Resultados da cultura de MRSA podem levar a descalonamento de antibióticos

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Damian McNamara

Para pacientes com suspeita de sepse por Staphylococcus aureus resistente à meticilina e que iniciaram tratamento com antibióticos de amplo espectro na unidade de tratamento intensivo (UTI), a vancomicina ou a daptomicina podem ser descalonadas com segurança se os resultados da cultura vierem negativos para MRSA.

“A mensagem principal é: confie nos seus resultados de cultura”, disse Matthew Korobey, do Mercy Hospital, emSt. Louis, Missouri. “Com 72 horas, se as culturas forem negativas, com um alto grau de confiança você pode interromper seu agente ativo contra MRSA”.

“É importante saber, em primeiro lugar, que os antibióticos trazem riscos. E também é importante evitá-los quando eles não são necessários. Isso poderia preservá-los para uso no futuro”, disse ele ao Medscape.

Korobey apresentou os resultados de um estudo que avaliou o momento da redução de espectro dos antibióticos no 46º Congresso de Tratamento Intensivo da Society of Critical Care Medicine , em Honolulu, Havaí.

Confie em seus resultados de cultura.

A equipe de Korobey identificou aleatoriamente pacientes com sepse internados na UTI de um grande hospital-escola que foram tratados para MRSA com antibióticos de novembro de 2011 a abril de 2016. Para todos os pacientes, as culturas de escarro e de sangue, obtidas antes da primeira dose de antibiótico, foram negativas para MRSA.

Para 28 dos 54 pacientes, o tratamento com MRSA continuou além de 48 horas; para os outros 26 doentes, o tratamento foi interrompido antes de 48 horas.

Embora a taxa de mortalidade na UTI tenha sido maior no grupo que havia interrompido a terapia com 48 horas, a diferença não foi significativa.

Tabela. Resultados de acordo com o momento de descalonamento

Desfechos Mantido além de 48 horas Descalonado antes de 48 horas Valor de P
Escore APACHE III médio no início 52 55 0,5
Taxa de mortalidade na UTI, % 0.0 3.6 0,5
Média de horas para interromper ou desescalonar 123 24 <0,0001

“É um bom estudo. Nós sempre tentamos descalonar o máximo possível”, disse a moderadora da sessão, Kristine Parbuoni, da UTI cardíaca pediátrica da Loma Linda University School of Pharmacy, na Califórnia.

No entanto, “existem pacientes e populações nas quais claramente pode haver mais dúvidas”, disse ela ao Medscape. “Trabalho com pacientes transplantados e imunossuprimidos. Em alguém que aparente estar muito doente, pode haver mais hesitação na hora de interromper os antibióticos”.

Korobey disse que sua equipe planeja agir diante dos resultados da pesquisa e desenvolver um programa da administração de antibióticos.

Korobey e Kristine declararam não possuir conflitos de interesse relevantes ao tema.

46º Congresso de Tratamento Intensivo da Society of Critical Care Medicine (SCCM): Resumo 0692. Apresentado em 23 de janeiro de 2017.

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