endocrinologia

Insulina , Cortisol e Queima de Gordura

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O cortisol é o que chamamos de hormônio Jekyll & Hyde. Para aqueles que não são 100% familiarizado com a história do Dr. Jekyll e Mr. Hide, aqui vai um resumo:

Dr. Jekyll era um homem de natureza boa e um cidadão íntegro. Mas ele estava incomodado com pensamentos sombrios de uma “natureza luxuriosa e impertinente”. Isso o preocupava tanto que ele desenvolveu um soro para tentar separar-se destes impulsos obscuros. O soro funcionou, mas apenas parcialmente, e trouxe à tona o alter ego do Dr. Jekyll, o perverso Mr. Hyde. A história é sobre a luta entre o lado bom e equilibrado, Dr. Jekyll, e o lado extremamente mau, Mr. Hyde.

Compreender essa história é instrutivo para a compreensão do cortisol. Muitas pessoas vêem o cortisol como um hormônio do “mal” que causa armazenamento de gordura e perda de massa muscular. Na verdade, ele não é, sendo necessário para uma boa saúde, boa condição física e perda de gordura. Ele pode se tornar destrutivo, sob certas circunstâncias, especificamente quando é cronicamente elevado ou continuamente suprimido. Quando é muito alto ou muito baixo, ele se transforma em Mr. Hyde. Quando se é equilibrado, o cortisol é mais como Dr. Jekyll.

Então, vamos passar por alguns fatos sobre o cortisol para ajudá-lo a entender ainda mais.

1) O cortisol promove tanto o armazenamento quanto liberação de gordura.

Causa o armazenamento de gordura, porque como a insulina, ele aumenta a atividade da principal enzima de armazenamento de gordura, a Lipase lipoproteica (LPL, do inglês, Lipoprotein Lipase).

Causa a queima de gordura, porque aumenta a atividade da principal enzima na queima de gordura, a lipase sensível a hormônio (HSL, do inglês, Hormone-sensitive Lipase).

É bom salientar que a principal enzima na queima de gordura em nosso corpo é chamada de lipase sensível a HORMÔNIO e não de lipase sensível à CALORIA. Isto já dá uma dica de que ambos, calorias e hormônios são importantes na perda de gordura e não apenas calorias como sempre escutamos.

HSL é melhor descrita como uma enzima de liberação de gordura do que uma enzima de queima de gordura. Isto porque a gordura liberada ainda precisará ser queimada em outro lugar no corpo, de outro modo corre o risco de ser novamente armazenada. Elevações agudas no cortisol ajudam a queimar gordura.

Excesso de elevações prolongadas no cortisol pode causar alterações nos neurônios simpáticos que levam a um aumento da produção de neuropeptídeo Y (NPY, do inglês, Neuropeptide Y). O NPY liberado de neurônios simpáticos periféricos estimulam o crescimento de células de gordura.

Elevações crônicas no cortisol, especialmente na ausência de construção muscular ou manutenção de hormônios, pode levar à perda de massa muscular.

2) Os hormônios são como pessoas e se comportam de forma diferente dependendo de com quem eles estão associados.

Quando o cortisol é associado com a insulina, é mais provável que se transforme em Mr. Hyde e cause o armazenamento de gordura. Isto é porque a insulina e cortisol são antagonistas do outro. A insulina e cortisol juntos aumentam a LPL muito mais do que qualquer um sozinho, e a insulina ainda suprime a ação do cortisol na HSL.

Isto significa que a insulina acentua o efeito LPL do cortisol e amortece o seu efeito HSL aumentando o armazenamento de gordura, ao mesmo tempo que diminui a sua libertação.

 

A insulina também afeta de forma negativa a queima de gordura diretamente, diminuindo a gordura queimada através da supressão indireta de uma importante enzima na queima de gordura chamada CPT-1.

CPT1A

O cortisol também torna o corpo mais resistente à insulina. Isto significa que o corpo terá de liberar mais insulina para realizar o mesmo trabalho. Isto pode levar a um maior armazenamento de gordura, e a libertação lenta de gordura também reduza.

O Cortisol não causa a gordura da barriga, mas quando é associado com a insulina, desempenha um papel enorme no processo.

3) Quando o cortisol é associado com HGH (Hormônio de Crescimento Humano), catecolaminas (adrenalina e noradrenalina), e níveis mais baixos de insulina, atua mais como Dr. Jekyll, aumentando a perda de gordura.

Isso ocorre porque esses hormônios em combinação aumentam a velocidade de liberação da gordura e elevam a sua queima.

“Este estado de cortisol elevado com HGH e catecolaminas, juntamente com baixa insulina, é extremamente benéfico para a perda de gordura.”

Este estado ocorre em jejum de curto prazo e exercício de alta intensidade e curta duração.

É por isso que, jejuns curtos durante a noite ou jejuns de dia (12-24 horas), e exercícios de alta intensidade e curta duração (20 minutos de treinamento de corrida) são muito benéficos para muitos, em seus objetivos de perda de gordura.

Reduzir o cortisol durante o exercício não é sábio, mas suprimi-lo após o exercício pode ajudar no equilíbrio catabólico-anabólico no corpo. Comer logo após o exercício, fazer atividade relaxante após movimento intenso, e o uso de suplementos como BCAA e/ou proteína de soro funcionam melhor juntas para alcançar o efeito desejado.

4) O cortisol contribui e pode diretamente causar desejos.

Os hormônios do estresse estão associados com o que os neurocientistas chamam de “transtornos de desejo” do cérebro. Este é um estado que é frequentemente ativado sob estresse, onde os centros de recompensa de curto prazo, do cérebro, são ativados e os centros de motivação são suprimidos.

O cortisol interage direta ou indiretamente com o neuropeptídeo Y (NPY), estimulando o apetite.

O cortisol está associado ao desejo por alimentos doces, salgados e gordurosos.

5) O cortisol está intimamente relacionado com a função da tireóide.

Cortisol é necessário para sensibilizar os receptores da tiróide ao hormônio tireoidiano. Portanto baixo cortisol atrapalha sinalização normal da tireóide levando a hipotireoidismo.

 

Síntese da T3 Reversa a partir de T4 por deiodinação. Síntese de T3 e T2 também são mostradas

Altos níveis de cortisol diminuem a conversão de tiroxina (T4) a triiodotironina (T3) e aumenta os níveis de hormônio da tireóide reversa (rT3). Juntos, isso significa menor a função da tireóide e hipotireoidismo.

Para a função tireoidiana ideal você não deve ter cortisol muito alto ou muito baixo.

6) Aumentam o cortisol

  • Exercício de alta intensidade e de curta duração.
  • Exercício de moderada intensidade e de longa duração.
  • Pular refeições pode aumentar o cortisol. Na alimentação, o que se acredita é que seja uma resposta imunitária protetora. No caso de falta de refeições, ele é liberado para ajudar liberação de gordura e açúcar. O grau de tais respostas é variável de pessoa para pessoa. No jejum intermitente temos elevação de cortisol com diminuição de insulina e elevação de hormonio do crescimento o que favorece queima de gordura
  • Privação do sono, estresse de curto prazo
  • As respostas imunes de infecção ou inflamação podem causar altos níveis de cortisol.
  • A raiz de alcaçuz ou Licorice aumenta a meia-vida de cortisol no organismo e é frequentemente usada por médicos alternativos em pessoas com baixas reservas de cortisol.
  • Hidrocortisona ou cortisol derivado de planta (Isocort) são ambos frequentemente utilizados para aqueles com baixos níveis de cortisol.
  • O uso de álcool
  • Café
  • Vitamina B5,

7) Reduzem  e modulam o cortisol

  • Caminhada por lazer, não andando por andar. (Especialmente na floresta).
  • O sono, cochilos e massagem.
  • Descanso, relaxamento e riso.
  • Meditação, tai chi, yoga restauradora/alongamento (não a power yoga).
  • Afeição física, o tempo com os entes queridos e animais de estimação.
  • Sauna, banhos quentes, e terapias de spa.
  • Chás GABAérgicos de ervas (erva-cidreira, maracujá, valeriana, camomila, calota craniana, Yogi da Bedtime Tea).
  • Comer. Tudo o que eleva a insulina irá suprimir o cortisol em algum grau. Por isso os alimentos ricos em amido e alimentos ricos em proteínas pode m diminuir o cortisol
  • Proteína Whey e suplementos de BCAA
  • Fosfatidil Serina e Relora (um complexo de extratos específicos de Phellodendron amurense e de Magnolia officinalis, utilizado para regular os níveis de cortisol).
  • Magnésio. Por via oral ou através de banho (ou seja, sais de Epsom)
  • Chá verde (teanina)

8) Equilibram o cortisol e a função do estresse adrenal.

  • Os ginsengs: Ginseng Asiático (Panax), ginseng siberiano (Eleutherococcus)
  • Rhodiola Rosea
  • Shizandra (ginseng chinês)
  • Ashwagandha (ginseng indiano)
  • Maca (ginseng peruano)
  • Tulsi (Manjericão)
  • Sódio, vitamina C, zinco, magnésio

9) Dosagem do cortisol.

  • Melhor avaliado através da saliva, de modo a captar o hormônio livre e capturar o seu ritmo circadiano natural mas pode ser mensurado no sangue ate´1 hora depois de acordar em jejum de 8 horas
  • Pode se fazer a curva de cortisol na saliva com 3 a 4 dosagens ao longo do dia. A resposta natural é elevado pela manha e diminuído a noite
  • Inversão nesta curva pode indicar fadiga adrenal crônica principalmente se tivermos sintomas como fadiga matinal persistente pela manha com melhora da energia a noite

10) Outros fatos interessantes.

– A doença que cursa com baixíssimo nível de cortisol é chamada “Doença de Addison”. É um doença auto imune onde as glândulas supra renais passam a produzir quantidades muito diminuídas de cortisol. Cortisol no sangue dosado pela manha abaixo de 3 associado a fadiga extrema merece melhor investigação por endocrinologista. Uso prévio de corticóides sintéticos como dexametasona, prednisona, prednisolona e betametasona por exemplo podem deixar o cortisol baixo ao fim do uso e falsear o resultado

– A doença que cursa com elevado nível de cortisol é chamada “Doença de Cushing”. Os indivíduos tendem a ter um rosto redondo, o acúmulo de gordura na parte superior das costas, e uma grande barriga redonda. Eles também tendem a desenvolver “estrias roxas” ou estrias. Esta doença é causada por um tumor produtor de cortisol.

– 11-Beta hidroxiesteróide desidrogenase tipo 1 (11-beta-HSD1) é uma enzima presente na gordura e outras células que convertem cortisona inativa em cortisol ativo. Isto é importante, porque significa que o tecido adiposo pode produzir o seu próprio cortisol.

– Por causa da ação da 11-beta HSD-1 , os indivíduos podem estar sofrendo os efeitos de níveis elevados de cortisol em áreas locais, tendo perfis hormonais normais de cortisol.

– A curcumina é um potente inibidor de HSD-1 em modelos animais, e é usada na clínica de efeito metabólico, em obesidade e gordura da barriga clinicamente resistente.

FONTES:

http://www.metaboliceffect.com/hormones-stress-cortisol/

-http://www.aboutcushings.com/pt/understanding-cushings-disease/causes-and-differences.jsp

http://www.news-medical.net/health/Addisons-Disease-Symptoms-(Portuguese).aspx

http://shop.metaboliceffect.com/products/20-train-your-mind-change-your-body.aspx

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19804814

http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0049976

Acréscimo de ovos à dieta pode impulsionar o crescimento dos bebês em situação de risco

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Marilynn Larking

NOVA YORK (Reuters Health) – A introdução de ovos na alimentação melhorou substancialmente o crescimento dos bebês entre seis e nove meses de idade no Equador, e pode fazer o mesmo em outras regiões com escassez de recursos, afirmam pesquisadores.

“Globalmente, existem 162 milhões de crianças com atraso no desenvolvimento, o que as coloca em risco de ter um desenvolvimento cerebral insuficiente, de contrair doenças infecciosas e de morte”, disse à Reuters Health a Dra. Lora Iannotti, da Washington University, em St. Louis, Missouri.

“Em nossa opinião”, disse ela por e-mail, “a principal descoberta neste estudo foi o aumento importante do crescimento linear de 0,63 da pontuação Z do comprimento comparado à idade (curva de crescimento da OMS) e uma redução de 47% na prevalência de atraso ou parada do crescimento – mais de um terço acima do que tem sido observado em todo o mundo com as estratégias de alimentação complementar”.

“As intervenções nutricionais convencionais, como o consumo de suplementos ou alimentos enriquecidos, não surtiram um efeito dessa magnitude”, acrescentou a Dra. Lora. “Os ovos fornecem muitos nutrientes, como a colina e outros fatores de crescimento, em matrizes de alta biodisponibilidade”.

A Dra. Lora e colaboradores randomizaram bebês de seis a nove meses para comerem um ovo por dia durante seis meses (83 bebês) ou não receberem nenhuma intervenção (controle, 80 bebês). Ambos grupos receberam mensagens de marketing social incentivando sua participação. Todas as famílias foram visitadas semanalmente para a distribuição dos ovos, e para o monitoramento do consumo de ovos (apenas para o grupo recebendo os ovos) e dos sinais e sintomas de morbidade.

Conforme informado on-line em 7 de junho no periódico Pediatrics, a intervenção com os ovos aumentou o valor da pontuação Z do comprimento comparado à idade em 0,63 e a pontuação Z do peso para idade em 0,61. A prevalência de atraso ou parada do crescimento foi reduzida em 47% dos casos, e a de baixo peso em 74% dos casos.

As crianças no grupo da intervenção comeram mais ovos do que os controles. Ao longo do tempo, os dois grupos aumentaram o consumo de alimentos ou bebidas açucaradas e refrigerantes. No entanto, no grupo recebendo os ovos, a prevalência do consumo referido de alimentos como chocolate, doces, bolos e biscoitos, foi 29% menor do que no grupo controle (P = 0,032) ao final do estudo.

O consumo de refrigerantes não foi significativamente menor no grupo recebendo ovos (10% contra 14%, P = 0,137).

Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos em termos de consumo de outros alimentos, e não houve registro de alergia a ovo.

A campanha de marketing social foi uma das chaves para o sucesso da intervenção, disse a Dra. Lora. “Mensagens e símbolos culturalmente apropriados foram cuidadosamente elaborados e direcionados para a comunidade indígena mista. Apesar de ter havido uma erupção vulcânica no meio do ensaio clínico, tivemos apenas 7% de perda de acompanhamento”.

“Outro fator fundamental de sucesso foi a introdução precoce de ovos no período da alimentação complementar, dos seis aos nove meses”, acrescentou. “O Ministério da Saúde Pública do Equador recomendara anteriormente a introdução alimentar de ovos após um ano de idade”.

“Com os resultados do nosso estudo, e as evidências crescentes na literatura mitigando as questões relacionadas com as alergias e com o colesterol”, observou a Dra. Lora, “a orientação foi modificada para incentivar a introdução dos ovos aos sete meses de idade”.

“Nesta população andina, e em outras ao redor do mundo, os ovos são apreciados e reconhecidos como um alimento de baixo custo e de alta qualidade. As descobertas sugerem que os ovos podem contribuir consideravelmente para os objetivos da ONU de reduzir o atraso ou a parada do crescimento e de enfrentar a fome oculta”, concluiu a médica.

A Dra. Lona Sandon, professora-assistente de nutrição clínica no UT Southwestern Medical Center, em Dallas, observou que o estudo “foi feito em uma população com baixa segurança alimentar, com dificuldade para obter comida suficiente (calorias e proteínas) para uma saúde e crescimento ideais”.

“É notável que algo tão simples como o acréscimo de um ovo por dia à dieta possa levar ao aumento do crescimento”, disse a Dra. Lona à Reuters Health.

“Os ovos são uma ótima fonte de proteínas e uma das fontes proteicas de menor custo, o que os torna um alimento de acesso fácil para as pessoas que vivem em situação de baixa segurança alimentar”, disse ela por e-mail. “Os ovos são um alimento básico incluído nos pacotes dos programas alimentares para mulheres, bebês e crianças nos EUA”.

“A preocupação com a alergia ao ovo pode não se justificar nesta população”, disse a Dra. Lona. “A prevalência de alergias alimentares parece ser menor nas populações de baixa renda por razões não completamente entendidas. Além disso, as pesquisas atuais com outros alimentos que causam alergias sugerem que a introdução alimentar precoce pode ajudar a sensibilizar as crianças, prevenindo futuras reações alérgicas “.

“A conclusão”, disse a Dra. Lona, “é que os ovos podem ser introduzidos precocemente de forma segura, e são uma maneira barata de fornecer nutrientes de qualidade que podem ajudar a reduzir o atraso ou a parada do crescimento, melhorando assim o crescimento e o desenvolvimento da criança”.

Na época do estudo, dois coautores trabalhavam para o financiador do estudo, The Mathile Institute.

Fonte: http://bit.ly/2qXAL3v

Pediatrics 2017.

Sinais e sintomas da menopausa podem ser piores para mulheres obesas

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Lisa Rapaport

(Reuters Health) – Mulheres obesas podem ter sinais e sintomas de menopausa mais graves, como ondas de calor e suores noturnos, do que as mulheres mais magras, sugere um estudo brasileiro.

Os pesquisadores compararam os sinais e sintomas da menopausa em mulheres com peso saudável aos em mulheres com excesso de peso ou obesidade, e descobriram que três sinais e sintomas pioraram progressivamente à medida que o peso destas mulheres aumentou: ondas de calor e sudorese noturna, dores mioarticulares e problemas vesicais.

“A intensidade das ondas de calor aumentou proporcionalmente ao aumento do índice de massa corporal (IMC), e a obesidade teve grande impacto nas atividades diárias, como a interrupção involuntária das tarefas de trabalho e a diminuição do desempenho geral”, afirmou a autora do estudo Dra. Lucia Costa-Paiva, da Universidade de Campinas, em São Paulo.

“Houve também menor nível de atividades de lazer entre estas mulheres”, disse a Dra. Lucia por e-mail. “Assim, isto acrescenta fortes evidências para incentivar as mulheres a perderem peso”.

As mulheres entram na menopausa quando param de menstruar, o que geralmente ocorre entre os 45 e 55 anos de idade. À medida que os ovários reduzem a produção dos hormônios estrogênio e progesterona, nos anos que antecedem e sucedem a menopausa, as mulheres podem apresentar sinais e sintomas que variam de ressecamento vaginal a alterações do humor, dor articular e insônia.

Pesquisas recentes descobriram que 57% das mulheres entre 40 e 64 de idade em todo o mundo sentem ondas de calor, 60% se queixam de disfunção sexual, 62% têm dor mioarticular e 50% têm problemas de sono, observam os autores do estudo no periódico Menopause.

Os médicos acreditavam há muito tempo que a obesidade poderia proteger contra as ondas de calor porque o tecido adiposo aumenta a reserva de estrogênio do corpo, hormônio que pode ajudar a contornar a gravidade desses sintomas, disse a Dra. Lucia. Porém, o estudo atual baseia-se em pesquisas mais recentes que apontam na direção oposta, sugerindo que a obesidade pode piorar as ondas de calor porque a gordura funciona como um isolante térmico que retém o calor no corpo, disse a pesquisadora.

Com o objetivo de avaliar a relação entre a obesidade e a gravidade dos sinais e sintomas da menopausa, Dra. Lucia e colaboradores examinaram os dados de questionários de 749 mulheres brasileiras entre 45 e 60 anos de idade. As mulheres graduaram os sinais e sintomas de zero (significando nenhum problema) a quatro pontos (significando problemas muito graves). As participantes tinham cerca de 53 anos de idade, em média, e em geral entraram na menopausa por volta dos 47 anos. Enquanto a maioria das mulheres, 68%, estava no período após a menopausa, cerca de 16% ainda não tinham entrado na menopausa, e outras 16% encontravam-se no meio do processo.

O estudo incluiu 288 mulheres com IMC abaixo de 25, que os pesquisadores classificaram como peso normal ou saudável, 255 mulheres acima do peso (com IMC de pelo menos 25 e menor que 30), e 206 mulheres obesas com IMC igual ou maior que 30. Não foi um estudo controlado projetado para provar se ou como a obesidade altera a frequência ou a gravidade dos sinais e sintomas da menopausa. Outra limitação da pesquisa foi o fato dela ter se baseado na exatidão das lembranças das mulheres e no relato delas sobre experiências pretéritas e sinais e sintomas associados, observam os autores.

“Até o momento, não há evidências de que a perda de peso possa reduzir os sinais e sintomas da menopausa, pois ainda não foi feito nenhum ensaio clínico”, disse a Dra. Susan Davis, pesquisadora de saúde da mulher na Monash University, em Melbourne (Austrália), que não participou do estudo .

“Mas nós incentivamos a perda de peso na meia-idade para as mulheres com sobrepeso no intuito de diminuir os riscos de doenças cardiovasculares, diabetes e câncer de mama”, disse a Dra. Susan por e-mail.

As pesquisas que relacionam a obesidade com a piora dos sinais e sintomas da menopausa começaram a surgir há mais de uma década, observou a Dra. Mary Jane Minkin, pesquisadora em saúde reprodutiva da Yale Medical School em New Haven, Connecticut, que também não participou do estudo.

“A teoria é que o calor é gerado por mecanismos centrais, e as mulheres acima do peso têm maior isolamento térmico, de modo que o calor não pode ser dissipado, e elas ficam mais quentes”, disse a Dra. Mary Jane por e-mail.

Perder peso pode ajudar a diminuir as ondas de calor e as dores mioarticulares associadas à menopausa, que podem ser exacerbadas pelos quilos extras, acrescentou a Dra. Mary Jane.

FONTE: http://bit.ly/2rV8pua

Menopause 2017.

Las dietas pensadas para bajar de peso no deben retirar los lácteos

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Sino ajustarlos a las necesidades.

Sino ajustarlos a las necesidades.

En los últimos cuatro años, el consumo de lácteos en España ha disminuido un 4% debido a diferentes causas, entre las que se encuentran algunos mitos y modas como retirar los lácteos de las dietas pensadas para bajar de peso, cuando este tipo de alimentos son “perfectamente ajustables a estas (con desnatados) y no hay necesidad de quitarlos”, según ha subrayado el catedrático del Departamento de Bioquímica y Biología Molecular II en la Universidad de Granada, Ángel Gil.

Además de retirar estos productos de las dietas, hay una tendencia a sustituirlos por otros vegetales, un hábito que ha fomentado su descenso en el consumo, a pesar de que los lácteos aportan “más de un 50% de calcio, más de un 20% de proteínas y más de un 30% de vitaminas”, según ha explicado el presidente de Inlac, José Armando Tellado. Esto va unido a un descenso de la calidad alimentaria y del ejercicio físico, un hecho que desencadena en un aumento del sobrepeso y la obesidad.

En España, el consumo de lácteos es menor de lo que debería corresponderle a cada persona, por lo general 3 raciones, aunque hay grupos en los que esta cantidad puede variar, como adolescentes, embarazadas y deportistas, que deben tomar de 3 a 4; o los niños, donde las cantidades las ajustará el pediatra en función de sus necesidades, según la doctora en Farmacia y catedrática de Nutrición en la Universidad Complutense de Madrid, Rosa María Ortega.

En concreto, la experta ha señalado que lo recomendable son entre 200 y 250 mililitros de leche, de 1 a 2 unidades de yogur y, en el caso del queso, dependerá de lo curado que esté (cuanto más curado, menos cantidad). Sin embargo, Ortega ha añadido que esto es algo orientativo, pues hay que buscar lo más adecuado para cada persona.

La especialista también ha querido destacar que aunque el sobrepeso es un problema multifactorial, pues está relacionado con diferentes causas (sedentarismo, dietas inadecuadas, etc.), se ha observado en diferentes estudios que las personas con sobrepeso toman menos lácteos, a pesar de que “estos deben estar en la dieta para controlar el peso”.

En esta línea, la Unión Europea ha reflejado en su ‘Libro Blanco’ que, “en las tres últimas décadas, se ha producido un acusado aumento del sobrepeso y la obesidad en la población de la UE, especialmente en niños, una situación que delata el deterioro paulatino de la calidad de la alimentación y la escasa actividad física de la población de la UE en su conjunto, esperando así un futuro aumento de enfermedades crónicas (…) A largo plazo, esta tendencia reducirá la esperanza de vida y, en muchos casos, la calidad de vida en la UE”.

Por todo ello, es imprescindible tomar medidas para que se recupere el consumo de tres lácteos al día, pues dentro de una alimentación variada estos deben representar una fuente importante de nutrientes, según ha recordado Ángel Gil, y este ha sido el principal motivo para impulsar ‘Di que sí al menos a 3 lácteos al día, una vida activa, una dieta sana y equilibrada’, una iniciativa puesta en marcha por Inlac con el apoyo de la Unión Europea y del Ministerio de Agricultura y Pesca, Alimentación y Medio Ambiente.

Bajo el ‘Programa de promoción de la leche y los productos lácteos en el marco de unas prácticas dietéticas adecuadas’ se van a poner en marcha una serie de actuaciones, con el objetivo de fomentar la presencia de la leche y los productos lácteos en la alimentación de los españoles, siempre dentro del marco de unas prácticas dietéticas adecuadas, como ha indicado la directora gerente de Inlac, Águeda García-Agulló.

De esta manera, a través de spots en los diferentes medios de comunicación y en salas de cine, así como en los medios online, se pretende mejorar la percepción que los consumidores tienen de la leche y los productos lácteos, apoyándose en mensajes científicamente avalados por un Comité Científico Pluridisciplinar y explicando que hay un lácteo adecuado para cada edad y cada persona.

El brócoli, posible arma secreta contra la diabetes (Sci Transl Med)

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El sulforafano, un compuesto natural que se encuentra en los vegetales crucíferos, amortigua la producción de la glucosa por las células hepáticas.

El sulforafano, un compuesto natural que se encuentra en los vegetales crucíferos, amortigua la producción de la glucosa por las células hepáticas.

El extracto concentrado de brotes de brócoli puede ayudar a los pacientes con diabetes tipo 2 a controlar su azúcar en la sangre, según un nuevo estudio publicado en “Science Translational Medicine”. Los resultados de la investigación podrían ofrecer una alternativa muy necesaria para abordar la enfermedad, que se ha convertido en una epidemia mundial.

La diabetes tipo 2 afecta a más de 300 millones de personas en todo el mundo y hasta el 15% de los pacientes no pueden tomar el fármaco de primera línea metformina debido a los riesgos de daño renal. Buscando un camino más viable, Annika Axelsson, del Lund University Diabetes Centre, en Malmö, Suecia, y sus colegas utilizaron un enfoque computacional para identificar compuestos que podrían contrarrestar los cambios de expresión génica asociados a la diabetes tipo 2.

Los investigadores construyeron una firma para la diabetes tipo 2 basada en 50 genes y usaron conjuntos de datos de expresión disponibles públicamente para analizar 3.852 compuestos para fármacos que potencialmente podrían revertir la enfermedad. El compuesto químico más prometedor –el sulforafano, un compuesto natural que se encuentra en los vegetales crucíferos– amortiguó la producción de la glucosa por las células hepáticas que crecen en cultivo y desplazó la expresión génica del hígado lejos de un estado enfermo en ratas diabéticas.

Cuando los científicos dieron extractos concentrados de brócoli a 97 pacientes con diabetes tipo 2 en un ensayo controlado con placebo de 12 semanas, los participantes obesos que ingresaron en el estudio con enfermedad mal regulada demostraron niveles de glucosa en sangre en ayunas significativamente menores que los controles. Los autores dicen que desarrollar las firmas genéticas para investigar grandes depósitos públicos de datos de expresión génica podría ser una estrategia valiosa para identificar rápidamente compuestos clínicamente relevantes.

El consumo habitual de café o té puede ayudar a proteger al hígado de fibrosis progresivas (J Hepatol)

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Se asocia significativamente con una menor rigidez hepática.

Se asocia significativamente con una menor rigidez hepática.

El consumo habitual de café o té, aunque sea de forma moderada, puede servir para proteger al hígado de una fibrosis progresiva que derive en una enfermedad hepática avanzada, según los resultados de un estudio del Erasmus MC University Medical Centre de Rotterdam (Países Bajos).

Los autores de este trabajo, que publica “Journal of Hepatology”, recuerdan que las enfermedades hepáticas crónicas están directamente relacionadas con hábitos de vida poco saludables que pueden favorecer la aparición de cirrosis tras una fibrosis progresiva causada por la cicatrización del hígado.

“En las últimas décadas nos hemos desviado hacia hábitos de vida menos saludables, con más sedentarismo, menos actividad física y peores dietas”, ha explicado Louise Alferink, una de las autoras de este trabajo.

Además de favorecer una epidemia de obesidad, también ha propiciado un rápido aumento de enfermedad del hígado graso no alcohólico, causando un daño hepático por la acumulación de grasa similar al que puede causar el consumo de alcohol.

Investigaciones previas sugerían que el café podía resultar beneficioso para la salud a la hora de reducir los niveles de enzimas hepáticas y el riesgo de cirrosis, hepatitis virales o cáncer de hígado. Aunque las causas son todavía desconocidas, se cree que puede deberse al potencial antioxidante de esta bebida, pero los autores querían observar si su consumo podía repercutir en la rigidez hepática.

Para ello, se recopilaron datos de 2.424 participantes de un gran estudio que incluía a población de más de 45 años de un suburbio de Rotterdam. Todos ellos se sometieron a una extensa evaluación física, incluyendo datos antropométricos, análisis de sangre e imágenes hepatológicas extraídas mediante una ecografía abdominal y una prueba que mide la rigidez hepática.

Además, completaron un cuestionario para evaluar la frecuencia de consumo de hasta 389 alimentos que, entre otros, daba información detallada sobre el consumo de café y té estableciendo tres categorías: ninguno, moderado (menos de 3 tazas al día) y frecuente (más de 3). En el caso del té se distinguió entre el verde, negro u otros tipos.

Los investigadores encontraron que el consumo frecuente de café se asoció significativamente con una menor rigidez hepática, es decir, menos cicatrización del hígado independientemente del estilo de vida y las características metabólicas y ambientales.

Cuando observaron el rango completo de valores de rigidez hepática, encontraron que tanto el consumo frecuente de café como cualquier consumo de té, incluso en pequeñas cantidades, se asociaba significativamente con menores valores de rigidez hepática.

Por último, aunque no se encontró una asociación directa entre el café o el té y la presencia de acumulación de grasa en el hígado, el efecto del café sobre la reducción de la rigidez hepática fue significativo tanto en el grupo con y sin grasa hepática.

Los autores aseguran que el consumo habitual de café y té parece tener efectos beneficiosos sobre la prevención de la cicatrización del hígado incluso antes de que se haya desarrollado una enfermedad hepática manifiesta. Sin embargo, añaden, es necesario analizar estos datos con cautela ya que, por ejemplo, la muestra poblacional sólo incluyó personas de raza blanca, lo que impide sacar mayores conclusiones.

Could cash rewards boost weight loss?

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Experts say they could provide a low cost strategy to improve population health.

Using a payment/rewards programme may help to improve weight loss when combined with an evidence-based weight loss programme, according to the findings of a new study published in  Social Science and Medicine .

In the Incentives for Obesity (TRIO) trial, 161 overweight or obese individuals were randomised to either a control or reward arm of a four-month weight loss programme at the LIFE (Lifestyle Improvement and Fitness Enhancement) Centre at Singapore General Hospital. Those in the reward arm paid a fee of S$165.00 (€107) to access a programme that provided rewards of up to S$660 (€427) for meeting weight loss and physical activity goals.
Average weight loss was more than twice as great in the reward arm compared to the control arm at month 4 (3.4kg versus 1.4 kg). At months 8 and 12, weight loss remained greater in the reward group (3.3kg versus 1.8kg and 2.3kg versus 0.8kg, respectively).

“This study shows that the enhancement and maintenance of weight loss is feasible through a rewards programme with participant ownership, coupled with an evidence-based, medical weight loss programme,” said Dr Kwang Wei Tham, director of the LIFE Centre and senior consultant at the Department of Endocrinology, Singapore General Hospital.