Odontologia

#O que a #boca da criança pode revelar sobre #abuso ou #negligência

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Dra. Susan A. Fisher-Owens

O abuso físico ou sexual de uma criança geralmente envolve a boca; mais de 50% das crianças abusadas sofrem danos na cabeça ou no pescoço. Além do trauma oral, as crianças maltratadas têm mais probabilidade de apresentar evidências de negligências dentais, incluindo gengivites, cáries e outros problemas de saúde.

Os achados de exames que devem suscitar suspeitas de abuso ou negligência são descritos no novo relatório clínico Oral and Dental Aspects of Child Abuse and Neglect , publicado no periódico Pediatrics.[1] O Medscape conversou com a autora principal Dra. Susan Fisher-Owens sobre pontos-chave no relatório para clínicos envolvidos no atendimento de crianças e adolescentes.

Medscape: O relatório é uma atualização do relatório de 2005[2] sobre o mesmo tópico. Alguma coisa em particular a levou a revisar essas questões agora?

Dra. Fisher-Owens: Houve alguns avanços em testes laboratoriais para infecções sexualmente transmissíveis e uma consciência mais geral de como os clínicos devem responder a evidências de negligência dentária. Mas as maiores mudanças no relatório atualizado são novas seções sobre bullying e tráfico de seres humanos, duas situações que aumentaram desde o relatório anterior. Pensamos que era um momento oportuno para destacar o papel dos provedores de serviços médicos e dentários em relação aos problemas orais e dentários resultantes de abuso e negligência.

Abuso físico e sexual

Medscape: O relatório, que abrange todas as idades de recém-nascidos a adolescentes, é dividido em seis áreas, sendo o primeiro abuso físico. Que evidências de abuso físico podem ser encontradas em e ao redor da boca das crianças?

Dra. Fisher-Owens: Os lábios são o local mais comum para lesões orais de abuso, seguido pela mucosa oral, dentes, gengivas e língua. Um dos sinais mais suspeitos de ser visto em um recém-nascido é um frênulo lingual quebrado. O frênulo pode ser rasgado quando um cuidador força agressivamente uma garrafa na boca de um bebê, ou atinge a boca do bebê com outro objeto. O frênulo normalmente não é rasgado durante a atividade normal, a menos que a criança caia com um objeto na boca. Um frênulo lingual rasgado deve aumentar o índice de suspeita de abuso (Figura 1).

Figura 1. Um frênulo rasgado. Cortesia: Dr. Anupama Tate.

Mais informações podem ser encontradas no guia de orientações da American Academy of Pediatrics (AAP) The Evaluation of Suspected Child Physical Abuse .

Medscape: O que pode ser uma dica ao clínico para possíveis abusos sexuais envolvendo a cavidade oral?

Dra. Fisher-Owens: Embora a cavidade bucal seja um local frequente de abuso sexual em crianças, sinais visíveis de machucados ou infecções sexualmente transmissíveis são raros. Em alguns casos, podemos ver sinais físicos de contato genital-oral forçado, como lesões na mucosa oral. Certas provas de lesão, como um frênulo lingual rasgado ou petéquias na junção dos palatos duro e macio, devem suscitar preocupação com o sexo oral forçado. Mais frequentemente, no entanto, a insinuação de abuso sexual surge em uma discussão, ou no comportamento de uma criança, e não por um sinal físico aberto.

O relatório fornece detalhes sobre o teste de infecções sexualmente transmissíveis. O tempo é crítico. A evidência é mais provável de produzir um resultado se coletada dentro de 24 horas de exposição para crianças pré-púberes ou dentro de 72 horas de exposição para adolescentes mais velhos.[3,4] Este tipo de coleta não pode ser feito em todos os lugares, por isso, quando se suspeitar de abuso sexual, o clínico deve entrar em contato com os serviços de proteção infantil para que a investigação posterior (por exemplo, exame forense e história) possa ocorrer em um ambiente onde eles estão habituados a realizar essas avaliações da maneira o mais oportuna possível. Mais informações sobre este tópico podem ser encontradas no guia da AAP The Evaluation of Children in the Primary Care Setting When Sexual Abuse is Suspected .

Medscape: Na seção sobre marcas de mordida, o relatório aborda não apenas a cavidade oral do abusado, mas também a do abusador. Como os clínicos devem avaliar as marcas de mordida?

Dra. Fisher-Owens: A lição mais importante para o clínico geral é conhecer a diferença quanto ao formato de uma mordida humana e uma mordida de animal. Os pais ou cuidadores podem explicar uma marca na pele como sendo de um animal, mas a forma de uma mordida de animal é bastante diferente da de uma mordida humana. O próximo ponto é tirar fotografias para documentar a marca da mordida. Finalmente, se a pele está realmente aberta, o clínico pode usar um cotonete na pele para obter o DNA da saliva (apropriadamente coletado, documentado e rotulado, mantendo a cadeia de custódia). Um odontologista forense pode ser capaz de fazer um molde da marca da mordida que pode ser usado para identificar o agressor (Figura 2).

Figura 2. Uma marca de mordida humana. Cortesia: Dr. Anupama Tate.

Aspectos dentários do tráfico de crianças

Medscape: Como o exame bucal e dentário fornece pistas sobre o tráfico sexual humano e infantil?

Dra. Fisher-Owens: Infelizmente, o tráfico de seres humanos está se tornando mais comum. Não temos números precisos, porém mais de 100 mil crianças anualmente são vítimas de prostituição, e a idade média dessas crianças é cerca de 12 anos. Parte do aumento é o resultado do trabalho de médicos que tiveram uma maior atenção sobre as crianças que correm maior risco de tráfico (crianças que passaram por cuidado adotivo, crianças sem-teto, com cuidadores temporários e as que foram encarceradas). No relatório clínico Child Sex Trafficking and Commercial Sexual Exploitation: Health Care Needs of Victims a AAP aborda esse tema em maior detalhe.

Os problemas dentários das crianças traficadas podem ser devidos à falta de cuidados dentários preventivos, a uma má nutrição, ao crescimento lento dos dentes e aos dentes mal formados, ou ao abuso físico. Crianças de qualquer idade também podem apresentar cáries dentárias, infecções e dentes quebrados ou faltantes. Em alguns casos, crianças traficadas são trazidas para o atendimento dentário para melhorar a aparência, o que é importante para o valor delas como indivíduos traficados.
Também é fundamental para os prestadores de cuidados de saúde estar conscientes de que este problema não se limita às mulheres; os homens também podem ser vítimas de tráfico de seres humanos.

Negligência dentária

Medscape: Quais as principais questões relacionadas à negligência dentária que você gostaria que os clínicos conhecessem? Isso é considerado uma forma de abuso, ou é uma falta de consciência?

Dra. Fisher-Owens: Muita negligência dentária vem da ignorância. As taxas de problemas dentários são maiores entre as pessoas com baixo status socioeconômico, ao ponto em que as famílias têm uma visão fatalista de que, é claro, perderão os dentes na idade adulta. É um fato triste que, todos os anos, crianças morrem por doenças dentárias quase completamente evitáveis. Um ponto importante que surgiu na última década é o fato de que a negligência dentária é mais do que a falta de cuidados dentários. Em vez disso, a negligência dentária ocorre depois que os pais foram educados sobre cuidados odontológicos apropriados e providos de recursos para acessar os cuidados, mas ainda assim não conseguem provê-los para os próprios filhos. Várias histórias foram notícias sobre pessoas que foram acusadas de negligência dentária, mas que alegaram que ninguém aceitava o seguro de saúde, ou que não tinham transporte para o dentista. Estas são algumas das barreiras que devem ser abordadas antes de fazer uma acusação de negligência dentária ou de denunciar a família aos serviços de proteção infantil.

No campo da saúde, particularmente em medicina, precisamos educar nossos colegas sobre a importância de prestar atenção à saúde dentária de uma criança e não apenas dizer: “Oh, é apenas uma dor de dente”, ou “É apenas um dente de leite, então não importa.” Se as crianças tiverem cáries nos dentes de leite, elas não só são mais propensas a ter cáries quando adultos, mas também são menos propensas a se formar no ensino médio ou a encontrar um emprego que pague bem como a alguém que tenha um conjunto completo de dentes saudáveis. Os problemas com os dentes que começam na infância podem ter efeitos em longo prazo. É por isso que estamos tentando adotar mais uma abordagem multiprofissional para ajudar a manter as crianças saudáveis.

Aspectos dentários do bullying

Medscape: Também novo neste relatório é a seção sobre bullying. O relatório explica que anormalidades orofaciais ou dentárias, incluindo má oclusão, podem expor a criança afetada ao bullying. Você pode discutir aspectos da boca e dentes que podem desempenhar um papel no bullying?

Dra. Fisher-Owens: Um terço das crianças no Ensino Fundamental foi intimidado ou intimidou outra pessoa. E é verdade que as crianças com certas anormalidades orofaciais, ou que têm problemas com o alinhamento dos dentes (mordida pequena ou mordida demais) ou outros problemas dentários, são mais passíveis de ser intimidadas. Ocorre um ciclo no qual as crianças vítimas de agressão são mais vulneráveis ao abuso e ao tráfico, o que é prejudicial à autoestima. Essas crianças são menos propensas a cuidar de si, o que, por sua vez, afeta negativamente os dentes.

No entanto, francamente, neste momento, todas as crianças devem ser rastreadas para bullying. Os clínicos precisam iniciar as conversas dizendo: “Estou descobrindo que muitos dos meus pacientes estão tendo problemas por serem intimidados”, ou “Muitos dos meus pacientes vêem outras crianças sendo intimidadas”. Isso pode tornar a criança mais confortável para falar sobre experiências com bullying. Muitas vezes eu perguntei a uma criança sobre o bullying, apenas para que ela respondesse afirmativamente, e os pais da criança não tinham ideia. Ser capaz de abrir essa discussão na clínica permite que ela seja aberta dentro da família também.
Eu também gostaria de lembrar aos profissionais de saúde a importância do papel deles, de serem líderes de pensamento em suas comunidades. As comunidades precisam ter profissionais de saúde falando sobre a importância dos programas anti-intimidação. Os profissionais de saúde podem influenciar a forma como as pessoas abordam o bullying nas escolas.

O papel dos dentistas

Medscape: O relatório enfatiza, já no início, que se destina não só a clínicos em ambientes médicos, mas também a profissionais de saúde bucal. O que você vê como o papel dos dentistas na identificação inicial de uma questão oral que pode estar relacionada a abuso ou negligência?

Dra. Fisher-Owens: Os prestadores de serviços odontológicos estão se movendo para se envolver com a criança como um todo, e esta é outra área com a qual queremos que os dentistas se envolvam. A equipe odontológica frequentemente gasta mais tempo com o paciente na cadeira do que uma equipe médica gasta com um paciente no consultório. Assim, a equipe odontológica poderá explorar como a criança está indo na escola, quem são os amigos dela e assim por diante, e talvez tente saber se algo mais está acontecendo na vida da criança. Algo que me surpreendeu no desenvolvimento do relatório foi descobrir que os cuidadores de crianças que estão sendo maltratadas são susceptíveis a trocar de médicos, mas eles tendem a ficar com o mesmo dentista. Então, embora cada novo profissional médico que vê o paciente não esteja ciente de lesões frequentes, por exemplo, o dentista pode estar em posição de detectar isso. É uma das razões pelas quais pensamos que é tão importante para os dentistas e suas equipes serem mais conscientes de possíveis abusos ou negligências.

Medscape: Os dentistas, como outros profissionais de saúde, têm um papel na denúncia de abuso e negligência?

Dr. Fisher-Owens: Todos os profissionais de saúde, sejam dentistas, médicos ou da enfermagem, são repórteres obrigatórios de abuso. Se eles têm alguma preocupação, são obrigados a denunciá-la aos serviços de proteção à criança. Em geral, os profissionais médicos para crianças estão mais acostumados a fazer esses relatórios quando têm uma preocupação, e não aguardam a certeza de abuso ou a espera de alguém para fazê-lo. Nós podemos ajudar nossos colegas dentistas a se tornarem mais confortáveis com esse processo. Não se trata de uma acusação; trata-se de preocupação em manter a criança segura e saudável. Fazer um relatório aos serviços de proteção infantil não requer treinamento específico. As pessoas que trabalham em serviços de proteção infantil fazem isso todos os dias e podem orientar os profissionais  através do processo.

Documentação e fotografia

Medscape: Com relação a qualquer uma dessas áreas de potencial abuso – físico, sexual, marcas de mordida – o que você recomenda em termos de documentação?

Dra. Fisher-Owens: Fotografar é muito útil porque os clínicos que estão observando essas lesões podem não entender completamente o que estão vendo. A fotografia, especialmente quando é feita com uma régua ou outro item para estabelecer escala, permite que aqueles que avaliem o caso mais tarde vejam o que o clínico viu. As contusões e as marcas de mordida desaparecem ao longo do tempo, então uma fotografia é muito útil.

Também é importante para os profissionais rotineiramente documentar achados que são normais, mas podem ser confundidos com provas de danos. Um excelente exemplo disso é a melanocitose dérmica (anteriormente denominada “manchas mongóis”), uma área de escurecimento da pele que se parece com um hematoma. Se ninguém documentou esta alteração dérmica encontrada no nascimento ou no primeiro exame de rotina da criança, mais tarde, alguém pode pensar que é uma evidência de abuso. É no melhor interesse da criança documentar achados normais que poderiam ser mal interpretados (Figura 3).

Figura 3. Melanocitose dérmica pode ser confundida com hematoma. Cortesia: Centro Médico da Universidade Americana de Beirut.

Medscape: O que mais você gostaria que os clínicos conhecessem sobre os aspectos orais e dentários do abuso e da negligência infantil?

Dra Fisher-Owens: Muitas vezes, essas crianças vão a um profissional médico com queixas somáticas problemas para dormir, dores de estômago , mas o clínico não encontra nada após o exame. Isso deve ser uma dica de que algo mais pode estar acontecendo na família ou na escola. As crianças que continuam aparecendo com essas queixas inespecíficas podem ser vítimas de bullying e ter medo de ir para a escola. Ou podem ser vítimas de abusos e pedem ajuda silenciosamente, pois não podem pedir diretamente. Ser sensível à solicitação silenciosa de ajuda, por uma criança, pode ser muito útil.

 

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#Experta destaca el #implante cerámico como una alternativa de #estética bucal

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Mimetizándose e integrándose con los tejidos.

Mimetizándose e integrándose con los tejidos.

El implante cerámico se trata de una alternativa para el tratamiento de restauración de una pieza bucal, ya que ofrece una mejora estética debido a su color blanco, el cual imita a las raíces de los dientes, “mimetizándose e integrándose con los tejidos”, según ha destacado la product manager de Straumann, Mayra Díaz.
“Después de muchos estudios y trabajos de investigación, se ha conseguido encontrar un material como el zirconio, en el que se puede confiar por su extraordinaria dureza. Esto se traduce en un inexistente porcentaje de fractura, al que se añade su biocompatibilidad y su buen comportamiento intraóseo”, ha declarado Díaz.
Por ello, los profesionales de odontología han desarrollado los implantes de zinconio como una alternativa libre de metal, que “mejora la autoestima”. Además, el objetivo de usar este tipo de materiales cerámicos es que se integren con el resto del cuerpo, fomentando el equilibrio del paciente.
Asimismo, hay empresas que están apostando por este tipo de materiales libres de metal, cuyo sistema de fabricación se adapta a las necesidades estéticas que más demandan los pacientes.

#El #chupete hasta los tres o cuatro años reduce la probabilidad de #muerte súbita infantil

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Impide un sueño demasiado profundo.

Impide un sueño demasiado profundo.

 El uso de chupete hasta los tres o cuatro años, no solo no es perjudicial, sino que puede prevenir algunas enfermedades, además de reducir la probabilidad de muerte súbita infantil, pues impediría el sueño demasiado profundo y, por tanto, la parada respiratoria, según la odontóloga responsable de la Dirección Médico-Asistencial de Sanitas Dental, Patricia Zubeldia.
A pesar de que hay padres que intentan el abandono del chupete en los más pequeños, “no es necesario” que estos pasen por este momento hasta los tres o cuatro años, ya que, hasta esa edad, cualquier problema bucodental ocasionado por la succión del chupete se corregirá en un máximo de seis meses. Además, “este transmite satisfacción al bebé y es una fuente de bienestar y confort”, ha explicado la experta.
Sin embargo, prolongar este hábito más allá de la edad recomendada sí puede ocasionar problemas en el desarrollo natural de la boca, la alineación de los dientes y los cambios en la forma del paladar; así como causar problemas de maloclusión dental, producida cuando las dos arcadas dentales, la de arriba y la de abajo, no encajan correctamente al realizar la mordida.
Además, “la succión constante del chupete puede provocar que los tubos auditivos estén más abiertos de lo normal, lo que permite que segregaciones de la garganta se filtren al oído medio. Esto puede conllevar la transmisión de bacterias que generen infecciones como otitis”, ha subrayado la especialista.
Por todo ello, la Dra. Zubeldia ha elaborado una serie de consejos para que, cuando llegue el momento, los niños puedan dejar el chupete sin que ello suponga un mal momento. Algunos de ellos están basados en ofrecer al niño alternativas para los momentos en los que solía recurrir al chupete, como un abrazo o acercarle su peluche favorito; además, huir del castigo también es fundamental, sustituyéndolo por refuerzo positivo para conseguir motivar la conducta.
Para la odontóloga es importante también no adelantarse y esperar a que el niño tenga la madurez suficiente para evitar pasar del chupete al dedo, una práctica aún más perjudicial por un mayor riesgo de contener agentes contaminantes y de provocarse lesiones bucodentales o en el propio dedo. Una alternativa a esto es explicar a los pequeños que el chupete se ha olvidado accidentalmente en algún lugar, como por ejemplo, en la casa vacacional.

#Reforzar la #salud bucodental es clave durante el #embarazo

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Para evitar transmitir bacterias patógenas al bebé.

Para evitar transmitir bacterias patógenas al bebé.

Durante el embarazo la mujer experimenta una serie de cambios en su organismo que pueden provocar la aparición de problemas, tanto en los dientes como en las encías, por lo que es “esencial” reforzar la salud bucodental para así evitar este tipo de problemas, a través de los cuales se podrían estar transmitiendo bacterias patógenas al bebé que se lleva en el vientre, según el director médico de Vitaldent, Gustavo Camañas.

Sin embargo, “únicamente” un 40% de las mujeres embarazadas afirma que acudiría al dentista si se lo prescribiese su ginecólogo, según la Sociedad Española de Periodoncia y Osteointegración (SEPA), datos “preocupantes” según el Dr. Camañas, debido a que existe una relación directa entre las enfermedades periodontales, el parto prematuro y el bajo peso del bebé al nacer. “De acuerdo a esta relación, el feto podría nacer antes de la semana 37 de embarazo y pesar una media de 50 gramos menos de peso”, ha subrayado.

Esto podría estar relacionado con la falsa creencia de que las embarazadas no deben acudir al dentista, a pesar de que la visita a este especialista durante el embarazo, “lejos” de estar contraindicada, es “fundamental” para prevenir futuras patologías y para solucionar aquellos problemas que se sufren antes de que puedan afectar negativamente al bebé.

Entre estas patologías, las más recurrentes suelen ser la ‘gingivitis del embarazo’, la inflamación y el sangrado de las encías, tanto que “entre el 30 y el 35% de las embarazadas sufren este tipo de patologías durante la gestación”, según el experto.

“Además, las mujeres embarazadas son más propensas a desarrollar caries, ya que durante esta etapa se consumen mayores niveles de carbohidratos y, las náuseas o vómitos aumentan el nivel de ácidos en la boca, lo que afecta directamente al esmalte del diente”, ha añadido.

Por todo ello, el Dr. Camañas ha recomendado a las mujeres embarazadas vigilar y aumentar la higiene bucodental durante todas las etapas del embarazo, mediante un cepillado diario de los dientes tres veces al día, la utilización de hilo dental, cepillos dentales interproximales y complementar con un colutorio especial para encías.

Cepillarse los dientes con #pasta dental fluorada es aconsejable después de ir a la # piscina

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Como prevención ante el cloro.

A pesar de que la exposición que habitualmente tenemos al cloro “no es suficiente” como para dañar el esmalte dental, “siempre” es aconsejable cepillarse los dientes con pasta dental fluorada después de acudir a la piscina, pues para el tratamiento de esta se usan productos químicos que pueden llegar a dañar la salud bucodental, según la odontóloga de Sanitas Dental, Patricia Zubeldia.

En este sentido, “es necesario que los niveles químicos del agua se mantengan de forma rigurosa para prevenir la erosión del esmalte y, por lo tanto, hay que tener un cuidado especial en las piscinas localizadas en los domicilios privados, donde el control de los elementos químicos es menor y el pH del agua podría dañar el esmalte dental”, ha concretado la experta.

“Los componentes químicos del agua hacen que las proteínas salivales se descompongan de una manera más acelerada de lo habitual, provocando que se incrementen los depósitos orgánicos en los dientes”, ha añadido.

Normalmente el tiempo de exposición al cloro no es tan extenso como para dañar la salud bucodental, experiencia contraria a la de los nadadores profesionales, quienes suelen estar más de seis horas semanales en la piscina, con lo que tienen un mayor riesgo de sufrir problemas en los dientes, pues se exponen de manera continuada al agua tratada con cloro.

Así, estos pueden llegar a presentar diversos problemas, como por ejemplo el ‘sarro del nadador’, pues con la mayor exposición al cloro, “las bacterias se adhieren con más facilidad y se transforman en placa bacteriana, que se mineraliza y se convierte en sarro, que se ve, sobre todo, en los dientes frontales con manchas amarillentas o marrones”. Además, este puede afectar de forma grave provocando inflamación de encías (gingivitis), mal aliento (halitosis), caries o periodontitis.

Por ello, “es esencial para los nadadores profesionales mantener unos hábitos de prevención, como fluorar los dientes regularmente y llevar un control sobre los niveles químicos del agua para evitar que el esmalte dental se debilite o erosione. Hay que tener en cuenta que el sarro puede eliminarse de manera sencilla con una limpieza dental profesional”, ha concluido la especialista.

Al menos 54 enfermedades sistémicas están relacionadas con la # periodontitis

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La disfunción eréctil, la artritis reumatoide o el alzhéimer también se asocian con la presencia de esta infección en la cavidad oral.

Al menos 54 enfermedades sistémicas guardan una relación con la periodontitis, una vinculación que según las enfermedades y los estudios publicados es “más o menos sólida y fuerte”, según se ha puesto de manifiesto en el marco de un Curso de Verano de la Universidad Complutense de Madrid (UCM), que cuenta con la colaboración de la Sociedad Española de Periodoncia (SEPA).

Y es que, la infección y la inflamación que caracteriza a la periodontitis hace que, por diferentes medios, esta enfermedad presente en la cavidad bucal se extienda a otras partes del organismo, actuando como una enfermedad sistémica.

“Ya hay más de medio centenar de enfermedades sistémicas que se han asociado con la periodontitis, lo que pone de relieve el impacto que tiene la salud periodontal en la salud general”, ha comentado el periodoncista y secretario del curso, David Herrera.

Y es que, aparte de la conocida relación de esta enfermedad de las encías con la diabetes, algunas enfermedades cardiovasculares y los efectos adversos sobre el embarazo, se han identificado otros trastornos vinculados con la periodontitis.

Entre ellos, se ha puesto de manifiesto que enfermedades tales como la disfunción eréctil, la artritis reumatoide o el alzhéimer también se asocian con la presencia de esta infección en la cavidad oral.

Desarrollan nuevos materiales, con vidrio bioactivo y flúor, para evitar la degradación y remineralizar los dientes (J Dent Res)

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Protege el colágeno desmineralizado de la dentina afectada por la caries.

Protege el colágeno desmineralizado de la dentina afectada por la caries.

Un estudio de investigadores de Finlandia, Brasil, Bélgica, Alemania y Reino Unido en el que también ha participado el profesor de Dentistry del CEU-UCH, Salvatore Sauro, ha desarrollado nuevos materiales, con vidrio bioactivo y flúor, para evitar la degradación y remineralizar de los dientes. Esta investigación sobre biomateriales para la regeneración de los tejidos dentales ha sido publicada en “Journal of Dental Research”.

Según el estudio los nuevos composites experimentales con vidrio bioactivo enriquecido con flúor han mostrado su eficacia para proteger y remineralizar el colágeno desmineralizado de la dentina afectada por la caries.

Las bacterias que causan las caries generan ácidos que desmineralizan la dentina, por lo que hallar nuevos biomateriales con propiedades remineralizantes es uno de los principales retos de la odontología restauradora y mínimamente invasiva.

El estudio ha comparado la acción inhibidora de las enzimas proteolíticas de la dentina y la remineralización inducida lograda por dos tipos de resinas experimentales que contienen vidrio bioactivo: una de ellas, con micropartículas de Bioglass 45S5 y la otra, con vidrio bioactivo experimental enriquecido con flúor y fosfatos.

Los efectos de ambos tipos de material experimental se han testado sobre muestras de dentina completamente desmineralizadas, sumergidas en saliva artificial durante un periodo de treinta días. Mediante un proceso inmunohistoquímico, se evaluó la degradación del colágeno dentinal por la acción de las enzimas proteolíticas.

Por otro lado, mediante técnicas de espectroscopia infrarroja y microscopía electrónica de barrido, se ha evaluado la remineralización inducida por ambas resinas bioactivas experimentales, comparando los resultados antes y después del proceso.

Sauro, ha explicado que la resina con vidrio bioactivo que han enriquecido con flúor y fosfatos ha demostrado ser más activa para inhibir las enzimas proteolíticas de la dentina y más bioactiva que la que contenía solo Bioglass. “Según hemos observado en el estudio, esto se debe a los iones fluorados que libera y a la gran cantidad de fosfatos que aceleran la remineralización de la dentina y frenan su degradación”.

Este tipo de material experimental bioactivo y enriquecido sería, por tanto, más adecuado para el desarrollo de nuevos materiales dentales destinados al tratamiento de la caries, que destruye los tejidos del diente como consecuencia de la desmineralización provocada por los ácidos que genera la placa bacteriana.

El Prof. Sauro dedica su labor investigadora al desarrollo de tratamientos odontológicos mínimamente invasivos contra la caries, que permitan eliminar la menor parte posible de tejido de la dentina afectado y que empleen para su restauración composites dentales bioactivos de carácter terapéutico capaces de remineralizar los tejidos dentales, como los testados en este estudio.

Uno de los trabajos más recientes del profesor Sauro se ha centrado en un nano-mineral bioactivo llamado halloysite, sobre el que ha demostrado sus propiedades óptimas para transportar agentes terapéuticos antibacterianos, como el triclosan, para evitar la reaparición de la caries, favoreciendo al mismo tiempo la remineralización del tejido dental dañado.

El profesor del CEU-UCH ha sido premiado por la European Federation of Conservative Dentistry (EFCD), por su estudio sobre la eficacia de la fotopolimerización en atmósfera de argón para aumentar la dureza y las propiedades de pulido de los composites dentales, conservando así por más tiempo su resistencia y aspecto estético.