Cirurgia

Uso de pornografia associado a disfunção erétil

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Neil Osterweil

BOSTON — Homens que são obcecados com pornografia e que preferem a masturbação ao intercurso sexual parecem ter risco aumentado de disfunção erétil, sugere um novo estudo feito com militares.

Embora esses resultados precisem de validação, urologistas e outros médicos que tratam homens com disfunção erétil e outras formas de disfunção sexual deveriam perguntar aos pacientes sobre o uso de pornografia, e potencialmente recomendar abstenção, disse o Dr. Matthew Christman, um urologista do Naval Medical Center, em San Diego, Califórnia.

“A última versão do Diagnostic Statistical Manual of Mental Disorders acrescentou o transtorno do jogo pela internet. Estudos demonstraram que a pornografia na internet é mais viciante do que os jogos na internet”, então não parece ser exagero adicionar algo relacionado ao uso de pornografia na internet, disse o Dr. Christman no Encontro Anual de 2017 da American Urological Association (AUA).

Uma pesquisa de vigilância em saúde de 2014, feita com as forças armadas dos EUA, descobriu que as taxas de disfunção erétil mais que dobraram durante a década precedente, de cerca de 6 por 1000 pessoas-ano para cerca de 13 por 1000 pessoas-ano, relatou o Dr. Christman. Esse aumento ocorreu primariamente pelo crescimento da incidência da disfunção erétil psicogênica, mais do que orgânica, e coincidiu com o crescimento da pornografia na internet.

Sites dedicados a vídeos pornográficos foram inicialmente identificados em 2006 “e, logo após, pesquisadores do Kinsey Institute foram o primeiro grupo a realmente identificar o que descreveram como ‘disfunção erétil induzida pela pornografia'”, disse o Dr. Christman.

Vários grupos de pesquisa postularam que o comportamento sexual age no mesmo circuito cerebral que as substâncias viciantes, e que a pornografia na internet é um estímulo particularmente forte para esse circuito. Foi postulado que a pornografia na internet aumenta a sensibilidade para estímulos pornográficos e reduz a sensibilidade para estímulos normais, ele explicou.

 Isso provavelmente não é um choque, mas homens viram mais pornografia que mulheres. Dr. Matthew Christman

Para avaliar se existe correlação entre vício em pornografia e disfunção sexual, o Dr. Christman e o coautor Dr. Jonathan Berger, também do Naval Medical Center, utilizaram uma pesquisa anônima que incluía questões sobre função sexual, preferências e uso de pornografia, assim como questões usuais sobre demografia e história médica. A pesquisa foi oferecida a pacientes entre 20 e 40 anos que consultaram na clínica de urologia.

Um total de 439 homens receberam os questionários, e 314 (71,5%) responderam. No total, 71 mulheres receberam a pesquisa, e 48 (68%) responderam. A maioria de homens e mulheres respondedores eram militares ativos (96,8% e 58%, respectivamente).

Os homens foram avaliados para função sexual com o questionário de 15 itens International Index of Erectile Function, e as mulheres com o Female Sexual Function Index validado. O vício em pornografia foi avaliado por dois instrumentos disponíveis: o Pornography Craving Questionnaire e a Obsessive Passion Scale.

“Isso provavelmente não é um choque, mas homens viram mais pornografia que mulheres”, disse o Dr. Christman.

Dentre homens, 81% relataram ver pornografia no mínimo por algum tempo comparado com 38% das mulheres (P ≤ .001).

Não houve diferenças significativas na duração dos episódios de pornografia, com a maioria de homens e mulheres relatando que utilizaram por 15 minutos ou menos por vez.

As fontes preferidas de pornografia também foram semelhantes para homens em mulheres, com a pornografia na internet em computadores sendo a mais comum, seguida pela pornografia na internet em telefones. As mulheres relataram utilizar livros mais frequentemente que os homens.

No total, 27% dos respondedores masculinos tinham disfunção sexual, definida como uma pontuação no International Index of Erectile Function de 25 ou menos, e 52% das mulheres tinham disfunção sexual, definida como uma pontuação de 26,55 ou menos no Female Sexual Function Index.

Quando avaliaram as correlações entre disfunção erétil e preferências por pornografia em homens, os pesquisadores descobriram que a taxa de disfunção foi a menor entre os 85% dos respondedores que relataram preferir intercurso sexual sem pornografia (22%). A incidência de disfunção aumentou em homens que preferiram intercursos com pornografia (31%), e foi a mais elevada entre homens que preferiam masturbação com pornografia (79%).

O achado foi consistente em todos os cinco domínios de disfunção sexual no questionário: ereção, orgasmo, libido, satisfação com o intercurso e satisfação geral.

Entretanto, não houve correlação significativa entre uso de pornografia e disfunção sexual em mulheres.

Perguntado pelo Medscape se o uso de pornografia por um paciente importava clinicamente, o Dr. Christman respondeu que profissionais de saúde mental em seu centro que trataram pacientes para vício em pornografia observaram resolução da disfunção sexual uma vez que esses pacientes conseguiram cortar o uso da pornografia.

 Acredito que esses pesquisadores estão caracterizando algo que é uma condição clínica real. Dr. Joseph Alukal

“Acredito que esses pesquisadores estão caracterizando algo que é uma condição clínica real”, disse o Dr. Joseph Alukal, diretor de saúde reprodutiva masculina na New York University, em Nova York, e moderador da conferência na qual foram apresentados os dados.

“Essa pesquisa representa o começo da questão de como identificamos essas pessoas e as tratamos”, acrescentou.

“O impacto clínico da disfunção erétil é um problema comum e de grande repercussão, então se isso representa algum subconjunto de pacientes que apresentam esse problema comum e impactante, e podemos tratá-los com uma intervenção simples como ‘você deveria ter o comportamento X’, isso é importante”, disse ele em entrevista ao Medscape.

O Dr. Alukal rotineiramente pergunta a pacientes jovens sobre hábitos de pornografia e masturbação, e pode confirmar que para pacientes com um hábito de pornografia grave, a interrupção pode melhorar a função sexual, disse ele.

O estudo recebeu apoio interno. Os Drs. Christman, Berger, e Alukal declararam não possuir conflitos de interesses relevantes. O Dr. Christman declarou que as visões expressas na apresentação são as dos autores, e não refletem uma política ou posição oficial da Marinha dos EUA, do Departamento de Defesa, ou do governo dos EUA.

Encontro Anual de 2017 da American Urological Association (AUA): Resumos PD44-11 e PD69-12, Apresentado em 12 de maio de 2017.

Nueva técnica inyectable para borrar arrugas superficiales

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El 'blanching' contiene ácidos hialurónicos de reticulación dinámica que consiguen borrar las arrugas finas.

El ‘blanching’ contiene ácidos hialurónicos de reticulación dinámica que consiguen borrar las arrugas finas.

Con el paso del tiempo la piel comienza a sufrir los signos del envejecimiento como son flacidez, sequedad, falta de elasticidad, aparición de arrugas y disminución de la capacidad regenerativa.

El ácido hialurónico es una de las técnicas más extendidas y que se utiliza con éxito desde hace años para combatir algunos de estos signos del paso del tiempo. Esta técnica consiste en la aplicación de este compuesto a través de inyecciones que buscan rellenar pliegues o crear volúmenes con el fin de combatir las arrugas y recuperar el volumen perdido con el paso del tiempo.

La eficacia de esta técnica reside en que tiene una gran capacidad para atraer y retener agua, lo que permite rehidratar la piel y hacer que luzca más tersa, aumentando su grosor y eliminando los surcos. También produce una regeneración de las capas más profundas y superficiales de la piel, porque aumenta la producción de colágeno propio.

El ácido hialurónico se ha inyectado en estos últimos años a niveles medios o profundos en la piel o por debajo de ella, por lo que las arrugas finas como las llamadas patas de gallo y otras arrugas superficiales no eran buenas candidatas al mismo.

En estos meses ha irrumpido en el sector de la medicina estética una nueva técnica, conocida como ‘blanching’, con ácidos hialurónicos de reticulación dinámica que consigue borrar estas arrugas finas.

Este nuevo protocolo, que cuenta con la aprobación de la Food and Drug Administration (FDA), se basa en inyecciones muy superficiales de esta nueva gama de ácidos hialurónicos sin posibilidad de dejar bultos, nódulos, ni coloración azulada, para tratar las arrugas finas estáticas y mejorar sustancialmente las arrugas de expresión.

La técnica ‘blanching’ permite borrar arrugas finas sin afectar la expresión y proporcionando además una hidratación visible en la piel.

Otras zonas de aplicación además de las patas de gallo son los pliegues nasolabiales, las líneas de marioneta, el entrecejo y cualquier arruga fina del rostro. Incluso las marcas de acné.

La técnica ‘blanching’ es un procedimiento que requiere de mucha experiencia y destreza por parte de médico que lo aplica, ya que emplea un plano de infiltración muy superficial, dejando microdepósitos de ácido hialurónico justo en la hendidura de la arruga, sin provocar abultamientos o exceso de producto.

Uno de cada 4 accidentes de tráfico se debe a la somnolencia y los trastornos del sueño

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El sueño es el ritmo biológico más importante.

El sueño es el ritmo biológico más importante.

La somnolencia y los trastornos del sueño provocan uno de cada cuatro accidentes de tráfico, según ha avisado el presidente de la Sociedad Española de Sueño y jefe de la Unidad de Sueño del Hospital Universitario de Burgos, Joaquín Terán-Santos, durante el evento ‘Cuídate Plus’.

“El sueño es el ritmo biológico más importante y está estrechamente ligado no solo al mantenimiento de la función cerebral sino que también cuenta con un fuerte impacto en el metabolismo, la temperatura, el sistema inmune o el funcionamiento cardiovascular y la pérdida de la estructura de sueño produce un desorden que se desemboca en enfermedad”, ha comentado el experto.

En concreto, la apnea del sueño, junto al insomnio, es el trastorno del sueño más prevalente que se sufre en España y que afecta a un alto porcentaje de la población que en un 70% no está diagnosticada ni tratada. A pesar de ello, el 90% de la población desconoce en qué consiste este trastorno que interrumpe la respiración varias veces a lo largo del sueño, provoca ronquidos, respiración convulsiva o incluso despertar.

El sueño es un proceso activo y complejo, fundamental para mantener un correcto estado de salud física y mental, ya que se ha demostrado que la pérdida de sueño se asocia a factor de riesgo para diabetes y obesidad, siendo ésta un factor predisponente para la apnea de sueño.

En este punto, el experto ha avisado de solo el 20% de los niños y adolescentes tiene unos horarios de sueño regulares, a pesar de que ya hay estudios que muestran el impacto de la apnea de sueño en los niños y su relación con la obesidad o las alteraciones cognitivas en términos de atención, memoria y, por tanto, de repercusión en el desarrollo intelectual y en el rendimiento-fracaso escolar.

“Diversas investigaciones han identificado biomarcadores de alzhéimer en niños con apnea del sueño y obesidad, en los que, tras una intervención en higiene del sueño se produce una mejora de la situación de la corteza cerebral y de la respuesta neurocognitiva”, ha destacado el experto.

En el caso de los adultos, prosigue, multitud de estudios establecen el “importante” deterioro cognitivo y de rendimiento profesional y pérdida económica relacionado con el insomnio, con un impacto que oscila entre el uno y el 2% del PIB de las sociedades occidentales.

Colonoscopia de seguimento após exame fecal positivo: o momento importa

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Diana Phillips

Postergar uma colonoscopia de seguimento por mais de 10 meses após um exame imunoquímico de fezes pode aumentar o risco do paciente para qualquer câncer colorretal e para câncer de cólon em estágio avançado, segundo um estudo.

Em uma revisão retrospectiva de 70.124 pacientes com idades entre 50 e 75 anos que tiveram resultados positivos no teste imunoquímico de fezes (TIF), a colonoscopia de seguimento realizada mais de 10 meses após o TIF positivo, comparada com um mês ou menos, foi associada com um aumento de quase 50% no risco de diagnóstico de qualquer câncer colorretal. O atraso também foi associado a um aumento de duas vezes no risco de doença em estágio avançado, relatam o Dr. Douglas A. Corley, da Divisão de Pesquisa, Kaiser Permanente Northern California, em Oakland, Califórnia, e colaboradores, em um artigo publicado on-line no JAMA.

Embora pesquisas futuras sejam necessárias para determinar se a relação observada é causal, o risco aumentado com o tempo na população do estudo apoia a necessidade de recomendações de seguimento baseadas em evidências, escrevem os autores.

Para avaliar a associação entre o momento da colonoscopia de seguimento após um TIF positivo e os desfechos do câncer, os pesquisadores revisaram prontuários de membros do Kaiser Permanente Southern California que completaram a triagem pelo TIF entre 1º de janeiro de 2010 e 31 de outubro de 2012, e de membros do Kaiser Permanente Northern California que completaram a triagem pelo TIF entre 1º de janeiro de 2010 e 31 de julho de 2013. Foram incluídos na análise pacientes com resultados positivos para o TIF e sem história de câncer colorretal.

Usando pacientes que receberam uma colonoscopia de seguimento dentro de oito a 30 dias do resultado positivo no TIF como grupo de referência, os pesquisadores compararam os desfechos de câncer para o grupo de pacientes que realizaram colonoscopia de seguimento a partir de dois meses (31 a 60 dias), três meses (61 a 90 dias), quatro a seis meses (91-180 dias), sete a nove meses (181-272 dias), 10-12 meses (273-365 dias), e mais de 12 meses (366-1751 dias) após o resultado positivo no TIF.

Comparado com o grupo de referência, cada intervalo adicional de 30 dias foi associado com um aumento médio no risco de aproximadamente 3% para qualquer câncer colorretal (odds ratio, OR, de 1,03; intervalo de confiança, IC, de 95%, 1,03 – 1,04), e de 5% para doença em estágio avançado (OR de 1,05; IC de 95%, 1,04 – 1,06).

“No entanto, a relação não foi linear ao longo do tempo”, escrevem os autores. Não houve aumento significativo nos desfechos de câncer colorretal entre pacientes que realizaram um exame de seguimento dentro de seis meses, mas houve um risco significativamente maior entre aqueles cujo seguimento ocorreu entre sete e nove meses (OR de 1,88; IC de 95%, 1,09 – 3,23; 15 casos de 1292 pacientes = 12 casos por 1000 pacientes).

Dentre os 748 pacientes na coorte que realizaram uma colonoscopia de seguimento entre 10 e 12 meses, as ORs para qualquer câncer colorretal, doença em estágio avançado, e doença estágio II e estágio IV, respectivamente, comparadas com o grupo de referência, foram de 1,48 (IC de 95%, 1,05 – 2,08), 1,97 (IC de 95%, 1,14 – 3,42), 2,39 (IC de 95%, 1,28 – 4,46) e 2,71 (IC de 95%, 1,06 – 6,89).

“Para exames realizados com mais de 12 meses, o risco foi mais alto para quase todos os desfechos do câncer colorretal”, relatam os autores. O aumento do risco observado nos grupos entre 10 e 12 meses e acima de 12 meses persistiu em múltiplas análises de sensibilidade.

Nesse momento, intervalos de tempo entre um resultado positivo no TIF e a colonoscopia de seguimento variam amplamente na prática, de acordo com os autores. “No estudo atual, quase 75% dos pacientes com um resultado positivo no TIF realizaram uma colonoscopia dentro de 90 dias. Isso requer uma rápida comunicação dos resultados positivos para os pacientes e médicos, acesso suficiente à colonoscopia, agendamento rápido e rastreamento da realização do exame”, escrevem. “No entanto, mesmo com uma das taxas mais elevadas de seguimento rápido relatadas até agora, apenas um terço dos pacientes com um resultado positivo no TIF foi submetido a uma colonoscopia de seguimento dentro de 30 dias”.

Os desafios logísticos associados com o agendamento rápido e a realização dos exames com sedação, junto com a falta de evidências que apoiem as recomendações, têm impedido o desenvolvimento de diretrizes consensuais nos EUA quanto ao intervalo de tempo para a colonoscopia de seguimento após um TIF positivo, declaram os autores.

Em um editorial de acompanhamento, Carolyn M. Rutter, da RAND Corporation, de Santa Monica, Califórnia, e o Dr. John M. Inadomi, da University of Washington School of Medicine, em Seattle, avaliam algumas das limitações do estudo que os próprios autores identificaram no artigo, incluindo o fato dele ser um estudo observacional e a falta de ajuste para a indicação da colonoscopia.

Como os pacientes no estudo atual elegeram quando e se seriam submetidos a uma colonoscopia, a confiança na interpretação dos desfechos depende do grau de controle das análises para variáveis confusoras. Embora os pesquisadores tenham sido capazes de ajustar para muitos confusores potenciais, eles “não foram capazes de ajustar para um importante confusor adicional – a indicação de colonoscopia”, escrevem os editorialistas.

“O problema de não ser capaz de considerar a indicação é que pacientes que desejam evitar a colonoscopia podem atrasar o procedimento até a apresentação dos primeiros sintomas”; assim, aqueles com seguimento tardio pode representar desproporcionalmente pacientes sintomáticos, sugerem os editorialistas.

Apesar das limitações, o estudo atual “fornece uma reafirmação importante para pacientes e médicos”, escrevem os editorialistas. “Os achados indicam que não há necessidade imediata de correr para realizar uma colonoscopia após um resultado positivo no TIF, refletindo o entendimento clínico de que o câncer colorretal é uma doença que geralmente se desenvolve lentamente”.

No que diz respeito ao momento, “as questões clinicamente relevantes incluem a magnitude da redução do benefício e a duração da ‘janela de segurança’ até a colonoscopia com a qual o máximo de benefício é alcançado”, escrevem os editorialistas.

“Para a maioria dos pacientes com um resultado positivo no TIF, é provavelmente melhor a realização precoce da colonoscopia porque o risco de câncer aumenta com o tempo, mas aumenta lentamente. Praticamente, uma razão importante para um intervalo mais curto da colonoscopia de seguimento é a redução do risco de perder contato com os pacientes”.

Esse estudo foi conduzido dentro do consórcio Population-based Research Optimizing Screening Through Personalized Regimens financiado pelo National Cancer Institute. O Dr. Corley relata receber um fundo de apoio da Wyeth/Pfizer. Os autores declararam não possuir conflitos de interesses relevantes. O Dr. Inadomi relata recebimento de fundos da NinePoint Medical. Os editorialistas declararam não possuir conflitos de interesses relevantes.

JAMA. 2017;317(16):1627-628, 1631-1641. Resumo, Trecho do editorial

 

Post-op outcomes improve with Enhanced Recovery After Surgery programmes

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Implementing an ERAS programme could reduce length of hospital stays and postoperative complication rates.

In recent years, there has been an increased focus on perioperative surgical care. Previous studies have demonstrated that so-called enhanced recovery after surgery (ERAS) programmes that focus on core elements such as pain control, nutrition, fluid management, and mobility, lead to improved processes, but these studies have been limited by sample size, small cohorts and relatively few sites.

Now findings from a new large-scale study show ERAS programmes are associated with significant absolute and relative decreases in hospital length of stay and postoperative complications.

For the study, an ERAS was implemented at 20 hospitals in the US. The programme was delivered to 3,768 patients undergoing elective colorectal resection and 5,002 patients undergoing emergency hip fracture repair. Comparator surgical patients included 5,556 patients undergoing elective gastrointestinal surgery and 1,523 patients undergoing emergency orthopaedic surgery.

Hospital length of stay and postoperative complication rates were significantly lower among patients in the ERAS group. ERAS implementation was also associated with decreased rates of hospital mortality in colorectal resection patients and with increased rates of home discharge in patients with hip fracture.

Writing in JAMA Surgery , the authors said the findings provide evidence that rapid, large-scale implementation of a multidisciplinary ERAS programme is feasible and effective in improving surgical outcomes.

Sepse associada a risco de convulsões em longo prazo

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Deborah Brauser

BOSTON — Pacientes que sobrevivem à sepse estão sob risco significativamente aumentado de convulsões em longo prazo, sugere uma nova pesquisa.

O estudo de coorte retrospectivo mostrou uma taxa cumulativa de convulsões de 6,67% entre mais de 842.000 pacientes que foram hospitalizados por sepse oito anos antes, em relação a 1,27% para uma amostra da população geral correspondente.

A análise confirmatória usando os dados do Medicare (seguro de saúde pago pelo governo americano a pacientes idosos) mostrou uma razão de taxa de incidência (RTI) de 2,18 para convulsões entre pacientes com sepse após a exclusão daqueles com acidente vascular encefálico (AVE), lesão cerebral traumática ou infecção/neoplasia do sistema nervoso central.

Além disso, a sepse foi significativamente associada a status epilepticus, resultando em hospitalização.

“Nossos resultados fornecem evidência para a hipótese de que a sepse poderia estar associada a vias que levam a lesões cerebrais duradouras, independentemente de outras lesões estruturais”, disse o Dr. Michael Reznik, do Departamento de Neurologia, Weill Cornell Medicine/Columbia University Medical Center, em Nova York, aos participantes do Encontro Anual de 2017 da American Academy of Neurology (AAN).

Posteriormente, o comoderador da sessão, Dr. Walter Morgan, do Florida Hospital, Celebration, disse ao Medscape que o estudo foi intrigante, mas que ele está “agora interessado em saber se há alguma maneira de começar a prever quem são esses pacientes”.

“Se pudermos descobrir como analisar esses casos mais detalhadamente, e talvez prever quais deles terão maior probabilidade de desenvolver convulsões, seria ótimo”, disse o Dr. Morgan.

Quem está sob maior risco?

O Dr. Reznik observou que as complicações neurológicas comuns da sepse incluem acidente vascular cerebral, doença neuromuscular e encefalopatia associada à sepse, “o que levou ao reconhecimento de disfunção cognitiva em longo prazo após a sepse”.

A resposta inflamatória e potencialmente fatal à infecção também foi anteriormente associada a risco de convulsões em curto prazo .

Para o estudo atual, “queríamos avaliar esses pacientes e descobrir se há um risco em longo prazo de desenvolver convulsões após a alta hospitalar e, em caso afirmativo, quais grupos estão sob maior risco?” disse o Dr. Reznik.

Os pesquisadores avaliaram os dados de alta hospitalar entre 2005 e 2013 de 842.735 pacientes adultos com sepse (51% homens, 65% brancos, média de idade, 69,2 anos) de pronto-socorros e hospitais de tratamento de doenças agudas em Nova York, Flórida e Califórnia.

Como parte do Healthcare Cost and Utilization Project, é atribuído ao paciente um número pessoal de associação, que permite que as hospitalizações subsequentes sejam registadas anonimamente. Nenhum dos pacientes apresentou convulsões antes ou durante a internação inicial para sepse.

Os pesquisadores também avaliaram uma coorte de pacientes internados por diagnósticos diferentes de sepse, que foram pareados ao grupo com sepse por idade, sexo, raça, seguro, tempo de internação e ano de internação, local de alta e presença de disfunção orgânica.

No grupo de sepse, 30.503 tiveram crises convulsivas no acompanhamento; 22,8% desses pacientes em relação a 16,2% daqueles sem convulsões apresentaram “sepse com disfunção neurológica” no momento da internação inicial.

Vias significativas

Para os pacientes com sepse, a taxa bruta de convulsões após alta hospitalar inicial foi de 3,62% (intervalo de confiança, IC, de 95%, 3,58% – 3,66%).

A incidência anual de convulsões foi de 1,29% (IC de 95%, 1,27% – 1,30%) para o grupo de sepse em relação a 0,16% (IC de 95%, 0,16% – 0,16%) na população geral dos três estados. Além disso, a taxa de incidência para cada um desses grupos foi de 1287,9 em relação a 158,9, respectivamente, por 100.000 pessoas-anos.

Enquanto a razão de taxa de incidência global (RTI) foi de 4,98 (IC de 95%, 4,92 – 5,04) para os sobreviventes de sepse em relação à população em geral, a razão caiu para 4,53 para pacientes com sepse e sem disfunção neurológica concomitante, mas subiu para 7,52 para aqueles no grupo de sepse que tinham esse tipo de disfunção.

As RTIs de oito anos para convulsões foram de 7,52 e 4,53, respectivamente, para pacientes do grupo de sepse com em relação aos pacientes sem disfunção neurológica.

A sepse também foi associada ao status epilepticus, de acordo com a análise de sensibilidade pré-especificada (RTI, 5,42).

Em seguida, os pesquisadores realizaram uma análise de coorte confirmatória, avaliando pacientes internados e ambulatoriais de uma amostra de 5% de beneficiários do Medicare. Ela mostrou que “internação por sepse foi novamente associada a convulsões subsequentes” (RTI não ajustada, 2,72), relatou o Dr. Reznik.

Em uma última análise post hoc de subgrupos, que foi estratificada por idade, as RTIs foram de 2,83 para os pacientes no grupo de sepse com pelo menos 65 anos de idade ou mais (IC de 95%, 2,78 – 2,88) e de 10,33 para paciente com menos de 65 anos (IC de 95 %, 10,17 – 10,49).

No entanto, o Dr. Reznik observou que “isto não quer dizer que estes pacientes mais jovens têm maior probabilidade de ter convulsões do que qualquer outra pessoa. A incidência real é maior em pacientes mais idosos”.

Os pesquisadores escrevem que os resultados gerais sugerem que “a sepse está associada a vias que levam a sequelas neurológicas permanentes”. O Dr. Reznik observou que as perguntas que persistem incluem a determinação de fatores de risco e se “haverá estratégias de proteção do cérebro no horizonte”.

“Ficar atentos”

Após a apresentação, quando o Dr. Reznik foi perguntado se alguma informação familiar estava disponível sobre os pacientes, ele respondeu: “Não, infelizmente. Isso seria algo ótimo de se ter em um estudo prospectivo”.

O Dr. Morgan comentou posteriormente que estaria interessado em saber se houve alguma exposição particular a medicamentos, especialmente antibióticos, nesses pacientes.

“Seria intrigante saber se poderíamos começar a avaliar os fatores preditivos, porque parece que obviamente há um risco aumentado com esses pacientes desenvolvendo convulsões no futuro”, disse ele. “Isso é algo que deveríamos estar pesquisando e algo que estamos perdendo no cenário clínico”.

Ele acrescentou que a questão é importante para neurologistas e clínicos de outras áreas, como a atenção primária. “Precisamos ficar atentos para isso e começar a fazer perguntas”.

O estudo foi financiado por uma doação do National Institute of Neurological Disorders and Stroke e pelo Michael Goldberg Research Fund. Dr. Reznik e Dr. Morgan declararam não possuir relações financeiras relevantes.

Encontro Anual de 2017 da American Academy of Neurology (AAN). Resumo de ciência emergente S5.003. Apresentado em 23 de abril de 2017.

Las técnicas de cirugía minilaparoscópica o percutánea disminuyen las complicaciones y el dolor postoperatorio

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Supone sustituir lo que ya se consideraban pequeñas incisiones por otras prácticamente imperceptibles.

Las técnicas de cirugía minilaparoscópica o percutánea disminuyen las complicaciones y el dolor postoperatorio, según ha destacado el cirujano general y responsable de la Unidad de Cirugía de la Obesidad de Hospital Quirónsalud Ciudad Real, Carlos Moreno Sanz.

El especialista ha explicado que actualmente es posible tratar problemas de obesidad así como otras patologías de gran importancia y relevancia relacionadas con el peso como son la diabetes tipo 2, la hipertensión arterial o las alteraciones relacionadas con los lípidos, así como algunas otras como trastornos del sueño gracias a la cirugía mínimamente invasiva.

“Podemos decir que la cirugía mínimamente invasiva ha sido el avance más importante que ha experimentado en los últimos años la cirugía general y su desarrollo con técnicas sin o con mínimo traumatismo de la pared abdominal llevaría al extremo, al menos en teoría, todas las ventajas de este tipo de cirugía”, ha indicado Moreno Sanz.

Estas técnicas novedosas permiten mejorar los resultados ofrecidos por la cirugía laparoscópica a través de la denominada cirugía minilaparoscópica o percutánea, que supone sustituir lo que ya se consideraban pequeñas incisiones por otras prácticamente imperceptibles que no sólo hacen invisible la cirugía, sino que además aportan beneficios adicionales como pueden ser la disminución de las complicaciones de la herida quirúrgica y del dolor postoperatorio, todo ello con la máxima seguridad para el paciente.

“Creemos que nuestros pacientes van a ser mejor atendidos si sustituimos esas incisiones por cirugía percutánea y utilizamos y desarrollamos los conceptos más avanzados en este tipo de cirugía como puede ser la extracción de especímenes a través de orificios naturales, de forma que habremos logrado un gran paradigma: hacer absolutamente imperceptible la cirugía”, ha concluido el experto.