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#Colesterol e #estatinas: porquê ter medo da verdade?

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Porquê estas campanhas de desinformação de pessoas, que nalguns casos estão ligadas à profissão médica? Porquê pôr em risco a vida das pessoas? Porquê levantar anátemas de suspeição contra a classe médica como um todo, como se fosse um bando de malfeitores a soldo da indústria farmacêutica?

As doenças cardiovasculares são no seu todo a principal causa de mortalidade e morbilidade em todo o mundo, incluindo Portugal. Só na Europa cerca de quatro milhões de pessoas morrem anualmente devido a causas cardiovasculares, o que representa cerca de metade das mortes totais por ano, apesar de todos os extraordinários avanços científicos que se verificaram nos últimos 50 anos.

Estes avanços permitiram, por exemplo, que a esperança média de vida em Portugal aumentasse de 68 anos para 81 anos entre 1970 e a actualidade. Cerca de 80% desta melhoria deveu-se aos avanços extraordinários no diagnóstico e tratamento das doenças cardiovasculares. Um dos principais contribuintes para estes números espantosos foi, por um lado, a identificação dos chamados “factores de risco” para as doenças cardiovasculares, em que os níveis elevados de gorduras são claramente um deles e, consequentemente, a capacidade de controlar estes valores através de medicação específica, em que um grupo de medicamentos chamados “estatinas” tem um papel central.

Na realidade, é hoje em dia aceite pela comunidade médica que, a seguir aos antibióticos, as estatinas foram o grupo de fármacos que mais contribuíram para prolongar a esperança de vida da população em geral. Poderia dar vários argumentos e evidência científica sobre o que acabei de afirmar, mas poderei resumir no seguinte:

1. Vários estudos envolvendo largos milhares de doentes demonstraram que o uso destes fármacos reduz de forma drástica o risco do que nós chamamos de “eventos vasculares major” (morte por enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral ou necessidade de intervenção nas artérias coronárias). Ou seja, por cada redução de 40 mg/dl do valor de LDL (mau colesterol) em cada ano que o fármaco continua a ser tomado, reduz-se o risco em cerca de 25%. Para ser mais claro, o uso duma estatina administrada durante cinco anos em 10.000 pessoas com doença vascular conhecida, preveniria os tais eventos major em 1000 doentes. E este efeito acumula-se por cada ano em que a medicação é tomada;

2. Como qualquer medicamento, as estatinas têm efeitos ditos secundários: os mais graves são as chamadas “miopatias” (dores musculares com evidência de lesão muscular), que ocorrem em cerca de cinco doentes em cada 10.000 tratados, ao fim de cinco anos de tratamento contínuo, e cujo efeito é reversível em 4/5 casos quando o medicamento é interrompido.

Perante o conjunto vastíssimo de evidências científicas, as maiores sociedades cardiológicas mundiais, incluindo as americanas, canadianas, europeias (a que presidi), asiáticas, têm expressado claramente a sua posição, que se tem traduzido de forma muito objectiva em todas as guidelines internacionais, que são produzidas por estas mesmas entidades com recomendações precisas quanto à necessidade de tratar de forma eficaz este problema major de saúde pública.

A questão que então se põe a todos nós que diariamente temos a responsabilidade de tratar e aconselhar os nossos doentes é: porquê estas campanhas de desinformação organizadas por pessoas, que nalguns casos estão ligadas à profissão médica? Porquê pôr em risco a vida das pessoas? Porquê querer negar a evidência? Porquê levantar anátemas de suspeição contra a classe médica como um todo, como se fosse um bando de malfeitores a soldo da indústria farmacêutica? Confesso ter muita dificuldade em entender o que poderá estar subjacente a todo este ruído de fundo que tem sido produzido à volta duma área que devia ser vista como um dos grandes sucessos da medicina moderna e, infelizmente, é tratada duma forma superficial, totalmente desprovida de base científica.

Não podemos esquecer que o que nos tirou das trevas da Idade Média foi a aplicação do método científico, que ainda hoje é usado como base de qualquer investigação médica e que permitiu os resultados absolutamente extraordinários em ganhos de saúde que hoje usufruímos.

A comparação que me ocorre como mais aproximada à discussão distorcida que se tem observado recentemente seria se puséssemos em causa o efeito e impacto extraordinários que os antibióticos e as vacinas tiveram na nossa civilização. Ou, se quisermos entrar num campo diferente, seria como dar palco aos grupos que por esse mundo fora ainda hoje discutem se de facto alguma nave alguma vez aterrou na Lua.

O mais grave no caso pendente é que temos toda a evidência que a suspensão de estatinas nos doentes que têm indicação para as tomar aumenta de forma significativa o número de eventos que estas pessoas vão sofrer, ou seja, infelizmente, vai morrer muita gente por dar ouvidos a quem não deve.

Esta é a principal razão que me leva a escrever este texto, ou seja, contribuir para que se lance luz onde alguns parecem querer lançar confusão.

Que fique bem claro para todos: a comunidade médica mundial não tem dúvidas nenhumas sobre o que significou o avanço extraordinário no uso de estatinas no combate ao flagelo das doenças cardiovasculares, essas sim ainda o nosso inimigo principal.

FAUSTO J. PINTO

Professor e director da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa; director do Serviço de Cardiologia e Departamento Coração e Vasos do Centro Hospitalar Lisboa Norte; presidente da Sociedade Europeia de Cardiologia (2014-16)

Valores de referência para o# Colesterol

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Drª. Ana Luiza Lima
Cardiologista

​O colesterol total deve ser sempre abaixo de 200 mg/dL. Ter o colesterol total alto nem sempre significa que a pessoa está doente, pois ela pode ter um valor elevado de colesterol bom (HDL), o que também faz subir os valores do colesterol total. Assim, deve-se sempre levar em consideração os valores do colesterol HDL (bom), do colesterol LDL (ruim) e o dos triglicerídios para analisar o risco da pessoa de desenvolver doenças cardiovasculares.

Os sintomas do colesterol alto só se manifestam quando seus valores são muito elevados. Por isso, após os 20 anos de idade recomenda-se realizar exames de sangue para o colesterol pelo menos a cada 5 anos em indivíduos saudáveis e de forma mais regular, pelo menos 1 vez por ano, por quem já tem o diagnóstico de colesterol alto, quem tem diabetes ou quem está grávida, por exemplo. Os valores de referência para controle do colesterol no sangue variam de acordo com a idade e o estado de saúde.

Tabela de valores de referência para o colesterol

​Confira na tabela abaixo os valores de referência do exame de sangue do colesterol de acordo com a idade.

Colesterol Total Adultos maiores de 20 anos Crianças e adolescentes
Desejável menor que 200 mg/dl menor que 150 mg/dl
Máximo entre 200-239 mg/dl entre 150-169 mg/dl
Alto maior que 240 mg/dl maior que 170 mg/dl
Colesterol LDL (ruim) Adultos maiores de 20 anos Crianças e adolescentes
Ótimo menor que 100 mg/dl
Desejável entre 100-129 mg/dl menor que 100 mg/dl
Máximo entre 130-159 mg/dl entre 100-129 mg/dl
Alto entre 160-189 mg/dl maior que 130 mg/dl
Muito alto maior que 190 mg/dl
Colesterol HDL (bom) Adultos maiores de 20 anos Crianças e adolescentes
Desejável maior que 60 mg/dl maior que 45 mg/dl
Baixo menor que 40 mg/dl

Os valores de referência do exame de sangue do colesterol para diabéticos são diferentes porque têm que ser ligeiramente inferiores: colesterol total menor que 200 mg/dl, colesterol LDL (ruim) menor que 100 mg/dl, colesterol HDL (bom) maior que 45 mg/dl, e triglicerídeos menor que 150 mg/dl. Além disso, deve;se ficar atento aos valores do colesterol VLDL, um tipo de gordura que aumenta o risco de aterosclerose.

Triglicerídeos Adultos maiores de 20 anos Crianças e adolescentes
Desejável menor que 150 mg/dl menor que 100 mg/dl
Máximo entre 150-200 mg/dl entre 100-129 mg/dl
Alto entre 200-499 mg/dl maior que 130 mg/dl
Muito alto maior que 500 mg/dl

Os resultados do exame do colesterol devem ser sempre observados pelo médico para que ele avalie a necessidade e o tipo de tratamento.

Se você está com o colesterol alto veja o que pode fazer para baixar estes valores no vídeo a seguir:

Imagem ilustrativa do vídeo: Remédio Caseiro para Colesterol

Valores de referência do colesterol na gravidez

Durante a gravidez os valores de referência do colesterol ainda não estão estabelecidos, por isso as mulheres grávidas devem se basear pelo valores de referência de adultos saudáveis, mas sempre com acompanhamento médico. Durante a gestação, os valores do colesterol normalmente estão elevados, especialmente no segundo e no terceiro semestre. Mulheres que têm diabetes gestacional devem ter atenção redobrada, pois seus níveis de colesterol tendem a subir ainda mais.

Porque deve-se manter os valores ideais do colesterol

Deve-se manter os valores ideais do colesterol porque ele é importante para a saúde das células e pra produção de hormônios. Cerca de 70% do colesterol presente no organismo é produzido pelo fígado e o restante é proveniente da alimentação, e somente quando o corpo possui mais colesterol do que precisa, é que ele passa a ser depositado no interior das artérias, diminuindo a passagem de sangue e favorecendo o aparecimento de problemas cardíacos.

El consumo de grasa no debe superar el 30 o el 35% de las calorías consumidas

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No sólo es importante la cantidad de grasas que se consumen, sino también la calidad.

La Sociedad Española de Endocrinología y Nutrición (SEEN) ha informado de que el consumo de grasa no debe superar el 30 o el 35% de las calorías consumidas.

“Para una dieta media de 2.000 kilocalorías (Kcal), el contenido calórico procedente de las grasas sería de aproximadamente 600-700 Kcal, lo equivalente a una toma diaria de aproximadamente 70-78 gramos de grasas”, ha explicado la experta del área de Nutrición de la SEEN, Emilia Cancer.

Asimismo, ha avisado de que no sólo es importante la cantidad de grasas que se consumen, sino también la calidad, dado que ambos factores determinan su efecto sobre la salud. “No debemos consumir grasas trans, y debemos reducir el consumo de grasas saturadas porque están directamente relacionadas con el aumento de colesterol en sangre, el desarrollo de ateroesclerosis y el aumento del riesgo de enfermedad cardiovascular, que es la principal causa de morbimortalidad en España”, ha señalado.

Concretamente, las grasas que se consumen proceden principalmente de diversos alimentos de origen animal y vegetal, donde se encuentran en diferentes proporciones, pero “no todas ellas son igual de necesarias”.

En este sentido, las grasas saturadas se encuentran en alimentos de origen animal, como carnes, embutidos, leche y sus derivados. También están presentes en aceites de origen vegetal, como los aceites de coco o de palma, que se consumen a través de bollería industrial, aperitivos salados y productos transformados, principalmente.

“El consumo de grasas saturadas favorece un aumento de los niveles de colesterol en sangre, en concreto del LDL colesterol, también llamado colesterol ‘malo’. Los alimentos ricos en grasas saturadas deben formar parte del vértice de la pirámide de la alimentación saludable y, por lo tanto, solo deberían consumirse de forma esporádica, ya que no debe superar el 9-10% de la ingesta calórica diaria total”, ha avisado.

Por su parte, las grasas insaturadas se encuentran en alimentos de origen vegetal, como los aceites vegetales: aceite de oliva, girasol o maíz. A su vez, se clasifican en grasas monoinsaturadas, presente especialmente en el aceite de oliva, donde puede alcanzar hasta un 75-80%; poliinsaturadas, que son los omega 3, 6 y 9 y cuya recomendación en una dieta saludable es del 6-10% de las calorías totales; y las trans, que se producen durante la elaboración de las margarinas y grasas de repostería, como resultado de la hidrogenación parcial o total de aceites vegetales o de pescado insaturados.

“El consumo de ácidos grasos trans provoca en el organismo un efecto más negativo que la grasa saturada, ya que aumenta los niveles de LDL colesterol y triglicéridos y también reduce HDL colesterol en sangre, también llamado colesterol ‘bueno’, favoreciendo el riesgo de padecer enfermedades cardiovasculares, Por ello, se debe mantener una ingesta lo más baja posible, por lo que se recomienda consumir menos del uno% de las calorías totales de la dieta”, ha apostillado la experta.

6 PASSOS PARA REDUZIR O COLESTEROL EM TRÊS SEMANAS  

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A boa notícia é que a grande maioria pode reduzi-lo.

Mais de 50 por cento dos adultos portugueses até aos 35 anos têm colesterol elevado. E muitos não sabem. Quem o garante é a Sociedade Portuguesa de Cardiologia, que lhe ensina agora como combatê-lo.

1 MANTENHA-O SOB VIGILÂNCIA
Sabe qual o valor do seu colesterol? O primeiro passo para o reduzir é saber que precisa de o fazer. Para isso, tem de o avaliar. Ao contrário de outros fatores de risco, o colesterol é um inimigo quase sempre muito silencioso. Sem sintomas. Estima-se que cerca de 50 por cento da população portuguesa adulta até aos 35 anos tenha o colesterol elevado, mas a grande maioria não o sabe. Um dos mitos que ajudam a promover este desconhecimento é a ideia feita – embora errada – de que as pessoas jovens ou magras não têm colesterol. A tendência é começar a avaliar o colesterol cada vez mais cedo – pode mesmo começar- se o controlo na infância, se existir história familiar de doença cardíaca ou pais com colesterol alto precocemente.

2 SOMOS (MESMO!) O QUE COMEMOS
As gorduras saturadas e as gorduras trans atuam diretamente na subida dos níveis de colesterol LDL (o colesterol mau) e, pelo contrário, as gorduras insaturadas aumentam os níveis de colesterol HDL (o colesterol bom). Através da alimentação, ao reduzir a frequência e quantidade de consumo de carnes vermelhas, produtos de pastelaria, lacticínios gordos e alimentos fritos e, paralelamente, aumentando o consumo de fruta, legumes, leguminosas e cereais integrais, é possível mudar os valores de colesterol bom, mau e total. Além de observar as indicações da roda dos alimentos, uma das melhores referências a ter em atenção é que não existe colesterol nos produtos de origem vegetal.

3 ESTERÓIS VEGETAIS, ESSES AMIGOS PRECIOSOS
Os esteróis vegetais – extratos naturais das plantas que têm uma estrutura muito semelhante ao colesterol – bloqueiam a absorção do colesterol pelo organismo. Os alimentos enriquecidos com esteróis vegetais são recomendados por várias instituições mundiais de referência como a World Heart Federation, a British Heart Foundation e a Organização Mundial de Saúde como uma medida indispensável para a redução do colesterol total e do mau colesterol (colesterol LDL). Vários estudos têm demonstrado que dois gramas diários (barrados no pão, ingeridos num iogurte) podem descer o colesterol em cerca de 7 a 10 por cento e em apenas duas a três semanas – se acompanhados de um estilo de vida saudável.

4 CORRA MAIS, FUME MENOS – OU NÃO FUME
A Sociedade Portuguesa de Cardiologia é perentória: a atividade física pode salvar-nos a vida. Exercitar o corpo durante meia hora, no mínimo, vários dias por semana, tem um papel fundamental no controlo e prevenção de fatores de risco cardiovascular, como a pressão arterial alta, a obesidade e, claro, o colesterol elevado. O tipo de exercício físico mais adequado para cada um deve ser discutido com o médico, de forma a ser ajustado às necessidades e às potenciais limitações. E os resultados podem ser bastante rápidos: muma semana é suficiente para começarem a sentir-se os benefícios. Outro ponto de partida essencial para intervir nos níveis de colesterol é parar de fumar. Além de ser o primeiro fator de risco modificável na morbilidade e mortalidade prematura, o tabaco, ao danificar as paredes arteriais, torna-as mais propensas a acumular depósitos de colesterol e intervém na diminuição do nível do colesterol bom.

5 MENOS STRESS
O stress é inimigo da saúde em geral e do coração em particular. Mesmo sem ser possível medi-lo com exatidão, a sua relação com o aumento da tensão arterial e com os níveis de colesterol é conhecida há muito. Os resultados de alguns estudos científicos mostram que quando somos submetidos a situações de stress podem acontecer subidas temporárias dos níveis de colesterol sanguíneo. Não só os níveis de ansiedade levam o fígado a produzi-lo em maiores quantidades como se for contínuo o organismo tem dificuldade em eliminá-lo da circulação sanguínea.

6 LEVE O PROBLEMA A SÉRIO
Estima-se que cerca de um quarto dos portugueses apresente colesterol de risco elevado (>240 mg/dl) e 45,1 por cento de risco moderado (190-239 mg/dl). Os números são preocupantes, mas um estudo europeu recente veio demonstrar que, de todos os que têm o colesterol elevado, apenas 27 por cento tomam medidas efetivas  na sua redução. Acompanhamento e apoio do médico são sempre aconselháveis, e, para quem tem o nível muito elevado (> 280 mg/dl), pode ser necessário recorrer a medicação, em complemento a cuidados relacionados com estilo de vida e dieta.

QUAIS OS NÍVEIS DE COLESTEROL RECOMENDADOS?
+ COLESTEROL TOTAL
Inferior a 190 mg/dL
+ LDL (COLESTEROL MAU)
Inferior a 115 mg/dL
+ HDL (COLESTEROL BOM)
Superior a 40 mg/dL em homens e 45 mg/dL em mulheres
+ TRIGLICÉRIDOS
Inferior a 180 mg/dL (com exceção dos diabéticos e dos obesos, em que se pretendem valores <150 mg/dL
+ COLESTEROL TOTAL/ COLESTEROL-HDL
(índice aterogénico) < 5

FONTE: SOCIEDADE PORTUGUESA DE ATEROSCLEROSE

Leia mais: 6 passos para reduzir o colesterol em três semanas http://www.noticiasmagazine.pt/2015/6-passos-para-reduzir-o-colesterol-em-tres-semanas/#ixzz4aRlHllBC
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Saiba Quais Frutas Secas Curam Cada Tipo de Dor

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“As frutas secas são como cápsulas cheias de nutrientes concentrados”, diz a título de spoiler o professor Jordi Salas-Salvadó, catedrático de Nutrição e Bromatologia da Universidad Rovira i Virgili (Tarragona) e pesquisador do CIBER de Obesidade e Nutrição do Instituto Carlos III. E acrescenta: “São ricos em gordura de origem vegetal, mais saudável do que muitas das de origem animal. Alguns desses frutos contêm também ácido alfa-linolênico (do tipo ômega 3), benéfico para a prevenção cardiovascular”.

Estamos, portanto, diante de um alimento muito completo, que a Organização Mundial de Saúde (OMS) inclui entre os recomendáveis “para uma dieta saudável”.

Mas, o consumimos suficientemente? Para Francisco Botella, chefe do serviço de Endocrinologia e Nutrição do Hospital de Albacete e membro do comitê gestor da Sociedade Espanhola de Endocrinologia e Nutrição(SEEN), o problema não é tanto que o consumimos pouco, mas que o consumimos mal: “Ainda que façam parte da dieta mediterrânea, normalmente comemos como aperitivo, ou seja, fritos e com sal, e isso representa um excesso à alimentação normal. São saudáveis quando os incorporamos no preparo habitual dos alimentos. Por exemplo, acrescentando-os a verduras ou saladas”.

Qual seria a dose apropriada?

A Fundación del Corazón propõe “até cerca de 50 gramas de frutas secas” como quantidade adequada todos os dias. E não convém deixá-las de lado: ainda que não emagreçam, nem curem sozinhas alguma doença, nem tenham, é claro, propriedades milagrosas, as frutas secas podem ser um complemento muito válido para combater uma ampla gama de doenças e suprir certas necessidades físicas.

De fato, estão associados a uma menor mortalidade de qualquer tipo, segundo a Universidade de Maastrich (Holanda).

Então, vamos colocar dessa forma: diga-nos onde dói que lhe diremos qual é a fruta seca que você precisa.

Tenho colesterol alto: nozes, avelãs e amêndoas

Se existe um benefício maior das frutas secas é sua contribuição para a saúde cardiovascular. “As amêndoas e avelãs contêm ácidos graxos monoinsaturados, essenciais porque ajudam a controlar os níveis de colesterol no sangue”, diz Marta María Suárez, presidenta da Associação dos Nutricionistas de Madri (ADDINMA).

 

“Um consumo de 60 gramas por dia reduz em 7,8% os níveis de colesterol ”, afirma o professor Salas-Salvadó. Segundo o especialista, as nozes são o único fruto seco com óleos poli-insaturados do tipo ômega 3, os quais, além de reduzirem o colesterol, diminuem a pressão arterial e previnem outras doenças do coração, como publicou a *Universidade de Maryland *(EUA).

As avelãs diminuem os níveis de homocisteína, um aminoácido que pode danificar o revestimento das artérias (a Universidade Hacettepe, da Turquia, referenda o dado). E um estudo finlandês afirma que os flavonoides (que se encontram na pele das amêndoas) também cuidam do coração.

Estou constipado: pistaches, macadâmias e nozes

Possivelmente, você já ouviu falar do efeito quase vulcânico das ameixas secas sobre os intestinos, origem de sua merecida fama de inimiga da constipação. É por seu alto teor de fibra (7,1%). Pois bem, você sabia que os pistaches têm uma porcentagem ainda maior, de 10,6%? Em seguida vêm as nozes (6,5%) e as nozes de macadâmia (5,3%), tudo segundo a base de dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. As dietas ricas em fibras vegetais, além disso, podem reduzir o risco de câncer de cólon, como afirmam na Universidade de Toronto(Canadá).

Tenho sobrepeso: amêndoas, avelãs e nozes

Ao contrário do que se pensa, as frutas secas, em quantidades razoáveis, não são contraindicadas em casos de sobrepeso. “Percebeu-se que quem as consome com frequência tem menos risco de ganho de peso e de desenvolver a obesidade com o tempo”, afirma Jordi Salas-Salvadó.

Em 2008, pesquisadores norte-americanos de várias universidades revisaram estudos anteriores, avalizando este dado. Deve-se, sobretudo, a seu índice de saciedade.

“Se ingerimos uma quantidade de calorias na forma de frutas secas voltaremos a ter fome bem mais tarde do que se ingerimos essa mesma quantidade de calorias em outro tipo de alimento”, afirma o doutor Francisco Botella.

“Os frutos secos oleosos, amêndoas, avelãs e nozes, sobretudo, são os mais valorizados dentro de um plano de alimentação, especialmente pela qualidade da gordura que oferecem”, afirma Marta María Suárez.

Estou grávida: amendoins e avelãs

Esperando um bebê? Seguramente seu ginecologista lhe terá receitado ácido fólico (segundo a CDC, previne defeitos durante as primeiras semanas de gestação). Nesse caso, fique amiga dos amendoins e das avelãs. Os primeiros contêm 145 µg de folato (a forma natural do ácido fólico) em cada 100 gramas e, os segundos, 113.

Também não despreze as nozes, com 91. As amêndoas, por sua vez, apenas 22. Uma vez que a ingestão diária recomendada em adultos é de cerca de 200 a 400 µg (segundo a Faculdade de Farmácia da Universidade Complutense de Madri), a contribuição destas frutas é considerável. Mas, sem dúvida, não substituem o tratamento prescrito por seu médico.

Sou diabético: castanha de caju, amêndoas, pinhões e pistaches

“As frutas secas contribuem com uma quantidade importante de oligoelementos (minerais de que necessitamos em pequenas quantidades): magnésio, manganês, cálcio, fósforo, ferro, potássio, zinco, cobre e selênio”, enumera a nutricionista Marta María Suárez.

Vamos nos concentrar no magnésio, presente mais abundantemente nas castanhas de caju (292 mg / 100 g), amêndoas (270 mg) e pinhões (251 mg): “É bom contra a resistência à insulina, o que evitaria o desenvolvimento do diabetes”, explica Jordi Salas-Salvadó.

Cientistas da Escola Pública de Saúde de Harvard (nos EUA) descobriram uma relação inversa entre a ingestão de magnésio e o risco de diabetes, recomendando que se aumente o consumo de alimentos que os contêm, entre eles as frutas secas.

Os *pistaches têm o recorde de potássio (1.025 mg), cuja carência é um fator de risco para o diabetes, segundo a *Universidade de Duke.

Quero prevenir a demência: amêndoas e avelãs

O professor Salas-Salvadó destaca a importância das frutas secas na prevenção da perda cognitiva, provavelmente em consequência de tudo o mais: “se protege do diabetes, da hipertensão, não engordam, melhoram a função do endotélio (tecido interno do coração e dos vasos sanguíneos) e a oxidação e inflamação, está favorecendo a função cognitiva”.

Agradeça também à vitamina E, que se associa a uma menor perda cognitiva pela idade, segundo um relatório dos hospitais Rush, Presbyterian e St. Luke, em Chicago (EUA). Amêndoas (25,6 mg) e avelãs (entre 15 e 17,5 mg) são os frutos que mais as contêm.

Minha pele está sem vida: amêndoas e avelãs

A qualidade antioxidante das frutas secas influi em todas as células do organismo, incluindo as da pele: neutralizam os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento.

“A vitamina E é fundamental para a manutenção de uma pele saudável”, afirma a Universidade de Oregon (EUA). É fotoprotetora, anti-inflamatória e contribui para cicatrizar ferimentos, entre outros benefícios. Como já vimos, este micronutriente aparece, principalmente, em amêndoas e avelãs.

Sofro com menstruações difíceis: pistaches

Dor, irritabilidade? As frutas secas podem aliviar. As vitaminas do grupo B são benéficas no tratamento dos sintomas da síndrome e da tensão pré-menstrual, segundo um estudo do Hospital North Staffordshire (Reino Unido). E sim: as frutas secas também incorporam importantes quantidade dessas importantes vitaminas. Opte pelo pistache, que, com 1,7 mg / 100 g, é o rei da vitamina B6.

Quero render mais no esporte: amêndoas

Em 2014, pesquisadores do Instituto Nacional de Medicina Desportiva da China fizeram um estudo curioso: pediram a um grupo de oito ciclistas bem treinados e a dois triatletas que consumissem 75 gramas de amêndoas por dia. E em seguida conduziram um acompanhamento de suas evoluções em uma pista de ciclismo, em sessões de 20 minutos. Depois de 10 semanas, tinham aumentado a distância percorrida nesse período de tempo em 1,7 quilômetros em média.

As amêndoas, concluíram, “regulam as reservas de carboidratos, a capacidade antioxidante, o transporte de oxigênio e o metabolismo”. Um doping legal, vamos dizer.

Tenho dor nos ossos: amêndoas e pinhões

Os frutos secos são “uma alternativa para complementar o cálcio da dieta; este interfere na mineralização óssea e na contração muscular. As amêndoas são as frutas secas que mais contribuem com cálcio”, explica Marta María Suárez. Com 269 mg de cálcio em cada 100 gramas, as amêndoas não têm rival.

Enquanto isso, os pinhões são ricos em zinco (6,45 mg) e este mineral pode favorecer a formação dos ossos (importante na idade de crescimento), estimulando a criação de células e a atividade das fosfatases (enzimas com alta presença nos ossos), segundo conclui um estudo da Universidade de Andong (Coreia).

Fonte: El País

Colesterol

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Muito se fala sobre o colesterol, mas será que todos sabem o que ele significa?

Com aparência e textura de uma cera macia, o colesterol é um composto químico da família do álcool, essencial à vida. Sintetizado pelo fígado no que se refere à maior parte que o organismo necessita, seu restante é adquirido através dos alimentos ingeridos. Tanto as taxas de colesterol muito altas quanto as muito baixas são perigosas à saúde.

Por ser solúvel apenas em gorduras, o colesterol tem de ser transportado pelo sangue através das seguintes lipoproteínas: VLDL (também conhecidas como triglicérides), LDL (mau colesterol) e HDL (bom colesterol). O fígado acondiciona os triglicérides na forma de VLDL e os despacha, pela corrente sanguínea para as células, juntamente com menores quantidades de colesterol e proteínas.

É então que as células armazenam e utilizam essa quantidade de gorduras como “combustível”. Assim, o VLDL, sem as gorduras, passa a ser denominado como LDL, já que é composto basicamente de colesterol e proteínas. Seu excesso no organismo, acaba fixando-se nas paredes das artérias, entupindo-as e propiciando os ataques cardíacos ou infartos.

Por sua vez, o HDL faz o papel contrário, extraindo o colesterol das paredes das artérias, devolvendo-o ao fígado para ser excretado. O fumo baixa os níveis de HDL, enquanto o exercício físico aumenta.

O Controle

Os alimentos ingeridos são de extrema importância para o controle dos níveis da LDL e HDL. As gorduras são classificadas em três categorias: poliinsaturadas, monoinsaturadas e saturadas.

As poliinsaturadas, encontradas principalmente em óleos vegetais líquidos, como os de girassol, milho e soja, baixam os níveis de LDL, mas não na mesma proporção em que as gorduras saturadas aumentam esse índice. Por isso, um indivíduo não pode contrabalançar os problemas causados pelas gorduras saturadas, simplesmente aumentando o consumo de poliinsaturadas.

Outro fato que merece ser destacado é que as dietas ricas em gorduras pollinsaturadas tendem a baixar um pouco os níveis de HDL, podendo, ainda, diminuir a imunidade do organismo. Já as gorduras moninsaturadas, presentes na azeitona, no amendoim e seus respectivos óleos, e no abacate, ao substituírem as saturadas, fazem baixar o LDL, sem diminuir o HDL, e parecem não afetar a imunidade.

Como Mudar para Melhor

Para ter melhor saúde cardíaca, deve-se ingerir menos gorduras, especialmente as saturadas, presentes nas carnes vermelhas, na gema de ovo, em miúdos de fígado, miolo, coração, rins, etc., na pele de galinha, na banha, no bacon, na manteiga e nas frituras em geral, e comer mais fibras solúveis, encontradas na aveia, nos flocos de milho, ameixas, em várias frutas e verduras, que contribuem para reduzir o colesterol no sangue.

Vale lembrar que a carne branca é preferível à escura e que, o peru assado, é melhor do que o frango assado. Além disso, de todas as carnes, os peixes magros têm menores índices de gorduras saturadas e os mais altos de poliinsaturadas. Quanto aos laticínios, os integrais devem ser trocados pelos sem gorduras ou com poucas gorduras, se o objetivo é diminuir o consumo de gorduras saturadas.

* consultoria Dr. Ruy Lyra, consultor do site da SBEM

Novas Diretrizes Dietéticas revertem recomendações falhas sobre Colesterol

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Desde a metade do século passado, o colesterol tem sido apontado como um grave perigo para a saúde, e gordura e o colesterol na dieta têm sido retratados como estando entre os alimentos mais mortíferos que você pode comer.

Isso vai finalmente mudar, já que as limitações para o colesterol, provavelmente serão removidas a partir da edição de 2015 da Dietary Guidelines for Americans (Orientações Dietéticas para Americanos).

Já era hora realmente, pois 60 anos de pesquisas fracassaram totalmente em demonstrar uma correlação entre níveis elevados de colesterol e doenças cardíacas.

Não só não danificando, o colesterol natural não causa doença cardíaca, sendo, na verdade, uma das moléculas mais importantes em seu corpo; indispensável para a construção de células e para a produção de hormônios sexuais e do estresse, bem como vitamina D.

O colesterol também é importante para a saúde do cérebro, e contribui com a formação de suas memórias. Baixos níveis de HDL-colesterol têm sido associados a perda de memória e doença de Alzheimer, e pode também aumentar o risco de depressão, acidente vascular cerebral, o comportamento violento, e mesmo o suicídio.

Nova versão das “Orientações Dietéticas para Americanos” pode remover limites de consumo de colesterol.

Uma versão preliminar da edição de 2015 das “Orientações Dietéticas para Americanos” criados pelo Comitê Consultivo de Orientações Dietéticas, agora afirma que o colesterol não é mais considerado um nutriente cujo consumo excessivo cause preocupação.

E, de acordo com um relato recente no Washington Post, uma fonte afirma que a nova postura sobre o colesterol permanecerá no relatório final. Como observado pelo jornalista médico Larry Husten: A alteração proposta reflete uma grande mudança na visão científica do colesterol que tem ocorrido nos últimos anos. Embora o colesterol sérico ainda seja considerado um fator de risco importante, o colesterol consumido nos alimentos tem agora um papel relativamente insignificante na determinação dos níveis sanguíneos de colesterol.

Orientações sobre gordura e colesterol nunca deveriam ter sido feitas.

Steve Nissen, presidente da ala de medicina cardiovascular da Clínica Cleveland, disse ao USA Today: “É a decisão certa. Temos as diretrizes alimentares erradas. Elas estiveram erradas por décadas”. Esta mensagem foi publicada na Time Magazine, que recentemente informou que: “Na mais recente revisão de estudos que investigaram a relação entre gordura dietética e causas de morte, os pesquisadores afirmam que a comissão redatora das “Orientações Dietéticas para Americanos” entendeu tudo errado. Na verdade, as recomendações para reduzir a quantidade de gordura que comemos todos os dias nunca deveriam ter sido feitas “.

Dietas de baixa gordura tiveram uma recuperação real em 1977, mas de acordo com uma pesquisa publicada no Open Heart Journal, coordenada por Zoe Harcombe, PhD, não havia base científica para as recomendações de cortar a gordura de nossa dieta em primeiro lugar.

O que é pior, a indústria de alimentos processados substituiu a gordura por grandes quantidades de açúcar. Enquanto alguns conservadores se esquivam de fazer qualquer recomendação sobre a quantidade de gordura na dieta que pode ser ideal, eles sugerem que a mensagem para levar para casa aqui é simplesmente “comer comida de verdade”.

Eu tenho que dizer, é revigorante finalmente ver que a mensagem está sendo repetida nos principais veículos da mídia conforme relatado pela revista Time:

“Quanto menos adulterada e processada sua dieta é, mais nutrientes e gorduras saudáveis, proteínas e carboidratos seu corpo vai obter e menos você terá que se preocupar em encontrar orientações ou conselhos específicos que podem ou não podem ser baseados em um corpo de evidências robusto. “

Frutose processada afeta o seu corpo como o álcool.

A mania de baixo teor de gordura levou a uma avalanche de novos produtos alimentares processados, prometendo beneficiar tanto a sua cintura quanto seu coração. Infelizmente, isso não se mostrou verdadeiro, tendo em vista que o índice de doenças cardiovasculares e obesidade não param de aumentar.

Quando a gordura foi removida, o açúcar, principalmente na forma de frutose sintética ( HFGS) , foi adicionado em seu lugar e isto levou a um aumento maciço na obesidade, diabetes, doenças cardíacas e doença hepática gordurosa não alcoólica. Como podemos observar, o seu corpo metaboliza frutose, da mesma forma que metaboliza o álcool, criando os mesmos efeitos tóxicos.

Ao contrário da glicose, que pode ser usada por praticamente todas as células do seu corpo, a frutose pode apenas ser metabolizada pelo fígado, porque seu fígado é o único órgão que tem o transportador para ela. Uma vez que quase toda frutose é transportada para o seu fígado e se você fizer uma dieta típica no estilo ocidental, você consumirá quantidades elevadas de frutose, que acaba prejudicando seu fígado da mesma maneira que o álcool e outras toxinas fazem.

Na verdade, quando você compara os resultados de saúde do consumo de frutose contra o consumo de álcool, você vê que as doenças que eles causam são praticamente idênticos:

Consumo crônico de etanol Consumo crônico de frutose
Hipertensão Hipertensão
Cardiomiopatia O infarto do miocárdio
Dislipidemia Dislipidemia
Pancreatite Pancreatite
Obesidade Obesidade
Disfunção hepática (ASH) Disfunção hepática (NASH)
Síndrome alcoólica fetal Resistência à insulina fetal
Vício Habituação, se não o vício

Doença hepática não alcoólica se tornou uma preocupação grave de saúde pública

Dr. Robert Lustig, Professor de Pediatria na Divisão de Endocrinologia da Universidade da Califórnia, foi um pioneiro na decodificação do metabolismo do açúcar e soar o alarme da frutose processada, em particular.

Em um de seus trabalhos, publicado no Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics em 2010, Dr. Lustig descreve três semelhanças entre a frutose e seu subproduto da fermentação, o etanol (álcool):

  1. O metabolismo da frutose no seu fígado é semelhante ao do álcool, pois ambos servem como substratos para a conversão de carboidratos em gordura, que promove a resistência à insulina, dislipidemia (níveis anormais de gordura no sangue) e esteatose hepática.
  2. A frutose submetida a reação de Maillard com proteínas, leva à formação de radicais livres de superóxido que podem resultar em inflamação hepática semelhante a produzida pelo acetaldeído, um metabólito intermediário do etanol.
  3. Por “estimular o ‘caminho hedônico’ do cérebro, direta e indiretamente”, o Dr. Lustig observou que, “a frutose cria habituação e possivelmente, a dependência; também em paralelo com etanol”.

Como relatado recentemente na Scientific American, a doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) afeta agora cerca de 25 por cento dos norte-americanos, incluindo 20 por cento estimado em crianças, que nunca ingeriram uma gota de álcool. Casos de DHGNA mesmo têm sido relatados em crianças de três anos de idade. Isto pode soar como uma impossibilidade. Mas você sabia que a maioria das fórmulas infantis contém o equivalente de açúcar de uma lata de Coca-Cola?

O mesmo vale para muitos alimentos para bebês, que podem conter tanto açúcar e gorduras trans prejudiciais como cookies de chocolate ou cheeseburgers. Os bebês são metodicamente “envenenados” com quantias exorbitantes de açúcar refinado e frutose processados, desde o primeiro dia, por isso não é de se admirar que muitos destes jovens lutem contra problemas de peso e doenças associadas. Conforme explicado na Scientific American : DHGNA descreve o acúmulo de gordura em hepatócitos ou células do fígado, em quantidades excessivas. Estas gorduras são tipicamente triglicerídeos, que o corpo naturalmente produz e armazena a partir de calorias que ele não precisa de imediato. Normalmente, essas gorduras são utilizadas para a produção de energia, mas se o corpo está sobrecarregado com calorias e com falta de exercícios, os triglicerídeos simplesmente não são utilizados. Em vez disso eles acumulam-se no fígado e causam esteatose hepática, a qual pode conduzir à inflamação, formação de cicatrizes, disfunção hepática e até mesmo câncer do fígado”.

 

 

Uma dieta saudável é fundamental para uma boa saúde, e o passo número um é ignorar o conselho para fazer uma dieta de baixo teor de gordura e colesterol. Outras estratégias que ajudarão a reduzir o seu risco de doença cardíaca incluem o seguinte:

  1. Substituir os alimentos processados (que são carregados com açúcar refinado e carboidratos, frutose processada e gordura trans – todos promotores das doenças cardíacas) por alimentos integrais, não processados ou minimamente processados, idealmente orgânicos e/ou produzidos localmente.
  2. Evite carnes e outros produtos de origem animal, como laticínios e ovos provenientes de animais criados em locais de alimentação de animais confinados. Em vez disso, opte por variedades de pasto, alimentados com capim, criados de acordo com os padrões orgânicos.
  3. Elimine alimentos sem gordura e de baixo teor de gordura, e aumente o consumo de gorduras saudáveis. Metade da população sofre com a resistência à insulina e se beneficiarão se consumirem de 50 a 85 por cento de suas calorias diárias a partir de gorduras saturadas saudáveis, tais como abacate, manteiga feita a partir de leite cru de pasto orgânico, leite cru, gemas de ovos orgânicos, cocos e óleo de coco, óleos de nozes orgânicas sem aquecimento, nozes cruas e carne de gado alimentado com capim. Alimentos sem gordura ou de baixo teor de gordura são normalmente alimentos processados que são ricos em açúcar, o que aumenta suas partículas pequenas e densas de LDL.
  1. Equilibrar a sua relação ômega-3/ômega-6 também é fundamental para a saúde do coração, como esses ácidos graxos ajudam a construir as células em suas artérias que produzem a prostaciclina que mantém o seu sangue fluindo livremente. Deficiência de ômega-3 pode causar ou contribuir para problemas de saúde muito graves, tanto físicos quanto mentais, e pode ser um fator subjacente significativo de até 96 mil mortes prematuras por ano. Para mais informações sobre o ômega-3 e as melhores fontes de gordura presente, leia o artigo.
  2. Você também precisa das proporções adequadas de cálcio, magnésio, sódio e potássio, e todos estes são geralmente abundantes em uma dieta alimentar variada. Para obter mais vegetais e frutas frescas in natura. Se você está com resistência a insulina, gordura abdominal ou simplesmente quer ter um abdômen com mais definição, não use suco de frutas com alto tero de frutose, mesmo os naturais
  3. Otimize sua saúde intestinal. Comer regularmente alimentos fermentados, tais como vegetais fermentados, vai ajudar a propagar novamente no seu intestino bactérias benéficas que podem desempenhar um papel importante na prevenção de doenças cardíacas e inúmeros outros problemas de saúde.Considere usar um pool de lactobacilos
  4. Pare de fumar e reduza o seu consumo de álcool.
  5. Exercite-se regularmente. O exercício é realmente uma das maneiras mais seguras e eficazes para prevenir e tratar doenças cardíacas. Em 2013, pesquisadores da Harvard e Stanford avaliaram 305 estudos randomizados controlados, concluindo que “não há diferenças estatisticamente detectáveis” entre atividade física e medicamentos para doenças cardíacas. O HIIT (High-intensity interval training), que exige apenas uma fração do tempo em comparação com exercícios cardiocirculatórios convencionais, tem se demonstrado especialmente eficaz.
  6. Preste atenção à sua saúde oral. Há provas convincentes de que liga o estado de seus dentes e gengivas para uma variedade de problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas. Em um estudo de 2010, aqueles com a pior higiene oral aumentaram o risco de desenvolver doenças cardíacas em 70 por cento, em comparação com aqueles que escovam os dentes duas vezes por dia.
  7. Evite estatinas, pois os efeitos colaterais destes medicamentos são numerosos, enquanto que os benefícios são discutíveis. Na opinião de alguns especialistas, o único grupo de pessoas que podem se beneficiar de um medicamento para baixar o colesterol são aqueles com hipercolesterolemia familiar genética. Esta é uma condição caracterizada por colesterol anormalmente elevado, que tende a ser resistente à redução com estratégias de estilo de vida, como dieta e exercício.

Para a saúde do coração, concentre-se nos seguintes exames:

  • Indice Homa
  • Insulina de jejum e pós prandial
  • Glicemia de Jejum e pós prandial
  • Fibrinogênio
  • Ferritina
  • LDL oxidado
  • HDL
  • Lipoproteína A

Referências

The 2015 US Dietary Guidelines: Lifting the Ban on Total Dietary Fat
Dariush Mozaffarian, MD, DrPH1; David S. Ludwig, MD, PhD2
[+] Author Affiliations
JAMA. 2015;313(24):2421-2422. doi:10.1001/jama.2015.5941.

http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2015/02/25/new-dietary-guide lines-fat-cholesterol.aspx#_edn3

Are You Getting the Right Type of Omega-3 Fats?

http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2010/04/03/are-you-getting-the-right-type-of-omega3-fats.aspx

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