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Imunologia

A #Dieta mediterrânica pode desacelerar progressão da psoríase

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Fonte de imagem: Medical News Today

A adoção de uma dieta mediterrânica poderá ajudar a reduzir a severidade da psoríase, e ainda desacelerar a progressão daquela doença inflamatória crónica, atestou um novo estudo.

Estudos anteriores sugeriram que a psoríase poderá tornar o paciente mais propenso à obesidade e à síndrome metabólica, e a inflamação poderá estar por trás desta associação.

A alimentação pode contribuir de forma prejudicial ou benéfica para as doenças inflamatórias. As gorduras saturadas, por exemplo, que são componentes pró-inflamatórios fazem piorar doenças como a artrite reumatoide.

O estudo que foi conduzido por investigadores liderados por Céline Phan do Hospital Mondor em Créteil, França, decidiu investigar se a dieta mediterrânica, que é rica em componentes anti-inflamatórios, poderia aliviar a severidade dos sintomas da psoríase.

A dieta mediterrânica é considerada anti-inflamatória pois é rica em gorduras monoinsaturadas (presentes no azeite, por exemplo), níveis elevados de antioxidantes e de polifenóis (presentes nos produtos hortícolas e fruta) e em fibra (presentes nos produtos hortícolas e cereais integrais). Adicionalmente, esta dieta limita o consumo de carne vermelha, laticínios e álcool.

Os investigadores estudaram as associações entre a aderência à dieta mediterrânica e a severidade dos sintomas de psoríase através de dados recolhidos num estudo francês conhecido como NutriNet-Santé.

O estudo tinha envolvido 35.735 participantes que reponderam a questionários por via da internet. Foi observado que 3.557 dos participantes tinham psoríase, tendo 878 dos pacientes autoavaliado os sintomas da doença como severos.

Os investigadores apuraram que os pacientes que tinham relatado possuir sintomas severos de psoríase apresentavam níveis baixos de aderência à dieta mediterrânica. Em suma, foi observada uma relação proporcionalmente inversa entre a severidade dos sintomas e a aderência à dieta mediterrânica, sendo que se este achado for confirmado, aquele tipo de dieta poderá passar a integrar as recomendações para gerir a psoríase, concluíram os investigadores.

BS
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#Finalmente um fármaco que poderá bloquear o cancro do pâncreas

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Fonte de imagem: Pinterest

Uma equipa de cientistas desenvolveu um novo fármaco que consegue travar o crescimento e metastização do tipo de cancro do pâncreas mais comum em ratinhos.
O novo fármaco, que é conhecido por Metavert, poderá ainda impedir o desenvolvimento de resistência à quimioterapia atualmente usada em pacientes com adenocarcinoma ductal do pâncreas, tal como foi demonstrado em ratinhos.
“Este é um passo extraordinário no melhoramento dos índices de sobrevivência nos pacientes com cancro do pâncreas”, comentou Mouad Edderkaoui, o autor principal do estudo, do Instituto Integral do Cancro Samuel Oschin no Complexo Clínico Cerdars-Sinai, EUA.
“Se os resultados forem confirmados em humanos, poderemos ter um fármaco com o potencial de aumentar significativamente as vidas dos pacientes com adenocarcinoma ductal do pâncreas (PDAC), o qual é muito difícil de tratar”, continuou o investigador.
O índice de sobrevivência a cinco anos ao cancro do pâncreas é atualmente de apenas 7%.
Stephen Pandol, autor sénior do estudo, explicou que 95% dos casos de cancro do pâncreas são do tipo PDAC, um cancro que pode ser muito difícil de tratar pois faz com que as células normais no pâncreas, as células estreladas, produzam tecido fibroso. Este tecido dificulta a penetração de agentes quimioterápicos e de sangue no pâncreas.
A interação entre o cancro e as células estreladas fomenta também a criação de um ambiente que estimula o crescimento dos tumores e metastização do cancro, acrescentou o investigador. Adicionalmente, aumentam os níveis de atividade de certas enzimas provocando resistência aos tratamentos para a doença.
“Já vi pacientes a e responderem ao tratamento durante algum tempo e depois a doença dispara porque o cancro se torna astuto – bloqueia a quimioterapia”, explicou. “O Metavert atua sobre essa ação”. Os investigadores preparam agora um ensaio sobre humanos.
BS

#Lúpus eritematoso sistêmico: como é o tratamento pediátrico?

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lúpus erimatoso

Lúpus eritematoso sistêmico: como é o tratamento pediátrico?

O Lúpus Eritematoso Sistêmico Pediátrico (LESP) é uma doença autoimune que acomete indivíduos menores de 18 anos, com predominância no sexo feminino e caracterizado primordialmente pelo acometimento concomitante e evolutivo de vários órgãos e sistemas.

A causa do LESP ainda permanece desconhecida porém podemos destacar alguns fatores que se correlacionam com a doença como: infecções virais, drogas, herança genética, imunodeficiências primarias, fatores hormonais e ambientais

O diagnostico do LESP pode ser um desafio para muitos médicos, por esse motivo seu diagnóstico leva em consideração diversos fatores como manifestações clínicas, exames sorológicos e laboratoriais, biopsia de órgãos acometidos, entre outros.

Atualmente existem diversos critérios diagnósticos para o LESP, sendo o mais utilizado o critério de classificação da American College of Rheumatology, onde é necessário pelo menos a presença de quatro critérios dos 11 critérios propostos, sendo fundamental a presença simultaneamente e evolutivamente durante um intervalo de tempo.

Critérios de classificação para o diagnóstico de LESP:

  1. Eritema ou rash malar
  2. Eritema ou rash discoide
  3. Fotossensibilidade
  4. Úlceras mucosas
  5. Artrite não erosiva
  6. Pleurite ou pericardite
  7. Nefrite (proteinúria persistente ou superior a 0,5g dia ou cilindrúria)
  8. Doenças neuropsiquiátricas (Psicose ou convulsão)
  9. Doenças hematológicas (anemia hemolítica com reticulocitose em duas ou mais ocasiões ou leucopenia em duas ou mais ocasiões ou linfopenia em duas ou mais ocasiões ou plaquetopenia na ausência de drogas indutoras de trombocitopenia)
  10. Alterações imunológicas (presença de anticorpo anti-DNA de dupla hélice ou presença de anticorpo anti-Sm ou presença de anticorpo anti-fosfolipíde: anti-cardiolipina IgG ou IgM ou anticoagulante lúpico ou VDRL falso positivo)
  11. Fator anti-núcleo (FAN) positivo

A dificuldade no diagnóstico do LESP, também se deve ao fato de ser uma patologia com diversos diagnósticos diferenciais. Podemos destacar a artrite idiopática juvenil, dermatomiosite juvenil, esclerodermia, poliartrite nodosa, Síndrome de Behçet, febre familiar do mediterrâneo, mononucleose, aspergilose e tuberculose como seus principais diagnósticos diferenciais.

A variedade de manifestações clínicas também é um agravante na hora de fazer o diagnóstico correto de LESP. Os sinais e sintomas iniciais podem ser inespecíficos, como febre, anorexia, palidez, perda de peso, linfadenopatia, hepatomegalia e esplenomegalia.

Em cerca de 80% do paciente o acometimento cutâneo está presente, podendo variar de um simples eritema malar até lesões crônicas com sequelas como o lúpus discoide. A alopécia, úlceras orais, urticária e fotossensibilidade também são características do LESP.

As manifestações articulares se apresentam em cerca de 70% dos pacientes, sendo a oligoartrite ou poliartrite aguda as mais recorrentes. De uma forma geral, o acometimento articular é discreto, auto-limitado e não cursa com deformidade articular.

O derrame pleural e pericárdico também é um sinal recorrendo que chega a acometer 30% dos paciente, porém raramente resultam em tamponamento cardíaco ou insuficiência respiratória.

Na parte hematológica devemos destacar a anemia hemolítica auto-imune, com reticulocitose e teste de Coombs direto positivo, que pode se apresentar como um primeiro sinal do LESP.

Os demais sinais e sintomas do LESP se encontram destacados nos critérios de classificação diagnóstica demonstrados acima.

A presença de múltiplos auto-anticorpos dirigidos contra proteínas nucelares e citiplasmáticas pode ser considerado um importante aspecto para o diagnóstico de LESP. Em quase 100% do pacientes poderemos encontrar o FAN positivo, principalmente com títulos superiores a 1:80. Para o auxilio do diagnóstico, alguns auto-anticorpos são específicos para LESP como anti-DNA de dupla hélice, anti-Sm, anti-proteína P ribossonal e anti-nucleossomo.

O primeiro passo no tratamento do paciente com LESP é a proteção solar tendo em vista que a maioria das lesões cutâneas apresentam fotossensibilidade, seguido pela suplementação de cálcio de vitamina D para os pacientes em uso de glicocorticoides.

Vale ressaltar que é de suma importância manter a certeira de vacinação destes pacientes em dia, porém lembrando que as vacinas de agentes vivos estão contraindicadas. Anti-inflamatórios não hormonais devem sempre ser evitados pelo risco de lesão renal irreversível.

A medicação mais indicada para o tratamento do LESP são os glicocorticoides. A dose dos glicocorticoides deve ser ajustada de acordo com a gravidade das manifestações clínicas, apenas sendo indicado a pulsoterapia endovenosa com metilprednisolona em casos graves com nefrite, vasculite sistêmica, miocardite, pancreatite, acometimento neuropsiquiátrico, hemorragia pulmonar, hipertensão pulmonar entre outros sintomas de gravidade.

Os antimaláricos são indicados para todos os pacientes com diagnóstico de LESP, usando preferencialmente a hidroxicloroquina. Os imunossupressores e imunobiológicos também podem ser terapias utilizadas no controle dos sintomas nas formas mais graves.

Por fim, o prognóstico dos pacientes com LESP vem melhorando ao longo da última década, sendo as infecções a principal causa de óbito nesses paciente.

 

PebMed

#Understanding Warts On Your Tongue

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Overview

Warts are flesh-colored bumps caused by the human papillomavirus (HPV). They can form on various parts of the body, such as the hands or genital area. They can transmit from person-to-person.

Since warts may spread from one part of the body to another, it’s possible to get one on your tongue. Oral HPV is a common condition, too. About 7 percent of the U.S. population has oral HPV, estimates the Centers for Disease Control and Prevention (CDC).

Here’s what you need to know about tongue warts, including types, treatments, and prevention.

Types of warts on the tongue

Different strains of HPV cause tongue warts. Common types of warts that can be found on the tongue include:

  • Squamous papilloma. These cauliflower-like lesions have a white appearance and result from HPV strains 6 and 11.
  • Verruca vulgaris (the common wart). This wart can develop on different parts of the body, including the tongue. It’s known for appearing on the hands. These bumps are caused by HPV 2 and 4.
  • Focal epithelial hyperplasia. Also known as Heck’s disease, these lesions are linked to HPV 13 and 32.
  • Condyloma acuminata. These lesions are found in the genital area but can spread to the tongue through sexual contact. It’s associated with HPV 2, 6, and 11.

Causes of warts on the tongue

Tongue warts may develop after oral sex if your partner has genital warts. If your partner has oral HPV, it may also be possible to contract the virus if you engage in open-mouth kissing.

If you touch a wart with your hand and then put that part of your hand in your mouth, you could develop a wart on your tongue. For example, if you bite your nails, you could introduce a wart virus from your fingers to your mouth.

Certain factors put you at risk for warts on the tongue. This includes having a weakened immune system, which makes it harder for your body to fight off viruses.

If you have a cut or scrape, the virus can also enter your body through a break in the skin.

How to treat warts on the tongue

Some warts will go away on their own without treatment. However, this can take months and years.

While tongue warts are usually harmless, they can be a nuisance. This depends on the size of the wart and whether it causes pain or makes it difficult to eat or talk.

While you wait for a wart to disappear, try eating on the side of your mouth opposite the wart. This can reduce irritation. You’re less likely to bite down on the wart, too.

You can also speak with your dentist or dermatologist about treatment options for a wart that doesn’t improve or one which you’d like removed.

One option to remove a wart is through cryotherapy. This procedure uses cold liquid nitrogen to freeze off the abnormal tissue. Another option is electrosurgery. This involves the use of a strong electric current to cut through the wart and remove abnormal cells or tissues.

Both treatments work for different types of warts that develop on the tongue.

 

Medcyclopedia

#Allergies and Depression: The Surprising Connection

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Are allergies and depression or anxiety related?

Allergy symptoms include sneezing, a runny nose, coughing, a sore throat, and a headache. These symptoms range from mild to severe. While some people with allergies can go about their normal daily routine in only slight discomfort, others might feel physically ill.

CONNECTIONSIf you have depression and anxiety along with allergies, you might think the former conditions have nothing to do with the latter. But as it turns out, there appears to be a connection between allergies and depression or anxiety.

Interestingly, allergic rhinitis has been linked with higher rates of depression and suicidal behavior.

Now, this doesn’t mean that everyone who has allergies will also have depression or anxiety, and vice versa. But you may be at risk for depression if you have a history of allergies.

What’s the connection?

Anyone who lives with chronic, persistent allergies may attest to feeling bad most days of the week or month. Feeling under the weather for one or two days might not dampen your overall mood. On the other hand, experiencing more bad days than good could eventually affect your outlook — and not for the better.

Life doesn’t stop when you’re dealing with allergies, which means you have to maintain your daily routine even when you don’t feel well. Allergies can affect your performance at work and school, and depending on the severity of symptoms, any type of activity can be physically draining.

Even though some people don’t connect their allergies with depression, there’s a long-standing relationship between physical health and mood.

In fact, included among the causes of clinical depression are stressful events and illness. For example, being diagnosed with coronary heart disease or cancer can make a person more susceptible to depression.

Of course, allergies aren’t as serious as some health problems. Nonetheless, feeling sick day after day can have an emotional toll on you, regardless of the severity of the illness.

ALLERGENSIt’s important to note that allergens that may trigger depression and anxiety don’t only include dust mites, pet dander, grass, ragweed, or pollen. Depression might also occur if you can’t tame food allergies (shellfish, nuts, gluten).

The old adage holds true that “you are what you eat.” In a 2017 study of children with and without food allergies (between the ages of 4 and 12), researchers concluded that food allergies played a role in higher levels of social anxiety and general anxiety in minority children of lower socioeconomic status.

The study didn’t find a link between depression and food allergies.

Of course, mood disorders can occur separate of allergies.

Mild depression and anxiety can resolve on its own. If not, speak with your doctor about treatment. Options can include psychotherapy, an anti-anxiety or antidepressant medication, or a support group.

Home remedies might also prove effective, such as:

TREATING ALLERGIES CAN HELPTreating allergies may also improve depression and anxiety. Allergic rhinitis releases cytokines, a type of inflammatory protein. It’s believed that this protein can have a negative effect on brain function, triggering sadness and depression.

Along with taking allergy medication, you can fight inflammation with food. Eat more leafy greens, berries, and nuts. Also, ginger and green tea can help reduce inflammation, as can getting plenty of sleep, massage therapy, and regular exercise.

Can treating your allergies help your depression or anxiety?

If you have bouts of depression or anxiety when your allergies flare, getting control of your allergy symptoms can help you feel better physically, and possibly lift a sad mood.

Avoid your allergy triggers and take over-the-counter or prescription allergy medication to keep symptoms at bay.

Lifestyle changes can help

  • Wash bedding frequently.
  • Vacuum your house once or twice a week.
  • Keep doors and windows closed to reduce exposure to outdoor allergens.
  • Avoid scented products (candles, lotions, perfumes, and so on).
  • Wear a mask when cleaning the house or working in the yard.
  • Rinse out your nasal passages.
  • Sip water or hot liquids to thin mucus in your throat.
  • Avoid cigarette smoke.

If you suspect a food allergy, ask your doctor about a skin test or a blood test to help pinpoint the foods that trigger your symptoms.

Can treating allergies make you feel worse?

Make sure you’re aware of possible side effects of over-the-counter and prescription allergy medications. These medications are effective, but they can also cause drowsiness, an upset stomach, or constipation.

Sides effects are usually temporary. They can, however, make you feel worse and heighten depression or anxiety.

SIDE EFFECTSStop taking a medication if you experience unpleasant side effects. Ask your doctor about an alternative drug. Sometimes, a lower dose can stop side effects, while continuing to provide allergy relief.

The bottom line

Many people live with seasonal and year-long allergies. When you’re unable to control their symptoms, allergies can lead to anxiety or depression. Talk to your doctor about options for allergy relief, as well as your options to treat a mood disorder.

With the right medication and lifestyle changes, you can put allergy symptoms behind you and get rid of the black cloud hanging over your head.

Healthline

Saiba como é o manejo do paciente com #HIV pelo médico generalista

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Saiba como é o manejo do paciente com HIV pelo médico generalista

Nos últimos anos, o portador de HIV se mostrou um paciente com doença crônica que pode alcançar excelente prognóstico e não necessariamente levar à imunossupressão. Devido à prevalência cada vez maior em todo o mundo, os sistemas de saúde veem como um passo necessário orientar os médicos generalistas ao manejo do paciente soropositivo. Sendo assim, inclusive o Ministério da Saúde possui um manual para guiar o médico generalista no acompanhamento dessas pessoas.

A sorologia deve ser realizada em toda a população adulta assintomática a fim de detectar a doença precocemente. Antes do teste, é importante orientar ao paciente sobre formas de contágio, possibilidades de tratamento e quebras de estigmas. Após o resultado, o paciente deve receber orientações sobre o impacto de ser portador e como pode conciliar sua vida com isso, ou então orientações sobre como evitar o contágio. O diagnóstico pode ser feito por testes rápidos ou sorologias laboratoriais, embora os testes rápidos tenham se tornado cada vez mais recomendados, devido ao excelente custo-benefício.

Leia mais: Como orientar o rastreio e prevenção do HIV a partir de evidências?

São algumas situações em que o profissional deve solicitar o exame: febre de origem obscura, mais de duas pneumoniaspor ano, herpes simples com duração maior que um mês, varicela-zoster, diarreia por mais de três semanas, tuberculose, candidíase de repetição e alterações no Papanicolau.

Caso o paciente seja diagnosticado como portador de HIV, deve ser submetido a exame físico completo, a fim de busca de sinais de comorbidades, que podem ir de alterações cardíacas e pulmonares a um déficit neurológico ou até mesmo alteração cutânea. É prudente que também sejam solicitadas sorologias para sífilis e hepatite B. Deve também ser solicitada a carga viral, CD4, exames de função renal e hepática, além de hemograma, lipidograma, glicemia de jejum, sorologia para toxoplasmose, radiografia de tórax e prova tuberculínica.

Após os resultados dos exames, se o paciente não possuir nenhuma alteração, o tratamento pode ser iniciado com o esquema padrão 2+1 (lamivudina, tenofovir e dolutegravir), e os exames devem ser repetidos após algumas semanas a fim de verificar como o corpo tem lidado com os antirretrovirais.

Caso o paciente possua o diagnóstico CD4<350, deve ser imediatamente referenciado ao infectologista, se ocorrer CD4> 350 o paciente pode seguir sendo manejando na atenção básica, com solicitação de carga viral anual, e sem necessidade de medidas seriadas de CD4 quando a carga viral tornar-se indetectável.

 

PebMed

#Cancro da cabeça e pescoço resistente: imunoterapia é melhor que quimioterapia

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Fonte de imagem: Imuno-Oncology

Um ensaio clínico demonstrou que o uso de imunoterapia é preferível à quimioterapia no tratamento do cancro da cabeça e pescoço resistente e em evolução.

Com a participação de 97 complexos clínicos, em mais de 20 países, o ensaio clínico randomizado demonstrou que o fármaco pembrolizumab, usado em imunoterapia, revelou-se mais eficaz e menos tóxico do que a quimioterapia convencional naquele tipo de cancro.

Para o estudo, entre dezembro de 2014 e maio de 2016 (17 meses), os investigadores trataram, aleatoriamente, 247 pacientes com carcinoma de células escamosas de cabeça e pescoço com pembrolizumab; outros 248 pacientes com a doença foram, aleatoriamente, selecionados pelos seus médicos para receberem um de três tratamentos convencionais (metotrexato, docetaxel ou cetuximab).

Como resultado, em maio de 2017, 181 ou 73% (dos 247) pacientes do grupo da imunoterapia tinha morrido, contra 207 ou 83% (dos 248) pacientes no grupo da quimioterapia.

Por outras palavras, a mediana da duração da sobrevida nos pacientes que receberam o pembrolizumab foi de 8,4 meses, enquanto que no grupo da terapia convencional esta não ultrapassou os 6,9 meses.

12 meses após o início do tratamento, 37% dos pacientes que estavam a receber pembrolizumab continuavam vivos, contra 26,5% dos pacientes a receberem quimioterapia.

Estudos anteriores tinham já revelado que o fármaco pembrolizumab era seguro e eficaz em casos resistentes daquele tipo de cancro da cabeça e pescoço.

O pembrolizumab é um anticorpo que inibe a interação anormal entre a molécula PD-1 nas células imunitárias e a molécula PD-L-1 nas células tumorais, permitindo a ativação das células imunitárias para atacarem os tumores.

Segundo os investigadores, este estudo revelou ainda potenciais biomarcadores para ajudar a identificar pacientes que poderão beneficiar de fármacos contra a molécula PD-1: “os pacientes cujos tumores expressam PD-L1”, explicou Cohen investigador neste estudo, da Universidade da Califórnia em San Diego, EUA.

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