Infeciologia

#“Doença do Pombo” causa duas mortes em São Paulo

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A criptococose, mais popularmente conhecida como a “doença do pombo”, foi a causadora da morte de dois homens no mês passado em Santos, no litoral de São Paulo.

De elevada letalidade e morbidade, a criptococose tem início com uma infecção pulmonar que pode progredir para uma meningoencefalite. Segundo dados da Rede Criptococose no Brasil (RCB), formada por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em todo o mundo são notificados anualmente entre 200 e 300 mil novos casos da doença, com cerca de 180 mil óbitos.

A criptococose é uma doença classificada como micose sistêmica, causada por fungos do gênero Cryptococcus. O principal reservatório do fungo é a matéria orgânica morta presente no solo, em frutas secas, cereais e nas árvores. Esse fungo ainda pode ser encontrado nas fezes de aves, principalmente dos pombos.                                                                                                                        A variante C. neoformans, de caráter oportunista, representa a principal causa de meningoencefalite e de morte em pacientes com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). No entanto, essa espécie também pode atingir pessoas saudáveis.

Os sintomas apresentados pelos dois pacientes eram parecidos: cefaleia intensa, tonturas, febre, além de dispneia. Em algumas situações, é possível confundir os sinais da doença com uma gripe forte. Ao final da internação dos dois pacientes, os quadros se agravaram e um deles chegou a ficar em coma.

A forma cutânea representa de 10% a 15% dos casos. Pode apresentar diversas lesões eritematosas, por vezes com secreção amarelada no centro; o aparecimento de erupções cutâneas eritematosas em uma região específica ou por todo o corpo; e ainda ulcerações ou massas subcutâneas.

Como a infecção é causada por fungos que se proliferam nas fezes de aves, como os pombos, eles se espalham pelo ar. O maior risco de contaminação está em ambientes fechados, onde esses animais se abrigam. Após ser inalado pelas pessoas, o fungo se instala no pulmão, migrando depois para o sistema nervoso central. Por ser uma infecção grave e de diagnóstico demorado, há risco dos pacientes terem sequelas neurológicas e motoras, por exemplo.

Diagnóstico

O diagnóstico da criptococose é clínico e laboratorial. A confirmação laboratorial é realizada com o uso de “tinta da China” (nanquim), com evidências de criptococos visíveis em materiais clínicos. Trata-se do principal diagnóstico das meningites criptocócicas: o exame do líquor-LCR.

O criptococo também pode ser isolado na urina ou em secreções de feridas. A sorologia e a histopatologia também são consideradas na confirmação diagnóstica da criptococose. Como exame complementar, a tomografia computadorizada, ressonância magnética ou radiografia de tórax podem demonstrar danos pulmonares, como a presença de massa única ou nódulos múltiplos distintos (criptococomas).

Tratamento

A escolha terapêutica para o tratamento vai depender da forma clínica que cada paciente apresenta. Alguns medicamentos antifúngicos gratuitos são disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).
No caso de infecções, não há necessidade de isolamento dos doentes. As medidas de desinfecção de secreção devem ser as de uso hospitalar rotineiro. Os tratamentos são realizados mediante internação.

Orientações para a população

A Secretaria de Saúde de Santos informou que a doença não é de notificação obrigatória pelas unidades de saúde públicas e particulares, conforme os atuais protocolos. Por essa razão, não há dados relacionados. Entretanto, as autoridades municipais declararam que realizam ações educativas para prevenção e de controle de pragas urbanas.

A prefeitura de São Paulo orienta que a população solicite ações de fiscalizações em áreas e imóveis com pombos, que podem ser realizadas pelo telefone 162 Outras orientações sobre os procedimentos indicados são fornecidas pelo telefone (11) 3257-8048, no setor de fiscalização da Seção de Vigilância.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

#Sarampo: saiba mais sobre prevenção, diagnóstico e tratamento dessa doença

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sarampo

 

O sarampo é uma doença viral grave altamente contagiosa. Apesar de ser considerada uma “doença comum da infância”, não pode ser considerada banal. É grave, podendo evoluir com complicações e levar ao óbito.

Epidemiologia

O sarampo é considerado um relevante problema de saúde pública, especialmente em áreas endêmicas, como Ásia e Europa, onde é causa de constantes surtos. Entre 2000 e 2017, a incidência anual global de casos reportados de sarampo havia diminuído em 83% (de 145 para 25 casos por um milhão de habitantes).

Em relação à mortalidade, também houve redução neste período: 109.000 mortes em todo o mundo em 2017 versus545.000 em 2000. Durante este período, a vacinação contra o sarampo preveniu, cumulativamente, 21,1 milhões de óbitos globalmente. No entanto, aumentos recentes na incidência de sarampo nos Estados Unidos e em outros países industrializados começaram a ser relatados em 2018 e perduram em 2019. Nos Estados Unidos, o estado de Washington declarou, recentemente, estar vivenciando o pior surto de sarampo em mais de duas décadas. Surtos de sarampo surgiram também em outros nove estados americanos neste inverno.

Os países com o maior número de casos notificados nos últimos seis meses incluem Madagascar, Ucrânia, Índia, Filipinas, Tailândia, Cazaquistão, Nigéria, Paquistão, Venezuela e Brasil. Embora a grande maioria dos casos em todo o mundo ocorram em países com debilitados sistemas de saúde, a recusa da vacina está emergindo como o principal fator de risco para surtos de sarampo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) identificou a hesitação da vacina como uma das 10 principais ameaças à saúde em 20193.

No Brasil, surtos de sarampo ocorreram em 2013 no Estado de Pernambuco e em 2014 no Ceará. No entanto, como resultado das ações de vigilância, laboratório e imunizações, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) concedeu ao Brasil, em 2016, o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo, declarando a região das Américas livre da doença.

Desde então, nenhum caso de sarampo havia sido registrado até janeiro de 2018, quando incidentes provenientes da Venezuela levaram a surtos no Amazonas e em Roraima, regiões onde a cobertura vacinal estava aquém dos 95% recomendados. O Pará também registrou aumento do número de casos em janeiro. Em São Paulo, a doença tem se espalhado de forma rápida: de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, o número de casos subiu para 633 em somente 11 dias. Dessa forma, o Brasil perdeu o certificado de país livre do sarampo.

Etiologia

O vírus do sarampo é um vírus RNA de cadeia simples do gênero Morbillivirus da família Paramyxoviridae. É um patógeno transportado pelo ar, sendo transmitido por inalação de gotículas respiratórias que dispersam em minutos e aerossóis menores que podem permanecer suspensos por várias horas.

O vírus também pode ser transmitido através do contato direto com secreções. Mas não sobrevive por muito tempo em fômites (por exemplo, pele, cabelo, roupas e roupas de cama), uma vez que é inativado pelo calor e radiação ultravioleta dentro de algumas horas.

Manifestações clínicas

O sarampo começa com um período prodrômico que se assemelha a qualquer infecção do trato respiratório superior. Este período tem duração de dois a quatro dias e é caracterizado pela presença de febre e, pelo menos, um dos três “C”: coughcoryzaconjunctivitis – tosse (produtiva), coriza e conjuntivite. Na conjuntivite, há fotofobia e lacrimejamento – ocasionalmente pode ser observada uma linha marginal transversal (linha de Stimson) na conjuntiva palpebral inferior. No final deste período, podem ser visualizadas as manchas de Koplik, pequenas placas brancas na mucosa bucal, presentes em até 70% dos casos e consideradas patognomônicas do sarampo. No quarto dia, aparece o exantema cutâneo que, em três dias, atinge todo o corpo e ocorre concomitantemente à piora da prostração.

No período toxêmico, superinfecção viral ou bacteriana é facilitada pelo comprometimento da resistência do hospedeiro à doença. As complicações associadas à infecção por sarampo em países industrializados incluem otite média (mais comum: 7 a 9% dos pacientes), pneumonia (1 a 6%), diarreia (8%), encefalite pós-infecciosa (aproximadamente 1 por 1000) e óbito (aproximadamente 1 por 1000). Febre por mais de três dias após o aparecimento do exantema pode indicar o aparecimento de complicações, que podem ocorrer mesmo após o 20º dia de doença.

Pode ocorrer panencefalite esclerosante subaguda (PESS), doença neurodegenerativa rara e fatal, que se desenvolve entre cinco a dez anos após a infecção. Caracteriza-se por deterioração intelectual, convulsões e mioclonias, evoluindo para descerebração espástica e óbito. O risco de complicações aumenta entre bebês, adultos com mais de 20 anos de idade, gestantes, crianças desnutridas (particularmente aquelas com deficiência de vitamina A) e pacientes com imunossupressão (por exemplo, câncer ou infecção pelo vírus da imunodeficiência humana – HIV).

O sarampo tem um curso mais devastador em crianças nos países em desenvolvimento, um fenômeno relacionado à desnutrição, superlotação e falta de acesso aos cuidados de saúde, com mortalidade de 1 a 15%. A infecção por sarampo durante a gravidez está associada a um aumento do risco de complicações, incluindo aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso ao nascer neonatal e óbito materno.

Já no período de remissão, há redução dos sintomas, com declínio da febre. O exantema passa a ser escurecido, castanho-acinzentado, podendo surgir descamação furfurácea.

Diagnóstico

Um caso típico de sarampo pode ser facilmente reconhecido durante os surtos. Porém, o diagnóstico clínico é um desafio para muitos médicos que nunca viram um caso de sarampo e em pacientes que são examinados antes do aparecimento da erupção cutânea ou cuja erupção cutânea é menos aparente (por exemplo, lactentes com anticorpos maternos residuais, pacientes que receberam imunoglobulina previamente ou vacinação após a exposição). A erupção típica do sarampo pode estar ausente em pessoas com imunidade mediada por células prejudicadas.

O método laboratorial mais comum para confirmar o sarampo é a detecção de anticorpos IgM específicos para o vírus do sarampo em uma amostra de sangue (sensibilidade 83 a 89%; especificidade 95 a 99%). Estes anticorpos não são detectáveis ​​em aproximadamente 25% das pessoas nas primeiras 72 horas após o início da erupção cutânea, mas estão quase sempre presentes após 4 dias da erupção.

Anticorpos IgG podem, eventualmente, ser detectados na fase aguda da doença. Permanecem detectáveis ao longo da vida. Para detecção de anticorpos IgM e IgG são utilizados o ensaio imunoenzimático (ELISA) (usado na rede pública brasileira) e imunofluorescência (IF). Quando o teste IgM é reagente ou inconclusivo, com suspeita ou não da doença, deve haver notificação imediata para que a investigação continue e haja coleta de segunda amostra de sangue (obrigatória para a classificação final). A segunda amostra de sangue deve ser colhida entre 20 e 25 dias após a coleta da primeira amostra.

O teste de inibição de hemaglutinação (IH) é utilizado para dosagem de anticorpos totais e a neutralização em placas detecta anticorpos específicos.

Recente nota técnica conjunta emitida pelas Sociedades Brasileiras de Pediatria (SBP), de Imunizações (SBIm) e de Infectologia (SBI) ressalva que, para a vigilância epidemiológica correta, também é necessária coleta de espécimes clínicos para a identificação viral por genotipagem, diferenciando um caso autóctone de um caso importado ou ainda relacionado ao vírus vacinal. O paramixovírus também pode ser detectado em urina, secreções nasofaríngeas, sangue, liquor e tecidos, pela técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR). Esta técnica pode identificar infecção com uma sensibilidade de 94% e uma especificidade de 99% antes dos anticorpos IgM do sarampo serem detectáveis, e permite a genotipagem do vírus. Estas amostras devem ser coletadas até o quinto dia a partir do início do exantema. De acordo com a nota emitida, o sarampo é doença de notificação compulsória.

Diagnóstico diferencial

O diagnóstico diferencial inclui:

  • Rubéola;
  • Dengue;
  • Eritema infeccioso (parvovirose por Parvovírus B19);
  • Infecção por herpes-vírus;
  • Outras viroses exantemáticas;
  • Reações à vacina contra o sarampo.

A definição de caso de sarampo recomendada pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Isto é, erupção cutânea maculopapular generalizada, febre (temperatura corporal > 38,3 ° C) e tosse ou coriza ou conjuntivite (ou uma combinação destes sintomas), tem alta sensibilidade (75 a 90%), mas baixo valor preditivo positivo em configurações de baixa incidência, indicando a necessidade de confirmação laboratorial.

Tratamento

Não há medicação antiviral específica disponível para o sarampo. O tratamento consiste em terapia de suporte para prevenir a desidratação e, em alguns casos, para tratar deficiências nutricionais, bem como detecção precoce e tratamento de infecções bacterianas secundárias, como otite e pneumonia. Altas doses de vitamina A mostraram diminuir a mortalidade e o risco de complicações em crianças hospitalizadas por sarampo nos países em desenvolvimento. Nos Estados Unidos, crianças com sarampo têm apresentado níveis baixos de retinol sérico, e os níveis tendem a ser menores entre aqueles com doença mais grave.

A Academia Americana de Pediatria (American Academy of Pediatrics – AAP) recomenda a administração de vitamina A para todas as crianças com sarampo grave (requerendo hospitalização), com o uso das seguintes doses específicas:

  • Crianças de 12 meses de idade ou mais: 200.000 UI;
  • Crianças de 6 a 11 meses de idade: 100.000 UI;
  • Crianças com menos de 6 meses de idade: 50.000 UI.

Uma dose específica para a idade deve ser administrada duas a quatro semanas depois a crianças que apresentem sinais e sintomas clínicos de deficiência de vitamina A. Ademais, a terapia com vitamina A deve ser administrada a crianças com sarampo com pelo menos uma das seguintes características:

  • Imunossupressão;
  • Evidência clínica de deficiência de vitamina A;
  • Imigração recente de áreas com alta mortalidade por sarampo.

Antibióticos, na ausência de pneumonia, sepse ou outros sinais de complicação bacteriana secundária, não são recomendados.

Segundo recente revisão sobre sarampo publicada pelo The New England Journal of Medicine, agentes antivirais (por exemplo, ribavirina) foram usados ​​para tratar pacientes graves e imunodeprimidos com sarampo, e resultados positivos foram relatados. Todavia os ensaios clínicos randomizados são escassos, e a ribavirina não está licenciada pela Food and Drug Administration para o tratamento do sarampo. De acordo com os autores, mais pesquisas são necessárias para determinar os benefícios e riscos dos agentes antivirais no tratamento de casos graves de sarampo.

Prevenção

A vacinação é a única forma de prevenção. De acordo com a nota técnica conjunta emitida pela SBP, SBIm e SBI, na rede pública são utilizadas vacinas tríplices MMR – sarampo (measles), caxumba (mumps) e rubéola (rubella). Para crianças com menos de cinco anos de idade, também está disponível a vacina tetra viral.

Já na rede privada, estão disponíveis as vacinas tríplices e tetravirais. Pacientes com histórico confirmado da doença não precisam se vacinar. Em caso de dúvidas, a vacinação está recomendada. Só serão considerados vacinados aqueles que tiverem o registro da vacinação. Caso contrário, é recomendada a aplicação de uma ou duas doses, de acordo com situação vacinal conferida.

A nota relata em quais situações a vacinação deve ser rotineira:

  • Crianças: duas doses aos 12 e 15 meses de idade, podendo ser realizada com as vacinas tríplice viral ou tetraviral;
  • Crianças, adolescentes e adultos que não receberam essas doses na infância e que não tiveram sarampo, devem ser vacinados a qualquer momento: duas doses com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. A vacina tetra viral pode ser utilizada naqueles suscetíveis à varicela com idade até 12 anos. O Ministério da Saúde disponibiliza duas doses da vacina para todos com até 29 anos de idade e dose única para aqueles 30 a 49 anos.

 

A vacinação está contraindicada nas seguintes situações: gestantes (NÃO está contraindicada em nutrizes, inclusive pode ser administrada no pós-parto imediato); pacientes imunodeprimidos; crianças expostas ou infectadas pelo HIV com sintomatologia grave e/ou imunossupressão grave (CD4 < 15% em pacientes com idade igual ou inferior a cinco anos e CD4 < 200 cel./mm3 para crianças > cinco anos); adultos com HIV/Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) com CD4 <200; história de alergia grave após aplicação de dose anterior das vacinas ou a algum de seus componentes.

A nota técnica descreve que a maioria das crianças com história de reação anafilática a ovo não tem reações adversas às vacinas. E, mesmo quando a reação é grave, não há contraindicação ao uso da vacina tríplice ou tetraviral. Também diz que a vacina tríplice viral produzida pelo laboratório Serum Institute of India contém traços de lactoalbumina e está contraindicada em crianças com alergia grave à proteína do leite de vaca. Aquelas com intolerância à lactose podem utilizar essa vacina, sem riscos.

A nota cita as seguintes situações em que é recomendado o adiamento da vacinação:

  • Pacientes de quimioterapia antineoplásica só devem ser vacinadas três meses após a suspensão do tratamento;
  • Pacientes em uso de outras drogas imunossupressoras, inclusive biológicos, devem ser avaliadas pelo médico quanto ao risco da interrupção do tratamento e o intervalo mínimo (que depende da droga em uso) necessário para a aplicação da vacina;
  • Pacientes que receberam transplante de medula óssea só podem ser vacinados de 12 a 24 meses após o procedimento;
  • Após uso de imunoglobulina, sangue e derivados, a vacinação deverá ser adiada por três a 11 meses, dependendo do hemoderivado e da dose administrada;
  • É aconselhável evitar a gravidez por 30 dias após a vacinação. Caso a vacinação ocorra inadvertidamente durante a gestação, ou antes deste período, a gestante deve ser tranquilizada, pois o risco é teórico, não havendo relatos na literatura de problemas decorrentes desse tipo de situação;
  • Pacientes com doenças agudas febris moderadas ou graves até a resolução do quadro.

Os efeitos adversos da vacinação incluem:

  • Reações locais: ardência, vermelhidão, dor e formação de nódulo;
  • Febre alta (maior que 39,5⁰C);
  • Convulsão febril;
  • Cefaleia, irritabilidade, febre baixa, lacrimejamento, vermelhidão dos olhos e coriza;
  • Manchas vermelhas no corpo;
  • Linfadenopatia;
  • Meningite;
  • Encefalite;
  • Manifestações hemorrágicas, como púrpura trombocitopênica, foram descritas na proporção de um caso para 30 a 40 mil vacinados, com evolução benigna entre 12 a 25 dias após a vacinação, contraindicando outras doses da vacina tríplice viral;
  • Dor articular ou artrite;
  • Parotidite;
  • Anafilaxia: rara. Ocorre, geralmente, nos primeiros 30 minutos depois da administração da vacina, contraindicando doses subsequentes.

Em caso de surtos, a vacinação de bloqueio é crucial para o controle. Deve ser iniciada o mais precocemente possível, de preferência em até 72 horas após o contato. Daí a importância da notificação de casos suspeitos. Em casos de surto ou de contato com paciente com suspeita de sarampo, lactentes a partir de seis meses deverão ser vacinados. Contudo, esta dose não deverá ser considerada como válida, e, portanto, estes lactentes precisarão receber as doses dos 12 e 15 meses de idade. A nota enfatiza que a saúde pública tem, como estratégia, a vacinação em massa com prioridade para os menores de cinco anos.

Para prevenir a transmissão nosocomial, os pacientes com suspeita de sarampo devem ser triados em regime ambulatorial, e os pacientes hospitalizados com sarampo devem ser isolados com precauções para impedir a transmissão aérea (isolamento respiratório com o uso de máscaras).

Imunoglobulina

A administração de imunoglobulina é particularmente importante em pacientes com risco de doença grave, incluindo crianças com menos de 12 meses de idade, gestantes sem evidências de imunidade contra o sarampo e pacientes gravemente imunodeprimidas. O Advisory Committee on Immunization Practices recomenda as seguintes doses:

  • Peso corporal até 30 kg: 0,5 mL/kg de peso corporal administrada por via intramuscular (IM);
  • Peso corporal acima de 30 kg: 400 mg/kg por via intravenosa (IV)3.

Essas doses são justificadas porque a imunidade ao sarampo conferida pela administração de imunoglobulina é temporária. Os indivíduos que recebem imunoglobulina devem subsequentemente receber a vacina MMR, administrada não antes de 6 meses após imunoglobulina IM ou 8 meses após imunoglobulina EV. Pacientes gravemente imunocomprometidos que estão expostos ao sarampo devem receber profilaxia com imunoglobulina, independentemente do seu estado imunológico ou de vacinação.

Conclusões

Os médicos sempre devem suspeitar de sarampo em uma criança, adolescente ou adulto que tenha uma erupção febril, especialmente se o indivíduo não tem documentação sobre a vacinação contra o sarampo, viajou para o exterior ou faz parte de uma comunidade com baixa aceitação da vacina. A partir do momento em que houve a suspeita, o caso deve ser notificado e providenciadas amostras clínicas para diagnóstico laboratorial, tratamento de contatos domiciliares e acompanhamento de contatos para determinar a necessidade de vacinas ou imunoglobulina. Para evitar uma maior disseminação do sarampo na comunidade, o paciente deve ser isolado em casa por quatro dias após o início de sua erupção.

Para minimizar o risco de novos casos e surtos, os médicos devem aconselhar os pacientes que planejam realizar viagens internacionais sobre indicações para a vacinação contra o sarampo. Com o aumento da disseminação de informações imprecisas sobre os riscos associados à vacina nas redes sociais, os médicos desempenham um papel fundamental na resposta às perguntas dos pacientes sobre a lógica e segurança da vacina, bem como na manutenção da confiança na vacinação entre seus pacientes e suas famílias.

Autora: 

Roberta Esteves Vieira de Castro
Roberta Esteves Vieira de Castro

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Valença. Residência médica em Pediatria pelo Hospital Federal Cardoso Fontes. Residência médica em Medicina Intensiva Pediátrica pelo Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. Mestra em Saúde Materno-Infantil pela Universidade Federal Fluminense (Linha de Pesquisa: Saúde da Criança e do Adolescente). Doutora em Medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Médica da Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do Hospital Vitória (Americas Medical City) no Rio de Janeiro. Membro da Rede Brasileira de Pesquisa em Pediatria do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) no Rio de Janeiro. Acompanhou as Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica e Cardiaca do Hospital for Sick Children (Sick Kids) em Toronto, Canadá, supervisionada pelo Dr. Peter Cox. Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Membro da American Delirium Society (ADS).

Referências:

#Maior estudo de sempre sobre #bactéria super-resistente mostra uma Europa onde os hospitais são os maiores centros de contágio

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MEDIA FOR MEDICAL

As bactérias K. pneumoniae são capazes de modificar o seu código genético na reprodução, ao contrário de muitas outras famílias de bactérias. Nessa mutação, estão a adquirir uma resistência quase total ao antibiótico mais potente do mercado. Os hospitais são os maiores centros de contágio

 

Omaior e mais recente estudo à resistência da bactéria K. pneumoniae envolveu 244 hospitais em 32 países do continente europeu e analisou mais de 2.000 amostras desta bactéria super-resistente. As conclusões são alarmantes e, segundo os autores do estudo, deveria servir para “abanar” os responsáveis pelos serviços de saúde, já que é principalmente nos hospitais que esta bactéria tão difícil de aniquilar se espalha e contamina doentes com deficiência imunológicas pré-adquiridas.

Os pesquisadores do Centro de Vigilância de Patógenos Genómicos, com base no Instituto Wellcome Sanger, na Universidade de Freiburg, confirmaram com este estudo a realidade que vários outros já tinham descoberto: cada vez se morre mais por causa desta bactéria, que é resistente à classe carbapenem de antibióticos, os mais potentes e normalmente considerados “de última linha”, ou seja, utilizados para tratar infecções muito graves causadas por bactérias que sobreviveram a outros antibióticos. Em 2007, relembra o estudo, 341 mortes foram causadas por infecções por K. pneumoniae. Em 2015, esse número tinha aumentado para 2.094. Os antibióticos já não funcionam e são os mais velhos, as crianças e as pessoas com supressões de imunidade, as mais afetadas por esta bactéria que causa maioritariamente pneumonia mas que depois se espalha a outros órgãos além dos pulmões.

O problema com esta bactéria é que a forma através da qual ela se reproduz não é assexuada, como é o caso com outras famílias de bactérias que apenas se “copiam” criando “clones automáticos”. A K. pneumoniae reproduz-se através de um processo chamado “conjugação” que possibilita a transferência de genes, o que, tal como acontece nos humanos, faz evoluir a espécie, dotando-a de um código genético que a protege contra estes antibióticos potentes. É também possível que esta característica comece a passar para outros tipos de bactérias, tornando-as também resistentes.

Os investigadores encontraram nas amostras que analisaram algumas sequências genéticas que comprovam a resistência à classe de antibióticos carbapenem. Estes novos genes que a bactéria está a assumir tornam-na capaz de produzir uma enzima capaz de “mastigar e destruir” o antibiótico quando ele entra no corpo humano, tornando o medicamento inútil, dizem os investigadores num trabalho publicado esta segunda-feira na “Nature Microbiology”.

Sophia David, uma das autoras do estudo, disse à BBC que o maior problema é mesmo a transmissão nos centros de saúde, hospitais e outras instituições de tratamento. “No caso das bactérias resistentes aos carbapenem, os hospitais são os facilitadores principais da transmissão: mais de metade das amostras que continham o gene da resistência estavam relacionadas com outras amostras do mesmo hospital, o que sugere que as bactérias estão a espalhar-se de pessoa para pessoa dentro das instituições de saúde”.

Os códigos genéticos das bactérias que apresentavam este tipo de resistência também estão mais proximamente relacionados dentro do mesmo país do que entre diferentes países, o que sugere que ainda é possível controlar a multiplicação descontrolada de cada tipo de gene resistente. Mais controlo dos doentes quando chegam ao hospital, incluindo isolamento, cuidados quando se transferem doentes entre hospitais e monitorização electrónica das bactérias são alguns dos conselhos que os médicos que realizaram o estudo dão a quem gere uma unidade de cuidados de saúde.

Expresso.pt

#Las #infecciones nosocomiales por #‘Klebsiella pneumoniae’ dependen de su grado de #resistencia a antibióticos

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El Instituto de Salud Carlos III (ISCIII) ha liderado la parte española de un proyecto europeo multicéntrico que ha logrado nuevos datos en torno a la diseminación de la bacteria ‘Klebsiella Pneumoniae’, que se publica en ‘Nature Microbiology’

Jesús Oteo, director del Centro Nacional de Microbiología del Instituto de Salud Carlos III.

El proyecto europeo multicéntrico European Survey of Carbapenemase-Producing Enterobacteriaceae (EuSCAPE), ha estudiado el problema sanitario que supone la diseminación de Klebsiella pneumoniae. Esta bacteria causa numerosasinfecciones nosocomiales debido a su resistencia a los antibióticos carbapenémicos. Una de las conclusiones del trabajo es que la propensión de la bacteria a diseminarse en entornos hospitalarios se relaciona con el grado de resistencia a los antibióticos.

La investigación ha analizado información epidemiológica y secuencias genómicas de 1.717 cepas de Klebsiella pneumoniae, 944 resistentes y 773 sensibles a los carbapenémicos.

La investigación ha sido dirigida por científicos del Centre for Genomic Pathogen Surveillance, en Cambridge (Reino Unido), mientras que Jesús Oteo, coordinador español del trabajo, y Belén Aracil, del Centro Nacional de Microbiología(CNM) del Instituto de Salud Carlos III (ISCIII), están entre los firmantes del estudio.

En el estudio, que publica en Nature Microbiology, han participado 244 hospitales de 32 países europeos, 20 de ellos centros españoles de diferentes comunidades autónomas. El objetivo era mejorar el conocimiento de las vías de diseminación de bacterias con resistencia a múltiples antibióticos para adecuar las intervenciones de salud pública dirigidas a su control.

‘Klebsiella pneumoniae’, paradigma de la resistencia antibiótica

Según Oteo, las multirresistencias a antibióticos “limitan mucho las alternativas terapéuticas, con casos en los que incluso no hay opción de tratamiento antibiótico. K. Pneumoniae es un paradigma de este problema”. El estudio demuestra que la adquisición de carbapenemasas es la causa principal de la resistencia a estos antibióticos en Klebsiella pneumoniae y que su dispersión en Europa se debe principalmente a cuatro grupos clonales de esta especie. Los autores señalan que la propensión de Klebsiella pneumoniae a diseminarse en ambientes hospitalarios está directamente relacionada con el grado de resistencia y que los aislamientos productores de carbapenemasas muestran una mayor tasa de transmisión.

Los autores consideran que los casos de diseminación de Klebsiella pneumoniae resistente a múltiples antibióticos están definidos por la expansión de un pequeño número de clones de la bacteria productores de carbapenemasas (clones de alto riesgo), que se propagan principalmente por rutas de transmisión nosocomial en los hospitales y que el uso de antibióticos actúa como un factor modificador de la capacidad de transmisión de la bacteria. Además, los autores del trabajo recomiendan que las acciones de salud pública vayan encaminadas a una mayor vigilanciamediante análisis de genómica bacteriana, y que se centren en el estudio de la expansión de estos clones de alto riesgo en los primeros momentos de una incipiente epidemia.

Oteo recuerda que hay más estudios similares al que publica Nature Microbiology, pero que éste incluye la selección más grande hasta el momento de secuencias genómicas de Klebsiella pneumoniae, y de comparación con casos control, así como que el trabajo puede abrir nuevas puertas al manejo de las multirresistencias antibióticas La participación española en el proyecto ha aportado gran parte de las cepas resistentes estudiadas.

Conheça os sintomas do sarampo

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Conheça os sintomas do sarampo e fique atento (a). Caso apresente esses sinais, procure atendimento, com urgência, em uma unidade de saúde.
Não se permita ser mais um desses casos. Se você ou alguém de sua família têm entre 12 meses e 49 anos e nunca tomaram a vacina (ou não lembram se tomaram), procurem uma unidade de saúde. Não se esqueçam de levar a caderneta de vacinação para ser avaliada pelo profissional de saúde.

Saiba mais em saude.gov.br/sarampo

 

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#Nuevos regímenes terapéuticos podrían cambiar el abordaje del #VIH

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Un novedoso mecanismo de acción farmacológico, el empleo de terapias duales que puedan sustituir a los habituales regímenes de antirretrovirales y cambios en las pautas de administración que permitan espaciar el tratamiento son algunos avances que se indagan en el abordaje del VIH/sida.

Los estudios presentados en la X Conferencia de la IAS sobre Ciencia del VIH (IAS 2019), en Ciudad de México, destacan avances importantes en la terapia antirretroviral, incluidos regímenes nuevos y más eficientes, con potencial de impactar en el tratamiento.

Sobre la investigación en la terapia dual, dos trabajos presentados en México han demostrado la seguridad y la eficacia de dolutegravir más lamivudina, tanto en los pacientes que comienzan el tratamiento por primera vez, como en los que cambian después de haber sido suprimidops por virus en otro régimen. El primer análisis aportó datos de dos ensayos clínicos diseñados de forma idéntica con 1.400 pacientes (los estudios GEMINI 1 y 2, que coordina Pedro Cahn, del Departamento de Enfermedades Infecciosas de la Universidad de Buenos Aires, en Argentina). Estos ensayos randomizados, de fase III, compararon la seguridad y la eficacia de este tratamiento doble en pacientes naive frenet a aquellos que recibieron la combinación de tres fármacos: dolutegravir, tenofovir y emtricitabina.

Tras recoger datos a lo largo de 96 semanas, se constató que el régimen de dos medicamentos no es inferior al de tres fármacos durante este período de dos años.

El segundo estudio (TANGO) es otro trabajo randomizado en fase III que comparaba la seguridad y la eficacia del cambio de un tratamiento con dolutegravir, tenofovir y emtricitabina por la terapia basada en dolutegravir y lamivudina. En este análisis se incluyeron a 741 participantes, distribuidos aleatoriamente entre ambos regímenes. Aquí se vio que, tras de 24 semanas de terapia, el régimen de dos fármacos no era en cuanto a conseguir y mantener la supresión viral. Si bien el estudio continuará a lo largo de 148 semanas, este estudio inicial sugiere que el cambio a la terapia dual podría ser una opción para aquellos que siguen un tratamiento triple.

Un nuevo fármaco para el tratamiento y la PrEP

En la reunión de la IAS, también se han expuesto datos prometedores sobre MK-8591, el primer fármaco en una nueva clase de tratamientos conocidos como inhibidores de la translocación de transcriptasa de nucleósidos. Los datos aportados procedían de un ensayo en fase IIb sobre 121 pacientes a 48 semanas en el que se utilizó MK-8591 como parte de la terapia de primera línea.

Este nuevo fármaco también se ha estudiado como una posible fórmula de profilaxis preexposición (PrEP)implantable. El estudio, en fase I, evaluó el fármaco frente a placebo, arrojando datos aún preliminares pero prometedores en cuanto a tolerancia y seguridad, que invitan a evaluar al tratamiento preventivo durante al menos un año.

Estrategia de mantenimiento cada dos días

Buscando una reducción de la cantidad de pastillas que debe tomar una persona que vive con el VIH, otro estudio en fase III aleatorizado comparó el uso de regímenes de tres medicamentos tomados cuatro días por semana con el esquema diario.

El estudio se ha llevado a cabo en Francia, bajo la dirección de Pierre de Truchis, del Hospital Raymond Poincaré, y Roland Landman, de la Universidad Paris Diderot. Incluyó a más de 600 pacientes asignados al azar para los dos enfoques. Después de 48 semanas de tratamiento, se observó que el régimen de cuatro días por semana no era inferior al tratamiento diario, a la hora de mantener la supresión viral. Estos hallazgos ofrecen una evidencia adicional de que los nuevos antirretrovirales se pueden usar de forma innovadora.

– La OMS confirma la seguridad de dolutegravir

#Governo do Piauí confirma primeira morte por #Febre do Nilo Ocidental no país

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mosquito pousado na pele de uma pessoa

 

O terceiro caso de Febre do Nilo Ocidental já registrado e a primeira morte no país foram confirmados pela Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi). A paciente era uma mulher idosa que faleceu em 2017 após complicações da doença e outros problemas de saúde associados, mas somente agora o caso foi confirmado por exames laboratoriais.

A morte foi registrada na cidade de Piripiri, a 162 km ao norte de Teresina, capital do estado. Segundo Hérlon Guimarães, superintendente de atenção integral à saúde da Sesapi, a idosa possuía outras doenças associadas, por isso, o quadro apresentou complicações.

“Confirmamos o terceiro caso de Febre do Nilo Ocidental no estado. Essa pessoa que esteve doente em 2017 e que veio a óbito, não tinha só essa enfermidade, mas outras associadas, como a hipertensão, o que agravou o seu quadro”, disse Hérlon Guimarães.

O superintendente destacou que não há novos casos suspeitos da doença no estado registrados em 2018 ou 2019. Os outros dois casos já registrados da enfermidade no Brasil também aconteceram no Piauí, em 2014 e 2017, sem óbitos. Os pacientes que apresentaram a forma mais leve da doença eram de Aroeiras do Itaim e Picos, cidades distantes uma da outra 28 km, e 320 km ao sul de Teresina.

“O vírus circula no Piauí e em outros estados do Brasil, mas a Secretaria da Saúde está vigilante e atuando de acordo com o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde. Desde que o primeiro caso da doença foi identificado, o Piauí monitora os pontos onde os casos ocorreram, assim como todo o estado, ficando atento a qualquer situação que precise de atenção. Vale lembrar ainda que o combate ao mosquito, com o uso de telas de proteção entre outros métodos é uma das principais ferramentas para se prevenir de enfermidades transmitidas por eles”, esclareceu Hérlon Guimarães.

Em junho de 2018, a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (SESA) divulgou a confirmação da ocorrência de infecção em equídeo pelo vírus da Febre do Nilo Ocidental (FNO). O caso foi registrado em uma propriedade em São Mateus e a investigação foi motivada a partir da notificação de óbito em cavalos na região.

Sobre a doença

A Febre do Nilo Ocidental é uma doença febril aguda causada por um arbovírus do gênero Flavivírus. O vírus é transmitido, principalmente, pela picada de mosquitos do gênero Culex (pernilongo) e tem como reservatório aves silvestres.

A infecção pode ser assintomática ou com sintomas de diferentes graus de gravidade, que variam desde febre e dor muscular até encefalite grave. Manifestações neurológicas como encefalite, meningoencefalite e síndrome de Guillain-Barré, também podem ocorrer, o que lembra muito as arboviroses mais conhecidas, como dengue, zika e chikungunya.

O teste diagnóstico mais eficiente é a detecção de anticorpos IgM contra o vírus do Nilo Ocidental em soro. O tratamento é sintomático e não há antivirais específicos. Os casos mais graves necessitam de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Também não há vacina, mas estudos estão sendo desenvolvidos para a sua criação.

 

Referências: