Cardiologia

#Descoberto fator que conduz à insuficiência cardíaca

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Fonte de imagem: Fairmont Regiona

Uma equipa de investigadores descobriu um fator, até à data desconhecido, que conduz à miocardiopatia dilatada.

A miocardiopatia dilatada faz reduzir a capacidade de o coração bombear sangue porque a sua câmara principal, o ventrículo esquerdo, fica dilatado e enfraquecido. Esta doença perigosa contribui para 20% dos casos de insuficiência cardíaca.

Num estudo conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Gavin Oudit da Universidade de Alberta, Canadá, foi identificada uma molécula-chave conhecida como PI3K alfa que se pode unir à enzima gelsolina, silenciando-a. A enzima gelsolina em níveis excessivos pode destruir os filamentos que perfazem a estrutura das células cardíacas.

Os investigadores consideram que a molécula PI3K alfa é bastante promissora como um possível alvo de tratamento, através da medicina personalizada e de precisão, em doentes com miocardiopatia dilatada.

A equipa investigou a doença a nível molecular, tanto em animais como em corações humanos, e descobriu que a via que conduz à miocardiopatia dilatada é comum a todas as espécies.

Gavin Oudit explicou que a doença é causada por stress biomecânico, o qual ativa a enzima gelsolina. “Precisamos de alguma gelsolina, mas quando fica descontrolada destrói coisas. A molécula corrói os filamentos e pode desenvolver-se uma insuficiência cardíaca mesmo má”, disse o investigador principal do estudo.

“Mas nós também demonstrámos que, quando se silencia esta molécula, preserva-se a função cardíaca. Fica intacta”.

Não existem atualmente tratamentos específicos para os doentes com insuficiência cardíaca. São usados os mesmos medicamentos para todos os pacientes. Gavin Oudit está confiante que, ao perceber-se melhor aqueles doentes, será possível desenvolver tratamentos específicos para cada um.

BancodaSaúde
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#Estatinas diminuem mortalidade em pacientes com doença reumática?

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estatinas

Estatinas diminuem mortalidade em pacientes com doença reumática?

As doenças reumáticas autoimunes são doenças que, em sua maioria, causam inflamação nas articulações e diminuem a qualidade de vida do paciente. Os tipos mais comuns são esclerodermia, síndrome de Sjögren, miosite, artrite reumatoide, lúpus sistêmico erimatoso, doença de Behçet e fibromialgia. Se não tratadas, podem desencadear em outros problemas futuros. As doenças reumáticas autoimunes estão associadas, inclusive, a um maior risco para o desenvolvimento de eventos cardiovasculares, geralmente potencializados por contantes inflamações e uso de corticoides.

Estatinas como prevenção de eventos cardiovasculares

Uma pesquisa realizada recentemente averiguou os efeitos das estatinas na profilaxia de eventos cardiovasculares causados por essas doenças. O estudo de coorte reuniu registros de um banco de dados britânico, coletados de um centro reumatológico entre 2000 e 2014, e os resultados foram publicados em dezembro de 2018 no The Journal of Reumatology. Os pesquisadores compararam os escores dos participantes medicados com estatinas com os que não receberam o fármaco.

Participaram da pesquisa 4610 pacientes diagnosticados com alguma doença reumática autoimune. Estes foram designados aleatoriamente em dois grupos, o primeiro grupo (n=2305) foi medicado com estatinas e o segundo grupo não iniciou tratamento com o medicamento. O tempo de follow up foi de cinco anos e os desfechos primários observados foram mortalidade.

Mortalidade

Ao final da pesquisa, houve 298 mortes entre os indivíduos medicados com estatinas, já no grupo dos participantes que não receberam profilaxia com o fármaco ocorreram 338 óbitos. A taxa de mortalidade foi de 25,4/100 pessoas por ano vs 30,3/1000 pessoas por ano.

Resultados

Os pesquisadores constataram que o uso de estatinas foi associado a um menor risco de eventos cardiovasculares e mortalidade por todas as causas em pacientes com doenças reumatológicas autoimunes. (HR 0,84, IC 95% [0,72–0,98]).

PEBMED

Referências:

#Insuficiência cardíaca em idosos: beber em moderação poderá não ser nocivo

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Fonte de imagem: Bupa Blue Room

O consumo moderado de bebidas alcoólicas poderá não ser prejudicial em pessoas com mais de 65 anos e insuficiência cardíaca, anunciou um novo estudo.

Conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, EUA, o estudo não detetou que o álcool em moderação agravasse a insuficiência cardíaca naquela faixa etária, mas não sugere que quem não consome álcool comece a consumi-lo.

Para o estudo, David Brown e colegas analisaram dados de um outro estudo conduzido entre 1989 e 1993 que incluía 5.888 participantes com uma média de idades de 79 anos. Os participantes foram seguidos durante nove anos, ao longo dos quais 393 desenvolveram insuficiência cardíaca.

Os participantes foram divididos em quatro grupos, segundo o seu consumo de bebidas alcoólicas: pessoas que nunca tinham consumido álcool; pessoas que tinham consumido no passado e tinham parado; pessoas que consumiam sete unidades ou menos semanalmente; e finalmente, pessoas que consumiam oito ou mais unidades por semana.

Para efeitos da análise, os investigadores estipularam que uma unidade de álcool correspondia a uma cerveja de 350 ml, a um copo de 150 ml de vinho e a um shot de 44 ml de bebidas brancas.

Os investigadores consideraram variáveis importantes para a sua análise como a idade, sexo, hábitos de fumar, habilitações académicas e outros.

Os resultados revelaram uma associação entre o consumo semanal de sete ou menos unidades de bebidas alcoólicas e uma maior sobrevida, em relação a quem não consumia álcool há muito tempo.

A sobrevida adicional foi de 383 dias e variou entre 17 e 748 dias. Os maiores benefícios foram observados com o consumo de 10 unidades de álcool semanais. No entanto, como muito poucos pacientes se situavam nesta categoria, os dados eram insuficientes para chegar a conclusões.

Assim, este estudo sugere que os pacientes idosos que tenham recebido um diagnóstico de insuficiência cardíaca poderão continuar a consumir bebidas alcoólicas em moderação.

 

BS

#Increased risk of #arterial thromboembolic events before #cancer diagnosis

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    •  Noticias Médicas Univadis

A new study has found that the risk of arterial thromboembolism increases significantly in the year before cancer diagnosis.

Researchers used a US population-based Surveillance Epidemiology and End Results-Medicare linked dataset to retrospectively examine the risk of myocardial infarction (MI) and stroke in people aged at least 67 years who were newly diagnosed with breast, lung, prostate, colorectal, bladder, uterine, pancreatic and gastric cancers and non-Hodgkin lymphoma, from 1 January 2005 to 31 December 2013 and matched controls.

They found the risk of MI and ischaemic stroke is increased approximately 69 per cent in the year before cancer diagnosis. The risk of arterial thromboembolic events begins to increase 150 days before the date of cancer diagnosis in older persons and peaks in the 30 days prior to diagnosis. The risk was highest with lung and colorectal cancers.

Presenting the findings in Blood, the authors recommend that patients with acute MI and ischaemic stroke be up-to-date with appropriate cancer screening, and that clinicians have a low threshold to investigate any symptoms or signs consistent with occult cancer, such as unexplained anaemia or weight loss.

#Cholesterol Levels Spike After Christmas

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After indulging in big, rich, holiday meals, cholesterol levels go through the roof, Danish researchers report.

After Christmas, cholesterol levels jumped 20 percent from summer levels among the 25,000 people studied.

Your risk of having high cholesterol becomes six times higher after the Christmas break, the scientists said.

“Our study shows strong indications that cholesterol levels are influenced by the fatty food we consume when celebrating Christmas,” said study co-author Dr. Anne Langsted, from the department of clinical biochemistry at Copenhagen University Hospital and the University of Copenhagen. “The fact that so many people have high cholesterol readings straight after the Christmas holiday is very surprising.”

Nine out of 10 people who took part in the Copenhagen General Population Study had higher cholesterol after Christmas, the study found.

People who already have high cholesterol should pay even closer attention to their levels during the holidays, researchers said.

High levels of cholesterol have been linked to an increased risk for heart attack and stroke.

People who have high cholesterol levels right after Christmas might want to have a repeat test later in the year, said co-author Dr. Signe Vedel-Krogh, also a researcher from the University of Copenhagen.

“In any event, there is a greater risk of finding that you have elevated cholesterol if you go to the doctor and have your cholesterol tested straight after Christmas. It is important to be aware of this, both for doctors who treat high cholesterol and those wishing to keep their cholesterol levels down,” Vedel-Krogh said in a university news release.

The report was published Dec. 28, 2018, in the journal Atherosclerosis.

#O lado positivo da #enxaqueca: menor risco para #diabetes?

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 Um estudo com mais de 74.000 mulheres francesas trouxe um achado inesperado: pessoas com sofrem com enxaqueca apresentam um risco significativamente menor de diabetes tipo 2.

O achado se baseia em pesquisas enviadas para milhares de mulheres nascidas entre 1925 e 1950. O estudo observou que, depois de ajustar para peso corporal e outros fatores de saúde, mulheres que disseram ter enxaquecas corriam um risco 30% menor de ter diabetes tipo 2, o principal tipo de doença de açúcar do sangue.

O achado é surpreendente, pois a enxaqueca tem “sido associada à resistência à insulina”, a doença metabólica que existe subjacente ao diabetes tipo 2, disse a equipe liderada por Guy Fagherazzi do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Clínica em Villejuif, França.

Os achados da equipe foram publicados on‑line em 17 de dezembro no periódico JAMA Neurology.

De acordo com os pesquisadores, até 18% das pessoas sofrem com enxaqueca, e mulheres na pré‑menopausa são as que apresentam maior tendência a ter cefaleias graves.

O novo estudo observou que a incidência de enxaqueca pareceu declinar nos anos que antecedem o surgimento do diabetes tipo 2 e, após o diagnóstico, a incidência “atinge um platô” em apenas 11%.

Mas como podem estas duas doenças estar conectadas? Dois especialistas dos EUA não tinham certeza.

Dr. Noah Rosen dirige o Centro de Dor de Cabeça da Northwell Health (Northwell Health Headache Center) em Great Neck, N.Y. Ele salientou que o estudo tem natureza retrospectiva e, portanto, não é capaz de mostrar se uma doença realmente ajuda a causar ou proteger contra a outra.

O estudo considerou o peso corporal como um fator em potencial, mas Rosen se perguntou se hábitos alimentares poderiam ter um papel.

Ele comentou que “pessoas com enxaqueca têm, frequentemente, uma relação interessante com os alimentos; alguns consideram que certos alimentos desencadeiam a enxaqueca, muitos pulam refeições ou apresentam desidratação”, e isso poderia ajudar a diminuir o risco de diabetes.

“São necessários mais trabalhos nesta área”, disse Rosen.

Dr. Gerald Bernstein é um coordenador de programa no Instituto Friedman de Diabetes no Hospital de Lenox Hill na cidade de Nova York. Ele concorda que, a despeito dos achados franceses, “não existe, atualmente, uma clara associação fisiológica que tenha sido identificada” ligando as duas doenças.

“Certamente, o estresse de uma enxaqueca poderia causar a elevação do açúcar no sangue em pessoas com diabetes, mas é basicamente só isso”, disse Bernstein.

Dras. Amy Gelfand e Elizabeth Loder, da Universidade da Califórnia, em São Francisco, e da Escola de Medicina de Harvard, respectivamente, redigiram um editorial de acompanhamento do periódico. Elas salientaram que a relação entre diabetes e enxaqueca já havia sido observada por médicos.

As duas especialistas em enxaquecas escreveram que “profissionais que trabalham com cefaleias têm discutido como é raro ter pacientes com diabetes tipo 2 na clínica de cefaleia”.

Gelfand e Loder teorizaram que o açúcar elevado no sangue, que acompanha o diabetes, poderia amortecer a produção de uma proteína cerebral específica há muito tempo associada a enxaquecas, mas esta ligação ainda não foi comprovada.

#Alerta hipertensão. Coma esta fruta e liberte-se da pressão alta

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Fonte de imagem: Wikipedia

Os casos de pressão alta estão a aumentar exponencialmente em todo o mundo. De forma a prevenir o aparecimento de sintomas e a reduzir o risco de hipertensão naturalmente, coma diariamente esta fruta tropical.

 

A hipertensão provoca inúmeros sintomas, incluindo visão turva e dores de cabeça, afetando um em cada quatro portugueses.

O fenómeno é extremamente preocupante, sobretudo porque aumenta a probabilidade dos pacientes experienciarem ataques cardíacos ou enfartes.

De modo a diminuir o risco, é aconselhável que siga um regime alimentar saudável e equilibrado.

O que deve comer para reduzir a pressão alta?

O Sistema Nacional de Saúde britânico (NHS) recomenda o consumo de uma dieta saudável.

Referindo: “Reduza substancialmente a quantidade de sal que coloca nos cozinhados e coma muita fruta e vegetais”.

Apesar de seguir essas recomendações ser por vezes suficiente para diminuir a tensão arterial naturalmente, existem certos alimentos que são considerados mais benéficos do que outros.

Em declarações ao The Guardian, o médico David Williams revelou recentemente que recomenda aos seus pacientes o consumo específico de uma fruta.

O clínico acredita que comer goiaba diariamente pode reduzir a pressão alta até cerca de 8mmHg.

“Se sofre de hipertensão, a dieta é um das principais maneiras de reduzir esses índices sem o recurso à toma de medicação”.

“Em combinação com certas alterações no estilo de vida e na nutrição, alterar a dieta pode não só reduzir os níveis da tensão, mas contribuir ainda para melhorar a saúde cardiovascular no geral”.

Goiaba

A dita fruta apresenta um baixo teor de sódio e alto teor de potássio, ajudando a controlar a pressão arterial.