#Práticas de #sono seguro em #bebês melhoram com #lembretes digitais para as mães

Postado em

Diana Phillips

O uso do e-mail e de mensagens de texto para lembrar as mães de recém-nascidos sobre a importância das práticas de sono seguro para crianças melhora a aderência a essas práticas, mostrou um estudo.

Mães que receberam uma intervenção educativa em saúde por dispositivos móveis (mHealth) sobre práticas seguras de sono após irem para casa com seus bebês relataram taxas significativamente maiores de adesão a essas práticas comparadas com mães que receberam uma intervenção de melhoria de qualidade em enfermagem (MQE) sobre sono seguro durante a hospitalização.

“Ainda é preciso estudar se a implementação disseminada é factível, ou se isso reduz as mortes súbitas e inesperadas de lactentes”, escrevem os pesquisadores.

A Dr. Rachel Y. Moon, da University of Virginia, Charlottesville, e colaboradores, relataram estes achados em um artigo publicado on-line em 25 de julho no JAMA.

O estudo Social Media and Risk-Reduction Training – SMART (Mídias Sociais e Treinamento em Redução de Risco) recrutou novas mães de recém-nascidos a termo saudáveis de 16 hospitais dos EUA para avaliar duas estratégias educacionais sobre sono seguro. A MQE fornece educação durante a estadia hospitalar pós-parto da mãe, e a intervenção mHealth fornece mensagens e vídeos direcionados às mães via e-mail ou mensagem de texto por até dois meses após o parto.

Os pesquisadores inscreveram aleatoriamente cada um dos hospitais participantes para oferecer uma de quatro combinações de intervenções: uma MQE sobre amamentação e uma intervenção mHealth sobre amamentação; uma MQE sobre sono seguro e uma intervenção mHealth sobre amamentação; uma MQE sobre amamentação e uma intervenção mHealth sobre sono seguro; ou uma MQE sobre sono seguro e uma intervenção mHealth sobre sono seguro.

A medida de desfecho primário foi a adesão a quatro recomendações de sono seguro, relatadas pelas mães em uma pesquisa sobre as práticas usuais delas nas últimas duas semanas.

As mães que receberam a intervenção mHealth sobre sono seguro tiveram uma probabilidade significativamente maior do que aquelas que receberam a intervenção mHealth sobre amamentação de colocarem seus bebês para dormir de barriga para cima (89,1% versus 80,2%; diferença de risco ajustada, 8,9%; intervalo de confiança, IC, de 95%, 5,3% – 11,7%). Elas também tiveram uma probabilidade significativamente maior de compartilhar o quarto sem compartilhar a cama com o bebê (82,8% versus 70,4%; diferença de risco ajustada, 12,4%; IC de 95%, 9,3% – 15,1%), de não usar camas macias (79,4% versus 67,6%; diferença de risco ajustada, 11,8%; IC de 95%, 8,1% – 15,2%) e de relatar qualquer uso de chupeta aos dois meses (68,5% versus 59,8%; diferença de risco ajustada, 8,7%; IC de 95%, 3,9% – 13,1%).

A intervenção mHealth sobre sono seguro foi particularmente efetiva em melhorar a prática de compartilhar o quarto sem compartilhar a cama, e em aumentar a eliminação do uso de camas macias, ambos cumprindo a diferença mínima clinicamente importante de 10% (com base no tamanho da amostra do estudo), relatam os autores.

Os pesquisadores não encontraram efeito significativo na intervenção sobre sono seguro por MQE isoladamente. “É possível que não seja suficiente que a equipe do hospital ensine e oriente (embora isso seja importante no estabelecimento de padrões de prática), ou que políticas educacionais hospitalares já existentes tenham limitado o efeito de incremento da intervenção por MQE“, escrevem.

Apenas para a posição supina no sono foi observada uma interação significativa entre as intervenções de sono seguro MQE e mHealth, sugerindo que as mães que receberam ambas tiveram uma melhor aderência às recomendações de sono em posição supina do que as mães que receberam apenas a intervenção mHealth de sono seguro, acrescentam os autores.

“As mães em todos os grupos receberam informações básicas sobre amamentação e sono seguro de acordo com protocolos hospitalares, incluindo recomendações sobre levar o bebê para a cama dos pais para amamentação, mas movê-lo de volta para um espaço separado de sono quando fosse o momento de dormir, e de adiar o uso de chupeta em bebês amamentados diretamente até que o aleitamento materno estivesse bem estabelecido”, explicam os autores.

As intervenções de sono seguro e amamentação por MQE foram desenvolvidas com base em pesquisas qualitativas e quantitativas prévias. Enfermeiras-chefes de cada hospital receberam treinamento em estratégias para abordar barreiras ao sono seguro e à amamentação, e treinaram enfermeiras de beira do leito para que realizassem essas intervenções por comunicação direta e modelamento comportamental com as mães de recém-nascidos que estavam no hospital.

Mensagens programadas para antecipar dúvidas e barreiras

O momento da disseminação de mensagens pela intervenção mHealth foi alinhado com o momento em que provavelmente surgem dúvidas e barreiras quanto ao sono seguro e à amamentação. “As intervenções mHealthforneceram mensagens programadas para antecipar prováveis desafios de aderência”, explicam os autores. “Por exemplo, como as preocupações sobre aspiração quando o bebê é colocado para dormir em posição supina são uma grande razão para o posicionamento em prona precoce, um vídeo abordando essa preocupação estava entre os primeiros que as mulheres receberam”.

“Fornecer essa informação aos pais em momentos críticos pode ter sido importante no alívio de preocupações sobre adesão às práticas recomendadas”, os pesquisadores colocam como hipótese. “Além disso, receber vídeos frequentes e e-mails ou mensagens de texto pode ter servido como um sistema de apoio virtual para as mães, reforçando práticas parentais seguras”.

Os pesquisadores desenvolveram mensagens e vídeos para o mHealth, e especialistas em segurança do sono, amamentação, educação em saúde e marketing social, assim como cuidadores de recém-nascidos, realizaram a revisão.

“As mães receberam mensagens e vídeos diários nos primeiros 11 e então a cada três ou quatro dias por 60 dias”, escrevem os autores, acrescentando que as mensagens foram enviadas pelo centro de dados do estudo.

American Academy of Pediatrics recomenda quatro práticas que estão associadas com a redução do risco de síndrome da morte súbita do lactente (SMSL): colocar os bebês para dormirem sobre as próprias costas, compartilhar o quarto sem compartilhar a cama com o bebê, não usar camas maciais com cobertores e travesseiros no ambiente de sono da criança, e uso de chupeta.

Os achados podem não ser generalizados prontamente, dada a baixa representação de populações de alto risco para SMSL, escreve Carrie K. Shapiro-Mendoza, da Divisão de Saúde Reprodutiva nos Centers for Disease Control and Prevention (CDC), em Atlanta, Georgia, em um editorial de acompanhamento. Por exemplo, “comparadas com as mães recrutadas que responderam no seguimento, as não respondedoras tinham maior probabilidade de serem mais jovens, negras, solteiras, e com menor nível educacional, que são fatores de risco para SMSL, e estão associados com maiores taxas de não adesão a recomendações de sono seguro”. Além disso, ela acrescenta, “como o estudo foi restrito a bebês saudáveis e a termo, não se sabe se a intervenção seria efetiva para mães cujos bebês nasceram prematuros, outro grupo de alto risco para SMSL”. Embora o estudo não tenha poder nem seja longo o bastante para determinar resultados em longo prazo quanto às taxas de redução de SMSL em nível populacional, qualquer intervenção precisa ser adaptada para implementação entre os grupos de maior risco, para ter o maior efeito na redução da mortalidade infantil, destaca ela. “Ao mesmo tempo, intervenções voltadas para cuidadores individuais e para as crenças culturais de um grupo demográfico ou racial/étnico em particular devem ser pesquisadas”. A idade materna média das mulheres que completaram a pesquisa foi de 28,1 anos, e a idade média dos bebês no momento da finalização da pesquisa foi de 11,2 semanas. Quase um terço das respondedoras da pesquisa eram brancas não hispânicas (32,8%) ou hispânicas (32,3%). Negras não hispânicas foram 27,2% da população do estudo, e 7,7% se identificaram como de outra raça/etnia. Em termos de viabilidade de implementação do mHealth em larga escala, a intervenção “provavelmente requer menos recursos e um menor esforço para atingir larga escala do que visitas domiciliares de seguimento, ou abordagens por telefone por profissionais de saúde, pois se baseia no envio de e-mails e mensagens de texto”, escreve Carrie. “Disseminar intervenções que melhoram práticas de sono seguro, especialmente entre aqueles de maior risco, seria um importante próximo passo”. Os autores e editorialistas declararam não possuir conflitos de interesses relevantes. JAMA. 2017;318(4):336-338,351-359. Resumo do artigo, Extrato do editorial

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s