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#Sem evidências de que a suspensão precoce dos #antibióticos aumente a #resistência microbiana

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Theresa Bebbington

A mensagem dada pelos médicos para “completar o tratamento” ao prescrever antibióticos deve ser abandonada, dizem os especialistas.

Eles argumentam que esta conduta não é embasada em evidências e deve ser modificada.

Os antibióticos são importantes no combate às infecções, mas em todo o mundo há uma crescente preocupação com o número de casos em que as bactérias se tornaram resistentes a esses medicamentos.

Para evitar o aumento da resistência aos antibióticos é essencial reduzir o uso desnecessário deles.

A recomendação atual da Organização Mundial da Saúde (OMS) é “sempre completar o tratamento prescrito, mesmo que você se sinta melhor, porque parar o tratamento precocemente promove o aumento de bactérias resistentes aos medicamentos”.

No Reino Unido, na verdade, essa orientação está incluída no currículo do ensino médio.

No entanto, muitos infectologistas instam legisladores, educadores e médicos que reconsiderem a orientação dada aos pacientes na prescrição de antibióticos.

O Dr. Martin J Llewelyn, PhD, médico e professor de Doenças Infecciosas e Parasitárias na Brighton e Sussex Medical School, e colaboradores, apresentaram sua análise contra a mensagem “complete o tratamento” em um artigo publicado no periódico British Medical Journal.

A equipe afirma que não há comprovação de que a suspensão precoce do uso dos antibióticos incentive a resistência aos antimicrobianos – e que tomá-los por mais tempo do que o necessário aumente o risco de resistência.

Resistência microbiana aos antibióticos

Ns análise, os autores relatam que o temor de que o curso incompleto do tratamento possa levar à resistência microbiana surgiu pela primeira vez na década de 40 do século passado.

O discurso de Alexander Fleming ao aceitar o Prêmio Nobel em 1945, por exemplo, expôs a visão do médico de que, caso não fosse usada penicilina suficiente para tratar a infecção estreptocócica da garganta, uma forma resistente da infecção poderia ser transmitida para outra pessoa. Ao final, descobriu-se que as bactérias do tipo estreptococos, responsáveis pelas infecções da garganta, ainda não desenvolveram resistência à penicilina.

É verdade que para certas infecções como tuberculose, gonorreia e malária, quando os microrganismos que causam a infecção se reproduzem, podem surgir mutações resistentes aos antibióticos se a dose de antibiótico administrada durante o tratamento for inadequada, ou se for utilizado apenas um medicamento. Isso é conhecido como seleção em alvo. No entanto, a maioria das bactérias não desenvolve resistência por seleção em alvo.

Em vez disso, os antibióticos podem modificar uma flora geralmente inofensiva, ou os microrganismos normalmente encontrados na pele e nas mucosas, ou nos intestinos, permitindo que espécies ou cepas resistentes oportunistas as substituam. Isso é conhecido como seleção colateral. Quanto mais essas espécies oportunistas ou cepas forem expostas aos antibióticos, argumentam os autores, maiores as chances de haver resistência a esses medicamentos.

Dr. Llewelyn e colaboradores dizem que, devido a questões históricas sobre tratamento incompleto, e à antiga falta de cuidado com o uso excessivo de antibióticos, a duração dos tratamentos recomendados pode ser muito longa. Para a maioria das indicações, “estudos para identificar o tempo mínimo para um tratamento eficaz simplesmente não foram realizados”.

Os especialistas observam que existem alguns casos, como a otite média (infecção do ouvido), nos quais a menor duração do tratamento pode não ser tão eficaz, mas também salientam que existe um risco menor de infecção adicional ou resistente em alguns pacientes com pneumonia tomando antibióticos por menos tempo. Ensaios clínicos podem ajudar a estabelecer a duração ideal do tratamento com antibióticos.

Menos é mais

Os autores informam que, para os patógenos oportunistas, “não há ensaios clínicos mostrando maior risco de resistência entre pacientes que fizeram tratamentos mais curtos”. Eles também argumentam que um tratamento mais curto pode significar menor risco de desenvolver infecção resistente.

Nos hospitais, pode se fazer exames ​​para determinar quando parar o tratamento, mas isso não é viável fora do ambiente hospitalar.

Dr. Llewelyn e os colaboradores sugerem desconsiderar a orientação da OMS, substituindo-a pela orientação de suspender o tratamento quando o paciente se sentir melhor. A equipe observa que, em um ensaio clínico, a suspensão dos antibióticos no tratamento da pneumonia quando o paciente não tinha mais febre reduziu para a metade a duração média da antibioticoterapia e não comprometeu a recuperação.

A Public Health England já substituiu a antiga mensagem “completar o tratamento” por “exatamente como prescrito”. No entanto, os autores agora pedem para descartar de uma vez por todas a mensagem “completar o tratamento” e querem que os médicos reconheçam ativamente que esta mensagem está incorreta.

Eles também acreditam que o público apoiará a abordagem, dizendo: “Completar o tratamento vai contra uma das crenças mais fundamentais e difundidas que as pessoas têm sobre medicamentos, que é a de que devemos tomar o mínimo necessário de medicamentos”.

#Tras una #reducción de estómago puede ser recomendable someterse a #cirugía estética

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Una vez transcurridos doce meses desde la intervención o después de haber logrado el peso deseado y ser capaz de mantenerlo.

La cirugía bariátrica abarca reducciones de estómago, balón gástrico o balón ajustable y, ante la cantidad de personas que son obesas en el mundo, esta parece “imponerse” para erradicar esta enfermedad, una intervención en la que puede ser recomendable someterse a una cirugía estética posterior en función del consejo del especialista, según el cirujano estético, Jordi Mir.

Estas alternativas para adelgazar se entienden como intervenciones quirúrgicas que no pueden contemplarse como un tratamiento individual, sino como parte fundamental de un proceso global, que contempla un seguimiento completo del paciente. “Por eso, se abarca no solo el pre y post operatorio, sino, por supuesto, la posterior re-educación alimenticia, el diseño de un plan de ejercicio personalizado y, por último, pero no menos importante, una propuesta estética si el paciente así lo desea”, ha concretado el experto.

En este sentido, el retoque estético se recomienda una vez transcurridos los doce meses desde la intervención o después de haber logrado el peso deseado y ser capaz de mantenerlo, teniendo en cuenta que “lo mejor” es tomarse el tiempo necesario para adelgazar, si se exceptúan los casos en los que los indicadores de salud son “tan malos” que se necesita una pérdida de peso “urgentísima”.

Así, tras una reducción de estómago u operación similar, las zonas más intervenidas en cirugía estética son el abdomen y la zona baja de la espalda, la cara interna de los muslos y la de los brazos. Además, “este tipo de intervenciones pueden generar un pérdida de los tejidos blandos faciales, con descolgamiento de los tercios medio e inferior”, ha explicado el Dr. Mir.

“Por lo tanto, se solicitan abdominoplastias, ‘lifting’ de brazos y muslos y ‘body lift’, un tratamiento completo de cirugía de contorno corporal destinada a la reducción de los excesos sobrantes de piel y a recuperar el tono y elasticidad de la misma”, ha añadido.

El especialista ha subrayado que el grado de satisfacción después de estas intervenciones, según su experiencia, es “altísimo”, tanto en cirugía como en medicina estética. Sin embargo, ha lamentado que sean pocos los centros públicos que reconocen la importancia de su contribución asociados a la cirugía bariátrica.

#La SETH recuerda tomar medidas para evitar el #síndrome de la clase turista

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La inmovilización durante el viaje es uno de los factores importantes.

La inmovilización durante el viaje es uno de los factores importantes.

La Sociedad Española de Trombosis y Hemostasia (SETH) ha querido recordar el riesgo que supone padecer un episodio de tromboembolismo venoso (TEV), definido como la formación de un coágulo en las venas de las piernas, que puede desprenderse y emigrar hasta la circulación pulmonar, provocando enfermedades de mayor riesgo.

Un TEV, más conocido como ‘síndrome de la clase turista’, puede ser provocado por viajes superiores a cuatro horas de duración. Esta patología se ha atribuido “a los viajes en avión, pero hoy se sabe que cualquier viaje prolongado también en coche o tren puede favorecer la trombosis”, ha explicado el presidente de la SETH, José Antonio Páramo.

Entre los factores de riesgo se encuentra la edad avanzada, antecedentes de trombosis previa, cirugía o traumatismo reciente, embarazo, uso de anticonceptivos orales, obesidad, cáncer o predisposición genética a la trombosis.

Asimismo, la deshidratación, el descenso de los niveles de oxígeno y una reducida presión atmosférica (hipoxia hipobárica) serían otros factores desencadenantes de la trombosis.

Además, se pueden tomar medidas previsoras para evitar esta enfermedad, sobre todo en aquellas personas con factores de riesgo que cumplan las indicaciones recomendadas. Así el presidente de la SETH ha recordado que “la inmovilización durante el viaje es uno de los factores importantes y, en el caso de los vuelos, se presenta tanto en clase preferente como turista”.

Se ha calculado que, en la población general, la incidencia de tromboembolismo venoso es de 1 por cada 1.000 personas al año, sobre todo en aquellas personas que realizan viajes transoceánicos, y que presentan edad avanzada u otros factores de riesgo. Por ello, la SETH recuerda que el principal problema es que la mayoría de esos coágulos no producen síntomas y, por tanto, son difíciles de diagnosticar.

Sin embargo, el diagnóstico de la trombosis venosa es, en ocasiones, difícil porque los signos y síntomas no siempre son evidentes. En concreto, el diagnóstico clínico se basa en la presencia de dolor, edema, enrojecimiento e inflamación de la pierna, en un tramo de la misma.

#Caution urged on aggressive treatment of #hypertension in elderly

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Intensive lowering of blood pressure in people over 75 is associated with falls, injuries, and blackouts.

Recent advice to pursue aggressive lowering of blood pressure could result in harm, Irish researchers have warned.
Results from the recently published Systolic Blood Pressure Intervention Trial (SPRINT) claimed that lowering systolic blood pressure to levels of 120mmHg or less compared with 140mmHg or less in adults with hypertension aged 75 years or older reduced the numbers of cardiovascular events and death without a significant increase in the number of injurious falls or syncope.
Researchers from the Irish Longitudinal Study on Ageing (TILDA) investigated the impact of this intensive treatment outside of a clinical trial setting. They examined rates of falls, injuries and syncope in a group of adults aged over 75 who met the criteria for the treatment proposed in SPRINT. It was seen that falls and syncope were up to five times higher than reported in the trial.

First author of the study, Donal Sexton said while the benefits of lowering blood pressure seen in SPRINT are not in dispute,”physicians ought not to expect a similarly low rate of adverse events in clinical practice as was observed in the trial when lowering blood pressure in older people.”
The findings were published in JAMA Internal Medicine .

#Obese cardiac surgery patients require significantly more #ICU resources

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Patients with higher levels of obesity are four times more likely to require extra time in the ICU.

Pre-emptive strategies should be put into practice when treating cardiac surgery patients who are obese, including closer postoperative monitoring and preoperative discussions about the unique surgical risks that such patients may face.

That is according to Brandon R. Rosvall, the lead author of a new study, which has highlighted how obese cardiac surgery patients require significantly more intensive care unit (ICU) resources than those with normal body mass index.

After examining data relating to 5,365 patients who underwent cardiac surgery at a Canadian hospital, researchers found patients with higher levels of obesity were four times more likely to require extra time in the ICU, three times more likely to need additional time on mechanical ventilation, and three times more likely to be readmitted to the ICU. These patients also experienced longer overall hospital lengths of stay and discharges with home care.

“More in-depth conversations regarding surgical risks and alternatives to surgery should take place with obese patients so that they are aware of the true impact of increased obesity,” said Rosvall.

The findings are published in The Annals of Thoracic Surgery .

#AINE são mesmo eficazes no tratamento da dor lombar ciática?

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médica examinando raio x de paciente

AINE são mesmo eficazes no tratamento da dor lombar ciática?

Os anti-inflamatórios não-esteroides (AINE) são frequentemente prescritos para tratamento da dor lombar ciática, embora seus benefícios ainda sejam questionáveis. Em novo artigo, publicado no British Medical Journal (BMJ), pesquisadores analisaram essa questão.

Para o estudo, os autores pesquisaram por ensaios clínicos randomizados comparando a eficácia e a segurança dos AINE para dor lombar ou no pescoço nas bases do MEDLINE, EMBASE, CINAHL, CENTRAL e LILACS. A partir de 35 ensaios selecionados, foram analisados os dados, riscos, qualidades das evidências e eficiência.

Os AINE reduziram a dor e a incapacidade, mas proporcionaram efeitos clinicamente irrelevantes quando comparados ao placebo. Em uma escala de 100 pontos, as diferenças médias no alívio da dor entre AINE e placebo foram 9,2 pontos para estudos com duração inferior a 2 semanas e 7,7 pontos para estudos com duração de 2 semanas a 3 meses. Para deficiência, as diferenças médias também foram menores que 10 pontos.

Ao analisar diferentes tipos de dor lombar e desfechos, em apenas 3 das 14 análises os efeitos do tratamento com AINE apresentaram importância clínica. Os anti-inflamatórios aumentaram o risco de reações gastrointestinais em 2,5 vezes (IC de 95%: 1,2 a 5,2).

Pelos resultados, os pesquisadores concluíram que os AINE são eficazes para dor lombar, mas a diferença nos desfechos entre a intervenção e placebo não é clinicamente significativa. Por isso, existe uma necessidade urgente de desenvolver novas terapias medicamentosas para esta condição.

*Esse artigo foi revisado pelo médico Eduardo Moura.

Referências:

#Mutações genéticas pós concepcionais contribuem para o risco de #autismo

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Megan Brooks

Mutações que ocorrem após a concepção podem ter um papel importante no transtorno do espectro autista (TEA), de acordo com um estudo de quase 6000 famílias que combinou três técnicas de sequenciamento genético.

“Nosso estudo descobriu novas mutações no transtorno do espectro autista, assim como forneceu evidências adicionais para alguns genes que haviam sido previamente relatados no transtorno”, disse ao Medscape a primeira autora, Elaine Lim, do Boston Children’s Hospital,em Massachusetts.

O estudo foi publicado on-line em 17 de julho na Nature Neuroscience.

“Enriquecimento impressionante”

O transtorno do espectro autista tem sido associado a mutações de mais de 60 genes diferentes, incluindo mutações espontâneas não herdadas (de novo), mas o transtorno permanece bastante inexplicado. Elaine e colaboradores estudaram uma nova categoria emergente de mutação de novo: mutações em mosaico pós-zigóticas (MPZs).

“Existem evidências crescentes de que as MPZs podem contribuir para malformações cerebrais e epilepsia, e que uma fração das MPZs clinicamente relevantes pode ser detectada no sangue de indivíduos afetados”, escrevem.

As MPZs tardias ocorrem durante o desenvolvimento embrionário, e menos células as carregam, tornando-as difíceis de serem detectadas. “Se a mutação está em uma fração muito pequena das células, será perdida no sequenciamento completo do exoma”, disse Elaine em um comunicado à imprensa.

Para investigar mais a fundo, Elaine, o pesquisador sênior Dr. Christopher Walsh (do Boston Children’s e do Broad Institute do MIT e da Harvard), e colaboradores, obtiveram dados do sequenciamento completo do exoma previamente realizado em 5947 famílias afetadas pelo transtorno do espectro autista.

Eles re-sequenciaram parte do DNA dessas crianças utilizando três tecnologias de sequenciamento independentes.

Os pesquisadores identificaram 7,5% das mutações de novo dos pacientes com transtorno do espectro autista como MPZs, 83,3% das quais não haviam sido percebidas na análise original do sequenciamento genômico.

“Nossa análise também revelou um enriquecimento impressionante de MPZs em genes que são clinicamente relevantes para o transtorno do espectro autista, incluindo o genuíno gene de risco para o autismo, o SCN2A“, relatam os pesquisadores. Além disso, eles dizem que a identificação de MPZs não-sinônimas recorrentes em um pequeno conjunto de genes nos probandos de transtorno do espectro autista “também fornece fortes evidências da importância clínica das MPZs”.

Dois genes sabidamente ativos no desenvolvimento cerebral (KLF16 e MSANTD2), mas ainda não associados ao transtorno do espectro autista, estavam significativamente enriquecidos com MPZs.

Além disso, eles descobriram que MPZs com perda de função e perda de sentido em éxons críticos nos probandos com transtorno do espectro autista mostraram um aumento de expressão na amígdala, o que é “intrigante, visto que a amígdala tem um papel-chave nas respostas emocionais e sociais… Uma ‘teoria da amígdala’ para o autismo tem sido apoiada por trabalhos recentes, que encontraram respostas neuronais prejudicadas na amígdala de indivíduos com transtorno do espectro autista”, escrevem.

Os pesquisadores também testaram a associação do QI com a presença de MPZs em sete probandos com MPZs recorrentes para os quais a pontuação de QI estava disponível. Dois dos sete (28,6%) tinham QIs não verbais de pelo menos 100, comparado com dois dos 65 probandos (3,1%) portadores mutações de novo de perda de função recorrentes tendo QIs não verbais de pelo menos 100, sugerindo um excesso de 9,3 vezes de probandos com QIs não verbais elevados abrigando MPZs (P = 0,01).

“Essa observação preliminar precisaria de replicação em um maior número de indivíduos, para testar a hipótese de que indivíduos que abrigam MPZs podem ser afetados de forma menos grave do que indivíduos portando mutações de novo germinativas (gMDNs), em termos de habilidades cognitivas como QI, e para testar se as MPZs podem estar excessivamente representadas em um subconjunto de indivíduos com formas de transtorno do espectro autista de alto funcionamento”, observam os pesquisadores.

De forma geral, eles dizem que essa pesquisa acrescenta dados às evidências prévias de que transtornos cerebrais complexos, como epilepsia, deficiência intelectual, esquizofrenia e malformações cerebrais podem surgir de mutações não herdadas que ocorrem em algum momento durante o desenvolvimento pré-natal.

“Nós sabíamos que as MPZs são uma causa importante de epilepsia, mas esse trabalho fornece as melhores evidências até agora de que elas são relevantes para o autismo também. Então é excitante considerar que outras condições psiquiátricas podem ter um papel das MPZs”, disse o Dr. Walsh no comunicado       à imprensa.

Um trabalho importante adiante

Implicações clínicas potenciais, disse Elaine ao Medscape, incluem “a necessidade de abordagens mais sensíveis para identificar potenciais mutações em mosaico nas crianças afetadas, assim como a necessidade de identificar essas mutações nos pais não afetados, o que pode nos informar sobre as chances de transmitir mutações deletérias associadas à doença à prole”.

“Penso que alguns próximos passos lógicos e excitantes incluem testar a hipótese de que diferenças nas taxas de mosaicismo podem estar associadas com vários graus de manifestações fenotípicas como QI, assim como estudar as proporções de alelos mutantes em pais fenotipicamente não afetados, o que pode nos ensinar sobre o número necessário de células mutantes para resultar em um fenótipo”, disse ela.

Comentando os achados para o Medscape, Gerard Schellenberg, da University of Pennsylvania Perelman School of Medicine,e diretor do Penn Neurodegeneration Genomics Center, Philadelphia, disse que o fato de que “mutações germinativas de novo contribuem para o autismo está bem estabelecido, e não é surpreendente, e talvez de certa forma esperado, que as MPZs possam também contribuir para o autismo.”

“Isso é quase totalmente feito com o DNA sanguíneo, o que é bom, mas seria interessante avaliar o DNA cerebral. Se você tem eventos celulares somáticos que aumentam o número de mutações deletérias no cérebro, isso seria interessante”, disse Schellenberg.

“É importante identificar o máximo possível de genes que contribuem para o autismo porque nosso grande objetivo é obter o espectro genético completo do autismo, e então tentar juntar as vias para as quais esses genes apontam”, acrescentou ele.

O financiamento principal para o estudo foi proveniente da Simons Foundation, dos National Institutes of Health, e do Howard Hughes Medical Institute. Elaine e o Dr. Walsh declararam não possuir conflitos de interesses relevantes.

Nat Neurosci. Publicado on-line em 17 de julho de 2017. Resumo