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Mês: julho 2018

#Atividade física em #coronariopatas: novas recomendações da ESC (parte 1)

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atividade fisica

 

A European Society of Cardiology (ESC) acaba de lançar uma atualização sobre a participação de atletas coronariopatas em atividade física em caráter competitivo ou não, abrangendo desde os pacientes com doença aterosclerótica coronariana até dissecção coronariana e ponte miocárdica.

Além dos fatores de risco tradicionais (dislipidemia, história familiar, tabagismo, idade), sabemos que o sedentarismo também é um fator importante. Apesar de estudos observacionais sugerirem maior risco de mortalidade associado a prática de exercícios extenuantes (mais 7x/sem ou 18h por semana), as taxas de eventos em provas desse nível são bem baixas. O Triatlon parece ser o tipo de prova onde a taxa de morte súbita é 3x maior que a média.

Com o surgimento da angioTC de coronárias e escore de cálcio, nos deparamos cada vez mais com pacientes assintomáticos, mas com coronariopatia. Esses exames não analisam o fluxo sanguíneo coronário ou a reserva coronariana. Então, é importante avaliar o paciente com exames que “estressam” o coração do paciente como: teste ergométrico, ECOTT de esforço/dobutamina, entre outros. Alguns podem ser candidatos a ergoespirometria que nos fornece outros dados além de sugerir se o esforço máximo foi de fato atingido.

Atividade física em coronariopatas: recomendações

1)  Atleta sem sintomas de coronariopatia

O que fazer? Teste esforço + avaliar e tratar os fatores de risco como fazemos com não-atletas (atenção para mialgia por estatinas nos atletas):

  • Se o teste for normal e o perfil de fatores de risco não for muito grave, não há restrição à prática de atividade física (inclusive competitiva). Seguimento anual é recomendado e reavaliação se surgirem sintomas;
  • Se teste inconclusivo/limítrofe ou há BRE/marcapasso com estimulação ventricular, o recomendado é fazer ECOTT de estresse ou cintilografia miocárdica. O texto cita PET/SPECT como boas alternativas, mas esses métodos não são tão acessíveis;
  • Se o teste for positivo para isquemia, os autores recomendam AngioTC coronárias e coronariografia, dando preferência à primeira. O manuseio específico do atleta coronariopatas vem a seguir.

2) Atleta coronariopata

Neste grupo, devemos nos atentar ao seguinte:

  • Presença de isquemia esforço-induzida;
  • Arritmia esforço-induzida;
  • Disfunção miocárdica;
  • Tipo e nível do esporte/ condicionamento do paciente-atleta;
  • Perfil de fatores de risco.

Quais seriam aqueles com baixo risco de eventos esforço-induzidos?

  • Ausência de lesões coronarianas com mais de 70% de obstrução em vasos coronários (DA, Cx e CD) e ausência de lesão obstrutiva maior que 50% no tronco da coronária esquerda (TCE);
  • Capacidade funcional adequada para sexo e idade;
  • Fração de ejeção maior ou igual a 50% (pelo ECOTT, RM etc) e sem alterações segmentares;
  • Sem isquemia esforço-induzida em teste máximo;
  • Sem arritmias ventriculares (TVNS, extra-sístoles frequentes ou polimórficas) no repouso e no esforço máximo.

Quais seriam os com alto risco para eventos?

  • Lesões obstrutivas maior que 70% em coronárias ou maior que 50% em TCE;
  • Disfunção do VE;
  • Isquemia esforço-induzida;
  • Dispneia com baixa carga de esforço;
  • Tonteira ou lipotimia/síncope aos esforços;
  • RM com alto grau de fibrose miocárdica.

Como recomendação geral -> se houver isquemia, a revascularização é recomendada sobretudo nos atletas de alta performance, ainda mais pela baixa tolerância a betabloqueadores. Se não for possível a revascularização, apenas o esporte competitivo deve ser contraindicado, preferindo-se a atividade não-competitiva. Para esta última, em DAC estável, tratamento clínico é a opção.

OBS1: após angioplastia, aguardar no mínimo 3 meses para retomar atividades em caráter competitivo (para os de baixo risco para eventos);
OBS2: mesmo se baixo risco, cuidado especial para os maiores de 60 anos por ter um risco aumentado independente;
OBS3: acompanhamento no mínimo anual;
OBS4: num contexto pós-SCA, seguir recomendações para reabilitação cardíaca com evolução bem gradual e reavaliar os critérios de risco após pelo menos 3 meses do evento coronariano;
OBS5: frisar a importância das condições ambientais para o esforço (temperatura, hidratação) e aquecimento, etc.

Referências:

  • Mats Borjesson et al; Recommendations for participation in leisure time or competitive sports in athletes-patients with coronary artery disease: a position statement from the Sports Cardiology Section of the European Association of Preventive Cardiology (EAPC); European Heart Journal, https://doi.org/10.1093/eurheartj/ehy408
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#Facial-aging waiting room app could be beneficial

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    •  Noticias Médicas Univadis

Researchers have suggested that providing patients in waiting rooms with the opportunity to use a facial-aging app while they wait could provide an opportunity to motivate a large fraction of patients who visit a healthcare setting to increase their UV protection.

As part of a new trial, patients attending a HIV outpatient clinic were provided with the opportunity to use a free facial-aging app called Sunface, which altered a three-dimensional, animated selfie of the participant to approximate his or her future appearance based on UV exposure.

A total of 272 patients entered the waiting room during the 13 days the facial-aging app was available, with 119 patients trying the app. Of these, 44 patients (37%) had Fitzpatrick skin type 1 or 2 and 84 patients (70.6%) were men. The median age was 48 years.

In the region of 90 per cent of participants indicated that the intervention motivated them to increase sun protection and to avoid indoor tanning beds. The overwhelming majority also indicated that the intervention was perceived as fun.

Presenting the findings in JAMA Dermatology, the researchers said future work should examine a potential increase in frequency of addressing UV protection at subsequent appointments with dermatologists, among other issues.

#Diseñada una #lámpara para tratar #úlceras crónicas (J Dermatol Treat)

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  • Noticias Médicas

Científicos de la Universidad de Manchester y la Salford Royal NHS Trust (Reino Unido) han desarrollado una lámpara que podría tratar las úlceras crónicas con luz, gracias a la combinación de luz infrarroja, roja y ultravioleta.

El ensayo, financiado por Arthritis Research UK y liderado por Michael Hughes, probó la terapia en úlceras de dedo causadas por la esclerosis sistémica, en la que el sistema inmunitario ataca los dedos de manos y pies. Para el investigador principal del estudio, este dispositivo es un tratamiento potencial para otras úlceras, incluidas las diabéticas y venosas.

La lámpara construida por el equipo tiene 32 bombillas diferentes que emiten luz infrarroja, roja o ultravioleta. Ocho pacientes con 14 úlceras en total se sometieron al tratamiento con este dispositivo. En el estudio, publicado en el Journal of Dermatological Treatment, los pacientes fueron tratados con la lámpara durante sesiones de 15 minutos, 2 veces por semana durante 3 semanas.

Después del tratamiento, se observó una mejora media del 83% en las úlceras, todo ello sin presentar efectos secundarios. Los científicos creen que la luz ultravioleta mata a las bacterias y reduce la inflamación que impide la curación.

Con respecto a la luz roja, explican que aumenta la circulación sanguínea, incrementando el suministro de oxígeno y los nutrientes necesarios para la cicatrización de heridas. También consideran que estimula la producción del colágeno proteico en la piel, que proporciona el andamiaje natural para ayudar al crecimiento de nuevos tejidos.

Además, comentan que la luz infrarroja, utilizada por ejemplo en los mandos a distancia de los televisores, está asociada al aumento del flujo sanguíneo y de oxígeno.

Los pacientes que reciben terapia con láser para úlceras actualmente reciben tratamiento en el hospital durante cinco días y se ven obligados a tomar medicamentos antihipertensivos. Sin embargo, la nueva terapia se puede administrar en el hogar y, según Hughes, incluso con una tarjeta SIM se puede monitorizar el progreso de los pacientes de forma remota.

“Creemos que esta tecnología va a cambiar las reglas del juego. Las implicaciones son enormes. Las úlceras causan mucha angustia a los pacientes, y los tratamientos actuales son costosos y problemáticos para los pacientes, que solo pueden recibirlos en el hospital. Pero esta tecnología es barata y práctica, ya que se puede administrar en casa”, apunta Hughes.

Los investigadores creen que este dispositivo podría adaptarse fácilmente para controlar las úlceras de forma remota utilizando cámaras. “También podrían programarse para reconocer diferentes partes del cuerpo, de forma que el tratamiento se administre con precisión. En los próximos 6 a 12 meses vamos a refinar la máquina y en 12 meses esperamos probarla con úlceras diabéticas”, concluyen.

#Descoberta Vulnerabilidade no Cancro do Pulmão e Possibilidade de Tratamento

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Investigadores, do Instituto de Pesquisa do Centro Médico Infantil da UT Southwestern (CRI), descobriram uma nova vulnerabilidade metabólica no cancro do pulmão de pequenas células (CPPC), que pode ser tratada por medicamentos já existentes.

O CPPC é uma forma mortal e agressiva do cancro do pulmão, com poucas opções terapêuticas e reduzida taxa de sobrevivência: cinco anos, em 6% dos pacientes após o diagnóstico.

Células cancerígenas reprogramam as suas vias metabólicas para crescer e se espalharem rapidamente pelo corpo. Em algumas formas do cancro, as células cancerígenas tornam-se altamente dependentes de vias metabólicas específicas, como resultado de mutações genéticas. Identificar todo este processo pode levar a novas opções de tratamento.

Para descobrir novas vulnerabilidades no CPPC, os investigadores do CRI analisaram o metabolismo e a expressão genética em células obtidas de mais de 25 tumores humanos do CPPC.

A partir dos dados obtidos, identificaram duas categorias distintas definidas pelo nível de dois oncogenes: MYC e ASCL1. Os oncogenes são genes conhecidos por promoverem a formação e o crescimento do cancro.

O estudo descobriu que o MYC estimulou a síntese de moléculas de purina. As purinas são essenciais para as células produzirem RNA e DNA, ambos necessários para o crescimento e divisão. Células que expressavam MYC tinham uma necessidade particular de um tipo específico de purina chamado guanosina.

“Ficamos entusiasmados ao descobrir que a síntese de purinas era tão importante para esse subconjunto de células do CPPC. Já existem inibidores seguros e eficazes da síntese de guanosina em pacientes para outras doenças além do cancro “, disse o Dr. Fang Huang, autor do estudo.

Para testar a hipótese, os investigadores trataram ratos, com CPPC, com a droga mizoribina, um inibidor da síntese de purinas. O tratamento com este fármaco suprimiu o crescimento do tumor e prolongou significativamente o tempo de vida dos ratos.

 

  • by Pulmonale

 

#Dermatoses psicossomáticas

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Dermatoses psicossomáticas: as emoções à flor da pele.

Tão importante quanto ao controle do funcionamento do organismo, a pele exerce um papel crucial na regulação emocional, sendo lócus de manifestações de conflitos psicológicos.

Maíra Mendes dos Santos

A pele, o maior órgão do corpo humano, é responsável por uma série de funções relacionadas à sobrevivência, como a regulação térmica, controle do fluxo sanguíneo e proteção contra agentes do meio ambiente. Tão importante quanto ao controle do funcionamento do organismo, a pele exerce um papel crucial na regulação emocional, sendo lócus de manifestações de conflitos psicológicos.

Para compreendermos a relação entre pele e mente, é necessário considerarmos como se  desenvolve o corpo humano. Tanto a pele quanto o cérebro se originam da ectoderme, a camada mais externa das células embrionárias, o que gera uma complexa interação entre os sistemas neuroendócrino e imunológico.

A psicodermatologia é uma especialidade que estuda as interações entre a mente, em especial as emoções, e a pele. As dermatoses psicossomáticas (também denominadas como doenças psicodermatológicas) podem ser causadas por disturbios psiquiátricos, nos quais as doenças dermatológicas são autoinduzidas, como a dermatite artefata, tricotilomania e distúrbio dismórfico corporal. Podem também desencadear distúrbios psiquiátricos de forma secundária, pela mudança estética produzida a partir da dermatose, como ocorre com a vitiligo, alopecia aerata, entre outros; ou ainda apresentar, dentre várias outras causas, uma relação com estados emocionais, como ocorre com a psoríase, dermatite atópica, acne, formas crônicas de urticária e a hiperidrose.

Como limite entre o eu e o ambiente externo, a pele participa do processo de desenvolvimento da individuação, auto-imagem e autoconfiança, fatores que influenciam fortemente nas relações interpessoais e nas interpreções das experiências pessoais. Dessa forma, as experiências do indivíduo na primeira infância podem ser fatores de risco ou proteção para o aparecimento de dermatoses psicossomáticas de acordo com a qualidade da relação mãe-bebê.

Pacientes com dermatoses costumam vivenciar situações de discriminação social, que levam a sentimentos de inadequação, vergonha, distorção da imagem corporal e baixa autoestima. Tais vivências podem gerar certo retraimento do indivíduo e aumento do nível de estresse, que  por sua vez, tendem a resultar na piora do diagnóstico.  O impacto psicossocial depende dos fatores de vulnerabilidade do indivíduo, relacionados com características demográficas, traços de personalidade e o significado da doença pela família e comunidade.

Quanto mais precoce o diagnóstico e o tratamento dessas doenças, melhor o seu prognóstico. É de extrema importância, nesse contexto, compreender as dermatoses não apenas como uma reação orgânica, mas como uma representação psíquica formada a partir da história de vida dos indivíduos.O tratamento psicológico, associado ao médico, é essencial para a melhora do quadro clínico e para auxiliar os pacientes a lidar com a sua condição médica, de modo a evitar situações de retraumatização, tão comuns na vida dessas pessoas.

 

*O conteúdo do texto acima é de responsabilidade do autor e não necessariamente retrata a opinião da página e seus editores.

In Psicologias do Brasil

#Arthrose et #risque cardiovasculaire : les #AINS principaux responsables

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  Les anti-inflammatoires non stéroïdiens (AINS), très souvent utilisés pour soulager la douleur liée à l’arthrose, apparaissent comme le principal contributeur au risque de maladie cardiovasculaire associé à l’arthrose, selon une étude canadienne présentée au congrès de l’European League Against Rheumatism (EULAR), qui a ouvert mercredi à

L’arthrose est un facteur de risque indépendant de maladie cardiovasculaire, mais les AINS le sont aussi et sont souvent utilisés dans l’arthrose. On ne sait pas quel est leur degré d’implication dans le risque cardiovasculaire associé à cette pathologie.

Une étude longitudinale menée en Colombie britannique a été réalisée afin de répondre à cette question. Ses résultats doivent être présentés en session orale jeudi. La communication avait été sélectionnée également pour la conférence de presse d’ouverture du congrès mercredi, mais l’auteur, Aslam Anis de l’University of British Columbia à Vancouver, n’était pas encore arrivé à Amsterdam, a fait savoir le Pr Robert Landewé, président du comité scientifique du congrès, lors de la conférence de presse.

Au sein d’une cohorte administrative, cette étude a comparé 7.743 patients atteints d’arthrose à 23.229 personnes non arthrosiques. Ils ont été appariés en fonction de l’âge et du sexe.

L’arthrose était associée à un risque augmenté de 23% de nouvelle maladie cardiovasculaire par rapport aux contrôles. En particulier, elle était associée à un risque 42% plus élevé d’insuffisance cardiaque congestive, 17% plus élevé de maladie coronaire et 14% plus élevé d’accident vasculaire cérébral (AVC), selon le résumé de la communication.

Les auteurs ont déterminé que 67,51% de l’effet total de l’arthrose sur le risque accru de maladie cardiovasculaire est médié par l’utilisation concomitante d’AINS.

La part imputable aux AINS est de 44,77% pour l’augmentation du risque d’insuffisance cardiaque liée à l’arthrose, et de plus de 90% pour l’augmentation des risques de maladie coronaire et d’AVC.

“Nos résultats suggèrent que le rôle médiateur de l’utilisation d’AINS contribue de manière très importante à l’association arthrose-maladies cardiovasculaires”, concluent les auteurs.

“A notre connaissance, c’est la première étude longitudinale évaluant le rôle de l’utilisation des AINS dans l’association entre arthrose et maladies cardiovasculaires au sein d’un large échantillon basé sur la population”, souligne le Pr Anis dans un communiqué de l’EULAR.

Ces résultats concernant le degré d’implication des AINS “sont très pertinents car les AINS font partie des médicaments les plus utilisés contre la douleur chez les patients ayant de l’arthrose”, commente-t-il.
Source : APM International

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