Cardiologia

#La #cafeína no suprime el #apetito ni ayuda a #perder peso (J Acad Nutr Diet)

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  • Noticias Médicas

Un nuevo estudio publicado en el Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics muestra que, aunque beber una pequeña cantidad de cafeína en el desayuno ayuda a reducir la ingesta de alimentos en la primera comida del día, su efecto es limitado y transitorio, por lo que los autores no respaldan su uso como supresor del apetito o como ayuda para perder peso.

Los autores encontraron que después de beber una pequeña cantidad de cafeína, los participantes consumieron un 10% menos en un desayuno buffet proporcionado por los investigadores, pero este efecto no persistió durante todo el día y no tuvo impacto en las percepciones de los participantes sobre sus apetitos. Así, consideran que la cafeína no es efectiva como un supresor del apetito ni ayuda para bajar de peso.

“La cafeína se añade con frecuencia a los suplementos dietéticos con afirmaciones de que suprime el apetito y facilita la pérdida de peso. Investigaciones anteriores especularon que la cafeína acelera el metabolismo o afecta las sustancias químicas cerebrales que suprimen el apetito y la evidencia epidemiológica sugiere que los consumidores de cafeína regulares tienen una masa corporal inferior -explica la investigadora principal, Leah M. Panek-Shirley, del Departamento de Ejercicio y Ciencias de la Nutrición de la Universidad de Buffalo, Estados Unidos-. El objetivo de nuestro estudio fue determinar si la cafeína puede estar relacionada con una ingesta reducida de alimentos o un apetito reprimido, y si los resultados varían según el IMC”.

“Este estudio, por su riguroso diseño, refuerza la importancia de los buenos hábitos alimentarios y no depende de ayudas para la pérdida de peso o prácticas no saludables”, explican los autores.

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#Visão geral de #atividade física

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Por Brian D. JohnstonDirector of Education, International Association of Resistance Training; Director of Education, Prescribed Exercise Clinics

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A atividade física estimula a troca de tecidos e adaptação (p. ex., aumento da força e massa muscular, resistência cardiovascular), ao passo que repouso e recuperação permitem que tais trocas e adaptação aconteçam. A recuperação do exercício é tão importante quanto seu estímulo. Atividade física regular reduz a probalidade de doenças clínicas, diminui a incidência das principais causas de morte e melhora o estado de saúde geral e a qualidade de vida dos pacientes em relação à maioria das condições médicas. O aumento da força e da massa muscular e, consequentemente, da resistência cardiovascular aumenta o estado funcional para esportes e atividades da vida diária e protege de lesões. Certos exercícios também são frequentemente prescritos para reabilitar pacientes após infarto do miocárdio (IM), grande cirurgia e lesões musculoesqueléticas. Esquemas de exercícios no pré-operatório são prescritos antes de muitos procedimentos eletivos para melhorar a recuperação no pós-operatório. Independentemente da indicação, as recomendações para atividade física devem ser baseadas em dois princípios:

  • Os objetivos das atividades devem ser específicos ao paciente, considerando motivação, necessidades, aptidão física e psicológica, a fim de maximizar a probabilidade da participação do paciente e o resultado esperado

  • A atividade deve ser prescrita na medida certa para atingir o efeito esperado. Um estímulo de exercício deve ser suficiente para que o corpo se adapte a um maior estado de função, mas não tão grande que cause lesão ou não adesão. Mais atividade nem sempre é melhor; a falta e o exagero podem impedir que se alcancem os resultados esperados.

A prescrição para o exercício deve especificar intensidade (nível de esforço), volume (quantidade de atividade em uma sessão), frequência (número de sessões de exercício) e carga progressiva (quantidade de aumento em um ou mais desses elementos no decorrer do tempo ou a carga atual). O equilíbrio desses elementos depende de tolerância individual e de princípios fisiológicos (i. e., à medida que a intensidade aumenta, volume e frequência podem precisar diminuir, ao passo que, quando o volume aumenta, a intensidade pode precisar diminuir). Intensidade, volume e frequência podem ser aumentados concorrentemente, mas os aumentos são limitados porque a tolerância humana ao esforço é finita. O objetivo é descobrir a quantidade apropriada de exercício para benefício máximo no contexto dos objetivos do paciente. Recomendações genéricas tradicionais e fixas (p. ex., 3 séries de 10 a 12 repetições, correr 30 min 3 vezes/semana) podem não ser ideais porque não abordam as capacidades ou necessidades específicas do paciente (i. e., pessoas não condicionadas precisam de um programa diferente daquelas capazes de treinar em níveis de intensidade mais altos).

Conquistar adesão a longo prazo é importante e desafiador. As pessoas diferem enormemente quanto à sua motivação e capacidade de sustentar o que consideram uma atividade árdua. Para melhorar a adesão, os programas de treinamento começam em níveis de intensidade baixos e, gradualmente, aumentam até o nível desejado. Algumas pessoas precisam ser supervisionadas individualmente (p. ex., por um personal trainer); outras se beneficiam com atividades em grupo (p. ex., um exercício em sala, uma corrida de bicicleta em grupo); outras preferem se dedicar a exercícios individuais de longa duração. Para pessoas que mantêm a motivação a longo prazo, as prescrições dos exercícios devem levar em consideração suas necessidades e preferências.

Programas de exercício devem abranger múltiplas dimensões de forma física, a saber:

  • Alongamento e flexibilidade

  • Capacidade aeróbica (resistência cardiovascular)

  • Força (incluindo resistência e compleição muscular)

  • Equilíbrio

Alongamento e flexibilidade

A flexibilidade é importante para o desempenho confortável e seguro das atividades físicas. O alongamento pode ser benéfico para treinar força, melhorar a amplitude de movimentos e ajudar a relaxar os músculos. Esses exercícios podem ser desempenhados antes ou depois de outras formas de treinamento ou como uma atividade física em si, como ocorre nas sessões de ioga ou pilates. Embora o alongamento antes do exercício aumente a preparação mental, não há evidência de que ele diminua o risco de lesão. No entanto, não há necessidade de se desencorajar a pré-atividade de alongamento caso o paciente goste disso. O aquecimento geral (p. ex., com estimulação de baixa intensidade do exercício a ser desempenhado, correr no local, exercícios calistênicos ou outras atividades leves que aumentem a temperatura central) parece ser mais eficaz que o alongamento para facilitar a segurança do exercício. Alongamento após exercício pode ser preferido, pois os tecidos alongam com mais eficácia quando aquecidos.

Certos exercícios de flexibilidade envolvem alongamento lento e constante de grupos musculares sem tremer ou falhar. Para melhorar a flexibilidade, o alongamento deve ser realizado por pelo menos 20 segundos e não mais de 60 segundos. Cada alongamento é repetido 2 a 3 vezes, cada vez mantido por mais tempo. Pode-se esperar um leve desconforto, mas dores fortes devem ser evitadas, pois a dor pode ser um sinal de pequenas rupturas teciduais não intencionais. Para muitos músculos, a flexibilidade aumenta suficientemente com um treinamento de força apropriadamente desenvolvido porque os músculos se alongam e atuam com total amplitude de movimentos.

Exercícios aeróbicos

O exercício aeróbico é uma atividade física rítmica e contínua. O esforço ocorre a um nível que pode ser tolerado pelo metabolismo aeróbico (embora breves períodos de esforço mais intenso, que desencadeiam o metabolismo anaeróbico, possam ser intercalados), continuamente, por pelo menos 5 minutos, como ponto de partida, e pode lentamente ser aumentado com o passar do tempo. O condicionamento aeróbico aumenta o consumo máximo de O2 e o débito cardíaco (principalmente um aumento no volume cardíaco), diminui a frequência dos batimentos cardíacos e reduz a mortalidade relacionada a problemas cardíacos e a todas as outras causas; no entanto, muita atividade causa desgaste excessivo do corpo e aumenta a oxidação celular. Exemplos de exercício aeróbico incluem corrida, caminhada rápida, natação, andar de bicicleta, remo, caiaque, andar de skate, esqui e uso de equipamentos de exercício aeróbico (p. ex., esteira, step ou equipamentos elípticos).

O metabolismo aeróbico começa 2 minutos após o início da atividade; porém, maior esforço sustentado é necessário para alcançar benefícios saudáveis. A recomendação normal consiste em  30 minutos de exercício ao dia, pelo menos 3 vezes por semana, com um período de 5 min de aquecimento e 5 min para desaquecimento; porém, essa recomendação baseia-se mais em conveniência do que em evidência. Condicionamento aeróbico máximo pode ocorrer com tão pouco tempo quanto 10 a 15 minutos de atividade por sessão, 2 a 3 vezes por semana, com a implementação de um ciclo de intervalo. No ciclo de intervalo, a pessoa alterna períodos curtos de atividade moderada com esforço máximo; Em um programa, cerca de 90 segundos de atividade moderada (60 a 80% de frequência cardíaca máxima [FCmax]) são alternados com cerca de 20 a 30 segundos de atividade intensa (85 a 95% da frequência máxima ou o máximo de esforço que a pessoa consiga fazer nesse período). Esse programa é mais extenuante para articulações e tecidos e deve ser implementado esporadicamente ou de forma alternada com métodos de exercícios mais convencionais de intensidade baixa a moderada.

Máquinas de treinamento de resistência ou pesos livres podem ser usados para exercício aeróbico, contanto que um número suficiente de repetições seja feito, que o repouso entre as repetições seja mínimo (0 a 60s) e a intensidade do esforço seja relativamente alta. Em circuitos de treinamento, os grandes músculos (pernas, quadris, costas e tórax) são trabalhados seguidos dos músculos menores (ombros, braços, abdome e pescoço). O sistema cardiovascular se beneficia mais com circuitos de treinamento de apenas 15 a 20 minutos que com corrida ou uso de equipamentos de exercícios aeróbicos pelo mesmo tempo, pois o trabalho corporal é mais intenso e a frequência cardíaca aumenta mais como resultado. O treinamento combinado de exercícios aeróbicos com atividades de resistência aumenta a resistência muscular de todos os músculos envolvidos (i. e., não só o coração).

O volume do exercício aeróbico é graduado simplesmente pela duração. A intensidade é guiada pela frequência cardíaca. A frequência cardíaca-alvo para intensidade apropriada é de 60 a 85% da FCmáxima da pessoa (frequência cardíaca no pico de consumo de O2 [VO2pico] ou outra taxa acima da qual o metabolismo aeróbico não possa mais ser sustentado, pois há falta de O2 e o metabolismo anaeróbico se inicia). A FCmax pode ser diretamente medida ou calculada como

equation

Alternativamente, a fórmula de Karvonen pode ser usada para calcular a frequência cardíaca-alvo:

equation

Essas fórmulas baseiam-se na população geral e podem não fornecer objetivos precisos para pessoas nos extremos da atividade física (i. e., atletas altamente treinados ou pacientes não condicionados fisicamente). Para essas pessoas, avaliação metabólica ou VO2 pode proporcionar informações mais precisas.

A idade cronológica deve ser distinguida da idade biológica. Pacientes de qualquer idade que estão menos acostumados a exercícios aeróbicos (menos condicionados) atingem frequência cardíaca-alvo mais rápido e com menos esforço, necessitando de períodos de exercícios mais breves, pelo menos inicialmente. Pacientes obesos podem estar descondicionados e precisam mover um grande peso corporal, de modo que a frequência cardíaca aumenta muito mais rápido e a um nível mais elevado com atividade menos vigorosa que pessoas mais magras. Pacientes com distúrbios clínicos ou que estão tomando determinados medicamentos (p. ex., β-bloqueadores) podem apresentar uma relação modificada entre idade e frequência cardíaca. Um bom ponto de partida para esses pacientes pode ser 50 a 60% da frequência cardíaca alvo com base na idade. Esses alvos podem ser aumentados com base na tolerância e no progresso do paciente.

Treinamento de força

O treinamento de força (resistência) envolve contração da força muscular total contra uma carga – normalmente fornecida por pesos e equipamentos livres ou, às vezes, peso corporal (p. ex., exercícios de flexão, exercícios abdominais, exercícios na barra). Esse treinamento aumenta a força, a resistência e a compleição muscular. O treinamento de força também aumenta a capacidade funcional e, dependendo do ritmo do programa, o desempenho aeróbico. A resistência e a flexibilidade cardiovascular aumentam concorrentemente.

volume é normalmente categorizado em termos de quantidade de peso levantado e números de séries e repetições. No entanto, um parâmetro igualmente importante consiste no tempo de tensão, a duração total de elevação e abaixamento do peso em uma série. Para atingir condicionamento moderado (desenvolvimento de massa e força muscular), o tempo de tensão apropriado deve ser de cerca de 60 segundos. Um tempo de tensão de 90 a 120 segundos é apropriado para reabilitação de lesões e aumento da resistência muscular. Quando o objetivo é aumentar a força, o tempo de tensão é mais importante que o número de repetições, pois o número de repetições pode variar com o tempo de tensão em virtude de diferenças de técnicas e da duração da série. Quando o paciente consegue atingir pelo menos o tempo de tensão de 60 segundos com uma boa técnica, a resistência (peso) pode ser aumentada para que o tempo de tensão de pelo menos 60 segundos seja tolerável no próximo nível de peso. O número de séries é determinado pela intensidade do treinamento; treinamento mais intenso requer menos séries.

intensidade é geralmente uma medida subjetiva de esforço percebido e o quão perto uma pessoa chega da fadiga muscular em determinada série (ou exaustão no trabalho corporal). Pode ser caracterizada objetivamente pela quantidade de peso elevada, expressada como a porcentagem máxima da pessoa para uma repetição (1 RM) de exercício dado; por exemplo, para uma pessoa que consegue levantar 100 kg de uma vez, 75 kg é 75% RM. Uma diretriz geral é exercitar-se com uma carga de 70 a 85% RM. Cargas mais pesadas aumentam o risco de lesão e só são apropriadas para atletas de competições. Geralmente, levantar de 30 a 40% RM fornece um ganho mínimo de força, embora o condicionamento aeróbico e a resistência muscular possam ocorrer com tempo de tensão e esforço suficientes. Durante o treinamento de força, o estímulo para mudança do tecido depende, principalmente, da qualidade e do esforço do treinamento. Por exemplo, uma pessoa que levanta 85% RM de uma só vez (em que 6 repetições poderiam ser feitas com esforço máximo) teria menos estímulo para mudança do tecido que se levantasse 75 a 80% RM várias vezes (com fadiga muscular ou quase).

A intensidade é limitada pela motivação e tolerância. Para muitos pacientes em fase de reabilitação, o desconforto, a dor e a inexperiência com o exercício resultam em menos esforço que o possível ou tolerado. Consequentemente, mais séries são necessárias para atingir os benefícios desejados. As pessoas devem variar a intensidade do trabalho corporal regularmente para promover um intervalo físico e mental. Os exercícios devem ser feitos no nível de intensidade mais alto durante não mais de metade das séries. As pessoas devem incorporar intervalos de treinamentos de alta intensidade (p. ex., 1 semana a cada 3 meses, talvez coincidentes com feriados ou férias) para permitir recuperação suficiente. Treinamento de alta intensidade contínuo é contraproducente, até mesmo para atletas treinados. Sintomas como fadiga ou peso muscular quando não estiver fazendo exercício, falta de motivação para o exercício, execução de exercícios reduzida, dores nos tendões e articulações e aumento de frequência cardíaca em descanso sugerem que o exercício foi muito intenso; ele deve ser evitado por 10 a 15 dias.

Técnica corporal apropriada é importante para segurança pessoal e treinamento de força eficaz. As pessoas devem esforçar-se por técnicas suaves e evitar puxões e levantamento de pesos, que podem causar pequenas rupturas nos tecidos motivadas pela força súbita. É igualmente importante incentivar a respiração controlada, que evita tonturas (e, em casos extremos, desmaios) que podem ocorrer com a manobra de Valsalva. Os pacientes devem expirar enquanto levantam o peso e inspirar quando o abaixam. Se o movimento for lento, como para abaixar um peso por  5 segundos, os pacientes podem precisar inspirar e expirar mais de uma vez, porém a respiração deve ser coordenada de forma que a respiração final seja feita exatamente antes da fase de elevação e liberada durante o abaixamento. A pressão arterial (PA) aumenta durante o treinamento de resistência e tende a ser mais alta quando a pressão é excessiva (comum com o exercício leg press enquanto trabalha os grandes músculos inferiores e segura nos apoios de mão com muita força). No entanto, a PA retorna ao normal rapidamente após exercício; o aumento é mínimo quando a técnica de respiração está correta, não importando a dificuldade com que a pessoa se exercita.

Treinamento de equilíbrio

O treinamento de equilíbrio envolve desafiar o centro de gravidade do indivíduo pela prática de exercícios em ambientes instáveis, como ficar em pé em uma perna só ou usar tábuas de equilíbrio ou oscilantes. O treinamento de força básico melhora o equilíbrio porque aumenta a compleição e a força muscular ao redor das articulações, melhorando o equilíbrio (estabilidade) indiretamente. Embora o treinamento de equilíbrio especializado possa ajudar algumas pessoas com deficiências de propriocepção, ele é frequentemente utilizado para prevenir quedas em pessoas idosas ( Exercícios para idosos).

Hidratação

A hidratação correta é importante, especialmente quando o exercício é prolongado ou praticado em ambiente quente. As pessoas devem estar bem hidratadas antes da atividade, beber líquidos regularmente durante exercício prolongado e repor qualquer déficit que permaneça após a atividade. Durante o exercício, beber cerca de 120 a 240 ml (0,5 a 1 copo) a cada 15 a 20min é razoável, dependendo do calor e do nível de exercício. No entanto, hidratação em excesso pode causar hiponatremia e consequentes convulsões, devendo ser evitada.

Pérolas E Armadilhas

  • Evitar hidratação excessiva durante a atividade física porque pode causar hiponatremia intensa o suficiente para provocar convulsões.

O déficit de líquidos após esforço é calculado comparando-se o peso corporal antes e depois do exercício. O déficit de líquidos é reposto na proporção de 1:1 (i. e., 1 l para cada 1 kg perdido). Na maioria dos casos, água pura é aceitável. Isotônicos contendo eletrólitos podem ser preferidos. No entanto, fluidos contendo > 8% de carboidratos (8 g/100 ml ou 20 g em 250 mL) causam diminuição do esvaziamento gástrico, acompanhada por taxa de absorção mais lenta de fluido. Normalmente, é melhor misturar água pura com isotônicos na proporção de 50:50, a fim de permitir absorção mais rápida de glicose e eletrólitos. Pacientes com achados sugerindo doença cardíaca ( Doenças por calor) ou desidratação necessitam de reposição imediata de eletrólitos VO ou IV.

#Cenar pronto reduce el riesgo de #cáncer de mama y próstata

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Cenar a una hora temprana o esperar al menos dos horas para ir a la cama se asocia con un menor riesgo de cáncer de mama y de próstata, según un estudio del ISGlobal, que se publica en ‘International Journal of Cancer’.

Los resultado del estudio subrayan la importancia de tener en cuenta el ritmo circadiano en los estudios sobre dieta y cáncer.

Las personas que cenan antes de las 9 de la noche o esperan al menos dos horas antes de acostarse tienen cerca de un 20 por ciento menos de riesgo de estos tipos de cáncer que las que hacen la comida nocturna después de las 10 p.m. o las que se acuestan inmediatamente después de cenar, respectivamente.

Estas son las principales conclusiones de una investigación del Instituto de Salud Global de Barcelona (ISGlobal), centro impulsado por la Fundación Bancaria La Caixa, que ha analizado la relación de los horarios de las comidas y del sueño con el riesgo de cáncer.

La hora de la comida importa

Hasta ahora, los estudios sobre alimentación y cáncer se habían concentrado en los patrones de la dieta, analizando el tipo de alimentos consumidos o la cantidad de alimentos y obesidad. Sin embargo no se había prestado atención a factores como las horas de ingesta y las actividades que se llevan a cabo antes y después. La evidencia reciente en estudios experimentales indica que el momento de comer es importante y muestra que hacerlo en horas tardías afecta a la salud.

Si los resultados se confirman los consejos sobre hábitos de vida saludable contra el cáncer  podrían incluir los horarios de las comidas

El objetivo del estudio, publicado en la revista International Journal of Cancer, fue evaluar si los horarios de comidas y de sueño pueden estar relacionados con el riesgo de padecer cánceres de mama y de próstata -dos de los tumores más comunes a nivel mundial y que más se relacionan con el trabajo nocturno y la disrupción circadiana-. Para ello, se tuvieron en cuenta los hábitos de vida y el cronotipo de cada persona, un atributo individual relacionado con la preferencia por las actividades diurnas o nocturnas.

En el marco del proyecto MCC-Spain, cofinanciado por el Consorcio de Investigación Biomédica en Red de Epidemiología y Salud Pública (Ciberesp), se evaluaron datos de 621 casos de cáncer de próstata y 1.205 de mama y de 872 hombres y 1.321 mujeres seleccionados al azar en centros de salud de atención primaria de toda España. El análisis se realizó a partir de los datos recogidos en entrevistas sobre los horarios de comida, sueño y cronotipo y un cuestionario sobre hábitos de alimentación y cumplimiento de las recomendaciones de prevención del cáncer.

Prestar atención al ritmo circadiano

“Nuestro estudio concluye que seguir patrones diurnos de alimentación se asocia con menos riesgo de cáncer”, ha explicado Manolis Kogevinas, investigador de ISGlobal y primer autor de la publicación. Para Kogevinas, estos resultados “subrayan la importancia de tener en cuenta el ritmo circadiano en los estudios sobre dieta y cáncer”.

Los estudios apuntan a que el horario de las ingestas tiene implicaciones en el metabolismo de los alimentos y en la salud

Dora Romaguera, investigadora de ISGlobal y última autora del trabajo, considera que “es necesario realizar más estudios para conocer el porqué de estos resultados, pero todo apunta que la hora de ir a dormir afecta a nuestra capacidad de metabolizar la comida”.

La evidencia científica actual en animales muestra que el horario de las ingestas de alimentos tiene “implicaciones profundas en el metabolismo de los alimentos y en la salud”, ha dicho Romaguera.

#Syndromes coronariens aigus

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Syndromes coronariens aigus(Crise cardiaque ; infarctus du myocarde ; angor instable)

Par Jonathan G. Howlett, MD, Clinical Professor of Medicine, University of Calgary; President, Canadian Heart Failure Society

 

Les syndromes coronariens aigus résultent de l’obstruction soudaine d’une artère coronaire. Cette obstruction provoque un angor instable ou une crise cardiaque (infarctus du myocarde), selon l’emplacement et l’étendue de l’obstruction.

  • Les personnes souffrant d’un syndrome coronarien aigu ressentent généralement une pression ou une douleur thoracique, un essoufflement, et une fatigue.

  • Les personnes qui pensent être victimes d’un syndrome coronarien aigu doivent appeler les urgences et mâcher un comprimé d’aspirine.

  • Les médecins effectuent une électrocardiographie et mesurent des substances dans le sang pour déterminer si une personne est en train de subir un syndrome coronarien aigu.

  • Le traitement varie selon le type de syndrome mais comprend généralement des tentatives d’augmentation du flux sanguin vers les parties du cœur qui sont touchées.

Aux États-Unis, plus de 900 000 personnes ont un infarctus du myocarde ou une mort subite cardiaque chaque année. Et des syndromes coronaires aigues provoquent environ 400 000 décès chaque année Elles présentent presque toutes une maladie des artères coronaires sous-jacente et environ deux tiers d’entre elles sont des hommes.

Causes

Le muscle cardiaque a besoin d’un apport constant en sang riche en oxygène. Les artères coronaires, qui bifurquent au niveau de l’aorte à sa sortie du cœur, fournissent ce sang. Un syndrome coronarien aigu survient lorsque l’obstruction soudaine d’une coronaire réduit considérablement ou interrompt l’apport de sang à une région du muscle cardiaque (myocarde). Une irrigation insuffisante des tissus est appelée ischémie. Si l’apport est considérablement réduit ou interrompu pendant plusieurs minutes, le tissu cardiaque meurt. Une crise cardiaque, aussi appelée infarctus du myocarde (IM), est la mort du tissu cardiaque due à une ischémie.

Les caillots sanguins sont la cause la plus fréquente de blocage d’une artère coronaire (voir aussi Présentation de la maladie des artères coronaires). En général, l’artère est déjà partiellement obstruée par une accumulation de cholestérol et d’autres matières grasses dans la paroi artérielle (athérome). Un athérome peut se rompre ou se déchirer, libérant des substances qui rendent les plaquettes plus collantes et favorisant la formation de caillots. Dans environ deux tiers des cas, le caillot sanguin se dissout spontanément, généralement en un ou deux jours. Toutefois, à ce stade, le cœur est généralement déjà endommagé.

Dans de rares cas, un infarctus du myocarde se produit quand un caillot se forme dans le cœur même, se détache, et se loge dans une artère coronaire. Une autre cause rare est le spasme d’une artère coronaire qui arrête le flux sanguin. Ces spasmes peuvent être causés par des drogues comme la cocaïne. Parfois, la cause de ces malformations est inconnue.

 

Classification

Les médecins classifient les syndromes coronaires aigus d’après les éléments suivants

  • Présence de substances dans le sang (marqueurs sériques) libérés par le cœur endommagé

  • Symptômes

  • Résultats de l’électrocardiographie (ECG)

Cette classification est importante car les traitements varient selon le syndrome coronarien aigu en question. Elle consiste en un angor instable et deux types d’infarctus du myocarde.

  • L’angor instable est un changement dans la sémiologie des symptômes d’angor, y compris un angor prolongé ou aggravé et des symptômes d’angor sévère d’apparition récente. Les ECG et les analyses de sang des personnes souffrant d’angor instable ne présentent aucun signe d’infarctus du myocarde.

  • L’IM sans élévation du segment ST est une crise cardiaque que les médecins peuvent identifier par des analyses de sang mais qui ne produit pas de changements typiques (élévation du segment ST) sur un ECG.

  • L’IM avec élévation du segment ST est un infarctus du myocarde que les médecins peuvent identifier par des analyses de sang et qui produit aussi des changements typiques sur un ECG (élévation du segment ST).

Le saviez-vous ?

  • Environ un tiers des personnes victimes d’une crise cardiaque ne ressentent pas de douleur à la poitrine.

Symptômes

Les symptômes de syndromes coronariens aigus sont similaires, et il est généralement impossible de distinguer les syndromes uniquement en fonction des symptômes.

Les symptômes d’angor instable sont les mêmes que ceux de l’angine de poitrine, dans laquelle les personnes ressentent généralement une pression intermittente ou une douleur sous le sternum. Le patient décrit souvent la sensation comme une gêne ou une lourdeur plutôt qu’une douleur. La douleur peut être située dans l’épaule ou la face interne de l’un ou l’autre bras, le long du dos, et dans la gorge, la mâchoire ou les dents. Toutefois, leur sémiologie change en cas d’angor instable. Les personnes subissent des épisodes d’angor plus fréquents ou plus sévères, ou les épisodes se produisent au repos ou après un effort physique moins important. Environ deux personnes sur trois qui font un infarctus du myocarde présentent un angor instable, un essoufflement ou une fatigue quelques jours ou quelques semaines avant l’infarctus. Ce changement des caractéristiques de la douleur thoracique peut aboutir à un infarctus du myocarde.

En général, les symptômes les plus typiques d’un infarctus du myocarde sont une douleur au milieu de la poitrine qui peut se propager vers le dos, la mâchoire ou le bras gauche. Moins souvent, elle se propage vers le bras droit. La douleur peut se manifester dans un ou plusieurs de ces endroits et pas du tout dans la poitrine. La douleur d’un infarctus du myocarde est semblable à celle de l’angor, mais elle est en général plus intense, dure plus longtemps et n’est pas soulagée par le repos ou la nitroglycérine. Plus rarement elle est perçue dans l’abdomen où elle peut être confondue avec une indigestion, notamment parce qu’une éructation peut la soulager partiellement ou temporairement. Pour des raisons inconnues, les femmes présentent souvent des symptômes différents et moins identifiables.

Environ un tiers des personnes victimes d’une crise cardiaque ne ressentent pas de douleur à la poitrine. Il s’agit surtout de femmes, de personnes autres que celles de peau blanche, âgées de plus de 75 ans, qui souffrent d’insuffisance cardiaque ou de diabète, et celles qui ont subi un accident vasculaire cérébral.

Les autres symptômes sont une sensation de vertige ou un évanouissement, des sueurs profuses et soudaines, des nausées, un essoufflement et des battements très forts du cœur (palpitations).

Au cours d’un infarctus du myocarde, la personne peut être agitée, en sueur et anxieuse et se sentir en danger imminent. Les lèvres, les mains ou les pieds peuvent devenir légèrement bleus.

Les personnes âgées ont parfois des symptômes inhabituels. Souvent, le symptôme le plus évident est un essoufflement. Les symptômes peuvent ressembler à ceux d’un accident vasculaire cérébral ou de maux d’estomac. Les personnes âgées peuvent devenir désorientées. Néanmoins, environ deux tiers des personnes âgées ressentent une douleur thoracique, tout comme les personnes moins âgées. Les personnes âgées, surtout les femmes, prennent plus longtemps que les personnes moins âgées pour admettre qu’elles sont malades ou pour voir un médecin.

Malgré tous les symptômes possibles, environ une personne sur cinq qui fait un infarctus du myocarde présente seulement des symptômes modérés ou aucun symptôme. Cet infarctus du myocarde « silencieux » n’est alors diagnostiqué qu’à l’occasion d’un ECG systématique quelque temps par la suite.

Pendant les premières heures d’un infarctus du myocarde, des souffles et d’autres sons cardiaques anormaux sont perceptibles au stéthoscope.

Diagnostic

  • Électrocardiographie

  • Analyses de sang

Lorsqu’un homme de 35 ans ou plus ou une femme de 40 ans ou plus se plaint d’une douleur thoracique, les médecins envisagent habituellement la possibilité d’un syndrome coronarien aigu. Cependant, cette douleur peut être provoquée par plusieurs autres maladies comme une pneumonie, un caillot dans le poumon (embolie pulmonaire), une péricardite, une fracture d’une côte, un spasme œsophagien, une indigestion ou une sensibilité du muscle thoracique après un traumatisme ou un effort.

Un ECG et certaines analyses de sang peuvent généralement confirmer le diagnostic en quelques heures.

Électrocardiographie

L’ECG est la procédure diagnostique initiale la plus importante quand les médecins suspectent un syndrome coronarien aigu. Elle fournit une représentation graphique de l’impulsion électrique qui produit chaque battement. Dans de nombreux cas, elle indique immédiatement que le patient souffre d’un infarctus du myocarde. Les anomalies détectées par l’ECG aident les médecins à déterminer le type de traitement requis. Les anomalies de l’ECG indiquent également où le muscle cardiaque a été endommagé. Si la personne présente des antécédents de problèmes cardiaques, qui peuvent altérer l’ECG, la lésion la plus récente peut être plus difficile à détecter par les médecins. Ces patients doivent avoir une copie de leur ECG dans leur portefeuille de façon à permettre aux médecins de comparer l’ECG précédent à l’ECG actuel s’ils présentent des symptômes de syndrome coronarien aigu. Si quelques ECG enregistrés sur plusieurs heures sont complètement normaux, les médecins considèrent qu’un infarctus du myocarde est peu probable.

Marqueurs cardiaques

La mesure de certaines substances (appelées marqueurs cardiaques) dans le sang aide également les médecins à diagnostiquer des syndromes coronariens aigus Ces substances sont normalement présentes dans le muscle cardiaque mais ne sont libérées dans la circulation sanguine que si ce muscle est endommagé ou nécrosé. Les substances les plus fréquemment mesurées sont des protéines du muscle cardiaque appelées troponine I et troponine T et une enzyme appelée CK-MB (créatinine kinase, sous-unités musculaire et cérébrale). Leur taux dans le sang est élevé dans les 6 heures suivant un infarctus du myocarde et reste élevé pendant plusieurs jours. Les taux de marqueurs cardiaques sont généralement mesurés quand la personne est hospitalisée et par intervalles de 6 à 12 heures au cours des 24 heures suivantes.

Autres tests

Quand l’ECG et les mesures des marqueurs cardiaques ne fournissent pas suffisamment d’informations, une échocardiographie ou une scintigraphiepeut être effectuée. L’échocardiographie peut indiquer une réduction du mouvement dans une partie de la paroi du ventricule gauche (la cavité cardiaque qui pompe le sang vers le corps). Ce résultat suggère une lésion due à un infarctus du myocarde.

D’autres tests peuvent être effectués durant ou peu après l’hospitalisation. Ces tests permettent de déterminer si la personne requiert un traitement supplémentaire ou si elle risque d’avoir d’autres problèmes cardiaques. La personne peut, par exemple, porter un enregistreur Holter qui enregistre l’activité électrique du cœur pendant 24 heures. Cette procédure permet aux médecins de déterminer si la personne souffre de troubles du rythme cardiaque (arythmies) ou d’épisodes d’apport sanguin inadéquat sans symptômes (ischémie silencieuse). Une épreuve d’effort (une électrocardiographie effectuée pendant l’effort) avant et peu après sa sortie de l’hôpital permet de déterminer comment se porte la personne après l’infarctus du myocarde et si l’ischémie persiste. Si ces procédures détectent un trouble du rythme cardiaque ou une ischémie, des médicaments peuvent être recommandés. Si l’ischémie persiste, les médecins peuvent recommander une angiographie coronarienne pour évaluer la possibilité d’une intervention coronaire percutanée ou d’un pontage coronarien qui rétablira le flux sanguin vers le cœur.

Pronostic

Les personnes souffrant d’angor instable sont nombreuses à faire un infarctus du myocarde dans les 3 mois qui suivent.

La période la plus dangereuse pour une personne qui a une crise cardiaque se situe pendant les premières heures et avant d’aller à l’hôpital. Pendant cette période, jusqu’à 20 à 30 % des patients ayant un infarctus du myocarde pouvant décéder, il est essentiel de consulter immédiatement un médecin lorsqu’une personne suspecte qu’elle a un infarctus du myocarde. La majorité des personnes qui survivent les quelques jours suivant un infarctus du myocarde peuvent s’attendre à un rétablissement complet, mais environ 10 % d’entre elles décèdent dans l’année. La plupart des décès surviennent dans les 3 ou 4 premiers mois, en général chez les personnes chez qui persistent un angor, des troubles du rythme cardiaque d’origine ventriculaire (arythmies ventriculaires) et une insuffisance cardiaque. Le pronostic est pire si le cœur est dilaté après un infarctus du myocarde que s’il retient une taille normale. Les personnes âgées risquent davantage de succomber à un infarctus du myocarde et d’avoir des complications, comme une insuffisance cardiaque. Le pronostic est pire pour les personnes de petite taille que pour les personnes de plus grande taille. Ce résultat peut expliquer pourquoi le pronostic est, en moyenne, pire pour les femmes qui ont été victimes d’un infarctus du myocarde qu’il ne l’est pour les hommes. Les femmes tendent également à être plus âgées et de présenter des troubles plus graves quand elles sont victimes d’un infarctus du myocarde. Elles tendent également à attendre plus longtemps que les hommes avant d’aller à l’hôpital après un infarctus du myocarde.

Les personnes atteintes d’un infarctus du myocarde peuvent aussi avoir des complications qui peuvent être de longue durée. Les complications des syndromes coronariens aigus varient selon l’importance, la durée, et l’emplacement de l’obstruction d’une artère coronaire. Si l’obstruction touche une grande partie du muscle cardiaque, l’efficacité de pompage du cœur est réduite. Si elle bloque le flux sanguin vers le système de conduction du cœur, le rythme cardiaque peut être affecté.

Le saviez-vous ?

  • La moitié des décès liés à l’infarctus se produisent dans les 3 à 4 heures qui suivent le commencement des symptômes.

Prévention

La prise d’une aspirine pour enfant, la moitié d’une aspirine pour adulte, ou une aspirine pour adulte entière chaque jour après un infarctus du myocarde est recommandée. Comme l’aspirine évite que les plaquettes ne forment des caillots, elle réduit le risque de mort et d’un deuxième infarctus du myocarde de 15 à 30 %. Les médecins recommandent généralement que les personnes de plus de 50 ans qui n’ont pas encore été victimes d’un infarctus du myocarde ou d’un accident vasculaire cérébral et qui présentent 2 facteurs de risque ou plus prennent de l’aspirine à faible dose par jour pour éviter les infarctus du myocarde et l’accident vasculaire cérébral. En cas d’allergie à l’aspirine, elles peuvent la remplacer par le clopidogrel.

En général, les médecins prescrivent aussi un bêta-bloquant (comme le métoprolol), car ces médicaments réduisent le risque de décès d’environ 25 %. Plus l’infarctus du myocarde est grave, plus les bêta-bloquants sont bénéfiques. Toutefois, certaines personnes ne tolèrent pas les effets secondaires (comme une respiration sifflante, la fatigue, et des membres froids), et elles n’en bénéficient pas toutes.

Les médicaments hypolipémiants et une modification de l’alimentation réduisent le risque de mort après un infarctus du myocarde. Les personnes à haut risque (notamment les diabétiques obèses) qui n’ont pas encore été victimes d’un infarctus du myocarde ou d’un accident vasculaire cérébral peuvent bénéficier des médicaments hypolipidémiants.

Des inhibiteurs de l’enzyme de conversion de l’angiotensine (ECA) tels que le captopril, l’énalapril, le périndopril, le trandolapril, le lisinopril et le ramipril sont souvent prescrits après un infarctus du myocarde. Ils réduisent la mortalité et l’apparition d’une insuffisance cardiaque, en particulier chez les personnes qui ont été victimes d’un infarctus du myocarde massif ou d’une insuffisance cardiaque.

Des modifications du mode de vie sont également nécessaires. Elles doivent consommer des aliments à faible teneur en matières grasses et augmenter leur activité physique. Les personnes souffrant d’hypertension artérielle ou de diabète doivent s’efforcer de maîtriser ces maladies. Les fumeurs doivent cesser de fumer.

Traitement

  • Médicaments

  • Réouverture ou contournement des artères bloquées

  • Modifications du mode de vie

Les syndromes coronariens aigus sont des urgences médicales. La moitié des décès liés à l’infarctus se produisent dans les 3 à 4 heures qui suivent le commencement des symptômes. La rapidité du traitement augmente les chances de survie. En présence de symptômes pouvant indiquer un syndrome coronarien aigu, le patient doit être pris en charge par un médecin dans les plus brefs délais. Un transport immédiat par ambulance, avec un personnel qualifié, au service d’urgence d’un hôpital peut sauver la vie de la personne. Essayer de contacter le médecin, les proches, les amis ou les voisins du patient est une perte de temps dangereuse.

Les personnes susceptibles d’être victimes d’un infarctus du myocarde sont généralement admises dans un hôpital qui possède une unité de soins cardiaques. Le rythme cardiaque, la pression artérielle et la quantité d’oxygène dans le sang sont surveillés de près de façon à déterminer la lésion cardiaque. Le personnel infirmier de ces unités est spécialement formé pour soigner les personnes qui souffrent de problèmes cardiaques et traiter les urgences cardiologiques.

De l’oxygène est souvent administré par voie nasale ou par masque facial. Un apport supplémentaire d’oxygène au cœur permet de réduire au minimum la lésion du tissu cardiaque.

En l’absence de complications dans les quelques premiers jours, la plupart des patients sortent de l’hôpital quelques jours plus tard. En cas de complications, comme des troubles du rythme ou une capacité de pompage cardiaque inadéquate, l’hospitalisation risque d’être prolongée.

Traitement médicamenteux

Le problème le plus important dans la partie précoce du traitement d’un infarctus du myocarde est de consulter un médecin rapidement, afin que les médecins puissent essayer de restaurer le flux sanguin dans l’artère affectée. Les personnes qui pensent être victimes d’un infarctus du myocarde doivent mâcher un comprimé d’aspirine immédiatement après avoir appelé une ambulance. Si l’aspirine n’est pas prise à domicile ou administrée par les premiers secours, elle l’est dès l’arrivée à l’hôpital. Ce traitement améliore les chances de survie en réduisant la taille du caillot (le cas échéant) dans l’artère coronaire. En cas d’allergie à l’aspirine, le clopidogrel ou la ticlopidine peut la remplacer. Certaines personnes prennent de l’aspirine et du clopidogrel/de la ticlopidine.

Des médicaments sont prescrits pour prévenir la formation de caillots sanguins, diminuer l’anxiété et réduire la taille du cœur. Il peut être nécessaire de prendre ces médicaments pendant un certain temps après avoir récupéré d’un infarctus du myocarde. Des médicaments sont utilisés pour réduire la charge de travail du cœur pendant et après un infarctus du myocarde.

Comme une réduction de la charge de travail cardiaque permet également de limiter la lésion des tissus, un bêtabloqueur est généralement administré pour ralentir le rythme cardiaque. Le ralentissement du rythme permet au cœur de travailler moins et réduit la zone de tissu lésé.

La plupart des patients reçoivent également des anticoagulants, comme l’héparine, pour éviter la formation d’autres caillots sanguins.

Comme la plupart des personnes qui ont été victimes d’un infarctus du myocarde sont très angoissées et souffrent beaucoup, de la morphine est souvent administrée. Ce médicament a un effet calmant et réduit la charge de travail du cœur. On administre à la plupart des patients de la nitroglycérine, qui soulage la douleur en réduisant la charge de travail du cœur et, peut-être, en dilatant les artères. On l’administre généralement d’abord sous la langue, puis par voie intraveineuse.

Les inhibiteurs de l’ECA peuvent réduire la dilatation du cœur et augmenter la chance de survie de nombreux patients. Par conséquent, ils sont généralement administrés dans les jours qui suivent un infarctus du myocarde et prescrits indéfiniment.

Les statines sont administrées depuis longtemps pour prévenir la maladie des artères coronaires, mais les médecins ont découvert récemment qu’elles ont aussi des bienfaits à court terme pour les patients atteints d’un syndrome coronaire aigu. Les médecins administrent la statine aux patients qui n’en prennent pas déjà.

Des informations supplémentaires sur les médicaments utilisés pour traiter l’infarctus du myocarde peuvent être trouvées ailleurs dans le Manuel ( Médicaments administrés pour traiter la maladie des artères coronaires*)

Ouverture des artères

La décision concernant le moment opportun et la méthode à utiliser pour ouvrir une artère coronaire obstruée dépend du type de syndrome coronaire aigu et de la rapidité du transport du patient à l’hôpital. Il existe plusieurs façons d’ouvrir des artères coronaires bloquées :

En cas d’IM avec élévation du segment ST, l’élimination immédiate de l’obstruction de l’artère coronaire sauve le tissu cardiaque et améliore la survie. Les médecins tentent d’enlever l’obstruction dans les 90 minutes qui suivent l’arrivée du patient à l’hôpital. Plus l’artère est ouverte rapidement, meilleurs sont les résultats, par conséquent, la méthode utilisée n’est probablement pas aussi importante que le moment choisi pour l’intervention.

Si elles peuvent être pratiquées dans les 90 minutes qui suivent l’arrivée à l’hôpital, les interventions cardiaques percutanées (ICP) comme l’angioplastie et la pose d’un stent semblent être la meilleure façon d’ouvrir des artères bloquées durant un IM avec élévation du segment ST.

Les médicaments dissolvant les caillots (également appelés médicaments thrombolytiques ou fibrinolytiques— Médicaments administrés pour traiter la maladie des artères coronaires*) sont administrés par une veine (voie intraveineuse) pour ouvrir les artères si des procédures d’ICP ne sont pas disponibles dans un délai de 90 minutes. Ces médicaments thrombolytiques sont la streptokinase, la ténectéplase (TNK-tPA), l’altéplase, et la rétéplase. Même s’ils sont plus efficaces quand ils sont administrés immédiatement, ces médicaments agissent bien dans les 3 heures qui suivent et peuvent être utiles dans les 12 heures qui suivent l’arrivée de la personne à l’hôpital. Dans certaines régions, les médicaments thrombolytiques sont administrés avant l’arrivée à l’hôpital par un personnel paramédical spécialisé. La plupart des patients qui reçoivent un médicament thrombolytique doivent quand même subir une ICP avant de quitter l’hôpital.

Les thrombolytiques peuvent provoquer une hémorragie et ne doivent pas être administrés en cas d’hémorragie du tube digestif, d’hypertension artérielle sévère, d’accident vasculaire cérébral récent ou si la personne a effectué une intervention chirurgicale dans le mois précédant l’infarctus du myocarde. Les personnes âgées qui ne présentent aucune de ces affections peuvent prendre des thrombolytiques en toute sécurité.

Les personnes qui présentent un IM sans élévation du segment ST ou un angor instable ne bénéficient pas habituellement d’une ICP immédiate ou de médicaments thrombolytiques. Toutefois, les médecins effectuent généralement une ICP dans les deux premiers jours d’hospitalisation. En cas d’aggravation des symptômes ou de complications, les médecins peuvent effectuer une ICP plus tôt.

Dans certains cas, un pontage de l’artère coronaire (PAC) est effectué durant un syndrome coronarien aigu au lieu d’utiliser une ICP ou un médicament thrombolytique. Un pontage coronarien peut ainsi être effectué quand le patient ne peut pas recevoir de médicament thrombolytique (parce qu’il souffre d’un trouble de la coagulation, par exemple, ou présente des antécédents d’accident vasculaire cérébral ou vient de subir une intervention chirurgicale majeure). Un pontage coronarien peut aussi être effectué pour les patients qui ne peuvent pas subir d’ICP en raison de la gravité de leur maladie artérielle (parce que les zones obstruées sont trop nombreuses, par exemple, ou parce que la fonction cardiaque est médiocre, surtout si le patient est aussi diabétique).

Consignes générales

Comme un effort physique, une détresse émotionnelle et une excitation stressent le cœur et le forcent à travailler davantage, la personne qui vient de faire un infarctus du myocarde doit rester couchée dans un endroit calme pendant quelques jours. Les visites sont généralement limitées aux membres de la famille ou aux amis proches. Elle peut regarder la télévision si les programmes ne causent pas de stress.

Le tabac, un facteur de risque majeur de maladie des artères coronaires, est interdit à l’hôpital. De plus, le syndrome coronaire aigu est une raison impérieuse de cesser de fumer.

Des émollients fécaux et des laxatifs doux peuvent être utilisés pour éviter la constipation, de façon à ce que le patient n’ait pas à forcer. Si le patient ne peut pas uriner ou si les médecins et le personnel infirmier doivent noter la quantité précise d’urine produite, un cathéter urinaire est utilisé.

Pour une nervosité sévère (qui peut stresser le cœur), un léger médicament contre l’anxiété (une benzodiazépine comme le lorazépam, par exemple) peut être prescrit. En cas de légère dépression ou de déni de la maladie, des événements qui sont fréquents après un syndrome coronaire aigu, le patient est encouragé à se confier aux médecins, au personnel infirmier, aux travailleurs sociaux, aux membres de sa famille et à ses amis. Certains patients ont besoin d’un antidépresseur.

Sortie

Au bout de 3 à 4 jours à l’hôpital, les patients qui ont subi un infarctus du myocarde sans complications et une ICP couronnée de succès sont généralement autorisés à sortir. Les autres pourront devoir prolonger leur séjour.

La nitroglycérine, l’aspirine et parfois le clopidogrel, un bêta-bloquant, un inhibiteur de l’enzyme de conversion de l’angiotensine (ECA) et un médicament hypolipémiant (le plus souvent une statine) sont généralement prescrits.

Rééducation

La rééducation cardiologique, une partie importante de la convalescence, commence à l’hôpital. Un alitement durant plus de 2 ou 3 jours induit un déconditionnement physique et parfois une dépression et un sentiment d’impuissance. En l’absence de complications, les patients qui ont fait un infarctus peuvent habituellement s’asseoir, faire des exercices passifs, utiliser une chaise percée et lire le premier jour. Au deuxième ou au troisième jour, les patients sont encouragés à marcher jusqu’aux toilettes et à exercer des activités non stressantes, puis à augmenter progressivement leurs activités. Si tout se passe bien, ils reprennent généralement leurs activités habituelles au bout d’environ 6 semaines. Une participation à un programme d’exercices réguliers correspondant à l’âge et à la santé cardiaque de la personne est bénéfique.

 

 

Msd

 

#Adultos com asma têm maior risco de FA?

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fibrilacao atrial

Adultos com asma têm maior risco de FA?

Em novo estudo prospectivo com mais de 50 mil adultos, publicado no JAMA Cardiology em julho, pesquisadores encontraram um risco até 40% maior de fibrilação atrial (FA) em pacientes adultos com asma, e uma relação dose-resposta positiva entre os níveis de controle da asma e a FA.

A asma e a FA têm diversos mecanismos fisiopatológicos em comum. Pensando nisso, pesquisadores realizaram um estudo para responder a seguinte questão: qual é a associação entre asma, níveis de controle da asma e fibrilação atrial?

A coorte foi selecionada do Nord-Trøndelag Health Study (HUNT), da Noruega. Todos os participantes incluídos estavam livres de FA no início do estudo. A asma foi classificada em três grupos:

  1. Indivíduos que já tiveram asma
  2. Indivíduos que autorrelataram terem sido diagnosticados com asma
  3. Indivíduos com asma ativa

ASMA E FIBRILAÇÃO ATRIAL

No total, 54.567 adultos foram incluídos no estudo (52,8% eram do sexo feminino); destes, 5.961 (10,9%) relataram já ter asma, 3.934 participantes (7,2%) relataram terem sido diagnosticados com asma, e 2.485 participantes (4,6%) relataram ter asma ativa.

Durante um follow-up médio de 15,4 anos, 2.071 participantes (3,8%) desenvolveram FA. Os participantes com asma diagnosticada por um médico apresentaram um risco estimado 38% maior de desenvolverem FA (HR 1,38 [IC 95%: 1,18 a 1,61]) em comparação com os indivíduos sem asma.

Os pesquisadores encontraram também uma associação dose-resposta entre os níveis de controle da asma e risco de FA, com o maior risco em participantes com asma não controlada (HR 1,74 [IC 95%: 1,26 a 2,42]; P <0,001).

 

Referências:

  • Cepelis A, Brumpton BM, Malmo V, et al. Associations of Asthma and Asthma Control With Atrial Fibrillation RiskResults From the Nord-Trøndelag Health Study (HUNT). JAMA Cardiol. Published online July 11, 2018. doi:10.1001/jamacardio.2018.1901

#Suplementos vitamínicos reduzem incidência de doença cardiovascular?

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suplementos

Suplementos vitamínicos reduzem incidência de doença cardiovascular?

O uso de suplementos de vitaminas é muito difundido nos países ocidentais como “substituto” para dietas adequadas e com uma “crença” de benefícios para saúde, levando inclusive a se pensar que haveria benefício para prevenção e redução de gravidade de doença cardiovascular (DCV). Alguns estudos já abordaram se essa suplementação seria benéfica, mas os resultados são conflitantes. Nos EUA, até 30% dos adultos faz uso de suplementos, indústria essa que deve chegar na marca de 278 bilhões de dólares em 2024. Mas será que existe benefício na suplementação em relação a doenças cardiovasculares?

Circulation acaba de publicar uma meta-análise que englobou 18 estudos de coorte prospectivos e ensaios clínicos randomizados de 1970 a 2016, que avaliaram o uso de polivitamínicos e desfechos cardiovasculares.

Definição de suplemento: mais de 3 vitaminas + minerais. Os que contivessem hormônios, medicações e ervas medicinais foram excluídos.

Foram coletados os dados de mortalidade cardiovascular, mortalidade por doença coronariana e por doença cerebrovascular. Foram calculados os riscos relativos para os usuários em comparação com não-usuários.

Suplementos e doenças cardiovasculares

Total de participantes de 2.019.862, com mediana de idade 57,8 anos, sendo 11 estudos norte-americanos, quatro europeus e três japoneses.

– Quanto às mortalidades:

  1. Uso de suplementos não esteve associado ao risco de morte cardiovascular: RR 1.00 (95% IC – 0.97–1.04);
  2. Uso de suplementos não esteve associado ao risco de morte por doença coronariana: RR 1.02 (95% IC – 0.92–1.13);
  3. Uso de suplementos não esteve associado ao risco de morte por doença cerebrovascular: RR 0.95 (95% IC – 0.82–1.09);

– Quanto às incidências:

A análise de pacientes em regime ambulatorial usuários de suplementação não mostraram redução da incidência de acidente vascular encefálico e sugerem uma menor incidência de eventos coronarianos (somente nos estudos europeus e japoneses), mas para este último dado não foi feito o ajuste por fatores sabidamente protetores para doença coronariana;

Discussão

Os dados dessa meta-análise sugerem efeito neutro de suplementação de vitaminas e minerais na mortalidade por doença cardiovascular, sobretudo para doença arterial coronariana e doença cerebrovascular.

Autor:

Referência:

  • Kim et al; Multivitamin Use and Cardiovascular Outcome; Circ Cardiovasc Qual Outcomes. 2018;11:e004224. DOI: 10.1161/CIRCOUTCOMES.117.004224

#Anévrismes de l’aorte abdominale

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Resultado de imagem para aneurisma da aorta abdominal

Par John W. Hallett, Jr., MD, Clinical Professor, Division of Vascular Surgery, Medical University of South Carolina

Les anévrismes de l’aorte abdominale sont des renflements (dilatations) de la paroi de l’aorte dans la partie qui traverse l’abdomen (aorte abdominale).

  • Ces anévrismes peuvent provoquer une sensation de pulsation dans l’abdomen et, quand ils se rompent, causent une douleur profonde et atroce, une faible pression artérielle et le décès.

  • Les médecins détectent souvent un anévrisme durant un examen ou une procédure d’imagerie effectuée pour une autre raison.

  • Des médicaments sont administrés pour diminuer la pression artérielle et les anévrismes de grande taille ou qui continuent de grossir sont réparés par une chirurgie ou par une procédure d’insertion d’un stent dans l’anévrisme.

L’aorte est la plus grosse artère de l’organisme. Elle reçoit du sang riche en oxygène du cœur et le distribue à l’organisme par des artères de plus petite taille qui en bifurquent. L’aorte abdominale est la partie de l’aorte qui passe à travers la cavité abdominale.

Les anévrismes de l’aorte abdominale se produisent à tout âge, mais sont plus fréquents chez les hommes âgés de 50 à 80 ans. Les anévrismes de l’aorte abdominale sont parfois héréditaires et sont plus susceptibles de survenir chez des personnes hypertendues, en particulier chez les fumeurs. Environ 20 % des anévrismes abdominaux finissent par se rompre.

Où se produisent les anévrismes de l’aorte ?

Les anévrismes peuvent se développer partout le long de l’aorte. La plupart d’entre eux se développent dans l’aorte abdominale. Les autres se développent dans l’aorte thoracique, plus fréquemment dans l’aorte ascendante.

Symptômes

Les personnes présentant un anévrisme de l’aorte abdominale ne présentent souvent aucun symptôme, mais certaines perçoivent une sensation de pulsation dans l’abdomen. L’anévrisme peut provoquer une douleur, généralement profonde et pénétrante, principalement au niveau du dos. En cas de rupture de l’anévrisme, la douleur peut être atroce et en général sans rémission.

Lorsqu’un anévrisme se rompt, le premier symptôme est en général une douleur atroce de la partie inférieure de l’abdomen et du dos, et une sensibilité au toucher de la région située au-dessus de l’anévrisme. Si l’hémorragie interne qui en résulte est sévère, la personne peut se trouver rapidement en état de choc. Une rupture d’anévrisme de l’aorte abdominale est souvent mortelle, et elle est toujours mortelle si elle n’est pas traitée.

Le saviez-vous ?

  • Les petits anévrismes se rompent rarement.

  • Une personne peut vivre avec un petit anévrisme de l’aorte abdominale, mais les médecins recommandent un traitement dès qu’il atteint une certaine taille.

Diagnostic

  • Échographie ou tomodensitométrie

La douleur est un signe utile, mais souvent la douleur ne se produit que si l’anévrisme est de grande taille ou sur le point de se rompre. Cependant, de nombreuses personnes qui ont des anévrismes ne présentent aucun symptôme et le diagnostic est posé de façon fortuite lors d’un examen clinique de routine ou d’un examen d’imagerie (tel que des radiographies, une tomodensitométrie [TDM] ou une échographie) effectué pour une autre raison.

Le médecin peut sentir une masse pulsatile sur la ligne médiane de l’abdomen. Un stéthoscope placé sur le milieu de l’abdomen peut permettre au médecin d’entendre un bruit ressemblant à un déplacement d’air (souffle) provoqué par la turbulence du flux sanguin à travers l’anévrisme. Cependant, chez les obèses, même les anévrismes de grand volume peuvent ne pas être repérables. Les anévrismes à croissance rapide prêts à se rompre provoquent en général une douleur lorsqu’ils sont palpés lors de l’examen clinique de l’abdomen.

Parfois, une radiographie de l’abdomen peut montrer un anévrisme dont la paroi comporte des dépôts de calcium, mais cette procédure ne fournit pas d’autres informations. D’autres examens sont plus utiles pour détecter les anévrismes et pour évaluer leur taille. L’échographie permet en général d’évaluer précisément la taille de l’anévrisme. Si un anévrisme est détecté, une échographie peut être effectuée périodiquement tous les quelques mois, afin de contrôler son évolution.

Une TDM de l’abdomen, en particulier si elle est pratiquée après l’injection d’un agent de contraste (colorant) par voie intraveineuse, peut déterminer la taille et la forme d’un anévrisme beaucoup plus précisément que l’échographie, mais elle expose le patient au rayonnement. L’imagerie par résonance magnétique (IRM) est également précise mais n’est pas toujours aussi disponible que l’échographie ou la TDM.

Traitement

  • Une procédure pour remplacer l’anévrisme avec une endoprothèse

Les anévrismes de l’aorte abdominale de taille inférieure à 5 cm se rompent rarement. Les seuls traitements nécessaires peuvent être des médicaments antihypertenseurs qui réduisent la pression artérielle et l’arrêt du tabac. Pour les personnes qui fument, il est très important d’arrêter de fumer. Les examens d’imagerie sont réalisés pour estimer la rapidité de croissance et pour déterminer quand une réparation sera nécessaire. Initialement, les examens sont réalisés tous les 3 à 6 mois, puis à intervalles différents, en fonction de la rapidité de croissance de l’anévrisme.

Les anévrismes dont la taille dépasse 5 à 5,5 centimètres pouvant se rompre, les médecins recommandent généralement une intervention chirurgicale, sauf si elle est trop risquée chez un patient particulier. Chez les personnes atteintes du syndrome de Marfan, les anévrismes ont un risque de rupture plus élevé lorsque leur diamètre est inférieur ; par conséquent, un anévrisme peut être réparé plus tôt lorsque son diamètre au niveau de la racine aortique (la partie de l’aorte la plus proche du cœur) est d’environ 4,5 cm.

L’intervention chirurgicale consiste à insérer une tube synthétique (endoprothèse) pour réparer l’anévrisme. Il existe deux approches :

  • Chirurgie traditionnelle

  • Réparation chirurgicale par endoprothèse

Avec la chirurgie traditionnelle, sous anesthésie générale, le chirurgien effectue une incision sous le sternum jusqu’à un point situé juste en dessous du nombril. La prothèse est cousue dans l’aorte, les parois de l’anévrisme sont enroulées autour de celle-ci, et l’incision est fermée. Cette opération dure entre 3 et 6 heures et le séjour à l’hôpital est en général de 5 à 8 jours. Le risque de décès pendant une chirurgie de mise en place d’endoprothèse est d’environ 2 à 5 %, mais il peut être plus élevé si la personne est atteinte d’autres maladies graves.

La réparation par endoprothèseendovasculaire, qui est à présent utilisée dans plus de 70 % des cas, est une approche moins invasive plus récente. Cette opération est réalisée sous anesthésie régionale (péridurale) qui provoque une perte de la sensibilité de la taille jusqu’aux pieds, sans perte de conscience. Par une petite incision effectuée, un fil guide long et mince est introduit à travers l’artère fémorale dans l’aorte jusqu’à l’anévrisme. Un tube (cathéter) contenant l’endoprothèse (qui ressemble à une paille maillée repliable) est poussé le long du fil et positionné dans l’anévrisme. L’endoprothèse est alors ouverte, créant un canal stable pour le flux sanguin. Cette intervention dure entre 2 et 5 heures et le séjour à l’hôpital est en général de 1 à 2 jours.

Le choix de la technique de réparation de l’anévrisme dépend de nombreux facteurs, y compris l’âge et l’état de santé général de la personne, ainsi que de l’anatomie de l’aorte et de l’anévrisme. En général, une chirurgie ouverte peut être utilisée pour les personnes plus jeunes et en bonne santé parce que les résultats peuvent durer plus longtemps chez les patients qui vivent au moins encore 10 ans. La procédure de pose d’endoprothèse est utilisée pour les personnes âgées et celles dont l’état de santé est mauvais, et qui pourraient ne pas survivre à une procédure chirurgicale ouverte.

Traitement d’une rupture d’anévrisme de l’aorte abdominale

La rupture ou la rupture imminente d’un anévrisme de l’aorte abdominale requiert une intervention chirurgicale ouverte en urgence ou la pose d’une endoprothèse endovasculaire. Le risque de décès pendant la réparation d’urgence d’une rupture d’anévrisme est d’environ 50 %. Le risque de décès peut être inférieur (20 à 30 %) avec la pose d’une endoprothèse endovasculaire. Lorsqu’un anévrisme se rompt, les reins peuvent être lésés par la réduction de l’apport de sang ou par le choc lié à la perte de sang. En cas d’insuffisance rénale survenant après la réparation d’une rupture d’anévrisme, les probabilités de survie sont très faibles.

 

Msd M