado nutricional do organismo para outros sistemas fisiológicos. A leptina é um hormônio produzido predominantemente pelo tecido adiposo branco em relação proporcional direta à massa corporal deste tecido, isto é, a massa total de tecido adiposo do organismo é o fator que mais está associado às concentrações de leptina no sangue. Este hormônio sinaliza ao centro da saciedade, no hipotálamo de que há bastante gordura armazenada e evita que se coma em excesso. Porém, diversos mecanismos fisiológicos influenciam a síntese da leptina levando a oscilações nas quantidades de leptina intrinsecamente associadas com a massa de gordura. O jejum, o exercício físico moderado e o frio causam uma queda nas concentrações plasmáticas da leptina e a alimentação após o jejum, glicocorticoides e insulina são fatores que estimulam a produção de leptina.

A maior parte das pessoas com obesidade têm níveis séricos de leptina proporcionais à sua massa de tecido adiposo, ou seja, a maioria das pessoas com obesidade não sofre de uma deficiência de leptina. À semelhança do que se postula para o DM2, passou-se a considerar que a obesidade mais frequentemente encontrada na população é um estado onde há uma resistência aos efeitos de leptina. Assim, postula-se que um acúmulo excessivo de leptina a curto prazo poderia levar a uma “down-regulation” dos receptores centrais e a um reajuste do seu efeito inibidor sobre o apetite. Desta maneira, uma concentração acima do normal de leptina seria necessária para o mesmo efeito inibitório sobre o apetite. O que acontece quando a sinalização prejudicada não desencadeia no cérebro os estímulos para acalmar os hormônios da fome? O mau funcionamento está relacionado à obesidade, insulina cronicamente elevada e inflamação.

“A obesidade mais frequentemente encontrada na população é um estado onde há uma resistência aos efeitos de leptina, isto é o indivíduo tem mais  dificuldade de ficar saciado”

O que fazer sobre isso.

Evite alimentos inflamatórios, como óleos de sementes hidrogenadas como óleo de canola,  milho , seja e girassol  e foque nos ácidos graxos ômega-3. Certifique-se de que está dormindo bem, uma vez que a privação do sono está ligada a quedas nos níveis de leptina. O exercício físico, à semelhança da insulina também aumenta a sensibilidade à leptina  aumentando o domínio sobre o apetite

Outra forma de sensibilizar a insulina é praticar jejum intermitente e evitar comer de 3/3 horas desde que você não coma em demasia na  refeição seguinte quando ficar mais de 3 horas sem se alimentar.

 

 

 

 

3. Grelina, o hormônio da “Fome”:

A grelina é liberada quando o estômago está vazio e cessa a liberação quando o estômago está distendido (cheio). Ela estimula os neurônios orexígenos (NPY e AgRP) do centro da fome, no hipotálamo. A concentração plasmática de grelina é mais alta antes de comer e mais baixa uma hora depois de comer. Estudos demonstram que em certos pacientes obesos a grelina circulante não diminui, e por isso o cérebro não recebe o sinal para parar de comer.

Um grupo de pesquisadores norte-americanos e chineses publicaram em junho de 2017 no International Journal of Molecular Science, um trabalho que sugere que xarope de milho de alta frutose (HFCS) e a sacarose têm efeitos diferenciais sobre o metabolismo lipídico: enquanto a sacarose promove a obesogênese, o HFCS aumenta principalmente a inflamação e a resistência à insulina, sendo que a grelina confere efeitos protetores para essas disfunções metabólicas.

O que fazer sobre isso.

Evite os carboidratos brancos, o açúcar e especialmente as bebidas açucaradas (refrigerantes) que não matam a fome e nem distendem o estômago. Coma proteínas em todas as refeição, especialmente no café da manhã, para promover a saciedade. Coma muita fibra, pois tem massa para distender fisicamente o estômago sem ganho calórico. Pratique exercícios físicos e não faça refeiçoes líquidas

 

Influência da atividade física no apetite

Um estudo realizado por pesquisadores espanhóis e publicado em junho de 2017 na Clinica e Investigacion en Arteriosclerosis, determinou a influência do exercício físico sobre o apetite, mudanças nas concentrações hormonais e mudanças em certas regiões neurais. Para conseguirem isso, uma pesquisa bibliográfica foi realizada usando diferentes bases de dados. Os resultados mostraram que o exercício físico leva a alterações no apetite, na fome e na ingestão de energia. Além disso, o exercício diminuiu os níveis de grelina, aumentou as concentrações de leptina e alterou a resposta de certas regiões neurais.

“O exercício físico diminui os níveis de grelina, aumenta as concentrações de leptina e altera a resposta de certas regiões neurais”

4. Peptídeo semelhante ao Glucagon 1 (GLP-1), o  hormônio da “plenitude”:

O GLP-1 é produzido e liberado quando o alimento entra nos intestinos (íleo) para sinalizar ao nosso cérebro que estamos cheios. Já foi comprovado por cientistas que estudam o GLP-1 que ele afeta regiões no hipotálamo que controlam a saciedade em nosso organismo. Sua principal ação, contudo, se dá nas células beta do pâncreas, que secretam a insulina. Por aumentar a quantidade de insulina no sangue, doses sintéticas desse hormônio são usadas para o tratamento de pessoas com diabetes tipo 2. A inflamação crônica reduz a produção de GLP-1, o que afeta negativamente a sinalização de saciedade (ficando sempre com fome).

“Evite alimentos pró-inflamatórios e faça uma dieta anti-inflamatória”

 

O que fazer sobre isso.

Evite alimentos pro-inflamatórios (ricos em ácidos graxos ômega-6 como óleos vegetais de soja, algodão, milho e girassol, cereais refinados como pão francês, massas, bolachas de água e sal ou maisena, fubá e bolo simples, embutidos como salsicha,  peito de peru e linguiça, tome probióticos, coma refeições ricas em proteínas, o que aumenta a produção de GLP-1. As refeições com vegetais de folhas verdes também aumentam os níveis de GLP-1. Faça uma dieta anti-inflamatória. Os alimentos que controlam a inflamação são ricos em substâncias como alicina, ácidos graxos ômega-3 presentes em peixes como atum, sardinha e salmão, em frutas oleaginosas e em sementes como linhaça, chia e gergelim. São anti-inflamatórios também alimentos ricos em vitamina C como ervas aromáticas (alho, açafrão, curry e cebola) e frutas cítricas.

 

5. Colecistocinina (CCK), outro hormônio da “saciedade”:

A colecistocinina é produzida por células no trato gastrointestinal e sistema nervoso. A CCK é liberada pelo duodeno sempre que comemos proteína ou gordura aumentando os sinais de saciedade enviados ao sistema nervoso, ao mesmo tempo que trabalha com o nosso estômago para tornar o processo de digestão mais lento, inibindo a motilidade e o esvaziamento gástrico. O resultado disto é que nos sentimos mais cheios durante mais tempo! A síndrome do intestino irritável (IBS) pode causar uma diminuição na produção de colecistocinina, fazendo você se sentir privado de energia.

O que fazer sobre isso.

Estudos iniciais sugerem que a interação direta de colecistocinina e proteína dietética contribui para a resposta à saciedade. Gordura desencadeia a liberação de colecistocinina e a fibra alimentar pode dobrar a produção de colecistocinina. Para otimizar a libertação deste hormônio, coma proteínas e gorduras em cada refeição.

6. Peptídeo YY (PYY), o hormônio do “Controle”:

O PYY é um hormônio controlador do trato gastrintestinal que reduz o apetite. O hormônio peptídeo YY, conhecido como PYY, é formado por 34 aminoácidos. Sua síntese ocorre nas glândulas endócrinas do intestino delgado e cólon. Sua principal função é diminuir o apetite, aumentando a sensação de saciedade e diminuindo a motilidade intestinal. A quantidade de hormônio secretada por essas células depende do tanto de calorias ingeridas, sendo estimuladas quando o alimento chega no intestino. Os carboidratos simples  refinados  e os doces, são absorvidos antes que os intestinos liberem o hormônio PYY inibidor da fome. O excesso de carboidratos / glicose então se transforma em gordura para ser armazenada mediante a excessiva produção de insulina

A resistência à insulina e o excesso crônico de açúcar no sangue, prejudicam a produção de PYY. O PYY se comunica com os neurônios orexigênicos (estimuladores de apetite) e inibe o apetite através da inibição dos neurônios NPY estimuladores do apetite presentes no núcleo arqueado (ARC) do hipotálamo.

“Os carboidratos simples  refinados, os doces e a frutose não oriunda de frutas sólidas são absorvidos antes que os intestinos liberem o hormônio PYY inibidor da fome”

A inibição do apetite induzida pelo estresse ocorre por esta mesma via. Assim, animais com a fome inibida pelo estresse, não respondem ao PYY exógeno, pois a via de inibição já está saturada. Recentemente foi demonstrado em humanos, o efeito de redução da ingestão de alimentos em voluntários obesos e com peso normal. Em trabalho realizado por pesquisadores da UNICAMP, foram observados níveis reduzidos de PYY em obesos quando comparados aos controles magros. Isto sugere que a redução da produção de PYY pelo TGI possa estar relacionada à presença de obesidade em seres humanos.

O que fazer sobre isso?

O açúcar ( glicose ) no sangue ( glicemia) em níveis saudáveis  aumenta a resposta e a produção de PYY. As refeições à base de proteínas aumentam as concentrações de PYY, enquanto as fibras também aumentam a produção de PYY. Dietas gordurosas parecem estimular maior produção de PYY do que as ricas em carboidratos.

7. Neuropeptídeo Y (NPY), o hormônio “Estimulante”:

O NPY é um hormônio produzido no cérebro e sistema nervoso que “estimula” o apetite por carboidratos e é mais elevado durante os períodos de LONGOS jejuns ou privação alimentar. O estresse também induz a produção de NYP que leva à estimulação do apetite e ingesta excessiva de comida, conduzindo a um excesso de gordura em geral com maior ganho de gordura abdominal.

O que fazer sobre isso.

O jejum e a privação de alimentos podem estimular a liberação de NPY. Coma refeições completas regularmente com proteína muita e fibra prebiótica solúvel, faça jejum intermitente, com cautela, por pouco tempo. Estudos em animais demonstraram que jejuns muito longos, como os de mais de 24 horas, podem aumentar dramaticamente os níveis de NPY. A falta de proteína também aumenta a liberação do NPY. Comer pouca proteína tem demonstrado aumentar a liberação de NPY, o que leva à fome, aumento da ingestão de alimentos (principalmente carboidratos) e ganho de peso.

8. Cortisol, o hormônio do “estresse”:

O cortisol é o hormônio do estresse produzido pelas glândulas adrenais quando o corpo está estressado estresse. Níveis cronicamente elevados de cortisol podem levar a excessos e ao aumento de peso. Níveis elevados de cortisol estão ligados à gordura abdominal nas mulheres. No entanto, uma dieta rigorosa também pode aumentar o cortisol. Em um estudo, as mulheres que consumiram uma dieta baixa em calorias tiveram níveis mais elevados de cortisol e relataram sentir-se mais estressadas do que as mulheres que comiam uma dieta normal

“Níveis elevados de cortisol podem aumentar a ingestão de alimentos e promover o ganho de peso. Comer uma dieta equilibrada, controlar o estresse e dormir mais, pode ajudar a normalizar a produção de cortisol”

O que fazer sobre isso.

Controle os níveis de estresse através da meditação, movimentação e boa qualidade de sono, pois um estudo descobriu que quando os pilotos perderam 15 horas de sono ao longo de uma semana, seus níveis de cortisol aumentaram em 50-80%. Praticar meditação pode reduzir significativamente a produção de cortisol. Pesquisadores relatam que quando a música calmante é tocada durante procedimentos médicos, o cortisol não aumenta muito. Fale com os entes queridos e peça ajuda quando necessário. Não corte calorias a níveis extremamente baixos.

Coma três refeições equilibradas diariamente com proteínas, gorduras, fibras, verduras e carboidratos sólidos , naturais e fibrosos como batata doce, mandioca, arroz negro e abóbora

 

Referências

Consumo de frutose e exercício físico, impacto na síndrome metabólica

https://repositorio.unesp.br/handle/11449/20739

CONSUMO DE FRUTOSE E IMPACTO NA SAÚDE HUMANA

https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8634681

Prevention and reversal of hepatic steatosis with a high-protein diet in mice.

http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0925443913000409

A HIPERINSULINEMIA a Longo Prazo

http://www.menosrotulos.com.br/2015/12/a-hiperinsulinemia-longo-prazo.html

Tratamento do Diabetes Mellitus do Tipo 2: Novas Opções

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=s0004-27302000000600011&script=sci_arttext

O Controle Hipotalâmico da Fome e da Termogênese – Implicações no Desenvolvimento da Obesidade

http://unicamp.sibi.usp.br/bitstream/handle/SBURI/9189/S0004-27302006000200003.pdf?sequence=1

Mecanismos hormonais do controle de peso corporal e suas possíveis implicações para o tratamento da obesidade

https://www.researchgate.net/publication/242528900_Mecanismos_hormonais_do_controle_de_peso_corporal_e_suas_possiveis_implicacoes_para_o_tratamento_da_obesidade_Hormonal_mechanisms_in_body_weight_regulation_and_therapeutic_implications

Suppression of Ghrelin Exacerbates HFCS-Induced Adiposity and Insulin Resistance.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28629187

Review and analysis of physical exercise at hormonal and brain level, and its influence on appetite.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28625709

#Una #dieta alta en grasa y azúcar podría reducir los beneficios de los #polifenoles (Eur J Nutr)

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El seguimiento de una dieta de este tipo impide que se formen esos compuestos beneficiosos y que circulen por nuestro organismo.

Investigadores del Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), con la colaboración de expertos del Instituto de Química Avanzada de Cataluña, el Instituto de Investigaciones Marinas y la Universidad Rovira i Virgili, han demostrado que una dieta alta en grasa saturada y sacarosa reduce los niveles de metabolitos de los polifenoles circulantes.

Los polifenoles son compuestos presentes en los alimentos vegetales, con distintos beneficios en la prevención de enfermedades cardiovasculares y diabetes tipo 2 por sus propiedades antioxidantes. Gran parte de sus efectos se deben a los metabolitos que se generan cuando las bacterias intestinales actúan sobre ellos.

“El seguimiento de una dieta de este tipo impide que se formen esos compuestos beneficiosos y que circulen por nuestro organismo, un efecto adverso de este tipo de dietas que no había sido descrito previamente”, ha explicado la investigadora del CSIC Jara Pérez Jiménez, que trabaja en el Instituto de Ciencia y Tecnología de los Alimentos y Nutrición.

Para realizar el trabajo, publicado en “European Journal of Nutrition”, los científicos dividieron a ratas sanas en cuatro grupos: uno alimentado con una dieta estándar, otro con una dieta alta en grasa y azúcar, otro con una dieta estándar enriquecida en polifenoles de uva, y el último con una alta en grasa y azúcar enriquecida con polifenoles de uva.

“Cuando la dieta estándar se enriquecía en polifenoles de uva, aumentaban, como era esperable, los metabolitos derivados de la acción de la microbiota. No obstante, este aumento no ocurría cuando la dieta alta en grasa y azúcar se enriquecía con los mismos compuestos”, ha detallado Pérez Jiménez.

Por todo ello, los investigadores han planteado la hipótesis de que los cambios en la microbiota que genera una dieta desequilibrada provocarían un descenso del número de especies de microorganismos capaces de transformar los polifenoles en sus metabolitos activos.

#Tras una #reducción de estómago puede ser recomendable someterse a #cirugía estética

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Una vez transcurridos doce meses desde la intervención o después de haber logrado el peso deseado y ser capaz de mantenerlo.

La cirugía bariátrica abarca reducciones de estómago, balón gástrico o balón ajustable y, ante la cantidad de personas que son obesas en el mundo, esta parece “imponerse” para erradicar esta enfermedad, una intervención en la que puede ser recomendable someterse a una cirugía estética posterior en función del consejo del especialista, según el cirujano estético, Jordi Mir.

Estas alternativas para adelgazar se entienden como intervenciones quirúrgicas que no pueden contemplarse como un tratamiento individual, sino como parte fundamental de un proceso global, que contempla un seguimiento completo del paciente. “Por eso, se abarca no solo el pre y post operatorio, sino, por supuesto, la posterior re-educación alimenticia, el diseño de un plan de ejercicio personalizado y, por último, pero no menos importante, una propuesta estética si el paciente así lo desea”, ha concretado el experto.

En este sentido, el retoque estético se recomienda una vez transcurridos los doce meses desde la intervención o después de haber logrado el peso deseado y ser capaz de mantenerlo, teniendo en cuenta que “lo mejor” es tomarse el tiempo necesario para adelgazar, si se exceptúan los casos en los que los indicadores de salud son “tan malos” que se necesita una pérdida de peso “urgentísima”.

Así, tras una reducción de estómago u operación similar, las zonas más intervenidas en cirugía estética son el abdomen y la zona baja de la espalda, la cara interna de los muslos y la de los brazos. Además, “este tipo de intervenciones pueden generar un pérdida de los tejidos blandos faciales, con descolgamiento de los tercios medio e inferior”, ha explicado el Dr. Mir.

“Por lo tanto, se solicitan abdominoplastias, ‘lifting’ de brazos y muslos y ‘body lift’, un tratamiento completo de cirugía de contorno corporal destinada a la reducción de los excesos sobrantes de piel y a recuperar el tono y elasticidad de la misma”, ha añadido.

El especialista ha subrayado que el grado de satisfacción después de estas intervenciones, según su experiencia, es “altísimo”, tanto en cirugía como en medicina estética. Sin embargo, ha lamentado que sean pocos los centros públicos que reconocen la importancia de su contribución asociados a la cirugía bariátrica.

#Obese cardiac surgery patients require significantly more #ICU resources

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Patients with higher levels of obesity are four times more likely to require extra time in the ICU.

Pre-emptive strategies should be put into practice when treating cardiac surgery patients who are obese, including closer postoperative monitoring and preoperative discussions about the unique surgical risks that such patients may face.

That is according to Brandon R. Rosvall, the lead author of a new study, which has highlighted how obese cardiac surgery patients require significantly more intensive care unit (ICU) resources than those with normal body mass index.

After examining data relating to 5,365 patients who underwent cardiac surgery at a Canadian hospital, researchers found patients with higher levels of obesity were four times more likely to require extra time in the ICU, three times more likely to need additional time on mechanical ventilation, and three times more likely to be readmitted to the ICU. These patients also experienced longer overall hospital lengths of stay and discharges with home care.

“More in-depth conversations regarding surgical risks and alternatives to surgery should take place with obese patients so that they are aware of the true impact of increased obesity,” said Rosvall.

The findings are published in The Annals of Thoracic Surgery .

Five Deaths Tied to# Intragastric Balloons, FDA Says

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Megan Brooks

The  US Food and Drug Administration (FDA)said today that it has received five reports of unanticipated deaths that occurred from 2016 to the present in patients who received a liquid-filled intragastric balloon system to treat obesity.

Four reports involve the Orbera Intragastric Balloon System (Apollo Endosurgery) and one report involves the ReShape Integrated Dual Balloon System (ReShape Medical), the FDA said in a safety alert.

All five patients died within 1 month or less of balloon placement. Three patients died 1 to 3 days after the balloon was placed.

“At this time, we do not know the root cause or incidence rate of patient death, nor have we been able to definitively attribute the deaths to the devices or the insertion procedures for these devices (e.g., gastric and esophageal perforation, or intestinal obstruction),” the FDA said.

The FDA has also received two additional reports of deaths from 2016 to the present related to potential complications associated with balloon treatment: one gastric perforation with the Orbera Intragastric Balloon System and one esophageal perforation with the ReShape Integrated Dual Balloon System.

The FDA is working with both companies to better understand the issue of unanticipated death and to monitor the potential complications of acute pancreatitis and spontaneous overinflation.

Additionally, as part of the ongoing, FDA-mandated postapproval studies for these devices, the FDA will obtain more information to help assess the continued safety and effectiveness of these approved medical devices.

Today’s safety alert follows an FDA alert sent to healthcare providers in February, in which the agency recommended close monitoring of patients with liquid-filled intragastric balloon systems used to treat obesity for the potential risks of acute pancreatitis and spontaneous overinflation. Since then, both companies have revised their product labeling to address these risks, the FDA said.

For now, the FDA continues to recommend that healthcare providers closely monitor patients treated with these devices for complications and report any adverse events related to intragastric balloon systems through MedWatch, the FDA Safety Information and Adverse Event Reporting Program.


Risco de #pré-diabetes não é reconhecido por muitos #médicos da atenção primária

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Laird Harrison

Poucos profissionais da atenção primária sabem quando triar os próprios pacientes para pré-diabetes, aponta uma nova pesquisa.

“Acreditamos que os resultados são um alerta para todos os profissionais da atenção primária para que reconheçam melhor os fatores de risco do pré-diabetes, que é um problema grave de saúde pública”, disse a Dra. Eva Tseng, professora-assistente na Johns Hopkins University School of Medicine, em Baltimore, Maryland, em uma coletiva de imprensa.

Apenas 6% de todos os profissionais da atenção primária pesquisados em uma conferência médica identificaram todos os 11 fatores de risco que deveriam indicar a triagem imediata de acordo com as diretrizes da American Diabetes Association (ADA).

A Dra. Eva e colaboradores publicaram seus achados on-line em 20 de julho no Journal of General Internal Medicine.

Oitenta e seis milhões de adultos têm pré-diabetes, e 70% deles vão desenvolver diabetes. Mudanças no estilo de vida podem prevenir essa progressão, mas a maioria das pessoas com a condição não está ciente do próprio diagnóstico, e apenas um quarto relata ter recebido recomendações relevantes sobre o estilo de vida, escrevem os pesquisadores.

Para descobrir se o problema poderia se originar da falta de conhecimento entre médicos da atenção primária, os pesquisadores solicitaram aos participantes de um evento para atenção primária em 2015, associados a algum tipo de prática no Johns Hopkins, que participassem de uma pesquisa. Os respondedores receberam um vale-presente de 10 dólares como incentivo.

A maioria dos participantes era de médicos treinados em medicina interna, medicina de família ou medicina interna-pediatria. Havia nove enfermeiras e um médico-assistente da atenção primária. Quase três quartos eram mulheres, 55% eram brancos, 23% asiáticos e 14% afro-americanos. Mais da metade (59%) estava atuando há pelo menos 10 anos.

Os participantes foram solicitados a identificar 11 fatores de risco para pré-diabetes:

  • Idade > 45 anos
  • Índice de massa corporal > 25kg/m²
  • Hipertensão
  • Dislipidemia
  • Doença cardiovascular
  • História familiar de diabetes em um parente de primeiro grau
  • Estilo de vida sedentário
  • Ser afro-americano
  • Ser asiático-americano
  • Ser latino, e
  • História de diabetes gestacional

    Os pesquisadores retiraram a lista das diretrizes da ADA. Em média, os participantes identificaram oito desses fatores. A maior probabilidade foi de esquecer a raça asiática e a etnia hispânica.

    Dezessete por cento identificaram corretamente os valores laboratoriais de glicemia de jejum (100 – 125 mg/dL) e HbA1c (5,7% – 6,4%) para diagnóstico do pré-diabetes.

    Dentre os profissionais da área de pediatria, 43% selecionaram os valores corretos de HbA1c, comparados com 20% dos médicos de família, e 12% dos especialistas em medicina interna, uma diferença estatisticamente significativa (P = 0,02).

    Um quarto dos participantes identificou corretamente uma perda de peso de 5% a 7% como o alvo recomendado para pessoas diagnosticadas com pré-diabetes, e 45% identificaram corretamente a recomendação mínima semanal de 150 minutos de atividade física.

    A pesquisa também questionou os participantes sobre a abordagem deles quanto ao pré-diabetes. Nove de 10 usavam a glicemia de jejum e a HbA1c como ferramentas de rastreio.

    Quase todos (99%) identificaram o aconselhamento sobre dieta e atividade física como a estratégia inicial de tratamento, com 12% encaminhando os pacientes para programas comportamentais de perda de peso.

    Um quarto nunca havia prescrito metformina para pré-diabetes, e 36% prescreveram para não mais do que 5% de seus pacientes. Os respondedores tinham maior probabilidade de prescrever metformina para pacientes com índice de massa corporal elevado ou para pacientes que não responderam a recomendações de estilo de vida.

    Nas diretrizes de 2017 a ADA recomenda que a metformina seja considerada em pacientes com pré-diabetes que falharam em reduzir o próprio risco de diabetes com mudanças no estilo de vida.

    Embora 42% dos respondedores tenham achado as diretrizes da ADA úteis, elas não eram familiares para 30% deles.

    Uma limitação do estudo é que os participantes eram todos associados ao Johns Hopkins e poderiam não ser representativos dos profissionais de todo o país, ressaltou a Dra. Eva na coletiva de imprensa. No entanto, afirmou ela, os resultados são valiosos porque ela não tem conhecimento de nenhuma outra pesquisa sobre a abordagem do pré-diabetes por médicos da atenção primária.

    “Profissionais da atenção primária têm um papel vital na triagem e na identificação de pacientes em risco de desenvolver diabetes”, disse aos jornalistas a coautora Dra. Nisa Maruthur, professora-assistente de medicina na Johns Hopkins University School of Medicine.

    “Esse estudo destaca a importância de aumentar o conhecimento do profissional e a disponibilidade de recursos para ajudar os pacientes a reduzirem próprio risco de diabetes”.

    O estudo recebeu financiamento dos National Institutes of Health. Os autores declararam não possuir conflitos de interesses relevantes.

    J Gen Intern Med. Publicado on-line em 20 de julho de 2017. Resumo

FEDE recuerda a los #diabéticos la importancia de consumir tres raciones de #frutas diarias en verano

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Son un alimento rico en nutrientes, fibra y agua.

Son un alimento rico en nutrientes, fibra y agua.

Desde la Federación Española de Diabetes (FEDE) recuerdan la importancia de consumir tres raciones de frutas diarias, en especial para los pacientes con esta enfermedad, con el fin de mantener una alimentación saludable durante el verano, ya que son un alimento rico en nutrientes, fibra y agua.

Se calcula que cada fruta contiene entre 7 y 20 gramos de azúcar por ración, aunque algunas como el caqui o las uvas, superan esta cifra, por lo que no son tan recomendables. En este sentido, se recomienda la ingesta de alimentos como cerezas, melón o manzanas.

En vez de consumir zumos o preparados se aconseja que la fruta se tome fresca y con piel, así se evitan los azúcares añadidos y se conservan sus propiedades naturales. Además, las frutas frescas y en pieza pueden combinarse entre sí, en macedonia, y también con otros productos refrescantes e ideales para el verano, como con yogur o en ensaladas.

Por tanto, se recomienda comer fruta, ya que muchas contienen un glucémico bajo, favoreciendo el control de la glucosa en sangre; son una herramienta clave para el control de peso; su estructura se basa en un 80% de agua, lo que favorece la hidratación, y contienen propiedades protectoras y antioxidantes.

Por todo esto, desde FEDE se invita a las personas con diabetes y a sus familias a consumir fruta fresca, ya que bien conjugada con una adecuada actividad física e hidratación, son los mejores aliados para mantener nuestros hábitos saludables en el periodo estival.