Infeciologia

#HIV: #profilaxia pré-exposição ao HIV não deve ser ofertada no Brasil por livre demanda, diz pesquisadora

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Teresa Santos (colaborou Dra. Ilana Polistchuck)

A profilaxia pré-exposição (PrEP) como uma medida preventiva para o HIV vem sendo discutida em diferentes países. O tema foi discutido também no Brasil no recente STI & HIV World Congress, em julho no Rio de Janeiro, onde pesquisadores brasileiros e estrangeiros discutiram a oferta de PrEP por livre demanda, apontando eventuais prós e contras de adotar a medida. Para a Dra. Beatriz Grinsztejn, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no contexto brasileiro, a estratégia não é uma opção adequada.

Um dos primeiros registros na literatura sobre PrEP on demand (do inglês, PrEP por livre demanda) foi no estudo francês Intervention Préventive de l’Exposition aux Risques avec et pour les Gays (IPERGAY). No regime sob demanda, em vez de receber uma dose de medicamento diária, os participantes tomavam a medicação antes (de duas a 24 horas) e depois de fazerem sexo (24h após a primeira medicação e outra dose 24h depois)[1]. Essa percepção do sujeito como proativo, ou seja, alguém capaz de buscar a medicação quando julga necessário, foi contrastada, durante o debate, com a ideia do indivíduo passivo, que é designado para receber um esquema terapêutico predeterminado. O regime de tratamento recomendado pelo Ministério da Saúde é o uso diário de um comprimido de tenofovir associado à entricitabina (TDF/FTC 300/200mg)[2].

Existem, no entanto, diferentes argumentos que apoiam o uso de PrEP por livre demanda. Para o Dr. Matthew Golden, da University of Washington (EUA), defender essa estratégia não significa apoiar uma abordagem não orientada. Ao contrário, é defender que “a maioria daqueles que desejam fazer uso de PrEP tenham uma boa indicação para, de fato, recebê-la”. A decisão quanto à forma de ofertá-la, segundo o pesquisador, deve levar em consideração os diferentes contextos, atentando, por exemplo, se o país é de alta, baixa ou média renda, e se há epidemias concentradas ou generalizadas de HIV.

As diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) destacam que a PrEP oral contendo tenofovir disproxil fumarato (TDF) deve ser ofertada como uma opção de prevenção adicional para pessoas em risco substancial de infecção por HIV como parte de abordagens de prevenção de HIV combinadas[3].

Segundo as diretrizes dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dados de 2015 dos Estados Unidos apontam que, entre homens que fazem sexo com outros homens (HSH), cerca de 25% têm indicação para PrEP. Essa taxa cai para aproximadamente 18% quando se trata de indivíduos que usam drogas injetáveis e para 0,4% no caso de adultos heterossexuais[4].

Estudos feitos nos Estados Unidos com dados de farmácias revelam que 97% dos usuários de PrEP são homens[5], porém não foi possível determinar a preferência sexual dos mesmos. Para o Dr. Golden, entretanto, os dados são consistentes com a ideia de que essa profilaxia tem sido amplamente utilizada principalmente por HSH.

Segundo o palestrante, a estratégia de PrEP por livre demanda poderia ser parte de um sistema com foco em pessoas risco elevado.

“Exigir que os médicos determinem o risco pode ser uma barreira para a PrEP e pode exacerbar as disparidades”, destacou, lembrando que dados de um estudo (Khosropour C) ainda não publicado, feito pela internet em 2014 em quatro estados americanos, mostrou que apenas 50% dos HSH têm um médico da atenção primária que sabe que eles fazem sexo com outros homens, sendo que a média de entrevistados por estado foi de 1549 homens. Esses dados suportam a ideia de que muitas vezes é difícil identificar os sujeitos que estão em alto risco para o HIV.

Atualmente, diz o Dr. Golden, “não há evidências de que pessoas em baixo risco para o HIV querem usar PrEP, mas há boa evidência de que aqueles que vão em busca de PrEP estão em risco”. De fato, um estudo feito no Brasil com 1187 homens que fazem sexo com outros homens, e mulheres travestis/transexuais que foram pré-rastreados para o estudo PrEP Brasil mostrou que 82,1% dos participantes estavam dispostos a usar PrEP[6].

O palestrante destacou ainda que a livre demanda é uma estratégia justificável, visto que “autonomia é o princípio mais elevado da ética médica”. Mas, segundo ele, embora a estratégia possa fazer sentido nos Estados Unidos, não é possível saber como ela funcionaria em outros países como, por exemplo, nações da África subsaariana.

Para a Dra. Beatriz, no contexto da saúde pública, implantar uma intervenção significa ser inclusivo. “Precisamos de estratégias práticas para alcançar aqueles que precisam de PrEP, incluindo mas não limitando isto à autorreferência”, disse.

Em locais onde há epidemia concentrada, segundo a especialista, a PrEP não deve ser ofertada por livre demanda, mas sim direcionada àqueles em risco elevado. Estudos de modelagem sugerem que o impacto e a custo-eficácia de PrEP serão maiores quando a terapia for usada por populações em maior risco de infecção, o que significa aqueles que têm incidência de HIV de três por 100 pessoas-ano ou maior[7].

A pesquisadora apresentou dados de um estudo feito no Brasil de custo-eficácia de uso de PrEP entre HSH e mulheres transgêneros em alto risco para infecção por HIV. A pesquisa da Fiocruz, realizada em parceria com instituições internacionais, cujos dados ainda não foram publicados, revelou que a expectativa de vida por pessoa sem PrEP foi de 20,7 anos contra 23 anos com PrEP. Essa estratégia mostrou-se custo-efetiva para HSH e mulheres transgêneros de alto risco em uma incidência de HIV de 4/100 pessoas-ano. Mas, se o PrEP for usado em uma população com incidência de HIV menor do que 1/100 pessoas-ano, ele não será custo-efetivo.

Em países de baixa e média renda, com epidemia generalizada de HIV, a pesquisadora defende estratégias práticas para alcançar os que precisam de PrEP. Ela afirmou ainda que o uso dessa terapia não é para toda a vida, pois o risco não permanece uniforme ao longo dos anos.

“É importante passar essa mensagem tanto para o profissional de saúde quanto para o usuário, ou a implementação de oferta por livre demanda pode perder essas nuances e levar à utilização inadequada do recurso”, disse.

Além disso, a pesquisadora lembrou que não há evidências de que a livre demanda aumentará a aceitação entre os indivíduos que estão em risco. Também é possível que essa estratégia seja percebida na comunidade como uma recomendação estigmatizante. Ao contrário, “se usada de forma apropriada, a PrEP pode fazer a diferença dobrando o freio da epidemia de HIV”, disse ela.

#Sem evidências de que a suspensão precoce dos #antibióticos aumente a #resistência microbiana

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Theresa Bebbington

A mensagem dada pelos médicos para “completar o tratamento” ao prescrever antibióticos deve ser abandonada, dizem os especialistas.

Eles argumentam que esta conduta não é embasada em evidências e deve ser modificada.

Os antibióticos são importantes no combate às infecções, mas em todo o mundo há uma crescente preocupação com o número de casos em que as bactérias se tornaram resistentes a esses medicamentos.

Para evitar o aumento da resistência aos antibióticos é essencial reduzir o uso desnecessário deles.

A recomendação atual da Organização Mundial da Saúde (OMS) é “sempre completar o tratamento prescrito, mesmo que você se sinta melhor, porque parar o tratamento precocemente promove o aumento de bactérias resistentes aos medicamentos”.

No Reino Unido, na verdade, essa orientação está incluída no currículo do ensino médio.

No entanto, muitos infectologistas instam legisladores, educadores e médicos que reconsiderem a orientação dada aos pacientes na prescrição de antibióticos.

O Dr. Martin J Llewelyn, PhD, médico e professor de Doenças Infecciosas e Parasitárias na Brighton e Sussex Medical School, e colaboradores, apresentaram sua análise contra a mensagem “complete o tratamento” em um artigo publicado no periódico British Medical Journal.

A equipe afirma que não há comprovação de que a suspensão precoce do uso dos antibióticos incentive a resistência aos antimicrobianos – e que tomá-los por mais tempo do que o necessário aumente o risco de resistência.

Resistência microbiana aos antibióticos

Ns análise, os autores relatam que o temor de que o curso incompleto do tratamento possa levar à resistência microbiana surgiu pela primeira vez na década de 40 do século passado.

O discurso de Alexander Fleming ao aceitar o Prêmio Nobel em 1945, por exemplo, expôs a visão do médico de que, caso não fosse usada penicilina suficiente para tratar a infecção estreptocócica da garganta, uma forma resistente da infecção poderia ser transmitida para outra pessoa. Ao final, descobriu-se que as bactérias do tipo estreptococos, responsáveis pelas infecções da garganta, ainda não desenvolveram resistência à penicilina.

É verdade que para certas infecções como tuberculose, gonorreia e malária, quando os microrganismos que causam a infecção se reproduzem, podem surgir mutações resistentes aos antibióticos se a dose de antibiótico administrada durante o tratamento for inadequada, ou se for utilizado apenas um medicamento. Isso é conhecido como seleção em alvo. No entanto, a maioria das bactérias não desenvolve resistência por seleção em alvo.

Em vez disso, os antibióticos podem modificar uma flora geralmente inofensiva, ou os microrganismos normalmente encontrados na pele e nas mucosas, ou nos intestinos, permitindo que espécies ou cepas resistentes oportunistas as substituam. Isso é conhecido como seleção colateral. Quanto mais essas espécies oportunistas ou cepas forem expostas aos antibióticos, argumentam os autores, maiores as chances de haver resistência a esses medicamentos.

Dr. Llewelyn e colaboradores dizem que, devido a questões históricas sobre tratamento incompleto, e à antiga falta de cuidado com o uso excessivo de antibióticos, a duração dos tratamentos recomendados pode ser muito longa. Para a maioria das indicações, “estudos para identificar o tempo mínimo para um tratamento eficaz simplesmente não foram realizados”.

Os especialistas observam que existem alguns casos, como a otite média (infecção do ouvido), nos quais a menor duração do tratamento pode não ser tão eficaz, mas também salientam que existe um risco menor de infecção adicional ou resistente em alguns pacientes com pneumonia tomando antibióticos por menos tempo. Ensaios clínicos podem ajudar a estabelecer a duração ideal do tratamento com antibióticos.

Menos é mais

Os autores informam que, para os patógenos oportunistas, “não há ensaios clínicos mostrando maior risco de resistência entre pacientes que fizeram tratamentos mais curtos”. Eles também argumentam que um tratamento mais curto pode significar menor risco de desenvolver infecção resistente.

Nos hospitais, pode se fazer exames ​​para determinar quando parar o tratamento, mas isso não é viável fora do ambiente hospitalar.

Dr. Llewelyn e os colaboradores sugerem desconsiderar a orientação da OMS, substituindo-a pela orientação de suspender o tratamento quando o paciente se sentir melhor. A equipe observa que, em um ensaio clínico, a suspensão dos antibióticos no tratamento da pneumonia quando o paciente não tinha mais febre reduziu para a metade a duração média da antibioticoterapia e não comprometeu a recuperação.

A Public Health England já substituiu a antiga mensagem “completar o tratamento” por “exatamente como prescrito”. No entanto, os autores agora pedem para descartar de uma vez por todas a mensagem “completar o tratamento” e querem que os médicos reconheçam ativamente que esta mensagem está incorreta.

Eles também acreditam que o público apoiará a abordagem, dizendo: “Completar o tratamento vai contra uma das crenças mais fundamentais e difundidas que as pessoas têm sobre medicamentos, que é a de que devemos tomar o mínimo necessário de medicamentos”.

#Mutações genéticas pós concepcionais contribuem para o risco de #autismo

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Megan Brooks

Mutações que ocorrem após a concepção podem ter um papel importante no transtorno do espectro autista (TEA), de acordo com um estudo de quase 6000 famílias que combinou três técnicas de sequenciamento genético.

“Nosso estudo descobriu novas mutações no transtorno do espectro autista, assim como forneceu evidências adicionais para alguns genes que haviam sido previamente relatados no transtorno”, disse ao Medscape a primeira autora, Elaine Lim, do Boston Children’s Hospital,em Massachusetts.

O estudo foi publicado on-line em 17 de julho na Nature Neuroscience.

“Enriquecimento impressionante”

O transtorno do espectro autista tem sido associado a mutações de mais de 60 genes diferentes, incluindo mutações espontâneas não herdadas (de novo), mas o transtorno permanece bastante inexplicado. Elaine e colaboradores estudaram uma nova categoria emergente de mutação de novo: mutações em mosaico pós-zigóticas (MPZs).

“Existem evidências crescentes de que as MPZs podem contribuir para malformações cerebrais e epilepsia, e que uma fração das MPZs clinicamente relevantes pode ser detectada no sangue de indivíduos afetados”, escrevem.

As MPZs tardias ocorrem durante o desenvolvimento embrionário, e menos células as carregam, tornando-as difíceis de serem detectadas. “Se a mutação está em uma fração muito pequena das células, será perdida no sequenciamento completo do exoma”, disse Elaine em um comunicado à imprensa.

Para investigar mais a fundo, Elaine, o pesquisador sênior Dr. Christopher Walsh (do Boston Children’s e do Broad Institute do MIT e da Harvard), e colaboradores, obtiveram dados do sequenciamento completo do exoma previamente realizado em 5947 famílias afetadas pelo transtorno do espectro autista.

Eles re-sequenciaram parte do DNA dessas crianças utilizando três tecnologias de sequenciamento independentes.

Os pesquisadores identificaram 7,5% das mutações de novo dos pacientes com transtorno do espectro autista como MPZs, 83,3% das quais não haviam sido percebidas na análise original do sequenciamento genômico.

“Nossa análise também revelou um enriquecimento impressionante de MPZs em genes que são clinicamente relevantes para o transtorno do espectro autista, incluindo o genuíno gene de risco para o autismo, o SCN2A“, relatam os pesquisadores. Além disso, eles dizem que a identificação de MPZs não-sinônimas recorrentes em um pequeno conjunto de genes nos probandos de transtorno do espectro autista “também fornece fortes evidências da importância clínica das MPZs”.

Dois genes sabidamente ativos no desenvolvimento cerebral (KLF16 e MSANTD2), mas ainda não associados ao transtorno do espectro autista, estavam significativamente enriquecidos com MPZs.

Além disso, eles descobriram que MPZs com perda de função e perda de sentido em éxons críticos nos probandos com transtorno do espectro autista mostraram um aumento de expressão na amígdala, o que é “intrigante, visto que a amígdala tem um papel-chave nas respostas emocionais e sociais… Uma ‘teoria da amígdala’ para o autismo tem sido apoiada por trabalhos recentes, que encontraram respostas neuronais prejudicadas na amígdala de indivíduos com transtorno do espectro autista”, escrevem.

Os pesquisadores também testaram a associação do QI com a presença de MPZs em sete probandos com MPZs recorrentes para os quais a pontuação de QI estava disponível. Dois dos sete (28,6%) tinham QIs não verbais de pelo menos 100, comparado com dois dos 65 probandos (3,1%) portadores mutações de novo de perda de função recorrentes tendo QIs não verbais de pelo menos 100, sugerindo um excesso de 9,3 vezes de probandos com QIs não verbais elevados abrigando MPZs (P = 0,01).

“Essa observação preliminar precisaria de replicação em um maior número de indivíduos, para testar a hipótese de que indivíduos que abrigam MPZs podem ser afetados de forma menos grave do que indivíduos portando mutações de novo germinativas (gMDNs), em termos de habilidades cognitivas como QI, e para testar se as MPZs podem estar excessivamente representadas em um subconjunto de indivíduos com formas de transtorno do espectro autista de alto funcionamento”, observam os pesquisadores.

De forma geral, eles dizem que essa pesquisa acrescenta dados às evidências prévias de que transtornos cerebrais complexos, como epilepsia, deficiência intelectual, esquizofrenia e malformações cerebrais podem surgir de mutações não herdadas que ocorrem em algum momento durante o desenvolvimento pré-natal.

“Nós sabíamos que as MPZs são uma causa importante de epilepsia, mas esse trabalho fornece as melhores evidências até agora de que elas são relevantes para o autismo também. Então é excitante considerar que outras condições psiquiátricas podem ter um papel das MPZs”, disse o Dr. Walsh no comunicado       à imprensa.

Um trabalho importante adiante

Implicações clínicas potenciais, disse Elaine ao Medscape, incluem “a necessidade de abordagens mais sensíveis para identificar potenciais mutações em mosaico nas crianças afetadas, assim como a necessidade de identificar essas mutações nos pais não afetados, o que pode nos informar sobre as chances de transmitir mutações deletérias associadas à doença à prole”.

“Penso que alguns próximos passos lógicos e excitantes incluem testar a hipótese de que diferenças nas taxas de mosaicismo podem estar associadas com vários graus de manifestações fenotípicas como QI, assim como estudar as proporções de alelos mutantes em pais fenotipicamente não afetados, o que pode nos ensinar sobre o número necessário de células mutantes para resultar em um fenótipo”, disse ela.

Comentando os achados para o Medscape, Gerard Schellenberg, da University of Pennsylvania Perelman School of Medicine,e diretor do Penn Neurodegeneration Genomics Center, Philadelphia, disse que o fato de que “mutações germinativas de novo contribuem para o autismo está bem estabelecido, e não é surpreendente, e talvez de certa forma esperado, que as MPZs possam também contribuir para o autismo.”

“Isso é quase totalmente feito com o DNA sanguíneo, o que é bom, mas seria interessante avaliar o DNA cerebral. Se você tem eventos celulares somáticos que aumentam o número de mutações deletérias no cérebro, isso seria interessante”, disse Schellenberg.

“É importante identificar o máximo possível de genes que contribuem para o autismo porque nosso grande objetivo é obter o espectro genético completo do autismo, e então tentar juntar as vias para as quais esses genes apontam”, acrescentou ele.

O financiamento principal para o estudo foi proveniente da Simons Foundation, dos National Institutes of Health, e do Howard Hughes Medical Institute. Elaine e o Dr. Walsh declararam não possuir conflitos de interesses relevantes.

Nat Neurosci. Publicado on-line em 17 de julho de 2017. Resumo

#Un tratamiento antirretroviral inyectable consigue la misma efectividad que las pastillas diarias (Lancet)

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Apoya el cambio de paradigma de tres a dos fármacos en algunos pacientes virológicamente suprimidos.

Una nueva terapia antirretroviral (TAR) inyectable por vía intramuscular para luchar contra el VIH ha conseguido tener los mismos resultados que la toma diaria de pastillas vía oral, según ha informado el Instituto de Investigación Biomédica de Bellvitge (IDIBELL).

Los investigadores han llegado a esta conclusión después de realizar un ensayo clínico en 50 centros internacionales, nueve de los cuales son españoles, con la participación de 286 pacientes y la contribución del Dr. Daniel Podzamczer, investigador principal del IDIBELL y Jefe Clínico de la Unidad de VIH y ETS del Servicio de Enfermedades Infecciosas del Hospital Universitario de Bellvitge. Estos resultados han sido publicados por la revista “The Lancet”

El tratamiento se ha inyectado cada cuatro u ocho semanas y ha combinado un nuevo inhibidor de la integrasa, carbotegravir, y un no nucleósido, rilpivirina, en relación a la terapia de mantenimiento habitual de tres fármacos con pastillas, consiguiendo que el 87% de los pacientes tratados cada cuatro semanas mantengan la supresión de carga viral, porcentaje que se ha elevado hasta el 94% en los que se han tratado cada ocho semanas, cifras que “incluso superan” el porcentaje de éxito de los tratamientos estándar, que es del 84%.

“Se trata de la primera vez que la TAR se da completamente en inyecciones; además, son sólo 2 fármacos, algo que no es nuevo pero que apoya el cambio de paradigma de tres a dos fármacos en algunos pacientes virológicamente suprimidos”, ha asegurado el Dr. Podzamczer, que ha argumentado la importancia del descubrimiento afirmando que “espaciar la administración de fármacos se traducirá potencialmente en mejores tasas de adherencia y una mejora de la calidad de vida de los pacientes”.

#New Antibiotic for ‘Superbug’ Gonorrhea

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New Antibiotic for ‘Superbug’ Gonorrhea
Theresa Bebbington August 07, 2017

Resultado de imagem para gonorrhea

 
Some types of the sexually transmitted infection known as gonorrhea have become resistant to several antibiotics – but laboratory research on a new drug is showing promise against this ‘superbug’.Without treatment, gonorrhea infection can lead to pelvic inflammatory disease and infertility in adults, and vision damage in babies when passed from the mother during childbirth.The organism that causes gonorrhea, Neisseria gonorrheae, can adapt and build up resistance to treatment. The first antibiotic it managed to beat was penicillin, which had been curing gonorrhea infections for the first 70 years from when the medicine was first introduced.Cases of gonorrhea resistant to the antibiotic azithromycin have occurred in England, with Public Health England (PHE) reporting 34 cases between November 2014 and April 2016. The cases have been confirmed in both heterosexual men and women, as well as in men who have sex with men. Although the strain of gonorrhea in that outbreak was treatable by a second antibiotic, ceftriaxone, resistance could build up to that drug, too.The World Health Organisation (WHO) currently recommends a combination of both ceftriaxone, which is given by injection, and azithromycin, which is taken by mouth.Antimicrobial resistance occurs when a strain of bacteria evolves to resist each consecutive treatment until no treatments are left, leaving these so-called ‘superbugs’ incurable. Some strains of N. gonorrheae are now currently untreatable due to the lack of alternative treatments. The first case of antibiotic-resistant gonorrhea was reported in Japan in 2011, and similar cases have since been found worldwide.Potential of a New AntibioticClosthioamide, a new class of natural antibiotics discovered in 2010, might eventually offer an alternative for current drugs that are becoming less effective against gonorrhea. For the first time, researchers from Imperial College London and the London School of Hygiene and Tropical Medicine have tested closthioamide on gonorrhea samples in the laboratory.
The researchers used 149 samples of N. gonorrheae taken from hospital patients with infections in the throat, urethra, cervix and rectum. They found that very low amounts (equal to or less than 0.125mg/L) of closthioamide was effective against 146 of the 149 samples – and against all of the samples provided to them by WHO that were known to be resistant to other antibiotics. The results of the study are published in the journal Antimicrobial Agents and Chemotherapy.This laboratory-based study is in an early stage of research. The drug has not yet been tested on animals and humans, but the researchers say the antibiotic shows tremendous promise and could be an exciting new step in the fight against gonorrhea. However, further research is necessary to assess the drug’s safety and effectiveness, and it will be a number of years before closthioamide can be used in real-life human cases.In reaction to the study, Dr Michael Brady, medical director at Terrence Higgins Trust, says: “We still have much to do to address the nation’s poor sexual health and the rates of STIs [sexually transmitted infections] in those most at risk. This research is an important contribution to our efforts, as it raises the hope that this new antibiotic, closthioamide, may be a novel and effective treatment for gonorrhea.

“It is early days and further research is needed to demonstrate the same effect in people that is seen in the laboratory, but this signals an important new step in fighting the infection.”
Prevention Is Key
Meanwhile, it remains important to try to prevent the spread of gonorrhea. According to statistics from the sexual health charity FPA ( Family Planning Association), there were 41,193 new cases of gonorrhea diagnosed in 2015, with men who have sex with men accounting for more than 55% of all gonorrhea diagnoses in 2015.
In his reaction, Dr Brady points out that between 2008 and 2015 gonorrhea rates in the UK rose by 175%. He says: “It is vital that we continue to educate people on how to protect themselves from STIs, including drug resistant gonorrhea, and encourage people to test regularly.”

PHE recommends that people help protect themselves by using condoms. They should use them correctly and consistently with new or casual partners until all partners have a sexual health screen. People should avoid overlapping relationships and get screened regularly if they belong in a higher risk group, such as men who have sex with men.
Although symptoms in men usually develop within two weeks, some men and women don’t have any symptoms.
In men, symptoms of gonorrhea noticeable in the penis include:
A yellowish, white or green discharge
A burning feeling, especially when urinating
Swelling of the foreskin
In women, gonorrhea in the vagina can cause:
A change in discharge
A burning feeling when urinating
Bleeding between periods

SOURCES:
“In vitro susceptibility to closthioamide among clinical and reference strains of Neisseria gonorrheae”, published in Antimicrobial Agents and Chemotherapy
Imperial College London news release
Terrence Higgins Trust emailed statement
FPA (Family Planning Association)
PHE
WHO

WebMD Health News © 2017

#When Chickenpox Turns Deadly

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WRITTEN BY: Kara Marker

In very rare cases – two in 10,000 people experts say – a chickenpox infection can trigger extremely dangerous brain inflammation. Until now, scientists didn’t know why this happened, and there was nothing they could do to predict or prevent it. Now, they’ve discovered a clue: a small mutation in the immune system’s DNA.
https://assets.labroots.com/_public/_files/system/ck/trending/

Chicken pox caused by the varicella zoster virus. Credit: BruceBlaus
The problem isn’t necessarily a failed attack on the chickenpox virus; rather, it’s that the immune system never realizes that the virus is there at all. Varicella zoster virus (VZV), which causes chickenpox, can sneak in undetected on rare occasions when there is a mutation in the “POL III” sensor. The immune system relies on this sensor to ring the alarm when VZV makes its way into the body. Researchers discovered the role of POL III after mapping genomes of people who experienced these rare infections.

VZV is unique in that it only infects humans. It comes from the same family of viruses that cause herpes, and it often remains in the body after an initial infection, resurfacing years later causing shingles. In addition to causing brain inflammation in rare instances, VZV can also lead to severe pneumonia (twenty out of 10,000 people), which is especially dangerous for pregnant women.

A vaccine to prevent chickenpox entered the world in 1995, and the Centers for Disease Control and Prevention (CDC) reports that “each year, more than 3.5 million cases of varicella, 9,000 hospitalizations, and 100 deaths are prevented by varicella vaccination in the United States.”

“We cannot yet put an exact figure on how much the risk of complications is increased when you have this new immunodeficiency, since we have looked at relatively few patients in our study. Neither do we know how large a proportion of all those who have inflammation of the brain and pneumonia have the defect,” clarified Trine Hyrup Mogensen. “But we do know that this applies to both children and adults.”

Further analysis of the individual cells invaded by VZV confirmed that no immune response was initiated because the virus was never detected. But when researchers manually repaired the mutation, the immune system was suddenly aware of VZV, like taking off a blindfold.

Chickenpox isn’t the only infection that can enter the body undetected if there’s a specific mutation in the immune system’s DNA. Now that scientists know they can identify the genes responsible and even fix mutations to activate the immune system, this knowledge could spread to treat other diseases.

“We are now slowly becoming able to understand the individual differences in susceptibility to infections at both the genetic and molecular level,” said Soren Riis Paludan. He and the other researchers on the project see their study as a unique contribution to the advancement of personalized medicine, where treatments and diagnostics are based on individual cases and needs.

The present study was published in The Journal of Clinical Investigation.

Sources: Aarhus University, American Journal of Transplantation, CDC

#Após confirmar #transmissão da #zika por pernilongos, #Fiocruz coletará mosquitos em morros e áreas verticalizadas no Recife

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Ampliação dos estudos visa entender a capacidade vetorial dos mosquitos conhecidos popularmente como muriçocas, acompanhando como a mutação do vírus ocorre dentro do organismo dos insetos.

Diante da constatação de que o pernilongo comum, popularmente conhecido como muriçoca, pode transmitir o vírus da zika, os pesquisadores da Fiocruz Pernambuco responsáveis pelo trabalho pretendem ampliar os estudos e entender a capacidade vetorial dos mosquitos, ou seja, acompanhar como a mutação do vírus ocorre dentro do organismo dos insetos.

A pesquisa em campo, feita inicialmente em áreas de circulação de pessoas com a doença, também será ampliada para detectar a incidência de pernilongos transmissores de zika em cada uma dessas regiões.

“Fizemos a pesquisa inicialmente nas residências das pessoas que tiveram zika e em áreas de grande circulação de pessoas, como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Agora pensamos em ampliar os estudos de campo, coletando os mosquitos em regiões de morro, de planície e em áreas verticalizadas no Recife”, relata Constância Ayres, coordenadora da pesquisa.

Descrito em um artigo, o estudo, inédito no mundo e feito por uma equipe integralmente brasileira, foi publicado nesta quarta-feira (9) na revista científica Emerging microbes & infections, do grupo Nature.

“O que a gente não sabe ainda é a importância epidemiológica disso na natureza. Comparado ao Aedes aegypti, o pernilongo é um vetor primário ou secundário do vírus? Precisamos analisar outros aspectos da biologia do mosquito que vão nos responder essa questão”, explica Constância.

Coordenadora da pesquisa, Constância Ayres acredita que o resultado é um alerta para a necessidade de investimentos em saneamento básico.

Entre os meses de fevereiro e maio de 2016, os pesquisadores coletaram mosquitos dos tipos Culex e Aedes aegypti em áreas da Região Metropolitana do Recife (RMR) em que houve circulação de pessoas com zika, como residências e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Após análises laboratoriais, os estudiosos detectaram que o vírus da zika conseguia se replicar nos organismos dos pernilongos de três de 270 grupos do Culex. No caso dos mosquitos da espécie Aedes aegypti, o vírus estava presente em dois de 117 grupos coletados.

Coordenador da equipe de sequenciamento do genoma dos vírus encontrados nos pernilongos, o pesquisador Gabriel Wallau detalha que o material genético encontrado nos mosquitos Culex que circulavam no ‘campo’ é semelhante ao RNA encontrado nos mosquitos infectados em laboratório. “A partir desse sequenciamento, já podemos ter algumas ideias, mas precisamos ter mais dados para saber se o vírus se adaptou ao Culex”, relata.

Apesar de ressaltar que não são todos os pernilongos que podem transmitir o vírus da zika, Constância Ayres alerta para a necessidade de continuar os estudos para, por exemplo, desenvolver vacinas. “O zika veio para mostrar que a gente não sabe de muita coisa. Essa é uma oportunidade de investigar essa doença a fundo”, conta.

Ainda segundo Constância, o resultado da pesquisa também alerta, sobretudo, para a necessidade de investimentos em saneamento básico, já que os pernilongos, ao contrário do Aedes, preferem locais sujos, como esgotos áreas em que há acúmulo de lixo. “Se há condições propícias para o desenvolvimento do mosquito, o impacto [da transmissão da doença] vai ser maior. Evitaríamos tudo isso se tivéssemos saneamento básico adequado”, comenta a pesquisadora.

Com a comprovação de que as muriçocas são capazes de transmitir o vírus da zika, a pesquisadora acredita que a pesquisa pode ajudar a entender o motivo pelo qual os casos de microcefalia no estado foram registrados, em sua maioria, em áreas carentes. “A dengue é uma doença mais ‘democrática’, mas a incidência de microcefalia foi mais comum em áreas mais pobres. Esse resultado pode nos ajudar a entender os motivos disso”, comenta.

O resultado do estudo inspira uma segunda pesquisa da Fiocruz Pernambuco, que está sendo feita em parceria com pesquisadores de Vitória, no Espírito Santo. “Também foram coletadas algumas amostras de Culex que continham o vírus da zika lá, o que pode nos alertar para entender como a doença é transmitida no território nacional”, explica Constância.

Fonte: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/virus-da-zika-pode-ser-transmitido-por-pernilongo-comum-revela-pesquisa-da-fiocruz-pe.ghtml