dieta mediterranea

#Dieta mediterrânea reduz riscos de recidiva de #infarto agudo do miocárdio?

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médico orientando paciente idosa sobre dieta mediterrânea e infarto

Um dos componentes principais de avaliação dos hábitos de vida durante os atendimentos em atenção primária é referente à alimentação. O estilo de dieta é ponto chave dos fatores modificações que está relacionado à prevenção e parte estrutural do atendimento em cenários de atenção primária.

Em relação a isso, em diversos meios de comunicação, várias informações com teores distintos de rigor científico estão disponíveis acerca da dieta mediterrânea. Quais os benefícios cardiovasculares associados à essa modalidade de dieta? Seria essa dieta capaz de reduzir a ocorrência de infarto agudo do miocárdio?

 

Dieta mediterrânea e infarto

Para responder essa pergunta, pesquisadores realizaram uma revisão de literatura com o objetivo de entender se a dieta mediterrânea é capaz de influenciar desfechos cardiovasculares. As dúvidas sobre essa influência surgiram com a observação de epidemiologia de algumas doenças cardiovasculares em meio à população que vive no Mediterrâneo.

A prevalência de doença coronariana entre esses indivíduos é muito inferior em relação a ao restante da população mundial. Muitas foram as teorias para explicar esse evento, mas uma dieta com grandes quantidades de ácido linoleico e flavonoides parece ser a chave principal.

O que é uma dieta mediterrânea?

A dieta mediterrânea é um padrão alimentar contido em um grupo de dietas conhecidas como “plant based diet”, ou dieta baseada em plantas. Essa é uma modalidade de alimentação em que a proporção dos tipos alimentares é realizada de modo que a maior parte seja composta por plantas.

De modo extremamente simplificado uma dieta mediterrânea irá consistir em:

  • Frutas e vegetais
  • Azeite de oliva como principal fonte de gordura
  • Peixes e aves em quantidades moderada a baixa
  • Consumo diário de queijos e iogurtes
  • Carne vermelha consumida em baixas quantidades
  • Vinho tinto em baixas a moderadas quantidades.

Dietas com esse padrão são pobres em gorduras saturadas e omega-6, ao passo que são ricas em omega-3, ácidos oleicos, fibras, antioxidantes proteínas, vegetais e vitaminas do complexo B.

 

O estudo

Os pesquisadores evidenciaram na revisão os achados principais de um ensaio clínico duplo-cego controlado e randomizado de prevenção em sobreviventes de um único infarto agudo do miocárdio. O estudo foi parte de uma intervenção da American Heart Association (AHA) envolvendo 605 indivíduos. Nesse estudo os indivíduos foram acompanhados ao longo de 5 anos. Os pacientes ficaram randomizados em um grupo com dieta mediterrânea e outro com dieta livre. No grupo intervenção as quantidades de óleos similares ao azeite de oliva, porém com maiores teores de ácido linoleico, foram oferecidas livremente.

O estudo foi interrompido antes de se completar o follow-up com aproximadamente quatro anos devido ao grande benefício encontrado na intervenção frente ao grupo controle. O desfecho morte foi observado em 8% dos pacientes do grupo controle ao passo que no grupo intervenção esse desfecho foi de 4,6% (p=0,03). Outros desfechos como neoplasias e infartos não fatais foram observados também. O grupo controle apresentou 5,6% de neoplasias descobertas, frente à 2,3% no grupo intervenção. Em relação aos infartos não fatais a prevalência foi de 8,2% no grupo controle contra 2,6% no grupo intervenção.

Variáveis de confusão entre os grupos, como tabagismo, uso de medicações, atividade física, hipertensão arterial, fatores psicossociais e peso foram avaliadas e normalizadas, de modo que não houve diferença entre os grupos. A única diferença significativa encontrada foi o padrão alimentar. De modo paradoxal, os níveis sérios de colesterol total, triglicérides e HDL foram semelhantes entre os participantes de ambos os grupos ao final do estudo.

Os resultados do estudo devem ser compreendidos no âmbito de suas limitações. Seguir o grau de aderência à cada modalidade de dieta entre os participantes é um fator de limitação. O uso de formulários e questionários para identificar a aderência não é tão objetivo e depende em muito da relação com os sujeitos de pesquisa.

Por outro lado, a magnitude dos resultados é algo que impressiona. Ao se normalizar a comparação da dieta mediterrânea com o uso de estatina para prevenir mortalidade após o primeiro episódio de infarto agudo do miocárdio encontramos que a cada 30 pacientes que realizam a dieta um irá ser salvo enquanto para o uso de estatinas para que se evite uma morte é necessário tratar 83 pacientes. Além disso, a dieta foi eficaz em reduzir outros desfechos secundários negativos, sem implicar em nenhum dano aos pacientes que aderiram.

Conclusões

Dessa forma, a mensagem a ser levada para casa é a cada 18 pacientes tratados uma recidiva de infarto agudo do miocárdio é evitada com uso da dieta, e cada 30 uma morte é evitada como igualmente o é para prevenção de surgimento de neoplasias. Isso significa que ao se abordar prevenção de eventos cardiovasculares enfatizar a dieta e hábitos de vida é mais importante em termos de eficácia do que se pensar em adesão farmacológica propriamente dita. Da próxima vez em que abordar o tema no consultório, lembre-se de incentivar mudanças de hábitos e na construção de planos terapêuticos lembre-se de consultar aqui o que é o núcleo de uma dieta mediterrânea.

Autor:

Marcelo Gobbo Jr

Residente de Medicina da Família e Comunidade pela Fundação Pio XII – Hospital do Câncer de Barretos ⦁ Membro da American Academy of Family Physicians e da World Organization of Family Doctors

Referências bibliográficas:

  • de Lorgeril M, Salen P, Martin, J, et.al. Mediterranean Dietary Pattern in a Randomized Trial. Archives of Internal Medicine 1998, 158: 1181-7.
  • de Lorgeril M, Renaud S, Mamelle N, et al. Mediterranean alpha-linolenic acid-rich diet in secondary prevention of coronary heart disease. The Lancet; Jun 11, 1994; 343:1454-9.
  • Coronary heart disease in seven countries. Summary. Circulation, 1970. Apr;41(4 Suppl):I186-95.
  • Control of bias in dietary trial to prevent coronary recurrences: The Lyon diet heart study. European Journal of Clinical Nutrition 1997. 51: 116-122

#La #firma metabólica de adherencia a la #dieta mediterránea, un predictor fiable del #riesgo cardiovascular

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MADRID, ESP. La última evidencia sobre los beneficios de la dieta mediterránea viene aunada a la identificación de un importante marcador, la firma o huella metabólica que permite determinar la adherencia a este tipo de alimentación y ayuda a predecir el riesgo de enfermedad cardiovascular, independientemente de otros factores conocidos.[1]

Este hallazgo, publicado en European Heart Journal es resultado del trabajo conjunto de un grupo de investigadores españoles y estadounidenses pertenecientes al CIBER de Obesidad y Nutrición en la Universidad de Navarra, la Universitat Rovira i Virgili, la Harvard University y el Broad Institute del Massachusetts Institute of Technology.

Para llegar a la determinación de esta huella metabólica, los autores utilizaron una metodología basada en la inteligencia artificial, con la que analizaron, en primer lugar, múltiples metabolitos plasmáticos en muestras de 1.859 participantes en el estudio español PREDIMED (la investigación de referencia sobre los beneficios de la dieta mediterránea).[2]

El modelo metodológico identificó 67 moléculas que incluyen metabolitos marcadores tanto de la ingesta de alimentos típicamente mediterráneos (pescado, nueces, vegetales) como de los efectos que ejerce este patrón nutricional en el organismo.

Al ser analizada colectivamente, esta combinación o firma molecular permitió determinar qué personas eran más adherentes a la dieta mediterránea (es decir, aquellas que habían seguido mejor sus pautas durante el estudio) y también su respuesta metabólica a este tipo de alimentación.

Los resultados obtenidos se replicaron después, tanto internamente como externamente, en 6.868 participantes independientes procedentes de dos investigaciones estadounidenses: el Estudio de Salud de Enfermeras I y II, y la Encuesta de Seguimiento de Profesionales de la Salud.

Mucho más que un nuevo marcador

Los autores puntualizaron la importancia que tiene la identificación de esta huella metabólica y su utilidad, ya que ha demostrado ser un indicador objetivo que refleja de manera más sólida que otros marcadores la adherencia a la dieta mediterránea.

Dr. Miguel Ángel Martínez-González

Al respecto, el Dr. Miguel Ángel Martínez-González, director del Departamento de Medicina Preventiva y Salud Pública de la Universidad de Navarra, e investigador principal del estudio, comentó a Medscape en español que hasta ahora toda la evaluación de patrones completos de alimentación en grandes cohortes o ensayos se apoya en datos de autonotificación por los participantes, a partir de cuestionarios y otras herramientas basadas en la memoria o en registros anotados por los voluntarios.

“En cambio, la firma o huella metabólica que hemos usado en este estudio se basa en análisis objetivos de multitud de biomarcadores medidos en sangre, sin la intervención del factor humano, de la memoria o la colaboración del voluntario”, señaló.

Asimismo, el Dr. Martínez-González indicó que otros elementos diferenciales de la investigación fueron la combinación de estos biomarcadores mediante métodos de inteligencia artificial y la integración de la exposición nutricional con la respuesta metabólica del organismo frente a la dieta mediterránea.

“Hasta ahora se habían usado biomarcadores solo para elementos aislados de la nutrición (un solo nutriente o alimento), pero esta es la primera vez que se emplean biomarcadores combinados para valorar un patrón nutricional en su conjunto. Esto supone un gran paso adelante, porque hoy día los patrones alimentarios son la base de cualquier recomendación de política nutricional poblacional, y en este contexto resulta patente que el modelo mejor evaluado es la dieta mediterránea tradicional”, agregó el especialista.

Un aspecto destacable fue que tanto en la muestra española como en la estadounidense la huella de la dieta mediterránea demostró efecto protector frente a los infartos de miocardio y cerebrales, lo que llevó a los autores a la conclusión de que un mayor nivel de esta firma metabólica está asociado con menor riesgo de enfermedad cardiovascular a largo plazo.

Además, incluso después de tener en cuenta otros factores de riesgo de la enfermedad cardiovascular (incluyendo el índice de masa corporal, la circunferencia de la cintura, el tabaquismo, y el nivel de actividad física), la huella demostró su efectividad para predecir la posibilidad de sufrir un evento de este tipo a largo plazo, independientemente de estos factores.

Para el Dr. Martínez-González estas evidencias nuevamente avalan la protección cardiovascular asociada a mayor adherencia a la dieta mediterránea.

Valor predictivo a nivel cardiovascular

Asimismo, el estudio incluyó como ensayo secundario el análisis genético de la firma metabólica identificada, comprobando que la heredabilidad estimada de la misma es de 12%, y su asociación directa con el riesgo de enfermedad coronaria y de ictus.

Dr. Vicente Arrarte

En cuanto a la posible utilidad predictiva de este indicador en el abordaje del paciente cardiovascular, el Dr. Vicente Arrarte, presidente de la Asociación de Riesgo Vascular y Rehabilitación Cardiaca de la Sociedad Española de Cardiología, comentó a Medscape en español que aunque ya se dispone de mucha evidencia de los beneficios de la dieta mediterránea, resulta complejo aplicar en la vida real esta relación, puesto que es difícil precisar la dosis en la que algunos alimentos y bebidas incluidos en dicha dieta son positivos o pueden perder su beneficio asociado a esta.

“También es complicado medir la adherencia a este tipo de hábito. Por tanto, todos los datos, herramientas e indicadores, como la firma metabólica, que puedan ayudarnos a hacer dicha valoración, son bienvenidos, aunque aún se necesitan más ajustes en este sentido”, destacó el clínico.

El Dr. Arrarte también puso de relieve el importante papel que han tenido en el manejo de la patología cardiovascular los resultados arrojados por el estudio PREDIMED en el que se basa esta investigación:
“A través de las numerosas publicaciones realizadas desde 2014 ha proporcionado la evidencia científica de mayor calidad para poder afirmar que la dieta mediterránea es un patrón de alimentación útil en la prevención primaria de la enfermedad cardiovascular en personas de alto riesgo. Además ha demostrado que quienes se adhieren a la intervención con dieta mediterránea presentan menor incidencia de diversas enfermedades, como diabetes de tipo 2, obesidad, enfermedad vascular, fibrilación auricular, e hipertensión arterial, entre otras”, puntualizó.

Determinación más precisa de la adherencia a este patrón alimenticio

Por otro lado, el estudio ha permitido una aproximación más precisa al nivel de adherencia a la dieta mediterránea por parte de la población. El Dr. Martínez-González explicó cómo en la obtención de este dato resultó muy útil la escala de adherencia a la dieta mediterránea en la que se basa la intervención nutricional contemplada en el ensayo PREDIMED: “En una escala de 0 a 14, los participantes en este estudio puntuaban 8,7 al comienzo del ensayo y habían subido a 10,1 al cabo de un año. En cambio, en las cohortes observacionales estadounidenses que usamos para replicar los hallazgos, la adherencia era más baja: solo de 30% del máximo”.

“La conclusión más clara que se extrae de este dato es que tenemos todavía mucho margen de mejora, aunque pueda parecer que el nivel de seguimiento de la dieta mediterránea tradicional es ya el adecuado. Queda mucho trecho por andar, y en el caso de Estados Unidos el camino es aún más largo, de ahí sus tasas enormes de obesidad”, añadió.

En cuanto al significado de esta adherencia en relación al riesgo cardiovascular, el Dr. Martínez-González destacó que el hecho de que se trate de un ensayo aleatorizado asegura una inferencia causal correcta: Ya en el estudio PREDIMED se demostró que en términos relativos los eventos cardiovasculares mayores se reducían en 30%. Ahora estos resultados previos se ven muy reforzados por la prueba objetiva de esta nueva investigación, basada en biomarcadores complejos.

Inteligencia artificial y medicina de precisión

Para los autores de la investigación, la obtención de esta huella o indicador permite vislumbrar posibles vías metabólicas que expliquen de forma más precisa los beneficios observados de la dieta mediterránea sobre la salud y la enfermedad en numerosos estudios, y destacaron el papel que tuvo en esta innovación la aplicación de un modelo basado en la inteligencia artificial, que permitió configurar un nuevo medidor que puede ser muy útil en el futuro para individualizar mejor el tipo de dieta más adecuada para la prevención de la enfermedad cardiovascular en cada caso.

“Este estudio abre nuevas avenidas de investigación para que muchos otros grupos puedan valorar en el futuro, siguiendo estos mismos pasos, otros patrones alimentarios y otros eventos finales de enfermedad clínica. Las herramientas que proporciona la metabolómica, unidas a las técnicas de inteligencia artificial y otros modelos estadísticos complejos, pueden ser muy útiles para comprobar si el patrón alimentario en su conjunto es capaz de prevenir diversas enfermedades que constituyen problemas prioritarios de salud pública”, destacó el Dr. Martínez-González.

Asimismo, el Dr. Arrarte señaló que las nuevas tecnologías ya están ayudando a plantear las estrategias de inteligencia artificial como una herramienta no solo posible, sino imprescindible, para avanzar en áreas de la medicina, como la prevención cardiovascular, “y esta realidad nos obliga a trabajar en equipo con especialistas en dicho campo, para que nos ayuden a seguir avanzando en este nivel. El objetivo es poder estratificar a los pacientes según sus diferentes respuestas dietéticas y en función de su riesgo cardiovascular, para así establecer pautas cada vez más individualizadas”.

Próximo objetivo: fibrilación auricular e insuficiencia cardiaca

Respecto al hecho de continuar con el estudio o ampliar esta línea de investigación, el Dr. Martínez-González explicó que actualmente existen otros proyectos de metabolómica, también en colaboración con expertos estadounidenses, con el objetivo de estudiar la diabetes, la fibrilación auricular, la insuficiencia cardiaca, y la arteriopatía periférica. “También tenemos muchas esperanzas puestas en obtener nuevos proyectos en el marco del gran ensayo muticéntrico denominado PREDIMED-Plus, actualmente en marcha, gracias al trabajo esforzado y admirable de 23 centros reclutadores de todo el país, la mayoría de ellos en diversos grupos CIBER. Hemos reclutado cerca de 7.000 voluntarios para este nuevo ensayo de prevención cardiovascular con dieta mediterránea, actividad física y pérdida de peso, que ya lleva 4 años de seguimiento medio y que va a suponer otro nuevo hito en la investigación médica española en el área de la nutrición”, concluyó.

Los doctores Martínez-González y Arrarte han declarado no tener ningún conflicto de interés económico pertinente.

#Identifican la ‘firma metabólica’ de la #dieta mediterránea

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Investigadores españoles del CiberOBN y de la Universidad de Harvard han identificado una serie de moléculas que vienen a ser como la huella metabolómica de la adherencia a la dieta mediterránea.

Plato con frutas y verduras
Una combinación de 67 moléculas identifica quiénes siguen las pautas de la dieta mediterránea.

Investigadores del CIBER de Obesidad y Nutrición (CIBEROBN) en la Universidad de Navarra y de la Universidad Rovira i Virgili, de Tarragona, en colaboración con la Universidad de Harvard y el Instituto Broad (Massachusetts Institute of Technology), han identificado una serie de moléculas medidas objetivamente en sangre, que vienen a ser como la “firma o huella metabolómica” de la adherencia a la dieta mediterránea. Su trabajo, coordinado por Miguel Ángel Martínez-González, Jordi Salas y Frank B. Hu, se publica hoy en European Heart Journal, la revista de la Sociedad Europea de Cardiología.

Esta firma molecular ha sido capaz de predecir la aparición futura de infarto de miocardio e ictus en seguimientos de miles de pacientes a muy largo plazo. De hecho, el equipo de investigación determinó cientos de pequeñas moléculas en la sangre. La combinación de 67 de estas moléculas identificaba a quienes seguían mejor la dieta mediterránea en el gran ensayo español Predimed.

Los hallazgos se replicaron tanto interna como externamente en unos 7.000 participantes independientes, pertenecientes a los estudios estadounidenses de las Enfermeras y de los Profesionales de la Salud. Tanto en la muestra española como en la estadounidense, la huella de la dieta mediterránea demostraba protección frente a los infartos de miocardio o cerebrales, con independencia de otros factores de riesgo.

Marcadores chivatos

Esta “firma” objetiva predecía mejor los riesgos cardiovasculares que los datos subjetivos autorreferidos por los participantes sobre sus hábitos de alimentación. La importante innovación del estudio consistió en identificar esta “firma” o “huella metabólica” de la dieta mediterránea. Para esta identificación se utilizaron algoritmos de inteligencia artificial que identificaron estas 67 moléculas, que incluyen tanto metabolitos marcadores de ingesta de alimentos típicamente mediterráneos, como de los efectos que ejerce esta dieta mediterránea en el organismo.

Esta “huella o firma” de metabolitos es, por tanto, un indicador más objetivo del cumplimiento de la dieta mediterránea en comparación con lo que puede ser determinado mediante cuestionarios de hábitos alimentarios. Es la primera vez que se determina la “firma” de metabolitos relacionada con la adherencia a un patrón dietético como el mediterráneo. Esto abre puertas a la hora de vislumbrar posibles vías metabólicas que expliquen los beneficios observados de la dieta mediterránea sobre la salud y la enfermedad en muchos estudios. Además, la huella metabolómica identificada se pudo corroborar como mediador del efecto mediante estudios genéticos.

Estos hallazgos permiten evaluar de forma más objetiva y comprensible la adherencia y respuesta metabólica a la dieta. El conocimiento adquirido podrá ser útil en el futuro para individualizar mejor la dieta ideal para la prevención de la enfermedad cardiovascular. Este estudio es uno más de las múltiples colaboraciones sobre metabolómica, enfermedad cardiovascular y diabetes que investigadores del CiberOBN, de diferentes universidades y centros de investigación españoles, están desarrollando en colaboración con investigadores de EE.UU.

#La #dieta mediterránea reduce a largo plazo la necesidad de fármacos en #diabetes tipo 2

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Nuevos resultados del estudio ‘Predimed’ redundan en la capacidad a largo plazo de la dieta mediterránea rica en aceite de oliva virgen de reducir la necesidad de fármacos en diabetes tipo 2. El ensayo clínico realizó el seguimiento de más de 3.200 pacientes durante más de tres años.

En España, una de cada 10 personas adultas sufre diabetes tipo 2. Investigadores del Ciberobn de la Universidad de Navarra, dirigidos por Miguel Ángel Martínez‐González, desvelan que la Dieta Mediterránea rica en aceite de oliva virgen extra podría reducir a largo plazo, hasta un 22%, la necesidad de medicación en diabéticos. El avance acaba de ser publicado en la revista Diabetes Care y se enmarca en el estudio Predimed (Prevención con Dieta Mediterránea), que lleva desde 2013 sumando evidencia del impacto del patrón mediterráneo de alimentación en la salud.

 

Los resultados son fruto de un ensayo clínico que valoró a 3.230 diabéticos durante 3,2 añosasignados al azar a tres dietas: dieta mediterránea con aceite de oliva virgen, dieta mediterránea suplementada con frutos secos mixtos y dieta baja en grasas (grupo control). Se constató que los asignados a dieta mediterránea enriquecida con aceite de oliva virgen extra, reducían relativamente en un 22% la necesidad de iniciar medicación antidiabética en comparación con el grupo control.

Desde el Ciberobn, Fernando Arós, autor senior del estudio, afirma que “la menor necesidad de medicación (ya sea oral o inyectable) con el patrón de dieta mediterránea y aceite de oliva virgen extra probablemente refleje el mejor control glucémico que se obtuvo con esta dieta durante el largo seguimiento del estudio Predimed”.

Esta conclusión la secunda el primer autor del estudio, Javier Basterra‐Gortari, del Servicio Navarro de Salud e investigador asociado de la Facultad de Medicina de la Universidad de Navarra, quien añade: “el efecto favorable probablemente se deba causalmente al cambio logrado en la composición general del patrón dietético usado en Predimed. No se puede explicar por consumir menos calorías, hacer  más actividad física o por pérdida de peso, ya que tales aspectos no formaban parte de Predimed y no hubo diferencias al respecto entre los tres grupos”.

#La #dieta mediterránea es beneficiosa para prevenir y mejorar el pronóstico de enfermedades como la #artritis reumatoide o el #lupus

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La dieta mediterránea podría tener un efecto protector relevante en la prevención y mejora del pronóstico del lupus eritematoso sistémico y la artritis reumatoide, en base a algunos estudios, según ha apuntado Miguel Ángel Martínez González, del Departamento de Medicina Preventiva y Salud Pública de la Universidad de Navarra, en el XLV Congreso Nacional de la Sociedad Española de Reumatología (SER), celebrado en Valencia.

Este especialista recordó que la dieta mediterránea “ya ha demostrado la prevención de enfermedades cardiovasculares y de otras como el cáncer de mama, la diabetes tipo 2, la depresión, el deterioro cognitivo y la mortalidad prematura”.

Montserrat Romera Baurés, responsable de la Comisión de Comunicación de la SER, afirmó que “la dieta mediterránea puede tener también un efecto protector por sus propiedades antiinflamatorias, por su capacidad antioxidante, y por su efecto sobre la obesidad y el síndrome metabólico”.

Asimismo, según esta especialista, “existe una asociación positiva entre la adherencia a este tipo de dieta y una menor prevalencia de artrosis”, ya que “se ha demostrado que una ingesta elevada de ácidos grasos omega 6 induce inflamación sinovial y deterioro del cartílago articular”.

Por tanto, la dieta mediterránea previene la inflamación, la destrucción del cartílago y produce una disminución de los ácidos grasos omega 6, a favor de los ácidos grasos omega 3. En pacientes con artritis reumatoide se recomienda seguir este patrón alimenticio por sus beneficios sobre la inflamación y el dolor, así como sobre las comorbilidades que la acompañan. Además, la adherencia a la dieta mediterránea se asocia con menores niveles séricos de ácido úrico y una menor probabilidad de gota.

Por su parte, Martínez advirtió de que en las tres últimas décadas, en España “están empeorando los hábitos alimenticios”. “La dieta mediterránea no es la actual de España, sino la que seguían nuestros abuelos. Cuanto más joven es la población española, peor la sigue”, tal y como recoge en su libro ‘Salud a Ciencia cierta’.

#La #dieta mediterránea se asocia a un mayor #bienestar psicológico (Psychol Health)

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Las personas con una mayor adherencia a la dieta mediterránea presentan mayores niveles de bienestar psicológico, según han mostrado investigadores del CIBER de Salud Mental (CIBERSAM) en la Universidad Autónoma de Madrid (UAM) y el Parc Sanitari Sant Joan de Déu (PSSJD) en un estudio publicado en Psychology and Health.

El trabajo incluyó a 2.397 participantes que fueron entrevistados en todo el territorio español en el marco del estudio ‘Edad con Salud’. Los resultados han evidenciado que aquellas personas con una mayor adherencia a la dieta mediterránea también presentan una mayor satisfacción con la vida, y experimentan menos emociones negativas, ambos componentes del denominado bienestar psicológico o subjetivo.

“Para llegar a esta conclusión aislamos el efecto de muchas variables que podrían ser responsables de estas relaciones, como son la edad, el sexo, los factores socioeconómicos, el estado de salud, el nivel de actividad física, el consumo de tabaco o incluso la presencia de depresión a lo largo de la vida”, ha comentado el psicólogo de la UAM y primer firmante del trabajo, Darío Moreno-Agostino.

Aun así, los hallazgos no permiten afirmar que la adherencia a la dieta mediterránea sea la que cause efectos beneficiosos en el bienestar psicológico. “Puede que haya otros factores implicados en esta relación, y futuros estudios podrán ahondar en ella”, señala el investigador.

#La #dieta mediterránea previene la #degeneración macular asociada a la edad (Ophthalmology)

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Una gran colaboración entre investigadores europeos ha confirmado en un estudio que la dieta mediterránea reduce en un 41% el riesgo de degeneración macular relacionada con la edad (DMAE), una de las principales causas de ceguera.

Esta investigación, publicada Ophthalmology, amplía estudios previos e investiga la conexión entre los genes y el estilo de vida. Así, sugiere que una dieta de este tipo, en la que predomine el pescado, las verduras, el aceite de oliva o las legumbres, es beneficiosa para cualquier perfil de edad, ya sea con la enfermedad o con el riesgo de desarrollarla.

Investigaciones anteriores han relacionado la dieta mediterránea con una vida más larga y una menor incidencia de enfermedades cardíacas y deterioro cognitivo. Pero hasta ahora tan solo unos pocos estudios han evaluado su impacto en la DMAE. Combinando este nuevo análisis con la evidencia hallada hasta el momento por diferentes científicos, han concluido que este estilo vida tiene el potencial de prevenir esta enfermedad.

Para este nuevo trabajo, los investigadores analizaron cuestionarios de casi 5.000 personas que participaron en dos investigaciones previas: el Estudio de Rotterdam, que evaluó el riesgo de enfermedad en personas de 55 años o más, y el Estudio Alienor, que evaluó la asociación entre enfermedades oculares y factores nutricionales en personas mayores de 73 años.

Los pacientes de Rotterdam fueron examinados y completaron cuestionarios cada cinco años durante un período de 21 años, mientras que los pacientes de Alienor se examinaron cada dos años durante un período de 4 años. Los investigadores encontraron que ninguno de los componentes individuales de una dieta mediterránea por sí solos (pescado, frutas, verduras, etc.) reduce el riesgo de DMAE, sino que es el patrón completo de comer una dieta rica en nutrientes lo que supone una mejora en la incidencia futura de la enfermedad.

“Somos lo que comemos. Creo que este es un problema de salud pública de la misma escala que fumar. Las enfermedades crónicas como la DMAE, la demencia, la obesidad y la diabetes tienen sus raíces en los malos hábitos alimenticios. Es hora de que tomemos una dieta deficiente tan seriamente como dejar de fumar”, apunta Emily Chew, del comité asesor del grupo de investigación que realizó el estudio.

“#Arroz, #patatas, #pasta y #pan no deben ser la base de la pirámide”

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Miguel Ángel Martínez-González, jefe del Departamento de Medicina Preventiva y Salud Pública de la UNAV, defiende la prevención en la cultura de la sobrealimentación

Miguel Ángel Martínez-González, catedrático de la Universidad de Navarra y padre del Estudio Predimed, acaba de publicar Salud a ciencia cierta. Consejos para una vida sana, en Planeta. En él plasma la evidencia científica sobre la dieta mediterránea y su beneficio para la salud con un objetivo muy claro: la prevención cardiovascular y, en resumen, la adopción de un estilo de vida sano que permita mantener la calidad de vida. Martínez-González explica que “detrás de este libro hay mucha investigación hecha por muchos equipos y sería una canallada que no se tradujera en recomendaciones al gran público”.

PREGUNTA. ¿Cuáles son los mitos más habituales en nutrición?
RESPUESTA. Las patatas, el arroz, la pasta y el pan blanco no deberían estar nunca en la base de la pirámide alimentaria. Estos elementos, que se consumen con mucha frecuencia, en una población con tanta obesidad y sobrepeso como la española harán mucho daño. Hay otros relativos a los productos de bollería y de harina refinada que la población cree que son sanos: que quede claro, no hay galleta sana. Otro son los lácteos: no es imprescindible incluirlos en el patrón dietético ni hay motivos científicos para aconsejar tres raciones al día.

-La base de la pirámide debe estar formada por las frutas, las verduras, las legumbres, los frutos secos y el aceite de oliva virgen extra.

-No hay  galleta sana.

-Hay productos exóticos, como la quinoa o la soja, que no deben formar parte de la dieta mediterránea.

P. ¿Qué no es dieta mediterránea?
R. No lo es la carne, por ejemplo, -la roja y la procesada tienen que quedar fuera-. Ni las bebidas azucaradas. Hay productos exóticos que, aunque puedan ser sanos, no deberían formar parte de la dieta mediterránea, como la quinoa, la soja o el aguacate. Tampoco el cacao soluble o la cerveza. En cuanto a bebidas alcohólicas sí lo sería el vino tinto, consumido como parte del patrón alimentario de las comidas y no como una droga psicoactiva, y sólo recomendable para hombres a partir de 45 años y para mujeres a partir de 55.

P. ¿Qué ha ocurrido en España con el patrón mediterráneo?
R. Cuando hablo de un patrón mediterráneo me refiero a los años 1950 y 1960. Actualmente estamos muy lejos, especialmente cuanto más joven es la población. Esto es la globalización. Estamos muy lejos de eso, especialmente los más jóvenes. Hemos sido invadidos por la cultura norteamericana y hemos sido muy patanatas. Hay una cultura excesivamente permisiva, consumista, materialista y hedonista que se fomenta en la familia.

Si se celebran los cumpleaños en una hamburguesería y se toleran todas las golosinas, si se ponen postres dulces porque da pereza pelar la fruta… Esta privación cultural ha sido perversamente aprovechada por algunas multinacionales de la industria alimentaria que venden productos realizados con materias primas baratas y con las que se hacen de oro a costa de lesionar la salud de la población.

P. ¿Quién es culpable de la obesidad, la industria alimentaria o la falta de educación sanitaria?
R. Comemos más de lo que necesitamos. El mensaje que nunca aparece es que hay que comer menos. ¿A qué industria alimentaria le puede interesar? Gran parte de la investigación en nutrición en España está financiada por la industria. Nosotros hemos investigado gracias a la financiación del Instituto de Salud Carlos III y eso nos permite hablar claro. La industria se aprovecha de que hay no solo una falta de educación sino también de recursos intelectuales, de carácter y de voluntad en la población española. Hay un gran interés en la nutrición pero también una gran confusión. En alimentación es donde más pseudociencia hay.

-En alimentación es donde más pseudociencias hay.

-El vino puede formar parte del patrón alimentario mediterráneo

-Casi toda la ganancia del ejercicio físico se produce al abandonar el sedentarismo

P. Se dice que en nutrición todo va por modas…
R. Hay que ver quién lo dice, qué publicaciones y estudios ha hecho. El estudio más potente realizado nunca en Europa sobre nutrición y salud ha sido Predimed. Hemos trabajado diez años sobre 7.447 personas observando quién sufría un infarto, un ictus, cáncer de mama, diabetes… y cómo se relacionaba con la intervención nutricional. En el estudio SUN hemos incluido a 22.800 personas y cada dos años actualizamos sus datos sobre dieta y salud. Tenemos una base con 100 millones de datos. Por eso el libro se llama A ciencia cierta; si no, estamos en manos de las pseudociencias. Hemos optado por la dieta mediterránea porque, por un lado tiene una evidencia milenaria de uso con buenos indicadores de salud y, por otro, se sigue bien porque es sabrosa, agradable y sostenible. No estamos inventando nada nuevo, son los modelos que seguían nuestros abuelos.

-‘Predimed’ ha analizado el impacto de la dieta mediterránea en la salud de 7.447 personas

-El estudio SUN incluye los datos de dieta y salud de 22.800 personas

P. ¿Por qué nos hemos olvidado de las legumbres?
R. Hay que recuperarlas. Creo que por las prisas de la vida moderna y la falta de tiempo para cocinar. Creo que ha habido una presión muy fuerte, especialmente en Estados Unidos, de la industria del vacuno y de otras carnes rojas que ha creado el mito de que si no has comido carne, y de forma abundante, es que no has comido. Se han abandonado las legumbres, que contienen unas proteínas de alto valor nutricional y muchos nutrientes de interés.

Los estudios experimentales de Alfredo Martínez, presidente de la International Union of Nutritional Sciences, y catedrático de la Universidad de Navarra, muestran el efecto antiinflamatorio de una dieta rica en legumbres. Son unas proteínas de un alto valor nutricional y también proporcionan muchos nutrientes de interés. En SUN hemos visto que las personas que están en los límites superiores del  20-25 por ciento de consumo de carne roja y procesada tienen mortalidad prematura. La población española consume demasiada carne roja, sobre todo en País Vasco y Navarra. Es muy llamativo.

P. Aun así, ¿hay que comerla?
R. No es imprescindible; si a uno le gusta, que la reserve para ocasiones especiales, 3 ó 4 veces al mes. Habría que primar legumbres y pescado. Y si comemos carne, que sea de ave. Existe un mito, difundido por los productores de porcino, que dice que la carne de cerdo es carne blanca. Científicamente es una barbaridad.

P. ¿Han aumentado las raciones?
R. Sí, muchísimo. Francisco Grande Covián decía que la dieta mediterránea hay que consumirla siempre en plato de postre. Y cuando hablamos de la dieta mediterránea olvidamos la característica principal: la frugalidad. Hay que reducir el tamaño de las raciones. Basta con pensar cómo era un refresco en los años 70. Lo mismo pasa con las hamburguesas, con los kebab y con las bolsas depatatas fritas. Son alimentos insanos que se comen en raciones muy grandes. Lo de la cultura americana no es solo comida basura sino cultura basura. Así hemos llegado a estas tasas de obesidad.  La que más crece en España es la obesidad mórbida dentro de la obesidad española.

P. ¿Las dietas bajas en grasas son el mayor error de la nutrición?
R. Esa afirmación coincidió con la epidemia de obesidad y diabetes en Estados Unidos. El único que defendió que era un error fue Walter Willet -director del Departamento de Nutrición de la Universidad de Harvard hasta 2017- y el tiempo le ha dado la razón. El problema es que la gente se hincha de carbohidratos refinados cuando le reduces las grasas. Es un error reducir todo tipo de grasas porque las hay buenas, como el aceite de oliva y los frutos secos.

-De cada cien personas que han sufrido un IAM, solo cinco tenían una predisposición directa en uno de sus genes

-Hay tres excusas, ninguna válida, sobre el exceso de peso: la constitución, el metabolismo y la edad

P. ¿Hasta dónde influye la genética y el estilo de vida?

R. No sigamos pensando que todo es cuestión de genética y moléculas sino que mucho tiene que ver con la educación, el estilo de vida, las medidas estructurales, las políticas de impuestos que se ponen a los alimentos insanos, las subvenciones a alimentos sanos… Todo lo que es configurar una sociedad para que sea más racional donde se piense con mentalidad de epidemiología para diseñar muchos de sus aspectos. El Instituto de Salud Carlos III ha dado siempre mucha importancia a la investigación epidemiológica porque comprenden que un planteamiento epidemiológico y de salud pública es lo único que puede hacer sostenible un sistema de salud como el nuestro, que es maravilloso.

P. Entonces, lo fundamental es prevenir.

R.  Por un lado está la industria farmacéutica, que se hace de oro con una serie de fármacos: antihipertensivos, hipolipemiantes, son fármacos que no curan pero que hay que tomarlos a diario. Todo esto parece que es medicina preventiva y no lo es. Sí lo es no fumar, comer menos, estar delgado, hacer ejercicio físico, tener un patrón alimentario racional. Eso ahorraría una gran cantidad de dinero al sistema sanitario en esos fármacos, en cirugía bariátrica, en stents, en bypass coronarios, en láser para la retinopatía diabética… Ahí tendría que estar centrada la investigación en España: no solo en saber cuál es la relación sino en cambiar hábitos de vida en la población, que es lo que estamos haciendo con Predimed y PredimedPlus. En este último estamos ayudando a la gente a perder peso, a que hagan ejercicio físico, es un modelo que se puede trasladar a primaria.

No fumar, comer menos y mejor, estar delgado y hacer ejercicio físico sí es medicina preventiva

P. ¿Qué resultados han obtenido hasta ahora en ‘PredimedPlus’?
R. En PredimedPlus recomendamos una dieta mediterránea frugal baja en calorías -es decir, comer un poco menos de todo- y ejercicio. De los 7.000 participantes que tenemos, con 23 centros reclutadores, 1.000 son de Navarra. En Navarra tenemos más seguimiento y al cabo de tres años hemos observado que se mantiene la pérdida de peso. También mejoran los factores de riesgo cardiovascular y el patrón dietético. Esto quiere decir que se puede cambiar el patrón dietético con estos consejos.

Les recomendamos ejercicio. Estoy pensando en el español medio típico  de unos 50 años que no está enfermo pero que está a riesgo de enfermedad, que tiene claramente un perímetro abdominal muy por encima de lo deseable, que probablemente tenga el colesterol alterado, cierta hipertensión, la glucosa al límite… Casi toda la ganancia del ejercicio físico está en pasar de sedentario total a hacer algo.

P. En cuanto a carbohidratos, dice en el libro que el pan blanco es casi veneno

El pan blanco depende. Si uno es joven, delgado y muy deportista que coma pan blanco. Pero cuando hay cierta obesidad abdominal y hay resistencia a la insulina es terrible. Es puro almidón que se transforma rápidamente en glucosa. Los españoles no sabemos comer sin pan. Está tan presente en nuestra dieta que por eso digo que es cuantitativamente lo peor. Son muchas calorías extra que no nos damos cuenta de que las estamos añadiendo

En el estudio ‘Predimed Plus’ se recomienda a los más de 7.000 participantes un patrón dietético basado en dieta mediterránea bajo en calorías y ejercicio

Cuando hicimos la relación de la dieta mediterránea con la ECV en el Proyecto SUN (publicado en 2011 en Nutrition, Metabolism and Cardiovascular Disease, utilizamos la definición de Anotnio Trichopoulou, que ponderaba favorablemente los cereales. Pero de todos los aspectos de la dieta mediterránea el que no se correspondía en España eran los cereales, que en España se traducen en pan blanco, y este elevaba el riesgo de infarto y de ictus. Eso hizo que en Predimed no fomentáramos el pan blanco y, de hecho, en Predimed Plus lo estamos sustituyendo por pan integral, al igual que el arroz y la pasta. Si se consumen que sean integrales.

P. ¿Qué opina de los refrescos azucarados?
R. Son lo peor de lo peor y donde más evidencia hay de que producen la epidemia de obesidad.

P. ¿Y sobre los ‘light’?
R. Son una forma más cara de beber agua del grifo. Los edulcorantes no calóricos de los refrescos light, se diga lo que se diga, no tienen efectos adversos. Tienen menos calorías, pero acostumbran a la población a un paladar muy dulce. Hidros en griego significa agua no refresco. Cuando se habla de hidratación hay que hablar de agua.

Los refrescos ‘light’ son una forma más cara de beber agua del grifo.

-Al hablar de hidratación hay que referirse al agua.

-Los refrescos azucarados son dispositivos de liberación rápida de azúcar en forma líquida.

P. ¿El aceite sigue siendo la base de la dieta mediterránea?

R. Insistiría en que las calorías que provienen del aceite de oliva virgen extra son determinantes en  la reducción del riesgo de cáncer de mama y de fibrilación auricular, según vimos en Predimed . Ahora tenemos en marcha un estudio financiado por el  Instituto de Salud Carlos III con pacientes que han recibido una ablación en fibrilación auricular y los estamos asignando a una dieta mediterránea rica en aceite virgen extra para evitar las recidivas. Este año el Carlos III también ha decidido financiar un proyecto muy ambicioso de Estefanía Toledo, profesora titular del Departamento de Medicina Preventiva y Salud Pública de la UNAV, para hacer un programa de prevención de cáncer de mama con aceite de oliva virgen extra en colaboración con Granada, Santander y Madrid, dirigido desde Navarra.

#La #dieta mediterránea mejora la #calidad del sueño en adultos mayores de 65 años

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Seguir una dieta mediterránea puede ayudar a mejorar la calidad del sueño en adultos entre los 65 y 75 años de edad, según una investigación realizada por la Universidad de Harokopio (Atenas, Grecia) llevada a cabo en más de 1600 adultos y publicado published online  el 5 de Septiembre en Geriatrics and Gerontology International

La autora principal de este estudio, Mary Yannakoulia, profesora asociada de nutrición y comportamiento alimentario en el Departamento de Nutrición y Dietética de la Facultad de Ciencias de la Salud y Educación de la Universidad de Harokopio, apunta que los hallazgos del presente estudio muestran que la calidad del sueño, más que la duración del mismo, se asocia positivamente con la adherencia a la dieta mediterránea en una gran muestra de adultos de 65 años o más. Hasta ahora se ha asociado la adherencia a un patrón dietético de tipo mediterráneo con múltiples efectos beneficiosos en las personas mayores, incluyendo la prevención del deterioro cognitivo. Este trabajo apunta a que también sería bueno para los hábitos de sueño de los adultos mayores.

Esta investigación se ha hecho con un enfoque tanto de la dieta en su conjunto como del estado cognitivo de los participantes, Para ello, contaron con participantes del estudio longitudinal helénico de investigación del envejecimiento y la dieta, diseñado para estimar la incidencia del deterioro cognitivo, el Alzheimer y otros tipos de demencia en la población griega. En total, contaron con 1639 participantes que proporcionaron información sobre su dieta del mes anterior y patrones de sueño. Se dividió a los participantes en tres grupos en función de la adherencia a la dieta mediterránea. Se observó que aquellos con menor seguimiento de la dieta mediterránea tenían una peor calidad del sueño respecto a aquellas personas con una adherencia media y alta a este tipo de dieta.

Además, se observó que no había diferencias entre hombres y mujeres pero sí con la edad. En participantes mayores de 75 años, la adherencia a la dieta mediterránea no tenía ningún efecto sobre la calidad del sueño.

Aunque este estudio no puede establecer las relaciones causales, sí que sirve para “establecer hipótesis para futuras investigaciones”. Una de las posibilidades sería que la mala calidad del sueño está relacionada con niveles altos de inflamación y oxidación y este tipo de dieta tiene un alto contenido en sustancias antiinflamatorias y antioxidantes. Por otra parte, hay alimentos en el patrón dietético mediterráneo, como las aceitunas, algunos pescados o frutas de temporada, que son una buena fuente de melatonina, una neurohormona que modula los ritmos circadianos, lo que contribuye a mejorar la calidad del sueño.

#Dieta mediterrânea associada a um menor risco de #artrite reumatoide

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De acordo com um estudo publicado on-line em 09 de agosto no Arthritis Research & Therapy, a alta adesão à pontuação da dieta mediterrânea está associada a um menor risco de artrite reumatoide (AR) em algumas populações.

Kari Johansson, Ph.D., do Karolinska Institutet em Estocolmo, e colegas usaram dados da investigação epidemiológica de AR na Suécia para identificar 1.721 pacientes com AR incidental (casos) e 3.667 controles, pareados por idade, sexo e região de residência. A pontuação da dieta mediterrânea foi determinada com base em um questionário sobre a frequência de 124 itens alimentares.

Os pesquisadores observaram que 24,1% dos pacientes e 28,2% dos controles tinham alta adesão à dieta mediterrânea (uma pontuação entre 6 e 9 em uma escala de 9 pontos). A alta adesão à dieta reduziu o risco de desenvolver AR em 21% (razão de chances [odds ratio, OR]: 0,79; intervalo de confiança [IC] de 95%: 0,65 a 0,96) em comparação à baixa adesão (uma pontuação entre 0 e 2), depois de ajustar para o índice de massa corporal, nível educacional, atividade física, uso de suplementos nutricionais, ingestão de calorias e tabagismo. No caso dos homens, a OR foi ainda menor (OR: 0,49; IC de 95%: 0,33 a 0,73), mas não houve associação significativa nas mulheres (OR: 0,94; IC de 95%: 0,74 a 1,18). Houve uma associação entre a pontuação alimentar alta e um baixo risco de AR na presença de fator reumatoide positivo (OR: 0,69; IC de 95%: 0,54 a 0,88), mas não na presença de fator reumatoide negativo (OR: 0,96; IC de 95%: 0,68 a 1,34).

“Precisamos reconhecer que os mecanismos e o impacto de possíveis diretrizes nutricionais podem ser diferentes em diferentes subgrupos de AR”, escreveram os autores.