medicina natural

#Manejo da fascite plantar e como a acupuntura pode ajudar

Postado em

fascite plantar

Manejo da fascite plantar e como a acupuntura pode ajudar

A fáscia plantar é uma faixa de tecido conjuntivo que se estende da base do osso calcâneo (calcanhar) por toda planta do pé. É uma banda fibrosa e firme que sustenta e mantém o arco plantar de pé. A fascite plantar é um distúrbio doloroso muito comum que afeta o calcanhar e a planta do pé. Aproximadamente 10% das pessoas desenvolvem fascite plantar em algum momento da vida. Geralmente está associada à obesidade, ao trabalho por ficar em pé longos períodos, pés planos ou cavos, falta de atividade física, distúrbio de pisada durante a prática esportiva, diferença significativa de comprimento dos membros inferiores, esporão de calcâneo, encurtamento do tendão de Aquiles e ainda o uso de calçados impróprios.

Trata-se de uma desordem no local de inserção dos ligamentos no osso e se caracteriza pela cicatrização, inflamação ou destruição estrutural degenerativa da fáscia plantar do pé. É frequentemente causada pela lesão por esforço repetitivo da fáscia plantar, que se intensifica quando não há amortecimento de impacto, e piora com o exercício físico, o peso ou a idade. Costuma ter início insidioso, sem relação com trauma. Em geral, a dor é pior pela manhã, logo aos primeiros passos, e o paciente refere incapacidade para apoiar o pé no chão, já que a sustentação de peso aumenta a pressão sobre a fáscia e comprime a região afetada. A dor é sentida como em “facada”, na borda frontal inferior do osso do calcanhar, e tende a diminuir ao caminhar, tornando-se maçante durante todo o dia. O arco do pé é muito tenso e sensível à digitopressão, assim como a borda interna da almofada do calcanhar. Eventualmente, nota-se a presença de edema leve e eritema na região afetada.

O diagnóstico é essencialmente clínico e tem como base história e exame físico. Os exames de imagem ajudam a fazer o diagnóstico diferencial. O tratamento preconizado é conservador e, além da analgesia, é principalmente voltado para a eliminação da causa e dos fatores agravantes.

  • Repousar e evitar atividades que agravam a dor;
  • Controle do peso corporal;
  • Usar calçado confortável e evitar andar descalço em superfícies rígidas. Evitar calçados planos e dar preferência a um tênis com bom sistema de amortecimento no calcanhar, considerando o uso de palmilhas para cada tipo de pé;
  • Exercícios de alongamento e técnicas complementares de fisioterapia;
  • Órteses;
  • Tratamento farmacológico: anti-inflamatórios, sempre com prescrição médica, que irá ajudar no alívio da dor;
  • Acupuntura
  • Terapia por Ondas de Choque
  • Infiltração com anestésico (como a lidocaína) ou agulhamento seco;
  • Infiltração com corticoesteroides
  • Em último caso, tratamento cirúrgico, que nem sempre tem bons resultados (Fasciotomia plantar).

Há um número limitado de estudos científicos que analisam o uso da acupuntura no tratamento de distúrbios do pé. Existem evidências de que o tratamento com acupuntura traz benefícios consideráveis no alívio da dor, combinado ou não com o tratamento convencional¹. A maioria dos estudos indica que a eletroacupuntura é mais eficaz que a padrão: os resultados podem ser mais rápidos e duradouros.

Uma revisão publicada em 2017 indica que o tratamento é seguro e eficaz, reduzindo a dor a curto prazo (quatro a oito semanas), mas não existem evidências de que o tratamento seja eficaz a longo prazo².

Para a Medicina Tradicional Chinesa, o quadro tem origem no acúmulo de frio e umidade na região dolorida, associado à má circulação de sangue e energia nos locais afetados. Na prática clínica utilizamos pontos locais para analgesia, pontos à distância que têm ação específica para a patologia e pontos que tratam a condição básica causadora da doença. O tratamento é feita uma ou duas vezes por semana, e o paciente costuma sentir alívio da dor por um período curto logo ao final da sessão, alívio este que vai com o passar do tempo durar períodos cada vez mais longos. É preciso reforçar a necessidade de seguir o tratamento convencional voltado para o cuidado com o peso, os calçados e o alongamento, além das recomendações próprias da Medicina Tradicional Chinesa. Infelizmente todo o suporte terapêutico oferecido não é capaz de evitar a recorrência do quadro doloroso caso não sejam feitas as modificações necessárias.

 

Autora:

Referências:

  1. Clark RJ, Tighe M. The effectiveness of acupuncture for plantar heel pain: a systematic review. Acupuncture in Medicine 2012;30:298-306.
  2. Thiagarajah, AG. How effective is acupuncture for reducing pain due to How effective is acupuncture for reducing pain due to plantar fasciitis? Singapore Med J 2017; 58(2): 92-97 .
Anúncios

#Acupuntura para tratamento de cefaleia.

Postado em

homem sentado com mão na cabeça

Acupuntura para tratamento de cefaleia.

A maioria das pessoas sofre ocasionalmente de dores de cabeça e considera isso uma situação normal. A dada altura, a cefaleia tende a tornar-se um problema, quando intensa e/ou frequente. Basicamente, as cefaleias podem ser divididas em aguda, sub agudas e crônicas. No caso das crônicas, todas tem uma base neurobiológica, são incapacitantes e diminuem a qualidade de vida.

Existem vários tipos de cefaleia e, quase 90% das cefalalgias encontradas nos ambulatórios diariamente, se encaixam no grupo das cefaleias crônicas. As formas clínicas mais frequentes são a enxaqueca com ou sem aura, a cefaleia do tipo tensional e a cefaleia em salvas. Apesar disso, a maioria dos pacientes chamem de enxaqueca toda e qualquer cefaleia recorrente. Existe ainda um tipo importante que é a cefaleia por uso excessivo de medicamentos. Trata-se de uma cefaleia secundária, mas que ocorre apenas como complicação de uma cefaleia pré-existente, em geral, do gênero enxaqueca ou cefaleia tipo tensão.

Enxaqueca

A enxaqueca realmente constitui um dos tipos mais frequentes de cefaleia, e por ser uma patologia crônica, ocasiona uma série de alterações comportamentais que desencadeiam consequências físicas, sociais e psicológicas nos indivíduos afetados.

A prevalência da enxaqueca varia de 12% a 16% na população geral, sendo mais comum em mulheres do que nos homens (proporção de 3:1).  As enxaquecas geralmente ocorrem dentro dos grupos familiares. Em geral, 60% das pessoas que tem enxaqueca possuem um membro próximo da família que também têm. Contudo, não quer dizer com isto que é um distúrbio genético ou hereditário, e sim, uma predisposição genética ou padrão aprendido de comportamento.

A OMS coloca a enxaqueca como uma das vinte enfermidades que mais provocam ausências laborais. Pessoas que sentem enxaqueca perdem, ao ano, trinta dias de trabalho, com uma média de três crises por mês. Cada uma dessas crises pode durar de quatro a setenta e duas horas. Isto representa prejuízos importantes em termos econômicos.

Dessa forma, a cefaleia recorrente é incapacitante e não só constitui um problema para quem a sofre, como também para quem tem convívio constante com essas pessoas como a família, os colegas de trabalho e os empregadores. Podem comprometer o estilo de vida do doente, não só durante as crises, mas também ao tentar evitá-las. Assim sendo, as cefaleias episódicas podem provocar um impacto contínuo da qualidade de vida dos indivíduos afetados.

O tratamento medicamentoso geralmente apresenta alto custo, resultados relativos e baixa tolerabilidade. Embora os medicamentos preventivos existam, eles não são necessariamente eficazes para todos os pacientes e podem causar efeitos colaterais graves. Apesar dos benefícios da medicação, muitos pacientes continuam experimentando a angústia e o rompimento social. Por isso, muitos profissionais de saúde tem recomendado enfoques não farmacológicos para os cuidados para com as cefaleias.

Tratamento com acupuntura

O tratamento com acupuntura é indicado para todos os tipos de cefaleia que não estejam relacionadas com uma doença de base e que não tenham causa anatômica. Ou seja, é indicado para aquelas de origem energética (alteração nos meridianos de acupuntura) e inflamatória. É preciso lembrar a importância da anamnese, do exame neurológico e clínico na investigação.

Tratando cefaleia sem remédios: o que funciona?

Na grande maioria das vezes, o diagnóstico é clínico. Se respeitada esta tríade (anamnese, avaliação neurológica e clínica), os exames complementares, quando necessários, serão mais objetivos. Isso também vai fazer com eles sejam menos onerosos, propiciando um início de terapêutica mais precoce, beneficiando o paciente.

Em geral, trata-se com acupuntura as cefaleias do tipo enxaqueca e tensional, relacionadas ao estresse. As cefaleias devido ao uso abusivo de medicamentos também são tratáveis visto que o paciente durante o tratamento vai ficando cada vez mais confiante e diminui o uso dos medicamentos. A eficácia do método está em seu efeito analgésico e anti-inflamatório, tornando-se uma alternativa ao uso excessivo de medicamentos com bons resultados.

A revisão da Biblioteca Cochrane, publicada em 2016, mostra que a acupuntura pode ser considerada uma opção de tratamento para pacientes dispostos a se submeter a este método. Em termos de profilaxia, os ensaios disponíveis também sugerem que a acupuntura pode ser pelo menos tão eficaz quanto o tratamento com medicamentos profiláticos.

Quando o tema é cefaleia tensional, os resultados disponíveis na mesma revisão sugerem que a acupuntura é eficaz no tratamento de episódios frequentes de cefaleia ou de cefaleia crônica tensional, mas são necessários mais ensaios – particularmente comparando acupuntura com outras opções de tratamento.

Uma revisão publicada em 2013 (Archives of Health Investigation V.2 – 2013), analisando material publicado no período entre 1996 e 2012, evidencia que a acupuntura é eficaz no tratamento da cefaleia, reduzindo a necessidade de medicação, proporcionando analgesia, relaxamento, promovendo a liberação de opióides, produzindo efeitos homeostáticos e harmonizando psicologicamente o indivíduo. A acupuntura é destacada como uma terapia não medicamentosa efetiva para tratar a enxaqueca pois, além de controlar a dor, é uma especialidade segura, econômica e sem efeitos colaterais.

O tratamento inicialmente pode ser feito com sessões uma a duas vezes na semana, com duração de trinta a cinquenta minutos, e a escolha dos pontos será sempre individualizada e baseada no diagnóstico sindrômico da Medicina Tradicional Chinesa. Os resultados podem ser observados logo durante o primeiro mês de tratamento, dependendo da frequência e da intensidade das crises que o paciente apresentava antes de iniciar a acupuntura.

O objetivo é tornar as crises menos frequentes e menos intensas, de forma que a dor não seja incapacitante e permita ao paciente seguir seu ritmo de vida normal. Os pacientes tratados com acupuntura referem, além do alívio para as dores, melhora do sono, do humor, maior facilidade no relacionamento com a família e os amigos, melhor desempenho no trabalho e mais confiança para enfrentar os dissabores do dia a dia.

Autora:

 

#Questões simples sobre saúde

Postado em

estetoscópio pendurado no pescoço do médico

Questões simples sobre saúde

origem da Medicina Chinesa praticamente se perdeu no tempo, mas seus métodos subsistem até hoje a despeito de todo o conhecimento Ocidental, pois são fundamentados em séculos de prática diária que a ciência apenas tenta explicar.

Há evidências de uma cultura organizada habitando o centro-norte da China já há cerca de 3.300 anos antes de Cristo. E na China antiga, a evolução da Medicina se fez por observações e revisões sucessivas dos conhecimentos de cada Dinastia, acrescentando estas revisões aos textos antigos. Muita coisa desde essa época foi perdida e modificada devido às sucessivas invasões sofridas pelos povos do Ocidente, mas a essência permanece até a atualidade.

A principal e mais antiga fonte de conhecimento da Medicina Chinesa que resiste até hoje é o Huang Di Nei Jing, o Tratado Interno do Imperador Amarelo, que teria sido um rei sábio que conversa com seus médicos revelando dogmas da Medicina Chinesa. Divide-se em Su Wen (Questões Simples) sobre teoria médica (anatomia, fisiologia, etiologia e outros) e Ling Shu (Eixo Espiritual) sobre técnicas de Acupunturae tratamento de doenças.

Extremamente atual, é sobre o Tratado do Imperador Amarelo que quero falar neste artigo. Nele encontramos conceitos lógicos e coerentes sobre os estados de saúde e doença, mas que aparentemente foram esquecidos no tempo.

“O sábio não trata o indivíduo quando este adoece, trata-o antes da doença aparecer. Não administra um país em desordem, mas antes que se desordene. Medicar após o aparecimento da doença ou governar depois da desordem não é como começar a cavar um poço quando se sente sede, ou fundir armas quando a guerra já começou? Não é agir tarde demais?”.

Observe-se que já se falava em medicina preventiva desde a antiga China. Da mesma forma, deixo aqui mais um trecho do capítulo um, que fala sobre a Preservação da Energia Saudável:

“O Imperador Amarelo se dirigiu ao mestre Taoísta Qibo, dizendo: fiquei sabendo que nos tempos antigos as pessoas todas podiam viver por bem mais do que cem anos, e aparentavam estar muito bem de saúde e firmes nas ações; mas as pessoas nos tempos presentes são diferentes, não são tão lépidas no agir, já quando tem apenas cinquenta anos; qual a razão? Isto se deve à mudança dos princípios espirituais ou é causado pelo comportamento artificial do homem?”.

“Qibo respondeu: Aqueles que nos tempos antigos conheciam a maneira de conservar uma boa saúde, sempre nortearam seu comportamento do dia a dia de acordo com a natureza. Seguiam o princípio do Yin e do Yang (…). Eram capazes de modular sua vida diária em harmonia, de forma a recuperar a essência e a energia vital, portanto podiam se cuidar e praticar a maneira de preservar uma boa saúde. Seus comportamentos do dia a dia eram todos mantidos em padrões regulares tais como sua comida e bebida, mantidas em quantidades fixas, suas atividades diárias, em intervalos regulares. Nunca excediam no trabalho. Dessa forma podiam manter tanto no corpo como no espírito o substancial, e eram capazes de viver até uma idade avançada de mais de cem anos”.

E então o texto continua sobre como as pessoas “de hoje” são diferentes. É justamente isso que tanto converso com meus pacientes. Não adianta procurar somente a cura para os seus males, o alívio para as dores crônicas, se não há um movimento em direção à boa alimentação, aos exercícios físicos, à boa proporção entre trabalho e lazer, à harmonia entre corpo e mente.

É uma leitura verdadeira e apaixonante, que recomendo a todos que desejam praticar a medicina de forma integrativa, principalmente nesses dias em que vemos com tristeza o desmonte das clínicas de família. Sem desmerecer a tecnologia e a medicina baseada em evidências, sem desmerecer a pesquisa científica, só assim poderemos proporcionar conforto e bem estar aos nossos pacientes.

“Portanto, aqueles que forem capazes de conservar uma aspiração em repouso, não terão medo quando algo terrível ocorrer; aqueles que tenham corpos fortes não se sentirão cansados após o trabalho, e aqueles que tiverem um espírito tranquilo, sua energia primordial será moderada; seus desejos podem ser facilmente satisfeitos bastando que não tenham ambição insaciável”.

#Dor Complexa Regional: tudo que você precisa saber

Postado em

medica examinando paciente idoso

Dor Complexa Regional: tudo que você precisa saber

Dor complexa regional trata-se de uma condição debilitante que afeta os membros. Caracterizada por intensa dor, com comprometimento sensorial, motor, autonômico e trófico. Apresenta curso variado, que pode ser autolimitando ou estender-se por meses.

Divide-se em tipo 1 e tipo 2. No primeiro caso, existe um estímulo doloroso inicial, que pode ser uma lesão tecidual, fratura, cirurgia ou até mesmo imobilização prolongada. A dor não é limitada a distribuição de um único nervo periférico. No tipo 2, existe uma lesão nervosa definida previamente e os sintomas dolorosos ocorrem na distribuição específica de um nervo ou raiz nervosa.

Ambos são caracterizados por alodinia ou hiperestesia, que são desproporcionais em relação ao vento índice e acompanhados por edema e alterações vasomotoras da pele.

Epidemiologia:

Afeta igualmente todos os tipos de raças, sendo mais comum em mulheres (três vezes mais). Incidência de 26.2 a cada 100.000 pessoas, com pico entre 60-70 anos. O membro superior é mais afetado que o inferior e os principais eventos desencadeantes são cirurgia e fratura de membros.

Os fatores de risco mais relacionados com o surgimento da patologia incluem: osteoporose, migrânea, menopausa, uso de inibidores da enzima conversora da angiotensina e asma. Foi observado pior prognóstico em fumantes do que em não fumantes.

Manifestações clínicas:

Não existem testes diagnósticos que identifiquem a presença da dor complexa regional, apenas critérios baseados na história e exame físico do paciente.

Os sintomas surgem imediatamente, dias ou semanas após a injúria inicial, que em geral, concentram-se nas extremidades dos membros. Na maior parte das vezes, somente um membro é acometido, principalmente o superior. Quase 80% dos pacientes ficam livres dos sintomas em até 18 meses, seja espontaneamente ou com tratamento.

As queixas mais frequentemente relatadas são dor espontânea e desproporcional ao evento índice, que pode ou não respeitar um território nervoso a depender do subtipo. A dor piora com a movimentação do membro afetado, o que contribui para a imobilização e inutilização do mesmo pelo paciente. Pode culminar inclusive na negligência espacial e sensitiva do membro acometido em casos mais graves. Alterações de temperatura da pele, tanto mais quente ou fria, também é uma queixa comum.

Ao exame, cerca de 80-90% apresentam comprometimento motor, seja paralisia ou pseudoparalisia por desuso. Tremor e distonia também são frequentes, assim como espasmos musculares no membro afetado.

Hipoestesia é descrita em mais de 70% dos pacientes; hipotermoestesia e alteração da propriocepção podem ocorrer. Alodinia (dor ao toque) e hiperpatia (resposta exagerada a um estimulo doloroso) ocorrem em até 80% dos casos. Até 50% apresentam hiper-hidrose e edema por disfunção autonômica; descoloração, atrofia e mudança de temperatura da pele podem ocorrer tardiamente e relacionam-se com alterações vasomotoras. Tipo ou hipertricose e diminuição do crescimento das unhas podem ocorrer por disfunção simpática, porém são sinais menos importantes.

Critérios diagnósticos:

Os critérios diagnósticos foram criados em 1994 pela Association for the Study of Pain ( IASP) e posteriormente modificados em 2007. O diagnostico clínico é feito, então, quando os seguintes critérios são preenchidos:

– Dor contínua desproporcional ao evento inicial
– Ao menos um dos seguintes sintomas reportados em três ou mais das seguintes categorias:

  • Sensitiva: hiperestesia opulências alodinia
  • Vasomotora: assimetria de temperatura, alterações da coloração da pele ou assimetria de cor da pele
  • Sudomotora / edema: edema, alterações de sudorese ou assimetria de sudorese
  • Motora / trófica: diminuição da mobilidade, disfunção motora (paresia, distonia ou tremor) ou alterações tróficas (pele, pelos, unhas).

– Ao menos um sinal no momento da avaliação em dois ou mais das seguintes categorias:

  • Sensitiva: evidência de hiperalgesia, alodinia
  • Vasomotora: evidência de assimetria de temperatura maior que 1ºC, mudança ou assimetria na coloração da pele
  • Sudomotora / edema: evidência de edema, alterações ou assimetria de sudorese
  • Motora / trófica: evidência de diminuição da função motora, disfunção (distonia, tremor ou fraqueza) ou alterações tróficas (pele, unhas, pelos).

– Nenhum outro diagnóstico que possa explicar os sinais e sintomas acima descritos.

Diagnósticos diferenciais:

Os principais diagnósticos diferenciais são os listados abaixo:

– Neuropatia: pode apresentar-se com dor espontânea, alterações de coloração e temperatura da pele, bem como com disfunção motora. Se polineuropatia, a distribuição é simétrica, diferente da dor complexa regional. No entanto, uma mononeurite pode gerar confusões diagnósticas. Uma boa história e exame físico, em geral, são suficientes para a diferenciação.

– Oclusões vasculares arteriais ou venosas unilaterais: podem causar dor e alterações de coloração e temperatura da pele, assim como edema.
– Neuralgia pós-traumática: a maioria dos pacientes apresenta dor, porém não preenche os critérios diagnósticos para dor complexa regional.
– Radiculopatias ou plexopatias
– Distúrbio psiquiátrico

Tratamento:

Terapia ocupacional e fisioterapia:

Considerado o tratamento de primeira linha. Como a maioria destes pacientes desenvolvem cinesiofobia, a fisioterapia e a terapia ocupacional são de suma importância por encorajar e prover meios para a utilização do membro afetado em atividades diárias.

Terapia psicológica:

Dor crônica está frequentemente relacionada à ansiedade e depressão, que, se presentes, precisam ser tratadas para facilitar a reabilitação.

Terapia medicamentosa:

Alguns trials mostraram benefício no uso de corticoide quando administrado na fase aguda da dor complexa regional tipo 1. Alguns estudos mostraram que não há benefício em utilizar em pacientes com mais de 6 meses de sintomas.

Opioides são utilizados para o alivio da dor, com boa resposta. Gabapentina e amitriptilina, moduladores de dor neuropática também são utilizados, ainda que não haja estudos comprovando a eficácia dessas medicações.

Nifedipina, clonidina e beta bloqueadores são opções que mostraram-se efetivas em alguns pacientes, ainda que também não existam estudos com a utilização desses medicamentos.

Terapia analgésica e cirúrgica:

Indicadas quando não há resposta suficiente ao tratamento medicamentoso e fisioterápico. O bloqueio simpático alivia a dor e pode ser combinado com a utilização de toxina botulínica para prolongar a duração da analgesia. Simpatectomia pode ser realizada nos pacientes que respondem bem, porém transitoriamente ao bloqueio simpático.

Terapias emergentes:

Drogas imunomoduladoras, plasmaférese, uso de toxina botulínica e terapia hiperbárica com oxigênio são possíveis opções terapêuticas que ainda necessitam de estudos clínicos randomizados.

 

Referências:

  • Complex regional pain syndrome: a recent update- En Lin Goh; Swathikan Chidambaram; Daqing Ma. Burns and trauma; 2017
  • Complex Regional Syndromes Follow-up- Stephen A Berman; Anthony H Wheeler- 2018

#Garcinia for #Weight Loss: Modest Effect With Safety Caveats

Postado em

Gayle N. Scott, PharmD

Question

Is garcinia a safe and effective dietary supplement for patients hoping to lose weight?

Response from Gayle N. Scott, PharmD
Assistant Professor, Department of Physiological Sciences, Eastern Virginia Medical School, Norfolk, Virginia

Garcinia became a rock star in the dietary supplement world after a 2012 endorsement by television host Dr Mehmet Oz, who called it a “revolutionary fat buster.” (The endorsement was removed from the Dr Oz website following a Senate hearing on questionable weight loss products.[1]) Described as the “Oz effect,” Dr Oz’s endorsement of a dietary supplement usually has a substantial impact on product sales,[2,3,4] even when scientific evidence is not favorable.

Garcinia (Garcinia gummi-gutta, formerly known as Garcinia cambogia) is a small- to medium-sized tree native to India, Nepal, and Sri Lanka. Other common names include brindleberry, Malabar tamarind, and kudam puli (pot tamarind).[2] In the United States, garcinia products derived from the fruit are available as dietary supplements that are often promoted for weight loss. The major organic acid in the fruit is hydroxycitric acid (HCA), which is thought to account for the pharmacologic effects of garcinia. Animal research suggests that HCA may inhibit enzymes that synthesize fatty acids.[2]

A 2011 meta-analysis[3] reviewed nine clinical trials of garcinia extract (HCA) for weight loss; little research has been published since. The meta-analysis revealed a small yet statistically significant difference in weight loss in favor of HCA over placebo (mean difference: -0.88 kg; 95% confidence interval, -1.75 to -0.00, P < .05). This corresponds to about a 1% body weight loss in the HCA group compared with placebo,[3] in contrast to an average 3% weight loss in patients taking orlistat compared with placebo.[4] The study design showed considerable heterogeneity, and the duration of treatment and the dose of HCA used in the different trials varied widely. Two of the studies lasted 12 weeks, and the rest lasted 2-8 weeks. The persistence of weight loss and long-term safety with garcinia are unknown.[3]

The most common adverse effects reported were headache, nausea, and upper respiratory and gastrointestinal tract symptoms, but most of the trials reported no significant differences in adverse events between HCA and placebo.[3]

However, multiple case reports have implicated HCA-containing products in serious adverse reactions.[5] Hepatitis and hepatic failure requiring transplantation have been described in several case reports.[6,7,8] Serotonin toxicity in a 35-year-old woman who was also taking escitalopram has been reported.[9] Animal research suggests that HCA may increase serotonin levels.[10] Mania in patients with and without a history of psychiatric illness has been reported.[11]

The dietary supplements associated with these adverse effects often contained multiple ingredients, including HCA. For example, previous formulations of the combination weight loss product Hydroxycut® contained HCA along with various other supplements. Hydroxycut products that contained HCA have been associated with mania,[12] rhabdomyolysis,[13] hepatotoxicity, and other adverse effects.[14,15] Whether HCA or another Hydroxycut ingredient was responsible for the toxicities is unknown.[5]

Currently, not enough research is available to recommend garcinia or HCA-containing products for weight loss.

Currently, not enough research is available to recommend garcinia or HCA-containing products for weight loss. If garcinia or HCA-containing products are beneficial, the effects appear to be modest. Rare but serious adverse effects have been reported, and long-term toxicity is unknown. No published studies have lasted beyond 3 months.

Patients taking medications that affect serotonin (eg, dextromethorphan, selective serotonin reuptake inhibitors, tramadol) should avoid HCA. Given the reports of hepatic toxicity, patients with liver disease or patients taking potentially hepatotoxic drugs (eg, carbamazepine, isoniazid) should not take HCA.

#Los sabios #“remedios de la abuela”

Postado em

Antes de ser médicos, durante la carrera e incluso tras finalizar esta, una vez que nos hemos colgado el fonendo al cuello, con frecuencia hemos oído hablar de los “remedios de la abuela”. Son esos consejos que algunas veces nos daba la propia abuela pero que, en otras ocasiones, provenían de nuestra madre o padre, de una tía y hasta de un vecino. “Remedios de la abuela”, sí: dichos, costumbres y aforismos de la medicina popular que todos hemos puesto en práctica en alguna ocasión. Y que también, muy probable, hayamos recetado a nuestros pacientes.

Estos remedios suelen ser bastante inocentes y, como muchas medicinas alternativas, no sabemos si realmente producen efectos positivos, pero es muy posible que tampoco nos dañen. Eso sí, basta con que nos lo diga nuestra madre para que le hagamos caso y para que, además, nos sintamos mejor. Antes de reflexionar sobre su posible utilidad, recordaremos algunos de estos consejos.

Cuando caemos enfermos siempre hay que tomar vitamina C, vehiculada a través de un zumo de naranja. No puede faltar nunca, puesto que es beneficiosa para casi todo: para las defensas (estas en cursiva, en su acepción popular que las considera como una protección general e inespecífica del organismo), para recuperarse, para el catarro y hasta para el estreñimiento. Para que los niños crezcan lo que tienen que hacer es dormir; dormir mucho, y sabiendo que después de estar malitos, los niños dan un estirón, por lo que “no hay mal que por bien no venga”.

En los casos de bronquitis y laringitis (y para la tos en general) es mandatorio tomar una sopa o un zumo de cebolla, porque “hidrata” las mucosas y ayuda a expectorar. Ante la faringitis, la laringitis y la afonía, un vaso de leche caliente con miel, porque “calma la garganta”, lo mismo que hacer gárgaras con agua tibia y sal, que ayuda, además, a “desinfectar”. Y si hay congestión nasal, los vapores con eucalipto obran milagros, máxime si se les añade tomillo.

Las infusiones son muy recomendadas por nuestros mayores. Para la “retención de líquidos” (imaginamos que son los edemas) el té, porque es diurético; mientras que para la ansiedad la infusión es de tila, y para conciliar el sueño el remedio más eficaz es la valeriana.

Para los traumatismos varios (en especial para los chichones) lo indicado por la abuela es un vendaje compresivo con una moneda empapada en aceite, presionando la zona del trauma para evitar que el chichón crezca; aunque hay abuelas que también recetan la colocación de un bistec de carne cruda. Las picaduras de avispa mejoran con la aplicación de ajo (bueno para casi todo en la medicina popular española), un poco de barro o vinagre.

En las zonas rurales de España se ha usado, en tiempos pasados, la urea (la orina) aplicada sobre heridas incisas y para evitar las grietas de las manos. Recordemos aquí al entrañable Azarías, personaje de Los Santos Inocentes (1981), obra maestra de Miguel Delibes, encarnado magníficamente en la película de Mario Camus por Paco Rabal. Azarías no dejaba pasar la oportunidad de orinar para rociarse las manos con urea.

Ya sabemos lo importante que es esperar dos horas después de comer, y entrar al baño poco a poco para que no se “corte la digestión” (hidrocución, en términos médicos). Para hacer bien la digestión, o para el empacho, qué mejor que tomar un “digestivo”, que puede ser desde un licor de hierbas hasta un Pedro Ximénez o un orujo; y si están fresquitos, aún mejor. Efectivamente, después de comer un suculento chuletón con patatas y un arroz con leche, lo recomendado para digerirlo es añadir alcohol al tubo digestivo…

Para las verrugas y los callos, un diente de ajo, mucho mejor que la crioterapia; y aceite para las quemaduras del sol. Para el acné adolescente, además de no tomar chocolate, hay que evitar la masturbación… Y podríamos seguir un amplio recorrido por todos y cada uno de los sistemas y aparatos encontrando, en la sabiduría popular transmitida por nuestros mayores, todo un tratado de medicina interna de la talla de un Harrison o el mismísimo Farreras.Aunque estos remedios no podemos equipararlos al hecho, por ejemplo, de acudir a Lourdes para sanar o bien rezar tres padrenuestros para aprobar el MIR, al menos hemos de que cuestionarlos. Como hemos señalado, en general son inofensivos, y no pasa nada si alguien se unta ajo en la picadura de una avispa, si toma un vaso de leche caliente con miel en una faringitis o una infusión de té para la “retención de líquidos” (salvo si bebe dos litros y realmente tiene edemas por una patología médica). Sin embargo, más allá de su inocencia, resulta difícil calibrar su verdadera eficacia.

Sin que se pueda descartar que alguna de estas medidas tenga un efecto terapéutico (efectivamente, si presionamos con una moneda un chichón, es posible que crezca menos, pero puede ser peor el remedio que la enfermedad), lo más probable es que el beneficio real se deba al efecto placebo y al bienestar que produce aplicar estas medidas.

Se trata muchas veces de remedios inocuos para males menores y, como señalaba Voltaire, “el arte de la medicina consiste en entretener al paciente mientras la naturaleza cura la enfermedad”. Si mientras la naturaleza cura, nuestra abuela nos ha preparado con todo cariño un vaso de leche con miel o nuestra madre nos dice que hagamos gárgaras con agua y sal, pasaremos mucho mejor el trance de la enfermedad. Porque, parafraseando a Schopenhauer, ”la salud no lo es todo, pero sin ella todo lo demás es nada”, y cuanto antes y mejor superemos la afección, mucho mejor. En una cosa sí estamos completamente de acuerdo con las abuelas, las madres y los vecinos: para las ojeras, lo mejor es dormir.

#Acupuntura para #dor crônica: avanços sem precedentes

Postado em

Pauline Anderson

SAN DIEGO — As últimas duas décadas viram “avanços sem precedentes” no uso da acupuntura para tratar a dor, com um “aumento rápido” no número e na qualidade de estudos relacionados publicados, de acordo com um médico que é praticante experiente de acupuntura.

“No momento, temos uma base bem sólida para a eficácia da acupuntura” para cefaleia, osteoartrite (OA) e condições musculoesqueléticas, disse Farshad M. Ahadian, professor de anestesiologia da University of California, em San Diego.

“Eu acho justo dizer que a acupuntura está aqui para ficar. Será uma adição permanente às nossas opções de recursos”.

O Dr. Ahadian apresentou os dados no 28º Encontro Anual da Academy of Integrative Pain Management (AIPM).

Crise dos opioides

Para alcançar seu “potencial total”, os clínicos precisam “integrar completamente” a medicina convencional com terapias alternativas, o que inclui a acupuntura, disse o Dr. Ahadian aos presentes no encontro.

Ela pode ser cada vez mais importante devido a dois “desafios críticos realmente importantes”: a crise dos opioides e o envelhecimento da população.

“A epidemia de opioides está em curso há duas décadas e não se vislumbra um fim. E não acredito que acordamos para as implicações que o envelhecimento da população tem para a prevalência de dor crônica”.

Durante a apresentação o Dr. Ahadian revisou parte da extensa literatura sobre acupuntura para dor crônica. Entre 1997 e 2010, mais de 600 estudos clínicos relacionados foram publicados.

Uma revisão recente, que o Dr. Ahadian descreveu como “uma das análises mais academicamente rigorosas”, foi financiada independentemente pelo National Institute for Health Research, no Reino Unido.

Após triar quase 1000 publicações, os pesquisadores selecionaram 29 dos ensaios clínicos randomizados controlados de maior qualidade. Os estudos compararam acupuntura verdadeira com acupuntura simulada (agulha que não penetrou na pele ou agulha nos pontos errados) ou ausência de acupuntura (tratamento médico padrão) em quase 18 mil pacientes.

Os autores realizaram uma meta-análise individual de dados de pacientes, que o Dr. Ahadian disse ser “única” para esse tipo de pesquisa.

“Em vez de 29 pontos de dados, eles realmente tinham quase 18.000 pontos de dados, então foi um meio muito mais poderoso de coleta dados”.

A análise mostrou que a acupuntura foi estatisticamente superior tanto à acupuntura simulada quanto à não realização de acupuntura em várias condições que cursam com dor, incluindo dor cervical e lombar, osteoartrite (OA) do joelho, cefaleia e migrânea (todos os P para o efeito geral = 0,001).

O tamanho do efeito para a acupuntura simulada foi “um pouco menor” do que para a não realização de acupuntura, disse o Dr. Ahadian.

“Isso ressalta o poderoso efeito do placebo associado a qualquer tipo de modalidade física, incluindo a acupuntura”, afirmou. Ele acrescentou que isso apresenta “desafios para a pesquisa de acupuntura”.

A análise também confirmou que a acupuntura teve “efeitos clinicamente significativos, o que é importante”, disse o Dr. Ahadian.

Resultados clinicamente significativos

Outras pesquisas já mostraram que a acupuntura aumenta a conectividade funcional.

“A dor crônica pode levar a padrões anormais ou a desregulação da conectividade funcional em vários centros cerebrais”, explicou o Dr. Ahadian. Ele acrescentou que a acupuntura “pode ajudar a modular e a normalizar” a conectividade funcional.

Ele destacou outro estudo que incluiu pacientes com OA do joelho, de moderada a grave, que nunca haviam realizado acupuntura e não haviam realizado nenhuma intervenção nos últimos seis meses. Os pacientes foram aleatoriamente designados para receber acupuntura verdadeira ou acupuntura simulada.

Cada participante recebeu seis tratamentos em um período de um mês. Eles também foram submetidos a ressonância magnética funcional.

Usando uma escala validada, a pontuação de desfechos em lesão e OA do joelho (sigla em inglês, KOOS), os pesquisadores descobriram que a interação entre grupos (real em relação a simulada) e tempo (início do estudo em relação ao desfecho) foi significativa para as pontuações da subescala KOOSpara dor (P = 0,025), função em esporte (P = 0,049) e qualidade de vida (P = 0,039).

A análise demonstrou melhorias estatisticamente significativas na conectividade funcional na rede frontal parietal direita e na rede de controle executivo, “que são os centros cerebrais que se acredita desempenharem um papel significativo no processamento da dor”, disse o Dr. Ahadian.

Ao mesmo tempo, houve uma redução na conectividade da rede motor sensorial, disse ele. “Estes são padrões esperados com o melhor controle da dor”.

Os resultados foram clinicamente significativos, observou o Dr. Ahadian. O estudo descobriu que após o tratamento, o aumento da conectividade funcional foi correlacionado positivamente com as alterações nos escores de dor de KOOS.

Na medicina tradicional chinesa, acredita-se que dor e doença são causadas por uma obstrução ao fluxo normal de qi (energia vital). Pode ser que a conectividade funcional esteja relacionada com o qi, disse o Dr. Ahadian.

“Será que, quando falamos sobre a remoção essas obstruções, o que estamos falando é na verdade melhorar a conectividade funcional?”

O Dr. Ahadian enfatizou que encontrar terapias alternativas eficazes para tratar a dor crônica é cada vez mais importante em uma era caracterizada por aumento significativo de mortes relacionadas a opioides. Em 2015, houve 33.091 casos no Estados Unidos, disse ele.

Outro fator que deve estimular a pesquisa de terapias efetivas para dor é o aumento da população idosa. A porcentagem daqueles com idade igual ou superior a 65 anos foi de 13% em 2012, mas espera-se que aumente para 20% em 2050. A incidência de dor crônica aumenta com a idade.

Treinamento

Ao abordar uma pergunta de um membro da audiência sobre treinamento, o Dr. Ahadian fez referência à American Academy of Medical Acupuncture (AAMA), a sociedade profissional de médicos que incorporaram a acupuntura na prática clínica.

De acordo com o site da AAMA, os requisitos de adesão foram estabelecidos de acordo com as diretrizes de treinamento criadas pela Federação Mundial de Sociedades de Acupuntura-Moxabustão reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Outros membros ficaram curiosos sobre o número ótimo de tratamentos de acupuntura e tempos de resposta.

Enquanto alguns especialistas aconselham aos pacientes que eles precisam realizar até 20 sessões para saber se o tratamento está funcionando, “na minha experiência, se não for observada alguma resposta positiva dentro de cerca de quatro ou cinco sessões, talvez seja necessário pensar duas vezes” disse o dr. Ahadian.

Ele observou que “nem todo mundo responde bem à acupuntura”.

Alguns fatores podem reduzir a “capacidade de resposta à acupuntura. A acupuntura depende de um sistema nervoso intacto para promover seu efeito, portanto, se os pacientes tiverem neuropatia periférica significativa ou outras neuropatias, podem não ser tão responsivos”, disse ele.

Uma vez que os pacientes respondem, o Dr. Ahadian disse que tenta aumentar o intervalo entre tratamentos enquanto mantém os resultados.

“Nosso objetivo na medicina não é ‘casar’ o paciente com nosso consultório e fazê-los consultar o tempo todo”, disse ele.

“Se eu não conseguir uma eficácia persistente, ou uma eficácia razoável, que dure um mês, então eu posso desaconselhar ou talvez precise descobrir como mudar minha terapia”.

Em um discurso em outro local do encontro da AIPM, o coronel aposentado do Exército dos EUA, Gregory D. Gadson, que perdeu as duas pernas devido à explosão de uma bomba, enquanto ele servia em Bagdá, em 2007, e agora sofre de dor crônica, disse que ainda recebe ocasionalmente “acupuntura de campo de batalha”.

Quando perguntado pelo Medscape sobre “acupuntura de campo de batalha”, o Dr. Ahadian explicou que a modalidade envolve uma breve sessão usando agulhas pequenas na pele da orelha, para bloquear a dor. O tratamento pode ser administrado em apenas cinco minutos, e está sendo usado para tratar membros feridos do exército dos EUA.

Dr. Ahadian relatou que recebe apoio de pesquisa como pesquisador principal de Boston Scientific e Mainstay Medical.

28º Encontro Anual da Academy of Integrative Pain Management (AIPM). Apresentado em 22 de outubro de 2017.