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Selfies tiradas em #smartphones podem ajudar a diagnosticar #câncer de pâncreas

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Roxanne Nelson, BSN, RN

As selfies tiradas com smartphones aparecem em todas as mídias sociais, mas podem ter uma utilidade que vai muito além da vaidade.

Pesquisadores da University of Washington, em Seattle, estão desenvolvendo um aplicativo para smartphones que poderá transformar selfies em um método de detectar câncer de pâncreas nos estágios iniciais, o que, por sua vez, poderá melhorar consideravelmente os resultados.

Icterícia é um sintoma inicial do câncer de pâncreas. Ela causa amarelamento da pele e da esclera, devido ao desenvolvimento de bilirrubina no sangue. Mas se torna facilmente visível somente quando a doença está avançada.

É neste ponto que o novo aplicativo, batizado de BiliScreen, poderá fazer a diferença: o aplicativo para smartphones é capaz de capturar imagens da esclera no olho de um paciente e produzir uma estimativa do nível de bilirrubina antes que a icterícia esteja visível.

Um estudo clínico com 70 voluntários saudáveis comparou descobertas usando o aplicativo BiliScreen com resultados de exames de sangue que normalmente são usados para analisar a bilirrubina sérica. No estudo, o aplicativo foi usado junto com uma caixa impressa em 3-D que controla a exposição do olho à luz.

Os pesquisadores descobriram que o BiliScreen foi capaz de identificar “casos preocupantes” com uma sensibilidade de 89,7% e especificidade de 96,8% quando usado com a caixa.

O autor principal Alex Mariakakis, doutorando na Faculdade de Ciências da computação e Engenharia, University of Washington, advertiu que, apesar dos resultados animadores, o dispositivo ainda não está pronto para o apogeu.

“Ainda não chegamos no ponto em que podemos distribuí-lo para fins de diagnóstico/detecção”, disse ele ao Medscape. “Estamos planejando um estudo maior em algum momento do próximo ano acadêmico, com uma amostragem muito maior.”

“Nosso algoritmo se baseia em machine-learning (aprendizagem automática), o que significa que quanto mais exemplos de diferentes níveis de bilirrubina tivermos em nossa base de dados, melhor”, disse Mariakakis. “Presumindo que tudo corra bem, poderemos então iniciar uma parceria com a FDA para descobrir como obter a aprovação – um processo pelo qual a FDA está passando no momento pela primeira vez com alguns dos projetos mais antigos de nosso laboratório.”

Ele enfatizou que, ao medir os níveis de bilirrubina, o aplicativo utiliza a icterícia como um marcador. Apesar de a icterícia ser um sintoma de câncer de pâncreas, ela não é patognomônica desta doença.

“A icterícia também surge em pessoas com hepatite, síndrome de Gilbert e alcoolismo”, explicou Mariakakis. “Estamos especialmente interessados no câncer de pâncreas porque temos amigos e familiares que foram afetados pela doença, o que é um dos motivos para este foco.”

A pesquisa foi publicada na Proceedings of the ACM on Interactive, Mobile, Wearable and Ubiquitous Technologies, e será apresentada em 13 de setembro na Ubicomp 2017, a conferência sobre Pervasive and Ubiquitous Computing, da Association for Computing Machinery’s International.

Os olhos como ponte de ligação

“Os olhos são uma ponte de ligação muito interessante com o corpo – as lágrimas podem indicar quanta glicose você tem, a esclera pode indicar quanta bilirrubina há em seu sangue”, comentou em uma declaração à imprensa o autor sênior Shwetak Patel, PhD, professor de empreendedorismo da Washington Research Foundation no Departamento de Ciências da Computação e Engenharia e Engenharia Elétrica. “Nossa pergunta era: poderíamos capturar algumas dessas mudanças que podem levar a uma detecção precoce com uma selfie?”

O padrão-ouro atual para medir a bilirrubina é com um exame de sangue para analisar os níveis totais de bilirrubina sérica (TSB). Métodos não-invasivos de medir a bilirrubina, como o uso de um bilirrubinômetro transcutâneo (TcB), foram investigados. No entanto, observam os autores, os cálculos subjacentes de TcBs foram desenvolvidos para recém-nascidos e não são facilmente aplicáveis em adultos. Isso se deve, em parte, ao fato de que as concentrações normais de bilirrubina são muito maiores em neonatos, nos quais a icterícia é uma ocorrência bastante comum em comparação com adultos.

 

Anteriormente, a equipe do Laboratório de Computação Ubíqua, da University of Washington, desenvolveu um aplicativo para smartphones chamado BiliCam, a fim de detectar icterícia neonatal tirando fotos da pele. Um estudo com 530 bebês, publicado este mês na Pediatrics, descobriu que o BiliCam apresentou estimativas precisas de valores de TSB.

Os pesquisadores ressaltam que a esclera é mais sensível às mudanças nos níveis de bilirrubina do que a pele, devido ao fato da elastina na esclera ter uma grande afinidade pela bilirrubina. Dessa forma, os pesquisadores exploraram o potencial do recurso para uso em uma ferramenta de detecção não-invasiva que possa identificar a doença nos estágios iniciais.

Este tipo de dispositivo precisaria ser suficientemente sensível para medir a variação dos níveis de bilirrubina exibidos por adultos. A icterícia, no entanto, normalmente não é observada, mesmo por um olho treinado, até que a bilirrubina atinja um nível de aproximadamente 3,0 mg/dL. Níveis maiores que 1,3 mg/dL são uma causa de preocupação médica. Portanto, observam os pesquisadores, há uma “lacuna na detecção”. Os níveis de bilirrubina de 1,3 a 3,0 mg/dL não serão detectados a menos que o nível de TSB seja analisado, e tal análise é raramente realizada sem razões suficientes.

Identificando tendências e iluminação

Outra consideração importante é que os níveis de bilirrubina variam com o tempo. Os autores ressaltam que o nível de bilirrubina pode exceder os valores normais em uma medição, mas logo após pode voltar ao normal, devido à variação normal.

Os valores que continuam em uma tendência ascendente indicam uma condição patológica subjacente, como a obstrução do canal biliar causada por um tumor. Além do diagnóstico, as tendências nos níveis também são importantes para a eficácia do tratamento de medição. Mas as tendências nos níveis de bilirrubina são difíceis de identificar, ressaltam os autores, devido à necessidade de repetidas coletas de sangue, que podem ser desconfortáveis e inconvenientes, especialmente no ambiente ambulatorial.

O aplicativo BiliScreen utiliza a câmera integrada do smartphone para coletar imagens dos olhos. As representações da esclera são então extraídas da imagem usando a visão do computador. O aplicativo calcula a informação da cor a partir da esclera, que se baseia nos comprimentos de onda da luz que está sendo refletida e absorvida, e em seguida, a correlaciona com os níveis de bilirrubina usando algoritmos de aprendizagem automática.

Como podem ocorrer mudanças na cor devido a variações na iluminação, o BiliScreen foi avaliado com dois acessórios diferentes que ajudam a registrar as diferenças nas condições de iluminação do ambiente. O primeiro acessório é uma caixa usada na cabeça, que bloqueia simultaneamente a iluminação do ambiente e proporciona iluminação interna controlada por meio do flash da câmera. O segundo é um par de óculos de papel impresso com quadrados coloridos que facilitam a calibragem. Resultados ligeiramente melhores foram obtidos quando o aplicativo foi usado junto com o acessório da caixa.

O BiliScreen tem requisitos mais rígidos de precisão do que o Bilicam, que se destina a recém-nascidos. Diferente da cor da pele, que varia consideravelmente entre populações diferentes, as mudanças na esclera são mais consistentes entre todas as raças e etnias.

Público-alvo

“Para torná-lo mais aproveitável, estamos tentando remover completamente a necessidade de um acessório, seja óculos ou caixa”, disse Mariakakis. “Nossa ideia é a de que, se pudermos calcular de alguma forma a cor precisa de um objeto que já esteja na imagem, poderemos usá-lo como uma referência de cor, assim como fazemos com os óculos atualmente.”

Ele observou que, provavelmente, a abordagem mais razoável de uso do aplicativo seria a de que ele seja usado por recomendação de um médico para pacientes que façam parte de um grupo de alto risco.

“Dessa maneira, haverá alguém que interprete os resultados de uma maneira mais razoável”, disse ele. “Temos ciência de que este aplicativo poderá levar a uma preocupação desncessária com a saúde por parte de hipocondríacos. Um aplicativo assim informaria às pessoas dados que fomentariam os temores delas, e isso é algo que levamos muito a sério.’

Ele acrescentou que um outro uso, que poderá ter impacto mais imediato, estaria relacionado à gestão de doenças. “As pessoas que já têm câncer de pâncreas coletam sangue diariamente para monitorar a bilirrubina, especialmente após um tratamento, e usar o BiliScreen para obter esses dados de modo não-invasivo pode se revelar útil.”

O estudo foi financiado pela National Science Foundation e pela Coulter Foundation, e recebeu fundos de doações da Washington Research Foundation.

Proceedings of the ACM on Interactive, Mobile, Wearable and Ubiquitous Technologies. 2017;1:art20. Resumo

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#Smartphones sequestram a #capacidade cognitiva

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Batya Swift Yasgur

Ter um smartphone por perto reduz a capacidade cognitiva, mesmo quando o telefone está desligado, mostra uma nova pesquisa.

Uma equipe de pesquisadores liderada por Adrian Ward, PhD, professor-assistente da McCombs School of Business, da University of Texas, em Austin, realizou dois estudos nos quais cerca de 800 estudantes de graduação iniciaram uma tarefa cognitiva com seus smartphones colocados perto e à vista, perto e fora da visão ou em outra sala.

Os pesquisadores descobriram que a mera presença do smartphone afetou negativamente a capacidade cognitiva disponível, mesmo quando os participantes conseguiram manter a atenção, quando não estavam usando o celular e quando informaram não ter pensado no telefone. Estes efeitos cognitivos foram mais fortes nos participantes que disseram ter maior dependência do smartphone.

“Não que os participantes estivessem distraídos porque receberam notificações em seus celulares”, disse o Dr. Ward em um comunicado à imprensa. “A simples presença do smartphone bastou para reduzir a capacidade cognitiva deles”.

O estudo foi publicado on-line em 3 de abril no periódico Journal of the Association for Consumer Research.

Dreno cerebral

“A proliferação dos smartphones deu início a uma era de conectividade sem precedentes”, escrevem os autores.

“À medida que as pessoas se voltam cada vez mais para as telas dos smartphones para gerenciar e melhorar a vida diária, devemos nos perguntar como a dependência desses dispositivos afeta a capacidade de pensar e de funcionar no mundo fora da tela”, acrescentam os pesquisadores.

Eles também indicam que pesquisas anteriores se concentraram em como as interações dos consumidores com seus smartphones podem facilitar e interromper o desempenho fora da tela.

O presente estudo difere porque se concentra em uma “situação anteriormente inexplorada” (porém comum): quando os smartphones não estão sendo usados, mas estão meramente presentes.

Para investigar esta questão os pesquisadores realizaram dois experimentos relacionados.

No primeiro experimento testaram a “proposição de que a simples presença próprio smartphone reduz a capacidade cognitiva disponível, medida pelo desempenho em testes de capacidade de memória de trabalho (WMC, do inglês Working Memory Capacity) e inteligência fluida”, ambas construções de domínio geral, que são restringidas pela disponibilidade dos recursos atencionais e pela disponibilidade momentânea destes recursos”.

Os participantes (N = 520; média de idade de 21,1 anos; desvio-padrão de 2,4) foram distribuídos aleatoriamente para um dos três grupos, diferenciados pela localização do celular.

O grupo “da outra sala” deixou todos os pertences, incluindo os celulares, na entrada, antes de ir para a sala de testes. Os participantes do grupo “da mesa” deixaram a maior parte dos pertences na entrada, mas levaram os celulares para a sala de testes, onde foram instruídos a colocá-los virados para baixo em um local designado nas mesas que ocupavam.

Os participantes do grupo “do bolso ou da bolsa” levaram todos os pertences para a sala de testes e mantiveram os celulares no bolso ou na bolsa.

Os participantes completaram duas tarefas destinadas a medir a capacidade cognitiva disponível: uma tarefa de operação automática (OSpan, do inglês Automatic Operation Span Task) e um subconjunto de 10 itens das matrizes progressivas padronizadas de Raven (RSPM, do inglês Raven’s Standard Progressive Matrices).

Os participantes também fizeram um teste que exigia um cálculo matemático e um questionário sobre as próprias experiências no laboratório, e a opinião deles sobre a conexão entre os smartphones e o desempenho.

As comparações pareadas revelaram que os participantes do grupo “da outra sala” apresentaram melhor desempenho do que aqueles do grupo “da mesa” (= 0,002). Os participantes do grupo “do bolso ou da bolsa” não apresentaram resultados significativamente diferentes daqueles do grupo “da mesa” (P = 0,09) ou “da outra sala” (= 0,11).

Uma análise de contrastes planejada revelou uma tendência linear significativa no sentido mesa → bolso ou bolsa → outra sala, e nenhuma tendência quadrada, “sugerindo que, à medida que a visibilidade do smartphoneaumenta, a capacidade cognitiva disponível diminui”, escrevem os autores.

Os pesquisadores realizaram uma análise unidirecional ANOVA das respostas dos participantes à pergunta “ao realizar as tarefas de hoje, com que frequência você pensou no seu celular?”, e não encontraram relação entre a localização do celular e os pensamentos relacionados com ele (= 0,43). Na verdade, a frequência modal de pensar no celular informada pelos próprios participantes em cada grupo foi “nenhuma”.

Diminuição da capacidade cognitiva

No segundo experimento os pesquisadores investigaram os efeitos da visibilidade do smartphone em testes de capacidade de memória de trabalho (WMC) e uma medida comportamental de atenção sustentada com 275 alunos de graduação (média de idade de 21,3 anos, desvio-padrão de 2,6).

Os pesquisadores replicaram o projeto básico da primeira experiência, com várias exceções. Foram usadas as mesmas três localizações de celular e a experiência utilizou um modelo interparticipante de celular ligado ou desligado. Os participantes do grupo “da mesa” foram instruídos a colocar os próprios celulares virados para cima. Os participantes de todos os grupos foram instruídos a deixar os celulares “ligados” ou “desligados”.

A seguir, os participantes fizeram duas medidas-chave dependentes: a tarefa OSpan e a tarefa fazer/não fazer dependendo da instrução, que serve como uma medida de atenção sustentada. Os participantes informavam então a dificuldade subjetiva de cada tarefa.

Os participantes também responderam a perguntas exploratórias sobre as próprias diferenças individuais de uso e conexão com seus smartphones.

Tal como na primeira experiência, as comparações pareadas revelaram que os participantes do grupo “da outra sala” tiveram um desempenho significativamente melhor na tarefa OSpan do que os do grupo “da mesa”. Os participantes do grupo “do bolso ou da bolsa” não apresentaram resultados significativamente diferentes dos resultados dos outros dois grupos. A análise de contrastes planejada foi igualmente similar.

“Os efeitos nulos do poder e da interação poder vs localização sugerem que a diminuição do desempenho não está relacionada com as notificações recebidas (ou à possibilidade de receber notificações), descartando esta explicação alternativa dos efeitos encontrados no primeiro experimento”, comentam os autores.

Os pesquisadores descobriram que as diferenças individuais na dependência dos smartphones moderaram o comprometimento cognitivo. Os participantes que dependiam mais dos próprios smartphones apresentaram pior desempenho do que aqueles menos dependentes, mas apenas quando mantiveram os celulares no bolso ou na bolsa ou na mesa.

“Ironicamente, quanto mais os consumidores dependem de seus smartphones, mais eles parecem sofrer com a presença dos aparelhos – ou, em uma leitura mais otimista, mais eles podem se beneficiar da ausência deles”, observam os pesquisadores.

“Vemos uma tendência linear que sugere que, à medida que o smartphone se torna mais visível, a capacidade cognitiva disponível dos participantes diminui”, disse Ward.

“Sua mente consciente não está pensando em seu smartphone, mas esse processo – o processo de se exigir não pensar em algo – usa alguns de seus recursos cognitivos limitados. É um dreno cerebral”.

Implicações “assustadoras”

Comentando o estudo para o Medscape, Larry Rosen, PhD, professor emérito de psicologia, California State University, em Dominguez Hills, disse que o estudo foi “muito bem feito e bem executado, mas também um tanto assustador”.

“Nosso grupo monitorou estudantes estudando. Quando eles estudam, eles mantêm o telefone ao lado deles. E a norma – mesmo que o trabalho seja realmente importante e que eles saibam que estamos observando – é estudarem apenas 10 em 15 minutos, que é a capacidade máxima de prestar atenção e não ter o impulso de checar o celular”, informou.

“As pessoas checam seus celulares, mesmo que o aparelho não vibre ou não recebam notificações, o que é um produto da nossa imersão neste mundo de smartphones“, disse Rosen, que é autor do livro The Distracted Mind – em português,  A Mente Distraída – (MIT Press, 2016).

“Sabemos que esse comportamento aumenta a ansiedade e também diminui o poder do cérebro, criando dificuldades de processar informações”, disse ele, “o que faz muito sentido quando a informação que você deveria estar assimilando está sendo distraída pelo dispositivo. Como você pode lembrar ou processar algo em profundidade se o faz apenas por alguns minutos”?

Ele disse que o estudo tem implicações importantes para os médicos. “Você precisa estar ciente de que qualquer mensagem que esteja transmitindo aos seus pacientes provavelmente não está sendo ouvida claramente, porque provavelmente você não permite que eles usem o celular durante a consulta, então o cérebro deles está, em parte, ausente. Você pode pedir a eles que reflitam, mas o que eles estão realmente pensando é: “já faz tempo que eu não checo meu Snapchat “.

Além disso, os médicos devem respeitar o próprio comportamento neste quesito, e não checar mensagens no meio de uma consulta. Se necessário, você e o paciente podem fazer uma pequena pausa para olhar o celular”.

Os pesquisadores sugerem várias tácticas para refrear “o dreno cerebral”, observando que, à luz das descobertas, colocar o celular virado para baixo ou virado para cima e desligado “é provavelmente inócuo”. Em vez disso, “nossos dados sugerem pelo menos uma solução simples: a separação” – sobretudo “os períodos de separação definidos e protegidos”.

Os pesquisadores concluem que seu estudo “contribui para a crescente discussão entre consumidores e profissionais de marketing sobre a influência da tecnologia nos consumidores – e dos consumidores na tecnologia – em um mundo a cada dia mais conectado”.

O subsídio desta pesquisa foi fornecido pelo Atkinson Behavioral Lab. Os autores informaram não possuir nenhum conflito de interesses relativo ao tema.

Journal of the Association for Consumer Research. Publicado on-line em 04 de abril de 2016. Artigo

Aumenta la demanda de ayuda por el abuso de las TIC entre los jóvenes

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Para poder detectar el abuso hay que descubrir si hay fracaso escolar, aislamiento social o agresividad.

Para poder detectar el abuso hay que descubrir si hay fracaso escolar, aislamiento social o agresividad.

Las tecnologías de la información y la comunicación (TIC), como Internet o los ‘smartphones’, son parte del día a día de la sociedad, sin embargo, su uso abusivo puede suponer un problema para poblaciones vulnerables como son los jóvenes, quienes han incrementado la demanda de ayuda por hacer un uso abusivo de estas en los últimos años, según la Asociación Proyecto Hombre.

Concretamente, en el periodo 2013-2016, se produjo un ascenso en la demanda de ayuda a Proyecto Joven -la iniciativa de la Asociación dirigida a este grupo de población-, pasando de un 0,42% de los casos en el primer año a un 2,8% en 2016, según datos recogidos por Proyecto Hombre. A pesar de que la cifra no es alta en comparación con el número total de jóvenes que atiende la Fundación, sí refleja un incremento progresivo del abuso de las TIC entre estos.

Esto es importante porque, además de crear una dependencia (momento en el que se solicita la ayuda), el mal uso de estas tecnologías trae consigo otro tipo de problemáticas, como son la pérdida de privacidad, la suplantación de identidad, el acceso a contenidos inapropiados o el ‘ciberbullying’.

Y es que el 74% de los adolescentes afirma haber tenido su primer móvil entre los 10 y 14 años, además de observar que son ellos quienes más consumen tecnologías respecto a ellas, debido a que los chicos están más informados en las novedades en las TIC que las chicas, según un estudio realizado en 2016 por Proyecto Hombre Provincia de Cádiz.

Sin embargo, “no podemos observar el espacio de las tecnologías como una amenaza sino como una contribución al progreso de las sociedades, y ello comporta educar en el manejo de estas porque lo que aportan es infinitamente más positivo que la problemática que puedan ocasionar en un momento concreto”, según ha destacado el delegado del Plan Nacional sobre Drogas, Francisco de Asís Babín.

Esta educación parte del ámbito familiar, de implantar una serie de normas a los adolescentes a la hora de utilizar el móvil o el ordenador, algo que no se hace ya que el 80% de las familias reconoce ausencia de un seguimiento continuado del uso que sus hijos e hijas hacen de las TIC, según los datos recogidos en 2016 por Proyecto Hombre Valladolid.

Así, el joven que abusa de las TIC y solicita ayuda al Proyecto Hombre es un chico, de 16 o 17 años, estudiante y con problemas de comportamiento, que acude a la Asociación porque su familia solicita ayuda y, sin embargo, esta la solicita porque la forma de actuar del adolescente molesta, no porque se detecte de manera inmediata, según ha indicado el presidente de Proyecto Hombre, Luis Bononato.

Esto hace imprescindible el control del joven en cuanto a horas de utilización de las TIC, así como preguntarse si hay fracaso escolar por parte de este, si se ha aislado socialmente o si es más agresivo, para poder detectar el abuso de estas y así solicitar ayuda.

Una vez solicitada esta, Proyecto Hombre identificará el problema para después establecer las líneas de intervención con la familia y el centro educativo, y gestionará el tiempo libre del joven con organizaciones en las que pueda relacionarse sin necesidad de utilizar Internet, entre otras actuaciones.

Constatan un aumento de dolor de cuello y espalda por mirar hacia abajo a los ‘smartphones’ (Spine J)

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La cabeza pesa más cuanto más se inclina.

La cabeza pesa más cuanto más se inclina.

Investigadores del Cedars-Sinai Medical Center en Los Ángeles (Estados Unidos) han constatado un aumento de casos de dolor de cuello y parte superior de la espalda que podría estar relacionado con malas posturas al usar los teléfonos móviles y mirar hacia abajo a los ‘smartphones’ de forma prolongada.

En algunos pacientes, especialmente jóvenes que por su edad aún no deberían sufrir problemas de este tipo, se están reportando incluso hernias discales y problemas de alineación de su columna, según los resultados publicados en “The Spine Journal”.

“En una radiografía el cuello suele curvarse hacia atrás pero lo que estamos viendo es que la curva se está invirtiendo porque las personas miran sus teléfonos durante horas a diario”, según Todd Lanman, uno de los neurocirujanos que ha dirigido la investigación.

De hecho, este experto reconoce que cuando los pacientes llegan a su consulta “suelen presentar mucho dolor y sufren problemas en los discos”, preocupado por el alcance que podría tener este impacto en los niños que ya usan los teléfonos tanto tiempo y desde tan pequeños.

Los autores del trabajo describen cómo los usuarios de ‘smartphones’ suelen mirar hacia abajo mientras leen los mensajes recibidos, navegan o ven videos. De hecho, estiman que la inclinación del cuello es de unos 45 grados pero puede ser incluso más en función de si están sentados o de pié.

El impacto para la columna vertebral es mayor cuanto más flexionado está el cuello. Si la cabeza suele pesar entre 10 y 12 libras (entre 4,5 y 5,4 kilos) cuando el cuello permanece erguido, si se flexiona unos 15 grados equivaldría a un peso de 27 libras (unos 12 kilos). En lo que respecta a la espina dorsal, la tensión que acumula aumenta por cada grado de flexión por lo que 60 grados equivaldrían a 60 libras (unos 27,2 kilos).

En virtud de esta proporción, un niño de 8 años necesitaría ser operado al cumplir los 28, según se pregunta Lanman, que teme que este deterioro pueda afectar también a su desarrollo.

Para combatir este problema, los expertos sugieren cambios sencillos como subir los teléfonos móviles para no tener que agachar la vista mientras uno lee mensajes, o usar las dos manos y los dos pulgares para escribir y conseguir una postura más simétrica y cómoda para la columna.

Y más allá de los móviles, también proponen utilizar soportes a la hora de usar portátiles o tabletas para que quede a la altura de los ojos y conseguir una buena posición ergonómica.

“Es difícil recomendar una postura adecuada para los usuarios de teléfonos inteligentes. Pero si subimos el teléfono a nivel de los ojos para evitar mirar hacia abajo podríamos encontrarnos con un problema adicional en los brazos, que también sufrirían malas posturas”, según añaden los expertos. Por ello, apuestan por realizar descansos de forma regular y realizar ciertos estiramientos o ejercicios básicos para fortalecer los músculos de cuello y hombros.

Cegueira efêmera por uso de smartphones diagnosticada equivocadamente como esclerose múltipla?

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Deborah Brauser

 

A cegueira efêmera por uso de smartphones é um fenômeno real e pode contribuir para a realização de um diagnóstico neurológico equivocado na prática clínica, sugere um novo relato de caso.

Publicado on-line em 18 de janeiro no periódico Neurology, ele discute o caso de uma mulher de meia-idade referindo perda visual monocular temporária e indolor após usar o smartphone enquanto estava em decúbito lateral no leito.

Isto logo após dois casos publicados no periódico New England Journal of Medicine em 2016 por pesquisadores do Reino Unido descrevendo duas mulheres com 22 e 40 anos de idade, que também apresentaram problema visual monocular recorrente imediatamente após o uso de smartphones ao leito.

Os médicos que apresentam o caso em pauta indicam que a paciente recebeu inicialmente um diagnóstico equivocado de esclerose múltipla e foi orientada a iniciar um tratamento capaz de modificar esta doença.

A interpretação inadequada dos sinais e/ou sintomas da cegueira efêmera por uso de smartphones, especialmente como distúrbio vascular ou doença inflamatória, pode levar a investigações diagnósticas e tratamentos desnecessários, escreveram Saraniya Sathiamoorthi, da Mayo Medical School, em Rochester, Minnesota, e o Dr. Dean M. Wingerchuk , médico da Mayo Clinic, em Scottsdale, no Arizona.

O Dr. Wingerchuk acrescentou ao Medscape que, com o uso crescente destes dispositivos, os casos de cegueira efêmera por uso de smartphones tendem a aumentar, por isso é importante que os médicos perguntem sobre como quando e onde ocorreram os problemas visuais.

“Certamente, trata-se de um fenômeno incomum. Não se sabe se subnotificado pelos pacientes ou pouco reconhecido pelos médicos. Independentemente disso, se você tiver um paciente com queixa de perda visual monocular é importante obter o máximo de detalhes possível”, disse o médico.

“Neste caso, claramente o uso do smartphone, a posição do corpo e a quantidade de luz ambiente foram as pistas para o diagnóstico da cegueira efêmera por uso de smartphones.

Apagão visual

Os sinais e sintomas da cegueira efêmera por uso de smartphones são causados por níveis de adaptação à luz temporariamente discrepantes entre as duas retinas, escrevem os autores.

Eles informam que a paciente tinha 58 anos de idade e, excetuando o quadro de cegueira efêmera, era hígida. A paciente procurou o consultório depois de apresentar dois episódios de perda visual monocular direita transitória.

Em cada episódio a paciente tinha se posicionado em decúbito lateral esquerdo no leito depois de acordar nas primeiras horas da manhã e usado o smartphone durante aproximadamente 10 a 15 minutos. Ela não utilizou nenhuma outra fonte luz além da luz do próprio aparelho.

Ao se levantar, a visão do olho direito desapareceu subitamente durante cerca de 15 segundos e voltou aproximadamente um minuto depois. A paciente observou que os episódios não causaram dor alguma.

“Não houve sintomas neurológicos ou ortostáticos e a paciente não tinha história de migrânea, alterações oculares ou fatores de risco cerebrovasculares”, escrevem os autores.

A acuidade visual da paciente e outros exames oftalmológicos não apresentaram alterações e os exames cardiovasculares e neurológicos não revelaram nada de anormal.

Embora a ressonância nuclear magnética (RNM) craniana tenha revelado algumas lesões cerebrais bilaterais na substância branca, a ressonância nuclear magnética cervical e da coluna vertebral (bem como os resultados dos exames do líquido cefalorraquidiano e dos perfis metabólico e inflamatório) não apresentou alterações. Mesmo assim, a paciente recebeu o diagnóstico de esclerose múltipla feito por um neurologista.

Aos seis meses de acompanhamento, outra RNM cerebral não mostrou nenhuma alteração e, após os resultados da angiografia por RNM de cabeça e pescoço serem considerados normais, o diagnóstico de cegueira efêmera por uso de smartphones foi finalmente firmado.

“Nós (…) concluímos que as lesões na substância branca provavelmente representavam doença cerebrovascular de pequenos vasos”, escrevem os médicos.

Este caso confirma a cegueira efêmera por uso de smartphones como um fenômeno fisiológico de importância clínica, que deve ser incluído no diagnóstico diferencial da deficiência visual monocular transitória indolor”, escrevem os autores.

O Dr. Wingerchuk acrescentou que a interpretação errônea dos sintomas pode levar a um caminho diagnóstico equivocado.

Confiança excessiva na RNM

No estudo de caso publicado no periódico New England Journal of Medicine, a paciente mais velha tinha apresentado deficiência visual monocular recorrente em seis meses, com cada episódio com duração de até 15 minutos depois de acordar. A paciente mais jovem teve comprometimento do olho direito durante alguns meses.

Depois de cada paciente fornecer uma história detalhada em uma clínica neuro-oftálmica, descobriu-se que todas duas tinham checado seus smartphones enquanto permaneciam deitadas ao leito – e apresentado sintomas apenas no olho contralateral ao decúbito.

Curiosamente, novas pesquisas mostraram que a sensibilidade visual de dois dos pesquisadores sofreu redução após eles terem olhado para um smartphone no escuro, à distância do próprio braço estendido. A recuperação ocorreu após alguns minutos.

“Nossos casos mostram que uma anamnese detalhada e o conhecimento da fisiologia da retina podem tranquilizar o paciente e o médico, podendo evitar a ansiedade, bem como investigações diagnósticas desnecessárias e dispendiosas”, escrevem.

Dr. Wingerchuk acrescentou que o novo caso destaca três dos principais fatores relacionados com um diagnóstico equivocado de esclerose múltipla:

  • Interpretar os sinais e/ou sintomas de forma incorreta;
  • Não fundamentar os sinais e/ou sintomas com evidências de desmielinização no sistema nervoso central; e
  • Interpretar erroneamente alterações cerebrais inespecíficas na ressonância nuclear magnética.

“O diagnóstico de esclerose múltipla ou síndrome clínica isolada requer pelo menos uma crise junto com conclusões objetivas sugestivas de processos de desmielinização no sistema nervoso central”, escrevem os pesquisadores, acrescentando que os sinais e/ou sintomas de seus pacientes podem ser breves e indolores, o que também não é compatível com neurite óptica desmielinizante.

“O excesso de confiança nos resultados da ressonância nuclear magnética e um subsídio inadequado (…) estão entre as armadilhas heurísticas relevantes deste caso e dos erros de diagnóstico de esclerose múltipla em geral”.

O Dr. Wingerchuk informa ter recebido subsídios para pesquisa da Alexion e TerumoBCT; e honorários de consultoria da MedImmune e pelo trabalho de coeditor-chefe no periódico The Neurologist. Sathiamoorthi informou não ter relações financeiras relevantes.

Neurology. Publicado on-line em 18 de janeiro de 2017. Trecho

Screen time is bad for kid’s sleep

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Even children who had access to, but did not use, media devices at night had poor sleep quantity.

A major review of more than 20 studies involving more than 125,000 children, has pointed to a consistent association between use of smartphones and tablets at night and poor sleep quality.

According to the study, even children who had access to but did not use media devices at night were more likely to have inadequate sleep quantity and excessive daytime sleepiness, compared to controls.

Writing in JAMA Pediatrics , the authors said, given the evolving technological landscape and the replacement of textbooks with media devices in schools, screen-based media device access and use are likely to rise. “It is imperative that teachers, health care professionals, parents, and children are educated about the damaging influence of device use on sleep,” they said.

The authors recommend that children are screened during routine clinical visits to identify those with inadequate sleep. In children with sleep difficulties, the use of media devices should be explored as a potential cause and should be targeted in sleep hygiene promotion.

Interventions to minimise device access and use need to be developed and evaluated, according to the authors.

Un estudio demuestra que los niños de dos años son ya “expertos” en el uso de ‘tablets’ y ‘smartphones’ (Arch Dis Child)

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El 64% sabe buscar aplicaciones.

El 64% sabe buscar aplicaciones.

Un estudio realizado por investigadores del Cork University Hospital (Irlanda) ha demostrado que los niños de dos años podrían considerarse ya “expertos” en el uso de ‘tablets’ y ‘smartphones’ ya que son capaces de deslizar, desbloquear y buscar “activamente” sus juegos favoritos en estos dispositivos.

“Este nivel de interactividad se asocia con su capacidad de juego e indica que la tecnología podría tener un papel potencial en la evaluación del desarrollo de los niños pequeños”, ha comentado la investigadora del departamento de Pediatría de la Universidad y autora principal del trabajo, Caroline Ahearne, publicado en “Archives of Disease in Childhood”.

Para alcanzar estos datos, los expertos realizaron 82 cuestionarios a padres de niños de entre 12 meses y tres años sobre acceso a pantallas táctiles y su uso. A todos ellos se les preguntó sobre el tiempo que sus hijos utilizaban la pantalla cada día y si eran capaces de desbloquearla, deslizar el dedo a través de páginas o imágenes, y reconocer e interactuar con características específicas, como iconos de aplicaciones para juegos.

También se cuestionó a los padres si habían descargado juegos o aplicaciones para el uso de sus hijos. El 82% de ellos dijo que poseían un dispositivo de pantalla táctil como un teléfono inteligente o una tableta, la mayor parte dejaba su dispositivo a su hijo para jugar una media de 15 minutos al día, y el 62% señaló que habían descargado aplicaciones para niños.

Asimismo, nueve de cada diez indicaron que sus hijos eran capaces de deslizar el dedo por la pantalla, la mitad sabían desbloquearla y casi dos tercios (64%) buscaban activamente aplicaciones tocando la pantalla.

La edad promedio de los niños con estas tres habilidades fue de 24 meses, mientras que la media de edad para identificar y utilizar las funciones de pantalla táctil específica fue de 25 meses. En general, uno de cada tres de los niños de 29 meses realizó las cuatro tareas y, además, los niños de solo un año ya usaban regularmente las pantallas táctiles.

“Las aplicaciones de pantalla táctil ofrecen un nivel de interacción no experimentado previamente con otros medios y son más afines al juego tradicional. Esto abre una aplicación potencial de estos dispositivos, tanto para la evaluación del desarrollo, como para la intervención temprana en niños con patologías de alto riesgo”, ha zanjado la experta.