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#Obesidade e #diabetes são importantes fatores de risco para o câncer

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médico orientando paciente sobre obesidade e diabetes

A projeção da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso, e mais de 700 milhões, obesos. Se as previsões se concretizarem, a quantidade de pessoas com excesso de peso se tornará maior do que a de fumantes; atualmente estimada em 2 bilhões. Com essa mudança, a obesidade tende a se tornar o maior fator de risco prevenível no mundo, até mesmo no desenvolvimento de tumores cancerígenos. Além da obesidade, outro problema que parece estar relacionado ao maior risco de câncer é o diabetes, que afeta aproximadamente 422 milhões de pessoas ao redor do mundo, segundo a entidade internacional.

 

Evidências epidemiológicas

As evidências epidemiológicas sugerem que indivíduos com diabetes apresentam um risco significativamente maior para desenvolver muitas formas de câncer. O diabetes e o câncer compartilham muitos fatores de risco. Contudo, os vínculos biológicos entre essas duas doenças ainda não estão completamente esclarecidos, como explica o médico oncologista Artur Malzyner, do Hospital Israelita Albert Einstein e diretor científico da Clínica de Oncologia Médica (Clinonco).

“Muitos estudos têm sugerido que o diabetes pode facilitar aparecimento do câncer por vários mecanismos, incluindo o aumento da produção de insulina pelo pâncreas devido ao aumento das necessidades deste hormônio provocado, seja pelo aumento da resistência que o diabetes oferece contra a ação da insulina produzida ou pelo aumento das necessidades das doses quando aplicado por injeção externa. Suspeita-se também que esse aumento crônico do açúcar no sangue e o desequilíbrio entre os vários hormônios que se relacionam com a insulina sejam a causa de um estado de inflamação crônica, situação que pode ser encontrada tanto na iniciação como na progressão do câncer”.

Risco maior com diabetes

Ainda segundo o oncologista, o diabetes dobra o risco de câncer de fígado, pâncreas e do endométrio, além de aumentar a probabilidade de câncer colorretal, mama e bexiga entre 20 a 50%.

Já a obesidade representa um risco adicional independente para o aparecimento do câncer, uma vez que esse estado patológico aumenta a necessidade do organismo de secretar insulina, um dos estimulantes metabólicos mais importantes no desenvolvimento do câncer.

Os tipos de câncer relacionados à obesidade são: o câncer de mama, mais particularmente na mulher com mais idade; o câncer colorretal; do útero; da vesícula biliar; do rim; fígado; ovário; próstata; mieloma múltiplo; esôfago; pâncreas; estômago; e tireoide.

Os especialistas acreditam que alterações endócrinas relacionadas a obesidade, interajam para promover o início e a progressão destes tumores. O tecido adiposo também cria um ambiente inflamatório que aumenta a capacidade das células tumorais de metastizarem outros órgãos, potencialmente aumentando a gravidade da doença.

 

Conduta médica

Desde o contato inicial com o paciente, os médicos devem fornecer o máximo de informações. Entretanto, deve-se evitar discutir detalhes de tratamento ou prognóstico sem um diagnóstico completamente confirmado.

“Na fase que antecede ao diagnóstico completamente finalizado, o médico deve abordar o problema com os termos ‘suspeita’ ou ‘possibilidade’ de câncer. Porém, com os fatos já conhecidos, devem ser fornecidos ao paciente com precisão”, diz Artur Malzyner.

Já com o diagnóstico finalizado, o médico deve estar preparado para explicar os fatos de maneira clara e simples. Os pacientes lidam melhor com os fatos graves quando se sentem apoiados por mais pessoas, sejam elas profissionais e/ou familiares.

“Não devemos tentar explicar todos os detalhes em uma única ocasião. Recomenda-se realizar mais de uma visita com os pacientes para discutir o diagnóstico, a conduta terapêutica e prognóstico passo a passo. Não devemos julgar as reações do paciente prematuramente”, adverte o oncologista.

 

Novidades nos tratamentos

Recentemente, os tratamentos oncológicos foram bastante reforçados com a chegada de drogas muito específicas. Drogas direcionadas aos diversos alvos de cada tipo de câncer em particular, ou restabelecendo a capacidade do sistema imunológico de enfrentar o câncer.

Estes novos tratamentos reduziram significativamente os efeitos tóxicos dos tratamentos sistêmicos mais antigos conhecidos na época em que a quimioterapia de alta dosagem era a única forma de tratamento existente.

Os tratamentos sistêmicos atuais do câncer tornaram-se bastante eficientes em aumentar a longevidade dos pacientes com doença metastática. Além de reduzir os riscos de aparecimentos das temíveis metástases, quando usados em fase mais precoce da evolução de um câncer e já não são mais temidos pela sua toxicidade.

“O aparecimento de medicações cada vez mais ativas é, provavelmente, a chave que está permitindo atingir resultados cada vez melhores. Em muitas das doenças estudadas, a imunoterapia usada de modo exclusivo ou associada com a quimioterapia ou ainda com a utilização dos inibidores específicos de genes, tornaram-se a pedra angular de muitas revoluções no tratamento dos muitos tipos de câncer”, conclui Artur Malzyner.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências bibliográficas:

#Pseudoterranova azarasi é encontrado na garganta de uma mulher após a #ingestão de sashimi

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sashimi contaminado com Pseudoterranova azarasi

Um verme de 3,8 centímetros de comprimento foi encontrado na garganta de uma mulher de 25 anos no Japão, segundo um estudo publicado pela revista científica The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene.

O animal da espécie Pseudoterranova azarasi ficou instalado na tonsila paladina esquerda da paciente após ela comer sashimi. A mulher, que não teve o nome identificado, procurou atendimento médico após sentir dores na garganta por cinco dias.

Os resultados dos exames de sangue foram normais. Os sintomas melhoraram rapidamente após a remoção do verme com a utilização de uma pinça.

O corpo do verme era preto, com 38 mm de comprimento, 1 mm de largura e fazia a muda da cutícula externa. A realização de uma técnica utilizada na biologia molecular chamada de PCR do DNA revelou que a espécie do verme.

Verme incomum

Os pesquisadores que analisaram o caso afirmaram que infecções na faringe por esse tipo de parasita vêm se tornando mais comum na medida em que cresce o consumo de peixes crus pelo mundo. Mesmo assim, ainda é incomum que isso aconteça.

Na maioria das vezes em que infecta os seres humanos, as larvas de vermes do gênero Pseudoterranova se instalam no estômago. A preocupação é que vermífugos ou outros medicamentos não costumam ser eficazes para matar o parasita, sendo a remoção direta dos vermes a maneira mais eficiente de controlar a infecção.

 

Sintomas e diagnóstico

Segundo o estudo, o Pseudoterranova é um nematoide incomum da família AnisakidaeAnisakis simplex, que causa doenças gástricas, intestinais, ectópicas e alérgicas.

Assim como AnisakisPseudoterranova infecta predominantemente no estômago depois de consumir larvas de terceiro estágio em peixes marinhos crus ou mal cozidos. Há mais de 700 casos relatados no Japão, países do Pacífico Norte, América do Sul e Holanda.

A infecção por Pseudoterranova é diagnosticada com base na avaliação clínica e nas características morfológicas do verme, uma vez que o teste biológico não está disponível comercialmente.

Portanto, os médicos devem estar cientes das diferenças da infecção por Anisakis. Os corpos de Pseudoterranova são maiores e mais escuros, e os sintomas mais leves do que na infecção por Anisakis.

Embora a infecção orofaríngea seja rara, é conhecida por causar a síndrome da garganta formigante. A tosse deve ser considerada um sintoma diferencial de parasitose orofaríngea, pois o consumo de peixe cru, incluindo sushi e sashimi, tornou-se mais popular em diversos países do mundo.

 

No Japão, a maioria dos pacientes infectados com Pseudoterranova spp. apresenta dor abdominal aguda ou subaguda e as larvas são extraídas do estômago endoscopicamente.

No entanto, para alguns pacientes, o diagnóstico é realizado quando as larvas do quarto estágio são expelidas da boca, indicando que as larvas se desenvolveram do terceiro ao quarto estágio durante o tempo da infecção, assim como o caso relatado aqui.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências bibliográficas:

#Doença hepática gordurosa associada a #disfunção metabólica: mudança de terminologia

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Recentemente, um grupo de especialistas de 22 países se reuniram para propor uma nova nomenclatura para doença hepática gordurosa não alcoólica: doença hepática gordurosa associada a disfunção metabólica (Metabolic-dysfunction-associated fatty liver disease — MAFLD — em inglês). O racional da nova definição vem da necessidade de se estabelecer critérios diagnósticos positivos, evitando que uma doença tão prevalente tenha seu diagnóstico baseado em critérios de exclusão. Além disso, visa a evitar a estigmatização associada à terminologia “não alcoólica”, permitir o diagnóstico concomitante de outras patologias hepáticas e aproximar a nomenclatura da fisiopatologia da doença.

 

Novos critérios diagnósticos para doença hepática gordurosa associada a disfunção metabólica

Como era antes? Presença de esteatose em mais de 5% dos hepatócitos na ausência de consumo significativo de álcool ou de outras causas conhecidas de doença hepática.

Como fica? Evidência de acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática) através da análise histológica (biópsia), imagem ou biomarcadores sanguíneos, associado a um dos três critérios abaixo:

  • Sobrepeso ou obesidade;
  • Presença de diabetes tipo 2;
  • Evidência de desregulação metabólica.

Desregulação metabólica é definida por dois ou mais dos critérios listados abaixo:

  • Circunferência abdominal ≥ 102/88 cm em homens/mulheres caucasianos e ≥ 90/80 cm em homens/mulheres asiáticos;
  • Pressão arterial ≥ 130/85 mmHg ou uso de anti-hipertensivo;
  • Triglicérides plasmático ≥ 150 mg/dL (≥ 1,70 mmol/l) ou tratamento medicamentoso específico;
  • Colesterol HDL plasmático < 40 mg/dL (< 1,0 mmol/L) para homem e < 50 mg/dL (< 1,3 mmol/L) para mulher ou tratamento medicamentoso específico;
  • Pré-diabetes [ex: glicemia jejum 100-125 mg/dL (5,6 a 6,9 mmol/L), ou glicemia 2 horas pós-dextrosol 140-199 mg/dL (7,8 a 11,0 mmol) ou HbA1c 5,7% a 6,4% (39–47 mmol/mol)];
  • HOMA escore ≥ 2,5;
  • PCR ultrassensível > 2 mg/L.

A ultrassonografia de abdome permanece como técnica de escolha para detecção de esteatose hepática. No entanto, deve-se destacar a baixa sensibilidade para identificar esteatose menor que 20% e a perda de acurácia em pacientes com índice de massa corporal maior que 40 kg/m2. Métodos alternativos são a elastografia hepática transitória por Fibroscan, a tomografia computadorizada de abdome e a ressonância magnética de abdome.

Extinção do termo esteatohepatite não alcoólica: pela nova terminologia deverá se utilizar de maneira ampla o termo doença hepática gordurosa associada a disfunção metabólica, sem a estratificação dicotômica esteatohepatite ou esteatose simples. Os autores sugerem que seja descrito o grau de atividade inflamatória e a presença de fibrose.

 

Novos critérios diagnósticos para cirrose por doença hepática gordurosa associada a disfunção metabólica

Os autores sugerem que pacientes cirróticos com pouca ou nenhuma esteatose e que preencham os critérios propostos para doença hepática gordurosa associada a disfunção metabólica sejam classificados como portadores de cirrose por doença hepática gordurosa associada a disfunção metabólica, ao invés de cirrose criptogênica.

Critérios diagnósticos:

Paciente portador de cirrose hepática na ausência de sinais histológicos típicos de sugestivos de esteatohepatite, mas que preenchem ambos os critérios abaixo:

  • Evidência prévia ou atual de fatores de risco metabólicos que preencham os critérios diagnósticos de doença hepática gordurosa associada a disfunção metabólica listados acima.
  • Presença de doença hepática gordurosa associada a disfunção metabólica documentada por biópsia hepática prévia ou documentação histórica da presença de esteatose por exame de imagem hepático.

A história de etilismo ou outras doenças hepáticas (hepatite viral, autoimune, etc) não exclui o diagnóstico concomitante de doença hepática gordurosa associada a disfunção metabólica, sendo que nesse caso deve ser considerada a presença de ambos os fatores causais. O racional dessa mudança abarca o aumento do número de casos de doença hepática gordurosa, tornando cada vez mais frequente a presença de outras etiologias em associação.

 

Supressão da terminologia esteatose hepática primária ou secundária

Os autores sugerem que não seja mais utilizado o termo primário ou secundário para descrever a origem da esteatose. A presença de esteatose hepática ocasionada por outras etiologias (ex: medicamento, doença celíaca, nutrição parenteral total, rápida perda de peso após cirurgia bariátrica, doença de Wilson, doenças genéticas do metabolismo) deve ser descrita como esteatose hepática de causa alternativa.

Conclusão

O novo consenso muda diversos conceitos na abordagem do paciente com doença hepática gordurosa, tornando não só o diagnóstico mais amplo e homogêneo, mas também menos estigmatizante. Muda a forma como a doença é percebida, manejada e vivenciada por médicos e pacientes, além de padronizar os critérios diagnósticos.

Figura 1. Fluxograma diagnóstico adaptado de Eslam M, et al. A new definition for metabolic associated fatty liver disease: an international expert consensus statement. J Hepatol. 2020; 73 (1):202-209.

Autor(a):

Guilherme Grossi Cançado

Residência médica em Clínica Médica e Gastroenterologia pelo HC-UFMG ⦁ Mestrado em saúde do adulto com ênfase em Gastroenterologia pela Faculdade de Medicina da UFMG ⦁ Chefe da Gastrohepatologia do Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais ⦁ Preceptor de hepatologia e clínica médica do HC-UFMG ⦁ Conteudista do Whitebook – área de Gastroenterologia e Hepatologia ⦁ Membro da AASLD, SBH, GEDIIB.

Referências bibliográficas:

  • Eslam M, et al. A new definition for metabolic associated fatty liver disease: an international expert consensus statement. J Hepatol. 2020; 73 (1):202-209.
  • Eslam M, et al. MAFLD: a consensus-driven proposed nomenclature for metabolic associated fatty liver disease. Gastroenterology. 2020; 158:1999–2014.
  • Fouad Y, et al. What’s in a name? Renaming ‘NAFLD’ to ‘MAFLD’. Liver Int. 2020;40: 1254–1261.

#Antihipertensivos vinculados a una disminución del #riesgo de cáncer colorrectal

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El tratamiento de la hipertensión mediante inhibidores de la enzima convertidora de angiotensina y antagonistas de receptores de la angiotensina se asoció con disminución del riesgo de cáncer colorrectal, de acuerdo con los hallazgos de un estudio retrospectivo extenso.[1]

Sin embargo, en otro estudio publicado hace poco más de un año se señaló que los inhibidores de la enzima convertidora de angiotensina, pero no los antagonistas de receptores de la angiotensina, conllevan más riesgo de cáncer de pulmón.

Un experto al que se le pidió un comentario resaltó que los dos estudios son observacionales y, por consiguiente, solo muestran asociación y no se puede inferir causalidad.

En este último estudio, publicado en la versión electrónica de la revista Hypertension, el uso de los inhibidores de enzima convertidora de angiotensinay los antagonistas de receptores de la angiotensina se asoció a disminución de 22% del riesgo de cáncer colorrectal al cabo de 3 años después de una colonoscopia inicial negativa.

Este es el estudio más grande realizado hasta la fecha, con una cohorte de más de 185.000 pacientes, que indica un efecto protector importante de estos dos antihipertensivos comunes, señalaron los autores.

El riesgo de que se presente cáncer colorrectal disminuyó conforme aumentó la duración del uso del inhibidor de la enzima convertidora de angiotensina o de los antagonistas de receptores de la angiotensina, con reducción de 5% en el hazard ratio ajustado (HRa) por cada año de uso.

Sin embargo, este efecto se limitó a pacientes que tenían colonoscopias negativas en un periodo de 3 años, y no se extendió más allá de este punto.

El autor principal, Dr. Wai K. Leung, profesor clínico de medicina en la University of Hong Kong, explicó que no están recomendando a los pacientes que tomen inhibidores de la enzima convertidora de angiotensina simplemente para prevenir cáncer. “A diferencia del ácido acetilsalicílico y las estatinas, nunca se ha establecido el potencial papel quimiopreventivo de los inhibidores de la enzima convertidora de angiotensina sobre el cáncer. Los hallazgos del estudio pueden favorecer el empleo de inhibidores de la enzima convertidora de angiotensina en el tratamiento de la hipertensión, más que muchos otros antihipertensivos, en algunos pacientes para prevenir el cáncer colorrectal”, indicó a Medscape Noticias Médicas.

¿Aumento o reducción del riesgo?

Ha habido considerable debate sobre los posibles efectos carcinógenos de los inhibidores de la enzima convertidora de angiotensina y los antagonistas de receptores de la angiotensina, y “no se ha establecido la relación con riesgos de cáncer de varios órganos sólidos”, señalaron los autores. Los estudios han producido resultados ambivalentes al mostrar que no hay riesgo para el cáncer en general y un riesgo moderadamente incrementado para el cáncer en general asociado con estos agentes.

En un estudio reciente se informó que los inhibidores de la enzima convertidora de angiotensina, en comparación con los antagonistas de receptores de la angiotensina incrementaban 14% el riesgo de cáncer pulmonar. El riesgo para cáncer de pulmón aumentó 22% entre quienes utilizaron inhibidores de la enzima convertidora de angiotensina durante 5 años, y alcanzó un máximo de 31% para los pacientes que tomaron inhibidores de la enzima convertidora de angiotensina durante 10 años o más.

El autor principal del estudio sobre cáncer de pulmón, Laurent Azoulay, Ph. D., de la McGill University, en Montreal, Canadá, ofreció algunas ideas sobre los datos aparentemente contradictorios que ahora se están comunicando y que muestran reducción del riesgo de cáncer colorrectal.

“En resumen, este estudio tiene problemas metodológicos importantes que pueden explicar los hallazgos observados”, manifestó a Medscape Noticias Médicas.

Azoulay puntualizó que en el modelo univariable, la utilización de inhibidores de la enzima convertidora de angiotensina o de antagonistas de receptores de la angiotensina se asoció con incremento de 26% del riesgo de cáncer colorrectal. “Solo después del ajuste de la puntuación de propensión se invirtió la estimación del efecto en la dirección protectora. Sin embargo, las variables incluidas en el modelo de puntuación de propensión se determinaron en el mismo periodo que la exposición, lo cual puede dar lugar a un sesgo de sobreajuste y generar hallazgos falsos”, destacó.

Otro problema es que el periodo del estudio no comenzó en el tiempo de la exposición, sino más bien en un momento distante después de iniciar el tratamiento; en este caso, cribado de cáncer colorrectal. “Por consiguiente, los autores excluyeron a pacientes que antes habían tenido un diagnóstico de cáncer colorrectal, lo que probablemente incluyó a los expuestos a inhibidores de la enzima convertidora de angiotensina o a los antagonistas de receptores de la angiotensina. Este enfoque puede dar lugar a la inclusión de los ‘sobrevivientes’ en los que es más bajo el riesgo de presentar cáncer colorrectal”, agregó.

Azoulay añadió: “Pero sin duda esta posible asociación se ha de investigar utilizando enfoques metodológicamente sólidos”.

Conclusión práctica para los médicos

Otro experto resaltó el carácter observacional de los dos estudios. El Dr. Raymond Townsend, director del Programa de Hipertensión y profesor de medicina en el hospitalde la University of Pennsylvania en Filadelfia, señaló: “Ante todo, estos son estudios observacionales y en ellos no se puede hacer alguna inferencia en torno a la causalidad, solo pueden demostrar asociaciones”. Puntualizó que a veces hay verdaderas asociaciones, mientras que en otras ocasiones hay un sesgo de confusión que no se puede ajustar estadísticamente debido a que se desconoce. Aclarado el punto, el tamaño de este último estudio es una ventaja, y tiene un periodo de seguimiento aceptable.

“La conclusión práctica para los médicos es que puede resultar beneficioso mantener a las personas de edad avanzada con inhibidores de la enzima convertidora de angiotensina por la posibilidad de que desarrollen cáncer colorrectal si la última colonoscopia fue negativa”, comentó a Medscape Noticias Médicas el Dr. Townsend, quien no intervino en el estudio.

Sin embargo, hay algunas interrogantes que persisten sin respuesta sobre las características de la cohorte, señaló el Dr. Townsend. “¿Quiénes fueron las personas que en primer lugar se sometieron a la colonoscopia? ¿Fueron un grupo de más riesgo? ¿Por qué hubo algunos tratados con inhibidores de la enzima convertidora de angiotensina o antagonistas de receptores de la angiotensina, y muchos otros no?”.

Hay otras conclusiones que los médicos pueden extraer de esto. “Seleccionar un tratamiento para pacientes con base en su mejor estimación de cuál reducirá su tensión arterial y evitará el daño orgánico mediado por la hipertensión”, indicó el Dr. Townsend, un experto voluntario de la American Heart Association. “Hay que tener presente que los pacientes se enteran de estos estudios, y leen blogs no revisados en la web, por lo que tienen preguntas”.

Resaltó que siempre se reduce a dos cosas. “Una es que toda decisión de tratamiento es inherentemente un escenario de riesgo-beneficio. Y en segundo lugar, la mayoría de nuestros pacientes es de edad adulta, y si opta por no tratarse de su hipertensión pese a nuestro mejor consejo y de tratar de hacerlos entrar en razón, hay que renunciar al control y dejarlos proceder como deseen, ofreciéndoles renegociar en un futuro cuando reconsideren la cuestión”, destacó.

Detalles del estudio

En el último estudio, el Dr. Leung y sus colaboradores llevaron a cabo un estudio retrospectivo de cohortes y utilizaron una base de datos de asistencia sanitaria electrónica de la Hong Kong Hospital Authority.

En el análisis se incluyó un total de 187.897 individuos de 40 años de edad y mayores, que se habían sometido a colonoscopia entre 2005 y 2013 con resultado negativo.

El criterio principal de valoración del estudio fue cáncer colorrectal que se diagnosticó entre 6 y 36 meses después de la colonoscopia, y la mediana de edad de la colonoscopia fue de 60,6 años. Dentro de esta población, 30.856 (16,4%) utilizaban inhibidores de la enzima convertidora de angiotensina o antagonistas de receptores de la angiotensina.

Entre 6 meses y 3 años después de someterse a colonoscopia se diagnosticaron 854 casos de cáncer colorrectal, con una tasa de incidencia de 15,2 por 10.000 años/persona. La mediana de tiempo entre la colonoscopia y el diagnóstico fue de 1,2 años.

Los usuarios de inhibidores de la enzima convertidora de angiotensina o antagonistas de receptores de la angiotensina tuvieron una duración mediana de uso de 3,3 años dentro del periodo de 5 años previo a su colonoscopia, y dentro de este grupo hubo 169 (0,55%) casos de cáncer colorrectal. En el análisis univariable, el hazard ratio bruto de cáncer colorrectal e inhibidor de la enzima convertidora de angiotensina o antagonistas de receptores de la angiotensina fue de 1,26 (p = 0,008), pero en el ajuste de la regresión en la puntuación de propensión, el hazard ratio ajustado se convirtió en 0,78.

La reducción absoluta del riesgo en la puntuación de propensión para usuarios fue de 3,2 por 10.000 años-persona entre no usuarios, y la estratificación según subsitio mostró un hazard ratio de 0,77 para los cánceres distales, y 0,83 para los cánceres proximales.

En un análisis de subgrupo, los beneficios de los inhibidores de la enzima convertidora de angiotensina y de los antagonistas de receptores de la angiotensina se observaron en pacientes de 55 años de edad o mayores, (HRa: 0,79), y en aquellos con un antecedente de pólipos colónicos (HRa: 0,71).

Los autores también evaluaron si hubo relación entre los fármacos y otro tipo de cáncer. En el análisis univariable, la utilización se asoció a incremento del riesgo de cáncer de próstata y de pulmón, pero menos riesgo de cáncer de mama. No obstante, después del ajuste de la regresión en la puntuación de propensión, las asociaciones no persistieron.

El estudio fue financiado por el Health and Medical Research Fund of the Hong Kong SAR Government. El Dr. Leung ha recibido honorarios por asistir a reuniones de la junta de asesores de AbbVie, Takeda y Abbott Laboratories; la coautora Esther W. Chan ha recibido apoyo económico de Pfizer, Bristol-Myers Squibb, Bayer, Takeda, Janssen (una división de Johnson & Johnson); becas para investigación del consejo de Hong Kong; División de Narcóticos, Oficina de Seguridad y la Fundación Nacional para las Ciencias Naturales de China, todos por trabajos no relacionados con el presente estudio. Los demás autores han declarado no tener ningún conflicto de interés económico pertinente.

Azoulay ha declarado no tener ningún conflicto de interés económico pertinente. El Dr. Townsend es empleado de Penn Medicine.

© 2020 WebMD, LLC

Citar este artículo: Antihipertensivos vinculados a una disminución del riesgo de cáncer colorrectal – Medscape – 13 de jul de 2020.

#Immunothérapie et effets secondaires: la #vitamine D réduit de 65% le risque de #colite

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Boston, Etats-Unis — Une étude publiée ce 22 juin dans la revue Cancer incluant 213 patients traités par immunothérapie pour un mélanome, révèle que la prise de vitamine D réduit de 65% le risque de colite, un effet secondaire lié au traitement[1]. C’est la première étude qui démontre le bénéfice d’une intervention simple, peu coûteuse et sans corticoïdes pour réduire un effet secondaire associé aux anti-PD1 et anti-CTLA4, dont on sait que de façon générale, ils peuvent occasionner des problèmes rhumatologiques, hépatiques, gastro-intestinaux, endocriniens, etc. Les anticiper ou les réduire est tout bénéfice pour le patient…

L’immunothérapie à base d’inhibiteurs de points de contrôle immunitaires (ICI) a révolutionné le traitement de plusieurs cancers dont le cancer bronchique non à petites cellules, le mélanome et le cancer rénal en termes d’allongement de la survie sans progression et de la survie globale. Ce bénéfice s’observe parfois au détriment de certains effets secondaires liés au traitement(ir-AEs), à localisations variables, rhumatologique, hépatique, gastro-intestinale, endocrinienne etc., le plus souvent gérables par des corticoïdes. Dans certains cas, la survenue d’un effet secondaire est même annonciatrice d’une réponse favorable à l’immunothérapie. Il n’en reste pas moins qu’anticiper ces ir-AEs ou les réduire est tout bénéfice pour le patient.

Deux cohortes confirment la réduction du risque

Dans cette optique, cette équipe[1] du Dana-Farber Cancer Institute a constitué une cohorte exploratoire de 213 patients avec un mélanome, traités par ICI, un anti-PD1 ou un anti-CTLA-4 ou une association des 2. Les caractéristiques cliniques et biologiques de ces patients ont été recensées. En substance, 37 (17%) ont développé une colite liée au traitement. Avant la prise d’ICI, 31% des patients recevaient une supplémentation en vitamine D. En analyse multivariée, l’usage de la vitamine D est associé à une réduction significative de 65%  de développer une colite (OR = 0,35). Sur cette base, le lien entre la prise de vitamine D et une réduction de la colite a été recherché dans une cohorte de confirmation incluant 269 patients dont 49 avaient développé une colite (29%). Sous vitamine D, le risque est réduit de 54% (OR = 0,46). Un RNL ≥ 5 (rapport neutrophiles/lymphocytes) prédit la réduction du risque de colite (OR = 0,34) mais seulement dans la cohorte exploratoire.

Une idée facile à mettre en place 

C’est la première étude qui rapporte le bénéfice de la vitamine D pour diminuer l’effet secondaire colite relié au traitement par ICI. Le résultat va dans le sens de travaux antérieurs sur cet usage prophylactique de la vitamine D notamment dans la colite ulcéro-hémorragique et la maladie du greffon contre l’hôte. Ces résultats sont importants car ils suggèrent qu’une intervention aussi simple et peu coûteuse qu’est la prise de vitamine D prévient un ir-AE classique de l’immunothérapie.

C’est une façon de renforcer l’adhérence au traitement en se rappelant que la dose quotidienne recommandée de vitamine D est de 600 à 800U/j et qu’un surdosage expose à une hypercalcémie et des conséquences cardiologiques et rénales.

Cet article a été initialement publié sur https://www.mediquality.net/, du groupe Medscape.

 

#Many #COVID patients shed #virus in feces, even without #GI symptoms

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FROM JAMA NETWORK OPEN

Even without GI symptoms, many patients with COVID-19 shed viral RNA in feces, suggesting that stool testing and prevention of fecal-oral transmission may be needed to combat the ongoing pandemic, according to investigators.

A meta-analysis of 29 studies showed that 12% of patients with COVID-19 developed nausea, diarrhea, or vomiting, while 41% shed viral RNA in feces, reported lead author Sravanthi Parasa, MD, of Swedish Medical Center, Seattle.Writing in JAMA Network Open, Dr. Parasa and colleagues emphasized that respiratory symptoms remain the predominant form of disease; however, GI symptoms can occur.

“In fact, the first reported patient with COVID-19 in the U.S. reported GI symptoms of loose bowel movements and abdominal discomfort,” the investigators wrote, noting that the patient went on to test positive for severe acute respiratory syndrome coronavirus 2 (SARS-CoV-2) in both respiratory and stool specimens.

“This raises the question of inadvertent human-to-human transmission via the fecal route despite public health emphasis on droplet transmission and precautions for contact with respiratory secretions,” the investigators wrote.

To address this question, the investigators conducted a systematic review and meta-analysis involving 23 published and 6 preprint studies involving a total of 4,805 patients, all of whom tested positive for SARS-CoV-2 based on PCR results from nasopharyngeal swabs. Dr. Parasa and colleagues noted that most of the studies “scored between 8 and 10 on the MINORS quality assessment,” suggesting moderate quality.

Pooled data from these studies showed that 4.6% of patients reported nausea or vomiting, while 7.4% reported diarrhea. Such symptoms may serve as an early warning flag for clinicians, the investigators noted.

“[T]he presence of GI symptoms may portend a worse outcome for patients infected with SARS-CoV-2,” they wrote, citing a study by Pan and colleagues, which found that GI symptoms were associated with lower rates of recovery and hospital discharge.

Regardless of GI symptoms, 40.5% of patients in the meta-analysis tested positive for viral RNA in feces (95% confidence interval, 27.4%-55.1%). Duration of viral shedding in feces lasted up to 11 days after symptom onset, or in a single-patient case study, 18 days after hospitalization.

The investigators called these duration figures “particularly concerning,” especially in light of a study published by Xiao and colleagues, which showed that 23.3% of patients with negative respiratory tests were still shedding live virus in feces.

“[T]he fecal-oral route of transmission could be an additional potential source of infection spread,” wrote Dr. Parasa and colleagues. “Our results also suggest that testing of the virus in feces … could be helpful in disease monitoring and surveillance.”

David A. Johnson, MD, professor of medicine and chief of gastroenterology at Eastern Virginia Medical School in Norfolk, said that the findings confirm what has been suspected for some time: GI disease is relatively common with COVID-19.

“The evidence is clear now that a sizable percentage of patients have GI symptoms,” Dr. Johnson said in an interview.

GI issues may precede respiratory signs, he added, so clinicians should be aware that nausea, vomiting, or diarrhea could be early indicators of COVID-19, and possibly, a worse outcome.

“The other highlight of this study is that stool shedding may be extended beyond respiratory shedding,” Dr. Johnson said.

He suggested that this finding could influence current CDC criteria, which define absence of infectious risk by two consecutive, negative nasopharyngeal swabs. Instead, fecal testing may be needed, he said, along with measures to prevent fecal-oral transmission.

Dr. Johnson expressed particular concern for risk of infection via toilet plume, in which toilet flushing aerosolizes viral particles.

“As much as people try to social distance by 6 feet – you can do that when you walk into a store, or a building, but you can’t necessarily do that when you walk into a public toilet, where the plume may have been expansive for a period of time,” he said. “That toilet may never really get cleaned to a high level of disinfection, and those droplets set up potential for fecal-oral spread.”

Dr. Sharma disclosed relationships with Medtronic, Fujifilm, Boston Scientific, and others. Dr. Johnson disclosed no relevant conflicts of interest.

SOURCE: Parasa S et al. JAMA Network Open. 2020 Jun 11. doi: 10.1001/jamanetworkopen.2020.11335.

#Qual o melhor manejo da #diverticulite complicada?

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Mulher sofrendo de diverticulite em busca de apoio médico para o manejo correto da doença

Tradicionalmente existiam certas “regras” quanto ao manejo da diverticulite que ao longo dos últimos anos têm sido contestadas, por falta de embasamento estatístico. Apesar de não ser universalmente aceito é comum indicar a ressecção de segmento do sigmoide após o 3º episódio de diverticulite não complicada ou após o primeiro episódio complicado. Nos casos de diverticulite complicada, os guidelines das sociedades são bastante díspares. Isso pode ser justificada pelo modelo do sistema de saúde ondem estão inseridos.

Método do estudo sobre manejo da diverticulite

Foram utilizados bancos de dados dos sistemas de saúde da Escócia e da Suíça, de pacientes admitidos com diverticulite aguda complicada de 1 janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2015. Todos os pacientes selecionados foram manejados de forma não operatória durante a primeira internação.

O desfecho primário do estudo foi definido como qualquer evento adverso que necessitasse de internação por diverticulite aguda ou complicações da ressecção eletiva do cólon, após a internação índice. Enquanto o desfecho secundário seria o intervalo para a ressecção colônica.

 

Resultados

Foram identificados 190.125 pacientes nos dois países no período de observação, e após exclusões permaneceram 18.990 pacientes admitidos e manejados de forma não cirúrgica por diverticulite aguda complicada (n=5.129 na Escócia; n= 13.861 na Suíça). O número de readmissões por desfecho primário foi de 5% em ambos países. Os procedimentos eletivos após o primeiro episódio de diverticulite complicada foi menos frequente na Escócia (4,5%) quando comparado com a Suíça (23,7%). Dos pacientes submetidos a ressecção eletiva do sigmoide, 5,6% apresentaram o desfecho primário na Escócia e 5,4% na Suíça. Óbitos ocorreram em 2 pacientes na Escócia e 28 na Suíça, após a ressecção eletiva o que representa nas duas amostras 0,9% do total de pacientes eletivos nos dois grupos.

Discussão

O objetivo da ressecção colônica se baseia na prevenção de eventos adversos graves caso o paciente apresente um novo episódio de diverticulite. No entanto a cirurgia em si carreia um grau de morbidade associada. Este estudo não evidenciou diferença estatística em readmissões e morte quando se comparou a população dos dois diferentes países, apesar da taxa de cirurgia eletiva ser 5 vezes maior na Suíça. Este achado corrobora a tendência em ampliar o manejo conservador mesmo nos casos de diverticulite complicada.

Há a limitação inerente deste estudo, que por utilizar banco de dados, não é possível obter todas as informações pera uma melhor análise, especialmente o acompanhamento ambulatorial. Apesar disto os achados estão de acordo com outros estudos baseados em populações, que não confirmam nenhuma associação entre ressecção eletiva e a taxa de readmissões na emergência.

 

Conclusões sobre o manejo da diverticulite

Este estudo analisou dois sistemas de saúde. E ainda assim não foi possível detectar alterações na taxa de readmissão hospitalar apesar da grande diferença de cirurgias eletivas nos dois grupos. Assim, desafia as recomendações de cirurgia profilática após diverticulites complicadas. Como é explicitada nos guidelines da German Interdisciplinary e da American Society of Colon and Rectum Surgeons.

As diferentes formas de manejo da diverticulite complicada podem refletir as diferentes políticas de saúde destes países. Independente disto possuímos substrato para individualizar ainda mais os tratamentos oferecidos, pois a influência da opinião do paciente pode ser determinante. De qualquer forma, a não diferença nas readmissões é um dado bastante forte. Quem sabe os sintomas dos pacientes possam ser um determinante para a definição terapêutica e não apenas o fato de ter apresentado um episódio de diverticulite grave. A análise da qualidade de vida destes indivíduos após evento índice poderia auxiliar nesta decisão.

 

Autor(a):

Felipe Victer

Cirugião geral ⦁ Hospital Universitário Pedro Ernesto ⦁ Hospital Universitário Clementino fraga filho (UFRJ) ⦁ Felllow do American College of Surgeons ⦁ Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões ⦁ Membro da Sociedade Americana de Cirurgia Gastrointestinal e Endoscópica (Sages) ⦁ Ex-editor adjunto da Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (2016 a 2019)

Referências bibliográficas:

  • von Strauss Und Torney M, Moffa G, Kaech M, et al. Risk of Emergency Surgery or Death After Initial Nonoperative Management of Complicated Diverticulitis in Scotland and Switzerland [published online ahead of print, 2020 May 13]. JAMA Surg. 2020;e200757. doi:10.1001/jamasurg.2020.0757

#El #coronavirus eleva el riesgo de infección en los #enterocitos intestinales

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Un gran número de pacientes presentan síntomas secundarios en el intestino

El coronavirus eleva el riesgo de infección en los enterocitos intestinales

 

El coronavirus Covid-19 puede infectar los enterocitos intestinales y causar graves daño al aparato digestivo. Así lo han puesto de manifiesto un grupo de investigadores de la Asociación Americana para el Avance de la Ciencia.

Los investigadores señalan que aunque los síntomas respiratorios dominan en la “presentación clínica del Covid-19”, los síntomas gastrointestinales también se encuentran presentes en una parte importante de los pacientes.

Los investigadores realizaron varias pruebas para determinar el avance del coronavirus en el aparato digestivo y los resultados confirmaron en ambos casos la capacidad de infección de los enterocitos.

Carga viral del coronavirus

Eso sí, los experimentos demostraron que la expresión de ACE2 tiene un reflejo en el comportamiento de la infección. Los que presentaron un nivel más bajo de ACE2 permiten una mayor entrada de la carga viral.

Por último, cabe señalar que estos resultados, que han sido publicado en la revista Science, son de carácter preliminar. Además, los investigadores tampoco descartan que ocurran nuevos efectos secundarios relacionados con el aparato digestivo en un futuro.

#Quais os principais #sintomas digestivos em pacientes com #Covid-19?

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Homem infectado por Covid-19 apresenta os primeiros sintomas digestivos decorrentes da doença.

Já é bastante estabelecido que os pacientes infectados pela Covid-19 apresentem sinais e sintomas respiratórios como dispneia e insuficiência respiratória, além de quadro febril. Porém, com o decorrer do tempo e novos casos surgindo, ficou aparente que alguns outros sintomas extrapulmonares também podem advir da infecção pelo novo coronavírus, como os sintomas gastrointestinais. Alguns pacientes vêm apresentando quadros como diarreia, anorexia e vômitos na fase inicial da doença.

Um estudo realizado em três hospitais na província de Hubei na China, com pacientes testados e confirmados para Covid-19 evidenciou características clínicas, prevalência e desenrolar de casos em dois grupos de pacientes, um com sintomas gastrointestinais e o outro com pacientes sem sintomas gastrointestinais.

Sintomas gastrintestinais em pacientes com Covid-19

Os pacientes foram randomicamente selecionados no período de 18 de Fevereiro a 28 de Março e todos estavam internados com quadro de broncopneumonia. Ao todo foram selecionados 204 pacientes que cumpriram todos os critérios de admissão para o estudo, sendo que 34% estavam em estado crítico. Todos os pacientes foram testados positivos para Covid-19 com teste de swab nasal e PCR, além de serem realizados tomografias pulmonares. Dados demográficos de cada paciente, como características clínicas incluindo sintomas respiratórios e gastrointestinais na admissão, presença de comorbidades, exames laboratoriais, tratamentos propostos e resolução foram colhidos.

Dos pacientes admitidos no estudo, foi constatado que 103 pacientes (50,5%) apresentaram sintomas digestivos inicialmente. Desses, 97 pacientes apresentaram posteriormente sintomas pulmonares. Também foi evidenciado que os pacientes que apresentaram sintomas gastrointestinais inicialmente demoraram mais para procurarem auxílio médico. Os sintomas variavam entre anorexia (78,64%), diarreia (34%), náuseas e vômitos (3,9%) e dor abdominal (2%). Sendo que a perda de apetite foi encontrada em 100% dos pacientes mais críticos mesmo sem outros sintomas digestivos. A diarreia nos casos em questão, era leve e de pouco volume e não causava desidratação.

 

À medida que o quadro viral piorava, também havia piora dos sintomas gastrointestinais, porém não houve diferença significativa na evolução final dos casos em se tratando de tempo de internação, alta ou óbito nos dois grupos. Laboratorialmente, os pacientes com quadro gastrointestinal apresentavam exames compatíveis com lesão hepática, com aumento das enzimas. Além disso, apresentavam alterações de coagulação com aumento da protrombina. Fatos esses que não ocorriam com os pacientes sem sintomas digestivos. O restante dos exames não apresentava grande diferença entre os dois grupos.

Hipóteses

Existem algumas razões pelas quais o Covid 19 pode causar sintomas digestivos. Uma delas é o fato do SARS-CoV-2 ser similar ao SARS-CoV e invadir o organismo pelos receptores da enzima conversora de angiotensina 2 causando lesão hepática pelo aumento da resposta da enzima no tecido hepático propriamente dito. Outra hipótese é o acometimento direto do tecido hepático pelo processo inflamatório sistêmico causado pelo vírus.

A Covid-19 também pode atuar diretamente na flora intestinal, que é responsável pela regulação e maturação do sistema imunológico do organismo, além de possuir efeito antibacteriano. Além disso, temos o efeito “gut-lung axis” onde alterações na função e composição do sistema digestivo pode alterar o sistema respiratório, assim como vice versa, alterações na flora respiratória podem levar a alterações do sistema gastrointestinal pela imunorregulação entre ambos os sistemas. Isso pode explicar porque muitas vezes pacientes com Covid-19 e pneumonia podem ter sintomas digestivos.

Nesse estudo notou-se que à medida que o quadro evoluía para uma maior gravidade, os sintomas digestivos ficavam mais pronunciados. Isso pode ser explicado pelo fato dos pacientes demorarem mais a procurar auxílio médico, uma vez que não apresentavam a priori sintomas pulmonares ou pelo fato da possibilidade dos sintomas gastrointestinais significarem aumento da carga viral e replicação viral. Porém, essas hipóteses ainda merecem maiores estudos.

 

Conclusão

Apesar desse estudo ainda apresentar várias limitações, como número pequeno de pacientes avaliados, foi evidenciado que metade dos pacientes infectados apresentaram sintomas digestivos variados no início da doença e que os que apresentaram os sintomas digestivos demoraram mais a procurar atendimento hospitalar. Com esses dados faz-se necessário um aumento dos estudos relacionados a sintomas digestivos que podem iniciar antes mesmo dos sintomas respiratórios nessa pandemia que ainda está emergente. Enquanto isso, os profissionais de saúde devem ter em mente que pacientes que apresentarem sintomas digestivos, podem sim estar infectados pelo Covid-19 e que em raros casos, pode ser o único sintoma.

Essa constatação é muito importante a nível epidemiológico, uma vez que com isso, podemos determinar um diagnóstico e tratamento precoce com instalação de quarentena e evitar possíveis contaminações posteriores aos que convivem com o paciente.

 

Autor(a):

Gabriela Queiroz

Graduação em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) ⦁ Pós-Graduação em Anestesiologia pelo Ministério da Educação (MEC) ⦁ Pós-Graduação em Anestesiologia pelo Centro de Especialização e Treinamento da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (CET/SBA) ⦁ Membro da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) ⦁ Ênfase em cirurgias de trauma e emergência, obstetrícia, plástica estética reconstrutiva e reparadora e procedimentos endoscópicos ⦁ Experiência em trauma e cirurgias de emergência de grande porte, como ortopedia, vascular e neurocirurgia ⦁ Experiência em treinamento acadêmico e liderança de grupos em ambiente cirúrgico hospitalar ⦁ Orientadora acadêmica junto à classe de residentes em Anestesiologia ⦁ Orientadora e auxiliar em palestras regionais e internacionais na área de Anestesiologia.

Referências bibliográficas:

  • Lei Pan et all. Clinical characteristics of Covid-19 patients with digestive symptoms in Hubei, China: a descriptive, cross-sectional, multicenter study. The American Journal of Gastroenterology 2020.
  • Phelan AL, Katz R, Gostin LO. The Novel Coronavirus Originating in Wuhan, China:Challenges for Global Health Governance. JAMA. 2020.
  • Xiao F, Tang M, Zheng X, Liu Y, Li X, Shan H. Evidence for gastrointestinal infection of SARS-CoV-2. Gastroenterology. 2020.

#Si la #dieta es saludable la presencia de #obesidad no aumenta el riesgo de #diabetes tipo 2

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Un estudio del Ciberdem en ‘Clinical Nutrition’ podría enfocar la estrategia dietética en pacientes prediabéticos hacia una alimentación más saludable y no restrictiva

La microbiota no sólo tiene que ver con la alimentación que se ingiere sino con el estado de salud
La microbiota no sólo tiene que ver con la alimentación que se ingiere sino con el estado de salud

La calidad de la dieta y de la microbiota tienen más impacto en el desarrollo de la diabetes tipo 2 que la obesidad en mayores de 65 años, según los resultados de un estudio español que se publica en Clinical Nutrition. El estudio ha mostrado que “aunque la persona presente obesidad tiene un menor riesgo de desarrollar diabetes tipo 2 si adopta un patrón alimentario saludable”, ha explicado a Diario Médico Diana Díaz Rizzolo, una de las coordinadoras del estudio.

El estudio realizado por los investigadores del Ciber Diabetes y Enfermedades Metabólicas (Ciberdem), en el Instituto de Investigaciones Biomédicas August Pi i Sunyer (Idibaps), junto con el Consorcio de Atención Primaria de Salud del Eixample de Barcelona (Capsbe), también muestra que en el caso opuesto una persona con prediabetes que siguen una alimentación poco saludable tiene más riesgo de diabetes tipo 2.

Según los investigadores, este hallazgo podría cambiar la estrategia dietética en pacientes prediabéticos hacia enfoques centrados en una alimentación más saludable, en detrimento de dietas restrictivas enfocadas a la pérdida de peso.

Modular la microbiota para prevenir la diabetes

Al comenzar un estudio de prevención de diabetes tipo 2 en el que se monitorizaban otras variables los investigadores se plantearon la oportunidad de comprender mejor qué papel podía tener la modulación de la dieta o la dieta en sí en sobre la diabetes, puesto que los cambios en la microbiota “no sólo tiene que ver con la alimentación que se ingiere sino con el estado de salud”. Por eso para realizar el estudio se eligió a un grupo de pacientes con alto riesgo de desarrollar la patología: pacientes mayores de 65 años prediabéticos, un momento en el que aún es prevenible la aparición de la diabetes.

Los resultados del trabajo son especialmente relevantes al tener en cuenta que las dietas de restricción de grupos nutrientes dirigidas a la pérdida de grasa en mayores de 65 años pueden provocar “mayor fragilidad, de malnutrición protéico energética”, sarcopenia y deterioro funcional.

“Nos parece muy interesante en esta población poder abordar la prevención de la diabetes tipo 2 con la modulación de la dieta sin necesidad de contar calorías. Las dietas cualitativas parecen ser más interesantes en esta población que las restrictivas”, ha dicho Díaz. Aparte del riesgo físico, también es necesario tener en cuenta el impacto sobre la salud mental, puesto que la eliminación de ciertos alimentos en una dieta de pérdida de peso se asocia con un castigo y a largo plazo provocan un efecto rebote.

“Las dietas cualitativas parecen ser más interesantes en mayores de 65 años que las restrictivas”

Para valorar la interrelación entre dieta, obesidad y riesgo de enfermedad, se analizaron con técnicas de bioestadística los diferentes patrones dietéticos de los participantes y se dividieron en cuatro grupos de estudio: obesos con dieta saludable, obesos con dieta no saludable, no obesos con dieta saludable y no obesos con dieta no saludable. Tras comparar la microbiota intestinal de los cuatro grupos, se comprobó que ésta era más parecida entre sí dependiendo del tipo de dieta, independientemente de la condición de obesidad.

Patrón de bacterias patológico en la microbiota

El equipo del Ciberdem consideró como dietas saludables aquellas en las que se ingerían de forma habitual más cantidad de grasa de origen saludable -sobre todo poliinsaturadas aunque también monoinsaturadas-, carbohidratos, especialmente en forma de almidones, y antioxidantes. Por el otro lado, el grupo con una ingesta menos saludable incluía mayor cantidad de azúcares simples y libres, proteínas de origen animal, grasas saturadas y menor cantidad de polifenoles y antioxidantes.

Los grupos con dieta no saludable (obesos y no obesos) mostraron mayor concentración de Prevotella y menor de bacterias ácido-lácticas y Faecalibacterium prausnitzii. “Teniendo en cuenta que la microbiota tiene un papel esencial en el desarrollo de la DM2, se observó que los grupos con dieta no saludable presentaban un patrón de bacterias con mayor riesgo patológico”, ha explicado Diana Díaz Rizzolo, una de las coordinadoras del estudio.

¿Obesidad y salud?

Por otra parte, al comparar el riesgo de desarrollar diabetes en los cuatro grupos, los investigadores confirmaron que cuando la dieta no es saludable, la presencia de obesidad aumenta la probabilidad de desarrollar DM2. Curiosamente también ocurre al revés: cuando la dieta es saludable la presencia de obesidad no aumenta el riesgo de la patología. “Demostramos que la calidad de la dieta, y la microbiota intestinal ligada a esta dieta saludable, es más importante que la obesidad en el riesgo de desarrollar diabetes tipo 2”, ha recalcado Ramón Gomis, investigador del Ciberdem en el Idibaps y también coordinador del trabajo.

“Lo interesante es que dentro del grupo de personas con obesidad algunos comían de forma muy saludable. Es importante recalcar que esto implica que si se ingieren más calorías de las necesarias o si no se realiza actividad se gana peso”, ha añadido Díaz. No obstante, la investigadora también ha recalcado que “cuanto más saludable es la dieta más difícil es ganar peso, básicamente porque los alimentos más saludables son aquellos con más poder saciante”.

La microbiota no responde por grupos de edad

Según Díaz les gustaría replicar el estudio en otros grupos de edad, ya que la microbiota no responde por grupos de edad, e incluso en otras patologías. “No obstante, en los jóvenes no entran en juego la variable de las comorbilidades o del riesgo-beneficio de estas dietas restrictivas como en los mayores. Sin embargo, hay que tener muy en cuenta la salud mental en población joven que hayan sufrido un trastorno de la conducta alimentaria (TCA), que en ocasiones es subclínico. Creemos que el abordaje general de inculcar a la población una dieta saludable sin restringir alimentos puede ser muy interesante en cualquier grupo de población”.