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12 SINTOMAS PERIGOSOS NAS CRIANÇAS QUE NUNCA PODES IGNORAR

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Quando a criança fica doente, ficamos sempre com aquela dúvida “Será que o devo levar ao médico? Ou será que logo vai passar?”. Por isso tens de conhecer alguns motivos a que deves ter atenção, para não perderes tempo para a próxima e procurar logo emergência médica!

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Quando nos tornamos pais a preocupação com o bem-estar de nossos filhos é uma de nossas prioridades. Quando são acometidos de alguma doença nossa preocupação aumenta ainda mais, pois ver o sofrimento de nossos filhos sem ter como ajudá-los a melhorar dói ainda mais nos pais.

Na verdade, ao primeiro sinal de que algo está diferente do normal, já temos o desejo de levar ao especialista e de alguma forma livrá-los daquele sofrimento, no entanto, muitas vezes quando são acometidos de alguma enfermidade nem sempre é possível detectar nos primeiros momentos, alguns dias de espera comumente são necessários para detectar realmente a doença.

Porém, há alguns casos em que a ida ao médico rapidamente se faz necessária, abaixo você poderá ver alguns destes momentos.

1. Febre alta

Quando se tratar de um bebê até três meses de idade uma febre alta já é considerada quando o termômetro acusar trinta e oito graus Celsius. Acima desta idade até os seis meses de vida uma febre alta já pode ser considerada acima de trinta e oito e três. Para crianças maiores trinta e nove é considerada febre em que o contato com o pediatra deve ser feita.

Vale lembrar que mais do que o grau apresentado no termômetro é importante considerar a disposição e hidratação de seu pequeno, se a febre estiver ainda baixa, mas a criança estiver muito indisposta contate seu pediatra.

2. Febre de longa duração

Se mesmo após quatro horas de uso de medicamentos antitérmicos a febre não tiver baixado ou se mesmo com o tratamento a febre (mesmo sendo baixa) não ceder em até cinco dias, é hora de procurar ajuda médica

3. Febre associada a dor de cabeça

Muita atenção se a queixa de seu pequeno for de dor no pescoço, torcicolo ou dor de cabeça associado a febre, pois estes sintomas muitas vezes podem estar associados a meningite, uma doença grave e muito rápida.

4. Manchas vermelhas sobre a pele

De reação alérgica a uma série de doenças esse tipo de sintoma precisa ser examinado para que o tratamento adequado possa ser iniciado. Se verificar quaisquer manchas, procure um pediatra.

5. Pintas irregulares

O ideal é que você faça uma verificação mensal no corpo de seu pequeno para detectar pintas que possam ser irregulares, com bordas irregulares ou em crescimento. Se encontrar algo deste tipo procure ajuda médica.

6. Súbita dor de estômago

Se seu pequeno se queixar de dor ao redor do umbigo, ou na lateral direita do abdômen leve ao pediatra, principalmente se estas queixas estiverem associadas a outros sintomas, como vômito, diarreia, pois pode ser um sinal de apendicite, uma doença que avança rapidamente, mas que se diagnosticada rápido tem um processo de cura mais tranquilo.

7. Dor de cabeça com vómitos

Se esta for a queixa de seu pequeno procure seu pediatra, enxaquecas não são incomuns em crianças, mas estes sintomas precisam ser examinados com mais cautela.

8. Urina diminuída

Este sintoma associado à boca seca, palidez, vômito, diarreia pode ser um sinal de desidratação. Se perceber palidez e apatia chame a emergência ou procure o hospital mais próximo.

9. Lábios azuis

Este sinal pode estar associado à dificuldade respiratória, você pode perceber que seu pequeno está ofegante e com o peito emitindo uma espécie de chiado. Trata-se de um problema respiratório, causado por uma reação alérgica ou até mesmo crise de asma. Neste caso procure a emergência mais próxima para que os primeiros socorros possam ser feitos.

10. Inchaço no rosto, língua ou lábios

Sinais característicos de um quadro alérgico forte. Contate seu médico para verificar se ele indica algum medicamento antes de chegar ao médico e leve rapidamente a criança para uma emergência médica.

11. Vómito após queda

Principalmente quando se trata de um bebê, este pode ser um quadro de emergência neurológica, de qualquer forma se seu filho apresentar este sintoma, não perca tempo, leve ao médico.

12. Sangramento excessivo

Se houver um corte em que o sangramento não cessa mesmo após alguns minutos de pressão ou se a proporção do mesmo for grande leve a criança para emergência médica para que a assepsia correta bem como tratamento possam ser adequados.

Um ou mais desses sintomas devem ser observados de perto. Ao levar à emergência ou procurar um pediatra especialista, pode até ser que não signifiquem algo tão grave, mas o melhor é tirar a dúvida do que ficar com ela. Se, mesmo após a visita à emergência, a situação piorar ou os sintomas não passarem, consulte sempre uma segunda opinião.

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Portugueses provam que café combate a depressão

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universidad coinbra Universidade de Coimbra ( Portugal)

O consumo de cafeína é eficaz tanto a prevenir como a tratar a depressão. A conclusão é de um novo estudo internacional liderado por investigadores portugueses da Universidade de Coimbra (UC), que traz uma nova esperança para o combate a esta que é a doença com maiores custos socioeconómicos do mundo ocidental.
No âmbito do estudo, publicado esta terça-feira, na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), da Academia Americana de Ciências, uma equipa de 14 investigadores coordenada pelo português Rodrigo Cunha efetuou um conjunto de análises e experiências em modelos animais (ratinhos) para avaliar em que medida a cafeína interfere na depressão.

Os cientistas, oriundos, além de Portugal, da Alemanha, Brasil e EUA, começaram por sujeitar dois grupos de ratinhos a situações de Stress Crónico Imprevisível (isto é, a sucessivas situações negativas e por vezes extremas, como a privação de água, a exposição a baixas temperaturas, entre outras) durante três semanas.

A um dos grupos foi administrada cafeína diariamente, ao passo que no outro não foi introduzido nenhum fator modificador. No final da experiência, a equipa constatou que os animais que consumiram cafeína (em doses equivalentes a quatro a cinco chávenas de café por dia em humanos), “apesar de todas as situações negativas a que foram sujeitos, apresentavam menos sintomas em relação ao outro grupo”.

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Especialistas recomendam quatro a cinco chávenas por dia

Com efeito, explica Rodrigo Cunha em comunicado enviado pela UC ao Boas Notícias, os ratinhos que não receberam cafeína registaram “as cinco alterações comportamentais típicas da depressão: imobilidade (deixaram de reagir), ansiedade, anedonia (perda de prazer), menos interações sociais e deteriorição da memória”,

A equipa dedicou-se, depois, a identificar o alvo molecular responsável pelas modificações observadas, tendo concluído que os recetores A2A para a adenosina (que detetam a presença de adenosina, uma molécula que sinaliza perigo no cérebro) são os protagonistas de todo o processo.

Considerando um estudo anterior realizado nos EUA, no qual Rodrigo Cunha havia participado como consultor científico, em que doentes de Parkinson tratados com istradefilina ? um novo fármaco da família da cafeína antagonista dos recetores A2A (fármaco que inibe a atuação dos A2A) – mostraram melhorias significativas, a equipa decidiu aplicar este medicamento nos ratinhos deprimidos.

Depois de apenas três semanas de terapia, “o fármaco foi capaz de inverter os efeitos provocados pela exposição inicial a Stress Crónico Imprevisível e os animais recuperaram para níveis semelhantes aos do grupo de controlo (constituído por ratinhos saudáveis)”, congratula-se Rodrigo Cunha.

Embora ainda seja necessário efetuar um ensaio clínico, o investigador português acrescenta que a chegada deste “parente” da cafeína ao mercado dos medicamentos poderá não demorar.

“A transposição para a prática clínica pode ser bastante rápida, assim haja vontade da indústria farmacêutica, porque estamos perante um fármaco seguro, já utilizado nos EUA e no Japão para o tratamento da doença de Parkinson”, garante.

O estudo foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), Departamento de Defesa dos EUA e The Brain & Behavior Research Foundation (NARSAD).

RISCO DE CETOACIDOSE DIABÉTICA ASSOCIADA AO USO DE CANAGLIFLOZINA, DAPAGLIFLOZINA E EMPAGLIFLOZINA.

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Tem se notificado casos graves de cetoacidose diabética associada ao tratamento com canagliflozina, dapagliflozina e empagliflozina.
Recomenda se aos profissionais sanitários:
Realizar monitorização dos corpos cetónicos nos pacientes que durante o tratamento desarrolhem sintomas sugestivos de cetoacidose diabética inclusivamente quando as taxas de glicemia não sugiram diagnóstico.
Informar aos pacientes em tratamento sob a sintomatologia da cetoacidose diabética e a necessidade de acudir ao médico no caso que estos se apresentem.

Canagliflozina , dapagliflozina e empagliflozina são antidiabéticos orais, inibidores do co -transportador de sódio- glicose tipo 2 ( SGLT2). Dito co- transportador é o responssavel da maior parte da re-absorção da glicose nos túbulos renais, pelo que a sua inibição aumenta a excreção urinaria de glicose ( glicosuria) e pelo tanto suas concentrações plasmáticas.

Os inibidores do SGLT2 estão autorizados para melhorar o controle glicémico em adultos com DM tipo 2 ( em monoterapía ou em associação com outros hipoglicemiantes.).

Tem se notificado casos graves de cetoacidose diabética em pacientes que se encontravam em tratamento com estos medicamentos, a maioria dos quais foram hospitalizados. Um tercio dos casos notificado até a data aconteceram em pacientes com DM tipo 1, indicação não autorizada.

Em muitos dos pacientes a presentação do quadro clínico foi inusual , com ascensos moderados das taxas de glicose em sangue ( níveis inferiores a 250 mg/dl) sem hiperglicémia como e habitual na cetoacidose diabética, inclusivamente em algum paciente chegou a se produzir hipoglicemia. Esta presentação atípica pode retrasar o diagnostico.

Até o momento não se conhece o mecanismo por o que estos inibidores da SGLT2 poderiam desencadear uma cetoacidose diabética.

O Comité para a Avaliação de Riscos em Fármaco vigilância (PRAC) tem iniciado uma revisão detalhada de toda a informação disponível.

A Agencia Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários (AEMPS) informará acerca do resultado da avaliação atualmente em curso assim como das medidas que puderam derivar se.

Por enquanto se recomenda aos profissionais sanitários:

Realizar a determinação dos corpos cetonicos em pacientes com algum inibidor do SGLTZ2 ( canagliflozina, dapagliflozina, ou empagliflozina) que desarrolhem sintomas sugestivos de cetoacidose diabética , inclusivamente quando as taxas de glicemia não sugiram diagnostico.

Informar aos pacientes de este risco potencial e da sua sintomatologia, indicando que acudam ao médico no caso que estos sintomas se apressentem.

Mesmamente lembrar que estos medicamentos encontram se EXCLUSIVAMENTE indicados para o tratamento da diabetes mellitus tipo 2.

Recomendações para os pacientes:

Os pacientes que já estejam em tratamento com algum de estos medicamentos no deveram deixar de tomar sem consultar previamente com o seu médico, já que pode contribuir a descompensação dos diabetes.
No caso de aparição de sintomas que puderam fazer pensar que estão a sufrir um quadro de cetoacidose diabética ( por exemplo: enjoo, vomito, dor abdominal, sede excessiva , dificuldade para respirar, cansaço, sonolência ) deverão por em contato imediato com o seu médico.

Consultar com o seu médico qualquer duvida sob o tratamento.
Fonte: Agencia Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários.

RISCO DOS TATUAGENS TEMPORAIS A BASE DE HENNA PRETA

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Com o bom clima e habitual nas praias , e feiras a realização de tatuagens temporais mediante a aplicação direta de henna preta sob a pele , sem injeção intra-dérmica.

A Henna natural se obtém das folhas e flores de uma árvore . O pó que se obtém delas e misturado com distintos produtos para formar uma pasta de cor acastanhado e esverdeado. Esta pasta deve estar em contato direto com a pele tanto tempo pomo seja possível para conseguir uma tatuagem temporal de cor vermelha, com uma duração de 3-4 dias.

tatuagens  de henna natural

Nos últimos anos tem se observado que em alguns casos tem se utilizado henna preta para a realização de este tipo de tatuagens temporais, com o que consegue se um desenho sob a pele de cor negro brilhante, mais atrativo que com a henna natural.

A Henna preta se obtém adicionando a henna natural outros corantes , como a p-fenilendiamina o PPD, a qual se encontra proibida para o seu uso direto sob a pele, dado que pode desencadear reações alérgicas cutâneas graves. Os usuários podem ficar permanentemente sensibilizados, de forma que futuros contatos com esta sustância , presentes por exemplo em muitos dos químicos do cabelo do mercado, desencadeando quadros de dermatite alérgica de contato

Tatuagem de Henna preta

A sintomatologia de estas reações alérgicas pode aparecer ate varias semanas depois da sua aplicação, prurito, eritema, manchas, ampolas e inclusive descoloração permanente da pele e cicatrizes no local donde se aplicou o tatuagem, requerendo se em algum dos casos atenção médica urgente o inclusive hospitalização.

reação alérgica
reação alérgica

RECOMENDAÇÕES:

Tenha precaução ante as ofertas de realização de tatuagens temporais com henna ( desenhos na pele sem injeção intra dérmica) que proliferam nas praias e outros eventos ao ar livre.
Evite as tatuagens temporais de cor negro, e aqueles nos que se oferece uma permanência prolongada.
Se tem aplicado recentemente sob a sua pele algum tatuagem temporal a base de henna preta e apresenta alguns dos sintomas descritos acuda a um serviço médico

SUCO FERMENTADO DE MAÇÃ VERDE EXPULSA CÁLCULOS RENAIS

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A maçã é um presente da natureza.

É uma fruta rica em pectina, taninos, ácido málico e flavonoides, que ajudam a amenizar problemas do sistema digestivo (diarreia, constipação intestinal) e o aumento das taxas de colesterol.

A fruta também regula os níveis de glicose e triglicérides no sangue.

Uma substância presente na maçã é poderosíssima para dissolver cálculos renais e biliares: o ácido málico amolece e facilita a eliminação das pedras.

Na maçã verde, temos essa substância em maior concentração.

É por isso que a maçã usada nesta receita é a verde.

O processo é todo muito simples.

Você vai bater, no liquidificador, meio quilo de maçã verde em 1 litro de água.

Vai deixar  essa bebida repousar por 15 dias, num lugar fresco e escuro.

Ela vai fermentar, o que vai aumentar o teor de ácido málico.

Passado esse prazo, a receita está pronta.

Tome da seguinte forma: pegue um copinho (daqueles de cafezinho) do suco fermentado de maçã verde e misture meio copo de água.

APRENDA A IDENTIFICAR OS SINAIS SILENCIOSOS DA DOENÇA RENAL

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Aprenda a identificar os sinais silenciosos da doença renal

O facto de a doença renal ser muitas vezes assintomática, faz com que o doente acabe por recorrer ao médico tardiamente, o que torna o processo de recuperação mais lento e, em alguns casos, até impossível.

De acordo com Fernando Nolasco, presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN): “É importante consciencializar as pessoas para a doença renal crónica e salientar que o tratamento na fase inicial pode ajudar a evitar que a mesma progrida”.

A fraqueza, o cansaço, a perda de apetite e vómitos matinais, edema (inchaço) das pernas e pálpebras são alguns dos sintomas que podem estar associados à doença renal. Cefaleias e a descoberta de hipertensão arterial, assim como, a alteração do aspecto, cor e quantidade da urina – pode tornar-se mais turva e escura, são manifestações de doença que implicam a consulta do médico de família. As pessoas com histórico de doença renal na família também devem estar mais alerta.

“Quando a doença é detectada atempadamente, pode ser total ou parcialmente revertida podendo ser evitados tratamentos mais complexos, como é o caso da hemodiálise, ou até mesmo o transplante de rim”, refere Fernanda Carvalho, nefrologista e vice-presidente da SPN.

Em Portugal, estima-se que cerca de 800 mil pessoas deverão sofrer de doença renal crónica. A progressão da doença é muitas vezes silenciosa, o que leva o doente a recorrer ao médico tardiamente, já sem qualquer possibilidade de recuperação.

Todos os anos surgem mais de dois mil novos casos de doentes em falência renal. Em Portugal existem actualmente cerca de 16 mil doentes em tratamento substitutivo da função renal (cerca de 2/3 em diálise e 1/3 já transplantados), e cerca dois mil aguardam em lista de espera a possibilidade de um transplante renal.

DIETAS RICAS EM PROTEÍNAS E OS RISCOS PARA O RIM

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DIETAS RICAS EM PROTEÍNAS E OS RISCOS PARA O RIM

Dietas ricas em proteínas e os riscos para o rim

Imagem Flickr: Peppercorn Beef Shoulder Filet Steak, de TheBusybrain sob licença CC BY-NC-ND 2.0

 

As proteínas são as moléculas orgânicas mais importantes e mais presentes nas células, sendo também as moléculas mais abundantes nos seres humanos. Como são constituídas por diferentes combinações de aminoácidos, permitem a formação de diversas estruturas que se traduzem em inúmeras formas de actuação no nosso organismo. Deste modo, elas podem ter várias funções, nomeadamente de:

 

  • Catalisadoras (enzimas): Aumentam a velocidade de uma determinada reacção química;
  • Transportadoras: Podem encontrar-se na membrana plasmática e intracelular de todos os organismos, transportando substâncias como a glicose. A hemoglobina presente nos glóbulos vermelhos transporta o oxigénio para os tecidos;
  • Protecção imunitária: Os anticorpos são proteínas que actuam de modo a defender o corpo contra organismos invasores;
  • Estruturais: As proteínas proporcionam forma, suporte e resistência, como é o caso da cartilagem e dos tendões (colagénio);
  • Transmissão do impulso nervoso;
  • Armazenamento: Existem proteínas que são nutrientes na alimentação (albumina do ovo e a caseína do leite).

 

 

Necessidades diárias de proteína

 

O consumo diário de proteínas deve ser individualizado e específico, tendo em atenção a idade da pessoa, o género, o grau de actividade e exercício físico, a profissão, a condição de saúde-doença e os objectivos quanto à melhoria do desempenho desportivo.

 

 

A título de exemplo, para as pessoas com doença renal crónica em programa regular de hemodiálise, a ingestão de proteínas deve ser de 1 a 1,2g por quilo de peso por dia. Para pessoas com Doença Renal Crónica (DRC) em pré-diálise recomenda-se uma ingestão de 0,6 – 0,8g de proteína/Kg/dia, sendo que, pelo menos 60% destas proteínas sejam de alto valor biológico, isto é, devem ser proteínas bem absorvidas pelo organismo, como por exemplo as proteínas de origem animal.

 

 

Fontes alimentares de proteínas

 

Existem proteínas de origem animal e proteínas de origem vegetal. As proteínas de origem animal são as que advém de alimentos como a carne, queijo, ovos, iogurtes, leite e peixe, ou seja, provém de fontes animais. Já as proteínas de origem vegetal podem-se encontrar em maior quantidade em alimentos como a soja, o grão-de-bico, o feijão, as lentilhas, o tofu, a quinoa, as bebidas vegetais (amêndoa, soja, aveia, arroz, coco) e os frutos secos.

 

 

O organismo utiliza as proteínas da alimentação através dos aminoácidos que a compõe. As proteínas ingeridas são sujeitas a um processo de “quebra” no aparelho digestivo e os aminoácidos são distribuídos por todo organismo, cada um executando a sua função.

 

 

 

O sucesso das dietas/regimes alimentares ricos em proteínas

 

O que orienta todas a dietas/regimes alimentares hiperproteicos, é o facto de que a origem do que comemos é o mais relevante no que diz respeito à perda de peso/manutenção de um estilo de vida saudável e não a quantidade de calorias.

 

 

Uma das dietas mais famosas que contempla a ideia supracitada é a dieta de Atkins. Esta dieta baseia-se na premissa de que o consumo excessivo de hidratos de carbono leva a um aumento da produção de insulina, o que promove a formação de tecido adiposo (gordura) e, consequentemente, aumento de peso. Assim, a maioria das dietas de alto teor proteico defende que a grande maioria dos hidratos de carbono devem ser evitados, compensando as necessidades do organismo com alimentos ricos em proteínas e em gorduras. Os hidratos de carbono a ser evitados são os que estão presentes em alimentos altamente processados e, consoante a dieta, também algumas frutas, vegetais e cereais devem ser consumidos excepcionalmente. Além destes factos, os alimentos ricos em proteínas recomendados são especialmente de origem animal e não vegetal, pois os últimos possuem níveis de hidratos de carbono elevados.

 

 

Algumas dietas também recomendam o uso de suplementos nutricionais para evitar uma possível deficiência de micronutrientes, nomeadamente a toma de proteína em pó.

 

O princípio de que as dietas hiperproteicas são mais eficazes do que outras deve-se a duas explicações: a de que uma dieta com alto teor proteico elimina o estímulo da fome e a de que este tipo de dietas aumenta os gastos em termos energéticos (termogénese).

 

 

Os macronutrientes (proteínas, lípidos e hidratos de carbono) actuam de forma diferente no controlo da fome e da ingestão alimentar. As proteínas conferem maior saciedade do que os hidratos de carbono, os quais, por sua vez, satisfazem mais do que os lipídios. A ingesta de proteínas em quantidades normais não provoca aumento imediato da glicémia (açúcar no sangue), ou seja, se se consumir quantidades equilibradas de proteína, estas assumem-se como tendo um baixo índice glicémico, evitando picos de hiperglicemia. Este facto melhora a sensibilidade à insulina, principalmente em pessoas com obesidade e/ou com diabetes.

 

 

A termogénese corresponde à energia na forma de calor gerada ao nível dos tecidos vivos. Enquanto que o efeito termogénico da dieta proteica é de 20-30%, o dos hidratos de carbono é de 5-10 % e das gorduras cerca de 1-3 %. Este elevado efeito termogénico da proteína foi atribuído a factores como o aumento do consumo de energia para ligações peptídicas e o aumento da síntese proteica.

 

 

Um estudo realizado por Mikkelsen et al. (2000) concluiu que, quando se substituiu 17-18% de hidratos de carbono por proteína de carne de porco ou de soja, ocorreu um aumento de 3% no gasto energético em 24h, em pessoas obesas, pré-obesas e pessoas saudáveis não obesas. Neste mesmo estudo verificou-se que o efeito termogénico induzido pela carne de porco foi seis vezes superior à soja, sugerindo que o efeito termogénico depende da qualidade e do tipo da proteína ingerida.

 

 

Existem estudos que concluem que regimes hiperproteicos e hipercalóricos favorecem uma maior preservação da massa magra e maior perda de gordura. No entanto, produzir evidência científica neste campo é bastante difícil pois não há uma definição universalmente aceite que quantifique e qualifique as dietas hiperproteicas e os estudos rigorosos em humanos a longo prazo são escassos (o que conduz a conclusões baseadas em evidências a curto prazo, muito menos fiáveis e estatisticamente signifiativas).

 

 

O efeito a longo prazo das dietas hiperproteicas foi estudado, pela primeira vez, em 1999 pela equipa de Arnie Astrup. Concluiu-se que os rins se adaptam ao consumo elevado de proteína sem manifestação de efeitos adversos na sua funcionalidade. Até então, os esforços tinham-se centrado em estudar o efeito da proteína alimentar na doença renal estabelecida e não na sua relação causa-efeito. Mas, depois desta investigação, não foram realizados muito mais estudos sobre a temática.

 

 

Riscos da dieta hiperprotéica

 

A longo prazo, as possíveis consequências de uma elevada ingestão de proteínas manifestam-se, geralmente, a nível cardiovascular e renal.

 

 

Sugere-se que o aumento do risco de doenças cardiovasculares aconteça devido ao consumo excessivo de proteínas animais, que estão associadas ao maior aporte de gorduras (gordura saturada e colesterol). No entanto, em estudos recentes, observou-se que o aumento do consumo de proteínas associado a um declínio no consumo de hidratos de carbono levou à diminuição dos níveis séricos de LDL (mau colesterol) e aumento do bom colesterol (HDL), havendo também uma diminuição importante dos triglicerídeos.

 

 

Em relação à sobrecarga renal, a ingestão proteica, em contraste com a ingestão de gorduras ou de hidratos de carbono, influencia a hemodinâmica renal, estimando-se que o consumo excessivo de proteína resulte em sobrecarga, devido ao aumento da taxa de filtração glomerular (TFG) (filtração dos rins). Este tipo de dietas também parece aumentar o volume renal e o peso do rim. No entanto, o efeito hemodinâmico a longo prazo no rim saudável não é bem compreendido. Também se sabe que um elevado consumo de proteínas predispõe à formação de cálculos renais (pedras nos rins.

 

 

A carga ácida é também um importante factor de risco para a DRC. A metabolização das proteínas, dos legumes e dos cereais aumenta os níveis de aniões e ácidos orgânicos no plasma, o que se traduz numa redução do pH do organismo. Já os vegetais e as frutas têm essência alcalina. Um obstáculo no equilíbrio ácido-base leva a problemas que podem culminar na morte se o corpo humano não possuir os mecanismos fisiológicos que asseguram a manutenção de um pH constante. Em resposta ao aumento da acidez, e de forma a que o organismo volta ao seu equilíbrio, são libertados compostos básicos como, por exemplo, catiões, especialmente o cálcio dos ossos, o que pode conduzir à perda de densidade óssea (osteoporose).

 

 

Outro risco potencial de uma dieta hiperproteica é o ácido úrico elevado. No entanto, um estudo recente não encontrou qualquer aumento nos níveis de ácido úrico em pessoas submetidas uma dieta hiperproteica. Embora não exista qualquer evidência de uma relação causa-efeito, é recomendável que o consumo de alimentos ricos em purinas seja controlado.

 

 

Convém salientar que o impacto renal de uma adesão a uma dieta hiperproteica por um curto período de tempo é, provavelmente, diferente do impacto causado por um regime alimentar prolongado. Desta forma, apesar de não haver uma contra-indicação renal clara relativa às dietas hiperproteicas na pessoa com função renal normal, os riscos teóricos existem e devem ser analisados. Quem estiver disposto a aderir a este regime alimentar deve ser bem acompanhado por profissionais competentes.

 

 

Por outro lado, os riscos potenciais de uma dieta hiperproteica na pessoa com DRC, baseiam-se na progressão acelerada da doença, no aumento da proteinúria, em distúrbios electrolíticos e de volume graves, na tendência aumentada para a formação de cálculos renais e no agravamento de sintomas urémicos.

 

 

Recomendações gerais

 

Os rins são órgãos muito complexos e sensíveis a qualquer mudança na estrutura química do sangue e, deste modo, o nosso estilo de vida influencia significativamente a sua integridade e funcionalidade. Existem algumas recomendações básicas e transversais à maior parte da população mas, para qualquer dúvida, há sempre uma equipa de saúde por perto que o possa orientar e aconselhar especificamente. Assim, a nível da sua dieta:

 

  • Siga uma alimentação equilibrada, com base em hortaliças frescas e cruas, cereais integrais, feijões, frutos secos e sementes;
  • Eleja o peixe como a principal fonte de proteínas e, uma a duas vezes por semana, faça uma refeição sem proteínas de origem animal;
  • Opte por carnes brancas, magras e de alta qualidade;
  • Consuma alimentos ricos em vitamina A, que é benéfica para o trato urinário, como a cenoura, abóbora, espinafres e as folhas de brócolos;
  • Ingira uma quantidade equilibrada de proteínas (o equivalente à palma da mão) ao almoço e ao jantar;

 

Conclusão

 

Foi possível observar que não existem provas de um processo causa-efeito das dietas hiperproteicas no organismo de uma pessoa saudável, principalmente a nível renal. No entanto, em indivíduos de risco ou com doença prévia, é importante manter um consumo moderado de proteína de forma a abrandar o desenvolvimento da disfunção renal. A progressão da doença renal é, normalmente, silenciosa, portanto é necessário que se aposte na prevenção, com análises sanguíneas e urinárias regulares e, se houver necessidade, com o recurso a outros exames complementares de diagnóstico.

 

 

Um regime alimentar adequado e equilibrado é essencial para a manutenção de uma boa condição de saúde: por exemplo, um consumo elevado de proteínas deve ser compensado com vegetais e frutas, de modo a anular a natureza ácida da dieta hiperproteica. Um regime alimentar saudável deve englobar todos os macro e micronutrientes, com maior apetência para alimentos da época e biológicos e evitando os alimentos processados. Aposte na qualidade ao invés da quantidade pois só assim poderá garantir o bom funcionamento de todas as funções do seu organismo!

 

 

Não hesite em procurar profissionais especializados porque com o seu corpo e a sua saúde, não se deixe levar em modas!

 

 

Referências Bibliográficas:

ATKINS R, – Dr Atkins’ New Diet Revolution. New York, 1999.

ASTRUP A. [et al.] –  Effect of protein and methionine intakes on plasma homocysteine concentrations: A 6-mo randomized controlled trial in overweight subjects. Am J Clin Nutr. Vol. 76, (2002) p.1202-1206.

OLIVEIRA, H.P. – Efeitos de uma dieta hiperproteica a nível renal. [Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina]. Covilhã: Faculdade de Ciências da Saúde Universidade da Beira Interior, 2008, 25p.

PORTAL DA DIÁLISE – Educar para Prevenir.

Revista Prevenir

SOCIEDADE PORTUGUESA DE NEFROLOGIA.

SEELEY, R.; STEPHANS, T.; TATE, P. – Anatomia e Fisiologia. 6ª edição. Loures: Lusociência, 2003. 1118 p. ISBN: 972- 8930-07-0.

THOMAS, Nicola. – Enfermagem em nefrologia. 2ª ed. Loures: Lusociência. 2005. 489 p. ISBN 978-972-8383-85-5.