Drug and Alcohol Dependence

Nova abordagem não farmacológica pode ajudar na #dor crônica

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Nancy A. Melville

PITTSBURGH — Uma intervenção psicoterapêutica inovadora envolvendo a desconstrução da resposta emocional à dor e o uso de mindfulness para obter mais controle mostra eficácia como uma abordagem não farmacológica para tratar a dor crônica, e também para reduzir o mau uso de opioides.

A intervenção, chamada de melhoria da recuperação orientada por mindfulness (Mindfulness-Oriented Recovery EnhancementMORE), integra os aspectos do mindfulness (atenção plena) com outras facetas da psicoterapia, disse o criador da intervenção, Eric Garland, reitor associado de pesquisas no College of Social Work na University of Utah, em Salt Lake City, na apresentação da pesquisa do Encontro Científico Anual de 2017 da American Pain Society (APS).

“O MORE une os aspectos complementares do treinamento de mindfulness, terapia cognitivo-comportamental (TCC) de terceira geração, e princípios de psicologia positiva”, disse ele.

A terapia, detalhada no site de Garland, é especificamente direcionada para a desregulação hedônica que ocorre com o vício, o estresse e a dor crônica, e foca em três componentes: o mindfulness, envolvendo controle da atenção; o reavaliação, envolvendo flexibilidade psicológica; e o saborear, com foco no processamento de recompensas.

Aspectos da abordagem buscam especificamente desconstruir respostas emocionais que possam perpetuar e piorar a dor crônica, e utilizam ferramentas de visualização para obter perspectiva, disse Garland.

“Alguns pacientes com dor crônica experimentam a dor emocionalmente como uma entidade imutável, sobre a qual colocam uma camada de sofrimento, dizendo coisas como ‘Por que eu?’ e ‘Essa dor está arruinando minha vida'”.

“Nós ensinamos habilidades aos pacientes para remover essa camada emocional e decompor a experiência em sensações sensoriais subcomponentes”, disse ele.

“Por exemplo, em vez de perceber a dor como essa terrível angústia e experiência emocional, pedimos aos pacientes que foquem na dor como um conjunto de sensações de calor, ou aperto ou formigamento, e também que prestem atenção nos espaços entre essas sensações, quando não existe sensação nenhuma”.

“Lidar com qualquer uma dessas sensações pode ser mais fácil do que a experiência monolítica da dor como um todo”.

Outra sessão da intervenção envolve o foco da atenção em um buquê de flores para gerar e substituir uma recompensa emocional a partir de uma recompensa natural em vez de uma fonte relacionada a medicamentos.

Em um estudo randomizado controlado da intervenção, publicado em 2014, 115 pacientes com dor crônica por uma média de 10,4 anos foram aleatoriamente inscritos para a intervenção MORE ou um grupo de apoio padrão por oito semanas. Aqueles no grupo MORE mostraram reduções significativas na gravidade da dor.

Vários estudos recentes demonstraram melhoras significativas na dor crônica associadas com a intervenção, incluindo um efeito indireto na reinterpretação de sensações dolorosas e não reatividade a experiências aversivas, disse Garland.

“Os estudos mostraram que os efeitos do MORE foram dirigidos pela capacidade de reinterpretar a dor como uma informação sensorial inócua, além da não reatividade a pensamentos e emoções estressores”, acrescentou ele.

Uma subanálise publicada esse ano na Drug and Alcohol Dependence usando dados do estudo mostrou melhorias intrigantes no afeto positivo, e reduções no mau uso de opioides associadas com a intervenção.

Os achados mostraram especificamente maiores melhorias nas medidas de dor momentânea (P = 0,01) e afeto positivo (P = 0,004) no grupo MORE em comparação com o grupo de apoio, e ao longo do curso de tratamento os pacientes tiveram probabilidade significativamente maior de exibir regulação do afeto positivo (odds ratio = 2,75).

Adicionalmente, melhorias no afeto positivo (mas não na dor) durante a intervenção foram associadas com risco reduzido de mau uso de opioides no pós-tratamento (P = 0,02).

Outra análise dos dados, publicada em fevereiro no Clinical Journal of Pain, mostrou um efeito positivo do MORE em deficiências na capacidade hedônica, que podem ocorrer na dor crônica, caracterizadas por aumento da sensibilidade a estados de aversão e insensibilidade a recompensas naturais.

Na análise, a disposição de mindfulness dentre aqueles do grupo MORE, avaliada pelo Five Facet Mindfulness Questionnaire, foi associada a pontuações na capacidade hedônica, avaliadas pela Snaith-Hamilton Anhedonia and Pleasure Scale (P < 0,001).

“À luz dessa associação, é plausível que intervenções que aumentem a mindfulness possam reduzir o prejuízo relacionado a dor entre pacientes que utilizam opioides ao aumentar a capacidade hedônica”, concluem os autores.

Garland concluiu que a abordagem MORE poder ter efeitos muito poderosos.

“Ensinar os pacientes a ‘aproveitar o bom’ e a saborear prazeres naturais e saudáveis pode fornecer o sinal de aprendizado necessário para restaurar a regulação hedônica adaptativa, e, por fim, reverter o vício”, disse ele.

Garland declarou não possuir conflitos de interesses relevantes.

Encontro Científico Anual de 2017 da American Pain Society (APS). Apresentado em 20 de maio de 2017.

Novel Nondrug Approach May Help Chronic Pain

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Nancy A. Melville

PITTSBURGH — An innovative psychotherapeutic intervention involving the deconstruction of the emotional response to pain and the use of mindfulness to gain more control shows some efficacy as a nonpharmacologic approach to not only manage of chronic pain but also  reduce misuse of opioids.

The intervention, called mindfulness-oriented recovery enhancement (MORE), integrates aspects of mindfulness with other facets of psychotherapy, said its developer, Eric Garland, PhD, associate dean for research in the College of Social Work at the University of Utah, Salt Lake City, in presenting the research here at the American Pain Society (APS) 2017 Annual Scientific Meeting.

“MORE unites complementary aspects of mindfulness training, third-wave cognitive-behavioral therapy (CBT), and principles of positive psychology,” he said.

The therapy, detailed on Dr Garland’s website, specifically targets the hedonic dysregulation that occurs with addiction, stress, and chronic pain and focuses on three components: mindfulness, involving attentional control; reappraisal, involving psychological flexibility; and savoring, with a focus on reward processing.

Aspects of the approach specifically strive to deconstruct the emotional responses that can perpetuate and worsen chronic pain and to use visualization tools to gain perspective, Dr Garland said.

“Some chronic pain patients experience pain emotionally as an unchanging entity over which they lay a layer suffering, saying things like ‘Why me?’ and ‘This pain is ruining my life’.”

“We teach patients skills to remove the emotional overlay and to decompose the experience into subcomponent sensory sensations,” he said.

“For example, rather than experiencing the pain as this terrible anguish and emotional experience, we ask patients to focus on the pain as a cluster of sensations of heat, or tightness or tingling, as well as to pay attention to the spaces between such sensations, when there is no sensation at all.

“Coping with any one of the sensations may be more manageable than the monolithic experience of pain as a whole.”

Another session of the intervention involves focusing mindfully on a bouquet of flowers to generate and shift emotional reward from a natural reward as opposed to a drug-related source.

In a randomized, controlled trial of the intervention published in 2014, 115 patients with chronic pain for a mean of 10.4 years were randomly assigned to the MORE intervention or a standard support group for 8 weeks. Those in the MORE group showed significant reductions in pain severity.

Several recent studies have further demonstrated significant improvements in chronic pain associated with the intervention, including an indirect effect of reinterpretation of pain sensations and nonreactivity to aversive experiences, Dr Garland said.

“The studies showed the effects of MORE were driven by the capacity to reinterpret pain as innocuous sensory information as well as having nonreactivity to stressful thoughts and emotions,” he added

A subanalysis published this year in Drug and Alcohol Dependence using data from the study showed intriguing improvements in positive affect and reductions in misuse associated with the intervention.

The findings specifically showed greater improvements in measures of momentary pain (P = .01) and positive affect (P = .004) in the MORE group compared with the support group, and over the course of treatment, patients were significantly more likely to exhibit positive affect regulation (odds ratio, 2.75).

Additionally, improvements in positive affect (but not pain) during the intervention were associated with reduced risk of misusing opioids by post-treatment (P = .02).

Another analysis of the data, published in February in the Clinical Journal of Pain, showed a positive effect of MORE on deficits in hedonic capacity that can occur in chronic pain, characterized by increased sensitivity to aversive states and insensitivity to natural rewards.

In the analysis, dispositional mindfulness among those in the MORE group, assessed with the Five Facet Mindfulness Questionnaire, was associated with hedonic capacity scores, assessed on the Snaith-Hamilton Anhedonia and Pleasure Scale (P < .001).

“In light of this association, it is plausible that interventions that increase mindfulness may reduce pain-related impairment among opioid-using patients by enhancing hedonic capacity,” the authors conclude.

Dr Garland concluded that the MORE approach could have highly powerful effects.

“Teaching patients to ‘take in the good’ and mindfully savor natural, healthy pleasures may provide the learning signal needed to restore adaptive hedonic regulation and, ultimately, reverse addiction,” he said.

Dr Garland has disclosed no relevant financial relationships.

American Pain Society (APS) 2017 Annual Scientific Meeting.  Presented May 20, 2017.

 

Los jóvenes universitarios que hacen botellón tienen altos niveles de ansiedad (Drug Alcohol Depend)

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Se observa neuroticismo en las mujeres e impulsividad de sensaciones en los hombres.

Se observa neuroticismo en las mujeres e impulsividad de sensaciones en los hombres.

Un estudio coordinado por la profesora del Departamento de Psicología Clínica y Psicobiología de la Universitat de Barcelona (UB), Ana Adan, ha identificado que los jóvenes universitarios que tienen al consumo intensivo de alcohol presentan niveles elevados de neuroticismo-ansiedad y de impulsividad-búsqueda de sensaciones.

El trabajo, que ha sido publicado en la revista “Drug and Alcohol Dependence”, ha detectado que el neuroticismo se produce en las mujeres mientras que la impulsividad de sensaciones se observa en los hombres.

Los resultados profundizan en los factores de riesgo de este tipo de prácticas y pretenden favorecer el diseño de programas personalizados de prevención y tratamiento de este problema de salud pública, que en España afecta al 35% de los hombres y al 20% de las mujeres de 20 a 25 años.

El consumo intensivo de alcohol suele empezar entorno a los 13 años, aumentando en la adolescencia y llegando a su pico en la edad adulta: “El abandono de esta práctica será más fácil para las personas que no tienen estos perfiles de personalidad” mientras que los impulsivos y ansiosos pueden llegar a desarrollar un trastorno de dependencia, según la investigadora.

El estudio también ha demostrado que las mujeres obtienen un refuerzo emocional con la bebida mientras que los hombres obtienen una disminución de la tensión vinculada con la impulsividad, datos que permiten prevenir este tipo de conductas en personas con perfiles de riesgo.