Quiropraxia: mais mal do que bem?

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homem recebendo massagem nas costas

Quiropraxia: mais mal do que bem?

Em outubro de 2016, uma modelo americana morreu devido a um procedimento quiroprático que fez no pescoço. Esse incidente gerou um debate em torno dos riscos da quiropraxia. Um novo artigo na revista Spectator Health fez uma síntese das últimas evidências publicadas.

O autor do artigo, professor Edzard Ernst, da University of Exeter, traz um alerta muito importante para todos os profissionais de saúde: mais de metade dos pacientes sofre efeitos adversos (de leve a moderado) depois de ver um quiroprático! Estes efeitos são, principalmente, dores locais que duram de dois a três dias.

Infelizmente, essa é só a ponta do iceberg. Já foram documentados centenas de casos em que os pacientes foram gravemente e, muitas vezes, permanentemente lesados após manipulações quiropráticas. O caso mais recente a chegar na mídia foi  o de uma mulher de 32 anos de Jacarta, que morreu depois de ser tratada por um quiroprático americano.

O que geralmente acontece nestes casos trágicos, explica o professor, é que, após a manipulação da coluna superior, uma artéria que fornece o cérebro é esticada e rompe, levando a um acidente vascular cerebral potencialmente fatal.

Em resposta, autoridades em quiropraxia afirmam que esses eventos são extremamente raros ou negam qualquer conexão com a prática. Segundo dados divulgados, aproximadamente 30 mortes relacionadas à quiropraxia foram documentadas na literatura médica, mas devido a subnotificação de tais casos (que pode chegar a quase 100%), esse número pode ser muito maior.

Todos os médicos, alternativos ou convencionais, devem obter o consentimento de seus pacientes antes de iniciarem qualquer tipo de terapia. Para o professor, os quiropráticos também têm a obrigação de comunicar aos seus pacientes sobre as evidências limitadas, a possibilidade de danos graves e outros tratamentos que podem ser melhores, o que não acontece na prática.

Edzard Ernst alerta que, enquanto existir dúvidas sobre o valor da quiropraxia, os profissionais de saúde devem lembrar do “princípio da precaução”, ou seja, usar, sempre que possível, apenas as terapias que comprovadamente geram mais bem do que mal.

Referências:

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