medicina natural

Saúde! O álcool como remédio através da História

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Steven Rourke 

Slides 1

O uso do álcool ao longo da história está arraigado nas confusões e complicações da vida humana – normas sociais, cultura, rituais, religião, economia, crenças médicas, momentos de diversão e, provavelmente, muito mais. O uso terapêutico do álcool parece ser tão antigo como o próprio álcool, sendo, sem surpresa, comum a muitas culturas ao longo do tempo e em todo o mundo. Nos próximos slides, iremos perscrutar algumas sociedades para ver o que bebiam e com quais indicações clínicas, construindo o nosso entendimento dos prós e contras do álcool no século XXI e de como eles se relacionam com a saúde e o bem-estar.

Slides 2

Vinhos de arroz e remédios à base de plantas na China Antiga

Os vasos de argila encontrados no norte da China, que datam de 7000-6000 a.C., parecem ser a mais antiga prova da existência do álcool que chegou até nós. Estes vasos continham uma mistura de vinho de arroz temperado com mel e uvas.[2,3]

O Yao jiu, ou álcool puramente medicinal – em oposição ao álcool fermentado (jiu huang) e ao álcool destilado (jiu bai) –, teve usos específicos para os antigos chineses, com base no sexo e na idade do paciente, como bem como no contexto e na doença.[2,3]

Os remédios à base de plantas contendo álcool fazem parte de todas as mais importantes obras chinesas sobre prescrição de ervas e medicamentos, e foram, de um modo geral, preparados para promover o “aquecimento” e a “vitalização” do sangue.[4] A literatura médica chinesa também refere circunstâncias que exigem que sejam bebidas certas quantidades de álcool, e discute os efeitos colaterais do uso e dos excessos desses “remédios”.[4]

Slides 3

Cerveja e vinho no Egito faraônico

Datado de cerca de 3.400 a.C., acredita-se que a mais antiga cervejaria conhecida tenha sido em Nekhen (também conhecida como Hieracônpolis), no Egito. A fabricação de cerveja era uma arte sofisticada no Egito dos faraós e a bebida, “uma necessidade da vida”, era popular. Osíris, o deus da vida e dos mortos, também era o deus do vinho, que era considerado uma poção de renovação em grande parte importada para as classes mais ricas. Tanto a cerveja quanto o vinho faziam parte integrante da vida ritual, atrelados à saúde e à religião. O consumo de álcool era generalizado e geralmente moderado para “o prazer, a nutrição, a medicina, o ritual religioso, a remuneração e os funerais”.[2,3]

Slides 4

O vinho e a sofisticação na Grécia clássica

Considerado um agente terapêutico para o corpo e a mente, para homens e mulheres,[7] o vinho foi amplamente prescrito pelos médicos na Grécia Clássica[6] para doenças como “vento”, mau-hálito, câncer e feridas, e para “soltar o intestino”.[2] Hipócrates considerava o vinho um medicamento apropriado para muitas doenças, exceto aquelas envolvendo “um peso avassalador do cérebro”.[2] O vinho desempenhou um papel ativo na patologia e no tratamento (em uso interno e externo),[7] com os médicos gregos exercendo o próprio discernimento sobre a utilização apropriada dele.[6]

Hipócrates e Galeno catalogaram seus conhecimentos acerca do vinho na medicina, escrevendo sobre os efeitos positivos e negativos do consumo do álcool. Suas terapias levavam em consideração a cor do vinho, a origem, o sabor ou consistência, o cheiro e a idade, e eram direcionadas à idade, sexo e estilo de vida do paciente, bem como à doença dele.[6] Galeno acreditava que as terapias alcoólicas não eram apropriadas para as crianças, mas eram eficazes para os idosos. [6]

Slides 5

Remédios de vinho e excessos no Império Romano

O uso do vinho como remédio no Império Romano foi influenciado pelas tradições gregas e etruscas.[8] Os romanos adotaram uma mistura de vinho e olíbano ou mirra para entorpecer os sentidos antes da cirurgia, prática esta que acredita-se proveniente da medicina talmúdica.[9] O consumo de vinho para uma série de propósitos – notadamente para o sustento e o prazer – aumentou no segundo século a.C. e, com a expansão do império se estendeu por toda parte.[10] Talvez pela primeira vez na História o consumo excessivo de álcool tenha se tornado um passatempo popular.

Slides 6

A água da imortalidade na Idade Média

Em toda a Europa durante a Idade Média a fabricação de cerveja era uma ocupação importante para os mosteiros e as ordens religiosas.[3] A cerveja era uma fonte essencial de sustento[11]: entre 1000 e 1500 d.C., acredita-se que o adulto médio na Inglaterra consumisse cerca de um litro de cerveja por dia.[3] Médicos e monges continuaram a acreditar nas propriedades medicinais do álcool, incluindo – com entusiasmo – as novas misturas de destilados, como a acqua vitae, o medicamento divino.[2]

A Polônia do século VIII e a Rússia do século IX atribuíam propriedades medicinais à vodca, feita a partir de frutas, ervas, especiarias, absinto, castanha, vidoeiro, chicória, azeda, endro, rábano, hortelã e limão.[11]

O médico Arnaldus de Villanova considerava a aguardente a “cura de todas as doenças”,[3] que oferecia calor contra as febres e as “doenças frias”, e profilaxia contra a onipresente peste. Ele entendia a destilação como a “essência da vida”.[12] No Liber de vinis, ele descreveu as propriedades medicinais do álcool que foram “adequadas para todas as idades, todos os momentos e todas as regiões”. O álcool ajudou a confortar o coração, a curar “feridas na cabeça”, a favorecer a digestão e o apetite, e a proteger contra icterícia, hidropisia, precordialgia e gota. Também era usado para tratar as doenças da bexiga e as “mordeduras de cães raivosos”, para suscitar a coragem e para aumentar a memória.[2,3]

Slides 7

Pulque, hidromel e álcool de milho na Mesoamérica

O consumo de álcool por razões sociais, rituais, medicinais e para fins religiosos parece estar amplamente difundido através da História e das sociedades. Na Mesoamérica as evidências sugerem que os maias fabricavam o hidromel e o álcool de milho já em 1000 a.C.[1] O álcool também era obtido de cactos, frutos e cascas,[2] tal como refletido nos artefatos que chegaram até a atualidade e descrito num certo número de códices escritos pelos conquistadores espanhóis. Acredita-se que o uso medicinal do álcool tenha sido difundido nas Américas na era pré-Colombiana, variando em cada cultura e de acordo com a posição na sociedade.[2]

Preso na Torre de Londres em 1603, Sir Walter Raleigh procurou fabricar uma “grande aguardente”, mistura alcoólica com mais de 40 plantas e ervas que ele tinha trazido na volta das Américas, um “elixir da vida” que, aparentemente, teve o beneplácito da Rainha da Dinamarca.[12]

Slides 8

Uma questão de dose

Durante o Renascimento e o Iluminismo, prevalecia a crença continuada nas propriedades restauradoras e medicinais da cerveja e do vinho, apesar de já haver um maior entendimento de anatomia. O álcool era prescrito nos hospitais de Londres até o século XVIII, mas em última análise, com o aprofundamento do saber médico, houve uma descrença progressiva sobre o papel dele na promoção da saúde e a clara consciência do peso do alcoolismo.[2]

Embora os médicos mais sofisticados tenham começado a questionar o papel dos remédios populares contendo álcool, aparentemente David Hume foi tratado com bebidas alcoólicas quando teve um colapso nervoso (“doença do letrado”), e os tônicos alcoólicos ainda eram prescritos para crianças apresentando uma gama de doenças.[2]

O chá, importado da Ásia, ganhou força como nova panaceia, talvez substituindo o álcool como o novo milagre que tudo cura.[2]

Slides 9

A folia do gim

Entre as sementes da mudança apresentadas à Inglaterra pela Holanda, do rei Guilherme de Orange, estava uma nova bebida alcoólica popular: água de junípero (ou zimbro) destilada (genebra ou gim). Acreditava-se que fosse um tônico ideal para o tratamento de queixas do estômago, gota, cálculos biliares e para rins, fígado e coração.[12] De acordo com o médico irlandês Dr. Robert Bentley Todd, professor de medicina no King’s College London, ela auxiliava os processos de cura natural.[11]

Barato e amplamente disponível, o gim promoveu um vício generalizado, provocando uma crise de saúde pública comparável à epidemia de heroína da atualidade.[12] Uma série de iniciativas políticas, como a petição de 1736 do Royal College of Physicians, a Lei do Gim de 1736, a tributação rigorosa e as políticas de policiamento, acabou ajudando a aplacar a folia do gim.[11,12]

Slides 10

Absinto, a fada verde

Favorita dos boticários por milênios, com propriedades terapêuticas conhecidas desde o Egito Antigo, a losna (ou sintro) era considerada como o principal ingrediente medicinal do absinto – bebida alcóolica destilada verde brilhante com sabor de anis, propalada como tendo sido criada na França em 1792 pelo médico suíço Dr. Pierre Ordinaire.

O absinto, ou “a fada verde”, cujo teor alcoólico era de 60%, tornou-se a última moda na sociedade artística parisiense do século XIX e foi celebrado por Charles Baudelaire, Paul Verlaine e Arthur Rimbaud. Os supostos efeitos medicinais da aguardente luminosa abrangiam o alívio da indigestão, dos vermes intestinais, do reumatismo, das “crostas genitais em mulheres virgens” e das dores do parto. No entanto, o absinto foi proibido em toda a Europa no início de 1900 por induzir o absintismo, ominosa síndrome composta por tremores, convulsões e alucinações.[2]

Atualmente a ciência nos diz que provavelmente a classe artística simplesmente sofreu de alcoolismo e abstinência alcoólica. O absinto, incluindo amostras da virada do século, não parece conter nenhum alucinógeno ou substância psicoativa além do etanol.[17]

Imagens: cortesia Wikimedia Commons

Slides 11

Mint Julep , coquetéis e tônicos nos Estados Unidos

O Mint Julep, uma combinação de menta e uísque (e talvez um dos  precursores do coquetel moderno), foi criado no sul dos Estados Unidos no século XVIII. Alguns prescreveram como terapêutica para todos os tipos de doenças e mazelas do clima (sulista norte-americano).[12] Como tônico ou elixir o Mint Julep fez parte de uma onda de bebidas pseudomedicinais conhecidas como “revigorantes”, “medicamentos patenteados” e “elixires estomacais”, muitas vezes utilizados para “tratar a constituição das mulheres”. Outros tônicos populares da época – menos coquetéis do que remédios, e frequentemente comercializados como bebidas sem álcool – foram o Parker’s Tonic (42% de álcool), o Dr Hoofland’s German Bitters (26% de álcool), o Dr Kaufmann’s Sulphur Bitters (26% de álcool), o Whiskol (28% de álcool), o Colden’s Liquid Beef Tonic (27% de álcool) e o Lydia E. Pinkham’s Vegetable Compound para as “queixas femininas”.[12]

Slides 12

Movimentos pela temperança

Durante a Guerra Civil, na ausência de medicamentos, muitas vezes o brandy, o ponche e a gemada foram utilizados para tratar choques, doenças, desmaios e mordidas de cobra.[12] Isso pode ter ajudado a difundir o uso e o abuso de álcool e, talvez, tenha desempenhado algum papel na origem do movimento pela temperança.[12] Oficialmente fundado em 1808 nos Estados Unidos, 1817 na Inglaterra, 1818 na Suécia, na década de 20 do século IX na Irlanda, e em 1836 na Nova Zelândia,[3] a maior parte dos movimentos pela temperança foi inicialmente hostil ao consumo de álcool destilado em prol do álcool fermentado, como a cerveja e o vinho, antes de se voltar contra qualquer tipo de álcool. Com o aprofundamento do conhecimento médico no final do século XIX, o álcool tornou-se menos popular para uso terapêutico; sua utilização como “tratamento” foi cada vez mais associada aos ineficazes medicamentos populares (não científicos).

Slides 13

Proibição e os ventos da mudança

O uso de álcool para fins terapêuticos dividia a profissão médica no início do século XX. Na ausência de outras opções, ele foi, em alguns casos, utilizado como terapêutica durante a epidemia de Gripe Espanhola e no tratamento da pneumonia.[12] No entanto, o aprofundamento do conhecimento acerca dos efeitos colaterais do uso excessivo abasteceu o apelo à proscrição do álcool, levando à proibição da bebida em vários países, como Rússia (1916 a 1917), Noruega (1919 a 1927), Finlândia (1919 a 1932) e Estados Unidos (1920 a 1933).[3]

Nos Estados Unidos o uso terapêutico do álcool atingiu um novo patamar durante os tumultuados anos da Lei Seca. Os médicos norte-americanos foram autorizados a fazer 100 prescrições de whisky medicinal a cada três meses, o que representou cerca de sete milhões de litros em 1927.[11]

Slides 14

Atitudes modernas

Com um cabedal de pesquisas clínicas no século XX informando sobre os efeitos negativos do álcool, não é surpresa que a sua utilização terapêutica tenha desacelerado até virtualmente parar. Mas o que fazer com as crescentes evidências das possíveis propriedades cardioprotetoras relacionadas ao consumo moderado de vinho? E o bem-estar social de compartilhar de um copo ou dois? O debate (médico) continua.

Exercise improves cognitive function in over 50s?

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Resistance training had a pronounced effect on executive function, memory, and working memory.

While it has been suggested that physical activity is a promising intervention in preventing and delaying the onset of cognitive decline in over 50s, evidence of the effects of exercise in patients with pre-existing cognitive deficit are inconclusive.

A new study to determine if physical activity is effective in improving cognitive function in this population has now concluded such activities can improve cognitive function of older adults, regardless of baseline cognitive status.

After reviewing 39 relevant studies to assess the potential impact of varying types of exercise, the authors concluded that a combination of aerobic and resistance type exercise, of at least moderate intensity on as many days of the week as feasible, is beneficial to cognitive function.  Aerobic exercise significantly enhanced cognitive abilities while resistance training had a pronounced effect on executive function, memory, and working memory. Tai chi may also be a promising intervention, the authors said, but further high-quality randomised controlled trials are required.

The study, published in the British Journal of Sports Medicine , recommends patients obtain both aerobic and resistance exercise for cognitive function. “The dosage of physical exercise is important and clinicians should ensure their exercise recommendations are individualised and provide a sufficient training stimulus,” the authors said.

El humor puede mejorar la realización de las técnicas necesarias para lograr un buen control metabólico en diabetes

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La risa es universal, tiene gran poder de contagio, evoca y descarga emociones, mantiene y fortalece la relación terapeuta-paciente.

La risa es universal, tiene gran poder de contagio, evoca y descarga emociones, mantiene y fortalece la relación terapeuta-paciente.

El humor podría permitir una mejor realización de todas y cada una de las técnicas necesarias para lograr un buen control metabólico en las personas con diabetes con lo que se lograría una mejor calidad de vida para estos pacientes, ha afirmado la psicóloga del Grupo de Trabajo de Educación de la Sociedad Española de Diabetes (SED), María Luisa López Fernández.

Uno de los recursos más extendidos para introducir el humor en la relación terapéutica es la risoterapia, una estrategia o técnica psicoterapéutica que tiende a producir beneficios mentales y emocionales por medio de la risa.

“Se ha demostrado científicamente que el córtex cerebral, mientras que nos reímos, libera impulsos negativos, lo cual nos hace sentirnos mejor”. Partiendo de esta evidencia, se señalan algunas de las principales virtudes terapéuticas de la risa: “es universal, tiene gran poder de contagio, evoca y descarga emociones, mantiene y fortalece la relación terapeuta-paciente”, ha afirmado la Dra. Mª Luisa López.

La experta considera necesaria la realización pautada y frecuente de talleres de risoterapia, para aprender esta técnica y posteriormente llevarla a cabo con los pacientes. A su juicio, “aunque cada vez está tomando más auge, el sentido el humor como parte de la educación terapéutica aún no está plenamente establecido en nuestro país”.

Por su parte, la psicóloga clínica de la Fundació Rossend Carrasco i Formiguera de Barcelona, Gemma Peralta, ha indicado que “la utilización de enfoques más creativos en el abordaje de la diabetes, incluyendo las adecuadas dosis de humor y risa, se asocia con resultados anímicos muy buenos, y se sabe que mejorando el estado de ánimo del paciente se produce una mayor motivación para el autocuidado”.

“En diferentes estudios se ha evidenciado un poder terapéutico en cáncer, en trastornos de la memoria asociados con la tercera edad, en algunos trastornos mentales y en diabetes”; pero reconoce, “hacen falta estudios mejor diseñados, tanto a nivel metodológico como incorporando grupos control”, ha puntualizado Peralta.

“El uso del humor en la consulta tiene características parecidas al empleo de las metáforas, que son utilizadas por muchos profesionales de la salud sin tener mucha conciencia de ello”, ha explicado el endocrinólogo Daniel Figuerola.

Además, como cualquier recurso terapéutico, también requiere sus dosis de formación y aprendizaje. “Aunque existe una base de carisma personal importante en los profesionales que usan el humor, se puede aprender. Hasta ahora nunca ha sido un aprendizaje reglado, pero debería serlo y, de hecho, en general se utiliza poco el sentido del humor en nuestro país en este ámbito y con propósitos educativos”, ha continuado Figuerola.

El también presidente de la Fundació Rossend Carrsaco i Formiguera de Barcelona ha indicado que, “el humor es un ingrediente esencial del cóctel que debe tener una adecuada educación terapéutica, en la que no debe faltar pedagogía, psicología y biomedicina. El humor se podría considerar una terapia alternativa y complementaria (TAC)”.

Aunque la neurofisiología del humor es compleja y son muchas de las hormonas implicadas, se sabe que algunas de éstas son las mismas que intervienen en el enamoramiento y el orgasmo.

“El sentido del humor se correlaciona con la salud física percibida y se asocia, entre otros beneficios, con menos estrés y depresión, así como con una mayor autoestima y mejor calidad de vida. Los médicos que usan regularmente el humor en la relación clínica tienen menos reclamaciones por mala praxis”, ha finalizado Figuerola.

Aunque, como cualquier fármaco que se precie el humor tiene sus indicaciones, contraindicaciones, dosis y efectos secundarios”. Así, por ejemplo, se aconseja evitar el abuso o la utilización forzada de este recurso por parte del profesional sanitario, aportarle la necesidad espontaneidad afectiva y, sobre todo, ‘reír con’ y nunca emplear sarcasmo ni ‘reírse de’.

En definitiva, la introducción el sentido del humor y la risa en educación en salud y en la relación terapéutica que se establece entre el profesional sanitario y el enfermo/familiares puede tener importantes consecuencias positivas para la salud, como han puesto de manifiesto los expertos reunidos en el XXVIII Congreso Nacional de la Sociedad Española de Diabetes (SED).

Electro-acupuncture may improve regulation of blood glucose

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A new study suggests the treatment may be useful for women who are overweight or obese, and are unable to exercise as well as those with PCOS.

Findings from a new study suggest combining acupuncture with an electrical current may be useful in the treatment of insulin resistance.

As part of the study, published in the FASEB Journal , researchers examined changes in blood glucose levels during and after 45 minutes of acupuncture in 42 women (21 overweight/obese women with polycystic ovary syndrome (PCOS) and 21 controls). They found blood glucose regulation was improved in both women with and without PCOS after treatment.
Researchers also investigated the mechanism leading to blood glucose uptake in rats and found that electro-acupuncture causing muscle contractions, activates the autonomic nervous system in rats and that the blood glucose-regulating effect was reversed by administering drugs that block the autonomic receptors.

“This study has the potential to gain better quality of life for patients with prediabetes and reduced capacity to regulate blood sugar levels, especially for those who have difficulties performing voluntary exercise,” said study author, Elisabet Stener-Victorin.

“Acupuncture is tried and true, for at least certain symptoms,” added Thoru Pederson, Editor-in-Chief of the FASEB Journal. “Here we have a new possibility centred on a disease of massive morbidity.”

Envelhecimento da pele, alimentação, vitaminas e hormônios.

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O envelhecimento da pele está associado à redução da função da pele, aumento da fragilidade cutânea e comprometimento da cicatrização de feridas. Em áreas do corpo que muitas vezes não são cobertos pela roupa (ou seja, rosto, nuca do pescoço, mãos e antebraços), a exposição UV de longa duração a partir dos raios do sol, causam danos na pele, fazendo-a parecer prematuramente velha. Por tanto o fotoenvelhecimento é o principal processo responsável pela piora da aparência da pele envelhecida.

Os sinais clínicos do envelhecimento natural da pele incluem rugas finas, relaxamento da pele e flacidez, enquanto a pele fotoenvelhecida parece seca, com rugas grosseiras e pigmentação irregular. Histologicamente, a epiderme é fina na pele envelhecida e bastante irregular na pele fotoenvelhecida. No entanto, ambos os processos compartilham características bioquímicas, tais como teor de colágeno reduzido na derme, resultantes do aumento da degradação do colágeno e diminuição da síntese de procolágeno. O colágeno I é a principal proteína estrutural da derme, e que proporciona resistência e elasticidade da pele. O colágeno I é produzido principalmente por fibroblastos dérmicos. A produção de colágeno é regulada por uma variedade de mediadores, incluindo fatores de crescimento, citocinas, hormônios e tensão mecânica. Na pele naturalmente envelhecida com a idade, a combinação de número e atividade metabólica reduzidas dos fibroblastos com a perda de tensão mecânica resulta numa diminuição de 70% na produção de novo colágeno (procolágeno) pelos fibroblastos. Na pele envelhecida pela luz, a perda de tensão mecânica parece ser a principal responsável pela produção reduzida de procolágeno. Esta perda de tensão mecânica é devido ao acúmulo de colágeno fragmentado, que é gerado por exposições repetidas à radiação UV. Em geral, a diminuição da quantidade e qualidade das fibras de colágeno na derme estão associadas com a aparência envelhecida da pele humana.

 

 

Ingestão de nutrientes dietéticos e aparência de envelhecimento da pele entre mulheres de meia-idade.

Os fatores nutricionais desempenham um papel fundamental no funcionamento dermatológico normal. No entanto, pouco se sabe sobre os efeitos da dieta na aparência da pele no envelhecimento. Em um estudo realizado no Reino Unido, foram avaliadas as associações entre ingestão de nutrientes e aparência de envelhecimento da pele, usando dados do primeiro National Health and Nutrition Examination Survey. Estas associações foram examinadas em 4025 mulheres entre 40-74 anos. Os nutrientes foram estimados a partir de uma avaliação de 24 horas. Exames clínicos da pele foram realizados por dermatologistas. A aparência de envelhecimento da pele foi definida como tendo uma aparência enrugada, secura senil e atrofia da pele. Maiores ingestões de vitamina C e ácido linoleico e menores ingestões de gorduras e carboidratos foram associados com uma melhor aparência da pele no envelhecimento. Promover comportamentos alimentares saudáveis pode ter benefícios adicionais para a aparência da pele, além de outros resultados de saúde na população.

As melhores vitaminas para a saúde da pele: Por que você deve tomar vitaminas A, C e E

O segredo para a pele bonita poderia estar no supermercado pendurado no corredor de suplementos. Muitos especialistas acreditam que certas vitaminas podem ajudar com tudo, desde reduzir a acne até retardar os sinais de envelhecimento. A Academia Americana de Dermatologia, mesmo aconselha a adoção de uma dieta saudável, como parte de seu regime de cuidados com a pele. Embora nem todas as reivindicações dessas super utilizações para vitaminas sejam verdadeiras; Um mito popular é que a vitamina E pode limpar cicatrizes, o que vários estudos têm revelado ser falso. Esta vitamina amiga do cabelo e da pele funciona como um antioxidante no corpo, ajudando a proteger como células dos danos causados por radicais livres. Estamos expostos a todos os tipos de radicais livres no ambiente, desde a fumaça do cigarro até a luz ultravioleta do sol. O Instituto Nacional de Saúde diz que o corpo também precisa de vitamina E para estimular o sistema imunológico para que ele possa Lutar contra bactérias invasoras e vírus.

 

Abaixo relacionamos três problemas de pele comum que têm opções de tratamento com vitaminas, cujos benefícios são suportados pela ciência.

Se você sofre de acne:

Experimente vitamina A, que vem de duas fontes: os retinoides e carotenoides, de acordo com o Centro Médico da Universidade de Maryland. Na verdade, muitos medicamentos contra a acne contêm retinoides desta vitamina, como Accutane e Roacutam (isotretinoína), que é comumente considerada uma cura para a acne grave. No entanto, a vitamina A é lipossolúvel, o que significa que pode ser tóxico se tomado em altas doses.  A vitamina A é muito eficaz quando usada topicamente, como ocorre em muitos cremes anti-envelhecimento e anti-acne.

Se você quer proteger a pele contra danos causados pelo sol:

De acordo com WebMd, os estudos mostraram que as vitaminas C e E, na verdade, podem proteger contra os danos do sol e câncer da pele. Esses antioxidantes trabalham, aumentando a capacidade natural da pele em reparar a si mesma. Sob supervisão profissional pode ser usado de  1000 a 3000 miligramas de vitamina C, 400 unidades internacionais de vitamina E e de 100 a 200 microgramas de selênio.

Naturalmente, muitos cremes possuem as super propriedades das vitaminas C e E, também. Cosmetics Design relata que ambas podem ser benéficas quando usadas topicamente. O dermatologista Rick Noodleman recomenda que a vitamina C pode realmente ser mais eficaz quando usada topicamente e recomenda um creme contendo o ingrediente na forma de ácido l-ascórbico. Quanto a vitamina E, a Dr. Elizabeth Briden, indica produtos de cuidados com a pele que incluam a vitamina E na forma alfa-tocoferol, de acordo com a Dermatology Times.

Se você quer ter menos rugas:

Existem diversos estudos e pontos de vista que suportam que a vitamina C pode reduzir os sinais de envelhecimento, e um deles é um estudo de 2008 publicado no The American Journal of Clinical Nutrition, que constatou que uma maior ingestão de vitamina C foi associado ao menor número de rugas. O estudo incluiu mais de 4.000 mulheres de 40 a 74 anos de idade.

O papel dos hormônios no processo de envelhecimento da pele. 

O envelhecimento intrínseco da pele é determinado principalmente por fatores genéticos e estado hormonal. Reflete o mesmo processo degenerativo visto em outros órgãos. A função da pele é um dos parâmetros mais influenciados pelo envelhecimento. As influências hormonais incluem diminuição das secreções pituitária, adrenal e gonadal. As alterações hormonais do envelhecimento levam ao desenvolvimento de um corpo e fenótipo da pele específicos. Outros hormônios cujos níveis diminuem com o envelhecimento incluem melatonina, hormônio de crescimento (GH), dehidroepiandrosterona e fator de crescimento insulina-like-I (IGF-I).

Estrogênios e envelhecimento da pele.

Os estrogênios têm uma profunda influência na pele. O hipoestrogenismo relativo que acompanha a menopausa exacerba os efeitos deletérios do envelhecimento intrínseco e ambiental. Os estrogênios têm claramente um papel chave na homeostase do envelhecimento da pele como evidenciado pelo declínio acelerado na aparência da pele visto nos anos da perimenopausa. Os estrogênios melhoram a pele de muitas maneiras. Entre elas, aumentam o conteúdo de colágeno e espessura da pele e melhoram a umidade natural da pele. No entanto, apesar do conhecimento de que os estrogênios têm efeitos tão importantes sobre a pele, os locais e mecanismos celulares e subcelulares da ação do estrogênio são ainda mal compreendidos. Receptores de Estrogênio (ERs) foram detectados na pele e estudos recentes sugerem que os estrogênios exercem seu efeito na pele através dos mesmos caminhos moleculares usados em outros tecidos não-reprodutivos.

Na última década, pesquisas intensivas têm sido conduzidas para desenvolver novos medicamentos chamados moduladores seletivos dos receptores de estrogênio (SERMs). Estes fármacos exercem efeitos estrogênicos e antiestrogênicos mistos dependendo do tipo de tecido e célula. Pode-se esperar que futuramente haja uma droga desse tipo direcionada especificamente para a pele, sem efeitos colaterais sistêmicos.

O estrogênio evita o envelhecimento da pele? 

Com o objetivo de avaliar a relação entre o uso não-contraceptivo do estrogênio e rugas, secura e atrofia da pele, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia realizaram um estudo de coorte com 3875 mulheres pós-menopáusicas com idade igual ou superior a 40 anos no início do estudo.

Os resultados obtidos sugeriram fortemente que o uso de estrogênio impede o ressecamento e enrugamento da pele, aumentando assim os potenciais benefícios da terapia de estrogênio pós-menopausa por incluir a proteção contra determinadas condições dermatológicas associadas à idade e à menopausa.

Indução de colágeno pelo uso tópico de estradiol

Com o objetivo   de avaliar a eficácia do uso tópico de estradiol na estimulação da produção de colágenos I e III pela pele humana envelhecida naturalmente e fotoenvelhecida, de mulheres na pós-menopausa e homens da mesma idade, pesquisadores do Departamento de Dermatologia da Universidade de Michigan realizaram um estudo, publicado no periódico Archives of Dermatology, em 2008. Os resultados obtidos levaram os pesquisadores a concluírem que duas semanas de tratamento com estradiol tópico estimulou a produção de colágeno na pele do quadril protegida do sol, mas não na pele fotoenvelhecida do antebraço ou do rosto, em mulheres pós-menopáusicas e homens com idade correspondente. Estes achados sugerem que o declínio de estrogênio associado à menopausa está envolvido na redução da produção de colágeno na pele protegida do sol. Curiosamente, as alterações induzidas pela exposição ao sol a longo prazo impedem a capacidade do estradiol tópico em estimular a produção de colágeno na pele envelhecida.

Melatonina tópica protege a pele

Estudos anteriores sugeriram um efeito protetor do tratamento tópico com o hormônio melatonina. No entanto, esse efeito não havia sido avaliado com a irradiação solar e a dose ótima de melatonina não havia sido determinada. O objetivo de um estudo realizado por pesquisadores dinamarqueses e publicado em 2016 no periódico científico Journal of Dermatological Science foi exatamente este. Investigar o efeito protetor solar do tratamento tópico com três diferentes doses de melatonina (0,5%, 2,5%, 12,5%) contra o eritema induzido pela luz solar natural. Os resultados obtidos pelos cientistas demonstraram uma diferença significativa na formação de eritema entre as áreas tratadas com melatonina creme 12,5% e áreas recebendo placebo ou nenhum tratamento. Não foram encontradas diferenças entre o placebo e as concentrações de 0,5% e 2,5%. A partir destes resultados, os pesquisadores concluíram que a aplicação de creme de melatonina 12,5% protege contra eritema induzido pela luz solar natural.

Além da utilização clinica da melatonina, utilização de níveis adequados de melatonina tópica noturna pode ser uma estratégia promissora para cosméticos antienvelhecimento, especialmente para pessoas expostas à luz artificial excessiva durante a noite. Uma vez que a pele não só cumpre uma função protetora para o organismo mas é também um órgão endócrino periférico ativo, que secreta hormônios eficazes na circulação, a modulação hormonal local (tópica) pode tornar-se interessante no futuro.

Hormônio do crescimento ativa o gene envolvido na cura de tecidos danificados

O hormônio do crescimento é conhecido por aumentar a massa magra e a densidade óssea nos idosos, mas também faz outra coisa. Ele ativa um gene crítico para os tecidos do corpo para curar e regenerar, diz Robert Costa, professor de bioquímica e genética molecular da Universidade de Illinois em Chicago e membro do UIC Cancer Center. Essa descoberta poderia ajudar a explicar por que envelhecemos. “Os níveis de hormônio do crescimento diminuem à medida que envelhecemos, como resultado, o gene Foxm1b para de funcionar e nossos corpos são menos capazes de reparar danos”, disse Costa. O hormônio hGH recombinante  foi eficaz em acelerar a cicatrização de feridas em crianças com grandes queimaduras cutâneas, de acordo com estudo realizado por Gilpin e colaboradores e publicado no Annals of Surgery.

“A literatura também sugere que a terapia do hormônio do crescimento em homens idosos estimula as células a se dividirem”, disse Costa, levando a aumentos na massa muscular e espessura da pele e maior densidade óssea na coluna, enquanto diminui a gordura corporal. Neste estudo, os cientistas testaram os efeitos do hormônio de crescimento humano na proliferação de hepatócitos, devido ao seu papel  atribuído na estimulação da proliferação celular. O hormônio do crescimento, uma substância secretada pela glândula pituitária no cérebro, é responsável pelo crescimento em crianças e adultos jovens, mas seus níveis diminuem durante o envelhecimento. “Nossos estudos de regeneração hepática nos dizem muito sobre como o hormônio do crescimento funciona em nível molecular, mas as injeções ocorreram apenas em curtos períodos de tempo, não nos dando nenhuma informação sobre quaisquer consequências a longo prazo”, disse Costa.

Estresse Oxidativo Glicação e AGEs no envelhecimento cutâneo

Estresse oxidativo

Em condições normais, existe uma situação de equilíbrio dentro do nosso organismo. A produção de radicais livres não ultrapassa a capacidade antioxidante do sistema enzimático endógeno e exógeno (homeostasia). Quando este fenômeno perde o seu equilíbrio, havendo um aumento dos radicais livres ocorre o estresse oxidativo.

Radicais livres (RL) são moléculas orgânicas e inorgânicas instáveis e que apresentam um elétron que tende a se associar de maneira rápida a outras moléculas de carga positiva com as quais pode reagir ou oxidar. São, portanto extremamente reativos e apresentam meia-vida muito curta. A formação de radicais livres ocorre via ação catalítica de enzimas mitocondriais, durante o processo de respiração celular. As inflamações, radiações UV, dieta e tabagismo também são fontes de radicais livres.

 

 

Alguns dos radicas livres estão listados abaixo:

•Ânions superóxido

•Peróxido de hidrogênio (H2O2 ou água oxigenada)

•Radical hidroxila

•Óxido nítrico

•Peróxidos lipídicos

Os RL causam, de fato, reações de oxidação que alteram as proteínas da pele, suas gorduras e até mesmo o DNA das células. Essas reações resultam no envelhecimento da pele. A formação de RL conduz ao estresse oxidativo, processo no qual estes iniciarão uma cadeia de reações, originando alterações em proteínas extracelulares e a modificações celulares. O maior dano causado pelo estresse oxidativo é a peroxidação dos ácidos graxos constituintes da dupla camada lipídica que, em última instância, leva à morte celular. Para evitar esse processo de depleção celular, a pele possui seu próprio mecanismo de defesa tais como: enzimas, vitaminas e agentes quelantes de íons metálicos. Entretanto, a capacidade protetora desse mecanismo diminui com o envelhecimento, então, compostos exógenos como enzimas, antioxidantes e compostos fenólicos reforçam a proteção natural pela limitação das reações oxidativas.

Glicação e AGEs

Glicação refere-se ao processo de formação de hemoglobina glicada, ou HbA1c. A HbA1c é resultado da reação entre a glicose do sangue e a proteína  hemoglobina contida na hemácia ou glóbulo vermelho. O exame de hemoglobina glicada (HbA1C ou A1C), anteriormente conhecido como hemoglobina glicosilada, é uma importante ferramenta para a avaliação do diabetes mellitus.

AGEs (produtos finais de glicação avançada) são um grupo de moléculas heterogêneas formadas a partir da glicação não-enzimática de proteínas, lipídios e ácidos nucleicos. Açúcares redutores (glicose, frutose) reagem com grupamentos amino das proteínas, lipídios e ácidos nucleicos através de uma série de reações que formam produtos intermediários e então, os AGEs.

Há duas fontes principais de AGEs:

  • Exógena: ingestão de AGEs presentes nos alimentos (queimados, tostados, grelhados, etc)
  • Endógena: formação via reação de Maillard e via do estresse carbonílico

AGEs ocorrem de forma acelerada nas seguintes condições:

  • Estados hiperglicêmicos no diabetes mellitus tipos 1 e 2, obesidade, excesso de peso e síndrome metabólica (alteração do metabolismo da glicose);
  • Envelhecimento sistêmico;
  • Estados inflamatórios e oxidativos

 

 

Os AGEs realizam cross-links (ligações cruzadas) com proteínas através de ligações covalentes (colágeno é alvo) levando a alterações morfofisiológicas nas diversas estruturas orgânicas, principalmente a pele devido ao seu alto teor de colágeno. As proteínas que constituem a matriz extracelular e a membrana basal vascular são de vida mais longa, e portanto, mais susceptíveis à modificação pelos AGEs.

AGEs e Envelhecimento Cutâneo

Diversas funções cutâneas são modificadas pela glicação, entre elas, a síntese de macromoléculas (colágeno, elastina e glicosaminoglicanas), as metaloproteinases e a organização da matriz e citocinas. Os AGES atuam em 3 níveis:

1 – Realizam Crosslinking com proteínas da matriz extracelular, sendo o colágeno a principal.

2 – Ativam os processos inflamatório e oxidativo (estresse oxidativo);

3 – Ativam a apoptose de fibroblastos (ativação da via das caspases)

 

Possíveis estratégias para  deter o Estresse Oxidativo e a Glicação?

  • Potencializar nossa capacidade anti oxidante através de alimentos e se indicados suplementos
  • Evitar a glicação através da alimentação e se indicados, suplementos e nutracêuticos
  • Ingestão de fibras
  • Ingestão de ácidos graxos poli-insaturados (ômega-3) se indicado
  • Implementação de sono adequado
  • Evitar excesso de exposição solar

 

Referências

The Best Vitamins For Skin Health: Why You Should Be Taking Vitamins A, C and E

http://www.medicaldaily.com/best-vitamins-skin-health-why-you-should-be-taking-vitamins-c-and-e-409629?rel=most_shared5

Dietary nutrient intakes and skin-aging appearance among middle-aged American women. 

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17921406

Does estrogen prevent skin aging? Results from the First National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES I)

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9080894

Biology of estrogens in skin: implications for skin aging.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16433679

Glicação e Estresse Oxidativo no Envelhecimento: Como detê-los?

http://www.hairbrasil.com/congresso/estetica2011/palestras/palestra02.pdf

Induction of Collagen by Estradiol. Difference Between Sun-Protected and Photodamaged Human Skin In Vivo

http://jamanetwork.com/journals/jamadermatology/fullarticle/420008?resultClick=1

Intrinsic skin aging. A critical appraisal of the role of hormones

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12955259

Melatonina, mais do que um “hormônio do sono”!

http://www.robertofrancodoamaral.com.br/blog/envelhecimento/melatonina-mais-do-que-um-hormonio-do-sono

Dose dependent sun protective effect of topical melatonin: A randomized, placebo-controlled, double-blind study.

http://www.jdsjournal.com/article/S0923-1811(16)30186-4/abstract

New study explores effects of growth hormone on the skin

http://www.news-medical.net/news/20130611/New-study-explores-effects-of-growth-hormone-on-the-skin.aspx

Growth Hormone Activates Gene Involved In Healing Damaged Tissue

https://www.sciencedaily.com/releases/2003/12/031204074202.htm

Growth hormone system: skin interactions

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0365-05962011000600015&lng=en&nrm=iso&tlng=en

Recombinant human growth hormone accelerates wound healing in children with large cutaneous burns.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1234282/

Glicação e Estresse Oxidativo no Envelhecimento: Como detê-los?

https://www.hairbrasil.com/congresso/estetica2011/palestras/palestra02.pdf

A importância da dosagem da hemoglobina glicada A1C

http://www.fleury.com.br/saude-em-dia/artigos/pages/a-importancia-da-dosagem-da-hemoglobina-glicada-a1c.aspx

Radicais Livres e o Envelhecimento Cutâneo

http://nead.uesc.br/arquivos/Biologia/mod4bloco3/eb8/Radicais_Livres_e_o_Envelhecimento_Cutaneo.pdf

 

Chocolate para saúde cardiovascular: quais as evidências?

Postado em

 

Dr. Murray Epstein

 

Até onde posso lembrar, o chocolate tem sido considerado “proibido” para qualquer um que esteja tentando perder peso, ou ainda para alguém que simplesmente está tentando ser mais consciente sobre a própria saúde. Então o que está por trás das últimas notícias sobre os benefícios do chocolate para a saúde? Existe alguma verdade nisso?

Meus pensamentos sobre chocolate e os ostensivos efeitos preventivos dele na doença cardiovascular (DCV) foram novamente despertados por um intrigante anúncio sobre um estudo sendo conduzido por instituições e organizações médicas de renome: Brigham and Women’s Hospital, Fred Hutchinson Cancer Research Center e Women’s Health Initiative. Iniciado em 2015, o estudo controlado, randomizado e em larga escala, com duração de cinco anos, está testando o efeito de um extrato concentrado de cacau e suplementos de multivitaminas na redução dos riscos de doença cardiovascular e câncer.

O Cocoa Supplement and Multivitamin Outcomes Study (COSMOS) vai ajudar a determinar se o extrato de cacau concentrado pode ajudar a reduzir a doença cardíaca e o acidente vascular encefálico (AVE), e se os           suplemento de vitaminas comumente utilizados podem ajudar a reduzir o risco de câncer, particularmente em mulheres idosas. É preciso enfatizar que o suplemento de cacau estudado é um extrato altamente concentrado de flavonoides de cacau. Esse não é um estudo sobre comer chocolate!

Como chegamos até aqui?

Vários benefícios para a saúde têm sido atribuídos ao chocolate; ou, mais especificamente, ao chocolate rico em flavonoides. Eu gostaria de focar no benefício potencial para hipertensão.

Mas, primeiro, é importante diferenciar entre cacau cru, cacau processado e chocolate. As sementes cruas obtidas da árvore Theobroma cacao são referidas como cacau cru.[1] As sementes da árvore T. cacao são ricas em uma subclasse de antioxidantes polifenois conhecidas como flavonoides, especificamente os flavonoides catequina e epicatequina.[2] Uma vez que essas sementes são processadas por moagem ou torrefação, o produto se torna o cacau processado. Maior processamento e adição de múltiplos ingredientes, incluindo açúcar e gordura, resultam no produto sólido que conhecemos como chocolate.[3]

O uso medicinal do cacau processado tem uma longa história de quase 500 anos, quando Hernán Cortés encontrou pela primeira vez a bebida na Mesoamérica.[4,5] Mesmo antes de Cortés, os maias e astecas usavam as sementes da árvore de cacau e produziam uma bebida chamada “xocoatl”. Lendas indígenas astecas relatam que as sementes de cacau eram trazidas do paraíso, e que sabedoria e poder surgiam por comer a fruta do cacaueiro.

Mais recentemente, os efeitos dos flavonoides vegetais em células de mamíferos atraíram interesse substancial, com atenção investigativa focada no potencial desses agentes para modular, e mesmo reverter, a doença cardiovascular e o câncer.[4] Diversos estudos epidemiológicos desenhados para examinar o possível papel protetor dos flavonoides na doença cardiovascular relataram associações inversas – quanto mais flavonoides, menos doença.[5-13]

O aumento do estresse oxidativo e a piora da biodisponibilidade do óxido nítrico são as principais características da disfunção vascular, e podem ser detectadas como o comportamento vascular anormal das coronárias em resposta a diversos estímulos dependentes do endotélio, incluindo acetilcolina ou teste de pressão a frio.[8,11] Em pacientes com função vascular intacta, tanto a acetilcolina quanto o teste de pressão a frio induzem vasodilatação. Em contraste, pacientes com o endotélio disfuncional apresentam uma vasoconstrição paradoxal, o que os coloca em risco aumentado de eventos cardiovasculares.[13] Um achado de destaque que mostrou a importância dos flavonoides do cacau processado na doença cardiovascular foi a descoberta de que os flavonoides ativam a óxido nítrico sintase em humanos.

Essas considerações focaram atenção nos potenciais efeitos salutares dos flavonoides vegetais. Estudos epidemiológicos sugeriram um possível papel protetor dos flavonoides na doença cardiovascular. [11,12] O cacau processado é a fonte mais rica de flavonoides, embora o processamento atual do cacau reduza substancialmente o conteúdo de flavonoides.

Estudos nos ameríndios Kuna

Um passo intrigante em direção ao delineamento do efeito potencial dos flavonoides na saúde e na doença cardiovascular deriva de estudos interessantes conduzidos nos índios Kuna (ameríndios).[13-15] Os ameríndios Kuna, do Panamá, são conhecidos por ter baixa pressão arterial e por manifestar apenas um aumento discreto na pressão arterial quando envelhecem.

Essa curiosa ausência de hipertensão foi documentada primeiramente por Kean há quase 70 anos.[13] Kean era um médico oficial do exército dos Estados Unidos, designado para a Zona do Canal no Panamá, onde muitos ameríndios Kuna trabalhavam. Kean ficou intrigado pelos baixos níveis de pressão arterial dos Kuna. Uma questão óbvia era se ausência de hipertensão era atribuível a genes protetores ou fatores ambientais. Vinte anos atrás, Hollenberg e colaboradores[6,16] iniciaram um estudo abrangente dos ameríndios Kuna que forneceu a ligação que faltava para a observação clínica de Kean.

Vale a pena relembrar uma breve história de como os Kuna se estabeleceram no arquipélago de San Blas. Estas ilhas se localizam na costa caribenha do Panamá. Esse arquipélago tem sido lar dos Kuna desde os tempos dos conquistadores espanhóis. O Império Espanhol alcançou seu pico de poder político e econômico sob o governo dos Habsburgs durante os séculos 16, 17 e 18. Durante o período, os espanhóis roubaram toneladas de ouro e prata dos nativos incas, onde hoje estão o Chile e o Peru, levando a preciosa carga para a Espanha. Como o Chile e o Peru estão lado Pacífico das Américas, e a Espanha no lado Atlântico, os Kuna eram obrigados pelos espanhóis a carregar ouro e prata pelo Istmo do Panamá.

A taxa de mortalidade era muito alta entre os Kuna, então alguns grupos atravessaram a densa floresta e escaparam para as Ilhas de San Blas. A dieta deles lá incluía um consumo significativo de cacau processado líquido, produzido a partir do cacau cru local, contribuindo com cerca de 1.000 mg/dia de flavonoides. Consequentemente, os Kuna provavelmente tinham a dieta mais rica em flavonoides do que qualquer população existente.

Flavonoides e mortalidade

Em 2007, Hollenberg e colaboradores[17] da University of Panama School of Medicine conduziram um estudo observacional para avaliar se o consumo de flavonoides estava associado a mortalidade. Esses pesquisadores analisaram o diagnóstico na certidão de óbito para comparar taxas de mortalidade por causa específica de 2000 a 2004 no Panamá continental e nas Ilhas de San Blas, onde viviam apenas ameríndios Kuna. A hipótese era de que se o consumo elevado de flavonoides e a consequente ativação do sistema do óxido nítrico eram importantes na mediação da redução da hipertensão e eventos cardiovasculares, o resultado seria uma redução discernível na frequência de doença cardíaca isquêmica, acidente vascular encefálico, diabetes e câncer – todos processos sensíveis ao óxido nítrico.

Os pesquisadores relataram que, no Panamá continental, a doença cardiovascular era a principal causa de mortalidade (83,4/100.000), seguida pelo câncer (68,4). Em contraste, as taxas nas ilhas habitadas pelos Kuna eram dramaticamente menores (9,2 para doença cardiovascular e 4,4 para câncer). De forma similar, as mortes por diabetes eram muito mais comuns em terra (24,1/100.000) do que nas ilhas de San Blas (6,6).

Os pesquisadores sugeriram que esses níveis menores de risco comparativamente entre os Kunas em San Blas poderiam estar relacionados ao consumo muito elevado de flavonoides e a ativação sustentada da síntese de óxido nítrico. No entanto, como esse foi um estudo observacional, e como muitos fatores de risco podem afetar a hipertensão, o estudo não forneceu evidências definitivas de uma ligação.

Flavonoides do cacau, óxido nítrico e saúde cardiovascular

Em 2000, Karim e colaboradores[18] documentaram a influência dos flavonoides do cacau processado na função endotelial na aorta de coelhos. Subsequentemente, Fisher e colaboradores[6] estenderam essa observação para sujeitos humanos saudáveis, encontrando que quatro dias de ingestão de cacau processado rico em flavonoides induzia a uma vasodilatação “surpreendente”. Esses pesquisadores utilizaram uma “dose” de cacau processado que foi calculada a partir de estudos com os Kuna para fornecer cerca de 900 mg de epicatequina por dia. Como a resposta vasodilatadora induzida pelo cacau processado foi revertida completamente por análogos da arginina, que são conhecidos por bloquear a síntese de óxido nítrico, como a L-NAME, os autores concluíram que o óxido nítrico constituiu o maior, senão o único, determinante da resposta vasodilatadora. O estudo também mostrou que o tratamento com cacau processado pobre em flavonoides não induziu a resposta vasodilatadora, indicando assim que os flavonoides eram o principal determinante dessa resposta.

Finalmente, amostras de urina de Kunas vivendo nas ilhas e daqueles no continente demonstraram uma correlação estatisticamente significativa entre o consumo crônico de flavonoides do cacau processado e excreção urinária elevada de metabólitos de ácido nítrico. Em resumo, essas observações demonstram que, em humanos, a ingestão do flavonoide epicatequina está ligada, ao menos em parte, aos efeitos vasculares observados após o consumo de cacau processado rico em flavonoides.[19]

Chocolate, cacau processado e pressão sanguínea

Determinar o papel do chocolate na hipertensão deveria ser simples como alimentar as pessoas com chocolate e medir a pressão arterial delas, mas diversas variáveis relevantes devem ser consideradas. O que está sendo administrado, chocolate ou cacau processado? Qual é o conteúdo de flavonoides do cacau (ou chocolate), e qual dose está sendo empregada? Os participantes do estudo são jovens ou idosos, hipertensos ou normotensos? Por quanto tempo o cacau processado ou chocolate é administrado? Qual é o controle? Enquanto Hollenberg[17] e Fisher[6] usaram o cacau processado pobre em flavonoides como controle, outros pesquisadores administraram uma mistura simulada ou chocolate branco para aqueles no braço controle, resultando na falta de administração duplo-cega e um efeito placebo confusor.

Talvez por conta de muitas diferenças no desenho de estudo, o efeito do cacau processado na pressão sanguínea permanece definido de forma incompleta. Fisher e colaboradores[6] não encontraram relação entre pressão arterial e alta dose de cacau rico em flavonoides de forma ambígua em sujeitos saudáveis normotensos estudados por menos de uma semana. Em contraste, uma meta-análise descobriu que tanto o cacau processado quanto o chocolate induziram uma queda nas pressões arteriais sistólica e diastólica em pacientes idosos com hipertensão.[12] De forma semelhante, Taubert e colaboradores[9] demonstraram uma redução significativa na pressão arterial com uma porção pequena de um quadrado de chocolate por dia em pacientes com pressão normal alta ou hipertensão leve. No estudo Zutphen Elderly Study, o consumo de cacau processado foi inversamente relacionado à pressão arterial em 470 homens idosos.[20]

As propriedades antioxidantes do chocolate amargo

O chocolate amargo contém níveis elevados de flavonoides, que têm propriedades antioxidantes, e evidências emergentes sugerem um potencial benefício de uma variedade de alimentos e bebidas ricos em flavonoides em eventos cardiovasculares. Em um ensaio clínico duplo-cego, randomizado, placebo controlado em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, Flammer e colaboradores[21] compararam efeito do chocolate rico em flavonoides comercialmente disponível com o chocolate controle livre de licor de cacau na função endotelial e das plaquetas. Eles demonstraram que o chocolate rico em flavonoides melhora agudamente a função vascular e inibe a função plaquetária em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva.

Ding e colaboradores[22] revisaram a amplitude dos mecanismos potenciais pelos quais os flavonoides e o cacau teriam benefício na saúde cardiovascular. Os mecanismos propostos incluem ativação do óxido nítrico e efeitos antioxidantes, antiinflamatórios e antiplaquetários, o que pode melhorar a função endotelial, os níveis de lipídios, a pressão arterial e a resistência insulínica.

O que fica para nós?

À luz dos estudos sugerindo que o chocolate rico em flavonoides pode conferir benefícios cardiovasculares, deveríamos considerar o cacau processado como um nutracêutico cardiovascular? No entanto, existem ressalvas importantes. Durante o processo convencional de fabricação do chocolate a partir das sementes frescas de cacau até o produto final, a concentração de flavonoides reduz de forma importante.[23]

Além disso, o termo “chocolate amargo” é mal compreendido, pois o sabor do chocolate não indica o conteúdo de flavonoides. Por exemplo, o processo de adicionar potássio alcalino ao cacau em flocos acentua o gosto, a textura e a aparência do cacau processado, eliminando o amargor assim como a maioria dos flavonoides ativos.[24] A alcalinização também resulta no escurecimento do cacau processado, produzindo um chocolate muito escuro que essencialmente não contém flavonoides.

A fermentação e a torrefação também têm um impacto negativo no conteúdo de flavonoides dos alimentos. Além disso, a concentração de flavonoides pode depender da origem do cacau cru.[25] O chocolate ao leite tem o menor conteúdo de flavonoides comparado com o cacau em pó e o chocolate amargo.[26]

Finalmente, a carga altamente calórica do chocolate comercialmente disponível (cerca de 500 kcal/100g) pode causar ganho de peso, o que é por si só um fator de risco para hipertensão, dislipidemia e diabetes.

O caminho experimental para delinear os potenciais benefícios do chocolate rico em flavonoides é desafiador, embora potencialmente recompensador. Muitas linhas de evidências sugerem que o chocolate rico em flavonoides pode conferir benefícios cardiovasculares, incluindo redução da pressão sanguínea, melhora na sensibilidade à insulina e possivelmente redução do risco de insuficiência cardíaca congestiva.[27]

Enquanto aguardamos resultado do estudo COSMOS, minha recomendação é confiar no exercício e na dieta DASH para melhorar a saúde cardiovascular. Se você é um “chocólatra”, tudo bem comer chocolate amargo, mas apenas como fonte de prazer – ainda não com a pretensão de que estamos tendo benefícios medicinais.

 

Las grasas monoinsaturadas podrían ayudar a vivir más tiempo (Nature)

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Como las presentes en el aceite de oliva.

Las lombrices rechonchas que almacenan un tipo particular de grasa viven más tiempo que sus homólogos más esbeltos, según un estudio realizado por investigadores de la Facultad de Medicina de la Stanford University, en California, Estados Unidos.

Esta acumulación de grasa y el consiguiente aumento de la vida de los gusanos pueden estimularse simplemente alimentando a los animales con ácidos grasos monoinsaturados, como los presentes en el aceite de oliva.

Como muchas especies comparten patrones similares de metabolismo de grasa, es posible que los hallazgos pudieran extenderse a otros animales, incluidos los humanos, creen los investigadores. El hallazgo, del que se informa en “Nature”, sugiere que la acumulación de un tipo específico de grasa en realidad puede ser beneficiosa, algo que fue una sorpresa para los investigadores porque la restricción calórica severa también ha demostrado extender la vida útil de muchos animales.

“Sabemos desde hace tiempo que los cambios metabólicos pueden afectar a la vida, pero esperábamos que los animales de larga vida en nuestro estudio estarían más delgados”, afirma Anne Brunet, profesora de Genética en Stanford. “En cambio, resultaron ser más gordos. Esto fue una sorpresa”, afirma Brunet, que también es directora asociada del Centro Paul F. Glenn de Stanford para la Biología del Envejecimiento, y realizó el trabajo junto al graduado Shuo Han.

Los investigadores comenzaron su estudio como una forma de explorar la epigenética, un proceso por el cual los organismos modulan su expresión génica en respuesta a señales ambientales sin cambiar la secuencia subyacente de su ADN. En este caso, los científicos estaban viendo cómo los complejos de proteínas epigenéticas, que añaden o eliminan etiquetas químicas en la maquinaria de envasado de ADN de la célula, podrían interactuar con los cambios metabólicos en un gusano redondo para afectar a su vida útil.

“Es bien sabido que los complejos de proteínas epigenéticas y las vías metabólicas afectan a la vida de muchos animales –resalta Brunet–. Pero hasta ahora no sabíamos por qué, o si estos dos procesos estaban ligados de alguna manera”. Han y Brunet se propusieron examinar el efecto del bloqueo de la actividad de un complejo de proteínas llamado COMPASS sobre el metabolismo de los gusanos redondos de laboratorio, un modelo animal popular para estudios de longevidad debido a su vida relativamente corta y facilidad de cuidado.

Juntas, las proteínas COMPASS añaden etiquetas químicas denominadas grupos metilo a un componente de la maquinaria de envasado de ADN de una célula llamado histona. La presencia o ausencia de esta etiqueta afecta a si el ADN sigue enrollado herméticamente como el hilo en un carrete o se despliega para permitir que sus genes se expresen.

La reducción del número de marcas de metilo en la histona mantiene el ADN inaccesible y los investigadores en el laboratorio de Brunet habían demostrado previamente que los gusanos que carecían de la actividad de COMPASS vivían un 30% más que sus compañeros. “Pensamos que esta modificación epigenética causada por COMPASS podría imitar la restricción dietética –relata Brunet–. Así que empezamos a mirar el metabolismo y el contenido de grasa de los gusanos carentes de actividad COMPASS”.

Han destaca que los gusanos carentes de un complejo funcional COMPASS no sólo vivían más tiempo que sus compañeros, sino que también acumulaban grasas en sus intestinos. Una inspección más cercana con una técnica analítica denominada cromatografía de gases acoplada con espectrometría de masas demostró que la grasa era principalmente una clase específica llamada ácidos grasos monoinsaturados, el mismo tipo de grasa que se encuentra en el aceite de oliva, las nueces y los aguacates.

“Fue emocionante, pero entender por qué esto estaba pasando llevó algo de tiempo”, dice Brunet. Eso es porque COMPASS actúa principalmente en el tejido de la línea germinal, que fabrica los huevos y el esperma; pero la grasa observada por Han se acumulaba en el intestino.

Han descubrió que la inhibición de la actividad COMPASS en la línea germinal causó de algún modo un aumento específico en la expresión de enzimas que convierten las grasas poliinsaturadas en grasas monoinsaturadas en las tripas de los animales. Aunque el método de comunicación entre la línea germinal y el tejido intestinal todavía está bajo investigación, el hallazgo fue intrigante.

Los seres humanos con dietas ricas en grasas monoinsaturadas han demostrado tener menor riesgo de enfermedades del corazón y diabetes y algunos estudios han demostrado que los centenarios almacenan más grasas monoinsaturadas que los no centenarios.

“Queríamos saber si esta acumulación de grasas monoinsaturadas era importante para la vida –apunta Brunet–, así que alimentamos directamente con grasas monoinsaturadas y poliinsaturadas a los gusanos. Descubrimos que las grasas monoinsaturadas se acumulaban en las tripas de los gusanos y aumentaban su peso, incluso sin mutación de COMPASS, mientras que las grasas poliinsaturadas no tuvieron el mismo efecto”.

Los investigadores están trabajando ahora para entender cómo la acumulación de ácidos grasos monoinsaturados trabaja para extender la vida útil. Algunas posibilidades incluyen la disponibilidad de energía rápida en la grasa almacenada o el hecho de que la grasa puede proporcionar una fuente accesible de moléculas de señalización basadas en lípidos para facilitar la comunicación entre células o tejidos. Alternativamente, las grasas monoinsaturadas pueden ayudar a preservar la fluidez de las membranas lipídicas que encierran y protegen las células.