Desinfecção com luz UV pode ajudar hospitais a combater germes resistentes

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David Douglas

Acrescentar luz ultravioleta (UV-C) aos procedimentos de desinfecção padrão melhora a ação contra organismos multirresistentes, de acordo com um estudo que envolveu nove hospitais.

No entanto, acrescentar luz UV-C para a desinfecção com hipoclorito de sódio não reduziu infecções por Clostridium difficile, relataram os pesquisadores em 17 de janeiro no The Lancet on-line.

“Em nosso grande ensaio clínico multicêntrico controlado e randomizado, demonstramos que poderíamos reduzir o risco de aquisição e infecção por patógenos importantes em 30% quando melhoramos a desinfecção padrão por meio da adição de uma máquina emissora de UV-C”, disse à Reuters Health por e-mail o Dr. Deverick J. Anderson do Duke University Medical Center, em Durham, Carolina do Norte.

O Dr. Anderson e colaboradores empreenderam um pragmático estudo randomizado agrupado cruzado de procedimentos de desinfecção em ambientes dos quais haviam ganho alta pacientes com infecção ou colonização com organismos-alvo pode.

O método de referência foi desinfecção com amônio quaternário ou, no caso de C. difficile, hipoclorito, explicam os pesquisadores. Os métodos aprimorados usaram luz UV-C, além dos desinfetantes líquidos. Houve também um grupo que usou apenas hipoclorito e um outro grupo em que foram utilizados hipoclorito e luz UV-C.

O estudo incluiu mais de 21.000 pacientes que ocuparam uma sala desinfectada: 4.916 no grupo de referência, 5.178 no grupo UV, 5.448 no grupo hipoclorito e 5.863 no grupo hipoclorito e UV.

Os desfechos primários foram a incidência de infecção ou colonização com todos os organismos-alvo – Staphylococcus aureus resistente à meticilina, estafilococos resistentes à vancomicina, Acinetobacter e C. difficile – entre os pacientes expostos, e a incidência de C. difficile entre os pacientes expostos na população com intenção de tratar.

A incidência de organismos-alvo entre os pacientes expostos foi significativamente mais baixa após a adição de UV às estratégias de limpeza padrão (risco relativo, 0,70; p = 0,036).

A incidência não foi significativamente menor com hipoclorito ou com hipoclorito e UV. Da mesma forma, a incidência de infecção por C. difficile entre os pacientes expostos não diminuiu quando UV foi adicionado à limpeza com hipoclorito (RR, 1,0).

O Dr. Matthew P. Crotty, coautor de um editorial que acompanhou o estudo, disse à Reuters Health por e-mail: “Há tempos se considera que os hospitais são componentes-chave na transmissão de bactérias resistentes a múltiplas drogas e ao Clostridium difficile“.

“O estudo”, acrescentou Dr. Crotty (Methodist Dallas Medical Center, Texas), “demonstra os potenciais benefícios tão necessários da utilização de luz UV na limpeza de quartos de hospital para interromper a propagação de infecções cada vez mais difíceis de tratar”.

FONTE: http://bit.ly/2jTDfPR and http://bit.ly/2kmCa4d

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