fibromialgia

#Fibromialgia (#Síndrome de dor miofascial; #fibrosite; #fibromiosite)

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Por Joseph J. Biundo, MD, Clinical Professor of Medicine, Tulane Medical Center

A fibromialgia é caracterizada por sono inadequado, fadiga, dor e rigidez generalizada nos tecidos moles, incluindo músculos, tendões e ligamentos.

  • Sono inadequado, estresse, distensões, lesões e, possivelmente, certas características da personalidade podem aumentar o risco da fibromialgia.

  • A dor é generalizada e algumas partes do corpo ficam sensíveis ao toque.

  • A fibromialgia é diagnosticada quando a pessoa sente dor em áreas específicas do corpo e possui sintomas típicos.

  • Medidas que geralmente auxiliam são a melhora na qualidade do sono, praticar exercícios, compressas quentes e massagens.

A doença pode ser chamada de síndrome de fibrosite ou fibromiosite. Porém, como a inflamação (indicada pelo sufixo “ite”) não está presente, o sufixo é descartado e o nome se torna fibromialgia.

A fibromialgia é cerca de sete vezes mais comum entre mulheres. Ela geralmente ocorre em mulheres jovens ou de meia-idade, mas também pode ocorrer em homens, crianças e adolescentes.

A fibromialgia não é perigosa nem representa risco à vida. No entanto, os sintomas persistentes podem ser muito perturbadores.

Causas

Pessoas com fibromialgia parecem ter uma sensibilidade maior à dor. Isto é, as áreas do cérebro que processam a dor interpretam as sensações dolorosas com maior intensidade do que pessoas que não têm fibromialgia. A causa da fibromialgia geralmente é desconhecida. Porém, certos quadros clínicos podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Entre elas estão sono inadequado, esforços repetitivos, lesão e exposição repetida à umidade ou frio. O estresse mental também pode contribuir. Porém, o estresse em si pode não ser o problema. A forma como as pessoas reagem ao estresse parece ser mais relevante. Muitas pessoas afetadas são perfeccionistas ou têm personalidade tipo A.

Algumas pessoas afetadas também podem ter um distúrbio do tecido conjuntivo, como a artrite reumatoide ou lúpus eritematoso sistêmico (lúpus). Em alguns casos, um vírus, outra infecção (como a doença de Lyme) ou um evento traumático podem desencadear a fibromialgia.

Sintomas

A maioria das pessoas sentem rigidez, dor e desconforto generalizados. Os sintomas podem ocorrer por todo o corpo. Qualquer tecido mole (músculos, tendões e ligamentos) pode ser afetado. Entretanto, os tecidos moles do pescoço, região superior do ombro, tórax, caixa torácica, região lombar, coxas, braços e áreas ao redor de algumas articulações são especialmente suscetíveis a ficarem doloridos. Menos frequentemente, a parte inferior das pernas, mãos e pés ficam doloridos e rígidos. Os sintomas podem ocorrer periodicamente (em crises) ou a maior parte do tempo (cronicamente).

A dor pode ser intensa. Geralmente, ela piora quando há fadiga, estresse ou uso excessivo. Algumas áreas específicas do músculo podem ficar sensíveis quando é aplicada uma pressão firme de um dedo sobre região. Essas áreas são chamadas pontos sensíveis. Durante as crises, os músculos podem ficar rígidos ou podem ocorrer espasmos.

Muitas pessoas afetadas não dormem bem e se sentem ansiosas, deprimidas e cansadas. Elas também podem ter enxaqueca ou cefaleia tensional, cistite intersticial (um tipo de inflamação da bexiga que causa dor ao urinar) e síndrome do intestino irritável (com um pouco de constipação, diarreia, desconforto abdominal e inchaço .

Os mesmos quadros clínicos que podem contribuir para o desenvolvimento da fibromialgia também podem fazer os sintomas piorarem. Eles incluem estresse emocional, sono inadequado, lesão, exposição à umidade ou frio e fadiga. O medo de que os sintomas representem uma doença grave também pode agravá-los.

A fibromialgia tende a ser crônica, mas pode se resolver espontaneamente se o estresse diminuir. Mesmo com o tratamento apropriado, a maioria das pessoas continua apresentando sintomas em certo grau.

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado no padrão e na localização da dor. Algumas partes do corpo possuem pontos sensíveis. Para detectar os pontos sensíveis, os médicos pressionam com firmeza áreas específicas do corpo para determinar se a pessoa sente dor naquele local (um ponto sensível). No passado, os médicos baseavam o diagnóstico na presença de sensibilidade em 11 ou mais de 18 pontos sensíveis escolhidos. Atualmente, no entanto, o número de pontos sensíveis não é considerado tão importante quanto a presença de alguns pontos sensíveis juntamente de sintomas típicos, especialmente dor generalizada.

Os médicos querem se certificar de que outra doença (como o hipotireoidismo, polimialgia reumática ou outra doença muscular) não esteja causando os sintomas e geralmente o fazem por meio de exames de sangue. Mas nenhum exame pode confirmar o diagnóstico da fibromialgia.

A fibromialgia pode não ser reconhecida em pessoas que também têm artrite reumatoide ou lúpus, pois essas doenças apresentam sintomas similares, como fadiga e dor nos músculos ou articulações (ou em ambos).

Fibromialgia: Encontrando os pontos sensíveis

Os pontos sensíveis são áreas de sensibilidade que se desenvolvem em pessoas com fibromialgia.

Fibromialgia: Encontrando os pontos sensíveis

Fibromialgia: Encontrando os pontos sensíveis

Tratamento

As pessoas sentem-se melhor quando recebem tratamento adequado. Geralmente, a abordagem mais útil inclui o seguinte:

  • Reduzir o estresse, incluindo o reconhecimento de que não há nenhuma doença subjacente que represente risco à vida causando a dor

  • Alongar os músculos afetados delicadamente (mantendo os alongamentos por 30 segundos e repetindo o processo cinco vezes)

  • Fazer exercícios para aprimorar o condicionamento físico (exercícios aeróbicos) e aumentar sua intensidade gradualmente (por exemplo, natação ou exercícios em uma esteira, bicicleta ergométrica ou máquina elíptica)

  • Aplicar compressa quente ou massagear suavemente a área afetada

  • Manter a região aquecida

  • Dormir o tempo necessário

Melhorar o sono é essencial. Por exemplo, as pessoas devem evitar cafeína e outros estimulantes durante a noite e precisam dormir em um ambiente tranquilo e escuro em uma cama confortável. Elas não devem comer ou assistir à televisão na cama. Os médicos podem prescrever doses baixas de antidepressivos tricíclicos. Esses medicamentos são tomados uma ou duas horas antes de a pessoa deitar-se para dormir e são utilizados apenas para melhorar o sono, não para diminuir a depressão. Eles incluem trazodona, amitriptilina e nortriptilina. A ciclobenzaprina, um relaxante muscular, também pode facilitar o sono. Como os antidepressivos tricíclicos, a ciclobenzaprina é tomada apenas antes de a pessoa deitar-se para dormir. Esses medicamentos geralmente são mais seguros do que sedativos, cuja maioria pode causar dependência. No entanto, os antidepressivos tricíclicos e a ciclobenzaprina podem causar efeitos colaterais, como sonolência e boca seca, especialmente em pessoas idosas. Tomar esses medicamentos fora do horário pode resultar em sonolência no período diurno.

Aspirinas e outros medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) possuem benefício limitado no geral. Analgésicos, como tramadol ou paracetamol, podem ajudar. Opioides, que podem causar dependência e ficar menos eficientes com o tempo, devem ser evitados ao tratar doenças crônicas como a fibromialgia. Pregabalina (um anticonvulsivo utilizado para aliviar a dor em algumas situações), duloxetina e milnaciprana são utilizados em alguns casos para tratar a fibromialgia. Esses medicamentos podem ajudar quando tomados como parte de um programa de tratamento que inclui melhora do sono, exercícios e controle de estresse. Ocasionalmente, são injetados anestésicos (como a lidocaína) diretamente em uma área sensível específica, mas essas injeções não devem ser utilizadas repetidamente.

Fibromialgia e as relações pouco conhecidas com hormônios, mitocôndrias, inflamação e estresse oxidativo.

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A fibromialgia impediu que Lady Gaga se apresentasse no Rock in Rio deste ano.

Os fãs ficaram arrasados com o cancelamento do show de Lady Gaga, na abertura do Rock in Rio deste ano. Mas a cantora decidiu dar um tempo nas apresentações por conta da fibromialgia, uma doença caracterizada por dor musculoesquelética generalizada, acompanhada de problemas de fadiga, sono, memória e humor. Os pesquisadores acreditam que a fibromialgia amplifica as sensações dolorosas, afetando a maneira como seu cérebro processa sinais de dor. Os sintomas às vezes começam após um trauma físico, cirurgia, infecção ou estresse psicológico significativo.

Em alguns casos, os sintomas aumentam gradualmente ao longo do tempo sem um único evento desencadeante. A fibromialgia é uma condição de dor crônica que afeta aproximadamente cinco milhões de pessoas em todo o mundo. Aproximadamente 30% dos pacientes com fibromialgia apresentam depressão grave. A incidência de depressão e ansiedade, ao longo da vida, em pacientes com fibromialgia chega a 74% e 60%, respectivamente. No Brasil a depressão ocorre como comorbidade em 67,2% dos pacientes.

As mulheres são mais propensas a desenvolver fibromialgia do que os homens. Muitas pessoas que têm fibromialgia também têm dores de cabeça por tensão, distúrbios da articulação temporomandibular (ATM), síndrome do intestino irritável, ansiedade e depressão. Embora não haja cura para a fibromialgia, uma variedade de medicamentos pode ajudar a controlar os sintomas. Medidas de exercício, relaxamento e redução do estresse e cuidados com a dieta também podem ajudar. Os sintomas da fibromialgia incluem:

 

  • Dor generalizada. A dor associada à fibromialgia é frequentemente descrita como uma dor constante e maçante que durou pelo menos três meses. Para ser considerado generalizado, a dor deve ocorrer em ambos os lados do seu corpo e acima e abaixo da sua cintura.
  • Fadiga. As pessoas com fibromialgia muitas vezes acordam cansadas, embora relatem dormindo por longos períodos de tempo. O sono geralmente é interrompido pela dor, e muitos pacientes com fibromialgia apresentam outros distúrbios do sono, como a síndrome das pernas inquietas e a apneia do sono. Muitos pacientes com síndrome da fibromialgia têm um distúrbio do sono associado que é denominado de anomalia alfa-EEG. Pesquisadores descobriram que os pacientes da Síndrome da fibromialgia podem adormecer sem muitos problemas, mas seu nível de sono profundo é constantemente interrompido por “explosões” de atividade cerebral como se estivessem acordados. Os pacientes parecem passar a noite semiacordados.
  • Dificuldades cognitivas. Um sintoma comumente referido como “nevoeiro no cérebro, ou brain fog em inglês” prejudica a capacidade de se concentrar, prestar atenção e se focar em tarefas mentais. A dificuldade de raciocínio é uma queixa proeminente de muitos pacientes com fibromialgia. Comumente, eles descrevem dificuldades com a memória de curto prazo, a concentração, a análise lógica e a motivação.

Embora não haja cura para a fibromialgia, uma variedade de medicamentos pode ajudar a controlar os sintomas.

Os médicos não sabem o que causa a fibromialgia, mas provavelmente envolve uma variedade de fatores que atuam em conjunto. Estes podem incluir:

  1. Genética. Como a fibromialgia tende a correr em famílias, pode haver certas mutações genéticas que podem torná-lo mais suscetível ao desenvolvimento da doença.
  2. Infecções. Algumas doenças parecem desencadear ou agravar a fibromialgia.
  3. Trauma físico ou emocional. A fibromialgia às vezes pode ser desencadeada por um trauma físico, como um acidente de carro. O estresse psicológico também pode desencadear a condição.

 

Outra possíveis causas:

Disfunção do  eixo hipotalamio, hipófise e adrenal

Na fibromialgia são encontradas várias alterações hormonais, devido a uma complexa relação das diversas estruturas cerebrais. Essa disfunção endócrina parece desempenhar um papel importante na fibromialgia. Acredita-se que o centro da disfunção está no eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA), embora outros hormônios também pareçam estar envolvidos. Pesquisas mostram que os pacientes com fibromialgia têm baixos níveis dos hormônios: tiroidiano, estrogênio, testosterona, progesterona, relaxina e cortisol.

Resultado de imagem para fibromialgia eixo hpa

Citocinas pró-inflamatórias e DHEA-S em Mulheres com fibromialgia: impacto de psicologia situação de angústia e menopausa

Embora a fibromialgia não seja tradicionalmente considerada uma desordem inflamatória, a evidência de processos inflamatórios elevados foi observada neste transtorno em múltiplos estudos. O suporte para marcadores inflamatórios na fibromialgia tem sido bastante equívoco até à data, potencialmente devido à falta de atenção para características salientes do paciente que podem afetar a inflamação, como distúrbios psiquiátricos e marcos de envelhecimento como a menopausa. Um estudo realizado por pesquisadores norte-americanos  examinou as relações entre citocinas pró-inflamatórias e níveis hormonais, intensidade da dor e sofrimento psicológico em uma amostra de 34 mulheres pré-menopáusicas e pós-menopáusicas com fibromialgia.

Nossos resultados sugeriram que a IL-8 estava correlacionada com sintomas depressivos, catástrofe da dor e ansiedade relacionada à dor para mulheres na pós-menopausa, mas não para mulheres pré-menopáusicas.

A desregulação de sulfato de dehidroepiandrosterona (DHEA-S), um hormônio esteróide endógeno, pode desempenhar um papel etiológico na manutenção da sintomatologia de FM, pois modula as respostas inflamatórias através da inibição direta da atividade de IL-6 e TNF-α ( pró inflamatórias)  e indiretamente através da promoção de  IL-10 ( anti inflamatórias) . O declínio normativo dos níveis de DHEA-S com a idade tem sido teoricamente ligado ao início da sintomatologia de FM em toda a vida.

Estudo da USP mostrou uma associação significativa entre disfunção sexual e depressão em pacientes com fibromialgia

Disfunção sexual , testosterona e  Fibromialgia

Os achados do estudo “Depressão, sexualidade e síndrome da fibromialgia: achados clínicos e correlação com parâmetros hematológicos”, publicado na revista Arquivos de Neuropsiquiatria, também levantam a possibilidade de “envolvimento de mediadores imunoinflamatórios” na doença. Os pesquisadores da Universidade de São Paulo procuraram investigar questões de sexualidade e depressão em 33 mulheres com fibromialgia, comparando com 19 mulheres saudáveis e correlacionar os achados clínicos aos parâmetros sanguíneos.

Disfunção sexual e depressão foram significativamente mais prevalentes em mulheres com fibromialgia em comparação com o grupo controle. As pacientes com fibromialgia comparadas às mulheres saudáveis também apresentaram menores concentrações séricas de testosterona, T4 livre (relacionada à função da glândula tireoide), fator antinuclear (para avaliar a doença autoimune), menor concentração de hemoglobina e hematócrito.

“Este estudo mostrou uma associação significativa entre disfunção sexual e depressão em pacientes com fibromialgia. A disfunção sexual pode interferir na qualidade de vida e agravar os sintomas de fibromialgia e depressão, uma comorbidade frequente de fibromialgia”, concluíram os pesquisadores.

Tratamento da dor em pacientes com fibromialgia com gel de testosterona: farmacocinética e resposta clínica.

Para testar a hipótese de que a deficiência de testosterona desempenha um papel importante na dor crônica, um estudo piloto de Fase I/II foi realizado com 12 pacientes com fibromialgia para verificar se uma dose diária com gel de testosterona transdérmica por de 28 dias poderia 1) aumentar de forma significativa e segura a concentração sérica média de testosterona, de níveis basais baixos para níveis médio/alto-normal e 2) tratar eficazmente os sintomas de dor e fadiga da fibromialgia.

Os dados farmacocinéticos confirmaram que as concentrações plasmáticas da testosterona livre aumentaram significativamente acima dos níveis basais, por meio da avaliação da concentração máxima de hormônio (Cmax).

A avaliação dos sintomas típicos da fibromialgia pelo questionário do paciente e no exame do ponto sensível demonstraram mudanças significativas na diminuição da dor muscular , rigidez e fadiga e no aumento da libido durante o tratamento do estudo. Estes resultados são consistentes com a capacidade hipotética da testosterona para aliviar os sintomas de fibromialgia. Os sintomas que não estavam intimamente relacionados com a fibromialgia não foram melhorados.

Tratamento com hormônio do crescimento para redução contínua da dor e melhora na qualidade de vida na fibromialgia severa.

O hormônio do crescimento pode ser um tratamento complementar efetivo para o manejo da dor e da fadiga em pacientes com fibromialgia, particularmente em um subconjunto com valores baixos de fator de crescimento insulina-like 1. Foram sugeridos defeitos funcionais na secreção de hormônio do crescimento (GH ou Growth Hormone, em inglês) e sua eficácia como tratamento complementar para a fibromialgia. Um estudo realizado por pesquisadores espanhóis investigou a eficácia e a segurança do GH em baixas doses como terapia complementar em pacientes com fibromialgia grave e níveis baixos de insulina tipo 1. Um total de 120 pacientes foram matriculados em um estudo multicêntrico controlado por placebo durante 18 meses.

O hormônio do crescimento pode ser um tratamento complementar efetivo para o manejo da dor e da fadiga em pacientes com fibromialgia

Eles foram aleatoriamente designados para receber 0,006 mg/kg/dia de GH S.C. (grupo A, n = 60) ou placebo (grupo B, n = 60) durante 6 meses (fase cega). O grupo tratado com placebo foi trocado para o tratamento com GH do mês 6 até o mês 12 (fase aberta) e um período de seguimento após a descontinuação de GH foi realizado até o mês 18. Tratamento padrão para fibromialgia (inibidores seletivos de reabsorção de serotonina, opioides e amitriptilina) foi mantido ao longo do estudo. No final do estudo, os pacientes do Grupo A apresentaram pontuações de Questionário de Impacto da Fibromialgia (FIQ) significativamente melhoradas (P = 0,01) em comparação com o grupo B.

Embora a descontinuação de GH tenha agravado todas as pontuações em ambos os grupos durante o seguimento, o comprometimento da percepção da dor foi menos pronunciado no grupo tratado com GH (P = 0,05). Baseados nos resultados obtidos, os pesquisadores concluíram, neste maior e mais longo estudo controlado por placebo realizado em fibromialgia, que a adição de GH ao tratamento padrão foi eficaz na redução da dor.

A disfunção mitocondrial e o estresse oxidativo podem ser um marcador diferencial entre síndrome de fadiga crônica e fibromialgia?

A síndrome de fadiga crônica (SFC) e a fibromialgia (FM) são doenças complexas e graves que afetam aproximadamente 2,5% e 5% da população em geral em todo o mundo, respectivamente. A etiologia é desconhecida; no entanto, estudos recentes sugerem que a disfunção mitocondrial esteve envolvida na fisiopatologia de ambas as condições. Pesquisadores da Universidade Autônoma de Barcelona investigaram a possível associação entre biogênese mitocondrial e estresse oxidativo em pacientes com SFC e FM. Eles avaliaram 23 pacientes com SFC, 20 pacientes com FM e 15 controles saudáveis.

  • As células mononucleares do sangue periférico dos pscientes mostraram níveis reduzidos da Coenzima Q10 naqueles com SFC  e nos indivíduos com FM e níveis de ATP também reduzidos em pacientes com SFC e FM.
  • Os pacientes com SFC/FM tiveram significativamente aumentados os níveis de peroxidação lipídica, que é indicativos de dano induzido pelo estresse oxidativo.
  • A atividade da enzima citrato sintase mitocondrial foi significativamente menor em pacientes com FM, mas na SFC, resultou em níveis similares aos controles.
  • O conteúdo de DNA mitocondrial foi normal na SFC e reduzido em pacientes com FM relação aos controles saudáveis.

Tratamento da síndrome de fadiga crônica e fibromialgia com D-Ribose – Um estudo aberto, multicêntrico

A Síndrome de Fadiga Crônica e de Fibromialgia (CFS/FMS) são síndromes debilitantes que afetam cerca de 2 a 4% da população. Embora sejam condições heterogêneas associadas a muitos gatilhos, elas parecem ter em comum a patologia de estarem associadas ao metabolismo de energia prejudicado. Como a D-ribose demonstrou aumentar a síntese de energia celular e também melhorar significativamente os resultados clínicos na CFS/FMS em um estudo anterior, pesquisadores americanos do Hawaii e do Texas, testaram a hipótese que a administração de D-ribose melhoraria as funções nos pacientes de CFS/FMS.

Para isto, realizaram um estudo aberto, em que 53 clínicas dos EUA matricularam 257 pacientes que tiveram um diagnóstico de CFS/FMS, emitido por um profissional de saúde. Todos os indivíduos receberam D-ribose (Corvalen™), uma pentose de ocorrência natural, na dose de 5 g, três vezes ao dia, durante 3 semanas. Todos os pacientes foram avaliados na linha de base (1 semana antes do tratamento) e após 1, 2 e 3 semanas, usando um Escala Analógica Visual (1-7 pontos) de classificação de energia, sono, função cognitiva, dor e bem-estar geral.

Dos 257 pacientes matriculados inicialmente, 203 completaram o teste de tratamento de 3 semanas. O tratamento com D-ribose levou a melhorias, tanto estatisticamente (p <.0001) quanto clinicamente importantes em todas as categorias avaliadas:

  • Aumento de 61,3% em energia
  • Aumento de 37% no bem-estar geral
  • Melhoria de 29,3% no sono
  • Melhoria de 30% na clareza mental
  • Diminuição de 15,6% na dor

A melhorias começaram na primeira semana de tratamento e continuaram a aumentar no final das 3 semanas de tratamento. Além do mais, a D-ribose foi bem tolerada pelos pacientes. Os pesquisadores concluíram que, neste estudo multicêntrico, a utilização da D-ribose resultou em níveis de energia, sono, clareza mental, bem-estar e alívio da dor nitidamente melhorados em pacientes com fibromialgia e síndrome da fadiga crônica.

O tratamento com D-ribose levou a melhorias, tanto estatisticamente quanto clinicamente importantes em todas as categorias avaliadas

5 dicas de dieta para ajudar a controlar suas “explosões” de fibromialgia

Como dito anteriormente, ainda não há cura para a doença, mas acredita-se que a dieta possa desempenhar um papel importante na gestão dos sintomas. Aqui estão cinco dicas de dieta para ajudá-la a controlar as “explosões” de fibromialgia com base em informações de do site prevention.com:

1. Obtenha bastante vitamina D

A vitamina D costuma ser chamada de vitamina do sol, pois é derivada dos raios do sol. Muitos de nós são deficientes nesta vitamina vital, particularmente durante o inverno, o que pode levar à dor articular e muscular. A vitamina D é necessária para construir ossos saudáveis, melhorar o sistema imunológico, regular a pressão arterial e ajudar a prevenir o câncer. Os alimentos que são boas fontes de vitamina D incluem ovos, peixes, lácteos, cereais fortificados e sucos de frutas.

Fale com seu médico sobre suplementos de vitamina D. Pacientes com síndrome da fibromialgia (FMS) geralmente têm baixos níveis de vitamina D, levando a dor e fadiga, e os suplementos não são apenas uma alternativa ao tratamento dos sintomas, mas também são econômicos. A dor crônica e a fadiga, os sintomas típicos da síndrome da fibromialgia, podem ser tratados com suplementos de vitamina D como alternativa ou complemento a outros tratamentos, como descobriram os pesquisadores que trabalham no Orthopedic Hospital Speising  em Viena, na Áustria, cujos resultados do estudo foram recentemente publicado no  revista Pain.

A dor crônica e a fadiga, os sintomas típicos da síndrome da fibromialgia, podem ser tratados com suplementos de vitamina D como alternativa ou complemento a outros tratamentos

2. Evite alimentos processados

Os alimentos processados ​​geralmente contêm muitos aditivos e conservantes, muitos dos quais não são bons para nossos corpos. Aditivos como MSG (glutamato monossódico) e aspartame podem ativar neurônios que aumentam a sensibilidade do corpo à dor. Evitar refrigerantes dietéticos, variedades sem açúcar de doces e chocolate e ler os pacotes de refeições processadas irá ajudá-lo a se afastar de MSGs e aspartame. Escolha alimentos inteiros frescos ou alimentos com poucos ingredientes no rótulo – de preferência que você possa reconhecer.

3. Aumente sua ingestão de Ômega-3

Peixes oleosos como salmão, cavala e sardinha; nozes; sementes de linho e chia; e os vegetais de folhas verde escuras são apenas alguns dos alimentos que podem fornecer aos nossos corpos as boas gorduras Ômega-3, conhecidas por combaterem a inflamação e dor nas articulações, bem como protegerem o coração.

4. Evite a cafeína

Desculpe, mas essa xícara de café tem que sair! Embora seja tentador recorrer ao café para reduzir a fadiga que vem com a fibromialgia, a cafeína também contribuirá para a sua falta de sono no final do dia. Mude para chás e cafés descafeinados para ajudar a restaurar padrões de sono regulares e evite bebidas como refrigerantes com cafeína.

5. Coma muitas frutas e vegetais

Frutas e vegetais contêm muitos nutrientes vitais, e quanto mais frutas e verduras você comer, mais desses nutrientes você estará consumindo. Aponte para um arco-íris de cores ao escolher frutas e legumes e opte por frutas e vegetais orgânicos e da época, se possível. Os vegetais congelados e enlatados podem ser tão bons quanto frescos (às vezes, mais devido a serem enlatados ou congelados diretamente após a colheita), mas certifique-se de manter um olho no teor de sódio. Se você não quiser seguir uma dieta vegetariana ou vegana, considere reduzir a quantidade de carne que você come e tentar escolher variedades orgânicas alimentadas com pastagem.

A coenzima Q10 pode melhorar parâmetros clínicos e moleculares na fibromialgia?

A Fibromialgia (FM) é uma doença complexa que afeta até 5% da população mundial em geral. Os seus mecanismos fisiopatológicos são difíceis de identificar e as terapias farmacológicas atuais demonstram eficácia limitada. Tanto a disfunção mitocondrial quanto a deficiência de coenzima Q10 (CoQ10) foram implicados na fisiopatologia da FM. Pesquisadores da Universidade de Sevilha, na Espanha, investigaram o efeito da suplementação com CoQ10. Eles realizaram um estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo para avaliar os efeitos clínicos e da expressão gênica com a suplementação por 40 dias com CoQ10 (300 mg/dia) em 20 pacientes com FM. Observou-se uma importante melhora clínica após o tratamento com CoQ10 versus placebo com redução do FIQ (questionário de impacto da fibromialgia, ver link) e redução proeminente na dor, fadiga e cansaço matinal,  nas subescalas do FIQ. Além disso, os cientistas observaram uma redução importante na escala visual da dor e uma redução nos pontos sensíveis, incluindo a recuperação da inflamação, as enzimas antioxidantes, a biogênese mitocondrial e os níveis de expressão gênica da AMPK, associados à fosforilação da atividade AMPK. Esses resultados levam à hipótese de que a CoQ10 tem um potencial efeito terapêutico na FM e indica novos possíveis alvos moleculares para a terapia desta doença.

O estresse oxidativo correlaciona-se com sintomas de dor de cabeça na fibromialgia: efeito coenzima Q10 sobre melhora clínica.

Estudos recentes apontaram algumas evidências que demonstram que o estresse oxidativo está associado a sintomas clínicos na fibromialgia. Pesquisadores espanhóis examinaram o estresse oxidativo e o estado bioenergético em células mononucleares no sangue (BMCs) e sua associação aos sintomas de dor de cabeça em pacientes com fibromialgia. Os efeitos da suplementação oral de coenzima Q10 (CoQ10) em marcadores bioquímicos e melhora clínica também foram avaliados.

Eles estudaram 20 pacientes com FM e 15 controles saudáveis. Os parâmetros clínicos foram avaliados utilizando o Fibromyalgia Impact Questionnaire (FIQ), as escalas de análises visuais (VAS) e o Teste de Impacto de Headache (HIT-6). O estresse oxidativo foi determinado medindo os níveis de CoQ10, catalase e peroxidação lipídica (LPO) em BMCs e O estado bioenergético foi avaliado pela medição dos níveis de ATP em BMCs

Os pesquisadores encontraram níveis reduzidos de CoQ10, catalase e ATP em BMCs de pacientes com FM, em comparação com o controle normal. Também encontraram aumento do nível de LPO em BMCs de pacientes com FM em relação ao controle normal. Foram observadas correlações negativas significativas entre os níveis de CoQ10 ou catalase em BMCs e parâmetros de cefaleia. Além disso, os níveis de LPO mostraram uma correlação positiva significativa com HIT-6. A suplementação oral de CoQ10 restaurou os parâmetros bioquímicos e induziu melhora significativa nos sintomas clínicos e de dor de cabeça.

Os resultados deste estudo sugerem um papel da disfunção mitocondrial e do estresse oxidativo nos sintomas de dor de cabeça associados à FM. A suplementação de CoQ10 deve ser examinada em um estudo controlado com placebo maior como um possível tratamento em FM.

Uso de uma forma hidrossolúvel da CoQ10 em mulheres afetadas pela fibromialgia. 

A diminuição da capacidade antioxidante e o aumento do estresse oxidativo foram observados em pacientes com fibromialgia. Alguns ensaios também mostraram que os níveis de CoQ10 são reduzidos nesses pacientes, mas que a sua suplementação pode restaurar os níveis e reduzir os sintomas da fibromialgia, incluindo dor e fadiga. Avaliamos o efeito da administração de uma forma da CoQ10 (DDM Chinone®) na dose de 200 mg x 2/dia em 22 pacientes do sexo feminino com diagnóstico de fibromialgia em estudo randomizado, aberto e cruzado. Os resultados obtidos pelos pesquisadores mostram que, em comparação com um grupo de controle, a administração de CoQ10 melhorou significativamente a maioria dos resultados relacionados à dor em 24-37%, incluindo fadiga (em ~ 22%) e distúrbios do sono (em ~ 33%). Os resultados obtidos confirmam o papel considerável desempenhado pela CoQ10 na redução da dor, fadiga e distúrbios do sono em indivíduos afetados pela fibromialgia.

Os resultados obtidos confirmam o papel considerável desempenhado pela CoQ10 na redução da dor, fadiga e distúrbios do sono em indivíduos afetados pela fibromialgia.

 

Referências

Fibromyalgia

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https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4259557/

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https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1567576915002453

Growth hormone treatment for sustained pain reduction and improvement in quality of life in severe fibromyalgia

https://insights.ovid.com/pubmed?pmid=22465047

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https://benthamopen.com/contents/pdf/TOPAINJ/TOPAINJ-5-32.pdf

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Vitamin D May Help FMS Patients’ Pain and Fatigue

https://fibromyalgianewstoday.com/2015/01/19/vitamin-d-may-help-fms-patients-pain-and-fatigue/

5 Diet Tips to Help Control Your Fibro Flares

https://fibromyalgianewstoday.com/2017/10/03/diet-tips-control-fibro-flares/

Disfunção cognitiva e Distúrbio psicológico associados a fibromialgia

http://fibromialgia-info.blogspot.com.br/2015/12/disfuncao-cognitiva-e-disturbio.html

POSSÍVEIS CAUSAS DA FIBROMIALGIA

http://www.fibromialgiabrasil.com.br/teo-endoc.htm

Depression, sexuality and fibromyalgia syndrome: clinical findings and correlation to hematological parameters

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X2016001100863&lng=en&nrm=iso&tlng=en

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Effect of coenzyme Q10 evaluated by 1990 and 2010 ACR Diagnostic Criteria for Fibromyalgia and SCL-90-R: four case reports and literature review.

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Could mitochondrial dysfunction be a differentiating marker between chronic fatigue syndrome and fibromyalgia?

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23600892

Can coenzyme q10 improve clinical and molecular parameters in fibromyalgia?

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23458405

Oxidative stress correlates with headache symptoms in fibromyalgia: coenzyme Q₁₀ effect on clinical improvement.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22532869

Ann Rheum Dis. 2004 Nov;63(11):1504-6.
Hypothalamic-pituitary-gonadal axis and cortisol in young women with primary fibromyalgia: the potential roles of depression, fatigue, and sleep disturbance in the occurrence of hypocortisolism.
Gur A1, Cevik R, Sarac AJ, Colpan L, Em S.

Arthritis Res Ther. 2004;6(3):R232-8. Epub 2004 Mar 15.
Cortisol and hypothalamic-pituitary-gonadal axis hormones in follicular-phase women with fibromyalgia and chronic fatigue syndrome and effect of depressive symptoms on these hormones.
Gur A1, Cevik R, Nas K, Colpan L, Sarac S.

Z Rheumatol. 1998;57 Suppl 2:67-71.
The hypothalamic-pituitary-adrenal stress axis in fibromyalgia and chronic fatigue syndrome.
Crofford LJ1.Division of Rheumatology, University of Michigan, Ann Arbor 48109-0680, USA. crofford@umich.edu

 

FONTE: Dr. Roberto Franco do Amaral

 

#Los #juegos de #realidad virtual pueden ayudar a aliviar el #dolor (Pain Med)

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No sólo por la distracción que conlleva.

No sólo por la distracción que conlleva.

Investigadores de la Princeton University (Estados Unidos) aseguran que los juegos de realidad virtual pueden ser una herramienta eficaz para aliviar el dolor, y no sólo por la distracción que puede conllevar sino por provocar también pequeños cambios cerebrales.
En concreto, según han descrito en un artículo en la revista “Pain Medicine”, han visto que puede provocar cambios en el sistema nervioso cuando se utiliza para ayudar a reprogramar el modo en que una persona responde al dolor.
“Se necesita más investigación para saber si la realidad virtual es verdaderamente efectiva, pero tener más opciones para tratar el dolor es algo prometedor”, según ha destacado Anita Gupta, investigadora de la Woodrow Wilson School of Public and International Affairs y una de las autoras de este trabajo.
La tecnología de la realidad virtual ha existido durante décadas, aunque ahora sea más accesible, y se utiliza en una gran variedad de fines médicos como la fisioterapia, el tratamiento de quemaduras o el alivio del dolor dental
En su trabajo analizaron diferentes artículos publicados entre 2000 y 2016 que exploraban el uso de la realidad virtual como alivio del dolor, identificando en total cuatro pequeños experimentos y dos estudios piloto sobre el tema.
Además del dolor agudo, algunos de estos estudios examinaban su eficacia en pacientes con cuadros de dolor crónico, como migraña o fibromialgia, y en ellos la realidad virtual se combinó con otros tratamientos como los mecanismos de biorretroalimentación y la terapia cognitivo-conductual.
En general, los resultados de los estudios analizados demostraron que la realidad virtual podía ayudar en lo que se conoce como terapia de acondicionamiento y exposición, un tipo de terapia conductual que busca ayudar a los pacientes a cambiar su forma de sentir el dolor.
Pero sus hallazgos también apuntaron a su uso para reducir la dependencia de analgésicos, e incluso podría ayudar a frenar su uso indebido de estos medicamentos con elevado potencial adictivo.
Los pacientes deben entender que la realidad virtual es sólo una herramienta para diseñar tratamientos, y no un tratamiento por sí mismo”, ha reconocido Max Ortiz Catalán, investigadora de la Chalmers tekniska högskola (Suecia), que no participó en este estudio.

#Investigadores españoles desarrollan técnicas más precisas para diagnosticar y tratar la fibromialgia (PLoS ONE).

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El estudio profundiza en las modificaciones del funcionamiento del cerebro como consecuencia del dolor crónico y las emociones negativas.

Un estudio liderado por la Universitat Politècnica de València (UPV) profundiza en las bases neurológicas del dolor en pacientes con fibromialgia y ofrece nuevas claves para disponer de nuevas técnicas de diagnóstico de esta enfermedad más precisas, así como de tratamientos que ayuden a los pacientes a gestionar mejor el dolor crónico.

En el trabajo han participado también el Hospital Universitari i Politècnic La Fe, la Universitat de les Illes Balears (UIB), la Universidad de Granada (UGR), la Universitat de València (UV) y colaborado la Asociación Valenciana de Afectados de Fibromialgia (AVAFI). Sus conclusiones han sido publicadas en la revista científica “PLoS ONE”.

En el estudio se profundiza “en el conocimiento sobre las modificaciones en el funcionamiento del cerebro como consecuencia del dolor crónico y las emociones negativas” que sufren los pacientes. Los responsables de la investigación aseguran que, en comparación con la población general, “las pacientes con fibromialgia muestran una mayor complejidad en la señal de velocidad de flujo sanguíneo”. Además, han observado correlaciones de estos parámetros con los niveles de dolor clínico, ansiedad y depresión medidos por cuestionarios.

La investigadora y profesora de Psicobiología de la Universitat de València Patricia Mesa Gresa ha explicado que este tipo de resultados “son interesantes para entender el funcionamiento cerebral de los pacientes con fibromialgia, así como su posible relación con la sintomatología psicológica y emocional que suelen mostrar”. “Además, es especialmente relevante a la hora de plantear estrategias de intervención psicológica eficaces”, ha añadido.

El objetivo principal del estudio ha sido caracterizar en condiciones de reposo la velocidad de flujo sanguíneo cerebral de pacientes con fibromialgia, “para así tener mejor conocimiento de las relaciones entre patrones específicos de actividad cerebral y la percepción del dolor de estas pacientes”.

En el trabajo participaron 15 mujeres con fibromialgia y 15 mujeres sanas –con edades comprendidas entre 33 y 67 años– que debían permanecer en reposo durante 5 minutos mientras se les monitorizaba la velocidad de flujo sanguíneo en las arterias cerebrales medias y anteriores haciendo uso de una técnica llamada doppler transcraneal.

La profesora titular de Universidad del Departamento de Ingeniería Gráfica de la UPV y coordinadora del estudio, Beatriz Rey, ha aseverado que se eligieron estas arterias porque “irrigan distintas regiones cerebrales relacionadas con el dolor”. “Se preveía que podrían observarse distintos patrones de velocidad de flujo sanguíneo en las mismas al comparar entre pacientes y población general”, ha añadido.

Por su parte, el investigador del Departamento de Ingeniería Gráfica de la UPV Alejandro Rodríguez ha señalado que un mejor conocimiento de las bases cerebrales del dolor “puede ayudar en un futuro a diseñar tratamientos que permitan a las pacientes gestionar mejor las molestias crónicas”.

La UPV asegura que, desde el punto de vista científico, “la comprensión de cómo se cronifica el dolor y cómo se pueden revertir sus efectos es uno de los retos científicos más importantes en Europa para el siglo XXI”, dado que afecta a un veinte% de la población, y “su coste puede llegar a superar el tres% del producto interior bruto en los países desarrollados”.

El investigador del grupo de Neurociencia Cognitivoafectiva y Psicología Clínica de la Universitat de les Illes Balears Pedro Montoya ha subrayado que este estudio “demuestra que los cambios afectan principalmente a las regiones responsables de percibir y aliviar el dolor”. “Es posible que la persistencia del dolor a lo largo del tiempo sea consecuencia de estas alteraciones y, por lo tanto, los esfuerzos se tienen que dirigir a mejorar el conocimiento sobre cómo revertir estos cambios para que el cerebro pueda funcionar de una manera más adaptativa”, ha añadido.

El autismo, la ansiedad o la depresión podrían tener su origen en el intestino por una mala alimentación

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Las bacterias intestinales pueden causar un efecto devastador en el cerebro.

La fibromialgia, la fatiga crónica, el espectro autista, la ansiedad o la depresión son algunos trastornos que podrían estar relacionadas significativamente con un ambiente intestinal desordenado inducido por una mala alimentación, tal y como ha comentado el presidente de la Inflammation Research Foundation, Barry Sears.

Y es que, estas patologías parecen estar aumentando al mismo tiempo que otros trastornos metabólicos como la obesidad, síndrome metabólico, hígado graso y diabetes, estos últimos causados por la inflamación celular que puede aparecer cuando se come de manera desequilibrada, abusando de ciertos alimentos y olvidando otros fundamentales.

“El intestino y el cerebro están conectados mediante el nervio vago, siendo éste una especie de autopista bidireccional por la que las bacterias intestinales pueden causar un efecto devastador en el cerebro si nuestro intestino está alterado”, ha comentado Sears.

Por ello, el experto ha destacado la importancia de cuidar la alimentación con el fin de evitar que se inflamen nuestras células, tanto las del cuerpo como las del cerebro. “Nuestras células pueden inflamarse a raíz de lo que comemos: esta inflamación celular es la razón por la que engordamos, sufrimos determinadas enfermedades y envejecemos antes. Cuando reducimos esta inflamación estamos estabilizando los niveles de glucosa en sangre, eliminamos el exceso de grasa corporal y mejoramos nuestra energía física y agudeza mental”, ha explicado.

Ahora bien, prosigue, es difícil determinar qué porcentaje de la población sufre inflamación celular “silenciosa” ya que, al ser asintomática, no suele haber un diagnóstico hasta que no aparece alguna complicación metabólica. No obstante, existen unos marcadores en sangre, las citoquinas y adipoquinas, que nos permiten saber si hay inflamación aunque la enfermedad aún no haya dado la cara.

En este sentido, el Dr. Sears ha informado de que se estima que un porcentaje muy elevado de individuos obesos la padecen, con lo cual podríamos establecer una cifra superior al 20% de la población general. “Los ácidos grasos omega-3 son esenciales para la vida pero el organismo no es capaz de producirlos. Los ácidos grasos Omega 3 pueden entrar en el cerebro para reducir la neuroinflamación y, asimismo, se está comprobando su capacidad y eficacia para reducir la inflamación en el intestino”, ha enfatizado el experto.

Asimismo, ha avisado de que muchas enfermedades neurodegenerativas se han visto muy relacionadas por un consumo deficiente de omega 3, presente en el pescado y otros productos como el lino, el cáñamo, determinadas algas o las nueces.

Ante ello, ha aconsejado consumir diariamente al menos 2,5 gramos de ácidos grasos omega 3 de cadena larga para ayudar a mantener la visión en condiciones normales, lograr niveles medios de tensión arterial y controlar los niveles de triglicéridos.

“El aporte de omega 3 se ha relacionado además con el aumento de la saciedad, tiene una acción antiinflamatoria y regula la glucemia, lo que es clave en la pérdida de peso y en el control de la diabetes. Para conseguir todos estos beneficios lo ideal es tomar suplementos altamente concentrados y purificados”, ha enfatizado.

Con el objetivo de prevenir la inflamación celular nació hace más de 20 años el método ‘Zona’, un estilo de alimentación saludable basado en la regulación de las hormonas, con una ingesta de hidratos de carbono, proteínas y grasas en cada una de las 5 comidas diarias, en una proporción de 40-30-30%, respectivamente.

“Este método proporciona las claves para reducir la inflamación en cada célula de nuestro cuerpo. Esto retrasará el proceso de envejecimiento y disminuirá la probabilidad de padecer enfermedades crónicas como la diabetes, afecciones cardíacas y otras patologías todas con el mismo origen: la inflamación inducida por la dieta”, ha apostillado la experta en nutrición, medicina estética y sexología del Centro Médico Sagrario Jiménez en Madrid, Sagrario Jiménez.

En concreto, el método ‘Zona’ destaca el papel antioxidante y antiinflamatorio de los polifenoles, que son las sustancias químicas que dan color a frutas y verduras, y que pueden activar el gen antienvejecimiento (SIRT-1), ralentizando así el proceso de envejecimiento y siendo, por tanto, la mejor medicina para combatir la obesidad, las enfermedades crónicas y la inflamación del cerebro.

Los polifenoles, presentes principalmente en las frutas, las verduras, el café, el aceite de oliva, el chocolate o el vino tinto, son fundamentales para mantener un equilibrio óptimo a nivel intestinal, reducir el estrés oxidativo y conseguir una mayor longevidad. No obstante, el poder de los polifenoles se encuentra no sólo en la cantidad que consumimos sino en la que absorbe nuestro cuerpo, y sólo a dosis altas actúan como antioxidantes y antiinflamatorios, ayudando a alargar la vida significativamente.

“Para obtener suficientes polifenoles que puedan activar la expresión genética se requiere comer mucha más fruta y verdura de la que normalmente se consume, por lo que la utilización de suplementos de polifenoles concentrados puede en ocasiones ayudarnos a solucionar este problema”, ha zanjado esta experta.

O Impacto do Sono na Fibromialgia

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Estudo Exploratório: O Impacto do Sono na Fibromialgia

A Fibromialgia tem sido referida como uma das patologias reumatológicas mais comuns na população mundial. Caracteriza-se pela existência de dores musculares em pontos específicos do corpo humano durante longos períodos de tempo, incapacitando as pessoas nas suas tarefas quotidianas, mesmo as mais simples. São principalmente as mulheres que apresentam esta síndrome dolorosa.

Principais sintomas da Fibromialgia:

  • Dor difusa e crónica por todo o corpo;
  • Dor aguda ou sensação de queimadura;
  • Sensação de formigueiro;
  • Inchaço nas mãos e pés;
  • Rigidez muscular;
  • Fadiga crónica;
  • Perturbações da atenção, concentração e da memória;
  • Queixas gástricas e cólon irritável;
  • Cefaleias (Dores de cabeça);
  • Hipersensibilidade generalizada à pressão e mudanças de temperatura.

Causas da Fibromialgia

Por se desconhecer as causas desta síndrome, a Clínica da Mente observou que algumas das suas pacientes com queixa e/ou diagnóstico de Fibromialgia, após terem realizado um tratamento psicoterapêutico para a Depressão e a Ansiedade, referiram uma diminuição acentuada na intensidade da dor simultaneamente com a redução dos níveis de depressão e ansiedade e um aumento na qualidade do sono.

Após esta constatação, o Grupo de Investigação da Clínica da Mente desenvolveu um estudo exploratório para perceber qual o impacto e influência das perturbações emocionais, como a Depressão, a Ansiedade e o Stress, na Fibromialgia. Este estudo foi desenvolvido em parceria com a APDF – Associação Portuguesa de Doentes com Fibromialgia.

Assim, foi estudado, durante um ano, o impacto de um tratamento psicoterapêutico, seguindo o modelo HBM da Clínica da Mente, em pessoas com Fibromialgia.

Concluiu-se que a variação dos estados Depressivos, Ansiosos e de Stress potenciavam a variação da qualidade do sono e que, melhorando o sono, a intensidade da dor melhorava na mesma proporção.

É de salientar que, embora a Fibromialgia seja uma patologia orgânica, percebeu-se que são os estados emocionais que potenciam a Dor, não sendo estes consequência da dor persistente.

Provamos com o estudo exploratório que, tratando os estados emocionais como a Depressão ou a Ansiedade, a intensidade da dor diminui drasticamente, concluindo que é a má qualidade do sono que potencia os estados dolorosos aos doentes de Fibromialgia.

Resumo dos resultados da Investigação:

Antes e após o tratamento com o modelo psicoterapêutico HBM foram certificados os estados emocionais por vários instrumentos de validação reconhecidos cientificamente.

Assim, ao fim de 8 semanas de tratamento verificou-se nas pessoas estudadas uma:

  • Redução de 70.7% nos estados de Depressão
  • Redução de 63.2 % nos estados Ansiosos
  • Redução de 67.8 % nos estados de Stress
  • Melhoria em 64.5% na qualidade do Sono
  • Redução na Intensidade de dor em 63%

Comprova-se que o modelo psicoterapêutico HBM, além de intervir eficazmente nos estados emocionais, potencia por essa via uma redução drástica da dor da Fibromialgia.

O tratamento da Fibromialgia deve ser iniciado com tratamento intensivo semanal e com seguimento mensal de sessões de reforço. O número de sessões intensivas deve ser ponderada caso a caso.

Veja aqui o estudo na íntegra.

Investigação Clínica da Mente: Fibromialgia

La natación ayuda a aliviar el dolor y mejorar la calidad de vida de pacientes con fibromialgia (Arch Phys Med Rehabil)

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Mejora la salud mental.

Mejora la salud mental.

Un estudio publicado en “Archives of Physical Medicine and Rehabilitation” realizado por investigadores de la Universidade Federal de São Paulo (Brasil) ha mostrado que la natación es igual de eficaz que caminar para aliviar el dolor y mejorar la calidad de vida de los pacientes con fibromialgia.

Se trata de una enfermedad crónica afecta al 3% de la población general, especialmente a las mujeres y cuyos síntomas se caracterizan por dolor corporal, cansancio, alteraciones del sueño y síntomas neurosensitivos como hormigueos y calambres, así como alteraciones en el estado de ánimo derivadas de las dificultades generadas por la enfermedad.

“El ejercicio físico es un componente esencial de cualquier tratamiento para esta enfermedad y, de hecho, numerosos estudios han demostrado que el ejercicio aeróbico ofrece los mayores beneficios. No obstante, a no todo el mundo le gusta o es capaz de hacer este tipo de actividad física, por lo que hemos querido explorar nuevas opciones”, ha aseverado el profesor de Reumatología, Jamil Natour.

De hecho, en un artículo publicado en 2003, el equipo de Natour mostró que caminar era la mejor opción porque no sólo reducía el dolor, sino que también mejoraba la depresión y otros aspectos emocionales que padecen los pacientes con fibromialgia. Además, en otra investigación realizada en 2006 se puso de manifiesto que la natación en aguas profundas era también una buena opción para tratar esta patología.

Con el fin de corroborar los datos obtenidos en la última investigación, los científicos analizaron durante doce semanas a 75 mujeres sedentarias de entre 18 y 60 años que padecían fibromialgia. Todas ellas fueron divididas en dos grupos: 39 practicaron tres días a la semana natación estilo libre mientras que otras 36 caminaron al aire libre.

Antes y después del entrenamiento, los investigadores analizaron la intensidad del dolor que experimentaban las participantes en una escala de 0 (sin dolor) a 10 (dolor insoportable), comprobando que la media del grupo que estuvo caminando se situaba en 3,6, mientras que la de la natación en el 3,1.

“Un descenso de al menos 2 punto en la escala de dolor se considera clínicamente significativo”, han asegurado los expertos, para informar de que la mejora de la calidad de vida fue prácticamente similar en ambos grupos, pero las relaciones sociales mejoraron más en el grupo de la natación que en el que estuvo caminando, al igual que la salud mental.