Cefaleia é um sintoma de tumor intracraniano?

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Cefaleia é um sintoma de tumor intracraniano?

A cefaleia é uma queixa extremamente comum na população em geral. Mais de 95% das pessoas com essa queixa apresentam outra causa que não um tumor cerebral.

Apesar da crença popular, o tumor cerebral raramente provoca dores de forte intensidade. Em geral, a cefaleia intensa está associada com a hipertensão intracraniana.

Os sintomas provocados pelos tumores cerebrais podem ocorrer devido a:

  • Invasão do tecido cerebral;
  • Compressão de estruturas adjacentes ao tumor;
  • Aumento da pressão intracraniana.

As manifestações clínicas de um tumor dependem do tamanho, da velocidade de crescimento e da sua localização. As características sugestivas, mas não exclusivas, num paciente com uma lesão expansiva cerebral são:

  • Início na infância ou acima de 50 anos;
  • Início abrupto; pior cefaleia da vida; mudança no padrão da dor; piora da dor à noite ou padrão matinal;
  • Associação com perda de consciência, distúrbio visual, alteração de comportamento, febre, vômitos sem náusea, queixas neurológicas focais, alteração do estado mental, história de TCE, piora progressiva da dor, imunodepressão, história familiar ou síndromes associadas à hemorragia subaracnoidea/aneurismas;
  • Presença de meningismo, febre, anormalidades neurológicas focais, papiledema e etc…

A cefaleia provocada por um tumor cerebral às vezes pode ser pulsátil, como uma enxaqueca comum, e habitualmente é acompanhada por outros sintomas neurológicos. Apenas cerca de 15% dos pacientes com tumor cerebral apresentam dor de cabeça como sintoma único, e mesmo assim por pouco tempo, pois a maioria desenvolve outros sintomas em dois a três meses.

Frishberg (1994) analisou a utilização de exames de imagem na avaliação de cefaleias em pacientes com exame neurológico normal. Após balanço das evidências, recomendou a aplicação desses recursos diagnósticos nas situações abaixo:

  • Cefaleia de padrão atípico;
  • História de crise convulsiva;
  • Sintomas focais;
  • Mudança no padrão da dor.

Christians et al. (2002) encontraram, entre portadores de neoplasias malignas com cefaleia nova ou modificada, metástase cerebral em 32,4% dessa casuística, enquanto Brito, Moreira Filho e Sarmento (2002) observaram cefaleia em 42,4% entre os casos de neoplasia intracraniana analisados.

Então, fique atento! Toda cefaleia deve ser avaliada! Na presença de sinais de alarme, o exame complementar se faz necessário, bem como a avaliação do especialista.

Autora:

 Neurologia

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