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Adoçantes Artificiais

#Adoçantes artificiais modificam resposta intestinal à glicose

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#Adoçantes artificiais relacionados com aumento do IMC e do risco cardiometabólico

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Patrice Wendling

Winnipeg, Manitoba – Uma nova meta-análise com revisão sistemática encontra evidências heterogêneas sobre o uso de adoçantes artificiais para a perda ponderal, e sugere que o consumo de rotina pode estar associado ao aumento de peso em longo prazo, bem como ao aumento do risco de doença cardiometabólica[1].

“As pessoas geralmente usam edulcorantes não nutritivos acreditando serem uma ‘escolha saudável’, mas isso pode não ser verdade, disse por e-mail a autora do estudo, a Dra. Meghan Azad, da University of Manitoba, em Winnipeg (Canadá), ao Medscape.

“O mais importante é que os nossos resultados mandam uma mensagem clara aos pesquisadores e aos órgãos de fomento à pesquisa de mais estudos são necessários para compreendermos as repercussões em longo prazo do uso de edulcorantes artificiais na saúde”.

A ausência de estudos visando os efeitos em longo prazo é surpreendente, já que mais de 40% dos adultos americanos costumam consumir adoçantes não nutritivos, como aspartame, sucralose e estévia, disse a pesquisadora. Além disso, estudos dosando os níveis de adoçantes artificiais no sangue e na urina revelam que muitas pessoas que dizem não usar edulcorantes não nutritivos estão consumindo estas substâncias nos alimentos sem saber disso.

O estudo, publicado em 17 de julho de 2017 no periódico CMAJ, reuniu resultados de sete ensaios clínicos randomizados com 1.003 participantes (com mediana de seis meses de acompanhamento), e 30 estudos de coorte com 405.907 participantes (com mediana de 10 anos de acompanhamento).

Entre os participantes obesos ou com sobrepeso, dois ensaios mais prolongados revelaram perda ponderal significativa com o uso de adoçantes não nutritivos ao longo de 16 a 24 meses, e três ensaios mais curtos não observaram nenhum efeito com o uso de adoçantes artificiais durante seis meses. Ambos ensaios em longo prazo, no entanto, foram patrocinados pela indústria, e os cinco ensaios apresentaram alto risco de viés, observaram os autores.

Dois ensaios clínicos com pacientes apresentando hipertensão leve e tomando cápsulas de esteviosídeo, e um ensaio clínico com participantes com sobrepeso, não apresentaram efeitos significativos no índice de massa corporal (IMC) durante seis a 24 meses (diferença média de 0,37 kg/m2; intervalo de confiança, IC, de 95%, de 1,10 a 0,36).

Grandes estudos de coorte com acompanhamento mais prolongado, no entanto, mostraram que o alto consumo de adoçantes não nutritivos foi significativamente associado a discreto ganho de peso corporal, e a um discreto aumento do índice de massa corporal e da circunferência abdominal em longo prazo.

Além disso, a alta ingestão de edulcorantes não nutritivos esteve associada a maior risco de hipertensão (razão de risco, RR = 1,13, IC de 95%, de 1,06 a 1,20), acidente vascular cerebral (RR = 1,14, IC de 95%, de 1,04 a 1,26), eventos cardiovasculares (RR = 1,32, IC de 95%, de 1,15 a 1,52) e incidência de diabetes tipo 2 (RR = 1,14, IC de 95%, de 1,05 a 1,23).

Notadamente, não houve dados de ensaios para confirmar essas observações, e o aumento do risco de diabetes tipo 2 observado em nove estudos de coorte foi atenuado após imputar estudos ausentes (RR = 1,07, IC de 95%, de 0,97 a 1,18), sugerindo possíveis vieses de publicação, escreveram os autores.

O Dr. Lawrence Cheskin (Johns Hopkins Weight Management Center, em Baltimore, Maryland) disse: “Mesmo que mostrem alguns estudos observacionais e digam que há mais diabetes, não há evidências experimentais de que isso ocorra em seres humanos. Nem doença cardíaca”.

Dr. Cheskin acredita que é improvável que os edulcorantes artificiais causem diretamente doença cardíaca. “Os adoçantes artificiais podem estar associados às pessoas com maior risco de doença cardíaca por serem estas mais pesadas, terem maus hábitos alimentares, e tomarem refrigerantes diet para compensar outras coisas que estão fazendo que não são tão boas para a saúde, especula o médico.

Além do fator de confusão do viés de seleção, Dr. Cheskin destacou que os sete ensaios clínicos randomizados tinham um número muito pequeno de participantes acompanhados por períodos de tempo relativamente curtos, e só examinavam alguns tipos de edulcorantes disponíveis naquele momento em bebidas, não em outros alimentos. Em quatro estudos os participantes que utilizavam adoçantes artificiais também frequentavam um programa de perda de peso.

Por sua vez, a Academy of Nutrition and Dietetics, a maior organização de profissionais de alimentos e nutrição nos EUA, diz que os adoçantes não nutritivos têm o seu papel no controle do peso e da glicemia.

“Me parece que certamente neste artigo não há nada que reverta esta recomendação”, disse o Dr. Cheskin. “Ele não traz novos fatos, apenas acrescenta alguns estudos observacionais”.

O Dr. Matthew Pase (Boston University School of Medicine, em Massachusetts) comentou: “Não creio que as evidências sejam muito sólidas em relação aos desfechos cardiovasculares mais complexos. Certamente há necessidade de realizar mais pesquisas”.

O grupo do Dr. Pase publicou recentemente um artigo no qual os participantes do Framingham Heart Study que tomavam uma ou mais latas de refrigerantes diet adoçado artificialmente por dia, comparados aos que nunca tomavam refrigerantes diet, tiveram risco três vezes maior de acidente vascular cerebral ou demência.

“Mas, evidentemente, isso foi uma observação e, como para os estudos observacionais em pauta, é difícil saber o que está causando a associação”, disse Dr. Pase. “É decorrente de causalidade reversa: as pessoas com hábitos insalubres simplesmente gravitam em direção aos adoçantes artificiais ou os edulcorantes artificiais realmente têm algum efeito prejudicial para a saúde”?

Segundo o Dr. Pase, o consumo de adoçantes não nutritivos deve ser rastreado desde uma idade precoce em estudos de coorte e observacionais, em vez de com pessoas que já não são saudáveis. Também são necessários estudos mais mecanicistas e com animais a fim de compreender os mecanismos que poderiam contribuir para os efeitos negativos dos adoçantes artificiais constatados nos estudos observacionais.

Dra. Meghan disse que grande parte de sua pesquisa é dedicada ao microbioma intestinal, e que estudos recentes demonstraram que os edulcorantes artificiais podem romper o equilíbrio do microbioma intestinal em ratos e humanos adultos. Assim, o consumo regular de adoçantes artificiais pode estar selecionando um microbioma “obesogênico”.

Há também algumas evidências de que o consumo de rotina possa confundir e “reprogramar” o metabolismo de forma a favorecer o ganho de peso, a resistência à insulina e a intolerância à glicose, disse a pesquisadora.

O consumo de adoçantes não nutritivos também pode incentivar a preferência por doces ou dar aos consumidores uma sensação de “permissão” para comer alimentos de maior teor calórico por terem “economizado” calorias com a bebida diet, por exemplo.

O Calorie Control Council, associação que representa a indústria de alimentos e de bebidas de baixas calorias, disse em uma declaração, que o estudo representa os edulcorantes de baixas calorias “de modo muito abrangente” e que “os pesquisadores admitem que menos de 50% dos estudos de coorte foram controlados por etnia ou status socioeconômico, conhecidos fatores de risco de obesidade e doença cardiometabólica”.

Dra. Meghan Azad informou não possuir conflitos de interesses relevantes ao tema. As declarações de conflito de interesses dos coautores estão listadas no artigo. Dr. Lawrence Cheskin informou ter trabalhado nos conselhos científicos das empresas Medifast e Pressing Juicery. O Dr. Matthew Pase é patrocinado pelo National Health and Medical Research Council.

#Adoçantes artificiais associados a ganho de peso

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Peter Russell

Adoçantes artificiais são frequentemente encontrados em uma ampla variedade de produtos, de refrigerantes a iogurtes, e até mesmo em analgésicos infantis.

Agora, a revisão de algumas evidências sugere que eles podem estar associados a ganho de peso, contrariando uma das muitas razões por trás da introdução deles.

Adoçantes não nutritivos – significando que eles não têm valor nutricional – são compostos que oferecem o sabor doce do açúcar sem as mesmas calorias. Eles podem ser de 30 a 8000 vezes mais doces que o açúcar.

Como têm um grande impacto adoçante, são frequentemente escolhidos como uma alternativa ao açúcar porque acredita-se que engordem menos.

Dessa forma, vem aumentando o consumo de aspartame, sacarina, estévia e ingredientes semelhantes.

Perda de peso ou ganho de peso?

No entanto, alguns estudos prévios sugeriram que adoçantes artificiais podem interferir com a habilidade do organismo de metabolizar açúcar, com a microbiota intestinal, e com o controle do apetite. Alguns estudos em animais relataram que a exposição em longo prazo pode aumentar o consumo de alimentos, o ganho de peso e a gordura corporal.

Para tentar explicar esse paradoxo, uma equipe da University of Manitoba (Canadá), analisou os resultados de sete ensaios de alta qualidade envolvendo 1003 pessoas que foram acompanhadas por uma média de seis meses.

Eles descobriram que as evidências desses estudos controlados randomizados não demonstram claramente que os adoçantes artificiais não nutritivos são benéficos para controle do peso.

Doença cardíaca, diabetes e hipertensão

Estudos observacionais mais longos, porém menos rigorosos, sugeriram uma ligação entre o consumo de rotina de adoçantes não nutritivos e um aumento, em longo prazo, no índice de massa corporal (IMC), e um maior risco de diabetes, doença cardíaca e hipertensão.

No entanto, o estudo publicado no Canadian Medical Association Journal conclui que “essas associações não foram confirmadas em estudos experimentais, e podem ser influenciadas por viés de publicação”.

Os autores solicitam novos estudos para avaliar a composição de diferentes tipos de adoçantes artificiais e para comparar o efeito deles com o do açúcar.

Reação da indústria

Comentando os achados em uma declaração por e-mail, Gavin Partington, diretor-geral da British Soft Drinks Association, disse: “Adoçantes de baixa ou nenhuma caloria têm sido demonstrados como seguros por todas as autoridades de saúde no mundo, incluindo a European Food Safety Authority”.

Ele disse que a última pesquisa contradiz a maioria das outras pesquisas sobre adoçantes alternativos.

FONTES:

Nonnutritive sweeteners and cardiometabolic health: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials and prospective cohort studies, Azad M et al, Canadian Medical Association Journal

Comunicado à imprensa, Canadian Medical Association Journal

British Soft Drinks Association

A Amarga Verdade Sobre os Adoçantes Artificiais

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Você prefere o seu com café com açúcar, leite ou inseticida? Você considera essas opções um tanto quanto loucas? Talvez elas até sejam, mas saiba que a sucralose – ou Splenda – é, na verdade, o resultado de uma pesquisa sobre inseticida. E mesmo não sabendo se essa coisa funciona contra os insetos, ela certamente tem o potencial de prejudicar você.

Em um novo estudo feito com ratos, observou-se que os roedores que haviam ingerido sucralose apresentaram um considerável aumento do risco de desenvolver leucemia. Observou-se também que quanto maior a dose de sucralose, maior era o risco da doença. Diante disso, o Centro para Ciências no Interesse Público rebaixou o status da sucralose, no mais novo guia para aditivos alimentares, de “segura” para “cautela”.

Parece que eles estão sendo muito otimistas, pois nós passamos a “cautela” DE LONGE quando se trata dessa coisa. Em minha opinião, a sucralose pode ser qualquer coisa, menos segura.

O Splenda já foi vendido como sendo “feito do açúcar,” como se isso fosse algo para se gabar. Mas, na realidade, “feito de um kit de laboratório” seria uma descrição muito mais precisa.

O que você não vai gostar de saber é que a sucralose é feita de cloro, ejá que o cloro em si é um carcinógeno em potencial, isso talvez ajude a explicar a ligação potencial entre uma coisa e outra.

A sucralose também está associada ao inchaço, à náusea, aos gases e a outros problemas estomacais; algumas pessoas também têm reclamado de perda de memória e tonturas.

As pessoas que fabricam essa coisa dizem que o Splenda é seguro, o que é uma grande piada quando você considera os estudos humanos de longa duração sobre estes produtos.

Pense sobre isso da próxima vez em que alguém te oferecer essa porcaria. E pense também nos estudos que revelam os problemas causados pela sucralose, tal como a mais recente pesquisa que descobriu que ela causa picos de açúcar sanguíneo e saltos de 20% de insulina em pessoas obesas.

Quanto mais insulina, mais fome, principalmente no que diz respeito a uma grande vontade de comer doces. Então, antes que você perceba, o seu adoçante “diet”, sem calorias, estará te fazendo comer mais do que nunca, o que não é exatamente a receita para perda de peso e boa saúde. Isso representa andar na montanha russa de glicose/insulina o que é a receita ideal para diabetes em longo prazo.

Uma gama de escolhas ruins

Comece já a evitar todos os pacotinhos em restaurantes,lojas de conveniência, cafés e supermercados, incluindo:

  • Aspartame: ligado a quase 100 sintomas e condições diferentes. O mesmo time atrás do estudo sobre o Splenda descobriu que ele causa tumores no fígado e pulmões de ratos machos. Também foi ligado às enxaquecas, à perda de memória, ao nascimento prematuro e até à morte.

  • Sacarina: mesmo sendo melhor que o Aspartame ela não é nada vantajosa. A sacarina é originalmente derivada do alcatrão de carvão e já teve em seu rótulo uma advertência sobre o risco de câncer (que foi removido rápido demais para o meu gosto) e também já foi ligada às reações alérgicas e picos nos níveis de insulina.

  • Açúcar: pode levar à obesidade, diabetes, doenças cardíacas, parada cardíaca, doença cerebral (incluindo a demência) e muito mais. Se existe algo que você já deveria ter eliminado da sua dieta é o açúcar.

  • Açúcar mascavo: tido como açúcar “cru”, a sua espessura engana as pessoas fazendo-as acreditar que ele é mais natural, e, portanto, melhor. A grande verdade é que nem uma coisa, nem outra, estão certas. Ele não passa de um açúcar. É o mesmo que acontece com o “puro suco de cana” e outros adoçantes e xaropes orgânicos caros, com nomes que os fazem soar mais saudáveis. E não são!

Agora, para muitas pessoas a maior fonte de todos esses adoçantes está nas bebidas, geralmente refrigerantes e café. E se você for um “viciado” em refrigerantes, vai precisar largar de vez. Se você quiser algo frisante, atenha-se à boa e velha água com gás, talvez com um pouco de limão ou lima.

Mas se você for um bebedor de café, eu tenho algumas notícias melhores:o café não só é delicioso como também é saudável! Ao consumir de uma a três xícaras por dia você ajuda a diminuir o risco de câncer, doenças cardíacas, demência entre outras. Então, meu caro, não desista do café, só desista dos adoçantes.

Plano para sair do vício em adoçante

Eu sei que alguns de vocês não podem nem imaginar uma xícara de café sem algo para cortar um pouco do sabor amargo. Se você for um deles, você PODE contornar essa situação. Acompanhe o plano de apenas dois passos e saia de vez do vício em adoçante.

Passo Um: Jogue fora o leite de baixa gordura, substitutos do leite e aditivos com sabores que não provêm do leite e mude para o creme de leite fresco. Apesar de tudo que você já ouviu isso é melhor do que essas outras coisas diluídas e pode ajudar a amenizar até o café mais forte da cidade.

Passo Dois: Seja qual for o adoçante que você consome, use um pouquinho menos amanhã. Em mais alguns dias, corte mais um pouquinho e assim por diante até que você esteja no marco zero. As suas papilas gustativas irão se ajustar e você rapidamente aprenderá a amar o café como Deus pretendia que fosse amado.

É claro que isto significa abrir mão de quaisquer bebidas mocha que você está acostumado a tomar no Starbucks da esquina, mas isso não quer dizer que você precisa sacrificar tudo o que você ama sobre o café. Você pode fazer a sua própria versão de mocha acrescentando um pouco de pó de cacau puro (e não adoçado). Se a sua bebida empelotar, passe-a no processador de alimentos ou no moedor de café até que esteja bem fino.

Junto com o sabor extra, os antioxidantes do cacau têm benefícios adicionais incluindo proteção ao coração e ao cérebro. Combinado com os benefícios do café em si, é uma bebida potente e praticamente a melhor maneira de começar o seu dia, sem banhá-lo em açúcar.

Referências bibliográficas:

  • Lord GH, Newberne PM. Renal mineralization — a ubiquitous lesion in chronic rat studies. Food Chem Toxicol 1990 Jun;28:449-55.
  • Labare MP, Alexander M. Microbial cometabolism of sucralose, a chlorinated disaccharide, in environmental samples. Appl Microbiol Biotechnol. 1994 Oct
  • Sucralose — a new artificial sweetener. Medical Letter on Drugs & Therapeutics, 07/03/98, Vol. 40, Issue 1030, p67, 2p.
  • Hunter BT. Sucralose. Consumers’ Research Magazine, Oct90, Vol. 73 Issue 10, p8, 2p.
  • European Journal of Clinical Nutrition April 2011; 65(4):508-13
  • Journal of Toxicology and Environmental Health Part A 2008;71(21):1415-29
  • Food and Chemical Toxicology, 2000;38 Suppl 2:S31-41
  • The Huffington Post Janaury 11, 2011
  • JAMA 2011; 305(13): 1352-1353
  • The New York Times April 12, 2011

Fonte: Dr. Rondó

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