Imunologia

#New class of drug puts cancer cells to sleep

Postado em

© KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty

© KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty

 

A new type of drug compound that puts cancer cells into a permanent sleep without damaging the cells’ DNA has shown promise in animal models of blood and liver cancers.

A team that included scientists from the University of Melbourne screened 243,000 compounds, looking for drugs that block KAT6A, a protein that when genetically depleted dramatically extends the life span of mice with lymphoma.

The researchers found one, which they chemically optimized to create two potent, selective inhibitors of KAT6A and KAT6B, enzymes that regulate the cell cycle by affecting when DNA is wound tightly on its spools.

The drugs selectively targeted liver cancer cells in zebrafish and arrested the progression of lymphoma in mice, with few side effects and little impact on healthy tissue. If human clinical trials give similar results, the compounds could offer “an entirely new weapon for fighting cancer,” said the University of Melbourne’s Tim Thomas in a press release.

Supported content

Nature 

“Paciente de Londres” em remissão de #VIH há 18 meses

Postado em

É o segundo caso de um doente em remissão de VIH após um transplante de medula. Apesar do optimismo, ainda é cedo para falar em cura, avisam os cientistas que assinam o artigo da revista Nature.

Foto
Representação 3D do vírus da sida DR

O “paciente de Berlim” era, até agora, um extraordinário caso único na longa história do vírus da sida. Timothy Ray Brown recebeu um transplante de medula óssea em 2007 de um dador que tinha uma mutação específica num determinado gene e conseguiu livrar-se do VIH. O sucesso nunca mais se repetiu. Porém, esta terça-feira uma equipa internacional de cientistas anuncia na revista Nature que há um novo doente que também recebeu um transplante de medula óssea de um dador com a mesma mutação no mesmo gene e que está em remissão há 18 meses. Esta é a história do “paciente de Londres”.

Em 2007, quando Timothy Brown recebeu o seu transplante de medula óssea, já se sabia que existia um gene que abria a “porta” dos linfócitos-T CD4+ para a infecção do VIH e que quando este gene tinha uma mutação as pessoas tornavam-se resistentes ao vírus. Quando há um defeito nesta “chave”, a porta não se abre. É, infelizmente, uma mutação rara, sabendo-se que aparece em cerca de 1% dos europeus. Nessa altura, procurou-se um dador de medula compatível com Timothy Brown, mas também que tivesse essa mutação nos receptores CCR5 dos linfócitos-T CD4+. Escusado será dizer que encontraram o dador e que, passados mais de dez anos, Timothy Brown continua sem sinais da infecção do VIH. Quando esteve em Lisboa, em 2016, Timothy Brown disse que não queria ser “a única pessoa no mundo que se curou do VIH”. Talvez o seu desejo se tenha, finalmente, tornado realidade.

PÚBLICO -

Foto
Timothy Ray Brown em Lisboa em 2016 RICARDO CAMPOS

O homem que alguns investigadores já chamam “paciente de Londres” soube que estava infectado com VIH-1 em 2003. Em 2012 recebeu o diagnóstico de um linfoma de Hodgkin, um tipo de cancro. Timothy Brown, recorde-se, tinha uma leucemia, um cancro diferente mas que também tem origem nas células do sangue, e foi por isso precisou de um transplante de medula óssea. Para o tratamento do cancro deste novo paciente com linfoma exigia-se também um transplante de medula óssea. E, claro, procurou-se também alguém com a rara mutação.

O investigador Ravindra Gupta, do Departamento de Infecção e Imunidade do University College de Londres, no Reino Unido, coordenou o trabalho que conseguiu repetir o sucesso da remissão do VIH, uma década depois do primeiro e único caso. Não que outros não o tivessem tentado antes. O artigo publicado na Nature menciona outras tentativas em que doentes infectados com VIH receberam transplantes com células que tinham o gene CCR5 mutado mas que, infelizmente, mais tarde ou mais cedo acabaram por fracassar. Apesar de nalguns casos ter sido possível diminuir a carga viral, as experiências realizadas até agora nunca conseguiram “limpar” os sinais do vírus ou evitar uma recaída na sequência de uma interrupção na terapia anti-retroviral.

O paciente tratado por Ravindra Gupta passou por vários esquemas terapêuticos com diferentes regimes e combinações, mas deixou de tomar a terapia anti-retroviral 16 meses depois do transplante de medula. Ao contrário de Timothy Brown, este homem não precisou de submeter-se a um tratamento agressivo com dois transplantes de medula óssea precedidos por duas irradiações completas de corpo inteiro. Os autores confirmaram que, neste novo caso, o ARN do VIH-1 ficou indetectável após um transplante e o paciente permanece em remissão há já 18 meses.

No artigo, os investigadores sublinham ainda que há semelhanças e diferenças entre o caso de Berlim e este agora divulgado. Nos dois casos, dizem, foi usada uma medicação profiláctica semelhante para uma complicação que pode surgir nestes transplantes (a doença do enxerto contra o hospedeiro) e que se terá manifestado de uma forma ligeira mas o suficiente para um efeito positivo na perda de células infectadas com VIH. Entre as diferenças, assinala-se por exemplo o facto de existir um genótipo diferente antes dos transplantes, ou seja, terem variantes diferentes do CCR5. Finalmente, sublinham os cientistas, o paciente alcançou remissão completa após um único transplante de medula óssea, enquanto o paciente de Berlim terá apresentado uma recaída e recebeu quimioterapia adicional antes de um segundo transplante.

Saber o que foi feito de diferente e o que foi igual é importante para tentar repetir o sucesso, mas o mais importante será mesmo o resultado final. “Este estudo demonstra que o ‘paciente Berlim’ não era uma anomalia”, escrevem no artigo em que defendem que a remissão da infecção pelo VIH pode ser alcançada com regimes de fármacos de intensidade reduzida e que um único transplante de medula óssea será suficiente sem que seja necessário recorrer a irradiação corporal total. O que observaram concluem, “apoia o desenvolvimento de estratégias de cura do VIH que impeçam a expressão do co-receptor CCR5”.

“Ainda é demasiado cedo”

Para já, a história do paciente de Londres é, pelo menos, encorajadora, comenta Graham Cooke, especialista em doenças infecciosas do Imperial College de Londres. “Outros pacientes tratados de forma semelhante desde o ‘paciente de Berlim’ não viram resultados semelhantes. Isso deve encorajar os pacientes com VIH que precisam de transplante de medula óssea a considerar um dador negativo para CCR5, se possível”, refere o investigador, acrescentando que para chegar perto do objectivo de uma possível cura do VIH é preciso esclarecer ainda “por que é que o procedimento funciona em alguns pacientes e não em outros”.

Numa outra reacção ao artigo divulgada na revista Nature, Andrew Freedman, especialista da Universidade de Cardiff, coloca igualmente um travão no entusiasmo: “Como os autores alertam, ainda é demasiado cedo para ter certeza de que este segundo paciente foi curado do VIH.” Por outro lado, o investigador que não participou neste trabalho frisa que este tipo de abordagem não é adequado para tratar os milhões de pessoas infectadas em todo o mundo com VIH. Não é um caminho fácil, nem será uma solução para todos os doentes infectados com VIH. Por trás destes dois casos de sucesso, está um transplante de medula óssea que é um procedimento delicado, difícil e caro.

O estudo, concede, pode ajudar a desenvolver uma cura para o VIH, mas é igualmente provável que isso demore muitos anos ainda. Assim, até essa altura, “a ênfase deve permanecer no pronto diagnóstico do VIH e no início da terapia anti-retroviral combinada ao longo da vida”, diz Andrew Freedman. “A terapia anti-retroviral é altamente eficaz tanto para restaurar a expectativa de vida quase normal como para prevenir a transmissão para outras pessoas.”

 

Publico.pt

#Sexually Transmitted Diseases Also called: Sexually transmitted infections, STDs, Venereal disease

Postado em

Resultado de imagem para sexula transmitted deases

Summary

Sexually transmitted diseases (STDs) are infections that are passed from one person to another through sexual contact. The causes of STDs are bacteria, parasites, yeast, and viruses. There are more than 20 types of STDs, including

Most STDs affect both men and women, but in many cases the health problems they cause can be more severe for women. If a pregnant woman has an STD, it can cause serious health problems for the baby.

Antibiotics can treat STDs caused by bacteria, yeast, or parasites. There is no cure for STDs caused by a virus, but medicines can often help with the symptoms and keep the disease under control.

Correct usage of latex condoms greatly reduces, but does not completely eliminate, the risk of catching or spreading STDs. The most reliable way to avoid infection is to not have anal, vaginal, or oral sex.

Centers for Disease Control and Prevention

Start Here

Symptoms

Diagnosis and Tests

Prevention and Risk Factors

Treatments and Therapies

Related Issues

Specifics

Images

Statistics and Research

Clinical Trials

Teenagers

Women

Seniors

Patient Handouts

 

 

In Medline

#La Syphilis

Postado em

Resultado de imagem para syphilis

Description

La syphilis est avant tout une infection transmissible sexuellement (ITS) causée par la bactérie Treponema pallidumLa maladie possède plusieurs apparences cliniques souvent regroupées en stades, selon le moment où elles se produisent.

Il existe trois stades de syphilis pendant lesquels les symptômes apparaissent. Cependant, tous les individus atteints de syphilis ne passent pas nécessairement par les trois stades de la maladie. Entre ces stades, il y a des périodes asymptomatiques ou latentes.

La syphilis se présente d’abord comme une maladie infectieuse aiguë qui semble se résorber spontanément. Elle peut récidiver peu de temps après et disparaître de la même façon. Elle peut aussi réapparaître sous forme de trouble chronique non contagieux.

Cela signifie qu’il y a deux groupes de personnes atteintes de la syphilis : celles qui sont contagieuses, mais qui guérissent sans traitement, et celles qui ne sont pas contagieuses, mais qui ne guérissent pas sans traitement. Dans un groupe comme dans l’autre, les analyses de sang pour rechercher la syphilis produisent des résultats positifs.

Autrefois, la syphilis était une cause importante de mortalité et d’invalidité. On croit qu’elle a été introduite en Europe par les premiers explorateurs espagnols de retour d’Amérique. Elle s’est répandue à travers l’Europe et est devenue associée à la sexualité et comme Vénus était considérée comme la « déesse de l’amour », on l’a désignée comme une maladie vénérienne (vénérienne étant un adjectif dérivé de Vénus). Il n’existait pas de traitement pour la syphilis avant la découverte des antibiotiques en 1945. Cette maladie est devenue beaucoup plus rare depuis que leur usage s’est répandu.

Depuis 2009 (les dernières statistiques disponibles), au Canada, le taux d’infection de la syphilis et de 5 par 100 000 personnes. Au Canada, le nombre de cas de syphilis est en augmentation chez les hommes et les femmes, mais davantage chez les hommes.

Causes

Dans presque tous les cas, la syphilis est transmise par contact sexuel. Elle peut être transmise lors de relations sexuelles orales ou anales, et même parfois par le baiser.

La syphilis se manifeste par un ulcère indolore sur la partie du corps qui a été en contact avec la personne infectée. Cet ulcère libère lentement un liquide transparent qui contient de nombreuses bactéries de la syphilis. Si ce liquide vient en contact avec la peau non intacte ou une muqueuse (comme l’intérieur du vagin), il risque d’induire la formation d’un nouvel ulcère, transmettant ainsi l’infection. Ces lésions initiales ne sont pas douloureuses et sont souvent situées dans des régions invisibles du corps, de sorte que la personne peut transmettre la syphilis sans le savoir.

Dans de rares cas, il arrive qu’une mère transmette la syphilis à son enfant pendant l’accouchement, mais le dépistage systématique de la maladie a presque éliminé ce mode de transmission de la syphilis.

Symptômes et Complications

Au stade initial, la maladie est appelée syphilis primaire. À ce stade, on observe en général un seul ulcère, qui apparaît entre 10 jours et 100 jours, en moyenne un mois, après l’infection. Au début la lésion apparaît comme un bouton rouge. C’est dans ce site que les bactéries vont d’abord se multiplier. En peu de temps, l’érosion transforme la lésion en un ulcère non douloureux, appelé chancre. Que la personne soit traitée pour la maladie ou non, le chancre guérit et disparaît typiquement en un mois ou deux. La personne est contagieuse pendant la syphilis primaire.

Si la personne n’est pas traitée, les bactéries infiltrent éventuellement la circulation sanguine et envahissent diverses régions de l’organisme. À ce stade, une éruption cutanée peut survenir. Elle se manifeste généralement entre 6 semaines et 3 mois après la formation du chancre et dans certains cas, elle surgit même avant que le chancre initial soit complètement guéri. Il arrive que l’éruption s’aggrave de façon constante au cours des 2 mois qui suivent son apparition initiale. Des plaques rondes, rouges, ou brunes, se forment sur la poitrine, les bras, les jambes et, de manière tout à fait inhabituelle, sur la paume des mains et la plante des pieds. L’éruption garde parfois la forme de plaques rouges qui deviennent pustuleuses ou squameuses, mais elle provoque rarement une démangeaison intense. Il arrive que l’éruption réapparaisse après avoir disparu.

Le malade présente également des symptômes semblables à ceux de la grippe, notamment des maux de tête, de la fatigue, et une légère fièvre. Les bactéries peuvent envahir le cerveau et provoquer une méningite. Certaines personnes présentent des signes d’anémie et de jaunisse. Ce syndrome est appelésyphilis secondaire et peut se manifester de façon intermittente pendant une année ou deux. Tant et aussi longtemps que l’éruption cutanée persiste, une personne atteinte de la syphilis secondaire est contagieuse.

Dans de nombreux cas, l’évolution de la syphilis s’arrête au stade secondaire, même lorsqu’elle n’est pas traitée. La bactérie demeure présente dans l’organisme, mais elle n’entraîne aucun symptôme et n’est pas contagieuse. C’est la syphilis latente. La maladie peut alors demeurer inactive pendant toute la vie, ou reprendre son évolution des années plus tard.

Les personnes qui ne reçoivent pas de traitement au stade primaire de la syphilis ont 1 chance sur 3 d’être atteintes d’une syphilis tertiaire chronique. Les bactéries se dissimulent dans l’organisme et ne sont plus infectieuses, mais elles peuvent réapparaître des dizaines d’années après la dernière éruption de la syphilis secondaire. La maladie menace alors gravement les organes internes, dont le cerveau, le cœur, les vaisseaux sanguins et les os. La syphilis peut provoquer la mort si on ne la traite pas.

Au nombre des complications de la syphilis tertiaire, on note les suivantes :

  • des lésion cérébrales : selon la région cérébrale touchée, les symptômes se traduisent par des anomalies motrices, notamment des tremblements ou des troubles de l’humeur, comme la mégalomanie, de la faiblesse musculaire, de la douleur, une détérioration de la coordination musculaire et la perte des mouvements dans les extrémités.
  • des lésions du cœur et des vaisseaux sanguins : la syphilis détériore en particulier les parois de l’aorte, la plus grosse artère du cœur. Les lésions peuvent entraîner la formation d’un anévrisme. En général, ce syndrome survient entre 10 ans et 25 ans après l’infection initiale.
  • des lésions de la rétine et des nerfs vitaux et des vaisseaux sanguins à l’arrière de l’œil. En général, la syphilis attaque les deux yeux. Si ces lésions ne sont pas traitées, les séquelles sont irréversibles et risquent d’entraîner la cécité. Dans ce cas également, les conséquences suivent de nombreuses années après la première infection.

Ces exemples ne représentent que certains des organes les plus susceptibles de subir des lésions. Les symptômes ne doivent toutefois pas devenir aussi importants, car il est possible de guérir la syphilis en quelques jours lors de sa première apparition. Il s’agit cependant d’une maladie insidieuse et, au stade primaire, elle risque de passer inaperçue.

Diagnostic

La syphilis est facile à diagnostiquer au stade primaire ou secondaire lorsqu’un ulcère est visible. Un prélèvement de cet ulcère fournira une quantité suffisante de bactéries pour une analyse au microscope. Autrement, il existe une série d’analyses de sang qui permettent de confirmer le diagnostic. Ces analyses seront effectuées de nouveau après le traitement pour confirmer son efficacité.

Traitement et Prévention

On utilise la pénicilline pour traiter tous les stades de la syphilis.Malgré ses 60 années d’utilisation, la bactérie de la syphilis n’a pas encore développé de résistance à l’antibiotique original. Dans le cas de la syphilis primaire, une seule injection (habituellement divisée en deux demi-doses, une dans chaque fesse) est suffisante pour guérir de façon permanente cette maladie qui autrefois emportait tant de vies.

La syphilis secondaire et la syphilis latente sont traitées de la même façon, sauf qu’au lieu d’une seule injection, il en faut trois administrées pendant trois semaines consécutives. La plupart des personnes atteintes de la syphilis infectieuse, plus particulièrement celles au stade secondaire, souffrent d’effets secondaires au premier traitement. Cette réaction se manifeste par une fièvre subite, accompagnée de maux de tête, de transpiration et parfois d’une éruption cutanée. Ces symptômes disparaissent en moins de 24 heures.

La pénicilline élimine en une journée ou deux l’effet de la contagion, et guérit la syphilis en une ou deux semaines. Le malade doit toutefois attendre d’avoir terminé le traitement avant d’avoir des relations sexuelles. Dans le cas d’une personne allergique à la pénicilline, un autre antibiotique peut être administré.

La syphilis tertiaire est également traitée à l’aide d’injections de pénicilline. En général, le traitement dure plus longtemps que quelques doses. Même s’il ne détruit pas toutes les bactéries dissimulées dans l’organisme, il prévient habituellement la formation d’autres lésions. Il n’existe cependant aucun moyen de réparer les organes déjà détériorés.

Il importe que vous alliez à vos rendez-vous de suivi chez votre médecin. Même si vous avez reçu des antibiotiques, certains traitements peuvent se révéler inefficaces. Votre médecin effectuera des analyses sanguines pour s’assurer que les antibiotiques ont été efficaces et que la bactérie n’est plus présente.

Le meilleur moyen d’éviter ces complications est d’avoir des relations sexuelles protégées pour éviter de contracter la syphilis. Utiliser correctement un condom est une bonne précaution de base, mais la syphilis n’est pas seulement transmise lors des relations sexuelles vaginales. N’importe quel contact oro-génital ou même bouche à bouche suffit pour transmettre l’infection. Le seul véritable moyen de réduire le risque est de limiter le nombre de ses partenaires sexuels et de les choisir judicieusement – demandez-leur un test pour la syphilis (et d’autres ITS). Si vous êtes atteint de syphilis, vous devez en aviser vos partenaires sexuels pour qu’ils se fassent tester et possiblement traiter.

 

SantéchezNous

#Antifúngico oral durante a gravidez associado a aborto espontâneo

Postado em

Fonte de imagem: AABGU

Um fármaco usado por via oral para tratar as candidíases vaginais  foi associado a um maior índice de aborto espontâneo quando tomado durante a gravidez, demonstrou um estudo.

Durante a gravidez, no caso de infeção fúngica, que se calcula afetar cerca de 10% das grávidas, é normalmente prescrito um tratamento tópico. Porém, em muitos casos é prescrito o fluconazol à grávida.

Para o estudo, Anick Bérard da Universidade de Montreal, no Quebeque, Canadá, e colegas, analisaram dados de uma coorte de gravidezes do Quebeque que continham detalhes sobre 441.949 gravidezes.

Os dados analisados englobavam o período de 1998 a 2015. Foi apurado que 69,5% das mulheres expostas ao fluconazol oral tinham recebido uma única dose de 150mg. As restantes mulheres tinham recebido uma dose do fármaco superior a 150mg.

Os investigadores descobriram que a toma do fluconazol oral estava associada a resultados adversos. Efetivamente, o uso do fármaco no início da gravidez aparentava aumentar o risco de aborto espontâneo, em comparação com a não exposição ao fluconazol.

A exposição ao fluconazol em dose superior a 150 mg durante o primeiro trimestre da gravidez foi associada a um risco mais elevado de malformações cardíacas no bebé.

Por outro lado, não foi detetada uma associação entre a toma do fármaco durante a gravidez e o risco de um nado-morto.

Anick Bérard comentou os achados: “o nosso estudo demonstra que tomar qualquer dose de fluconazol oral quando se está grávida poderá estar associado a uma maior probabilidade de aborto espontâneo”.

Os resultados deste estudo estão de acordo com os de outros estudos, afirmaram os autores.

 

 

BancodaSaúde

#Investigadores de Coimbra ajudam a desenvolver técnica com potencial para tratar leucemia

Postado em

Fonte de imagem: Medical News Today

O Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra integra um projeto internacional que conseguiu converter células da pele em células do sangue, descoberta com potencial no tratamento de doenças como leucemia, foi hoje revelado.

O projeto de investigação conjunta do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC), com institutos dos EUA (Escola de Medicina Icahn no Monte Sinai), da Suécia (Centro Wallenberg de Medicina Molecular) e da Rússia (Instituto de Ciência e Tecnologia Skolkovo) foi publicado recentemente na revista Cell Reports.

“A descoberta poderá ter um grande potencial na medicina personalizada (com produtos adaptados para o organismo de cada ser humano) para tratamento de doenças como a leucemia”, garante o CNC-UC.

No artigo publicado na Cell Reports é demonstrada a reprogramação direta de células humanas da pele em células estaminais hematopoiéticas.

“Estas células estaminais são as principais precursoras dos componentes do sistema sanguíneo, formando-se num processo designado de hemogénese. Este processo foi alcançado em laboratório com a utilização de três proteínas (GATA2, FOS e GFI1B)”, explica o Centro, em comunicado.

Filipe Pereira, investigador do CNC-UC e coordenador do projeto, refere que “o estudo é o primeiro a demonstrar a reprogramação direta em células hematopoiéticas humanas”, que poderá ser um primeiro passo no caminho de conseguir gerar células estaminais sanguíneas perfeitamente funcionais no laboratório.

“No futuro, estas células reprogramadas poderão ser transplantadas em doentes com doenças no sangue”, explica Filipe Pereira, adiantando que “é extremamente interessante que apenas três proteínas consigam causar uma mudança tão drástica e que sejam conservadas evolutivamente entre ratinhos e humanos”.

Segundo o Centro, o estudo demonstrou que a GATA2 lidera esta combinação de três proteínas, uma vez que recruta as restantes duas para ativar o processo de hemogénese e “desligar” o programa normal das células da pele.

Estes mecanismos foram testados em ratinhos. E, após um período de três meses, comprovou-se que as células convertidas contribuem para a formação de novo sangue humano nestas cobaias.

“Após o transplante das células hematopoiéticas estaminais em ratinhos ter sido bem-sucedido, o próximo passo será aumentar a eficiência e a qualidade das células enxertadas para que contribuam para a formação de sangue durante maiores períodos de tempo”, acrescenta o coordenador do estudo.

Os investigadores pretendem “tornar este processo uma realidade na medicina personalizada, em doenças do sangue como a leucemia”.

Além de Filipe Pereira, o artigo “Cooperative Transcription Factor Induction Mediates Hemogenic Reprogramming” conta igualmente com Andreia Gomes (CNC-UC) como autora principal. O estudo foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (Portugal), pela Fundação Knut e Alice Wallenberg (Suécia), e pelo Instituto Nacional de Saúde (EUA).

BancodaSaúde

#Medicamento que previne o VIH já está disponível nos hospitais

Postado em

Avaliação do Infarmed conclui que grupos que mais poderão beneficiar do medicamento são os homens que fazem sexo com homens e casais em que um dos elementos é seropositivo.

Foto
SEBASTIAO ALMEIDA

Está dado o passo que faltava para que o medicamento que previne o VIH (incluindo o genérico) esteja disponível nos hospitais. O Infarmed publicou na quarta-feira a avaliação prévia que permitirá a dispensa hospitalar destes comprimidos que combinam duas substâncias.

No documento com data de 8 de Fevereiro, o Infarmed reconhece que “existe interesse público” em utilizar o medicamento em causa como profilaxia pré-exposição (PrEP, na sigla inglesa). A PrEP consiste na toma diária de um comprimido que também é utilizado em pacientes que já estão infectados com VIH. Destina-se a reduzir as hipóteses de alguém que não está infectado, mas que está sujeito a um alto risco de infecção, poder contrair o vírus em caso de exposição ao mesmo.

A avaliação do Infarmed, que se foca em aferir a relação custo-benefício da disponibilização do medicamento a um determinado grupo, identifica duas subpopulações: casais em que um dos elementos é seropositivo e homens que fazem sexo com homens e que desconhecem se os parceiros estão infectados.

De fora ficam os utilizadores de drogas injectáveis, e mulheres que, por exemplo, têm relações sexuais sem o uso consistente do preservativo. Ambos os grupos tinham sido identificados numa norma de orientação clínica de 2017, da Direcção-Geral da Saúde (DGS) como fazendo parte daqueles que “devem ser referenciados a consulta de especialidade hospitalar”. Apesar de não serem referidos na avaliação do Infarmed, a prescrição poderá ser feita na mesma.

A coordenadora do Programa Nacional para a Infecção VIH e Sida, Isabel Aldir, explica que “uma coisa é a avaliação que é feita para o reembolso e comparticipação do medicamento, e é esse o âmbito da avaliação do Infarmed, e outra coisa é a avaliação que é feita em termos da redução do risco da infecção para as populações”, que é da competência da DGS.

Linguagem pouco clara

O Grupo de Activistas em Tratamento (GAT) já tinha alertado para o atraso “surreal” nas avaliações do impacto orçamental do medicamento pelo Infarmed.

Agora que é conhecido, o presidente, Luís Mendão, deixa críticas à linguagem “muito pouco clara” utilizada na avaliação. Por exemplo, em algumas referências aos grupos para os quais foi feita a avaliação, o Infarmed fala em “casais em que o estado de infecção é desconhecido para ambos os elementos”. Mendão desmonta o problema: primeiro, “não há PrEP para pessoas que não conhecem o seu estatuto serológico” e, além disso, “em termos epidemiológicos não se usa a designação casal”. Em vez disso, fala-se em parceiros ou parceiras com quem se tem relações sexuais, corrige o activista.

Aldir reconhece que “o articulado, da forma como está, não é claro e gera algumas dúvidas e interpretações menos correctas”. E avança que haverá uma reunião “provavelmente já na próxima semana” para corrigir alguns destes aspectos.

A avaliação prévia do Infarmed surge após a implementação de um Programa de Acesso Precoce que tornou o medicamento acessível a um grupo limitado de pessoas. Em Novembro do ano passado, 240 utentes já estavam a tomar esta medicação.