-

Gastro

#Prevalence of #abdominal cystic echinococcosis in the rural population of #eastern Europe

Postado em

  • The Lancet Infectious Diseases

Background

Cystic echinococcosis is a neglected zoonotic infection that is distributed worldwide and prioritised by WHO for control efforts. The burden of human cystic echinococcosis is poorly understood in most endemic regions, including eastern Europe. We aimed to estimate the prevalence of abdominal cystic echinococcosis in rural areas of Bulgaria, Romania, and Turkey.

Methods

We did a cross-sectional ultrasound-based survey that recruited volunteers from 50 villages in rural areas of Bulgaria, Romania, and Turkey. These villages were in provinces with annual hospital incidence of cystic echinococcosis within the mid-range for the respective countries. All people who attended a session were allowed to participate if they agreed to be screened. Abdominal ultrasound screening sessions were hosted in public community structures such as community halls, primary health-care centres, schools, and mosques. Lesions were classified using an adapted WHO classification. We reported the prevalence of abdominal cystic echinococcosis adjusted by sex and age through direct standardisation, using the country’s rural population as a reference.

Findings

From July 1, 2014, to Aug 3, 2015, 24 693 individuals presented to screening sessions and 24 687 underwent ultrasound screening. We excluded a further six individuals due to missing data, leaving 24 681 people in our analysis. Abdominal cystic echinococcosis was detected in 31 of 8602 people screened in Bulgaria, 35 of 7461 screened in Romania, and 53 of 8618 screened in Turkey. The age and sex adjusted prevalence of abdominal cystic echinococcosis was 0.41% (95% CI 0.29–0.58) in Bulgaria, 0.41% (0.26–0.65) in Romania, and 0.59% (0.19–1.85) in Turkey. Active cysts were found in people of all ages, including children, and in all investigated provinces.

Interpretation

Our results provide population-based estimates of the prevalence of abdominal cystic echinococcosis. These findings should be useful to support the planning of cost-effective interventions, supporting the WHO roadmap for cystic echinococcosis control.

Funding

European Union Seventh Framework Programme.

Anúncios

#Doença do Refluxo Gastroesofágico: você sabe identificar e diagnosticar?

Postado em

diagnostico medicina

Doença do Refluxo Gastroesofágico: você sabe identificar e diagnosticar?

 NOTA:
Este conteúdo deve ser utilizado com cautela, e serve como base de consulta. Este conteúdo é destinado a profissionais de saúde. Pessoas que não estejam neste grupo não devem utilizar este conteúdo.

Apresentação Clínica

Anamnese

Pirose: Sensação de queimação retroesternal, mais frequente no perí odo pós-prandial.

Regurgitação: Definida como a percepção de refluxo gástrico para a cavidade oral ou hipofaringe.

Disfagia: Sintoma comum de refluxo de longa duração, sendo atribuí do a esofagite e eventualmente estenose.

Manifestações respiratórias: Broncoespasmo, rouquidão, laringite e tosse crônica.

Outras manifestações: Náuseas, odinofagia, sensação de globus farí ngeo ou esofágico, sialorreia e dor torácica.

Sinais de alarme: Disfagia, odinofagia, sangramento gastrintestinal, anemia, perda de peso e vômitos recorrentes.

Exame Físico

Não apresenta alterações ao exame físico.

Abordagem Diagnóstica

O diagnóstico de doença do refluxo gastroesofágico é clí nico, sendo presumido pela presença de sintomas tí picos. Exames complementares estão indicados em pacientes refratários ao tratamento empí rico com IBP, na suspeita de complicações ou na suspeita de diagnósticos alternativos, sendo a endoscopia digestiva alta o exame de escolha. Esofagomanometria e pHmetria de 24 horas estão reservados para os casos de endoscopia normal ou candidatos ao tratamento cirúrgico antirrefluxo.

Endoscopia Digestiva Alta: Indicada em pacientes refratários ao tratamento empí rico com IBP, na presença de sinais de alarme (suspeita de complicações) ou suspeita de diagnósticos alternativos.

Esofagomanometria: Deve ser considerada em pacientes com sintomas de doença do refluxo gastroesofágico e endoscopia normal, especialmente diante da queixa de disfagia, sendo útil para detectar diagnósticos alternativos (acalasia e distúrbios motores do esôfago). Deve ser solicitada em pacientes candidatos ao tratamento cirúrgico antirrefluxo. Pode ser solicitada antes da pHmetria para garantir a colocação correta da sonda para realização do exame.

pHmetria de 24 horas: Indicada para confirmação diagnóstica em pacientes com sintomas persistentes apesar do tratamento com IBP e sem evidências de alterações de mucosa ao exame endoscópico. Também deve ser realizado em pacientes candidatos í cirurgia antirefluxo. Deve ser realizado após pelo menos uma semana de suspensão do IBP.

Pearls & Pitfalls:

NÃO são indicações de pHmetria de 24 horas:

  • Avaliar pacientes com suspeita de doença do refluxo gastroesofágico virgens de tratamento;
  • Avaliar ou rastrear esofagite de refluxo;
  • Avaliar refluxo alcalino.

#Síndrome do #cólon irritável

Postado em

Algumas pessoas experimentam sensações frequentes de desconforto abdominal, cólicas, diarreia, obstipação (prisão de ventre) e aumento dos movimentos intestinais. Muitas delas são portadoras de um distúrbio de motilidade intestinal que recebe o nome de síndrome do cólon irritável.

Para que esse diagnóstico possa ficar claro, o desarranjo precisa estar associado à sensação de desconforto abdominal e dor que não podem ser explicadas por alterações estruturais ou bioquímicas e que tenham pelo menos duas de três caraterísticas:

1) as dores diminuem com a evacuação;

2) a instalação das crises está associada à modificação da frequência das evacuações; ou

3) associada à mudança no formato das fezes. Além disso, no decorrer do último ano, o desconforto ou dor abdominal deve estar presente pelo menos durante 12 semanas, consecutivas ou não.

 

A prevalência é provavelmente bem alta: nos Estados Unidos atinge 15% dos adultos e, entre nós, é o diagnóstico mais comum dos que procuram os gastroenterologistas. A prevalência é três vezes maior nas mulheres. Não se sabe, no entanto, se é porque elas procuram atendimento médico com maior frequência.

Parecem exercer influência no aparecimento da síndrome os fatores abaixo:

1) Motilidade anormal do intestino delgado durante o jejum, contrações exageradas depois da ingestão de alimentos gordurosos ou em resposta ao estresse;

2) Hipersensibilidade dos receptores nervosos da parede intestinal à falta de oxigênio, distensão, conteúdo fecal, infecção e às alterações psicológicas;

3) Pacientes portadores da doença apresentam níveis elevados de neurotransmissores como a serotonina no sangue e no intestino grosso, que podem modificar a contratilidade e a sensibilidade das vísceras;

4) Infecções e processos inflamatórios podem contribuir para a instalação das crises;

5) Portadores da síndrome apresentam quadros de depressão e ansiedade mais frequentes. Crianças que sofreram abusos sexuais, físicos ou psíquicos têm mais risco de desenvolver os sintomas no futuro.

O diagnóstico é baseado nos sintomas, na ausência de sinais relevantes no exame físico e, principalmente, na visualização direta do intestino através da colonoscopia.

É preciso muito cuidado porque outras doenças podem ser confundidas com a síndrome do cólon irritável: câncer de cólon, diverticulite, obstrução mecânica, infecção, isquemia, síndromes de má absorção, doenças metabólicas e inflamatórias, endometriose e outras mais raras. O diagnóstico de cólon irritável é de exclusão, só pode ser estabelecido quando as outras causas puderem ser afastadas.

A anotação diária dos alimentos associados ao aparecimento das crises é muito útil. Piora dos sintomas pode acontecer depois da ingestão de cafeína, álcool, comidas gordurosas, vegetais que aumentam a produção de gases digestivos ou produtos que contém sorbitol, como o chiclete e as balas sem açúcar.

O tratamento das dores é feito com antiespasmódicos. Análises recentes sugerem que alguns pacientes se beneficiam com um grupo de drogas chamado de antidepressivos tricíclicos, outros com anti-inflamatórios e, nos casos mais rebeldes, até com morfina e derivados.

Para a diarreia existem diversas opções de medicamentos que aumentam a consistência do bolo alimentar e reduzem a frequência dos movimentos intestinais. Nos casos refratários, tratamento com antibióticos por tempo curto pode modificar a flora intestinal e reduzir o número de evacuações.

Quando ocorre prisão de ventre, a inclusão de fibras na dieta pode aliviar os sintomas. Os chamados laxativos osmóticos como o leite de magnésia e a lactulose podem ajudar. Além deles, há várias drogas capazes de acelerar o trânsito intestinal e diminuir a consistência das fezes.

A interação entre fatores psicossociais e a síndrome permanece especulativa. Apesar disso, terapêuticas como relaxamento, psicoterapia e exercícios físicos podem ajudar no controle dos sintomas. A síndrome do cólon irritável é uma doença comum, que precisa ser reconhecida e tratada adequadamente, uma vez que seus sintomas exercem profundos efeitos na qualidade de vida de uma parcela significativa da população.

Sobre o autor: Drauzio Varella

Drauzio Varella é médico cancerologista e escritor. Foi um dos pioneiros no tratamento da aids no Brasil. Entre seus livros de maior sucesso estão Estação Carandiru, Por um Fio e O Médico Doente.

#Rectal cancer: wait-and-see policy for clinical complete responders after neoadjuvant treatment

Postado em

  • The Lancet

Background

The strategy of watch and wait (W&W) in patients with rectal cancer who achieve a complete clinical response (cCR) after neoadjuvant therapy is new and offers an opportunity for patients to avoid major resection surgery. However, evidence is based on small-to-moderate sized series from specialist centres. The International Watch & Wait Database (IWWD) aims to describe the outcome of the W&W strategy in a large-scale registry of pooled individual patient data. We report the results of a descriptive analysis after inclusion of more than 1000 patients in the registry.

Methods

Participating centres entered data in the registry through an online, highly secured, and encrypted research data server. Data included baseline characteristics, neoadjuvant therapy, imaging protocols, incidence of local regrowth and distant metastasis, and survival status. All patients with rectal cancer in whom the standard of care (total mesorectal excision surgery) was omitted after neoadjuvant therapy were eligible to be included in the IWWD. For the present analysis, we only selected patients with no signs of residual tumour at reassessment (a cCR). We analysed the proportion of patients with local regrowth, proportion of patients with distant metastases, 5-year overall survival, and 5-year disease-specific survival.

Findings

Between April 14, 2015, and June 30, 2017, we identified 1009 patients who received neoadjuvant treatment and were managed by W&W in the database from 47 participating institutes (15 countries). We included 880 (87%) patients with a cCR. Median follow-up time was 3.3 years (95% CI 3.1–3.6). The 2-year cumulative incidence of local regrowth was 25.2% (95% CI 22.2–28.5%), 88% of all local regrowth was diagnosed in the first 2 years, and 97% of local regrowth was located in the bowel wall. Distant metastasis were diagnosed in 71 (8%) of 880 patients. 5-year overall survival was 85% (95% CI 80.9–87.7%), and 5-year disease-specific survival was 94% (91–96%).

Interpretation

This dataset has the largest series of patients with rectal cancer treated with a W&W approach, consisting of approximately 50% data from previous cohort series and 50% unpublished data. Local regrowth occurs mostly in the first 2 years and in the bowel wall, emphasising the importance of endoscopic surveillance to ensure the option of deferred curative surgery. Local unsalvageable disease after W&W was rare.

Funding

European Registration of Cancer Care financed by European Society of Surgical Oncology, Champalimaud Foundation Lisbon, Bas Mulder Award granted by the Alpe d’Huzes Foundation and Dutch Cancer Society, and European Research Council Advanced Grant.

#CONSEILS EN CAS DE #DIARRHÉE, DE ‘GASTRO’, DE #VOMISSEMENTS

Postado em

La “gastro”, la diarrhée, les vomissements … le problème est le même : éviter que l’enfant se déshydrate.

Gastroentérite signifie une infection de l’estomac (gastro: qui se traduit par les vomissements) et de l’intestin (entérite: responsable de diarrhée). Il n’y a souvent que des vomissements, ou que de la diarrhée.
La fièvre n’est pas obligatoire, mais à contrario, elle peut être élevée.

 


GÉNÉRALITÉS

CONSEILS EN CAS DE DIARRHÉE, DE 'GASTRO', DE VOMISSEMENTS
La diarrhée est un des symptômes les plus fréquemment rencontrés chez l’enfant; elle peut être causée par une infection intestinale (le plus souvent un virus), mais aussi accompagner une otite, une angine, une infection urinaire ou d’autres infections n’ayant aucun rapport avec les intestins.
Lorsqu’elle s’accompagne de vomissements, on parle de gastro-entérite (gastro= estomac= vomissements; entérite= infection intestinale= diarrhée).

Outre les petits inconforts qu’elle peut occasionner (embarras digestif, irritation du siège, lessives répétées….), son risque est dominé par la déshydratation parfois grave qu’elle peut engendrer.
Ce risque est d’autant plus important que la diarrhée s’accompagne de vomissements, de fièvre et que l’enfant est jeune.
Vous pouvez par un moyen simple apprécier la déshydratation éventuelle de votre enfant en le PESANT (sur un pèse-bébé et non un pèse-personne peu fiable); la perte de poids correspond alors à la perte d’eau (que ce soit au cours d’une diarrhée, de vomissements ou de fortes fièvres chez un tout petit).

Pour qu’une diarrhée guérisse rapidement il faut que l’enfant reçoive rapidement une alimentation équilibrée et énergétique (un enfant qui, au cours d’une diarrhée, ne mangera que des carottes, aura des selles de consistance correcte mais va perdre du poids et la diarrhée va “traîner”; les carottes ne font qu’absorber, comme une éponge, l‘eau perdue par les intestins).

Après ce préambule un peu long, mais nécessaire pour bien comprendre le traitement, voici donc quelques règles de base que vous devrez bien sûr adapter à l’âge de l’enfant, à son alimentation et à l’importance de la diarrhée.


RÉHYDRATER, c’est à dire lui donner à boire:

Il existe pour cela des solutions de réhydratation; elles se préparent toutes de la même façon: 1 sachet dans 200 ml d’eau (GES45, ADIARIL, ALHYDRATE, HYDRIGOZ ..). Elles sont désormais rembousées .
Elles apportent non seulement de l‘eau, mais aussi du sodium, du potassium, du sucre et d’autres éléments qui sont perdus dans les selles ou les vomissements.
Ces sachets, faciles à transporter lors des voyages, doivent faire partie de votre pharmacie au même titre que les médicaments contre la fièvre et la douleur.

Dans toutes les situations où votre bébé risque de se déshydrater (y compris les embouteillages sur l’autoroute du Sud lors des canicules d’été), vous lui proposerez, à volonté et régulièrement, ce type de boisson.

Lorsque la diarrhée est importante vous arrêterez toute autre boisson ou alimentation pendant environ 4 heures et ne lui donnerez que cette “boisson”; son goût n’est pas toujours bien accepté mais il est rare qu’un bébé qui se déshydrate ne boive pas (surtout ne rajouter ni sirop ni jus de fruit pour faire passer ce mauvais goût).


L’ALIMENTER

une fois la phase de réhydratation passée, ou de façon concomitante si la diarrhée est peu importante, vous devez reprendre une alimentation quasi-normale

* évitez toutefois les aliments les plus laxatifs (pouvant favoriser la diarrhée): épinards, poireaux, courgettes, salade, fruits secs, oranges et autres agrumes; éviter les aliments les plus “allergisants” comme l’oeuf et le poisson (chez le petit nourrisson qui a commencé à en manger).

* les yaourts sont un très bon aliment pour les diarrhées, le riz est peut-être le meilleur “médicament” (crème de riz..)

En ce qui concerne le lait, il a été démontré qu’il n’y avait aucun intérêt à arrêter le lait habituel. Ce n’est que dans de rares circonstances (nourrisson de moins de 3 mois, diarrhée récidivante) que l’on pourra proposer un lait spécial pendant quelques jours.

L’essentiel est que l’enfant mange bien : il vaut mieux manger de tout (même si c’est hors “régime”), que de ne donner que riz-carotte.

Il faut savoir que la diarrhée peut durer normalement 1 semaine et que votre enfant peut avoir de temps en temps des selles encore molles passé ce délai.


LES MÉDICAMENTS DE LA DIARRHÉE

Il ne faut pas s’attendre à un effet bénéfique spectaculaire; certains semblent avoir un petit effet sur la durée de la diarrhée et l’aspect des selles; ce sont essentiellement le TIORFAN, voire le LACTÉOL Fort.

Tous les autres n’ont pas fait la preuve de leur efficacité; l’IMODIUM est contre-indiqué avant 2 ans; il peut avoir un effet “confortable” (en cas de voyage par exemple, pour éviter “le pire”) chez les plus grands.

Les antibiotiques n’ont que de très rares indications; même en cas de fièvre ils sont le plus souvent inutiles voire nuisibles.


EN CAS DE VOMISSEMENTS

Les vomissements peuvent être isolés (sans diarrhée) dans certaines “gastro”.

Réhydrater très progressivement, en proposant des petites quantités (1 cuillère à soupe, voire moins) de solution de réhydratation (Adiaril, Hydrigoz, Alhydrate etc ..) toutes les 5 à 10 mn par exemple.
Si l’enfant refuse la solution de réhydratation orale, le coca-cola (le “normal” : avec bulles, sucres etc….) peut être utile pour faire stopper les vomissements, mais ce n’est surtout pas une boisson pour réhydrater l’enfant!

Les médicaments “anti-vomitifs” (Motilium, Primpéran etc ..) ne semblent pas avoir fait preuve d’une grande efficacité dans ces cas.


EN CAS DE FIÈVRE

Donnez les médicaments habituels (voir le chapitre fièvre), en évitant l’ibuprofène (Advil, Nureflex) si l’enfant perd beaucoup de poids.
Les suppos sont à éviter, surtout en cas de diarrhée, mais peuvent trouver une indication en cas de vomissements.

EN CAS DE DOULEURS, DE MAL DE VENTRE

Paracétamol (Doliprane, Efferalgan) et en association (= en même temps) Spasfon lyoc, le même que pour vous: 1/2 lyoc par prise avant 4 ans, 1 lyoc après 4 ans. 3 à 4 fois par jour.

#Diarreia crônica

Postado em

Diarreia crônica: é tudo igual?
estetoscopio

Diarreia crônica: é tudo igual?

Diarreia é melhor definida por passagem de fezes amolecidas com trânsito intestinal aumentado, sendo um sintoma comum em diversas alterações do trato gastrointestinal. É estimado que uma pessoa hígida tenha cerca de 01 episódio de diarreia aguda a cada 18 meses. Nesse contexto, o importante é tratar as complicações como a desidratação. Nesse artigo, vamos focar na diarreia crônica, que é um sintoma muito comum em consultas clínicas ou mesmo em ambulatórios especializados.

A diarreia pode ser classificada de acordo com sua duração. A diarreia aguda é auto limitada, cursando durante uma semana ou menos; tipicamente é causada por vírus e bactérias. Já a persistente dura cerca de 2 a 4 semanas. Dessa forma, a maioria dos estudos definem como crônica aquela que ocorre por mais de 4 semanas. No geral, afeta cerca de 3-5% da população.

A diarreia crônica pode ser dividida em seis categorias. Classificamos os pacientes de acordo com a história clínica, epidemiologia, história familiar, exame físico e exames complementares. As categorias são: osmótica; secretória; esteatorreia; inflamatória; motilidade e miscelânea.

Diarreia osmótica

É causada pela ingestão de substância não absorvível, que resulta na retenção de água no intestino, para manter o equilíbrio osmótico com o plasma. É essencialmente pós-prandial e melhora após a evacuação. Nesse grupo estão incluídas a ingestão de laxantes, de medicações, de alguns tipos de produtos dietéticos como o sorbitol, e disfunções enzimáticas, como da lactase e da frutase.

Diarreia secretória 

É uma diarreia aquosa de grande volume, que persiste mesmo após a evacuação. É confirmada após análise fecal, com alto volume de fezes com gap osmolar normal. Estão nessa classificação as medicações, supercrescimento bacteriano, má absorção de sais biliares (diarreia pós-colecistectomia, ressecção ileal) e infecções não invasivas (giardíase). Uma das causas de diarreia secretória são tumores secretores hormonais, como o carcinoide e VIPoma, mas são causas raras. Assim, uma investigação para esses tumores apenas por causa da diarreia pode causar ansiedade desnecessária para o paciente, além de aumento dos custos para o serviço de saúde.

Esteatorreia

Apresenta-se com fezes oleosas, que flutuam e possuem mal odor. Pode haver gordura flutuando. O paciente apresenta perda de peso. É confirmada com análises fecais e diário alimentar com avaliação de quantidade de gordura na dieta. Ocorre em pacientes com má digestão de gordura e/ou redução de sais biliares, como na cirrose ou ressecção ileal ou disfunção pancreática (pancreatite crônica).

Diarreia inflamatória

É sugerida a partir da presença de sangue ou pus nas fezes, acompanhada de dor abdominal ou febre. Pode ser confirmada pela presença de leucócitos ou proteínas leucocitárias (calprotectina) nas fezes ou em demonstração direta da inflamação da mucosa por endoscopia e histologia compatíveis. Ocorre em doença inflamatória intestinal, malignidade, mastocitose ou infecções (Clostridium difficile, citomegalovírus, Entamoeba histolytica, tuberculose).

Motilidade

As desordens de motilidade podem causar diarreia por trânsito intestinal acelerado, como ocorre em diarreias pós-vagotomia ou associadas à esclerodermia.

Miscelânea

Entram no grupo a síndrome do intestino irritável (SII), a diarreia funcional e a fictícia. As duas primeiras são as causas mais comuns de diarreia no ocidente. A SII é definida pelos critérios de Roma como dor abdominal que melhora após a evacuação, sendo mais comum em mulheres (3:1). A diarreia funcional é definida por passagem recorrente ou contínua de diarreia líquida sem dor abdominal ou desconforto; tem um volume menor e sem diarreia à noite. Já a fictícia trata-se de ingestão intencional de substâncias que provocam diarreia ou alteração de amostras de fezes para modificar o volume da amostra.

Como é possível perceber, nem todas as diarreias são iguais. Cabe ao médico assistente avaliar os melhores exames complementares para o diagnóstico. Devemos sempre lembrar que exames solicitados de forma desnecessária são desgastantes aos pacientes, tanto física quanto psicologicamente, e aumentam os custos do sistema de saúde pública e privada. Então, no nosso próximo texto, teremos os exames complementares e suas indicações.

 

 

Autora:

Referências:

  1. Gastro 2013 APDW/WCOG Shanghai Working Party Report: Chronic diarrhea: Definition, classification, diagnosis. Lawrence R Schiller,* Darrell S Pardi,† Robin Spiller,‡ Carol E Semrad,§ Christina M Surawicz,¶ Ralph A Giannella,** Guenter J Krejs,†† Michael J G Farthing‡‡ and Joseph H Sellin§§
    Journal of Gastroenterology and Hepatology 29 (2014) 6–25
  2. Does colectomy predispose to small intestinal bacterial (SIBO) and fungal overgrowth (SIFO)? Satish S. C. Rao, MD, PhD1, George Tan, MD1, Hamza Abdulla, MD1, Siegfried Yu, MD1, Sebastian Larion, MD1 and Pornchai Leelasinjaroen, MD1. Rao et al. Clinical and Translational Gastroenterology (2018)9:146 DOI 10.1038/s41424-018-0011-x

#Alertan del aumento de la #hepatotoxicidad no farmacológica

Postado em

La hepatotoxicidad no relacionada con tratamientos farmacológicos está aumentando, según algunas conclusiones presentadas en el congreso de expertos en digestivo de Valencia.

Congreso de la SEPD

Federico Argüelles Arias, Fernando Carballo Álvarez, Javier Crespo García y Raúl Andrade Bellido, en el congreso de la SEPD. (E. Mezquita)

La hepatotoxicidad es poco frecuente -incidencia anual de entre 2,9 y 19 casos por cada 100.000 habitantes-, pero puede ser potencialmente grave. Los expertos que han participado en el congreso de la Sociedad Española de Patología Digestiva (SEPD), que se ha celebrado en Valencia, han alertado sobre la provocada por la automedicación o el consumo de cualquier otro producto que se metabolice a través del hígado -preparados de herboristería, suplementos dietéticos u hormonas que se consumen en los gimnasios-, cuyo riesgo es muy superior al que generan fármacos prescritos.

Según Raúl Andrade Bellido, responsable del comité científico de la SEPD, “la combinación farmacológica amoxicilina-ácido clavulánico es la que más hepatoxicidad provoca -un caso por cada 2.500-3.000 personas que consumen este fármaco-, pero la realidad es que con los avances en seguridad durante el desarrollo de fármacos y el control de las agencias (FDA y EMA), es muy difícil que actualmente lleguen al mercado medicamentos clara o inmediatamente hepatotóxicos”.

Sin embargo, los expertos muestran más preocupación por la autodispensación de productos naturales de herboristería, los suplementos dietéticos que se venden “con promesas de salud o prestaciones físicas o psicológicas” y el comercio de las hormonas ilegales en los gimnasios. Andrade ha señalado los casos detectados de toxicidad hepática producidos por “preparados de té verde con altas concentraciones”, que provocan que se “tome una dosis excesiva de los principios activos que lleva”.

Ha alertado además sobre la dificultad del diagnóstico de estos casos, ya que “no se dispone de test, análisis u otras pruebas que permitan decir con garantías que el paciente presenta afectación en el hígado por estos productos”.

Marcadores de diagnóstico

Se está trabajando ya en la búsqueda, desarrollo y validez de paneles de biomarcadores diagnósticos y pronósticos para poder distinguir el daño hepático derivado de un efecto tóxico del provocado por otras causas, como las hepatitis por virus, con las que se confunde a menudo, aunque no se dispone aún de un perfil de riesgo claro para el desarrollo de la hepatotoxicidad.

Respecto a nuevos retos que puedan ser amenazantes, Javier Crespo García, presidente electo de la SEPD, ha alertado sobre el impacto de la enfermedad hepática por depósito de grasa, que ha pasado de ser considerada “menor y de poca trascendencia” a convertirse en un problema “emergente y relevante” al cual habrá que “prestar atención en los próximos años”.

En este sentido, los especialistas consideran que en los próximos diez años se convertirá en la “principal causa de trasplante, muerte por enfermedad hepática y de cirrosis en nuestro país”. Además, ha apuntado que esta patología enlaza con una enfermedad más frecuente: la diabesidad.

Diabesidad

Ante este panorama, Fernando Carballo, presidente de la SEPD, ha hecho hincapié en que las primeras medidas son “tomar conciencia” del problema, explicarlo bien y así “eliminar falsas informaciones” que nos alejen del éxito a la hora de abordarlo.

Como en otros escenarios, se ha apostado por los estilos de vida saludables -mantener peso adecuado, realizar ejercicio, dieta equilibrada y rica en frutas y verduras-, que “no solo van a favorecer que haya menos impacto de esta patología, sino de otras muchas, como cáncer o las enfermedades cardiovasculares o metabólicas”.

Respecto a la pérdida de peso necesaria en muchas ocasiones, Crespo García ha apuntado la necesidad de transmitir mensajes realistas y asumibles, señalando que la experiencia muestra que “el sujeto que pierde el 10 por ciento de su peso, mejora el 90 por ciento de la enfermedad que padece, como diabetes, HTA o dislipemia, entre otras. Al respecto, Federico Argüelles, presidente de la Fundación Española del Aparato Digestivo (FEAD), ha alertado de que las tasas de obesidad infantil empiezan a “ser dramáticas”.

%d blogueiros gostam disto: