Cirurgia

Tempo de espera aceitável para a colonoscopia

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MGFamiliar ® – Wednesday, June 21, 2017

 

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Pergunta clínica: O tempo decorrido entre uma pesquisa de sangue oculto nas fezes com resultado positivo e a realização de colonoscopia tem influência no risco e estadiamento do cancro do cólon e recto?

Enquadramento: O cancro do cólon e recto é a segunda causa de morte por cancro nos Estados Unidos da América e uma das mais frequentes no mundo. A realização de rastreio do cancro do cólon e recto mostrou reduzir a mortalidade por esta patologia. A pesquisa de sangue oculto nas fezes é um teste frequentemente usado como rastreio do cancro do cólon e recto. Embora esteja estabelecido que um resultado positivo na pesquisa de sangue oculto nas fezes implica a realização subsequente de colonoscopia, o espaço temporal entre estes não está definido, pelo que o tempo decorrido entre a realização dos dois exames é muito variável, podendo resultar na progressão da doença.

Desenho do estudo: Estudo coorte retrospetivo. Do total de 7,5 milhões clientes de uma empresa seguradora dos Estados Unidos da América selecionaram-se todos os adultos com idade entre 50-75 anos e com pesquisa de sangue oculto nas fezes positiva realizada entre 1 de Janeiro de 2010 e 31 de julho de 2013. Critérios de exclusão: história prévia de cancro do cólon e recto; contrato com a seguradora com duração inferior a um ano após a realização da pesquisa de sangue oculto nas fezes e sem colonoscopia realizada no período segurado; duração de contrato de seguro inferior a um ano antes da realização da pesquisa de sangue oculto nas fezes; suspensão de contrato de seguro superior a 3 meses após a realização da pesquisa de sangue oculto nas fezes ; colonoscopia realizada há menos de 10 anos ou sigmoidoscopia realizada há menos de 5 anos; diagnóstico de cancro do cólon e recto (com ou sem colonoscopia) nos 1-7 dias após pesquisa de sangue oculto nas fezes positiva (nestes casos a pesquisa de sangue oculto nas fezes  poderia ser considerada como teste diagnóstico e não teste de rastreio).  Os outcomes primários foram o diagnóstico imediato ou aos 6 meses após colonoscopia de cancro do cólon e recto de qualquer tipo, de doença avançada (cancro em estadios III e IV) ou de adenomas com histologia de alto grau. Odds-ratio (OR) e intervalos de confiança a 95% (IC) foram ajustados para os dados sociodemográficos e outros fatores de risco.

Resultados: Identificaram-se 81518 doentes elegíveis. Destes, 70124 indivíduos realizaram colonoscopia subsequente (média de idades de 61 anos; 52,7% do género masculino) Foram  identificados 2191 casos de cancro do cólon e recto, dos quais 601 correspondiam a casos de doença em estadio avançado. Em relação ao tempo decorrido até à realização da colonoscopia verificou-se que não existiram diferenças significativas no risco de cancro do cólon e recto ou doença avançada entre a sua realização nos primeiros 8-30 dias, 2 meses, 3 meses, 4-6 meses ou 7-9 meses. Os riscos foram significativamente maiores quando a colonoscopia foi realizada após 10-12 meses quer para o diagnóstico de cancro do cólon e recto (casos de cancro do cólon e recto em 1000=49; OR 1.48 [IC95% 1.05-2.08]) quer para o diagnóstico de doença avançada (casos de cancro do cólon e recto em 1000=19; OR 1.97 [IC95% 1.14-3.42]) e após os 12 meses (n=747) de igual forma quer para o diagnóstico de cancro do cólon e recto (casos de cancro do cólon e recto em 1000=76; OR 2.25 [IC95% 1.89-2.68]) quer para o diagnóstico de doença avançada (casos de cancro do cólon e recto em 1000=31; OR 3.22 [IC95% 2.44-4.25])

Conclusão: Nos doentes que realizaram pesquisa de sangue oculto nas fezes e obtêm um resultado positivo, a realização de colonoscopia subsequente passados mais de 10 meses está associada a um maior risco de cancro do cólon e recto e de doença em estadio avançado no momento de diagnóstico, quando comparada com a sua realização após 8-30 dias. Mais estudos são necessários para estabelecer uma relação de causalidade.

Comentário: Embora nos últimos anos se verifique um aumento da taxa de incidência de diagnósticos oncológicos em Portugal, a mortalidade associada a estes tem vindo a diminuir. No SNS, a acessibilidade à colonoscopia após pesquisa de sangue oculto nas fezes positiva tem vindo a melhorar. Este estudo alerta para a necessidade dos profissionais de saúde e doentes estarem atentos perante a positividade de um teste de pesquisa de sangue oculto nas fezes, de forma a proceder à realização da colonoscopia num período temporal adequado, idealmente nos primeiros 10 meses, e que permita uma deteção precoce e tratamento atempado de qualquer patologia oncológica diagnosticada.

Artigo original: JAMA

Por Carla Martins, USF Vale do Vez

Surgery patients placed in alternate ICUs have worse outcomes

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Patients staying in non-preferred units often receive less attention from medical teams.

Clinicians are being encouraged to visit patients ’boarding’ in non-preferred intensive care units (ICUs), at the start of their patient rounds rather than the end, to help ensure patients get the appropriate amount of attention they need.

A new study has found that the practice of placing patients in alternative ICUs rather than those they are most suited to, may lead to worse outcomes.

For the study, researchers systematically examined more than 500 routine clinical encounters between caregivers and patients associated with a surgical ICU. They found boarders were far more likely to be visited by caregiver teams at the end of rounds and that caregivers spent about 16 per cent less time on rounds with boarder patients compared to non-boarding patients.
Lead author, Dr Andrew M. Nunn said it is “imperative that critical care providers be aware of this apparent tendency for ICU boarders to receive less attention so that they can develop interventions to correct the discrepancy”.

Future studies will now be undertaken to assess the effectiveness of the new intervention.

Tratamientos menos agresivos en cáncer de mama pueden ser igual de eficaces que una mastectomía

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De los ganglios axilares depende el tratamiento.

De los ganglios axilares depende el tratamiento.

En España se diagnostican 26.000 nuevos casos de cáncer de mama cada año y los avances han permitido desarrollar técnicas menos agresivas con la misma eficacia, tanto que el 70% son candidatas a someterse a este tipo de cirugías, por los que la mujer no tiene por que someterse de manera obligada a una mastectomía, según la jefe clínico Fundación Instituto Valenciano de Oncología, Julia Giménez.

Este ha sido uno de los temas abordados durante la jornada de Revisión Anual GEICAM de Avances en Cáncer de Mama (RAGMA), organizada por el Grupo GEICAM de Investigación en Cáncer de Mama, con el objetivo de abordar las principales líneas de investigación en el manejo de la enfermedad, con la participación de más de 300 expertos en el diagnóstico y tratamiento del cáncer de mama.

Así, y si se consigue un diagnóstico precoz, la paciente puede someterse al tratamiento conservador (para cuando no hay contraindicaciones), que consiste en realizar una cirugía conservadora para quitar el tumor con un margen de seguridad, permitiendo mantener la estética de la mama y la axila, para después aplicar radioterapia, según ha explicado la Dra. Giménez.

Sin embargo, la especialista ha subrayado que, en ocasiones, no se puede conservar la mama y, en este momento, sí se tendría que aplicar una mastectomía (extirpación de esta), ofreciendo a la afectada la reconstrucción posterior de manera inmediata o diferida (después del tratamiento.

“Es importante hablar con la paciente y contarle que vamos a quitar la mama, pero que se puede reconstruir, aunque advirtiéndole también de que posiblemente no quede igual, pues no se trata de una cirugía estética”, ha añadido Giménez.

Por otro lado, para aquellas mujeres que presentan un alto riesgo genético e histológico tras una biopsia previa, existe lo que se conoce como cirugía profiláctica o de reducción de riesgo, pensada para aquellas mujeres sanas con alto riesgo de padecer este tipo de cáncer. Cabe destacar que esta técnica no elimina del todo el riesgo, pues lo hace en un 90-95%, pero sí sirve como técnica de prevención para este grupo de mujeres.

“Es importante que el cirujano especialista en mama y el cirujano plástico trabajen de forma multidisciplinar para evitar el riesgo, así como conseguir un resultado estético lo más adecuado posible”, ha señalado la experta.

De cara al tratamiento correcto, es importante determinar si el tumor ha llegado o no a los ganglios axilares, pues de esto va a depender la elección de este y la posibilidad de evitar una cirugía innecesaria y, para ello, se utiliza el estudio del ganglio centinela, un importante avance en la cirugía conservadora.

Este consiste, según ha destacado la investigadora y experta en cirugía de la mama del Memorial Sloan Kettering Cancer Center en Estados Unidos, Mónica Morrow, en el “estudio del primer ganglio axilar al que se extendería el tumor de mama en su progresión al resto del organismo, lo que ayuda al comité de tumores a elegir de forma más acertada la aproximación terapéutica de cada paciente concreto, pues esta no depende de un solo especialista”.

Incluso, aunque el ganglio centinela esté afectado, no siempre es necesario quitar todos los ganglios de la axila, pues “ya hay estudios recientes que han demostrado que la presencia de células cancerígenas en uno o dos ganglios centinelas no hace necesario extirpar todos los ganglios, debido a que no se traduce en una mejora de la supervivencia y el riesgo de recaída es muy bajo”, ha añadido la Dra. Morrow.

Para poder desarrollar todas estas técnicas es necesario que haya una investigación detrás, ya que gracias a esta no solo desarrollan nuevos tipos de intervención sino que aumenta la supervivencia de las pacientes, según el miembro del Comité Organizador y del Complejo Hospitalario de Jaén, Pedro Sánchez Rovira, y, en esta línea, la participación de las mujeres afectadas en ensayos clínicos es fundamental, una acción que fomentan desde la Federación Española de Cáncer de Mama (FECMA), pues de esta manera se puede programar un futuro y ayudar, no solo al propio tratamiento, sino al del resto de mujeres, tal y como ha recalcado la presidenta de FECMA, Montserrat Domènech.

Abiraterona: agora na linha de frente do tratamento para câncer de próstata avançado?

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Kate Johnson

CHICAGO – Novos resultados com uso da abiraterona em primeira linha estão prontos para transformar o tratamento inicial do câncer de próstata avançado “praticamente da noite para o dia”, baseados nos achados dos estudos STAMPEDE e LATITUDE apresentados no congresso anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO) de 2017, de acordo com o Dr. Richard Schinlsky, chief medical officer da ASCO.

“Estes dados impulsionarão a abiraterona para o uso em primeira linha”, previu o Dr. Schilsky. Atualmente, o medicamento é aprovado para uso após a falha da terapia de privação de androgênica (ADT), mas os novos dados mostram benefícios substanciais quando ele é usado precocemente, em combinação com a ADT.

Os achados “devem mudar o paradigma do tratamento” na doença recém-diagnosticada, com a abiraterona substituindo amplamente a quimioterapia no paradigma atual, estimou o Dr. Sumanta Kumar Pal, do City of Hope Comprehensive Cancer Center, em Duarte, Califórnia, outro especialista da ASCO, durante a coletiva de imprensa.

Adicionar abiraterona à ADT atinge a produção de testosterona, que alimenta o câncer de próstata, com um “golpe duplo”. A ADT funciona prevenindo a produção de testosterona nos testículos, mas as glândulas adrenais e as células do câncer de próstata continuam fazendo pequenas quantidades de andrógenos. A abiraterona, um inibidor esteroidal de CYP17A1, interrompe a produção de testosterona em todo o corpo, reduzindo ainda mais os níveis hormonais.

Os dados apresentados no dia 3 de junho do estudo britânico STAMPEDE (resumo LBA5003) em quase 2.000 pacientes mostram que, quando a abiraterona (com prednisolona) foi adicionada à ADT, a taxa de sobrevida em três anos aumentou para 83%, em comparação aos 76% da terapia apenas com ADT.

“Nós acreditamos que este é um dos maiores benefícios de sobrevida já relatados em um estudo de um tumor sólido em adultos”, disse o pesquisador principal Dr. Nicholas James, do Queen Elizabeth Hospital, em Birmingham (Reino Unido).

Os resultados do estudo LATITUDE (resumo LBA3)  em quase 1.200 homens mostram que a abiraterona (mais prednisona) adicionada à ADT mais que dobra a mediana da sobrevida livre de progressão para 33 meses, quando comparada à ADT sozinha, com 14,8 meses. Os resultados completos foram apresentados em 4 de junho durante a sessão plenária, mas foram divulgados no dia anterior à imprensa juntamente com os achados do STAMPEDE, uma vez que os resultados do LATITUDE são confirmatórios.

“O benefício do uso precoce da abiraterona que vimos neste estudo é pelo menos comparável ao benefício da quimioterapia com docetaxel, que foi observado em estudos clínicos anteriores, mas a abiraterona é muito mais fácil de tolerar, com muitos pacientes relatando nenhum efeito colateral”, comentou o principal autor do estudo, Dr. Karim Fizazi, chefe do departamento de medicina contra o câncer no Gustave Roussy, Universidade Paris-Sud, Villejuif (França).

“Estes achados indicam que adicionar a abiraterona (com prednisona) à ADT pode ser potencialmente considerado um novo padrão de cuidado para pacientes recém-diagnosticados com câncer de próstata metastático de alto risco”, acrescentou o Dr. Fizazi.

Os resultados dos dois estudos de fase três foram publicados on-line simultaneamente no New England Journal of Medicine ( STAMPEDE  e LATITUDE. )

Benefício geral na sobrevida

O estudo STAMPEDE foi conduzido em 1.917 homens com câncer de próstata avançado virgens de tratamento hormonal, randomizados para tratamento com abiraterona mais prednisolona juntamente com a ADT, ou a ADT sozinha.

Os resultados mostram uma taxa de sobrevida global (TSG) em três anos “altamente positiva” de 83% vs 76%, correspondendo a uma melhora relativa na sobrevida de 37% (hazard ratio, HR, de 0,63; P = 0,0000012) com a adição da abiraterona, relatou o Dr. James.

Cerca de metade (52%) dos participantes apresentava doença metastática. O benefício na sobrevida foi semelhante na doença metastática e na não metastática, acrescentou.

Além disso, houve uma taxa “muito impressionante” de sobrevida livre de falha em três anos de 75% no grupo de tratamento vs 45% no braço com a terapia padrão, correspondendo a uma melhora relativa de 71% no tempo para falha do tratamento (HR, 0,29).

Os eventos adversos foram “semelhantes aos observados na configuração de recidiva”, observou ele, chamando a atenção para os eventos relacionados aos ossos, para os quais houve redução de 55% no grupo experimental. “Nós acreditamos que isso é extremamente importante para os pacientes, e são ótimas notícias”, disse o Dr. James.

Resultados igualmente impressionantes também foram relatados pelo estudo LATITUDE, que foi apresentado posteriormente no congresso.

Nesse estudo, entre 1.199 pacientes similares – todos com câncer de próstata metastático de alto risco recém-diagnosticado – a adição de abiraterona à ADT resultou em uma taxa de mortalidade 38% menor em comparação à ADT sozinha, após um acompanhamento mediano de 30,4 meses, observou Dr. Fizazi.

No entanto, vários efeitos adversos graves foram observados no grupo com abiraterona, incluindo hipertensão (20% vs 10%), hipocalemia (10,4% vs 1,3%) e anormalidades das enzimas hepáticas (5,5% vs 1,3%).

“É extraordinário ver a semelhança do benefício na sobrevida entre os dois estudos nesta população”, comentou o Dr. Pal.

“A terapia hormonal que usa agentes que suprimem a testosterona e/ou a atividade dela, tem sido o pilar do tratamento do câncer de próstata metastático há décadas”, ele comentou durante a coletiva de imprensa.

“Alguns anos atrás, o paradigma do tratamento para o câncer de próstata foi abalado pelo estudo CHAARTED, que mostrou um benefício na sobrevida associado à adição de quimioterapia à terapia hormonal neste cenário”, ele continuou. Estes novos dados fornecem uma alternativa importante à quimioterapia, mais especificamente o uso da abiraterona.

“Embora seja difícil colocar os dados existentes de quimioterapia e abiraterona lado a lado, à primeira vista, parece que o benefício na sobrevida espelha ou excede o benefício que temos visto com a quimioterapia”, comentou Dr. Pal. “Mas a quimioterapia traz consigo toxicidades significativas, como danos neurais, fadiga e diminuição das contagens sanguíneas com as quais frequentemente é muito difícil lidar. A abiraterona traz níveis iguais ou maiores de eficácia contra o câncer de próstata, com muito menos efeitos colaterais”.

“Esses dados devem remodelar imediatamente nossos algoritmos de tratamento para o câncer de próstata, e a abiraterona com terapia hormonal convencional deve se tornar um novo padrão de tratamento para homens com doença metastática de alto risco”, disse ele.

Outros especialistas também receberam bem os novos dados.

“Os resultados do LATITUDE e do STAMPEDE fornecem informações importantes e que provavelmente mudarão a prática”, comentou o Dr. Thomas Flaig, da University of Colorado School of Medicine, quando contatado pelo Medscape.

“Esses dados são certamente impressionantes e inequívocos e, sem dúvida, contribuirão para a evolução do padrão de tratamento para pacientes com doença metastática”, concordou o Dr. Charles Ryan, de Helen Diller Family Comprehensive Cancer Center, da University of California, emSan Francisco.

“Ao ampliar a duração e a proporção daqueles que se beneficiam da terapia hormonal, o estudo também destaca a necessidade da comunidade científica continuar a abordar os mecanismos de resistência hormonal, que ainda surgiu na maioria dos pacientes”.

Dr. Matthew R. Zibelman, professor-assistente no Departamento de Hematologia e Oncologia do Fox Chase Cancer Center, Filadélfia, Pensilvânia, comentou: “O padrão de cuidado para este grupo de pacientes é atualmente a quimioterapia. O benefício real aqui é que, além da quimioterapia, nos pacientes de maior risco, agora temos uma opção de tratamento oral que pode ter menos toxicidade com benefício similar no longo prazo, em pacientes recém-diagnosticados com câncer de próstata metastático sensível à castração”.

No entanto, Dr. Otis Brawley, chief medical and scientific officer da American Cancer Society, advertiu sobre pular muito rapidamente para as conclusões.

“A terapia hormonal para o câncer de próstata causa doença cardíaca, e há alguns de nós que por muito tempo têm se preocupado que um pouco do declínio na mortalidade do câncer de próstata é, na verdade, uma transferência da causa de morte para a doença cardíaca. Na verdade, isto é mostrado em toda terapia hormonal que vemos em câncer de próstata “, disse ele.

“Para mim, o desafio é perceber que se trata de uma faca de dois gumes. Usarei esses medicamentos para tratar meus pacientes com câncer de próstata, mas serei seletivo. Para pacientes com história de diabetes ou doença arterial coronariana, talvez não. Haverá uma demanda dos pacientes devido às informações maravilhosas que estão sendo ditas – e tenha em mente que estou reconhecendo que algumas dessas informações maravilhosas são realmente maravilhosas, mas nós, como médicos, precisamos ter muito cuidado”.

Congresso anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO) de 2017. Resumo LBA5003 (STAMPEDE) foi apresentado em 3 de junho de 2017. Resumo LBA3 (LATITUDE), apresentado em 4 de junho de 2017.

O estudo STAMPEDE foi financiado por Cancer Research UK, Medical Research Council, e Janssen, com contribuições adicionais de Astellas, Clovis Oncology, Janssen, Novartis, Pfizer e Sanofi-Aventis. Dr. James declarou trabalhar ou ter trabalhado como colaborador ou conselheiro de Sanofi, Bayer, Merck, Astellas, Janssen; trabalha ou trabalhou como porta-voz ou membro de um grupo de porta-vozes para Pierre Fabre, Ferring, Sanofi, Astellas; recebeu honorários de Sanofi, Bayer, OncoGeneX, Janssen, Astellas, Pierre Fabre; e recebeu verba para pesquisa de Janssen, Astellas, Pfizer, Sanofi e Novartis. Dr. Flaig não estave diretamente envolvido em ambos estudos, mas declarou ter trabalhado como pesquisador principal local e recebido verba para pesquisa de Cougar/Janssen para despesas de outros ensaios clínicos com abiraterona.  Dr. Ryan declarou trabalhar ou ter trabalhado como colaborador ou conselheiro e receber ou ter recebido honorários de Janssen.

SUNSHINE: Vitamina D desacelera a progressão do câncer de cólon

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Nick Mulcahy

CHICAGO – Nos anos recentes, dados observacionais mostraram que níveis plasmáticos mais elevados de vitamina D estão associados a melhora da sobrevida nos pacientes com câncer colorretal.

Agora, pela primeira vez, um estudo randomizado mostrou que a progressão da doença desacelera com altas doses de suplementos.

Os resultados, provenientes de um ensaio clínico de fase 2 conhecido como SUNSHINE, indicam que uma alta dose de suplementação de vitamina D melhorou significativamente a sobrevida livre de progressão (SLP) por cerca de dois meses quando comparado com uma dose baixa.

O estudo foi conduzido em pacientes com câncer colorretal metastático não tratado previamente. Todos os participantes receberam o tratamento padrão com o regime de quimioterapia mFOLFOX6 (isto é, ácido folínico – leucovorin, fluoracil e oxaliplatina) mais bevacizumabe.

Esse é o primeiro estudo randomizado já completado sobre o uso de vitamina D como uma terapia para o câncer colorretal, disse a autora principal Dra. Kimmie Ng, do Dana Farber Cancer Institute,em Boston, Massachusetts, que apresentou o estudo no Encontro Anual de 2017 da American Society of Clinical Oncology (ASCO).

“Os pacientes pareceram evoluir melhor com as altas doses de vitamina D. Estou realmente animada com os dados”, disse ela ao Medscape.

“Um estudo de fase 3 está garantido”, acrescentou ela.

Outro especialista expressou entusiasmo semelhante sobre o estudo. “Os achados desse estudo são incrivelmente animadores”, disse Song Yao, epidemiologista molecular no Roswell Park Cancer Institute, em Buffalo, Nova York, que foi convidado a comentar.

Os achados desse estudo são incrivelmente animadores. Song Yao

Ele apontou que no Gastrointestinal Cancers Symposium de 2015 da ASCO a mesma equipe mostrou que, em um estudo observacional, pacientes com altos níveis de vitamina D sobreviveram mais do que aqueles com baixos níveis. “Esse novo estudo fornece as tão necessárias evidências baseadas em estudo de desenho randomizado”, comentou.

Uma outra médica já estuda os níveis de vitamina D em pacientes com câncer colorretal.

“Eu avalio os níveis de vitamina D e faço a reposição quando necessário em meus pacientes, mas precisamos de mais dados para saber se isso deve mudar nossa prática”, disse a Dra. Allyson Ocean, oncologista gastrointestinal no Weill Cornell Medicine e do New York–Presbyterian Hospital, em Nova York.

Ela também disse ao Medscape que os resultados são “bem intrigantes”, e que um estudo de fase 3 é necessário.

A Dra. Kimmie relatou que no grupo de dose alta (n=69), a SLP mediana, que foi o desfecho primário, foi de 13,1 meses, comparado com 11,2 meses para o grupo de dose baixa (n=70). Isso se traduz em uma redução de 31% no risco relativo para progressão da doença no grupo de dose alta (hazard ratio não ajustada, 0,69; P = 0,04).

Pacientes do grupo de alta dose receberam uma dose de ataque de 8000UI/dia de vitamina D3 oralmente por duas semanas, seguida de 4000UI/dia. Aqueles do grupo de baixa dose receberam uma dose padrão de vitamina D3 de 400UI/dia.
A mediana de seguimento foi de 16,9 meses no grupo de alta dose e de 17,9 no grupo de baixa dose.

Cada grupo recebeu um número semelhante de ciclos de quimioterapia, e ambos foram igualmente aderentes à suplementação de vitamina D. As localizações primárias dos tumores (cólon direito, esquerdo e transverso) também eram semelhantes para os dois grupos.

A taxa de controle da doença no grupo de alta dose foi de 96% versus 84% no grupo de baixa dose (P = 0,05).

A dose elevada não aumentou a toxicidade. Também houve uma quantidade significativamente menor de diarreia grave (grau 3 e 4) no grupo de alta dose (12% versus 1%; P = 0,02).

Os resultados foram ainda mais impressionantes porque houve um desequilíbrio entre os dois grupos de estudo que favorecia o grupo de baixa dose: 60% daqueles do grupo de baixa dose tinham o melhor performance status possível, versus apenas 42% do grupo de alta dose.

Em outras palavras, o grupo de alta dose evoluiu melhor apesar de ter uma capacidade física pior do que do grupo de comparação.

Notadamente, mais pacientes no braço com altas doses de vitamina D foram capazes de ser submetidos a cirurgia depois da quimioterapia (11 versus 6). No entanto, a diferença não foi estatisticamente significativa (P = 0,19), concordou a Dra. Kimmie. “É um achado intrigante”, disse ela.

O estudo e seus resultados não deixaram de ser notados. “Há grande interesse por parte de cuidadores e pacientes”, disse a Dra. Kimmie.

Dentre os 139 pacientes que foram recrutados e efetivamente participaram do estudo, a maioria era da Nova Inglaterra; uma minoria era de Nashville, Tennessee (na Vanderbilt University).

A geografia pode ter tido um papel nos resultados, sugeriu a Dra. Andrea Cercek, do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em Nova York, que atuou como debatedora do estudo. Na Nova Inglaterra, disse ela, “existe um pouco menos de luz solar do que em outras partes dos Estados Unidos”.

Isso levantou a questão sobre os níveis prévios de vitamina D dos participantes do estudo (a vitamina D3 é fabricada pela pele humana quando exposta à luz do sol). “Não se sabe se os pacientes tinham deficiência de vitamina D pelos padrões americanos”, disse ela.

Não se sabe se os pacientes tinham deficiência pelos padrões americanos. Dra. Andrea Cercek

A Dra. Andrea também disse que os resultados de outros estudos de suplementação de vitamina D em pacientes com câncer são mistos. Um estudo não indicou redução no risco de adenomas, e outro teve um achado negativo – reduziu a sobrevida em pacientes com câncer de próstata que receberam suplementos de vitamina D.

Com essas ressalvas, ela gostaria de ver mais pesquisas: “Eu concordo 100% com os pesquisadores quanto à necessidade de um estudo de fase 3”.

O estudo foi financiado por National Cancer Institute, Dana-Farber, Consano, Pharmavite e Genentech. Diversos autores do estudo, incluindo a Dra. Kimmie, possuem ligações financeiras com a indústria, incluindo Genentech. Dr. Yao declarou não possuir conflitos de interesses relevantes.

Encontro Anual de 2017 da American Society of Clinical Oncology. Resumo 3506. Apresentado em 5 de junho.

World Blood Donor Day 2017

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Blood donation during emergencies is the focus of this year’s event.

Countries across the world are today celebrating  World Blood Donor Day (WBDD).

This year’s event is focusing on the importance of donated blood to emergency health care. adequate supply of blood during emergencies requires a well-organised blood service, but in many countries, blood services face a number of challenges making sufficient blood available, while also ensuring its quality and safety.

Latest figures from the World Health Organization (WHO) show that of the 112.5 million blood donations collected globally, approximately half of these are collected in high-income countries, with a marked difference in the level of access to blood between low- and high-income countries. While the WHO recommends that all blood donations should be screened for infections prior to use, and in particular that screening for HIV, hepatitis B, hepatitis C, and syphilis should be mandatory, of reporting countries, 13 are not able to screen all donated blood for one or more of these infections.

Among the main objectives of this year’s campaign are engaging with authorities in the establishment of effective national blood donor programmes with the capacity to respond promptly to the increase in blood demand during emergencies, and ensuring worldwide dissemination of and consensus on the principles of voluntary non-remunerated donation.

Las mamografías podrían llevar a sobrediagnosticar pequeños tumores de pecho (NEJM)

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El estudio cuestiona el valor de la detección precoz del cáncer de mama.

El estudio cuestiona el valor de la detección precoz del cáncer de mama.

Un análisis de datos de cáncer de mama revela que muchos cánceres de mama pequeños tienen un excelente pronóstico debido a que son de crecimiento lento, según expertos del Yale Comprehensive Cancer Center, en Estados Unidos. A menudo, estos cánceres no crecerán lo suficientemente grandes como para ser significativos dentro de la vida de una paciente y, posteriormente, la detección temprana podría conducir a un sobrediagnóstico, según los investigadores.

Por el contrario, los tumores grandes que causan la mayoría de las muertes por cáncer de mama a menudo crecen tan rápidamente que se convierten en intrusivos antes de que puedan ser detectados por la mamografía de cribado, añaden los autores de este trabajo que cuestiona el valor de la detección precoz del cáncer de mama y cuyos resultados se publican en “New England Journal of Medicine”.

“Nuestro análisis explica cómo la mamografía causa sobrediagnóstico y también por qué no es más eficaz en la mejora de los resultados de nuestros pacientes y, lo que es más importante, cuestiona algunas de nuestras creencias fundamentales sobre el valor de la detección temprana”, afirma el autor principal en el artículo, Donald R. Lannin, profesor de cirugía en la Yale University School of Medicine, Estados Unidos.

El equipo analizó los cánceres de mama invasivos diagnosticados entre 2001 y 2013 en la Surveillance, Epidemiology, and End Results Program (SEER) y los dividió en tres grupos pronósticos basados en factores biológicos: grado, receptor de estrógenos y receptores de progesterona (PR). Las tres categorías biológicas se definieron como favorables, intermedias y desfavorables.

El equipo, que también incluyó a Shiyi Wang, profesora asistente de Epidemiología en la Yale University School of Public Health, utilizó la tasa esperada de sobrediagnóstico del 22% para modelar los tipos de cánceres de mama y rangos de edad de la paciente que probablemente representan la mayoría de los casos de sobrediagnóstico. Los resultados mostraron que la mayoría del sobrediagnóstico se produjo en pacientes mayores con tumores biológicamente favorables de crecimiento lento.

“Hasta ahora, pensamos que el tiempo de espera, o el tiempo hasta que un cáncer se vuelve problemático para una paciente, para la mayoría de los cánceres de mama fue de alrededor de tres o cuatro años. Este documento muestra que los plazos varían ampliamente dependiendo del tipo de tumor. Una gran parte de los cánceres agresivos tienen un plazo de dos años o menos, mientras que otra gran parte de los cánceres de mama crecen tan lentamente que el plazo de ejecución es de entre 15 a 20 años”, explica Lannin.

“Es importante educar a los médicos, los pacientes y al público sobre la naturaleza indolente y de lento crecimiento de algunos cánceres de mama, lo que nos permitirá individualizar las opciones de tratamiento, proporcionar ‘medicina personalizada’ y evitar los principales daños del sobrediagnóstico, que puede resultar en un exceso de tratamiento y la ansiedad y el miedo que causa un diagnóstico de cáncer”, concluye Lannin.