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Exercise reduces risk of dying from COPD

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Moderate to vigorous physical activity can effectively reduce the risk of dying after COPD exacerbation by half.

Any amount of regular exercise can effectively reduce the risk of dying after hospitalisation for chronic obstructive pulmonary disease (COPD), according to a US study published in the “European Respiratory Journal”. Even less than the recommended minimum amount reduces mortality, the study finds.

For the study, researchers at Harvard University in Boston studied health records of 2,370 patients from Kaiser Permanente Southern California who were hospitalised for COPD for one year, looking at exercise which was self-reported in the clinic as a measure of physical activity and monitoring deaths from all causes within that time frame.

They found that patients who were active had a 47 per cent lower risk of death in the 12 months following a COPD hospitalisation, compared to inactive patients. Patients who were active but at insufficient levels still maintained a 28 per cent lower risk of death, compared to entirely inactive patients.

Said lead author Marilyn Moy: “We know that physical activity can have a positive benefit for people with COPD and these findings confirm that it may reduce the risk of dying following hospitalisation for an acute exacerbation. The results also demonstrate the importance of routinely assessing physical activity in clinical care to identify high-risk patients as part of a larger strategy to promote physical activity in this highly sedentary population.”

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Mulheres precisam dormir mais do que os homens

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Sexta-feira, 18 de Março de 2016

 Mulheres precisam dormir mais do que os homens

No Dia Mundial do Sono fique a saber que, se é mulher e chega ao fim do dia com vontade de dormir uma sesta, tem boas razões para isso. Jim Horne, o principal especialista do sono do Reino Unido, acaba de confirmar que as mulheres são obrigadas a usar mais o cérebro, devido à acumulação de tarefas, pelo que precisam de mais horas de sono para recuperar.
“Uma das principais funções do sono é permitir que o cérebro recupere e se regenere”, explica o diretor do Centro do Sono da Universidade de Loughborough University. Este facto já está comprovado em estudos recentes, como já foi noticiado pelo Boas Notícias.
“Quanto mais exercício damos ao nosso cérebro durante o dia, mais precisamos de o recuperar durante a noite”, sublinha Jim Horne numa entrevista publicada este mês no jornal britânico Daily Mail. O especialista salienta que as “mulheres têm tendência para fazer ‘multitasking’ – fazem muita coisa ao mesmo tempo e são flexíveis – pelo que usam mais o cérebro do que os homens e precisam de dormir mais”.
De acordo com o mesmo especialista, as mulheres precisam em média de mais 20 minutos de sono do que os homens. Contudo, Jim Horne salvaguarda que a quantidade de sono que cada pessoa precisa para descansar, seja homem ou melhor, varia muito, sendo que a média necessária para pessoas adultas fica entre as seis e as oito horas de sono.
Apesar desta necessidade feminina, um estudo realizado numa universidade da Carolina do Norte (EUA) veio revelar que a maiorparte das mulheres dorme menos horas e tem um sono com menos qualidade do que os homens.

Também um dos mais recentes estudos sobre o sono realizado em Portugal, vai na mesma direção, indicando que metade da população portuguesa não está satisfeita com os seus hábitos de sono, sendo que as mais afetadas são as mulheres, com especial incidência nas faixas etárias entre os 25 e os 44 anos, assim como as mulheres com mais de 65 anos de idade.

Isto acontece por vários motivos como a maternidade, a menopausa, ou simplesmente porque as mulheres têm um sono mais leve, o que faz com que acordem mais facilmente a meio da noite e tenham menos tempo de sono REM (o sono mais profundo e reparador). Uma das soluções para compensar esta situação, sugere o especialista britânico, pode ser apostar em pequenas sestas diárias.

Essas Dicas Vão Ajudar Muitos Pais Que Lutam Com Seus Filhos Durante As Refeições

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A alimentação durante o desenvolvimento infantil é algo tão preocupante que alguns pais chegam a permitir que seus filhos controlem o ambiente desde que se alimentem, porém, é imprescindível lembrar que um organismo com fome, alimenta-se de qualquer comida.

Assim, alimentar-se também é um aprendizado estabelecido principalmente através da tranqüilidade do adulto, bem como a oferta dos alimentos dentro da cultura familiar.

Nos dias iniciais da vida do bebê, a sensação de fome quando ocorre é tão intensa e desconfortante que o bebê chega a contorcer todo o corpo e não consegue conter seu choro.

Se o adulto, nesses primeiros momentos se demonstra ansioso, apreensivo, incomodado, o bebê faz esse registro e usará o comportamento que fez esse adulto a se mover (choro, contorcionismo) para ter a atenção do mesmo, pois o bebê (como todo ser humano) também tem fome de atenção.

Para que o bebê desenvolva um bom apetite é primordial que a mãe tenha hábitos alimentares saudáveis, além da ingestão de muita água e líquidos em geral, afim de que o organismo produza adequada quantidade de leite para o bebê.

Outro aspecto importante é a postura a qual o bebê será alimentado, pois esta influencia (facilita ou complica) o desenvolvimento adequado do trato digestivo.

A postura correta do bebê ao ser amamentado é com a cabeça apoiada na dobra do cotovelo, de frente para a mãe, com o tronco inclinado, sendo a cabeça num ângulo superior às pernas e pés.

A face do bebê precisa estar de frente ao mamilo, para que o mesmo possa encaixar-se por inteiro em sua boca, evitando assim as rachaduras ou a postura inadequada da mama, o que pode comprometer a estética da mesma na mãe.

O estômago do bebê deve ficar na mesma altura do estômago da mãe, pois além deste fator fortificar os músculos necessários para a mãe, inclusive para a estética da sustentação dos músculos do seio, mas principalmente para todo o movimento de atendimento à criança, esta postura liga os timos (glândula auxiliadora da imunidade, que existe no ser humano até os 6 anos e “ritualmente” responsável pela intimidade).

Caso não seja possível sustentar o bebê nos braços, é preciso acomodá-lo de forma mais similar possível à postura expressa acima.

Importante também lembrar que se o bebê é alimentado através de mamadeira desde os seus primeiros dias, um intervalo no meio da mamada auxilia a retenção do alimento, assim como acontece na alimentação pelo seio materno.

Os primeiros sorrisos do bebê estão vinculados a sensação de saciedade depois da alimentação, assim como as primeiras concepções relacionadas às noções de tempo e espaço também se ligam aos momentos de refeição.

Desta forma, sua relação com o mundo estabelece-se a partir da sensação de prazer (saciedade) e desprazer (fome, sono, fralda cheia). Se as situações de saciedades baseadas na alimentação, higiene ou aconchego forem mais intensas e significativas que as de desprazer, a criança será mais tranqüila, bem como a formação psíquica estruturar-se-á dentro dessas primeiras impressões e construções. Assim como o contrário.

Enfatiza-se também que a situação de prazer está relacionada a uma redução de estímulos (o bebê centra-se no ato de mamar, relaxar por abster-se dos demais estímulos e adormece) e a de desprazer há uma intensidade de estímulos excessiva. Estar atento a quantidade de estímulos que o bebê está envolto no momento da alimentação é essencial, pois a criança “relaxa quando o ambiente está propício.”.

Com o tempo, o anseio de alimento cede lugar às variações de apetite. Num primeiro momento, o bebê precisa aprender a comer, a mastigar (mesmo sem a primeira dentição), a impulsionar o alimento para dentro de sua boca, pois nas primeiras “colheradas” o reflexo natural é colocar para fora da boca. Assim, todo o carinho e paciência são necessários nos primeiros ensaios alimentares.

Após aprender a saborear, outro aprendizado muito significativo é em relação a quantidade a ser ingerida e por isso deve-se iniciar com uma quantidade pequena, aumentando progressivamente e observar, pois logo a criança demonstrará o seu limite e apetite. Os bebês que apresentam refluxo ao nascer precisam de um cuidado ainda maior.

Depois do aprendizado de alimentar-se, o bebê tende a comer bem e ser bastante curioso ao ver o adulto comendo. O cuidado de não oferecer alimentos inadequados à idade específica de cada bebê evita muitos desconfortos.

A sensação de vontade para determinado alimento é do adulto, visto que o bebê ainda não conhece muitos sabores, tudo que lhe é dado ele levará à boca, pois está observando o mundo e ao adulto.

Outro aspecto relevante é a oferta de alimentos ao natural. Não há necessidade de acréscimo de açúcares ou muito sal ou tempero para crianças até 1 ano.

Para a construção de um paladar refinado, é sugerida a degustação de cada alimento em sua forma mais in natura possível, senão a criança optará por alimentos só doces ou temperados em demasia.

O desmame também ocorre de forma natural a partir do momento que a alimentação for oferecida progressivamente e de maneira adequada.

Cronologicamente, por volta de 16 semanas, o bebê alimenta-se moderadamente e retém bem o que ingere, possuindo preferência por alimentos líquidos.

De 20 a 28 semanas o apetite é irregular e é capaz de adaptar-se ao alimento sólido.

As 36 semanas aumentam seu interesse pelos alimentos, inclusive ao perceber sua preparação, buscando brincar com os mesmos e também segurar a mamadeira.

Brincar com alimento é parte do desenvolvimento da criança, pois sentindo a textura dos mesmos, o bebê está fazendo os registros significativos em sua mente utilizando uma das ferramentas que mais contribuíram para a evolução da espécie: as mãos.

Esses aprendizados encontram-se bastantes vinculados a afetividade. Com 40 semanas é capaz de comer com os dedos, levando-os junto com o alimento à boca.

Aos 15 meses, começa o aprendizado de alimentar-se com a colher, precisando compor movimentos delicados e precisos. Calma, paciência, incentivo da parte do adulto, são os principais auxiliadores neste aprendizado, principalmente porque o bebê continuará utilizando os dedos como ferramentas auxiliares aos talheres.

Aos 2 anos, inicia-se a nomenclatura dos alimentos e a criança passa a definir suas preferências através das cores e formatos dos mesmos, que podem intensificar-se ou simplesmente inexistir conforme os dias.

O incentivo e firmeza do adulto para a apreciação de todo o tipo de comida é fundamental para que a criança não estabeleça somente a seletividade quanto à ingestão de determinados alimentos, mesmo que para isso, seja necessário deixá-la uma refeição sem alimentar-se.

Nesta fase, a criança gosta que a louça combine (talheres, copos, pratos, etc.) e esta preferência pode ser utilizada como estratégia estimuladora às refeições com pratos com desenhos que ficam cobertos com a refeição, ou história que utilizem os acessórios da alimentação como personagens.

Como a criança vive no mundo encantado e nesta idade gosta de repetir o que lhe foi significativo, se gostar da estratégia utilizada, solicitará ao adulto a repetição do que gostou. Criatividade e paciência são essenciais nestas situações.

Um mau comedor pode apresentar característica já às 12 semanas de vida, o que pode ser indício de alterações em seu sistema gastrointestinal, bem como uma maturação mais lenta do mesmo, bem normal em nossa atualidade.

Nesta situação, é essencial a busca de um especialista, procurar alternativas alimentares como: preparo diferenciado dos alimentos no prato da criança, deixando-os com maior quantidade de caldo, porém sempre a estimulando na ingestão do alimento mais sólido (característico de cada idade) para não comprometer o desenvolvimento da formação dentária, pois os dentes precisam morder, sendo esta uma de suas principais funções.

As crianças após os 18 meses que ainda não estiverem adaptadas à alimentação sólida, além de possuírem hiponicidade facial (flacidez na musculatura da face), tende a babar mais e também a morder pessoas ou ainda ficar com as mãos ou outros objetos mais intensamente na boca.

Nas alterações alimentares, um fator observado é a inserção medicamentosa quando necessário, ou mesmo a indisposição física.

A inserção de antibióticos, antialérgicos, broncodilatadores, antiflamatórios ou de outros remédios à rotina de 5 a 10 dias, modifica a alimentação das crianças por cerca de 20 dias, e neste período, a criança passa a se alimentar menos ou até mesmo a evitar a ingestão de alimentos.

Nestas situações também se observa alterações no sono e no humor da criança, deixando-a mais irritada e sensível. Nestes momentos, uma dose a mais de carinho, bem como a inserção maior de líquidos, principalmente de água, água de coco e sucos naturais , auxilia a recuperação da criança fisicamente, bem como a não insistência da alimentação minimiza a situação de stress em casa e/ou na escola.

O leite neste momento pode condensar o muco natural das vias aéreas o que pode fazer a criança vomitar. Assim, o acompanhamento junto ao pediatra é de suma importância, bem como muito carinho e uma alimentação adequada a essa situação, sendo esta mais líquida e com maior inserção de suco de frutas, o que auxiliará a recuperação física e emocional.

Outro fator que pode causar alguma alteração alimentar, principalmente no almoço está relacionado com o horário em que criança acorda no período da manhã e o quê ela come de café da manhã, alimentação esta que pode estar muito próxima a oferta do almoço.

Sendo assim, se a criança acordar por volta das 10:00 horas da manhã, deve-se evitar, por exemplo, a ingestão de uma grande quantidade de leite, o qual por ser muito gorduroso propiciará à criança uma longa sensação de saciedade, prejudicando a alimentação das 12:00 horas. Desta forma aconselha-se diminuir a oferta do leite bem como substituir o mesmo por fruta ou uma pequena porção de pão.

Para um bom desenvolvimento infantil do 0 aos 6 anos, a sobremesa deve ser a base de frutas e nunca deve substituir a refeição.

Também se orienta evitar sobremesas a base de leite, pois o cálcio e o ferro possuem absorção diferente e um prejudica ao outro quando ingeridos juntos. Danoninhos, iogurtes, mingaus são lanches e não sobremesas. A própria mamadeira não deve ser oferecida à criança logo após o almoço e jantar.

Outra preocupação é não habituar a criança a ingerir líquido juntamente às refeições. Para melhor aproveitamento da refeição, o líquido deve ser oferecido 30 minutos antes ou depois da mesma.

Aos 5 anos, a criança já se compromete com a própria alimentação, desde que a mesma esteja inserida em sua rotina, pois entre o brincar e o alimentar-se, preferirá a primeira opção, inclusive tentando brincar com os alimentos, pratos e talheres.

Outro aspecto a ser ressaltado é que, como é a alimentação que traz energia ao desenvolvimento da criança, nesta idade se deve ter horários de alimentação que não ultrapasse 3 horas, pois senão a criança passa a ficar irritada, com muitas alterações de humor quando está com fome.

O mesmo acontece se a alimentação não estiver adequada. Quantidades excessivas de açúcar, papinhas e alimentos industrializados ou leite, causam transtornos alimentares e de humor.

A criança que a partir dos 18 meses permanece com hábito de ingerir leite imediatamente antes de dormir, passa cerca de 40 minutos iniciais de seu sono fazendo digestão, comprometendo a qualidade do sono profundo. O mesmo se a criança acordar para mamar.

O momento de sono precisa estar desvinculado de nossa necessidade alimentar. Assim, muitos dos comportamentos irritadiços de algumas crianças podem estar ligados a fatores como este (dormir mal a noite é um deles), pois o hormônio do crescimento só tem amplo funcionamento no físico da criança durante a noite e em sono profundo. Esse aspecto científico ressalta do ditado popular que cita que a criança que dorme bem e bastante, cresce mais rápido.

Toda a alimentação da criança desde o seu nascimento até o 6 anos passa por várias transformações de necessidades dietéticas, calóricas, mas também é comprometida pelas características psicológicas.

Muitas vezes, os pais relacionam a alimentação à espera de alguém ou da próxima situação, ou mesmo, relacionam a alimentação a passeios.

A criança aprenderá o que lhe ensinarem, por isso é importante os pais e educadores estarem em constante reflexão de suas atitudes e como estas afetam a criança em questão. O importante é ter a alimentação como algo prazeroso, interligado à saúde física e mental e não relacionado à troca ou barganha de outros comportamentos.

Ressalta-se que as crianças que demonstram nojo, receio em pegar ou manusear alimentos, este comportamento pode ser conseqüência da exigência demasiada em alguns movimentos ou regras no momento de alimentação, e necessitam de atenção e cuidado.

Como os desejos mais essenciais e profundos do bebê e da criança têm a ver com o alimento e o sono, os seus horários diários de comer e dormir assumem um grande significado psicológico.

Assim, estes horários de sono e alimentação, são grandes organizadores da rotina e da saúde mental da criança em seus primeiros anos de vida. Se o alimento é dado ao bebê com afetividade, ele apreciará este sabor, ou senão, o vinculará a uma experiência desagradável, ou mesmo, a ansiedade de comer para fazer algo.

Aos 12 meses, a criança adquire a capacidade de comer com os dedos antes de comer sozinho com a colher e muitas vezes, também retirando a comida da boca para olhá-la e colocá-la novamente. Este comportamento expressa uma busca de autonomia e não de falta de educação.

Os meninos geralmente são mais independentes e exigentes nesta idade, querendo alimentar-se com as mãos e sozinhos. Nestas situações, cabe ao adulto responsável estar sensível a este aprendizado, mas demonstrar, através de sua postura alimentar, elogios e orientações, a forma considerada socialmente aceitável da alimentação.

Aos 21 meses, gosta de ter os esquemas repetidos (mesmo babador, mesmo prato, mesma colher, mesmo lugar de sentar), e se ela visualizar a sobremesa, não almoçará mais.

Aos 2 anos, durante as refeições, a criança volta a aceitar ajuda e prefere comer um ou outro alimento com as mãos. Assim, é primordial permitir que a criança deguste as saladas de couve flor, brócolis ou outras que possuem uma textura conveniente para as mãos.

Depois, aos 2 e 3 anos, querem ganhar comida na boca, mas é o momento do adulto ressaltar as conquistas já adquiridas e instigar a criança a alimentar-se sozinha.Neste período, a criança ainda relaciona a refeição imediatamente ao sono.

A partir dos 3 anos, a criança alimenta-se sozinha e os rituais são menos rígidos. A carne, leite e frutas são alimentos preferidos. As hortaliças vão sendo aos poucos novamente aceitas. Gosta de cooperar e de ter rotina, mas também pode se utilizar de vômito voluntário e brusco em situações de tensão ou pressão psicológica.

A paciência vinculada à firmeza (não forçar a comer, mas também não substituir os alimentos) e principalmente o afeto como norteador, pois se os adultos responsáveis tiverem a tranqüilidade de esperar que a criança perceba que o alimento foi preparado para ela com carinho e este será o alimento que ela ingerirá sem substituição, juntamente no horário da refeição, ou posteriormente sozinha, (reforça-se: sem substituições), a criança passará a se alimentar de forma adequada e não tentará trocas.

Aos 3 anos e meio, gosta de repetir os mesmos alimentos com fúria, recusa outros e bebe o leite bem depressa. Demoram a comer, e desafiá-la neste sentido com brincadeiras, pode auxiliar na minimização deste tempo da refeição. Exemplificando desafios: “será que a criança consegue comer tudo?”, ou “quem da mesa terminará a refeição completa sem deixar alimentos no prato?”.

Depois dos 4 anos, por conhecer a maioria dos paladares, possui sua preferência alimentar, algumas crianças, dependendo da relação com o adulto, buscam negociar as refeições, mas essa negociação só acontecerá se o adulto a permitir. Se o adulto tiver clareza de que algumas situações (sono, banho, alimentação, escola), não se negociam, criança tentará algumas poucas vezes, mas não insistirá. Porém se o adulto ficar justificando sua atitude, a criança utilizará as “armas” que lhe derem e usará seu intenso vocabulário e sua astucia, encanto, perspicácia e todos os comportamentos que já aprendeu, para conseguir o que deseja.

Assim, toda a organização alimentar é construída através do desenvolvimento humano mediado pelo adulto que ensinou o bebê a se alimentar. Na primeira etapa da construção alimentar “O bebê come para dormir e acorda para comer”.

Com o crescimento, a criança não quer parar para comer, pois a brincadeira é mais interessante e estimulante. Neste aspecto é primordial que os horários das refeições também sejam prazerosos e recheados de afetos, sendo a refeição um episódio tão interessante quanto às brincadeiras.

As crianças que freqüentam a escola em período integral, normalmente alimentam-se bem e de forma adequada, principalmente porque a rotina e o estimulo de todo o grupo é constante. Já nos finais de semana, os pais relatam que ocorre uma série de dificuldades neste sentido. Assim, se a família consegue priorizar os horários e rotinas das refeições similares ao escolar, num ambiente tranqüilo e estimulante ao alimentar-se em conjunto, essas dificuldades tendem a ser mais pontuais e a criança corresponderá a expectativa de boas refeições nos finais de semana.

Fonte: http://rrclinicapsi.com.br/a-importancia-da-alimentacao-de-zero-a-seis-anos/

Cérebro precisa esquecer para poder aprender

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Estudo mostra as memórias são apagadas para dar espaço a outras
POR CESAR BAIMA 19/03/2016 6:00

RIO – A ideia de que nosso cérebro tem um espaço limitado para armazenar informações e que para aprender algo novo é preciso esquecer alguma outra coisa pode realmente ter um fundo de verdade. Em um novo estudo, pesquisadores do Laboratório Europeu de Biologia Molecular (EMBL, na sigla em inglês) e da Universidade Pablo Olavide, em Sevilha, na Espanha, identificaram um caminho pelo qual o cérebro busca apagar memórias que aparentemente só são ativadas em situações de aprendizagem.

— Esta é a primeira vez que uma via no cérebro foi ligada ao esquecimento, a ativamente apagar memórias — diz Cornelius Gross, líder da pesquisa no EMBL e principal autor de artigo sobre a descoberta, publicado na edição desta semana do periódico científico “Nature Communications”.

Levando em conta que o aprendizado envolve basicamente fazer associações e lembrar delas depois, Gross e seus colegas analisaram o hipocampo de camundongos. Sabe-se há tempos que essa região do cérebro está envolvida na formação de memórias, com as informações chegando até ela por três diferentes “rotas”. E, à medida que as memórias são consolidadas, as conexões entre neurônios ao longo da “principal” dessas rotas são reforçadas.

Rota bloqueada

Assim, quando os cientistas bloquearam a rota principal para o hipocampo no cérebro dos camundongos, eles observaram que os animais não eram mais capazes de aprender uma resposta pavloviana básica, como associar um som a uma consequência e antecipar essa consequência quando ouviam o som. Mas, se os roedores já tivessem aprendido a fazer a associação antes do bloqueio dessa via pelos pesquisadores, eles ainda eram capazes de recuperar esta memória e reagir como esperado. Segundo os cientistas, o resultado do experimento confirmou que esse caminho é essencial para a formação das memórias, mas não para lembrá-las, o que atribuem a alguma das outras vias. O bloqueio da rota principal, no entanto, teve consequências inesperadas, com as conexões entre os neurônios nela enfraquecendo, o que foi interpretado como as memórias sendo apagadas.

— Simplesmente bloquear esta via não deveria ter um efeito tão forte — destaca Agnès Gruart, pesquisadora da Universidade Pablo Olavide e coautora do estudo. — Ao investigarmos mais a fundo este efeito, descobrimos que a atividade em outra das rotas estava impulsionando este enfraquecimento.

 

Ainda de acordo com os pesquisadores, esse impulso ativo para o esquecimento só foi observado em situações de aprendizagem, tanto que quando bloquearam a rota principal de informações para o hipocampo em outras situações a força das conexões entre neurônios nela não se alterou.

— Uma explicação para isso é que há um espaço limitado no cérebro — considera Gross. — Então, quando você está aprendendo, você tem que enfraquecer suas conexões para dar espaço a outras, isto é, para aprender novas coisas, você deve esquecer coisas que aprendeu antes.

Embora a descoberta tenha sido feita com camundongos geneticamente alterados, com a ajuda de Maja Köhn, chefe de laboratório no EMBL, os cientistas demonstraram ser possível produzir uma droga que ativa a “via do esquecimento” sem a necessidade de mudanças no genoma. Segundo eles, essa abordagem pode ser importante para desenvolver formas de ajudar pessoas assombradas com memórias ruins, como vítimas de estresse pós-traumático, a esquecerem essas experiências dolorosas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/cerebro-precisa-esquecer-para-poder-aprender-18913573#ixzz43MPfOuNX
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Atypical Trigeminal Neuralgia Associated With Tongue Piercing

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Roberto Gazzeri, MD; Sandro Mercuri, MD; Marcelo Galarza, MD
[+] Author Affiliations
JAMA. 2006;296(15):1836-1842. doi:10.1001/jama.296.15.1840-b.

To the Editor: Tongue piercing is an increasingly common form of self-expression. Reported important complications of tongue piercing include endocarditis,1 tetanus,2 and brain abscess.3 We describe a patient with trigeminal neuralgia that developed after a tongue piercing and that resolved shortly after its removal.

Report of a Case

An 18-year-old woman presented with a 2-month history of neuropathic facial pain described as severe, constant, and paroxysmal. This had started 1 month after a piercing of her tongue and insertion of a bispherical metal stud. A typical episode began with right-sided paroxysmal pain in the maxillary (V2) and mandibular (V3) region, followed by hypoesthesia 30 seconds later. The episodes were described as “electrical shocks,” lasted from 10 to 30 seconds, and recurred 20 to 30 times each day, increasing in frequency and severity during the latter weeks. Episodes rarely occurred when she was chewing or talking and did not awaken her at night.

On examination, she had mild hypoesthesia of the skin over the right maxilla and mandible, as well as dysarthria in an attempt to guard against the pain trigger. Touching the skin in a 2-cm × 2-cm area lateral to the right nostril evoked pain in the right V2 and V3 distributions, without glossalgia. No other trigger point was found. Oral examination revealed a bispherical metal stud in the anterior third of the tongue (Figure, A). The area surrounding the stud appeared normal. Taste and swallowing were normal. Her neurologic examination was otherwise normal, as was the dental examination and remainder of the physical examination.

Figure. Tongue Piercing With Insertion of Metal Stud, Sensory Divisions of the Trigeminal Nerve, and Anatomy of Atypical Trigeminal Neuralgia Secondary to Insertion of Stud

Insertion of the stud in this case may have provoked unilateral trigeminal neuropathic pain and associated hypoesthesia. The stud may have irritated the lingual branch of the mandibular nerve (V3); after possible thalamic and cortical projections, a secondary afferent response was manifested in the maxillary nerve (V2) and the inferior alveolar branch of mandibular nerve (V3). A basis for this phenomenon may include mechanical, chemical, or galvanic irritation of the lingual nerve.

Image not available.

She had a normal C-reactive protein level and erythrocyte sedimentation rate. A cerebral angiogram and magnetic resonance imaging scan performed 2 weeks following the initial examination were unremarkable (the stud was removed for the duration of the scan). Treatment with acetaminophen, codeine, and dexamethasone did not improve the symptoms. The diagnosis of trigeminal neuralgia was considered, and she then started carbamazepine, 200 mg twice daily. The severity of the pain did not change, but it occurred less frequently. After 1 week of carbamazepine, the trigeminal neuralgia recurred with previous characteristics despite a therapeutic drug level; carbamazepine was discontinued after 2 weeks. The stud was removed that day, and 48 hours later her symptoms resolved completely. One year later, she continues to be free of all symptoms, with normal findings on physical examination.

Comment

Piercing of the tongue disrupts the skin, mucous, and muscle barriers and may produce local infections secondary to the introduction of buccal microflora into the muscles. Because the intrinsic muscles of the tongue possess a rich network of vessels, there is a secondary risk of sepsis1 or formation of a distant abscess.3

Cranial nerve involvement with right facial weakness has been reported secondary to cephalic tetanus after tongue piercing.2 The lingual branch of the mandibular division of the trigeminal nerve provides general sensation to the anterior two thirds of the tongue (Figure, B) and, as in the patient we describe, constitutes the afferent limb for the spread of sensory impulses, resulting in secondary neuralgia. Our patient had trigeminal neuralgia of atypical type, given that there was hypoesthesia and no significant response to carbamazepine.4

The syndrome was probably secondary to a lingual metallic implant, and although findings indicate involvement of the trigeminal system, the location of the piercing and implant should not have resulted in trigeminal injury (Figure, C). The causal mechanism may involve mechanical or chemical nerve irritation with secondary sensitization of central and peripheral type. Another possibility is galvanic phenomena,5 in which intraoral galvanism is thought to generate electric currents that may elicit neuralgia. Trigeminal neuralgia after a dental alloy implant, possibly triggered by galvanism, has been reported.6 Our patient described her pain in terms of electricity.

To our knowledge, this is the first published report of atypical trigeminal neuralgia associated with tongue piercing. This should be considered in the differential diagnosis of such symptoms.

Author Contributions: Dr Galarza had full access to all of the data in the study and takes responsibility for the integrity of the data and the accuracy of the data analysis.

Study concept and design: Gazzeri, Galarza.

Acquisition of data: Mercuri, Galarza.

Drafting of the manuscript: Gazzeri, Mercuri, Galarza.

Critical revision of the manuscript for important intellectual content: Galarza.

Study supervision: Gazzeri, Mercuri, Galarza.

Financial Disclosures: None reported.

Funding/Support: There was no funding or material support for this study.

Acknowledgment: The patient shown in Figure 1 provided permission to be included in this article. We thank Gerald Chaban, MD, PhD, Faculty of Medicine, University of Saskatchewan, Saskatoon, Saskatchewan, for his uncompensated critique of the manuscript.

References
1
Akhondi H, Rahimi AR. Haemophilus aphrophilus endocarditis after tongue piercing.  Emerg Infect Dis. 2002;8:850-851

2
Dyce O, Bruno JR, Hong D, Silverstein K, Brown MJ, Mirza N. Tongue piercing: the new “rusty nail”?  Head Neck. 2000;22:728-732

3
Martinello RA, Cooney EL. Cerebellar brain abscess associated with tongue piercing.  Clin Infect Dis. 2003;36:e32-e34

4
Tyler-Kabara EC, Kassam AB, Horowitz MH.  et al.  Predictors of outcome in surgically managed patients with typical and atypical trigeminal neuralgia: comparison of results following microvascular decompression.  J Neurosurg. 2002;96:527-531

5
Kucerova H, Dostalova T, Prochazkova J, Bartova J, Himmlova L. Influence of galvanic phenomena on the occurrence of algic symptoms in the mouth.  Gen Dent. 2002;50:62-65

6
Cheshire WP Jr. The shocking tooth about trigeminal neuralgia.  N Engl J Med. 2000;342:2003

Los espacios verdes son importantes para la salud autopercibida (Environ Int)

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La salud mental y el apoyo social percibido pueden ser más relevantes para los hombres y las personas mayores de 65 años.

La salud mental y el apoyo social percibido pueden ser más relevantes para los hombres y las personas mayores de 65 años.

Los espacios verdes son importantes para el estado de salud autopercibido, según destaca un estudio dirigido por el Centro de Investigación en Epidemiología Ambiental (Creal), aliado con el instituto ISGlobal.

El trabajo, publicado en la revista “Environment International”, se basó en una muestra poblacional de 3.461 adultos residentes en Barcelona, y utilizaron la Encuesta de Salud de la capital catalana de 2011 de la Asociación de Salud Pública de Barcelona (ASPB).

Los investigadores constataron que “el verdor residencial circundante y la proximidad residencial subjetiva a los espacios verdes” tenía una relación con una mejor percepción de la salud en general.

“Hemos visto que la asociación observada entre la exposición al verdor y la percepción subjetiva de salud general, mediada en parte por el estado de salud mental, un apoyo social más intenso y la actividad física, puede variar en función de la edad y el sexo”, ha concluido la investigadora de la ASPB e investigadora del trabajo, Carme Borrell.

Según el primer autor del trabajo e investigador del Creal Dadvand Payam, el estudio ha encontrado indicaciones de la mediación de estas asociaciones por el estado de salud mental, el apoyo social percibido y, en menor medida, la actividad física.

“El estudio muestra que los espacios verdes son importantes para la salud de las personas. Por lo tanto, Barcelona y otras ciudades similares deberían conseguir más espacios verdes, no sólo grandes espacios verdes como parques, sino también árboles en las calles y los espacios abiertos”, ha indicado el coordinador, Mark Nieuwenhuijsen.

Los investigadores observaron indicios de que la salud mental y el apoyo social percibido pueden ser más relevantes para los hombres y las personas mayores de 65 años.

La mineralización del agua mineral natural no perjudica a los riñones

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De hecho, contribuye a alcanzar los niveles de hidratación recomendados para una buena salud.

De hecho, contribuye a alcanzar los niveles de hidratación recomendados para una buena salud.

La mineralización del agua mineral natural no es perjudicial para los riñones, según se desprende del documento de consenso elaborado por la Asociación Española de Urología (AEU).

Y es que, tal y como ha asegurado la organización, “no hay ninguna evidencia científica” de que la mineralización del agua mineral natural conlleve un riesgo en la recurrencia de cálculos renales o que implique el deterioro de la función renal.

De hecho, contribuye a alcanzar los niveles de hidratación recomendados para una buena salud, cantidad que las autoridades sanitarias cifran en una ingesta igual o superior a dos litros de líquidos al día.

“Datos científicos señalan que en personas sanas, los riñones son capaces de equilibrar el agua y los electrolitos de forma independiente, sin importar nuestras tomas, la composición de las comidas o de las aguas”, ha aseverado el presidente de la AEU, José Manuel Cózar Olmo.

Un riñón sano tiene la capacidad de producir orina con una amplia horquilla de concentración (de 50 mOsm/L a 1.200 mOsm/L), la cual es, en gran medida, más amplia que la variabilidad de la composición mineral de las aguas minerales naturales.

Además, para evitar la recurrencia, en personas con cálculos en el riñón, al contrario de diversas creencias, en general al margen de mantener una ingesta de agua del alrededor de dos litros, se recomienda mantener una ingesta diaria de 1.000 a 1.200 mg de calcio al día.

Finalmente, Cózar ha asegurado que, contrariamente a lo que se piensa cuando se alude al término ‘residuo seco’, la presencia natural de minerales es una de las ventajas del agua mineral natural, pues el ‘residuo seco’ indica la cantidad de minerales que existen en el agua, como el calcio y el magnesio, ambos necesarios para el organismo.

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