Mês: agosto 2017

#Existem 8 #hormônios que causam a #sensação de fome. Veja o que fazer para controlá-los

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Atualizado em: 02/08/2017

Uma nova abordagem para uma alimentação saudável deve ser fundamentada nos últimos estudos científicos, de fácil acesso e execução. Este artigo aborda os 8 tipos de hormônios que contribuem para a sensação da fome e como fazer para “desligar” estes hormônios através da alimentação e  de hábito de vida !

 

1. Insulina, o hormônio do “Armazenamento”:

A insulina é secretada pelo pâncreas para permitir que suas células absorvam a glicose (açúcar no sangue) para produção de energia ou armazenamento em forme de açúcar no fígado ( glicogênio hepático) e açúcar na célula muscular ( glicogênio muscular). Em geral, células saudáveis têm uma alta sensibilidade à insulina. Mas quando as células são expostas constantemente a altos níveis de insulina, como resultado de uma ingestão constante de glicose (grande parte em razão de um consumo exagerado de alimentos processados, recheados de açúcares e farinhas refinadas que elevam os níveis de insulina acima do limite saudável), nossas células se adaptam reduzindo, na própria superfície, o número de receptores que reagem à insulina. Em outras palavras, nossas células se dessensibilizam à insulina, gerando uma condição chamada “resistência à insulina”, que lhes permite ignorá-la e não absorver a glicose do sangue, o que pode culminar  em maior estoque de gordura corpórea e consequentemente diabetes tipo 2

A insulina também evita que as células de gordura sejam quebradas. O desequilíbrio contribui para a resistência à insulina,  esteatose hepática não alcoólica, síndrome metabólica e aumento da fome e desejo de comer.

A esteatose hepática não alcoólica é um dos componentes da síndrome metabólica, foco de diversas agências de saúde mundiais nas duas últimas décadas. No Brasil o índice de pessoas obesas ou com sobrepeso vem aumentando a cada ano.

O que fazer sobre isso.

Em um estudo realizado por pesquisadores das Universidades de Tokushima e Shizuoka no Japão, publicado no periódico American Journal of Physiology – Endocrinology and Metabolism em 2009, a esteatose hepática foi induzida em ratos, com uma dieta rica em sacarose (açúcar refinado). Os ratos com esteatose hepática foram então colocados em duas dietas: uma dieta controle, rica em carboidratos, e outra pobre em carboidratos e rica em proteínas. A dieta low carb com mais proteínas reverteu a esteatose nos roedores, ao contrário da dieta com mais carboidratos.

Deve-se reduzir a ingestão de carboidratos para reduzir a secreção crônica ou excessiva de insulina, reduzindo principalmente a ingestão de frutose, que é conhecida por causar resistência à insulina e hiperinsulinemia. O consumo da frutose cresceu muito nos últimos 40 anos, devido ao seu uso generalizado em muitos alimentos e bebidas (doces, pudins, geleias, frutas enlatadas, bolos, refrescos em pó e principalmente refrigerantes). Pesquisas recentes sobre o excesso de peso sugerem que o consumo de grandes quantidades de frutose pode estar relacionado ao desenvolvimento da síndrome metabólica. Os estudos apontam o aumento do consumo de frutose associado ao sedentarismo com o aparecimento da esteatose hepática.  Além disto, a prática de exercícios físicos para queimar os depósitos de glicogênio e SENSIBILIZAR a  insulina nos músculos esqueléticos são imprescindíveis.

“Deve-se reduzir a ingestão de carboidratos para reduzir a secreção crônica ou excessiva de insulina, reduzindo principalmente a ingestão de frutose, que é conhecida por causar resistência à insulina e hiperinsulinemia”

De acordo com trabalho publicado no periódico científico Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, por pesquisadores brasileiros da Universidade Federal da Bahia, “o exercício físico melhora a sensibilidade à insulina, diminui a hiperinsulinemia, aumenta a captação muscular de glicose, melhora o perfil lipídico e a hipertensão arterial, além da sensação de bem-estar físico e psíquico decorrente; também pode contribuir para a perda de peso. Deve ser feita cuidadosa avaliação quanto à presença de complicações macro e microvasculares no diabetes mellitus do tipo 2, para definir os tipos de exercícios mais apropriados, se neuropatia, nefropatia e/ou retinopatia estiverem presentes”. Um outro estudo prospectivo em 110.660 indivíduos seguidos por 6 anos mostrou que a prática diária de exercícios físicos diminuiu a incidência de diabetes mellitus em 46%.

 

2. Leptina, o hormônio da “Saciedade”:

À primeira vista, a leptina é um componente integral de um intrincado sistema fisiológico que regula o armazenamento, o equilíbrio e o uso de energia pelo organismo. Além deste papel, a leptina sinaliza e modula o estado nutricional do organismo para outros sistemas fisiológicos. A leptina é um hormônio produzido predominantemente pelo tecido adiposo branco em relação proporcional direta à massa corporal deste tecido, isto é, a massa total de tecido adiposo do organismo é o fator que mais está associado às concentrações de leptina no sangue. Este hormônio sinaliza ao centro da saciedade, no hipotálamo de que há bastante gordura armazenada e evita que se coma em excesso. Porém, diversos mecanismos fisiológicos influenciam a síntese da leptina levando a oscilações nas quantidades de leptina intrinsecamente associadas com a massa de gordura. O jejum, o exercício físico moderado e o frio causam uma queda nas concentrações plasmáticas da leptina e a alimentação após o jejum, glicocorticoides e insulina são fatores que estimulam a produção de leptina.

A maior parte das pessoas com obesidade têm níveis séricos de leptina proporcionais à sua massa de tecido adiposo, ou seja, a maioria das pessoas com obesidade não sofre de uma deficiência de leptina. À semelhança do que se postula para o DM2, passou-se a considerar que a obesidade mais frequentemente encontrada na população é um estado onde há uma resistência aos efeitos de leptina. Assim, postula-se que um acúmulo excessivo de leptina a curto prazo poderia levar a uma “down-regulation” dos receptores centrais e a um reajuste do seu efeito inibidor sobre o apetite. Desta maneira, uma concentração acima do normal de leptina seria necessária para o mesmo efeito inibitório sobre o apetite. O que acontece quando a sinalização prejudicada não desencadeia no cérebro os estímulos para acalmar os hormônios da fome? O mau funcionamento está relacionado à obesidade, insulina cronicamente elevada e inflamação.

“A obesidade mais frequentemente encontrada na população é um estado onde há uma resistência aos efeitos de leptina, isto é o indivíduo tem mais  dificuldade de ficar saciado”

O que fazer sobre isso.

Evite alimentos inflamatórios, como óleos de sementes hidrogenadas como óleo de canola,  milho , seja e girassol  e foque nos ácidos graxos ômega-3. Certifique-se de que está dormindo bem, uma vez que a privação do sono está ligada a quedas nos níveis de leptina. O exercício físico, à semelhança da insulina também aumenta a sensibilidade à leptina  aumentando o domínio sobre o apetite

Outra forma de sensibilizar a insulina é praticar jejum intermitente e evitar comer de 3/3 horas desde que você não coma em demasia na  refeição seguinte quando ficar mais de 3 horas sem se alimentar.

 

 

 

 

3. Grelina, o hormônio da “Fome”:

A grelina é liberada quando o estômago está vazio e cessa a liberação quando o estômago está distendido (cheio). Ela estimula os neurônios orexígenos (NPY e AgRP) do centro da fome, no hipotálamo. A concentração plasmática de grelina é mais alta antes de comer e mais baixa uma hora depois de comer. Estudos demonstram que em certos pacientes obesos a grelina circulante não diminui, e por isso o cérebro não recebe o sinal para parar de comer.

Um grupo de pesquisadores norte-americanos e chineses publicaram em junho de 2017 no International Journal of Molecular Science, um trabalho que sugere que xarope de milho de alta frutose (HFCS) e a sacarose têm efeitos diferenciais sobre o metabolismo lipídico: enquanto a sacarose promove a obesogênese, o HFCS aumenta principalmente a inflamação e a resistência à insulina, sendo que a grelina confere efeitos protetores para essas disfunções metabólicas.

O que fazer sobre isso.

Evite os carboidratos brancos, o açúcar e especialmente as bebidas açucaradas (refrigerantes) que não matam a fome e nem distendem o estômago. Coma proteínas em todas as refeição, especialmente no café da manhã, para promover a saciedade. Coma muita fibra, pois tem massa para distender fisicamente o estômago sem ganho calórico. Pratique exercícios físicos e não faça refeiçoes líquidas

 

Influência da atividade física no apetite

Um estudo realizado por pesquisadores espanhóis e publicado em junho de 2017 na Clinica e Investigacion en Arteriosclerosis, determinou a influência do exercício físico sobre o apetite, mudanças nas concentrações hormonais e mudanças em certas regiões neurais. Para conseguirem isso, uma pesquisa bibliográfica foi realizada usando diferentes bases de dados. Os resultados mostraram que o exercício físico leva a alterações no apetite, na fome e na ingestão de energia. Além disso, o exercício diminuiu os níveis de grelina, aumentou as concentrações de leptina e alterou a resposta de certas regiões neurais.

“O exercício físico diminui os níveis de grelina, aumenta as concentrações de leptina e altera a resposta de certas regiões neurais”

4. Peptídeo semelhante ao Glucagon 1 (GLP-1), o  hormônio da “plenitude”:

O GLP-1 é produzido e liberado quando o alimento entra nos intestinos (íleo) para sinalizar ao nosso cérebro que estamos cheios. Já foi comprovado por cientistas que estudam o GLP-1 que ele afeta regiões no hipotálamo que controlam a saciedade em nosso organismo. Sua principal ação, contudo, se dá nas células beta do pâncreas, que secretam a insulina. Por aumentar a quantidade de insulina no sangue, doses sintéticas desse hormônio são usadas para o tratamento de pessoas com diabetes tipo 2. A inflamação crônica reduz a produção de GLP-1, o que afeta negativamente a sinalização de saciedade (ficando sempre com fome).

“Evite alimentos pró-inflamatórios e faça uma dieta anti-inflamatória”

 

O que fazer sobre isso.

Evite alimentos pro-inflamatórios (ricos em ácidos graxos ômega-6 como óleos vegetais de soja, algodão, milho e girassol, cereais refinados como pão francês, massas, bolachas de água e sal ou maisena, fubá e bolo simples, embutidos como salsicha,  peito de peru e linguiça, tome probióticos, coma refeições ricas em proteínas, o que aumenta a produção de GLP-1. As refeições com vegetais de folhas verdes também aumentam os níveis de GLP-1. Faça uma dieta anti-inflamatória. Os alimentos que controlam a inflamação são ricos em substâncias como alicina, ácidos graxos ômega-3 presentes em peixes como atum, sardinha e salmão, em frutas oleaginosas e em sementes como linhaça, chia e gergelim. São anti-inflamatórios também alimentos ricos em vitamina C como ervas aromáticas (alho, açafrão, curry e cebola) e frutas cítricas.

 

5. Colecistocinina (CCK), outro hormônio da “saciedade”:

A colecistocinina é produzida por células no trato gastrointestinal e sistema nervoso. A CCK é liberada pelo duodeno sempre que comemos proteína ou gordura aumentando os sinais de saciedade enviados ao sistema nervoso, ao mesmo tempo que trabalha com o nosso estômago para tornar o processo de digestão mais lento, inibindo a motilidade e o esvaziamento gástrico. O resultado disto é que nos sentimos mais cheios durante mais tempo! A síndrome do intestino irritável (IBS) pode causar uma diminuição na produção de colecistocinina, fazendo você se sentir privado de energia.

O que fazer sobre isso.

Estudos iniciais sugerem que a interação direta de colecistocinina e proteína dietética contribui para a resposta à saciedade. Gordura desencadeia a liberação de colecistocinina e a fibra alimentar pode dobrar a produção de colecistocinina. Para otimizar a libertação deste hormônio, coma proteínas e gorduras em cada refeição.

6. Peptídeo YY (PYY), o hormônio do “Controle”:

O PYY é um hormônio controlador do trato gastrintestinal que reduz o apetite. O hormônio peptídeo YY, conhecido como PYY, é formado por 34 aminoácidos. Sua síntese ocorre nas glândulas endócrinas do intestino delgado e cólon. Sua principal função é diminuir o apetite, aumentando a sensação de saciedade e diminuindo a motilidade intestinal. A quantidade de hormônio secretada por essas células depende do tanto de calorias ingeridas, sendo estimuladas quando o alimento chega no intestino. Os carboidratos simples  refinados  e os doces, são absorvidos antes que os intestinos liberem o hormônio PYY inibidor da fome. O excesso de carboidratos / glicose então se transforma em gordura para ser armazenada mediante a excessiva produção de insulina

A resistência à insulina e o excesso crônico de açúcar no sangue, prejudicam a produção de PYY. O PYY se comunica com os neurônios orexigênicos (estimuladores de apetite) e inibe o apetite através da inibição dos neurônios NPY estimuladores do apetite presentes no núcleo arqueado (ARC) do hipotálamo.

“Os carboidratos simples  refinados, os doces e a frutose não oriunda de frutas sólidas são absorvidos antes que os intestinos liberem o hormônio PYY inibidor da fome”

A inibição do apetite induzida pelo estresse ocorre por esta mesma via. Assim, animais com a fome inibida pelo estresse, não respondem ao PYY exógeno, pois a via de inibição já está saturada. Recentemente foi demonstrado em humanos, o efeito de redução da ingestão de alimentos em voluntários obesos e com peso normal. Em trabalho realizado por pesquisadores da UNICAMP, foram observados níveis reduzidos de PYY em obesos quando comparados aos controles magros. Isto sugere que a redução da produção de PYY pelo TGI possa estar relacionada à presença de obesidade em seres humanos.

O que fazer sobre isso?

O açúcar ( glicose ) no sangue ( glicemia) em níveis saudáveis  aumenta a resposta e a produção de PYY. As refeições à base de proteínas aumentam as concentrações de PYY, enquanto as fibras também aumentam a produção de PYY. Dietas gordurosas parecem estimular maior produção de PYY do que as ricas em carboidratos.

7. Neuropeptídeo Y (NPY), o hormônio “Estimulante”:

O NPY é um hormônio produzido no cérebro e sistema nervoso que “estimula” o apetite por carboidratos e é mais elevado durante os períodos de LONGOS jejuns ou privação alimentar. O estresse também induz a produção de NYP que leva à estimulação do apetite e ingesta excessiva de comida, conduzindo a um excesso de gordura em geral com maior ganho de gordura abdominal.

O que fazer sobre isso.

O jejum e a privação de alimentos podem estimular a liberação de NPY. Coma refeições completas regularmente com proteína muita e fibra prebiótica solúvel, faça jejum intermitente, com cautela, por pouco tempo. Estudos em animais demonstraram que jejuns muito longos, como os de mais de 24 horas, podem aumentar dramaticamente os níveis de NPY. A falta de proteína também aumenta a liberação do NPY. Comer pouca proteína tem demonstrado aumentar a liberação de NPY, o que leva à fome, aumento da ingestão de alimentos (principalmente carboidratos) e ganho de peso.

8. Cortisol, o hormônio do “estresse”:

O cortisol é o hormônio do estresse produzido pelas glândulas adrenais quando o corpo está estressado estresse. Níveis cronicamente elevados de cortisol podem levar a excessos e ao aumento de peso. Níveis elevados de cortisol estão ligados à gordura abdominal nas mulheres. No entanto, uma dieta rigorosa também pode aumentar o cortisol. Em um estudo, as mulheres que consumiram uma dieta baixa em calorias tiveram níveis mais elevados de cortisol e relataram sentir-se mais estressadas do que as mulheres que comiam uma dieta normal

“Níveis elevados de cortisol podem aumentar a ingestão de alimentos e promover o ganho de peso. Comer uma dieta equilibrada, controlar o estresse e dormir mais, pode ajudar a normalizar a produção de cortisol”

O que fazer sobre isso.

Controle os níveis de estresse através da meditação, movimentação e boa qualidade de sono, pois um estudo descobriu que quando os pilotos perderam 15 horas de sono ao longo de uma semana, seus níveis de cortisol aumentaram em 50-80%. Praticar meditação pode reduzir significativamente a produção de cortisol. Pesquisadores relatam que quando a música calmante é tocada durante procedimentos médicos, o cortisol não aumenta muito. Fale com os entes queridos e peça ajuda quando necessário. Não corte calorias a níveis extremamente baixos.

Coma três refeições equilibradas diariamente com proteínas, gorduras, fibras, verduras e carboidratos sólidos , naturais e fibrosos como batata doce, mandioca, arroz negro e abóbora

 

Referências

Consumo de frutose e exercício físico, impacto na síndrome metabólica

https://repositorio.unesp.br/handle/11449/20739

CONSUMO DE FRUTOSE E IMPACTO NA SAÚDE HUMANA

https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8634681

Prevention and reversal of hepatic steatosis with a high-protein diet in mice.

http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0925443913000409

A HIPERINSULINEMIA a Longo Prazo

http://www.menosrotulos.com.br/2015/12/a-hiperinsulinemia-longo-prazo.html

Tratamento do Diabetes Mellitus do Tipo 2: Novas Opções

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=s0004-27302000000600011&script=sci_arttext

O Controle Hipotalâmico da Fome e da Termogênese – Implicações no Desenvolvimento da Obesidade

http://unicamp.sibi.usp.br/bitstream/handle/SBURI/9189/S0004-27302006000200003.pdf?sequence=1

Mecanismos hormonais do controle de peso corporal e suas possíveis implicações para o tratamento da obesidade

https://www.researchgate.net/publication/242528900_Mecanismos_hormonais_do_controle_de_peso_corporal_e_suas_possiveis_implicacoes_para_o_tratamento_da_obesidade_Hormonal_mechanisms_in_body_weight_regulation_and_therapeutic_implications

Suppression of Ghrelin Exacerbates HFCS-Induced Adiposity and Insulin Resistance.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28629187

Review and analysis of physical exercise at hormonal and brain level, and its influence on appetite.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28625709

#Um milhão a mais de #pesquisas na internet sobre #suicídio depois de 13 Reasons Why

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Lisa Rapaport

(Reuters Health) – Pesquisas on-line relacionadas ao suicídio aumentaram logo após o lançamento de 13 Reasons Why, série sobre uma adolescente que tirou a própria vida, sugere um estudo dos EUA.

Volumes de pesquisa no Google a respeito de suicídio foram 19% mais elevados do que o esperado nos 19 dias que se seguiram ao lançamento do programa, refletindo de 900.000 a 1,5 milhão a mais de pesquisas do que normalmente haveria, relataram os pesquisadores em 31 de julho no JAMA Internal Medicine.

“Quanto mais alguém contempla o suicídio, maior a probabilidade de agir”, disse o autor principal do estudo John Ayers, da San Diego State University,na Califórnia. “As pesquisas frequentemente são um prenúncio de comportamentos off-line”.

Muitas das pesquisas no estudo focavam em pensamentos suicidas.

Por exemplo, pesquisas de “como cometer suicídio” foram 26% mais frequentes do que o esperado depois da estreia de 13 Reasons Why, enquanto pesquisas por “cometer suicídio” foram 18% mais frequentes do que o previsto, e “como se matar” foram 9% mais frequentes.

Ao mesmo tempo, pesquisas em busca de ajuda também aumentaram.

Solicitações de “número de atendimento a suicidas” foram 21% mais altas que o esperado depois que a série surgiu, e pesquisas sobre “prevenção do suicídio” foram 23% mais frequentes do que o previsto.

Pesquisas por “suicídio na adolescência” foram 34% mais elevadas que o esperado, também mostrou o estudo.

Em 13 Reasons Why, a estudante do ensino médio Hannah Baker se mata e deixa para trás fitas cassete descrevendo os eventos que levaram à própria morte, que é mostrada com detalhes gráficos no último episódio. A série lida com estupro, direção sob efeito de álcool e bullying.

Depois da estreia, muitos especialistas em saúde mental manifestaram o temor de que assistir à série poderia desencadear suicídios por imitação, particularmente entre adolescentes vulneráveis que poderiam já estar lutando contra a depressão ou pensamentos suicidas.

A série traz uma orientação parental e a Netflix acrescentou alertas de conteúdo adicionais e informações sobre recursos de prevenção de suicídio em resposta às preocupações sobre o programa. A Netflix também encorajou os pais a assistirem o programa com os adolescentes e ofereceu pontos de discussão.

“Nós sempre acreditamos que esse programa aumentaria a discussão sobre o assunto”, disse a Netflix à Reuters Health em uma declaração por e-mail. “Esse é um interessante estudo quase experimental que confirma isso”.

Ainda assim, a série poderia ter ido mais longe na tentativa de evitar desencadear pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio, disse Kimberly McManama O’Brien, coautora de um editorial de acompanhamento e pesquisadora em psiquiatria na Harvard Medical School, em Boston.

“A escolha de exibir graficamente a morte por suicídio da estrela da série foi uma decisão controversa”, disse Kimberly por e-mail. “Pesquisas mostraram que imagens ou descrições detalhadas de como uma pessoa morreu por suicídio podem ser um fator em indivíduos vulneráveis”.

Para avaliar o quanto as pesquisas on-line sobre suicídio mudaram depois de 13 Reasons Why, os pesquisadores usaram um algoritmo baseado nas tendências de pesquisa diárias entre 15 de janeiro e 30 de março, o último dia antes do lançamento da série.

Então, eles observaram os volumes de pesquisa desde a data de lançamento de 31 de março até 18 de abril, um ponto de corte escolhido para excluir qualquer influência do suicídio do jogador de futebol americano Aaron Hernandez, em 19 de abril.

Por 12 dos 19 dias que seguiram 31 de março, todas as pesquisas sobre suicídio subiram acima do esperado, variando de 15% a 44% a mais do que o antecipado.

Dentre as 20 questões comuns sobre suicídio que os pesquisadores examinaram, 17 tinham um volume de pesquisa maior que o esperado durante o período do estudo.

Não está claro se qualquer pesquisa precedeu uma real tentativa de suicídio, observam os autores.

Como o estudo sugere que a série aumentou tanto a conscientização a respeito do suicídio quanto os pensamentos suicidas, mais alertas poderiam ser acrescentados na temporada atual e nas futuras, concluem os pesquisadores.

Representações do suicídio pela mídia deveriam seguir as diretrizes da Organização Mundial de Saúde para evitar desencadear tentativas de suicídio, recomendou Ayers.

“Mostrar o ato do suicídio, tornar a vítima do suicídio o foco central, ou culpar outros pelo suicídio da vítima são todas atitudes desencorajadas”, disse Ayers.

Programas que abordam o suicídio deveriam direcionar seu público a recursos de ajuda, como a Linha Nacional de Prevenção do Suicídio (1-800-273-TALK), acrescentou ele.

FONTE: http://bit.ly/2tQQymh and http://bit.ly/2vfpUY2

JAMA Intern Med 2017.

#Una nueva clase de #antibióticos podría ser eficaz en el tratamiento contra la #gonorrea (Antimicrob Agents Chemother)

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La amenaza inminente de enfermedades infecciosas resistentes a los antibióticos no tratables es un problema mundial.

Investigadores del Imperial College London y de la London School of Hygiene & Tropical Medicine (Reino Unido) han descubierto una nueva clase de antibióticos que, probados en laboratorio, se cree que podrían ser eficaces en el tratamiento contra la gonorrea.

En concreto, los investigadores, cuyo trabajo ha sido publicado en “Antimicrobial Agents and Chemotherapy”, probaron 149 muestras de la bacteria ‘N. gonorrhoeae’ de pacientes hospitalizados con infecciones en la garganta, la uretra, el cuello uterino y el recto. De esta forma, encontraron que, a dosis muy bajas (0,125 mg/l), el antibiótico closthioamide era eficaz en 146 de 149 muestras tomadas de los pacientes.

“La amenaza inminente de enfermedades infecciosas resistentes a los antibióticos no tratables, incluida la gonorrea, es un problema mundial, para el que necesitamos urgentemente nuevos antibióticos”, ha recordado el autor principal del Departamento Imperial de Ciencias de la Vida, John Heap.

Asimismo, la autora principal de la London School of Hygiene & Tropical Medicine, Victoria Miari, ha añadido que, con ninguna vacuna eficaz disponible, los nuevos antibióticos son “urgentemente” necesarios para hacer frente a esta infección que, sin tratamiento, puede tener consecuencias muy graves.

Aunque todavía no se ha probado en animales y seres humanos, los investigadores dicen que el antibiótico podría ser un nuevo paso en la lucha contra la enfermedad. Ahora, van a continuar el estudio en el laboratorio para evaluar aún más la seguridad y la eficacia del antibiótico.

#Una #dieta alta en grasa y azúcar podría reducir los beneficios de los #polifenoles (Eur J Nutr)

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El seguimiento de una dieta de este tipo impide que se formen esos compuestos beneficiosos y que circulen por nuestro organismo.

Investigadores del Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), con la colaboración de expertos del Instituto de Química Avanzada de Cataluña, el Instituto de Investigaciones Marinas y la Universidad Rovira i Virgili, han demostrado que una dieta alta en grasa saturada y sacarosa reduce los niveles de metabolitos de los polifenoles circulantes.

Los polifenoles son compuestos presentes en los alimentos vegetales, con distintos beneficios en la prevención de enfermedades cardiovasculares y diabetes tipo 2 por sus propiedades antioxidantes. Gran parte de sus efectos se deben a los metabolitos que se generan cuando las bacterias intestinales actúan sobre ellos.

“El seguimiento de una dieta de este tipo impide que se formen esos compuestos beneficiosos y que circulen por nuestro organismo, un efecto adverso de este tipo de dietas que no había sido descrito previamente”, ha explicado la investigadora del CSIC Jara Pérez Jiménez, que trabaja en el Instituto de Ciencia y Tecnología de los Alimentos y Nutrición.

Para realizar el trabajo, publicado en “European Journal of Nutrition”, los científicos dividieron a ratas sanas en cuatro grupos: uno alimentado con una dieta estándar, otro con una dieta alta en grasa y azúcar, otro con una dieta estándar enriquecida en polifenoles de uva, y el último con una alta en grasa y azúcar enriquecida con polifenoles de uva.

“Cuando la dieta estándar se enriquecía en polifenoles de uva, aumentaban, como era esperable, los metabolitos derivados de la acción de la microbiota. No obstante, este aumento no ocurría cuando la dieta alta en grasa y azúcar se enriquecía con los mismos compuestos”, ha detallado Pérez Jiménez.

Por todo ello, los investigadores han planteado la hipótesis de que los cambios en la microbiota que genera una dieta desequilibrada provocarían un descenso del número de especies de microorganismos capaces de transformar los polifenoles en sus metabolitos activos.

#Psoriasis: New findings support efforts to increase access to #NB-UVB treatment

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A new study has also suggested NB-UVB may be valuable for treating non-psoriasis associated pruritus.

While the effectiveness of narrowband UVB phototherapy (NB-UVB) has been demonstrated in clinical trials, opinions on the value of offering this treatment in routine practice vary due to the need for treatment attendance and required infrastructure.

In order to assist in management decisions, scientists examined large-scale and long-term data on the efficacy of NB-UVB for psoriasis under real-world conditions in a new study published in PLoS One.

They found NB-UVB treatment leads to both a major sustained improvement as well as significant reduction in topical treatments in approximately 75 per cent of patients treated for psoriasis, with almost one-third of patients no longer requiring psoriasis-specific topicals and one-quarter of patients no longer needing steroid creams. Results were highly similar between four geographically separate locations.
A statistically significant reduction in anti-histamine prescriptions was also seen and the authors said the reduction in the use of anti-histamines indicates that NB-UVB ameliorates this symptom. “In a wider sense, these data therefore support the use of NB-UVB in non-psoriasis associated pruritus, which is often employed in clinical contexts not favourable to drug treatment,” the authors said.

#Pioneering #minimally invasive tissue injection could repair #damaged organs

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Engineers have achieved a breakthrough in the development of fully functional engineered tissues that are injectable.

A new injectable tissue patch may negate the need for an invasive surgical approach, such as open-heart surgery, when it comes to repairing damaged organs.

Research published in Nature Materials showed that a flexible scaffold could be injected to successfully deliver functional cardiac tissue while maintaining cell viability and function.The microfabricated lattice design meant the patch held a “shape memory”, allowing it to unfold into the correct shape upon emerging from the needle.
Biomedical engineers at the University of Toronto developed the flexible patch using a biocompatible, biodegradable polymer. When injected via an orifice as small as 1mm, it significantly improved cardiac function following myocardial infarction in a rat, compared with untreated controls. The injection of cardiac patches was equivalent to open surgery when comparing vascularization, macrophage recruitment and cell survival.

The researchers also achieved minimally invasive delivery of human cell-derived patches to the epicardium, aorta and liver in a porcine model.

They noted that the injection would still have to take place under general anaesthesia, but said the approach also holds promise for the delivery of immunosuppressives, and could be used in other forms of laparoscopic surgeries.

#HIV: #profilaxia pré-exposição ao HIV não deve ser ofertada no Brasil por livre demanda, diz pesquisadora

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Teresa Santos (colaborou Dra. Ilana Polistchuck)

A profilaxia pré-exposição (PrEP) como uma medida preventiva para o HIV vem sendo discutida em diferentes países. O tema foi discutido também no Brasil no recente STI & HIV World Congress, em julho no Rio de Janeiro, onde pesquisadores brasileiros e estrangeiros discutiram a oferta de PrEP por livre demanda, apontando eventuais prós e contras de adotar a medida. Para a Dra. Beatriz Grinsztejn, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no contexto brasileiro, a estratégia não é uma opção adequada.

Um dos primeiros registros na literatura sobre PrEP on demand (do inglês, PrEP por livre demanda) foi no estudo francês Intervention Préventive de l’Exposition aux Risques avec et pour les Gays (IPERGAY). No regime sob demanda, em vez de receber uma dose de medicamento diária, os participantes tomavam a medicação antes (de duas a 24 horas) e depois de fazerem sexo (24h após a primeira medicação e outra dose 24h depois)[1]. Essa percepção do sujeito como proativo, ou seja, alguém capaz de buscar a medicação quando julga necessário, foi contrastada, durante o debate, com a ideia do indivíduo passivo, que é designado para receber um esquema terapêutico predeterminado. O regime de tratamento recomendado pelo Ministério da Saúde é o uso diário de um comprimido de tenofovir associado à entricitabina (TDF/FTC 300/200mg)[2].

Existem, no entanto, diferentes argumentos que apoiam o uso de PrEP por livre demanda. Para o Dr. Matthew Golden, da University of Washington (EUA), defender essa estratégia não significa apoiar uma abordagem não orientada. Ao contrário, é defender que “a maioria daqueles que desejam fazer uso de PrEP tenham uma boa indicação para, de fato, recebê-la”. A decisão quanto à forma de ofertá-la, segundo o pesquisador, deve levar em consideração os diferentes contextos, atentando, por exemplo, se o país é de alta, baixa ou média renda, e se há epidemias concentradas ou generalizadas de HIV.

As diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) destacam que a PrEP oral contendo tenofovir disproxil fumarato (TDF) deve ser ofertada como uma opção de prevenção adicional para pessoas em risco substancial de infecção por HIV como parte de abordagens de prevenção de HIV combinadas[3].

Segundo as diretrizes dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dados de 2015 dos Estados Unidos apontam que, entre homens que fazem sexo com outros homens (HSH), cerca de 25% têm indicação para PrEP. Essa taxa cai para aproximadamente 18% quando se trata de indivíduos que usam drogas injetáveis e para 0,4% no caso de adultos heterossexuais[4].

Estudos feitos nos Estados Unidos com dados de farmácias revelam que 97% dos usuários de PrEP são homens[5], porém não foi possível determinar a preferência sexual dos mesmos. Para o Dr. Golden, entretanto, os dados são consistentes com a ideia de que essa profilaxia tem sido amplamente utilizada principalmente por HSH.

Segundo o palestrante, a estratégia de PrEP por livre demanda poderia ser parte de um sistema com foco em pessoas risco elevado.

“Exigir que os médicos determinem o risco pode ser uma barreira para a PrEP e pode exacerbar as disparidades”, destacou, lembrando que dados de um estudo (Khosropour C) ainda não publicado, feito pela internet em 2014 em quatro estados americanos, mostrou que apenas 50% dos HSH têm um médico da atenção primária que sabe que eles fazem sexo com outros homens, sendo que a média de entrevistados por estado foi de 1549 homens. Esses dados suportam a ideia de que muitas vezes é difícil identificar os sujeitos que estão em alto risco para o HIV.

Atualmente, diz o Dr. Golden, “não há evidências de que pessoas em baixo risco para o HIV querem usar PrEP, mas há boa evidência de que aqueles que vão em busca de PrEP estão em risco”. De fato, um estudo feito no Brasil com 1187 homens que fazem sexo com outros homens, e mulheres travestis/transexuais que foram pré-rastreados para o estudo PrEP Brasil mostrou que 82,1% dos participantes estavam dispostos a usar PrEP[6].

O palestrante destacou ainda que a livre demanda é uma estratégia justificável, visto que “autonomia é o princípio mais elevado da ética médica”. Mas, segundo ele, embora a estratégia possa fazer sentido nos Estados Unidos, não é possível saber como ela funcionaria em outros países como, por exemplo, nações da África subsaariana.

Para a Dra. Beatriz, no contexto da saúde pública, implantar uma intervenção significa ser inclusivo. “Precisamos de estratégias práticas para alcançar aqueles que precisam de PrEP, incluindo mas não limitando isto à autorreferência”, disse.

Em locais onde há epidemia concentrada, segundo a especialista, a PrEP não deve ser ofertada por livre demanda, mas sim direcionada àqueles em risco elevado. Estudos de modelagem sugerem que o impacto e a custo-eficácia de PrEP serão maiores quando a terapia for usada por populações em maior risco de infecção, o que significa aqueles que têm incidência de HIV de três por 100 pessoas-ano ou maior[7].

A pesquisadora apresentou dados de um estudo feito no Brasil de custo-eficácia de uso de PrEP entre HSH e mulheres transgêneros em alto risco para infecção por HIV. A pesquisa da Fiocruz, realizada em parceria com instituições internacionais, cujos dados ainda não foram publicados, revelou que a expectativa de vida por pessoa sem PrEP foi de 20,7 anos contra 23 anos com PrEP. Essa estratégia mostrou-se custo-efetiva para HSH e mulheres transgêneros de alto risco em uma incidência de HIV de 4/100 pessoas-ano. Mas, se o PrEP for usado em uma população com incidência de HIV menor do que 1/100 pessoas-ano, ele não será custo-efetivo.

Em países de baixa e média renda, com epidemia generalizada de HIV, a pesquisadora defende estratégias práticas para alcançar os que precisam de PrEP. Ela afirmou ainda que o uso dessa terapia não é para toda a vida, pois o risco não permanece uniforme ao longo dos anos.

“É importante passar essa mensagem tanto para o profissional de saúde quanto para o usuário, ou a implementação de oferta por livre demanda pode perder essas nuances e levar à utilização inadequada do recurso”, disse.

Além disso, a pesquisadora lembrou que não há evidências de que a livre demanda aumentará a aceitação entre os indivíduos que estão em risco. Também é possível que essa estratégia seja percebida na comunidade como uma recomendação estigmatizante. Ao contrário, “se usada de forma apropriada, a PrEP pode fazer a diferença dobrando o freio da epidemia de HIV”, disse ela.